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LITERATURA
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
BIOGRAFIA
 É considerado um dos maiores representantes da literatura
brasileira do século XX. Sua carreira poética pode ser dividida
em 4 fases. Cada uma delas é composta por obras que nos
permitem acompanhar a evolução de seus temas e sua visão
de mundo.
Temas típicos da poesia de Drummond
 O Indivíduo;
 A Família;
 Os Amigos;
 O Choque Social;
 O Amor;
 A Poesia;
 Exercícios lúdicos, ou poemas-piada;
 A Existência.
1ª FASE – A FASE GAUCHE
 Tem como características o pessimismo, o isolamento, o individualismo e a reflexão
existencial. Nota-se nesta fase um desencanto em relação ao mundo.
Obras:
 ―Alguma Poesia‖ (1930)
 ―Brejo das Almas‖ (1934)
 Características dessas obras: ironia, o humor e a linguagem coloquial.
Poema das 7 faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é serio, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
2ª FASE – FASE SOCIAL
 É marcada pela vontade do poeta de participar e tentar transformar o mundo, o
pessimismo e o isolamento da 1ª fase é posto de lado. O poeta se solidariza com os
problemas do mundo.
Obras
 ―Sentimento do mundo‖ (1940)
 ―José‖ (1942)
 ―Rosa do Povo‖ (1945)
Poesia: Sentimento do mundo
Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.
Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.
Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.
Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microcopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer
esse amanhecer
mais noite que a noite.
3ª FASE
 A 3ª fase pode ser dividida em 2 momentos: poesia filosófica e poesia nominal.
 Poesia Filosófica: textos que refletem sobre vários temas de preocupação universal como a
vida e a morte.
Obras
 ―Fazendeiro do ar‖ (1955)
 ―Vida passada a limpo‖ (1959)
Poesia: A vida passada a limpo
Ó esplendida lua, debruçada
sobre Joaquim Nabuco, 81.
Tu não banhas apenas a fachada
e o quarto de dormir, prenda comum.
Baixas a um vago em mim, onde nenhum
halo humano ou divino fez pousada,
e me penetras, lâmina de Ogum,
e sou uma lagoa iluminada.
Tudo branco, no tempo. Que limpeza
nos resíduos e vozes e na cor
que era sinistra, e agora, flor surpresa,
já não destila mágoa nem furor:
fruto de aceitação da natureza,
essa alvura de morte lembra amor.
3ª FASE
 Poesia Nominal: repletas de neologismos e aliterações.
Obras:
 ―Lição de coisas‖ (1962)
Poesia: Para sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
4ª FASE (FINAL) – O TEMPO DAS
MEMÓRIAS
 Como o próprio nome já diz, as obras desta fase (década de 70 e 80), são cheias de recordações do
poeta. Os temas infância e família são retomados e aprofundados além dos temas universais já
discutidos anteriormente.
Obras
 ―Boitempo‖
 ―Boitempo III‖
 ―As impurezas do branco‖
 ―Amor Amores‖
Poesia: Viver
Mas era apenas isso,
era isso, mais nada?
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numa porta fechada?
E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?
Isso, ou menos que isso
uma noção de porta,
o projeto de abri-la
sem haver outro lado?
O projeto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?
Como viver o mundo
em termos de esperança?
E que palavra é essa
que a vida não alcança?
 Drummond também escreveu contos e crônicas:
 Conto: ―Contos de Aprendiz‖
 Crônica: ―Passeios na Ilha‖, ―Cadeira de balanço‖, ―Os dias lindos‖.
 Curiosidade
 Após a sua morte descobriu-se um conjunto de poemas eróticos
que ele mantinha em segredo intitulado ―O amor natural‖ (1992).

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Carlos drummond de andrade

  • 2. BIOGRAFIA  É considerado um dos maiores representantes da literatura brasileira do século XX. Sua carreira poética pode ser dividida em 4 fases. Cada uma delas é composta por obras que nos permitem acompanhar a evolução de seus temas e sua visão de mundo.
  • 3. Temas típicos da poesia de Drummond  O Indivíduo;  A Família;  Os Amigos;  O Choque Social;  O Amor;  A Poesia;  Exercícios lúdicos, ou poemas-piada;  A Existência.
  • 4. 1ª FASE – A FASE GAUCHE  Tem como características o pessimismo, o isolamento, o individualismo e a reflexão existencial. Nota-se nesta fase um desencanto em relação ao mundo. Obras:  ―Alguma Poesia‖ (1930)  ―Brejo das Almas‖ (1934)  Características dessas obras: ironia, o humor e a linguagem coloquial.
  • 5. Poema das 7 faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é serio, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.
  • 6. 2ª FASE – FASE SOCIAL  É marcada pela vontade do poeta de participar e tentar transformar o mundo, o pessimismo e o isolamento da 1ª fase é posto de lado. O poeta se solidariza com os problemas do mundo. Obras  ―Sentimento do mundo‖ (1940)  ―José‖ (1942)  ―Rosa do Povo‖ (1945)
  • 7. Poesia: Sentimento do mundo Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo, mas estou cheio escravos, minhas lembranças escorrem e o corpo transige na confluência do amor. Quando me levantar, o céu estará morto e saqueado, eu mesmo estarei morto, morto meu desejo, morto o pântano sem acordes. Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento. Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis. Quando os corpos passarem, eu ficarei sozinho desfiando a recordação do sineiro, da viúva e do microcopista que habitavam a barraca e não foram encontrados ao amanhecer esse amanhecer mais noite que a noite.
  • 8. 3ª FASE  A 3ª fase pode ser dividida em 2 momentos: poesia filosófica e poesia nominal.  Poesia Filosófica: textos que refletem sobre vários temas de preocupação universal como a vida e a morte. Obras  ―Fazendeiro do ar‖ (1955)  ―Vida passada a limpo‖ (1959)
  • 9. Poesia: A vida passada a limpo Ó esplendida lua, debruçada sobre Joaquim Nabuco, 81. Tu não banhas apenas a fachada e o quarto de dormir, prenda comum. Baixas a um vago em mim, onde nenhum halo humano ou divino fez pousada, e me penetras, lâmina de Ogum, e sou uma lagoa iluminada. Tudo branco, no tempo. Que limpeza nos resíduos e vozes e na cor que era sinistra, e agora, flor surpresa, já não destila mágoa nem furor: fruto de aceitação da natureza, essa alvura de morte lembra amor.
  • 10. 3ª FASE  Poesia Nominal: repletas de neologismos e aliterações. Obras:  ―Lição de coisas‖ (1962)
  • 11. Poesia: Para sempre Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
  • 12. 4ª FASE (FINAL) – O TEMPO DAS MEMÓRIAS  Como o próprio nome já diz, as obras desta fase (década de 70 e 80), são cheias de recordações do poeta. Os temas infância e família são retomados e aprofundados além dos temas universais já discutidos anteriormente. Obras  ―Boitempo‖  ―Boitempo III‖  ―As impurezas do branco‖  ―Amor Amores‖
  • 13. Poesia: Viver Mas era apenas isso, era isso, mais nada? Era só a batida numa porta fechada? E ninguém respondendo, nenhum gesto de abrir: era, sem fechadura, uma chave perdida? Isso, ou menos que isso uma noção de porta, o projeto de abri-la sem haver outro lado? O projeto de escuta à procura de som? O responder que oferta o dom de uma recusa? Como viver o mundo em termos de esperança? E que palavra é essa que a vida não alcança?
  • 14.  Drummond também escreveu contos e crônicas:  Conto: ―Contos de Aprendiz‖  Crônica: ―Passeios na Ilha‖, ―Cadeira de balanço‖, ―Os dias lindos‖.  Curiosidade  Após a sua morte descobriu-se um conjunto de poemas eróticos que ele mantinha em segredo intitulado ―O amor natural‖ (1992).