INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA
CONVENCIONAL E DIGITAL
PROFESSORA: VIVIANE SANTOS
1 UNIVERSIDADE NILTON LINS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Ao final desta aula, o aluno deverá ter aprendido sobre os seguintes
aprendizados:
• Reconhecer o método de radiologia convencional e suas aplicações.
• Definir a metodologia utilizada em exames de raio X convencional e digital.
• Identificar as aplicações do contraste nos exames radiológicos.
2
RADIOLOGIA CONVENCIONAL
Foi a primeira fase do radiodiagnóstico.
Foi a modalidade que desenvolveu os primeiros exames por imagem
realizado com pacientes.
Desempenhou um papel importante no avanço científico,
especialmente na medicina, pois, antes dela, não havia ferramentas de
imagem que pudessem auxiliar o diagnóstico médico e a tomada de
decisões, inclusive de intervenções cirúrgicas.
Atualmente, a radiologia digital atua com excelência em definição,
contraste e qualidade na imagem, além de provas rapidez na
elucidação dos mais diversos casos clínicos.
3
RADIOLOGIA CONVENCIONAL
• É até hoje utilizada nos serviços de saúde.
• Se diferencia de outros exames por imagem pela maneira como os fótons
de raios X interagem com os seus receptores de imagem.
• Os receptores são chamados de CHASSIS; eles têm uma apresentação
retangular e estão disponíveis nos tamanhos 13 x 18cm, 18 x 24cm, 24 x
30cm, 30 x 40cm e 35 x 43, que são exatamente os mesmos tamanhos dos
filmes radiográficos.
4
CHASSI
• Apresenta uma parte de alumínio, que pode estar localizada na
posição superior ou anterior do objeto. Esta parte é destinada a
receber os fótons de raio X, ou seja, é a parte que fica mais
próxima das estruturas anatômicas.
• O Chassi é composto por chumbo, que serve como material
absorvente dos fótons de raio X.
• Em seu interior se encontram os ÉCRANS, ou TELAS
INTENSIFICADORAS: um na parte superior, outro na parte
inferior. Entre os écrans é colocado o filme radiográfico.
5
ÉCRAN
• É uma folha flexível de plástico ou papelão, do tamanho
correspondente ao tamanho do chassi/filme.
• Écrans forra o chassi e fica em contato com o filme.
• Os écrans são revestidos de material fluorescente, que emite
luz quando irradiado.
• Essa é a luz que sensibiliza o filme, o que possibilita uma menor
dose de radiação para formar a imagem.
6
O ÉCRAN É COMPOSTO PELAS SEGUINTES PARTES:
1. Uma BASE, que é uma camada de suporte feita de
plástico ou papelão;
2. Uma CAMADA DE REFLETORA ou ABSORVENTE,
presente na maioria dos écrans;
3. Uma CAMADA FLUORESCENTE, também chamada de
CAMADA DE FÓSFORO, composta por material
fluorescentes que contêm cristais de fósforo
aglutinados;
4. Uma CAMADA PROTETORA, que evita desgaste,
umidade ou manchas.
7
FUNÇÃO DOS ÉCRANS
• Converte os raios X em luz e sensibilizar o filme durante a
exposição.
• Os écrans fluorescem em quantidade proporcional aos raios X que
neles incidem.
• Como o filme é mais sensível a luz do que aos raios X, quando os
raios X são emitidos, 98% da energia que expõe o fime é a energia
dos fótons de luz do écrans, excitados pelos raios X;
• Os fótons de raios X contribuem com, aproximadamente, 2% do
total da exposição.
• Isso potencializa a ação dos raios X, reduzindo o tempo de exame.
• A redução desse tempo não Somente reduz a radiação ao paciente,
mas também prolonga a vida útil do tubo de raiso X.
8
ESPESSURA DO ÉCRANS
• Quanto maior a espessura da camada de fósforo, maior sua
capacidade de absorver fótons de raios X, sendo necessária
uma menor quantidade de fótons de raio X para produzir a
mesma quantidade de luz.
• Sua composição química é TUNGSTATO DE CÁLCIO e
FLUOCLORETO DE BÁRIO, minerais raros na natureza com
alta capacidade e a vida útil da ampola do equipamento.
9
MINERAIS RAROS DA NATUREZA
O tungstato de cálcio emite luz azul, tem boa absorção de
raio X, mas não tem uma boa conversão dos raios X em luz. É
um material mais comum, barato, de coloração amarelada e
que se degrada facilmente com a umidade.
O fluocloreto de bário apresenta as mesmas características
do tungstato de cácio, porém tem poucas indicações em
radiologia.
10
11
FILMES RADIOGRÁFICOS
• São responsável pela formação e pelo armazenamento de da imagem
radiográfica.
• São os receptores dos fótons de raios X que conseguem emergir da
tela intensificadora (écran).
• Os fótons sensibilizam o filme, formando a imagem, que ficará
‘’impressa’’ no filme radiográfico e, após passar por um processo de
revelação, será utilizada para o diagnóstico e posterior
armazenamento.
12
Imagens de filmes
radiográficos.
13
FILMES RADIOGRÁFICOS
• Utilizados em radiografia convencional é constituído por duas
camadas de emulsão.
• Cada camada contém cristais de brometo de prata suspensos em
uma gelatina.
• Essas camadas são ligadas por um material adesivo de espessura fina
a ambos os lados de um suporte transparente de poliéster tingido de
azul – a base -, garantindo uma ligação firme entre suporte e
emulsão.
14
15
16
A BASE
• A principal função da base é
ser o suporte para a emulsão.
• Para a base exercer sua
função de modo que não
prejudique a formação ou a
visualização da imagem, ela
deve ter algumas
características específicas:
17
A BASE
• Não deve produzir um padrão visível ou absorver muita luz
quando a radiografia é visualizada;
• Deve ter flexibilidade e espessura suficientes para permitir
fácil processamento e manuseio, e rigidez adequada para ser
colocada no negatoscópio;
• Deve ter estabilidade dimensional, ou seja, manter sua forma e
tamanho durante o processo de revelação e armazenamento.
Uma falha neste quesito pode ocasionar distorções na imagem.
18
PRIMEIRO MATERIAL USADO COMO
BASE
• Vidro – durante a primeira Guerra mundial (o vidro de alta qualidade ficou quase
indisponível, devido a sua alta demanda e fragilidade.
• Nitrato de celulose – (1914) foi adaptado para uso com filme de raio X – Material
inflamável.
• Triacetato de celulose – (1920) material com propriedades similar às do nitrato
de celulose, mas não inflamável.
• Poliéster – (1960) mais resistente à deformação com o tempo e mais forte do que
o triacetato de celulose, permitindo um transporte mais rápido através das
processadoras automáticas, equipamentos utilizados na revelação dos filmes.
• Cristais de haleto de prata – material sensível a luz emitida pelo écran.
19
CRISTAIS DE HALETO DE PRATA
• A composição é de 98% de brometo de prata (AgBr) e o
restante é usualmente iodeto de prata (AgBI).
• Os cristais de brometo e iodeto de prata são precipitados
na gelatina, que tem preciso controle de temperatura,
pressão e velocidade na qual os componentes são
misturados.
20
O MÉTODO DE PRECIPITAÇÃO ENVOLVE:
21
mistura
Dissolução
forma
forma
Sensível aos fótons de luz,
e nitrato de potássio
O Nitrato de potássio se dissolve, sendo lavado, enquanto o brometo de prata se
22
FORMAÇÃO DA IMAGEM LATENTE
• Ocorre pela interação da prata com os átomos do haleto (responsável por produzir as
imagens).
• Quando os fótons de luz interagem com o filme, reproduzem a imagem latente.
• A energia absorvida de um fóton de luz por um elétron fornece energia suficiente para o
elétron escapar e viajar por grandes distâncias dentro do cristal.
• A associação do íon de prata com o elétron aprisionado no centro de sensibilidade
neutraliza a prata e forma o átomo de prata.
• A quantidade de átomo de prata no centro de sensibilização do receptor de imagem
aumenta continuamente pelo repetido armazenamento dos elétrons, seguindo pela
atração dos íons de prata livres e sua posterior neutralização.
23
24
FORMAÇÃO DA IMAGEM RADIOGRÁFICA
25
A imagem radiográfica é
regida pelas leis da ótica
geométrica, ou seja, obedece
a uma relação direta das
distâncias relativas entre o
foco, o objeto e o anteparo.
CÂMARA ESCURA
• Assim como nas fotografias reveladas em filme e
ampliadas em papel, o filme radiológico precisa ser
armazenado e processado para revelação.
• Isso ocorre na câmera escura, que se divide em
duas partes: SECA e ÚMIDA.
26
CÂMERA ESCURA
• PARTE SECA – Local de
armazenagem.
• PARTE ÚMIDA – Local onde estão
os tanques reservatórios de químicos,
processadora, etc.
27
PARTE SECA DA CÂMERA
• Utensílios e acessórios:
• Bancada: local de manuseio dos filmes radiográficos.
• Termômetro: controla a temperatura na câmera.
• Hidroscópico: usado para medir a umidade relativa do ar local.
• Exaustor e/ou ventilador: de acordo com as normas de segurança, toda câmera
escura deverá ter exaustores para dissipar os gases liberados pelos químicos.
• Box de passagem de filmes: para realizar a transição de filmes entre a câmera
escura e a sala de exames.
28
PARTE ÚMIDA DA CÂMERA
Utensílios e acessórios:
29
REVELAÇÃO DO FILME
• É necessário imergi-lo em substâncias químicas, que são preparadas
no local.
• Ao preparar os químicos, devemos ter cuidado com sua diluição,
pois, se não ficarem de acordo com a recomendação, a
concentração será alterada e, consequentemente, ocorrerá perda na
qualidade das imagens.
• Deve-se agitar os químicos diariamente, para manter o equilíbrio de
sua concentração, em sentido horário, suavemente, por um tempo
de 15s.
30
REVELAÇÃO DO FILME
• A temperatura do revelador na processadora automática é
de 20C, mas pode variar de acordo com o tipo de filme e o
tempo no ciclo do processamento.
• De qualquer forma, devemos sempre levar em consideração
as especificações dadas pelo fabricante da processadora
dos filmes.
• Reaproveitamento dos químicos não é aconselhável.
31
32
MODO DE ARMAZENAMENTO DOS QUÍMICOS
• Também pode influenciar na sua qualidade.
• As soluções devem sempre ser armazenadas em frascos de material neutro, de
polipropileno, fechadas com tampas apropriadas.
• O preparo das soluções novas deve ser feito com muito cuidado, para evitar a mistura
excessiva com o ar.
• O local de armazenamento deve ser fresco e ventilados.
• A câmera escura deve ser iluminada por luz de segurança, uma lâmpada de 15W com
filtro de cor âmbar.
• A quantidade de lâmpada vária de acordo com o tamanho das lâmpadas.
• A distância entre a lâmpada e a bancada não deve ser menos do que 1,5 m, e os
filmes não podem ficar expostos aos raios de luz por mais do que 60 segundos, pois
começam um processo de velamento progressivo.
33
34
CÂMERA ESCURA
• As paredes devem ser de cores claras para facilitar a limpeza,
pois resíduos de químicos ficam impregnados nas paredes e
devem ser removidos.
• Não é permitido fazer refeições dentro da câmera escura.
• A falta de higiene pode danificar os écrans e comprometer a
qualidade dos exames radiológicos.
35
CÂMERA CLARA
• Local exposto a todo tipo de luz, ao lado
da câmera escura, a câmera clara é o local
onde são analisadas as radiografias
processadas.
• É nesse local que é observadas se as
radiografias estão com boa qualidade,
bem como se estão identificadas
corretamente com o nome, data, exame
realizado, número de identificação, etc.
36
CÂMERA CLARA
• O principal acessório da câmera clara é o NEGATOSCÓPIO, uma
chapa de aço com visor em acrílico branco de aspecto leitoso
em sua face anterior, onde são colocadas as radiografias para
estudos. Tem lâmpadas fluorescentes dentro da estrutura e seu
tamanho pode variar.
• Os negatoscópio para mamografia são diferenciados, pois são
exames do tamanho 18 x 24 cm, e as lâmpadas e os acrílicos
são mais claros, para facilitar a diferenciação dos diversos tipos
de tecido mamário.
37
38
39
40
Tipos de revelação na radiologia
41
PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO
A formação da imagem se dá por duas etapas:
• EXPOSIÇÃO do filme à luz, formando a imagem latente.
• REVELAÇÃO por conversão da imagem latente em imagem visível.
• O primeiro estágio da formação da imagem latente é a absorção de fótons de luz pelos íons
de brometo de prata. Antes da revelação, não é possível distinguir os grãos modificados
pela luz dos não expostos – os grãos expostos são muito mais sensíveis à ação do químico
revelador.
• A distribuição desses grãos invisíveis no filme que foram ativados pela luz é que forma a
imagem latente.
42
Obtenção de imagem
São necessários 4 processos:
43
PROCESSAMENTO AUTOMÁTICO
O sistema de revelação pode ser feito por:
44
• Os químicos e reveladores acabam por tornar a imagem visível a olho
nu.
• A solução reveladora fornece elétrons, que migram para os grãos que
foram sensibilizados pelos raios X e convertem os íons de prata que
não foram expostos em íons metálicos de cor escura.
• De costume, o processo de revelação atualmente acontece pelo
processo de revelação automático.
• Aproximadamente 20 a 25 segundos é o tempo estimado para que o
filme seja revelado.
45
REVELADOR
46
PROCESSO DE REVELAÇÃO DA IMAGEM
A revelação do filme é, basicamente, uma reação
química, sendo assim, é regida por três fatores físicos:
 Um TEMPO longo de revelação produz um aumento de grão
revelados.
 A TEMPERATURA alta também produz o aumento de grãos
revelados.
 A CONCENTRAÇÃO inadequada dos químicos reveladores pode
causar oxidação do filme.
47
Com isso ocorrerá
• Aumento do gradiente médio (aumento do
contraste do filme);
• Aumento da velocidade do filme (aumento da
densidade para uma dada exposição);
• Aumento do fog (diminuição da qualidade da
imagem).
48
49
Funções do revelador e seus componentes químicos:
• REDUÇÃO: A redução dos grãos de brometo de prata expostos à luz (invisíveis) é um processo que
os converte em prata metálica visível. Ela é realizada pelos químicos fenidona, responsável pela
produção de tons baixos e médios da escala de cinza, e hidroquinona, que produz os tons baixo e
médios da escala de cinza, e hidroquinona, que produz os tons escuros ou de densidade ótica alta
nas áreas radiográficas.
• MODERAÇÃO DA VELOCIDADE DE REVELAÇÃO: Em geral, o brometo de potássio desempenha
esta função.
• ATIVAÇÃO: A função do ativador, geralmente carbonato de cálcio, é amolecer e expandir a
emulsão para que o redutor possa alcançar os grãos sensibilizados.
• CONSERVAÇÃO: O sulfeto de sódio ajuda a proteger os agentes da oxidação, que ocorre com o
contato como o ar. Também reage com os produtos da oxidação, para reduzir sua atividade.
• ENDURECIMENTO: O glutaraldeído é utilizado para impedir o amolecimento excessivo da
emulsão. Isto é necessário em processadoras automáticas que transportam os filmes através dos
rolos.
CONTROLE DE QUALIDADE DO REVELADOR
As condições químicas do revelador devem ser verificadas:
mede a acidez da solução, que deve estar básico/alcalino (10 a 11).
utiliza-se um densímetro para verificar a densidade do revelador.
seu controle é importante para a
estabilidade dos resultados e manutenção dos altos níveis de resposta do filme.
50
51Após passar pelo revelador, o filme é transportado para um segundo
tanque, que contém uma SOLUÇÃO FIXADORA que fará a fixação. O
fixador é uma mistura de várias soluções químicas que desempenham
as seguintes funções:
Para o controle de qualidade do fixador, é recomendado medir o pH, que deve ser
ácido – entre 3 e 6.
lavagem
• O próximo estágio é fazer a lavagem do filme, passando-o por um banho
de água para retirar dele a solução fixadora em contato com a emulsão.
• É muito importante que se remova todo o tiossulfato proveniente do
fixador, pois, se ele não for retirado, pode reagir com o nitrato de prata
e o ar e formar o sulfato de prata, dando à radiografia uma coloração
marrom-amarelada. A qualidade de tiossulfato retira na emulsão é que
determina a vida útil do filme.
• A última etapa do processamento do filme é a SECAGEM. Em uma
processadora automática, o filme passa em uma câmara por onde circula
ar quente.
52
LAVAGEM
SECAGEM
53
• No processo de revelação manual, os químicos estão na seguinte ordem:
REVELADOR, ÁGUA, FIXADOR, ÁGUA e SECAGEM.
• A temperatura ideal para revelação manual é de 22C.
• O revelador perde sua capacidade de revelação por oxidação, acúmulo de brometo
e diminuição de redutores.
• Quando o revelador começa a adquirir um aspecto leitoso, a imagem irá perder
contraste.
• Para compensar, deve-se aumentar o tempo de revelação e trocar o químico
imediatamente.
• A rapidez do processamento está ligada à temperatura, à validade dos químicos e à
qualidade de uso.
Acessório para revelação manual
• COLGADURAS – são argolas retangulares de aço
inoxidável com 4 presilhas, para prender os filmes.
• RELÓGIO TIMER – avisa o tempo que o filme está
exposto à ação do químico.
• SECADOR RADIOGRÁFICO – Serve para fazer a
lavagem.
54
colgaduras
55
56
MESA DE COMANDO DO RAIO X
57
MA = FOCO (50 – 100 fino) ou FOCO (200 – 500 grosso)
S = TEMPO
MAs = MA . T (TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO RAIO X)
KV = DETERMINA A QUALIDADE DA PENETRAÇÃO DOS
FEIXES DA RADIAÇÃO.
KV = 2 X E + K
E = ESPESSURA DO OBJETO QUE SERÁ RADIOGRAFADO.
K = CONSTANTE (20 OU 30).
MESA DE COMANDO DO RAIO X
58
ESTATIVA (GRADE) = ABSORVE A RADIAÇÃO SECUNDÁRIA.
H = HORIZONTAL (paciente fica deitado).
V = VERTICAL (paciente fica de pé).
MEIO ou seja, fora do Buck é para radiografar as
extremidades do corpo humano.
59
Obrigada!

AULA_3 e 4. INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA CONV

  • 1.
    INTRODUÇÃO À RADIOLOGIA CONVENCIONALE DIGITAL PROFESSORA: VIVIANE SANTOS 1 UNIVERSIDADE NILTON LINS
  • 2.
    OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Aofinal desta aula, o aluno deverá ter aprendido sobre os seguintes aprendizados: • Reconhecer o método de radiologia convencional e suas aplicações. • Definir a metodologia utilizada em exames de raio X convencional e digital. • Identificar as aplicações do contraste nos exames radiológicos. 2
  • 3.
    RADIOLOGIA CONVENCIONAL Foi aprimeira fase do radiodiagnóstico. Foi a modalidade que desenvolveu os primeiros exames por imagem realizado com pacientes. Desempenhou um papel importante no avanço científico, especialmente na medicina, pois, antes dela, não havia ferramentas de imagem que pudessem auxiliar o diagnóstico médico e a tomada de decisões, inclusive de intervenções cirúrgicas. Atualmente, a radiologia digital atua com excelência em definição, contraste e qualidade na imagem, além de provas rapidez na elucidação dos mais diversos casos clínicos. 3
  • 4.
    RADIOLOGIA CONVENCIONAL • Éaté hoje utilizada nos serviços de saúde. • Se diferencia de outros exames por imagem pela maneira como os fótons de raios X interagem com os seus receptores de imagem. • Os receptores são chamados de CHASSIS; eles têm uma apresentação retangular e estão disponíveis nos tamanhos 13 x 18cm, 18 x 24cm, 24 x 30cm, 30 x 40cm e 35 x 43, que são exatamente os mesmos tamanhos dos filmes radiográficos. 4
  • 5.
    CHASSI • Apresenta umaparte de alumínio, que pode estar localizada na posição superior ou anterior do objeto. Esta parte é destinada a receber os fótons de raio X, ou seja, é a parte que fica mais próxima das estruturas anatômicas. • O Chassi é composto por chumbo, que serve como material absorvente dos fótons de raio X. • Em seu interior se encontram os ÉCRANS, ou TELAS INTENSIFICADORAS: um na parte superior, outro na parte inferior. Entre os écrans é colocado o filme radiográfico. 5
  • 6.
    ÉCRAN • É umafolha flexível de plástico ou papelão, do tamanho correspondente ao tamanho do chassi/filme. • Écrans forra o chassi e fica em contato com o filme. • Os écrans são revestidos de material fluorescente, que emite luz quando irradiado. • Essa é a luz que sensibiliza o filme, o que possibilita uma menor dose de radiação para formar a imagem. 6
  • 7.
    O ÉCRAN ÉCOMPOSTO PELAS SEGUINTES PARTES: 1. Uma BASE, que é uma camada de suporte feita de plástico ou papelão; 2. Uma CAMADA DE REFLETORA ou ABSORVENTE, presente na maioria dos écrans; 3. Uma CAMADA FLUORESCENTE, também chamada de CAMADA DE FÓSFORO, composta por material fluorescentes que contêm cristais de fósforo aglutinados; 4. Uma CAMADA PROTETORA, que evita desgaste, umidade ou manchas. 7
  • 8.
    FUNÇÃO DOS ÉCRANS •Converte os raios X em luz e sensibilizar o filme durante a exposição. • Os écrans fluorescem em quantidade proporcional aos raios X que neles incidem. • Como o filme é mais sensível a luz do que aos raios X, quando os raios X são emitidos, 98% da energia que expõe o fime é a energia dos fótons de luz do écrans, excitados pelos raios X; • Os fótons de raios X contribuem com, aproximadamente, 2% do total da exposição. • Isso potencializa a ação dos raios X, reduzindo o tempo de exame. • A redução desse tempo não Somente reduz a radiação ao paciente, mas também prolonga a vida útil do tubo de raiso X. 8
  • 9.
    ESPESSURA DO ÉCRANS •Quanto maior a espessura da camada de fósforo, maior sua capacidade de absorver fótons de raios X, sendo necessária uma menor quantidade de fótons de raio X para produzir a mesma quantidade de luz. • Sua composição química é TUNGSTATO DE CÁLCIO e FLUOCLORETO DE BÁRIO, minerais raros na natureza com alta capacidade e a vida útil da ampola do equipamento. 9
  • 10.
    MINERAIS RAROS DANATUREZA O tungstato de cálcio emite luz azul, tem boa absorção de raio X, mas não tem uma boa conversão dos raios X em luz. É um material mais comum, barato, de coloração amarelada e que se degrada facilmente com a umidade. O fluocloreto de bário apresenta as mesmas características do tungstato de cácio, porém tem poucas indicações em radiologia. 10
  • 11.
  • 12.
    FILMES RADIOGRÁFICOS • Sãoresponsável pela formação e pelo armazenamento de da imagem radiográfica. • São os receptores dos fótons de raios X que conseguem emergir da tela intensificadora (écran). • Os fótons sensibilizam o filme, formando a imagem, que ficará ‘’impressa’’ no filme radiográfico e, após passar por um processo de revelação, será utilizada para o diagnóstico e posterior armazenamento. 12
  • 13.
  • 14.
    FILMES RADIOGRÁFICOS • Utilizadosem radiografia convencional é constituído por duas camadas de emulsão. • Cada camada contém cristais de brometo de prata suspensos em uma gelatina. • Essas camadas são ligadas por um material adesivo de espessura fina a ambos os lados de um suporte transparente de poliéster tingido de azul – a base -, garantindo uma ligação firme entre suporte e emulsão. 14
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    A BASE • Aprincipal função da base é ser o suporte para a emulsão. • Para a base exercer sua função de modo que não prejudique a formação ou a visualização da imagem, ela deve ter algumas características específicas: 17
  • 18.
    A BASE • Nãodeve produzir um padrão visível ou absorver muita luz quando a radiografia é visualizada; • Deve ter flexibilidade e espessura suficientes para permitir fácil processamento e manuseio, e rigidez adequada para ser colocada no negatoscópio; • Deve ter estabilidade dimensional, ou seja, manter sua forma e tamanho durante o processo de revelação e armazenamento. Uma falha neste quesito pode ocasionar distorções na imagem. 18
  • 19.
    PRIMEIRO MATERIAL USADOCOMO BASE • Vidro – durante a primeira Guerra mundial (o vidro de alta qualidade ficou quase indisponível, devido a sua alta demanda e fragilidade. • Nitrato de celulose – (1914) foi adaptado para uso com filme de raio X – Material inflamável. • Triacetato de celulose – (1920) material com propriedades similar às do nitrato de celulose, mas não inflamável. • Poliéster – (1960) mais resistente à deformação com o tempo e mais forte do que o triacetato de celulose, permitindo um transporte mais rápido através das processadoras automáticas, equipamentos utilizados na revelação dos filmes. • Cristais de haleto de prata – material sensível a luz emitida pelo écran. 19
  • 20.
    CRISTAIS DE HALETODE PRATA • A composição é de 98% de brometo de prata (AgBr) e o restante é usualmente iodeto de prata (AgBI). • Os cristais de brometo e iodeto de prata são precipitados na gelatina, que tem preciso controle de temperatura, pressão e velocidade na qual os componentes são misturados. 20
  • 21.
    O MÉTODO DEPRECIPITAÇÃO ENVOLVE: 21 mistura Dissolução forma forma Sensível aos fótons de luz, e nitrato de potássio O Nitrato de potássio se dissolve, sendo lavado, enquanto o brometo de prata se
  • 22.
  • 23.
    FORMAÇÃO DA IMAGEMLATENTE • Ocorre pela interação da prata com os átomos do haleto (responsável por produzir as imagens). • Quando os fótons de luz interagem com o filme, reproduzem a imagem latente. • A energia absorvida de um fóton de luz por um elétron fornece energia suficiente para o elétron escapar e viajar por grandes distâncias dentro do cristal. • A associação do íon de prata com o elétron aprisionado no centro de sensibilidade neutraliza a prata e forma o átomo de prata. • A quantidade de átomo de prata no centro de sensibilização do receptor de imagem aumenta continuamente pelo repetido armazenamento dos elétrons, seguindo pela atração dos íons de prata livres e sua posterior neutralização. 23
  • 24.
  • 25.
    FORMAÇÃO DA IMAGEMRADIOGRÁFICA 25 A imagem radiográfica é regida pelas leis da ótica geométrica, ou seja, obedece a uma relação direta das distâncias relativas entre o foco, o objeto e o anteparo.
  • 26.
    CÂMARA ESCURA • Assimcomo nas fotografias reveladas em filme e ampliadas em papel, o filme radiológico precisa ser armazenado e processado para revelação. • Isso ocorre na câmera escura, que se divide em duas partes: SECA e ÚMIDA. 26
  • 27.
    CÂMERA ESCURA • PARTESECA – Local de armazenagem. • PARTE ÚMIDA – Local onde estão os tanques reservatórios de químicos, processadora, etc. 27
  • 28.
    PARTE SECA DACÂMERA • Utensílios e acessórios: • Bancada: local de manuseio dos filmes radiográficos. • Termômetro: controla a temperatura na câmera. • Hidroscópico: usado para medir a umidade relativa do ar local. • Exaustor e/ou ventilador: de acordo com as normas de segurança, toda câmera escura deverá ter exaustores para dissipar os gases liberados pelos químicos. • Box de passagem de filmes: para realizar a transição de filmes entre a câmera escura e a sala de exames. 28
  • 29.
    PARTE ÚMIDA DACÂMERA Utensílios e acessórios: 29
  • 30.
    REVELAÇÃO DO FILME •É necessário imergi-lo em substâncias químicas, que são preparadas no local. • Ao preparar os químicos, devemos ter cuidado com sua diluição, pois, se não ficarem de acordo com a recomendação, a concentração será alterada e, consequentemente, ocorrerá perda na qualidade das imagens. • Deve-se agitar os químicos diariamente, para manter o equilíbrio de sua concentração, em sentido horário, suavemente, por um tempo de 15s. 30
  • 31.
    REVELAÇÃO DO FILME •A temperatura do revelador na processadora automática é de 20C, mas pode variar de acordo com o tipo de filme e o tempo no ciclo do processamento. • De qualquer forma, devemos sempre levar em consideração as especificações dadas pelo fabricante da processadora dos filmes. • Reaproveitamento dos químicos não é aconselhável. 31
  • 32.
  • 33.
    MODO DE ARMAZENAMENTODOS QUÍMICOS • Também pode influenciar na sua qualidade. • As soluções devem sempre ser armazenadas em frascos de material neutro, de polipropileno, fechadas com tampas apropriadas. • O preparo das soluções novas deve ser feito com muito cuidado, para evitar a mistura excessiva com o ar. • O local de armazenamento deve ser fresco e ventilados. • A câmera escura deve ser iluminada por luz de segurança, uma lâmpada de 15W com filtro de cor âmbar. • A quantidade de lâmpada vária de acordo com o tamanho das lâmpadas. • A distância entre a lâmpada e a bancada não deve ser menos do que 1,5 m, e os filmes não podem ficar expostos aos raios de luz por mais do que 60 segundos, pois começam um processo de velamento progressivo. 33
  • 34.
  • 35.
    CÂMERA ESCURA • Asparedes devem ser de cores claras para facilitar a limpeza, pois resíduos de químicos ficam impregnados nas paredes e devem ser removidos. • Não é permitido fazer refeições dentro da câmera escura. • A falta de higiene pode danificar os écrans e comprometer a qualidade dos exames radiológicos. 35
  • 36.
    CÂMERA CLARA • Localexposto a todo tipo de luz, ao lado da câmera escura, a câmera clara é o local onde são analisadas as radiografias processadas. • É nesse local que é observadas se as radiografias estão com boa qualidade, bem como se estão identificadas corretamente com o nome, data, exame realizado, número de identificação, etc. 36
  • 37.
    CÂMERA CLARA • Oprincipal acessório da câmera clara é o NEGATOSCÓPIO, uma chapa de aço com visor em acrílico branco de aspecto leitoso em sua face anterior, onde são colocadas as radiografias para estudos. Tem lâmpadas fluorescentes dentro da estrutura e seu tamanho pode variar. • Os negatoscópio para mamografia são diferenciados, pois são exames do tamanho 18 x 24 cm, e as lâmpadas e os acrílicos são mais claros, para facilitar a diferenciação dos diversos tipos de tecido mamário. 37
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
    Tipos de revelaçãona radiologia 41
  • 42.
    PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO A formaçãoda imagem se dá por duas etapas: • EXPOSIÇÃO do filme à luz, formando a imagem latente. • REVELAÇÃO por conversão da imagem latente em imagem visível. • O primeiro estágio da formação da imagem latente é a absorção de fótons de luz pelos íons de brometo de prata. Antes da revelação, não é possível distinguir os grãos modificados pela luz dos não expostos – os grãos expostos são muito mais sensíveis à ação do químico revelador. • A distribuição desses grãos invisíveis no filme que foram ativados pela luz é que forma a imagem latente. 42
  • 43.
    Obtenção de imagem Sãonecessários 4 processos: 43
  • 44.
    PROCESSAMENTO AUTOMÁTICO O sistemade revelação pode ser feito por: 44
  • 45.
    • Os químicose reveladores acabam por tornar a imagem visível a olho nu. • A solução reveladora fornece elétrons, que migram para os grãos que foram sensibilizados pelos raios X e convertem os íons de prata que não foram expostos em íons metálicos de cor escura. • De costume, o processo de revelação atualmente acontece pelo processo de revelação automático. • Aproximadamente 20 a 25 segundos é o tempo estimado para que o filme seja revelado. 45 REVELADOR
  • 46.
  • 47.
    PROCESSO DE REVELAÇÃODA IMAGEM A revelação do filme é, basicamente, uma reação química, sendo assim, é regida por três fatores físicos:  Um TEMPO longo de revelação produz um aumento de grão revelados.  A TEMPERATURA alta também produz o aumento de grãos revelados.  A CONCENTRAÇÃO inadequada dos químicos reveladores pode causar oxidação do filme. 47
  • 48.
    Com isso ocorrerá •Aumento do gradiente médio (aumento do contraste do filme); • Aumento da velocidade do filme (aumento da densidade para uma dada exposição); • Aumento do fog (diminuição da qualidade da imagem). 48
  • 49.
    49 Funções do reveladore seus componentes químicos: • REDUÇÃO: A redução dos grãos de brometo de prata expostos à luz (invisíveis) é um processo que os converte em prata metálica visível. Ela é realizada pelos químicos fenidona, responsável pela produção de tons baixos e médios da escala de cinza, e hidroquinona, que produz os tons baixo e médios da escala de cinza, e hidroquinona, que produz os tons escuros ou de densidade ótica alta nas áreas radiográficas. • MODERAÇÃO DA VELOCIDADE DE REVELAÇÃO: Em geral, o brometo de potássio desempenha esta função. • ATIVAÇÃO: A função do ativador, geralmente carbonato de cálcio, é amolecer e expandir a emulsão para que o redutor possa alcançar os grãos sensibilizados. • CONSERVAÇÃO: O sulfeto de sódio ajuda a proteger os agentes da oxidação, que ocorre com o contato como o ar. Também reage com os produtos da oxidação, para reduzir sua atividade. • ENDURECIMENTO: O glutaraldeído é utilizado para impedir o amolecimento excessivo da emulsão. Isto é necessário em processadoras automáticas que transportam os filmes através dos rolos.
  • 50.
    CONTROLE DE QUALIDADEDO REVELADOR As condições químicas do revelador devem ser verificadas: mede a acidez da solução, que deve estar básico/alcalino (10 a 11). utiliza-se um densímetro para verificar a densidade do revelador. seu controle é importante para a estabilidade dos resultados e manutenção dos altos níveis de resposta do filme. 50
  • 51.
    51Após passar pelorevelador, o filme é transportado para um segundo tanque, que contém uma SOLUÇÃO FIXADORA que fará a fixação. O fixador é uma mistura de várias soluções químicas que desempenham as seguintes funções: Para o controle de qualidade do fixador, é recomendado medir o pH, que deve ser ácido – entre 3 e 6.
  • 52.
    lavagem • O próximoestágio é fazer a lavagem do filme, passando-o por um banho de água para retirar dele a solução fixadora em contato com a emulsão. • É muito importante que se remova todo o tiossulfato proveniente do fixador, pois, se ele não for retirado, pode reagir com o nitrato de prata e o ar e formar o sulfato de prata, dando à radiografia uma coloração marrom-amarelada. A qualidade de tiossulfato retira na emulsão é que determina a vida útil do filme. • A última etapa do processamento do filme é a SECAGEM. Em uma processadora automática, o filme passa em uma câmara por onde circula ar quente. 52 LAVAGEM SECAGEM
  • 53.
    53 • No processode revelação manual, os químicos estão na seguinte ordem: REVELADOR, ÁGUA, FIXADOR, ÁGUA e SECAGEM. • A temperatura ideal para revelação manual é de 22C. • O revelador perde sua capacidade de revelação por oxidação, acúmulo de brometo e diminuição de redutores. • Quando o revelador começa a adquirir um aspecto leitoso, a imagem irá perder contraste. • Para compensar, deve-se aumentar o tempo de revelação e trocar o químico imediatamente. • A rapidez do processamento está ligada à temperatura, à validade dos químicos e à qualidade de uso.
  • 54.
    Acessório para revelaçãomanual • COLGADURAS – são argolas retangulares de aço inoxidável com 4 presilhas, para prender os filmes. • RELÓGIO TIMER – avisa o tempo que o filme está exposto à ação do químico. • SECADOR RADIOGRÁFICO – Serve para fazer a lavagem. 54 colgaduras
  • 55.
  • 56.
  • 57.
    MESA DE COMANDODO RAIO X 57 MA = FOCO (50 – 100 fino) ou FOCO (200 – 500 grosso) S = TEMPO MAs = MA . T (TEMPO DE EXPOSIÇÃO AO RAIO X) KV = DETERMINA A QUALIDADE DA PENETRAÇÃO DOS FEIXES DA RADIAÇÃO. KV = 2 X E + K E = ESPESSURA DO OBJETO QUE SERÁ RADIOGRAFADO. K = CONSTANTE (20 OU 30).
  • 58.
    MESA DE COMANDODO RAIO X 58 ESTATIVA (GRADE) = ABSORVE A RADIAÇÃO SECUNDÁRIA. H = HORIZONTAL (paciente fica deitado). V = VERTICAL (paciente fica de pé). MEIO ou seja, fora do Buck é para radiografar as extremidades do corpo humano.
  • 59.