P R O F. M S . F L AV I A A N D R A D E
LITERATURA
O QUE É LITERATURA?
• Significado do dicionário Aulete:
1 – Arte que usa a linguagem escrita como meio de
expressão;
2 – Teoria ou estudo da composição literária;
3 – Conjunto de produções literárias de um país, de uma
época, etc.
Assim:
Literatura é a arte de criar e compor textos, e existem
diversos tipos de produções literárias, como poesia, prosa,
literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica,
literatura técnica, literatura portuguesa, literatura popular,
literatura de cordel etc.
LITERATURA E ARTE
O que é Arte?
“ ‘Por que isto é arte?’ ‘O que é arte?’ Poucas perguntas
provocarão polêmica mais acesa e tão poucas respostas
satisfatórias. Embora não cheguemos a nenhuma
conclusão definitiva, podemos ainda lançar alguma luz
sobre estas questões. Para nós, arte é, antes de mais
nada, uma palavra, uma palavra que reconhece quer o
conceito de arte, quer o fato de sua existência. Sem a
palavra, poderíamos até duvidar da própria existência da
arte, e é um fato que o termo não existe na língua de
todas as sociedades.
No entanto, faz-se arte em toda a parte. A arte é,
portanto, também um objeto, mas não um objeto
qualquer. A arte é um objeto estético, feito para ser
visto e apreciado pelo seu valor intrínseco. As suas
características especiais fazem da arte um objeto à
parte, longe da vida cotidiana, em museus, igrejas ou
cavernas. E o que se entende por estético? A estética
costuma ser definida como ‘o que diz respeito ao que
é belo’”.
(H.W. Janson. História Geral da arte. Adaptação e
preparação do texto para a edição brasileira. Maurício
Balthazar Leal. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes,
2001, p.11-12.
1 – Identifique as afirmações que podem ser
corretamente deduzidas a partir do texto lido.
a) Não existe um conceito de arte. Trata-se apenas de
uma palavra utilizada para encobrir esse vazio
conceitual.
b) Se em nossa cultura existe a palavra arte e realidades
identificadas como obras de arte, então existe um
conceito e realizações humanas que concretizam esse
conceito. Mas podemos duvidar de que seja um
conceito universal, existente em todas as culturas.
c) Para ser considerado obra de arte, um objeto deve ser
belo, perfeito e adequado à utilidade prática para a qual
foi produzido.
d) Ao afirmar que o objeto estético é ‘feito para ser visto e
apreciado pelo seu valor intrínseco’, Janson exclui da
definição de arte as funções práticas e utilitárias que as
obras possam ter.
O QUE É O BELO?
• Na Antiguidade, o Belo estava condicionado ao conceito
de harmonia e proporção das formas. Por esse motivo, o
ideal de beleza entre os gregos ganha forma na
representação de seres humanos, vistos como modelos
de perfeição.
“O homem é a medida de todas as coisas”.
PITÁGORAS
MAS… O CONCEITO MUDA AO LONGO
DO TEMPO
A LITERATURA É UMA ARTE!
A arte da Literatura existe há alguns milênicos.
Entretanto, sua natureza e suas funções continuam
sendo objeto de discussão, principalmente para os
artistas.
Como o homem tem anseios, necessidades, essas
mudam com o tempo e suas criaçoes, na qual a
Literatura se insere, também mudam. Assim, ela reflete
seu modo de ver a vida e estar no mundo.
Um obra literária – um poema, um conto, um romance…
- tem algo em comum com um quadro ou uma canção,
embora seja diferente desses.
Obra de arte tem valor intrínseco. A obra literária
também. Esses valores intrínsecos ou estéticos são
construídos COM a palavra. Ela (RE) inventa a
realidade.
SONETO DE FIDELIDADE
De tudo ao meu amor serei
atento
Antes, e com tal zelo, e
sempre, e tanto
Que mesmo em face do
maior encanto
Dele se encante mais meu
pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão
momento
E em seu louvor hei de
espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar
meu pranto
Ao seu pesar ou seu
contentamento
E assim, quando mais tarde
me procure
Quem sabe a morte, angústia
de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de
quem ama
Eu possa me dizer do amor
(que tive):
Que não seja imortal, posto
que é chama
Mas que seja infinito enquanto
dure .
Vinícius de Moraes
FUNÇÕES DA LITERATURA
• Fazer sonhar, viver outros momentos
históricos e outras vidas:
Grito Negro
Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão,
para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder sim;
queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão;
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão,
até não ser mais a tua mina, patrão.
Eu sou carvão.
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da minha
combustão.
Sim!
Eu sou o teu carvão, patrão.
JOSÉ CRAVEIRINHA
• A Literatura provoca nossa reflexão
“O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não
fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe
o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do
aluguel, do sapato e do remédio, depende das decisões
políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o
peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da
sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor
abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político
vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e
multinacionais.
Bertold Brecht
• A Literatura nos diverte
“Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré!
A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer.
A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé.
Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler.
Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.”
João Grilo (O Auto da Compadecida)
• A Literatura nos ensina a viver
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
• A Literatura denuncia a realidade
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
• bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manoel Bandeira
EXERCÍCIOS
Texto 1:
Latifúndio
Não quero mais me lamentar
Mesmo porque
Não tenho mais de quê.
Se o sabiá voou
Ficou-me o bem-te-vi.
Se o amor acabou fica o estamos aí.
Eu tenho a grama do jardim
E mais
Tenho-me a mim
( Renata Pallottini. Noite afora. São Paulo:
Brasiliense, 1978, p.23)
Texto 2:
Latifúndio […] propriedade constituída de grande
extensão de terras, geralmente mal exploradas.
- Encicl. Os latifúndios são caracterizados pela ausência
de cultura ou por cultura de tipo extensivo, pela carência
ou extrema penúria dos investimentos fundiários, pela
falta de estradas e pelo agrupamento do habitat em
aldeias afastadas umas das outras.
(Grande enciclipédia Delta Larousse. Rio de Janeiro:
Delta, 1974)
Texto 3:
Morte e vida Severina (fragmento)
[ O retirante] Assiste ao enterro de um trabalhador de eito e
ouve o que dizem do morto os amigos que o levaram ao
cemitério.
- Essa cova em que estás,
Com palmos medida,
É a conta menor
Que tiraste em vida.
- É de bom tamanho,
Nem largo nem fundo,
É a parte que te cabe
Deste latifúndio.
- Não é cova grande
É cova medida,
É a terra que querias
Ver dividida.
- É uma cova grande
Para teu pouco defunto,
Mas estarás mais ancho
Que estavas no mundo.
(João Cabral de Melo Neto. Obra
completa. Marly de Oliveira (org.)
Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1994, p.183-184)
1- Os três textos fazem referência ao latifúndio. Todos
podem ser classificados como obras literárias? Por quê?
2) Escreva uma interpretação para o título-tea do texto 1,
com base na segunda estrofe e na definição de latifúndio
apresentada no texto 2.
3) Explique o sentido irônico que a palavra latifúndio
adquire no texto 3.
O TEXTO LITERÁRIO
• O texto literário é carregado de novos sentidos, pois é
sempre uma recriação. Ele é PLURISSIGNIFICATIVO
• Uma ideia, um sentimento, uma história podem ser
transformados em texto.
• Denotação (sentido real)
• Conotação (sentido figurado)
Organizá-lo em versos ou em prosa, explorar as
características de um gênero narrativo, lírico ou
dramático – são alguns dos recursos de que o escritor
dispõe para torná-lo literário.
Leitor de obra literária deve evitar dois riscos:
1 – Buscar uma única interpretação legítima e verdadeira,
por ser REDUTORA e anular a riqueza expressiva da
obra.
2 – Considerar que QUALQUER interpretação é válida.
Ela só terá validade se estiver pautada EM elementos DO
texto
NÍVEIS DE LEITURA
1) Leitura Superficial: compreensão dos elementos mais
imediatos e concretos do texto. Adquire-se o
significado LITERAL – DENOTAÇÃO.
2) Leitura em PROFUNDIDADE: interpretação dos
elements de significação literal. Busca do QUE o autor
QUER dizer.
Balada do amor através das
idades
Carlos D. Andrade
Eu te gosto, você me gosta
Desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
Troiana mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
Para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.
Virei soldado romano,
Perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
Encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
Caída na areia do circo
E o leão que vinha vindo,
Dei um pulo desesperado
E o leão comeu nós dois.
Depois fui pirata mouro,
Flagelo da Tripolitânia
Toquei fogo na fragata
Onde você se escondia
Da fúria de meu bergantim,
E te fazer minha escrava,
Você fezo sinal da cruz
E rasgou o peito a punhal…
Me suicidei também.
Depois (tempos mais amenos)
Fui cortesão de Versailles,
Espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira…
Pulei muro de convento
Mas complicações políticas nos levaram à
guilhotina.
Hoje sou moço moderno,
Remo, pulo, danço, boxo,
Tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
Boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é o que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
Eu, herói da Paramount, te abraço, beijo e
casamos.
Vocabulário:
Mouro: habitante da antiga região
Mauritânia
Tripolitânia: região da Líbia, que alcançou
época dourada em 190 d. C
Fragata: barco a vela de três mastros
Bergantim: embarcação antiga a remo.
Cortesão: homem que pertencia à corte
Boxar: boxear
Paramount: estúdio de cinema
• Leitura superficial do poema?
• Leitura profunda do poema?
• O namorado foi pirata mouro da Tripolitânia, no século XVIII,
e sua amada, sendo cristã, suicidou-se para que ele não a
raptasse. Isso é o que o texto diz literalmente. Sem o domínio
desse primeiro significado, não se passa ao profundo.
• O namorado, homem do sec. XX, identificando-se com os
personagens dos filmes a que assiste, imagina ser o herói
dessas aventuras. Podemos entender também que o poema
não fala de um caso de amor particular, mas do amor em
geral, de todas as épocas. Podemos ainda avançar a
interpretação e inferir que a balada ironiza as relações
amorosas de hoje, opondo, à visão que temos do amor de
outras épocas, heroico, cheio de aventuras e trágico, amor
prosaico dos tempos de liberdade sexual e igualdade de
gênero.
GÊNEROS LITERÁRIOS
Na Antiguidade Clássica os textos literários se
dividiam em três gêneros:
• GÊNERO LÍRICO
• GÊNERO DRAMÁTICO
• GÊNERO ÉPICO
GÊNERO LÍRICO
• Seu nome vem de lira, instrumento musical que
acompanhava os cantos dos gregos.
• Textos de caráter emocional, centrados na subjetividade
dos sentimentos da alma.
• Tem a presença do “ eu-lírico ” , a voz que fala no
poema. O emissor é personagem única desse tipo de
mensagem.
• Predominam as palavras e pontuações de 1a. pessoa.
• Segundo Aristóteles, a palavra cantada
EU-LÍRICO
É importante ressaltar que o “eu-lírico”
pode ser masculino
ou
feminino
INDEPENDENTE DO AUTOR.
Assim, podemos encontrar:
• Autor masculino ------- eu-lírico masculino
• Autor masculino ------- eu- lírico feminino
• Autor feminino ------- eu- lírico feminino
• Autor feminino ------- eu- lírico masculino
AUTOR MASCULINO – EU LÍRICO
MASCULINO
Ainda uma vez adeus...
Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei. Cruas âncias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!
AUTOR MASCULINO – EU LÍRICO
FEMININO
Com açúcar, com afeto (Chico Buarque)
Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa.
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
AUTOR FEMININO – EU LÍRICO
FEMININO
ANA CAROLINA – GARGANTA
[...]Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar
Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar
AUTOR FEMININO - EU LÍRICO
MASCULINO
Devolva-Me (Adriana Calcanhoto)
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor, meu bem!
O retrato que eu te dei
Se ainda tens, não sei
Mas se tiver, devolva-me!
Deixe-me sozinho
Porque assim
Eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz
RETOMANDO...
• GÊNERO LÍRICO:
• Tem a presença do eu-lírico – que é a voz que fala
no poema
- Expressa os estados de alma, as emoções , os
sentimentos vividos intensamente pelo eu lírico.
- Predomínio da 1ª pessoa
GÊNERO DRAMÁTICO
• Drama, em grego, significa "ação“ (representação)
• O Gênero Dramático se assenta em três eixos
importantes: o ator, o texto e o público sem o que não há
espetáculo teatral.
• Segundo Aristóteles é a palavra representada
• O Gênero Dramático compreende as seguintes
modalidades:
• Tragédia
• Comédia
TRAGÉDIA
É a representação de ações dolorosas da condição
humana.
A ação visa provocar no espectador piedade e terror,
terminando em geral de forma fatal. O objetivo era
provocar a "catarse“.
Ex." Édipo Rei“ de Sófocles
COMÉDIA
• De origem grega, apresentava originalmente
personagens de caráter vicioso e vulgar, que
protagonizavam atitudes ridículas.
• A comédia é uma sátira de comportamentos
individuais e coletivos com o intuito moralizante.
• Atualmente a comédia representa aspectos da vida
cotidiana como tema, provocando o riso.
OUTROS GÊNEROS
• Tragicomédia: modalidade em que se misturam
elementos trágicos e cômicos.
• Farsa: pequena peça teatral, de caráter ridículo e
caricatural, que critica a sociedade e seus costumes,
visando provocar o riso.
Ex. "Farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente.
GÊNERO ÉPICO OU NARRATIVO
• A palavra "epopéia" vem do grego épos, ‘verso’+
poieô, ‘faço’
• Significa narrativa em forma de versos, de um fato
grandioso e maravilhoso que interessa a um povo.
• O gênero épico: narrações de fatos grandiosos,
centrados na figura de um herói. Tem a presença de um
narrador
• Segundo Aristóteles, a palavra narrada.
• é provavelmente a mais antiga das manifestações
literárias.
• Surgiu quando os homens primitivos sentiram
necessidade de relatar suas experiências, centradas
na dura batalha de sobrevida num mundo caótico,
hostil e ameaçador.
OS ELEMENTOS ESSENCIAIS ...
• Na estrutura épica temos:
* narrador, o qual conta a história praticada por outros no
passado;
• a história, a sucessão de acontecimentos;
• as personagens, em torno das quais giram os fatos;
• o tempo, o qual geralmente se apresenta no passado
• o espaço, local onde se dá a ação das personagens.
• Neste gênero, geralmente, há presença de figuras
fantasiosas que ajudam ou atrapalham no curso dos
acontecimentos.
• Presença de mitologia greco-latina - contracenando
heróis mitológicos e heróis humanos.
• Quando as ações são narradas por versos, temos o
poema épico ou Epopeia.
• Dentre as principais Epopeias, temos:
• Ilíada
• Odisseia
GÊNERO NARRATIVO
• O GÊNERO NARRATIVO é visto como uma variante
do Gênero Épico, enquadrando, neste caso, as
narrativas em prosa.
• TIPOS DE NARRATIVA:
• Romance
• Novela
• Conto
• Crônica
• Fábula
1) O gênero lírico na maioria das vezes é expresso pela
(o):
( ) Poesia.
( ) Jornal.
( ) Cinema.
( ) Novela.
2) O gênero dramático geralmente é composto de textos
que foram escritos para serem encenados em forma de:
( ) Peça de teatro.
( ) Poesia.
( ) Novela.
( ) Conto.
Desencanto (Manuel Bandeira)
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
4) A que gênero pertence Desencanto, de Manuel
Bandeira? Porque se pode dizer que o poema é
representante desse gênero?
5) Você diria que a poesia de Manuel Bandeira é objetiva
ou subjetiva? Justifique sua resposta com trechos do
texto.
APOLO E DIONÍSIO E AS ESCOLAS
LITERÁRIAS
• Apolo: Apolo é filho do deus Júpiter – o pai dos deuses, filho
de Saturno – com a deusa Latona, personificação da noite.
Nascido em Delos – ilha emergida do mar por Neturno para
que Latona, livre da perseguição de Juno, pudesse dá a luz
aos seus filhos – Apolo é considerado o deus solar, o deus
profeta, o deus da inspiração, o deus da medicina.
• Apolo como divindade ética, exige dos seus a medida e, para
observá-la, o autoconhecimento. E assim corre, ao lado da
necessidade estética da beleza, a exigência do „Conhece-te
a ti mesmo‟ e „Nada em demasia‟
• Dionísio: se apresenta como este “novo”; o desmedido,
o auto-esquecimento, o grito estridente e a
espontaneidade se revelam como “nova verdade”, como
algo aprazível e digno de ser desejado e vivido.
• Dionísio é a personificação do vinho. Seu culto está
ligado ao desenvolvimento da vinicultura, por isso é
menos antigo que os demais deuses. À sua “pessoa”
atribuem a vinha, a hera, o tirso, a tarça e as máscaras
báquicas. Os três primeiros atributos fazem referência
diretamente a fabricação do vinho e aos efeitos que ele
produz
E ISSO QUER DIZER O QUÊ?
• Apolo:
- Postura objetiva, racional, analítica, fundamentada no real
- Associam-se a ele os gêneros dramáticos e épicos.
• Dionísio:
- Emoção, subjetivo, idealista.
- Associam-se os gêneros que extrapolam em lirismo
(Nietzche, Friedrich Wilhem. O nascimento da tragédia ou
helenismo e pessimismo. 2 ed. São Paulo: Companhia das
Letras, 2005)
Classicismo Arcad. Real/Natur./Parn.
Modernismo
Huma. Quinh.
Pré-
Moder.
Trova Barroco Romantismo Simbolismo
APOLO
Dionísio

Aula cursinho

  • 1.
    P R OF. M S . F L AV I A A N D R A D E LITERATURA
  • 2.
    O QUE ÉLITERATURA? • Significado do dicionário Aulete: 1 – Arte que usa a linguagem escrita como meio de expressão; 2 – Teoria ou estudo da composição literária; 3 – Conjunto de produções literárias de um país, de uma época, etc. Assim: Literatura é a arte de criar e compor textos, e existem diversos tipos de produções literárias, como poesia, prosa, literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica, literatura técnica, literatura portuguesa, literatura popular, literatura de cordel etc.
  • 3.
    LITERATURA E ARTE Oque é Arte? “ ‘Por que isto é arte?’ ‘O que é arte?’ Poucas perguntas provocarão polêmica mais acesa e tão poucas respostas satisfatórias. Embora não cheguemos a nenhuma conclusão definitiva, podemos ainda lançar alguma luz sobre estas questões. Para nós, arte é, antes de mais nada, uma palavra, uma palavra que reconhece quer o conceito de arte, quer o fato de sua existência. Sem a palavra, poderíamos até duvidar da própria existência da arte, e é um fato que o termo não existe na língua de todas as sociedades.
  • 4.
    No entanto, faz-searte em toda a parte. A arte é, portanto, também um objeto, mas não um objeto qualquer. A arte é um objeto estético, feito para ser visto e apreciado pelo seu valor intrínseco. As suas características especiais fazem da arte um objeto à parte, longe da vida cotidiana, em museus, igrejas ou cavernas. E o que se entende por estético? A estética costuma ser definida como ‘o que diz respeito ao que é belo’”. (H.W. Janson. História Geral da arte. Adaptação e preparação do texto para a edição brasileira. Maurício Balthazar Leal. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p.11-12.
  • 5.
    1 – Identifiqueas afirmações que podem ser corretamente deduzidas a partir do texto lido. a) Não existe um conceito de arte. Trata-se apenas de uma palavra utilizada para encobrir esse vazio conceitual. b) Se em nossa cultura existe a palavra arte e realidades identificadas como obras de arte, então existe um conceito e realizações humanas que concretizam esse conceito. Mas podemos duvidar de que seja um conceito universal, existente em todas as culturas. c) Para ser considerado obra de arte, um objeto deve ser belo, perfeito e adequado à utilidade prática para a qual foi produzido. d) Ao afirmar que o objeto estético é ‘feito para ser visto e apreciado pelo seu valor intrínseco’, Janson exclui da definição de arte as funções práticas e utilitárias que as obras possam ter.
  • 6.
    O QUE ÉO BELO? • Na Antiguidade, o Belo estava condicionado ao conceito de harmonia e proporção das formas. Por esse motivo, o ideal de beleza entre os gregos ganha forma na representação de seres humanos, vistos como modelos de perfeição. “O homem é a medida de todas as coisas”. PITÁGORAS
  • 8.
    MAS… O CONCEITOMUDA AO LONGO DO TEMPO
  • 10.
    A LITERATURA ÉUMA ARTE! A arte da Literatura existe há alguns milênicos. Entretanto, sua natureza e suas funções continuam sendo objeto de discussão, principalmente para os artistas. Como o homem tem anseios, necessidades, essas mudam com o tempo e suas criaçoes, na qual a Literatura se insere, também mudam. Assim, ela reflete seu modo de ver a vida e estar no mundo.
  • 11.
    Um obra literária– um poema, um conto, um romance… - tem algo em comum com um quadro ou uma canção, embora seja diferente desses. Obra de arte tem valor intrínseco. A obra literária também. Esses valores intrínsecos ou estéticos são construídos COM a palavra. Ela (RE) inventa a realidade.
  • 12.
    SONETO DE FIDELIDADE Detudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure . Vinícius de Moraes
  • 13.
    FUNÇÕES DA LITERATURA •Fazer sonhar, viver outros momentos históricos e outras vidas: Grito Negro Eu sou carvão! E tu arrancas-me brutalmente do chão e fazes-me tua mina, patrão. Eu sou carvão! E tu acendes-me, patrão, para te servir eternamente como força motriz mas eternamente não, patrão. Eu sou carvão e tenho que arder sim; queimar tudo com a força da minha combustão. Eu sou carvão; tenho que arder na exploração arder até às cinzas da maldição arder vivo como alcatrão, meu irmão, até não ser mais a tua mina, patrão. Eu sou carvão. Tenho que arder Queimar tudo com o fogo da minha combustão. Sim! Eu sou o teu carvão, patrão. JOSÉ CRAVEIRINHA
  • 14.
    • A Literaturaprovoca nossa reflexão “O Analfabeto Político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio, depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. Bertold Brecht
  • 15.
    • A Literaturanos diverte “Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré! A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer. A mansa dá sossegada, a braba levanta o pé. Já fui barco, fui navio, mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, só me falta ser mulher.” João Grilo (O Auto da Compadecida)
  • 16.
    • A Literaturanos ensina a viver Assim eu vejo a vida A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver. Cora Coralina
  • 17.
    • A Literaturadenuncia a realidade O Bicho Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. • bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. Manoel Bandeira
  • 18.
    EXERCÍCIOS Texto 1: Latifúndio Não queromais me lamentar Mesmo porque Não tenho mais de quê. Se o sabiá voou Ficou-me o bem-te-vi. Se o amor acabou fica o estamos aí. Eu tenho a grama do jardim E mais Tenho-me a mim ( Renata Pallottini. Noite afora. São Paulo: Brasiliense, 1978, p.23)
  • 19.
    Texto 2: Latifúndio […]propriedade constituída de grande extensão de terras, geralmente mal exploradas. - Encicl. Os latifúndios são caracterizados pela ausência de cultura ou por cultura de tipo extensivo, pela carência ou extrema penúria dos investimentos fundiários, pela falta de estradas e pelo agrupamento do habitat em aldeias afastadas umas das outras. (Grande enciclipédia Delta Larousse. Rio de Janeiro: Delta, 1974)
  • 20.
    Texto 3: Morte evida Severina (fragmento) [ O retirante] Assiste ao enterro de um trabalhador de eito e ouve o que dizem do morto os amigos que o levaram ao cemitério. - Essa cova em que estás, Com palmos medida, É a conta menor Que tiraste em vida. - É de bom tamanho, Nem largo nem fundo, É a parte que te cabe Deste latifúndio. - Não é cova grande É cova medida, É a terra que querias Ver dividida. - É uma cova grande Para teu pouco defunto, Mas estarás mais ancho Que estavas no mundo. (João Cabral de Melo Neto. Obra completa. Marly de Oliveira (org.) Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p.183-184)
  • 21.
    1- Os trêstextos fazem referência ao latifúndio. Todos podem ser classificados como obras literárias? Por quê? 2) Escreva uma interpretação para o título-tea do texto 1, com base na segunda estrofe e na definição de latifúndio apresentada no texto 2. 3) Explique o sentido irônico que a palavra latifúndio adquire no texto 3.
  • 22.
    O TEXTO LITERÁRIO •O texto literário é carregado de novos sentidos, pois é sempre uma recriação. Ele é PLURISSIGNIFICATIVO • Uma ideia, um sentimento, uma história podem ser transformados em texto. • Denotação (sentido real) • Conotação (sentido figurado)
  • 23.
    Organizá-lo em versosou em prosa, explorar as características de um gênero narrativo, lírico ou dramático – são alguns dos recursos de que o escritor dispõe para torná-lo literário. Leitor de obra literária deve evitar dois riscos: 1 – Buscar uma única interpretação legítima e verdadeira, por ser REDUTORA e anular a riqueza expressiva da obra. 2 – Considerar que QUALQUER interpretação é válida. Ela só terá validade se estiver pautada EM elementos DO texto
  • 24.
    NÍVEIS DE LEITURA 1)Leitura Superficial: compreensão dos elementos mais imediatos e concretos do texto. Adquire-se o significado LITERAL – DENOTAÇÃO. 2) Leitura em PROFUNDIDADE: interpretação dos elements de significação literal. Busca do QUE o autor QUER dizer.
  • 25.
    Balada do amoratravés das idades Carlos D. Andrade Eu te gosto, você me gosta Desde tempos imemoriais. Eu era grego, você troiana, Troiana mas não Helena. Saí do cavalo de pau Para matar seu irmão. Matei, brigamos, morremos. Virei soldado romano, Perseguidor de cristãos. Na porta da catacumba Encontrei-te novamente. Mas quando vi você nua Caída na areia do circo E o leão que vinha vindo, Dei um pulo desesperado E o leão comeu nós dois. Depois fui pirata mouro, Flagelo da Tripolitânia Toquei fogo na fragata Onde você se escondia Da fúria de meu bergantim, E te fazer minha escrava, Você fezo sinal da cruz E rasgou o peito a punhal… Me suicidei também. Depois (tempos mais amenos) Fui cortesão de Versailles, Espirituoso e devasso. Você cismou de ser freira… Pulei muro de convento Mas complicações políticas nos levaram à guilhotina. Hoje sou moço moderno, Remo, pulo, danço, boxo, Tenho dinheiro no banco. Você é uma loura notável, Boxa, dança, pula, rema. Seu pai é o que não faz gosto. Mas depois de mil peripécias, Eu, herói da Paramount, te abraço, beijo e casamos. Vocabulário: Mouro: habitante da antiga região Mauritânia Tripolitânia: região da Líbia, que alcançou época dourada em 190 d. C Fragata: barco a vela de três mastros Bergantim: embarcação antiga a remo. Cortesão: homem que pertencia à corte Boxar: boxear Paramount: estúdio de cinema
  • 26.
    • Leitura superficialdo poema? • Leitura profunda do poema?
  • 27.
    • O namoradofoi pirata mouro da Tripolitânia, no século XVIII, e sua amada, sendo cristã, suicidou-se para que ele não a raptasse. Isso é o que o texto diz literalmente. Sem o domínio desse primeiro significado, não se passa ao profundo. • O namorado, homem do sec. XX, identificando-se com os personagens dos filmes a que assiste, imagina ser o herói dessas aventuras. Podemos entender também que o poema não fala de um caso de amor particular, mas do amor em geral, de todas as épocas. Podemos ainda avançar a interpretação e inferir que a balada ironiza as relações amorosas de hoje, opondo, à visão que temos do amor de outras épocas, heroico, cheio de aventuras e trágico, amor prosaico dos tempos de liberdade sexual e igualdade de gênero.
  • 28.
    GÊNEROS LITERÁRIOS Na AntiguidadeClássica os textos literários se dividiam em três gêneros: • GÊNERO LÍRICO • GÊNERO DRAMÁTICO • GÊNERO ÉPICO
  • 29.
    GÊNERO LÍRICO • Seunome vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos gregos. • Textos de caráter emocional, centrados na subjetividade dos sentimentos da alma. • Tem a presença do “ eu-lírico ” , a voz que fala no poema. O emissor é personagem única desse tipo de mensagem. • Predominam as palavras e pontuações de 1a. pessoa. • Segundo Aristóteles, a palavra cantada
  • 30.
    EU-LÍRICO É importante ressaltarque o “eu-lírico” pode ser masculino ou feminino INDEPENDENTE DO AUTOR. Assim, podemos encontrar: • Autor masculino ------- eu-lírico masculino • Autor masculino ------- eu- lírico feminino • Autor feminino ------- eu- lírico feminino • Autor feminino ------- eu- lírico masculino
  • 31.
    AUTOR MASCULINO –EU LÍRICO MASCULINO Ainda uma vez adeus... Enfim te vejo! - enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te Que não cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri. Muito penei. Cruas âncias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado A não lembrar-me de ti!
  • 32.
    AUTOR MASCULINO –EU LÍRICO FEMININO Com açúcar, com afeto (Chico Buarque) Com açúcar, com afeto Fiz seu doce predileto Pra você parar em casa Qual o quê Com seu terno mais bonito Você sai, não acredito Quando diz que não se atrasa. Você diz que é um operário, sai em busca do salário Pra poder me sustentar, qual o quê! No caminho da oficina, há um bar em cada esquina Pra você comemorar, sei lá o quê!
  • 33.
    AUTOR FEMININO –EU LÍRICO FEMININO ANA CAROLINA – GARGANTA [...]Sei que não sou santa Às vezes vou na cara dura Às vezes ajo com candura Pra te conquistar Mas não sou beata Me criei na rua E não mudo minha postura Só pra te agradar
  • 34.
    AUTOR FEMININO -EU LÍRICO MASCULINO Devolva-Me (Adriana Calcanhoto) Rasgue as minhas cartas E não me procure mais Assim será melhor, meu bem! O retrato que eu te dei Se ainda tens, não sei Mas se tiver, devolva-me! Deixe-me sozinho Porque assim Eu viverei em paz Quero que sejas bem feliz Junto do seu novo rapaz
  • 35.
    RETOMANDO... • GÊNERO LÍRICO: •Tem a presença do eu-lírico – que é a voz que fala no poema - Expressa os estados de alma, as emoções , os sentimentos vividos intensamente pelo eu lírico. - Predomínio da 1ª pessoa
  • 36.
    GÊNERO DRAMÁTICO • Drama,em grego, significa "ação“ (representação) • O Gênero Dramático se assenta em três eixos importantes: o ator, o texto e o público sem o que não há espetáculo teatral. • Segundo Aristóteles é a palavra representada • O Gênero Dramático compreende as seguintes modalidades: • Tragédia • Comédia
  • 37.
    TRAGÉDIA É a representaçãode ações dolorosas da condição humana. A ação visa provocar no espectador piedade e terror, terminando em geral de forma fatal. O objetivo era provocar a "catarse“. Ex." Édipo Rei“ de Sófocles
  • 38.
    COMÉDIA • De origemgrega, apresentava originalmente personagens de caráter vicioso e vulgar, que protagonizavam atitudes ridículas. • A comédia é uma sátira de comportamentos individuais e coletivos com o intuito moralizante. • Atualmente a comédia representa aspectos da vida cotidiana como tema, provocando o riso.
  • 39.
    OUTROS GÊNEROS • Tragicomédia:modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. • Farsa: pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que critica a sociedade e seus costumes, visando provocar o riso. Ex. "Farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente.
  • 40.
    GÊNERO ÉPICO OUNARRATIVO • A palavra "epopéia" vem do grego épos, ‘verso’+ poieô, ‘faço’ • Significa narrativa em forma de versos, de um fato grandioso e maravilhoso que interessa a um povo. • O gênero épico: narrações de fatos grandiosos, centrados na figura de um herói. Tem a presença de um narrador • Segundo Aristóteles, a palavra narrada.
  • 41.
    • é provavelmentea mais antiga das manifestações literárias. • Surgiu quando os homens primitivos sentiram necessidade de relatar suas experiências, centradas na dura batalha de sobrevida num mundo caótico, hostil e ameaçador.
  • 42.
    OS ELEMENTOS ESSENCIAIS... • Na estrutura épica temos: * narrador, o qual conta a história praticada por outros no passado; • a história, a sucessão de acontecimentos; • as personagens, em torno das quais giram os fatos; • o tempo, o qual geralmente se apresenta no passado • o espaço, local onde se dá a ação das personagens.
  • 43.
    • Neste gênero,geralmente, há presença de figuras fantasiosas que ajudam ou atrapalham no curso dos acontecimentos. • Presença de mitologia greco-latina - contracenando heróis mitológicos e heróis humanos.
  • 44.
    • Quando asações são narradas por versos, temos o poema épico ou Epopeia. • Dentre as principais Epopeias, temos: • Ilíada • Odisseia
  • 45.
    GÊNERO NARRATIVO • OGÊNERO NARRATIVO é visto como uma variante do Gênero Épico, enquadrando, neste caso, as narrativas em prosa. • TIPOS DE NARRATIVA: • Romance • Novela • Conto • Crônica • Fábula
  • 46.
    1) O gênerolírico na maioria das vezes é expresso pela (o): ( ) Poesia. ( ) Jornal. ( ) Cinema. ( ) Novela.
  • 47.
    2) O gênerodramático geralmente é composto de textos que foram escritos para serem encenados em forma de: ( ) Peça de teatro. ( ) Poesia. ( ) Novela. ( ) Conto.
  • 48.
    Desencanto (Manuel Bandeira) Eufaço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. Eu faço versos como quem morre.
  • 49.
    4) A quegênero pertence Desencanto, de Manuel Bandeira? Porque se pode dizer que o poema é representante desse gênero? 5) Você diria que a poesia de Manuel Bandeira é objetiva ou subjetiva? Justifique sua resposta com trechos do texto.
  • 50.
    APOLO E DIONÍSIOE AS ESCOLAS LITERÁRIAS • Apolo: Apolo é filho do deus Júpiter – o pai dos deuses, filho de Saturno – com a deusa Latona, personificação da noite. Nascido em Delos – ilha emergida do mar por Neturno para que Latona, livre da perseguição de Juno, pudesse dá a luz aos seus filhos – Apolo é considerado o deus solar, o deus profeta, o deus da inspiração, o deus da medicina. • Apolo como divindade ética, exige dos seus a medida e, para observá-la, o autoconhecimento. E assim corre, ao lado da necessidade estética da beleza, a exigência do „Conhece-te a ti mesmo‟ e „Nada em demasia‟
  • 51.
    • Dionísio: seapresenta como este “novo”; o desmedido, o auto-esquecimento, o grito estridente e a espontaneidade se revelam como “nova verdade”, como algo aprazível e digno de ser desejado e vivido. • Dionísio é a personificação do vinho. Seu culto está ligado ao desenvolvimento da vinicultura, por isso é menos antigo que os demais deuses. À sua “pessoa” atribuem a vinha, a hera, o tirso, a tarça e as máscaras báquicas. Os três primeiros atributos fazem referência diretamente a fabricação do vinho e aos efeitos que ele produz
  • 52.
    E ISSO QUERDIZER O QUÊ? • Apolo: - Postura objetiva, racional, analítica, fundamentada no real - Associam-se a ele os gêneros dramáticos e épicos. • Dionísio: - Emoção, subjetivo, idealista. - Associam-se os gêneros que extrapolam em lirismo (Nietzche, Friedrich Wilhem. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2005)
  • 53.
    Classicismo Arcad. Real/Natur./Parn. Modernismo Huma.Quinh. Pré- Moder. Trova Barroco Romantismo Simbolismo APOLO Dionísio