O documento discute a interpretação de imagens de satélite, elementos-chave para a interpretação como tonalidade, textura e forma, e fatores a serem considerados na seleção de imagens como resolução, bandas espectrais e objetivos.
Agenda
• Interpretação deimagens
• Elementos e chaves de interpretação de imagens
• Seleção de Imagens de Satélite
3.
Agenda
• Interpretação deimagens
• Elementos e chaves de interpretação de imagens
• Seleção de Imagens de Satélite
4.
Interpretação de imagens
Podemosconsiderar as imagens
obtidas por satélites como dados que, para
serem transformados em informação,
necessitam ser analisados e interpretados.
5.
Interpretação de imagens
OQUE É?
•Significa identificar objetos nelas representados e dar
um significado para eles.
•Identificamos e traçamos elementos como:
•Estadas
•Rios
•Represas
•Mancha urbana
6.
Interpretação de imagens
•Quanto maior a resolução e mais adequada a
escala, mais direta e fácil é a identificação.
• Quanto maior a experiência do intérprete e o seu
conhecimento (temático/sensoriamento remoto
e da área geográfica) maior é o potencial das
informações que pode extrair da imagem.
7.
Interpretação de imagens
•O conhecimento sobre o objeto (ou tema) de
estudo (relevo, vegetação, área urbana, etc) é
fundamental.
• Exemplo: Um Engenheiro Florestal pode
conseguir extrair mais informações sobre uma
floresta por imagem de satélite do que uma
pessoa com outra formação.
8.
Com relação aosensoriamento remoto
é importante conhecer:
• Tipo de satélite: órbita, altitude, horário etc;
• Características do sensor utilizado: resolução,
faixa espectral, ângulo de visada, etc;
• Interação da energia eletromagnética com os
objetos;
• Fatores de interferência: período do ano,
horário, condições atmosféricas, umidade etc.
9.
O conhecimento préviode uma área
geográfica facilita o processo de interpretação e
aumenta o potencial de leitura de uma imagem.
Exemplo: caso do Seringueiros do Estado do Acre,
que, a partir de um ponto de referência conhecido,
identificam demais elementos da imagem com
facilidade.
Interpretação de imagens
10.
• Levantar emlivros, mapas e internet
informações prévias sobre a área.
UNIR, Campus de Presidente Médici – Estação de Piscicultura Carlos Matiaze
Interpretação de imagens
11.
• O trabalhode campo é indispensável para a
confiabilidade do resultado da interpretação.
UNIR, Campus de Presidente Médici.
• Existem objetosmais facilmente visíveis e
identificáveis numa imagem, em geral, relevo,
vegetação e espelhos d’água
• Mas há coisas que não são diretamente visíveis,
mas que podem ser estabelecida através da
análise da drenagem, de feições e formas de
relevo, destacadas da imagem, é possível
interpretar a geologia, os solos e os processos
relacionados.
Interpretação de imagens:
15.
Mas há coisasque não são diretamente visíveis,
mas que podem ser estabelecida através da
análise da drenagem, de feições e formas de
relevo, destacadas da imagem, é possível
interpretar a geologia, os solos e os processos
relacionados.
Interpretação de imagens:
16.
• Na maioriadas vezes, o resultado da
interpretação de uma imagem obtida por sensor
remoto é apresentado em forma de mapa
• Muitas vezes a própria imagem é utilizada como
mapa na qual assinalamos limites e objetos de
interesse como estradas, rios etc.
Interpretação de imagens:
17.
• A delimitaçãode objetos
pode ser realizada por
meio de um cursor. Com o
uso de um SIG, os limites
das classes são
armazenados em um
plano de informação e,
posteriormente, o mapa é
gerado.
Segmentação
18.
• Na interpretaçãode uma imagem impressa os
traços e delimitações são realizados em papel
vegetal, e não diretamente na imagem.
Segmentação manual
20.
• Existem softwaresde segmentação e
classificação automática de imagens, contudo o
conhecimento em interpretação de imagens é
fundamental para avaliar o resultado de uma
interpretação automática de imagem.
Segmentação automática
21.
• Exemplo deinterpretação de uma imagem digital TM-Landsat-5 na tela
do computador (a) e o resultado dessa interpretação (b). Em (a)
podemos observar as classes delimitadas em polígonos amarelo com
ajuda de um cursor. Em (b), o resultado da interpretação, com as classes
de vegetação em verde, e desmatamento, em amarelo.
22.
Agenda
• Interpretação deimagens
• Elementos e chaves de interpretação de imagens
• Seleção de Imagens de Satélite
23.
Elementos de interpretaçãode imagens
• Todas as imagens obtidas por sensores remotos
registram a energia proveniente dos objetos da
superfície observada.
• Independente de resolução e escala, as imagens
fornecem elementos básicos de análise e
interpretação, a partir dos quais se extraem
informações de objetos, áreas, fenômenos, etc.
24.
• Tonalidade/cor
• Textura
•Tamanho
• Forma
• Sombra
• Altura
• Padrão
• Localização
Elementos (ou variáveis) de
interpretação de imagens
25.
• A tonalidadecinza: variações de
energia eletromagnética refletida
representadas por variações nos
tons de cinza.
• Quanto mais energia refletir, maior
será a representação na cor branca;
• Quanto menos energia refletir, a
representação tende ao preto.
Tonalidade
26.
• A tonalidadecinza: variações de
energia eletromagnética refletida
representadas por variações nos
tons de cinza.
• Quanto mais energia refletir, maior
será a representação na cor branca;
• Quanto menos energia refletir, a
representação tende ao preto.
Tonalidade
27.
• Utilizada nainterpretação de imagens coloridas,
nas quais as variações de energias refletidas ou
emitidas pela superfície são representadas por
diferentes cores.
É mais fácil interpretar imagens coloridas do que
em preto e branco por conta das diferentes cores
captadas pelo olho humano.
Cor
Textura
• Refere-se aoaspecto liso ou rugoso de
determinado objeto de uma imagem, sendo
importante na identificação de unidades de
relevo.
• Textura lisa – indica relevos planos
• Textura rugosa – indica relevos acidentados
• Mirny, naSibéria - Rússia. O maior buraco do mundo, que é na verdade uma
mina de diamantes. O buraco tem 525 metros de profundidade e 1,25 km de
diâmetro. Na foto a seta aponta um caminhão.
34.
Formas
• De modogeral, estão divididas em:
• Irregulares – indicam objetos naturais (matas,
pântanos, florestas etc);
• Regulares – Indicam objetos artificiais,
construídos pelo homem (casas, campos de
futebol, áreas de reflorestamentos, áreas
agrícolas etc).
Sombras
Disponibilidade de fotosou imagens 3D facilitam
o processo de interpretação permitindo obter
informação sobre a altura de objetos.
Pela forma da sombra é possível identificar
objetos como pontes, chaminés, árvores, prédios e
feições do relevo.
39.
Em imagens 2Da altura de
alguns objetos pode ser
estimada pela sombra.
40.
• Imagem Landsat-5,da região
de Cruzeiro e Cachoeira
Paulista, no Vale do Paraíba.
41.
Padrão
É o arranjo,ou layout de
objetos em uma superfície. CNES/SPOT Aquicultura no município de
Cujubim, Rondônia – Google Maps
44.
Localização Geográfica
• Oconhecimento das características do local de
determinado objeto pode ajudar no processo de
identificação e interpretação.
Exemplo:
• Áreas urbanas podem ser identificadas por sua
proximidade de rodovias, rios e litorais.
• Conhecimento sobre o tipo de clima da região
evita confundir tipos de vegetação:
Cerrado X Caatinga
45.
Chaves – Modelosde interpretação
São modelos de interpretação elaborados a partir
de elementos que descrevem e caracterizam
determinado objeto.
Sistematizam e orientam o processo de análise e
interpretação de imagens.
São utilizadas como guia e ajudam na
identificação correta de objetos e feições
representados em imagens.
47.
Agenda
• Interpretação deimagens
• Elementos chaves de interpretação de imagens
• Seleção de Imagens de Satélite
48.
Seleção de Imagensde Satélite
• O tipo da imagem (resolução, banda,
composição colorida, data) deve ser selecionado
considerando os objetivos (clima, textura
topográfica, uso do solo) e as características das
áreas de estudo. Exemplo: Estudo da expansão
urbana de determinado local.
50.
Mapeamento de corposd’água
(exemplo)
• Na delimitação – Infravermelho próximo e de
micro-ondas;
• Qualidade da água – Região do visível;
• Manchas de óleo no mar – Micro-ondas são as
melhores;
• Rede de drenagem – medida indiretamente,
através do mapeamento da mata ciliar.