Área Missionária Santa Catarina de Sena
Primeira conversa:
Viver em comunidade à luz do
retrato de comunidade em Atos
dos Apóstolos
CATEQUESE DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ
Quando o sol nascer...
Um velho rabino perguntou certa feita aos discípulos como se podia saber o
momento em que a noite acabava e o dia começava.
- Seria quando é possível distinguir de longe, sem dificuldades, um cão de um
carneiro?
Não – diz o rabino
- Seria quando é possível diferenciar uma tamareira de uma figueira?
Não – diz o rabino
- Mas então, quando é? – perguntam os discípulos.
O rabino respondeu: Quando, olhando o rosto de qualquer pessoa, a
reconhecemos como nossa irmã ou nosso irmão. Até que isso não aconteça, ainda
será noite em nosso coração.
COMUNIDADE e MISSÃO
Ser testemunha de Jesus
• At 1, 3-11 Homens da
Galiléia, por
que estais aí
parados,
olhando para o
céu? Esse Jesus,
que foi tirado
de vocês e
levado para o
céu, virá do
mesmo modo
como vocês o
viram partir
para o céu.
At 1, 11
A comunidade cristã nascendo
“Então, do monte chamado das Oliveiras,
voltaram para Jerusalém. A distância é
pequena: a de uma caminhada de sábado.
Tendo entrado na cidade, subiram à sala de
cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro, e
João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu
e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o
Zelota; e Judas, filho de Tiago.
Todos estes, unânimes, perseveravam na oração
com algumas mulheres, entre as quais Maria, a
mãe de Jesus, e com seus irmãos”.
At 1, 12-14
O retrato da primeira comunidade
At 2 – Pentecostes (1-13)
- Discurso de Pedro à multidão (14-36)
- Primeiras conversões (37- 40)
- Retrato da primeira comunidade (42-47):
Eles mostravam-se assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à
fração do pão e às orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos
prodígios e sinais que os apóstolos realizavam, todos os que abraçavam a fé eram unidos
e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e
repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente
frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando os alimentos com alegria e
simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E cada dia
o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação.
O Segundo retrato: At 4, 32-35
A multidão dos fiéis era um só coração e uma só
alma. Ninguém considerava como propriedade
particular as coisas que possuía, mas tudo era posto
em comum entre eles. Com grande poder, os
apóstolos davam testemunho da ressureição do
Senhor Jesus. E todos eles gozavam de grande
aceitação. Entre eles ninguém passava necessidade,
pois aqueles que possuíam terras ou casas, as
vendiam, traziam o dinheiro e o colocavam aos pés
dos apóstolos; depois ele era distribuído a cada um
conforme a sua necessidade.
O Terceiro retrato de comunidade: At 5, 12 - 16
Muitos sinais e prodígios eram realizados entre
o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os
fiéis se reunião em grupo no Pórtico de
Salomão. Os outros não se atreviam a juntar-se
a eles, mas o povo os elogiava muito. Uma
multidão cada vez maior aderia ao Senhor, pela
fé. Chegaram ao ponto de transportar doentes
para as praças, em esteiras e camas, para que
Pedro, ao passar, pelo menos a sua sombra
cobrisse alguns deles. A multidão vinha até das
cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes
e pessoas tomadas por espíritos impuros, e
todos eram curados.
O ensinamento dos apóstolos
Uma nova interpretação, das escrituras e
da vida, a partir da experiência com o
Ressuscitado.
Uma ruptura com os ensinamentos dos
mestres da época. Em vez de seguirem a
doutrina de doutores, seguem a doutrina
dada por gente simples e sem muita
instrução.
Comunhão (Koinonia)
Um novo ideal da vida comunitária.
A comunhão nasce da Trindade, e se
traduz na comunhão fraterna com
partilha de bens.
O ideal da comunhão era chegar a uma
partilha dos bens e também dos
sentimentos e da experiência de vida, a
ponto de todos serem um só coração e
uma só alma.
Sem necessitados, nem excluídos.
Fração do Pão
Indica a nova fonte da vida comunitária.
Lembrava as muitas vezes que Jesus
tinha partilhado o pão com os seus
discípulos e entre os pobres.
Significava sobretudo o gesto supremo
do “amor até o fim”, a eucaristia, “a
comunhão com o corpo e sangue de
Cristo”, a Páscoa do Senhor.
A fração do pão era feita nas casas e não
na majestade do templo; um lugar de
uma liturgia fraterna.
Orações
Por meio da Oração, os primeiros cristãos
permaneciam unidos entre si e a Deus, e se fortaleciam
na hora das perseguições.
Apesar de seguirem uma doutrina diferente da
tradicional, não rompiam com os costumes da piedade
do povo, mas continuavam frequentando o Templo.
Quando perseguidos, rezavam e reliam o Primeiro
Testamento. Faziam como Jesus que, pela oração
enfrentava a tentação.
E todos repartiamo pão
E todos repartiam o pão
E não havia necessitados entre eles.
- E todos eram um coração, uma só vida;
Ninguém dizia seus os bens que possuía.
- Eles tomavam o alimento com alegria
E cativavam do seu povo a simpatia.
A realidade em que vivemos: temos espaço
para a comunidade?
• Rápidas mudanças,
• individualismo e hedonismo,
• intolerância e falta de diálogo,
• Vida virtual,
• valorização das aparências,
• consumismo,
• Degradação do meio ambiente...
• Jovens NEET (jovens não
comprometidos numa atividade de estudo,
nem de trabalho e nem sequer de
formação profissional)
• Jovens nos movimentos sociais
• Estudando, fazendo faculdade
• Fazendo trabalho voluntários
• Participando das CEB’s, Pastorais,
Grupos de Jovens, Equipes de
Serviço e Movimentos.
• Empenhados em grupos culturais
(Danças juninas, boi-bumbá)
• Usando os meios de comunicação
para conversar, trocar informações,
ficar sabendo da realidade...
Discípulo missionário: pessoa de comunhão
Dentre as características da formação dos discípulos
missionários encontramos a comunhão:
“Não pode existir vida cristã fora da comunidade. Nas
famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida
consagrada, nas comunidades de base, nas outras
pequenas comunidades e movimentos.
Como os primeiros cristãos se reuniam em comunidade,
o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro
com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida
fraterna solidária. É também acompanhado e
estimulado pela comunidade e por seus pastores para
amadurecer na vida do Espírito”.
EncontrocomJesus
Conversão
Comunhão
Discipulado
Missão
Documento de Aparecida, 2007,
n. 278
O rosto de uma comunidade Amazônica
Uma Igreja solidária-samaritana, caminhando com o povo mais
sofrido, especialmente indígenas, agricultores, ribeirinhos...
Bispos, padres, agentes pastorais, religiosos e religiosas fizeram
de seu trabalho pastoral-evangelizador anúncio da Boa-nova ao
pobres e denúncia das condições de miséria e exclusão social.
Uma Igreja ministerial e missionária, favorecendo o
protagonismo dos leigos e leigas, e investindo mais na formação
dos agentes pastorais locais, com uma intensa participação
também da vida religiosa consagrada.
Uma Igreja cuja expressão maior são as comunidades eclesiais
de base (CEB’s): sua organização e missão nos mais distantes
rincões dessa Amazônia tornaram a Igreja mais presente e mais
próxima da vida do povo.
Uma Igreja irmã da criação que considera como parte da sua
opção fundamental a salvaguarda de toda criação e chama todos
os homens e mulheres a cuidarem do Planeta como casa comum.
Eu sou feliz é na comunidade,
na comunidade eu sou feliz. (Bis)
- A nossa comunidade/ se reúne todo dia.
E a nossa comunidade/ se transforma em alegria.
- Nós cantamos um bendito,/ depois um pelo-
sinal, uma lê o Evangelho/ e todos vamos comentar.
- A Igreja de Jesus/ é uma comunidade,
onde todos nós vivemos/ na maior fraternidade.
- Onde há comunidade,/ lá não há miséria não,
pois aquele que tem/ mais vai partir com seu irmão
•Como esses textos nos inspiram a
viver em comunidade?
•Com ser comunidade?

Catequese IVC - Reflexão para Retiro com jovens

  • 1.
    Área Missionária SantaCatarina de Sena Primeira conversa: Viver em comunidade à luz do retrato de comunidade em Atos dos Apóstolos CATEQUESE DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ
  • 2.
    Quando o solnascer... Um velho rabino perguntou certa feita aos discípulos como se podia saber o momento em que a noite acabava e o dia começava. - Seria quando é possível distinguir de longe, sem dificuldades, um cão de um carneiro? Não – diz o rabino - Seria quando é possível diferenciar uma tamareira de uma figueira? Não – diz o rabino - Mas então, quando é? – perguntam os discípulos. O rabino respondeu: Quando, olhando o rosto de qualquer pessoa, a reconhecemos como nossa irmã ou nosso irmão. Até que isso não aconteça, ainda será noite em nosso coração.
  • 3.
  • 4.
    Ser testemunha deJesus • At 1, 3-11 Homens da Galiléia, por que estais aí parados, olhando para o céu? Esse Jesus, que foi tirado de vocês e levado para o céu, virá do mesmo modo como vocês o viram partir para o céu. At 1, 11
  • 5.
    A comunidade cristãnascendo “Então, do monte chamado das Oliveiras, voltaram para Jerusalém. A distância é pequena: a de uma caminhada de sábado. Tendo entrado na cidade, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro, e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o Zelota; e Judas, filho de Tiago. Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos”. At 1, 12-14
  • 6.
    O retrato daprimeira comunidade At 2 – Pentecostes (1-13) - Discurso de Pedro à multidão (14-36) - Primeiras conversões (37- 40) - Retrato da primeira comunidade (42-47): Eles mostravam-se assíduos aos ensinamentos dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações. Em todos eles havia temor, por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam, todos os que abraçavam a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando os alimentos com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E cada dia o Senhor acrescentava à comunidade outras pessoas que iam aceitando a salvação.
  • 7.
    O Segundo retrato:At 4, 32-35 A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como propriedade particular as coisas que possuía, mas tudo era posto em comum entre eles. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressureição do Senhor Jesus. E todos eles gozavam de grande aceitação. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, as vendiam, traziam o dinheiro e o colocavam aos pés dos apóstolos; depois ele era distribuído a cada um conforme a sua necessidade.
  • 8.
    O Terceiro retratode comunidade: At 5, 12 - 16 Muitos sinais e prodígios eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E todos os fiéis se reunião em grupo no Pórtico de Salomão. Os outros não se atreviam a juntar-se a eles, mas o povo os elogiava muito. Uma multidão cada vez maior aderia ao Senhor, pela fé. Chegaram ao ponto de transportar doentes para as praças, em esteiras e camas, para que Pedro, ao passar, pelo menos a sua sombra cobrisse alguns deles. A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas tomadas por espíritos impuros, e todos eram curados.
  • 9.
    O ensinamento dosapóstolos Uma nova interpretação, das escrituras e da vida, a partir da experiência com o Ressuscitado. Uma ruptura com os ensinamentos dos mestres da época. Em vez de seguirem a doutrina de doutores, seguem a doutrina dada por gente simples e sem muita instrução.
  • 10.
    Comunhão (Koinonia) Um novoideal da vida comunitária. A comunhão nasce da Trindade, e se traduz na comunhão fraterna com partilha de bens. O ideal da comunhão era chegar a uma partilha dos bens e também dos sentimentos e da experiência de vida, a ponto de todos serem um só coração e uma só alma. Sem necessitados, nem excluídos.
  • 11.
    Fração do Pão Indicaa nova fonte da vida comunitária. Lembrava as muitas vezes que Jesus tinha partilhado o pão com os seus discípulos e entre os pobres. Significava sobretudo o gesto supremo do “amor até o fim”, a eucaristia, “a comunhão com o corpo e sangue de Cristo”, a Páscoa do Senhor. A fração do pão era feita nas casas e não na majestade do templo; um lugar de uma liturgia fraterna.
  • 12.
    Orações Por meio daOração, os primeiros cristãos permaneciam unidos entre si e a Deus, e se fortaleciam na hora das perseguições. Apesar de seguirem uma doutrina diferente da tradicional, não rompiam com os costumes da piedade do povo, mas continuavam frequentando o Templo. Quando perseguidos, rezavam e reliam o Primeiro Testamento. Faziam como Jesus que, pela oração enfrentava a tentação.
  • 13.
    E todos repartiamopão E todos repartiam o pão E não havia necessitados entre eles. - E todos eram um coração, uma só vida; Ninguém dizia seus os bens que possuía. - Eles tomavam o alimento com alegria E cativavam do seu povo a simpatia.
  • 14.
    A realidade emque vivemos: temos espaço para a comunidade? • Rápidas mudanças, • individualismo e hedonismo, • intolerância e falta de diálogo, • Vida virtual, • valorização das aparências, • consumismo, • Degradação do meio ambiente... • Jovens NEET (jovens não comprometidos numa atividade de estudo, nem de trabalho e nem sequer de formação profissional) • Jovens nos movimentos sociais • Estudando, fazendo faculdade • Fazendo trabalho voluntários • Participando das CEB’s, Pastorais, Grupos de Jovens, Equipes de Serviço e Movimentos. • Empenhados em grupos culturais (Danças juninas, boi-bumbá) • Usando os meios de comunicação para conversar, trocar informações, ficar sabendo da realidade...
  • 15.
    Discípulo missionário: pessoade comunhão Dentre as características da formação dos discípulos missionários encontramos a comunhão: “Não pode existir vida cristã fora da comunidade. Nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, nas outras pequenas comunidades e movimentos. Como os primeiros cristãos se reuniam em comunidade, o discípulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solidária. É também acompanhado e estimulado pela comunidade e por seus pastores para amadurecer na vida do Espírito”. EncontrocomJesus Conversão Comunhão Discipulado Missão Documento de Aparecida, 2007, n. 278
  • 16.
    O rosto deuma comunidade Amazônica Uma Igreja solidária-samaritana, caminhando com o povo mais sofrido, especialmente indígenas, agricultores, ribeirinhos... Bispos, padres, agentes pastorais, religiosos e religiosas fizeram de seu trabalho pastoral-evangelizador anúncio da Boa-nova ao pobres e denúncia das condições de miséria e exclusão social. Uma Igreja ministerial e missionária, favorecendo o protagonismo dos leigos e leigas, e investindo mais na formação dos agentes pastorais locais, com uma intensa participação também da vida religiosa consagrada. Uma Igreja cuja expressão maior são as comunidades eclesiais de base (CEB’s): sua organização e missão nos mais distantes rincões dessa Amazônia tornaram a Igreja mais presente e mais próxima da vida do povo. Uma Igreja irmã da criação que considera como parte da sua opção fundamental a salvaguarda de toda criação e chama todos os homens e mulheres a cuidarem do Planeta como casa comum.
  • 18.
    Eu sou felizé na comunidade, na comunidade eu sou feliz. (Bis) - A nossa comunidade/ se reúne todo dia. E a nossa comunidade/ se transforma em alegria. - Nós cantamos um bendito,/ depois um pelo- sinal, uma lê o Evangelho/ e todos vamos comentar. - A Igreja de Jesus/ é uma comunidade, onde todos nós vivemos/ na maior fraternidade. - Onde há comunidade,/ lá não há miséria não, pois aquele que tem/ mais vai partir com seu irmão
  • 19.
    •Como esses textosnos inspiram a viver em comunidade? •Com ser comunidade?