CADERNO DE
ATIVIDADES DE
EDUCAÇÃO PARA
SUSTENTABILIDADE
CADERNO DE
ATIVIDADES DE
EDUCAÇÃO PARA
SUSTENTABILIDADE
Caderno de atividades de Educação para Sustentabilidade / editor Taísa Cecília de Lima Caires
São Bernardo do Campo, SP: Fundação Espaço ECO, 2019.
Vários autores
Bibliografia
ISBN 978-65-901955-0-0
Sustentabilidade 2. Meio Ambiente 3. Cidades Sustentáveis I. Taísa Cecília de Lima Caires
CDD -333.72
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 3
ÍNDICE
PARTE 1 - REPARAÇÃO DO AMBIENTE DE APRENDIZAGEM
COMO SER UM EDUCADOR EFICIENTE 8
PARTE 2 - SUSTENTABILIDADE
2.1 - AFINAL DE CONTAS, O QUE É SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUS-
TENTÁVEL? 17
2.2 - PENSAMENTO SISTÊMICO A PARTIR DA AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA 23
2.3 - COMO INSERIR A SUSTENTABILIDADE NO DIA A DIA? 27
2.4 - OS DESAFIOS À NOSSA FRENTE 29
PARTE 3 - MEIO AMBIENTE E OS CICLOS DA VIDA
3.1 - MEIO AMBIENTE: O QUE É ISSO? 31
3.2 - A FLORESTA, NOSSA MESTRA 35
3.3 - BREVE HISTÓRIA DAS FLORESTAS 37
3.4 - OS CICLOS DA VIDA 41
3.5 - AS MANIFESTAÇÕES DA VIDA 53
3.6 - ECOSSISTEMAS BRASILEIROS 55
PARTE 4 - CONVIVENDO COM A NATUREZA
4.1 - A FLORESTA E A ESCOLA 77
4.2 - SOCIEDADES E A NATUREZA 80
4.3 - CONVIVER COM A NATUREZA 83
PARTE 5 - VIDA SOBRE A TERRA E CIDADES SUSTENTÁVEIS
5.1 - AS FLORESTAS E OS TEMAS AMBIENTAIS 86		
5.2 - A FLORESTA E A FAUNA 87		
5.3 - A FLORESTA E A ÁGUA 96		
5.4 - A FLORESTA E OS RESÍDUOS 104		
5.5 - A FLORESTA E O CONSUMO 111
5.6 - A FLORESTA E AS FONTES DE ENERGIA (RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS) 117
5.7 - CIDADES SUSTENTÁVEIS 122
PARTE 6 - USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS
E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL
6.1 - A AGRICULTURA E AS FLORESTAS 125
6.2 - ALTERNATIVAS PARA USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS 131
PARTE 7 - ATIVIDADE EXTRA CLASSE 144
PARTE 8 - APÊNDICES
APÊNDICE 1 - A CARTA DA TERRA 157		
APÊNDICE2 - CARTA DO CHEFE DE SEATTLE 162		
PARTE 9 - MATERIAL DE APOIO
9.1 - JOGOS ODS 166		
9.2 - PLANO DE AULAS SOBRE OS ODS (SUGESTÕES) 169		
9.3 - CIDADES ABANDONADAS (EXEMPLOS) 170		
REFERÊNCIAS 173
Fotos e Ilustrações:
Acervo Fundação Espaço ECO®
Arthur Calasans
Ricardo Dias
Maurício Simonetti
Oziel Ferreira da Rocha
Propósitto
Geodinâmica
Vanessa Leão
Autores:
Helene Marcelle Roberte Menu
Instituto Romã
Taísa Cecília de Lima Caires
Tiago Egydio Barreto
Edição:
Taísa Cecilia de Lima Caires
Realização:
Fundação Espaço ECO
Projeto Gráfico e diagramação:
ASA Comunicação & Design
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 5
APRESENTAÇÃO
Criada e mantida pela BASF desde 2005, com a qualificação de OSCIP
(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), temos a missão
de promover o desenvolvimento sustentável no ambiente empresarial e
na sociedade civil, realizando estudos, pesquisas e ações em benefício
da sociedade. Atuamos como consultoria para sustentabilidade,
desenvolvendo projetos customizados para organizações medirem
e compreenderem impactos ambientais, sociais e econômicos de
seus negócios com base no pensamento de Ciclo de Vida. Além disso
procuramos estimular a mudança de comportamento a partir da
construção de valores socioambientais, atitudes voltadas ao uso eficiente
de recursos e da consciência dos impactos causados por todas as
atividades humanas.
Em concordância com:
o proposto pela resolução 57/254 da Unesco, que declara que
a Educação para o Desenvolvimento Sustentável deve empoderar
cidadãos para agir por mudanças sociais e ambientais positivas,
implicando em uma ação participativa; (UNESCO, 2015)
a Agenda 21 que salienta a importância do ensino formal e
informal na promoção do desenvolvimento sustentável, como
instrumento para aumentar a capacidade do povo para
abordar questões de meio ambiente e desenvolvimento; (ONU, 1992)
o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 sobre Educação
de Qualidade que estabelece na meta 4.7: “ até 2030, garantir que
todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias
para promover o desenvolvimento sustentável, inclusive, entre
outros, por meio da educação para o desenvolvimento sustentável e
estilos de vida sustentáveis, direitos humanos, igualdade de gênero,
promoção de uma cultura de paz e não violência, cidadania global e
valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para
o desenvolvimento sustentável.”
e ainda, acreditando na importância de se capacitar os profissionais da
área de educação para inclusão do tema na agenda do ensino formal
no Brasil, conforme disposto na Política de Educação para o
Consumo Sustentável (Lei nº 13.186, de 11 de novembro 2015).
E por acreditar no importante papel dos profissionais da educação na:
...promoção do processo de aprendizagem significativo, despertando
seus alunos para o prazer de aprender;
...formação cidadãos mais conscientes dos impactos de suas
escolhas;
...empoderamento da comunidade para ação participativa e busca
por mudanças locais.
Este caderno de atividades foi desenvolvido para apoiar o profissional
da educação na inclusão, de forma transversal, dos diversos assuntos
relacionados ao tema sustentabilidade nas escolas e organizações sociais.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 6
Nele apresentamos uma série de conteúdos em sinergia com os Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (veja mais no capítulo xx:
em https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/) e a agenda
global para o tema. Organizamos uma série de atividades, com o intuito
de apoiá-lo na construção de um plano pedagógico que promova a
aprendizagem significativa e a reflexão sobre os impactos da ação
humana.
Em nosso site/redes sociais, você também poderá contar com o apoio de
uma videoaula, gibi educativo para download https://www.espacoeco.
org.br/download/, e sugestões de atividades desenvolvidas por
educadores de diversos municípios brasileiros.
Uma ótima leitura e bom planejamento de aula.
Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 7
PREPARAÇÃO DO
AMBIENTE DE
APRENDIZAGEM
PARTE 1
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 8
COMO SER UM EDUCADOR EFICIENTE
Você já reparou que nem sempre é fácil atrair a atenção das crianças
para os assuntos que você deve tratar com elas? Isso pode acontecer
devido a vários fatores:
a) O ambiente da sala não é agradável
Pode estar muito quente ou muito frio, pode haver muito estímulo
externo, muito ruído, entre tantos outros. A primeira coisa a ser
feita é transformar o ambiente da sala em um espaço inclusivo,
acolhedor e agradável de estar. Não pense que essa é uma tarefa
à parte: é a pura essência da educação ambiental. Sendo assim,
a arrumação, a decoração e a organização dos materiais e do lixo
precisa estar de acordo com o que vocês combinaram. Antes de
pedir para seus alunos arrumarem a sala, faça o seguinte exercício
de observação com eles:
Afaste as cadeiras e peça para seus alunos
caminharem livres pela sala, observando os
objetos, a limpeza, percebendo a luminosidade, a
ventilação, as cores. Depois eles terão que fazer
uma lista com as melhorias que gostariam de ter
na sala. Neste momento é importante ressaltar que
as melhorias sugeridas tem que ser executáveis, ou
seja, que eles próprios sejam capazes de realizar.
Quando todos tiverem terminado sua lista,
abra uma roda de conversa e verifique se
alguma melhoria é possível de implementar
imediatamente, e elabore com eles um plano de
ação para atender as sugestões executáveis.
Provavelmente algumas sugestões não serão
possíveis, é pertinente conversar sobre elas e
explicar o porquê.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 9
b) A disposição das cadeiras não está adequada
Observe como as crianças mudam de comportamento de
acordo com a disposição das cadeiras. Se elas estão enfileiradas,
como tradicionalmente, as indisciplinas, as distrações e a baixa
participação se tornam frequentes. Se você as dispuser em círculo,
haverá mais participação e menos indisciplina. Antes de pedir aos
alunos para mudarem a disposição das cadeiras, faça com eles o
exercício de ouvir sons:
Então, peça-lhes para mudar as cadeiras sem arrastá-las e sem
fazer barulho. Se eles forem pequenos, oriente-os a formarem
duplas. Isso faz parte da percepção e do cuidado com o ambiente.
Ouvir os sons da sala, ouvir os sons de fora. Contar
quantos sons diferentes conseguem ouvir. Com
isso eles se darão conta do ambiente próximo e do
expandido e ficarão mais sensíveis em relação aos
ruídos desagradáveis.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 10
c) Há vários interesses diferentes em jogo e os
alunos estão dispersos
Hoje em dia, dada à grande circulação de informações, as pessoas
são, em geral muito dispersas. Os alunos são especialmente
sensíveis aos inúmeros estímulos de fora. Todo professor deveria,
antes de começar qualquer aula, reservar alguns minutos para
ajudar os alunos a tomarem consciência de onde estão e a se
acalmar. Há inúmeros exercícios para harmonizar a energia do
grupo e concentrar a atenção. Veja ao lado:
EU GOSTO DE VOCÊ
Os alunos devem fazer um círculo com as cadeiras
e se sentar, um aluno fica de pé sem cadeira, ou
seja, haverá uma cadeira a menos. Este aluno
em pé deve escolher outro aluno, se aproximar
e dizer a frase: eu gosto de você! A outra pessoa
pergunta: por quê? E a resposta deve ser baseada
em alguma característica do corpo humano, por
exemplo: porque você tem cabelo! Neste momento
todos os alunos que possuem esta característica
devem trocar de lugar, aleatoriamente. Depois
da “correria” uma pessoa vai ficar sem cadeira
(já que tem uma cadeira a menos), e esta pessoa
se aproxima de outra e faz a fala novamente.
Alguns pontos importantes a serem observados
nesta atividade: é legal explicar para os alunos
que as características devem ser as mais gerais
possíveis porque assim um grande número de
pessoas troca de lugar (alguns exemplos: porque
você tem nariz, porque você é um ser humano,
porque você está de tênis, etc); cuidado para não
enfatizar características que causem algum tipo
de constrangimento para os alunos; para iniciar
a atividade é legal que o professor inicie e dê o
exemplo das características.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 11
QUE ANIMAL SOU EU
Prenda com um pregador de roupa a figura
de um animal nas costas de um dos alunos
do grupo. Não deixe que ele veja a figura.
Peça-lhe que fique de costas para o grupo de
modo que todos possam ver em que animal
ele se transformou. Em seguida, ele deve fazer
perguntas para descobrir sua identidade.
Exemplos de perguntas: Sou um mamífero?
Vivo no Brasil? Sou aquático? Me alimento de
pequenos insetos? Os outros alunos só podem
responder sim, não ou talvez. Quando o aluno
com a figura do animal nas costas adivinhar, a
brincadeira pode se repetir com outro aluno.
Este exercício ajuda a criar um sentimento de
pertencimento e amainar os ânimos muito
exaltados.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo.
2005. Pg 94.
OBSERVAR A RESPIRAÇÃO
Peça para ficarem de pé e observarem
a própria respiração durante alguns
minutos. Este exercício ajuda na calma e
na percepção das coisas com mais clareza.
MÚSICA
Colocar uma música suave como de sons da
natureza, para estimular sensações agradáveis
e de relaxamento. O relaxamento é importante
e pode harmonizar inclusive aqueles que estão
sonolentos. Relaxar não é dormir, mas sim
tranquilizar-se para estimular a mente.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 12
d) O grupo não está harmônico
Para harmonizá-lo você deve também observar a linguagem do
corpo. O corpo fala de muitas formas. Pelas posturas corporais de
seus alunos você pode perceber se estão dispostos a ouvi-lo ou
quais são suas disposições para aquele momento. Eles também
perceberão se você está bem disposto para ensinar-lhes de acordo
com as posturas que mostrar.
Se você perceber que sua turma está com muitas disposições
corporais diferentes, você pode:
ALONGAMENTO
Antes de começar a aula pare para fazer alguns
exercícios corporais de alongamento, uma roda, ou
uma dança circular, por exemplo, uma ciranda.
ESPELHO
Peça para os alunos formarem duplas e ficarem um
de frente para o outro. Eles devem escolher quem é
o número 1 e quem é o número 2. Para começar, o
nº 1 deve fazer alguns movimentos corporais e o nº
2 deve imitá-lo, como se fosse um espelho. Dê um
tempo para que o nº 1 se movimente e depois troque
os papéis. Incentive-os a serem criativos nos seus
movimentos.
Preparar o corpo é preparar a mente. Depois de um desses exercícios
você terá uma turma mais receptiva para o seu trabalho. O aprendizado
se dá no cérebro, mas o cérebro está no corpo. Pelo corpo podemos
despertar o interesse pelo conhecimento, podemos ensinar com prazer e
criar um ambiente leve, alegre e receptivo.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 13
e) O grupo não está receptivo
Você não deve começar uma aula sem ter certeza de que todos
os seus alunos estão receptivos e focados no que vão fazer.
Esteja sempre disposto a prepará-los. Não vai adiantar colocar-se
em oposição à suas disposições. É mais seguro estar receptivo
e propor atividades preparatórias. Se elas tomam algum tempo
da aula, farão com que você ganhe tempo posteriormente se
eles estiverem concentrados e interessados no que você tem a
dizer. Estar receptivo aos diferentes humores das turmas e criar
sempre um ambiente leve e alegre são estratégias que o ajudarão a
proporcionar um ambiente equilibrado e a dar uma aula eficaz.
Outras considerações importantes:
• Uma postura hierárquica e autoritária muitas vezes distancia as
pessoas e cria uma relação que não valoriza a sinceridade e a
diversidade. Isto faz com que neste tipo de relação as pessoas não
criem laços afetivos e nenhuma proximidade de sentimentos e/ou
pensamentos.
• É comum termos a impressão de que quando falamos de
nossos sentimentos, quando expomos aos outros o que
estamos sentindo numa situação, isso nos enfraquece. Muito
pelo contrário, se você procurar falar abertamente sobre seus
sentimentos para os seus alunos, por exemplo, quando você
estiver dando uma aula sobre um assunto que te desperte algo
em específico como alegria, medo, ressentimento ou entusiasmo,
seja explícito e observe a reação de seus alunos! Se ao introduzir
uma matéria nova você contar uma história pessoal sobre o
assunto, ou então pedir para um dos alunos falar algo que já
sabe, você dará oportunidade para criar um clima de grupo. Ao
compartilhar conhecimentos e sentimentos o grupo que fica para
as crianças é a do clima que foi criado, se relacionarão com aquele
conteúdo a partir da lembrança da emoção que sentiram naquele
momento. Não é fácil fazer isso diante dos alunos, mas conforme
você for conseguindo perceberá que isso deixará vocês mais
próximos e cúmplices, criando uma relação de confiança, respeito
e afeto.
• Observe o que está acontecendo para então intervir da melhor
maneira. Reações imediatas e automatizadas causam desconforto
e inibem a interação.
• Use simulações que sejam tão próximas da realidade dos alunos
quanto possíveis. Ex: Demonstre hortas urbanas em um espaço
urbano;
• A informação deve ser relacionada ao mundo conhecido dos
alunos. Utilize exemplos concretos e específicos. Nunca assuma o
que é conhecido, confira!
• Conheça a história dos alunos o tanto quanto possível.
• Combine uma variedade de métodos para a apresentação de
informações e a partilha de ideias. Exposições, diagramas, filmes,
exercícios, tempestade de ideias e outras técnicas.
• Uma coisa é certa: os seus alunos tenderão a se relacionar com o
conhecimento de forma muito parecida com a própria relação
que você tem com ele. Você gosta de ensinar? Você gosta
daquilo que ensina? Você concorda com os conteúdos que tem
que lecionar? Essas questões talvez você não precise responder
de imediato, mas são importantes para sua reflexão.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 14
• A essa altura você deve estar pensando que esse assunto não
tem nada a ver com a educação ambiental. Pois é justamente o
contrário: sem cuidar de seu ambiente interno (do que sente ao
lecionar), do ambiente próximo (a sala de aula e suas relações
com os alunos) e com o ambiente da escola, dificilmente você
desenvolverá um programa de educação ambiental eficiente.
Como você vê, cuidar do meio ambiente está muito mais à mão
do que se costuma imaginar.
Canário da Terra Verdadeiro (Sicalis
flaveola), também é conhecido como
canário-da-horta, canário-da-telha (Santa
Catarina), canário-do-campo, chapinha
(Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia),
coroinha e cabeça-de-fogo, é uma ave
admirada pelo canto forte e estalado e
por isso é frequentemente aprisionado
como ave de cativeiro (está entre as 10
mais apreendidas, segundo o IBAMA),
mesmo tal ato sendo considerado crime
federal inafiançável pela Lei de Crimes
Ambientais (Lei 9.605/98). Graças à ação
das autoridades e da conscientização
da população, registros do canário-da-
terra-verdadeiro vêm se tornando mais
frequentes nos últimos anos.
Bioma: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Também é comum vê-los em áreas abertas
na área rural e em áreas urbanas em
municípios de pequena área.
Fonte: https:/
/www.wikiaves.com.br/wiki/
canario-da-terra
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 15
Em sua opinião, quais são os prós e os contras da proposta acima?
Anote aqui as atividades que você fez com seus alunos e suas
observações sobre elas. Elas melhoraram sua eficiência como educador?
Como você observou isso?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 16
SUSTENTABILIDADE PARTE 2
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 17
2.1 - AFINAL DE CONTAS, O QUE É
SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL?
Ao se deparar com este tema, a pergunta que a maioria se faz é: o que é
desenvolvimento sustentável?
“É a capacidade do atendimento das necessidades
do presente sem comprometer a possibilidade de
as gerações futuras atenderem as suas próprias
necessidades“ (WCED, 1987, p.16).
Como nasce este conceito
As primeiras discussões sobre o tema foram iniciadas em 1968, com
o Clube de Roma, uma organização sem fins lucrativos que reúne
profissionais de diversas áreas (diplomacia, universidade, sociedade civil,
empresas, etc.). Tal grupo publica o Relatório Limites do Crescimento,
documento que faz uma projeção sobre o modelo de desenvolvimento
e as consequências do crescimento rápido da população mundial
considerando os recursos naturais limitados num período de 100 anos e
propõe que para manter o equilíbrio econômico e ambiental é necessário
que haja um congelamento no crescimento da população global (JACOBI,
1999).
Figura 1 – Infográfico: Linha do tempo sobre as discussões sobre sustentabilidade
1968 1972 1983 1987 1992 1997 1999 2000 2012 2015
Clube de Roma Conferência de
Estocolmo
Comissão
Mundial Meio
Ambiente e
Desenvolvimento
Nosso Futuro
Comum
(Relatório
Brundtland)
Rio 92
Agenda 21
Protocolo de
Kyoto
Tratado
Internacional
Redução GEE
Pacto Global
ONU
BASF é
signatária
(ODM)
Objetivos do
Milênio
Conferência
da ONU sobre
Desenvolvimento
Sustentável
Objetivos do
Desenvolvimento
Sustentável COP 21
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 18
Em 1987, a Comissão Mundial de Desenvolvimento e Meio Ambiente da
Organização das Nações Unidas (ONU) divulga o Relatório Nosso Futuro
Comum ou Relatório Brundtland, que apresenta a definição clássica de
desenvolvimento sustentável apresentada no início deste capítulo.
Este relatório ressalta a responsabilidade de todos os atores da sociedade
para a necessidade de uma nova postura ética que leve em consideração
as questões ambientais, equidade das populações e a transformação da
economia. Embora este conceito tenha surgido, formalmente, em 1987, o
tema tem sido foco de discussões, principalmente após o acontecimento
de alguns acidentes ambientais graves que marcaram a história, no
período dos anos 1950 aos anos 1980, dentre eles:
1956 1976 1984 1986 1989
Minamata - Japão Seveso - Itália Vila Socó - Cubatão, SP
Bophal - Índia
Chernobyl - URSS Alaska, USA
Nos apêndices apresentamos
alguns outros materiais que
podem complementar seu
embasamento para condução
das atividades sobre o tema
Sustentabilidade.
Para saber mais sobre os acidentes, acesse:
• O Mal de Minamata – Japão - https:/
/youtu.be/TiSpr62_GJ0
• Seveso – Itália - https:/
/youtu.be/Zk2_mLcJ6jY
• Vila Socó – Cubatão – Brasil - https:/
/youtu.be/U-qcw9x293U https:/
/youtu.be/sj3jqp4Pi1M
• Bhopal – Índia - https:/
/youtu.be/tgZwQ503uLo
• Chernobyl – Rússia - https:/
/youtu.be/bv4AoqZsfHs
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 19
Em 1992, foi realizada a segunda Conferência Ambiental ECO 92,
sediada no Rio de Janeiro, com a proposta de discutir como promover
o desenvolvimento com respeito à humanidade e ao meio ambiente;
nesta conferência, a comunidade internacional aprovou um documento
chamado Agenda 21 com os compromissos de mudança do padrão de
desenvolvimento no século 21.
Em 1997, a comunidade internacional se reúne novamente, desta vez em
Nova York, para checar as metas estabelecidas na ECO 92. Esse encontro
ficou conhecido com Rio+5.
O Pacto Global, iniciativa da ONU, foi criado no ano de 1999 a fim
de encorajar empresas a adotar políticas de sustentabilidade e
responsabilidade social corporativa. Atua de forma a promover o diálogo
entre as empresas, ONU, sindicatos, organizações não governamentais
(ONGs) e organizações para o desenvolvimento de um mercado global
que seja mais inclusivo e sustentável. Teve como objetivo a adoção de
dez princípios relacionados aos temas direitos humanos, trabalho, meio
ambiente e corrupção, que são eles:
1. As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos
humanos reconhecidos internacionalmente; e
2. Assegurar-se de sua não participação em violações destes
direitos
3. As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o
reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva;
4. A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou
compulsório;
5. A abolição efetiva do trabalho infantil; e
6. Eliminar a discriminação no emprego
7. As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos
desafios ambientais;
8. Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade
ambiental; e
9. Incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias
ambientalmente amigáveis.
10. As empresas devem combater a corrupção em todas as suas
formas, inclusive extorsão e propina.
Vinte anos após a Rio 92, aconteceu a Rio+20, que teve como objetivo
inicial discutir a renovação dos compromissos assumidos entre os países
para o desenvolvimento sustentável. Um dos desdobramentos da Rio+20
foi a elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
os quais substituíram os Objetivos do Milênio da ONU (ODM) a partir de
2015, mas foram considerados os avanços alcançados com os ODM’s e se
comprometem a buscar avanços nas metas até então não alcançadas.
Os ODS foram publicados num documento chamado “Transformando
Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. São
compostos por 17 premissas e objetivos, estruturados em 169 metas, aos
quais 193 países signatários do movimento se comprometem a cumpri-las
até 2030. (PNUD, 2015).
Segundo WBCSD (2015, p. 6) “Os ODS foram acordados por todos os
governos, mas o seu sucesso depende demasiadamente das ações e
colaboração de todos os setores”.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 20
Os 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável conforme publicado por UN (2015, p. 14) são:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 21
Objetivo 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas
formas, em todos os lugares;
Objetivo 2 - Acabar com a fome, alcançar a segurança
alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura
sustentável;
Objetivo 3 - Assegurar uma vida saudável e promover o
bem-estar para todos, em todas as idades;
Objetivo 4 - Assegurar a educação inclusiva e equitativa de
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao
longo da vida para todos;
Objetivo 5 - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar
todas as mulheres e meninas;
Objetivo 6 - Assegurar a disponibilidade e gestão
sustentável da água e saneamento para todos;
Objetivo 7 - Assegurar o acesso à energia confiável,
sustentável, moderna e barata para todos;
Objetivo 8 - Promover o crescimento econômico
sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e
produtivo e trabalho decente para todos;
Objetivo 9 - Construir infraestruturas resilientes, promover
a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a
inovação;
Objetivo 10 - Reduzir a desigualdade dentro dos países e
entre eles;
Objetivo 11 - Tornar as cidades e os assentamentos
humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;
Objetivo 12 - Assegurar padrões de produção e de
consumo sustentáveis;
Objetivo 13 - Tomar medidas urgentes para combater a
mudança climática e seus impactos
Objetivo 14 - Conservação e uso sustentável dos oceanos,
dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento
sustentável;
Objetivo 15 - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável
dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável
as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a
degradação da terra e deter a perda de biodiversidade;
Objetivo 16 - Promover sociedades pacíficas e inclusivas
para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o
acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes,
responsáveis e inclusivas em todos os níveis;
Objetivo 17 - Fortalecer os meios de implementação e
revitalizar a parceria global para o
Desenvolvimento sustentável.
Para saber mais sobre os 17 ODS e suas metas, acesse
https:/
/nacoesunidas.org/pos2015/
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 22
Ainda em 2015, houve a realização da COP21, que ocorreu em dezembro
em Paris, que colocou em pauta e propôs um novo acordo global, que
substituísse o Protocolo de Kyoto estabelecido em 1997.
As mudanças climáticas podem ser consideradas um dos principais
desafios de nível planetário que põe em dúvida o modelo atual de vida
da nossa sociedade. Este fenômeno é entendido como alterações no
clima de todo o planeta Terra, causadas pelas atividades humanas que
emitem CO2
e outros Gases de Efeito Estufa para a atmosfera. Essas
alterações têm consequências diretas no nosso dia-a-dia, causando, por
exemplo, alterações nos padrões de temperatura e eventos climáticos de
alta intensidade, como secas, inundações, picos de temperaturas altas e
baixas.
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas
(IPCC – Sigla em Inglês) já foi registrado uma elevação média de 0,8o
C na
temperatura do planeta, e é imprescindível cessar as emissões de gases
de efeito estufa até 2100 para estabilizar o aquecimento global em 2o
C.
Uma mudança climática acima desse patamar pode colocar em risco toda
a vida no planeta.
Esta preocupação global gerou a formulação de um compromisso com
esforço coletivo para a redução das emissões de carbono e foi assinado
na Conferência das Partes (COP 21) por 195 países, este ficou conhecido
como Acordo de Paris. Seu objetivo é manter o aumento da temperatura
global abaixo dos 2°C e se possível limitar em 1,5°C. Cada país que
ratificou o Acordo assumiu metas que foram chamadas de Contribuições
Nacionalmente Determinadas (NDC – Sigla em Inglês). Atualmente as
emissões globais estão próximas a 37 Giga Toneladas/ano de gases de
efeito estufa.
As metas assumidas por cada país no Acordo de Paris começam a ser
válidas a partir de 2020. O Brasil que está entre as 10 nações que mais
emitem gases de efeito estufa, se comprometeu reduzir suas emissões
em 37% em relação à 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo
de reduzir 43% das emissões até 2030.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 23
2.2 - PENSAMENTO SISTÊMICO A PARTIR DA
AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA
Cotidianamente estamos sempre tomando decisões, mesmo que
muitas vezes a gente nem se dê conta disso. Quer se locomover: vai a
pé, de bicicleta, carro, moto ou ônibus? E para iluminar a casa: que tipo
de lâmpada usar? Quer se refrescar: liga o ar-condicionado ou abre
as janelas? E, quando se trata de escolher produtos no mercado, qual
seu critério? Normalmente escolhemos por hábito, conforme nossas
preferências e recursos financeiros, mas raramente paramos para
pensar que nossas decisões podem ter impactos no meio ambiente, na
economia e na sociedade. Se investigarmos de onde vêm os produtos que
consumimos, podemos nos surpreender!
Cada produto tem uma história, desde o momento em que se inicia
a extração de matéria-prima, passando pela produção, distribuição e
comercialização, até chegar ao consumidor final. E não para por aí. Depois
ainda temos os resíduos, que podem virar lixo – mas também podem ser
reciclados ou reutilizados.
Pensando nisso tudo, o que se deve levar em conta quando escolhemos
um produto? Só o preço e a qualidade? Se a gente entender tudo que
está envolvido na produção, será que podemos tomar uma decisão boa
para nós que também seja mais responsável?
Ciclo de Vida
A análise do ciclo de vida de um produto fornece informações
importantes sob o ponto de vista ambiental, social e econômico
quanto a: aspectos da extração de materiais; opções de formas
de produção, necessidade de substitutos de menor impacto;
dados quantitativos dos gastos de energia, água, minérios e de
outros recursos e de outros recursos naturais resíduos gerados na
produção, mão de obra envolvida, distribuição, consumo e usos;
destinação (reciclagem, descontaminação, descarte etc) e impactos
ambientais pós consumo etc.
Produção
Distribuição
Uso
Destinação
Final
Reciclagem
Materiais
Reciclados
Recursos
Naturais Beneficiamento da
Matéria Prima
Compostagem
Incineração
Aterro
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 24
Avaliação de Ciclo de Vida (ACV)
A crescente conscientização quanto à importância da proteção
ambiental e os possíveis impactos associados aos produtos, tanto
na sua fabricação quanto no consumo, tem aumentado o interesse
no desenvolvimento de métodos para melhor compreender e lidar
com aqueles impactos. Uma das técnicas em desenvolvimento com
esse objetivo é a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV).
A ACV pode subsidiar
• a identificação de oportunidades para a melhoria do desempenho
ambiental de produtos em diversos pontos de seus ciclos de vida,
• o nível de informação dos tomadores de decisão na indústria e nas
organizações governamentais ou não-governamentais (visando, por
exemplo, o planejamento estratégico, a definição de prioridades ou
o projeto ou reprojeto de produtos ou processos),
• a seleção de indicadores de desempenho ambiental relevantes,
incluindo técnicas de medição, e
• o marketing (por exemplo, na implementação de um esquema
de rotulagem ambiental, na apresentação de uma reivindicação
ambiental ou na elaboração de uma declaração ambiental de
produto).
A ACV enfoca os aspectos ambientais e os impactos
ambientais potenciais (por exemplo, uso de recursos e as
conseqüências de liberações para o meio ambiente) ao longo
de todo o ciclo de vida de um produto, desde a aquisição
das matérias-primas, produção, uso, tratamento pós-uso,
reciclagem até a disposição final (isto é,do berço ao túmulo).
ABNT NBR ISO 14044:2009. Gestão ambiental - Avaliação do ciclo
de vida - Requisitos e orientações
Fundação Espaço ECO: www.espacoeco.org.br 2.
O que é ecoeficiência?
A ecoeficiência é uma filosofia de gestão que encoraja o mundo
empresarial a procurar melhorias ambientais que potencializem,
paralelamente, benefícios econômicos. Concentra-se em
oportunidades de negócio e permite às empresas tornarem-se
mais responsáveis, do ponto de vista ambiental, e mais lucrativas.
Incentiva a inovação e, por conseguinte, o crescimento e a
competitividade.
Tal como definida pelo WBCSD (World Business Council for
Sustainable Development):
“A ecoeficiência atinge-se através da oferta de bens e serviços a
preços competitivos, que, por um lado, satisfaçam as necessidades
humanas e contribuam para a qualidade de vida e, por outro,
reduzam progressivamente o impacto ecológico e a intensidade
de utilização de recursos ao longo do ciclo de vida, até atingirem
um nível, que, pelo menos, respeite a capacidade de sustentação
estimada para o planeta Terra”. Em resumo, diz respeito à criação
de mais valor com menos impacto.
No Brasil, este conceito vem ganhando força a partir da criação
do Conselho Empresarial Brasileiros para o Desenvolvimento
Sustentável – CEBDS, que congrega grandes corporações e tem
como missão promover o desenvolvimento sustentável no setor
empresarial por meio do conceito de ecoeficiência.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 25
Socioecoeficiência
Para escolher um produto, precisamos
ter critérios. Mas o que levar em
conta para fazer uma boa escolha? O
conceito de socioecoeficiência pode
ajudar. A análise da socioecoeficiência
considera três fatores: social,
econômico e ambiental. Um produto
ou serviço mais socioecoeficiente
traz qualidade de vida, atende
necessidades, tem baixo impacto
ambiental e ao mesmo tempo
apresenta custos mais acessíveis.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 26
ATIVIDADE: PENSANDO O CICLO DE VIDA
Objetivo: Elucidar o conceito de ciclo de vida como introdução ao modelo de pensamento
sistêmico e a um novo modelo mental.
Número de Participantes: Grupos de 3 a 10 participantes (Varia de acordo com tamanho
da turma.
Tempo: 10 a 20 minutos para elaboração + 10 minutos de apresentação por grupo.
Materiais: Cartolina, folha de flip chart ou outro tipo de folha por grupo, canetas
coloridas, tesouras, réguas, revistas e jornais para recortes, figuras dos possíveis insumos
e resíduos e cola.
Desenvolvimento: Após explicar o conceito de ciclo de vida, separar os participantes em
grupos e em cada mesa deixar os materiais distribuídos igualmente.
• Pedir para que cada grupo construa o ciclo de vida de um determinado produto
especificado pelo facilitador do Workshop.
• O produto deve ser relacionado com a realidade dos participantes, e cada grupo
deve fazer o mapeamento de um produto diferente.
• Dê o tempo de elaboração (+/- 30 minutos) e oriente o grupo para que use os
materiais disponíveis em sua mesa.
• Os grupos podem decidir a forma gráfica de apresentar seu ciclo de vida bem como
com quais materiais irá trabalhar.
• Depois do tempo de elaboração, os grupos deverão apresentar suas construções
para todos os participantes em formato roda de conversa e discutir quais os
impactos de cada uma das etapas e sobre como tomar decisões mais criteriosas
para inserir a sustentabilidade no dia a dia.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 27
2.3 - COMO INSERIR A SUSTENTABILIDADE
NO DIA A DIA?
“Seja você mesmo a mudança que quer ver no mundo”
					 Mahatma Gandhi
Esta frase é a inspiração para pensarmos sobre como podemos iniciar
ações que tragam a sustentabilidade para o nosso dia a dia. O primeiro
movimento, e talvez o mais difícil, é começar! Inicie de uma maneira que
seja possível, sem gerar sobrecarga para você, e aos poucos suas ações
ganham mais sentido e você vai gradualmente inserindo mais e mais
atitudes sustentáveis. Abaixo seguem algumas sugestões, mas não fique
preso à elas, experimente e invente outras ações que sejam possíveis nos
lugares que convive!
Gestos pequenos, grande diferença
• Triar o lixo e evitar embalagens inúteis
• Preferir produtos que respeitem o meio ambiente
• Evitar produtos descartáveis
• Fechar a torneira enquanto escova os dentes escova os dentes,
esfrega a roupa ou lava a louça
• Tampar as panelas para consumir menos energia (gás) e cozinhar
mais depressa
• Consertar todos os vazamentos de água
• Recuperar água da chuva
• Evitar desperdício de água tratada em lavagem de carros, de
calçadas, etc.
• Não jogar nada nas privadas
• Escolher produtos com menos material em embalagem
• Usar as folhas de papel dos dois lados
• Não jogar produtos tóxicos, medicamentos, nem pilhas no lixo
comum – destine corretamente
• Reutilizar os objetos (pensar bem antes de jogar fora!)
• Plantar sempre que possível, principalmente nas cidades
• Não cobrir terrenos inteiros com cimento ou lajes
• Preferir produtos biodegradáveis
• Usar sacolas reutilizáveis em lugar de sacolas plásticas
• Regar as plantas quando o sol não estiver forte (evita que a água
evapore logo)
• Desligar os aparelhos elétricos em vez de deixa-los em standy-by
• Escolher aparelhos que economizem energia
• Aproveitar a luz do dia e não acender lâmpadas sem necessidade
• Usar lâmpadas de baixo consumo
• Apagar a luz nos lugares em que não há ninguém
• Preferir ventilação natural a ar condicionado
• Usar menos o automóvel
• Usar mais transportes coletivos e caronas
• Deslocar-se a pé ou de bicicleta, sempre que possível
• Consumir menos carne
• Consumir mais frutas e legumes da estação e da região
• Evitar o uso de inseticidas e pesticidas químicos – preferir métodos
naturais para controle de insetos e ervas daninhas
• Consertar o que está estragado, em vez de trocar por algo novo
• Arejar a sala de aula
• Resistir à tentação da propaganda (que leva a consumir
exageradamente e sem consciência)
• Fazer campanhas de limpeza na escola, no bairro, na comunidade
• Compartilhar estas e outras ideias com o maior número
possível de pessoas
Você sabia que qualquer coisa que você fizer, mesmo que
pequena, vale a pena???
Para saber mais, acesse o Guia do Preguiçoso da ONU – https:/
/
nacoesunidas.org/guiadopreguicoso
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 28
É interessante termos em mente alguns princípios que podem
direcionar nossas atitudes:
• princípio de precaução: não esperar que fique irreparável para agir
• princípio de prevenção: melhor prevenir do que remediar
• princípio de economia e boa gestão: quem quer chegar longe que
cuide do seu transporte e reduza
• princípio da responsabilidade: quem estraga deve consertar
• princípio da participação: todos envolvidos, todos tomando
decisões, todos agindo
• princípio da solidariedade: deixemos às gerações futuras um
mundo viável
ATIVIDADE:
Parte 1: Introduzir o tema com base no contexto apresentado e
propor uma roda de conversa sobre o que são os ODS e porque
foram desenvolvidos.
Parte 2: Exercícios de fixação / Jogos (caça palavra, jogo dos sete
erros e palavras cruzadas).
Parte 3: Aprofundar conhecimento e discussões sobre os ODS e
fazer um “diagnóstico” de sua comunidade.
3.1 Leitura do GIBI;
3.2 Atividade em Grupo: dividir os ODS nos grupos de forma que
cada grupo trabalhe com temas diferentes
a) elaborar um questionário investigativo e um roteiro de
observação para a atividade em grupo
b) pedir para que os alunos observem seu bairro e entreviste
alguns vizinhos sobre alguns dos ODS.
c) preparar material gráfico – cartazes, teatro ou outras formas,
de acordo com a escolha dos alunos – para apresentação em sala
de aula.
Parte 4: Apresentar o resultado de sua apresentação para os
demais.
MATERIAIS DE APOIO:
GIBI, VIDEO AULA – Acesso em https://www.espacoeco.org.br/
download/ https://youtu.be/ciz4D5tB-JA
Material de Apoio 1 - JOGOS DOS ODS
Material de Apoio 2 – Plano de Aulas dos ODSs
Workshop.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 29
2.4 - OS DESAFIOS À NOSSA FRENTE
O cenário tendencial prevê que a humanidade estará usando recursos
e terra ao ritmo de dois planetas ao ano até 2030, e pouco mais de 2,8
planetas ao ano até 2050. O caminho seguido hoje é insustentável.
Nosso conceito de prosperidade e sucesso precisa mudar. Na história
recente, a renda e o consumo se transformaram em importantes facetas
do desenvolvimento e, nos últimos 80 anos, o PIB foi usado como o
principal indicador de progresso. Mas isso não é a história toda: afinal,
deveríamos buscar o bem estar pessoal e da sociedade. Acima de certo
nível de renda, a elevação do consumo não aumenta os benefícios sociais
drasticamente e novos aumentos na renda per capita não ampliam o bem
estar humano de maneira significativa.
Para viver em harmonia com a natureza, também precisamos investir
nela, e não imaginá-la como certa e segura. Um passo a ser tomado
para que isso aconteça é a proteção adequada de áreas representativas
de nossas florestas, reservas de água doce e oceanos. Quanto espaço
deve ser reservado para a conservação da biodiversidade, não só para
fins de armazenamento de carbono e de manutenção dos serviços de
ecossistemas, mas também pelas razões éticas inerentes que guiam os
princípios do desenvolvimento sustentável?
Em complementação ao investimento na proteção direta da natureza,
precisamos investir na biocapacidade. Dentre as opções para aumentar
a produtividade da terra estão a recuperação de terras degradadas, o
aperfeiçoamento da ocupação da terra, do manejo da terra e do manejo
dos cultivos, e o aumento da produção agrícola. Neste sentido, os mercados
tem um papel a cumprir. Melhores práticas de manejo para a produção
aumentam a eficiência, e assim ajudam a aumentar a biocapacidade.
Quem vai conduzir essas e outras transformações, e quem vai tomar as
decisões? Há soluções emergindo tanto em nível nacional como local.
Governos com visão de longo prazo verão a oportunidade de ganhar
competitividade econômica e social por meio de abordagens diferentes,
tais como a valoração da natureza e a alocação de recursos de maneira
a proporcionar prosperidade social e resiliência. Ainda assim, esforços
em nível nacional não serão suficiente. Também serão necessárias
ações coletivas internacionais para enfrentar questões globais como a
eliminação dos subsídios e a desigualdade global.
As empresas também tem um papel a cumprir no fortalecimento da
gestão, tanto nacional quanto internacional, por meio do engajamento em
medidas voluntárias e do trabalho com a sociedade civil e governos para
assegurar que tais mecanismos voluntários de gestão sejam reconhecidos
mais formalmente. O mais importante é a sua habilidade em usar o poder
do mercado para gerar mudanças, com base no reconhecimento de que
os bens naturais são diferentes dos bens criados artificialmente.
E nós, o que podemos fazer para assegurar que a vida humana continue
em nosso planeta com qualidade? Se aceitarmos que o mundo que temos é
o mundo que criamos segundo nossa capacidade de percebê-lo, segue em
nossas mãos a responsabilidade e a capacidade de criar novos caminhos.
Como cada uma de nossas ações tem milhões de interações com o que
acontece no mundo e é difícil conhecer tudo, isso pode nos trazer a
sensação de que nada podemos fazer. No entanto, o potencial humano é
muito grande, e subestimar e desperdiçar nossas potencialidades pode ser
tão grave quanto o desperdício de água e energia. Podemos muito mais
do que imaginamos. Por isso, não devemos nos contentar com soluções
rápidas, imediatistas e superficiais. Cada gesto nosso precisa ser consciente,
pois ele reflete nossa maneira de pensar e, então, é ela que precisa mudar.
“No final, nossa sociedade será definida não somente pelo que
criamos, mas pelo que recusamos a destruir. A escolha é sua.”
John Sawhill / The Nature Conservancy
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 30
MEIO AMBIENTE E OS
CICLOS DA VIDA
PARTE 3
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 31
3.1 - MEIO AMBIENTE: O QUE É ISSO?
“A defesa da Terra começa no interior de cada um de nós.”
Carlos Drummond de Andrade
Para trabalhar com educação ambiental, fazemos a você um convite à
reflexão, para começar: você já pensou no que significa a palavra meio
ambiente? Certamente já ouviu essa palavra muitas vezes, mas talvez
ainda não tenha parado para pensar em seu significado. Para a grande
maioria das pessoas meio ambiente é a mesma coisa que florestas,
animais silvestres, regiões polares, enfim, os lugares selvagens onde a
ação humana ainda não é muito forte. Nesse sentido, Meio Ambiente é
sinônimo de Natureza. Por outro lado, essas mesmas pessoas, quando
pensam nos problemas ambientais, referem-se às alterações que os
seres humanos impuseram à Natureza, alterações essas que chegam a
ser extremas, tais como: a criação de inúmeras substâncias novas, novas
combinações que não existem no estado natural, e que por isso geram os
mais variados tipos de poluições, já que não são facilmente integradas aos
ciclos naturais.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 32
Os povos antigos formularam inúmeras versões sobre o que é a
Natureza, que vão desde a noção do sagrado até a de reserva de
bens para serem utilizados. Esta última é a visão mais difundida de
Natureza. Foi somente nos tempos modernos, em que a modificação da
Natureza se tornou extremamente acentuada, é que o conceito de meio
ambiente passou a fazer sentido, gerando uma certa distinção entre
Meio Ambiente e Natureza. Tivemos que criar o termo Meio Ambiente,
pois a palavra Natureza já não servia mais para designar máquinas,
construções ou objetos de plástico, apesar de precisarmos dela para a
fabricação destes itens. Quando queremos nos referir aos elementos
retirados da Natureza para as nossas fabricações, utilizamos o termo:
recurso natural, mas isso não quer dizer que Natureza seja somente
um recurso natural. Há funções e significados muito mais amplos que
conhecemos e vivenciamos o tempo todo.
Para compreendermos bem essa separação ou não entre Meio
Ambiente e Natureza, podemos observar o próprio ambiente em que
vivemos: nossos corpos, nossas casas, nossos bairros, nossa cidade.
Onde você mora era um lugar cheio de plantas e animais silvestres que
já não habitam mais a região. Hoje eles estão protegidos em lugares
especiais, chamados Unidades de Conservação (UCs), ou em áreas
particulares que, por algum motivo, ainda não foram transformadas.
Mesmo quem mora pertinho da floresta, não mora dentro dela.
Nós acabamos nos acostumando a nos ver bem separados do que
chamamos de Natureza e assim organizar nossa vida “separados” dela.
De uma maneira geral, os ambientes onde as pessoas vivem foram
profundamente alterados para que se tornassem propícios aos
modos modernos de convivência humana. Pelo menos esse é um dos
fundamentos da construção da vida em sociedade: alterar a Natureza
para favorecer a vida humana.
Se de um lado nos acostumamos a transformar a Natureza para criar
o nosso modo de vida, por outro lado, continuamos a fazer parte da
comunidade de seres vivos e fazemos muita coisa bem parecida com
os animais silvestres e até mesmo com as plantas: nascemos pequenos
e frágeis, precisamos nos alimentar, nos desenvolver, amadurecer, nos
reproduzir, para depois morrermos. Nenhum ser vivo escapa desse ciclo.
Os alimentos que ingerimos são produzidos pelas plantas ou a partir
delas, pois as carnes são parte inclusive dos corpos dos animais
herbívoros, isto é, que só comem plantas. Todos os produtos que
utilizamos para organizar nossas atividades e garantir nosso conforto
são extraídos originalmente de áreas naturais, onde muitas plantas
e animais conviviam naturalmente. Carros, bicicletas, computadores,
armários, canetas, xampus, panelas; enfim, essa infinidade de objetos
que utilizamos são sempre um pedacinho da natureza transformada. A
energia elétrica, o ar, a água também. A natureza está muito mais perto
de nós do que imaginamos.
Pensando assim, então, dá pra saber onde é que começa o nosso meio
ambiente? Na nossa cidade, no nosso bairro, na nossa casa, no nosso
quarto, no nosso corpo? Para mantermos o nosso corpo precisamos de
ar, água, energia. Então, faz sentido pensarmos que o meio ambiente
começa no nosso corpo. O que respiramos e ingerimos faz parte do
nosso corpo e influencia aquilo que fazemos e pensamos. Podemos
até pensar que o meio ambiente pode começar em nosso cérebro, em
nossa mente.
Estamos interagindo o tempo todo! As moléculas da água, dos alimentos
e de todas as coisas estão continuamente circulando pela Terra! O
que está acontecendo hoje em dia, com a poluição, o uso excessivo
de substâncias químicas, entre outros impactos causados pela ação
humana, é que estamos modificando a forma desses elementos
circularem pela Terra. E também, não sem graves consequências,
estamos modificando a velocidade com que esses elementos circulam.
O que chamamos de Meio Ambiente é a própria Natureza
modificada.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 33
Extraímos muito rapidamente uma grande quantidade de recursos
naturais e, após um consumo que dura pouco tempo, depositamos esses
recursos em locais que denominamos de lixo. Para a Natureza, a maneira
de funcionar não se modifica: as substâncias devem circular pela Terra
fazendo parte de seus ciclos. Para nós, temos problemas: as substâncias
que não entram ou demoram para entrar nos ciclos formam depósitos
que nos desagradam ao olhar, provocam mau cheiro, são foco de vetores
de doenças, depositam-se na água e matam os ecossistemas aquáticos,
contaminam o ar causando enfermidades variadas.
As florestas são a forma que a Natureza toma em nossa região. Temos
muito o que aprender com elas. Por isso a tomaremos como eixo que
norteará todo o nosso trabalho: será a partir da observação, reflexão e
convivência com ela que conduziremos nossas ações.
Outro fator que contribuiu para essa escolha relaciona-se diretamente
ao tipo de atividade extra classe que você e seus alunos farão em um
local escolhido por você que tenha ainda algum remanescente de floresta
nativa.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 34
O que é Natureza para você?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 35
3.2 - A FLORESTA, NOSSA MESTRA
“Uma árvore cai com um grande estrondo.
Mas ninguém escuta a floresta crescer.”
Provérbio africano
Se temos muito o que aprender com as florestas, então podemos
considerá-las como nossas mestras. Mas o que aprendemos com elas?
Para pensar nisso, vamos retomar o que foi afirmado anteriormente, de
que aprendemos muito mais pelo exemplo dos educadores do que com
suas falas. A floresta é assim. Ela dá muitos exemplos, mas precisamos
saber reconhecê-los. Ela nos fala também, mas é preciso aprender a ouvi-
la. Como é que se faz isso?
O contato atento e sensível com a floresta nos ajuda a expressar nossas
próprias potencialidades, que é o objetivo primordial da educação,
quando a consideramos a partir de seu significado original: processo
de promover a expressão das potencialidades que cada pessoa possui
dentro de si. Ela nos ensina a olhar e compreender o mundo a partir
de nosso próprio repertório, ampliando-o nesse contato. Ela nos ajuda
a formar valores enraizados na experiência e no compromisso consigo
mesmo, com os outros e com a vida como um todo.
O foco na transmissão de informações incorporado pelos sistemas de
ensino tradicionais gerou uma falta de comprometimento generalizada,
que agora, com a educação ambiental, queremos recuperar. As florestas
nos ajudam nesse processo, pois são o reservatório de vida a partir
do qual toda a história humana teve origem, evoluiu e do qual não
podemos ficar sem. Todo o conhecimento científico e todos os conteúdos
disciplinares, foram aprendidos durante séculos em que matemáticos,
naturalistas, gramáticos, geólogos, historiadores e geógrafos observaram
a natureza e tiraram conclusões sobre suas leis. Toda a história humana
se deu baseando-se não só nas relações humanas: isso não seria possível
sem a conexão direta com as potencialidades naturais de cada lugar, a
partir das quais os seres humanos erigiram suas culturas e construíram
suas histórias. As florestas nos ajudam a definir uma ética mais
abrangente, para incluir todos os seres que fazem parte deste planeta.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 36
Você tem uma experiência pessoal para contar na qual aprendeu algo
diretamente com a floresta? Relate-as aqui.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 37
3.3 - BREVE HISTÓRIA DAS FLORESTAS
Sobradinho
“O homem chega, já desfaz a natureza
Tira a gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá prá cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia
Do beato que dizia que o sertão ia alagar
O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum dia o mar também vire sertão”
Sá e Guarabira
Atualmente, quando nos referimos às florestas, estamos falando
principalmente das florestas tropicais, pois são as que restam, em
áreas ainda extensas, de todas as que já existiram sobre a Terra. As
outras, já extintas ou quase, foram palco de desenvolvimento de todas
as civilizações que nos antecederam. Diversos historiadores parecem
concordar que a presença das florestas foi elemento essencial para o
florescimento das grandes civilizações. Se hoje desejamos protegê-las,
é porque o processo civilizatório está se aproximando das últimas áreas
florestais do planeta.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 38
A destruição atual faz parte de um ciclo que começou há milhares de
anos. Hoje podemos perceber que as civilizações antigas entraram em
decadência devido, entre outros motivos, à escassez de florestas: o
desmatamento e a degradação do solo reduziram as possibilidades de
desenvolvimento.
Se hoje queremos protegê-las com uma população mundial de mais de 6
bilhões de habitantes, e se sabemos que transformar florestas em cultura
foi o procedimento básico para todas as civilizações que já ocuparam
nosso planeta, estamos assumindo o desejo coletivo de que a história
tome um rumo diferente de tudo o que nos antecedeu até aqui, pelo
menos nos últimos 6 mil anos!
A história oficial considera que a civilização ocidental teve início na
Mesopotâmia, na fértil região entre os rios Tigre e Eufrates, região em
que havia uma enorme floresta, há quase 7 mil anos atrás. A intensa
transformação da Natureza em artefatos cada vez mais elaborados e
sofisticados, a expansão da extração de minérios, da agricultura e da
pecuária, além das questões de domínio sobre as terras e das culturas,
umas sobre as outras, fez com que, nesse período, a floresta exuberante
se transformasse numa região árida e desértica. Desde então, o processo
civilizatório foi se intensificando e se expandindo, e experiências
reveladoras do grande talento e inteligência humana foram deixando
suas marcas. Hoje podemos apreciar o que ficou do mundo egípcio, de
impressionante beleza, assim como da Grécia antiga, do Império Romano
e das diversas civilizações que se desenvolveram no território europeu.
Todas essas civilizações por nós conhecidas tiveram, de certo ponto de
vista, na escassez da madeira um dos motivos de sua decadência. No final
do século 15, as jovens nações europeias já tinham avançado seu saber
tecnológico na construção de navios e também já tinham exterminado a
maior parte de suas florestas.
O avanço tecnológico destes países permitiu que eles saíssem para a
conquista de novas terras, do chamado, por eles, de Novo Mundo. A
Sabiá-do-campo (Mimus
saturninus)
Ocorrem em quase todo
o Brasil, inclusive em área
urbana.
Biomas: Mata Atlântica,
Cerrado e Caatinga e áreas
campestres da Amazônia.
Fonte: https:/
/www.wikiaves.
com.br/wiki/sabia-do-campo
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 39
primeira descoberta feita pelos portugueses foi a Ilha da Madeira, no
ano 1.420 d.C. O nome da ilha reflete a paisagem da época, composta de
muita floresta e visualizada como madeira em potencial. A colonização
começou com a extração da madeira, o cultivo da cana de açúcar e a
transformação desta em açúcar, o que consumia muita madeira que
também era levada para Portugal e Espanha para a construção das
embarcações, pois já se planejava fazer viagens oceânicas e estabelecer o
comércio com as Índias.
E assim o Brasil entra neste modelo de processo civilizatório. Depois de
receber alguns nomes provisórios, a nova terra foi batizada com o nome
da primeira madeira explorada pelos recém-chegados estrangeiros: o
Pau-brasil.
No Brasil as florestas não tiveram melhor sorte que as europeias,
mantendo-se vivas ainda em pleno século 21 graças, sobretudo, ao fato
de serem tão grandes que ainda não se conseguiu acabar com elas.
Peça aos seus alunos para escreverem uma carta
para alguma pessoa do passado, sobre o resultado
das ações delas em nosso mundo atual. Analise
observando se as crianças relacionam a realidade
atual como resultado de algo que foi pensado e
sonhado por pessoas do passado.
Leia em voz alta alguns trechos da carta de Pero
Vaz de Caminha (Apêndice 1). Peça para os alunos
desenharem a paisagem que os portugueses
avistaram em sua chegada às costas brasileiras.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 40
Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos sugeridas neste item.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 41
3.4 - OS CICLOS DA VIDA
A base dos processos vitais que mantém um ecossistema é o ciclo. Todos
os elementos necessários à vida estão circulando no ambiente, isto é, os
elementos entram na estrutura dos seres por um período, passam por
processos de transformação e voltam a ficar disponíveis no meio para
serem novamente absorvidos em outra estrutura. Assim acontece com
todos os componentes: o carbono, o oxigênio, a água, o nitrogênio e
uma infinidade de outros elementos que circulam em quantidade muito
pequena.
Toda a matéria que forma a Terra faz parte de um ciclo. Ela não pode
ser criada nem destruída, só transformada. Os ciclos dos elementos
formam um complexo mecanismo de controle que mantém as condições
essenciais à autossustentação dos seres vivos. É a vida que pulsa nos
elementos que os coloca em permanente movimento.
Por todo o planeta, a vida se expressou das mais variadas formas,
com maior ou menor diversidade biológica, com maior ou menor
disponibilidade de água, com maior ou menor riqueza de solos, criando
uma infinidade de ambientes com características próprias. Todos eles
funcionam da mesma forma e seu equilíbrio depende de todas as
relações que seus componentes mantêm entre si.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 42
CALENDÁRIO DA TERRA
Peça aos alunos para desenharem uma linha do tempo, desde a
formação da terra, passando pelo aparecimento dos seres humanos e
chegando aos dias atuais, num espaço imaginário de 1 ano.
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
Formação da Terra =
primeiro minuto do
mês de janeiro
Cristalização
da rocha mais
antiga
Primeiros seres
vivos
Plantas e animais
terrestres
Aparecimento e desaparecimento dos dinossauros = logo após o Natal
Primeiros hominídeos = início da noite de 31 de dezembro
Retrocesso da última glaciação = faltando um minuto e
quinze segundos para a meia-noite do dia 31
Duração do Império Romano = apenas cinco segundos
(de 11h59min45s até 11h59min50s)
Descobrimento da América = três segundos antes de terminar o ano
FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em Valores Universais. São Paulo.2006. Pg 67
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 43
Os cientistas ainda não chegaram a um acordo sobre quantas espécies
existem na Terra. As estimativas ficam entre 10 e 50 milhões de plantas
e animais. Até hoje só estudaram e deram nome científico a cerca de 1,5
milhão de formas de vida.
As espécies não existem de forma isolada. A evolução de cada uma delas
se deu no ambiente específico em que viviam e assim formaram, ao longo
dos tempos, os ecossistemas. O relacionamento entre as espécies de um
ecossistema é tão estreito que a existência de uma só espécie afeta a vida
de todas as outras. Da mesma forma, a alteração na vida de uma espécie
afeta todos os demais componentes daquele ecossistema. Por exemplo,
os excrementos de um animal podem servir de alimento para outras
espécies e fertilizar o solo para o crescimento das plantas. As sementes
das plantas podem espalhar-se por uma grande área graças ao trabalho
de algumas aves e insetos. Eles também podem ajudar no cruzamento
entre as plantas, levando o grão de pólen de uma para outra flor, ao
mesmo tempo em que podem se alimentar do seu néctar.
Da mesma maneira, a vida humana depende da existência de outras
espécies. Alimentos, materiais de construção, roupas, medicamentos,
todos os objetos que já conseguimos inventar são provenientes de algum
ecossistema. O impacto das civilizações sobre a Natureza tem sido grande
e decorrente de um consumo de matérias-primas mais acelerado do que
a capacidade de recuperação dos ambientes. Houve uma alteração radical
nos mecanismos reguladores e mantenedores das condições ambientais
necessárias à manutenção da vida na Terra.
Desde as inovações tecnológicas desenvolvidas durante o século XX2
,
muitas variedades de plantas e animais foram criados e dispersados pelo
globo para ambientes onde aquela espécie não existia anteriormente.
Com a expansão dos campos cultivados e das pastagens, a diversidade
de espécies por área diminuiu muito, já que um local antes habitado por
diferentes seres vivos era transformado em um espaço ocupado por
cultivos contendo normalmente apenas uma espécie.
O Curió (Sporophila angolensis) é uma ave passeriforme da família
thraupidae. Mede cerca de 14,5 cm, sendo que o macho é preto na parte
superior do corpo e castanho-avermelhado na parte inferior, sendo a
parte interna das asas na cor branca.
Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas
de baixa altitude e florestas secundárias altamente degradadas.
Muito procurado como pássaro de gaiola Esta é considerada a principal
ameaça e causa de seu desaparecimento das regiões mais habitadas do
país. É considerado Criticamente em Perigo no Estado de Minas Gerais,
conforme a Lista Vermelha estadual.
Biomas: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga e áreas campestres da
Amazônia.
Fontes: https:/
/www.wikiaves.com.br/wiki/curio
https:/
/www.wikiaves.com.br/wiki/sabia-do-campo
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 44
A introdução voluntária de espécies exóticas foi, muitas vezes, uma
opção econômica para a agricultura, quando algumas espécies exóticas
eram mais produtivas ou mais resistentes a pragas e doenças do que
as espécies nativas. Isso pode acontecer com frequência, pois a espécie
nativa, integrada ao ecossistema de origem, está interagindo com as
outras espécies. A planta ou animal exótico não tem, em seu novo
território, predadores naturais para ameaçar sua sobrevivência, o que faz
com que elas se reproduzam com mais facilidade.
Além destas causas, alguns estudiosos apontam que a perda da
biodiversidade é devida aos baixos valores econômicos dados à
biodiversidade e às suas funções ecológicas – como a proteção de bacias
hidrográficas, ciclagem de nutrientes, controle da poluição, formação
dos solos, fotossíntese e evolução – das quais depende o bem estar da
humanidade.
A maior diversidade de vida terrestre está nas florestas tropicais. Em
outras partes do mundo a diversidade é menor, mas sua importância do
ponto de vista ecológico é igualmente grande.
Os oceanos cobrem 70% da superfície terrestre e podem abrigar uma
biodiversidade superior à das florestas tropicais, mas que até agora está,
em sua maior parte, desconhecida. Há referências sobre a possibilidade
de o fundo do mar abrigar até 10 milhões de espécies sobre as quais
ainda nada sabemos. A geração de oxigênio e a regulação climática
dependem muito mais dos ecossistemas oceânicos do que dos terrestres.
Os ciclos hidrológicos dependem dessa enorme massa de água disponível
e de sua capacidade de armazenar calor.
2. E mesmo anteriormente, desde as primeiras viagens dos homens pela Terra, os
cruzamentos entre espécies e variedades animais e vegetais foram sendo feitos. Depois
dos descobrimentos, no século 15, as grandes navegações intensificaram essas trocas e, 3
séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial o processo de artificialização da natureza
tornou-se ainda mais intenso.
A exploração dos oceanos e das zonas costeiras sempre fizeram parte
da história da humanidade, gerando riquezas, fornecendo alimento e
possibilitando o transporte entre os povos. Os oceanos também são
considerados como a última fronteira para a exploração dos recursos
minerais da terra. O uso indiscriminado dos oceanos e dos mares para a
produção de alimentos, navegação comercial e despejo de efluentes vem
causando muitos danos, muitos deles irreversíveis.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 45
DINÂMICA DA TEIA
Material: folhas de sulfite em branco, fita adesiva e novelo de
lã ou barbante.
Necessita-se de sete participantes. Cada um vai representar um
elemento da história abaixo, sendo eles: o hipopótamo, a lama, o
caramujo, o ser humano, as algas, os crustáceos e os peixes. Cada
participante coloca um pequeno cartaz em seu peito (o que pode
ser feito utilizando-se folha de sulfite e fita adesiva) com o nome de
um elemento da história... Ler o texto abaixo e, com um barbante
ou fios de lã, interligue os personagens da história à medida que
seus nomes forem sendo mencionados, formando visivelmente uma
teia, na qual podem ser vistas claramente as interconexões entre os
seus elementos. Elas fazem parte de todos os sistemas vivos e seu
entendimento pode ser aplicado a qualquer um deles.
O extermínio do hipopótamo em certas regiões da África do Sul, com
a finalidade de facilitar a navegação nos rios, é um ótimo exemplo
das complexas relações que uma espécie mantém com todo o seu
ecossistema. Sem conhecer a teia da vida, a morte dos hipopótamos
acabou desencadeando a proliferação da esquistossomose e a falta de
recursos alimentares para a população local.
“O ser humano exterminou os hipopótamos. Os hipopótamos,
ao caminharem no fundo do rio, agitavam a lama depositada,
facilitando a circulação da água. Com o seu desaparecimento, os rios
“entupiram”, alagando as regiões ao seu redor. Com isso, o caramujo
transmissor da esquistossomose (barriga d´água), que vive em águas
paradas, encontrou boas condições de desenvolvimento, e a doença
se espalhou pela região, contaminando o ser humano. Mais ainda:
descobriu-se depois que as fezes do hipopótamo funcionavam como
adubo que estimulava o desenvolvimento de algas no fundo do rio.
Essas algas serviam de alimento para pequenos crustáceos (bichinhos
semelhantes a um camarão) que, por sua vez, eram comidos pelos
peixes. Sem os hipopótamos, a população de peixes diminui, e os seres
humanos deixaram de comer carne de peixe e começaram a passar
fome.”
Debate: depois de formada a teia, podemos perceber visualmente os
elos de dependência que existem entre os elementos. É um exercício
que possibilita a vivência da saúde individual e coletiva: cada célula
contribui para a estabilidade do organismo. Cada habitante da Terra
desempenha seu papel na saúde coletiva, pois os humanos estão
interconectados entre si, dependem uns dos outros e do ambiente.
É importante que os participantes percebam que as nossas ações
podem ter consequências em um sistema maior, que muitas vezes não
conseguimos imaginar.
Após o debate, os participantes poderão criar outros exemplos para
realizar a dinâmica da teia, extraídos da vida real: situações vividas
na escola, dentro de casa e assim por diante.
FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em
Valores Universais. São Paulo.2006. Pg 37
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 46
RECEITA DE FLORESTA
Dê a cada aluno uma escritura imaginária de um terreno
de 1.500 metros quadrados. Nesse pedaço de terra
virgem ele terá a liberdade de criar a floresta de seus
sonhos, com muitas árvores, animais, montanhas e
rios, enfim, tudo o que desejar. Deixe qu as imaginações
fluam livremente. Para estimular a criatividade dos
alunos, você poderá dar algumas sugestões: “Para que
sua floresta seja linda e radiante, talvez você queira
incluir algo como cachoeiras e tempestades de vento, ou
arco-íris permanentes...”.
Peça-lhes que façam uma lista dos ingredientes de suas
florestas e depois os desenhem. Termine indagando aos
alunos se suas florestas serão capazes de sobreviver
ano após ano. Por exemplo, verifique se eles escolheram
alguns representantes do ciclo alimentar: herbívoros,
plantas e os decompositores (exemplo: formigas,
cogumelos, bactérias). Não deixe que se esqueçam de
fatores menos evidentes, tais como solo e clima.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003.
Pg 77
PREDADOR-PRESA
Esta brincadeira introduz o conceito de cadeias alimentares e
demonstra como elas funcionam. Forme um círculo de cerca de
cinco metros de diâmetro numa área aberta. Coloque vendas nos
olhos de dois alunos, deixando-os no meio do círculo. Peça a um
deles que diga o nome de um predador que vive na região e peça
ao outro que diga o nome de uma presa. O predador tenta apanhar
a presa, ouvindo-a, seguindo sua pista e correndo atrás dela. Se o
predador ou a presa se aproximarem muito da margem do círculo,
os alunos lhe darão duas pancadinhas. Exija silêncio enquanto
a brincadeira está em andamento e peça que os participantes
representem de modo mais real e que imitem os animais
escolhidos. Para variar a brincadeira, faça uma experiência com
número diferente de predadores e presas. Coloque sininhos em
alguns dos animais, forçando-os a modificar sua estratégia de
caça ou para que não sejam capturados. Se o predador não for tão
arrojado como poderia ser, e estiver demorando muito, feche mais
o círculo, de modo que o predador e a presa fiquem mais próximos
um do outro.
Esta atividade pode ser feita num momento de introdução, em que
você está preparando o grupo para as informações sobre a teia da
vida, pois ela cria uma atmosfera de grupo e costuma acalmar a
agitação das crianças.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003. Pg 79
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 47
PIRÂMIDE DA VIDA
Esta atividade requer seis participantes, no mínimo. Forneça a cada
aluno um pedaço de papel e peça-lhe que escreva secretamente o
nome de uma planta ou animal que se desenvolve ou vive na região.
Os participantes deverão formar uma pirâmide, mas não lhes conte
isso até ter recolhido todos os pedaços de papel.
Para jogar Pirâmide da Vida entregue aos jogadores uma carta com o
nome de uma planta ou animal escrito nela. É mais divertido se você
escolher animais e plantas interessantes – como sempre-viva e beija-
flor –, se possível todos os animais e plantas devem ser do mesmo
habitat. Ao escrever você mesmo o nome das plantas e dos animais,
você tem a possibilidade de estabelecer a proporção entre as plantas,
os animais herbívoros e os predadores. Junto com o nome, escreva
também um algarismo romano (Plantas, I; Herbívoros, II; Carnívoros,
III; Predadores de segunda ordem3
, IV). Para um grupo de 26 pessoas,
sugiro a seguinte proporção, de plantas até os predadores de segunda
ordem: 14-7-4-1.
Embaralhe as cartas e distribua uma para cada participante. Se
algum deles não souber a qual categoria pertence, podem encontrá-
la pelos algarismos romanos. Eis como jogar: “Eu gostaria de chamar
todos aqueles que são capazes de produzir alimento a partir do sol,
do ar, da água e de nutrientes do solo que deem um passo à frente e
formem uma fila... Por favor, plantas, vocês podem se apresentar?...
(os participantes respondem com o nome engraçado que está escrito
em sua carta, tal como Suzana sempre-viva!... Maria sem-vergonha!...
Fernanda não-me-toques!... Joana Sensitiva!...) Agora os herbívoros
se identificam e se colocam atrás das plantas. Contem-nos quem são
vocês... Se você é um predador, faça uma terceira fila e se identifique...
Há alguém que ocupa o topo da cadeia alimentar? Sim? Conte-nos
quem você é?...Uma águia,...então venha e forme a quarta fila. Agora
que cada um está em seu lugar, tentem formar uma pirâmide. (Eu
disse apenas para que tentem, pois é bem arriscado construir uma
pirâmide com muita gente).
Explique ao grupo que há uma hipótese científica que explica que
a proporção de um nível para outro (isto é, das plantas para os
herbívoros) é de cerca de 1/10 da biomassa. Por exemplo, se você tem
500 kg de plantas você terá 50 kg de herbívoros, 5 kg de carnívoros e
0,5 de predadores de segunda ordem.
Agora diga ao grupo: “Notei que as plantas estão tendo problemas com
alguns insetos, então vou jogar um pouco de defensivo agrícola. Estes
lenços que estou colocando sobre suas cabeças – um para cada planta
– representa uma partícula desse pesticida...
3. “Animais que podem se alimentar de outros carnívoros”
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 48
Agora eu gostaria que os herbívoros se alimentassem das plantas.
Façam isso pegando os lenços das plantas e colocando-os sobre suas
cabeças. Sigam comendo até que todas as plantas sejam comidas.
Substâncias como herbicidas e pesticidas, quando ingeridos pelos
animais, ficam depositados em seus tecidos. Vamos agora deixar os
carnívoros se alimentarem dos herbívoros...” (Agora os participantes
podem prever o que vai acontecer quando todos os lenços estiverem
na quarta fila.) “Agora, será que a águia vai comer os animais da
terceira fila?” (Os jogadores se divertirão ao verem todos os lenços
formando um chapéu na cabeça da águia.) “Os níveis mais elevados
da cadeia alimentar apresentam uma concentração maior de
substâncias. Este processo é chamado de amplificação biológica.
Pássaros como águias, falcões peregrinos e pelicanos e também
outros animais têm sido fortemente contaminados por substâncias
despejados no meio ambiente... E você, como humano, qual o seu
lugar na cadeia alimentar?”
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003. Pg 77
AS ESTAÇÕES DO ANO
Refletir sobre as estações do ano é uma
ótima maneira de perceber os ciclos
naturais!
Peça para seus alunos descreverem as
estações ao ano, com informações sobre a
temperatura, regime de chuvas, aparência
das plantas, reprodução dos animais. Você
também pode comentar sobre a alternância
das estações do ano nos hemisférios norte
e sul.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 49
Distribua o texto abaixo para seus alunos. Depois de ler, peça para que formem grupos e façam uma discussão sobre o texto abordando
questões como: os ciclos de vida dos materiais citados, a reutilização de materiais, os resíduos e a nossa vida. Também é possível pedir
para que observem o lixo da sua casa e façam um texto descrevendo seus hábitos a partir do que está no lixo.
AS ESTAÇÕES DO ANO
Luís Fernando Veríssimo do livro “O analista de Bagé”
Encontraram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É
a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612.
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto seu lixo...
- O meu o quê?
- O seu lixo.
- Ah!
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmmm. Notei também que o senhor usa muita comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei
cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto restos de
comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas como
moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora.... você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro
amassadas no seu lixo.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 50
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimidos no seu lixo...
- Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois,
muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até
bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer
que ela volte.
- Você já está analisando meu lixo!
- Não posso negar que seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de
conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam
dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que,
não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que
sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo
é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar sua cozinha.
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 51
PROCESSOS NATURAIS
Divida o grupo em subgrupos de 5 até 7
pessoas. Diga que cada grupo deve escolher
um processo natural qualquer (você pode
perguntar antes para todos o que é um
processo natural e pedir para que eles
deem exemplos). Os subgrupos se separam
para escolher o seu processo e ensaiar uma
dramatização que deverá ser apresentada
posteriormente para o restante do grupo.
Depois que todos os subgrupos tiverem
ensaiado, cada um apresenta e o grupo
todo tenta adivinhar qual processo natural
foi representado.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São
Paulo, 2008. Pg 78
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 52
Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos, sugeridas neste item.
Quais das atividades sugeridas você mais gostou?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 53
3.5 - AS MANIFESTAÇÕES DA VIDA
Obviamente é a vida na Terra que conhecemos. E é dela que vamos
falar aqui. Ao longo da evolução da vida, a diversificação das espécies foi
fundamental para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade de
todas as formas, que convivem em comunidades relacionando-se direta
ou indiretamente, alimentando-se e realizando diversas trocas formando
os ecossistemas4
do mundo inteiro.
A chamada Diversidade biológica ou biodiversidade indica não só a
variedade de vida na Terra como os padrões naturais que essa variedade
forma. A biodiversidade pode ser considerada em relação às espécies,
isto é, incluindo todas as espécies de animais, vegetais, microorganismos
etc. Os genes contidos em cada indivíduo, ou os “conjuntos” que essas
espécies formam a partir de seus relacionamentos, são os ecossistemas.
Estão relacionados abaixo os principais ecossistemas brasileiros. O Brasil
é considerado um dos países de maior diversidade biológica do planeta.
Abriga cerca de 10% a 20% das espécies já conhecidas pela ciência. Estas
são originárias de suas extensas florestas tropicais úmidas, que hoje
representam cerca de 30% das florestas deste tipo no mundo.
A flora brasileira conhecida contribui com 50 mil a 56 mil espécies de
plantas superiores, o que corresponde a 20% do que hoje é conhecido.
Esse número é muito superior ao que se encontra na América do Norte,
Europa ou África. Em relação à fauna, os dados existentes mostram uma
importância especial tanto quanto ao número de espécies de anfíbios,
répteis, mamíferos, aves, peixes e artrópodes, quanto ao alto grau de
endemismo (uma espécie é endêmica quando ela é restrita a uma
determinada área geográfica): das 517 espécies de anfíbios, 294 são
endêmicas; das 468 espécies de répteis, 172 são endêmicas; das 524
espécies de mamíferos, 131 são endêmicas; das 1.622 aves, 191 são
endêmicas. Só de insetos, temos 15 milhões de espécies, estima-se. Esse
alto grau de endemismo está presente em todos os biomas5
brasileiros.
Isso significa que, se um pequeno trecho de floresta é desmatado, muitas
espécies podem estar sendo extintas, pois ocorriam apenas naquele local.
4. Ecossistema é uma unidade de estudo, formada pelo conjunto de todos os seres animais
e vegetais que interagem entre si e com o meio físico, formando uma rede de inter-relações
energéticas viabilizada pelas relações alimentares que os seus componentes estabelecem
entre si. Para haver equilíbrio em um ecossistema é preciso haver diversidade biológica e um
intercâmbio entre os seres vivos, as rochas, as águas e o solo.
5. Biomas são os grandes conjuntos de ecossistemas.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 54
ECOSISTEMAS BRASILEIROS
50a 560mil
Espécies de
Plantas superiores
do que
existe no
mundo
20%
Anfíbios
517 espécies
294 endêmicas
Répteis
468 espécies
172 endêmicas
Mamíferos
524 espécies
131 endêmicas
Aves
1622 espécies
191 endêmicas
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 55
3.6 - ECOSSISTEMAS BRASILEIROS
AMAZÔNIA
A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas,
onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento,
reprodução e morte de mais de um terço das espécies que vivem sobre a
Terra.
Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma
do Brasil: num território de 4.196.943 milhões de km2
(IBGE, 2004),
crescem 2.500 espécies de árvores (ou um terço de toda a madeira
tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América
do Sul). A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre
cerca de 6 milhões de km2
e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o
Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao
mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo.
As estimativas situam a região como a maior reserva de madeira tropical
do mundo. Seus recursos naturais – que, além da madeira, incluem
enormes estoques de borracha, castanha, peixe e minérios, por exemplo
– representam uma abundante fonte de riqueza natural. A região abriga
também grande riqueza cultural, incluindo o conhecimento tradicional
sobre os usos e a forma de explorar esses recursos naturais sem esgotá-
los nem destruir o habitat natural.
Amazônia
Caatinga
Cerrado
Mata Atlântica
Pampa
Pantanal
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 56
A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais
remanescentes no planeta e compreende a mais biodiversa floresta
tropical do mundo. No Brasil, ocupa 49,29% do território, abrangendo os
Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, e parte dos
Estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
O clima na floresta Amazônica é equatorial, quente e úmido, devido à
proximidade da linha do Equador, com a temperatura variando pouco
durante o ano. As chuvas são abundantes, com as médias de precipitação
anuais variando de 1.500 mm a 1.700 mm, podendo ultrapassar 3.000
mm na foz do rio Amazonas e no litoral do Amapá. O período chuvoso
dura seis meses.
A região é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos e dezenas
de milhares de plantas. Até o momento, pelo menos 40.000 espécies
de plantas, 3.000 de peixes, 1.294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios
e 378 de répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em
cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem na floresta tropical da
Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96.660 e 128.843 espécies de
invertebrados só no Brasil.
Em comparação com os demais biomas brasileiros, a Amazônia é o que
detém o maior percentual de florestas oficialmente protegidas (3,2% da
área total do bioma). No entanto, apenas 0,38% da área dos parques e
reservas hoje existentes na Amazônia está minimamente protegida de
fato.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 57
MATA ATLÂNTICA
A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km2
e
estendia-se originalmente ao longo de 17 Estados (Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba,
Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí).
Hoje, restam 7,91% de remanescentes florestais acima de 100 hectares do
que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa
acima de 3 hectares, temos atualmente 11%. É um dos hotspots6
mundiais,
ou seja, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas
do planeta; foi também decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e
Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988. A composição
original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações definidas como
florestas ombrófilas densa, aberta e mista; florestas estacionais decidual
e semidecidual; campos de altitude, mangues e restingas. Seu clima é
subtropical e tropical.
6. Hotspot é um conceito definido pela Conservation International e designa as áreas naturais
com duas características básicas: apresentam elevada biodiversidade e já foram destruídas
em 80% ou mais de sua área original.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 58
Segundo dados atualizados do Atlas dos Remanescentes Florestais
da Mata Atlântica, publicado pela SOS Mata Atlantica em 23/5/19, a
área abriga cerca de 72% da população, sete das nove maiores bacias
hidrográficas do país e três dos maiores centros urbanos do continente
sul americano. Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no
Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica. Neste bioma vivem mais de 20 mil
espécies de plantas, sendo 8 mil endêmicas, 270 espécies conhecidas
de mamíferos, 992 de pássaros, 197 de répteis, 372 de anfíbios e 350 de
peixes. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de
extinção são originários da Mata Atlântica, como os micos-leões, a lontra,
a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Além desta lista,
também vivem na região gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados,
cotias, quatis, etc. O primeiro parque nacional brasileiro foi criado em uma
área de Mata Atlântica, em 14 de junho de 1937. O Parque Nacional de
Itatiaia fica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360
espécies de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e 67 espécies de
mamíferos (como a paca, macacos e preguiças).
A MATA ATLÂNTICA EM NÚMEROS
Habitantes
112 milhões
da população
brasileira
Plantas
20 mil
espécies
Anfíbios
372espécies
Répteis
197espécies
Aves
992espécies
72%
Peixes
350espécies
Mamíferos
270espécies
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 59
CAATINGA
Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga
abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco,
Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais.
Região de clima semiárido e solo raso e pedregoso, embora relativamente
fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade.
O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado
das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico
varia entre 300 e 800 milímetros anualmente.
No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas “ilhas de
umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a
monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas
é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos
trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às
serras, onde a abundância de chuvas é maior.
Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são
endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de
mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há
323 espécies endêmicas. Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi
deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto
grau de degradação (com risco de desertificação). Calcula-se que 80% do
ecossistema original já foram transformados em cultivos e pastagens. Na
estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.
O uso do fogo é muito comum no preparo da terra, o que ameaça cada
vez mais a fauna silvestre e compromete o equilíbrio do clima, do solo e a
qualidade da água.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 60
CERRADO
O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superado
apenas pela Floresta Amazônica. São 2 milhões de km2
espalhados pelos
estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e partes
de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, ou 23,1% do território brasileiro.
O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste
com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos.
O Cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por três das maiores
bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, São Francisco e Prata),
favorecendo a manutenção de uma biodiversidade surpreendente.
Estima-se que a flora da região possua 10 mil espécies de plantas
diferentes (muitas usadas na produção de cortiça, fibras, óleos,
artesanato, além do uso medicinal e alimentício). Isso sem contar as
759 espécies de aves que se reproduzem na região, 180 espécies de
répteis, 195 de mamíferos, sendo 30 tipos de morcegos catalogados na
área. O número de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito
Federal há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 tipos
diferentes de abelhas e vespas.
O Cerrado tem um clima tropical com uma estação seca pronunciada.
A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada,
favorecendo a agricultura mecanizada e a irrigação. Estudos recentes
indicam que cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa
em estado relativamente intacto. Aproximadamente 40% conserva
parcialmente suas características iniciais e outros 40% já as perderam
totalmente.
O Cerrado é considerado o “berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”,
por abrigar as nascentes de importantes bacias hidrográficas da América
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 61
do Sul - Platina, Amazônica e São Francisco. Além disso suas, raízes
profundas e a relação deste sistema radicular com o solo, mantém as
condições ideais para recarga do lençol freático e aquíferos.
O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste
com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O solo,
antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, tem altos níveis de ferro e
alumínio.
Este bioma também se caracteriza por suas diferentes paisagens, que
vão desde o cerradão (com árvores altas, densidade maior e composição
distinta), passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com
árvores baixas e esparsas), até o campo cerrado, campo sujo e campo
limpo (com progressiva redução da densidade arbórea).
O excesso de alumínio e a alta acidez do solo diminuem a disponibilidade
de nutrientes às plantas, tornando-o tóxico para plantas não adaptadas. A
baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo
e a tortuosidade da vegetação (hipótese do oligomorfismo distrófico).
Outra hipótese é relacionada ao fogo. O fogo mata alguns brotos, de
modo que os galhos estão sempre crescendo numa direção diferente e
isto acarreta no crescimento tortuoso do tronco das plantas do Cerrado.
Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais
sofreu alterações com a ocupação humana. Um dos impactos ambientais
mais graves na região foi causado por garimpos, que contaminaram os
rios com mercúrio e provocaram o assoreamento dos cursos de água
(bloqueio por terra). A erosão causada pela atividade mineradora tem
sido tão intensa que, em alguns casos, chegou até mesmo a impossibilitar
a própria extração do ouro rio abaixo. Nos últimos anos, contudo, a
expansão da agricultura e da pecuária representa o maior fator de risco
para o Cerrado. Apenas 0,85% do Cerrado encontra-se oficialmente em
unidades de conservação.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 62
PANTANAL
O Pantanal é a planície de inundação contínua mais importante da
América do Sul. Ao todo, a bacia transfronteiriça, abrange uma área de
624.320 km2
, sendo aproximadamente 62% no Brasil (localizado no sul do
Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul), 20% na Bolívia e 18% no
Paraguai. Para a conservação do Pantanal, é importante levar em conta
a bacia hidrográfica como um todo e não só a planície alagável. Afinal,
tudo está interligado. O equilíbrio ambiental e os processos ecológicos do
Pantanal são determinados por eventos, naturais ou não, que ocorrem
nas partes altas da bacia hidrográfica. A água que nasce nas partes altas
corre para baixo, para a planície inundável, carregando o que estiver
pelo caminho. É o pulso das águas que dita o ritmo da vida, dinâmico,
complexo e delicado. Há duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa.
O Pantanal possui uma rica biodiversidade. É o berço 4.700 espécies
entre animais e plantas. Entre as espécies levantadas estão 3.500 plantas
(árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 263 espécies de peixes, 122
de mamíferos, 93 de répteis, 656 de aves e 1.032 de borboletas.
Enquanto a planície inundável mantém 86,6% da sua cobertura vegetal
natural, apenas 43,5% da área possui vegetação nativa. O regime de
inundações é o responsável pelo ciclo da vida no Pantanal, garantindo
as condições para que animais e plantas se desenvolvam em toda a sua
plenitude.
Por isso, a preservação das nascentes nas partes altas da Bacia e a
adoção de práticas de produção econômica que não agridam ao meio
ambiente são fundamentais para a conservação da planície inundável.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 63
BIODIVERSIDADE - PANTANAL
Aves
656espécies
Mamíferos
122espécies
Plantas
3500espécies
Borboletas
1032espécies
Répteis
93espécies
Peixes
263espécies
656espécies
Animais e Plantas
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 64
ECOSSISTEMAS COSTEIROS
A Zona Costeira brasileira é extensa e variada. O Brasil possui uma linha
contínua de costa com mais de 8 mil quilômetros de extensão, uma das
maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível identificar
uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, costões
rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. Dependendo da região, o
aspecto é totalmente diferente do encontrado a poucos quilômetros de
distância. Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do litoral -
como praias, restingas, lagunas e manguezais - apresentam diferentes
espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, as diferenças
climáticas e geológicas. O litoral está quase todo voltado para o Atlântico
Sul. Porém, uma pequena parcela (no extremo norte do país) debruça-se
sobre o Mar do Caribe.
O litoral amazônico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao Rio Parnaíba, é
lamacento e tem em alguns trechos mais de 100 km de largura. Apresenta
grande extensão de manguezais, assim como matas de várzeas de marés.
Jacarés, guarás e muitas espécies de aves e crustáceos são alguns dos
animais que vivem nesse trecho.
O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo
Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que,
quando perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação
do vento. Há ainda nessa área manguezais, restingas e matas. Nas águas
do litoral nordestino vivem tartarugas e o peixe-boi marinho, ambos
ameaçados de extinção.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 65
O litoral sudeste segue do Recôncavo Baiano até São Paulo: a área mais
densamente povoada e industrializada do país. Suas áreas características
são as falésias, recifes, arenitos e praias de areias monazíticas (mineral de
cor marrom escura). É dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito
recortada, com várias baias e pequenas enseadas. O ecossistema mais
importante dessa área é o das matas de restingas. Nessa parte do litoral
é possível encontrar espécies como a preguiça-de-coleira e o mico-sauá,
dois animais ameaçados de extinção.
O litoral sul começa no Paraná e termina no Arroio Chuí, no Rio Grande
do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da região é
riquíssimo em aves, mas há também outras espécies: ratão-do-banhado,
lontras, capivaras etc.
Há muito ainda para se conhecer sobre a dinâmica ecológica do litoral
brasileiro. Complexos sistemas costeiros distribuem-se ao longo da costa,
fornecendo áreas para a criação, crescimento e reprodução de inúmeras
espécies de flora e fauna.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 66
CAMPOS SULINOS
Este bioma ocupa áreas no Brasil (Rio Grande do Sul e Santa Catarina),
Uruguai e Argentina. De um modo geral, o campo limpo é destituído
de árvores, com uma composição bastante uniforme e com arbustos
espalhados e dispersos. O solo é revestido de gramíneas, subarbustos e
ervas.
Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os Campos formados por
gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por
uma região de mais de 200 mil km2
. Nas encostas, esses campos tornam-
se mais densos e ricos. Nessa região, com muita mata entremeada,
as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas
temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas
favorecem o crescimento de árvores.
Na parte brasileira do bioma, existem cerca de 3.000 espécies de plantas
vasculares, sendo que aproximadamente quatrocentas são gramíneas,
como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus,
caturritas e anus-pretos e 90 de mamíferos terrestres, como guaraxains,
veados e tatus.
Atualmente os campos, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal
do país, são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo
e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com
o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do
Rio Grande do Sul.
A região coberta pelos campos sulinos apresenta clima subtropical, com
temperaturas amenas e chuvas regulares, sem grande alteração durante
o ano.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 67
ZONAS DE TRANSIÇÃO
Algumas zonas com características específicas, existentes entre os
principais biomas brasileiros, foram identificadas e separadas para
facilitar as tarefas e esforços de conservação. Juntas, as áreas de transição
compreendem um território de aproximadamente 675.000 km². Uma
delas é a transição entre o Cerrado e a Amazônia, com área de 414.007
km2
, envolvendo as florestas secas do Mato Grosso. As florestas de
babaçu do Maranhão também foram separadas, na zona de transição
Amazônia-Caatinga, com área de 144.583 km2
. Finalmente, também
foi classificada separadamente a zona encontrada entre a Caatinga e o
Cerrado, com 115.108 km2
de área.
Entre a Amazônia e o Cerrado está localizada a Mata Seca, ou floresta
mesófila semidecídua. Representa uma forma florestal de manchas
inclusas com características comuns do Cerrado, sendo por vezes
contornadas ou ladeadas por manchas desse bioma. Quase sempre
seus maciços ocorrem em locais afastados dos cursos de água ou da
umidade permanente, em terrenos ondulados ou planos. No entanto, os
maciços tornam-se menos frequentes nos declives e dorsos das elevações
acentuadas.
O babaçu (Orbignya phalerata) é uma palmeira nativa das regiões norte
e nordeste do Brasil. Compõe extensas florestas, ocupando áreas onde
a floresta primária foi desmatada. Além do nome babaçu, também é
conhecida por bagassú, aguassú e coco de macaco. Ocorre em uma zona
de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras
semiáridas do Nordeste brasileiro.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 68
O clima nessa área é bem mais úmido do que na Caatinga, com vegetação
mais exuberante a medida que se avança para o oeste. A vegetação
natural é a mata dos cocais, onde se encontra a palmeira babaçu, da qual
é extraído óleo utilizado na fabricação de cosméticos, margarinas, sabões
e lubrificantes. A economia local é basicamente agrícola, predominando as
plantações de arroz nos vales úmidos do estado do Maranhão. Na década
de 80, no entanto, teve início o processo de industrialização da área,
com a instalação de indústrias que constituem extensões dos projetos
minerais da Amazônia.
Já na transição entre o Cerrado e a Caatinga pode observar-se uma
vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas
secas. Naturalmente, o clima é mais seco que o do Cerrado, com solo
mais ressecado e períodos mais intensos sem chuva. A maior parte desta
área está na fronteira do Cerrado com o sertão, no interior de estados
nordestinos.
Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 69
CONSTRUIR UMA ÁRVORE
Peça que a classe faça uma grande roda e diga que farão a
representação de uma árvore. Revise com eles quais as partes de
uma árvore. É importante que todos participem, portanto calcule o
número de alunos para cada uma das partes: raiz principal, raízes
transversais, cerne, xilema, floema e a casca. Siga as orientações:
Cerne: Para começar, escolha dois ou três participantes altos e que
aparentam ser fortes e peça-lhes para que representem o cerne.
Eles devem ficar de pé, um de costas para o outro. Diga ao restante
do grupo: “Este é o cerne – a parte mais interna e forte da árvore. A
função do cerne é manter o tronco e os galhos na vertical de forma
que as folhas possam receber luz solar. O cerne é um tecido morto,
mas bem preservado; quando vivo, seus milhares de pequenos vasos
carregavam a água para cima e o alimento para baixo, mas agora
estão todos entupidos de resina”. Diga aos que interpretam o cerne
que sua função é ser “alto e forte”.
Raiz principal: Em seguida, escolha várias pessoas para representarem
a raiz principal. Peça para que se sentem de costas para a base do
cerne, dizendo: “vocês são uma raiz muito comprida, chamada raiz
principal. Fixem-se bem fundo ao solo – por cerca de nove metros. A
raiz principal permite que a árvore obtenha água do solo profundo, e
também a ancora firmemente ao solo. Quando vêm as tempestades,
a raiz principal impede que ventos fortes carreguem-na”. Lembre-se
de sempre informar que nem todas as árvores possuem raiz principal,
mas que esta possui.
Raízes transversais: Escolha pessoas de cabelos compridos que
pareçam não se importar em deitar no chão. Peça às “raízes
transversais” para que deitem de costas, com os pés de encontro ao
tronco e o corpo estendendo-se para fora da árvore. Diga-lhes: “Vocês
são as raízes transversais. Como vocês existem outras centenas. Vocês
crescem superficialmente, ao redor de toda a árvore como os galhos,
só que por debaixo da terra. Vocês também ajudam a manter a árvore
de pé. Em suas extremidades existem raízes muito finas”. Neste
momento, ajoelhe-se ao lado de uma das raízes, espalhe os cabelos
das raízes superficiais ao redor da cabeça e continue narrando; “As
árvores possuem milhares de quilômetros de raízes capilares que
cobrem cada centímetro quadrado de solo em que crescem. Quando
elas sentem que há água por perto, suas células crescem em direção
a ela e a sugam. As pontas das raízes capilares possuem células tão
duras quanto um capacete. Gostaria que as raízes demonstrassem
o barulho que fazem ao sorver a água para cima. Quando eu disser:
Sorvam! vocês fazem assim (emita o som de sorver bem alto). Agora
então, vamos ouvir vocês sorverem!”
Xilema: Peça para que um pequeno grupo interprete o xilema. Escolha
um número suficiente de pessoas para formar um círculo completo
em torno do cerne. Olhando para dentro de mãos dadas, peça-lhes
que tomem cuidado para não pisarem nas raízes! Diga-lhes: “Vocês
são a parte da árvore chamada xilema. Vocês conduzem a água das
raízes para os galhos mais altos. Vocês são a bomba mais eficiente
que existe no mundo, sem nenhuma parte móvel. Vocês são capazes
de elevar centenas de litros de água por dia a uma velocidade de mais
de 160 quilômetros por hora. Depois que as raízes sorverem a água do
solo, a função de vocês é conduzi-la para o alto da árvore. Quando eu
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 70
disser: Conduzam a água para cima!, vocês fazem assim: Uiiii!
(levantando os braços para cima). Vamos praticar! Primeiro as raízes
sorvem a água. “Vamos sorver!” Logo em seguida, peça ao xilema:
“Conduzam a água para cima! Uiiii!”
Floema: Selecione mais algumas pessoas para representarem o
floema. Peça que formem um círculo em torno do xilema com as mãos
dadas e com a face virada para dentro. Fale: “A partir de vocês em
direção ao interior, existe uma camada de tecido que se chama floema
que é a parte da árvore que cresce. Todos os anos uma nova camada
é adicionada ao xilema e floema. Uma árvore cresce de dentro para
fora, a partir de seu tronco, e também a partir das pontas de suas
raízes e galhos. Não é como o crescimento dos cabelos humanos”.
“Atrás de vocês, em direção à parte de fora está o floema. Esta é
a parte que conduz o alimento produzido pelas folhas para toda
a árvore. Vamos transformar nossas mãos em folhas.” Deixe que
estiquem os braços para cima e para fora de modo que entrelacem
braços, antebraços e os pulsos, deixando as mãos livres para
balançarem como folhas.
Quando eu disser: “Vamos produzir alimento!”, levantem seus braços
e balancem as folhas absorvendo a energia do sol e produzindo
alimento. E quando eu disser: “Conduzam o alimento para baixo!”,
você devem falar: “Uoooo!” (emita um som de “Uoooo!” decrescente
e longo enquanto você flexiona os joelhos e se agacha soltando os
braços e o corpo em direção ao chão). “Vamos praticar!”
Faça todos os sons e movimentos com todas as partes, na seguinte
ordem: “Vamos sorver!” “Vamos produzir alimento!” “Conduzam a
água para cima!” “Conduzam o alimento para baixo!”
Peça ao restante dos participantes que atuem como casca. Eles
devem formar uma roda em torno da árvore, olhando para fora. Diga-
lhes: “Vocês são a casca. De que tipo de perigos vocês protegem as
árvores?”
Sugira os exemplos: fogo, insetos, mudanças bruscas de temperatura,
meninos e meninas usando canivetes. Diga à casca como ela deve
proteger a árvore: “Levantem os braços como se estivesse em posição
defensiva, com os cotovelos dobrados e os punhos próximos ao peito.
(Pausa) Estão ouvindo um som alto e agudo? É um buprestídeo, um
inseto que destrói árvores e que está muito faminto. Verei o que posso
fazer para acabar com isto. Se eu não voltar, vocês é que terão de
detê-lo”.
Esconda-se atrás de uma árvore e reapareça fingindo ser um
buprestídeo. Exagere na interpretação fazendo cara de bravo, usando
dois gravetos como antenas e balançando a cabeça para frente e
para trás. Aponte suas antenas e mire seu longo focinho em direção
à árvore. Agora, corra ou caminhe rapidamente ao redor da árvore
fingindo que está tentando penetrar na camada protetora da casca. A
“casca” deverá tentar afastar você.
Enquanto você rodeia a árvore, oriente para que as outras partes do
grupo representem suas funções. Em sequência, diga os comandos
para todas as partes, em voz alta. Faça a sequência três ou quatro
vezes. Os comandos para as partes da árvore são:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 71
Da primeira vez diga: “Cerne, permaneça alto e forte!” e “Fique firme
casca!”: 1) “Raízes, sorvam” 2) “Folhas, produzam alimentos!” 3)
“Xilema, conduza a água para cima!” 4) “Floema, conduza o alimento
para baixo!”
Depois desta primeira rodada, apenas diga os comandos sem falar
o nome das partes da árvore. Quando tiver acabado, sugira que os
participantes dêem um grande abraço por terem construído uma
árvore tão bela. E ajude as raízes a se levantarem do chão!
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 80
HABITAT
Para esta atividade divida a classe em grupos de cinco
participantes.
Peça para cada grupo escolher um habitat natural e organizar
uma representação em que cada participante será um elemento
desse ambiente. Dê alguns minutos para eles ensaiarem.
Determine um local para ser o “palco” onde cada grupo se
apresentará.
Enquanto cada grupo se apresenta, os outros assistem em
silêncio, sem falar o que adivinhou até que a atuação seja
finalizada. Esta atividade pode ser feita ao ar livre, ou em sala
de aula.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 92
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 72
PERSONIFICAR UMA ÁRVORE
Pode ser praticada ao ar livre ou em ambientes fechados. Ao ar
livre, procure uma clareira dentro da mata, e parem debaixo de uma
árvore grande. Peça aos participantes que se espalhem sob a árvore
e permaneçam de pé com os olhos fechados, próximos o suficiente de
você para que possam ouvi-lo. Diga-lhes que eles irão experienciar a
vida de uma árvore durante um ano inteiro – verão, outono, inverno e
primavera. Na realidade eles se tornarão uma árvore.
Enquanto você faz a narração, as “árvores” podem manter seus braços
levantados como galhos, ou apenas permanecer paradas de pé com
os olhos fechados, mentalizando. Com crianças mais jovens, fazer
movimentos (por exemplo, durante as “tempestades” de inverno)
ajuda a canalizar a agitação.
Caso não se lembre ou não tiver tempo para ler a narração completa,
não se preocupe. Se memorizar poucos detalhes evidentes de cada
fase do ciclo de vida de um ano da árvore, você verá que pode superar
os ocasionais lapsos de memória falando de improviso.
Com crianças mais jovens e outros grupos pouco concentrados,
encurte a sua apresentação omitindo fatos secundários, e reduzindo
as descrições de ambientações. Sua habilidade com Personificar uma
Árvore melhorará a cada vez que aplicá-la.
Comece a narração:
Com os olhos fechados, imagine-se caminhando por uma trilha da
floresta. Uma fina névoa evapora do solo quente no alvorecer de uma
linda manhã. As gotas de orvalho recobrem toda a vida ao seu redor.
O cheiro das folhas caídas, dos brotos, dos pequenos animais, da brisa
que sopra do oceano e das sementes e flores vai se transformando à
medida que se você aproxima do coração da mata.
Você caminha até chegar à parte mais aberta da trilha.
Agora você pára e sente a firmeza de seus pés em contato com o solo.
Vira-se em direção ao raio de sol que penetra os galhos da floresta e
sente se transformar em uma imponente árvore desta mata.
Com os pés paralelos aos ombros, sinta sua imensa raiz principal
descer abaixo do quadril... alcançando os joelhos... solas dos pés até
atravessar as folhas que se decompõem no solo e penetrar na terra
úmida. Deixe que ela penetre na terra até atingir uma profundidade
de 9 metros.
Agora comece a estender suas raízes transversais em todas as
direções, pouco abaixo da superfície do solo. Estenda-as para a
esquerda... para a direita... para frente... e para trás. Estenda-as para
cada vez mais longe. (Pausa)
O solo da floresta é pobre e fornece principalmente a sua sustentação.
A maior parte dos nutrientes estão armazenados na matéria
orgânica viva e morta da floresta. Por isso, suas raízes aéreas são tão
importantes. Núcleos de bactérias se formam e ajudam as raízes a
assimilar os nutrientes.
Leve água com os nutrientes para cima e distribua-a por todo seu
corpo. Sinta como ela sobe, primeiro em minúsculos jatos, e depois
como se fosse um imenso rio.
É verão, época das chuvas e intenso calor. Você se delicia com a água
morna da chuva que cai todas as tardes. (Pausa)
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 73
Suavemente, incline-se para frente e para trás. Sinta como você está
firmemente enraizado na terra. (Pausa) Mentalmente olhe para o seu
tronco largo e veja quão grande e redondo você é. (Pausa) Sua casca é
lisa ou áspera? É escura ou clara? (Pausa) Quais outras formas de vida
habitam e você? Bromélias? Liquens? Orquídeas? (Pausa)
Agora, acompanhe o seu tronco para o alto até que você chegue nos
galhos maiores. Siga-os à medida que se dividem em galhos cada vez
menores e se espalham pelo céu.
Observe suas folhas. Quantos tons de verde elas têm? Qual o seu
tamanho? São pontudas? E a sua copa? Que desenho ela forma? Ela é
redonda? Em quais direções crescem seus galhos? Você pode observar
as outras espécies de árvores que estão muito próximas a você?
As nuvens se formam densas acima de sua copa. Em breve a chuva
cairá torrencialmente. Olhe para o chão coberto de folhas, formando
diversos tons marrons. A chuva cai em seus galhos e tronco que ficam
completamente encharcados. A floresta escureceu rapidamente e é
possível ouvir galhos rompendo, trovoadas e muitas aves procurando
abrigo. Ouça os pingos das chuvas caindo de galho em galho até o
chão. (Pausa)
Agora, a chuva começa a cessar. Observe seus brotos de folhas novas.
Abra-se completamente em direção aos últimos raios de sol e receba
a sua energia. Sinta o quanto ele te sustenta. Conduza a energia dos
nutrientes para toda a árvore.
Sinta novamente suas raízes crescendo e absorvendo água e nutrientes.
Sinta os animais que convivem com você. As formigas, os cupins, os
mosquitos, borboletas, libélulas.
Conforme a estação da seca se aproxima, a temperatura vai baixando
podendo chegar até os 10ºC. Os dias são mais curtos e a umidade pode
ser sentida ora com mais intensidade, ora com menos. Nesta época,
você perde grande parte de suas folhas e começa a florir.
Agora você está em flor. Qual é a sua cor predominante? Qual o seu
cheiro? Suas flores têm que textura? Numerosos insetos, morcegos e
beija-flor vêm participar do seu processo de polinização. Bandos de
macacos, passeiam pelos teus galhos. Há várias semanas um bicho
preguiça abraçou um de seus galhos.
Após a florada, novas folhas se formam e vagens e frutos são lançados
ao solo.
Toda a vida animal depende de você para obter alimento, abrigo e
bem-estar.
Estenda seus galhos para todos os seres da floresta, num espírito de
proteção e amor. Sinta que vocês compartilham da unidade da vida,
com beleza e harmonia.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 124
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 74
ENCONTRE ALGUÉM QUE...
Peça que os alunos fiquem de pé com um lápis-borracha em mãos.
Distribua-lhes questionários impressos como no modelo abaixo. Sinta-
-se à vontade para criar seu próprio questionário de acordo com o
conteúdo que estiver trabalhando com os alunos. Cada aluno deverá
entrevistar as outras pessoas do grupo, fazendo as perguntas e
marcando
seus nomes nos espaços disponíveis toda vez que encontrar
alguém que responde positivamente ao item. Diga-lhes para tentarem
marcar o nome de cada pessoa na lista ao menos uma vez, mas que
não se estendam por muito tempo com ninguém em particular. Esta
atividade pode ser feita ao ar livre, ou em sala de aula.
SUGESTÃO DE QUESTIONÁRIO
Encontre alguém que:
• Já comeu um fruto típico da Amazônia
Nome do fruto
• Conhece pelo menos três animais da Mata Atlântica
Nome dos animais
• Sabe em qual lua estamos
• Conhece pelo menos uma espécie animal ameaçada de extinção
Nome da espécie.
• Se tivesse que se tornar uma planta ou animal, qual seria
Nome da planta ou animal
• Sabe recitar um poema, uma citação ou cantar uma música que fale
de Natureza
• Já visitou uma área de brejo
• Sabe dizer qual o principal ecossistema do Nordeste do Brasil
• Tem uma atividade favorita para praticar ao ar livre
• Sabe dizer qual a maior planície inundável da América Latina
• Sabe o principal bioma de seu município
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 94
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 75
Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos, sugeridas neste item. Quais das atividades
sugeridas você mais gostou? Observe os resultados de cada uma delas e registre neste espaço.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 76
CONVIVENDO COM A
NATUREZA
PARTE 4
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 77
4.1 - A FLORESTA E A ESCOLA
Considerando que o principal local de interação do professor com seus
alunos é a escola, vamos, antes de mais nada, relacionar o que a escola
tem a ver com a floresta. Ou melhor, o que a floresta pode ensinar sobre
a formação de um ambiente de aprendizagem. Como em tudo na vida, um
aprendizado prazeroso e duradouro depende de um ambiente receptivo,
leve e alegre.
Como é o ambiente de sua escola? E das salas de aula em que você
trabalha? Tem boa iluminação? Como é a ventilação? Como ficam
dispostas as carteiras? É bonito? O que ele tem de agradável? O que
tem de desagradável? Em que pode melhorar? A presença de plantas
costuma melhorar ou piorar a qualidade de um ambiente? Que sensações
e estímulos perceptivos são oferecidos para os professores e os alunos?
As sensações são em sua maior parte prazerosas ou penosas? O
ambiente escolar tem ajudado a dar vitalidade a todos ou a torna sofrível,
enfraquecendo-a?
Essas questões não têm nada a ver com o currículo da escola, mas
são essenciais para que ele faça sentido e alcance seus objetivos. São
questões relacionadas ao “ambiental” da escola. Sem uma boa qualidade
ambiental dentro da escola, dificilmente um projeto de educação
ambiental ultrapassará os limites dos atos repetitivos e mecanizados,
desprovidos de sentido. Melhorar o ambiente da escola já representa um
grande avanço em direção à melhora da qualidade de vida no planeta.
Melhorar o ambiente não significa apenas pintar as paredes, colocar
plantas, desenhos e quadros bonitos, modificar a disposição das carteiras
e outros móveis, melhorar a iluminação ou a ventilação. Significa também
melhorar as relações entre as pessoas. Como as pessoas se relacionam?
São cooperativas e solidárias? Há boa cooperação na organização dos
espaços da escola? Têm oportunidade de expressar suas emoções,
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 78
sejam elas negativas ou positivas? E quanto aos sons? São controlados e
e respeitosos das diversidades entre as pessoas? Como o lixo é cuidado?
As pessoas colaboram para a limpeza do ambiente? As pessoas cuidam
umas das outras? As pessoas são amigas ou vivem disputando? Estas são
questões que garantem um bom ambiente no sentido das coisas invisíveis
que também regem o nosso bem-estar e garantem um ambiente favorável
para o convívio e para a aprendizagem. Propiciam experiências positivas e é
nelas que o potencial transformador de uma instituição se afirma.
Apresentamos, algumas páginas atrás, uma breve história das florestas.
O final dessa história já sabíamos: elas foram eliminadas na maior
parte da superfície do planeta, tendo sido substituídas por pastagens,
cultivos de alimentos em larga escala, florestas homogêneas, mineração
e áreas urbanas. Em alguns lugares as matas originais foram protegidas
por lei. No Brasil, as áreas de floresta nativa inseridas em unidades de
proteção integral não chegam a 10% do nosso território.As crianças
se desenvolvem hoje em ambientes muito artificializados e, na maioria
dos casos, degradados. Apesar da predominância de um mundo pouco
alentador, onde impera o individualismo, a competição e a destruição,
ainda acreditamos que é possível educar as crianças para uma vida
alegre, saudável e solidária, se quisermos. Há muitas coisas simples e
profundamente significativas, bem à mão dos educadores.
Vamos a elas:
a) Dê-lhes a oportunidade de estar ao ar livre, estimulando o contato
com a terra (ficando descalços e com roupas leves), e com o céu
(observando o caminho das sombras, as diferenças entre as estações,
as temperaturas e as estrelas). Isso pode parecer uma atividade
de lazer, mas ao mesmo tempo pode ser um momento de intenso
aprendizado de português, história, ciências ou geografia, se você se
permitir dar uma volta no entornoda escola em local com terra para
que caminhem descalços por 5 minutos, parem para sentir o chão, o
contato, e para observar a própria respiração, os cheiros, a brisa, a
temperatura. Para observar como se sentem. A água, a terra e o ar
são fontes fundamentais de vida e de energia. Esse simples momento
de centramento pode facilitar muito o seu trabalho de transmitir
os conhecimentos planejados, tornando o processo de ensino/
aprendizagem muito mais prazeroso.
Com esse exercício eles podem aprender:
Que os seres humanos não são os donos do céu nem da terra, mas
sim que pertencemos a eles; que a ideia de que pertence a nós tudo
que não é humano - as terras, as águas, os vegetais, os animais, os
minerais - decorre de uma separação artificial entre seres humanos
e Natureza (confira a Carta do Chefe Seattle, no Apêndice 2); que
fazemos parte da Natureza e não nos damos conta disso na maior
parte do tempo; e a respeitar a Natureza ao conviverem com ela e
perceberem/sentirem que pertencem a ela.
b) Utilizar o espaço externo da escola para atividades de semear,
plantar, cuidar, colher e consumir alimentos, relacionando essas
atividades com as disciplinas. Dividir tarefas, planejar e organizar as
atividades externas também propiciam grande aprendizado. Estas
atividades podem absorver o tempo de uma aula inteira ou apenas
servir de momento de aquecimento e envolvimento, preparando os
alunos para a aula, que poderá ser dada ali mesmo ao ar livre, ou
voltando para a sala de aula.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 79
Como tem sido sua experiência de estar ao ar livre com os alunos? Você pode desenhar abaixo uma
vista do espaço aberto da escola. O que há nele? O que está precisando de cuidados? O que poderia
ser melhor aproveitado?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 80
4.2 - SOCIEDADES E NATUREZA
As primeiras civilizações, que surgiram há cerca de 7 mil anos, foram
gradualmente crescendo e substituindo as culturas tribais que
funcionavam dentro de uma lógica mais integrada e menos dominadora
em relação tanto à Natureza quanto a outros povos. Felizmente, o
mundo civilizado, apesar da agressividade com que investiu sobre os
demais povos nos diversos períodos de desenvolvimento das grandes
civilizações, não conseguiu exterminar todos os outros povos que viviam
e vivem de outra forma. Essa outra forma de viver destes outros povos
diferencia-se da nossa por – entre inúmeras razões – sua relação com o
mundo natural. Um dos aspectos marcantes de muitas culturas com as
quais compartilhamos o Planeta é o fato de encararem os outros seres
vivos como seres que existem num mesmo nível de importância que eles
próprios, formando uma relação de parceria entre todos.
Os povos indígenas atuais correspondem a aproximadamente 300
milhões de pessoas, e ocupam cerca de 20% da superfície do planeta; a
maioria deles está em territórios por eles ocupados desde suas origens.
Esses territórios apresentam quase sempre suas características naturais
conservadas, em que as alterações para uso humano foram feitas de
forma a manter a dinâmica dos ecossistemas em equilíbrio. Sua maneira
de pensar o mundo, a vida, a morte, a Natureza e o sentido da vida
humana é refletida em suas ações e em suas diversificadas e sofisticadas
maneiras de realizar suas intervenções e de explicá-las.
A grande diversidade de formas de realização dessa imersão revela
a liberdade que os seres humanos sempre tiveram de expressar sua
própria Natureza a partir das características ambientais de seus locais de
origem, das adversidades que encontraram e das formas de interação que
escolheram para criar suas sociedades e culturas.
Mesmo para quem vive nas cidades atualmente, é possível
resgatar esse sentimento de pertencimento e de respeito
a um lugar. Proponha os seguintes exercícios com seus
alunos: (para cada um destes itens você pode fazer uma
“Excursão” específica).
1 - Desenhe o perfil do solo da área do entorno da
escola;
2 - Escolha um canto do prédio da escola e faça o
desenho da sombra que ali é formada, durante todo
o ano letivo. Há variações? Em que época do ano as
sombras são maiores? Sabem explicar por quê?
3 - Quando há nuvens no céu, onde estão o Sol, a Lua e
as estrelas?
4 - De qual direção vêm geralmente as tempestades em
sua região?
5 - Liste 5 pássaros que vivem em sua região. Você sabe
qual deles é migratório e quais não são?
6 - Para onde vai o lixo de sua casa? E o de sua escola?
7 - Como era a sua região há 100 anos?
8 - Que espécies de animais e de plantas foram extintas
em sua região?
9 - Qual é a maior área silvestre de sua região? Você já
foi visitá-la?
10 - Como é a sua relação com o lugar onde você vive e
trabalha?
11 Você gosta de viver aí?
12 - É um lugar bonito e acolhedor?
13 - Você se vê como filho deste lugar?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 81
Como foi sua experiência ao realizar os exercícios propostos neste item com seus alunos?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 82
4.3 - CONVIVER COM A NATUREZA
A vida é um processo anterior e superior à existência e às ações humanas.
Os seres humanos fazem parte do processo evolutivo da vida. Ele é a
própria Natureza tomando consciência de si mesma. Apesar de, nessa
evolução, os caminhos civilizacionais assumidos tenderem a substituir
os ambientes naturais pelos artificiais e, apesar das pessoas urbanas
vivendo num mundo totalmente artificializado e urbanizado não mais
sentirem necessidade de contato com o mundo natural, os processos
naturais seguem sua dinâmica. A Natureza tem respondido às ações
humanas modificando o clima, com as pragas e com as doenças próprias
desse nosso tempo. Algumas enfermidades muito comuns – tais como
a depressão, o stress, o déficit de atenção e até mesmo a hipertensão
– estão sendo estudados e suas causas estão sendo atribuídas em
muitos casos ao chamado “déficit de natureza”. Essas doenças estão
revelando que esse distanciamento da Natureza, ou melhor dizendo, a
débil consciência da Natureza que as pessoas têm, está lhes trazendo
problemas de equilíbrio tanto físico como psíquico. A retomada de
contato com esses ambientes, traz conforto em diversos níveis, ajuda no
restabelecimento das doenças e dá sentido ao viver de cada um. Resta-
nos aprender a ouvir a música da Natureza para podermos dançar em
consonância com ela, promovendo harmonia e coerência à nossa própria
trajetória no Planeta.
Divida seus alunos em pequenos grupos e peça para que
eles dêem uma volta pelo quarteirão; solicitando para cada
grupo fazer um trabalho minucioso de observação de uma
árvore: Que idade terá ela? Peça que façam um desenho
dela. Qual é a forma de sua copa? E qual é a forma de suas
folhas? Peça que desenhem uma folha. Peça que escrevam
uma história desta árvore, desde o seu nascimento: como
ela foi parar nesse lugar? Quem vem visitá-la? Ela tem uma
vida boa, saudável, tem tudo o que precisa? De que uma
árvore precisa?
Faça você também um desenho de uma árvore. Escolha
uma árvore que tenha algo de diferente ou algum aspecto
especial que te chame a atenção.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 83
Como foi a experiência de seus alunos nesta atividade?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 84
VIDA SOBRE A
TERRA E CIDADES
SUSTENTÁVEIS
PARTE 5
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 85
5.1 - AS FLORESTAS E OS TEMAS AMBIENTAIS
As florestas estão muito presentes em nosso dia a dia, e na maioria
das nossas ações, não estamos cientes disso. Se pensarmos em nossa
sala de aula, quantos objetos que utilizamos vieram das florestas ou de
elementos da natureza que tem profunda relação com elas? As cadeiras
e mesas que utilizamos são feitas de quais materiais? Quais as origens
destes materiais? E o que comemos, de onde veio? Qual o percurso
que fez para chegar até nós? Mesmo os animais que domesticamos e
que convivem conosco, qual foi seu habitat inicial há tempos atrás? E o
combustível que utilizamos em nossos meios de transporte? É de origem
vegetal? Estas perguntas nos fazem refletir um pouco sobre como as
florestas influenciam e muitas vezes determinam nosso modo de vida.
É importante pensarmos que as florestas estão muito mais perto de
nós do que imaginamos. Quando perguntamos para as pessoas se elas
acham importante proteger as florestas, quase 100% dirão que sim, que
todos devem proteger as florestas. Normalmente esta resposta vem com
a referência de que floresta é algo que está lá longe, lá na Amazônia,
nas áreas protegidas, distantes da nossa vida. Mas, podemos enxergar
a floresta até dentro de nós! Quando nos alimentamos não estamos
colocando a floresta para dentro do nosso corpo? Quais ações podemos
criar para proteger a floresta ao nosso redor?
Abaixo vamos mostrar um pouco das relações que podemos estabelecer
entre as florestas e os temas ambientais sabendo que as informações
aqui expostas servem de incentivo para buscarmos mais e começarmos a
refletir sobre as florestas e a nossa vida.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 86
5.2 - A FLORESTA E A FAUNA
Conseguimos facilmente estabelecer uma relação direta entre a floresta
e os animais: as florestas são originalmente o habitat, a casa de todos
os animais. Quando alteramos as florestas, seja queimando, cortando as
árvores, ou alagando grandes áreas verdes, estamos alterando também a
dinâmica da vida dos animais que vivem nestas matas. Estamos aqui nos
referindo aos animais silvestres, pois sobre os domésticos é outra história.
É claro que existem animais, como os peixes, por exemplo, que vivem
em outro tipo de habitat, como os aquáticos, e existem ainda aqueles
que vivem em dois tipos de ambiente: aquático e terrestre (os répteis e
anfíbios).
Mas se pensarmos de uma maneira mais global e lembrarmos dos ciclos
da vida e da interdependência, já visto anteriormente nesta apostila,
podemos observar que alterações em florestas interferem nos outros
habitats. Sem a floresta os rios tendem a diminuir ou secar, e sem os
rios as florestas tendem a sofrer perdendo suas espécies mais sensíveis
à água e perdendo seus animais, pois eles precisam de suas águas para
beber.
Já vimos também sobre os biomas do Brasil... Vamos agora aprender um
pouco sobre a fauna que vivem neles:
A Amazônia abriga um número enorme de plantas e animais existentes
no planeta e a maior parte dessas espécies sequer foi estudada pelos
cientistas. Até agora, já se tem a classificação científica de pelo menos 40
mil espécies vegetais, 427 mamíferos, 1.294 aves, 378 répteis, 427 anfíbios
e cerca de 3 mil peixes da região. No entanto, as menores formas de vida
são as que apresentam os números mais impressionantes: os cientistas
já descreveram entre 96.660 e 128.840 espécies de invertebrados só na
parte brasileira da Amazônia.
Uma característica interessante do bioma Pantanal é que muitas espécies
ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações
avantajadas na região, como é o caso do tuiuiú – ave símbolo do Pantanal.
Estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies
catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies
de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos, sendo 2
endêmicas.
Em relação à fauna da Mata Atlântica, os levantamentos já realizados
indicam que a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies
de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350
espécies de peixes.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 87
O bioma Caatinga é muito rico em biodiversidade, e abriga 178 espécies
de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241
de peixes e 221 abelhas.
O Cerrado é considerado como um dos hotspots mundiais de
biodiversidade, apresenta extrema abundância de espécies endêmicas
e sofre uma excepcional perda de habitat. Cerca de 200 espécies de
mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende um número
de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180
espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes
endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos
para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com
estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35%
das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.
Fonte:
http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/
bioma_amazonia/
http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga
http://www.mma.gov.br/biomas/pantanal
http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado
http://www.mma.gov.br/biomas/mata-atlantica
TEXTO: O JULGAMENTO DA CAPIVARA
Utilize este texto com seus alunos e crie uma dinâmica em
que eles se coloquem no lugar dos personagens desta história,
em que eles tenha que conversar entre si para chegar numa
solução boa para todos.
À sombra de uma árvore estavam: um homem, um gato, um cão,
uma vaca, muitos pássaros e muitos insetos.
O homem, sentado sobre uma elevação do terreno, tinha nas
maõs uma espingarda, e pretendia com ela matar uma capivara
que havia comido uma parte do seu arrozal. O cão descansava
uma das patas sobre o pé do dono. O gato cochilava, esticado:
metade ao sol, metade à sombra. A vaca pastava distraída, e os
pássaros cantavam, pulando de galho em galho.
O homem, cujo nome era Zé, embalado pelo silêncio, acabou por
adormecer. Adormeceu e sonhou. Sonhou com o julgamento da
capivara.
É bem verdade que a capivara estava ausente e, portanto,
incapaz de qualquer defesa. Após o crime, ela afundou entre
os arbustos da pequena capoeira que ainda existia ao lado do
ribeirão.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 88
Bem, honestamente, o julgamento já tinha acontecido. Como foi dito,
a pobre capivara já fora julgada e condenada à morte pelo homem.
Mas qual foi o grande crime que a capivara cometeu para merecer
castigo tão cruel?
Ora, a ousada capivara, durante a noite, penetrou no arrozal e
devorou uma parte dele. E o que é pior: trouxe consigo toda a família.
É verdade que sua família já não era tão grande assim: apenas o
marido, dois filhinhos e uma ou outra irmã. De sua grande família
restam poucos, porque também restam poucas matas, os córregos
estão desaparecendo, e o alimento anda escasso.
Estava então, em sonho, o Zé a falar com seus animais:
- Está morta, essa capivara! Onde já se viu tamanho atrevimento!
Comer um trecho do meu arrozal! Justamente onde ele estava mais
verdinho: aquela parte perto do rio.
O gato, que antes dormia, levantou preguiçosamente a cabeça e
perguntou:
- Zé, por que as capivaras comeram seu arrozal?
- Por quê? Sei lá, acho que a capivara gosta de arroz verdinho, bem, lá
para os lados do rio já não tem muito capim, lá só tem areia.
- Por que só ficou areia nas margens do rio? – perguntou o cão.
- Não sei. O que eu sei é que, depois que derrubaram a mata, o rio está
desaparecendo; nem peixe existe mais.
- Então não existe outra coisa para a capivara comer?
- Não, e se continuar assim elas vão comer todo o arrozal, por isso
tenho de matá-las. Meu avô contava que isso era tudo mata fechada
quando ele chegou. Tinha anta, paca, veado, até onça-pintada.
Então as onças começaram a comer o gado, e eles foram matando...
matando... até acabar, então puderam criar o gado tranquilamente.
Depois derrubaram as matas, e a bicharada foi acabando. Mas ainda
restam estas capivaras, e agora vou acabar com elas.
- Hum!- ponderou o gato. – Só os homens têm direito ao alimento. O
que você pensa sobre isso cão?
- Bem! Acho que deveríamos reunir todos que estão aqui. Chame a
vaca, os pássaros, os insetos. Vamos fazer o julgamento da capivara,
vamos juntos decidir se a capivara deve morrer. Você concorda Zé?
A pergunta ficou sem resposta.
O homem acordou.
FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação
em Valores Universais. São Paulo. 2006. Pg 91
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 89
ARCA DE NOÉ
Inicie contando o número de participantes, depois faça uma lista
com nomes de bichos, e o número deles deve ser a metade do
número de participantes. (Escolha animais que tenham sons e/
ou movimentos bem característicos, por exemplo, garça, cobras,
patos, borboletas, sapos e lobos.)
Escreva o nome de cada bicho em duas fichas pequenas (3x5 cm)
de cartolina. Quando você terminar, deverá haver tantas fichas em
suas mãos quantos forem os participantes – uma ficha para cada
participante. Se o número de crianças for ímpar, escreva o nome
de um dos bichos em três fichas, formando um trio para incluir o
terceiro jogador.
Peça aos jogadores para formar um grande círculo. Conte-lhes
a história da Arca de Noé, em que, sabendo que haveria um
dilúvio, Noé constrói uma arca e nela abriga um casal de cada
espécie animal, para garantir sua sobrevivência e reprodução.
Embaralhe as fichas e distribua-as. Cada criança deverá ler
sua ficha e transformar-se no bicho cujo nome lá está escrito,
guardando segredo. Recolha as fichas.
A um sinal, os participantes começam a representar sons, formas
e movimentos típicos do bicho com que foi sorteado, na tentativa
de atrair seus pares. A atividade torna-se engraçada quando os
bichos começam a uivar, coaxar, chiar, zumbir, andar de modo
elegante, balançar, saltar e fazer pose. As crianças poderão
fazer qualquer ruído que desejarem, mas é proibido falar – cada
bicho deve atrair seu par somente por meio da autenticidade
de suas representações. Esta brincadeira termina com uma feliz
confraternização e muitas gargalhadas.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003.Pg 109
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 90
PARTES DO ANIMAL
Divida seu grupo em equipes de 4 ou 5 participantes. Peça que cada
equipe escolha um animal que eles consideram interessante. Então,
diga que cada grupo terá de imitar o corpo do animal que escolheu.
As equipes terão alguns minutos para ensaiar, antes de apresentar
sua performance para as outras equipes, que tentarão adivinhar
qual animal está sendo imitado. (Estimule as equipes a priorizar os
movimentos físicos, reproduzindo o movimento do animal, e não os
seus sons característicos.)
Dê as equipes um período de cerca de cinco minutos para ensaiar:
“Oh, não! O escorpião tem oito pernas – todos teremos de ser
pernas!... Também posso ser a cabeça, porque estou na frente e meus
braços serão os ferrões... Está bem, serei a cauda, mas penso que não
vou agüentar por muito tempo. Vocês, rapazes, terão de inclinar para
a frente e segurar uns nos outros para formar o corpo. Tudo pronto?”
Quando terminarem os ensaios, peça às equipes, uma de cada vez,
para apresentar seu animal. As outras equipes devem esperar o
término da apresentação antes de dizer qual animal está sendo
imitado.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003.Pg 110
PESQUISA DE ANIMAIS AMEAÇADOS DE
EXTINÇÃO
Divida os alunos em grupos, e cada grupo será
responsável por um bioma brasileiro. Sugira
para eles pesquisarem os animais do bioma, a
quantidade de animais em extinção em relação
ao número total, em que momento histórico
estes animais começaram a entrar em perigo.
Que animais estão presentes em mais de um
bioma? Que animais podem ser encontrados em
todo o país? É possível também eles fazerem em
cartolina ou maquete a representação destes
biomas e alguns exemplares dos animais que
vivem neles.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 91
ANIMAL MISTERIOSO
Em Animal Misterioso, você fornece informações intrigantes
sobre um animal sem revelar o seu nome. Para começar, o grupo
deve estar confortavelmente sentado, próximo o suficiente para
ouvi-lo claramente. Diga-lhes que irá levá-los a uma viagem
para ver um animal muito raro. Estimule-os a prestar bastante
atenção em tudo que “virem”, porque depois eles terão que criar
um “relatório de campo” sobre o animal e seu ambiente.
Para dar o poder de uma visualização guiada à sua narrativa, use
descrições que envolvam os sentidos: barulhos da selva, calor e
umidade tropical, o cheiro das folhagens e dos brotos da floresta
e assim por diante. Inclua a dose de humor que desejar.
O exemplo da narrativa tem duração ideal para manter o
interesse de adultos e adolescentes. Com crianças mais jovens,
você provavelmente terá de encurtá-la. Fica mais dinâmico se
você memorizar alguns dos pontos mais importantes e narrar as
outras partes de modo improvisado, em vez de ler.
Quando você terminar, distribua lápis e os cartões de 10 x 15
cm. Diga aos participantes que seus relatórios de campo devem
ser uma imagem do animal e seu ambiente (muitas pessoas são
autoconscientes sobre suas limitações para desenhar, por isso
não mencione a parte que terão de desenhar até este ponto. E
para diminuir seus desconfortos, diga-lhes que não precisam
assinar seus relatórios). Segue exemplo de uma narrativa, fique
à vontade para criar outras!
Vocês estão em uma das últimas grandes regiões ainda não
exploradas da Terra. Charles Darwin a chamava de “uma estufa
imensa, selvagem e exuberante”. A temperatura é quase sempre
acima dos 26 graus Celsius, a umidade é 80%, e a média pluviométrica
anual é acima de 4 metros. Devido a estas condições favoráveis,
a floresta tropical abriga uma variedade de vida tão grande como
em nenhum outro ambiente da Terra. Olhe para cima. Você vê uma
espessa cobertura formada pela copa das árvores. Apenas 1% dos
raios do sol alcança o chão da floresta. É por isso que poucas plantas
cobrem o solo, o que torna fácil o caminhar. Você começa a penetrar
na floresta. Você vê plantas estranhas ao seu redor. Você ouve
um coro de sons agudos, coaxos e estalidos de animais silvestres:
macacos, pássaros, sapos e insetos. Você sente o cheiro de vegetação
em decomposição.
Lá em cima, pendurado sob um ramo, você vê algo se movimentar.
Parece um monte de folhas mortas, fungos esverdeados ou um ninho
de cupim. Mas, olhe – moveu-se novamente! Usem seus binóculos para
enxergar mais de perto. Sim, é um animal, e está pendurado em um
galho de cabeça para baixo. Tem pelos compridos e grossos e quatro
membros longos. Cada pata possui garras que parecem ganchos.
Mede cerca de 60 centímetros e parece pesar aproximadamente
seis quilos. Sua cabeça arredondada não é maior que seu pescoço,
e você não consegue ver suas orelhas. É muito difícil saber qual é a
parte da frente e qual é a parte de trás, porque vocês não conseguem
ver o rabo dele. Ah! A sua cabeça está virada de frente para vocês.
Examinem-na de perto. Seu rosto é achatado e esbranquiçado, e sua
boca parece estar sempre sorrindo.
Este animal não é conhecido por sua velocidade; na verdade
movimenta-se como um filme em câmera lenta. Dizem que as amebas
são mais velozes do que ele. Está começando a se movimentar agora.
Veja por que ele se move tão lentamente... (pausa)... está movendo
um membro de cada vez. Veja quão devagar ele alcança o galho mais
próximo. Ele quase alcançou! (Pausa) Alcançou! Agora veja sua outra
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 92
perna começando a se movimentar. Poderá levar meio minuto para
que ele desloque suas pernas por apenas poucos centímetros. Uma
mãe que estava correndo em direção a seu filhote há cinco metros
dela, percorreu a distância em uma hora. Sua extrema lentidão
faz que seus principais inimigos – onças e aves de rapina – tenham
dificuldade em vê-lo. Sua velocidade máxima nas árvores é de um
pouco mais de 1,6 quilômetros por hora, mas no chão é de apenas
160 metros por hora. Isto ocorre porque suas pernas não suportam o
peso do seu corpo e ele tem que se arrastar pelo chão. Não descem
das árvores com muita frequência – apenas para dar a luz e fazer suas
necessidades. Estas últimas ocorrem com baixa frequência – uma vez
a cada sete ou oito dias.
Após acompanhar e estudar este animal na selva por uma semana,
um cientista observou, em tom de brincadeira, que algumas pessoas
poderiam dizer que ele tem uma vida ideal, porque gasta seu
tempo desta maneira: 11 horas se alimentando; 18 horas apenas
movimentando-se lentamente; 10 horas descansando; 129 horas
dormindo.
Gasta 18 das 24 horas dormindo! Seu metabolismo também é muito
lento – estes animais são conhecidos por não precisarem respirar por
30 minutos quando debaixo d’água.
Não dedica muito tempo com a higiene pessoal e não limpa sua pele.
Foram encontrados 978 besouros vivendo na pelagem de um único
indivíduo. Na verdade, foram encontradas nove espécies de traças,
seis espécies de carrapatos e várias espécies de ácaros levando uma
vida feliz em grupo em seus pêlos.
Durante a época de chuvas, algas crescem em sua pele. A pigmentação
verde delas serve como camuflagem. Lagartas se alimentam em seus
pêlos embolorados, e então entram em estado de pupa e saem voando
como mariposas.
Este animal parece tão primitivo e tão pouco desenvolvido que você
se pergunta como ele conseguiu escapar da extinção. Seu sucesso
se deve a vários fatores: a coloração que o protege, o hábito de
alimentar-se prioritariamente à noite, o fato de permanecer imóvel
durante o dia, seus vinte e três pares de costelas (os humanos tem
doze), além da pesada pele grossa e dura que o cobre e protege seus
órgãos internos. “De todos os animais”, escreveu Charles Waterton,
“esta pobre criatura de formação anômala é a que mais luta pela
vida”. Tem a habilidade de sobreviver a ferimentos que matariam
qualquer outro animal. Embora muitas pessoas caçoem deste animal,
dizem que nenhuma outra criatura é mais bem adaptada à vida na
floresta tropical.
O animal que estamos observando não se move há algum tempo e
está agora fazendo o que melhor sabe: dormir. Antes de voltarmos
ao acampamento, vamos dar mais uma boa olhada com nossos
binóculos. Notem seu corpo parecido com um urso, seus pêlos ásperos
que descem pelas costas e seus longos membros, cada um com três
longas garras curvas.
Quando acabar a narrativa, dê um tempo ara eles desenharem e
só depois revele qual era o animal! O Animal Misterioso é um bicho
preguiça de três garras. Ele mora nas florestas tropicais das Américas
do Sul e Central.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo, 2008. Pg 111
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 93
MICRO EXCURSÃO
Leve seus alunos para uma área ao ar livre onde tenha
terra. Divida-os em grupo de 3 ou 4 pessoas e dê a cada
grupo um pedaço de barbante de mais ou menos 1 metro
de comprimento. Peça para que eles escolham um local na
terra para colocar o barbante. Depois distribua lupas para
os grupos, e diga que eles terão que observar ao longo do
barbante a vida que tem neste pedaço de terra, os animais
pequenos que vivem ali, as plantas que estão nascendo
e outras descobertas que eles fizerem. Se você tiver um
lugar com bastante vegetação isso trará mais riquezas nas
observações dos alunos. Se você não tiver lupa para todos,
dê uma por grupo e enquanto um observa os outros podem
ir anotando as descobertas, e depois troca; posteriormente
os alunos poderão conversar sobre a vida que conseguiram
observar neste pequeno espaço.
CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003. Pg 66
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 94
Anote aqui suas observações sobre os exercícios desta parte.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 95
5.3 - A FLORESTA E A ÁGUA
A MENINA QUE GANHOU UM RIO
“Minha mãe me deu um rio.
Era dia do meu aniversário e ela não sabia o que me presentear.
Fazia tempo que o mascate não passava naquele lugar esquecido.
Se o mascate passasse a minha mãe compraria alguma rapadura ou
bolachinhas para me presentear.
Mas, como não passava o mascate, minha mãe me deu um rio.
Era o mesmo rio que passava atrás da nossa casa.
Eu estimei o presente mais do que fosse uma rapadura do mascate.
Meu irmão ficou sentido porque ele gostava do rio igual aos outros.
A mãe prometeu que no aniversário do meu irmão ela iria dar uma árvore
para ele.
Uma árvore que fosse coberta de pássaros.
Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera para o meu irmão.
E achei legal.
Os pássaros ficariam durante o dia nas margens do meu rio, e à
noite eles iriam dormir na árvore do meu irmão.
Meu irmão me provocava assim: minha árvore dava flores lindas em
setembro e o seu rio nunca dá flores.
Mas eu gozava que a árvore dele não dava peixes.
E na verdade o que nos unia de verdade eram os banhos no rio nus entre
pássaros!
Nesse ponto a vida era um afago”
Manoel de Barros
Estampada em posters, camisetas e outdoors, a imagem do planeta Terra
visto do espaço já é muito popular entre as novas gerações, e o que se
vê é uma grande bola redonda essencialmente azul. Azul de muita, muita
água... A Terra é o planeta da água. Então não seria melhor chamá-la de
Planeta Água ao invés de Planeta Terra?
De fato, a vida na Terra depende essencialmente desse precioso
elemento. Onde há água, há vida. A existência das florestas só é possível
graças a ela que, em movimentação contínua, acima e abaixo da superfície
do solo, mantém todos os ecossistemas e os relaciona entre si.
A água que circula é sempre a mesma, e em igual quantidade desde que
a Terra se formou há mais ou menos 3,8 bilhões de anos. No entanto, de
toda a água existente no Planeta apenas 2,7% são doce, o resto são águas
de mares e oceanos. Dessa pequena proporção de água doce, 77,2% são
de difícil utilização para as atividades humanas, pois estão congelados nas
calotas polares ou reservados nos aquíferos (águas subterrâneas).
Como já vimos, toda a água do Planeta, seja na forma líquida, sólida
ou gasosa está sempre em movimento. Esse movimento contínuo e
interdependente entre os três estados é chamado de ciclo da água, ou
ciclo hidrológico.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 96
CONHEÇA AGORA O CICLO
DA ÁGUA E COMO VOCÊ FAZ
PARTE DELE.
UM IMPORTANTE ALERTA
SOBRE A QUANTIDADE DE ÁGUA
POTÁVEL NO PLANETA
O consumo
de água por
atividade
68,9%
0,3%
30,8%
2,5%
água doce
97,5%
água salgada
água subterrânea
evaporação
Formação de núvens
evaporação
evaporação
precipitação
escoamento
infiltração pelo solo
plantas absorvendo água
Essencial às vidas humana, vegetal e
animal, a água é um bem preciosíssimo.
Cuidar da água é cuidar da própria
sobrevivência. Ao utilizarmos boas
práticas na preservação da água,
estaremos contribuindo para a nossa vida
e para a vida das futuras gerações.
Ao evitar desperdício, a poluição dos rios,
córregos e nascentes, bem como fazer
uso de técnicas adequadas de plantio,
você estará ajudando a preservar a água
potável e a vida no planeta.
ÁGUA, A FONTE DA VIDA,
É UM BEM FINITO.
A ÁGUA E SEUS NÚMEROS
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 97
O ser humano interfere na ordem natural desse ciclo de diversas maneiras
e a utiliza das mais diversas maneiras: para irrigação (agricultura), produção
de energia (hidroeletricidade), usos industriais diversificados, recreação,
turismo, produção pesqueira comercial e esportiva, transporte e navegação
e mineração. É interessante sabermos que:
• Cerca de 70% do corpo humano é água.
• 65% das internações hospitalares no Brasil se devem a doenças
transmitidas por água contaminada.
• Uma pessoa necessita de, no mínimo, cinco litros de água por dia para
beber e cozinhar e 2,5 litros de água para higiene pessoal.
• Uma família média consome cerca de 350 litros de água por dia no
Canadá, 20 litros na África, 165 litros na Europa e 200 litros no Brasil.
• O Brasil tem o maior potencial hídrico do mundo: 17% do total dos
recursos do Planeta.
• A agricultura representa 80% do consumo da água mundial.
• No Brasil, 80% do esgoto é despejado em rios, sem nenhum tratamento.
• 20% da população urbana do Brasil não dispõem de rede de água e
esgoto.
• Mais de um terço da humanidade (2,3 bilhões de pessoas) já vivem em
regiões com escassez de água potável.
A vida que a gente quer depende do que a gente faz. Proposta de
sustentabilidade para o planeta. Ecofuturo, 2007. Pg 92
A organização não governamental WWF e o Banco Mundial desenvolveram
um estudo para demonstrar o papel das áreas protegidas de florestas
no suprimento de água para as cidades. O estudo envolveu as 105
maiores cidades do mundo e um dos resultados é que pelo menos 30%
delas dependem diretamente destas áreas protegidas para garantir o
abastecimento público. Outro dado interessante é que os moradores
de Nova Iorque concordaram em pagar um valor a mais na sua conta
de água para proteção dos mananciais que abastecem a cidade. Eles
entendem que é mais barato proteger as áreas de mananciais do que
tratar a água poluída ou ter que construir grandes projetos de engenharia
para captação de água.
Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São Paulo.
2006. Pg 56
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 98
PESQUISA: DE ONDE VEM A ÁGUA DE
NOSSA ESCOLA?
Solicite aos alunos que façam uma pesquisa para
descobrir de onde vem a água que abastece a sua
escola. Será necessário fazer antes uma pesquisa
junto ao órgão responsável pelo abastecimento
de água do município. Aproveite o tema para
fazer um estudo do meio com seus alunos indo
com eles até a caixa d’água que a armazena
para o abastecimento do bairro em que fica a
escola; e/ou ainda visite as áreas de mananciais
do município e os locais de tratamento dessa
água antes da distribuição. No final de uma ou
da sequência de visitas, peça para os alunos
fazerem, em grupos, um mapa do caminho
da água que consomem na escola, desde a
precipitação até a torneira.
ESPELHO D’ÁGUA
Para tornar mais ilustrativa a disponibilidade da água no
Planeta, os alunos podem montar uma maquete ou um painel
para decorar a sala. Caso queiram montar uma maquete, são
necessários os seguintes materiais: 1 garrafa plástica de 2
litros cheia de água, com tampa, 1 copo de 200 ml, 1 copo de
50 ml, cartolinas, jornais, revistas, tesoura, cola, e, se possível,
uma ilustração do ciclo da água.
Inicie sua fala pedindo para que os alunos suponham que com
um passe de mágica é possível colocar toda a água da Terra
(oceanos, mares, rios, lagos, geleiras, lençóis subterrâneos...)
numa garrafa de 2 litros. Depois, siga a ilustração abaixo para
a demonstração da disponibilidade de água no Planeta.
Toda água do planeta (100%)
(água doce + água salgada)
Somente
água
doce
Água doce
de fácil
acesso
(rios, lagos
e represas)
Água
potável
100% 2,7% 0,26% 0,002%
Fonte: Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 99
Segue uma sugestão de roteiro para iniciar sua fala.
Mostrando a garrafa PET cheia de água, pergunte: Que tipo de
água é esta? Salgada? Doce? Quais são os locais onde existe
água? Será que temos toda esta água para consumir? Alguém
já experimentou beber água salgada? Como foi? Depois,
mostrando o copo de 200 ml questione: Quais os lugares onde
encontramos a água doce?
Ao lembrarmos os lugares (geleiras, lençóis subterrâneos,
lagos, pântanos, rios, represas, água em forma de vapor),
identificaremos suas localizações e a facilidade para obter a
água doce. É fácil tirar água doce das geleiras ou do subsolo?
Além de não ser fácil, pode ser muito caro.
Logo, nosso próximo passo será separar visualmente a água
doce dos locais disponíveis (rios, represas, lagos) da água
doce de difícil acesso (geleiras, lençóis freáticos, pântanos,
atmosfera). A água doce disponível será representada tirando
uma parte da água do copo de 200 ml e passando para o copo
de 50 ml.
Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São
Paulo. 2006. Pg 20
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 100
PLANETA ÁGUA
Objetivo: trabalhar o tema da água, suas funções e ciclo por
meio da música. Desenvolver a escuta ativa nas crianças e jovens
e interpretação do texto.
Participantes: crianças a partir dos 10 anos e jovens, grupo de no
máximo 30 pessoas. Pode ser feito dentro da sala de aula, ou ao
ar livre com estrutura para ouvir a música.
Você precisará da letra da música para todas as crianças e
aparelho de som.
“Água que nasce na fonte
Serenando o mundo
E que abre um profundo grotão.
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão.
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão.
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população.
Águas que caem das pedras,
No véu das cascatas,
Ronco de trovão,
E, depois dormem tranquilas
No leito dos lagos.
Água dos igarapós onde Iara, mãe d’água,
É misteriosa canção.
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão.
Gotas de água de chuva,
Alegre arco íris sobre a plantação.
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas na inundação.
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que enxaguam o chão.
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
- Terra, Planeta Água”
Guilherme Arantes
Converse com seus alunos sobre a mensagem que a letra desta
música quer transmitir. Peça para que eles localizem no texto temas
como: ciclo da água e suas funções, relação da água com as florestas.
Pergunte se eles conhecem outras músicas que tenham como tema
principal a água. Se puder leve a música e cantem juntos!
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 101
ECOFUTEBOL
Esta atividade demonstra a importância da mata ciliar na
preservação dos recursos hídricos e das florestas, como
reservatórios naturais de água.
Você precisará de apito, 30 bolinhas feitas com meia, jornal ou
tampinhas plásticas, barbante ou novelo de lã reutilizado, fita
crepe e tesoura.
Método: escolha uma área livre ou o espaço da sala de aula.
De um lado, será a área do gol, fixe o barbante no chão da área
escolhida. Esta linha representará a margem do rio, cujo interior
pode ser decorado com sacos de lixo ou papéis azuis para ficar
com aparência de água. Em frente à área do gol, distribua as
bolinhas pelo chão.
Selecione alguns participantes que deverão ficar enfileirados na
linha da margem do rio, representando as árvores da mata ciliar.
Eles podem segurar folhas de papel com desenhos de árvores.
É importante que a barreira fique bem fechada, dificultando
a entrada das bolinhas. Os demais participantes serão os
jogadores posicionados a uma certa distância do gol.
Ao som do apito, os jogadores chutam as bolinhas, visando
ultrapassar a área da barreira. Outro apito e todos param de
chutar para a contagem das bolinhas que ficaram na área do gol.
Conte que a mata ciliar está sendo reduzida. Isso significa que
deve-se diminuir o número de árvores na barreira, intercalando
a retirada de alguns participantes. Ao som do apito, começam
a chutar as bolinhas para ultrapassar a barreira. Outro apito
e todos param de chutar para a contagem das bolinhas que
ficaram na área do gol. Compare o resultado com a primeira
situação (da barreira bem fechada, com muitas árvores). A
barreira será diminuída até que a entrada das bolinhas se torne
muito fácil.
Converse sobre as sensações que os participantes tiveram
durante a atividade, comparando com a realidade da relação
água e floresta: a mata ciliar é representada pela barreira
e as bolinhas representam o lixo e os sedimentos, como a
terra carregada pela erosão. Quanto maior a barreira, menos
sedimentos e lixo conseguirão penetrar nas águas pela ação do
vento e das chuvas. Assim como os cílios protegem nossos olhos
contra a entrada de partículas de poeira, a mata ciliar protege
os rios contra a erosão e algumas formas de poluição.
Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São Paulo.
2006, Pg 16
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 102
Como foi a realização dos exercícios deste item? Seus alunos gostaram? E você? Conte um pouco.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 103
5.4 - A FLORESTA E OS RESÍDUOS
Já vimos o quanto podemos aprender com as florestas e no caso dos
resíduos não é diferente. De maneira ilustrativa, as florestas podem ser
consideradas as usinas de reciclagem mais eficientes que existem, pois
na Natureza nada se perde, tudo é incorporado ao ciclo natural (de vida
e morte), a fim de manter a sustentação da vida. Na Natureza não existe
resíduo. Animais, excrementos e troncos mortos se decompõem com a ação
de milhões de microrganismos como bactérias e fungos, dando origem aos
nutrientes que se incorporarão ao solo e sustentarão novas espécies de vida.
Resíduo é uma criação humana. A partir da revolução industrial, a criação
e produção em larga escala de produtos se difundiram por todo o planeta.
O desenvolvimento tecnológico já estava, a essa altura, bastante avançado.
Muitas substâncias sintéticas e ligas entre metais foram desenvolvidas,
dando vazão à criatividade e ao desejo de tornar a vida mais confortável
e prática. Essas substâncias não são encontradas no ambiente natural na
forma em que são utilizadas por nós, de modo que quando as descartamos,
elas não são facilmente reintegradas aos ciclos naturais. Por isso ficam
depositadas e, por seu aspecto desagradável, é chamado de lixo. Por não
retornarem ao ciclo natural, a sociedade moderna começou a deparar-
se com montanhas de rejeitos que passaram a ser perigosas fontes de
doenças e contaminação para o meio ambiente.
A partir do momento em que este problema foi tornando-se consciente,
novas propostas de destinação correta do lixo começaram a ser
criadas. No Brasil, o gerenciamento dos resíduos é de responsabilidade
das Prefeituras Municipais. Segundo dados da Pesquisa Nacional de
Saneamento Básico, realizada pelo IBGE em 2000, 64% dos municípios
brasileiros depositam seus resíduos em lixões. Apenas 14% possuem
aterros sanitários e 18% possuem aterros controlados.
Veja a seguir como funciona cada um dos sistemas de tratamento e
disposição e suas consequências para o homem e o meio ambiente:
Compostagem - é o processo biológico de decomposição da matéria
orgânica de origem animal ou vegetal. Tem como resultado final o
composto orgânico, que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas
características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.
Aterro sanitário - é o modo mais avançado de disposição final de
resíduos no solo. Procura resolver os problemas ambientais, de saúde
pública e operacionais. Os resíduos são depositados sobre uma camada
de material impermeável que protege o solo, com drenagem de gases e
chorume. O gás metano produzido pela decomposição do lixo pode ser
aproveitado como combustível. O despejo, a compactação e a cobertura
são controlados. Há procedimentos para minimizar odores, para evitar
incêndios, e a proliferação de insetos e roedores. A compactação reduz a
O alumínio é o
material mais
reciclado no Brasil,
seguido pelas
garrafas PET e o
vidro.
Material Percentual de
reciclagem
Latas de Alumínio 92%
Garrafas PET 55%
Vidro 47%
Embalagens Longa Vida 27%
Plástico 21%
Fonte: Ambiente Brasil
Apenas 18% dos
Municípios Brasileiros
possuem programas
de coleta seletiva
Fonte: Pesquisa Ciclosoft do Compro-
misso Empresarial para Reciclagem
(CEMPRE), 2016
Municípios com coleta
seletiva no Brasil
18%
82%
Municípios com
Coleta Seletiva
Municípios sem
Coleta Seletiva
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 104
área disponível, prolonga a vida útil do aterro e ao mesmo tempo propicia
a firmeza do terreno, possibilitando seu uso futuro para outros fins. A
distância mínima entre um aterro sanitário e um curso de água deve
ser de 400 (quatrocentos) metros. Quando um aterro sanitário recebe a
quantidade máxima de resíduos para qual foi projetado, é desativado, e
outra área deve ser definida para tal uso.
Aterro controlado - os resíduos são depositados no solo e recobertos
por uma camada de material inerte, geralmente terra ou entulho. Não
há impermeabilização da base do solo nem tratamento dos gases ou do
chorume – líquido que se forma a partir da decomposição dos materiais
que compõem o lixo. Essa técnica reduz o impacto, mas não resolve o
problema.
Incineração - é a queima dos resíduos em alta temperatura, geralmente
acima de 900 (novecentos) graus centígrados. É um método de alto custo
devido à utilização de equipamentos especiais. Ele destrói bactérias e
vírus, mas exige supervisão constante, além de produzir cinzas tóxicas
que devem ser depositadas em aterros especiais. Alguns metais pesados
resistem à combustão. As cinzas restantes correspondem a 25% do peso
do depósito inicial.
Reciclagem - é a utilização de produtos descartados como matéria-prima
para a fabricação de novos produtos. Para que os produtos recicláveis
sejam de fato encaminhados às usinas e/ou indústrias de reciclagem,
devemos separar nosso lixo e descartá-lo de forma seletiva. A reciclagem
integral transforma o material descartado no mesmo produto de origem,
em produtos similares ou em novos produtos.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 105
No entanto, sabemos que apenas medidas tecnológicas não são
suficientes. A diminuição do volume de lixo e a reversão de nosso modo
de vida rumo à sustentabilidade passam por:
• uma profunda reflexão sobre o que é realmente necessário;
• coragem de recusar o consumo de produtos desnecessários ou
supérfluos;
• ponderação para reduzir o consumo dos produtos considerados
necessários;
• decisão de reutilizar embalagens e outros produtos, renovando
seus usos tanto quanto possível, aumentando sua vida útil e
retardando o descarte;
• iniciativa de encaminhar todos os produtos utilizados e quando
possível, reutilizados, para a reciclagem.
MENDONÇA, Rita. Como Cuidar do seu Meio Ambiente. São Paulo: Editora
BEI, 2003. Pg. 206
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 106
COMPOSTEIRA
Se a escola tiver um jardim ou uma pequena área
verde, é possível fazer uma composteira ao ar livre.
Cave um buraco suficiente para que todo o lixo
orgânico (cascas de frutas, restos de alimentos,
folhas) gerado na escola seja depositado ali, coloque
o lixo orgânico neste buraco e cubra com um pouco
de terra, folhas secas, serragem, esterco seco até
que não seja mais possível ver os restos orgânicos
enterrados. Regue para umedecer esta camada de
cobertura mais seca. A cada dois ou três dias areje
esta terra com um bastão de bambu, ou um galho.
Depois de aproximadamente 3 meses esta terra já
terá se transformado em adubo.
EXERCÍCIOS
DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS
Abaixo está uma tabela que relaciona os tipos de materiais e seu
tempo de decomposição. Baseado nesta tabela, você pode elaborar
problemas baseados no tempo de decomposição, ou então pedir aos
alunos que meçam a quantidade de lixo gerado em suas casas e na
escola. Você também pode pedir-lhes que façam uma redação sobre
como é a sua relação com o lixo, ou como se sentem em um ambiente
cheio de lixo em comparação a um ambiente sem lixo.
Materiais Tempo de Decomposição
Papel de 3 a 6 meses
Panos de 6 meses a 1 ano
Filtro de Cigarro mais de 5 anos
Madeira Pintada mais de 13 anos
Náilon mais de 20 anos
Metal mais de 100 anos
Alumínio mais de 200 anos
Plástico mais de 400 anos
Vidro mais de 1.000 anos
Borracha indeterminado
Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/
reciclagem/tempo_de_decomposicao_do_materiais.html
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 107
OFICINA DE RECICLAGEM DE PAPEL
Esta atividade tem o objetivo de refletir sobre as responsabilidades
do cidadão, reciclar parte do que jogamos fora, estimular o
aproveitamento de materiais que normalmente acabariam no lixo e
compartilhar técnica de reciclagem de papel.
Você precisará de papéis usados (embrulhos, caixas, folhas, envelopes
rasgados, revistas, sobras de cartolina, cartões, jornais etc),
liquidificador, bacia funda, peneira plástica de fundo plano (ou tela
pregada em moldura de madeira), que caiba na bacia com certa folga,
jornais ou panos velhos para secar os papéis, recipientes para cada
tipo de papel, corantes naturais (urucum, beterraba etc), torneiras e
bancada para trabalho. Você também pode utilizar folhas, serragens,
ervas, linhas etc, para obter diferentes tipos de papéis.
Método: peça para os participantes da atividade que piquem seus
papéis (com a mão, em pedaços pequenos) e os coloquem de molho
um dia antes da oficina. No dia da oficina, coloque uma xícara deste
papel umedecido no liquidificador, com água até ¾. A própria “água
do molho” pode ser aproveitada. Bata a mistura aos poucos e sinta
com as mãos até obter a textura desejada. Batendo pouco você
obterá uma mistura com pedacinhos do papel original, às vezes até
com letras inteiras. Quanto mais você bater mais homogênea ficará
a mistura. Mas não bata demais; isso deixa o papel quebradiço,
e não mais fino. Despeje o papel batido na bacia com água até a
metade. Agite a mistura com a mão para as partículas de papel não
assentarem no fundo. Mergulhe a peneira pela lateral da bacia até o
fundo, subindo-a lentamente sem incliná-la, “pescando” as partículas
em suspensão. Uma camada de papel se forma sobre a peneira. Se
desejar um papel mais grosso adicione papel batido à bacia, agite e
penere novamente. Passe a mão várias vezes sob a peneira inclinada
para escorrer a água. Coloque a peneira sobre o jornal, para secar
a superfície inferior. Troque o jornal até que este não fique mais
molhado. Ainda sobre o jornal, cubra a peneira com um pano e aperte
como uma massa de torta na forma, para secar a superfície superior
da folha. Use vários panos até que estes não fiquem mais molhados.
O papel ainda estará úmido, mas não deverá molhar a mão no toque.
Vire a peneira sobre o jornal seco e dê vários tapas no fundo. A folha
deve se soltar. Se o papel estiver muito úmido a folha não cai. Daí
desvire a peneira e seque novamente na peneira. Coloque a folha
entre jornais secos, e deixe-a secar até o dia seguinte. Pronta esta
folha poderá ser escrita, cortada, dobrada, colada, pintada. As sobras
de papel picado ou batido podem ser peneiradas e espremidas, e
guardadas em potes tampados para futura reciclagem ou descartadas
separadamente para coleta seletiva e reciclagem industrial. A água
que sobra na bacia pode ser despejada no esgoto (vaso sanitário ou
ralos). Reúna utensílios e arte feitos com papel reciclado (envelopes,
agendas, cartões, álbuns de fotografia, blocos, porta retratos, etc)
para inspirar a produção dos participantes.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 108
FRASES DE INQUIETAÇÃO
O objetivo desta atividade é problematizar a temática dos resíduos e
levantar dúvidas e controvérsias do grupo sobre este tema.
Você precisará de fichas com frases sobre o tema, de
aproximadamente 10x15cm e cartelas de aproximadamente 30x15cm.
Método: Prepare pelo menos 10 frases polêmicas sobre a temática.
Escolha frases que habitam o imaginário das pessoas, que possam
revelar preconceitos ou desconhecimento do assunto ou conclusões
tidas como verdades absolutas. Escreva uma frase em cada ficha.
Divida as crianças em até 8 grupos e assim prepare 8 jogos com 10
fichas cada um. Distribua também 1 cartela para cada grupo que deve
estar marcada com três campos: “concordamos”, “temos dúvidas” e
“muito pelo contrário”. Reunidos em grupos os participantes decidem
se concordam, se pensam o contrário ou se têm dúvidas sobre as
informações contidas nas fichas, e assim agrupando as frases nos
campos escritos na cartela. Depois que todos os grupos finalizarem,
abra uma roda de conversa sobre as frases.
Exemplos de frases sobre resíduos:
• Lixo é coisa de equipes de limpeza.
• Reduzir a geração de lixo promove o desemprego.
• A coleta seletiva arrecada muito dinheiro.
• O lixo da nossa cidade é coletado e levado para um lixão
do município.
Escolha frases compatíveis com a faixa etária dos seus
alunos.
Da Pá Virada – Revirando o tema lixo – Vivências em educação
ambiental e resíduos sólidos. São Paulo. 2007. Pg 34
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 109
Como foi sua experiência de trabalho sobre o item “resíduos”?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 110
5.5 - A FLORESTA E O CONSUMO
O consumo gera um impacto direto em nossas florestas, rios, montanhas
e nos ecossistemas como um todo. Cada vez mais a sociedade está
consumindo mais eletrodomésticos, carros, mesas, papel, e devido a
todos os objetos serem provenientes da Natureza, transformada, quanto
maior o consumo, maior será a extração dos recursos naturais.
O aumento no consumo, junto com outros fatores, ajudou a desencadear a
crise ambiental que começou a ser iniciada em meados do Século XX e que
está tão em pauta nos tempos atuais. Quantas vezes paramos para pensar,
quando compramos um produto, sobre como ele chegou até nós? Quais
recursos tiveram que ser extraídos? Quantas pessoas se envolveram em
seu processo de fabricação? Quantas pessoas têm acesso a eles?
Entretanto, não podemos pensar nosso dia a dia sem o consumo, não
conseguimos viver sem consumir. O problema não está no consumo em
si, mas na quantidade, velocidade e na importância que damos àquilo que
consumimos. E também na falta de informação (ou de responsabilidade!)
sobre o ciclo de vida7
dos produtos.
Se pensarmos no ciclo de vida de um produto, verificamos que o consumo
não é um ato que se inicia nem acaba em si mesmo. O ciclo começa na
extração do recurso natural e tem seu fim quando se transforma em lixo,
ou resíduo sólido. Entre os anos de 1992 e 2000 a população mundial
cresceu 16,4% enquanto que o volume dos resíduos sólidos cresceu
49%. Como a geração de lixo está diretamente atrelada à quantidade
de objetos que consumimos, vemos que o consumo aumentou
desproporcionalmente ao número de habitantes.
Além disso, os valores da nossa sociedade estão diretamente relacionados
à quantidade e qualidade do que consumimos, na ideia de que quanto
maior o consumo mais eu sou, mas eu posso! Tal posicionamento cultural
tem afastado os cidadãos do sentido de comunidade viva e humana, o 7. Vide página 177
que vem fazendo com que as injustiças, a violência e o desrespeito aos
direitos humanos sejam muito mais frequentes do que consideramos
aceitável. Temos dado menos valor à vida, aos seres vivos, aos seres
humanos e aos patrimônios da humanidade do que aos automóveis, aos
equipamentos, máquinas e roupas de marca.
ANTES DE COMPRAR QUALQUER COISA, FAÇA AS
6 PERGUNTAS DO CONSUMO CONSCIENTE!
Sempre que puder, tente
descobrir informacões sobre
a produção, qualidade, a
durabilidade e a segurança dos
seus produtos, além do seu preço.
Como
comprar?
Devemos
aproveitar
bem o produto
comprado, evitando,
dessa forma, a
necessidade de uma
nova compra em curto
período.
A prática do consumo consciente
começa com a análise da
necessidade do produto ou do
serviço que se vai consumir.
Pense sobre quais as
funcionalidades que você
realmente precisa no
produto e evite ser atraído
por elementos que não
serão úteis no uso que
você fará do produto.
É hora de pensar sobre as
formas de pagamento e
sobre a logística dessa
compra. Considere o preço do
frete no valor total da compra,
além do tempo de entrega.
Por que
comprar?
De quem
comprar?
Como
usar?
Como
descartar?
O que
comprar?
Aquilo que
não tem mais
utilidade para
você pode ser
interessante
para outra pessoa.
Quando realmente o produto tiver
sido explorado ao máximo, é preciso
fazer um descarte adequado.
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si
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F
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FONTE: Instituto Akatu
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 111
Algumas posturas das empresas que fabricam utensílios, acabam
“contribuindo” para este comportamento. Você já ouviu falar de
obsolescência programada? Ela é o processo pelo qual os produtos são
planejados e confeccionados de modo que seu tempo de vida seja menor
do que poderia efetivamente ser. Além disso, criam-se cada vez mais
“novidades”, produtos com novas funções (muitas vezes desnecessárias),
outras cores, outros modelos, incentivando os consumidores a desfazer-
se dos seus “antigos” e “ultrapassados” produtos.
O aumento sem precedentes no consumo traz consigo diversas
“patologias”. A oneomania, doença do consumo compulsivo, é um
dos reflexos do mundo consumista, a qual caracteriza-se pelo fato de
Itens de Luxo
Gasto anual
(bilhões de
US$)
Objetivo social ou
econômico
Investimento
extra anual
necessário para
atingir o objetivo
Cosméticos 18
Saúde Reprodutiva para
todas as mulheres
12
Ração de animais de
estimação na Europa e EUA
17
Erradicacão da fome e
má nutrição
19
Perfumes 15 Alfabetizacão universal 5
Cruzeiros Marítimos 14 Água potável para todos 10
Sorvetes na Europa 11
Vacinação de todas as
crianças
1,3
BADUE, TORRES, ZERBINI, PISTELLI & CLEC’H. Material Pedagógico - Entender para Intervir: por uma educação para
o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São Paulo. 2005. Pg 77
as pessoas não conseguirem ficar sem comprar. Outras doenças da
modernidade são causadas pela alimentação, como a obesidade que
mata milhares de pessoas por ano no mundo. Outros distúrbios como
a anorexia e a bulimia, podem ser entendidos como o consumo de um
modelo padrão de corpo e de beleza imposto pela mídia e amplamente
desejado pelas mulheres e homens de todas as idades.
Hoje em dia, movimenta-se muito mais dinheiro no mundo para a
compra de produtos que podem ser considerados supérfluos, tais como
cosméticos ou viagens, do que para questões relativas ao bem estar
social, tais como a alfabetização, água potável e vacinação.
Veja a tabela abaixo:
ECONOMIA CIRCULAR
Uma outra maneira de pensar a produção e o consumo
é através do conceito de economia circular. Segundo
a Fundação Ellen MacArthur, a Economia Circular
procura redefinir a noção de crescimento, com foco
em benefícios para toda a sociedade, ou seja, propõe
dissociar a atividade econômica, do consumo de
recursos finitos, e eliminar resíduos do sistema por
princípio. Apoiada por uma transição para fontes de
energia renovável, e baseada em três princípios:
• Eliminar resíduos e poluição por princípio
• Manter produtos e materiais em ciclos de uso
• Regenerar sistemas naturais
Para saber mais sobre Economia Circular:
http:/
/www.espacoeco.org.br/downloads/Ebook_
Economia-Circular.pdf
https:/
/www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/
economia-circular-1/conceito
https:/
/www.youtube.com/
watch?v=z5bNocDSyfg&feature=youtu.be
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 112
RECONHECENDO O CONSUMO INDIVIDUAL
Peça para os alunos fazerem uma lista de tudo o
que consomem (alimentos, bebidas, lazer, vestuário,
energia, luz, água, combustível) durante uma
semana, e depois fazerem uma reflexão sobre o que
eles realmente precisam para viver de uma maneira
confortável.
ADUE, TORRES, ZERBINI, PISTELLI & CLEC’H. Material
Pedagógico - Entender para Intervir: por uma educação
para o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São
Paulo. 2005. Pg 127
EDUCAR PARA O CONSUMO
O que seus alunos consomem ou desejam consumir? Peça-lhes
que em casa, abram um dos armários e contem quantos itens
diferentes existem ali. Analisem quais deles estão realmente em
uso. Os itens que não estão em uso, foram adquiridos por qual
razão? O que consideram necessário? Como definem o conforto?
Quanto aos bens considerados necessários, peça-lhes que
desenhem o caminho de cada uma das matérias primas que
possibilitaram a sua fabricação. De onde vieram? O que têm a ver
com as florestas? Que reflexões podem fazer sobre isso?
Como é o consumo da água? E o de energia? Há desperdício de
materiais? Quais?
BALCÃO DE TROCAS
Peça para os alunos trazerem algum livro ou gibi que não
utilizem mais, mas que estão em bom estado de conservação,
para que sejam trocados no Balcão de Trocas que vocês irão
realizar. Faça uma roda com as carteiras e peça para que
os alunos circulem na sala apresentando uns aos outros os
objetos que trouxeram. Depois peça para que comecem as
trocas, de acordo com seus interesses e motivações. No final,
dê um tempo para leitura das novas aquisições.
Esta atividade também pode ser feita com desenhos e poesias
criados pelos próprios alunos. Ela estimula a cooperação, pois
mostra como às vezes o que é velho para uns pode ser novo
para outros.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 113
PEGADA ECOLÓGICA
Você sabia que se todos os habitantes da Terra consumissem recursos
como nos países ricos precisaríamos de três planetas Terra para nos
sustentar?
A população humana tem aumentado significativamente, assim
como o consumo de produtos naturais. Será que a Terra tem tanta
água e solo fértil para nos sustentar? Vamos conhecer o conceito de
“pegada ecológica”. Ela mede a área de terra fértil (em hectares) de
que uma população humana – ou uma pessoa – precisa para produzir
os recursos (comida, combustível, água etc.) que consome e para
absorver os resíduos descartados.
Veja o tamanho da pegada ecológica em diferentes países.
Pela análise do quadro, percebemos que uma pessoa que mora no
Sri Lanka precisa, em média, de 1,2 hectares de terra para viver, ao
passo que uma pessoa que vive no Canadá precisa, em média, de 6,3
hectares. Vamos refletir a respeito baseados nestas perguntas:
1 - Em quais locais do mundo você acha que a população humana está
crescendo mais: nos países ricos, ou nos pobres?
R: Nos países pobres a população cresce mais.
2 - Por que os países ricos como o Japão têm uma pegada ecológica
muito maior que a Índia, que é muito populosa?
R: Porque as pessoas têm mais recursos financeiros, e os países
mais ricos da Terra consomem mais recursos naturais (exemplo:
combustível, alimentos com muita embalagem, eletricidade, e assim
por diante) e acabam gerando mais lixo (que também é proveniente
das atividades industriais).
3 - O que deveria ser feito para reduzir nossa pegada ecológica, visto
que a quantidade de pessoas está aumentando e a dimensão do
planeta Terra não tem como crescer?
R: Uma mudança no estilo de vida, isto é, reduzir o consumo de
recursos naturais, evitar o desperdício, gerar menos lixo e controlar o
crescimento populacional.
Abra um espaço para debater o tema.
Países
Pegada Ecológica
(hectares de terra fértil por pessoa)
Brasil 2,6
China 1,8
Alemanha 6,3
Índia 1,1
Indonésia 1,5
Japão 5,9
Relatório Planeta Vivo. WWF. Brasília. 2012 (http:/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/
downloads/relatorio_planeta_vivo_sumario_rio20_final.pdf)
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 114
Como você se sentiu no trabalho sobre o consumo com seus alunos? A conexão do consumo com as florestas
ainda está clara para vocês? Anote aqui suas observações.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 115
CINEMA MUDO
O objetivo desta atividade é despertar a atenção do público para a
temática do consumo, estimular reflexões e difundir mensagens de
maneira não convencional.
Você precisará de 10 “atores ou atrizes” e papel para confecção de
cartazes de 60x45cm cada um, música ambiente, roupas da mesma cor
para todos os atores.
Método: Produza em grupo as falas do filme, frases curtas que
provoquem o público. Os dizeres dos cartazes devem ser legíveis
a uma distância de 5 metros. Dobre ao meio para não revelar a
mensagem antes da hora. O grupo responsável deve ensaiar a
sequência de apresentação com antecedência.
Para iniciar a apresentação coloque a música, e cada ator entra de
uma vez com seu respectivo cartaz, que deve ser aberto quando o ator
der os primeiros passos em direção ao público. A expressão corporal
deve se relacionar a cada mensagem mostrada. Valem mímicas,
porém não a comunicação verbal. Crie um ritmo, mas evite a correria
para que a plateia tenha tempo de ler e cumprir as tarefas indicadas.
Sugestões de frases:
BOM DIA!!!! OPS, BOA TARDE!!
SEJAM BEM VINDOS
VAMOS BRINCAR DE CINEMA MUDO?
SIGA AS INSTRUÇÕES...
SORRIA!
LEVANTE OS BRAÇOS E RESPIRE FUNDO
AGORA UMA GARGALHADA....RSRSRSRS
AGORA É SÉRIO, VAMOS REFLETIR SOBRE O CONSUMO?
ETC.....
Da Pá Virada – Revirando o tema lixo – Vivências em educação
ambiental e resíduos sólidos. São Paulo. 2007. Pg 185
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 116
5.6 - A FLORESTA E AS FONTES DE ENERGIA
(RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS)
Energia é algo que está presente em todos os processos naturais ou
criados pelos seres humanos. Ela consiste, basicamente, na capacidade
de gerar movimento ou mudanças de estado. As fontes de energia que
os seres humanos aprenderam a utilizar, desde o fogo até os reatores
nucleares, podem ser classificadas em renováveis e não renováveis.
As não renováveis são aquelas que se apresentam sob forma de estoques
armazenados pela natureza e que, quando esgotados, só se regeneram
em prazos extremamente longos. São elas: carvão mineral, petróleo, gás
natural e os minerais radioativos que abastecem os reatores nucleares.
As renováveis são associadas a ciclos de reprodução bastante curtos,
renovando-se constantemente e possibilitando o seu uso permanente.
São elas: energia solar, dos ventos (eólica), das marés, das ondas do mar,
das correntes marítimas, das quedas d’água e a contida em todos os tipos
de biomassa – madeira, carvão vegetal e cana de açúcar, entre outros.
Atualmente a humanidade é dependente de combustíveis fósseis para
a geração de energia elétrica. As fontes mais utilizadas são o petróleo, o
gás, o carvão e a energia nuclear. A dependência destes combustíveis não
renováveis resulta em grandes problemas: mudanças climáticas, poluição
do ar e perda irreparável de recurso, além dos conflitos internacionais
resultantes da luta pelo controle destes.
7. Vide página 177
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 117
Um quarto da população do planeta consome mais de 70% da energia
comercializada no mundo, enquanto os outros três quartos consomem
menos de 30%. Uma cultura sustentável demanda o uso ético de
tecnologias baseadas em fontes renováveis de energia, que poderiam
estar acessíveis a todos.
Se pensarmos na energia da biomassa consegue-se facilmente relacioná-
la com as florestas. Biomassa é matéria de origem orgânica, animal
ou vegetal, que pode ser aproveitada para gerar calor ou eletricidade.
Pode ser melhor definida como a energia solar armazenada pelas
plantas através da fotossíntese, quando água e gás carbônico reagem,
transformando-se em açúcar ou celulose, que ficam retidos no
tecido vegetal. A produção de biomassa pode ocorrer também pelo
aproveitamento de lixo residencial e comercial ou resíduos de processos
industriais, como serragem, bagaço de cana e cascas de árvore ou de
arroz. Mas para uma produção em escala maior, pode ser obtida a partir
da cana, mandioca, babaçu, dendê, girassol, amendoim e mamona.
Há também outras formas de energia que tem relação estreita com as
florestas: carvão mineral (devido à extração), hidrelétricas (pelos rios e
pelo alagamento de grandes áreas florestais) e eólica (pela influência dos
ventos).
VOCÊ SABIA QUE 43,5% DA MATRIZ ENERGÉTICA
BRASILEIRA É FORMADA POR FONTES RENOVÁVEIS?
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 118
São fontes renováveis: hidráulica/hidroelétrica, cana e
carvão vegetal.
A matriz energética brasileira é composta
pelo conjunto de fontes de energia
disponíveis para movimentar os carros,
preparar a comida no fogão e gerar
eletricidade.
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Governo Federal
Outras não
renováveis
0,7%
Lenha e carvão
vegetal
8%
Derivados
da cana
17,5%
Petróleo e
derivados
36,5%
Hidráulica
12,6%
Nuclear
1,5% Gás natural
12,3%
Matriz Energética Brasileira 2016
Outras renováveis
5,4% Carvão
5,5%
A matriz elétrica é formada pelo conjunto
de fontes disponíveis apenas para a
geração de energia elétrica.
Matriz Elétrica Brasileira 2016
Carvão
4,2%
Derivados de
petróleo
2,4%
Gás natural
9,1%
Nuclear
2,6%
Hidráulica
68,1%
Solar e eólica
5,4%
Biomassa
8,2%
Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Governo Federal
A matriz elétrica brasileira é ainda
mais renovável do que a energética.
Isso porque grande parte da energia
elétrica gerada no Brasil vem de usinas
hidrelétricas.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 119
VOCÊ SABIA QUE A NOSSA MATRIZ ELÉTRICA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À
DISPONIBILIDADE DE ÁGUA E QUE EM UMA EVENTUAL CRISE HÍDRICA, COMO
A DE 2014, PODEMOS SOFRER IMPACTOS TAMBÉM NO ABASTECIMENTO DE
ENERGIA?
NA VERDADE, JÁ ESTAMOS SOFRENDO ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS EM
FUNÇÃO DA BAIXA DOS NOSSOS RESERVATÓRIOS DE ÁGUA. UMA DELAS É O
AUMENTO DA TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA.
Atualmente, alternativas vêm sendo discutidas, em especial de energias
renováveis, para compor nossas matriz elétrica de forma que não sejamos tão
dependentes de uma única fonte.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 120
AS COISAS ESTÃO ESQUENTANDO
Você precisará de 4 vidros grandes, uma régua, fita
crepe, água, solo, pequenas pedras, 4 termômetros,
relógio, lápis e papel.
Método: meça 10 centímetros a partir do fundo de cada
vidro. Marque com a fita crepe. Faça isso em todos
os vidros. Na fita você escreverá o conteúdo de cada
pote (ar, água, solo, pedra). Ela servirá como rótulo e
marcador de nível. Deixe um dos vidros vazio (cheio
de ar). Encha um deles com 10cm de solo, outro com
10cm de água. Cuidadosamente ponha um termômetro
dentro de cada um deles. No último vidro você coloca
as pedras. É preciso colocar primeiro o termômetro e
depois, com cuidado os 10cm de pedras. Para medir os
vidros com água e ar suspenda os termômetros com o
auxílio da fita crepe presa no gargalo. Ponha todos os
vidros em lugar ensolarado. Após duas horas confira a
temperatura de cada um.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo
Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 130
CATA VENTO
Você precisará de um pote de plástico grande, prego de cabeça
chata, uma varinha de 60cm, tesouras e martelo.
Método: corte um quadrado de um dos lados do pote. Marque
linhas diagonais unindo os cantos do quadrado (você terá 4
triângulos). Corte ao longo destas linhas. Pare a uma distância
curta do centro. Dobre cada segunda ponta, unindo-as no
centro. Faça um furo no centro, juntamente com as pontas
que ali se encontram e prenda com o prego. Pregue na
varinha, mas deixe espaço suficiente entre a varinha e o cata
vento para que possa girar no vento. Agora corra pelo vento!
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente.
São Paulo. 2007. Pg 137
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 121
5.7 - CIDADES SUSTENTÁVEIS
Vivemos em um mundo de constantes transformações, o modelo de
desenvolvimento está em discussão, os recursos naturais estão se
esgotando, o tempo de vida do ser humano aumenta e as populações
crescem. Dentro deste cenário, nos deparamos com o “problema”, a
sustentabilidade da vida no planeta.
Segundo o PNUD (2019) “mais da metade da população do planeta vive
em áreas urbanas. Em 2050, esse número chegará a 6,5 bilhões de
pessoas – dois terços de toda a humanidade”.
A humanidade construiu uma grande civilização, onde a concretização são
as cidades. Porém, algumas destas acabaram abandonadas por motivos
diversos. A vida humana nestes lugares acabou sendo comprometida pela
degradação dos recursos naturais e o não aproveitamento devido dos
recursos físicos e humanos.
“O rápido crescimento das cidades no mundo em desenvolvimento,
junto com o aumento da migração rural para a área urbana, levou a uma
expansão das cidades. Em 1990, haviam dez megacidades com mais de
10 milhões de habitantes ou mais. Em 2014, já haviam 28 megacidades,
que abrigavam mais de 453 milhões de pessoas”. (PNUD, 2019)
O Ministério do Meio Ambiente afirma que “buscar um melhor
ordenamento do ambiente urbano primando pela qualidade de vida da
população é trabalhar por uma cidade sustentável. Melhorar a mobilidade
urbana, a poluição sonora e atmosférica, o descarte de resíduos
sólidos, eficiência energética, economia de água, entre outros aspectos,
contribuem para tornar uma cidade sustentável”.
O desenvolvimento sustentável não poderá ser alcançado sem uma
mudança na forma de pensar nosso modelo de desenvolvimento. É
preciso constituir uma visão de mundo de forma a integrar as dimensões
sociais, ambientais e econômicas considerando que todas as atividades
humanas geram algum tipo de impacto e toda a sociedade é responsável
por transformar a forma como gerenciamos nossos espaços urbanos.
VOCÊ SABIA
que desde 2011 existe o “Programa Cidades Sustentáveis” que tem
por finalidade oferecer aos gestores públicos uma agenda completa
de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados
a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares
nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas
pelos municípios??
Quer saber mais? Acesse: https://www.cidadessustentaveis.org.br/
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 122
ATIVIDADE: CIDADES ABANDONADAS
1. Apresentar o Contexto de Cidades Abandonadas:
Você sabia que existem milhares de cidades abandonadas no mundo inteiro?
Só na América do Norte concentram-se cerca de 6 mil cidades abandonadas.
1 - Kolmanskop, Namíbia - África
2 - Kowloon Walled, Hong Kong - Ásia
3 - Agdam, Azerbaijão - Ásia
4 - Varosha, Chipre, Turquia - Ásia
5 - Aiadour sur Glane, França - Europa
6 - Wittenoom, Western, Austrália - Oceania
7 - Balestrino, Gênova, Itália - Europa
8 - Centralia, Pensilvânia, EUA - América do Norte
9 - Pripyat, Ucrânia - Europa
10 - Elizabethtown, Novo México, EUA - América do
Norte
11 - Jonestown, Guiana - América do Sul
12 - São João Marcos, Rio de Janeiro, Brasil - América
do Sul
13 - Bodie, Califórnia, EUA - América do Norte
14 - Mandu, Madhya Pradesh, Índia - Ásia
15 - Rhyolite, Nevada, EUA - América do Norte
Conte a história de alguma cidade que foi abandonada. Nos materiais
de apoio você encontrará detalhes sobre 3 cidades: Balestrino – Itália,
São João Marcos – Brasil e Hashima – Japão.
2. Solicite que seus alunos pesquisem outras cidades e, em outra
aula, apresentem quais foram as causas deste abandono e,
quais poderiam ser as ações para que a cidade voltasse a ser
habitada e se tornasse sustentável.
3. Roda de Conversa para que os alunos apresentem o resultado
de sua pesquisa e os colegas possam refletir e propor mudanças
para cada uma das cidades estudadas
1
4
2
3
5
9
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 123
Como foi a atividade sobre cidades abandonadas? Quais foram as reflexões de seus alunos?
Anote aqui suas observações.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 124
USO SUSTENTÁVEL
DAS FLORESTAS
E AGRICULTURA
SUSTENTÁVEL
PARTE 6
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 125
6.1 - A AGRICULTURA E AS FLORESTAS
Apesar dos seus 10 mil anos, a agricultura permanece sendo a atividade
humana que mais intimamente relaciona a sociedade com a natureza.
Por mais que se esteja vivendo na “aurora de uma nova era”- rotulada pós
industrial, pós moderna, ou pós escassez – a verdade é que a humanidade
continua muito longe de encontrar uma fonte de energia necessária à
vida, que dispense o consumo das plantas e animais, como ocorre a cerca
de 2 milhões de anos. Ou seja, por mais que venha a ser revolucionada
a esfera da produção alimentar, essa importância singular da agricultura
manter-se-à até que surja, por exemplo, uma alternativa à transformação
biológica de energia solar em nutriente.
Além disso, em contraste com outros processos produtivos, a intervenção
humana na agricultura não é realizada com o propósito de transformar
matéria prima. Nela, o trabalho humano visa regular as condições
ambientais sob as quais plantas e os animais crescem e se reproduzem,
pois nesse processo há um momento de transformação que se realiza por
dinâmicas orgânicas naturais, e não pela aplicação do trabalho humano.
A ideia de agricultura sustentável indica o desejo social de práticas que,
simultaneamente, conservem os recursos naturais e forneçam produtos
mais saudáveis, sem comprometer os níveis tecnológicos já alcançados
de segurança alimentar. Resulta de emergentes pressões sociais por uma
agricultura que não prejudique o meio ambiente e a saúde. Transmite
a visão de um sistema produtivo de alimentos e fibras que garanta: a
manutenção a longo prazo dos recursos naturais e da produtividade
agrícola; o mínimo de impactos adversos ao ambiente; retornos adequados
aos produtores; otimização da produção com um mínimo de insumos
externos; satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda e
atendimento às demandas sociais das famílias e das comunidades rurais.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 126
Serviços ambientais
Os ecossistemas são importantíssimos para a vida humana, pois
desempenham funções como a purificação da água e do ar, amenizam
os fenômenos violentos do clima, promovem a decomposição do lixo,
a geração de solos férteis, o controle de erosões, a reprodução da
vegetação pela polinização e pela dispersão de sementes, o controle de
pragas, o sequestro de carbono por meio do crescimento da vegetação,
entre outros serviços ambientais.
O conceito de Serviços Ambientais (SA) surgiu com a necessidade de
demonstrar que as áreas naturais são responsáveis por cumprir funções
essenciais nos processos de manutenção da vida. Classificam-se três tipos
de serviços ambientais: manutenção da biodiversidade, manutenção dos
estoques de carbono e do ciclo da água, além da conservação da beleza
cênica.
A preservação dos ecossistemas e, consequentemente, dos
serviços ambientais por eles prestados nem sempre é um caminho
economicamente atrativo à primeira vista. Em curto prazo, outras atividades
são mais lucrativas: criação de gado e produção de grãos, por exemplo.
Tais atividades exigem a derrubada de vegetação de grandes áreas, o
que interrompe a geração dos serviços ambientais prestados pela mata
que precisaria ser derrubada. No entanto, se pensarmos nos custos para
recuperar uma área degradada, despoluir um rio, ou recuperar a perda de
uma produção causada por incêndios florestais, vale mais a pena investir na
manutenção dos serviços ambientais que a natureza presta.
Polinizadores
A polinização é um dos principais mecanismos de manutenção e
promoção da biodiversidade na Terra. Somente após a polinização as
plantas podem formar frutos e sementes, das quais dependem para sua
reprodução. Mais de 3/4 das plantas agrícolas que alimentam o mundo
e muitas plantas utilizadas pela a indústria farmacêutica dependem
da polinização por insetos ou outros animais para produzir frutos e
sementes. A manutenção da diversidade de polinizadores contribui para a
manutenção da nossa diversidade de alimentos e qualidade de vida.
Onde há ausência de polinizadores, a segurança alimentar pode
ser comprometida repercutindo negativamente na economia com a
diminuição da produtividade das culturas.
Há dois aspectos importantes e interconectados para os fornecedores
de serviços ao ecossistema (no caso, polinizadores), aqueles que são
requeridos pela agricultura bem sucedida e os destinados à manutenção
da biodiversidade natural. Ambos dependem da sobrevivência de hábitats
naturais e, no caso da agricultura em particular, do relacionamento
espacial entre hábitats naturais e culturas agrícolas.
Os polinizadores fornecem um serviço essencial ao ecossistema e trazem
inúmeros benefícios à sociedade, através do seu papel na produção de
alimento e da agricultura, além de melhorias nos meios de subsistência,
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 127
desenvolvimento científico, cultura e recreação, e na conservação da
diversidade biológica. Frequentemente, a produção agrícola reduzida ou
os frutos deformados são resultantes da polinização insuficiente e não
do uso insuficiente de insumos. Em ecossistemas naturais, as sugestões
visuais de polinização insuficiente são mais sutis do que em sistemas
agrícolas, mas as consequências podem ser tão severas como: a extinção
de uma planta ou um declínio visível de animais que se alimentam
de frutos e sementes, regeneração pobre da flora, erosão do solo e
diminuição do volume de água.
É necessário identificar práticas de manejo sustentáveis que diminuam
os impactos negativos antropogênicos sobre os polinizadores; que
promovam a conservação e a diversidade de polinizadores nativos e
conservem e restaurem áreas naturais necessárias para otimizar tais
serviços de polinizadores nos sistemas agrícolas.
Os estudos que abordam as exigências para a polinização de culturas no
Brasil e seus déficits ainda são escassos. Os poucos dados disponíveis se
concentram em um número reduzido de culturas, tais como: melão, café,
maracujá, laranja, soja, algodão, caju e maçã.
Trabalhos interessantes que enfocam os serviços ambientais fornecidos
por polinizadores foram publicados recentemente, considerando também
seu valor econômico e tentando medir este valor. Um bom exemplo
está relacionado às culturas do café. Embora estas não dependam
obrigatoriamente dos polinizadores, mostrou que as plantações de café
no Brasil, nas fazendas próximas a fragmentos florestais, tiveram um
aumento de 14,6% na produção, o que poderia estar relacionado aos
serviços de polinização. Tambem apontaram a importância de fragmentos
florestais tropicais para aumentar a atividade do polinizador em culturas
de café.
Fonte: http://www.ib.usp.br/vinces/logo/servicos%20aos%20ecossistemas_
polinizadores_vera.pdf
Combate às pragas
Quando falamos de agricultura, estamos falando de inimigos naturais
que insistem em conviver com as plantas, são as conhecidas pragas.
Atualmente existem inúmeras práticas que permitem combatê-las e
reduzi-las. Vamos destacar duas delas: o controle biológico e o manejo
integrado das pragas (MIP).
Controle Biológico
As técnicas de controle biológico visam favorecer o aumento das
populações de inimigos naturais das pragas, valendo-se dos limites de
tolerância das plantas. Um ponto polêmico é a possível dependência dos
agricultores perante as empresas “produtoras” de inimigos naturais. Para
reduzir esta dependência, a opção é proporcionar as condições para o
desenvolvimento dos inimigos naturais no próprio agroecossistema, ou
seja, conservar parte da vegetação nativa e reduzir o uso de insumos.
Por exemplo, a Joaninha é indicada para controle biológico de pragas por
ser predadora voraz de diversas espécies de cochonilhas e pulgões que
afetam diversas culturas agrícolas, como soja, milho, algodão e frutas
como pêssego e maçã.
Manejo integrado das pragas (MIP)
É a prática que combina métodos químicos, físicos e biológicos para
reduzir populações de pragas e minimizar seus danos econômicos. O que
se propõe é um rígido acompanhamento da lavoura a fim de determinar
em que nível as pragas ou doenças provocam prejuízos às culturas, e o
momento a partir do qual os insumos devem ser aplicados. Realiza-se,
portanto, aplicações mais específicas, diminuindo o número de produtos e
aplicações.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 128
Preservando a água com boas práticas de plantio
A chuva deve ser aliada e não ser inimiga
Com as chuvas, a água tende a correr do local mais alto para o mais baixo.
À medida que ela corre morro abaixo ela ganha velocidade e força para
carregar o solo. Assim, todo o material solto no solo é carregado ao pé
do morro, podendo chegar até os rios. Os resultados são os buracos de
erosão, desgaste da camada superficial do solo (a mais fértil) e, muitas
vezes, poluição de rios com solo, adubos e agrotóxicos. É preciso impedir
que a água escorra sobre a superfície e consiga carregar esse solo para
outros locais. Saíba como:
Curvas de Nível
Esse é um sistema onde cada linha da cultura a ser cultivada é plantada
em uma mesma altitude. Imagine o seguinte: se plantarmos seguindo
a linha do morro, onde cada linha começa em cima e termina no pé do
morro, estamos formando corredores para que a água da chuva escorra
e faça seu estrago. Já quando o plantio é feito com as linhas cortando o
morro, na transversal, cada linha já serve de barreira para a água da chuva
não escorrer.
Fonte: Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 129
Terraceamento
Utilizado onde há terrenos íngremes, essa técnica consiste na
construção de obstáculos à água da chuva, chamados de terraços.
Eles fazem a água perder velocidade e se infiltrar no solo, não
escorrendo mais. Quanto mais inclinado o terreno, mais terraços são
necessários.
A construção de terraços exige conhecimento técnico e cálculos
de engenharia para definir a distância entre eles, assim como a
declividade e a altura.
Terraços construídos sem a orientação de especialistas podem
provocar erosões e estragos ainda maiores em chuvas mais fortes.
Irrigação
O uso de irrigação na atividade agrícola deve ser
bem planejado e o método que for empregado
(pivot central, aspersão ou gotejo) deve buscar
uma irrigação localizada para que se otimize o uso
da água. Além disto, é muito importante que o
agricultor anote e acompanhe periodicamente o
consumo de água utilizado na atividade agrícola,
para que se possa ser feita uma gestão orientada
na sustentabilidade deste recurso.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 130
Proteção das nascentes
As nascentes, devido a sua importância dentro de uma propriedade
agrícola, devem ser tratadas com um cuidado todo especial. Localizam-
se em encostas ou depressões do terreno ou ainda no nível de água
representado pelo curso d’água local; podem ser perenes (de fluxo
contínuo), temporárias (de fluxo apenas na estação chuvosa) e efêmeras
(surgem durante a chuva, permanecendo por apenas alguns dias). A
nascente ideal é aquela que fornece água de boa qualidade, abundante
e contínua, localizada próxima ao local de uso e de cota topográfica
elevada, possibilitando assim sua distribuição por gravidade, sem gasto
de energia.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 131
6.2 - ALTERNATIVAS PARA USO SUSTENTÁVEL
DAS FLORESTAS
OU ISTO OU AQUILO
“Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.”
Cecília Meirelles
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 132
Construir um mundo equilibrado depende de nossas escolhas... Seguem
abaixo alguns exemplos de novos caminhos em busca dessa harmonia,
abrindo mão de hábitos e modelos predominantes na sociedade e
propondo outros, mais coerentes com os valores da sustentabilidade.
Permacultura
Permacultura é o planejamento e a manutenção conscientes de
ecossistemas agriculturalmente produtivos, ou seja, ecossistemas
com potencial produtivo para agricultura, que tenham a diversidade,
estabilidade e resistência dos ecossistemas naturais. É a integração
harmoniosa das pessoas e a paisagem, provendo alimento, energia, abrigo
e outras necessidades, materiais ou não, de forma sustentável.
A Permacultura visa trabalhar com a Natureza, e não contra ela. É um
trabalho de observação do mundo natural, com conclusões transferidas
para o ambiente planejado. Os sistemas naturais são observados em
todas as suas funções, não exigindo somente um produto deles. Para
isto devemos permitir que estes sistemas produtivos apresentem suas
evoluções próprias.
Os princípios da permacultura são:
1. Quanto mais se aproxima da Natureza, menos se trabalha. Nos
sistemas permaculturais de agricultura, se comparados com as
monoculturas, há muito menos necessidade de intervenções, tais
como: introdução de adubo, irrigação e uso de defensivos. A criação
de animais busca atender as necessidades do animal, não tendo de
buscar continuamente sua adaptação ao sistema artificial, como se
faz na pecuária moderna. O sistema produtivo pode durar décadas,
sem requisitar grandes investimentos, e proporciona um lucro
maior, além da qualidade.
2. Substituir altos investimentos e trabalho por planejamento e
criatividade. Isso supõe uma observação atenta dos sistemas
produtivos e coragem para criar soluções totalmente diferentes
daquelas dos vizinhos. O limite de um sistema está na criatividade
das pessoas.
3. O problema é a solução. Problemas revelam situações especiais
que podem ter uma função única. Todo problema aponta para uma
oportunidade, é uma questão de enfoque.
4. A diversificação garante a estabilidade. Ela protege contra desastres
climáticos, pois sempre os mais resistentes vão salvar a colheita. Os
povos antigos faziam policultura por esse motivo. As policulturas
que incorporam árvores no sistema são as mais estáveis de todas.
5. A estabilidade vem quando se fecham os ciclos. Quando uma parte
do sistema sustenta outra, evita-se a necessidade de procurar
insumos fora da propriedade, fortalecendo, assim, todo o sistema.
6. Precisamos responsabilizar-nos por nossos netos. Ainda temos o
privilégio de desfrutar de florestas, de beber água limpa, de apreciar
belas paisagens. Nossos netos também têm esse direito, e cabe a
nós assegurar que ele seja respeitado.
7. Os problemas são basicamente domésticos e podem ser resolvidos
no nível doméstico. Não há soluções em grande escala para
problemas locais. Atualmente, chamam-se terras agrícolas aquelas
onde pode-se entrar com máquinas pesadas. Mas toda terra pode
ser agrícola. Plantações pequenas e intensivas são muito mais
produtivas em qualquer lugar do mundo. Mesmo aquelas em frente
à porta da cozinha!
8. Todo sistema deve produzir mais energia do que consome. A
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 133
agricultura mecanizada é deficitária energeticamente. O sistema
permacultural é de produção e consumo locais; utiliza as fontes de
energia e os insumos do lugar, economizando energia em todas as
suas fases.
9. Visa-se cooperação em vez de competição, integração em vez
de fragmentação. A Permacultura tem sido difundida no Brasil
pelo Ipec - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (www.
ecocentro.org) e pelo Ipema - Instituto de Permacultura da Mata
Atlântica (www.ipemabrasil.org.br).
MOLLISON & SLAY. Introdução à Permacultura. Austrália. 1994.
Agrofloresta
A agrofloresta é uma forma de uso da terra em que as espécies agrícolas
e florestais são plantadas e manejadas em associação, considerando
a estrutura e a dinâmica dos ecossistemas onde estão inseridas,
fundamentando-se na sucessão natural das espécies. Representa
a interface entre a agricultura e a floresta, aliando a produção à
conservação dos recursos naturais; possibilita a recuperação de áreas
alteradas e intensifica a produção em pequenas áreas por muitos anos.
As espécies da regeneração natural são consideradas como componentes
da agrofloresta que, com alta diversidade de vida, promove um maior
equilíbrio ecológico, podendo ser uma alternativa promissora para os
países tropicais, ricos em biodiversidade. Esse sistema de produção
envolve práticas e conhecimentos antigos, fundamentalmente usados
por índios e populações tradicionais, e há pouco tempo a ciência vem se
dedicando ao estudo aprofundado desses saberes e dessa forma de uso
da terra.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 134
Algumas vantagens ambientais das agroflorestas:
• Capacidade de reincorporar ao processo produtivo áreas já
degradadas;
• O sistema agroflorestal, durante a fase de desenvolvimento,
apresenta alto potencial para sequestro de carbono;
• Diminui as perdas de nutrientes do solo por erosão, lixiviação e
volatização;
• Melhora as propriedades físicas e biológicas do solo;
• Minimiza o uso de herbicidas e pesticidas, aumentando a qualidade
do alimento;
• Pode ser utilizado na recuperação de matas ciliares, encostas e
manejo de bacias;
• Permite a conservação da biodiversidade.
Fonte: www.agrofloresta.net
http://www.cpaa.embrapa.br/portfolio/sistemadeproducao/prosiaf/
SISAFpagina/WebSisaf/SISAF1_1.php
Manejo das Florestas
O manejo de florestas é a utilização de recursos de interesse econômico
sem a sua derrubada. A conceituação de manejo florestal está associada,
inicialmente, aos determinantes do desenvolvimento em bases
sustentáveis que são: promover o capital natural, o capital humano e
institucional e ser objeto de análise econômica. Nesse aspecto, não se
descarta a análise de custos e benefícios, apesar de suas limitações, como
instrumento fundamental na tomada de decisões visando à proteção
ambiental. Assim, o manejo de florestas nativas deve englobar um
conjunto de procedimentos e técnicas que assegurem:
• A permanente capacidade da floresta oferecer produtos e serviços
diretos e indiretos.
• A capacidade de regeneração natural.
• A capacidade de manutenção da biodiversidade.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Reflorestamento
As atividades de reflorestamento são dispendiosas. Muitas etapas são
necessárias para se ter sucesso, como, por exemplo, o preparo da
terra, a escolha ideal das espécies, a manutenção adequada da área em
processo de restauração. Mas, além disto, para se ter tanto sucesso com
o desenvolvimento da floresta, como na redução de custo, a distribuição
das espécies no espaço em grupos funcionais - de crescimento rápido e
que produz boa sombra (geralmente espécies pioneiras) e das demais
espécies que podemos chamar de grupo de diversidade, pode auxiliar
na maior otimização de resultados para o sucesso das atividades de
reflorestamento.
As espécies pioneiras são as de crescimento rápido, desenvolvem-se a pleno
sol e são menos exigentes quanto às características de fertilidade do solo.
Estas são as primeiras a crescerem e fecharem um dossel (ou domo). Com
melhores condições de sombra, umidade e terra, as espécies nobres, não-
pioneiras, passam a se desenvolver. Com o passar do tempo, estas espécies
nobres passam a ocupar o dossel sombreando as pioneiras, que, tendo
cumprido sua missão, eventualmente morrem, pois têm um ciclo de vida mais
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 135
curto. As espécies utilizadas no processo devem ser escolhidas de acordo com
a área a ser reflorestada, privilegiando espécies de ocorrência regional, pois
busca-se chegar o mais perto possível da composição original desta mata.
O reflorestamento busca auxiliar no processo de recuperação da
floresta através do plantio de espécies nativas, preferencialmente de
caráter regional, de forma a ampliar as possibilidades de manutenção
das florestas. Para tanto são determinadas certas prioridades, como a
recuperação de recursos hídricos e manutenção de biodiversidade, de
forma a aumentar a eficiência do processo. Cada uma destas prioridades
é então atendida através de plantios em áreas estratégicas que
possibilitem maior êxito na manutenção dos fatores ambientais.
O programa clickarvore, iniciativa da ONG SOS Mata Atlântica, realiza
parceria com proprietários de terras que querem reflorestar suas áreas.
O programa tem o objetivo de plantar espécies nativas da Mata Atlântica,
como o ipê, peroba, ingá, palmito juçara, jequitibá-rosa entre outros para
ajudar a recuperação de áreas degradadas dos 17 estados brasileiros com
vegetação nativa de Mata Atlântica.
Fonte: www.clickarvore.org.br
Corredores de Biodiversidade
Corredor de Biodiversidade é como um mosaico de usos e ocupação da
terra. Ele integra parques e reservas, áreas de cultivo e pastagem, centros
urbanos e atividades industriais, responsabilizando todos os cidadãos
pela conservação da natureza. O objetivo é reconectar os fragmentos
de floresta, que garantem a sobrevivência das espécies, o equilíbrio dos
ecossistemas e o bem estar humano. É uma forma de recuperar e religar
os fragmentos de florestas; uma tentativa de evitar a perda de riquezas
naturais insubstituíveis, que o tempo não irá repor sem nossa ajuda.
Fonte: www.corredores.org.br
Ecoturismo e estudos do meio
O Ecoturismo é uma modalidade do turismo que vem ganhando cada
vez mais espaço no Brasil e no mundo. O nosso país desponta como
um grande polo de Ecoturismo devido às suas matas e beleza natural. O
Ecoturismo consiste em visitas às áreas naturais com guias especializados,
com o objetivo principal de aproximar as pessoas da natureza. Porém, a
maioria das operadoras e agências de viagens que oferecem este serviço,
o fazem de maneira superficial e acabam não contribuindo para que o
passageiro tenha uma experiência significativa.
Quando se pratica o Ecoturismo de uma forma cuidadosa com a
comunidade que está sendo visitada, respeitando a diversidade,
aprofundando a experiência com a natureza, observando e percebendo
todos os aspectos novos que aquela viagem pode proporcionar, ele acaba
sendo um mecanismo de conservação da cultura daquela comunidade e
das áreas naturais, pois cria-se uma demanda por florestas e lugares bem
conservados com retorno econômico direto.
Com as atividades de estudo do meio – atividades de estudo ao ar livre
realizado pelas escolas ou por empresas especializadas - algo parecido
acontece. Se não está vinculado a um projeto pedagógico mais amplo e
bem consolidado, acaba sendo um “passeio” que as crianças poderiam
fazer sem a escola. A atividade extra classe tem o potencial de colocar em
prática muitos dos conceitos vistos na sala de aula e que ficam, muitas
vezes, abstratos para os alunos. Quando eles corporificam estes conceitos
no trabalho ao ar livre, a aprendizagem se consolida.
A visita ao NEA da Cooxupé tem o propósito de proporcionar aos
estudantes e professores momentos de interação com o ambiente natural
e entre os participantes. A proposta da visita está estruturada para que os
visitantes consigam perceber que é possível aprender brincando e brincar
aprendendo com os conteúdos apresentados na sala de aula, permeando
todo o contexto das atividades.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 136
Mata ciliar
Assim como os cílios protegem os olhos, a mata ciliar protege as
nascentes, córregos e rios. O termo Mata Ciliar significa qualquer
formação florestal na margem de cursos d’água. Elas contribuem para
o escoamento das águas da chuva, diminuição do pico dos períodos de
cheia, estabilidade das margens e barrancos de cursos d’água e para o
ciclo de nutrientes existentes na água, entre outros.
As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares.
A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor
desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os
fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.
As matas ciliares cumprem a importante função de corredores para
a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de
uma região para outra, tanto em busca de alimentos como para fins de
acasalamento.
Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente
permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e
manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade.
SUGESTÃO DE VÍDEO:
Simulador de Erosão Hídrica do Solo
Acesse: Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=eGDc1_vQges
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 137
Áreas de proteção permanente e reservas legais
As APPs, ou áreas de preservação permanente, são margens de rios,
cursos d’água, lagos, lagoas, reservatórios e topos de morros e encostas
com declividade elevada cobertas ou não por vegetação nativa, com
a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a
estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora,
e de proteger o solo e assegurar o bem estar da população humana. São
consideradas áreas mais sensíveis por sofrerem mais riscos de erosão do
solo, enchentes e deslizamentos. A retirada da vegetação nativa nessas
áreas só pode ser autorizada em casos de obras de utilidade pública, de
interesse social ou para atividades eventuais de baixo impacto ambiental.
A reserva legal é uma área localizada no interior da propriedade ou posse
rural que deve ser mantida com a sua cobertura vegetal original. Esta área
tem a função de assegurar o uso econômico sustentável dos recursos
naturais, proporcionar a conservação e a reabilitação dos processos
ecológicos, promover a conservação da biodiversidade, abrigar e proteger
a fauna silvestre e a flora nativa. O tamanho da área varia de acordo com
a região onde a propriedade está localizada.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 138
Restauração de áreas degradadas
1. Diagnóstico da degradação
É preciso avaliar a área e detectar as características da degradação,
ver o histórico de uso e ocupação do solo e os fatores de degradação
existentes, como pisoteio da regeneracão natural pelo gado,
desmatamento, presença de mato sufocando a regeneração e
degradação por fogo.
2. Isolamento da degradação
Depois de detectar a causa da degradação, o próximo passo é isolar os
fatores que a causaram. Veja como proceder em cada caso:
Restrição de
acesso do gado
nas APP - Área
de Preservação
Permanente
Aceiros - evitando
degradação por fogo
Coroamento -
controle do mato
no entorno da
regeneração
Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO
Fonte: Fundação
Espaço ECO
Fonte: Fundação
Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 139
3. Procedimentos para restaurar
Com base no diagnóstico da degradação observe:
A - Quando há regeneração no local
Resposta: No local há algumas árvores pequenas e muito mato, o que
deve ser feito é limpar o excesso de mato e nas áreas onde houver
espaço, plantar novas mudas. Dê preferência com alta diversidade de
espécies nativas regionais.
B - Quando há floresta no local mas com quase nenhuma
diversidade de árvores
Resposta: Introduzir novas espécies fazendo o plantio com mudas
nativas regionais.
C - Quando não há floresta no local
Resposta: Fazer o plantio com mudas de espécies nativas regionais.
Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO
Fonte: Fundação Espaço ECO
Fonte: Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 140
O CÓDIGO FLORESTAL: O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?
Pode não parecer, mas o Código Florestal tem a ver com a qualidade
de vida de todos os brasileiros. Desde 1934, quando surgiu, o Código
parte do pressuposto de que a conservação das florestas e dos outros
ecossistemas naturais interessa a toda a sociedade. Afinal, são elas que
garantem, para todos nós, serviços ambientais básicos – como a produção
de água, a regulação do ciclo das chuvas e dos recursos hídricos, a
proteção da biodiversidade, a polinização, o controle de pragas, o controle
do assoreamento dos rios e o equilíbrio do clima – que sustentam a vida
e a economia de todo o país. Além de tudo isso, é a única lei nacional
que veta a ocupação urbana ou agrícola de áreas de risco sujeitas, por
exemplo, a inundações e deslizamentos de terra.
É o código que determina a obrigação de se preservar áreas sensíveis e de
se manter uma parcela da vegetação nativa no interior das propriedades
rurais. São as chamadas áreas de preservação permanente (APPs) e
reserva legal.
Para entender a polêmica gerada em torno do Código Florestal, é preciso
voltar no tempo e recapitular como se deu o processo de ocupação
do solo no nosso país. Desde a chegada dos colonizadores ao Brasil, a
natureza era vista como uma fonte de recursos sem fim e as florestas não
passavam de “obstáculos” que impediam o avanço do desenvolvimento.
Essa visão permanece até hoje em algumas regiões do país: é mais barato
queimar, degradar e procurar outra área do que ficar e cuidar da terra e
investir no aumento da produtividade.
Foi o governo Getúlio Vargas que, em 1934, criou o Código Florestal,
junto com os códigos de Água, Minas, Caça e Pesca e a primeira
Conferência Brasileira de Proteção à Natureza – todos foram uma
tentativa do Estado de ordenar o uso dos recursos naturais. Desde sua
criação, o Código originou discussões e alterações
foram feitas ao longo dos anos, uma delas foi em
1965 que determinou que 50% da vegetação de cada
propriedade na Amazônia deveriam ser preservadas.
Nas demais regiões do país, o exigido era 20%. Os
proprietários que eventualmente já tivessem derrubado
além dessa porcentagem teriam de se responsabilizar
pela recomposição da área. A nova lei também definiu as
áreas de preservação permanente (APPs) que deveriam ser
obrigatoriamente mantidas, no campo ou nas cidades.
Trinta anos depois, devido ao maior desmatamento da Amazônia,
foi criada uma medida provisória que aumentou a reserva legal nas
áreas de floresta para 80%, mas no Cerrado dentro da Amazônia Legal,
reduziu de 50% para 35%. Apesar de ser uma lei importante para a
sociedade, há uma imensa pressão de parte do setor agropecuário por
sua modificação. A razão da insatisfação é que, após muitas décadas de
esquecimento, ela começou a ser aplicada. Em 1998, a Lei de Crimes
Ambientais trouxe penas mais duras para quem desobedecesse a
legislação ambiental. A fiscalização no campo aumentou e o Ministério
Público passou a agir com mais vigor em suas denúncias. Além disso,
um conjunto de medidas voltadas a fazer valer o que diz o código foi
editado pelo governo em 2008, incluindo a restrição de financiamento
bancário para fazendas que não tivessem seu passivo ambiental
regularizado. Até hoje, um total de 36 projetos de lei já tentaram derrubar
o Código Florestal. A mais recente investida teve início em 2009, com
a criação de uma comissão especial na Câmara dos Deputados – com
uma participação desproporcional da bancada ruralista – para analisar
projetos de lei que, em sua essência, querem desfigurar a nossa legislação
ambiental ao invés de buscar o seu aperfeiçoamento.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 141
Depois de muita discussão, mobilização de organizações da sociedade
civil, de empresários e da população, em termos gerais, o código não traz
mudanças em relação à Lei nº 4.771 (Código Florestal de 1965). O código
novo trouxe apenas ajustes pontuais para que a situação de fato se encaixe
à situação de direito pretendida pela legislação ambiental. A proteção do
meio ambiente natural continua sendo obrigação do proprietário mediante
a manutenção de espaços protegidos de propriedade privada, divididos
entre Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL). A lei
inova apenas na implementação e fiscalização desses espaços, agora sujeito
ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é sem dúvida a grande novidade do
Código Florestal. Da maneira como é definido, promete ser importante
ferramenta do Poder Público para a gestão do uso e ocupação do solo
quanto às questões ambientais. De inscrição obrigatória para todos
os proprietários rurais, o CAR é um novo registro público, onde são
inscritas as propriedades com perímetro identificado e delimitado
a partir de coordenadas geográficas, assim como todos os espaços
protegidos no interior do imóvel, especialmente Áreas de Preservação
Permanente e Reserva Legal. Ele trará não apenas o perímetro do
imóvel georreferenciado, mas também a delimitação geográfica das
áreas do interior da propriedade, cujo acompanhamento e fiscalização
poderá ser feito por imagens de satélite. A efetividade do cadastro, no
entanto, depende da capacidade do Poder Público em implementar essa
ferramenta e garantir sua disponibilidade em todo o território nacional.
Com relação a uma possível condenação de
proprietários rurais que desmataram legalmente
suas propriedades, a nova lei nada trouxe. Foi
cogitada uma condenação a tais proprietários, para que
restaurassem as áreas de florestas nativas em tamanho
equivalente ao que seriam suas reservas legais, mas a lei
trouxe que somente será necessária a recomposição das
áreas de reserva legal caso o desmatamento tiver sido efetuado
em desacordo com legislação vigente à época do ato. É princípio
fundamental de direito, de acordo com o artigo 5º, inciso XXVI
da Constituição, que a Lei nova não afeta o ato jurídico perfeito, a
coisa julgada e o direito adquirido. No Superior Tribunal de Justiça
há o entendimento de que não há direito adquirido contra o meio
ambiente. O mesmo entendimento foi transferido ao novo código, que
não trouxe novidade alguma neste assunto.
Fonte: http://www.infoescola.com/direito
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 142
CONHEÇA ALGUNS
TÓPICOS DO NOVO
CÓDIGO FLORESTAL
MÓDULO RURAL
É expresso em hectares e é variável, sendo fixado para cada município.
Faixa mínima de restauro obrigatório em cursos d’água, no caso de
propriedades rurais que possuam uso consolidado em APP:
APP GERADA POR LARGURA DO CURSO D’ÁGUA
LARGURA DO CURSO D’ÁGUA APP GERADA (M)
até 10 m 30
de 10 a 50 m 50
de 50 a 200 m 100
de 200 a 600 m 200
mais que 600 m 500
5
0
m
Nascente: São consideradas
APP as áreas no entorno das
nascentes e dos olhos d’água
perenes, em qualquer que seja
sua situação topográfica, no
raio mínimo de 50 (cinquenta)
metros.
É considerada como obrigatória
a recomposição florestal,
independentemente da
quantidade de módulos fiscais
da propriedade rural, uma faixa
de 15 metros no entorno das
nascentes e dos olhos d’água
perenes.
3
0
m
5
0
m
1
0
0
m
2
0
0
m
5
0
0
m
Até 10 m
10 a 50 m
50 a 200 m
200 a 600 m
mais que 600 m
Faixa mínima de restauro obrigatório (m)
Módulos fiscais
Largura do Rio
Menor que 10 m Maior que 10 m
Até 1 5 5
entre 1 e 2 8 8
entre 2 e 4 15 15
entre 4 e 10 20
metade da largura do rio (sendo o
mínimo 30 e o máximo 100m)
Mais que 10 30
metade da largura do rio (sendo o
mínimo 30 e o máximo 100m)
No Novo Código Florestal, a Área
de Preservação Permanente (APP)
é definida como: área protegida,
coberta ou não por vegetação
nativa, com as funções ambientais
de preservar os recursos hídricos, a
paisagem, a estabilidade geológica
e a biodiversidade (fauna e flora),
de proteger o solo e de assegurar
o bem-estar das populações
humanas.
Fonte: Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 143
ATIVIDADE EXTRA
CLASSE
PARTE 7
Este capítulo tem sinergia com os ODS:
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 144
“A Educação existe onde não há a escola e por toda parte pode haver
redes e estruturas sociais de transferência de saber de uma geração a
outra, onde ainda não foi sequer criada a sombra de algum modelo de
ensino formal e centralizado. Porque a educação aprende com o homem
a continuar o trabalho da vida. A vida que transporta de uma espécie
para a outra, dentro da história da natureza, e de uma geração de outras
viventes, dentro da história da espécie, os princípios através dos quais a
própria vida aprende e ensina a sobreviver e a evoluir em cada tipo de
ser” (Carlos Rodrigues Brandão, 1981)
A educação pode acontecer em diversos espaços, formais e informais,
de forma que a comunidade onde o aluno está inserido possa ser um
território rico de aprendizagem que contribua para a aprendizagem
significativa e para a formação de cidadãos com uma visão integrada da
realidade.
A partir dos conteúdos que planejou ou já desenvolveu com seus alunos,
identifique outros espaços educadores de sua cidade que possam
proporcionar a aprendizagem significativa conectando o dia a dia
com os temas apresentados e ainda, promovendo a reflexão sobre o
desenvolvimento sustentável.
São exemplos de locais e temas que podem ser abordados:
• Áreas verdes (praças e/ou parques) – biodiversidade, biomas, mata
ciliar, etc;
• Aterro Sanitário – como os resíduos municipais são gerenciados e
qual sua destinação;
• Empresas/Cooperativas – como gerenciam o uso de recursos
naturais, qual o ciclo de vida dos produtos e/ou serviços realizados;
• Estação de tratamento de água e esgoto – ciclo de distribuição e
tratamento da água e esgoto;
• Fazendas – conservação do solo e da água, nascentes, agricultura
sustentável e agricultura orgânica;
Prefeitura – políticas públicas municipais conectadas com o
desenvolvimento sustentável;
Além das atividades e visitas extras em sala de aula, seguem algumas
sugestões de outras atividades práticas que podem ser desenvolvidas
com seus alunos. Fique à vontade para adaptá-las à sua realidade e
necessidade. Não tenha receio de experimentar!
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 145
FAZENDO UMA HORTA MANDALA
Objetivo: Deixar que os alunos experimentem o círculo e o espaço.
Materiais: fita métrica, cinzas de madeira, pás, mudas e compasso.
Método: escolha uma área onde possa caber um círculo com diâmetro
de 9 metros (se tiver uma área maior pode tentar um diâmetro de 12
metros); dois alunos marcam o círculo, usando um barbante de 4,5
metros: um fica no centro com uma ponta e o outro marca um círculo
usando cinza ou cal. Marque o centro com uma pedra; a partir do
centro, marque outro círculo interior, com um barbante de 1 metro.
Este será o centro da mandala. Escolha um recipiente espetacular
para um tanquinho ou construa um elemento bonito como peça
central neste círculo; agora marque outro círculo de 1,80 metros,
formando um caminho de 80 cm de largura.
A partir deste padrão você começa a marcar os canteiros de buraco de
fechadura. Estes canteiros permitem acesso fácil às verduras sem que
seja necessário pisá-los. Faça assim:
• divida o grande círculo em seis partes iguais. Estas linhas
marcarão os caminhos;
• Dois dos caminhos serão a entrada e a saída. Os outros 4 serão as
entradas dos buracos de fechadura.
Os caminhos podem ser escavados até uns 10 centímetros de
profundidade, colocando a terra sobre os canteiros. Depois cubra
os caminhos com serragem, que é ótima para andar em cima e
evita o crescimento de invasoras. Os canteiros são então plantados
com espécies rasteiras, espécies de baixa estatura e algumas altas.
Plante as ervas de corte próximas dos caminhos, reserve um lado
dos caminhos para os vegetais de colheita constante e as áreas
mais largas para aquelas de produção lenta. Finalmente é hora de
plantar as mudinhas. Anote a data e os tipos de plantas que foram
introduzidas, assim você pode acompanhar o experimento.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São
Paulo. 2007. Pg 53
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 146
Outras opções de criar uma horta na escola são:
ESPIRAL DE ERVAS
Materiais: pedras, tijolos ou toras cortadas, pá, mudas de ervas
medicinais e culinárias e composto.
Método: marque uma base circular de 1,6m de diâmetro com
pedras ou tijolos; antes que o círculo se complete comece a
formar uma espiral para dentro, empilhando as pedras e subindo
à medida que chega ao centro; para ganhar altura introduza
pedras cuidadosamente, encha a espiral com solo; plante as ervas
considerando os microclimas disponíveis.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São
Paulo. 2007. Pg 54
CANTEIRO DE VASOS
Materiais: potes e recipientes recicláveis de plástico, metal ou
isopor, composto e mudas de vegetais e ervas.
Método: plante as espécies mais altas atrás das menores. Desta
forma todas podem receber luz suficiente; posicione as plantas
de forma agradável para os olhos; as melhores plantas para os
vasos são variedades de ervas e saladas; as plantas precisarão
de muita água, pois os vasos secam com facilidade; adube-as
uma vez ao mês com algum biofertilizante.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo
Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 55
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 147
FAZENDO MINHOCAS
As minhocas não mordem, não arranham, não transmitem doenças,
são animais inofensivos e muito bons para o ambiente. As minhocas
exercem um importante papel na sobrevivência, na saúde do solo e
das plantas. Agora é a sua chance de cultivar um pouco deste milagre
da natureza. Algumas crianças têm preconceitos sobre as minhocas.
Converse sobre seus benefícios!
Para montar uma composteira ou minhocário doméstico, você vai
precisar de:
Duas caixas digestoras: As caixas digestoras ficam posicionadas
na parte superior do sistema. Elas são furadas no fundo. Os furos
possuem o tamanho suficiente para possibilitar a travessia das
minhocas e o escoamento do excesso de líquido (chorume orgânico)
para a caixa coletora. As caixas digestoras são as moradas das
minhocas. São nelas onde serão colocados os resíduos orgânicos da
sua cozinha a partir de agora.
Uma caixa coletora: A caixa coletora fica na parte inferior do
sistema. Ela não é furada no fundo e possui uma torneira afixada
na extremidade inferior de uma das paredes da caixa. Sua função
é coletar e armazenar o chorume orgânico (líquido que escorre dos
resíduos orgânicos). O chorume orgânico é um biofertilizante líquido,
ele deve ser diluído em água para ser utilizado como adubo na rega
das plantas.
Torneira: A torneira deve ser aberta semanalmente ou
quinzenalmente para a retirada do biofertilizante líquido.
Tampa: A tampa impede a entrada de insetos voadores. A tampa
também regula a umidade do sistema, minimizando a manutenção
referente à rega e controle da umidade.
Minhocas vermelhas californianas: As minhocas Eisenia andrei,
popularmente conhecidas por vermelhas ou californianas,
são excelentes agentes decompositores. Elas são menores e
aparentemente mais oleosas que as nossas minhocas nativas,
comum em nossos jardins. Diferentemente das minhocas de jardim,
as minhocas vermelhas possuem a capacidade de se alimentar dos
resíduos orgânicos frescos.
DICAS: Sua composteira/minhocário doméstico não pode ficar exposto
ao sol e nem pegar chuva, devendo ficar em um local arejado e
sombreado. O calor em excesso compromete o bem estar e a vida das
minhocas, e a umidade em excesso compromete o bom funcionamento
do sistema. Uma vez encontrado o local ideal, coloque as minhocas e o
substrato na caixa de cima.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 148
Sempre acomode os resíduos orgânicos na caixa de cima sem espalhá-
los, dessa forma você precisará de menos matéria vegetal seca para
cobri-los.
IMPORTANTE: Sempre cobrir os resíduos orgânicos completamente
com matéria vegetal seca (folhas, serragem, palha ou grama), esse
procedimento é fundamental para tornar o processo de decomposição
mais eficaz e evitar a incidência de moscas, larvas e mau cheiro.
Se optar pela serragem, o melhor tipo para este fim são as serragens
grossas. Atenção para não utilizar serragem de madeiras tratadas,
envernizadas, com tinta, compensados, aglomerados, fórmicas e etc,
devido aos elementos químicos presentes nesses materiais.
Para as minhocas digerirem os resíduos orgânicos em menos tempo,
corte-os ou triture-os antes de colocá-los na caixa. Quando a caixa de
cima encher, coloque-a no meio do sistema e suba a caixa que estava
no meio para receber os próximos resíduos orgânicos, dessa vez sem
a necessidade de colocar terra ou substrato. Esse ciclo continuará a
acontecer por todo o período em que a composteira estiver em uso.
O prazo adequado para que o húmus esteja pronto para o uso é de
30 dias após o preenchimento total da caixa, portanto evite encher
as mesmas em menos de um mês. Se demorar mais melhor, pois as
minhocas terão mais tempo para transformar os resíduos. Se demorar
menos observe se o húmus estará pronto para uso, caso contrário
separe o mesmo em um local arejado e deixe descansar até ficar com
aparência de terra preta.
Havendo alimento suficiente nas caixas as minhocas conseguem
sobreviver até 3 meses sem a inserção de novos alimentos, ou seja,
se precisar se ausentar por esse período basta completá-las com
alimentos frescos.
O que PODE ser colocado:
• frutas, legumes, verduras, grãos e sementes;
• saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café e de cevada
(com filtro);
• restos de legumes cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas
de ovos;
• palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e
dentais e podas de jardim;
• papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão,
embalagem de pizza e papel jornal (em pouca quantidade).
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 149
O que NÃO PODE ser colocado:
• carnes de qualquer espécie, cruas ou
cozidas;
• casca de limão;
• laticínios, óleos, gorduras;
• papel higiênico usado;
• fezes de animais domésticos;
• frutas cítricas em grande quantidade
(laranja, mexerica, abacaxi, etc);
• alimentos cozidos (em maior
quantidade que os alimentos crus);
• temperos fortes em grande quantidade
(pimenta, sal, alho, cebola, etc).
Fonte: www.moradadafloresta.org.br
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O minhocário é composto
de três caixas plásticas,
sendo que as duas de cima
são cheias de terra. No
recipiente superior, ficam
cerca de 200 minhocas
que vão tocar o trabalho.
Em geral, são usadas
minhocas californianas,
“especialistas” em restos
orgânicos.
Após cobrir tudo com
serragem ou palha, para
manter a umidade, fecha-
se a tampa e as minhocas
partem para a ação.
Enquanto acontece o
processo de decomposição
da comida, um líquido
rico em nutrientes e
livre de bactérias escorre
para a caixa da base. Esse
líquido pode ser coletado e
depois ser pulverizado nas
plantas, servindo de adubo
e pesticida.
Sobras de comida, como
cascas de legumes e
pedaços de frutas, são então
despejadas nesta caixa. Mas
nem tudo pode ir para o
“prato” das minhocas. Na lista
dos alimentos vetados estão
as carnes e os queijos – que
podem apodrecer –, além de
comidas salgadas ou muito
ácidas.
Assim que fica cheia, esta
caixa vai para o segundo
andar, onde por cerca de
dois meses, as minhocas
vão trabalhar na digestão.
O recipiente que estava
no segundo andar
vai para o topo, onde
receberá os novos restos
de comida.
À medida que os
alimentos são absorvidos,
a maioria das minhocas
ruma para a caixa do
topo em busca de mais
comida. No recipiente
intermediário, temos
o adubo pronto,
fresquinho para ser
utilizado nos jardins e
vasos.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 150
PLANTAS E LUZ
Objetivo: Demonstrar que as plantas se movem em direção
à luz.
Materiais: duas plantas idênticas, uma caixa com um furo
que acomode as plantas e o beiral de uma janela.
Método: com as crianças, desenhe as plantas, apontando
para suas características especiais, tais como cor, textura,
altura e forma; cubra uma das plantas com a caixa; ponha
as duas plantas no beiral da janela. O buraco deve estar
apontando para a direção contrária da janela. Após uma
semana remova a caixa e observe as mudanças.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo
Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 95
OUVINDO AS MINHOCAS
Materiais: papel e uma minhoca.
Método: com dedos cuidadosos, coloque a minhoca em um
pedaço de papel úmido; coloque o papel na ponta da mesa e
coloque o ouvido próximo ao papel. Anote o que você ouviu.
À medida que a minhoca contrai e expande seus músculos
ela pega o papel. Você poderá escutar o som das cerdas da
minhoca arranhando o papel. Depois da atividade, devolva a
minhoca para seu habitat.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente.
São Paulo. 2007. Pg 72
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 151
RELÓGIO SOLAR
Materiais: lápis, papel, massa de modelar e um dia de sol.
Método: escolha um lugar ensolarado para o relógio; ponha o papel
em uma superfície plana. Posicione o lápis de forma que projete uma
sombra que caiba no papel. Use a massa de modelar para fixar o lápis
no papel; use outro lápis para desenhar uma linha ao longo da sombra
do primeiro lápis.
Confira a cada hora e anote ao lado da linha da sombra. Continue
durante todo o dia. No próximo dia você poderá dizer as horas pelo
relógio do sol.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São
Paulo. 2007. Pg 131
FAZENDO CHUVA
Materiais: uma panela com água fervendo e bandeja com
cubos de gelo.
Método: segure a bandeja de gelo sobre o vapor que sai da
água fervendo; assista ao vapor se condensando, até que
comece a “chover”.
LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente.
São Paulo. 2007. Pg 119
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 152
CONSTRUINDO UMA BACIA HIDROGRÁFICA
A propriedade rural é também uma unidade de gerenciamento dos
recursos naturais, sendo sua área delimitada a partir do estudo
do relevo e da identificação dos divisores de água em seu entorno.
Assim, é importante entender que toda ação realizada dentro da
PROPRIEDADE influi de forma direta na qualidade da água e TODOS OS
RECURSOS do seu conjunto.
Objetivos: O objetivo é orientar a identificação desses elementos
básicos, através da construção de maquete como apoio para o estudo
de Adequação Ambiental.
Materiais: desenho topográfico do local, papel pinho (ou paraná)
gramatura 120, papel carbono, tesoura, estilete, caneta esferográfica
(azul e vermelha preferencialmente), caneta e cola branca.
Recomendação: O papel pinho ou paraná é o mesmo papel usado
para a construção de caixas de presente, podendo ser substituído
na execução da maquete por tampa de caixa de sapatos, caixa de
papelão, ou caixa de sabão em pó.
Considerações Iniciais
O Desenho Topográfico abaixo representa o relevo da região “em
estudo” necessária para a execução da maquete.
Cada curva de nível representa a união de todos os pontos com a
mesma altura. Para determinar o valor (cota ou altura) de cada curva
de nível, adotamos uma base de referência com valor igual a zero. A
partir do nível dessa base todas as curvas têm seus valores definidos,
ou seja, tem sua altura definida. Quanto maior a numeração, maior a
diferença (ou altura) desse nível em relação à base de referência.
Método
Primeiro Passo: Cortar as placas de papel do tamanho externo
do Desenho Topográfico proposto. Cada placa representará uma
diferente curva de nível. No total deveremos cortar 5 placas (no caso
do modelo adotado) sendo uma para a base de referência e as outras
quatro para as curvas de nível representadas no Desenho Topográfico.
Segundo Passo: Com auxílio de papel carbono, transferir o desenho da
carta topográfica para a placa de papel cortada.
Terceiro Passo: Com as placas reproduzindo cada curva de nível do
desenho, passaremos agora para a etapa de corte dos moldes que
permitirão a montagem da maquete.
A área representada pela cor branca no esquema abaixo, em cada
placa, será descartada no momento do corte das placas. Recorta-se
cada uma das placas eliminando-se a área representada na cor branca
(conforme figura na página 103).
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 153
3 4
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1
3
3
4
BASE
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 154
Quarto Passo: Com as placas recortadas faremos uma simulação
da montagem da maquete antes da colagem definitiva. Primeiro
colocamos a placa inteira (base de referência). Em cima dela,
acertando o contorno externo, colocamos a placa que representa o
nível 1, e assim sucessivamente, até colocarmos os pedaços menores
que representam o nível 4. Realizada essa montagem, coloque-a ao
lado do desenho topográfico. Olhando ambas de cima, elas devem ser
iguais. Agora é só colar as peças!
3 4
4
2
1
3
3
4
BASE
Curva de
nível
Linha de
corte
Perfil topográfico
representação do relevo da área escolhida
4
3
2
1
Base
Carta topográfica
Placa cortada em papel pinho
ESQUEMA PARA TRANSFERÊNCIA DAS CURVAS DE NÍVEL
DO DESENHO TOPOGRÁFICO PARA A PLACA DE PAPEL PINHO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 155
Acabamentos
A locação de alguns elementos irá enriquecer o trabalho realizado,
facilitando seu entendimento e uso como material de apoio em sala
de aula:
1. A locação do(s) corpo(s) d’água ou rios e nascentes, para que
possamos facilitar o traçado dos demais elementos;
3. Delimite as áreas na propriedade de forma a assegurar o
manejo sustentável. Lembre-se de considerar a sustentabilidade
financeira com atividades em linha com a Legislação Ambiental
em vigência.
Conclusão
A construção de uma maquete é uma ferramenta eficaz para ilustrar
os conceitos no estudo de Adequação Ambiental em Propriedades
Rurais. Com a maquete montada, a próxima etapa é extrair os
elementos de estudo: Definição do Bioma de inserção da Propriedade
Rural que se pretende trabalhar; Manejo de Reserva Legal (RL); Áreas
de Preservação Permanente (APP); delimitação de área agrícola ou
agropecuária; Sistemas Agroflorestais (SAF).
Estes são tópicos explorados nessa oficina.
Adaptado de: AZEVEDO, F. Oficina temática de Bacias Hidrográficas. São
Paulo. 2000. Pg 20
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 156
APÊNDICES
PARTE 8
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 157
APÊNDICE 1
A CARTA DA TERRA
PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa
época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida
que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro
enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para
seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica
diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e
uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar
forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito
pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e
numa cultura de paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós,
os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os
outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra,
nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da
natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a
Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A
capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da
humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com
todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais,
solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus
recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A
proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando
devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção
de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios
do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o
fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a
ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande
sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem
sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança
global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não
inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns
dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida.
São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições
e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades
básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente
voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia
necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio
ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas
oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos
desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão
interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um
sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a
comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos,
ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no
qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da
responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família
humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 158
humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos
com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida,
e com humildade considerando o lugar que ocupa o ser humano na
natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores
básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial
emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes
princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável
como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos,
organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será
guiada e avaliada.
PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem
valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial
intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e
amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos
naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de
proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica
responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas,
sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos
humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a
oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução
de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente
responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras
gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas
necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem,
em longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da
Terra.
Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário:
II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da
Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos
processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos
os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam
parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera,
incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de
sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança
natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados
geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e
prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais
e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que
protejam a sanidade dos ecossistemas.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 159
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e
combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano
ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção
ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma
postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos
ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não
conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade
proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam
responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências
humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o
aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam
as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-
estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e
consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas
ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais
aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência equitativa de
tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço
de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as
mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde
reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência
material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca
aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada a
sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em
desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria
espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o
bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para
a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao
domínio público.
III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos
solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os
recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma
subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a
todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem,
e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os
níveis promovam o desenvolvimento humano de forma equitativa e
sustentável.
a. Promover a distribuição equitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das
nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apoiem o uso de recursos
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 160
sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras
internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e
responsabilizá-las pelas consequências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a equidade de gênero como pré-requisitos
para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à
educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com
toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida
econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias,
tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de
todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um
ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a
saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção
aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em
raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica
ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos,
terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas
sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a
cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e
proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício
do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à
justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação
clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de
desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham
interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação
significativa detodos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia
pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e
judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos
ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios
ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais
onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida,
os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de
vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades
educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento
sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das
ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de
aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma
subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e
protegê-los de sofrimentos.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 161
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que
causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies
não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação
entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar
a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos
ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de
uma postura não provocativa da defesa e converter os recursos militares em
propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição
em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção
ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo
mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com
a totalidade maior da qual somos parte.
O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar
um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da
Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e
promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de
interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver
e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis
local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança
preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de
realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado
pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca
iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode
significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para
harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com
o bem comum e objetivos de curto prazo com metas de longo prazo.
Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a
desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os
meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais
e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A
parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma
governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo
devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir
com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes
e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um
instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao
desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência
face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a
intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 162
APÊNDICE2
CARTA DO CHEFE DE SEATTLE
Discurso pronunciado após a fala do encarregado de negócios indígenas
do governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir
as terras de sua tribo Duwamish.
“O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a
nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e
benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa
de nossa amizade.
Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o
fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O
grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz
com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na
alteração das estações do ano.
Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é
estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água,
como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para
meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu
de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados
nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas
árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto
- vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem
esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte
da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o
cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas,
os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o
homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que
deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe
manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver
confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto,
vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser
fácil, porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas
sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te
lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada
e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos
e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d’água é a voz do pai
de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios
transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos
nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são
irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que
darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver.
Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que
chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra
não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai
embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se
importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam
esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele
trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser
compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua
voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa
tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 163
ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.
Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há
lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera
ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu, um
selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os
ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária
do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo?
Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave
sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do
próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia ou recendendo o
pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas
respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um
moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te
vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós,
que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento
que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe
o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la
reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem
branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores
campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se
decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os
animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto
milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem
branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um
selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa
ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios) matamos apenas
para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o
homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto
acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado
entre si.
Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas
de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus
filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a
teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe.
Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem
no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que
pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas,
como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo
quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem
teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele
fizer à trama, a si próprio fará.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos
guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota
passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos
adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde
passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas
horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que
viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos
bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia
foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo
para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos,
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 164
apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco
venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez
julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir
nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual
sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra
é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu
criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as
outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite,
sufocado em teus próprios desejos.
Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força
de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes
deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino
é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando
todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as
brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das
velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado
da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar
adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para
sobreviver.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem
branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos
nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às
suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã.
Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós
ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho.
Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá,
talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois
que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar
da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu
povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos
como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.
Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Proteje-a
como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando
dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu
coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a
todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra
é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso
destino comum”.
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 165
MATERIAL DE APOIO
PARTE 9
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE
jogo dos 7 erros
ERRADICAR
POBREZA
FOME
SAÚDE
QUALIDADE
EDUCAÇÃO
IGUALDADE DE GÊNERO
ÁGUA POTÁVEL
SANEAMENTO
ENERGIAS RENOVÁVEIS
ACESSÍVEIS
TRABALHO DIGNO
CRESCIMENTO ECONÔMICO
INDÚSTRIA
INOVAÇÃO
INFRAESTRUTURAS
REDUZIR
DESIGUALDADES
CIDADES
COMUNIDADES
SUSTENTÁVEIS
PRODUÇÃO
CONSUMO
AÇÃO CLIMÁTICA
PROTEGER
VIDA
MARINHA
TERRESTRE
PAZ
JUSTIÇA
INSTITUIÇÕES
EFICAZES
PARCERIAS
IMPLEMENTAÇÃO
OBJETIVOS
Caça palavras
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166
MATERIAL DE APOIO
9.1 - JOGOS ODS
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 167
1 Palavra referente ao ODS 6
2 Palavra referente ao ODS 11
3 Palavra referente ao ODS 7
4 Palavra referente ao ODS 4
5 Palavra referente ao ODS 9
6 Palavras referentes ao ODS 6
7 Palavra referente ao ODS 16
8 Palavra referente ao ODS 9
9 Palavra referente ao ODS 16
10 Palavra referente ao ODS 14
11 Palavra referente ao ODS 2
12 Palavra referente ao ODS 12
13 Palavra referente a letra O dos
ODS
14 Palavra referente ao ODS 13
15 Palavra referente ao ODS 14
16 Palavra referente ao ODS 16
17 Palavra referente ao ODS 6
PALAVRAS CRUZADAS
M
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CONSTRUINDO UM
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3
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6
7
8
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10
11
12
13
14
15
16
17
5
1
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE
ERRADICAR
POBREZA
FOME
SAÚDE
QUALIDADE
EDUCAÇÃO
IGUALDADE DE GÊNERO
ÁGUA POTÁVEL
SANEAMENTO
ENERGIAS RENOVÁVEIS
ACESSÍVEIS
TRABALHO DIGNO
CRESCIMENTO ECONÔMICO
INDÚSTRIA
INOVAÇÃO
INFRAESTRUTURAS
REDUZIR
DESIGUALDADES
CIDADES
COMUNIDADES
SUSTENTÁVEIS
PRODUÇÃO
CONSUMO
AÇÃO CLIMÁTICA
PROTEGER
VIDA
MARINHA
TERRESTRE
PAZ
JUSTIÇA
INSTITUIÇÕES
EFICAZES
PARCERIAS
IMPLEMENTAÇÃO
OBJETIVOS
Caça palavras
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168
MATERIAL DE APOIO
9.1 - JOGOS ODS (GABARITOS)
jogo dos 7 erros PALAVRAS CRUZADAS
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CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 169
MATERIAL DE APOIO
9.2 - PROPOSTAS DE PLANO DE AULA:
CONSTRUINDO UM MUNDO SUSTENTÁVEL - OS ODS
NAS ESCOLAS
Estes planos de aulas foram desenvolvidos por educadores nos
anos de 2017 e 2018, fruto da parceria entre: FEE, BASF, Secretaria de
Educação do Município de Santo Antônio de Posse/SP, Agrária, Secretaria
de Educação do Município de Guarapuava/PR, Mocellin, Secretaria de
Educação do Município de Campo Novo do Parecis/MT.
Tema: À sombra de uma árvore
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Roda de conversa, passeios livres, apresentação de
imagens
Faixa etária/Ano: 4 a 6 anos
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
1 mês ou mais
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Reconhecer a importância das árvores no meio urbano
e florestas;
• Identificar os tipos de árvore que fazem parte do
cotidiano das crianças;
• Incentivar os cuidados e o respeito para com o meio
ambiente;
• Promover a participação da comunidade escolar;
• Mobilizar ações práticas em relação ao cultivo das
árvores.
Descrição da atividade:
• Conversa informar com as crianças;
• Passeio ao ar livre, pelo bairro e pela cidade, fazendo
observações sobre a importância das árvores no meio
urbano;
• Exposições de imagens coletadas pelas crianças em
revistas e livros;
• Exposições de vídeos relacionados ao meio ambiente;
• Plantio e cuidados diários de mudas na escola e no
bairro.
ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE
Conteúdos: Os cuidados com o meio ambiente
Materiais Necessários: Revistas, livros e multimídia
Produtos Finais: Árvores plantadas pelas crianças
Autores Escola
Tatiana C. Santos EMEI Karine Alves Maforte
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis/MT
Neila C. Gullich
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 170
Tema:
Alimentação Saudável valorizando
a agricultura local
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Expedição Investigativa
Faixa etária/Ano: Pré-Escola
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
15 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Identificar a diversidade de alimentos produzidos pela
região;
• Reconhecer as variedades, cores, formas, texturas,
aromas e sabores desses alimentos.
Descrição da atividade:
• Introduzir o assunto valorizando conhecimentos prévios;
• Passeio pela região (hortas, pomares e feiras livres) que
integram a agricultura familiar;
• Elaborar questionário para pesquisa de campo;
• Visitação ao supermercado para contrapor os produtos
bom como a apreciação;
• Estabelecer aspectos importantes sobre a produção,
transporte e conservação das propriedades naturais
(livres de agrotóxicos/defensivos e conservantes)
• A partir da pesquisa fazer triagem em uma roda de
conversa e assim concluir os aspectos importantes de
uma alimentação saudável com produtos produzidos
na região.
ODS relacionado:
ODS12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL
ODS02 – ERRADICAR A FOME
Conteúdos:
Alimentação saudável
Agricultura familiar
Materiais Necessários:
Cartolina, pincel, revistas para recortes, cola, tesoura,
ônibus para transporte das crianças.
Produtos Finais: Não definido
Autores Escola
Mara Edilene Mateus EMEI – Hestha Beata
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis/MT
Marilei Ap. Bahnort
Eliana V. de Souza
Tema: Erradicação da fome
Tipo de Sequência: Projeto Interdiciplinar
Faixa etária/Ano: 4º ano e 5º ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
o ano todo
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Incentivar as famílias a construção de hortas
domésticas.
• Desenvolver a consciência de uma alimentação
saudável, através da construção de uma horta escolar
• Buscar parceiros com as comunidades e universidades
de modo a auxiliar no desenvolvimento de uma horta
produtiva.
• Conscientizar toda comunidade escolar sobre o
desperdício.
• Orientar os alunos sobre a importância do uso de
alimentos saudáveis.
ODS relacionado: ODS2 - ERRADICAR A FOME
Conteúdos:
• Construção de hortas domésticas e escolares
• Parcerias com palestras informativas sobre o tema
• Desperdício de alimentos
• Reaproveitamento de alimentos
• Degustação de alimentos variados
Materiais Necessários:
• Roda de conversa
• Palestras
• Vídeos
• Textos informativos
• Panfletos
Produtos Finais:
Construção de hortas permanentes
Feiras de alimentos produzidos nas hortas.
Autores Escola
Carmem Machado E. M. Alcindo de França Pacheco
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Maria Aparecida Nunes
Sandra Carollo E. M. Antonio Lustosa de Oliveira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Adailza Caldas
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 171
Tema: Água Potável e Saneamento
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula expositiva, estudo de meio, visita ao departamento
de água
Faixa etária/Ano: 2º ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
15 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Importância da água para a sobrevivência dos seres
vivos;
• Despertar e conscientizar sobre o uso racional da água;
• Identificar o percurso da água potável até a sua casa;
• Reconhecer de que maneira consumimos a água.
Descrição da atividade:
• Aula expositiva e informativa;
• Música sobre a importância sobre a água;
• Leitura de livros de literatura infantil e informativos;
• Produção de texto;
• Ilustração dos textos trabalhados;
• Passeio ao departamento onde a água é tratada e
distribuída;
• Produção de frases, palavras cruzadas e atividades
diversas.
ODS relacionado:
ODS06 – ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
ODS03 – SAÚDE DE QUALIDADE
ODS15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE
Conteúdos:
• Importância da água;
• Uso consciente da água;
• Procedência da água;
• Ciclo da água
Materiais Necessários: Livros, cadernos, lápis, borracha, cartolina, lápis de cor
Produtos Finais:
Apresentação de músicas, textos e poemas sobre o
assunto
Autores Escola
Mariane, Edilce, Nedite e Sandra
EM Prof. Antônio Pereira
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Tema: Produção e consumo Sustentável
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula expositiva, estudo do meio, pesquisa,
apresentação e exposição dos trabalhos
Faixa etária/Ano:
9 e 10 anos / 4º
ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Identificar materiais que seriam descartados em casa;
• Identificar a vida útil, ou seja, o tempo de decomposição
na natureza;
• Reutilizar esses materiais de forma produtiva;
• Pesquisar a origem das matérias primas utilizadas e
materiais reutilizáveis;
Descrição da atividade:
• Coletar rolinhos de papel higiênico, caixas de ovos,
caixas de sapato, latas e garrafas pet;
• Confeccionar brinquedos e jogos com os materiais
coletados;
• Produção de texto sobre a decomposição destes
materiais na natureza;
• Confecção de cartazes informativos;
• Exposição dos brinquedos confeccionados
ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE
Conteúdos:
• Reutilização de materiais;
• Reciclagem;
• Ciclo de Vida (de produtos);
Materiais Necessários:
Cartolina, tesoura, cola, tinta, latas, rolos de papel
higiênico, caixas de ovos, papelão, palitos, etc.
Produtos Finais: Brinquedos, jogos e redação.
Autores Escola
Mariane, Edilce, Nedite e Sandra
EM Prof. Antônio Pereira
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 172
Tema: Intercâmbio Cultural
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula expositiva
Feira de ciências
Faixa etária/Ano: 1º ao 5º ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
Semana de abril
3h (das 7h às
9h)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Conhecimento cultural;
• Interação;
• Artes (pintura e artesanato);
• Valorização;
• Demonstração de dança;
• Demonstração da bola;
• Demonstração da pintura corporal.
Descrição da atividade:
• Apresentação do grupo;
• Palestras;
• Prática na interação da dança;
• Prática da leitura da bola;
• Prática da pintura corporal.
(integração com escolas não indígenas para apresentar a
cultura da comunidade)
ODS relacionado: ODS10 - REDUZIR AS DESIGUALDADES
Conteúdos:
• Dança;
• Bola;
• Pintura.
Materiais Necessários:
• Os indígenas;
• Seiva da mangava;
• Líquido do jenipapo.
Produtos Finais: Cartazes com fotos e imagens sobre o evento.
Autores Escola
Claudiane Quezozaé
Escola Indígena Morrinhos
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Valdirene Avelino Zokenaezokero
Escola Municipal Indígena Wazarê
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Tema:
Conhecendo o seu passado – Educação
de qualidade
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Conto de história
Faixa etária/Ano:
Educação
Infantil
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
1h30
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Interação do aluno;
• Chamar a atenção do aluno;
• Prender a atenção
Descrição da atividade:
• Contar a história com os alunos que irão apresentar a
história;
• Ensaiar com a turma.
ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
Conteúdos: História de como e quem criou os nossos (índios Parecis)
Materiais Necessários:
Nossos anciões ou alguém mais velho da nossa
comunidade e que conheça nossas histórias.
Produtos Finais:
Conhecimento das histórias e passado de nossos
ancestrais.
Autores Escola
Claudiane Quezozaé
Escola Indígena Morrinhos
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Valdirene Avelino Zokenaezokero
Escola Municipal Indígena Wazarê
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 173
Tema: Uso consciente da água
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Visita a uma nascente e reservatório de água, aula
expositiva (consumo de água e gastos)
Faixa etária/Ano: 4º e 5º ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
+/- 15 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Identificar uma nascente e os reais cuidados que a
mesma necessita;
• Despertar o interesse do aluno para que faça o uso
consciente da água;
• Estabelecer metas de cuidados dos recursos naturais
do nosso município;
• Reconhecer que a água é indispensável ao ser humano.
Descrição da atividade:
• Conversa informal;
• Passeio nas nascentes (e áreas de preservação
permanente – APP)
• Criação de gráficos e tabelas;
• Relatórios;
• Pesquisa;
• Exposição dos trabalhos;
• Criação de panfletos sobre o uso consciente da água.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos: Consumo da água e cuidados com o saneamento básico
Materiais Necessários:
Cartolinas, cadernos, Datashow, mapas, bússola, guia (da
estação de água) e conta de água.
Produtos Finais:
Panfletos informativos;
Atividade de fixação de conhecimento;
Apresentação de gráficos para a comunidade.
Autores Escola
Lucimar Helena L. Silva
Escola Nossa Aparecida
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Jurema Aparecida Schivan
Valmira Schivan
Lucélia Lapinski
Tema: Saúde para todos
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Estudo de caso (através de levantamentos)
Faixa etária/Ano: 9º ano / 14 anos
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
2 aulas (60
minutos)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Levantar, junto à comunidade rural, o acesso aos
cuidados básicos com saúde familiar;
• Orientar sobre a importância da prevenção e dos
cuidados essenciais com a saúde, desde a infância até a
vida adulta;
• Promover palestras com profissionais da saúde.
Descrição da atividade:
• Elaborar questionários para ter conhecimento da
realidade e dos cuidados que cada um tem com a
saúde preventiva;
• Rodas de conversa para troca de experiências e
conhecimentos;
• Apresentações de vídeos e palestras;
• Elaboração de cartazes informativos.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos: Saúde familiar preventiva
Materiais Necessários:
Cartolinas
Datashow
Produtos Finais:
• Cartazes de conscientização sobre a importância da
prevenção para ter qualidade;
• Palestras com profissionais;
• Aulas práticas e demonstrativas.
Autores Escola
Danielly Jacoboski E.E. União da Chapada
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Michelle Lima da Mata
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 174
Tema: Inovação e Infraestrutura
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
• Aula expositiva, onde haverá a divisão de eixos temáticos;
• Pesquisa, questionários, entrevistas, levantamento de
dados que resultarão em construção de gráficos;
• Seminário Municipal.
Faixa etária/Ano: 5º ao 9º ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
Um bimestre ou
mais
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Compartilhamento de ideias;
• Empoderamento / Empreendedorismo
• Resiliência, refazer, fazer o melhor;
• Produzir (elaborar Leis Ambientais);
• Exposição de ideias.
Descrição da atividade:
• Aula expositiva;
• Divisão de eixos temáticos;
• Pesquisas;
• Questionários;
• Entrevistas;
• Gráficos;
• Debate;
• Rodas de conversa;
• Vídeos Informativos;
• Fotos;
• Cartazes;
• Visitas em indústrias (áreas de produção);
• Seminário.
ODS relacionado:
ODS03 – SAÚDE DE QUALIDADE
ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS
ODS12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS
ODS13 – AÇÃO CLIMÁTICA
ODS15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE
ODS17 - PARCERIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS
OBJETIVOS
Conteúdos:
• Indústria
• Meio ambiente;
• Economia do município;
• Espaço Geográfico;
• Saneamento básico;
• Uso de agrotóxicos (pontos + e -)
• Agricultura sustentável;
• Coleta de lixo;
• Aterro sanitário.
Tema:
Reaproveitamento de lixo orgânico e inorgânico
(Horta escolar)
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula externa, estudo de meio
Faixa etária/Ano: 08 a 10 anos
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
Ano letivo
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Reconhecer os diferentes tipos de lixo;
• Conscientizar o descarte apropriado para cada tipo de lixo;
• Incentivar a coleta seletiva;
• Proteger o meio ambiente através da reciclagem;
• Promover a mobilização da comunidade escolar.
Descrição da atividade:
• Conhecer o espaço que será desenvolvido o projeto
(escola);
• Roda de conversa para explicar o projeto;
• Pesquisar assuntos teóricos para o entendimento dos tipos
de lixos que irão ser reaproveitados;
• Armazenar materiais recicláveis para reaproveitamento;
• Construção prática do projeto;
• Classificação do material (garrafa pet);
• Construção dos canteiros;
• Adubação;
• Semeadura;
• Cultivo;
• Minhocário
ODS relacionado: ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS
Conteúdos:
• Reciclagem;
• Água, solo;
• Desperdício de alimentos (escolar);
• Fomento de recurso financeiro (venda dos produtos da
horta para manter o projeto ativo).
Materiais Necessários: Garrafas PET; Resíduos de sobras de alimentos (merenda
escolar); Água, solo e adubo; Recursos humanos.
Produtos Finais:
Alimentos saudáveis (tempero verde, verduras e legumes)
para compor a merenda escolar.
Autores Escola
Elizelma dos Santos Silva
Escola Municipal Amélia Lena Fredizzi
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Joana Uriel
Silvana Torret
Rosemere Schivan
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 175
Materiais Necessários:
• Datashow;
• Celular;
• Internet;
• Cartazes;
• Fotos.
Produtos Finais:
Seminário com toda a comunidade escolar e participação
do executivo, legislativo e judiciário com o objetivo de
elaborar leis que venham de encontro às indústrias e uso
de agrotóxicos.
Autores Escola
Vera Lúcia Freitas
E. M. 04 de Julho
E. M. Jardim das Palmeiras
Secretaria Municipal de Educação
Município Campo Novo do Parecis / MT
Valdean Gomes
Elisangela Momesso
Salete Rocha
Lucimari V.
Tema: Alimentação saudável
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Estudo de meio
Faixa etária/Ano: 12 anos (7º ano)
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
2 aulas (50 min.)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Identificar a procedência e a qualidade dos alimentos;
• Reconhecer a importância do preparo dos alimentos;
• Identificar os benefícios e malefícios da alimentação;
• Estabelecer metas para combater as causas de doenças
como obesidade e sedentarismo.
Descrição da atividade:
• Pesquisa de levantamento a partir do conhecimento que
os alunos têm a respeito do assunto;
• Elaborar um questionário para pesquisa de campo;
• A partir da pesquisa fazer uma triagem para a roda de
conversa e assim concluir as partes importantes de
alimentação saudável.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos: Cardápio alimentar
Materiais Necessários:
Cartolina, lápis de cor, canetas coloridas, revistas para
recorte, cola e tesoura.
Produtos Finais:
Cartaz de conscientização sobre a alimentação saudável
e seus malefícios
Autores Escola
Valdemir Donizete Bastos
EMEF “Profº Augusto Coelho”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
Viviane Cristina Barbosa
EMEF “Profª Conceição G. Menuzzo”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 176
Tema: Proteger a vida marinha
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Experimental com debate
Faixa etária/Ano:
7º ano (11 e 12
anos)
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
1 aula (50 min.)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Descarte consciente;
• Proteção da vida aquática.
Descrição da atividade:
• Um elástico circular entre os dedos polegar e dedo
mínimo (“costas da mão”);
• Sem usar a outra mão, tentar retirá-lo;
• Cada aluno deverá apresentar oralmente no grupo a
experiência vivenciada;
• Promover em debate quanto o descarte de material nas
proximidades dos rios e praiais.
ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA
Conteúdos: Poluição
Materiais Necessários: Elástico circular para cada aluno
Produtos Finais: Relatório único sobre o tema
Autores Escola
Lauro Evandro Malandriu EMEF “Profº Augusto Coelho”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
Denise O Morella Coelho
Tema: Consumo racional da água
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula expositiva
Faixa etária/Ano:
7º ano (11-12
anos)
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
1 aula (50 min.)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
Conscientizar sobre o consumo racional da água
Descrição da atividade:
• Dar um quadradinho de cartolina para cada aluno;
• Pedir que cada aluno desenhe, pinte e recorte uma
gotinha de água;
• Chamar um aluno de cada vez para colar sua gotinha
na cartolina;
• Recortar a cartolina e transformá-la em balde.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos: Consumo racional da água
Materiais Necessários: Cartolinas brancas, tesoura, lápis de cor azul e cola.
Produtos Finais:
Cartaz alertando que uma gotinha de cada aluno forma
um balde.
Autores Escola
Lauro Evandro Malandriu EMEF “Profº Augusto Coelho”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
Denise O Morella Coelho
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 177
Tema: Educação de Qualidade
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Projeto
Faixa etária/Ano: 4°ano/5°ano
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
durante o ano
letivo
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Assegurar a educação inclusiva equitativa e de qualidade;
• Promover oportunidades de aprendizagem ao longo da
vida para todos.
• Proporcionar material diversificado e de qualidade para
garantir bom desenvolvimento na primeira infância de
modo que estejam prontos para o ensino primário.
ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
Conteúdos:
Paz/Violência;
Diversidade cultural;
Etnias;
Direitos humanos;
Igualdade de gênero;
• Abordagem com panfletos através de blitz educativa;
• Exposição de fotos de seus antepassados e de objetos
antigos
• Direitos e deveres respeitando a igualdade de gêneros.
Materiais Necessários:
• Vídeo aulas;
• Palestras;
• Visita à museus;
• Objetos antigos;
• Fotos
Produtos Finais:
• Exposição;
• Visitas
• Confecção de panfletos
Autores Escola
Angela Bonfim Abílio F. de Oliveira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Elizandra Serbai
Eliane Serbai Ozuvenka Professora Carlita G Pupo
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Rosangela Pitta Dalle Laste de O
Tema: Uso consciente da água
Tipo de Sequência: (Ex.
aula expositiva, feira de
ciência, aula externa,
estudo do meio, etc.)
Aula expositiva
Faixa etária/Ano:
7º ano (11-12
anos)
Tempo/Duração
(pode ser uma ou
mais aulas):
50 min. (1 aula)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Despertar o interesse do aluno fazendo com que ele faça o
uso consciente da água;
• Conhecer o caminho da água do ambiente até sua casa;
• Analisar criticamente o uso da água e verificar se é
adequado ou não.
Descrição da atividade:
• Realizar uma pequena pesquisa sobre as fontes de água
que abastece a cidade;
• Pesquisa as formas de tratamento de cada uma dessas
fontes;
• Conhecer a quantidade de água ideal para cada tipo de uso,
exemplos: escovar os dentes, banho, lavar louças e etc;
• Identificar na sua residência onde pode estar ocorrendo
gastos excessivos.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos:
• Principais fontes de água da cidade:
a. Rios;
b. Poço artesianos;
c. Minas e nascentes
• Tratamento de água;
• Conscientização e uso racional de água evitando o
desperdício.
Materiais Necessários:
• Gibi – Construindo um mundo sustentável;
• Lousa/giz.
Produtos Finais:
• Atividades para fixação de conhecimento;
• Devolutiva para o professor dos possíveis gastos
inadequados de água na sua residência.
Autores Escola
Priscilla F. Zonzini da Silva EMEF “Profª Isaura C. Coelho”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
Leonardo H. T. Marquezi
Mary Helen Romanini
EMEF “Profª Conceição G. Menuzzo”
Secretaria Municipal de Educação
Município de Santo Antônio de Posse/SP
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 178
Tema: Vida debaixo da água
Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico interdisciplinar
Faixa etária/Ano: 5°ano - 7°ano Tempo/Duração: 1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Interdisciplinaridade com Língua Portuguesa;
• Conhecer algumas espécies marinhas;
• Adquirir conhecimento da importância da preservação do
meio ambiente.
ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA
Conteúdos:
• Repertoriar o aluno através de:
1. Textos informativos
2. Vídeos
3. Revistas
• Na oralidade tirar do aluno que conhece o litoral, fazendo
anotações no quadro de giz, fazendo intervenção e
aprimorando o relato.
Materiais Necessários:
• Vídeos
• Revistas
• Textos informativos
• Máquinas fotográficas
• Cartolina, lápis
Produtos Finais: • Painel coletivo (confecção)
• Possível passeio (excursão) para conhecer o mar.
Autores Escola
Izabel Lopes E. M. Sofia Horst
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Glaúcia Ribas Kramer
Sandra Veneti
E. M. Hildegard Burjan
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Saúde de Qualidade
Tipo de Sequência:
Conjunto de atividades: Vídeos, palestras, parceiras com
a comunidade (profissionais da saúde)
Faixa etária/Ano: 5° ano - 9° ano Tempo/Duração: Ano todo
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para
todos, em todas as idades.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos:
• Sistemas: respiratório, reprodutor, circulatório
• Água
• Gráficos e tabelas
• Rótulos
• Gêneros textuais
• Regiões
• Alimentação
• Alimentação (produtor rural)
• Mortalidade (comprar com outros estados/países)
Materiais Necessários: Vídeos aula, rótulos, música, teatro, exposição, passeio;
Produtos Finais: Exposição dos trabalhos
Autores Escola
Ciúma Alves dos Santos Ribeiro Escola Municipal do Campo Enoch Tavares
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Dirce Maceno Dreviski
Gerusa Ribas
E. M. Profª Julieta Anciutti
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Silvana Baldin
E. M. Professora Elcídia
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 179
Tema: Energia Renováveis
Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar
Faixa etária/Ano: 4°ano Tempo/Duração: 1 mês
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Informar os discentes sobre o tema a ser trabalhado
• Conhecer a vantagens e desvantagens das várias formas
de produção de energia.
• Buscar a conscientização do uso consciente de energia
elétrica.
ODS relacionado: ODS07 - ENERGIAS RENOVÁVEIS E ACESSÍVEIS
Conteúdos:
• Pesquisas
• Meio Ambiente
• Saneamento Básico
• Regiões
• Hidrografia
• Porcentagem
• Análise de Gráficos
• Análise e interpretação de textos
• Pesquisa em diferentes fontes sobre o tema
• Estudo dos biomas
• Conhecer as diferentes realidades do munícipio
• Identificar fontes de energias renováveis
Materiais Necessários: Vídeos, laboratório informática, mapas, Material impresso,
Livros e revistas e Textos informativos
Produtos Finais:
• Roda de conversa com os pais
• Chamar os pais para entrevista e verificação dos resultados
adquiridos ao longo do trabalho.
Autores Escola
Silvana F. M.
E. M. Dr. Roberto C. Silva
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Aurora Lopes
E. M. Profª Carmen T. Cordeiro
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Patrícia Mayer
E. M. São Pedro
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: A criança empreendedora
Tipo de Sequência: Aulas expositivas (relatos, histórias, pesquisa)
Faixa etária/Ano: 9-10 anos / 5°ano Tempo/Duração: 1 mês (50 min.)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Desenvolver na criança o senso empreendedor
• Promover políticas efetivas para a construção de gerações
com iniciativa.
• Incentivar a formalização e o crescimento de
microempresas
• Empreendedorismo sustentável
ODS relacionado: ODS08 - TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO
Conteúdos: Textos informativos, Sistema monetário, órgãos dos sentidos,
arte, literatura, localização e espaço.
Materiais Necessários:
Sala de aula, quadro de giz, músicas, histórias, vídeos,
multimídias, tecidos, aromas, fitas, sagu comestível, tule
(tecido).
Produtos Finais: Confecção e comercialização de sachês aromáticos.
Autores Escola
Elza M. de Oliveira E. M. Prof. Ruy V. Marques
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Romilda P. Lemi
Marinês de Fátima Ribeiro E. M. Prof. Conrado G. de Oliveira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Cristiani Muller
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 180
Tema: Cidadania
Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar
Faixa etária/Ano: 4°ano Tempo/Duração:
1 semana
(aproximada-
mente)
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Despertar consciência crítica dos direitos e deveres do
cidadão.
• Conscientizar da importância da educação para o seu
futuro.
• Incentivar a família sobre a importância da participação na
educação dos filhos (parceria família/escola).
• Promover a Educação Inclusiva de forma natural dentro do
espaço escolar.
ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
Conteúdos:
• Direitos e deveres do cidadão
• Conceito de cidadania
• Trabalhar a diversidade
Materiais Necessários:
• Vídeos
• Livros de leitura infantil
• Livros didáticos
• Jogos
• Músicas
• Palestras
• Teatro - dramatização
Produtos Finais:
• Mural
• Painéis
• Roda de conversa
Autores Escola
Hulyana Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Erondina Kamenski
Eleni Costa E. M. do Campo Profº Maack
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Janita Todeschini
Tema: Vida sobre a Terra
Tipo de Sequência: Roda de conversa
Faixa etária/Ano: 5° ano Tempo/Duração: 1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
Conscientizar os alunos e a comunidade escolar da
importância da biodiversidade das florestas no impacto
global.
ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE
Conteúdos:
• Biodiversidade
• Sustentabilidade
• A partir de uma reportagem (Globo Rural) meios de
comunicação onde enfocou a destruição de florestas
importantes para população. Os alunos estão convidados
a refletir sobre o impacto ambiental que interfere no nosso
cotidiano.
Materiais Necessários:
• Projetor de multimídia
• Folhetos
• Livros
• A reportagem
Produtos Finais: • Exposição de cartazes explicativos
• Produção individual e coletiva
Autores Escola
Ana Maria Peterlini E. M. Lídia S. Curi
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Gilmar Luis Santin
Edna Taskievicz E. M. Maria de Jesus Taques
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marisa Bilet
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 181
Tema: Igualdade de gênero/ Mulher no trabalho
Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar
Faixa etária/Ano: 4° ano e 5° ano Tempo/Duração: 30 dias
Objetivos:
Proporcionar a reflexão de igualdade de gênero e
empoderar todas as mulheres e meninas ao mercado de
trabalho.
ODS relacionado: ODS05 - IGUALDADE DE GÊNERO
Conteúdos:
• Língua Portuguesa (textos informativos e interpretações,
produção de texto)
• Matemática
• Pesquisa e gráficos
• Profissões
• Palestra para a família
• Dinâmica de autoestima
Materiais Necessários:
• Vídeos
• Data show
• Computador
• Folhetos
Produtos Finais:
• Levar a participação plena e efetiva das mulheres/meninas
a igualdade de oportunidades para a liderança.
• Feira de profissões
Autores Escola
Francieli de Souza
E. M. Profª Julieta Anciutti
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Giseli Maria de Cristo dos Santos
E. M. Profª Elcídia de Santa Maria Pereira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Maria Luisa P. Hiller E. M. Iná Ribas Carli
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Scheyla Tatiana Franbe
Tema: Combate às mudanças climáticas
Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico Interdisciplinar
Faixa etária/Ano: 5° ano Tempo/Duração: 1 ano
Objetivos:
Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a
capacidade humana e institucional sobre mitigação e
adaptação, educação de impacto e alerta precoce da
mudança climática.
ODS relacionado: ODS13 - AÇÃO CLIMÁTICA
Conteúdos:
• Meio Ambiente
• Sustentabilidade
• Água
• Preservação Ambiental
• Catastrofes naturais
• Impactos ambientais
• Saneamento básico
Materiais Necessários:
• Vídeos
• Reportagens
• Revistas, jornais
• Computadores
• Cartazes, canetas
• Recortes
• Data show
Produtos Finais:
• Conscientização e disseminação da preservação ambiental
e sustentabilidade
• Debate em sala de aula com base nas informações
encontradas e pesquisas feitas pelos alunos
• Ações em casa e sociedade com relação a separação do
lixo, desperdício de água.
Autores Escola
Joblaina Carraro E. M. Gabriel Hugo Rios
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marli Dominíco
Nilza Pereira das Neves E. M. Raul H. Lupatelli
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Sandra Kondas
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 182
Tema: Vida debaixo da água
Tipo de Sequência: Pesquisa de campo / Trabalho em grupo
Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Conhecer a realidade dos rios da cidade
• Conscientizar a respeito dos efeitos da poluição das águas
nos dias de hoje e para as gerações futuras;
• Desenvolver ideias para manter as águas limpas e
sustentáveis;
• Compreender o conceito de sustentabilidade
• Conhecer o processo de tratamento da água e de sua
captação
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos:
• Ciências:
1. Ecossistema e meio ambiente
2. Poluição ambiental
• Português:
1. Leitura, interpretação de texto e produção escrita
2. Gênero textual
3. Oralidade
Materiais Necessários:
• Recursos audiovisuais
• Livros
• Textos informativos
Produtos Finais:
• Leitura compartilhada
• Pesquisa de campo (rios/estação de tratamento de água)
• Debates
• Produção escrita
Autores Escola
Maria Lucia Ruth de Moura E. M. Capitão Wagner
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Élen Miriani Matoso
Thaisa Machoski
E. M. Domingos Savio
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Água limpa e saneamento
Tipo de Sequência: Aula expositiva e informativa
Faixa etária/Ano: 4° ano e 5° ano Tempo/Duração: Uma semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Pesquisar sobre a situação do saneamento básico no
bairro e a acessibilidade da comunidade a água potável
• Conscientizar o consumo consciente de água
• Visitar a Sanepar e conhecer o processo de captação de
água.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos:
• Saneamento básico
• Utilização da água de forma consciente
• Tratamento da informação
Materiais Necessários:
• Vídeos educativos
• Palestras (visita)
• Análise de consumo da água e construção de gráficos
• Textos informativos
• Cartolina, pincel, gravuras para confecção de cartazes
• Recortes
• Data show
Produtos Finais:
• Teatro sobre o uso consciente da água;
• Confecção de folders informativos;
• Exposição de cartazes.
Autores Escola
Lucimara Ap. Da Silva E. M. Profº Pedro Itararé
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Márcia Alves dos Santos
Noemi dos Reis Muffato
E. M. Vila Palmeira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 183
Tema: Saúde de qualidade/ Vida saudável
Tipo de Sequência: Palestra/ trabalho em grupo para discussões
Faixa etária/Ano: 4º ano/5º ano Tempo/Duração:
4 horas/
contínuo
Objetivos:
• Prevenir e reduzir o uso do tabaco, conscientizando as
pessoas a causa nociva à saúde
• Conscientizar que as drogas entorpecentes e álcool são
prejudiciais à saúde física, mental e social dos indivíduos.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos: • Controle do tabaco
• Drogas entorpecentes, álcool
Materiais Necessários:
Cartazes, vídeos, folders, filmes, panfletos, depoimentos,
PROERD, slides, revistas, jornais, pesquisa entre outros.
Pessoas da área da saúde.
Produtos Finais: Exposição de cartazes
Autores Escola
Elizethe Aparecida da Silva
E. M. Profª Dirce J. Jaeger
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Angela Cristiany de Souza
E. M. do Campo Princesa Isabel
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Gracielen Silva
E. M. Francisco P. Lacerda Werneck
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Erradicação da pobreza
Tipo de Sequência: Aula expositiva
Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 15 a 20 dias
Objetivos:
• Incentivar os alunos a buscarem formação para melhoras
suas condições financeiras.
• Conscientizar os alunos (pré-adolescentes) sobre o
controle de natalidade
• Explicar os vários métodos para evitar a gravidez na
adolescência.
ODS relacionado: ODS01 - ERRADICAR A POBREZA
Conteúdos:
• Aparelho reprodutor
• Estratificação social
• Qualidade de vida
• Tabelas e gráficos
• Porcentagem
• Textos informativos
Materiais Necessários:
Livros, revistas, vídeos, pesquisas, palestras; pesquisa de
campo e material para confecção da cartilha; aparelho
reprodutor
Produtos Finais:
• Cartilha com informações
• Espera-se que ao trabalhar com os alunos possam
compreender e ajudar a construir a cartilha com as
informações.
Autores Escola
Joceli Rocio T. da Rosa
E. M. Dalila H. Teixeira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Franciele M. P. Leal Silva
E. M. General Eurico Dutra
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Rosane F. Passaglia
E. M. Profº Francisco Contini
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 184
Tema: Cidades e comunidades sustentáveis
Tipo de Sequência: Aula Expositiva
Faixa etária/Ano: 4º e 5º anos Tempo/Duração: 15 a 20 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Conscientizar a comunidade escolar a preservar o meio
ambiente.
• Promover ações dentro do espaço escolar que possibilitem
a preservação e a economia.
• Expor à comunidade as mudanças ocorridas
• Conversas e discussões (debates)
• Vídeos e fotos (comparações)
• Visita às cooperativas de coleta seletiva
• Construção de brinquedos com lixo reciclável
• Cartazes
• Monitores
• Palestra e teatro
• Amostra de brinquedo
• Resultado do trabalho.
ODS relacionado: ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS
Conteúdos:
• Meio ambiente
• Tratamento da informação
• Lixo
• Doenças
• Lixo
• Doenças
Materiais Necessários: TV, projetor, lixo reciclável, cartolina, canetão, máquina
fotográfica.
Produtos Finais:
• Amostras
• Gráficos de resultados
• Tabelas
Autores Escola
Maria Fernandes Mendes Bayer
E. M. Francisco P. Lacerda Werneck
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Jocemari Pedroso
E. M. do Campo Princesa Isabel
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marizete R. Bettez
E. M. Profª Dirce J. Jaeger
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Saúde de Qualidade
Tipo de Sequência: Pesquisa/Debates/Produções
Faixa etária/Ano: 8 a 10 anos Tempo/Duração: 1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Conscientizar os estudantes sobre a importância do
cuidado e preservação do meio ambiente onde estamos
inseridos.
• Conscientizar sobre o acesso as políticas públicas de
atendimento à saúde.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos:
• Higiene Ambiental
• Qualidade de vida
• Vacinas
Materiais Necessários:
• Roteiro para entrevista
• Cartolina
• Internet
• Máquina fotográfica
Produtos Finais:
Espera-se que esse trabalho contribua para o conhecimento
e compromisso na preservação no meio ambiente a fim de
deixar como herança uma melhor qualidade de vida.
Autores Escola
Neuza Brachak E. M. Profº Francisco Contini
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Donisete Neves Stocki
Silvana J Pereira
E. M. Dalila H. Teixeira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 185
Tema: Combate as mudanças climáticas
Tipo de Sequência: Exposição e prevenção
Faixa etária/Ano: 9 à 10 anos Tempo/Duração: 15 dias
Objetivos: Tomar medidas urgentes para combater a mudança
climática e seu impacto
ODS relacionado: ODS13 - AÇÃO CLIMÁTICA
Conteúdos:
• Meio ambiente (data comemorativa)
• Produção de texto
• Tratamento da informação
• Leitura e escrita
Metodologia
• Análise de gráficos
• Pesquisas
• Confecção de panfletos e cartazes
• Legislação de coletas de materiais (pilhas, motores,
baterias)
• Amostra na escola (conscientização) chamando a
comunidade escolar
• Blitz
Materiais Necessários:
• Vídeos
• Computadores
• Papéis
• Cartolinas
• Máquina fotográfica.
Produtos Finais: • Blitz educativo
• Exposição para comunidade
Autores Escola
Cátia M. S. de Araújo
E. M. Dom Bosco
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Eliziane Silva
E. M. Pe Estaníslau Cebula
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Ivonete Oliveira da Silva
E. M. Hipolyta Neves de Oliveira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Acabar com as epidemias e doenças
Tipo de Sequência: Aula expositiva
Faixa etária/Ano: 8 à 10 anos Tempo/Duração: 1 bimestre
Objetivos: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar em
todas as idades.
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos: Prevenção de epidemias de doenças de higiene e saúde,
vacinas
Materiais Necessários: Filmes, slides, panfletos, palestras, músicas, textos
informativos
Produtos Finais: Confecção de murais, cartazes e panfletos informativos
Autores Escola
Silvana M. Galhart Pacheco E. M. Profª Silvanira Penha
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Solange T. S. Barreto
Adriana P. Correa E. M. do Campo Manoel Moreira de Campos
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Simone Miotto
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 186
Tema:
Vida debaixo da água: conscientização sobre a
poluição marinha
Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico
Faixa etária/Ano:
5° ano (9 e 10
anos)
Tempo/Duração: 1 semana
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Apresentar situações que envolvam problemas
relacionados a poluição
• Compreender a importância do equilíbrio marinho e a
influência no ambiente
• Conhecer as diferentes formas de vida marinha
• Incentivar a busca de soluções para os problemas
marinhos
• Destacar a importância da inter-relação entre o homem e o
ambiente marinho
ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA
Conteúdos:
• Animais marinhos (vida marinha)
• Formas de poluição marinha
• Utilização de recursos marinhos de forma sustentável
Materiais Necessários:
• Vídeos explicativos
• Textos informativos
• Revistas
• Filmes
• Internet (pesquisa)
• Recursos pedagógicos (cartolinas, canetas, etc)
Produtos Finais: Instalação de arte com os materiais produzidos pelos alunos
para os pais e toda comunidade escolar.
Autores Escola
Márcia R. Elding
E. M. Pe Estaníslau Cebula
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Jatieli Aparecida Zeviriskóski
E. M. Dom Bosco
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Luciana Aparecida S. Amaral
E. M. Hipolyta Neves de Oliveira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Tema: Consumo Responsável
Tipo de Sequência: Oralidade, pesquisa e prática
Faixa etária/Ano: 3° e 4° ano Tempo/Duração: 15 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
• Diminuir impactos ambientais
• Redução da produção de resíduos
• Reutilização de materiais
• Reciclagem
• Redução do desperdício
• Consumo consciente
ODS relacionado: ODS12 - PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS
Conteúdos:
• Língua Portuguesa: Leitura e interpretação de texto
informativo. Roda de conversas. Listas de produtos
recicláveis e orgânicas
• Matemática: gráficos e situações-problemas
• Ciência: reciclagem, vídeos, debates, palestras com visitas
do operador ecológico na escola.
• Geografia: regiões do bairro onde e produz a menor
quantidade de resíduos.
• História: Evolução e conscientização do consumo
sustentável.
• Arte: Construção de brinquedos com produtos recicláveis.
Materiais Necessários:
Materiais de pesquisa, laboratório do Proinfo, jogos, gibis,
livro didático, material manipulativo, cartolina, pincel e
quadro negro.
Produtos Finais:
• Exposição com materiais construídos com recicláveis.
• Apresentação para os pais através de cartazes,
palestrinhas feitas pelos próprios alunos ou teatro.
• Cartazes explicativos.
Autores Escola
Francieli R.
E. M. Profª Carmen T. Cordeiro
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Jaqueliane Aparecida Ramos Bamczec
São Pedro
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Danise M.
E. M. Dr. Roberto Cunha e Silva
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 187
Tema: Água
Tipo de Sequência: Didática, pesquisa e entrevista
Faixa etária/Ano:
4 º ano (9 e 10
anos)
Tempo/Duração: Bimestral
Objetivos:
• Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais,
para melhorar a gestão da água e do saneamento.
• Sensibilizar a comunidade escolar sobre o uso consciente
da água, a preservação e os cuidados com o meio
ambiente.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos:
• Saneamento básico:
• Água: tratamento e distribuição
• Lixo: coleta seletiva, os 7R’s (refletir, reduzir, reciclar,
reutilizar...)
• Leitura, escrita e produção
• Gráficos e tabelas
Materiais Necessários:
• Recursos audiovisuais
• Mídias
• Papel (formulário)
• Livros, revistas, panfletos
• Câmera
• Celular
• Filmadora
Produtos Finais:
• Produção de panfletos
• Palestras
• Murais
• Entrevistas/pesquisas
• Vídeos – de todo trabalho realizado
Autores Escola
Regina Camargo E. M. Santa Cruz
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marta M. Nascimento
Laura Vanderléia Becker E. M. Prof. Chester Kochanski
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Cleide Aparecida Silva
Tema:
Saúde de Qualidade – Reaproveitando
os alimentos
Tipo de Sequência: Projeto pedagógico Interdisciplinar
Faixa etária/Ano:
10 a 12 anos /
4° e 5° anos
Tempo/Duração:
Durante o ano
letivo
Objetivos:
• Utilizar os alimentos de forma correta e sustentável
• Estimular a redução de desperdício dos alimentos em casa
e na escola
• Estimular o aproveitamento dos alimentos em receitas
alternativas, diminuindo assim o lixo.
• Produzir o adubo orgânico (compostagem)
ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE
Conteúdos:
• Alimentação
• Palestra com a nutricionista
• Envolvimento com a comunidade por meio de curso e
palestras (receitas alternativas).
• Roda de conversa e distribuição de textos explicativos e
produzidos em sala de aula.
• Elaboração de receita (português)
• Horta
• Rótulo do valor nutricional (cálculos)
Materiais Necessários:
• Textos explicativos sobre alimentação e sustentabilidade
• Ingredientes para receita
• Lixeira para a separação de resíduos.
Produtos Finais:
Feira de (cada) receita produzida com todas as informações
nutricionais de alimentos alternativos com o envolvimento
da comunidade para degustação.
Autores Escola
Jeancarla F. T.
E. M. São José
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Cristiana Maria Santos
E. M. Benedita
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marizete de Fátima Oliveira
E. M. Dionísio
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 188
Tema: Água limpa e saneamento
Tipo de Sequência: Aula expositiva
Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 15 dias
Objetivos Pedagógicos
(conteúdo, competências
e habilidades)
Apoiar e fortalecer a participação da comunidade escolar
para melhorar a gestão da água e do saneamento.
ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO
Conteúdos: • Tratamento água
• Saneamento Básico
Materiais Necessários:
• Textos explicativos
• Data show
• Folders
• Livro didático
Produtos Finais:
• Visita no próprio bairro para identificar os problemas
• Visita na Sanepar
• Confecção e distribuição de folder explicativo
• Grupos de alunos apresentarão as demais turmas das
escolas
Autores Escola
Soeli E. M. Profª Luiza Paulina Amaral
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
Marinez Federle
Vanessa Frigeri
E. M. Campo Vila Palmira
Secretaria Municipal de Educação
Município de Guarapuava/PR
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 189
MATERIAL DE APOIO
9.3 - CIDADES ABANDONADAS (EXEMPLOS)
São João Marcos, RJ - Brasil
São João Marcos foi uma importante cidade no início do Ciclo do Café no
Brasil. Localizada no estado do Rio de Janeiro, a 100 km da capital, chegou
a ter 20 mil habitantes. Foi um dos mais importantes polos produtores de
café, riqueza essa que lhes permitiu ter escolas, teatros, fábricas e um dos
melhores padrões de vida do país. Além da cafeicultura, a região era uma
importante passagem comercial, ligando o interior ao litoral.
Na segunda metade do século XIX, o café passa a perder importância na
região e ao mesmo tempo, com o surgimento das ferrovias, a região acaba
ficando isolada. No início do século XX, a população cai para 7 mil pessoas.
Nessa mesma época, o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, se
desenvolvia e a sua população aumentava rapidamente. Esse acelerado
desenvolvimento trouxe a necessidade de obter mais energia elétrica
e água potável. A solução foi a construção de uma represa e uma
hidrelétrica no Ribeirão Lages, localizado em São João Marcos.
Em 1907, inicia-se a obra sem planejamento ou assistência à
população. As barragens foram construídas, e a água começou a subir
vertiginosamente. Centenas de grandes fazendas, as maiores da área
rural, foram inundadas. Milhares de animais morreram afogados, assim
como moradores.
Formaram-se imensas áreas alagadiças, e o apodrecimento de matéria
orgânica em grande quantidade causou uma epidemia de malária. Metade
dos habitantes contraiu a doença e muitos morreram. Ainda assim, os que
restavam tentavam superar a tragédia reavivando os carnavais e as festas
do padroeiro que ficaram famosas e atraiam turistas, criando alternativas
para recuperar a cidade.
Porém, o Rio de Janeiro continuava a crescer e, na década de 1930,
começou-se a planejar a expansão da represa.
Tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –
SPHAN como “raro exemplo intacto de conjunto de arquitetura colonial”,
São João Marcos achava que estava, enfim, a salvo. Mas o Governo
Federal, em decisão inédita até então, “destombou” a cidade e autorizou a
expansão da represa.
A população foi expulsa, as indenizações irrisórias foram pagas,
as construções foram demolidas e a cidade foi condenada ao
desaparecimento. Um erro de cálculo provocou uma última nota de
tragédia: mesmo com o aumento da represa, as águas nunca chegaram
ao centro de São João Marcos.
Há alguns anos, antigos moradores de São João Marcos e seus
descendentes iniciaram um movimento de retomada de sua história,
tradições e modo de vida. Motivados por uma necessidade de resgatar
suas origens e inconformados com seu destino, foram atrás de seus
direitos e conseguiram uma verba indenizatória, que lhes permitiu iniciar
o repovoamento da cidade.
A área é, hoje, distrito da cidade de Rio Claro e está passando por algumas
ações de grande relevância.
Em uma iniciativa pioneira de resgate de uma cidade abandonada há
70 anos, uma das mais importantes do Ciclo do Café, o Instituto Light
e o Instituto Cultural Cidade Viva, com o patrocínio da Secretaria da
Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o apoio do Instituto Estadual do
Patrimônio Cultural - Inepac, Prefeitura de Rio Claro, Instituto Estadual do
Patrimônio Cultural - Inepac e Instituto Estadual do Ambiente - Inea, estão
implantando o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos.
Esse projeto teve início em 2008 quando uma equipe multidisciplinar
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 190
de arqueologos, museólogos, arquitetos e paisagistas, realizaram
uma intensa pesquisa histórica, iconográfica e ambiental, com coleta
de depoimentos de antigos moradores e um trabalho cuidadoso de
prospecção arqueológica. Esse levantamento permitiu a construção de
uma maquete, revelando a antiga cidade, e a elaboração de um projeto
paisagístico e museológico de sinalização.
Também, é prevista a criação de um Centro de Memória, um anfiteatro
para 150 pessoas e a elaboração de um programa educativo, com
capacitação de professores, que possibilitará a visitação do local por
circuitos pré-estabelecidos de suas ruínas, ruas e antigas construções.
O Parque, além disso, pretende explorar todo seu potencial ecológico e de
lazer, oferecendo trilhas, passeios de barco e outras atividades. Visando,
com esse conjunto de ações, o crescimento econômico, turístico e social
da região, e atingir a auto sustentabilidade do Parque.
Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO
Hashima - Japão
A Ilha Hashima é um pequeno afloramento de rochas ao lado da costa
de Nagasaki, no Japão. Apesar de pequena, a ilha foi importante em
magnitude: tratava-se de um importante centro de mineração de carvão,
devido à existência de um depósito desse mineral localizado abaixo dela,
que durou quase um século. Uma vez descoberta, a empresa japonesa
Mitsubishi comprou Hashima das famílias locais, em 1890. Foi quando
teve início a época de grande desenvolvimento econômico da ilha.
Localizada a cerca de 15 km de Nagasaki, fez mais sentido para a
Mitsubishi construir casas na ilha do que transportar os seus funcionários
do continente diariamente. Blocos de apartamentos foram construídos
de uma única vez. O espaço era reduzido e caro, então as famílias eram
obrigadas a morar juntas em alojamentos, dividindo banheiros e cozinhas.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a vida dos funcionários que moravam
na ilha ficou muito melhor.
Cinemas, consultórios, restaurantes e bares foram construídos, e a cidade
transformou-se em uma comunidade próspera. O complexo inteiro estava
ligado por túneis subterrâneos. No seu auge, em 1959, Hashima era a
cidade de maior densidade populacional do planeta, com 1 habitante por
12m2
.
No entanto, o seu grande desenvolvimento teve curta duração. Na
década de 1970, o petróleo passou a ser a matriz energética dominante,
substituindo o carvão mineral, e a sua exploração em Hashima se tornou
economicamente inviável. A Mitsubishi anunciou o fechamento da mina
em abril de 1974. No mesmo ano, os últimos moradores da ilha foram
transportados para o continente, e a ilha permaneceu abandonada.
As estruturas da ilha ainda estão em boa forma se levarmos em conta as
mais de três décadas de abandono. Os túneis subterrâneos que ligavam a
cidade, apesar de pichados, ainda estão transitáveis, e alguns interiores de
prédios ainda estão surpreendentemente intactos.
Hashima, hoje, é propriedade pública, pertencente à cidade de Nagazaki, e
existem, de fato, planos em discussão para a sua recuperação.
Agências de turismo locais organizam passeios periódicos às suas ruínas,
e as autoridades japonesas iniciaram um processo de tombamento,
solicitando que Hashima passe a ser considerada patrimônio mundial. Foi
cenário para o filme “007: Operação Skyfall”.
Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 191
Balestrino - Itália
Balestrino é uma comuna localizada na Província de Savona, região da
Liguria, no norte da Itália, região de maior importância demográfica e
econômica (comparativamente com a região Sul que é mais voltada a
agricultura). Fica localizada em uma colina a 70 quilômetros de Genova,
cortada pelo Rio do Pó. Possui relevo bastante acidentado, uma vez
que está inserida dentro do domínio geomorfológico dos Apeninos. Sua
origem remonta ao século XI, sendo, a princípio, propriedade da Abadia
Beneditina de San Pietro dei Monti.
A arquitetura existente hoje é a mesma desde a época do Marquês
Carretto de Balestrino, que levantou seu castelo no século XIV. Sendo
assim, é um importante sítio arqueológico medieval, com quase mil anos
de história, o que lhe confere um elevado valor paisagístico. A cidade
começou a perder sua população no final do século XIX quando os
terremotos abriram fendas na região e danificaram muitas propriedades.
Em 1953, a cidade foi abandonada devido a sua “instabilidade geológica”.
A parte da cidade que permaneceu intocada desde essa época está sendo
atualmente objeto de um plano de revitalização.
Possui atualmente 535 habitantes, mas a parte histórica continua
desabitada. Atualmente existem várias iniciativas para sua recuperação,
com dinheiro público e participação da iniciativa privada.
Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO
CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 192
REFERÊNCIAS
BEZERRA, Maria do Carmo de Lima; FERNANDES, Marlene Allan (Coord.).
Cidades sustentáveis: subsídios à elaboração da Agenda 21
brasileira. Brasília: MMA: IBAMA, 2000..
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Agricultura e
Abastecimento. Aprendendo com a natureza: Programa Segurança e
Saúde do Trabalhador Rural. São Paulo: Convênio Fundacentro, 2001.
INSTITUTO ECOFUTURO. A vida que a gente quer depende do que a
gente faz, 2007.
AZEVEDO, Fabiana Zanqueta de. Oficina temática de bacias
hidrográficas. São Paulo: DAEE/CTH, 2000
BADUE, Ana Flávia, TORRES, Arturo, ZERBINI, Fabíola, PISTELLI e Renata,
Clec´h, Yaël. Material Pedagógico - Entender para Intervir: por uma
educação para o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São
Paulo: Artisans Du Monde e Instituto Kairós, 2005.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Aqui é onde eu moro, aqui nós
vivemos- Escritos para conhecer, pensar e praticar o Município Educador
Sustentável. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2005.
PROJETO DOCES MATAS. Brincando e Aprendendo com a Mata:
Manual para Excursões Guiadas, 2002.
PONTUSCHKA, Nídia Nacib. Da pá virada: revirando o tema lixo.
Vivências em educação ambiental e resíduos sólidos. [S.l: s.n.], 2007.
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Crianças olham, crianças imitam
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Rio e a Mata (documentário sobre o rio Ribeira de Iguape)
http://pbvideo.blogspot.com.br/2006/09/o-rio-e-mata.html
Lixo e Cidadania
http://pbvideo.blogspot.com.br/2005/08/lixo-cidadania.html
Escala do tempo geológico do ponto de vista das pedras (animação)
http://www.youtube.com/watch?v=KumHnZL2SQg
Criança e consumo
http://www.youtube.com/watch?v=rW-ii0Qh9JQ
A história das coisas
http://www.unichem.com.br/video.php?id_video=16
Ciclo da água
http://www.youtube.com/watch?v=bG6t6N4zKQo
Pense Novo
http://www.youtube.com/watch?v=iFbsv_k2X6M
Uma hora volta para você
http://www.youtube.com/watch?v=FfbSxW3wPUQ
Um ponto dentro de você
http://www.youtube.com/watch?v=MIncSVOBpQ8
E se sua casa encolhesse? Mudanças climáticas
http://www.youtube.com/watch?v=f7yqYJFkhxw
www.espacoeco.org
Estrada Ribeirão do Soldado, 230
São Bernardo do Campo /SP - 09822-010
T +55 11 2349.3000

CADERNO - MEIO AMBIENTE.pdf

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    CADERNO DE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃOPARA SUSTENTABILIDADE Caderno de atividades de Educação para Sustentabilidade / editor Taísa Cecília de Lima Caires São Bernardo do Campo, SP: Fundação Espaço ECO, 2019. Vários autores Bibliografia ISBN 978-65-901955-0-0 Sustentabilidade 2. Meio Ambiente 3. Cidades Sustentáveis I. Taísa Cecília de Lima Caires CDD -333.72
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 3 ÍNDICE PARTE 1 - REPARAÇÃO DO AMBIENTE DE APRENDIZAGEM COMO SER UM EDUCADOR EFICIENTE 8 PARTE 2 - SUSTENTABILIDADE 2.1 - AFINAL DE CONTAS, O QUE É SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUS- TENTÁVEL? 17 2.2 - PENSAMENTO SISTÊMICO A PARTIR DA AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA 23 2.3 - COMO INSERIR A SUSTENTABILIDADE NO DIA A DIA? 27 2.4 - OS DESAFIOS À NOSSA FRENTE 29 PARTE 3 - MEIO AMBIENTE E OS CICLOS DA VIDA 3.1 - MEIO AMBIENTE: O QUE É ISSO? 31 3.2 - A FLORESTA, NOSSA MESTRA 35 3.3 - BREVE HISTÓRIA DAS FLORESTAS 37 3.4 - OS CICLOS DA VIDA 41 3.5 - AS MANIFESTAÇÕES DA VIDA 53 3.6 - ECOSSISTEMAS BRASILEIROS 55 PARTE 4 - CONVIVENDO COM A NATUREZA 4.1 - A FLORESTA E A ESCOLA 77 4.2 - SOCIEDADES E A NATUREZA 80 4.3 - CONVIVER COM A NATUREZA 83 PARTE 5 - VIDA SOBRE A TERRA E CIDADES SUSTENTÁVEIS 5.1 - AS FLORESTAS E OS TEMAS AMBIENTAIS 86 5.2 - A FLORESTA E A FAUNA 87 5.3 - A FLORESTA E A ÁGUA 96 5.4 - A FLORESTA E OS RESÍDUOS 104 5.5 - A FLORESTA E O CONSUMO 111 5.6 - A FLORESTA E AS FONTES DE ENERGIA (RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS) 117 5.7 - CIDADES SUSTENTÁVEIS 122 PARTE 6 - USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL 6.1 - A AGRICULTURA E AS FLORESTAS 125 6.2 - ALTERNATIVAS PARA USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS 131 PARTE 7 - ATIVIDADE EXTRA CLASSE 144 PARTE 8 - APÊNDICES APÊNDICE 1 - A CARTA DA TERRA 157 APÊNDICE2 - CARTA DO CHEFE DE SEATTLE 162 PARTE 9 - MATERIAL DE APOIO 9.1 - JOGOS ODS 166 9.2 - PLANO DE AULAS SOBRE OS ODS (SUGESTÕES) 169 9.3 - CIDADES ABANDONADAS (EXEMPLOS) 170 REFERÊNCIAS 173
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    Fotos e Ilustrações: AcervoFundação Espaço ECO® Arthur Calasans Ricardo Dias Maurício Simonetti Oziel Ferreira da Rocha Propósitto Geodinâmica Vanessa Leão Autores: Helene Marcelle Roberte Menu Instituto Romã Taísa Cecília de Lima Caires Tiago Egydio Barreto Edição: Taísa Cecilia de Lima Caires Realização: Fundação Espaço ECO Projeto Gráfico e diagramação: ASA Comunicação & Design
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 5 APRESENTAÇÃO Criada e mantida pela BASF desde 2005, com a qualificação de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), temos a missão de promover o desenvolvimento sustentável no ambiente empresarial e na sociedade civil, realizando estudos, pesquisas e ações em benefício da sociedade. Atuamos como consultoria para sustentabilidade, desenvolvendo projetos customizados para organizações medirem e compreenderem impactos ambientais, sociais e econômicos de seus negócios com base no pensamento de Ciclo de Vida. Além disso procuramos estimular a mudança de comportamento a partir da construção de valores socioambientais, atitudes voltadas ao uso eficiente de recursos e da consciência dos impactos causados por todas as atividades humanas. Em concordância com: o proposto pela resolução 57/254 da Unesco, que declara que a Educação para o Desenvolvimento Sustentável deve empoderar cidadãos para agir por mudanças sociais e ambientais positivas, implicando em uma ação participativa; (UNESCO, 2015) a Agenda 21 que salienta a importância do ensino formal e informal na promoção do desenvolvimento sustentável, como instrumento para aumentar a capacidade do povo para abordar questões de meio ambiente e desenvolvimento; (ONU, 1992) o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 sobre Educação de Qualidade que estabelece na meta 4.7: “ até 2030, garantir que todos os alunos adquiram conhecimentos e habilidades necessárias para promover o desenvolvimento sustentável, inclusive, entre outros, por meio da educação para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida sustentáveis, direitos humanos, igualdade de gênero, promoção de uma cultura de paz e não violência, cidadania global e valorização da diversidade cultural e da contribuição da cultura para o desenvolvimento sustentável.” e ainda, acreditando na importância de se capacitar os profissionais da área de educação para inclusão do tema na agenda do ensino formal no Brasil, conforme disposto na Política de Educação para o Consumo Sustentável (Lei nº 13.186, de 11 de novembro 2015). E por acreditar no importante papel dos profissionais da educação na: ...promoção do processo de aprendizagem significativo, despertando seus alunos para o prazer de aprender; ...formação cidadãos mais conscientes dos impactos de suas escolhas; ...empoderamento da comunidade para ação participativa e busca por mudanças locais. Este caderno de atividades foi desenvolvido para apoiar o profissional da educação na inclusão, de forma transversal, dos diversos assuntos relacionados ao tema sustentabilidade nas escolas e organizações sociais.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 6 Nele apresentamos uma série de conteúdos em sinergia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) (veja mais no capítulo xx: em https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/) e a agenda global para o tema. Organizamos uma série de atividades, com o intuito de apoiá-lo na construção de um plano pedagógico que promova a aprendizagem significativa e a reflexão sobre os impactos da ação humana. Em nosso site/redes sociais, você também poderá contar com o apoio de uma videoaula, gibi educativo para download https://www.espacoeco. org.br/download/, e sugestões de atividades desenvolvidas por educadores de diversos municípios brasileiros. Uma ótima leitura e bom planejamento de aula. Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 7 PREPARAÇÃO DO AMBIENTE DE APRENDIZAGEM PARTE 1
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 8 COMO SER UM EDUCADOR EFICIENTE Você já reparou que nem sempre é fácil atrair a atenção das crianças para os assuntos que você deve tratar com elas? Isso pode acontecer devido a vários fatores: a) O ambiente da sala não é agradável Pode estar muito quente ou muito frio, pode haver muito estímulo externo, muito ruído, entre tantos outros. A primeira coisa a ser feita é transformar o ambiente da sala em um espaço inclusivo, acolhedor e agradável de estar. Não pense que essa é uma tarefa à parte: é a pura essência da educação ambiental. Sendo assim, a arrumação, a decoração e a organização dos materiais e do lixo precisa estar de acordo com o que vocês combinaram. Antes de pedir para seus alunos arrumarem a sala, faça o seguinte exercício de observação com eles: Afaste as cadeiras e peça para seus alunos caminharem livres pela sala, observando os objetos, a limpeza, percebendo a luminosidade, a ventilação, as cores. Depois eles terão que fazer uma lista com as melhorias que gostariam de ter na sala. Neste momento é importante ressaltar que as melhorias sugeridas tem que ser executáveis, ou seja, que eles próprios sejam capazes de realizar. Quando todos tiverem terminado sua lista, abra uma roda de conversa e verifique se alguma melhoria é possível de implementar imediatamente, e elabore com eles um plano de ação para atender as sugestões executáveis. Provavelmente algumas sugestões não serão possíveis, é pertinente conversar sobre elas e explicar o porquê.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 9 b) A disposição das cadeiras não está adequada Observe como as crianças mudam de comportamento de acordo com a disposição das cadeiras. Se elas estão enfileiradas, como tradicionalmente, as indisciplinas, as distrações e a baixa participação se tornam frequentes. Se você as dispuser em círculo, haverá mais participação e menos indisciplina. Antes de pedir aos alunos para mudarem a disposição das cadeiras, faça com eles o exercício de ouvir sons: Então, peça-lhes para mudar as cadeiras sem arrastá-las e sem fazer barulho. Se eles forem pequenos, oriente-os a formarem duplas. Isso faz parte da percepção e do cuidado com o ambiente. Ouvir os sons da sala, ouvir os sons de fora. Contar quantos sons diferentes conseguem ouvir. Com isso eles se darão conta do ambiente próximo e do expandido e ficarão mais sensíveis em relação aos ruídos desagradáveis.
  • 10.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 10 c) Há vários interesses diferentes em jogo e os alunos estão dispersos Hoje em dia, dada à grande circulação de informações, as pessoas são, em geral muito dispersas. Os alunos são especialmente sensíveis aos inúmeros estímulos de fora. Todo professor deveria, antes de começar qualquer aula, reservar alguns minutos para ajudar os alunos a tomarem consciência de onde estão e a se acalmar. Há inúmeros exercícios para harmonizar a energia do grupo e concentrar a atenção. Veja ao lado: EU GOSTO DE VOCÊ Os alunos devem fazer um círculo com as cadeiras e se sentar, um aluno fica de pé sem cadeira, ou seja, haverá uma cadeira a menos. Este aluno em pé deve escolher outro aluno, se aproximar e dizer a frase: eu gosto de você! A outra pessoa pergunta: por quê? E a resposta deve ser baseada em alguma característica do corpo humano, por exemplo: porque você tem cabelo! Neste momento todos os alunos que possuem esta característica devem trocar de lugar, aleatoriamente. Depois da “correria” uma pessoa vai ficar sem cadeira (já que tem uma cadeira a menos), e esta pessoa se aproxima de outra e faz a fala novamente. Alguns pontos importantes a serem observados nesta atividade: é legal explicar para os alunos que as características devem ser as mais gerais possíveis porque assim um grande número de pessoas troca de lugar (alguns exemplos: porque você tem nariz, porque você é um ser humano, porque você está de tênis, etc); cuidado para não enfatizar características que causem algum tipo de constrangimento para os alunos; para iniciar a atividade é legal que o professor inicie e dê o exemplo das características.
  • 11.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 11 QUE ANIMAL SOU EU Prenda com um pregador de roupa a figura de um animal nas costas de um dos alunos do grupo. Não deixe que ele veja a figura. Peça-lhe que fique de costas para o grupo de modo que todos possam ver em que animal ele se transformou. Em seguida, ele deve fazer perguntas para descobrir sua identidade. Exemplos de perguntas: Sou um mamífero? Vivo no Brasil? Sou aquático? Me alimento de pequenos insetos? Os outros alunos só podem responder sim, não ou talvez. Quando o aluno com a figura do animal nas costas adivinhar, a brincadeira pode se repetir com outro aluno. Este exercício ajuda a criar um sentimento de pertencimento e amainar os ânimos muito exaltados. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2005. Pg 94. OBSERVAR A RESPIRAÇÃO Peça para ficarem de pé e observarem a própria respiração durante alguns minutos. Este exercício ajuda na calma e na percepção das coisas com mais clareza. MÚSICA Colocar uma música suave como de sons da natureza, para estimular sensações agradáveis e de relaxamento. O relaxamento é importante e pode harmonizar inclusive aqueles que estão sonolentos. Relaxar não é dormir, mas sim tranquilizar-se para estimular a mente.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 12 d) O grupo não está harmônico Para harmonizá-lo você deve também observar a linguagem do corpo. O corpo fala de muitas formas. Pelas posturas corporais de seus alunos você pode perceber se estão dispostos a ouvi-lo ou quais são suas disposições para aquele momento. Eles também perceberão se você está bem disposto para ensinar-lhes de acordo com as posturas que mostrar. Se você perceber que sua turma está com muitas disposições corporais diferentes, você pode: ALONGAMENTO Antes de começar a aula pare para fazer alguns exercícios corporais de alongamento, uma roda, ou uma dança circular, por exemplo, uma ciranda. ESPELHO Peça para os alunos formarem duplas e ficarem um de frente para o outro. Eles devem escolher quem é o número 1 e quem é o número 2. Para começar, o nº 1 deve fazer alguns movimentos corporais e o nº 2 deve imitá-lo, como se fosse um espelho. Dê um tempo para que o nº 1 se movimente e depois troque os papéis. Incentive-os a serem criativos nos seus movimentos. Preparar o corpo é preparar a mente. Depois de um desses exercícios você terá uma turma mais receptiva para o seu trabalho. O aprendizado se dá no cérebro, mas o cérebro está no corpo. Pelo corpo podemos despertar o interesse pelo conhecimento, podemos ensinar com prazer e criar um ambiente leve, alegre e receptivo.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 13 e) O grupo não está receptivo Você não deve começar uma aula sem ter certeza de que todos os seus alunos estão receptivos e focados no que vão fazer. Esteja sempre disposto a prepará-los. Não vai adiantar colocar-se em oposição à suas disposições. É mais seguro estar receptivo e propor atividades preparatórias. Se elas tomam algum tempo da aula, farão com que você ganhe tempo posteriormente se eles estiverem concentrados e interessados no que você tem a dizer. Estar receptivo aos diferentes humores das turmas e criar sempre um ambiente leve e alegre são estratégias que o ajudarão a proporcionar um ambiente equilibrado e a dar uma aula eficaz. Outras considerações importantes: • Uma postura hierárquica e autoritária muitas vezes distancia as pessoas e cria uma relação que não valoriza a sinceridade e a diversidade. Isto faz com que neste tipo de relação as pessoas não criem laços afetivos e nenhuma proximidade de sentimentos e/ou pensamentos. • É comum termos a impressão de que quando falamos de nossos sentimentos, quando expomos aos outros o que estamos sentindo numa situação, isso nos enfraquece. Muito pelo contrário, se você procurar falar abertamente sobre seus sentimentos para os seus alunos, por exemplo, quando você estiver dando uma aula sobre um assunto que te desperte algo em específico como alegria, medo, ressentimento ou entusiasmo, seja explícito e observe a reação de seus alunos! Se ao introduzir uma matéria nova você contar uma história pessoal sobre o assunto, ou então pedir para um dos alunos falar algo que já sabe, você dará oportunidade para criar um clima de grupo. Ao compartilhar conhecimentos e sentimentos o grupo que fica para as crianças é a do clima que foi criado, se relacionarão com aquele conteúdo a partir da lembrança da emoção que sentiram naquele momento. Não é fácil fazer isso diante dos alunos, mas conforme você for conseguindo perceberá que isso deixará vocês mais próximos e cúmplices, criando uma relação de confiança, respeito e afeto. • Observe o que está acontecendo para então intervir da melhor maneira. Reações imediatas e automatizadas causam desconforto e inibem a interação. • Use simulações que sejam tão próximas da realidade dos alunos quanto possíveis. Ex: Demonstre hortas urbanas em um espaço urbano; • A informação deve ser relacionada ao mundo conhecido dos alunos. Utilize exemplos concretos e específicos. Nunca assuma o que é conhecido, confira! • Conheça a história dos alunos o tanto quanto possível. • Combine uma variedade de métodos para a apresentação de informações e a partilha de ideias. Exposições, diagramas, filmes, exercícios, tempestade de ideias e outras técnicas. • Uma coisa é certa: os seus alunos tenderão a se relacionar com o conhecimento de forma muito parecida com a própria relação que você tem com ele. Você gosta de ensinar? Você gosta daquilo que ensina? Você concorda com os conteúdos que tem que lecionar? Essas questões talvez você não precise responder de imediato, mas são importantes para sua reflexão.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 14 • A essa altura você deve estar pensando que esse assunto não tem nada a ver com a educação ambiental. Pois é justamente o contrário: sem cuidar de seu ambiente interno (do que sente ao lecionar), do ambiente próximo (a sala de aula e suas relações com os alunos) e com o ambiente da escola, dificilmente você desenvolverá um programa de educação ambiental eficiente. Como você vê, cuidar do meio ambiente está muito mais à mão do que se costuma imaginar. Canário da Terra Verdadeiro (Sicalis flaveola), também é conhecido como canário-da-horta, canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), coroinha e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é frequentemente aprisionado como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA), mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Graças à ação das autoridades e da conscientização da população, registros do canário-da- terra-verdadeiro vêm se tornando mais frequentes nos últimos anos. Bioma: Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Também é comum vê-los em áreas abertas na área rural e em áreas urbanas em municípios de pequena área. Fonte: https:/ /www.wikiaves.com.br/wiki/ canario-da-terra
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 15 Em sua opinião, quais são os prós e os contras da proposta acima? Anote aqui as atividades que você fez com seus alunos e suas observações sobre elas. Elas melhoraram sua eficiência como educador? Como você observou isso?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 16 SUSTENTABILIDADE PARTE 2 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 17 2.1 - AFINAL DE CONTAS, O QUE É SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? Ao se deparar com este tema, a pergunta que a maioria se faz é: o que é desenvolvimento sustentável? “É a capacidade do atendimento das necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades“ (WCED, 1987, p.16). Como nasce este conceito As primeiras discussões sobre o tema foram iniciadas em 1968, com o Clube de Roma, uma organização sem fins lucrativos que reúne profissionais de diversas áreas (diplomacia, universidade, sociedade civil, empresas, etc.). Tal grupo publica o Relatório Limites do Crescimento, documento que faz uma projeção sobre o modelo de desenvolvimento e as consequências do crescimento rápido da população mundial considerando os recursos naturais limitados num período de 100 anos e propõe que para manter o equilíbrio econômico e ambiental é necessário que haja um congelamento no crescimento da população global (JACOBI, 1999). Figura 1 – Infográfico: Linha do tempo sobre as discussões sobre sustentabilidade 1968 1972 1983 1987 1992 1997 1999 2000 2012 2015 Clube de Roma Conferência de Estocolmo Comissão Mundial Meio Ambiente e Desenvolvimento Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland) Rio 92 Agenda 21 Protocolo de Kyoto Tratado Internacional Redução GEE Pacto Global ONU BASF é signatária (ODM) Objetivos do Milênio Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Objetivos do Desenvolvimento Sustentável COP 21
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 18 Em 1987, a Comissão Mundial de Desenvolvimento e Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU) divulga o Relatório Nosso Futuro Comum ou Relatório Brundtland, que apresenta a definição clássica de desenvolvimento sustentável apresentada no início deste capítulo. Este relatório ressalta a responsabilidade de todos os atores da sociedade para a necessidade de uma nova postura ética que leve em consideração as questões ambientais, equidade das populações e a transformação da economia. Embora este conceito tenha surgido, formalmente, em 1987, o tema tem sido foco de discussões, principalmente após o acontecimento de alguns acidentes ambientais graves que marcaram a história, no período dos anos 1950 aos anos 1980, dentre eles: 1956 1976 1984 1986 1989 Minamata - Japão Seveso - Itália Vila Socó - Cubatão, SP Bophal - Índia Chernobyl - URSS Alaska, USA Nos apêndices apresentamos alguns outros materiais que podem complementar seu embasamento para condução das atividades sobre o tema Sustentabilidade. Para saber mais sobre os acidentes, acesse: • O Mal de Minamata – Japão - https:/ /youtu.be/TiSpr62_GJ0 • Seveso – Itália - https:/ /youtu.be/Zk2_mLcJ6jY • Vila Socó – Cubatão – Brasil - https:/ /youtu.be/U-qcw9x293U https:/ /youtu.be/sj3jqp4Pi1M • Bhopal – Índia - https:/ /youtu.be/tgZwQ503uLo • Chernobyl – Rússia - https:/ /youtu.be/bv4AoqZsfHs
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 19 Em 1992, foi realizada a segunda Conferência Ambiental ECO 92, sediada no Rio de Janeiro, com a proposta de discutir como promover o desenvolvimento com respeito à humanidade e ao meio ambiente; nesta conferência, a comunidade internacional aprovou um documento chamado Agenda 21 com os compromissos de mudança do padrão de desenvolvimento no século 21. Em 1997, a comunidade internacional se reúne novamente, desta vez em Nova York, para checar as metas estabelecidas na ECO 92. Esse encontro ficou conhecido com Rio+5. O Pacto Global, iniciativa da ONU, foi criado no ano de 1999 a fim de encorajar empresas a adotar políticas de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa. Atua de forma a promover o diálogo entre as empresas, ONU, sindicatos, organizações não governamentais (ONGs) e organizações para o desenvolvimento de um mercado global que seja mais inclusivo e sustentável. Teve como objetivo a adoção de dez princípios relacionados aos temas direitos humanos, trabalho, meio ambiente e corrupção, que são eles: 1. As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e 2. Assegurar-se de sua não participação em violações destes direitos 3. As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva; 4. A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório; 5. A abolição efetiva do trabalho infantil; e 6. Eliminar a discriminação no emprego 7. As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais; 8. Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental; e 9. Incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis. 10. As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina. Vinte anos após a Rio 92, aconteceu a Rio+20, que teve como objetivo inicial discutir a renovação dos compromissos assumidos entre os países para o desenvolvimento sustentável. Um dos desdobramentos da Rio+20 foi a elaboração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais substituíram os Objetivos do Milênio da ONU (ODM) a partir de 2015, mas foram considerados os avanços alcançados com os ODM’s e se comprometem a buscar avanços nas metas até então não alcançadas. Os ODS foram publicados num documento chamado “Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. São compostos por 17 premissas e objetivos, estruturados em 169 metas, aos quais 193 países signatários do movimento se comprometem a cumpri-las até 2030. (PNUD, 2015). Segundo WBCSD (2015, p. 6) “Os ODS foram acordados por todos os governos, mas o seu sucesso depende demasiadamente das ações e colaboração de todos os setores”.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 20 Os 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável conforme publicado por UN (2015, p. 14) são:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 21 Objetivo 1 - Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; Objetivo 2 - Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; Objetivo 3 - Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; Objetivo 4 - Assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; Objetivo 5 - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; Objetivo 6 - Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos; Objetivo 7 - Assegurar o acesso à energia confiável, sustentável, moderna e barata para todos; Objetivo 8 - Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; Objetivo 9 - Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação; Objetivo 10 - Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles; Objetivo 11 - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis; Objetivo 12 - Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis; Objetivo 13 - Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos Objetivo 14 - Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável; Objetivo 15 - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade; Objetivo 16 - Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis; Objetivo 17 - Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o Desenvolvimento sustentável. Para saber mais sobre os 17 ODS e suas metas, acesse https:/ /nacoesunidas.org/pos2015/
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 22 Ainda em 2015, houve a realização da COP21, que ocorreu em dezembro em Paris, que colocou em pauta e propôs um novo acordo global, que substituísse o Protocolo de Kyoto estabelecido em 1997. As mudanças climáticas podem ser consideradas um dos principais desafios de nível planetário que põe em dúvida o modelo atual de vida da nossa sociedade. Este fenômeno é entendido como alterações no clima de todo o planeta Terra, causadas pelas atividades humanas que emitem CO2 e outros Gases de Efeito Estufa para a atmosfera. Essas alterações têm consequências diretas no nosso dia-a-dia, causando, por exemplo, alterações nos padrões de temperatura e eventos climáticos de alta intensidade, como secas, inundações, picos de temperaturas altas e baixas. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC – Sigla em Inglês) já foi registrado uma elevação média de 0,8o C na temperatura do planeta, e é imprescindível cessar as emissões de gases de efeito estufa até 2100 para estabilizar o aquecimento global em 2o C. Uma mudança climática acima desse patamar pode colocar em risco toda a vida no planeta. Esta preocupação global gerou a formulação de um compromisso com esforço coletivo para a redução das emissões de carbono e foi assinado na Conferência das Partes (COP 21) por 195 países, este ficou conhecido como Acordo de Paris. Seu objetivo é manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2°C e se possível limitar em 1,5°C. Cada país que ratificou o Acordo assumiu metas que foram chamadas de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC – Sigla em Inglês). Atualmente as emissões globais estão próximas a 37 Giga Toneladas/ano de gases de efeito estufa. As metas assumidas por cada país no Acordo de Paris começam a ser válidas a partir de 2020. O Brasil que está entre as 10 nações que mais emitem gases de efeito estufa, se comprometeu reduzir suas emissões em 37% em relação à 2005. A data limite para isso é 2025, com indicativo de reduzir 43% das emissões até 2030.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 23 2.2 - PENSAMENTO SISTÊMICO A PARTIR DA AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA Cotidianamente estamos sempre tomando decisões, mesmo que muitas vezes a gente nem se dê conta disso. Quer se locomover: vai a pé, de bicicleta, carro, moto ou ônibus? E para iluminar a casa: que tipo de lâmpada usar? Quer se refrescar: liga o ar-condicionado ou abre as janelas? E, quando se trata de escolher produtos no mercado, qual seu critério? Normalmente escolhemos por hábito, conforme nossas preferências e recursos financeiros, mas raramente paramos para pensar que nossas decisões podem ter impactos no meio ambiente, na economia e na sociedade. Se investigarmos de onde vêm os produtos que consumimos, podemos nos surpreender! Cada produto tem uma história, desde o momento em que se inicia a extração de matéria-prima, passando pela produção, distribuição e comercialização, até chegar ao consumidor final. E não para por aí. Depois ainda temos os resíduos, que podem virar lixo – mas também podem ser reciclados ou reutilizados. Pensando nisso tudo, o que se deve levar em conta quando escolhemos um produto? Só o preço e a qualidade? Se a gente entender tudo que está envolvido na produção, será que podemos tomar uma decisão boa para nós que também seja mais responsável? Ciclo de Vida A análise do ciclo de vida de um produto fornece informações importantes sob o ponto de vista ambiental, social e econômico quanto a: aspectos da extração de materiais; opções de formas de produção, necessidade de substitutos de menor impacto; dados quantitativos dos gastos de energia, água, minérios e de outros recursos e de outros recursos naturais resíduos gerados na produção, mão de obra envolvida, distribuição, consumo e usos; destinação (reciclagem, descontaminação, descarte etc) e impactos ambientais pós consumo etc. Produção Distribuição Uso Destinação Final Reciclagem Materiais Reciclados Recursos Naturais Beneficiamento da Matéria Prima Compostagem Incineração Aterro
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 24 Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) A crescente conscientização quanto à importância da proteção ambiental e os possíveis impactos associados aos produtos, tanto na sua fabricação quanto no consumo, tem aumentado o interesse no desenvolvimento de métodos para melhor compreender e lidar com aqueles impactos. Uma das técnicas em desenvolvimento com esse objetivo é a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). A ACV pode subsidiar • a identificação de oportunidades para a melhoria do desempenho ambiental de produtos em diversos pontos de seus ciclos de vida, • o nível de informação dos tomadores de decisão na indústria e nas organizações governamentais ou não-governamentais (visando, por exemplo, o planejamento estratégico, a definição de prioridades ou o projeto ou reprojeto de produtos ou processos), • a seleção de indicadores de desempenho ambiental relevantes, incluindo técnicas de medição, e • o marketing (por exemplo, na implementação de um esquema de rotulagem ambiental, na apresentação de uma reivindicação ambiental ou na elaboração de uma declaração ambiental de produto). A ACV enfoca os aspectos ambientais e os impactos ambientais potenciais (por exemplo, uso de recursos e as conseqüências de liberações para o meio ambiente) ao longo de todo o ciclo de vida de um produto, desde a aquisição das matérias-primas, produção, uso, tratamento pós-uso, reciclagem até a disposição final (isto é,do berço ao túmulo). ABNT NBR ISO 14044:2009. Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Requisitos e orientações Fundação Espaço ECO: www.espacoeco.org.br 2. O que é ecoeficiência? A ecoeficiência é uma filosofia de gestão que encoraja o mundo empresarial a procurar melhorias ambientais que potencializem, paralelamente, benefícios econômicos. Concentra-se em oportunidades de negócio e permite às empresas tornarem-se mais responsáveis, do ponto de vista ambiental, e mais lucrativas. Incentiva a inovação e, por conseguinte, o crescimento e a competitividade. Tal como definida pelo WBCSD (World Business Council for Sustainable Development): “A ecoeficiência atinge-se através da oferta de bens e serviços a preços competitivos, que, por um lado, satisfaçam as necessidades humanas e contribuam para a qualidade de vida e, por outro, reduzam progressivamente o impacto ecológico e a intensidade de utilização de recursos ao longo do ciclo de vida, até atingirem um nível, que, pelo menos, respeite a capacidade de sustentação estimada para o planeta Terra”. Em resumo, diz respeito à criação de mais valor com menos impacto. No Brasil, este conceito vem ganhando força a partir da criação do Conselho Empresarial Brasileiros para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, que congrega grandes corporações e tem como missão promover o desenvolvimento sustentável no setor empresarial por meio do conceito de ecoeficiência.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 25 Socioecoeficiência Para escolher um produto, precisamos ter critérios. Mas o que levar em conta para fazer uma boa escolha? O conceito de socioecoeficiência pode ajudar. A análise da socioecoeficiência considera três fatores: social, econômico e ambiental. Um produto ou serviço mais socioecoeficiente traz qualidade de vida, atende necessidades, tem baixo impacto ambiental e ao mesmo tempo apresenta custos mais acessíveis.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 26 ATIVIDADE: PENSANDO O CICLO DE VIDA Objetivo: Elucidar o conceito de ciclo de vida como introdução ao modelo de pensamento sistêmico e a um novo modelo mental. Número de Participantes: Grupos de 3 a 10 participantes (Varia de acordo com tamanho da turma. Tempo: 10 a 20 minutos para elaboração + 10 minutos de apresentação por grupo. Materiais: Cartolina, folha de flip chart ou outro tipo de folha por grupo, canetas coloridas, tesouras, réguas, revistas e jornais para recortes, figuras dos possíveis insumos e resíduos e cola. Desenvolvimento: Após explicar o conceito de ciclo de vida, separar os participantes em grupos e em cada mesa deixar os materiais distribuídos igualmente. • Pedir para que cada grupo construa o ciclo de vida de um determinado produto especificado pelo facilitador do Workshop. • O produto deve ser relacionado com a realidade dos participantes, e cada grupo deve fazer o mapeamento de um produto diferente. • Dê o tempo de elaboração (+/- 30 minutos) e oriente o grupo para que use os materiais disponíveis em sua mesa. • Os grupos podem decidir a forma gráfica de apresentar seu ciclo de vida bem como com quais materiais irá trabalhar. • Depois do tempo de elaboração, os grupos deverão apresentar suas construções para todos os participantes em formato roda de conversa e discutir quais os impactos de cada uma das etapas e sobre como tomar decisões mais criteriosas para inserir a sustentabilidade no dia a dia.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 27 2.3 - COMO INSERIR A SUSTENTABILIDADE NO DIA A DIA? “Seja você mesmo a mudança que quer ver no mundo” Mahatma Gandhi Esta frase é a inspiração para pensarmos sobre como podemos iniciar ações que tragam a sustentabilidade para o nosso dia a dia. O primeiro movimento, e talvez o mais difícil, é começar! Inicie de uma maneira que seja possível, sem gerar sobrecarga para você, e aos poucos suas ações ganham mais sentido e você vai gradualmente inserindo mais e mais atitudes sustentáveis. Abaixo seguem algumas sugestões, mas não fique preso à elas, experimente e invente outras ações que sejam possíveis nos lugares que convive! Gestos pequenos, grande diferença • Triar o lixo e evitar embalagens inúteis • Preferir produtos que respeitem o meio ambiente • Evitar produtos descartáveis • Fechar a torneira enquanto escova os dentes escova os dentes, esfrega a roupa ou lava a louça • Tampar as panelas para consumir menos energia (gás) e cozinhar mais depressa • Consertar todos os vazamentos de água • Recuperar água da chuva • Evitar desperdício de água tratada em lavagem de carros, de calçadas, etc. • Não jogar nada nas privadas • Escolher produtos com menos material em embalagem • Usar as folhas de papel dos dois lados • Não jogar produtos tóxicos, medicamentos, nem pilhas no lixo comum – destine corretamente • Reutilizar os objetos (pensar bem antes de jogar fora!) • Plantar sempre que possível, principalmente nas cidades • Não cobrir terrenos inteiros com cimento ou lajes • Preferir produtos biodegradáveis • Usar sacolas reutilizáveis em lugar de sacolas plásticas • Regar as plantas quando o sol não estiver forte (evita que a água evapore logo) • Desligar os aparelhos elétricos em vez de deixa-los em standy-by • Escolher aparelhos que economizem energia • Aproveitar a luz do dia e não acender lâmpadas sem necessidade • Usar lâmpadas de baixo consumo • Apagar a luz nos lugares em que não há ninguém • Preferir ventilação natural a ar condicionado • Usar menos o automóvel • Usar mais transportes coletivos e caronas • Deslocar-se a pé ou de bicicleta, sempre que possível • Consumir menos carne • Consumir mais frutas e legumes da estação e da região • Evitar o uso de inseticidas e pesticidas químicos – preferir métodos naturais para controle de insetos e ervas daninhas • Consertar o que está estragado, em vez de trocar por algo novo • Arejar a sala de aula • Resistir à tentação da propaganda (que leva a consumir exageradamente e sem consciência) • Fazer campanhas de limpeza na escola, no bairro, na comunidade • Compartilhar estas e outras ideias com o maior número possível de pessoas Você sabia que qualquer coisa que você fizer, mesmo que pequena, vale a pena??? Para saber mais, acesse o Guia do Preguiçoso da ONU – https:/ / nacoesunidas.org/guiadopreguicoso
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 28 É interessante termos em mente alguns princípios que podem direcionar nossas atitudes: • princípio de precaução: não esperar que fique irreparável para agir • princípio de prevenção: melhor prevenir do que remediar • princípio de economia e boa gestão: quem quer chegar longe que cuide do seu transporte e reduza • princípio da responsabilidade: quem estraga deve consertar • princípio da participação: todos envolvidos, todos tomando decisões, todos agindo • princípio da solidariedade: deixemos às gerações futuras um mundo viável ATIVIDADE: Parte 1: Introduzir o tema com base no contexto apresentado e propor uma roda de conversa sobre o que são os ODS e porque foram desenvolvidos. Parte 2: Exercícios de fixação / Jogos (caça palavra, jogo dos sete erros e palavras cruzadas). Parte 3: Aprofundar conhecimento e discussões sobre os ODS e fazer um “diagnóstico” de sua comunidade. 3.1 Leitura do GIBI; 3.2 Atividade em Grupo: dividir os ODS nos grupos de forma que cada grupo trabalhe com temas diferentes a) elaborar um questionário investigativo e um roteiro de observação para a atividade em grupo b) pedir para que os alunos observem seu bairro e entreviste alguns vizinhos sobre alguns dos ODS. c) preparar material gráfico – cartazes, teatro ou outras formas, de acordo com a escolha dos alunos – para apresentação em sala de aula. Parte 4: Apresentar o resultado de sua apresentação para os demais. MATERIAIS DE APOIO: GIBI, VIDEO AULA – Acesso em https://www.espacoeco.org.br/ download/ https://youtu.be/ciz4D5tB-JA Material de Apoio 1 - JOGOS DOS ODS Material de Apoio 2 – Plano de Aulas dos ODSs Workshop.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 29 2.4 - OS DESAFIOS À NOSSA FRENTE O cenário tendencial prevê que a humanidade estará usando recursos e terra ao ritmo de dois planetas ao ano até 2030, e pouco mais de 2,8 planetas ao ano até 2050. O caminho seguido hoje é insustentável. Nosso conceito de prosperidade e sucesso precisa mudar. Na história recente, a renda e o consumo se transformaram em importantes facetas do desenvolvimento e, nos últimos 80 anos, o PIB foi usado como o principal indicador de progresso. Mas isso não é a história toda: afinal, deveríamos buscar o bem estar pessoal e da sociedade. Acima de certo nível de renda, a elevação do consumo não aumenta os benefícios sociais drasticamente e novos aumentos na renda per capita não ampliam o bem estar humano de maneira significativa. Para viver em harmonia com a natureza, também precisamos investir nela, e não imaginá-la como certa e segura. Um passo a ser tomado para que isso aconteça é a proteção adequada de áreas representativas de nossas florestas, reservas de água doce e oceanos. Quanto espaço deve ser reservado para a conservação da biodiversidade, não só para fins de armazenamento de carbono e de manutenção dos serviços de ecossistemas, mas também pelas razões éticas inerentes que guiam os princípios do desenvolvimento sustentável? Em complementação ao investimento na proteção direta da natureza, precisamos investir na biocapacidade. Dentre as opções para aumentar a produtividade da terra estão a recuperação de terras degradadas, o aperfeiçoamento da ocupação da terra, do manejo da terra e do manejo dos cultivos, e o aumento da produção agrícola. Neste sentido, os mercados tem um papel a cumprir. Melhores práticas de manejo para a produção aumentam a eficiência, e assim ajudam a aumentar a biocapacidade. Quem vai conduzir essas e outras transformações, e quem vai tomar as decisões? Há soluções emergindo tanto em nível nacional como local. Governos com visão de longo prazo verão a oportunidade de ganhar competitividade econômica e social por meio de abordagens diferentes, tais como a valoração da natureza e a alocação de recursos de maneira a proporcionar prosperidade social e resiliência. Ainda assim, esforços em nível nacional não serão suficiente. Também serão necessárias ações coletivas internacionais para enfrentar questões globais como a eliminação dos subsídios e a desigualdade global. As empresas também tem um papel a cumprir no fortalecimento da gestão, tanto nacional quanto internacional, por meio do engajamento em medidas voluntárias e do trabalho com a sociedade civil e governos para assegurar que tais mecanismos voluntários de gestão sejam reconhecidos mais formalmente. O mais importante é a sua habilidade em usar o poder do mercado para gerar mudanças, com base no reconhecimento de que os bens naturais são diferentes dos bens criados artificialmente. E nós, o que podemos fazer para assegurar que a vida humana continue em nosso planeta com qualidade? Se aceitarmos que o mundo que temos é o mundo que criamos segundo nossa capacidade de percebê-lo, segue em nossas mãos a responsabilidade e a capacidade de criar novos caminhos. Como cada uma de nossas ações tem milhões de interações com o que acontece no mundo e é difícil conhecer tudo, isso pode nos trazer a sensação de que nada podemos fazer. No entanto, o potencial humano é muito grande, e subestimar e desperdiçar nossas potencialidades pode ser tão grave quanto o desperdício de água e energia. Podemos muito mais do que imaginamos. Por isso, não devemos nos contentar com soluções rápidas, imediatistas e superficiais. Cada gesto nosso precisa ser consciente, pois ele reflete nossa maneira de pensar e, então, é ela que precisa mudar. “No final, nossa sociedade será definida não somente pelo que criamos, mas pelo que recusamos a destruir. A escolha é sua.” John Sawhill / The Nature Conservancy
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 30 MEIO AMBIENTE E OS CICLOS DA VIDA PARTE 3 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 31 3.1 - MEIO AMBIENTE: O QUE É ISSO? “A defesa da Terra começa no interior de cada um de nós.” Carlos Drummond de Andrade Para trabalhar com educação ambiental, fazemos a você um convite à reflexão, para começar: você já pensou no que significa a palavra meio ambiente? Certamente já ouviu essa palavra muitas vezes, mas talvez ainda não tenha parado para pensar em seu significado. Para a grande maioria das pessoas meio ambiente é a mesma coisa que florestas, animais silvestres, regiões polares, enfim, os lugares selvagens onde a ação humana ainda não é muito forte. Nesse sentido, Meio Ambiente é sinônimo de Natureza. Por outro lado, essas mesmas pessoas, quando pensam nos problemas ambientais, referem-se às alterações que os seres humanos impuseram à Natureza, alterações essas que chegam a ser extremas, tais como: a criação de inúmeras substâncias novas, novas combinações que não existem no estado natural, e que por isso geram os mais variados tipos de poluições, já que não são facilmente integradas aos ciclos naturais.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 32 Os povos antigos formularam inúmeras versões sobre o que é a Natureza, que vão desde a noção do sagrado até a de reserva de bens para serem utilizados. Esta última é a visão mais difundida de Natureza. Foi somente nos tempos modernos, em que a modificação da Natureza se tornou extremamente acentuada, é que o conceito de meio ambiente passou a fazer sentido, gerando uma certa distinção entre Meio Ambiente e Natureza. Tivemos que criar o termo Meio Ambiente, pois a palavra Natureza já não servia mais para designar máquinas, construções ou objetos de plástico, apesar de precisarmos dela para a fabricação destes itens. Quando queremos nos referir aos elementos retirados da Natureza para as nossas fabricações, utilizamos o termo: recurso natural, mas isso não quer dizer que Natureza seja somente um recurso natural. Há funções e significados muito mais amplos que conhecemos e vivenciamos o tempo todo. Para compreendermos bem essa separação ou não entre Meio Ambiente e Natureza, podemos observar o próprio ambiente em que vivemos: nossos corpos, nossas casas, nossos bairros, nossa cidade. Onde você mora era um lugar cheio de plantas e animais silvestres que já não habitam mais a região. Hoje eles estão protegidos em lugares especiais, chamados Unidades de Conservação (UCs), ou em áreas particulares que, por algum motivo, ainda não foram transformadas. Mesmo quem mora pertinho da floresta, não mora dentro dela. Nós acabamos nos acostumando a nos ver bem separados do que chamamos de Natureza e assim organizar nossa vida “separados” dela. De uma maneira geral, os ambientes onde as pessoas vivem foram profundamente alterados para que se tornassem propícios aos modos modernos de convivência humana. Pelo menos esse é um dos fundamentos da construção da vida em sociedade: alterar a Natureza para favorecer a vida humana. Se de um lado nos acostumamos a transformar a Natureza para criar o nosso modo de vida, por outro lado, continuamos a fazer parte da comunidade de seres vivos e fazemos muita coisa bem parecida com os animais silvestres e até mesmo com as plantas: nascemos pequenos e frágeis, precisamos nos alimentar, nos desenvolver, amadurecer, nos reproduzir, para depois morrermos. Nenhum ser vivo escapa desse ciclo. Os alimentos que ingerimos são produzidos pelas plantas ou a partir delas, pois as carnes são parte inclusive dos corpos dos animais herbívoros, isto é, que só comem plantas. Todos os produtos que utilizamos para organizar nossas atividades e garantir nosso conforto são extraídos originalmente de áreas naturais, onde muitas plantas e animais conviviam naturalmente. Carros, bicicletas, computadores, armários, canetas, xampus, panelas; enfim, essa infinidade de objetos que utilizamos são sempre um pedacinho da natureza transformada. A energia elétrica, o ar, a água também. A natureza está muito mais perto de nós do que imaginamos. Pensando assim, então, dá pra saber onde é que começa o nosso meio ambiente? Na nossa cidade, no nosso bairro, na nossa casa, no nosso quarto, no nosso corpo? Para mantermos o nosso corpo precisamos de ar, água, energia. Então, faz sentido pensarmos que o meio ambiente começa no nosso corpo. O que respiramos e ingerimos faz parte do nosso corpo e influencia aquilo que fazemos e pensamos. Podemos até pensar que o meio ambiente pode começar em nosso cérebro, em nossa mente. Estamos interagindo o tempo todo! As moléculas da água, dos alimentos e de todas as coisas estão continuamente circulando pela Terra! O que está acontecendo hoje em dia, com a poluição, o uso excessivo de substâncias químicas, entre outros impactos causados pela ação humana, é que estamos modificando a forma desses elementos circularem pela Terra. E também, não sem graves consequências, estamos modificando a velocidade com que esses elementos circulam. O que chamamos de Meio Ambiente é a própria Natureza modificada.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 33 Extraímos muito rapidamente uma grande quantidade de recursos naturais e, após um consumo que dura pouco tempo, depositamos esses recursos em locais que denominamos de lixo. Para a Natureza, a maneira de funcionar não se modifica: as substâncias devem circular pela Terra fazendo parte de seus ciclos. Para nós, temos problemas: as substâncias que não entram ou demoram para entrar nos ciclos formam depósitos que nos desagradam ao olhar, provocam mau cheiro, são foco de vetores de doenças, depositam-se na água e matam os ecossistemas aquáticos, contaminam o ar causando enfermidades variadas. As florestas são a forma que a Natureza toma em nossa região. Temos muito o que aprender com elas. Por isso a tomaremos como eixo que norteará todo o nosso trabalho: será a partir da observação, reflexão e convivência com ela que conduziremos nossas ações. Outro fator que contribuiu para essa escolha relaciona-se diretamente ao tipo de atividade extra classe que você e seus alunos farão em um local escolhido por você que tenha ainda algum remanescente de floresta nativa.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 34 O que é Natureza para você?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 35 3.2 - A FLORESTA, NOSSA MESTRA “Uma árvore cai com um grande estrondo. Mas ninguém escuta a floresta crescer.” Provérbio africano Se temos muito o que aprender com as florestas, então podemos considerá-las como nossas mestras. Mas o que aprendemos com elas? Para pensar nisso, vamos retomar o que foi afirmado anteriormente, de que aprendemos muito mais pelo exemplo dos educadores do que com suas falas. A floresta é assim. Ela dá muitos exemplos, mas precisamos saber reconhecê-los. Ela nos fala também, mas é preciso aprender a ouvi- la. Como é que se faz isso? O contato atento e sensível com a floresta nos ajuda a expressar nossas próprias potencialidades, que é o objetivo primordial da educação, quando a consideramos a partir de seu significado original: processo de promover a expressão das potencialidades que cada pessoa possui dentro de si. Ela nos ensina a olhar e compreender o mundo a partir de nosso próprio repertório, ampliando-o nesse contato. Ela nos ajuda a formar valores enraizados na experiência e no compromisso consigo mesmo, com os outros e com a vida como um todo. O foco na transmissão de informações incorporado pelos sistemas de ensino tradicionais gerou uma falta de comprometimento generalizada, que agora, com a educação ambiental, queremos recuperar. As florestas nos ajudam nesse processo, pois são o reservatório de vida a partir do qual toda a história humana teve origem, evoluiu e do qual não podemos ficar sem. Todo o conhecimento científico e todos os conteúdos disciplinares, foram aprendidos durante séculos em que matemáticos, naturalistas, gramáticos, geólogos, historiadores e geógrafos observaram a natureza e tiraram conclusões sobre suas leis. Toda a história humana se deu baseando-se não só nas relações humanas: isso não seria possível sem a conexão direta com as potencialidades naturais de cada lugar, a partir das quais os seres humanos erigiram suas culturas e construíram suas histórias. As florestas nos ajudam a definir uma ética mais abrangente, para incluir todos os seres que fazem parte deste planeta.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 36 Você tem uma experiência pessoal para contar na qual aprendeu algo diretamente com a floresta? Relate-as aqui.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 37 3.3 - BREVE HISTÓRIA DAS FLORESTAS Sobradinho “O homem chega, já desfaz a natureza Tira a gente, põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá prá cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia Do beato que dizia que o sertão ia alagar O sertão vai virar mar, dá no coração O medo que algum dia o mar também vire sertão” Sá e Guarabira Atualmente, quando nos referimos às florestas, estamos falando principalmente das florestas tropicais, pois são as que restam, em áreas ainda extensas, de todas as que já existiram sobre a Terra. As outras, já extintas ou quase, foram palco de desenvolvimento de todas as civilizações que nos antecederam. Diversos historiadores parecem concordar que a presença das florestas foi elemento essencial para o florescimento das grandes civilizações. Se hoje desejamos protegê-las, é porque o processo civilizatório está se aproximando das últimas áreas florestais do planeta.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 38 A destruição atual faz parte de um ciclo que começou há milhares de anos. Hoje podemos perceber que as civilizações antigas entraram em decadência devido, entre outros motivos, à escassez de florestas: o desmatamento e a degradação do solo reduziram as possibilidades de desenvolvimento. Se hoje queremos protegê-las com uma população mundial de mais de 6 bilhões de habitantes, e se sabemos que transformar florestas em cultura foi o procedimento básico para todas as civilizações que já ocuparam nosso planeta, estamos assumindo o desejo coletivo de que a história tome um rumo diferente de tudo o que nos antecedeu até aqui, pelo menos nos últimos 6 mil anos! A história oficial considera que a civilização ocidental teve início na Mesopotâmia, na fértil região entre os rios Tigre e Eufrates, região em que havia uma enorme floresta, há quase 7 mil anos atrás. A intensa transformação da Natureza em artefatos cada vez mais elaborados e sofisticados, a expansão da extração de minérios, da agricultura e da pecuária, além das questões de domínio sobre as terras e das culturas, umas sobre as outras, fez com que, nesse período, a floresta exuberante se transformasse numa região árida e desértica. Desde então, o processo civilizatório foi se intensificando e se expandindo, e experiências reveladoras do grande talento e inteligência humana foram deixando suas marcas. Hoje podemos apreciar o que ficou do mundo egípcio, de impressionante beleza, assim como da Grécia antiga, do Império Romano e das diversas civilizações que se desenvolveram no território europeu. Todas essas civilizações por nós conhecidas tiveram, de certo ponto de vista, na escassez da madeira um dos motivos de sua decadência. No final do século 15, as jovens nações europeias já tinham avançado seu saber tecnológico na construção de navios e também já tinham exterminado a maior parte de suas florestas. O avanço tecnológico destes países permitiu que eles saíssem para a conquista de novas terras, do chamado, por eles, de Novo Mundo. A Sabiá-do-campo (Mimus saturninus) Ocorrem em quase todo o Brasil, inclusive em área urbana. Biomas: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga e áreas campestres da Amazônia. Fonte: https:/ /www.wikiaves. com.br/wiki/sabia-do-campo
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 39 primeira descoberta feita pelos portugueses foi a Ilha da Madeira, no ano 1.420 d.C. O nome da ilha reflete a paisagem da época, composta de muita floresta e visualizada como madeira em potencial. A colonização começou com a extração da madeira, o cultivo da cana de açúcar e a transformação desta em açúcar, o que consumia muita madeira que também era levada para Portugal e Espanha para a construção das embarcações, pois já se planejava fazer viagens oceânicas e estabelecer o comércio com as Índias. E assim o Brasil entra neste modelo de processo civilizatório. Depois de receber alguns nomes provisórios, a nova terra foi batizada com o nome da primeira madeira explorada pelos recém-chegados estrangeiros: o Pau-brasil. No Brasil as florestas não tiveram melhor sorte que as europeias, mantendo-se vivas ainda em pleno século 21 graças, sobretudo, ao fato de serem tão grandes que ainda não se conseguiu acabar com elas. Peça aos seus alunos para escreverem uma carta para alguma pessoa do passado, sobre o resultado das ações delas em nosso mundo atual. Analise observando se as crianças relacionam a realidade atual como resultado de algo que foi pensado e sonhado por pessoas do passado. Leia em voz alta alguns trechos da carta de Pero Vaz de Caminha (Apêndice 1). Peça para os alunos desenharem a paisagem que os portugueses avistaram em sua chegada às costas brasileiras.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 40 Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos sugeridas neste item.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 41 3.4 - OS CICLOS DA VIDA A base dos processos vitais que mantém um ecossistema é o ciclo. Todos os elementos necessários à vida estão circulando no ambiente, isto é, os elementos entram na estrutura dos seres por um período, passam por processos de transformação e voltam a ficar disponíveis no meio para serem novamente absorvidos em outra estrutura. Assim acontece com todos os componentes: o carbono, o oxigênio, a água, o nitrogênio e uma infinidade de outros elementos que circulam em quantidade muito pequena. Toda a matéria que forma a Terra faz parte de um ciclo. Ela não pode ser criada nem destruída, só transformada. Os ciclos dos elementos formam um complexo mecanismo de controle que mantém as condições essenciais à autossustentação dos seres vivos. É a vida que pulsa nos elementos que os coloca em permanente movimento. Por todo o planeta, a vida se expressou das mais variadas formas, com maior ou menor diversidade biológica, com maior ou menor disponibilidade de água, com maior ou menor riqueza de solos, criando uma infinidade de ambientes com características próprias. Todos eles funcionam da mesma forma e seu equilíbrio depende de todas as relações que seus componentes mantêm entre si.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 42 CALENDÁRIO DA TERRA Peça aos alunos para desenharem uma linha do tempo, desde a formação da terra, passando pelo aparecimento dos seres humanos e chegando aos dias atuais, num espaço imaginário de 1 ano. JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ Formação da Terra = primeiro minuto do mês de janeiro Cristalização da rocha mais antiga Primeiros seres vivos Plantas e animais terrestres Aparecimento e desaparecimento dos dinossauros = logo após o Natal Primeiros hominídeos = início da noite de 31 de dezembro Retrocesso da última glaciação = faltando um minuto e quinze segundos para a meia-noite do dia 31 Duração do Império Romano = apenas cinco segundos (de 11h59min45s até 11h59min50s) Descobrimento da América = três segundos antes de terminar o ano FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em Valores Universais. São Paulo.2006. Pg 67
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 43 Os cientistas ainda não chegaram a um acordo sobre quantas espécies existem na Terra. As estimativas ficam entre 10 e 50 milhões de plantas e animais. Até hoje só estudaram e deram nome científico a cerca de 1,5 milhão de formas de vida. As espécies não existem de forma isolada. A evolução de cada uma delas se deu no ambiente específico em que viviam e assim formaram, ao longo dos tempos, os ecossistemas. O relacionamento entre as espécies de um ecossistema é tão estreito que a existência de uma só espécie afeta a vida de todas as outras. Da mesma forma, a alteração na vida de uma espécie afeta todos os demais componentes daquele ecossistema. Por exemplo, os excrementos de um animal podem servir de alimento para outras espécies e fertilizar o solo para o crescimento das plantas. As sementes das plantas podem espalhar-se por uma grande área graças ao trabalho de algumas aves e insetos. Eles também podem ajudar no cruzamento entre as plantas, levando o grão de pólen de uma para outra flor, ao mesmo tempo em que podem se alimentar do seu néctar. Da mesma maneira, a vida humana depende da existência de outras espécies. Alimentos, materiais de construção, roupas, medicamentos, todos os objetos que já conseguimos inventar são provenientes de algum ecossistema. O impacto das civilizações sobre a Natureza tem sido grande e decorrente de um consumo de matérias-primas mais acelerado do que a capacidade de recuperação dos ambientes. Houve uma alteração radical nos mecanismos reguladores e mantenedores das condições ambientais necessárias à manutenção da vida na Terra. Desde as inovações tecnológicas desenvolvidas durante o século XX2 , muitas variedades de plantas e animais foram criados e dispersados pelo globo para ambientes onde aquela espécie não existia anteriormente. Com a expansão dos campos cultivados e das pastagens, a diversidade de espécies por área diminuiu muito, já que um local antes habitado por diferentes seres vivos era transformado em um espaço ocupado por cultivos contendo normalmente apenas uma espécie. O Curió (Sporophila angolensis) é uma ave passeriforme da família thraupidae. Mede cerca de 14,5 cm, sendo que o macho é preto na parte superior do corpo e castanho-avermelhado na parte inferior, sendo a parte interna das asas na cor branca. Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e florestas secundárias altamente degradadas. Muito procurado como pássaro de gaiola Esta é considerada a principal ameaça e causa de seu desaparecimento das regiões mais habitadas do país. É considerado Criticamente em Perigo no Estado de Minas Gerais, conforme a Lista Vermelha estadual. Biomas: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga e áreas campestres da Amazônia. Fontes: https:/ /www.wikiaves.com.br/wiki/curio https:/ /www.wikiaves.com.br/wiki/sabia-do-campo
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 44 A introdução voluntária de espécies exóticas foi, muitas vezes, uma opção econômica para a agricultura, quando algumas espécies exóticas eram mais produtivas ou mais resistentes a pragas e doenças do que as espécies nativas. Isso pode acontecer com frequência, pois a espécie nativa, integrada ao ecossistema de origem, está interagindo com as outras espécies. A planta ou animal exótico não tem, em seu novo território, predadores naturais para ameaçar sua sobrevivência, o que faz com que elas se reproduzam com mais facilidade. Além destas causas, alguns estudiosos apontam que a perda da biodiversidade é devida aos baixos valores econômicos dados à biodiversidade e às suas funções ecológicas – como a proteção de bacias hidrográficas, ciclagem de nutrientes, controle da poluição, formação dos solos, fotossíntese e evolução – das quais depende o bem estar da humanidade. A maior diversidade de vida terrestre está nas florestas tropicais. Em outras partes do mundo a diversidade é menor, mas sua importância do ponto de vista ecológico é igualmente grande. Os oceanos cobrem 70% da superfície terrestre e podem abrigar uma biodiversidade superior à das florestas tropicais, mas que até agora está, em sua maior parte, desconhecida. Há referências sobre a possibilidade de o fundo do mar abrigar até 10 milhões de espécies sobre as quais ainda nada sabemos. A geração de oxigênio e a regulação climática dependem muito mais dos ecossistemas oceânicos do que dos terrestres. Os ciclos hidrológicos dependem dessa enorme massa de água disponível e de sua capacidade de armazenar calor. 2. E mesmo anteriormente, desde as primeiras viagens dos homens pela Terra, os cruzamentos entre espécies e variedades animais e vegetais foram sendo feitos. Depois dos descobrimentos, no século 15, as grandes navegações intensificaram essas trocas e, 3 séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial o processo de artificialização da natureza tornou-se ainda mais intenso. A exploração dos oceanos e das zonas costeiras sempre fizeram parte da história da humanidade, gerando riquezas, fornecendo alimento e possibilitando o transporte entre os povos. Os oceanos também são considerados como a última fronteira para a exploração dos recursos minerais da terra. O uso indiscriminado dos oceanos e dos mares para a produção de alimentos, navegação comercial e despejo de efluentes vem causando muitos danos, muitos deles irreversíveis.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 45 DINÂMICA DA TEIA Material: folhas de sulfite em branco, fita adesiva e novelo de lã ou barbante. Necessita-se de sete participantes. Cada um vai representar um elemento da história abaixo, sendo eles: o hipopótamo, a lama, o caramujo, o ser humano, as algas, os crustáceos e os peixes. Cada participante coloca um pequeno cartaz em seu peito (o que pode ser feito utilizando-se folha de sulfite e fita adesiva) com o nome de um elemento da história... Ler o texto abaixo e, com um barbante ou fios de lã, interligue os personagens da história à medida que seus nomes forem sendo mencionados, formando visivelmente uma teia, na qual podem ser vistas claramente as interconexões entre os seus elementos. Elas fazem parte de todos os sistemas vivos e seu entendimento pode ser aplicado a qualquer um deles. O extermínio do hipopótamo em certas regiões da África do Sul, com a finalidade de facilitar a navegação nos rios, é um ótimo exemplo das complexas relações que uma espécie mantém com todo o seu ecossistema. Sem conhecer a teia da vida, a morte dos hipopótamos acabou desencadeando a proliferação da esquistossomose e a falta de recursos alimentares para a população local. “O ser humano exterminou os hipopótamos. Os hipopótamos, ao caminharem no fundo do rio, agitavam a lama depositada, facilitando a circulação da água. Com o seu desaparecimento, os rios “entupiram”, alagando as regiões ao seu redor. Com isso, o caramujo transmissor da esquistossomose (barriga d´água), que vive em águas paradas, encontrou boas condições de desenvolvimento, e a doença se espalhou pela região, contaminando o ser humano. Mais ainda: descobriu-se depois que as fezes do hipopótamo funcionavam como adubo que estimulava o desenvolvimento de algas no fundo do rio. Essas algas serviam de alimento para pequenos crustáceos (bichinhos semelhantes a um camarão) que, por sua vez, eram comidos pelos peixes. Sem os hipopótamos, a população de peixes diminui, e os seres humanos deixaram de comer carne de peixe e começaram a passar fome.” Debate: depois de formada a teia, podemos perceber visualmente os elos de dependência que existem entre os elementos. É um exercício que possibilita a vivência da saúde individual e coletiva: cada célula contribui para a estabilidade do organismo. Cada habitante da Terra desempenha seu papel na saúde coletiva, pois os humanos estão interconectados entre si, dependem uns dos outros e do ambiente. É importante que os participantes percebam que as nossas ações podem ter consequências em um sistema maior, que muitas vezes não conseguimos imaginar. Após o debate, os participantes poderão criar outros exemplos para realizar a dinâmica da teia, extraídos da vida real: situações vividas na escola, dentro de casa e assim por diante. FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em Valores Universais. São Paulo.2006. Pg 37
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 46 RECEITA DE FLORESTA Dê a cada aluno uma escritura imaginária de um terreno de 1.500 metros quadrados. Nesse pedaço de terra virgem ele terá a liberdade de criar a floresta de seus sonhos, com muitas árvores, animais, montanhas e rios, enfim, tudo o que desejar. Deixe qu as imaginações fluam livremente. Para estimular a criatividade dos alunos, você poderá dar algumas sugestões: “Para que sua floresta seja linda e radiante, talvez você queira incluir algo como cachoeiras e tempestades de vento, ou arco-íris permanentes...”. Peça-lhes que façam uma lista dos ingredientes de suas florestas e depois os desenhem. Termine indagando aos alunos se suas florestas serão capazes de sobreviver ano após ano. Por exemplo, verifique se eles escolheram alguns representantes do ciclo alimentar: herbívoros, plantas e os decompositores (exemplo: formigas, cogumelos, bactérias). Não deixe que se esqueçam de fatores menos evidentes, tais como solo e clima. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003. Pg 77 PREDADOR-PRESA Esta brincadeira introduz o conceito de cadeias alimentares e demonstra como elas funcionam. Forme um círculo de cerca de cinco metros de diâmetro numa área aberta. Coloque vendas nos olhos de dois alunos, deixando-os no meio do círculo. Peça a um deles que diga o nome de um predador que vive na região e peça ao outro que diga o nome de uma presa. O predador tenta apanhar a presa, ouvindo-a, seguindo sua pista e correndo atrás dela. Se o predador ou a presa se aproximarem muito da margem do círculo, os alunos lhe darão duas pancadinhas. Exija silêncio enquanto a brincadeira está em andamento e peça que os participantes representem de modo mais real e que imitem os animais escolhidos. Para variar a brincadeira, faça uma experiência com número diferente de predadores e presas. Coloque sininhos em alguns dos animais, forçando-os a modificar sua estratégia de caça ou para que não sejam capturados. Se o predador não for tão arrojado como poderia ser, e estiver demorando muito, feche mais o círculo, de modo que o predador e a presa fiquem mais próximos um do outro. Esta atividade pode ser feita num momento de introdução, em que você está preparando o grupo para as informações sobre a teia da vida, pois ela cria uma atmosfera de grupo e costuma acalmar a agitação das crianças. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003. Pg 79
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 47 PIRÂMIDE DA VIDA Esta atividade requer seis participantes, no mínimo. Forneça a cada aluno um pedaço de papel e peça-lhe que escreva secretamente o nome de uma planta ou animal que se desenvolve ou vive na região. Os participantes deverão formar uma pirâmide, mas não lhes conte isso até ter recolhido todos os pedaços de papel. Para jogar Pirâmide da Vida entregue aos jogadores uma carta com o nome de uma planta ou animal escrito nela. É mais divertido se você escolher animais e plantas interessantes – como sempre-viva e beija- flor –, se possível todos os animais e plantas devem ser do mesmo habitat. Ao escrever você mesmo o nome das plantas e dos animais, você tem a possibilidade de estabelecer a proporção entre as plantas, os animais herbívoros e os predadores. Junto com o nome, escreva também um algarismo romano (Plantas, I; Herbívoros, II; Carnívoros, III; Predadores de segunda ordem3 , IV). Para um grupo de 26 pessoas, sugiro a seguinte proporção, de plantas até os predadores de segunda ordem: 14-7-4-1. Embaralhe as cartas e distribua uma para cada participante. Se algum deles não souber a qual categoria pertence, podem encontrá- la pelos algarismos romanos. Eis como jogar: “Eu gostaria de chamar todos aqueles que são capazes de produzir alimento a partir do sol, do ar, da água e de nutrientes do solo que deem um passo à frente e formem uma fila... Por favor, plantas, vocês podem se apresentar?... (os participantes respondem com o nome engraçado que está escrito em sua carta, tal como Suzana sempre-viva!... Maria sem-vergonha!... Fernanda não-me-toques!... Joana Sensitiva!...) Agora os herbívoros se identificam e se colocam atrás das plantas. Contem-nos quem são vocês... Se você é um predador, faça uma terceira fila e se identifique... Há alguém que ocupa o topo da cadeia alimentar? Sim? Conte-nos quem você é?...Uma águia,...então venha e forme a quarta fila. Agora que cada um está em seu lugar, tentem formar uma pirâmide. (Eu disse apenas para que tentem, pois é bem arriscado construir uma pirâmide com muita gente). Explique ao grupo que há uma hipótese científica que explica que a proporção de um nível para outro (isto é, das plantas para os herbívoros) é de cerca de 1/10 da biomassa. Por exemplo, se você tem 500 kg de plantas você terá 50 kg de herbívoros, 5 kg de carnívoros e 0,5 de predadores de segunda ordem. Agora diga ao grupo: “Notei que as plantas estão tendo problemas com alguns insetos, então vou jogar um pouco de defensivo agrícola. Estes lenços que estou colocando sobre suas cabeças – um para cada planta – representa uma partícula desse pesticida... 3. “Animais que podem se alimentar de outros carnívoros”
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 48 Agora eu gostaria que os herbívoros se alimentassem das plantas. Façam isso pegando os lenços das plantas e colocando-os sobre suas cabeças. Sigam comendo até que todas as plantas sejam comidas. Substâncias como herbicidas e pesticidas, quando ingeridos pelos animais, ficam depositados em seus tecidos. Vamos agora deixar os carnívoros se alimentarem dos herbívoros...” (Agora os participantes podem prever o que vai acontecer quando todos os lenços estiverem na quarta fila.) “Agora, será que a águia vai comer os animais da terceira fila?” (Os jogadores se divertirão ao verem todos os lenços formando um chapéu na cabeça da águia.) “Os níveis mais elevados da cadeia alimentar apresentam uma concentração maior de substâncias. Este processo é chamado de amplificação biológica. Pássaros como águias, falcões peregrinos e pelicanos e também outros animais têm sido fortemente contaminados por substâncias despejados no meio ambiente... E você, como humano, qual o seu lugar na cadeia alimentar?” CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo. 2003. Pg 77 AS ESTAÇÕES DO ANO Refletir sobre as estações do ano é uma ótima maneira de perceber os ciclos naturais! Peça para seus alunos descreverem as estações ao ano, com informações sobre a temperatura, regime de chuvas, aparência das plantas, reprodução dos animais. Você também pode comentar sobre a alternância das estações do ano nos hemisférios norte e sul.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 49 Distribua o texto abaixo para seus alunos. Depois de ler, peça para que formem grupos e façam uma discussão sobre o texto abordando questões como: os ciclos de vida dos materiais citados, a reutilização de materiais, os resíduos e a nossa vida. Também é possível pedir para que observem o lixo da sua casa e façam um texto descrevendo seus hábitos a partir do que está no lixo. AS ESTAÇÕES DO ANO Luís Fernando Veríssimo do livro “O analista de Bagé” Encontraram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. - Bom dia... - Bom dia. - A senhora é do 610. - E o senhor do 612. - É. - Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente... - Pois é... - Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto seu lixo... - O meu o quê? - O seu lixo. - Ah! - Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena... - Na verdade sou só eu. - Mmmmm. Notei também que o senhor usa muita comida em lata. - É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar... - Entendo. - A senhora também... - Me chame de você. - Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim... - É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas como moro sozinha, às vezes sobra... - A senhora.... você não tem família? - Tenho, mas não aqui. - No Espírito Santo. - Como é que você sabe? - Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo. - É. Mamãe escreve todas as semanas. - Ela é professora? - Isso é incrível! Como foi que você adivinhou? - Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora. - O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo. - Pois é... - No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado. - É. - Más notícias? - Meu pai. Morreu. - Sinto muito. - Ele já estava bem velhinho. Lá no sul. Há tempos não nos víamos. - Foi por isso que você recomeçou a fumar? - Como é que você sabe? - De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 50 - É verdade. Mas consegui parar outra vez. - Eu, graças a Deus, nunca fumei. - Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimidos no seu lixo... - Tranquilizantes. Foi uma fase. Já passou. - Você brigou com o namorado, certo? - Isso você também descobriu no lixo? - Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel. - É, chorei bastante, mas já passou. - Mas hoje ainda tem uns lencinhos... - É que eu estou com um pouco de coriza. - Ah. - Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo. - É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é. - Namorada? - Não. - Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha. - Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga. - Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte. - Você já está analisando meu lixo! - Não posso negar que seu lixo me interessou. - Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia. - Não! Você viu meus poemas? - Vi e gostei muito. - Mas são muito ruins! - Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados. - Se eu soubesse que você ia ler... - Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela? - Acho que não. Lixo é domínio público. - Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso? - Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que... - Ontem, no seu lixo... - O quê? - Me enganei, ou eram cascas de camarão? - Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei. - Eu adoro camarão. - Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode... - Jantar juntos? - É. - Não quero dar trabalho. - Trabalho nenhum. - Vai sujar sua cozinha. - Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora. - No seu lixo ou no meu?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 51 PROCESSOS NATURAIS Divida o grupo em subgrupos de 5 até 7 pessoas. Diga que cada grupo deve escolher um processo natural qualquer (você pode perguntar antes para todos o que é um processo natural e pedir para que eles deem exemplos). Os subgrupos se separam para escolher o seu processo e ensaiar uma dramatização que deverá ser apresentada posteriormente para o restante do grupo. Depois que todos os subgrupos tiverem ensaiado, cada um apresenta e o grupo todo tenta adivinhar qual processo natural foi representado. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo, 2008. Pg 78
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 52 Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos, sugeridas neste item. Quais das atividades sugeridas você mais gostou?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 53 3.5 - AS MANIFESTAÇÕES DA VIDA Obviamente é a vida na Terra que conhecemos. E é dela que vamos falar aqui. Ao longo da evolução da vida, a diversificação das espécies foi fundamental para garantir o desenvolvimento e a sustentabilidade de todas as formas, que convivem em comunidades relacionando-se direta ou indiretamente, alimentando-se e realizando diversas trocas formando os ecossistemas4 do mundo inteiro. A chamada Diversidade biológica ou biodiversidade indica não só a variedade de vida na Terra como os padrões naturais que essa variedade forma. A biodiversidade pode ser considerada em relação às espécies, isto é, incluindo todas as espécies de animais, vegetais, microorganismos etc. Os genes contidos em cada indivíduo, ou os “conjuntos” que essas espécies formam a partir de seus relacionamentos, são os ecossistemas. Estão relacionados abaixo os principais ecossistemas brasileiros. O Brasil é considerado um dos países de maior diversidade biológica do planeta. Abriga cerca de 10% a 20% das espécies já conhecidas pela ciência. Estas são originárias de suas extensas florestas tropicais úmidas, que hoje representam cerca de 30% das florestas deste tipo no mundo. A flora brasileira conhecida contribui com 50 mil a 56 mil espécies de plantas superiores, o que corresponde a 20% do que hoje é conhecido. Esse número é muito superior ao que se encontra na América do Norte, Europa ou África. Em relação à fauna, os dados existentes mostram uma importância especial tanto quanto ao número de espécies de anfíbios, répteis, mamíferos, aves, peixes e artrópodes, quanto ao alto grau de endemismo (uma espécie é endêmica quando ela é restrita a uma determinada área geográfica): das 517 espécies de anfíbios, 294 são endêmicas; das 468 espécies de répteis, 172 são endêmicas; das 524 espécies de mamíferos, 131 são endêmicas; das 1.622 aves, 191 são endêmicas. Só de insetos, temos 15 milhões de espécies, estima-se. Esse alto grau de endemismo está presente em todos os biomas5 brasileiros. Isso significa que, se um pequeno trecho de floresta é desmatado, muitas espécies podem estar sendo extintas, pois ocorriam apenas naquele local. 4. Ecossistema é uma unidade de estudo, formada pelo conjunto de todos os seres animais e vegetais que interagem entre si e com o meio físico, formando uma rede de inter-relações energéticas viabilizada pelas relações alimentares que os seus componentes estabelecem entre si. Para haver equilíbrio em um ecossistema é preciso haver diversidade biológica e um intercâmbio entre os seres vivos, as rochas, as águas e o solo. 5. Biomas são os grandes conjuntos de ecossistemas.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 54 ECOSISTEMAS BRASILEIROS 50a 560mil Espécies de Plantas superiores do que existe no mundo 20% Anfíbios 517 espécies 294 endêmicas Répteis 468 espécies 172 endêmicas Mamíferos 524 espécies 131 endêmicas Aves 1622 espécies 191 endêmicas
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 55 3.6 - ECOSSISTEMAS BRASILEIROS AMAZÔNIA A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento, reprodução e morte de mais de um terço das espécies que vivem sobre a Terra. Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma do Brasil: num território de 4.196.943 milhões de km2 (IBGE, 2004), crescem 2.500 espécies de árvores (ou um terço de toda a madeira tropical do mundo) e 30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul). A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km2 e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo. As estimativas situam a região como a maior reserva de madeira tropical do mundo. Seus recursos naturais – que, além da madeira, incluem enormes estoques de borracha, castanha, peixe e minérios, por exemplo – representam uma abundante fonte de riqueza natural. A região abriga também grande riqueza cultural, incluindo o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma de explorar esses recursos naturais sem esgotá- los nem destruir o habitat natural. Amazônia Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pampa Pantanal
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 56 A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a mais biodiversa floresta tropical do mundo. No Brasil, ocupa 49,29% do território, abrangendo os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, e parte dos Estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. O clima na floresta Amazônica é equatorial, quente e úmido, devido à proximidade da linha do Equador, com a temperatura variando pouco durante o ano. As chuvas são abundantes, com as médias de precipitação anuais variando de 1.500 mm a 1.700 mm, podendo ultrapassar 3.000 mm na foz do rio Amazonas e no litoral do Amapá. O período chuvoso dura seis meses. A região é o lar de cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos e dezenas de milhares de plantas. Até o momento, pelo menos 40.000 espécies de plantas, 3.000 de peixes, 1.294 aves, 427 mamíferos, 428 anfíbios e 378 de répteis foram classificadas cientificamente na região. Um em cada cinco de todos os pássaros no mundo vivem na floresta tropical da Amazônia. Os cientistas descreveram entre 96.660 e 128.843 espécies de invertebrados só no Brasil. Em comparação com os demais biomas brasileiros, a Amazônia é o que detém o maior percentual de florestas oficialmente protegidas (3,2% da área total do bioma). No entanto, apenas 0,38% da área dos parques e reservas hoje existentes na Amazônia está minimamente protegida de fato.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 57 MATA ATLÂNTICA A Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km2 e estendia-se originalmente ao longo de 17 Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). Hoje, restam 7,91% de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 11%. É um dos hotspots6 mundiais, ou seja, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta; foi também decretada Reserva da Biosfera pela Unesco e Patrimônio Nacional, na Constituição Federal de 1988. A composição original da Mata Atlântica é um mosaico de vegetações definidas como florestas ombrófilas densa, aberta e mista; florestas estacionais decidual e semidecidual; campos de altitude, mangues e restingas. Seu clima é subtropical e tropical. 6. Hotspot é um conceito definido pela Conservation International e designa as áreas naturais com duas características básicas: apresentam elevada biodiversidade e já foram destruídas em 80% ou mais de sua área original.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 58 Segundo dados atualizados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, publicado pela SOS Mata Atlantica em 23/5/19, a área abriga cerca de 72% da população, sete das nove maiores bacias hidrográficas do país e três dos maiores centros urbanos do continente sul americano. Das 633 espécies de animais ameaçadas de extinção no Brasil, 383 ocorrem na Mata Atlântica. Neste bioma vivem mais de 20 mil espécies de plantas, sendo 8 mil endêmicas, 270 espécies conhecidas de mamíferos, 992 de pássaros, 197 de répteis, 372 de anfíbios e 350 de peixes. A maior parte das espécies de animais brasileiros ameaçados de extinção são originários da Mata Atlântica, como os micos-leões, a lontra, a onça-pintada, o tatu-canastra e a arara-azul-pequena. Além desta lista, também vivem na região gambás, tamanduás, preguiças, antas, veados, cotias, quatis, etc. O primeiro parque nacional brasileiro foi criado em uma área de Mata Atlântica, em 14 de junho de 1937. O Parque Nacional de Itatiaia fica entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e abriga 360 espécies de aves (incluindo gaviões, codornas e tucanos) e 67 espécies de mamíferos (como a paca, macacos e preguiças). A MATA ATLÂNTICA EM NÚMEROS Habitantes 112 milhões da população brasileira Plantas 20 mil espécies Anfíbios 372espécies Répteis 197espécies Aves 992espécies 72% Peixes 350espécies Mamíferos 270espécies
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 59 CAATINGA Ocupando quase 10% do território nacional, com 736.833 km², a Caatinga abrange os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, sul e leste do Piauí e norte de Minas Gerais. Região de clima semiárido e solo raso e pedregoso, embora relativamente fértil, o bioma é rico em recursos genéticos dada a sua alta biodiversidade. O aspecto agressivo da vegetação contrasta com o colorido diversificado das flores emergentes no período das chuvas, cujo índice pluviométrico varia entre 300 e 800 milímetros anualmente. No meio de tanta aridez, a Caatinga surpreende com suas “ilhas de umidade” e solos férteis. São os chamados brejos, que quebram a monotonia das condições físicas e geológicas dos sertões. Nessas ilhas é possível produzir quase todos os alimentos e frutas peculiares aos trópicos do mundo. Essas áreas normalmente localizam-se próximas às serras, onde a abundância de chuvas é maior. Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas. Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação). Calcula-se que 80% do ecossistema original já foram transformados em cultivos e pastagens. Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC. O uso do fogo é muito comum no preparo da terra, o que ameaça cada vez mais a fauna silvestre e compromete o equilíbrio do clima, do solo e a qualidade da água.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 60 CERRADO O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superado apenas pela Floresta Amazônica. São 2 milhões de km2 espalhados pelos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e partes de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, ou 23,1% do território brasileiro. O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O Cerrado tem a seu favor o fato de ser cortado por três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins, São Francisco e Prata), favorecendo a manutenção de uma biodiversidade surpreendente. Estima-se que a flora da região possua 10 mil espécies de plantas diferentes (muitas usadas na produção de cortiça, fibras, óleos, artesanato, além do uso medicinal e alimentício). Isso sem contar as 759 espécies de aves que se reproduzem na região, 180 espécies de répteis, 195 de mamíferos, sendo 30 tipos de morcegos catalogados na área. O número de insetos é surpreendente: apenas na área do Distrito Federal há 90 espécies de cupins, mil espécies de borboletas e 500 tipos diferentes de abelhas e vespas. O Cerrado tem um clima tropical com uma estação seca pronunciada. A topografia da região varia entre plana e suavemente ondulada, favorecendo a agricultura mecanizada e a irrigação. Estudos recentes indicam que cerca de 20% do Cerrado ainda possui a vegetação nativa em estado relativamente intacto. Aproximadamente 40% conserva parcialmente suas características iniciais e outros 40% já as perderam totalmente. O Cerrado é considerado o “berço das águas” ou “caixa d’água do Brasil”, por abrigar as nascentes de importantes bacias hidrográficas da América
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 61 do Sul - Platina, Amazônica e São Francisco. Além disso suas, raízes profundas e a relação deste sistema radicular com o solo, mantém as condições ideais para recarga do lençol freático e aquíferos. O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O solo, antigo e profundo, ácido e de baixa fertilidade, tem altos níveis de ferro e alumínio. Este bioma também se caracteriza por suas diferentes paisagens, que vão desde o cerradão (com árvores altas, densidade maior e composição distinta), passando pelo cerrado mais comum no Brasil central (com árvores baixas e esparsas), até o campo cerrado, campo sujo e campo limpo (com progressiva redução da densidade arbórea). O excesso de alumínio e a alta acidez do solo diminuem a disponibilidade de nutrientes às plantas, tornando-o tóxico para plantas não adaptadas. A baixa fertilidade e a elevada toxicidade do solo são associadas ao nanismo e a tortuosidade da vegetação (hipótese do oligomorfismo distrófico). Outra hipótese é relacionada ao fogo. O fogo mata alguns brotos, de modo que os galhos estão sempre crescendo numa direção diferente e isto acarreta no crescimento tortuoso do tronco das plantas do Cerrado. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Um dos impactos ambientais mais graves na região foi causado por garimpos, que contaminaram os rios com mercúrio e provocaram o assoreamento dos cursos de água (bloqueio por terra). A erosão causada pela atividade mineradora tem sido tão intensa que, em alguns casos, chegou até mesmo a impossibilitar a própria extração do ouro rio abaixo. Nos últimos anos, contudo, a expansão da agricultura e da pecuária representa o maior fator de risco para o Cerrado. Apenas 0,85% do Cerrado encontra-se oficialmente em unidades de conservação.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 62 PANTANAL O Pantanal é a planície de inundação contínua mais importante da América do Sul. Ao todo, a bacia transfronteiriça, abrange uma área de 624.320 km2 , sendo aproximadamente 62% no Brasil (localizado no sul do Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul), 20% na Bolívia e 18% no Paraguai. Para a conservação do Pantanal, é importante levar em conta a bacia hidrográfica como um todo e não só a planície alagável. Afinal, tudo está interligado. O equilíbrio ambiental e os processos ecológicos do Pantanal são determinados por eventos, naturais ou não, que ocorrem nas partes altas da bacia hidrográfica. A água que nasce nas partes altas corre para baixo, para a planície inundável, carregando o que estiver pelo caminho. É o pulso das águas que dita o ritmo da vida, dinâmico, complexo e delicado. Há duas estações bem definidas: a seca e a chuvosa. O Pantanal possui uma rica biodiversidade. É o berço 4.700 espécies entre animais e plantas. Entre as espécies levantadas estão 3.500 plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 263 espécies de peixes, 122 de mamíferos, 93 de répteis, 656 de aves e 1.032 de borboletas. Enquanto a planície inundável mantém 86,6% da sua cobertura vegetal natural, apenas 43,5% da área possui vegetação nativa. O regime de inundações é o responsável pelo ciclo da vida no Pantanal, garantindo as condições para que animais e plantas se desenvolvam em toda a sua plenitude. Por isso, a preservação das nascentes nas partes altas da Bacia e a adoção de práticas de produção econômica que não agridam ao meio ambiente são fundamentais para a conservação da planície inundável.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 63 BIODIVERSIDADE - PANTANAL Aves 656espécies Mamíferos 122espécies Plantas 3500espécies Borboletas 1032espécies Répteis 93espécies Peixes 263espécies 656espécies Animais e Plantas
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 64 ECOSSISTEMAS COSTEIROS A Zona Costeira brasileira é extensa e variada. O Brasil possui uma linha contínua de costa com mais de 8 mil quilômetros de extensão, uma das maiores do mundo. Ao longo dessa faixa litorânea é possível identificar uma grande diversidade de paisagens como dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos e falésias. Dependendo da região, o aspecto é totalmente diferente do encontrado a poucos quilômetros de distância. Mesmo os ecossistemas que se repetem ao longo do litoral - como praias, restingas, lagunas e manguezais - apresentam diferentes espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, as diferenças climáticas e geológicas. O litoral está quase todo voltado para o Atlântico Sul. Porém, uma pequena parcela (no extremo norte do país) debruça-se sobre o Mar do Caribe. O litoral amazônico, que vai da foz do Rio Oiapoque ao Rio Parnaíba, é lamacento e tem em alguns trechos mais de 100 km de largura. Apresenta grande extensão de manguezais, assim como matas de várzeas de marés. Jacarés, guarás e muitas espécies de aves e crustáceos são alguns dos animais que vivem nesse trecho. O litoral nordestino começa na foz do Rio Parnaíba e vai até o Recôncavo Baiano. É marcado por recifes calcáreos e arenitos, além de dunas que, quando perdem a cobertura vegetal que as fixa, movem-se com a ação do vento. Há ainda nessa área manguezais, restingas e matas. Nas águas do litoral nordestino vivem tartarugas e o peixe-boi marinho, ambos ameaçados de extinção.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 65 O litoral sudeste segue do Recôncavo Baiano até São Paulo: a área mais densamente povoada e industrializada do país. Suas áreas características são as falésias, recifes, arenitos e praias de areias monazíticas (mineral de cor marrom escura). É dominado pela Serra do Mar e tem a costa muito recortada, com várias baias e pequenas enseadas. O ecossistema mais importante dessa área é o das matas de restingas. Nessa parte do litoral é possível encontrar espécies como a preguiça-de-coleira e o mico-sauá, dois animais ameaçados de extinção. O litoral sul começa no Paraná e termina no Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. Cheio de banhados e manguezais, o ecossistema da região é riquíssimo em aves, mas há também outras espécies: ratão-do-banhado, lontras, capivaras etc. Há muito ainda para se conhecer sobre a dinâmica ecológica do litoral brasileiro. Complexos sistemas costeiros distribuem-se ao longo da costa, fornecendo áreas para a criação, crescimento e reprodução de inúmeras espécies de flora e fauna.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 66 CAMPOS SULINOS Este bioma ocupa áreas no Brasil (Rio Grande do Sul e Santa Catarina), Uruguai e Argentina. De um modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, com uma composição bastante uniforme e com arbustos espalhados e dispersos. O solo é revestido de gramíneas, subarbustos e ervas. Entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os Campos formados por gramíneas e leguminosas nativas se estendem como um tapete verde por uma região de mais de 200 mil km2 . Nas encostas, esses campos tornam- se mais densos e ricos. Nessa região, com muita mata entremeada, as chuvas distribuem-se regularmente pelo ano todo e as baixas temperaturas reduzem os níveis de evaporação. Tais condições climáticas favorecem o crescimento de árvores. Na parte brasileira do bioma, existem cerca de 3.000 espécies de plantas vasculares, sendo que aproximadamente quatrocentas são gramíneas, como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus, caturritas e anus-pretos e 90 de mamíferos terrestres, como guaraxains, veados e tatus. Atualmente os campos, que já representaram 2,4% da cobertura vegetal do país, são amplamente utilizados para a produção de arroz, milho, trigo e soja, às vezes em associação com a criação de gado. A desatenção com o solo, entretanto, leva à desertificação, registrada em diferentes áreas do Rio Grande do Sul. A região coberta pelos campos sulinos apresenta clima subtropical, com temperaturas amenas e chuvas regulares, sem grande alteração durante o ano.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 67 ZONAS DE TRANSIÇÃO Algumas zonas com características específicas, existentes entre os principais biomas brasileiros, foram identificadas e separadas para facilitar as tarefas e esforços de conservação. Juntas, as áreas de transição compreendem um território de aproximadamente 675.000 km². Uma delas é a transição entre o Cerrado e a Amazônia, com área de 414.007 km2 , envolvendo as florestas secas do Mato Grosso. As florestas de babaçu do Maranhão também foram separadas, na zona de transição Amazônia-Caatinga, com área de 144.583 km2 . Finalmente, também foi classificada separadamente a zona encontrada entre a Caatinga e o Cerrado, com 115.108 km2 de área. Entre a Amazônia e o Cerrado está localizada a Mata Seca, ou floresta mesófila semidecídua. Representa uma forma florestal de manchas inclusas com características comuns do Cerrado, sendo por vezes contornadas ou ladeadas por manchas desse bioma. Quase sempre seus maciços ocorrem em locais afastados dos cursos de água ou da umidade permanente, em terrenos ondulados ou planos. No entanto, os maciços tornam-se menos frequentes nos declives e dorsos das elevações acentuadas. O babaçu (Orbignya phalerata) é uma palmeira nativa das regiões norte e nordeste do Brasil. Compõe extensas florestas, ocupando áreas onde a floresta primária foi desmatada. Além do nome babaçu, também é conhecida por bagassú, aguassú e coco de macaco. Ocorre em uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras semiáridas do Nordeste brasileiro.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 68 O clima nessa área é bem mais úmido do que na Caatinga, com vegetação mais exuberante a medida que se avança para o oeste. A vegetação natural é a mata dos cocais, onde se encontra a palmeira babaçu, da qual é extraído óleo utilizado na fabricação de cosméticos, margarinas, sabões e lubrificantes. A economia local é basicamente agrícola, predominando as plantações de arroz nos vales úmidos do estado do Maranhão. Na década de 80, no entanto, teve início o processo de industrialização da área, com a instalação de indústrias que constituem extensões dos projetos minerais da Amazônia. Já na transição entre o Cerrado e a Caatinga pode observar-se uma vegetação mais rica que a da Caatinga, com florestas de árvores de folhas secas. Naturalmente, o clima é mais seco que o do Cerrado, com solo mais ressecado e períodos mais intensos sem chuva. A maior parte desta área está na fronteira do Cerrado com o sertão, no interior de estados nordestinos. Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/biomas/
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 69 CONSTRUIR UMA ÁRVORE Peça que a classe faça uma grande roda e diga que farão a representação de uma árvore. Revise com eles quais as partes de uma árvore. É importante que todos participem, portanto calcule o número de alunos para cada uma das partes: raiz principal, raízes transversais, cerne, xilema, floema e a casca. Siga as orientações: Cerne: Para começar, escolha dois ou três participantes altos e que aparentam ser fortes e peça-lhes para que representem o cerne. Eles devem ficar de pé, um de costas para o outro. Diga ao restante do grupo: “Este é o cerne – a parte mais interna e forte da árvore. A função do cerne é manter o tronco e os galhos na vertical de forma que as folhas possam receber luz solar. O cerne é um tecido morto, mas bem preservado; quando vivo, seus milhares de pequenos vasos carregavam a água para cima e o alimento para baixo, mas agora estão todos entupidos de resina”. Diga aos que interpretam o cerne que sua função é ser “alto e forte”. Raiz principal: Em seguida, escolha várias pessoas para representarem a raiz principal. Peça para que se sentem de costas para a base do cerne, dizendo: “vocês são uma raiz muito comprida, chamada raiz principal. Fixem-se bem fundo ao solo – por cerca de nove metros. A raiz principal permite que a árvore obtenha água do solo profundo, e também a ancora firmemente ao solo. Quando vêm as tempestades, a raiz principal impede que ventos fortes carreguem-na”. Lembre-se de sempre informar que nem todas as árvores possuem raiz principal, mas que esta possui. Raízes transversais: Escolha pessoas de cabelos compridos que pareçam não se importar em deitar no chão. Peça às “raízes transversais” para que deitem de costas, com os pés de encontro ao tronco e o corpo estendendo-se para fora da árvore. Diga-lhes: “Vocês são as raízes transversais. Como vocês existem outras centenas. Vocês crescem superficialmente, ao redor de toda a árvore como os galhos, só que por debaixo da terra. Vocês também ajudam a manter a árvore de pé. Em suas extremidades existem raízes muito finas”. Neste momento, ajoelhe-se ao lado de uma das raízes, espalhe os cabelos das raízes superficiais ao redor da cabeça e continue narrando; “As árvores possuem milhares de quilômetros de raízes capilares que cobrem cada centímetro quadrado de solo em que crescem. Quando elas sentem que há água por perto, suas células crescem em direção a ela e a sugam. As pontas das raízes capilares possuem células tão duras quanto um capacete. Gostaria que as raízes demonstrassem o barulho que fazem ao sorver a água para cima. Quando eu disser: Sorvam! vocês fazem assim (emita o som de sorver bem alto). Agora então, vamos ouvir vocês sorverem!” Xilema: Peça para que um pequeno grupo interprete o xilema. Escolha um número suficiente de pessoas para formar um círculo completo em torno do cerne. Olhando para dentro de mãos dadas, peça-lhes que tomem cuidado para não pisarem nas raízes! Diga-lhes: “Vocês são a parte da árvore chamada xilema. Vocês conduzem a água das raízes para os galhos mais altos. Vocês são a bomba mais eficiente que existe no mundo, sem nenhuma parte móvel. Vocês são capazes de elevar centenas de litros de água por dia a uma velocidade de mais de 160 quilômetros por hora. Depois que as raízes sorverem a água do solo, a função de vocês é conduzi-la para o alto da árvore. Quando eu
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 70 disser: Conduzam a água para cima!, vocês fazem assim: Uiiii! (levantando os braços para cima). Vamos praticar! Primeiro as raízes sorvem a água. “Vamos sorver!” Logo em seguida, peça ao xilema: “Conduzam a água para cima! Uiiii!” Floema: Selecione mais algumas pessoas para representarem o floema. Peça que formem um círculo em torno do xilema com as mãos dadas e com a face virada para dentro. Fale: “A partir de vocês em direção ao interior, existe uma camada de tecido que se chama floema que é a parte da árvore que cresce. Todos os anos uma nova camada é adicionada ao xilema e floema. Uma árvore cresce de dentro para fora, a partir de seu tronco, e também a partir das pontas de suas raízes e galhos. Não é como o crescimento dos cabelos humanos”. “Atrás de vocês, em direção à parte de fora está o floema. Esta é a parte que conduz o alimento produzido pelas folhas para toda a árvore. Vamos transformar nossas mãos em folhas.” Deixe que estiquem os braços para cima e para fora de modo que entrelacem braços, antebraços e os pulsos, deixando as mãos livres para balançarem como folhas. Quando eu disser: “Vamos produzir alimento!”, levantem seus braços e balancem as folhas absorvendo a energia do sol e produzindo alimento. E quando eu disser: “Conduzam o alimento para baixo!”, você devem falar: “Uoooo!” (emita um som de “Uoooo!” decrescente e longo enquanto você flexiona os joelhos e se agacha soltando os braços e o corpo em direção ao chão). “Vamos praticar!” Faça todos os sons e movimentos com todas as partes, na seguinte ordem: “Vamos sorver!” “Vamos produzir alimento!” “Conduzam a água para cima!” “Conduzam o alimento para baixo!” Peça ao restante dos participantes que atuem como casca. Eles devem formar uma roda em torno da árvore, olhando para fora. Diga- lhes: “Vocês são a casca. De que tipo de perigos vocês protegem as árvores?” Sugira os exemplos: fogo, insetos, mudanças bruscas de temperatura, meninos e meninas usando canivetes. Diga à casca como ela deve proteger a árvore: “Levantem os braços como se estivesse em posição defensiva, com os cotovelos dobrados e os punhos próximos ao peito. (Pausa) Estão ouvindo um som alto e agudo? É um buprestídeo, um inseto que destrói árvores e que está muito faminto. Verei o que posso fazer para acabar com isto. Se eu não voltar, vocês é que terão de detê-lo”. Esconda-se atrás de uma árvore e reapareça fingindo ser um buprestídeo. Exagere na interpretação fazendo cara de bravo, usando dois gravetos como antenas e balançando a cabeça para frente e para trás. Aponte suas antenas e mire seu longo focinho em direção à árvore. Agora, corra ou caminhe rapidamente ao redor da árvore fingindo que está tentando penetrar na camada protetora da casca. A “casca” deverá tentar afastar você. Enquanto você rodeia a árvore, oriente para que as outras partes do grupo representem suas funções. Em sequência, diga os comandos para todas as partes, em voz alta. Faça a sequência três ou quatro vezes. Os comandos para as partes da árvore são:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 71 Da primeira vez diga: “Cerne, permaneça alto e forte!” e “Fique firme casca!”: 1) “Raízes, sorvam” 2) “Folhas, produzam alimentos!” 3) “Xilema, conduza a água para cima!” 4) “Floema, conduza o alimento para baixo!” Depois desta primeira rodada, apenas diga os comandos sem falar o nome das partes da árvore. Quando tiver acabado, sugira que os participantes dêem um grande abraço por terem construído uma árvore tão bela. E ajude as raízes a se levantarem do chão! CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 80 HABITAT Para esta atividade divida a classe em grupos de cinco participantes. Peça para cada grupo escolher um habitat natural e organizar uma representação em que cada participante será um elemento desse ambiente. Dê alguns minutos para eles ensaiarem. Determine um local para ser o “palco” onde cada grupo se apresentará. Enquanto cada grupo se apresenta, os outros assistem em silêncio, sem falar o que adivinhou até que a atuação seja finalizada. Esta atividade pode ser feita ao ar livre, ou em sala de aula. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 92
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 72 PERSONIFICAR UMA ÁRVORE Pode ser praticada ao ar livre ou em ambientes fechados. Ao ar livre, procure uma clareira dentro da mata, e parem debaixo de uma árvore grande. Peça aos participantes que se espalhem sob a árvore e permaneçam de pé com os olhos fechados, próximos o suficiente de você para que possam ouvi-lo. Diga-lhes que eles irão experienciar a vida de uma árvore durante um ano inteiro – verão, outono, inverno e primavera. Na realidade eles se tornarão uma árvore. Enquanto você faz a narração, as “árvores” podem manter seus braços levantados como galhos, ou apenas permanecer paradas de pé com os olhos fechados, mentalizando. Com crianças mais jovens, fazer movimentos (por exemplo, durante as “tempestades” de inverno) ajuda a canalizar a agitação. Caso não se lembre ou não tiver tempo para ler a narração completa, não se preocupe. Se memorizar poucos detalhes evidentes de cada fase do ciclo de vida de um ano da árvore, você verá que pode superar os ocasionais lapsos de memória falando de improviso. Com crianças mais jovens e outros grupos pouco concentrados, encurte a sua apresentação omitindo fatos secundários, e reduzindo as descrições de ambientações. Sua habilidade com Personificar uma Árvore melhorará a cada vez que aplicá-la. Comece a narração: Com os olhos fechados, imagine-se caminhando por uma trilha da floresta. Uma fina névoa evapora do solo quente no alvorecer de uma linda manhã. As gotas de orvalho recobrem toda a vida ao seu redor. O cheiro das folhas caídas, dos brotos, dos pequenos animais, da brisa que sopra do oceano e das sementes e flores vai se transformando à medida que se você aproxima do coração da mata. Você caminha até chegar à parte mais aberta da trilha. Agora você pára e sente a firmeza de seus pés em contato com o solo. Vira-se em direção ao raio de sol que penetra os galhos da floresta e sente se transformar em uma imponente árvore desta mata. Com os pés paralelos aos ombros, sinta sua imensa raiz principal descer abaixo do quadril... alcançando os joelhos... solas dos pés até atravessar as folhas que se decompõem no solo e penetrar na terra úmida. Deixe que ela penetre na terra até atingir uma profundidade de 9 metros. Agora comece a estender suas raízes transversais em todas as direções, pouco abaixo da superfície do solo. Estenda-as para a esquerda... para a direita... para frente... e para trás. Estenda-as para cada vez mais longe. (Pausa) O solo da floresta é pobre e fornece principalmente a sua sustentação. A maior parte dos nutrientes estão armazenados na matéria orgânica viva e morta da floresta. Por isso, suas raízes aéreas são tão importantes. Núcleos de bactérias se formam e ajudam as raízes a assimilar os nutrientes. Leve água com os nutrientes para cima e distribua-a por todo seu corpo. Sinta como ela sobe, primeiro em minúsculos jatos, e depois como se fosse um imenso rio. É verão, época das chuvas e intenso calor. Você se delicia com a água morna da chuva que cai todas as tardes. (Pausa)
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 73 Suavemente, incline-se para frente e para trás. Sinta como você está firmemente enraizado na terra. (Pausa) Mentalmente olhe para o seu tronco largo e veja quão grande e redondo você é. (Pausa) Sua casca é lisa ou áspera? É escura ou clara? (Pausa) Quais outras formas de vida habitam e você? Bromélias? Liquens? Orquídeas? (Pausa) Agora, acompanhe o seu tronco para o alto até que você chegue nos galhos maiores. Siga-os à medida que se dividem em galhos cada vez menores e se espalham pelo céu. Observe suas folhas. Quantos tons de verde elas têm? Qual o seu tamanho? São pontudas? E a sua copa? Que desenho ela forma? Ela é redonda? Em quais direções crescem seus galhos? Você pode observar as outras espécies de árvores que estão muito próximas a você? As nuvens se formam densas acima de sua copa. Em breve a chuva cairá torrencialmente. Olhe para o chão coberto de folhas, formando diversos tons marrons. A chuva cai em seus galhos e tronco que ficam completamente encharcados. A floresta escureceu rapidamente e é possível ouvir galhos rompendo, trovoadas e muitas aves procurando abrigo. Ouça os pingos das chuvas caindo de galho em galho até o chão. (Pausa) Agora, a chuva começa a cessar. Observe seus brotos de folhas novas. Abra-se completamente em direção aos últimos raios de sol e receba a sua energia. Sinta o quanto ele te sustenta. Conduza a energia dos nutrientes para toda a árvore. Sinta novamente suas raízes crescendo e absorvendo água e nutrientes. Sinta os animais que convivem com você. As formigas, os cupins, os mosquitos, borboletas, libélulas. Conforme a estação da seca se aproxima, a temperatura vai baixando podendo chegar até os 10ºC. Os dias são mais curtos e a umidade pode ser sentida ora com mais intensidade, ora com menos. Nesta época, você perde grande parte de suas folhas e começa a florir. Agora você está em flor. Qual é a sua cor predominante? Qual o seu cheiro? Suas flores têm que textura? Numerosos insetos, morcegos e beija-flor vêm participar do seu processo de polinização. Bandos de macacos, passeiam pelos teus galhos. Há várias semanas um bicho preguiça abraçou um de seus galhos. Após a florada, novas folhas se formam e vagens e frutos são lançados ao solo. Toda a vida animal depende de você para obter alimento, abrigo e bem-estar. Estenda seus galhos para todos os seres da floresta, num espírito de proteção e amor. Sinta que vocês compartilham da unidade da vida, com beleza e harmonia. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 124
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 74 ENCONTRE ALGUÉM QUE... Peça que os alunos fiquem de pé com um lápis-borracha em mãos. Distribua-lhes questionários impressos como no modelo abaixo. Sinta- -se à vontade para criar seu próprio questionário de acordo com o conteúdo que estiver trabalhando com os alunos. Cada aluno deverá entrevistar as outras pessoas do grupo, fazendo as perguntas e marcando seus nomes nos espaços disponíveis toda vez que encontrar alguém que responde positivamente ao item. Diga-lhes para tentarem marcar o nome de cada pessoa na lista ao menos uma vez, mas que não se estendam por muito tempo com ninguém em particular. Esta atividade pode ser feita ao ar livre, ou em sala de aula. SUGESTÃO DE QUESTIONÁRIO Encontre alguém que: • Já comeu um fruto típico da Amazônia Nome do fruto • Conhece pelo menos três animais da Mata Atlântica Nome dos animais • Sabe em qual lua estamos • Conhece pelo menos uma espécie animal ameaçada de extinção Nome da espécie. • Se tivesse que se tornar uma planta ou animal, qual seria Nome da planta ou animal • Sabe recitar um poema, uma citação ou cantar uma música que fale de Natureza • Já visitou uma área de brejo • Sabe dizer qual o principal ecossistema do Nordeste do Brasil • Tem uma atividade favorita para praticar ao ar livre • Sabe dizer qual a maior planície inundável da América Latina • Sabe o principal bioma de seu município CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo. 2008. Pg 94
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 75 Anote aqui os resultados de suas experiências com os alunos, sugeridas neste item. Quais das atividades sugeridas você mais gostou? Observe os resultados de cada uma delas e registre neste espaço.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 76 CONVIVENDO COM A NATUREZA PARTE 4 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 77 4.1 - A FLORESTA E A ESCOLA Considerando que o principal local de interação do professor com seus alunos é a escola, vamos, antes de mais nada, relacionar o que a escola tem a ver com a floresta. Ou melhor, o que a floresta pode ensinar sobre a formação de um ambiente de aprendizagem. Como em tudo na vida, um aprendizado prazeroso e duradouro depende de um ambiente receptivo, leve e alegre. Como é o ambiente de sua escola? E das salas de aula em que você trabalha? Tem boa iluminação? Como é a ventilação? Como ficam dispostas as carteiras? É bonito? O que ele tem de agradável? O que tem de desagradável? Em que pode melhorar? A presença de plantas costuma melhorar ou piorar a qualidade de um ambiente? Que sensações e estímulos perceptivos são oferecidos para os professores e os alunos? As sensações são em sua maior parte prazerosas ou penosas? O ambiente escolar tem ajudado a dar vitalidade a todos ou a torna sofrível, enfraquecendo-a? Essas questões não têm nada a ver com o currículo da escola, mas são essenciais para que ele faça sentido e alcance seus objetivos. São questões relacionadas ao “ambiental” da escola. Sem uma boa qualidade ambiental dentro da escola, dificilmente um projeto de educação ambiental ultrapassará os limites dos atos repetitivos e mecanizados, desprovidos de sentido. Melhorar o ambiente da escola já representa um grande avanço em direção à melhora da qualidade de vida no planeta. Melhorar o ambiente não significa apenas pintar as paredes, colocar plantas, desenhos e quadros bonitos, modificar a disposição das carteiras e outros móveis, melhorar a iluminação ou a ventilação. Significa também melhorar as relações entre as pessoas. Como as pessoas se relacionam? São cooperativas e solidárias? Há boa cooperação na organização dos espaços da escola? Têm oportunidade de expressar suas emoções,
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 78 sejam elas negativas ou positivas? E quanto aos sons? São controlados e e respeitosos das diversidades entre as pessoas? Como o lixo é cuidado? As pessoas colaboram para a limpeza do ambiente? As pessoas cuidam umas das outras? As pessoas são amigas ou vivem disputando? Estas são questões que garantem um bom ambiente no sentido das coisas invisíveis que também regem o nosso bem-estar e garantem um ambiente favorável para o convívio e para a aprendizagem. Propiciam experiências positivas e é nelas que o potencial transformador de uma instituição se afirma. Apresentamos, algumas páginas atrás, uma breve história das florestas. O final dessa história já sabíamos: elas foram eliminadas na maior parte da superfície do planeta, tendo sido substituídas por pastagens, cultivos de alimentos em larga escala, florestas homogêneas, mineração e áreas urbanas. Em alguns lugares as matas originais foram protegidas por lei. No Brasil, as áreas de floresta nativa inseridas em unidades de proteção integral não chegam a 10% do nosso território.As crianças se desenvolvem hoje em ambientes muito artificializados e, na maioria dos casos, degradados. Apesar da predominância de um mundo pouco alentador, onde impera o individualismo, a competição e a destruição, ainda acreditamos que é possível educar as crianças para uma vida alegre, saudável e solidária, se quisermos. Há muitas coisas simples e profundamente significativas, bem à mão dos educadores. Vamos a elas: a) Dê-lhes a oportunidade de estar ao ar livre, estimulando o contato com a terra (ficando descalços e com roupas leves), e com o céu (observando o caminho das sombras, as diferenças entre as estações, as temperaturas e as estrelas). Isso pode parecer uma atividade de lazer, mas ao mesmo tempo pode ser um momento de intenso aprendizado de português, história, ciências ou geografia, se você se permitir dar uma volta no entornoda escola em local com terra para que caminhem descalços por 5 minutos, parem para sentir o chão, o contato, e para observar a própria respiração, os cheiros, a brisa, a temperatura. Para observar como se sentem. A água, a terra e o ar são fontes fundamentais de vida e de energia. Esse simples momento de centramento pode facilitar muito o seu trabalho de transmitir os conhecimentos planejados, tornando o processo de ensino/ aprendizagem muito mais prazeroso. Com esse exercício eles podem aprender: Que os seres humanos não são os donos do céu nem da terra, mas sim que pertencemos a eles; que a ideia de que pertence a nós tudo que não é humano - as terras, as águas, os vegetais, os animais, os minerais - decorre de uma separação artificial entre seres humanos e Natureza (confira a Carta do Chefe Seattle, no Apêndice 2); que fazemos parte da Natureza e não nos damos conta disso na maior parte do tempo; e a respeitar a Natureza ao conviverem com ela e perceberem/sentirem que pertencem a ela. b) Utilizar o espaço externo da escola para atividades de semear, plantar, cuidar, colher e consumir alimentos, relacionando essas atividades com as disciplinas. Dividir tarefas, planejar e organizar as atividades externas também propiciam grande aprendizado. Estas atividades podem absorver o tempo de uma aula inteira ou apenas servir de momento de aquecimento e envolvimento, preparando os alunos para a aula, que poderá ser dada ali mesmo ao ar livre, ou voltando para a sala de aula.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 79 Como tem sido sua experiência de estar ao ar livre com os alunos? Você pode desenhar abaixo uma vista do espaço aberto da escola. O que há nele? O que está precisando de cuidados? O que poderia ser melhor aproveitado?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 80 4.2 - SOCIEDADES E NATUREZA As primeiras civilizações, que surgiram há cerca de 7 mil anos, foram gradualmente crescendo e substituindo as culturas tribais que funcionavam dentro de uma lógica mais integrada e menos dominadora em relação tanto à Natureza quanto a outros povos. Felizmente, o mundo civilizado, apesar da agressividade com que investiu sobre os demais povos nos diversos períodos de desenvolvimento das grandes civilizações, não conseguiu exterminar todos os outros povos que viviam e vivem de outra forma. Essa outra forma de viver destes outros povos diferencia-se da nossa por – entre inúmeras razões – sua relação com o mundo natural. Um dos aspectos marcantes de muitas culturas com as quais compartilhamos o Planeta é o fato de encararem os outros seres vivos como seres que existem num mesmo nível de importância que eles próprios, formando uma relação de parceria entre todos. Os povos indígenas atuais correspondem a aproximadamente 300 milhões de pessoas, e ocupam cerca de 20% da superfície do planeta; a maioria deles está em territórios por eles ocupados desde suas origens. Esses territórios apresentam quase sempre suas características naturais conservadas, em que as alterações para uso humano foram feitas de forma a manter a dinâmica dos ecossistemas em equilíbrio. Sua maneira de pensar o mundo, a vida, a morte, a Natureza e o sentido da vida humana é refletida em suas ações e em suas diversificadas e sofisticadas maneiras de realizar suas intervenções e de explicá-las. A grande diversidade de formas de realização dessa imersão revela a liberdade que os seres humanos sempre tiveram de expressar sua própria Natureza a partir das características ambientais de seus locais de origem, das adversidades que encontraram e das formas de interação que escolheram para criar suas sociedades e culturas. Mesmo para quem vive nas cidades atualmente, é possível resgatar esse sentimento de pertencimento e de respeito a um lugar. Proponha os seguintes exercícios com seus alunos: (para cada um destes itens você pode fazer uma “Excursão” específica). 1 - Desenhe o perfil do solo da área do entorno da escola; 2 - Escolha um canto do prédio da escola e faça o desenho da sombra que ali é formada, durante todo o ano letivo. Há variações? Em que época do ano as sombras são maiores? Sabem explicar por quê? 3 - Quando há nuvens no céu, onde estão o Sol, a Lua e as estrelas? 4 - De qual direção vêm geralmente as tempestades em sua região? 5 - Liste 5 pássaros que vivem em sua região. Você sabe qual deles é migratório e quais não são? 6 - Para onde vai o lixo de sua casa? E o de sua escola? 7 - Como era a sua região há 100 anos? 8 - Que espécies de animais e de plantas foram extintas em sua região? 9 - Qual é a maior área silvestre de sua região? Você já foi visitá-la? 10 - Como é a sua relação com o lugar onde você vive e trabalha? 11 Você gosta de viver aí? 12 - É um lugar bonito e acolhedor? 13 - Você se vê como filho deste lugar?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 81 Como foi sua experiência ao realizar os exercícios propostos neste item com seus alunos?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 82 4.3 - CONVIVER COM A NATUREZA A vida é um processo anterior e superior à existência e às ações humanas. Os seres humanos fazem parte do processo evolutivo da vida. Ele é a própria Natureza tomando consciência de si mesma. Apesar de, nessa evolução, os caminhos civilizacionais assumidos tenderem a substituir os ambientes naturais pelos artificiais e, apesar das pessoas urbanas vivendo num mundo totalmente artificializado e urbanizado não mais sentirem necessidade de contato com o mundo natural, os processos naturais seguem sua dinâmica. A Natureza tem respondido às ações humanas modificando o clima, com as pragas e com as doenças próprias desse nosso tempo. Algumas enfermidades muito comuns – tais como a depressão, o stress, o déficit de atenção e até mesmo a hipertensão – estão sendo estudados e suas causas estão sendo atribuídas em muitos casos ao chamado “déficit de natureza”. Essas doenças estão revelando que esse distanciamento da Natureza, ou melhor dizendo, a débil consciência da Natureza que as pessoas têm, está lhes trazendo problemas de equilíbrio tanto físico como psíquico. A retomada de contato com esses ambientes, traz conforto em diversos níveis, ajuda no restabelecimento das doenças e dá sentido ao viver de cada um. Resta- nos aprender a ouvir a música da Natureza para podermos dançar em consonância com ela, promovendo harmonia e coerência à nossa própria trajetória no Planeta. Divida seus alunos em pequenos grupos e peça para que eles dêem uma volta pelo quarteirão; solicitando para cada grupo fazer um trabalho minucioso de observação de uma árvore: Que idade terá ela? Peça que façam um desenho dela. Qual é a forma de sua copa? E qual é a forma de suas folhas? Peça que desenhem uma folha. Peça que escrevam uma história desta árvore, desde o seu nascimento: como ela foi parar nesse lugar? Quem vem visitá-la? Ela tem uma vida boa, saudável, tem tudo o que precisa? De que uma árvore precisa? Faça você também um desenho de uma árvore. Escolha uma árvore que tenha algo de diferente ou algum aspecto especial que te chame a atenção.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 83 Como foi a experiência de seus alunos nesta atividade?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 84 VIDA SOBRE A TERRA E CIDADES SUSTENTÁVEIS PARTE 5 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 85 5.1 - AS FLORESTAS E OS TEMAS AMBIENTAIS As florestas estão muito presentes em nosso dia a dia, e na maioria das nossas ações, não estamos cientes disso. Se pensarmos em nossa sala de aula, quantos objetos que utilizamos vieram das florestas ou de elementos da natureza que tem profunda relação com elas? As cadeiras e mesas que utilizamos são feitas de quais materiais? Quais as origens destes materiais? E o que comemos, de onde veio? Qual o percurso que fez para chegar até nós? Mesmo os animais que domesticamos e que convivem conosco, qual foi seu habitat inicial há tempos atrás? E o combustível que utilizamos em nossos meios de transporte? É de origem vegetal? Estas perguntas nos fazem refletir um pouco sobre como as florestas influenciam e muitas vezes determinam nosso modo de vida. É importante pensarmos que as florestas estão muito mais perto de nós do que imaginamos. Quando perguntamos para as pessoas se elas acham importante proteger as florestas, quase 100% dirão que sim, que todos devem proteger as florestas. Normalmente esta resposta vem com a referência de que floresta é algo que está lá longe, lá na Amazônia, nas áreas protegidas, distantes da nossa vida. Mas, podemos enxergar a floresta até dentro de nós! Quando nos alimentamos não estamos colocando a floresta para dentro do nosso corpo? Quais ações podemos criar para proteger a floresta ao nosso redor? Abaixo vamos mostrar um pouco das relações que podemos estabelecer entre as florestas e os temas ambientais sabendo que as informações aqui expostas servem de incentivo para buscarmos mais e começarmos a refletir sobre as florestas e a nossa vida.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 86 5.2 - A FLORESTA E A FAUNA Conseguimos facilmente estabelecer uma relação direta entre a floresta e os animais: as florestas são originalmente o habitat, a casa de todos os animais. Quando alteramos as florestas, seja queimando, cortando as árvores, ou alagando grandes áreas verdes, estamos alterando também a dinâmica da vida dos animais que vivem nestas matas. Estamos aqui nos referindo aos animais silvestres, pois sobre os domésticos é outra história. É claro que existem animais, como os peixes, por exemplo, que vivem em outro tipo de habitat, como os aquáticos, e existem ainda aqueles que vivem em dois tipos de ambiente: aquático e terrestre (os répteis e anfíbios). Mas se pensarmos de uma maneira mais global e lembrarmos dos ciclos da vida e da interdependência, já visto anteriormente nesta apostila, podemos observar que alterações em florestas interferem nos outros habitats. Sem a floresta os rios tendem a diminuir ou secar, e sem os rios as florestas tendem a sofrer perdendo suas espécies mais sensíveis à água e perdendo seus animais, pois eles precisam de suas águas para beber. Já vimos também sobre os biomas do Brasil... Vamos agora aprender um pouco sobre a fauna que vivem neles: A Amazônia abriga um número enorme de plantas e animais existentes no planeta e a maior parte dessas espécies sequer foi estudada pelos cientistas. Até agora, já se tem a classificação científica de pelo menos 40 mil espécies vegetais, 427 mamíferos, 1.294 aves, 378 répteis, 427 anfíbios e cerca de 3 mil peixes da região. No entanto, as menores formas de vida são as que apresentam os números mais impressionantes: os cientistas já descreveram entre 96.660 e 128.840 espécies de invertebrados só na parte brasileira da Amazônia. Uma característica interessante do bioma Pantanal é que muitas espécies ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações avantajadas na região, como é o caso do tuiuiú – ave símbolo do Pantanal. Estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas: 263 espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463 espécies de aves e 132 espécies de mamíferos, sendo 2 endêmicas. Em relação à fauna da Mata Atlântica, os levantamentos já realizados indicam que a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 87 O bioma Caatinga é muito rico em biodiversidade, e abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. O Cerrado é considerado como um dos hotspots mundiais de biodiversidade, apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Cerca de 200 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende um número de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos. Fonte: http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/ bioma_amazonia/ http://www.mma.gov.br/biomas/caatinga http://www.mma.gov.br/biomas/pantanal http://www.mma.gov.br/biomas/cerrado http://www.mma.gov.br/biomas/mata-atlantica TEXTO: O JULGAMENTO DA CAPIVARA Utilize este texto com seus alunos e crie uma dinâmica em que eles se coloquem no lugar dos personagens desta história, em que eles tenha que conversar entre si para chegar numa solução boa para todos. À sombra de uma árvore estavam: um homem, um gato, um cão, uma vaca, muitos pássaros e muitos insetos. O homem, sentado sobre uma elevação do terreno, tinha nas maõs uma espingarda, e pretendia com ela matar uma capivara que havia comido uma parte do seu arrozal. O cão descansava uma das patas sobre o pé do dono. O gato cochilava, esticado: metade ao sol, metade à sombra. A vaca pastava distraída, e os pássaros cantavam, pulando de galho em galho. O homem, cujo nome era Zé, embalado pelo silêncio, acabou por adormecer. Adormeceu e sonhou. Sonhou com o julgamento da capivara. É bem verdade que a capivara estava ausente e, portanto, incapaz de qualquer defesa. Após o crime, ela afundou entre os arbustos da pequena capoeira que ainda existia ao lado do ribeirão.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 88 Bem, honestamente, o julgamento já tinha acontecido. Como foi dito, a pobre capivara já fora julgada e condenada à morte pelo homem. Mas qual foi o grande crime que a capivara cometeu para merecer castigo tão cruel? Ora, a ousada capivara, durante a noite, penetrou no arrozal e devorou uma parte dele. E o que é pior: trouxe consigo toda a família. É verdade que sua família já não era tão grande assim: apenas o marido, dois filhinhos e uma ou outra irmã. De sua grande família restam poucos, porque também restam poucas matas, os córregos estão desaparecendo, e o alimento anda escasso. Estava então, em sonho, o Zé a falar com seus animais: - Está morta, essa capivara! Onde já se viu tamanho atrevimento! Comer um trecho do meu arrozal! Justamente onde ele estava mais verdinho: aquela parte perto do rio. O gato, que antes dormia, levantou preguiçosamente a cabeça e perguntou: - Zé, por que as capivaras comeram seu arrozal? - Por quê? Sei lá, acho que a capivara gosta de arroz verdinho, bem, lá para os lados do rio já não tem muito capim, lá só tem areia. - Por que só ficou areia nas margens do rio? – perguntou o cão. - Não sei. O que eu sei é que, depois que derrubaram a mata, o rio está desaparecendo; nem peixe existe mais. - Então não existe outra coisa para a capivara comer? - Não, e se continuar assim elas vão comer todo o arrozal, por isso tenho de matá-las. Meu avô contava que isso era tudo mata fechada quando ele chegou. Tinha anta, paca, veado, até onça-pintada. Então as onças começaram a comer o gado, e eles foram matando... matando... até acabar, então puderam criar o gado tranquilamente. Depois derrubaram as matas, e a bicharada foi acabando. Mas ainda restam estas capivaras, e agora vou acabar com elas. - Hum!- ponderou o gato. – Só os homens têm direito ao alimento. O que você pensa sobre isso cão? - Bem! Acho que deveríamos reunir todos que estão aqui. Chame a vaca, os pássaros, os insetos. Vamos fazer o julgamento da capivara, vamos juntos decidir se a capivara deve morrer. Você concorda Zé? A pergunta ficou sem resposta. O homem acordou. FERREIRA & ROIZMAN. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em Valores Universais. São Paulo. 2006. Pg 91
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 89 ARCA DE NOÉ Inicie contando o número de participantes, depois faça uma lista com nomes de bichos, e o número deles deve ser a metade do número de participantes. (Escolha animais que tenham sons e/ ou movimentos bem característicos, por exemplo, garça, cobras, patos, borboletas, sapos e lobos.) Escreva o nome de cada bicho em duas fichas pequenas (3x5 cm) de cartolina. Quando você terminar, deverá haver tantas fichas em suas mãos quantos forem os participantes – uma ficha para cada participante. Se o número de crianças for ímpar, escreva o nome de um dos bichos em três fichas, formando um trio para incluir o terceiro jogador. Peça aos jogadores para formar um grande círculo. Conte-lhes a história da Arca de Noé, em que, sabendo que haveria um dilúvio, Noé constrói uma arca e nela abriga um casal de cada espécie animal, para garantir sua sobrevivência e reprodução. Embaralhe as fichas e distribua-as. Cada criança deverá ler sua ficha e transformar-se no bicho cujo nome lá está escrito, guardando segredo. Recolha as fichas. A um sinal, os participantes começam a representar sons, formas e movimentos típicos do bicho com que foi sorteado, na tentativa de atrair seus pares. A atividade torna-se engraçada quando os bichos começam a uivar, coaxar, chiar, zumbir, andar de modo elegante, balançar, saltar e fazer pose. As crianças poderão fazer qualquer ruído que desejarem, mas é proibido falar – cada bicho deve atrair seu par somente por meio da autenticidade de suas representações. Esta brincadeira termina com uma feliz confraternização e muitas gargalhadas. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003.Pg 109
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 90 PARTES DO ANIMAL Divida seu grupo em equipes de 4 ou 5 participantes. Peça que cada equipe escolha um animal que eles consideram interessante. Então, diga que cada grupo terá de imitar o corpo do animal que escolheu. As equipes terão alguns minutos para ensaiar, antes de apresentar sua performance para as outras equipes, que tentarão adivinhar qual animal está sendo imitado. (Estimule as equipes a priorizar os movimentos físicos, reproduzindo o movimento do animal, e não os seus sons característicos.) Dê as equipes um período de cerca de cinco minutos para ensaiar: “Oh, não! O escorpião tem oito pernas – todos teremos de ser pernas!... Também posso ser a cabeça, porque estou na frente e meus braços serão os ferrões... Está bem, serei a cauda, mas penso que não vou agüentar por muito tempo. Vocês, rapazes, terão de inclinar para a frente e segurar uns nos outros para formar o corpo. Tudo pronto?” Quando terminarem os ensaios, peça às equipes, uma de cada vez, para apresentar seu animal. As outras equipes devem esperar o término da apresentação antes de dizer qual animal está sendo imitado. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003.Pg 110 PESQUISA DE ANIMAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO Divida os alunos em grupos, e cada grupo será responsável por um bioma brasileiro. Sugira para eles pesquisarem os animais do bioma, a quantidade de animais em extinção em relação ao número total, em que momento histórico estes animais começaram a entrar em perigo. Que animais estão presentes em mais de um bioma? Que animais podem ser encontrados em todo o país? É possível também eles fazerem em cartolina ou maquete a representação destes biomas e alguns exemplares dos animais que vivem neles.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 91 ANIMAL MISTERIOSO Em Animal Misterioso, você fornece informações intrigantes sobre um animal sem revelar o seu nome. Para começar, o grupo deve estar confortavelmente sentado, próximo o suficiente para ouvi-lo claramente. Diga-lhes que irá levá-los a uma viagem para ver um animal muito raro. Estimule-os a prestar bastante atenção em tudo que “virem”, porque depois eles terão que criar um “relatório de campo” sobre o animal e seu ambiente. Para dar o poder de uma visualização guiada à sua narrativa, use descrições que envolvam os sentidos: barulhos da selva, calor e umidade tropical, o cheiro das folhagens e dos brotos da floresta e assim por diante. Inclua a dose de humor que desejar. O exemplo da narrativa tem duração ideal para manter o interesse de adultos e adolescentes. Com crianças mais jovens, você provavelmente terá de encurtá-la. Fica mais dinâmico se você memorizar alguns dos pontos mais importantes e narrar as outras partes de modo improvisado, em vez de ler. Quando você terminar, distribua lápis e os cartões de 10 x 15 cm. Diga aos participantes que seus relatórios de campo devem ser uma imagem do animal e seu ambiente (muitas pessoas são autoconscientes sobre suas limitações para desenhar, por isso não mencione a parte que terão de desenhar até este ponto. E para diminuir seus desconfortos, diga-lhes que não precisam assinar seus relatórios). Segue exemplo de uma narrativa, fique à vontade para criar outras! Vocês estão em uma das últimas grandes regiões ainda não exploradas da Terra. Charles Darwin a chamava de “uma estufa imensa, selvagem e exuberante”. A temperatura é quase sempre acima dos 26 graus Celsius, a umidade é 80%, e a média pluviométrica anual é acima de 4 metros. Devido a estas condições favoráveis, a floresta tropical abriga uma variedade de vida tão grande como em nenhum outro ambiente da Terra. Olhe para cima. Você vê uma espessa cobertura formada pela copa das árvores. Apenas 1% dos raios do sol alcança o chão da floresta. É por isso que poucas plantas cobrem o solo, o que torna fácil o caminhar. Você começa a penetrar na floresta. Você vê plantas estranhas ao seu redor. Você ouve um coro de sons agudos, coaxos e estalidos de animais silvestres: macacos, pássaros, sapos e insetos. Você sente o cheiro de vegetação em decomposição. Lá em cima, pendurado sob um ramo, você vê algo se movimentar. Parece um monte de folhas mortas, fungos esverdeados ou um ninho de cupim. Mas, olhe – moveu-se novamente! Usem seus binóculos para enxergar mais de perto. Sim, é um animal, e está pendurado em um galho de cabeça para baixo. Tem pelos compridos e grossos e quatro membros longos. Cada pata possui garras que parecem ganchos. Mede cerca de 60 centímetros e parece pesar aproximadamente seis quilos. Sua cabeça arredondada não é maior que seu pescoço, e você não consegue ver suas orelhas. É muito difícil saber qual é a parte da frente e qual é a parte de trás, porque vocês não conseguem ver o rabo dele. Ah! A sua cabeça está virada de frente para vocês. Examinem-na de perto. Seu rosto é achatado e esbranquiçado, e sua boca parece estar sempre sorrindo. Este animal não é conhecido por sua velocidade; na verdade movimenta-se como um filme em câmera lenta. Dizem que as amebas são mais velozes do que ele. Está começando a se movimentar agora. Veja por que ele se move tão lentamente... (pausa)... está movendo um membro de cada vez. Veja quão devagar ele alcança o galho mais próximo. Ele quase alcançou! (Pausa) Alcançou! Agora veja sua outra
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 92 perna começando a se movimentar. Poderá levar meio minuto para que ele desloque suas pernas por apenas poucos centímetros. Uma mãe que estava correndo em direção a seu filhote há cinco metros dela, percorreu a distância em uma hora. Sua extrema lentidão faz que seus principais inimigos – onças e aves de rapina – tenham dificuldade em vê-lo. Sua velocidade máxima nas árvores é de um pouco mais de 1,6 quilômetros por hora, mas no chão é de apenas 160 metros por hora. Isto ocorre porque suas pernas não suportam o peso do seu corpo e ele tem que se arrastar pelo chão. Não descem das árvores com muita frequência – apenas para dar a luz e fazer suas necessidades. Estas últimas ocorrem com baixa frequência – uma vez a cada sete ou oito dias. Após acompanhar e estudar este animal na selva por uma semana, um cientista observou, em tom de brincadeira, que algumas pessoas poderiam dizer que ele tem uma vida ideal, porque gasta seu tempo desta maneira: 11 horas se alimentando; 18 horas apenas movimentando-se lentamente; 10 horas descansando; 129 horas dormindo. Gasta 18 das 24 horas dormindo! Seu metabolismo também é muito lento – estes animais são conhecidos por não precisarem respirar por 30 minutos quando debaixo d’água. Não dedica muito tempo com a higiene pessoal e não limpa sua pele. Foram encontrados 978 besouros vivendo na pelagem de um único indivíduo. Na verdade, foram encontradas nove espécies de traças, seis espécies de carrapatos e várias espécies de ácaros levando uma vida feliz em grupo em seus pêlos. Durante a época de chuvas, algas crescem em sua pele. A pigmentação verde delas serve como camuflagem. Lagartas se alimentam em seus pêlos embolorados, e então entram em estado de pupa e saem voando como mariposas. Este animal parece tão primitivo e tão pouco desenvolvido que você se pergunta como ele conseguiu escapar da extinção. Seu sucesso se deve a vários fatores: a coloração que o protege, o hábito de alimentar-se prioritariamente à noite, o fato de permanecer imóvel durante o dia, seus vinte e três pares de costelas (os humanos tem doze), além da pesada pele grossa e dura que o cobre e protege seus órgãos internos. “De todos os animais”, escreveu Charles Waterton, “esta pobre criatura de formação anômala é a que mais luta pela vida”. Tem a habilidade de sobreviver a ferimentos que matariam qualquer outro animal. Embora muitas pessoas caçoem deste animal, dizem que nenhuma outra criatura é mais bem adaptada à vida na floresta tropical. O animal que estamos observando não se move há algum tempo e está agora fazendo o que melhor sabe: dormir. Antes de voltarmos ao acampamento, vamos dar mais uma boa olhada com nossos binóculos. Notem seu corpo parecido com um urso, seus pêlos ásperos que descem pelas costas e seus longos membros, cada um com três longas garras curvas. Quando acabar a narrativa, dê um tempo ara eles desenharem e só depois revele qual era o animal! O Animal Misterioso é um bicho preguiça de três garras. Ele mora nas florestas tropicais das Américas do Sul e Central. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 2. São Paulo, 2008. Pg 111
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 93 MICRO EXCURSÃO Leve seus alunos para uma área ao ar livre onde tenha terra. Divida-os em grupo de 3 ou 4 pessoas e dê a cada grupo um pedaço de barbante de mais ou menos 1 metro de comprimento. Peça para que eles escolham um local na terra para colocar o barbante. Depois distribua lupas para os grupos, e diga que eles terão que observar ao longo do barbante a vida que tem neste pedaço de terra, os animais pequenos que vivem ali, as plantas que estão nascendo e outras descobertas que eles fizerem. Se você tiver um lugar com bastante vegetação isso trará mais riquezas nas observações dos alunos. Se você não tiver lupa para todos, dê uma por grupo e enquanto um observa os outros podem ir anotando as descobertas, e depois troca; posteriormente os alunos poderão conversar sobre a vida que conseguiram observar neste pequeno espaço. CORNELL, J. Vivências com a Natureza 1. São Paulo, 2003. Pg 66
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 94 Anote aqui suas observações sobre os exercícios desta parte.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 95 5.3 - A FLORESTA E A ÁGUA A MENINA QUE GANHOU UM RIO “Minha mãe me deu um rio. Era dia do meu aniversário e ela não sabia o que me presentear. Fazia tempo que o mascate não passava naquele lugar esquecido. Se o mascate passasse a minha mãe compraria alguma rapadura ou bolachinhas para me presentear. Mas, como não passava o mascate, minha mãe me deu um rio. Era o mesmo rio que passava atrás da nossa casa. Eu estimei o presente mais do que fosse uma rapadura do mascate. Meu irmão ficou sentido porque ele gostava do rio igual aos outros. A mãe prometeu que no aniversário do meu irmão ela iria dar uma árvore para ele. Uma árvore que fosse coberta de pássaros. Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera para o meu irmão. E achei legal. Os pássaros ficariam durante o dia nas margens do meu rio, e à noite eles iriam dormir na árvore do meu irmão. Meu irmão me provocava assim: minha árvore dava flores lindas em setembro e o seu rio nunca dá flores. Mas eu gozava que a árvore dele não dava peixes. E na verdade o que nos unia de verdade eram os banhos no rio nus entre pássaros! Nesse ponto a vida era um afago” Manoel de Barros Estampada em posters, camisetas e outdoors, a imagem do planeta Terra visto do espaço já é muito popular entre as novas gerações, e o que se vê é uma grande bola redonda essencialmente azul. Azul de muita, muita água... A Terra é o planeta da água. Então não seria melhor chamá-la de Planeta Água ao invés de Planeta Terra? De fato, a vida na Terra depende essencialmente desse precioso elemento. Onde há água, há vida. A existência das florestas só é possível graças a ela que, em movimentação contínua, acima e abaixo da superfície do solo, mantém todos os ecossistemas e os relaciona entre si. A água que circula é sempre a mesma, e em igual quantidade desde que a Terra se formou há mais ou menos 3,8 bilhões de anos. No entanto, de toda a água existente no Planeta apenas 2,7% são doce, o resto são águas de mares e oceanos. Dessa pequena proporção de água doce, 77,2% são de difícil utilização para as atividades humanas, pois estão congelados nas calotas polares ou reservados nos aquíferos (águas subterrâneas). Como já vimos, toda a água do Planeta, seja na forma líquida, sólida ou gasosa está sempre em movimento. Esse movimento contínuo e interdependente entre os três estados é chamado de ciclo da água, ou ciclo hidrológico.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 96 CONHEÇA AGORA O CICLO DA ÁGUA E COMO VOCÊ FAZ PARTE DELE. UM IMPORTANTE ALERTA SOBRE A QUANTIDADE DE ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA O consumo de água por atividade 68,9% 0,3% 30,8% 2,5% água doce 97,5% água salgada água subterrânea evaporação Formação de núvens evaporação evaporação precipitação escoamento infiltração pelo solo plantas absorvendo água Essencial às vidas humana, vegetal e animal, a água é um bem preciosíssimo. Cuidar da água é cuidar da própria sobrevivência. Ao utilizarmos boas práticas na preservação da água, estaremos contribuindo para a nossa vida e para a vida das futuras gerações. Ao evitar desperdício, a poluição dos rios, córregos e nascentes, bem como fazer uso de técnicas adequadas de plantio, você estará ajudando a preservar a água potável e a vida no planeta. ÁGUA, A FONTE DA VIDA, É UM BEM FINITO. A ÁGUA E SEUS NÚMEROS
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 97 O ser humano interfere na ordem natural desse ciclo de diversas maneiras e a utiliza das mais diversas maneiras: para irrigação (agricultura), produção de energia (hidroeletricidade), usos industriais diversificados, recreação, turismo, produção pesqueira comercial e esportiva, transporte e navegação e mineração. É interessante sabermos que: • Cerca de 70% do corpo humano é água. • 65% das internações hospitalares no Brasil se devem a doenças transmitidas por água contaminada. • Uma pessoa necessita de, no mínimo, cinco litros de água por dia para beber e cozinhar e 2,5 litros de água para higiene pessoal. • Uma família média consome cerca de 350 litros de água por dia no Canadá, 20 litros na África, 165 litros na Europa e 200 litros no Brasil. • O Brasil tem o maior potencial hídrico do mundo: 17% do total dos recursos do Planeta. • A agricultura representa 80% do consumo da água mundial. • No Brasil, 80% do esgoto é despejado em rios, sem nenhum tratamento. • 20% da população urbana do Brasil não dispõem de rede de água e esgoto. • Mais de um terço da humanidade (2,3 bilhões de pessoas) já vivem em regiões com escassez de água potável. A vida que a gente quer depende do que a gente faz. Proposta de sustentabilidade para o planeta. Ecofuturo, 2007. Pg 92 A organização não governamental WWF e o Banco Mundial desenvolveram um estudo para demonstrar o papel das áreas protegidas de florestas no suprimento de água para as cidades. O estudo envolveu as 105 maiores cidades do mundo e um dos resultados é que pelo menos 30% delas dependem diretamente destas áreas protegidas para garantir o abastecimento público. Outro dado interessante é que os moradores de Nova Iorque concordaram em pagar um valor a mais na sua conta de água para proteção dos mananciais que abastecem a cidade. Eles entendem que é mais barato proteger as áreas de mananciais do que tratar a água poluída ou ter que construir grandes projetos de engenharia para captação de água. Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São Paulo. 2006. Pg 56
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 98 PESQUISA: DE ONDE VEM A ÁGUA DE NOSSA ESCOLA? Solicite aos alunos que façam uma pesquisa para descobrir de onde vem a água que abastece a sua escola. Será necessário fazer antes uma pesquisa junto ao órgão responsável pelo abastecimento de água do município. Aproveite o tema para fazer um estudo do meio com seus alunos indo com eles até a caixa d’água que a armazena para o abastecimento do bairro em que fica a escola; e/ou ainda visite as áreas de mananciais do município e os locais de tratamento dessa água antes da distribuição. No final de uma ou da sequência de visitas, peça para os alunos fazerem, em grupos, um mapa do caminho da água que consomem na escola, desde a precipitação até a torneira. ESPELHO D’ÁGUA Para tornar mais ilustrativa a disponibilidade da água no Planeta, os alunos podem montar uma maquete ou um painel para decorar a sala. Caso queiram montar uma maquete, são necessários os seguintes materiais: 1 garrafa plástica de 2 litros cheia de água, com tampa, 1 copo de 200 ml, 1 copo de 50 ml, cartolinas, jornais, revistas, tesoura, cola, e, se possível, uma ilustração do ciclo da água. Inicie sua fala pedindo para que os alunos suponham que com um passe de mágica é possível colocar toda a água da Terra (oceanos, mares, rios, lagos, geleiras, lençóis subterrâneos...) numa garrafa de 2 litros. Depois, siga a ilustração abaixo para a demonstração da disponibilidade de água no Planeta. Toda água do planeta (100%) (água doce + água salgada) Somente água doce Água doce de fácil acesso (rios, lagos e represas) Água potável 100% 2,7% 0,26% 0,002% Fonte: Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 99 Segue uma sugestão de roteiro para iniciar sua fala. Mostrando a garrafa PET cheia de água, pergunte: Que tipo de água é esta? Salgada? Doce? Quais são os locais onde existe água? Será que temos toda esta água para consumir? Alguém já experimentou beber água salgada? Como foi? Depois, mostrando o copo de 200 ml questione: Quais os lugares onde encontramos a água doce? Ao lembrarmos os lugares (geleiras, lençóis subterrâneos, lagos, pântanos, rios, represas, água em forma de vapor), identificaremos suas localizações e a facilidade para obter a água doce. É fácil tirar água doce das geleiras ou do subsolo? Além de não ser fácil, pode ser muito caro. Logo, nosso próximo passo será separar visualmente a água doce dos locais disponíveis (rios, represas, lagos) da água doce de difícil acesso (geleiras, lençóis freáticos, pântanos, atmosfera). A água doce disponível será representada tirando uma parte da água do copo de 200 ml e passando para o copo de 50 ml. Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São Paulo. 2006. Pg 20
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 100 PLANETA ÁGUA Objetivo: trabalhar o tema da água, suas funções e ciclo por meio da música. Desenvolver a escuta ativa nas crianças e jovens e interpretação do texto. Participantes: crianças a partir dos 10 anos e jovens, grupo de no máximo 30 pessoas. Pode ser feito dentro da sala de aula, ou ao ar livre com estrutura para ouvir a música. Você precisará da letra da música para todas as crianças e aparelho de som. “Água que nasce na fonte Serenando o mundo E que abre um profundo grotão. Água que faz inocente riacho E deságua na corrente do ribeirão. Águas escuras dos rios Que levam a fertilidade ao sertão. Águas que banham aldeias E matam a sede da população. Águas que caem das pedras, No véu das cascatas, Ronco de trovão, E, depois dormem tranquilas No leito dos lagos. Água dos igarapós onde Iara, mãe d’água, É misteriosa canção. Água que o sol evapora Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão. Gotas de água de chuva, Alegre arco íris sobre a plantação. Gotas de água da chuva Tão tristes, são lágrimas na inundação. Águas que movem moinhos São as mesmas águas que enxaguam o chão. E sempre voltam humildes Pro fundo da terra - Terra, Planeta Água” Guilherme Arantes Converse com seus alunos sobre a mensagem que a letra desta música quer transmitir. Peça para que eles localizem no texto temas como: ciclo da água e suas funções, relação da água com as florestas. Pergunte se eles conhecem outras músicas que tenham como tema principal a água. Se puder leve a música e cantem juntos!
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 101 ECOFUTEBOL Esta atividade demonstra a importância da mata ciliar na preservação dos recursos hídricos e das florestas, como reservatórios naturais de água. Você precisará de apito, 30 bolinhas feitas com meia, jornal ou tampinhas plásticas, barbante ou novelo de lã reutilizado, fita crepe e tesoura. Método: escolha uma área livre ou o espaço da sala de aula. De um lado, será a área do gol, fixe o barbante no chão da área escolhida. Esta linha representará a margem do rio, cujo interior pode ser decorado com sacos de lixo ou papéis azuis para ficar com aparência de água. Em frente à área do gol, distribua as bolinhas pelo chão. Selecione alguns participantes que deverão ficar enfileirados na linha da margem do rio, representando as árvores da mata ciliar. Eles podem segurar folhas de papel com desenhos de árvores. É importante que a barreira fique bem fechada, dificultando a entrada das bolinhas. Os demais participantes serão os jogadores posicionados a uma certa distância do gol. Ao som do apito, os jogadores chutam as bolinhas, visando ultrapassar a área da barreira. Outro apito e todos param de chutar para a contagem das bolinhas que ficaram na área do gol. Conte que a mata ciliar está sendo reduzida. Isso significa que deve-se diminuir o número de árvores na barreira, intercalando a retirada de alguns participantes. Ao som do apito, começam a chutar as bolinhas para ultrapassar a barreira. Outro apito e todos param de chutar para a contagem das bolinhas que ficaram na área do gol. Compare o resultado com a primeira situação (da barreira bem fechada, com muitas árvores). A barreira será diminuída até que a entrada das bolinhas se torne muito fácil. Converse sobre as sensações que os participantes tiveram durante a atividade, comparando com a realidade da relação água e floresta: a mata ciliar é representada pela barreira e as bolinhas representam o lixo e os sedimentos, como a terra carregada pela erosão. Quanto maior a barreira, menos sedimentos e lixo conseguirão penetrar nas águas pela ação do vento e das chuvas. Assim como os cílios protegem nossos olhos contra a entrada de partículas de poeira, a mata ciliar protege os rios contra a erosão e algumas formas de poluição. Caderno de educação ambiental água para todos, WWF. São Paulo. 2006, Pg 16
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 102 Como foi a realização dos exercícios deste item? Seus alunos gostaram? E você? Conte um pouco.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 103 5.4 - A FLORESTA E OS RESÍDUOS Já vimos o quanto podemos aprender com as florestas e no caso dos resíduos não é diferente. De maneira ilustrativa, as florestas podem ser consideradas as usinas de reciclagem mais eficientes que existem, pois na Natureza nada se perde, tudo é incorporado ao ciclo natural (de vida e morte), a fim de manter a sustentação da vida. Na Natureza não existe resíduo. Animais, excrementos e troncos mortos se decompõem com a ação de milhões de microrganismos como bactérias e fungos, dando origem aos nutrientes que se incorporarão ao solo e sustentarão novas espécies de vida. Resíduo é uma criação humana. A partir da revolução industrial, a criação e produção em larga escala de produtos se difundiram por todo o planeta. O desenvolvimento tecnológico já estava, a essa altura, bastante avançado. Muitas substâncias sintéticas e ligas entre metais foram desenvolvidas, dando vazão à criatividade e ao desejo de tornar a vida mais confortável e prática. Essas substâncias não são encontradas no ambiente natural na forma em que são utilizadas por nós, de modo que quando as descartamos, elas não são facilmente reintegradas aos ciclos naturais. Por isso ficam depositadas e, por seu aspecto desagradável, é chamado de lixo. Por não retornarem ao ciclo natural, a sociedade moderna começou a deparar- se com montanhas de rejeitos que passaram a ser perigosas fontes de doenças e contaminação para o meio ambiente. A partir do momento em que este problema foi tornando-se consciente, novas propostas de destinação correta do lixo começaram a ser criadas. No Brasil, o gerenciamento dos resíduos é de responsabilidade das Prefeituras Municipais. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada pelo IBGE em 2000, 64% dos municípios brasileiros depositam seus resíduos em lixões. Apenas 14% possuem aterros sanitários e 18% possuem aterros controlados. Veja a seguir como funciona cada um dos sistemas de tratamento e disposição e suas consequências para o homem e o meio ambiente: Compostagem - é o processo biológico de decomposição da matéria orgânica de origem animal ou vegetal. Tem como resultado final o composto orgânico, que pode ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente. Aterro sanitário - é o modo mais avançado de disposição final de resíduos no solo. Procura resolver os problemas ambientais, de saúde pública e operacionais. Os resíduos são depositados sobre uma camada de material impermeável que protege o solo, com drenagem de gases e chorume. O gás metano produzido pela decomposição do lixo pode ser aproveitado como combustível. O despejo, a compactação e a cobertura são controlados. Há procedimentos para minimizar odores, para evitar incêndios, e a proliferação de insetos e roedores. A compactação reduz a O alumínio é o material mais reciclado no Brasil, seguido pelas garrafas PET e o vidro. Material Percentual de reciclagem Latas de Alumínio 92% Garrafas PET 55% Vidro 47% Embalagens Longa Vida 27% Plástico 21% Fonte: Ambiente Brasil Apenas 18% dos Municípios Brasileiros possuem programas de coleta seletiva Fonte: Pesquisa Ciclosoft do Compro- misso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), 2016 Municípios com coleta seletiva no Brasil 18% 82% Municípios com Coleta Seletiva Municípios sem Coleta Seletiva
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 104 área disponível, prolonga a vida útil do aterro e ao mesmo tempo propicia a firmeza do terreno, possibilitando seu uso futuro para outros fins. A distância mínima entre um aterro sanitário e um curso de água deve ser de 400 (quatrocentos) metros. Quando um aterro sanitário recebe a quantidade máxima de resíduos para qual foi projetado, é desativado, e outra área deve ser definida para tal uso. Aterro controlado - os resíduos são depositados no solo e recobertos por uma camada de material inerte, geralmente terra ou entulho. Não há impermeabilização da base do solo nem tratamento dos gases ou do chorume – líquido que se forma a partir da decomposição dos materiais que compõem o lixo. Essa técnica reduz o impacto, mas não resolve o problema. Incineração - é a queima dos resíduos em alta temperatura, geralmente acima de 900 (novecentos) graus centígrados. É um método de alto custo devido à utilização de equipamentos especiais. Ele destrói bactérias e vírus, mas exige supervisão constante, além de produzir cinzas tóxicas que devem ser depositadas em aterros especiais. Alguns metais pesados resistem à combustão. As cinzas restantes correspondem a 25% do peso do depósito inicial. Reciclagem - é a utilização de produtos descartados como matéria-prima para a fabricação de novos produtos. Para que os produtos recicláveis sejam de fato encaminhados às usinas e/ou indústrias de reciclagem, devemos separar nosso lixo e descartá-lo de forma seletiva. A reciclagem integral transforma o material descartado no mesmo produto de origem, em produtos similares ou em novos produtos.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 105 No entanto, sabemos que apenas medidas tecnológicas não são suficientes. A diminuição do volume de lixo e a reversão de nosso modo de vida rumo à sustentabilidade passam por: • uma profunda reflexão sobre o que é realmente necessário; • coragem de recusar o consumo de produtos desnecessários ou supérfluos; • ponderação para reduzir o consumo dos produtos considerados necessários; • decisão de reutilizar embalagens e outros produtos, renovando seus usos tanto quanto possível, aumentando sua vida útil e retardando o descarte; • iniciativa de encaminhar todos os produtos utilizados e quando possível, reutilizados, para a reciclagem. MENDONÇA, Rita. Como Cuidar do seu Meio Ambiente. São Paulo: Editora BEI, 2003. Pg. 206
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 106 COMPOSTEIRA Se a escola tiver um jardim ou uma pequena área verde, é possível fazer uma composteira ao ar livre. Cave um buraco suficiente para que todo o lixo orgânico (cascas de frutas, restos de alimentos, folhas) gerado na escola seja depositado ali, coloque o lixo orgânico neste buraco e cubra com um pouco de terra, folhas secas, serragem, esterco seco até que não seja mais possível ver os restos orgânicos enterrados. Regue para umedecer esta camada de cobertura mais seca. A cada dois ou três dias areje esta terra com um bastão de bambu, ou um galho. Depois de aproximadamente 3 meses esta terra já terá se transformado em adubo. EXERCÍCIOS DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS Abaixo está uma tabela que relaciona os tipos de materiais e seu tempo de decomposição. Baseado nesta tabela, você pode elaborar problemas baseados no tempo de decomposição, ou então pedir aos alunos que meçam a quantidade de lixo gerado em suas casas e na escola. Você também pode pedir-lhes que façam uma redação sobre como é a sua relação com o lixo, ou como se sentem em um ambiente cheio de lixo em comparação a um ambiente sem lixo. Materiais Tempo de Decomposição Papel de 3 a 6 meses Panos de 6 meses a 1 ano Filtro de Cigarro mais de 5 anos Madeira Pintada mais de 13 anos Náilon mais de 20 anos Metal mais de 100 anos Alumínio mais de 200 anos Plástico mais de 400 anos Vidro mais de 1.000 anos Borracha indeterminado Fonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/ reciclagem/tempo_de_decomposicao_do_materiais.html
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 107 OFICINA DE RECICLAGEM DE PAPEL Esta atividade tem o objetivo de refletir sobre as responsabilidades do cidadão, reciclar parte do que jogamos fora, estimular o aproveitamento de materiais que normalmente acabariam no lixo e compartilhar técnica de reciclagem de papel. Você precisará de papéis usados (embrulhos, caixas, folhas, envelopes rasgados, revistas, sobras de cartolina, cartões, jornais etc), liquidificador, bacia funda, peneira plástica de fundo plano (ou tela pregada em moldura de madeira), que caiba na bacia com certa folga, jornais ou panos velhos para secar os papéis, recipientes para cada tipo de papel, corantes naturais (urucum, beterraba etc), torneiras e bancada para trabalho. Você também pode utilizar folhas, serragens, ervas, linhas etc, para obter diferentes tipos de papéis. Método: peça para os participantes da atividade que piquem seus papéis (com a mão, em pedaços pequenos) e os coloquem de molho um dia antes da oficina. No dia da oficina, coloque uma xícara deste papel umedecido no liquidificador, com água até ¾. A própria “água do molho” pode ser aproveitada. Bata a mistura aos poucos e sinta com as mãos até obter a textura desejada. Batendo pouco você obterá uma mistura com pedacinhos do papel original, às vezes até com letras inteiras. Quanto mais você bater mais homogênea ficará a mistura. Mas não bata demais; isso deixa o papel quebradiço, e não mais fino. Despeje o papel batido na bacia com água até a metade. Agite a mistura com a mão para as partículas de papel não assentarem no fundo. Mergulhe a peneira pela lateral da bacia até o fundo, subindo-a lentamente sem incliná-la, “pescando” as partículas em suspensão. Uma camada de papel se forma sobre a peneira. Se desejar um papel mais grosso adicione papel batido à bacia, agite e penere novamente. Passe a mão várias vezes sob a peneira inclinada para escorrer a água. Coloque a peneira sobre o jornal, para secar a superfície inferior. Troque o jornal até que este não fique mais molhado. Ainda sobre o jornal, cubra a peneira com um pano e aperte como uma massa de torta na forma, para secar a superfície superior da folha. Use vários panos até que estes não fiquem mais molhados. O papel ainda estará úmido, mas não deverá molhar a mão no toque. Vire a peneira sobre o jornal seco e dê vários tapas no fundo. A folha deve se soltar. Se o papel estiver muito úmido a folha não cai. Daí desvire a peneira e seque novamente na peneira. Coloque a folha entre jornais secos, e deixe-a secar até o dia seguinte. Pronta esta folha poderá ser escrita, cortada, dobrada, colada, pintada. As sobras de papel picado ou batido podem ser peneiradas e espremidas, e guardadas em potes tampados para futura reciclagem ou descartadas separadamente para coleta seletiva e reciclagem industrial. A água que sobra na bacia pode ser despejada no esgoto (vaso sanitário ou ralos). Reúna utensílios e arte feitos com papel reciclado (envelopes, agendas, cartões, álbuns de fotografia, blocos, porta retratos, etc) para inspirar a produção dos participantes.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 108 FRASES DE INQUIETAÇÃO O objetivo desta atividade é problematizar a temática dos resíduos e levantar dúvidas e controvérsias do grupo sobre este tema. Você precisará de fichas com frases sobre o tema, de aproximadamente 10x15cm e cartelas de aproximadamente 30x15cm. Método: Prepare pelo menos 10 frases polêmicas sobre a temática. Escolha frases que habitam o imaginário das pessoas, que possam revelar preconceitos ou desconhecimento do assunto ou conclusões tidas como verdades absolutas. Escreva uma frase em cada ficha. Divida as crianças em até 8 grupos e assim prepare 8 jogos com 10 fichas cada um. Distribua também 1 cartela para cada grupo que deve estar marcada com três campos: “concordamos”, “temos dúvidas” e “muito pelo contrário”. Reunidos em grupos os participantes decidem se concordam, se pensam o contrário ou se têm dúvidas sobre as informações contidas nas fichas, e assim agrupando as frases nos campos escritos na cartela. Depois que todos os grupos finalizarem, abra uma roda de conversa sobre as frases. Exemplos de frases sobre resíduos: • Lixo é coisa de equipes de limpeza. • Reduzir a geração de lixo promove o desemprego. • A coleta seletiva arrecada muito dinheiro. • O lixo da nossa cidade é coletado e levado para um lixão do município. Escolha frases compatíveis com a faixa etária dos seus alunos. Da Pá Virada – Revirando o tema lixo – Vivências em educação ambiental e resíduos sólidos. São Paulo. 2007. Pg 34
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 109 Como foi sua experiência de trabalho sobre o item “resíduos”?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 110 5.5 - A FLORESTA E O CONSUMO O consumo gera um impacto direto em nossas florestas, rios, montanhas e nos ecossistemas como um todo. Cada vez mais a sociedade está consumindo mais eletrodomésticos, carros, mesas, papel, e devido a todos os objetos serem provenientes da Natureza, transformada, quanto maior o consumo, maior será a extração dos recursos naturais. O aumento no consumo, junto com outros fatores, ajudou a desencadear a crise ambiental que começou a ser iniciada em meados do Século XX e que está tão em pauta nos tempos atuais. Quantas vezes paramos para pensar, quando compramos um produto, sobre como ele chegou até nós? Quais recursos tiveram que ser extraídos? Quantas pessoas se envolveram em seu processo de fabricação? Quantas pessoas têm acesso a eles? Entretanto, não podemos pensar nosso dia a dia sem o consumo, não conseguimos viver sem consumir. O problema não está no consumo em si, mas na quantidade, velocidade e na importância que damos àquilo que consumimos. E também na falta de informação (ou de responsabilidade!) sobre o ciclo de vida7 dos produtos. Se pensarmos no ciclo de vida de um produto, verificamos que o consumo não é um ato que se inicia nem acaba em si mesmo. O ciclo começa na extração do recurso natural e tem seu fim quando se transforma em lixo, ou resíduo sólido. Entre os anos de 1992 e 2000 a população mundial cresceu 16,4% enquanto que o volume dos resíduos sólidos cresceu 49%. Como a geração de lixo está diretamente atrelada à quantidade de objetos que consumimos, vemos que o consumo aumentou desproporcionalmente ao número de habitantes. Além disso, os valores da nossa sociedade estão diretamente relacionados à quantidade e qualidade do que consumimos, na ideia de que quanto maior o consumo mais eu sou, mas eu posso! Tal posicionamento cultural tem afastado os cidadãos do sentido de comunidade viva e humana, o 7. Vide página 177 que vem fazendo com que as injustiças, a violência e o desrespeito aos direitos humanos sejam muito mais frequentes do que consideramos aceitável. Temos dado menos valor à vida, aos seres vivos, aos seres humanos e aos patrimônios da humanidade do que aos automóveis, aos equipamentos, máquinas e roupas de marca. ANTES DE COMPRAR QUALQUER COISA, FAÇA AS 6 PERGUNTAS DO CONSUMO CONSCIENTE! Sempre que puder, tente descobrir informacões sobre a produção, qualidade, a durabilidade e a segurança dos seus produtos, além do seu preço. Como comprar? Devemos aproveitar bem o produto comprado, evitando, dessa forma, a necessidade de uma nova compra em curto período. A prática do consumo consciente começa com a análise da necessidade do produto ou do serviço que se vai consumir. Pense sobre quais as funcionalidades que você realmente precisa no produto e evite ser atraído por elementos que não serão úteis no uso que você fará do produto. É hora de pensar sobre as formas de pagamento e sobre a logística dessa compra. Considere o preço do frete no valor total da compra, além do tempo de entrega. Por que comprar? De quem comprar? Como usar? Como descartar? O que comprar? Aquilo que não tem mais utilidade para você pode ser interessante para outra pessoa. Quando realmente o produto tiver sido explorado ao máximo, é preciso fazer um descarte adequado. D e si g n e d b y lu is _m o lin e ro / F re e p ik FONTE: Instituto Akatu
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 111 Algumas posturas das empresas que fabricam utensílios, acabam “contribuindo” para este comportamento. Você já ouviu falar de obsolescência programada? Ela é o processo pelo qual os produtos são planejados e confeccionados de modo que seu tempo de vida seja menor do que poderia efetivamente ser. Além disso, criam-se cada vez mais “novidades”, produtos com novas funções (muitas vezes desnecessárias), outras cores, outros modelos, incentivando os consumidores a desfazer- se dos seus “antigos” e “ultrapassados” produtos. O aumento sem precedentes no consumo traz consigo diversas “patologias”. A oneomania, doença do consumo compulsivo, é um dos reflexos do mundo consumista, a qual caracteriza-se pelo fato de Itens de Luxo Gasto anual (bilhões de US$) Objetivo social ou econômico Investimento extra anual necessário para atingir o objetivo Cosméticos 18 Saúde Reprodutiva para todas as mulheres 12 Ração de animais de estimação na Europa e EUA 17 Erradicacão da fome e má nutrição 19 Perfumes 15 Alfabetizacão universal 5 Cruzeiros Marítimos 14 Água potável para todos 10 Sorvetes na Europa 11 Vacinação de todas as crianças 1,3 BADUE, TORRES, ZERBINI, PISTELLI & CLEC’H. Material Pedagógico - Entender para Intervir: por uma educação para o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São Paulo. 2005. Pg 77 as pessoas não conseguirem ficar sem comprar. Outras doenças da modernidade são causadas pela alimentação, como a obesidade que mata milhares de pessoas por ano no mundo. Outros distúrbios como a anorexia e a bulimia, podem ser entendidos como o consumo de um modelo padrão de corpo e de beleza imposto pela mídia e amplamente desejado pelas mulheres e homens de todas as idades. Hoje em dia, movimenta-se muito mais dinheiro no mundo para a compra de produtos que podem ser considerados supérfluos, tais como cosméticos ou viagens, do que para questões relativas ao bem estar social, tais como a alfabetização, água potável e vacinação. Veja a tabela abaixo: ECONOMIA CIRCULAR Uma outra maneira de pensar a produção e o consumo é através do conceito de economia circular. Segundo a Fundação Ellen MacArthur, a Economia Circular procura redefinir a noção de crescimento, com foco em benefícios para toda a sociedade, ou seja, propõe dissociar a atividade econômica, do consumo de recursos finitos, e eliminar resíduos do sistema por princípio. Apoiada por uma transição para fontes de energia renovável, e baseada em três princípios: • Eliminar resíduos e poluição por princípio • Manter produtos e materiais em ciclos de uso • Regenerar sistemas naturais Para saber mais sobre Economia Circular: http:/ /www.espacoeco.org.br/downloads/Ebook_ Economia-Circular.pdf https:/ /www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/ economia-circular-1/conceito https:/ /www.youtube.com/ watch?v=z5bNocDSyfg&feature=youtu.be
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 112 RECONHECENDO O CONSUMO INDIVIDUAL Peça para os alunos fazerem uma lista de tudo o que consomem (alimentos, bebidas, lazer, vestuário, energia, luz, água, combustível) durante uma semana, e depois fazerem uma reflexão sobre o que eles realmente precisam para viver de uma maneira confortável. ADUE, TORRES, ZERBINI, PISTELLI & CLEC’H. Material Pedagógico - Entender para Intervir: por uma educação para o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São Paulo. 2005. Pg 127 EDUCAR PARA O CONSUMO O que seus alunos consomem ou desejam consumir? Peça-lhes que em casa, abram um dos armários e contem quantos itens diferentes existem ali. Analisem quais deles estão realmente em uso. Os itens que não estão em uso, foram adquiridos por qual razão? O que consideram necessário? Como definem o conforto? Quanto aos bens considerados necessários, peça-lhes que desenhem o caminho de cada uma das matérias primas que possibilitaram a sua fabricação. De onde vieram? O que têm a ver com as florestas? Que reflexões podem fazer sobre isso? Como é o consumo da água? E o de energia? Há desperdício de materiais? Quais? BALCÃO DE TROCAS Peça para os alunos trazerem algum livro ou gibi que não utilizem mais, mas que estão em bom estado de conservação, para que sejam trocados no Balcão de Trocas que vocês irão realizar. Faça uma roda com as carteiras e peça para que os alunos circulem na sala apresentando uns aos outros os objetos que trouxeram. Depois peça para que comecem as trocas, de acordo com seus interesses e motivações. No final, dê um tempo para leitura das novas aquisições. Esta atividade também pode ser feita com desenhos e poesias criados pelos próprios alunos. Ela estimula a cooperação, pois mostra como às vezes o que é velho para uns pode ser novo para outros.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 113 PEGADA ECOLÓGICA Você sabia que se todos os habitantes da Terra consumissem recursos como nos países ricos precisaríamos de três planetas Terra para nos sustentar? A população humana tem aumentado significativamente, assim como o consumo de produtos naturais. Será que a Terra tem tanta água e solo fértil para nos sustentar? Vamos conhecer o conceito de “pegada ecológica”. Ela mede a área de terra fértil (em hectares) de que uma população humana – ou uma pessoa – precisa para produzir os recursos (comida, combustível, água etc.) que consome e para absorver os resíduos descartados. Veja o tamanho da pegada ecológica em diferentes países. Pela análise do quadro, percebemos que uma pessoa que mora no Sri Lanka precisa, em média, de 1,2 hectares de terra para viver, ao passo que uma pessoa que vive no Canadá precisa, em média, de 6,3 hectares. Vamos refletir a respeito baseados nestas perguntas: 1 - Em quais locais do mundo você acha que a população humana está crescendo mais: nos países ricos, ou nos pobres? R: Nos países pobres a população cresce mais. 2 - Por que os países ricos como o Japão têm uma pegada ecológica muito maior que a Índia, que é muito populosa? R: Porque as pessoas têm mais recursos financeiros, e os países mais ricos da Terra consomem mais recursos naturais (exemplo: combustível, alimentos com muita embalagem, eletricidade, e assim por diante) e acabam gerando mais lixo (que também é proveniente das atividades industriais). 3 - O que deveria ser feito para reduzir nossa pegada ecológica, visto que a quantidade de pessoas está aumentando e a dimensão do planeta Terra não tem como crescer? R: Uma mudança no estilo de vida, isto é, reduzir o consumo de recursos naturais, evitar o desperdício, gerar menos lixo e controlar o crescimento populacional. Abra um espaço para debater o tema. Países Pegada Ecológica (hectares de terra fértil por pessoa) Brasil 2,6 China 1,8 Alemanha 6,3 Índia 1,1 Indonésia 1,5 Japão 5,9 Relatório Planeta Vivo. WWF. Brasília. 2012 (http:/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/ downloads/relatorio_planeta_vivo_sumario_rio20_final.pdf)
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 114 Como você se sentiu no trabalho sobre o consumo com seus alunos? A conexão do consumo com as florestas ainda está clara para vocês? Anote aqui suas observações.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 115 CINEMA MUDO O objetivo desta atividade é despertar a atenção do público para a temática do consumo, estimular reflexões e difundir mensagens de maneira não convencional. Você precisará de 10 “atores ou atrizes” e papel para confecção de cartazes de 60x45cm cada um, música ambiente, roupas da mesma cor para todos os atores. Método: Produza em grupo as falas do filme, frases curtas que provoquem o público. Os dizeres dos cartazes devem ser legíveis a uma distância de 5 metros. Dobre ao meio para não revelar a mensagem antes da hora. O grupo responsável deve ensaiar a sequência de apresentação com antecedência. Para iniciar a apresentação coloque a música, e cada ator entra de uma vez com seu respectivo cartaz, que deve ser aberto quando o ator der os primeiros passos em direção ao público. A expressão corporal deve se relacionar a cada mensagem mostrada. Valem mímicas, porém não a comunicação verbal. Crie um ritmo, mas evite a correria para que a plateia tenha tempo de ler e cumprir as tarefas indicadas. Sugestões de frases: BOM DIA!!!! OPS, BOA TARDE!! SEJAM BEM VINDOS VAMOS BRINCAR DE CINEMA MUDO? SIGA AS INSTRUÇÕES... SORRIA! LEVANTE OS BRAÇOS E RESPIRE FUNDO AGORA UMA GARGALHADA....RSRSRSRS AGORA É SÉRIO, VAMOS REFLETIR SOBRE O CONSUMO? ETC..... Da Pá Virada – Revirando o tema lixo – Vivências em educação ambiental e resíduos sólidos. São Paulo. 2007. Pg 185
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 116 5.6 - A FLORESTA E AS FONTES DE ENERGIA (RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS) Energia é algo que está presente em todos os processos naturais ou criados pelos seres humanos. Ela consiste, basicamente, na capacidade de gerar movimento ou mudanças de estado. As fontes de energia que os seres humanos aprenderam a utilizar, desde o fogo até os reatores nucleares, podem ser classificadas em renováveis e não renováveis. As não renováveis são aquelas que se apresentam sob forma de estoques armazenados pela natureza e que, quando esgotados, só se regeneram em prazos extremamente longos. São elas: carvão mineral, petróleo, gás natural e os minerais radioativos que abastecem os reatores nucleares. As renováveis são associadas a ciclos de reprodução bastante curtos, renovando-se constantemente e possibilitando o seu uso permanente. São elas: energia solar, dos ventos (eólica), das marés, das ondas do mar, das correntes marítimas, das quedas d’água e a contida em todos os tipos de biomassa – madeira, carvão vegetal e cana de açúcar, entre outros. Atualmente a humanidade é dependente de combustíveis fósseis para a geração de energia elétrica. As fontes mais utilizadas são o petróleo, o gás, o carvão e a energia nuclear. A dependência destes combustíveis não renováveis resulta em grandes problemas: mudanças climáticas, poluição do ar e perda irreparável de recurso, além dos conflitos internacionais resultantes da luta pelo controle destes. 7. Vide página 177
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 117 Um quarto da população do planeta consome mais de 70% da energia comercializada no mundo, enquanto os outros três quartos consomem menos de 30%. Uma cultura sustentável demanda o uso ético de tecnologias baseadas em fontes renováveis de energia, que poderiam estar acessíveis a todos. Se pensarmos na energia da biomassa consegue-se facilmente relacioná- la com as florestas. Biomassa é matéria de origem orgânica, animal ou vegetal, que pode ser aproveitada para gerar calor ou eletricidade. Pode ser melhor definida como a energia solar armazenada pelas plantas através da fotossíntese, quando água e gás carbônico reagem, transformando-se em açúcar ou celulose, que ficam retidos no tecido vegetal. A produção de biomassa pode ocorrer também pelo aproveitamento de lixo residencial e comercial ou resíduos de processos industriais, como serragem, bagaço de cana e cascas de árvore ou de arroz. Mas para uma produção em escala maior, pode ser obtida a partir da cana, mandioca, babaçu, dendê, girassol, amendoim e mamona. Há também outras formas de energia que tem relação estreita com as florestas: carvão mineral (devido à extração), hidrelétricas (pelos rios e pelo alagamento de grandes áreas florestais) e eólica (pela influência dos ventos). VOCÊ SABIA QUE 43,5% DA MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA É FORMADA POR FONTES RENOVÁVEIS?
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 118 São fontes renováveis: hidráulica/hidroelétrica, cana e carvão vegetal. A matriz energética brasileira é composta pelo conjunto de fontes de energia disponíveis para movimentar os carros, preparar a comida no fogão e gerar eletricidade. Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Governo Federal Outras não renováveis 0,7% Lenha e carvão vegetal 8% Derivados da cana 17,5% Petróleo e derivados 36,5% Hidráulica 12,6% Nuclear 1,5% Gás natural 12,3% Matriz Energética Brasileira 2016 Outras renováveis 5,4% Carvão 5,5% A matriz elétrica é formada pelo conjunto de fontes disponíveis apenas para a geração de energia elétrica. Matriz Elétrica Brasileira 2016 Carvão 4,2% Derivados de petróleo 2,4% Gás natural 9,1% Nuclear 2,6% Hidráulica 68,1% Solar e eólica 5,4% Biomassa 8,2% Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE) Governo Federal A matriz elétrica brasileira é ainda mais renovável do que a energética. Isso porque grande parte da energia elétrica gerada no Brasil vem de usinas hidrelétricas.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 119 VOCÊ SABIA QUE A NOSSA MATRIZ ELÉTRICA ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA À DISPONIBILIDADE DE ÁGUA E QUE EM UMA EVENTUAL CRISE HÍDRICA, COMO A DE 2014, PODEMOS SOFRER IMPACTOS TAMBÉM NO ABASTECIMENTO DE ENERGIA? NA VERDADE, JÁ ESTAMOS SOFRENDO ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS EM FUNÇÃO DA BAIXA DOS NOSSOS RESERVATÓRIOS DE ÁGUA. UMA DELAS É O AUMENTO DA TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. Atualmente, alternativas vêm sendo discutidas, em especial de energias renováveis, para compor nossas matriz elétrica de forma que não sejamos tão dependentes de uma única fonte.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 120 AS COISAS ESTÃO ESQUENTANDO Você precisará de 4 vidros grandes, uma régua, fita crepe, água, solo, pequenas pedras, 4 termômetros, relógio, lápis e papel. Método: meça 10 centímetros a partir do fundo de cada vidro. Marque com a fita crepe. Faça isso em todos os vidros. Na fita você escreverá o conteúdo de cada pote (ar, água, solo, pedra). Ela servirá como rótulo e marcador de nível. Deixe um dos vidros vazio (cheio de ar). Encha um deles com 10cm de solo, outro com 10cm de água. Cuidadosamente ponha um termômetro dentro de cada um deles. No último vidro você coloca as pedras. É preciso colocar primeiro o termômetro e depois, com cuidado os 10cm de pedras. Para medir os vidros com água e ar suspenda os termômetros com o auxílio da fita crepe presa no gargalo. Ponha todos os vidros em lugar ensolarado. Após duas horas confira a temperatura de cada um. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 130 CATA VENTO Você precisará de um pote de plástico grande, prego de cabeça chata, uma varinha de 60cm, tesouras e martelo. Método: corte um quadrado de um dos lados do pote. Marque linhas diagonais unindo os cantos do quadrado (você terá 4 triângulos). Corte ao longo destas linhas. Pare a uma distância curta do centro. Dobre cada segunda ponta, unindo-as no centro. Faça um furo no centro, juntamente com as pontas que ali se encontram e prenda com o prego. Pregue na varinha, mas deixe espaço suficiente entre a varinha e o cata vento para que possa girar no vento. Agora corra pelo vento! LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 137
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 121 5.7 - CIDADES SUSTENTÁVEIS Vivemos em um mundo de constantes transformações, o modelo de desenvolvimento está em discussão, os recursos naturais estão se esgotando, o tempo de vida do ser humano aumenta e as populações crescem. Dentro deste cenário, nos deparamos com o “problema”, a sustentabilidade da vida no planeta. Segundo o PNUD (2019) “mais da metade da população do planeta vive em áreas urbanas. Em 2050, esse número chegará a 6,5 bilhões de pessoas – dois terços de toda a humanidade”. A humanidade construiu uma grande civilização, onde a concretização são as cidades. Porém, algumas destas acabaram abandonadas por motivos diversos. A vida humana nestes lugares acabou sendo comprometida pela degradação dos recursos naturais e o não aproveitamento devido dos recursos físicos e humanos. “O rápido crescimento das cidades no mundo em desenvolvimento, junto com o aumento da migração rural para a área urbana, levou a uma expansão das cidades. Em 1990, haviam dez megacidades com mais de 10 milhões de habitantes ou mais. Em 2014, já haviam 28 megacidades, que abrigavam mais de 453 milhões de pessoas”. (PNUD, 2019) O Ministério do Meio Ambiente afirma que “buscar um melhor ordenamento do ambiente urbano primando pela qualidade de vida da população é trabalhar por uma cidade sustentável. Melhorar a mobilidade urbana, a poluição sonora e atmosférica, o descarte de resíduos sólidos, eficiência energética, economia de água, entre outros aspectos, contribuem para tornar uma cidade sustentável”. O desenvolvimento sustentável não poderá ser alcançado sem uma mudança na forma de pensar nosso modelo de desenvolvimento. É preciso constituir uma visão de mundo de forma a integrar as dimensões sociais, ambientais e econômicas considerando que todas as atividades humanas geram algum tipo de impacto e toda a sociedade é responsável por transformar a forma como gerenciamos nossos espaços urbanos. VOCÊ SABIA que desde 2011 existe o “Programa Cidades Sustentáveis” que tem por finalidade oferecer aos gestores públicos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda e um banco de práticas com casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos municípios?? Quer saber mais? Acesse: https://www.cidadessustentaveis.org.br/
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 122 ATIVIDADE: CIDADES ABANDONADAS 1. Apresentar o Contexto de Cidades Abandonadas: Você sabia que existem milhares de cidades abandonadas no mundo inteiro? Só na América do Norte concentram-se cerca de 6 mil cidades abandonadas. 1 - Kolmanskop, Namíbia - África 2 - Kowloon Walled, Hong Kong - Ásia 3 - Agdam, Azerbaijão - Ásia 4 - Varosha, Chipre, Turquia - Ásia 5 - Aiadour sur Glane, França - Europa 6 - Wittenoom, Western, Austrália - Oceania 7 - Balestrino, Gênova, Itália - Europa 8 - Centralia, Pensilvânia, EUA - América do Norte 9 - Pripyat, Ucrânia - Europa 10 - Elizabethtown, Novo México, EUA - América do Norte 11 - Jonestown, Guiana - América do Sul 12 - São João Marcos, Rio de Janeiro, Brasil - América do Sul 13 - Bodie, Califórnia, EUA - América do Norte 14 - Mandu, Madhya Pradesh, Índia - Ásia 15 - Rhyolite, Nevada, EUA - América do Norte Conte a história de alguma cidade que foi abandonada. Nos materiais de apoio você encontrará detalhes sobre 3 cidades: Balestrino – Itália, São João Marcos – Brasil e Hashima – Japão. 2. Solicite que seus alunos pesquisem outras cidades e, em outra aula, apresentem quais foram as causas deste abandono e, quais poderiam ser as ações para que a cidade voltasse a ser habitada e se tornasse sustentável. 3. Roda de Conversa para que os alunos apresentem o resultado de sua pesquisa e os colegas possam refletir e propor mudanças para cada uma das cidades estudadas 1 4 2 3 5 9
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 123 Como foi a atividade sobre cidades abandonadas? Quais foram as reflexões de seus alunos? Anote aqui suas observações.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 124 USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL PARTE 6 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 125 6.1 - A AGRICULTURA E AS FLORESTAS Apesar dos seus 10 mil anos, a agricultura permanece sendo a atividade humana que mais intimamente relaciona a sociedade com a natureza. Por mais que se esteja vivendo na “aurora de uma nova era”- rotulada pós industrial, pós moderna, ou pós escassez – a verdade é que a humanidade continua muito longe de encontrar uma fonte de energia necessária à vida, que dispense o consumo das plantas e animais, como ocorre a cerca de 2 milhões de anos. Ou seja, por mais que venha a ser revolucionada a esfera da produção alimentar, essa importância singular da agricultura manter-se-à até que surja, por exemplo, uma alternativa à transformação biológica de energia solar em nutriente. Além disso, em contraste com outros processos produtivos, a intervenção humana na agricultura não é realizada com o propósito de transformar matéria prima. Nela, o trabalho humano visa regular as condições ambientais sob as quais plantas e os animais crescem e se reproduzem, pois nesse processo há um momento de transformação que se realiza por dinâmicas orgânicas naturais, e não pela aplicação do trabalho humano. A ideia de agricultura sustentável indica o desejo social de práticas que, simultaneamente, conservem os recursos naturais e forneçam produtos mais saudáveis, sem comprometer os níveis tecnológicos já alcançados de segurança alimentar. Resulta de emergentes pressões sociais por uma agricultura que não prejudique o meio ambiente e a saúde. Transmite a visão de um sistema produtivo de alimentos e fibras que garanta: a manutenção a longo prazo dos recursos naturais e da produtividade agrícola; o mínimo de impactos adversos ao ambiente; retornos adequados aos produtores; otimização da produção com um mínimo de insumos externos; satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda e atendimento às demandas sociais das famílias e das comunidades rurais.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 126 Serviços ambientais Os ecossistemas são importantíssimos para a vida humana, pois desempenham funções como a purificação da água e do ar, amenizam os fenômenos violentos do clima, promovem a decomposição do lixo, a geração de solos férteis, o controle de erosões, a reprodução da vegetação pela polinização e pela dispersão de sementes, o controle de pragas, o sequestro de carbono por meio do crescimento da vegetação, entre outros serviços ambientais. O conceito de Serviços Ambientais (SA) surgiu com a necessidade de demonstrar que as áreas naturais são responsáveis por cumprir funções essenciais nos processos de manutenção da vida. Classificam-se três tipos de serviços ambientais: manutenção da biodiversidade, manutenção dos estoques de carbono e do ciclo da água, além da conservação da beleza cênica. A preservação dos ecossistemas e, consequentemente, dos serviços ambientais por eles prestados nem sempre é um caminho economicamente atrativo à primeira vista. Em curto prazo, outras atividades são mais lucrativas: criação de gado e produção de grãos, por exemplo. Tais atividades exigem a derrubada de vegetação de grandes áreas, o que interrompe a geração dos serviços ambientais prestados pela mata que precisaria ser derrubada. No entanto, se pensarmos nos custos para recuperar uma área degradada, despoluir um rio, ou recuperar a perda de uma produção causada por incêndios florestais, vale mais a pena investir na manutenção dos serviços ambientais que a natureza presta. Polinizadores A polinização é um dos principais mecanismos de manutenção e promoção da biodiversidade na Terra. Somente após a polinização as plantas podem formar frutos e sementes, das quais dependem para sua reprodução. Mais de 3/4 das plantas agrícolas que alimentam o mundo e muitas plantas utilizadas pela a indústria farmacêutica dependem da polinização por insetos ou outros animais para produzir frutos e sementes. A manutenção da diversidade de polinizadores contribui para a manutenção da nossa diversidade de alimentos e qualidade de vida. Onde há ausência de polinizadores, a segurança alimentar pode ser comprometida repercutindo negativamente na economia com a diminuição da produtividade das culturas. Há dois aspectos importantes e interconectados para os fornecedores de serviços ao ecossistema (no caso, polinizadores), aqueles que são requeridos pela agricultura bem sucedida e os destinados à manutenção da biodiversidade natural. Ambos dependem da sobrevivência de hábitats naturais e, no caso da agricultura em particular, do relacionamento espacial entre hábitats naturais e culturas agrícolas. Os polinizadores fornecem um serviço essencial ao ecossistema e trazem inúmeros benefícios à sociedade, através do seu papel na produção de alimento e da agricultura, além de melhorias nos meios de subsistência,
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 127 desenvolvimento científico, cultura e recreação, e na conservação da diversidade biológica. Frequentemente, a produção agrícola reduzida ou os frutos deformados são resultantes da polinização insuficiente e não do uso insuficiente de insumos. Em ecossistemas naturais, as sugestões visuais de polinização insuficiente são mais sutis do que em sistemas agrícolas, mas as consequências podem ser tão severas como: a extinção de uma planta ou um declínio visível de animais que se alimentam de frutos e sementes, regeneração pobre da flora, erosão do solo e diminuição do volume de água. É necessário identificar práticas de manejo sustentáveis que diminuam os impactos negativos antropogênicos sobre os polinizadores; que promovam a conservação e a diversidade de polinizadores nativos e conservem e restaurem áreas naturais necessárias para otimizar tais serviços de polinizadores nos sistemas agrícolas. Os estudos que abordam as exigências para a polinização de culturas no Brasil e seus déficits ainda são escassos. Os poucos dados disponíveis se concentram em um número reduzido de culturas, tais como: melão, café, maracujá, laranja, soja, algodão, caju e maçã. Trabalhos interessantes que enfocam os serviços ambientais fornecidos por polinizadores foram publicados recentemente, considerando também seu valor econômico e tentando medir este valor. Um bom exemplo está relacionado às culturas do café. Embora estas não dependam obrigatoriamente dos polinizadores, mostrou que as plantações de café no Brasil, nas fazendas próximas a fragmentos florestais, tiveram um aumento de 14,6% na produção, o que poderia estar relacionado aos serviços de polinização. Tambem apontaram a importância de fragmentos florestais tropicais para aumentar a atividade do polinizador em culturas de café. Fonte: http://www.ib.usp.br/vinces/logo/servicos%20aos%20ecossistemas_ polinizadores_vera.pdf Combate às pragas Quando falamos de agricultura, estamos falando de inimigos naturais que insistem em conviver com as plantas, são as conhecidas pragas. Atualmente existem inúmeras práticas que permitem combatê-las e reduzi-las. Vamos destacar duas delas: o controle biológico e o manejo integrado das pragas (MIP). Controle Biológico As técnicas de controle biológico visam favorecer o aumento das populações de inimigos naturais das pragas, valendo-se dos limites de tolerância das plantas. Um ponto polêmico é a possível dependência dos agricultores perante as empresas “produtoras” de inimigos naturais. Para reduzir esta dependência, a opção é proporcionar as condições para o desenvolvimento dos inimigos naturais no próprio agroecossistema, ou seja, conservar parte da vegetação nativa e reduzir o uso de insumos. Por exemplo, a Joaninha é indicada para controle biológico de pragas por ser predadora voraz de diversas espécies de cochonilhas e pulgões que afetam diversas culturas agrícolas, como soja, milho, algodão e frutas como pêssego e maçã. Manejo integrado das pragas (MIP) É a prática que combina métodos químicos, físicos e biológicos para reduzir populações de pragas e minimizar seus danos econômicos. O que se propõe é um rígido acompanhamento da lavoura a fim de determinar em que nível as pragas ou doenças provocam prejuízos às culturas, e o momento a partir do qual os insumos devem ser aplicados. Realiza-se, portanto, aplicações mais específicas, diminuindo o número de produtos e aplicações.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 128 Preservando a água com boas práticas de plantio A chuva deve ser aliada e não ser inimiga Com as chuvas, a água tende a correr do local mais alto para o mais baixo. À medida que ela corre morro abaixo ela ganha velocidade e força para carregar o solo. Assim, todo o material solto no solo é carregado ao pé do morro, podendo chegar até os rios. Os resultados são os buracos de erosão, desgaste da camada superficial do solo (a mais fértil) e, muitas vezes, poluição de rios com solo, adubos e agrotóxicos. É preciso impedir que a água escorra sobre a superfície e consiga carregar esse solo para outros locais. Saíba como: Curvas de Nível Esse é um sistema onde cada linha da cultura a ser cultivada é plantada em uma mesma altitude. Imagine o seguinte: se plantarmos seguindo a linha do morro, onde cada linha começa em cima e termina no pé do morro, estamos formando corredores para que a água da chuva escorra e faça seu estrago. Já quando o plantio é feito com as linhas cortando o morro, na transversal, cada linha já serve de barreira para a água da chuva não escorrer. Fonte: Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 129 Terraceamento Utilizado onde há terrenos íngremes, essa técnica consiste na construção de obstáculos à água da chuva, chamados de terraços. Eles fazem a água perder velocidade e se infiltrar no solo, não escorrendo mais. Quanto mais inclinado o terreno, mais terraços são necessários. A construção de terraços exige conhecimento técnico e cálculos de engenharia para definir a distância entre eles, assim como a declividade e a altura. Terraços construídos sem a orientação de especialistas podem provocar erosões e estragos ainda maiores em chuvas mais fortes. Irrigação O uso de irrigação na atividade agrícola deve ser bem planejado e o método que for empregado (pivot central, aspersão ou gotejo) deve buscar uma irrigação localizada para que se otimize o uso da água. Além disto, é muito importante que o agricultor anote e acompanhe periodicamente o consumo de água utilizado na atividade agrícola, para que se possa ser feita uma gestão orientada na sustentabilidade deste recurso.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 130 Proteção das nascentes As nascentes, devido a sua importância dentro de uma propriedade agrícola, devem ser tratadas com um cuidado todo especial. Localizam- se em encostas ou depressões do terreno ou ainda no nível de água representado pelo curso d’água local; podem ser perenes (de fluxo contínuo), temporárias (de fluxo apenas na estação chuvosa) e efêmeras (surgem durante a chuva, permanecendo por apenas alguns dias). A nascente ideal é aquela que fornece água de boa qualidade, abundante e contínua, localizada próxima ao local de uso e de cota topográfica elevada, possibilitando assim sua distribuição por gravidade, sem gasto de energia.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 131 6.2 - ALTERNATIVAS PARA USO SUSTENTÁVEL DAS FLORESTAS OU ISTO OU AQUILO “Ou se tem chuva ou não se tem sol, ou se tem sol ou não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, Quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo dinheiro e não compro doce, ou compro doce e não guardo dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo... e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.” Cecília Meirelles
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 132 Construir um mundo equilibrado depende de nossas escolhas... Seguem abaixo alguns exemplos de novos caminhos em busca dessa harmonia, abrindo mão de hábitos e modelos predominantes na sociedade e propondo outros, mais coerentes com os valores da sustentabilidade. Permacultura Permacultura é o planejamento e a manutenção conscientes de ecossistemas agriculturalmente produtivos, ou seja, ecossistemas com potencial produtivo para agricultura, que tenham a diversidade, estabilidade e resistência dos ecossistemas naturais. É a integração harmoniosa das pessoas e a paisagem, provendo alimento, energia, abrigo e outras necessidades, materiais ou não, de forma sustentável. A Permacultura visa trabalhar com a Natureza, e não contra ela. É um trabalho de observação do mundo natural, com conclusões transferidas para o ambiente planejado. Os sistemas naturais são observados em todas as suas funções, não exigindo somente um produto deles. Para isto devemos permitir que estes sistemas produtivos apresentem suas evoluções próprias. Os princípios da permacultura são: 1. Quanto mais se aproxima da Natureza, menos se trabalha. Nos sistemas permaculturais de agricultura, se comparados com as monoculturas, há muito menos necessidade de intervenções, tais como: introdução de adubo, irrigação e uso de defensivos. A criação de animais busca atender as necessidades do animal, não tendo de buscar continuamente sua adaptação ao sistema artificial, como se faz na pecuária moderna. O sistema produtivo pode durar décadas, sem requisitar grandes investimentos, e proporciona um lucro maior, além da qualidade. 2. Substituir altos investimentos e trabalho por planejamento e criatividade. Isso supõe uma observação atenta dos sistemas produtivos e coragem para criar soluções totalmente diferentes daquelas dos vizinhos. O limite de um sistema está na criatividade das pessoas. 3. O problema é a solução. Problemas revelam situações especiais que podem ter uma função única. Todo problema aponta para uma oportunidade, é uma questão de enfoque. 4. A diversificação garante a estabilidade. Ela protege contra desastres climáticos, pois sempre os mais resistentes vão salvar a colheita. Os povos antigos faziam policultura por esse motivo. As policulturas que incorporam árvores no sistema são as mais estáveis de todas. 5. A estabilidade vem quando se fecham os ciclos. Quando uma parte do sistema sustenta outra, evita-se a necessidade de procurar insumos fora da propriedade, fortalecendo, assim, todo o sistema. 6. Precisamos responsabilizar-nos por nossos netos. Ainda temos o privilégio de desfrutar de florestas, de beber água limpa, de apreciar belas paisagens. Nossos netos também têm esse direito, e cabe a nós assegurar que ele seja respeitado. 7. Os problemas são basicamente domésticos e podem ser resolvidos no nível doméstico. Não há soluções em grande escala para problemas locais. Atualmente, chamam-se terras agrícolas aquelas onde pode-se entrar com máquinas pesadas. Mas toda terra pode ser agrícola. Plantações pequenas e intensivas são muito mais produtivas em qualquer lugar do mundo. Mesmo aquelas em frente à porta da cozinha! 8. Todo sistema deve produzir mais energia do que consome. A
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 133 agricultura mecanizada é deficitária energeticamente. O sistema permacultural é de produção e consumo locais; utiliza as fontes de energia e os insumos do lugar, economizando energia em todas as suas fases. 9. Visa-se cooperação em vez de competição, integração em vez de fragmentação. A Permacultura tem sido difundida no Brasil pelo Ipec - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (www. ecocentro.org) e pelo Ipema - Instituto de Permacultura da Mata Atlântica (www.ipemabrasil.org.br). MOLLISON & SLAY. Introdução à Permacultura. Austrália. 1994. Agrofloresta A agrofloresta é uma forma de uso da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, considerando a estrutura e a dinâmica dos ecossistemas onde estão inseridas, fundamentando-se na sucessão natural das espécies. Representa a interface entre a agricultura e a floresta, aliando a produção à conservação dos recursos naturais; possibilita a recuperação de áreas alteradas e intensifica a produção em pequenas áreas por muitos anos. As espécies da regeneração natural são consideradas como componentes da agrofloresta que, com alta diversidade de vida, promove um maior equilíbrio ecológico, podendo ser uma alternativa promissora para os países tropicais, ricos em biodiversidade. Esse sistema de produção envolve práticas e conhecimentos antigos, fundamentalmente usados por índios e populações tradicionais, e há pouco tempo a ciência vem se dedicando ao estudo aprofundado desses saberes e dessa forma de uso da terra.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 134 Algumas vantagens ambientais das agroflorestas: • Capacidade de reincorporar ao processo produtivo áreas já degradadas; • O sistema agroflorestal, durante a fase de desenvolvimento, apresenta alto potencial para sequestro de carbono; • Diminui as perdas de nutrientes do solo por erosão, lixiviação e volatização; • Melhora as propriedades físicas e biológicas do solo; • Minimiza o uso de herbicidas e pesticidas, aumentando a qualidade do alimento; • Pode ser utilizado na recuperação de matas ciliares, encostas e manejo de bacias; • Permite a conservação da biodiversidade. Fonte: www.agrofloresta.net http://www.cpaa.embrapa.br/portfolio/sistemadeproducao/prosiaf/ SISAFpagina/WebSisaf/SISAF1_1.php Manejo das Florestas O manejo de florestas é a utilização de recursos de interesse econômico sem a sua derrubada. A conceituação de manejo florestal está associada, inicialmente, aos determinantes do desenvolvimento em bases sustentáveis que são: promover o capital natural, o capital humano e institucional e ser objeto de análise econômica. Nesse aspecto, não se descarta a análise de custos e benefícios, apesar de suas limitações, como instrumento fundamental na tomada de decisões visando à proteção ambiental. Assim, o manejo de florestas nativas deve englobar um conjunto de procedimentos e técnicas que assegurem: • A permanente capacidade da floresta oferecer produtos e serviços diretos e indiretos. • A capacidade de regeneração natural. • A capacidade de manutenção da biodiversidade. Fonte: www.ambientebrasil.com.br Reflorestamento As atividades de reflorestamento são dispendiosas. Muitas etapas são necessárias para se ter sucesso, como, por exemplo, o preparo da terra, a escolha ideal das espécies, a manutenção adequada da área em processo de restauração. Mas, além disto, para se ter tanto sucesso com o desenvolvimento da floresta, como na redução de custo, a distribuição das espécies no espaço em grupos funcionais - de crescimento rápido e que produz boa sombra (geralmente espécies pioneiras) e das demais espécies que podemos chamar de grupo de diversidade, pode auxiliar na maior otimização de resultados para o sucesso das atividades de reflorestamento. As espécies pioneiras são as de crescimento rápido, desenvolvem-se a pleno sol e são menos exigentes quanto às características de fertilidade do solo. Estas são as primeiras a crescerem e fecharem um dossel (ou domo). Com melhores condições de sombra, umidade e terra, as espécies nobres, não- pioneiras, passam a se desenvolver. Com o passar do tempo, estas espécies nobres passam a ocupar o dossel sombreando as pioneiras, que, tendo cumprido sua missão, eventualmente morrem, pois têm um ciclo de vida mais
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 135 curto. As espécies utilizadas no processo devem ser escolhidas de acordo com a área a ser reflorestada, privilegiando espécies de ocorrência regional, pois busca-se chegar o mais perto possível da composição original desta mata. O reflorestamento busca auxiliar no processo de recuperação da floresta através do plantio de espécies nativas, preferencialmente de caráter regional, de forma a ampliar as possibilidades de manutenção das florestas. Para tanto são determinadas certas prioridades, como a recuperação de recursos hídricos e manutenção de biodiversidade, de forma a aumentar a eficiência do processo. Cada uma destas prioridades é então atendida através de plantios em áreas estratégicas que possibilitem maior êxito na manutenção dos fatores ambientais. O programa clickarvore, iniciativa da ONG SOS Mata Atlântica, realiza parceria com proprietários de terras que querem reflorestar suas áreas. O programa tem o objetivo de plantar espécies nativas da Mata Atlântica, como o ipê, peroba, ingá, palmito juçara, jequitibá-rosa entre outros para ajudar a recuperação de áreas degradadas dos 17 estados brasileiros com vegetação nativa de Mata Atlântica. Fonte: www.clickarvore.org.br Corredores de Biodiversidade Corredor de Biodiversidade é como um mosaico de usos e ocupação da terra. Ele integra parques e reservas, áreas de cultivo e pastagem, centros urbanos e atividades industriais, responsabilizando todos os cidadãos pela conservação da natureza. O objetivo é reconectar os fragmentos de floresta, que garantem a sobrevivência das espécies, o equilíbrio dos ecossistemas e o bem estar humano. É uma forma de recuperar e religar os fragmentos de florestas; uma tentativa de evitar a perda de riquezas naturais insubstituíveis, que o tempo não irá repor sem nossa ajuda. Fonte: www.corredores.org.br Ecoturismo e estudos do meio O Ecoturismo é uma modalidade do turismo que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e no mundo. O nosso país desponta como um grande polo de Ecoturismo devido às suas matas e beleza natural. O Ecoturismo consiste em visitas às áreas naturais com guias especializados, com o objetivo principal de aproximar as pessoas da natureza. Porém, a maioria das operadoras e agências de viagens que oferecem este serviço, o fazem de maneira superficial e acabam não contribuindo para que o passageiro tenha uma experiência significativa. Quando se pratica o Ecoturismo de uma forma cuidadosa com a comunidade que está sendo visitada, respeitando a diversidade, aprofundando a experiência com a natureza, observando e percebendo todos os aspectos novos que aquela viagem pode proporcionar, ele acaba sendo um mecanismo de conservação da cultura daquela comunidade e das áreas naturais, pois cria-se uma demanda por florestas e lugares bem conservados com retorno econômico direto. Com as atividades de estudo do meio – atividades de estudo ao ar livre realizado pelas escolas ou por empresas especializadas - algo parecido acontece. Se não está vinculado a um projeto pedagógico mais amplo e bem consolidado, acaba sendo um “passeio” que as crianças poderiam fazer sem a escola. A atividade extra classe tem o potencial de colocar em prática muitos dos conceitos vistos na sala de aula e que ficam, muitas vezes, abstratos para os alunos. Quando eles corporificam estes conceitos no trabalho ao ar livre, a aprendizagem se consolida. A visita ao NEA da Cooxupé tem o propósito de proporcionar aos estudantes e professores momentos de interação com o ambiente natural e entre os participantes. A proposta da visita está estruturada para que os visitantes consigam perceber que é possível aprender brincando e brincar aprendendo com os conteúdos apresentados na sala de aula, permeando todo o contexto das atividades.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 136 Mata ciliar Assim como os cílios protegem os olhos, a mata ciliar protege as nascentes, córregos e rios. O termo Mata Ciliar significa qualquer formação florestal na margem de cursos d’água. Elas contribuem para o escoamento das águas da chuva, diminuição do pico dos períodos de cheia, estabilidade das margens e barrancos de cursos d’água e para o ciclo de nutrientes existentes na água, entre outros. As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples. As matas ciliares cumprem a importante função de corredores para a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região para outra, tanto em busca de alimentos como para fins de acasalamento. Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade. SUGESTÃO DE VÍDEO: Simulador de Erosão Hídrica do Solo Acesse: Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=eGDc1_vQges
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 137 Áreas de proteção permanente e reservas legais As APPs, ou áreas de preservação permanente, são margens de rios, cursos d’água, lagos, lagoas, reservatórios e topos de morros e encostas com declividade elevada cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, e de proteger o solo e assegurar o bem estar da população humana. São consideradas áreas mais sensíveis por sofrerem mais riscos de erosão do solo, enchentes e deslizamentos. A retirada da vegetação nativa nessas áreas só pode ser autorizada em casos de obras de utilidade pública, de interesse social ou para atividades eventuais de baixo impacto ambiental. A reserva legal é uma área localizada no interior da propriedade ou posse rural que deve ser mantida com a sua cobertura vegetal original. Esta área tem a função de assegurar o uso econômico sustentável dos recursos naturais, proporcionar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos, promover a conservação da biodiversidade, abrigar e proteger a fauna silvestre e a flora nativa. O tamanho da área varia de acordo com a região onde a propriedade está localizada.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 138 Restauração de áreas degradadas 1. Diagnóstico da degradação É preciso avaliar a área e detectar as características da degradação, ver o histórico de uso e ocupação do solo e os fatores de degradação existentes, como pisoteio da regeneracão natural pelo gado, desmatamento, presença de mato sufocando a regeneração e degradação por fogo. 2. Isolamento da degradação Depois de detectar a causa da degradação, o próximo passo é isolar os fatores que a causaram. Veja como proceder em cada caso: Restrição de acesso do gado nas APP - Área de Preservação Permanente Aceiros - evitando degradação por fogo Coroamento - controle do mato no entorno da regeneração Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 139 3. Procedimentos para restaurar Com base no diagnóstico da degradação observe: A - Quando há regeneração no local Resposta: No local há algumas árvores pequenas e muito mato, o que deve ser feito é limpar o excesso de mato e nas áreas onde houver espaço, plantar novas mudas. Dê preferência com alta diversidade de espécies nativas regionais. B - Quando há floresta no local mas com quase nenhuma diversidade de árvores Resposta: Introduzir novas espécies fazendo o plantio com mudas nativas regionais. C - Quando não há floresta no local Resposta: Fazer o plantio com mudas de espécies nativas regionais. Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO Fonte: Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 140 O CÓDIGO FLORESTAL: O QUE EU TENHO A VER COM ISSO? Pode não parecer, mas o Código Florestal tem a ver com a qualidade de vida de todos os brasileiros. Desde 1934, quando surgiu, o Código parte do pressuposto de que a conservação das florestas e dos outros ecossistemas naturais interessa a toda a sociedade. Afinal, são elas que garantem, para todos nós, serviços ambientais básicos – como a produção de água, a regulação do ciclo das chuvas e dos recursos hídricos, a proteção da biodiversidade, a polinização, o controle de pragas, o controle do assoreamento dos rios e o equilíbrio do clima – que sustentam a vida e a economia de todo o país. Além de tudo isso, é a única lei nacional que veta a ocupação urbana ou agrícola de áreas de risco sujeitas, por exemplo, a inundações e deslizamentos de terra. É o código que determina a obrigação de se preservar áreas sensíveis e de se manter uma parcela da vegetação nativa no interior das propriedades rurais. São as chamadas áreas de preservação permanente (APPs) e reserva legal. Para entender a polêmica gerada em torno do Código Florestal, é preciso voltar no tempo e recapitular como se deu o processo de ocupação do solo no nosso país. Desde a chegada dos colonizadores ao Brasil, a natureza era vista como uma fonte de recursos sem fim e as florestas não passavam de “obstáculos” que impediam o avanço do desenvolvimento. Essa visão permanece até hoje em algumas regiões do país: é mais barato queimar, degradar e procurar outra área do que ficar e cuidar da terra e investir no aumento da produtividade. Foi o governo Getúlio Vargas que, em 1934, criou o Código Florestal, junto com os códigos de Água, Minas, Caça e Pesca e a primeira Conferência Brasileira de Proteção à Natureza – todos foram uma tentativa do Estado de ordenar o uso dos recursos naturais. Desde sua criação, o Código originou discussões e alterações foram feitas ao longo dos anos, uma delas foi em 1965 que determinou que 50% da vegetação de cada propriedade na Amazônia deveriam ser preservadas. Nas demais regiões do país, o exigido era 20%. Os proprietários que eventualmente já tivessem derrubado além dessa porcentagem teriam de se responsabilizar pela recomposição da área. A nova lei também definiu as áreas de preservação permanente (APPs) que deveriam ser obrigatoriamente mantidas, no campo ou nas cidades. Trinta anos depois, devido ao maior desmatamento da Amazônia, foi criada uma medida provisória que aumentou a reserva legal nas áreas de floresta para 80%, mas no Cerrado dentro da Amazônia Legal, reduziu de 50% para 35%. Apesar de ser uma lei importante para a sociedade, há uma imensa pressão de parte do setor agropecuário por sua modificação. A razão da insatisfação é que, após muitas décadas de esquecimento, ela começou a ser aplicada. Em 1998, a Lei de Crimes Ambientais trouxe penas mais duras para quem desobedecesse a legislação ambiental. A fiscalização no campo aumentou e o Ministério Público passou a agir com mais vigor em suas denúncias. Além disso, um conjunto de medidas voltadas a fazer valer o que diz o código foi editado pelo governo em 2008, incluindo a restrição de financiamento bancário para fazendas que não tivessem seu passivo ambiental regularizado. Até hoje, um total de 36 projetos de lei já tentaram derrubar o Código Florestal. A mais recente investida teve início em 2009, com a criação de uma comissão especial na Câmara dos Deputados – com uma participação desproporcional da bancada ruralista – para analisar projetos de lei que, em sua essência, querem desfigurar a nossa legislação ambiental ao invés de buscar o seu aperfeiçoamento.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 141 Depois de muita discussão, mobilização de organizações da sociedade civil, de empresários e da população, em termos gerais, o código não traz mudanças em relação à Lei nº 4.771 (Código Florestal de 1965). O código novo trouxe apenas ajustes pontuais para que a situação de fato se encaixe à situação de direito pretendida pela legislação ambiental. A proteção do meio ambiente natural continua sendo obrigação do proprietário mediante a manutenção de espaços protegidos de propriedade privada, divididos entre Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL). A lei inova apenas na implementação e fiscalização desses espaços, agora sujeito ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é sem dúvida a grande novidade do Código Florestal. Da maneira como é definido, promete ser importante ferramenta do Poder Público para a gestão do uso e ocupação do solo quanto às questões ambientais. De inscrição obrigatória para todos os proprietários rurais, o CAR é um novo registro público, onde são inscritas as propriedades com perímetro identificado e delimitado a partir de coordenadas geográficas, assim como todos os espaços protegidos no interior do imóvel, especialmente Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Ele trará não apenas o perímetro do imóvel georreferenciado, mas também a delimitação geográfica das áreas do interior da propriedade, cujo acompanhamento e fiscalização poderá ser feito por imagens de satélite. A efetividade do cadastro, no entanto, depende da capacidade do Poder Público em implementar essa ferramenta e garantir sua disponibilidade em todo o território nacional. Com relação a uma possível condenação de proprietários rurais que desmataram legalmente suas propriedades, a nova lei nada trouxe. Foi cogitada uma condenação a tais proprietários, para que restaurassem as áreas de florestas nativas em tamanho equivalente ao que seriam suas reservas legais, mas a lei trouxe que somente será necessária a recomposição das áreas de reserva legal caso o desmatamento tiver sido efetuado em desacordo com legislação vigente à época do ato. É princípio fundamental de direito, de acordo com o artigo 5º, inciso XXVI da Constituição, que a Lei nova não afeta o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. No Superior Tribunal de Justiça há o entendimento de que não há direito adquirido contra o meio ambiente. O mesmo entendimento foi transferido ao novo código, que não trouxe novidade alguma neste assunto. Fonte: http://www.infoescola.com/direito
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 142 CONHEÇA ALGUNS TÓPICOS DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL MÓDULO RURAL É expresso em hectares e é variável, sendo fixado para cada município. Faixa mínima de restauro obrigatório em cursos d’água, no caso de propriedades rurais que possuam uso consolidado em APP: APP GERADA POR LARGURA DO CURSO D’ÁGUA LARGURA DO CURSO D’ÁGUA APP GERADA (M) até 10 m 30 de 10 a 50 m 50 de 50 a 200 m 100 de 200 a 600 m 200 mais que 600 m 500 5 0 m Nascente: São consideradas APP as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, em qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros. É considerada como obrigatória a recomposição florestal, independentemente da quantidade de módulos fiscais da propriedade rural, uma faixa de 15 metros no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes. 3 0 m 5 0 m 1 0 0 m 2 0 0 m 5 0 0 m Até 10 m 10 a 50 m 50 a 200 m 200 a 600 m mais que 600 m Faixa mínima de restauro obrigatório (m) Módulos fiscais Largura do Rio Menor que 10 m Maior que 10 m Até 1 5 5 entre 1 e 2 8 8 entre 2 e 4 15 15 entre 4 e 10 20 metade da largura do rio (sendo o mínimo 30 e o máximo 100m) Mais que 10 30 metade da largura do rio (sendo o mínimo 30 e o máximo 100m) No Novo Código Florestal, a Área de Preservação Permanente (APP) é definida como: área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com as funções ambientais de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade (fauna e flora), de proteger o solo e de assegurar o bem-estar das populações humanas. Fonte: Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 143 ATIVIDADE EXTRA CLASSE PARTE 7 Este capítulo tem sinergia com os ODS:
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 144 “A Educação existe onde não há a escola e por toda parte pode haver redes e estruturas sociais de transferência de saber de uma geração a outra, onde ainda não foi sequer criada a sombra de algum modelo de ensino formal e centralizado. Porque a educação aprende com o homem a continuar o trabalho da vida. A vida que transporta de uma espécie para a outra, dentro da história da natureza, e de uma geração de outras viventes, dentro da história da espécie, os princípios através dos quais a própria vida aprende e ensina a sobreviver e a evoluir em cada tipo de ser” (Carlos Rodrigues Brandão, 1981) A educação pode acontecer em diversos espaços, formais e informais, de forma que a comunidade onde o aluno está inserido possa ser um território rico de aprendizagem que contribua para a aprendizagem significativa e para a formação de cidadãos com uma visão integrada da realidade. A partir dos conteúdos que planejou ou já desenvolveu com seus alunos, identifique outros espaços educadores de sua cidade que possam proporcionar a aprendizagem significativa conectando o dia a dia com os temas apresentados e ainda, promovendo a reflexão sobre o desenvolvimento sustentável. São exemplos de locais e temas que podem ser abordados: • Áreas verdes (praças e/ou parques) – biodiversidade, biomas, mata ciliar, etc; • Aterro Sanitário – como os resíduos municipais são gerenciados e qual sua destinação; • Empresas/Cooperativas – como gerenciam o uso de recursos naturais, qual o ciclo de vida dos produtos e/ou serviços realizados; • Estação de tratamento de água e esgoto – ciclo de distribuição e tratamento da água e esgoto; • Fazendas – conservação do solo e da água, nascentes, agricultura sustentável e agricultura orgânica; Prefeitura – políticas públicas municipais conectadas com o desenvolvimento sustentável; Além das atividades e visitas extras em sala de aula, seguem algumas sugestões de outras atividades práticas que podem ser desenvolvidas com seus alunos. Fique à vontade para adaptá-las à sua realidade e necessidade. Não tenha receio de experimentar!
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 145 FAZENDO UMA HORTA MANDALA Objetivo: Deixar que os alunos experimentem o círculo e o espaço. Materiais: fita métrica, cinzas de madeira, pás, mudas e compasso. Método: escolha uma área onde possa caber um círculo com diâmetro de 9 metros (se tiver uma área maior pode tentar um diâmetro de 12 metros); dois alunos marcam o círculo, usando um barbante de 4,5 metros: um fica no centro com uma ponta e o outro marca um círculo usando cinza ou cal. Marque o centro com uma pedra; a partir do centro, marque outro círculo interior, com um barbante de 1 metro. Este será o centro da mandala. Escolha um recipiente espetacular para um tanquinho ou construa um elemento bonito como peça central neste círculo; agora marque outro círculo de 1,80 metros, formando um caminho de 80 cm de largura. A partir deste padrão você começa a marcar os canteiros de buraco de fechadura. Estes canteiros permitem acesso fácil às verduras sem que seja necessário pisá-los. Faça assim: • divida o grande círculo em seis partes iguais. Estas linhas marcarão os caminhos; • Dois dos caminhos serão a entrada e a saída. Os outros 4 serão as entradas dos buracos de fechadura. Os caminhos podem ser escavados até uns 10 centímetros de profundidade, colocando a terra sobre os canteiros. Depois cubra os caminhos com serragem, que é ótima para andar em cima e evita o crescimento de invasoras. Os canteiros são então plantados com espécies rasteiras, espécies de baixa estatura e algumas altas. Plante as ervas de corte próximas dos caminhos, reserve um lado dos caminhos para os vegetais de colheita constante e as áreas mais largas para aquelas de produção lenta. Finalmente é hora de plantar as mudinhas. Anote a data e os tipos de plantas que foram introduzidas, assim você pode acompanhar o experimento. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 53
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 146 Outras opções de criar uma horta na escola são: ESPIRAL DE ERVAS Materiais: pedras, tijolos ou toras cortadas, pá, mudas de ervas medicinais e culinárias e composto. Método: marque uma base circular de 1,6m de diâmetro com pedras ou tijolos; antes que o círculo se complete comece a formar uma espiral para dentro, empilhando as pedras e subindo à medida que chega ao centro; para ganhar altura introduza pedras cuidadosamente, encha a espiral com solo; plante as ervas considerando os microclimas disponíveis. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 54 CANTEIRO DE VASOS Materiais: potes e recipientes recicláveis de plástico, metal ou isopor, composto e mudas de vegetais e ervas. Método: plante as espécies mais altas atrás das menores. Desta forma todas podem receber luz suficiente; posicione as plantas de forma agradável para os olhos; as melhores plantas para os vasos são variedades de ervas e saladas; as plantas precisarão de muita água, pois os vasos secam com facilidade; adube-as uma vez ao mês com algum biofertilizante. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 55
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 147 FAZENDO MINHOCAS As minhocas não mordem, não arranham, não transmitem doenças, são animais inofensivos e muito bons para o ambiente. As minhocas exercem um importante papel na sobrevivência, na saúde do solo e das plantas. Agora é a sua chance de cultivar um pouco deste milagre da natureza. Algumas crianças têm preconceitos sobre as minhocas. Converse sobre seus benefícios! Para montar uma composteira ou minhocário doméstico, você vai precisar de: Duas caixas digestoras: As caixas digestoras ficam posicionadas na parte superior do sistema. Elas são furadas no fundo. Os furos possuem o tamanho suficiente para possibilitar a travessia das minhocas e o escoamento do excesso de líquido (chorume orgânico) para a caixa coletora. As caixas digestoras são as moradas das minhocas. São nelas onde serão colocados os resíduos orgânicos da sua cozinha a partir de agora. Uma caixa coletora: A caixa coletora fica na parte inferior do sistema. Ela não é furada no fundo e possui uma torneira afixada na extremidade inferior de uma das paredes da caixa. Sua função é coletar e armazenar o chorume orgânico (líquido que escorre dos resíduos orgânicos). O chorume orgânico é um biofertilizante líquido, ele deve ser diluído em água para ser utilizado como adubo na rega das plantas. Torneira: A torneira deve ser aberta semanalmente ou quinzenalmente para a retirada do biofertilizante líquido. Tampa: A tampa impede a entrada de insetos voadores. A tampa também regula a umidade do sistema, minimizando a manutenção referente à rega e controle da umidade. Minhocas vermelhas californianas: As minhocas Eisenia andrei, popularmente conhecidas por vermelhas ou californianas, são excelentes agentes decompositores. Elas são menores e aparentemente mais oleosas que as nossas minhocas nativas, comum em nossos jardins. Diferentemente das minhocas de jardim, as minhocas vermelhas possuem a capacidade de se alimentar dos resíduos orgânicos frescos. DICAS: Sua composteira/minhocário doméstico não pode ficar exposto ao sol e nem pegar chuva, devendo ficar em um local arejado e sombreado. O calor em excesso compromete o bem estar e a vida das minhocas, e a umidade em excesso compromete o bom funcionamento do sistema. Uma vez encontrado o local ideal, coloque as minhocas e o substrato na caixa de cima.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 148 Sempre acomode os resíduos orgânicos na caixa de cima sem espalhá- los, dessa forma você precisará de menos matéria vegetal seca para cobri-los. IMPORTANTE: Sempre cobrir os resíduos orgânicos completamente com matéria vegetal seca (folhas, serragem, palha ou grama), esse procedimento é fundamental para tornar o processo de decomposição mais eficaz e evitar a incidência de moscas, larvas e mau cheiro. Se optar pela serragem, o melhor tipo para este fim são as serragens grossas. Atenção para não utilizar serragem de madeiras tratadas, envernizadas, com tinta, compensados, aglomerados, fórmicas e etc, devido aos elementos químicos presentes nesses materiais. Para as minhocas digerirem os resíduos orgânicos em menos tempo, corte-os ou triture-os antes de colocá-los na caixa. Quando a caixa de cima encher, coloque-a no meio do sistema e suba a caixa que estava no meio para receber os próximos resíduos orgânicos, dessa vez sem a necessidade de colocar terra ou substrato. Esse ciclo continuará a acontecer por todo o período em que a composteira estiver em uso. O prazo adequado para que o húmus esteja pronto para o uso é de 30 dias após o preenchimento total da caixa, portanto evite encher as mesmas em menos de um mês. Se demorar mais melhor, pois as minhocas terão mais tempo para transformar os resíduos. Se demorar menos observe se o húmus estará pronto para uso, caso contrário separe o mesmo em um local arejado e deixe descansar até ficar com aparência de terra preta. Havendo alimento suficiente nas caixas as minhocas conseguem sobreviver até 3 meses sem a inserção de novos alimentos, ou seja, se precisar se ausentar por esse período basta completá-las com alimentos frescos. O que PODE ser colocado: • frutas, legumes, verduras, grãos e sementes; • saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café e de cevada (com filtro); • restos de legumes cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas de ovos; • palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e dentais e podas de jardim; • papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão, embalagem de pizza e papel jornal (em pouca quantidade).
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 149 O que NÃO PODE ser colocado: • carnes de qualquer espécie, cruas ou cozidas; • casca de limão; • laticínios, óleos, gorduras; • papel higiênico usado; • fezes de animais domésticos; • frutas cítricas em grande quantidade (laranja, mexerica, abacaxi, etc); • alimentos cozidos (em maior quantidade que os alimentos crus); • temperos fortes em grande quantidade (pimenta, sal, alho, cebola, etc). Fonte: www.moradadafloresta.org.br 1 3 5 2 4 6 O minhocário é composto de três caixas plásticas, sendo que as duas de cima são cheias de terra. No recipiente superior, ficam cerca de 200 minhocas que vão tocar o trabalho. Em geral, são usadas minhocas californianas, “especialistas” em restos orgânicos. Após cobrir tudo com serragem ou palha, para manter a umidade, fecha- se a tampa e as minhocas partem para a ação. Enquanto acontece o processo de decomposição da comida, um líquido rico em nutrientes e livre de bactérias escorre para a caixa da base. Esse líquido pode ser coletado e depois ser pulverizado nas plantas, servindo de adubo e pesticida. Sobras de comida, como cascas de legumes e pedaços de frutas, são então despejadas nesta caixa. Mas nem tudo pode ir para o “prato” das minhocas. Na lista dos alimentos vetados estão as carnes e os queijos – que podem apodrecer –, além de comidas salgadas ou muito ácidas. Assim que fica cheia, esta caixa vai para o segundo andar, onde por cerca de dois meses, as minhocas vão trabalhar na digestão. O recipiente que estava no segundo andar vai para o topo, onde receberá os novos restos de comida. À medida que os alimentos são absorvidos, a maioria das minhocas ruma para a caixa do topo em busca de mais comida. No recipiente intermediário, temos o adubo pronto, fresquinho para ser utilizado nos jardins e vasos.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 150 PLANTAS E LUZ Objetivo: Demonstrar que as plantas se movem em direção à luz. Materiais: duas plantas idênticas, uma caixa com um furo que acomode as plantas e o beiral de uma janela. Método: com as crianças, desenhe as plantas, apontando para suas características especiais, tais como cor, textura, altura e forma; cubra uma das plantas com a caixa; ponha as duas plantas no beiral da janela. O buraco deve estar apontando para a direção contrária da janela. Após uma semana remova a caixa e observe as mudanças. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 95 OUVINDO AS MINHOCAS Materiais: papel e uma minhoca. Método: com dedos cuidadosos, coloque a minhoca em um pedaço de papel úmido; coloque o papel na ponta da mesa e coloque o ouvido próximo ao papel. Anote o que você ouviu. À medida que a minhoca contrai e expande seus músculos ela pega o papel. Você poderá escutar o som das cerdas da minhoca arranhando o papel. Depois da atividade, devolva a minhoca para seu habitat. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 72
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 151 RELÓGIO SOLAR Materiais: lápis, papel, massa de modelar e um dia de sol. Método: escolha um lugar ensolarado para o relógio; ponha o papel em uma superfície plana. Posicione o lápis de forma que projete uma sombra que caiba no papel. Use a massa de modelar para fixar o lápis no papel; use outro lápis para desenhar uma linha ao longo da sombra do primeiro lápis. Confira a cada hora e anote ao lado da linha da sombra. Continue durante todo o dia. No próximo dia você poderá dizer as horas pelo relógio do sol. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 131 FAZENDO CHUVA Materiais: uma panela com água fervendo e bandeja com cubos de gelo. Método: segure a bandeja de gelo sobre o vapor que sai da água fervendo; assista ao vapor se condensando, até que comece a “chover”. LEGAN, L. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo. 2007. Pg 119
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 152 CONSTRUINDO UMA BACIA HIDROGRÁFICA A propriedade rural é também uma unidade de gerenciamento dos recursos naturais, sendo sua área delimitada a partir do estudo do relevo e da identificação dos divisores de água em seu entorno. Assim, é importante entender que toda ação realizada dentro da PROPRIEDADE influi de forma direta na qualidade da água e TODOS OS RECURSOS do seu conjunto. Objetivos: O objetivo é orientar a identificação desses elementos básicos, através da construção de maquete como apoio para o estudo de Adequação Ambiental. Materiais: desenho topográfico do local, papel pinho (ou paraná) gramatura 120, papel carbono, tesoura, estilete, caneta esferográfica (azul e vermelha preferencialmente), caneta e cola branca. Recomendação: O papel pinho ou paraná é o mesmo papel usado para a construção de caixas de presente, podendo ser substituído na execução da maquete por tampa de caixa de sapatos, caixa de papelão, ou caixa de sabão em pó. Considerações Iniciais O Desenho Topográfico abaixo representa o relevo da região “em estudo” necessária para a execução da maquete. Cada curva de nível representa a união de todos os pontos com a mesma altura. Para determinar o valor (cota ou altura) de cada curva de nível, adotamos uma base de referência com valor igual a zero. A partir do nível dessa base todas as curvas têm seus valores definidos, ou seja, tem sua altura definida. Quanto maior a numeração, maior a diferença (ou altura) desse nível em relação à base de referência. Método Primeiro Passo: Cortar as placas de papel do tamanho externo do Desenho Topográfico proposto. Cada placa representará uma diferente curva de nível. No total deveremos cortar 5 placas (no caso do modelo adotado) sendo uma para a base de referência e as outras quatro para as curvas de nível representadas no Desenho Topográfico. Segundo Passo: Com auxílio de papel carbono, transferir o desenho da carta topográfica para a placa de papel cortada. Terceiro Passo: Com as placas reproduzindo cada curva de nível do desenho, passaremos agora para a etapa de corte dos moldes que permitirão a montagem da maquete. A área representada pela cor branca no esquema abaixo, em cada placa, será descartada no momento do corte das placas. Recorta-se cada uma das placas eliminando-se a área representada na cor branca (conforme figura na página 103).
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 153 3 4 4 2 1 3 3 4 BASE
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 154 Quarto Passo: Com as placas recortadas faremos uma simulação da montagem da maquete antes da colagem definitiva. Primeiro colocamos a placa inteira (base de referência). Em cima dela, acertando o contorno externo, colocamos a placa que representa o nível 1, e assim sucessivamente, até colocarmos os pedaços menores que representam o nível 4. Realizada essa montagem, coloque-a ao lado do desenho topográfico. Olhando ambas de cima, elas devem ser iguais. Agora é só colar as peças! 3 4 4 2 1 3 3 4 BASE Curva de nível Linha de corte Perfil topográfico representação do relevo da área escolhida 4 3 2 1 Base Carta topográfica Placa cortada em papel pinho ESQUEMA PARA TRANSFERÊNCIA DAS CURVAS DE NÍVEL DO DESENHO TOPOGRÁFICO PARA A PLACA DE PAPEL PINHO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 155 Acabamentos A locação de alguns elementos irá enriquecer o trabalho realizado, facilitando seu entendimento e uso como material de apoio em sala de aula: 1. A locação do(s) corpo(s) d’água ou rios e nascentes, para que possamos facilitar o traçado dos demais elementos; 3. Delimite as áreas na propriedade de forma a assegurar o manejo sustentável. Lembre-se de considerar a sustentabilidade financeira com atividades em linha com a Legislação Ambiental em vigência. Conclusão A construção de uma maquete é uma ferramenta eficaz para ilustrar os conceitos no estudo de Adequação Ambiental em Propriedades Rurais. Com a maquete montada, a próxima etapa é extrair os elementos de estudo: Definição do Bioma de inserção da Propriedade Rural que se pretende trabalhar; Manejo de Reserva Legal (RL); Áreas de Preservação Permanente (APP); delimitação de área agrícola ou agropecuária; Sistemas Agroflorestais (SAF). Estes são tópicos explorados nessa oficina. Adaptado de: AZEVEDO, F. Oficina temática de Bacias Hidrográficas. São Paulo. 2000. Pg 20
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 156 APÊNDICES PARTE 8
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 157 APÊNDICE 1 A CARTA DA TERRA PREÂMBULO Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida e com as futuras gerações. Terra, Nosso Lar A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado. A Situação Global Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis. Desafios Para o Futuro A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes. Responsabilidade Universal Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 158 humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando o lugar que ocupa o ser humano na natureza. Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada. PRINCÍPIOS I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA 1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade. a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos. b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade. 2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor. a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas. b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum. 3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas. a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial. b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável. 4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações. a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras. b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem, em longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra. Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário: II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA 5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida. a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento. b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural. c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas. d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos. e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 159 f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave. 6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução. a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva. b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental. c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance. d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas. e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente. 7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem- estar comunitário. a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos. b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento. c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência equitativa de tecnologias ambientais saudáveis. d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais. e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável. f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito. 8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido. a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada a sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento. b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano. c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público. III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA 9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental. a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos. b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria. c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações. 10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma equitativa e sustentável. a. Promover a distribuição equitativa da riqueza dentro das e entre as nações. b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas. c. Garantir que todas as transações comerciais apoiem o uso de recursos
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 160 sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas. d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas consequências de suas atividades. 11. Afirmar a igualdade e a equidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas. a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas. b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias. c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família. 12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias. a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social. b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida. c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis. d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual. IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ 13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça. a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse. b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa detodos os indivíduos e organizações na tomada de decisões. c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição. d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos. e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas. f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente. 14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável. a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável. b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade. c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais. d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável. 15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração. a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 161 b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável. c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas. 16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz. a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações. b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas. c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica. d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa. e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz. f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte. O CAMINHO ADIANTE Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta. Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria. A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum e objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva. Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento. Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 162 APÊNDICE2 CARTA DO CHEFE DE SEATTLE Discurso pronunciado após a fala do encarregado de negócios indígenas do governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir as terras de sua tribo Duwamish. “O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minhas palavras são como as estrelas que nunca empalidecem. Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal ideia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família. Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada. Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d’água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto. Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 163 ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende. Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu, um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia ou recendendo o pinheiro. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres. Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si. Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará. Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará, para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso. Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos,
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 164 apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos. Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver. Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Proteje-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse: E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum”.
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 165 MATERIAL DE APOIO PARTE 9
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE jogo dos 7 erros ERRADICAR POBREZA FOME SAÚDE QUALIDADE EDUCAÇÃO IGUALDADE DE GÊNERO ÁGUA POTÁVEL SANEAMENTO ENERGIAS RENOVÁVEIS ACESSÍVEIS TRABALHO DIGNO CRESCIMENTO ECONÔMICO INDÚSTRIA INOVAÇÃO INFRAESTRUTURAS REDUZIR DESIGUALDADES CIDADES COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS PRODUÇÃO CONSUMO AÇÃO CLIMÁTICA PROTEGER VIDA MARINHA TERRESTRE PAZ JUSTIÇA INSTITUIÇÕES EFICAZES PARCERIAS IMPLEMENTAÇÃO OBJETIVOS Caça palavras C R E S C I M E N T O E C O N Ô M I C O S C O M U N I D A D E S D M A R I N H A A I A Á E R R A D I C A Ç Ã O E O O D R Ú N Ç G I H B U P R O T E G E R C V L S D S Ã U B E J H N R N C E R K P P A Z O E T O A O T E R R E S T R E A D O Ç L K S I C P C L O O S V U E D U C A Ç Ã O B E T L O K E R S C E M W E N N P U O Q S F U I T R A B A L H O D I G N O N S C I I I M Á I O B J E T I V O S E R K U E N C Ç Á V D E S I G U A L D A D E S S U F A Õ T E Q U A L I D A D E R S D L T I R Z E I L C I D A D E S F I E F U K E Y A E S C K C R R E E S P O B R E Z A N O E S P A I R I C A L J R M A R N I C T S S K C B S E N Y C E U E E L A R R E Á A T I N D Ú S T R I A S P V I D A N S V N R I E E R E H N D H T U E L I P Z S E E U P A R C E R I A S I Ç R O C E H Í I A T I B E N P R O D U Ç Ã O R A K I V S M U O K T O B E R E E A T B U R F O E E E R E N E R G I A S R E N O V Á V E I S N A H I M P L E M E N T A Ç Ã O N K S T T S I G U A L D A D E D E G Ê N E R O S O Y 166 MATERIAL DE APOIO 9.1 - JOGOS ODS
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 167 1 Palavra referente ao ODS 6 2 Palavra referente ao ODS 11 3 Palavra referente ao ODS 7 4 Palavra referente ao ODS 4 5 Palavra referente ao ODS 9 6 Palavras referentes ao ODS 6 7 Palavra referente ao ODS 16 8 Palavra referente ao ODS 9 9 Palavra referente ao ODS 16 10 Palavra referente ao ODS 14 11 Palavra referente ao ODS 2 12 Palavra referente ao ODS 12 13 Palavra referente a letra O dos ODS 14 Palavra referente ao ODS 13 15 Palavra referente ao ODS 14 16 Palavra referente ao ODS 16 17 Palavra referente ao ODS 6 PALAVRAS CRUZADAS M U N D O Ý S U S T E N T Á V E L CONSTRUINDO UM 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 5 1
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE ERRADICAR POBREZA FOME SAÚDE QUALIDADE EDUCAÇÃO IGUALDADE DE GÊNERO ÁGUA POTÁVEL SANEAMENTO ENERGIAS RENOVÁVEIS ACESSÍVEIS TRABALHO DIGNO CRESCIMENTO ECONÔMICO INDÚSTRIA INOVAÇÃO INFRAESTRUTURAS REDUZIR DESIGUALDADES CIDADES COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS PRODUÇÃO CONSUMO AÇÃO CLIMÁTICA PROTEGER VIDA MARINHA TERRESTRE PAZ JUSTIÇA INSTITUIÇÕES EFICAZES PARCERIAS IMPLEMENTAÇÃO OBJETIVOS Caça palavras C R E S C I M E N T O E C O N Ô M I C O S C O M U N I D A D E S D M A R I N H A A I A Á E R R A D I C A Ç Ã O E O O D R Ú N Ç G I H B U P R O T E G E R C V L S D S Ã U B E J H N R N C E R K P P A Z O E T O A O T E R R E S T R E A D O Ç L K S I C P C L O O S V U E D U C A Ç Ã O B E T L O K E R S C E M W E N N P U O Q S F U I T R A B A L H O D I G N O N S C I I I M Á I O B J E T I V O S E R K U E N C Ç Á V D E S I G U A L D A D E S S U F A Õ T E Q U A L I D A D E R S D L T I R Z E I L C I D A D E S F I E F U K E Y A E S C K C R R E E S P O B R E Z A N O E S P A I R I C A L J R M A R N I C T S S K C B S E N Y C E U E E L A R R E Á A T I N D Ú S T R I A S P V I D A N S V N R I E E R E H N D H T U E L I P Z S E E U P A R C E R I A S I Ç R O C E H Í I A T I B E N P R O D U Ç Ã O R A K I V S M U O K T O B E R E E A T B U R F O E E E R E N E R G I A S R E N O V Á V E I S N A H I M P L E M E N T A Ç Ã O N K S T T S I G U A L D A D E D E G Ê N E R O S O Y 168 MATERIAL DE APOIO 9.1 - JOGOS ODS (GABARITOS) jogo dos 7 erros PALAVRAS CRUZADAS M U N D O Ý S U S T E N T Á V E L CONSTRUINDO UM 2 3 4 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 5 1 S A A N N T O E E C G G b l I P Á i o c O U U j i N R c j i N P d i t i S e s t t r f O V U I O a v i d T g u i i r i V A C M A A e m D O O u n E N E R I A Á e s a I r o a u d a e ç c e e r V Ã ç D V A i i z l Õ a s s E O Ã I O S E S D T d o c a R e m ç T a c Á Ç A
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 169 MATERIAL DE APOIO 9.2 - PROPOSTAS DE PLANO DE AULA: CONSTRUINDO UM MUNDO SUSTENTÁVEL - OS ODS NAS ESCOLAS Estes planos de aulas foram desenvolvidos por educadores nos anos de 2017 e 2018, fruto da parceria entre: FEE, BASF, Secretaria de Educação do Município de Santo Antônio de Posse/SP, Agrária, Secretaria de Educação do Município de Guarapuava/PR, Mocellin, Secretaria de Educação do Município de Campo Novo do Parecis/MT. Tema: À sombra de uma árvore Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Roda de conversa, passeios livres, apresentação de imagens Faixa etária/Ano: 4 a 6 anos Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 1 mês ou mais Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Reconhecer a importância das árvores no meio urbano e florestas; • Identificar os tipos de árvore que fazem parte do cotidiano das crianças; • Incentivar os cuidados e o respeito para com o meio ambiente; • Promover a participação da comunidade escolar; • Mobilizar ações práticas em relação ao cultivo das árvores. Descrição da atividade: • Conversa informar com as crianças; • Passeio ao ar livre, pelo bairro e pela cidade, fazendo observações sobre a importância das árvores no meio urbano; • Exposições de imagens coletadas pelas crianças em revistas e livros; • Exposições de vídeos relacionados ao meio ambiente; • Plantio e cuidados diários de mudas na escola e no bairro. ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE Conteúdos: Os cuidados com o meio ambiente Materiais Necessários: Revistas, livros e multimídia Produtos Finais: Árvores plantadas pelas crianças Autores Escola Tatiana C. Santos EMEI Karine Alves Maforte Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis/MT Neila C. Gullich
  • 170.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 170 Tema: Alimentação Saudável valorizando a agricultura local Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Expedição Investigativa Faixa etária/Ano: Pré-Escola Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 15 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Identificar a diversidade de alimentos produzidos pela região; • Reconhecer as variedades, cores, formas, texturas, aromas e sabores desses alimentos. Descrição da atividade: • Introduzir o assunto valorizando conhecimentos prévios; • Passeio pela região (hortas, pomares e feiras livres) que integram a agricultura familiar; • Elaborar questionário para pesquisa de campo; • Visitação ao supermercado para contrapor os produtos bom como a apreciação; • Estabelecer aspectos importantes sobre a produção, transporte e conservação das propriedades naturais (livres de agrotóxicos/defensivos e conservantes) • A partir da pesquisa fazer triagem em uma roda de conversa e assim concluir os aspectos importantes de uma alimentação saudável com produtos produzidos na região. ODS relacionado: ODS12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL ODS02 – ERRADICAR A FOME Conteúdos: Alimentação saudável Agricultura familiar Materiais Necessários: Cartolina, pincel, revistas para recortes, cola, tesoura, ônibus para transporte das crianças. Produtos Finais: Não definido Autores Escola Mara Edilene Mateus EMEI – Hestha Beata Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis/MT Marilei Ap. Bahnort Eliana V. de Souza Tema: Erradicação da fome Tipo de Sequência: Projeto Interdiciplinar Faixa etária/Ano: 4º ano e 5º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): o ano todo Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Incentivar as famílias a construção de hortas domésticas. • Desenvolver a consciência de uma alimentação saudável, através da construção de uma horta escolar • Buscar parceiros com as comunidades e universidades de modo a auxiliar no desenvolvimento de uma horta produtiva. • Conscientizar toda comunidade escolar sobre o desperdício. • Orientar os alunos sobre a importância do uso de alimentos saudáveis. ODS relacionado: ODS2 - ERRADICAR A FOME Conteúdos: • Construção de hortas domésticas e escolares • Parcerias com palestras informativas sobre o tema • Desperdício de alimentos • Reaproveitamento de alimentos • Degustação de alimentos variados Materiais Necessários: • Roda de conversa • Palestras • Vídeos • Textos informativos • Panfletos Produtos Finais: Construção de hortas permanentes Feiras de alimentos produzidos nas hortas. Autores Escola Carmem Machado E. M. Alcindo de França Pacheco Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Maria Aparecida Nunes Sandra Carollo E. M. Antonio Lustosa de Oliveira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Adailza Caldas
  • 171.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 171 Tema: Água Potável e Saneamento Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula expositiva, estudo de meio, visita ao departamento de água Faixa etária/Ano: 2º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 15 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Importância da água para a sobrevivência dos seres vivos; • Despertar e conscientizar sobre o uso racional da água; • Identificar o percurso da água potável até a sua casa; • Reconhecer de que maneira consumimos a água. Descrição da atividade: • Aula expositiva e informativa; • Música sobre a importância sobre a água; • Leitura de livros de literatura infantil e informativos; • Produção de texto; • Ilustração dos textos trabalhados; • Passeio ao departamento onde a água é tratada e distribuída; • Produção de frases, palavras cruzadas e atividades diversas. ODS relacionado: ODS06 – ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO ODS03 – SAÚDE DE QUALIDADE ODS15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE Conteúdos: • Importância da água; • Uso consciente da água; • Procedência da água; • Ciclo da água Materiais Necessários: Livros, cadernos, lápis, borracha, cartolina, lápis de cor Produtos Finais: Apresentação de músicas, textos e poemas sobre o assunto Autores Escola Mariane, Edilce, Nedite e Sandra EM Prof. Antônio Pereira Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Tema: Produção e consumo Sustentável Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula expositiva, estudo do meio, pesquisa, apresentação e exposição dos trabalhos Faixa etária/Ano: 9 e 10 anos / 4º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Identificar materiais que seriam descartados em casa; • Identificar a vida útil, ou seja, o tempo de decomposição na natureza; • Reutilizar esses materiais de forma produtiva; • Pesquisar a origem das matérias primas utilizadas e materiais reutilizáveis; Descrição da atividade: • Coletar rolinhos de papel higiênico, caixas de ovos, caixas de sapato, latas e garrafas pet; • Confeccionar brinquedos e jogos com os materiais coletados; • Produção de texto sobre a decomposição destes materiais na natureza; • Confecção de cartazes informativos; • Exposição dos brinquedos confeccionados ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE Conteúdos: • Reutilização de materiais; • Reciclagem; • Ciclo de Vida (de produtos); Materiais Necessários: Cartolina, tesoura, cola, tinta, latas, rolos de papel higiênico, caixas de ovos, papelão, palitos, etc. Produtos Finais: Brinquedos, jogos e redação. Autores Escola Mariane, Edilce, Nedite e Sandra EM Prof. Antônio Pereira Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT
  • 172.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 172 Tema: Intercâmbio Cultural Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula expositiva Feira de ciências Faixa etária/Ano: 1º ao 5º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): Semana de abril 3h (das 7h às 9h) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Conhecimento cultural; • Interação; • Artes (pintura e artesanato); • Valorização; • Demonstração de dança; • Demonstração da bola; • Demonstração da pintura corporal. Descrição da atividade: • Apresentação do grupo; • Palestras; • Prática na interação da dança; • Prática da leitura da bola; • Prática da pintura corporal. (integração com escolas não indígenas para apresentar a cultura da comunidade) ODS relacionado: ODS10 - REDUZIR AS DESIGUALDADES Conteúdos: • Dança; • Bola; • Pintura. Materiais Necessários: • Os indígenas; • Seiva da mangava; • Líquido do jenipapo. Produtos Finais: Cartazes com fotos e imagens sobre o evento. Autores Escola Claudiane Quezozaé Escola Indígena Morrinhos Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Valdirene Avelino Zokenaezokero Escola Municipal Indígena Wazarê Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Tema: Conhecendo o seu passado – Educação de qualidade Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Conto de história Faixa etária/Ano: Educação Infantil Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 1h30 Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Interação do aluno; • Chamar a atenção do aluno; • Prender a atenção Descrição da atividade: • Contar a história com os alunos que irão apresentar a história; • Ensaiar com a turma. ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE Conteúdos: História de como e quem criou os nossos (índios Parecis) Materiais Necessários: Nossos anciões ou alguém mais velho da nossa comunidade e que conheça nossas histórias. Produtos Finais: Conhecimento das histórias e passado de nossos ancestrais. Autores Escola Claudiane Quezozaé Escola Indígena Morrinhos Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Valdirene Avelino Zokenaezokero Escola Municipal Indígena Wazarê Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT
  • 173.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 173 Tema: Uso consciente da água Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Visita a uma nascente e reservatório de água, aula expositiva (consumo de água e gastos) Faixa etária/Ano: 4º e 5º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): +/- 15 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Identificar uma nascente e os reais cuidados que a mesma necessita; • Despertar o interesse do aluno para que faça o uso consciente da água; • Estabelecer metas de cuidados dos recursos naturais do nosso município; • Reconhecer que a água é indispensável ao ser humano. Descrição da atividade: • Conversa informal; • Passeio nas nascentes (e áreas de preservação permanente – APP) • Criação de gráficos e tabelas; • Relatórios; • Pesquisa; • Exposição dos trabalhos; • Criação de panfletos sobre o uso consciente da água. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: Consumo da água e cuidados com o saneamento básico Materiais Necessários: Cartolinas, cadernos, Datashow, mapas, bússola, guia (da estação de água) e conta de água. Produtos Finais: Panfletos informativos; Atividade de fixação de conhecimento; Apresentação de gráficos para a comunidade. Autores Escola Lucimar Helena L. Silva Escola Nossa Aparecida Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Jurema Aparecida Schivan Valmira Schivan Lucélia Lapinski Tema: Saúde para todos Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Estudo de caso (através de levantamentos) Faixa etária/Ano: 9º ano / 14 anos Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 2 aulas (60 minutos) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Levantar, junto à comunidade rural, o acesso aos cuidados básicos com saúde familiar; • Orientar sobre a importância da prevenção e dos cuidados essenciais com a saúde, desde a infância até a vida adulta; • Promover palestras com profissionais da saúde. Descrição da atividade: • Elaborar questionários para ter conhecimento da realidade e dos cuidados que cada um tem com a saúde preventiva; • Rodas de conversa para troca de experiências e conhecimentos; • Apresentações de vídeos e palestras; • Elaboração de cartazes informativos. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: Saúde familiar preventiva Materiais Necessários: Cartolinas Datashow Produtos Finais: • Cartazes de conscientização sobre a importância da prevenção para ter qualidade; • Palestras com profissionais; • Aulas práticas e demonstrativas. Autores Escola Danielly Jacoboski E.E. União da Chapada Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Michelle Lima da Mata
  • 174.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 174 Tema: Inovação e Infraestrutura Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) • Aula expositiva, onde haverá a divisão de eixos temáticos; • Pesquisa, questionários, entrevistas, levantamento de dados que resultarão em construção de gráficos; • Seminário Municipal. Faixa etária/Ano: 5º ao 9º ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): Um bimestre ou mais Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Compartilhamento de ideias; • Empoderamento / Empreendedorismo • Resiliência, refazer, fazer o melhor; • Produzir (elaborar Leis Ambientais); • Exposição de ideias. Descrição da atividade: • Aula expositiva; • Divisão de eixos temáticos; • Pesquisas; • Questionários; • Entrevistas; • Gráficos; • Debate; • Rodas de conversa; • Vídeos Informativos; • Fotos; • Cartazes; • Visitas em indústrias (áreas de produção); • Seminário. ODS relacionado: ODS03 – SAÚDE DE QUALIDADE ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS ODS12 – PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS ODS13 – AÇÃO CLIMÁTICA ODS15 – PROTEGER A VIDA TERRESTRE ODS17 - PARCERIAS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DOS OBJETIVOS Conteúdos: • Indústria • Meio ambiente; • Economia do município; • Espaço Geográfico; • Saneamento básico; • Uso de agrotóxicos (pontos + e -) • Agricultura sustentável; • Coleta de lixo; • Aterro sanitário. Tema: Reaproveitamento de lixo orgânico e inorgânico (Horta escolar) Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula externa, estudo de meio Faixa etária/Ano: 08 a 10 anos Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): Ano letivo Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Reconhecer os diferentes tipos de lixo; • Conscientizar o descarte apropriado para cada tipo de lixo; • Incentivar a coleta seletiva; • Proteger o meio ambiente através da reciclagem; • Promover a mobilização da comunidade escolar. Descrição da atividade: • Conhecer o espaço que será desenvolvido o projeto (escola); • Roda de conversa para explicar o projeto; • Pesquisar assuntos teóricos para o entendimento dos tipos de lixos que irão ser reaproveitados; • Armazenar materiais recicláveis para reaproveitamento; • Construção prática do projeto; • Classificação do material (garrafa pet); • Construção dos canteiros; • Adubação; • Semeadura; • Cultivo; • Minhocário ODS relacionado: ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS Conteúdos: • Reciclagem; • Água, solo; • Desperdício de alimentos (escolar); • Fomento de recurso financeiro (venda dos produtos da horta para manter o projeto ativo). Materiais Necessários: Garrafas PET; Resíduos de sobras de alimentos (merenda escolar); Água, solo e adubo; Recursos humanos. Produtos Finais: Alimentos saudáveis (tempero verde, verduras e legumes) para compor a merenda escolar. Autores Escola Elizelma dos Santos Silva Escola Municipal Amélia Lena Fredizzi Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Joana Uriel Silvana Torret Rosemere Schivan
  • 175.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 175 Materiais Necessários: • Datashow; • Celular; • Internet; • Cartazes; • Fotos. Produtos Finais: Seminário com toda a comunidade escolar e participação do executivo, legislativo e judiciário com o objetivo de elaborar leis que venham de encontro às indústrias e uso de agrotóxicos. Autores Escola Vera Lúcia Freitas E. M. 04 de Julho E. M. Jardim das Palmeiras Secretaria Municipal de Educação Município Campo Novo do Parecis / MT Valdean Gomes Elisangela Momesso Salete Rocha Lucimari V. Tema: Alimentação saudável Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Estudo de meio Faixa etária/Ano: 12 anos (7º ano) Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 2 aulas (50 min.) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Identificar a procedência e a qualidade dos alimentos; • Reconhecer a importância do preparo dos alimentos; • Identificar os benefícios e malefícios da alimentação; • Estabelecer metas para combater as causas de doenças como obesidade e sedentarismo. Descrição da atividade: • Pesquisa de levantamento a partir do conhecimento que os alunos têm a respeito do assunto; • Elaborar um questionário para pesquisa de campo; • A partir da pesquisa fazer uma triagem para a roda de conversa e assim concluir as partes importantes de alimentação saudável. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: Cardápio alimentar Materiais Necessários: Cartolina, lápis de cor, canetas coloridas, revistas para recorte, cola e tesoura. Produtos Finais: Cartaz de conscientização sobre a alimentação saudável e seus malefícios Autores Escola Valdemir Donizete Bastos EMEF “Profº Augusto Coelho” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP Viviane Cristina Barbosa EMEF “Profª Conceição G. Menuzzo” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP
  • 176.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 176 Tema: Proteger a vida marinha Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Experimental com debate Faixa etária/Ano: 7º ano (11 e 12 anos) Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 1 aula (50 min.) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Descarte consciente; • Proteção da vida aquática. Descrição da atividade: • Um elástico circular entre os dedos polegar e dedo mínimo (“costas da mão”); • Sem usar a outra mão, tentar retirá-lo; • Cada aluno deverá apresentar oralmente no grupo a experiência vivenciada; • Promover em debate quanto o descarte de material nas proximidades dos rios e praiais. ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA Conteúdos: Poluição Materiais Necessários: Elástico circular para cada aluno Produtos Finais: Relatório único sobre o tema Autores Escola Lauro Evandro Malandriu EMEF “Profº Augusto Coelho” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP Denise O Morella Coelho Tema: Consumo racional da água Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula expositiva Faixa etária/Ano: 7º ano (11-12 anos) Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 1 aula (50 min.) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) Conscientizar sobre o consumo racional da água Descrição da atividade: • Dar um quadradinho de cartolina para cada aluno; • Pedir que cada aluno desenhe, pinte e recorte uma gotinha de água; • Chamar um aluno de cada vez para colar sua gotinha na cartolina; • Recortar a cartolina e transformá-la em balde. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: Consumo racional da água Materiais Necessários: Cartolinas brancas, tesoura, lápis de cor azul e cola. Produtos Finais: Cartaz alertando que uma gotinha de cada aluno forma um balde. Autores Escola Lauro Evandro Malandriu EMEF “Profº Augusto Coelho” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP Denise O Morella Coelho
  • 177.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 177 Tema: Educação de Qualidade Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Projeto Faixa etária/Ano: 4°ano/5°ano Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): durante o ano letivo Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Assegurar a educação inclusiva equitativa e de qualidade; • Promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. • Proporcionar material diversificado e de qualidade para garantir bom desenvolvimento na primeira infância de modo que estejam prontos para o ensino primário. ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE Conteúdos: Paz/Violência; Diversidade cultural; Etnias; Direitos humanos; Igualdade de gênero; • Abordagem com panfletos através de blitz educativa; • Exposição de fotos de seus antepassados e de objetos antigos • Direitos e deveres respeitando a igualdade de gêneros. Materiais Necessários: • Vídeo aulas; • Palestras; • Visita à museus; • Objetos antigos; • Fotos Produtos Finais: • Exposição; • Visitas • Confecção de panfletos Autores Escola Angela Bonfim Abílio F. de Oliveira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Elizandra Serbai Eliane Serbai Ozuvenka Professora Carlita G Pupo Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Rosangela Pitta Dalle Laste de O Tema: Uso consciente da água Tipo de Sequência: (Ex. aula expositiva, feira de ciência, aula externa, estudo do meio, etc.) Aula expositiva Faixa etária/Ano: 7º ano (11-12 anos) Tempo/Duração (pode ser uma ou mais aulas): 50 min. (1 aula) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Despertar o interesse do aluno fazendo com que ele faça o uso consciente da água; • Conhecer o caminho da água do ambiente até sua casa; • Analisar criticamente o uso da água e verificar se é adequado ou não. Descrição da atividade: • Realizar uma pequena pesquisa sobre as fontes de água que abastece a cidade; • Pesquisa as formas de tratamento de cada uma dessas fontes; • Conhecer a quantidade de água ideal para cada tipo de uso, exemplos: escovar os dentes, banho, lavar louças e etc; • Identificar na sua residência onde pode estar ocorrendo gastos excessivos. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: • Principais fontes de água da cidade: a. Rios; b. Poço artesianos; c. Minas e nascentes • Tratamento de água; • Conscientização e uso racional de água evitando o desperdício. Materiais Necessários: • Gibi – Construindo um mundo sustentável; • Lousa/giz. Produtos Finais: • Atividades para fixação de conhecimento; • Devolutiva para o professor dos possíveis gastos inadequados de água na sua residência. Autores Escola Priscilla F. Zonzini da Silva EMEF “Profª Isaura C. Coelho” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP Leonardo H. T. Marquezi Mary Helen Romanini EMEF “Profª Conceição G. Menuzzo” Secretaria Municipal de Educação Município de Santo Antônio de Posse/SP
  • 178.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 178 Tema: Vida debaixo da água Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico interdisciplinar Faixa etária/Ano: 5°ano - 7°ano Tempo/Duração: 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Interdisciplinaridade com Língua Portuguesa; • Conhecer algumas espécies marinhas; • Adquirir conhecimento da importância da preservação do meio ambiente. ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA Conteúdos: • Repertoriar o aluno através de: 1. Textos informativos 2. Vídeos 3. Revistas • Na oralidade tirar do aluno que conhece o litoral, fazendo anotações no quadro de giz, fazendo intervenção e aprimorando o relato. Materiais Necessários: • Vídeos • Revistas • Textos informativos • Máquinas fotográficas • Cartolina, lápis Produtos Finais: • Painel coletivo (confecção) • Possível passeio (excursão) para conhecer o mar. Autores Escola Izabel Lopes E. M. Sofia Horst Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Glaúcia Ribas Kramer Sandra Veneti E. M. Hildegard Burjan Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Saúde de Qualidade Tipo de Sequência: Conjunto de atividades: Vídeos, palestras, parceiras com a comunidade (profissionais da saúde) Faixa etária/Ano: 5° ano - 9° ano Tempo/Duração: Ano todo Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: • Sistemas: respiratório, reprodutor, circulatório • Água • Gráficos e tabelas • Rótulos • Gêneros textuais • Regiões • Alimentação • Alimentação (produtor rural) • Mortalidade (comprar com outros estados/países) Materiais Necessários: Vídeos aula, rótulos, música, teatro, exposição, passeio; Produtos Finais: Exposição dos trabalhos Autores Escola Ciúma Alves dos Santos Ribeiro Escola Municipal do Campo Enoch Tavares Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Dirce Maceno Dreviski Gerusa Ribas E. M. Profª Julieta Anciutti Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Silvana Baldin E. M. Professora Elcídia Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
  • 179.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 179 Tema: Energia Renováveis Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar Faixa etária/Ano: 4°ano Tempo/Duração: 1 mês Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Informar os discentes sobre o tema a ser trabalhado • Conhecer a vantagens e desvantagens das várias formas de produção de energia. • Buscar a conscientização do uso consciente de energia elétrica. ODS relacionado: ODS07 - ENERGIAS RENOVÁVEIS E ACESSÍVEIS Conteúdos: • Pesquisas • Meio Ambiente • Saneamento Básico • Regiões • Hidrografia • Porcentagem • Análise de Gráficos • Análise e interpretação de textos • Pesquisa em diferentes fontes sobre o tema • Estudo dos biomas • Conhecer as diferentes realidades do munícipio • Identificar fontes de energias renováveis Materiais Necessários: Vídeos, laboratório informática, mapas, Material impresso, Livros e revistas e Textos informativos Produtos Finais: • Roda de conversa com os pais • Chamar os pais para entrevista e verificação dos resultados adquiridos ao longo do trabalho. Autores Escola Silvana F. M. E. M. Dr. Roberto C. Silva Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Aurora Lopes E. M. Profª Carmen T. Cordeiro Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Patrícia Mayer E. M. São Pedro Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: A criança empreendedora Tipo de Sequência: Aulas expositivas (relatos, histórias, pesquisa) Faixa etária/Ano: 9-10 anos / 5°ano Tempo/Duração: 1 mês (50 min.) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Desenvolver na criança o senso empreendedor • Promover políticas efetivas para a construção de gerações com iniciativa. • Incentivar a formalização e o crescimento de microempresas • Empreendedorismo sustentável ODS relacionado: ODS08 - TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO Conteúdos: Textos informativos, Sistema monetário, órgãos dos sentidos, arte, literatura, localização e espaço. Materiais Necessários: Sala de aula, quadro de giz, músicas, histórias, vídeos, multimídias, tecidos, aromas, fitas, sagu comestível, tule (tecido). Produtos Finais: Confecção e comercialização de sachês aromáticos. Autores Escola Elza M. de Oliveira E. M. Prof. Ruy V. Marques Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Romilda P. Lemi Marinês de Fátima Ribeiro E. M. Prof. Conrado G. de Oliveira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Cristiani Muller
  • 180.
    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 180 Tema: Cidadania Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar Faixa etária/Ano: 4°ano Tempo/Duração: 1 semana (aproximada- mente) Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Despertar consciência crítica dos direitos e deveres do cidadão. • Conscientizar da importância da educação para o seu futuro. • Incentivar a família sobre a importância da participação na educação dos filhos (parceria família/escola). • Promover a Educação Inclusiva de forma natural dentro do espaço escolar. ODS relacionado: ODS04 - EDUCAÇÃO DE QUALIDADE Conteúdos: • Direitos e deveres do cidadão • Conceito de cidadania • Trabalhar a diversidade Materiais Necessários: • Vídeos • Livros de leitura infantil • Livros didáticos • Jogos • Músicas • Palestras • Teatro - dramatização Produtos Finais: • Mural • Painéis • Roda de conversa Autores Escola Hulyana Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Erondina Kamenski Eleni Costa E. M. do Campo Profº Maack Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Janita Todeschini Tema: Vida sobre a Terra Tipo de Sequência: Roda de conversa Faixa etária/Ano: 5° ano Tempo/Duração: 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) Conscientizar os alunos e a comunidade escolar da importância da biodiversidade das florestas no impacto global. ODS relacionado: ODS15 - PROTEGER A VIDA TERRESTRE Conteúdos: • Biodiversidade • Sustentabilidade • A partir de uma reportagem (Globo Rural) meios de comunicação onde enfocou a destruição de florestas importantes para população. Os alunos estão convidados a refletir sobre o impacto ambiental que interfere no nosso cotidiano. Materiais Necessários: • Projetor de multimídia • Folhetos • Livros • A reportagem Produtos Finais: • Exposição de cartazes explicativos • Produção individual e coletiva Autores Escola Ana Maria Peterlini E. M. Lídia S. Curi Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Gilmar Luis Santin Edna Taskievicz E. M. Maria de Jesus Taques Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marisa Bilet
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 181 Tema: Igualdade de gênero/ Mulher no trabalho Tipo de Sequência: Projeto pedagógico interdisciplinar Faixa etária/Ano: 4° ano e 5° ano Tempo/Duração: 30 dias Objetivos: Proporcionar a reflexão de igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas ao mercado de trabalho. ODS relacionado: ODS05 - IGUALDADE DE GÊNERO Conteúdos: • Língua Portuguesa (textos informativos e interpretações, produção de texto) • Matemática • Pesquisa e gráficos • Profissões • Palestra para a família • Dinâmica de autoestima Materiais Necessários: • Vídeos • Data show • Computador • Folhetos Produtos Finais: • Levar a participação plena e efetiva das mulheres/meninas a igualdade de oportunidades para a liderança. • Feira de profissões Autores Escola Francieli de Souza E. M. Profª Julieta Anciutti Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Giseli Maria de Cristo dos Santos E. M. Profª Elcídia de Santa Maria Pereira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Maria Luisa P. Hiller E. M. Iná Ribas Carli Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Scheyla Tatiana Franbe Tema: Combate às mudanças climáticas Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico Interdisciplinar Faixa etária/Ano: 5° ano Tempo/Duração: 1 ano Objetivos: Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação e adaptação, educação de impacto e alerta precoce da mudança climática. ODS relacionado: ODS13 - AÇÃO CLIMÁTICA Conteúdos: • Meio Ambiente • Sustentabilidade • Água • Preservação Ambiental • Catastrofes naturais • Impactos ambientais • Saneamento básico Materiais Necessários: • Vídeos • Reportagens • Revistas, jornais • Computadores • Cartazes, canetas • Recortes • Data show Produtos Finais: • Conscientização e disseminação da preservação ambiental e sustentabilidade • Debate em sala de aula com base nas informações encontradas e pesquisas feitas pelos alunos • Ações em casa e sociedade com relação a separação do lixo, desperdício de água. Autores Escola Joblaina Carraro E. M. Gabriel Hugo Rios Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marli Dominíco Nilza Pereira das Neves E. M. Raul H. Lupatelli Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Sandra Kondas
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 182 Tema: Vida debaixo da água Tipo de Sequência: Pesquisa de campo / Trabalho em grupo Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Conhecer a realidade dos rios da cidade • Conscientizar a respeito dos efeitos da poluição das águas nos dias de hoje e para as gerações futuras; • Desenvolver ideias para manter as águas limpas e sustentáveis; • Compreender o conceito de sustentabilidade • Conhecer o processo de tratamento da água e de sua captação ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: • Ciências: 1. Ecossistema e meio ambiente 2. Poluição ambiental • Português: 1. Leitura, interpretação de texto e produção escrita 2. Gênero textual 3. Oralidade Materiais Necessários: • Recursos audiovisuais • Livros • Textos informativos Produtos Finais: • Leitura compartilhada • Pesquisa de campo (rios/estação de tratamento de água) • Debates • Produção escrita Autores Escola Maria Lucia Ruth de Moura E. M. Capitão Wagner Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Élen Miriani Matoso Thaisa Machoski E. M. Domingos Savio Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Água limpa e saneamento Tipo de Sequência: Aula expositiva e informativa Faixa etária/Ano: 4° ano e 5° ano Tempo/Duração: Uma semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Pesquisar sobre a situação do saneamento básico no bairro e a acessibilidade da comunidade a água potável • Conscientizar o consumo consciente de água • Visitar a Sanepar e conhecer o processo de captação de água. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: • Saneamento básico • Utilização da água de forma consciente • Tratamento da informação Materiais Necessários: • Vídeos educativos • Palestras (visita) • Análise de consumo da água e construção de gráficos • Textos informativos • Cartolina, pincel, gravuras para confecção de cartazes • Recortes • Data show Produtos Finais: • Teatro sobre o uso consciente da água; • Confecção de folders informativos; • Exposição de cartazes. Autores Escola Lucimara Ap. Da Silva E. M. Profº Pedro Itararé Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Márcia Alves dos Santos Noemi dos Reis Muffato E. M. Vila Palmeira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 183 Tema: Saúde de qualidade/ Vida saudável Tipo de Sequência: Palestra/ trabalho em grupo para discussões Faixa etária/Ano: 4º ano/5º ano Tempo/Duração: 4 horas/ contínuo Objetivos: • Prevenir e reduzir o uso do tabaco, conscientizando as pessoas a causa nociva à saúde • Conscientizar que as drogas entorpecentes e álcool são prejudiciais à saúde física, mental e social dos indivíduos. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: • Controle do tabaco • Drogas entorpecentes, álcool Materiais Necessários: Cartazes, vídeos, folders, filmes, panfletos, depoimentos, PROERD, slides, revistas, jornais, pesquisa entre outros. Pessoas da área da saúde. Produtos Finais: Exposição de cartazes Autores Escola Elizethe Aparecida da Silva E. M. Profª Dirce J. Jaeger Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Angela Cristiany de Souza E. M. do Campo Princesa Isabel Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Gracielen Silva E. M. Francisco P. Lacerda Werneck Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Erradicação da pobreza Tipo de Sequência: Aula expositiva Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 15 a 20 dias Objetivos: • Incentivar os alunos a buscarem formação para melhoras suas condições financeiras. • Conscientizar os alunos (pré-adolescentes) sobre o controle de natalidade • Explicar os vários métodos para evitar a gravidez na adolescência. ODS relacionado: ODS01 - ERRADICAR A POBREZA Conteúdos: • Aparelho reprodutor • Estratificação social • Qualidade de vida • Tabelas e gráficos • Porcentagem • Textos informativos Materiais Necessários: Livros, revistas, vídeos, pesquisas, palestras; pesquisa de campo e material para confecção da cartilha; aparelho reprodutor Produtos Finais: • Cartilha com informações • Espera-se que ao trabalhar com os alunos possam compreender e ajudar a construir a cartilha com as informações. Autores Escola Joceli Rocio T. da Rosa E. M. Dalila H. Teixeira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Franciele M. P. Leal Silva E. M. General Eurico Dutra Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Rosane F. Passaglia E. M. Profº Francisco Contini Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 184 Tema: Cidades e comunidades sustentáveis Tipo de Sequência: Aula Expositiva Faixa etária/Ano: 4º e 5º anos Tempo/Duração: 15 a 20 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Conscientizar a comunidade escolar a preservar o meio ambiente. • Promover ações dentro do espaço escolar que possibilitem a preservação e a economia. • Expor à comunidade as mudanças ocorridas • Conversas e discussões (debates) • Vídeos e fotos (comparações) • Visita às cooperativas de coleta seletiva • Construção de brinquedos com lixo reciclável • Cartazes • Monitores • Palestra e teatro • Amostra de brinquedo • Resultado do trabalho. ODS relacionado: ODS11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS Conteúdos: • Meio ambiente • Tratamento da informação • Lixo • Doenças • Lixo • Doenças Materiais Necessários: TV, projetor, lixo reciclável, cartolina, canetão, máquina fotográfica. Produtos Finais: • Amostras • Gráficos de resultados • Tabelas Autores Escola Maria Fernandes Mendes Bayer E. M. Francisco P. Lacerda Werneck Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Jocemari Pedroso E. M. do Campo Princesa Isabel Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marizete R. Bettez E. M. Profª Dirce J. Jaeger Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Saúde de Qualidade Tipo de Sequência: Pesquisa/Debates/Produções Faixa etária/Ano: 8 a 10 anos Tempo/Duração: 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Conscientizar os estudantes sobre a importância do cuidado e preservação do meio ambiente onde estamos inseridos. • Conscientizar sobre o acesso as políticas públicas de atendimento à saúde. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: • Higiene Ambiental • Qualidade de vida • Vacinas Materiais Necessários: • Roteiro para entrevista • Cartolina • Internet • Máquina fotográfica Produtos Finais: Espera-se que esse trabalho contribua para o conhecimento e compromisso na preservação no meio ambiente a fim de deixar como herança uma melhor qualidade de vida. Autores Escola Neuza Brachak E. M. Profº Francisco Contini Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Donisete Neves Stocki Silvana J Pereira E. M. Dalila H. Teixeira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 185 Tema: Combate as mudanças climáticas Tipo de Sequência: Exposição e prevenção Faixa etária/Ano: 9 à 10 anos Tempo/Duração: 15 dias Objetivos: Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seu impacto ODS relacionado: ODS13 - AÇÃO CLIMÁTICA Conteúdos: • Meio ambiente (data comemorativa) • Produção de texto • Tratamento da informação • Leitura e escrita Metodologia • Análise de gráficos • Pesquisas • Confecção de panfletos e cartazes • Legislação de coletas de materiais (pilhas, motores, baterias) • Amostra na escola (conscientização) chamando a comunidade escolar • Blitz Materiais Necessários: • Vídeos • Computadores • Papéis • Cartolinas • Máquina fotográfica. Produtos Finais: • Blitz educativo • Exposição para comunidade Autores Escola Cátia M. S. de Araújo E. M. Dom Bosco Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Eliziane Silva E. M. Pe Estaníslau Cebula Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Ivonete Oliveira da Silva E. M. Hipolyta Neves de Oliveira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Acabar com as epidemias e doenças Tipo de Sequência: Aula expositiva Faixa etária/Ano: 8 à 10 anos Tempo/Duração: 1 bimestre Objetivos: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar em todas as idades. ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: Prevenção de epidemias de doenças de higiene e saúde, vacinas Materiais Necessários: Filmes, slides, panfletos, palestras, músicas, textos informativos Produtos Finais: Confecção de murais, cartazes e panfletos informativos Autores Escola Silvana M. Galhart Pacheco E. M. Profª Silvanira Penha Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Solange T. S. Barreto Adriana P. Correa E. M. do Campo Manoel Moreira de Campos Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Simone Miotto
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 186 Tema: Vida debaixo da água: conscientização sobre a poluição marinha Tipo de Sequência: Projeto Pedagógico Faixa etária/Ano: 5° ano (9 e 10 anos) Tempo/Duração: 1 semana Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Apresentar situações que envolvam problemas relacionados a poluição • Compreender a importância do equilíbrio marinho e a influência no ambiente • Conhecer as diferentes formas de vida marinha • Incentivar a busca de soluções para os problemas marinhos • Destacar a importância da inter-relação entre o homem e o ambiente marinho ODS relacionado: ODS14 - PROTEGER A VIDA MARINHA Conteúdos: • Animais marinhos (vida marinha) • Formas de poluição marinha • Utilização de recursos marinhos de forma sustentável Materiais Necessários: • Vídeos explicativos • Textos informativos • Revistas • Filmes • Internet (pesquisa) • Recursos pedagógicos (cartolinas, canetas, etc) Produtos Finais: Instalação de arte com os materiais produzidos pelos alunos para os pais e toda comunidade escolar. Autores Escola Márcia R. Elding E. M. Pe Estaníslau Cebula Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Jatieli Aparecida Zeviriskóski E. M. Dom Bosco Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Luciana Aparecida S. Amaral E. M. Hipolyta Neves de Oliveira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Tema: Consumo Responsável Tipo de Sequência: Oralidade, pesquisa e prática Faixa etária/Ano: 3° e 4° ano Tempo/Duração: 15 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) • Diminuir impactos ambientais • Redução da produção de resíduos • Reutilização de materiais • Reciclagem • Redução do desperdício • Consumo consciente ODS relacionado: ODS12 - PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEIS Conteúdos: • Língua Portuguesa: Leitura e interpretação de texto informativo. Roda de conversas. Listas de produtos recicláveis e orgânicas • Matemática: gráficos e situações-problemas • Ciência: reciclagem, vídeos, debates, palestras com visitas do operador ecológico na escola. • Geografia: regiões do bairro onde e produz a menor quantidade de resíduos. • História: Evolução e conscientização do consumo sustentável. • Arte: Construção de brinquedos com produtos recicláveis. Materiais Necessários: Materiais de pesquisa, laboratório do Proinfo, jogos, gibis, livro didático, material manipulativo, cartolina, pincel e quadro negro. Produtos Finais: • Exposição com materiais construídos com recicláveis. • Apresentação para os pais através de cartazes, palestrinhas feitas pelos próprios alunos ou teatro. • Cartazes explicativos. Autores Escola Francieli R. E. M. Profª Carmen T. Cordeiro Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Jaqueliane Aparecida Ramos Bamczec São Pedro Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Danise M. E. M. Dr. Roberto Cunha e Silva Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 187 Tema: Água Tipo de Sequência: Didática, pesquisa e entrevista Faixa etária/Ano: 4 º ano (9 e 10 anos) Tempo/Duração: Bimestral Objetivos: • Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento. • Sensibilizar a comunidade escolar sobre o uso consciente da água, a preservação e os cuidados com o meio ambiente. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: • Saneamento básico: • Água: tratamento e distribuição • Lixo: coleta seletiva, os 7R’s (refletir, reduzir, reciclar, reutilizar...) • Leitura, escrita e produção • Gráficos e tabelas Materiais Necessários: • Recursos audiovisuais • Mídias • Papel (formulário) • Livros, revistas, panfletos • Câmera • Celular • Filmadora Produtos Finais: • Produção de panfletos • Palestras • Murais • Entrevistas/pesquisas • Vídeos – de todo trabalho realizado Autores Escola Regina Camargo E. M. Santa Cruz Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marta M. Nascimento Laura Vanderléia Becker E. M. Prof. Chester Kochanski Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Cleide Aparecida Silva Tema: Saúde de Qualidade – Reaproveitando os alimentos Tipo de Sequência: Projeto pedagógico Interdisciplinar Faixa etária/Ano: 10 a 12 anos / 4° e 5° anos Tempo/Duração: Durante o ano letivo Objetivos: • Utilizar os alimentos de forma correta e sustentável • Estimular a redução de desperdício dos alimentos em casa e na escola • Estimular o aproveitamento dos alimentos em receitas alternativas, diminuindo assim o lixo. • Produzir o adubo orgânico (compostagem) ODS relacionado: ODS03 - SAÚDE DE QUALIDADE Conteúdos: • Alimentação • Palestra com a nutricionista • Envolvimento com a comunidade por meio de curso e palestras (receitas alternativas). • Roda de conversa e distribuição de textos explicativos e produzidos em sala de aula. • Elaboração de receita (português) • Horta • Rótulo do valor nutricional (cálculos) Materiais Necessários: • Textos explicativos sobre alimentação e sustentabilidade • Ingredientes para receita • Lixeira para a separação de resíduos. Produtos Finais: Feira de (cada) receita produzida com todas as informações nutricionais de alimentos alternativos com o envolvimento da comunidade para degustação. Autores Escola Jeancarla F. T. E. M. São José Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Cristiana Maria Santos E. M. Benedita Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marizete de Fátima Oliveira E. M. Dionísio Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 188 Tema: Água limpa e saneamento Tipo de Sequência: Aula expositiva Faixa etária/Ano: 5º ano Tempo/Duração: 15 dias Objetivos Pedagógicos (conteúdo, competências e habilidades) Apoiar e fortalecer a participação da comunidade escolar para melhorar a gestão da água e do saneamento. ODS relacionado: ODS06 - ÁGUA POTÁVEL E SANEAMENTO Conteúdos: • Tratamento água • Saneamento Básico Materiais Necessários: • Textos explicativos • Data show • Folders • Livro didático Produtos Finais: • Visita no próprio bairro para identificar os problemas • Visita na Sanepar • Confecção e distribuição de folder explicativo • Grupos de alunos apresentarão as demais turmas das escolas Autores Escola Soeli E. M. Profª Luiza Paulina Amaral Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR Marinez Federle Vanessa Frigeri E. M. Campo Vila Palmira Secretaria Municipal de Educação Município de Guarapuava/PR
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 189 MATERIAL DE APOIO 9.3 - CIDADES ABANDONADAS (EXEMPLOS) São João Marcos, RJ - Brasil São João Marcos foi uma importante cidade no início do Ciclo do Café no Brasil. Localizada no estado do Rio de Janeiro, a 100 km da capital, chegou a ter 20 mil habitantes. Foi um dos mais importantes polos produtores de café, riqueza essa que lhes permitiu ter escolas, teatros, fábricas e um dos melhores padrões de vida do país. Além da cafeicultura, a região era uma importante passagem comercial, ligando o interior ao litoral. Na segunda metade do século XIX, o café passa a perder importância na região e ao mesmo tempo, com o surgimento das ferrovias, a região acaba ficando isolada. No início do século XX, a população cai para 7 mil pessoas. Nessa mesma época, o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, se desenvolvia e a sua população aumentava rapidamente. Esse acelerado desenvolvimento trouxe a necessidade de obter mais energia elétrica e água potável. A solução foi a construção de uma represa e uma hidrelétrica no Ribeirão Lages, localizado em São João Marcos. Em 1907, inicia-se a obra sem planejamento ou assistência à população. As barragens foram construídas, e a água começou a subir vertiginosamente. Centenas de grandes fazendas, as maiores da área rural, foram inundadas. Milhares de animais morreram afogados, assim como moradores. Formaram-se imensas áreas alagadiças, e o apodrecimento de matéria orgânica em grande quantidade causou uma epidemia de malária. Metade dos habitantes contraiu a doença e muitos morreram. Ainda assim, os que restavam tentavam superar a tragédia reavivando os carnavais e as festas do padroeiro que ficaram famosas e atraiam turistas, criando alternativas para recuperar a cidade. Porém, o Rio de Janeiro continuava a crescer e, na década de 1930, começou-se a planejar a expansão da represa. Tombada pelo Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN como “raro exemplo intacto de conjunto de arquitetura colonial”, São João Marcos achava que estava, enfim, a salvo. Mas o Governo Federal, em decisão inédita até então, “destombou” a cidade e autorizou a expansão da represa. A população foi expulsa, as indenizações irrisórias foram pagas, as construções foram demolidas e a cidade foi condenada ao desaparecimento. Um erro de cálculo provocou uma última nota de tragédia: mesmo com o aumento da represa, as águas nunca chegaram ao centro de São João Marcos. Há alguns anos, antigos moradores de São João Marcos e seus descendentes iniciaram um movimento de retomada de sua história, tradições e modo de vida. Motivados por uma necessidade de resgatar suas origens e inconformados com seu destino, foram atrás de seus direitos e conseguiram uma verba indenizatória, que lhes permitiu iniciar o repovoamento da cidade. A área é, hoje, distrito da cidade de Rio Claro e está passando por algumas ações de grande relevância. Em uma iniciativa pioneira de resgate de uma cidade abandonada há 70 anos, uma das mais importantes do Ciclo do Café, o Instituto Light e o Instituto Cultural Cidade Viva, com o patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado do Rio de Janeiro e o apoio do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - Inepac, Prefeitura de Rio Claro, Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - Inepac e Instituto Estadual do Ambiente - Inea, estão implantando o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. Esse projeto teve início em 2008 quando uma equipe multidisciplinar
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 190 de arqueologos, museólogos, arquitetos e paisagistas, realizaram uma intensa pesquisa histórica, iconográfica e ambiental, com coleta de depoimentos de antigos moradores e um trabalho cuidadoso de prospecção arqueológica. Esse levantamento permitiu a construção de uma maquete, revelando a antiga cidade, e a elaboração de um projeto paisagístico e museológico de sinalização. Também, é prevista a criação de um Centro de Memória, um anfiteatro para 150 pessoas e a elaboração de um programa educativo, com capacitação de professores, que possibilitará a visitação do local por circuitos pré-estabelecidos de suas ruínas, ruas e antigas construções. O Parque, além disso, pretende explorar todo seu potencial ecológico e de lazer, oferecendo trilhas, passeios de barco e outras atividades. Visando, com esse conjunto de ações, o crescimento econômico, turístico e social da região, e atingir a auto sustentabilidade do Parque. Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO Hashima - Japão A Ilha Hashima é um pequeno afloramento de rochas ao lado da costa de Nagasaki, no Japão. Apesar de pequena, a ilha foi importante em magnitude: tratava-se de um importante centro de mineração de carvão, devido à existência de um depósito desse mineral localizado abaixo dela, que durou quase um século. Uma vez descoberta, a empresa japonesa Mitsubishi comprou Hashima das famílias locais, em 1890. Foi quando teve início a época de grande desenvolvimento econômico da ilha. Localizada a cerca de 15 km de Nagasaki, fez mais sentido para a Mitsubishi construir casas na ilha do que transportar os seus funcionários do continente diariamente. Blocos de apartamentos foram construídos de uma única vez. O espaço era reduzido e caro, então as famílias eram obrigadas a morar juntas em alojamentos, dividindo banheiros e cozinhas. Depois da Segunda Guerra Mundial, a vida dos funcionários que moravam na ilha ficou muito melhor. Cinemas, consultórios, restaurantes e bares foram construídos, e a cidade transformou-se em uma comunidade próspera. O complexo inteiro estava ligado por túneis subterrâneos. No seu auge, em 1959, Hashima era a cidade de maior densidade populacional do planeta, com 1 habitante por 12m2 . No entanto, o seu grande desenvolvimento teve curta duração. Na década de 1970, o petróleo passou a ser a matriz energética dominante, substituindo o carvão mineral, e a sua exploração em Hashima se tornou economicamente inviável. A Mitsubishi anunciou o fechamento da mina em abril de 1974. No mesmo ano, os últimos moradores da ilha foram transportados para o continente, e a ilha permaneceu abandonada. As estruturas da ilha ainda estão em boa forma se levarmos em conta as mais de três décadas de abandono. Os túneis subterrâneos que ligavam a cidade, apesar de pichados, ainda estão transitáveis, e alguns interiores de prédios ainda estão surpreendentemente intactos. Hashima, hoje, é propriedade pública, pertencente à cidade de Nagazaki, e existem, de fato, planos em discussão para a sua recuperação. Agências de turismo locais organizam passeios periódicos às suas ruínas, e as autoridades japonesas iniciaram um processo de tombamento, solicitando que Hashima passe a ser considerada patrimônio mundial. Foi cenário para o filme “007: Operação Skyfall”. Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 191 Balestrino - Itália Balestrino é uma comuna localizada na Província de Savona, região da Liguria, no norte da Itália, região de maior importância demográfica e econômica (comparativamente com a região Sul que é mais voltada a agricultura). Fica localizada em uma colina a 70 quilômetros de Genova, cortada pelo Rio do Pó. Possui relevo bastante acidentado, uma vez que está inserida dentro do domínio geomorfológico dos Apeninos. Sua origem remonta ao século XI, sendo, a princípio, propriedade da Abadia Beneditina de San Pietro dei Monti. A arquitetura existente hoje é a mesma desde a época do Marquês Carretto de Balestrino, que levantou seu castelo no século XIV. Sendo assim, é um importante sítio arqueológico medieval, com quase mil anos de história, o que lhe confere um elevado valor paisagístico. A cidade começou a perder sua população no final do século XIX quando os terremotos abriram fendas na região e danificaram muitas propriedades. Em 1953, a cidade foi abandonada devido a sua “instabilidade geológica”. A parte da cidade que permaneceu intocada desde essa época está sendo atualmente objeto de um plano de revitalização. Possui atualmente 535 habitantes, mas a parte histórica continua desabitada. Atualmente existem várias iniciativas para sua recuperação, com dinheiro público e participação da iniciativa privada. Fonte: Jogo Cidades Sustentáveis – Fundação Espaço ECO
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    CADERNO DE ATIVIDADESDE EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE 192 REFERÊNCIAS BEZERRA, Maria do Carmo de Lima; FERNANDES, Marlene Allan (Coord.). Cidades sustentáveis: subsídios à elaboração da Agenda 21 brasileira. Brasília: MMA: IBAMA, 2000.. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Aprendendo com a natureza: Programa Segurança e Saúde do Trabalhador Rural. São Paulo: Convênio Fundacentro, 2001. INSTITUTO ECOFUTURO. A vida que a gente quer depende do que a gente faz, 2007. AZEVEDO, Fabiana Zanqueta de. Oficina temática de bacias hidrográficas. São Paulo: DAEE/CTH, 2000 BADUE, Ana Flávia, TORRES, Arturo, ZERBINI, Fabíola, PISTELLI e Renata, Clec´h, Yaël. Material Pedagógico - Entender para Intervir: por uma educação para o Consumo Responsável e o Comércio Justo. São Paulo: Artisans Du Monde e Instituto Kairós, 2005. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Aqui é onde eu moro, aqui nós vivemos- Escritos para conhecer, pensar e praticar o Município Educador Sustentável. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2005. PROJETO DOCES MATAS. Brincando e Aprendendo com a Mata: Manual para Excursões Guiadas, 2002. PONTUSCHKA, Nídia Nacib. Da pá virada: revirando o tema lixo. Vivências em educação ambiental e resíduos sólidos. [S.l: s.n.], 2007. DUALIBI, Miriam (et al.): coordenação de Irineu Tamaio; revisão de Ricardo Lopez, Jorge Fecuri. Cadernos de educação ambiental. São Paulo: Instituto Ecoar para a cidadania. Brasília: WWF, 2002. FERREIRA, Elci e ROIZMAN, Laura Gorresio. Jornada de Amor à Terra – Ética e Educação em Valores Universais. São Paulo: Palas Athena Editora, 2006. JOSEPH, Cornell. Vivências com a Natureza 1. São Paulo: Editora Aquariana, 2005. JOSEPH, Cornell. Vivências com a Natureza 2. São Paulo: Editora Aquariana, 2007. LEGAN, Lucia. A Escola Sustentável – Ecoalfabetização pelo Ambiente. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2007. MENDONÇA, Rita. Como Cuidar do seu Meio Ambiente. São Paulo: Editora BEI, 2003. MENDONÇA, Rita e NEIMAN, Zysman. A Natureza como educadora. São Paulo: Editora Aquariana, 2013. Ministério do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Consumo Sustentável – Manual de Educação. Brasília, 2002. MACY, Joanna e BROWN, Molly Young. Nossa Vida como Gaia. São Paulo: Editora Gaia, 2004. MARTINS, Ana Luiza. História do Café. Editora Contexto. São Paulo, 2008. MOLLISON, Bill e SLAY, Reny Mia. Introdução à Permacultura. Austrália: Tagari Publications, 1994. PERLIN, John. A História das Florestas – A importância da madeira no desenvolvimento da civilização. Rio de Janeiro: Imago, 1992. WORLD WIDE FUND - WWF. Planeta Vivo Relatório 2010:Biodiversidade,
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