ATOMÍSTICA                                  Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




             http://groups-beta.google.com/group/digitalsource
ATOMÍSTICA                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga



       Ricardo Feltre   •    Setsuo Yoshinaga




             A T O M ÍS T IC A


                                                  Volume 2
                                                    Teoria e
                                                 Exercícios




                   SÂO PAULO ■ BRASIL
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                               FICHA CATALOGRÁFICA



                       [Preparada pelo Centro de Catalogação-na-fonte,

                               Câmara Brasileira do Livro, SP]



                            Feltre, Ricardo, 1928-


                   F        Atomística: teoria e exercícios |por| Ricardo Feltre
         374a
                            |e| Setsuo Yoshinaga. São Paulo, Ed. Moderna,
                   1974.
                            477p. ilust.
                            1. Átomos      2. Moléculas         I. Yoshinaga, Setsuo,
                            1937-     II. Título.
                                                                CDD-539
                                                                   -541.22
                   7                                               -541.24
         74-0086




                   Índices para o catálogo sistemático:

                1. Estrutura atômica: Química teórica 541.24
                2. Estrutura molecular: Química 541.22
                3. Física moderna: Ciências puras 539
                4. Química molecular 541.22


                                  É proibida a reprodução
                         total ou parcial deste livro, sob as
                         penas da lei.
ATOMÍSTICA        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


             PREFÁCIO
ATOMÍSTICA                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga



        ABREVIAÇÕES ADOTADAS, PELOS AUTORES, PARA OS
              NOMES DAS ESCOLAS SUPERIORES


        MEDICINA - USP       (até   1964)   -    Faculdade      de    Medicina    da
Universidade de São Paulo.

         CESCEM - Centro de Seleção de Candidatos a Escolas Médicas e
Biológicas da Fundação Carlos Chagas.

       EPUSP ou POLI - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
       ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

       FFCLUSP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de
São Paulo.

       EE MACKENZIE - Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie.

        FEI - Faculdade de Engenharia Industrial da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo.

        EES CARLOS - Escola de Engenharia de São Carlos              da Universidade
de São Paulo.

       EE MAUÁ - Escola de Engenharia Mauá.

        MEDICINA - Santa Casa - Faculdade de Medicina da Santa Casa               de
Misericórdia de São Paulo.

       FEF ARMANDO ALVARES PENTEADO - Faculdade de Engenharia                     da
Fundação Armando Alvares Penteado.

       ESQ OSWALDO CRUZ - Escola Superior de Química Oswaldo Cruz.

       ENE - Escola Nacional de Engenharia (Guanabara).

       MEDICINA - GB - Vestibulares         Unificados `as      Escolas de Medicina
(Guanabara e Rio de Janeiro).

       ENGENHARIA - GB - Vestibulares              Unificados    às     Escolas   de
Engenharia (Guanabara e Rio de Janeiro).
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                                                                                          ÍN D IC E
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CAPÍTULO      1 - introdução à atomística

    ONDAS ELETROMAGNÉTICAS                         ................................................... 15
             O que é onda eletromagnética ........................................ 15
             Tipos de ondas eletromagnéticas ....................................... 21
             Propagação das ondas eletromagnéticas............................ 23
    DESCARGAS ELÉTRICAS NOS GASES À ALTA PRESSÃO ........ 25
    DESCARGAS ELÉTRICAS NOS GASES À BAIXA PRESSÃO ...... 26
             Explicação do fenômeno .................................................... 27
             A ionização inicial ............................................................ 28
             Lâmpada fluorescente ........................................................ 28
    DESCARGAS ELÉTRICAS NO ALTO VÁCU0 .............................. 31
    RAIOS ANÒDICOS - AMPOLA DE GOLDSTEIN ......................... 33
    ESPECTRÓGRAFO DE MASSA .................................................... 35
    ISÓTOPOS - ISÓBAROS - ISÓTONOS ........................................ 37
    RAIOS "X" ..................................................................................... 40
    EXERCÍCIOS E TESTES .............................................................. 43
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CAPÍTULO     2 – radiatividade


    DESCOBERTA DA RADIATIVIDADE ............................................. 47
    NATUREZA DAS EMISSÕES ........................................................ 50
    LEIS DA RADIATIVIDADE ........................................................... 53
    CINÉTICA DAS EMISSÕES .......................................................... 59
            Velocidade instantânea de desintegração ......................... 60
            Constante radiativa ............................................................ 61
            Vida média ......................................................................... 62
            Período de semi-desintegração ou meia vida.................... 65
            Relação entre vida média e período
            de semi-desintegração ........................................................ 69
    FAMÍLIAS RADIATIVAS OU SÉRIES RADIATIVAS ...................... 72
    REAÇÕES DE- TRANSMUTAÇÃO ................................................. 77
    FISSÃO NUCLEAR ....................................................................... 85
    FUSÃO NUCLEAR ......................................................................... 99
    ELEMENTOS ARTIFICIAIS ............................................................ 102
            Carbono 14 ......................................................................... 102
            Iôdo radiativo ..................................................................... 103
            Cobalto 60 ......................................................................... 104
    EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................. 106


CAPÍTULO     3 - estrutura do átomo
    O ÁTOMO DE DALTON ................................................................ 121
    O MODELO DE RUTHERFORD - BOHR .................................... 123
            Contradição `a teoria de Rutherford ................................ 126
            A teoria de Bohr ................................................................ 126
            Distribuição eletrônica ...................................................... 135
            Os elementos de transição ............................................... 137
    A EVOLUÇÃO DA TEORIA DE RUTHERFORD - BOHR ............ 138
    PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO DE PAULI ........................................ 143
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    A MECÂNICA ONDULATÓRIA ....................................................... 144
    NÍVEIS, SUBNÍVEIS E ORBITAIS ................................................. 147
    REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E REGRA DE HUND .................... 156
    MEMORIZAÇÃO ATRAVÉS DO ESTUDO COMPARATIVO ........... 161
    HIBRIDAÇÃO ................................................................................. 166
    EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................. 176


CAPÍTULO     4 - ligações químicas

    LIGAÇÃO ELETROVALENTE ........................................................ 192
             Estrutura do cloreto de sódio .......................................... 198
             Estrutura dos cristais iônicos .......................................... 200
             Estrutura eletrônica dos íons ........................................... 201
    LIGAÇÃO COVALENTE . ................................................................ 202
             Teoria de Heitler - London ............................................... 203
             Orientação das ligações covalentes no espaço ................. 208
             Covalência coordenada........................................................ 210
             Principais elementos e número de elétrons
             na camada externa ............................................................ 213
             Contagem dos elétrons na camada, externa .................... 214
             Estrutura de hidretos moleculares ................................... 215
             Estrutura dos Óxidos moleculares .................................... 217
             Estrutura de ácidos oxigenados ........................................ 220
             Estrutura dos sais.............................................................. 223
             Ligação π (pi ....................................................................... 227
             Hibridações parciais ........................................................... 233
             Hibridações especiais ......................................................... 239
    LIGAÇÃO POLAR E MOLÉCULA POLAR ..................................... 244
             Eletronegatividade ............................................................... 244
             Ligação polar ..................................................................... 245
             Momento polar .................................................................... 247
             Molécula polar ................................................................... 249
             Constante dielétrica ........................................................... 251
             Ponte de hidrogênio............................................................ 253
             Ligação de Van der Waals ............................................... 257
             Fusão e dissolução de um sal ........................................ 263
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    ESTRUTURAS DAS MOLÉCULAS ............................................... 268
             Átomos que obedecem à regra do octeto ........................ 268
             Átomos que não obedecem à regra do octeto ................. 275
             Estruturas macromoleculares ............................................ 278
    PARAMAGNETISMO ...................................................................... 281
    RESSONÂNCIA ............................................................................... 284
    LIGAÇÃO METÁLICA ..................................................................... 290
             Teoria da "nuvem eletrônica"                  ou
             "gás eletrônico" ................................................................... 291
             Teoria das faixas eletrônicas ou
             bandas eletrônicas .............................................................. 293
             Retificador de corrente ...................................................... 302
             Transistores ........................................................................ 303
             Célula fotoelétrica ............................................................. 305
    CRISTAIS METÁLICOS ................................................................ 306
             Sistema cúbico de corpo centrado ................................... 306
             Sistema cúbico de face centrada .................................... 308
             Sistema hexagonal compacto ............................................. 309
    EXERCÍCIOS E TESTES .............................................................. 311


CAPÍTULO     5 - classificação periódica dos elementos

    HISTÓRICO .................................................................................... 333
    A MODERNA CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA ................................. 337
    AS ESTRUTURAS ELETRÔNICAS DOS ELEMENTOS ................. 341
    PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS ......................... 348
             Densidade ........................................................................... 348
             Volume atômico................................................................... 349
             Pontos de fusão .................................................................. 351
             Raios:      atômico, covalente, iônico e de
             Van der Waals .................................................................... 352
    POTENCIAL DE IONIZAÇÃO ........................................................ 356
             Definição de elétron-volt..................................................... 356
             Definição de potencial de ionização .................................. 357
             Variação dos potenciais de ionização................................ 358
    ELETRONEGATIVIDADE ................................................................ 360
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    PROPRIEDADES QUÍMICAS .......................................................... 368
            Natureza das ligações ........................................................ 368
            Hidretos ............................................................................... 370
            Óxidos.................................................................................. 370
    EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 372


CAPÍTULO     6 - óxido-redução


    CONCEITOS DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO .................................. 389
    OXIDANTES E REDUTORES ........................................................ 392
    NÚMERO DE OXIDAÇÃO.............................................................. 394
            Número de oxidação de íons............................................. 396
            Número de oxidação de átomos nas moléculas ............... 397
    AJUSTAMENTO DE COEFICIENTES PELO MÉTODO
    DE ÓXIDO-REDUÇAO ................................................................... 409
            Óxido-redução com 3 elementos ...................................... 416
            Presença da água oxigenada ............................................. 419
            Equações iônicas ................................................................ 421
    MONTAGEM DE EQUAÇÕES DE ÓXIDO-REDUÇÃO ................. 423
    EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 427


CAPÍTULO      7 - conceitos modernos de ácidos e bases


    CONCEITOS DE LOWRY - BRONSTED ....................................... 439
            Definições............................................................................. 439
            Ácidos e bases conjugadas ................................................ 441
    TEORIA DE LEWIS ....................................................................... 445
    FORÇAS DE ÁCIDOS E BASES .................................................. 447
            Definições e comparações................................................... 447
            Fatores influentes .............................................................. 451
            Efeitos de indução.............................................................. 452
            Caráter básico das aminas ................................................ 454
    EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 456
    RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS E TESTES................................. 469
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             orbitais atômicos
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                                   ONDAS               A
                         ELETROMAGNÉTICAS

       ________________________
       O que é onda
       eletromagnética?
       ____________________
       Em primeiro lugar vamos recordar o conceito físico     de onda.

       Imagine a onda no mar.




       Um barril flutua no mar onde a onda "não se quebra".

                                  A onda caminha   numa direção, mas o barril não
                      desliza sobre a superfície,o que prova que a água do mar não
                      se desloca no sentido da onda.
                                  O movimento que a onda vai causar é apenas de
                      fazer "subir e descer" o barril. Então, pode-se afirmar que a
                      onda possui energia para suspender o barril. Este "sobe" ao
                      receber energia e depois devolve a mesma energia ao mar
                      quando "desce".

                                  Nos desenhos ao lado está uma seqüência dos
                      movimentos do barril.

                                  Então:

                                  Onda é propagação de ENERGIA.


       Imagine agora um lago e os abalos (ondas causadas pela sucessiva queda de
"pedras" no centro do lago). Suponhamos que caem pe-
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          dras de modo periódico, vamos dizer de 10 em 10 segundos.




          Formam-se    círculos    concêntricos    equidistantes     que   se   propagam   na
superfície da água. Aquela parte "saliente" na superfície da água será chamada de
"avista" da onda. 0 que vemos não é senão um conjunto de "cristas" concêntricas
propagando-se na água a partir do ponto de queda da pedra.
          A distância entre duas cristas consecutivas corresponde ao comprimento de
onda X (lâmbda) que,no exemplo acima, é a mesma,qualquer que seja o "par de
ondas".
          Vejamos as ondas numa secção de perfil.




          Chamemos de "T" (período) ao tempo gasto para caírem duas pedras
consecutivas, que é igual ao tempo para passarem duas ondas consecutivas num
mesmo ponto. Então X será a distância percorrida pela onda no tempo "T".


          Sabendo-se que:
          espaço percorrido = velocidade x tempo


                                             λ =v . T


          Dizemos ainda que os pontos "A" e "B" da superfície são pontos em
concordância    de   fase,   ou   seja   ,pontos   que    executam    movimentos    análogos
simultaneamente.
          Então:
          _____________________________________________________________________
          Comprimento de onda (λ) é a menor distância entre dois pontos atingidos
pelas ondas e que se acham em concordância de fase.
          _____________________________________________________________________
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                                                   introdução à atomística -1


        Imagine agora uma rolha que se encontre flutuando na superfície do lago.
Ocorrerão oscilações na cortiça à medida que as ondas, passam.
        Vamos anotar o número de oscilações provocadas pelas ondas na unidade de
tempo. Marquemos um minuto como unidade de tempo.




        Ora, se cai no lago uma pedra de 10 em 10 segundos,teremos 6 pedras
e,portanto, 6 oscilações para a rolha num minuto. Este número      de   oscilações   é
chamado de freqüência das ondas.
        _____________________________________________________________________
        Freqüência (f) é o número de oscilações        produzidas pelas ondas, na
unidade de tempo.
        _____________________________________________________________________
        No caso anterior temos: f = 6 ciclos/minuto
        Podemos relacionar o período (T) com a freqüência (f).
        Vimos que:
        PERÍODO (T): é o tempo gasto para caírem duas pedras consecutivas, ou seja,
o tempo para repetir uma oscilação idêntica num mesmo ponto atingido pelas ondas.
        FREQÜÊNCIA (f): ê o número de oscilações produzidas pelas ondas, na
unidade de tempo.




        Ou seja, o período   é o   inverso   da freqüência. Voltando à fórmula de
propagação de ondas temos:




        substituindo
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         Daí se conclui que, quanto maior o (X), menor será a (f) das oscilações,já que
a velocidade de propagação é constante em determinado meio.
         Poderíamos fazer a seguinte comparação:
         Uma rolha "dança" na água (subindo e descendo) ao "ritmo" das pedras que
caem. Quanto mais depressa as pedras caem, mais depressa, "com maior freqüência"
oscila a rolha. Mas, então, formam-se ondas sucessivas umas muito próximas das
outras e diremos que "diminuiu o comprimento de onda" (menor distância entre 2
cristas consecutivas) .
         Vamos supor agora que a água do lago ou a água do mar se tornasse
"invisível". Iríamos, então, ver os objetos (barril, rolha, etc)   flutuando no espaço e
não numa superfície visível.
         Além disso, se nessa misteriosa "água invisível" houvesse propagação de
alguma onda, Iríamos ver os objetos oscilando. Poderíamos até "imaginar" os tipos de
onda que estariam se propagando nessa "misteriosa água".
         Pois bem, existem formas de energia que se propagam em forma de ondas
invisíveis.




         Seja um recipiente contendo água. Na superfície flutua uma rolha com um
prego. Do lado de fora fazemos oscilar um imã bastante forte.
         A rolha também irá oscilar com a mesma freqüência do Imã. É que quando o
Imã oscila, ele produz ondas invisíveis no espaço capazes de atravessarem o vidro e
fazer oscilar o prego. Estas ondas são denominadas "ondas magnéticas" e as
representamos por um conjunto de setas chamadas vetores "campo magnético" (H).
ATOMÍSTICA                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                        introdução à atomística-1
           Outro tipo de "onda invisível" é aquela produzida por cargas elétricas.




         Imagine um pêndulo de fio de seda que possui uma esfera carregada elétrica
mente (vamos supor com carga negativa).
         Balançando-se diante da esfera um bastão carregado positivamente, a esfera
tentará acompanhar o movimento do bastão.
         É porque o bastão, em oscilação, emite ondas invisíveis constituídas de
"ondas   elétricas" representadas por vetores denominados de "campos      elétricos"
(E).




         Na prática constata-se que, quando surge uma "onda elétrica", ela ê
acompanhada de "onda magnética" e vice-versa. Dizemos, então, que se trata de "onda
eletromagnética". Experimentalmente, sabe-se que o "plano dos campos elétricos é
sempre perpendicular ao plano dos campos magnéticos".




         A representação ilustrativa da onda eletromagnética seria:
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         ____________________________________________________________________________
         A onda eletromagnética é uma forma de energia constituída de campos
elétricos e campos magnéticos, em planos perpendiculares entre si, capazes de
propagar-se no espaço.
         ____________________________________________________________________________




         As ondas eletromagnéticas propagam-se em diversos meios e, no vácuo a
velocidade de propagação é de 300.000 km/seg, ou seja, 7,5 voltas em redor da Terra
num segundo.
         Graças às ondas eletromagnéticas podemos captar emissoras de rádio,
televisão, radar, etc.




         Apenas para termos uma idéia ilustrativa de onda eletromagnética, imagine
uma estação transmissora de rádio.




                                   ═════════════════
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                 introdução à atomística -1


         ___________________________________________
         Tipos de ondas eletromagnéticas
         ___________________________________________


         As ondas eletromagnéticas apresentam os comprimentos de onda numa vasta
gama de variação e, para cada faixa de variação, a onda eletromagnética recebe um
nome específico. Vejamos os principais nomes.




         Os raios cósmicos são constatados em qualquer parte do Universo, sendo
constituídos    de   partículas   subatômicas   de   altíssima    velocidade    e      "ondas
eletromagnéticas de X curtíssimo".
         Em seguida temos os raios gama, observados nos fenômenos quando se "toca
ou modifica a estrutura nuclear dos átomos". È o caso de fenômenos radiativos e
explosões atômicas que veremos adiante, onde são produzidas emissões de "raios
gama".
         Os raios-X são ondas eletromagnéticas que surgem nas "colisões de elétrons
contra anteparos duros".
         As ondas eletromagnéticas, nas faixas ultra-violeta, luz visível e infra-
vermelho, correspondem às "energias libertadas" pelos "saltos          de   elétrons   dentro
do átomo".
         Os raios infra-vermelhos são conhecidos popularmente como "calor                 de
irradiação” .
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        As ondas eletromagnéticas de comprimento maior surgem quando elétrons
num condutor sofrem "impulsos".
        Ê o caso das ondas hertzianas libertadas duma torre de transmissão. Lá,os
elétrons sofrem "impulsos" e libertam ondas eletromagnéticas.
        As ondas de F.M. (freqüência modulada) e de televisão possuem somente
alguns metros.


        Exemplos:


        o CANAL 9 da T.V. tem À = 1,5 metros
        o F.M. da Eldorado tem A = 3 metros


        As ondas de rádio estão numa faixa de A maior e temos 3 classes:
        A) ondas curtas 10--------- 200 metros.
        B) ondas médias 200 --------- 600 metros.
        C) ondas longas 600 --------- 1000 metros.
        Foi o cientista Hertz quem descobriu a existência de ondas eletromagnéticas.
Em sua homenagem, a unidade de freqüência ê denominada de "hertz".
        __________________________________________________________________________
        1 ciclo/segundo = 1 hertz
        1000 ciclos/segundo = 1 khz (ki1ohertz)
        1 milhão ciclos/segundo =1 Mhz (megahertz)
        __________________________________________________________________________


        Pode-se então caracterizar uma onda eletromagnética, exprimindo             o   seu
comprimento de onda "A" ou então, a sua freqüência (f).


        Lembre-se da relação:



        Quando    nada   se   fala   da   velocidade    de   uma    onda   eletromagnética,
subentende-se que a velocidade é de 300.000 km/seg (no vácuo = no ar) .


                                          EXERCÍCIOS


        (1) Você está sintonizando uma emissora que                opera   numa frequência
de 1.000 Khz. Qual o comprimento de onda dessas               emissões?




        RESPOSTA: são ondas de 300 metros.
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                                                         introdução à atomística-1


        (2)   Uma emissora de T.V.    utiliza-se de ondas de λ    = 2 metros, Qual
a freqüência dessa emissora?


        (3) Seja um rádio de uma faixa:




        Você está sintonizando uma estação quando no dial temos a posição
acima indicada.
        Seu rádio é um receptor de ondas:
        a) médias
        b) curtas
        c) longas
        d) F.M.


        __________________________________________________________________________


        propagação das ondas eletromagnéticas
        __________________________________________________________________________


        As ondas eletromagnéticas propagam-se em linha reta num meio homogêneo.
Ao penetrar noutro meio, pode ocorrer uma mudança de direção que se denomina
refração.
        Pode mesmo ocorrer reflexão das ondas eletromagnéticas.
        Se você mora num local vizinho a prédios altos, ou onde passam aviões, as
ondas de T.V. serão refletidas por esses obstáculos, provocando distúrbios no seu
receptor. (Fantasmas pelo prédio e ondulações da imagem pelo avião).
        Uma torre de emissão, de T.V. ou de rádio, geralmente emite ondas em todas
as direções, ou seja, ondas tridimensionais, formando se frentes esféricas de ondas.
(Lembre-se que, na água, a onda causada pela queda da pedra tinha propagação
bidimensional e tínhamos frentes de onda circulares).
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        Outro detalhe muito importante ê saber o aspecto energético das ondas
eletromagnéticas. Elas são emitidas de modo intermitente em forma de conjuntos
de ondas, que recebem o nome de "fótons".




        Resumindo: As ondas eletromagnéticas são emitidas de modo descontinuo,
em forma de quantidades bem discretas, denominadas de "fotons?
        A energia do fóton depende do seu comprimento de onda (A).
        Quanto maior o "X", menor será a energia. Podemos dizer, então, que a
energia do fóton é diretamente proporcional à freqüência da onda eletromagnética,já
que:



        Essa energia variável de cada fóton é denominada de "quantum" (no plural
"quanta"). Segundo o cientista Planck o quantum (q) cor responde a:
                                            _____________
                                            q = h . f
                                            _____________
        q = a energia do fóton
        h = constante de Planck = 6,62 x 1O-27 erg x seg
        f = freqüência da onda eletromagnética


        Portanto, cada fóton possui uma quantidade definida de energia. Assim,
quanto mais fótons num feixe de luz, mais intensa será a energia.


                                            EXERCÍCIOS
        (4) Qual a energia do fóton constituinte            da luz violeta   de 4000 Ǻ?




        (5)   Qual   é   a   energia   do   fóton   constituinte   dos   raios-X de λ=1Ǻ ?
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                                                         introdução à atomística -1




                       B       DESCARGAS ELÉTRICAS

                       NOS GASES À ALTA PRESSÃO



        São os gases: bons, regulares ou péssimos condutores de eletricidade?
        A resposta seria: "depende da pressão do gás".
        Estudemos, então, os 3 casos principais: à alta pressão, à baixa pressão e
no alto vácuo.
        De modo geral, os gases à pressão elevada (acima de 1 atm) comportam-se
como isolantes, isto é, oferecem grande dificuldade a passagem de elétrons.
        Veja,por exemplo,os fios de luz nos postes que, às vezes estão descobertos,
em contato com ar atmosférico (mistura gasosa) sem que ocorra descarga.
        É necessário grande diferença de potencial (AV) entre os pólos e ainda uma
pequena distância entre esses fios para ocorrer uma descarga à alta pressão.
        Exemplo: Vela de motor à explosão que utiliza alguns milhares de volts para
produzir a centelha.
        Quanto maior a distancia entre os eletrodos,exigem-se maiores tensões.




                                                              .
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            C          DESCARGAS ELÉTRICAS

        N O S G A S E S A B A IX A P R E S S Ã O

        Esses tipos de descargas são realizadas em tubos de Geissler
        Um tubo de Geissler é constituído de uma ampola de vidro possuindo 2
eletrodos. No interior da ampola pode-se colocar um gás qualquer a uma pressão de
1 a 30 mm Hg.




        Um    dos   eletrodos    é   ligado ao   polo negativo   e   será   chamado   de
"CÁTODO". Outro que é ligado ao polo positivo é chamado de "ÂNODO".
        A    diferença   de     potencial, necessária   para a descarga, depende      do
comprimento do tubo e da pressão interna.           Para um tubo de 40 cm e pressão
de 3 mm Hg, pode-se usar uma tensão de 60 volts, quando no seu interior temos
"vapor de mercúrio".
        Durante a descarga aparecerá uma boa luminosidade em toda região entre o
"cátodo" e o "ânodo" A cor da luz emitida depende da natureza do gás, da pressão
interna e da tensão utilizada.
        Descargas deste tipo são utilizadas em anúncios
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                                                         introdução à atomística-1


        luminosos e também nas lâmpadas fluorescentes.
        Uma particularidade dessas lâmpadas é que para iniciar a descarga exige-se
uma tensão elevada,a fim de provocar a ionização inicial das moléculas gasosas.
        ___________________________________
        A) EXPLICAÇÃO DO FENÔMENO


        Vimos no LIVRO I que as moléculas são formadas de átomos. Os átomos são
constituídos de núcleos e elétrons. Quando o tubo de Geissler ê submetido a
determinada tensão, dá-se a descarga,porque o "CÁTODO". emite elétrons.
        Na prática o cátodo ê um filamento incandescente, pois a elevada
temperatura facilita a emissão de elétrons.




        Os elétrons acelerados colidem com as moléculas do gás provocando
ionizações. Os íons dirigem-se para o"CÁTODO" (-) enquanto que os elétrons vão
para o "ÂNODO" (+).
        Dentro do tubo existem duas espécies de partículas em movimento:
        - elétrons no sentido cátodo     ânodo
        - Íons no sentido ânodo        cátodo


        Na realidade, além" das colisões elétron x molécula, ainda ocorrem, em menor
número, colisões de molécula que também produzem mais ionizações.
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        Os íons chegam até o cátodo, regenerando assim o elétron e voltando a ser
molécula neutra. Mas, uma nova colisão imediatamente provocará nova ionização.
        Nessas colisões, uma parcela de energia ê emitida em forma de ondas
eletromagnéticas que podem ser visíveis ou invisíveis.
        Utilizando-se gases diferentes, ou pressões variadas, podem-se obter os mais
deslumbrantes coloridos que enfeitam as avenidas na forma de anúncios luminosos.


        _________________________________
        B) A IONIZAÇÃO INICIAL


        Um tubo de Geissler de um metro de comprimento, contendo vapor de
mercúrio como gás residual, trabalha numa tensão de 100 volts aproximadamente.
        Mas, para haver descarga nessas       condições é necessário que já exista
considerável número de íons no gás.
        Como poderemos obter essa elevada ionização?
        - Os raios cósmicos que "chovem" em qualquer parte e, portanto, no local de
experiência causam uma pequena ionização do gás, mas isso é insuficiente para se
dar a descarga.
         - Um jato de elétrons,que ê lançado pela cátodo, é que realmente
inicia a descarga.


        A emissão inicial de elétrons exige condições especiais: "cátodo incandescente
e elevada tensão instantânea" de alguns milhares de volts.
        Na prática, como veremos adiante, o cátodo é um filamento incandescente
(como o das lâmpadas comuns) e a elevada tensão inicial é conseguida com          um
dispositivo chamado "reator".
        Uma vez iniciada a descarga, a tensão pode baixar sem prejudi car           a
continuidade da descarga elétrica.


        _______________________________________
        C) LÂMPADA FLUORESCENTE


        É um tubo de Geissler com algumas adaptações.
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                                                             introdução à atomística -1


         A parte interna do vidro é revestida com uma tinta fluorescente. Essa tinta
emite luz visível quando excitada por raios ultra-violeta.




         Como a lâmpada trabalha com corrente alternada, qualquer dos pólos é um
"ânodo-cátodo". Possui um filamento de tungstênio para facilitar a saída de elétrons
quando aquecido.
         Esquema da lâmpada no início da descarga
         No circuito existe um "REATOR" e um "STARTER".
         O reator destina-se a produzir uma alta-tensão inicial e a manter uma
tensão adequada para a descarga.
         O starter é uma chave automática . Ele fecha o circuito no início a logo
em seguida se abre interrompendo o circuito, onde ele foi colocado.
         Para uma lâmpada de 20 Watts temos o seguinte esquema:




         Inicialmente a corrente atravessa: reator, filamento, starter e outro filamento.
Os filamentos tornam-se incandescentes , facilitando a emissão de elétrons. Então,
desliga-se automaticamente o"S" (starter). Essa abertura do circuito provoca "alta
tensão" entre os filamentos,porque o reator está no circuito. (É preciso noções de
corrente alternada para entender minuciosamente o aparecimento da alta tensão). A
alta tensão instantânea provoca a ionização inicial que iniciará a descarga elétrica no
tubo. Dai por diante, o circuito que possui o starter ficará aberto e sem efeito.
         Pode-se mesmo substituir o "S" por uma chave elétrica, que ini
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         cialmente é fechada e, após alguns segundos, é aberta dando início a
descarga.
         É por este motivo que, quando ligamos o interruptor de uma lâmpada
fluorescente, ainda leva alguns segundos para ocorrer a descarga.
         Esse tempo necessário é para aquecer o filamento e esperar o "desliga" do
starter,que é realizado automaticamente após determinado tempo no circuito.
         A alta tensão inicial é capaz de "succionar" alguns elétrons das          moléculas
vizinhas ao ânodo.




         Durante a descarga da lâmpada, o gás (vapor de mercúrio) emite mais
intensamente luz ultra-violeta acompanhada de pequena quantidade de luz violeta. A
luz ultra-violeta (invisível) excita a tinta fluorescente e esta emitira então, a luz visível.
Dai o nome de lâmpada fluorescente.




         CONCLUSÃO:
         ____________________________________________________________________________
         Admitindo-se que os átomos possuem elétrons pode-se justificar porque
ocorrem descargas em tubos de Geissler.
         ____________________________________________________________________________




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                                                          introdução à atomística -1




              D DESCARGAS ELÉTRICAS
                                         NO ALTO VÁCUO

         As descargas desse tipo são estudadas na “ ampola de Crookes “ . Chama-
se"alto vácuo" uma atmosfera onde se tenta produzir o melhor vácuo possível. Hoje,
consegue-se alto-vácuo da ordem de l0-11 mm Hg.




         Entre o cátodo e o ânodo, estabelece-se uma tensão de alguns milhares de
volts.
         Observa-se, na região em frente ao cátodo, uma luminosidade esverdeada no
vidro.
         Em 1869, Hitterf demonstrou que a luminosidade era devida aos raios
provenientes do cátodo, pois, se colocasse uma placa metálica entre o cátodo e o vidro,
a luminosidade esverdeada do vidro iria desaparecer.
         Como somente o cátodo emitia esses raios, eles foram denominados "raios
catódicos".
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         Crookes demonstrou que os "raios catódicos" eram constituídos de partículas
de carga negativa, pois, sofrem deflexões diante de campos      elétricos    ou   campos
magnéticos.




         Esta evidência veio provar que o cátodo não emitia raios luminosos, mas sim,
"PARTÍCULAS DE CARGA NEGATIVA".
         Alguns anos depois, o cientista Thomson conseguiu determinar a massa
dessas partículas de carga negativa,constatando ser bem menor que o mais leve dos
átomos ,ou seja, mais leve que o átomo de hidrogênio.
         Ficou assim esclarecido que "EXISTEM PARTÍCULAS" mais leves que                o
"ÁTOMO", ou seja, que "0 ÁTOMO É CONSTITUÍDO DE PARTÍCULAS".
         As   partículas   constituintes   dos   raios   catódicos   foram    chamadas
de"ELÉTRONS"
         Inicia-se,assim, uma nova fase de pesquisa do interior do átomo e,
evidentemente, o abandono da teoria atômica de Dalton.
         Hoje sabemos que os raios catódicos são formados de elétrons. Os elétrons
caminham pelo condutor até o cátodo. Como a tensão é muito elevada, os elétrons
saem do cátodo com grande energia cinética rumo ao ânodo. Durante a trajetória, os
elétrons quase não perdem energia porque, no meio rarefeito,quase não há colisões
entre as partículas. No entanto, os elétrons não conseguem curvar sua trajetória e
acabam colidindo contra as paredes de vidro. Al, parte da energia cinética ê
transformada em energia luminosa. A seguir os elétrons são "succionados"             pelo
ânodo.
         ______________________________________________________________
         RAIOS       CATÓDICOS             SÃO     ELÉTRONS           ACELERADOS
         EMITIDOS PELO CÁT0DO.
         ______________________________________________________________
         Uma das importantes aplicações dos raios catódicos está na televisão. O tubo
de imagem da televisão é uma ampola de Crookes que possui o canhão                (cátodo)
capaz de, ordenadamente,      atirar elétrons
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                                                         introdução à atomistica -1


        contra a superfície interna do vídeo, onde     se encontra um revestimento
de tinta fluorescente.




        0 tubo de imagem da T.V. opera com uma tensão de aproximadamente
10.000 volts.




                            E         RAIOS ANÓDICOS

                                 ampola de Goldstein
        Em 1886, Goldstein fez experiências de descargas em ampolas contendo gás
numa pressão de 0,1 mm Hg aproximadamente. Utilizando cátodo perfurado,
observou que no prolongamento dos orifícios do cátodo formavam-se "focos"
luminosos. Sugeriu então que nessas descargas houvesse formação de partículas
positivas vindas da direção do ânodo, que foram denominadas "raios anòdicos".




        A evidencia de que os raios anódicos são constituídos de partículas de carga
positiva é que, passando-os em campos elétricos e em campos magnéticos, constatam-
se desviou no sentido oposto no dos raios catódicos.
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         A explicação do fenômeno é a seguinte:
         Os elétrons dos raios catódicos saem com grande energia cinética e podem
colidir com moléculas do gás residual, transformando-os em íons positivos .
         Estes íons são "atraídos pelo cátodo" e regeneram o elétron quando colidem
com o cátodo. No entanto, alguns       íons    atravessam o orifício e provocam colisões
na    parte   posterior do   cátodo.   Essas    colisões   serão   de íons   acelerados   x
moléculas     do   gás   residual, donde é emitida         energia em   forma   de   onda
eletromagnética luminosa. Então o ânodo "não emite raios anódicos.".




         ___________________________________________________________________________
         RAIOS_ANÓDIC0S são íons_do próprio gás residual que são repelidos pelo
ânodo e atraídos pelo cátodo.
         ___________________________________________________________________________
         Existem métodos para determinar a massa das partículas positivas dos raios
anódicos. Constatou-se que a massa das partículas positivas é incomparavelmente
maior que as partículas dos raios catódicos.
         Utilizando-se o hidrogênio como gás residual, foram obtidos raios anódicos,
constituídos de partículas cujas massas eram o mais leve possível em relação a outros
raios anódicos. No entanto, essa mais leve partícula positiva,até então conhecida, era
cerca de 1840 vezes mais pesada que o elétron.
         Para essa partícula, foi sugerido o nome de "PRÓTON", que ficou estabelecido
como unidade de carga positiva, (pois era a partícula de menor massa e menor
carga observada naquela época).


         EM RESUMO:
         A descarga numa ampola de Goldstein apresenta:
         - elétrons acelerados num sentido,(raios catódicos) e
         - íons positivos acelerados no sentido contrário,(raios anódicos).


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                                                            introdução à atomística -1




                               F      ESPECTRÓGRAFO

                                                           DE MASSA
         Uma das mais importantes aplicações dos raios anódicos é no espectrógrafo
de massa. Este aparelho permite determinar a massa do átomo.
         Um dos primeiros espectrógrafos de massa utilizado foi o espectrógrafo
de "ASTON".




         Na ampola onde se encontram o ânodo "A" e o cátodo "B" formam se os íons
positivos, ou seja , os raios anódicos do gás. Como O cátodo "B" tem uma fenda
vertical, muitos íons passam e alguns conseguem atravessar as fendas "C" "D". Entre
"C" e "D^' existe um fortíssimo campo elétrico que acelera bastante as partículas
positivas nesse trecho. Em "E" existe um fortíssimo campo magnético capaz de curvar
a trajetória dos raios positivos, fazendo-os colidir com   "F",   onde existe um filme
fotográfico.
         Conhecendo-se os valores dos campos elétricos e magnéticos, pode-se
determinar a massa do íon.
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        Se na ampola foi colocado gás de um elemento químico e, se no filme "F", são
obtidas duas ou mais impressões, pode-se concluir que existem partículas do mesmo
elemento químico com diferentes massas.
        Ora, essas partículas são íons, ou seja, átomos que perderam elétrons. Como
a massa do elétron é praticamente desprezível,conclui-se que,no elemento gasoso
utilizado na experiência, existem "ÁTOMOS COM MASSAS DIFERENTES". Os átomos de
diferentes massas,porém do mesmo elemento, serão chamados de "ISÔTOPOS", e sua
existência é constatada no espectrógrafo. (Maiores detalhes serão explanados no
próximo assunto.)
        Então, se no filme "F" tivermos a impressão:




        Conclui-se que,o elemento gasoso em estudo tem 3 isótopos


        Uma representação esquemática seria:




        O isótopo que incide em "A"       ê mais leve que aquele que incide em
"B" e "C".
        Quanto menor a massa do íon, maior será o desvio, ou seja, menor
será a curvatura da trajetória.




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                                                        introdução à atomística -1



                                                  G          ISÓTOPOS

                               ISÓBAROS-ISÓTONOS
        Veremos, nos capítulos II e III, os trabalhos de diversos cientistas que
possibilitaram melhor esclarecimento da estrutura atômica.
        Vamos no entanto adiantar que o átomo ê constituído de duas partes:
        a)   Núcleo: onde se encontram principalmente duas espécies de partículas:
"PRÓTONS e NEUTRONS". Eles possuem massas praticamente iguais. 0 próton ê o
responsável "pela carga positiva".
        b)   Eletrosfera: onde se encontram "ELÉTRONS", partículas de carga negativa
que contrabalançam as cargas positivas do núcleo. Os elétrons           têm massa
desprezível em relação aos protons e nêutrons.
        As propriedades químicas de um átomo são determinadas pelo número de
elétrons na eletrosfera, que é igual ao número de prótons do      núcleo,     também
chamado "NÚMERO ATÔMICO".
        Em outras palavras:
        "Átomos de mesmo número atômico possuem as mesmas propriedades
químicas".
        Os nêutrons são partículas "sem carga" e de massa aproximadamente igual
à do próton e se encontram nos núcleos dos átomos.
        Os prótons e nêutrons determinam praticamente amassa do átomo, pois os
elétrons têm massa desprezível em relação àquelas anteriores.
        CONVENÇÕES
        Z-------número atômico (número de prótons do núcleo).
        N-------número de nêutrons.
        A-------número de massa (soma de prótons + nêutrons do núcleo).
        Logo:             A = Z + N


        ISÓTOPOS: São átomos do mesmo elemento químico (mesmo número
atômico), porém,com diferentes números de massa (logo, de diferente número        de
nêutrons).
        ISÓBAROS:     São átomos de diferentes elementos (diferentes números
atômicos), porém, com o mesmo número de massa.
        ISÓTONOS: São átomos de diferentes elementos (diferentes números
atômicos),porém, com o mesmo número de nêutrons.
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       Sejam os átomos "1" e "2" que apresentam respectivamente:
       número de prótons    -----------Z1 e    Z2
       número de nêutrons -----------N1 e      N2
       número de massa       -----------A1 e    A2




       Representa-se o NÚMERO ATÔMICO e o NÚMERO DE MASSA de um
átomo do seguinte modo:




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                                                          Introdução à atomística -1


                                      EXERCÍCIOS

        (6) Examinemos os seguintes átomos:




        (7)   São dados três átomos, X, Y e Z. 0 átomo "X" tem número atômico 35 e
número de massa 80. 0 átomo "Z" tem 47 nêutrons sendo isótopo de "X". 0 átomo "Y" é
isóbaro de "Z" e isótono de "X". Quantos prótons tem "Y"?
        Foram dados:




                                            a = 37


        (8) Os elementos A, B e C tem números de massa consecutivos.
         "B" é isótopo de "A" e "A" é isótono de "C".
         0 átomo "B"     tem 21 nêutrons    e o átomo     "C" tem 22 prótons. Quais
são os números de massa dos átomos "A", "B" e "C"?


        (9)   Numa fileira horizontal da tabela periódica (período) os elementos A, B e
C são consecutivos. "A" e "B" são isóbaros é "C" e isótono de "B". 0 número de massa
de "C" é 197 e o elemento A tem 119 nêutrons.        Calcule os números       atômicos
desses elementos.


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                                                 H       RAIOS "X"


         Em 1895, o físico Wilhelm Konrad Roentgen anunciava a descoberta de raios
misteriosos capazes de atravessar diversos materiais que são opacos à luz.
         Roentgen estava fazendo experiências com uma ampola de "Crookes" em
plena descarga. Observou que alguns materiais, como uma placa coberta por sulfeto
de zinco, tornava-se fluorescente quando colocada nas proximidades da região de
colisão dos raios catódicos.




         A fluorescência do cartão permanecia, mesmo que entre       o   cartão e a
ampola    fosse colocada uma placa de papelão.
         A experiência surpreendeu -o    e   uma investigação mais meticulosa foi
iniciada a fim de esclarecer a causa da fluorescência.
         Então, foi montado o seguinte dispositivo.
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          Uma ampola de Crookes foi encerrada dentro de uma caixa de papelão. Do
lado externo, em frente ã região de colisão dos elétrons, foi colocado o material
fluorescente. Os raios misteriosos partiam daquela região de colisão, atravessavam o
papelão e vinham incidir no sulfeto de zinco, tornando-o fluorescente. Como Rôentgen
não conseguiu desvendar a natureza desses raios invisíveis, ele denominou os               de
"raios-X".
          Em 1912, através de difrações em cristais, foi provado que os "raios-X" são
ondas eletromagnéticas de " λ "muito curto.
          __________________________________________________________________________
          Raios-X      são   ondas   eletromagnéticas   que    surgem     na colisão de raios
catódicos contra anteparos duros.
          __________________________________________________________________________
          Logo    em    seguida, constatou-se    que    os    "raios-X"   eram   capazes   de
impressionar chapas fotográficas.
          Esta descoberta possibilitou "fotografar" o interior de muitos objetos opacos `a
luz, mas transparentes aos raios-X. Uma das aplicações                mais    notáveis dessa
descoberta foi na obtenção de radiografias.




          As primeiras aplicações na medicina foram no             diagnóstico    de fraturas
ósseas.
          Os "raios-X" atravessam facilmente .materiais constituídos de elementos de
baixo peso atômico. Então, o tecido ósseo que apresenta cálcio, de peso atômico 40,
(maior que os do "C", "H" e "N" , principais constituintes da pele, músculo e carne) é
mais opaco aos "raios-X".
          Os "raios-X" não conseguem atravessar o tecido ósseo e daí a mancha branca
da radiografia.
          Também é por este motivo que o chumbo de peso atômico 207, retém quase
que totalmente os "raios-X". Os operadores de aparelhos de "raios-X" utilizam aventais
de chumbo para proteger-se de eventuais radiações que escapam, pois um excesso de
"raios-X pode causar lesões internas gravíssimas no ser humano.
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        Quando uma televisão está ligada, do vídeo deste aparelho emanam
"raios-X". Porém são "raios-X"      de   comprimento   de onda (λ) maior que aqueles
utilizados em radiografias. Esses "raios-X", de"A" relativamente longo         (λ   = 100
Ǻ), são praticamente inofensivos.
        Os "raios-X" de muita energia e portanto, perigosos aos seres vivos, são os
"raios-X" denominados duros, de comprimento de onda curtíssimo (λ = 0,01 Ǻ). São
obtidos fazendo-se colidir raios catódicos bastante energéticos contra anteparos de
tungstênio. O anteparo é chamado "anti-cátodo".




        Numa ampola de vidro,como indica o esquema, faz-se o melhor alto-vácuo
possível. Utiliza-se uma tensão da ordem de 100.000 volts e um cátodo incandescente,
os quais produzirão raios catódicos de elevadíssima energia.
        Nos aparelhos de "raios-X"reais, o próprio ânodo já ê o anti-cátodo.
        A ampola ê envolvida por uma camada de chumbo que protege o operador dos
"raios-X" que poderiam se dispersar. Existe uma janela no envólucro de chumbo
por onde saem os "raios-X':.
        Uma das grandes contribuições científicas foi a aplicação de "raios-X" na
investigação de cristais, que possibilitou determinar distâncias entre núcleos de
átomos. Isto desencadeou o esclarecimento da estrutura da matéria.


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                                                          introdução a atomística -1

                            TESTES         E EXERCÍCIOS

        (10)-"Raios-Y" , "raios-X", "ultra-violeta" e "ondas curtas de rádio" são ondas
eletromagnéticas que apresentam freqüências na ordem:
        a) crescente
        b) decrescente
        c) crescente e depois decrescente
        d) constante
        e) nenhuma das respostas anteriores


        (11)-No item anterior,    naquela seqüência,     suas velocidades no vácuo
apresentam-se na ordem:
        a) crescente
        b) decrescente
        c) crescente e depois decrescente
        d) constante
        e) nenhuma das respostas anteriores


        (12)-Referindo-se ainda à questão 10,       aquelas ondas    eletromagnéticas
apresentam"λ" (comprimentos de onda) na ordem:
        a) crescente
        b) decrescente
        c) constante
        d) crescente e depois decrescente
        e) nenhuma das respostas anteriores


        (13)-Uma estação de radar emite ondas          com 30.000 Mhz.         Qual o
comprimento de onda dessas emissões?


        (14)-Qual a freqüência da luz de comprimento de onda: λ=5000Ǻ?

        (15)-Quantos ergs de energia possui um foton de uma emissão de
        λ = 1 micron?

        (16) - Seja (q1) a energia do foton de determinado "raios-X"          e (q2) a
energia do foton de "infra-vermelho". Pode-se afirmar que:
        a) q1 > q2
        b) q1 = q2
        c) q1 < q2
        d) não se pode comparar
ATOMÍSTICA         Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga



             ATOMÍSTICA
                                  capítulo 2
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                    radiatividade – 2




                                       A        DESCOBERTA

                                 DA RADIATIVIDADE
        A descoberta dos "raios X" causou um verdadeiro sensacionalismo no meio
cientifico. Alguns meses após a sua descoberta, os "raios-X" já eram empregados em
clinicas médicas.




        Lembremos que esses raios surgem na região esverdeada da ampola de
Crookes,ou seja, de onde seda a fluorescência no vidro pela colisão dos raios
catódicos.
        0 fenômeno da fluorescência despertou no cientista Becquerel a desconfiança
de que haveria uma correlação entre os "raios-X" e a fluorescência das substâncias.
Em outras palavras, Becquerel achou que as substâncias, quando fluorescentes,
emitem "raios-X".
        Ele se utilizou então de diversas substâncias fluorescentes ao ultra-violeta,
expondo-as a luz solar. (A luz solar contém uma dose de radiações ultra-violeta)
        Estas amostras eram colocadas sobre chapas fotográficas envolvidas por
papel negro. Então, a chapa fotográfica estava protegida dos raios da luz solar. Se a
fluorescência na amostra emitisse "raios-X" , então, estes atravessariam o papel negro
e iriam impressionar o filme.
        Após diversas tentativas, Becquerel observou que o sulfato duplo de potássio
e uranila K2U02(S04))2 era a única substância fluorescente          que    conseguira
impressionar o filme. Parecia que as previ
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         soes do cientista estavam confirmadas.
         Na ocasião em que Becquerel realizava experiências, ele teve que interrompê-
las em face dos dias chuvosos e nublados que se seguiram.
         Ele guardou numa gaveta o sal de urânio sobre uma chapa fotográfica. Como
não havia incidência de ultra-violeta no sal, este não poderia emitir "raios-X".
         Alguns dias depois, ao revelar por acaso aquele filme da gaveta, com surpresa
notou impressões muito mais intensas que nas suas experiências. Estava provado que
não era a fluorescência a causa das emissões estranhas análogas aos "raios-X".
Logo,foi evidenciado que o K2U02(S04))2 tinha a propriedade de, espontaneamente,
produzir emissões que atravessavam o papel negro e vinham decompor o sal de prata
do filme fotográfico.
         Assim, em 1896,Becquerel declarava que o sulfato duplo de potássio e uranila
emitia estranhos raios que, inicialmente, foram denominados              de "raios   de
Becquerel".




         A nova descoberta causou profundo interesse ao casal de cientistas Marie
Sklodowska Curie - Pierre Curie,que trabalhavam no laboratório de Becquerel.
         Eles acabaram descobrindo que a propriedade de emitir aqueles raios era
comum a todos os elementos que possuíam urânio, evidenciando assim que o
"elemento urânio era o responsável pelas misteriosas emissões".
         Para o fenômeno foi sugerido o nome de radiatividade" ou "radioatividade" que
quer dizer: atividade de emitir raios (do latim - radius).
         Constatou-se logo que a radiatividade tem muita semelhança com os "raios-
X" descobertos por Roentgen, sendo, por exemplo, capazes de ionizar gases ou ainda,
capazes de ser retidos por espessas camadas de chumbo.
         48
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                                                                    radiatividade - 2
        Isto é comprovado utilizando-se um eletroscópio elementar       de   folhas   de
ouro.




        Quando se encosta um bastão carregado (digamos positivamente) , as
lâminas de ouro se repelem. Se existe no interior do vidro um material radiativo, este
ioniza o gás e, rápida mente, descarrega o eletroscópio. fazendo com que as folhas de
ouro se reaproximem.
        Constata-se ainda que, quanto maior o teor de urânio na amostra, mais
rapidamente se descarrega o eletroscópio.
        Este aparelho, embora muito simples, foi utilizado pelo casal Curie durante
suas experiências.
        Para extrair o urânio., compravam minérios de diversas procedências.
        Um deles, apechblenda da cidade de Joachimsthal (hoje na Tchecoslováquia),
apresentava-se muito mais radiativo que ou trás amostras.
       Examinando o minério com cuidado, foi observado que uma das frações de
impureza extraída da pechblenda apresentava-se muito mais radiativa que o urânio
puro.
       Este fato fez com que o casal Curie desconfiasse da existência de um outro
elemento radiativo até então desconhecido. De fato, em 1898 eles conseguem isolar
um novo elemento radiativo, cerca de 400 vezes mais radiativo que o urânio.           Ao
novo elemento foi dado o nome de "Polônio" em homenagem à pátria de Mme.
Curie, natural de Varsóvia.
        As pesquisas continuaram e logo depois, o casal Curie anunciava a
descoberta de outro elemento muito mais radiativo que o Polônio          e    que     foi
denominado de "rádio".
        O rádio produz intensas emissões; as quais atravessam até mesmo camadas
de chumbo que seriam barreiras para os _ "raios-X": tornam muito fluorescentes
materiais como "sulfeto de zinco" ou "platino cianureto de bário". Estas emissões
exercem ainda efeito enérgico na destruição de células vivas. O próprio Becquerel que
carregou um tubo contendo sais de rádio, no bolso do paletó, quando se dirigia a uma
conferência, recebeu uma forte queimadura na pele que depois       se   degenerou em
forma de úlcera, levando meses para curar-se.
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        Hoje, o rádio é também empregado para fulminar células cancerígenas, em
virtude das suas enérgicas emanações radiativas.




        0    sal de rádio emite espontaneamente luz azul e calor.
                              ════════════════




                                  B       NATUREZA DAS

                                                           EMISSÕES
                                            Logo após a descoberta da radiatividade,
                                 os cientistas reconheceram que no fenômeno,havia
                                 emissão de "partículas" e "radiações'.
                                          Um        engenhoso       dispositivo         foi
                                 idealizado,como indica a figura.
                                          Num cilindro de chumbo é perfurado um
                                 poço. Ai dentro, coloca-se um material radiativo,
                                 por exemplo, polônio ou rádio.
                                          O material vai emitir radiatividade em
                                 todas as direções, porém, o chumbo estanca a
                                 propagação. Somente na direção do poço escapam
                                 as emissões.
                                          Colocando-se          placas        fortemente
                                 eletrizadas, cria-se um campo elétrico capaz de
                                 desviar a trajetória das radiações.
                                          No    entanto,   aparecem      3   direções   de
                                 propagação, o que se pode constatar colocando
                                 uma placa fotográfica ou um cartão flúorescente no
                                 plano (XY) (perpendicular à figura).
        50
ATOMÍSTICA                                              Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                                    radiativídade - 2
                                                                 CONCLUSÕES:


                                               A       emissão   radiativa      é    constituida       de
                                   partículas de carga positiva, partículas de carga
                                   negativa e radiações, hoje denominadas "ondas
                                   eletromagnéticas” .


                                               As       partículas    positivas,          que      foram
chamadas de "partículas alfa" (a), devem possuir massa elevada, já que, o desvio
produzido é bem menor em relação às outras partículas.
                                                   O famoso cientista Rutherford conseguiu
                                      demonstrar que as partículas (a) eram núcleos de
                                      átomo de hélio e,portanto constituídos de 2
                                      prótons + 2 nêutrons.
                                                   Num tubo barométrico de vidro espesso
                                      foi colocada uma cápsula                 contendo         sal    de
                                      rádio.
                                                   0     rádio   emite       partículas     "a",      que
                                      facilmente         atravessam      a    cápsula,      mas       não
                                      atravessam a espessa parede                    de    vidro      que
                                      forma o tubo.
         Após algum tempo, verificou-se que o nível de mercúrio abaixou (Ah),
informando a presença de gás no interior do tubo barométrico. A análise desse gás
revelou ser o gás hélio. 0 gás formou-se a partir das partículas (a) emitidas pelo rádio.




         As partículas negativas foram denominadas de partículas beta (β) e possuem
o mesmo comportamento dos raios catódicos. Desta forma,não restava dúvida: tratava
-se de "elétrons em grande velocidade".
         Estas partículas têm maior poder de penetração que as partículas (a) .
         As partículas (β) sofrem "desvio maior e em sentido oposto" , em relação às
partículas (α), pois são "partículas leves e de carga negativa".
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        Enquando as partículas (α) só atravessam alguns milímetros de madeira, as
partículas (β) chegam a atravessar alguns milímetros de aço.
        A energia dessas partículas depende também do átomo emissor. As partículas
emitidas pelos átomos de rádio são muito mais penetrantes que aquelas emitidas
pelo polônio.
        As emissões que "não eram desviadas" pela ação de campos elétricos ou
magnéticos foram denominadas de "raios gama" (y). Hoje sabemos que "os raios (y) são
ondas eletromagnéticas de (λ) curtíssimo, mais curtos que os "raios-X"e de grande
poder de penetração. Chegam a atravessar dezenas de centímetros de chumbo.
        Resumindo temos o seguinte esquema:




                A radiatividade é hoje detectada por um aparelho        denominado
        "contador Geiger" - posteriormente melhorado por Muller.
                                                                 Trata-se    de   um
                                              balão de vidro contendo um gás.
                                                      Quando as partículas e as
                                              radiações penetram no balão de vidro,
                                              ocorre uma ionização do gás.


                                                      Internamente, o balão cilín
                                              drico de vidro e revestido por uma
                                              folha metálica.
                                                      Existe um fio metálico que
                                             atravessa longitudinalmente o tubo de
                                             vidro.
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                                                                        radiatividade – 2


         Quando as emissões radiativas ionizam o gás, os íons produzidos são atraídos
para o fio metálico. Aí, eles recebem os elétrons provenientes do gerador. Os elétrons
que saltam na ionização do gás, são também atraídos pela parede metálica, que os
conduz para o gerador.
         EM RESUMO, uma pequena corrente elétrica aparece no circuito assim
esquematizado.    Esta   corrente   elétrica   produz    "impulsos"   que   podem     ser
transformados em ruidos num amplificador.




         Desta forma, podem-se "contar" os ruídos e deduzir o número de ionizações
que ocorrem na amostra. Os contadores comuns são sensíveis às partículas (β) e raios
(γ), principalmente.
         Existem diversos modelos desses aparelhos; fixos e portáteis de maior ou
menor sensibilidade.
         Uma das grandes aplicações é na prospecção de minérios radiativos.




                                                             C        LEIS DA

                                               RADIATIVIDADE
         0 cientista inglês Frederick Soddy partiu da hipótese de que a radiatividade
era um fenômeno conseqüente a uma instabilidade nuclear. Assim, um átomo
radiativo, após a emissão de uma partícula       (α)    ou   (β), iria transformar-se em
átomo de outro elemento.
         Verificou-se que, quando um átomo radiativo emite uma partícula (α ), ele se
transforma num elemento, cujo átomo recua "2 lugares na tabela periódica" e cuja
"massa atômica diminui de 4 unidades".
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        Assim,    Soddy   enunciou     uma    lei    conhecida         como    "1a.     lei da
radiatividade" ou "Lei de Soddy", hoje assim interpretada:
        ___________________________________________________________________________
        "Quando um átomo radiativo emite uma partícula (α), seu número atômico
diminui de 2 unidades e seu número de massa diminui de 4 unidades".
        ___________________________________________________________________________


        Com a colaboração de mais dois cientistas, foi descoberto que, quando um
átomo radiativo emite uma partícula (β) , o lugar desse átomo na classificação
periódica "avança de uma unidade" e a sua "massa atômica permanece constante".
        Esta foi a observação de onde resultou a "2a. lei da radiatividade", conhecida
como "lei de Soddy, Fajans e Russell", assim interpretada:
        ___________________________________________________________________________
        "Quando um átomo radiativo emite uma partícula (β), seu número atômico
aumenta de uma unidade e seu número de massa permanece constante".
        ___________________________________________________________________________


        Evidentemente, os enunciados dessas leis não tinham esses textos,pois,
naquela época, nem se admitia o átomo nuclear. Ainda se pensava no átomo "bolinha"
como aquela imaginada por Dalton. Então, não se podia falar em número atômico
e número de nêutrons.


        EXPLICAÇÃO ATUAL DA 1a. LEI


        As leis da radiatividade tornaram-se evidentes após                  a descoberta da
estrutura nuclear do átomo.
                                                       Como        a     partícula     (α)   é
                                             constituída de 2 prótons e 2 nêutrons,
                                             teremos uma diminuição de 2 prótons e 2
                                             nêutrons          no             núcleo         e,
                                             consequentemente,seu número de massa
                                             irá diminuir de 4 unidades.
                                                       A   saída        de     uma partícula
                                             do     núcleo provoca      simultaneamente      a
                                             emissão de raios gama pelo núcleo.
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                                                                   radiatividade - 2
        EXPLICAÇÃO ATUAL DA 2a. LEI


        Admite-se hoje a existência de neutrons instáveis no núcleo dos átomos
radiativos. Estes nêutrons desintegram-se, ocorrendo o seguinte:




        0 nêutron transforma-se em próton + elétron + neutrino, sendo que "apenas o
próton permanece no núcleo". O neutrino, por ser uma partícula muito leve e sem
carga, não é detectada nos contadores Geiger comuns. Neste curso iremos preocupar-
nos apenas com prótons e neutrons nas emissões (β).




                                       Apenas para ter uma idéia ilustrativa, pode-se
                              admitir que um neutron instável e aquele constituido
                              de um próton, um elétron e um neutrino.




                                            Ora, sempre que do núcleo sai um
                                 elétron, resulta que "um neutron" transforma-se
                                 "num próton". Então, o número atômico aumenta de
                                 uma unidade e o número de massa permanece
                                 constante, pois diminui um nêutron, mas em seu
                                 lugar aparece um próton, sem alterar então a
                                 contagem de "prótons + neutrons"


                                         Constata-se      experimentalmente     que,
                                 apenas os átomos de número atômico superior a 82,
manifestam a radiatividade natural. São aqueles elementos do fim, na Tabela
Periódica, incluindo também os artificiais. Os átomos de números atômicos menores
podem tornar-se radiativos, mas somente após terem seus núcleos bombardeados por
de terminadas partículas sub-atômicas.
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        ___________________________________________________________________________
        Radiatividade é a propriedade de os átomos emitirem partículas e radiações,
como conseqüência de uma instabilidade nuclear.
        ___________________________________________________________________________


        EQUAÇÕES DE DESINTEGRAÇÃO


        Sabendo-se que a partícula (α) é constituída de 2 prótons e 2 nêutrons, pode-
se escrever +2a4 nas equações de desintegração. Seja            o     tório     emitindo     uma
partícula (α) e transformando-se em rádio:




        Desta forma, os números de massa e os números de prótons ficam
balanceados.
        Do mesmo modo, quando um átomo emite uma partícula (β), pode--se
           β0
escrever: -1 . Isto quer dizer que o número de massa do átomo não se alterou e, se
subtrairmos uma unidade do número atômico do átomo resultante, obteremos o
número atômico inicial. Seja o tório transformando-se em protactínio:




        A equação geral para a emissão de "x" partículas                   (α) e"γ" partículas
(β) é a seguinte:
        (quando após essas emissões, um átomo        UX
                                                          V   transforma-se em pYq)




        EXERCÍCIOS
        (17)    0   átomo   92U235   emitiu   5 partículas          (α)   e 7   partículas    (β)
consecutivamente. Quantos nêutrons possui o átomo final?




        Resposta: 126 nêutrons
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                                                                         radiatividade - 2
        (18)   Quando o átomo de urânio de "Z" = 92 e "A" = 238 emite 5 partículas (α)
e 2 partículas (β)» qual o número de neutrons do átomo final?


        (19)     Quantos   (α)   e quantos        (β)    deve emitir o 91Pa231 para    se
transformar em 82Pb207?


        EQUAÇÃO GERAL DAS DESINTEGRAÇÕES - FORMULAS


        Vamos admitir que o átomo      UX
                                            V   emitiu "x" partículas (α) e "γ" partículas
(β), transformando-se no átomo pYq.
        A equação geral seria:




        Vamos adotar as seguintes convenções:




        A) CALCULO DE ∆A
        Os números de massa nos fornecem a seguinte equação:




        Logo_:
        "A diferença dos números de massa" entre os átomos inicial e final é
igual a "quatro vezes o número de emissões (a)".
        B) CÁLCULO DE AZ
        A equação dos números atômicos é:
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        Logo_:
        A diminuigão do número atômico para o átomo radiativo é igual a 2 vezes o
número de emissões (a), menos o número de emissões (8).


        C) CÁLCULO DE AN
        A diferença entre o número de nêutrons de "X" e "Y" é dada pelo cálculo:




        Então:




        Logo:
        A diminuição do número de nêutrons é igual ã soma das emissões (β)        oom o
dobro das emissões (a).


                                         EXERCÍCIOS
        (20)    Um átomo 89X emitiu partículas (α) e (β) transformando-se em 86Y com
perda de 13 nêutrons. Determinar o número de partículas (α) e (β) emitidas.
        RESOLUÇÃO:




        Resposta: (4α) e (5β) foram as emissões.


        (21)     Um átomo radiativo emitiu 5 partículas (α) e3 partículas (β).   Quantos
nêutrons foram diminuídos no seu núcleo?


        (22)    0 número de massa de um átomo radiativo diminuiu de 16 unidades e o
número de nêutrons diminuiu de 11 unidades,quando ocorreram emissões              (α)   e
(β) . Quantos (α) e quantos (β) foram emitidas?
ATOMÍSTICA                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                    radiatividade – 2



                                                 D          CINÉTICA

                                             DAS EMISSÕES
         Logo após a descoberta da radiatividade, a observação do fenômeno
demonstrou que se tratava de um fenômeno estatístico. Em outras palavras: nenhuma
previsão de "quanto tempo levara para desintegrar-se" pode ser feita para um
determinado átomo, mas se examinamos um número grande de átomos, pode-se
prever o número de desintegrações que ocorrerão em certo intervalo de tempo. Esta
previsão será tanto mais próxima da realidade quanto maior o número de átomos na
amostra.
         Apenas para um exemplo comparativo: se você perguntar a um indivíduo
quanto tempo ele viverá exatamente você não terá nenhuma resposta. Mas,
analisando-se uma cidade como S. Paulo, pode-se prever, aproximadamente, o
número de óbitos num mês. Isto é um fenômeno estatístico.
         Então, é absurdo querer prever quanto tempo levará para que, determinado
átomo de rádio por exemplo seja desintegrado. No en tanto, estudando-se uma
amostra de 1 grama de rádio, pode-se prever o número de emissões por minuto
nessa amostra.
         A) VELOCIDADE DE DESINTEGRAÇÃO




         Seja uma amostra radiativa possuindo n0 átomos iniciais.
         Vamos supor que este elemento possa emitir partículas (a) ou (β) Cada
partícula emitida será contada como uma unidade de emissão.
         Ao fim de um tempo "t" teremos "n" átomos que ainda não emitiram
nenhuma partícula.
         Então, o número de átomos que já emitiram é: n0 - n.
         Chamemos de:     ∆n = n - n0     (diferença entre o número      de   átomos
final e inicial.
         Vi-se que "∆n é sempre negativo".
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         Sendo "∆t" o tempo decorrido para que apareça       a diferença "∆n" pode-
se definir.



         A grandeza "v" é denominada velocidade de desintegração.
         Nota-se que sendo. " ∆n " sempre negativo, "v" será também negativo. Isto
quer dizer que,na amostra, o número de átomos está diminuindo".


         EXEMPLO:
         (23) Numa amostra de urânio observam-se 180 emissões_por minuto. Qual é
a velocidade de desintegração expressa em emissões/segundo?
         Então:




         OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
         É claro que um átomo após a emissão de (α) ou (β) não desaparece. Êle
continua na amostra podendo ou não efetuar mais emissões. No entanto,_para
simplificar o estudo, vamos admitir que uma vez que o_ átomo já emitiu,     ele não
pertence mais ao conjunto.
         E por isso que dizemos: à medida que os átomos vão emitindo, o número de
átomos restantes vai diminuindo no conjunto em estudo.




         A) VELOCIDADE INSTANTÂNEA DE DESINTEGRAÇÃO (vi)
         Chama-se, por definição,   "Vj_" ,   o   limite da expressão de velocidade
de desintegração, para " ∆t " tendendo a zero.




         (Lê-se derivada de n em relação a t)
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                                                                    radiatividade – 2


        B) CONSTANTE RADIATIVA (-C)


        Verificado que a radiatividade é um fenômeno estatístico, então, pode-se dizer
que, quanto maior o número de átomos na amostra, maior será a velocidade de
desintegração.
        Exemplo comparativo: Examinando o número de óbitos/ano numa cidade,
esse número será tanto maior quanto maior a população dessa cidade.
        Para cada elemento, pode-se determinar uma constante, que relaciona o
número de desintegração com a velocidade de desintegração.
        Para o mesmo elemento teremos:
        (0 sinal -     é porque a velocidade tem sinal negativo, ou seja, vai
diminuindo a quantidade de átomos na amostra.)




        Para o mesmo elemento teremos:




        (0 sinal -   é porque a velocidade tem sinal negativo, ou seja, vai
diminuindo a quantidade de átomos na amostra)
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        temos como conseqüência:




        Logo:
        "C" é a fração de átomos desintegrados na unidade de tempo.


        EXEMPLO:
        O radio tem a constante


        Isto quer dizer que numa amostra de rádio contendo 2300 átomos ,    após 1
ano, ter-se-ia desintegrado apenas um átomo.
        Evidentemente,         para um elemento, quanto maior      o valor da
        constante   mais radiativo será esse elemento.
        Sejam dois elementos




        Vê-se que "A" e" mais radiativo que "B", pois no mesmo tempo, "A"   emite o
dobro de "B", para o mesmo número de átomos.




        C) VIDA MÉDIA (Vm)
        A vida média da população do nosso pais é 34 anos. Isto não quer dizer que
todo brasileiro tem que morrer com apenas 34 anos. Para esse cálculo, foi computado
o tempo de vida de todos os indivíduos e o valor médio caiu bastante, em face da
grande mortalidade infantil no nordeste.
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                                                                   radiatividade – 2


        De modo análogo, calcula-se a vida média de um elemento radiativo. Sejam 5
átomos de rádio que para emitir partículas (α) levaram:




        Para esses cinco átomos a vida media é:




        Na verdade, uma amostra radiativa,por menor que seja, tem um enorme
número de átomos.
        Logo




        'Esta ê a definição de vida média.


        Na prática, a vida média é calculada a partir da constante radiativa,
baseando-se num dos axiomas da probabilidade.
                                               Imagine 100 esferas numeradas de 1 a
                                      100, dentro daquele cesto utilizado no jogo de
                                      BINGO.
                                               Vamos supor que, em cada hora,é
                                      sorteado um número. Consideremos que a
                                      esfera premiada voltará ao cesto, concorrendo
                                      novamente para o novo sorteio.
                                               Então, pode-se dizer que de cada 100
                                      esferas, uma é sorteada, em cada hora. Ou
                                      seja:




        (C é a constante do sorteio para as esferas).
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         A probabilidade média de determinado número ser sorteado é de 1/100, ou
seja, em média, de cada 100 jogadas (100 horas), aquele número escolhido sairá uma
só vez. Levará em média 100 HORAS para um escolhido número sair.
         Estatisticamente temos:




         Em outras palavras, cada esfera terá que esperar em média 100 horas       para
sair (pode sair antes ou mesmo depois de 100 horas).
         A relação acima é um "axioma da probabilidade".
         Se o leitor não conseguiu acertar a relação acima, vamos pensar de outra
forma. Você aceita que valor médio num fenômeno estatístico ê um valor hipotético,
admitindo-se condições de igualdade para qualquer elemento da amostra.
         Então, vamos supor que todas as esferas vão permanecer exata mente o
mesmo tempo dentro do cesto até serem sorteadas. Isto seria possível com certeza, se
a retirada não fosse ao acaso. Vamos, então, tirar as esferas na ordem 1, 2, 3, ..., até
100. "Lembre-se de que cada esfera retirada voltará logo ao cesto e que, em cada 1_
hora, retira-se apenas 1 esfera".
         Escolhido certo número, este somente sairá de 100 em 100 horas, e todas as
esferas teriam esperado 100 horas dentro do cesto para então sairem novamente. Este
é o valor, médio, pois todas as esferas teriam o mesmo ritmo de retirada.
         Diríamos então, que a vida média de permanência das esferas, para serem
sorteadas, é de 100 horas, mesmo para o processo de retirada ocasional.
         Se tivéssemos 200 esferas numeradas de 1 a 200, a constante de retirada
seria:

                            e a vida média seria de 200 horas.
         Voltemos agora ao exame de uma amostra radiativa. O elemento rádio tem
constante:



         Isto quer dizer que,de cada 2300 átomos de rádio, em 1 ano ,a probabilidade
é de ocorrer uma desintegração.




         então, teremos vm = 2300 anos
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                                                                   radiatividade-2


        Em outras palavras, numa amostra de rádio em exame, já existem átomos em
desintegração e daqui a 5.000 anos ainda existirão átomos não desintegrados nessa
amostra, mas a média de duração será de 2300 anos. Ou ainda, muitos átomos irão se
desintegrar muito antes de 2300 anos, muitos irão durar mais que 2300 anos, mas a
media prevista é 2300 anos.




        C) PERÍODO DE SEMI-DESINTEGRAÇÃO OU MEIA-VIDA (P)


        Definição:
        Seja uma amostra com n0 átomos radiativos iniciais.
        Após certo tempo, teremos n0/2 átomos não desintegrados.
        Definiremos esse tempo de "P", período de semi-desintegração.
        Note-se que esse tempo, para que sejam desintegrados 50% dos átomos da
amostra, independe do número global de átomos iniciais, desde que sejam amostras
do mesmo elemento, pois v = C.n (quanto mais    átomos, maior será a velocidade
de desintegração).
        Se continuarmos observando a amostra inicial, é de se prever que, ap5s mais
um período,, teremos uma desintegração de mais 50% dos átomos restantes. Isto quer
dizer que, em relação ao n0, teremos como átomos restantes apenas n0/4; após um
período, teremos apenas n0/8 átomos e assim sucessivamente.




        Na prática, um átomo que produziu uma emissão continuará junto aos outros
átomos. Por questão de simplificação didática vamos, teoricamente, considerar
excluídos da amostra os átomos que já produziram emissões.
        Daí na figura, aparecerem as amostras com uma diminuição de átomos com o
decorrer dos períodos, pois estamos englobando apenas os átomos que ainda não
produziram emissões.
        Para cada período "P"que passa, teremos uma diminuição         de   50% da
amostra, que continuamente vai diminuindo,      até chegar a uma quantidade tão
pequena, onde não valem mais as previsões probabilísticas.
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         Passados "x" períodos, teremos            genericamente   "n"   átomos
         restantes na amostra. Note-se que, se consideramos os números de átomos
na amostra em intervalos de um período, esses números constituem uma progressão
geométrica (P.G.) de razão 1/2.
         Uma progressão pode ser representada por:
         A1, a2, a3, ... ak, quando temos k termos.
         Como no instante inicial temos "n0" átomos, sendo n0 já, o               a1 (1º.
termo da P.G.) e ainda com zero período, verifica-se que:
         Ordem do termo da "P.G." = (número de períodos transcorridos + 1)
         ou então:



         0 primeiro termo da "P.G." é o "n0"          e o último termo é o "n" que
corresponde ao "ak".


         Ora:




         (Obs.:   "n"   pode   representar   também a mass a final   de uma amostra
radiativa).
         Pode-se relacionar o número de períodos com o tempo observado:
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                                                                 radiatividade - 2
        "p" é o tempo correspondente a um período, expresso       em    anos, dias,
horas, etc.
        "x" é o número de períodos transcorridos.
        "t" i o tempo de observação na mesma unidade de "p".
        As duas fórmulas utilizadas para a resolução de problemas são:




                                     EXERCÍCIOS


        (24) Quanto tempo levará para que, uma amostra radiativa de 28 gramas e de
período de semi-desintegração 17 horas, fique reduzida a 1,75 gramas?
        Resolução:




        (25) Certa amostra radiativa produz 8000 emissões por minuto. Após 60
horas, constata-se que o número de emissões acusadas num contador Geiger cai para
250 por minuto. Qual é o período de semi desintegração dessa amostra?
        Temos:
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        Então:



        Resposta: 12 horas
        (26)    0 período de semi-desintegração do isótopo radiativo Na24 é 15 horas. 0
tempo necessário para que 50 gramas desse elemento fique         reduzido    apenas    a
3,125 g é:
        a)     16 horas
        b) 240 horas                              d) 120 horas
        c)     60 horas                           e) 100 horas


        (27)    Quanto tempo levará para que       seja   desintegrado    87,5%de uma
amostra radiativa de período de semi-desintegração de 14 dias?


        (28)      Quando o 90Th227 transforma-se em 88Ra223 com a emissão de
partículas (α), o período de semi-desintegração é de 19 dias. Após 76 dias de
observação de uma amostra de 90Th227, qual é a porcentagem           da     porção   não
desintegrada?


        (29) 0 período de semi-desintegração é de           6 horas, quando o Ac228
emite partículas     (β).   Quanto tempo levará para que 10 g dessa amostra
fique reduzida apenas a 2 g? (dado: log 2 = 0,3)




        (30) Quando o Ra226 emite partícula (α), o período de semi-desintegração é de
1590 anos. Quanto tempo levará para que a amostra de 100 g               fique reduzida
apenas a 8 gramas? (dado: log 2 = 0,3)


                                   ══════════════════
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                                                                       radiatividade - 2
        E) RELAÇÃO ENTRE VIDA MÉDIA, Vm
        E PERÍODO DE SEMI-DESINTEGRAÇÃO, P


        Pode-se deduzir, com recursos da Matemática Superior,que:




        A dedução da fórmula será dada apenas corno uma curiosidade para os
leitores que já tenham estudado cálculo diferencial e integral (Curso Superior).
        Para os alunos secundários: SÓ ACREDITEM NA FORMULA E ESQUEÇAM A_
DEDUÇÃO.
        Sabemos que      a velocidade de desintegração instantânea é:
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       Então, a formula geral será:




       Onde:
       n0 -> número de átomos ou massa inicial
       n   -> número de átomos ou massa após o tempo “ t”
       C    -> constante radiativa
       t    -> tempo decorrido
       Trata-se de uma função exponencial decrescente.
       Façamos    um gráfico para relacionar o    n com       o   tempo, representando
alguns pontos importantes como: 1IP, 2P,   3P,    ..., etc.




       Vamos     analisar um instante, por exemplo "IP", quando temos apenas
nn/2 átomos.
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                                                                      radiatividade – 2




                                         EXERCÍCIOS


        (31) Qual é a constante radiativa do 84Po210, quando se transforma em
82Pb206, sabendo-se que o período de semi-desintegraçao é de 140 dias?
        Resolução:




        Isto vem informar-nos que,de cada 200 átomos em média,desintegra-se
1 átomo por dia.


        (32) 0 urânio - 238 tem constante radiativa C = 1,53 x IO-10 anos, quando se
transforma em tório. 0 período de semi-desintegração do urânio é:




        (33)       Para o radônio - 222     transformar-se em polônio - 218,         a
constante radiativa é de 1/130          hora-1.
        Pergunta-se
        a) o período de semi-desintegração do radônio - 222.
        b)     o    tempo necessário   para que   10   gramas    de   radônio   fiquem
reduzidas apenas para 1,25 g.


        (34)       Certa amostra de radio tem velocidade    de   desintegração 10.000
átomo/ano. Sua constante radiativa é 1/9           ano-1. Pedem-se:
        a) o número aproximado de átomos na amostra.
        b)     o    tempo necessário para que     a velocidade   de   desintegração se
reduza para 2500 átomo/ano.
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         (35)   Certa amostra radiativa tem vida média de "x" anos.          Após anos
de observação:
         a) metade dos átomos já se desintegrou
         b) menos que metade já se desintegrou
         c) todos os átomos já se desintegraram
         d) mais da metade dos átomos já se desintegrou
         e) nenhuma das proposições acima pode ser afirmada


                                    ════════════════




                 E        FAMÍLIAS RADIATIVAS

                      OU SÉRIES RADIATIVAS

         Em primeiro lugar, vamos interpretar o significado da palavra "família" entre
os seres humanos.
         Às pessoas são da mesma família quando, as existências desses indivíduos
estão interligadas.
         Se na natureza realmente o ser humano partiu de "Adão e Eva", todos os
humanos pertencem a uma única família.
         Segundo as pesquisas realizadas no estudo da origem dos átomos radiativos,
conclui-se que existem apenas 3 famílias ou séries radiativas naturais.
         Isto quer dizer que todos os átomos radiativos naturais existentes surgiram
de apenas 3 espécies de átomos radiativos.
         As três séries radiativas são encabeçadas pelos seguintes átomos:
         a) série do Urânio-----------inicia com 92U238
         b) série do Actínio---------inicia com     92U
                                                          235


         c) série do Tório -----------inicia com    90Th232




         Aqui,nos átomos, não é necessário "um casal" de átomos para originar outro
átomo.
         Quando o átomo de urânio 92U238 emite uma partícula α, ele se transforma
em 90Th234, este se emitir uma partícula β transforma-se em 91Pa234 e assim
sucessivamente até se transformar em chumbo estável.
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                                                                                   radiatividade – 2


        Acontece que nem todos os átomos sofrem desintegrações simultâneas. O
U238 tem período de semi-desintegração 4,56 x IO9 anos. Recordando                       o   que   é
período de semi-desintegração,subentende-se que:




        A qualquer instante temos átomos se desintegrando. No entanto, para se
extinguirem todos os átomos da amostra levaria um tempo infinitamente grande.
        Isto explica a existência de "velhíssimos" átomos de urânio, ainda                      hoje
encontrados na natureza,sem ter produzido emissões.
        Resumindo:
        Na natureza apareceu inicialmente uma multidão de átomos radiativos,
porém, pertencentes a um dos três tipos de elementos radiativos: U238, U235 e Th232
(talvez houvesse outros já extintos).
        Muitos deles ainda existem inalterados, de prontidão para produzir emissão a
qualquer momento; outros já emitiram e se encontram atualmente em forma de outro
átomo radiativo ou já na forma de chumbo estável.
        Então, é de se prever que os átomos radiativos naturais vao se esgotando dia
a dia. Levar-se-á muito e muito tempo mas, chegará o dia em que todos os átomos
radiativos naturais se terão transformado em chumbo.
        As três séries radiativas encabeçadas por U238, U235 e Th232 foram
respectivamente denominadas séries do urânio, actínio e tório.
        92U
              238--------------------------------------------      Pb
        92U235     ------------------------------------ -----       Pb
        90Th
               232----------------------------------------   --    Pb


        ____________________________________________________________________________
        Série       ou    família      radiativa é o          conjunto de átomos         que estão
relacionados por sucessivas desintegrações.
        ____________________________________________________________________________
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                      Examinemos agora a “ série do                       urânio"
             que se       inicia com 92U2 3 8.
                      Vamos        interpretar      e        fazer     algumas
             observações no esquema ao lado, que representa a
             série do urânio natural U238.


                      1)     O átomo 92U238 é radiativo porque é
             capaz de emitir uma partícula (α), transformando-se
             em   tório.    No     entanto,    o    período          de    semi-
             desintegração é de 4,56 x 1O9 anos, ou seja, para
             desintegrar     50%      de   átomos       de    uma      amostra
             contendo somente U238           levará esse tempo.
                      2)    O átomo de tório, assim originado, pode
             emitir, a qual quer instante, uma partícula (β),
             transformando-se em Pa234.
                      O       tório    tem    período           de         semi-
             desintegração de 24,6 dias.
                      3)      E assim sucessivamente até que o
             polônio - 210 emita uma partícula (α) e se
             transforme em chumbo - 206, que é estável.
                      4)    Os átomos que inicial mente eram U238
             vão pouco a pouco se estabilizando na forma de
             chumbo. Como a desintegração não é simultânea,
             na natureza existem todos os elementos da série
             que constituem a FAMÍLIA DO URÂNIO.
                      5)    Note-se que a emissão é              (α)      ou (β),
               e portanto, o número de massa, diminui de 4_
               unidades ou mantém-se constante.
                           Então, o (∆A) entre 2 átomos quaisquer
               da série, será sempre um múltiplo de 4.
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                                                                        radiatividade - 2




           A série do Actínio e encabeçada pelo 92U235 e se estabiliza com 82Pb207. O
nome desta série é esse porque se pensava que o elemento inicial fosse o Actínio que
realmente é o 4º.elemento da série.
           A série do tório inicia-se com 90ThZ32 e também estabiliza-se com chumbo-
208. Note-se ainda que o (∆A) entre 2 elementos quaisquer da mesma série, é sempre
múltiplo de 4.
           O casal Curie-Juliot obteve artificialmente outra série radiativa a partir do
90Th232,   bombardeando-o com nêutrons. Porém, na natureza,encontram-se apenas
as séries citadas.
           Hoje existem outras séries radiativas artificiais.
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          Vimos então que todos os átomos radiativos naturais estabilizam-se na forma
de chumbo. No entanto, os isótopos finais de Pb são diferentes. Temos chumbo com
número de massa 206, 207 e 208 respectivamente, para as series do urânio, actínio e
tório. Então, o número de massa pode ser dado pelas seguintes expressões:
          Série do urânio - A = 4k + 2
          Série do actínio - A = 4k + 3
          Série do tório      - A = 4k                       sendo k um número inteiro.


          Em outras        palavras,    dado    um átomo       radiativo   natural é possível
reconhecer a sua série.


                                               EXERCÍCIOS


          (36) A que família pertence o          83Bi214?
          Resolução:
          Dividindo o número de massa do bismuto por 4, temos o resto da
divisão que caracterizará a série radiativa.
                                       214 ÷ 4                 resto 2


          Então, o átomo é da família do urânio (4k + 2).


          (37)    Um átomo possuí 86 prótons e 134 nêutrons. Este átomo é da família
do:
          a) urânio                c) tório
          b) actínio              d) é artificial
          (consulte as famílias radiativas)


          (38)    Quando o polônio de Z = 84 e A = 215 estabilizar-se, o átomo estável
será o:
          a)     86Pb206                   c)        82pb208
          b)     82Pb207                   d)        nada se pode prever


          (39)     Consultando o esquema que representa a família do urânio, pode-se
prever que para o Urânio dessa família transformar-se em chumbo foram emitidas:
          a) 9α        e    10β        c) 6 α    e      8β
          b) 10 α      e    5β         d) 8 α     e     6β


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                                        F          REAÇÕES DE

                                        TRANSMUTAÇÃO

        Uma     reação    é   de   transmutação,       quando    os    átomos     sofrem
transformação em seus núcleos, originando-se átomos de um novo elemento.
        A transmutação pode ser natural ou artificial.
                                                   A transmutação natural e aquela
                                        verificada nos átomos radiativos onde o
                                        núcleo,        por   emissão    espontânea    de
                                        partículas, passa a ser núcleo de um outro
                                        elemento químico.
                                                   A transmutação artificial e aquela
                                        provocada por bombardeamentos de núcleos,
                                        utilizando-se partículas sub-atômicas.
                                                   Mas como se pode bombardear um
                                        núcleo?
                                                   A     descoberta    da   radiatividade
                                        trouxe a possibilidade de atirar partículas
                                        nos núcleos, provocando transformações.
                                                   Imagine um bloco de chumbo onde
                                        se faz um poço, ou seja, um orifício. Coloque
                                        mos aí dentro um pouco de polônio, que é
capaz de emitir partículas    (α). As emissões que escapam        são aqueIas que vão
na direção do orifício    externos um dispositivo que podemos admitir como um
"fuzil de emissão (α)".
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                                        A   primeira    reação   de   transmutação
                                artificial foi realizada por Rutherford em 1919.
                                        Ele colocou um pedaço de polônio dentro
                                de uma ampola selada contendo apenas nitrogênio.
                                Após algumas semanas constatou a presença de
                                oxigênio dentro da ampola.
                                        A única explicação plausível era:
                                        As partículas (α) emitidas pelo polônio
                                devem ter bombardeado núcleos de nitrogênio,
                                transformando-os então em oxigênio.




       Hoje sabemos que isso se trata da seguinte "reação nuclear"




       A equação de transmutação é:




       Reparem que a equação de transmutação apresenta obediência algébrica aos
índices que representam número de massa e número de prótons.


                                   14 + 4 = 17 + 1
                                    7 + 2 = 8 + 1


       Hoje pode-se constatar experimentalmente que, de fato, houve uma colisão de
partícula com núcleo, utilizando-se a câmara de Wilson ou também - conhecida
como câmara de neblina.
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                                                    radiatividade-2




                        A   câmara   "C"      é cilíndrica, coberta
              por um disco de vidro        "D" e   contém um gás
              saturado com vapor d'água.
                        Quando o pistão "P" desce (com a
              abertura da válvula "V" conectada ao frasco
              evacuado "F") a pressão em "C" cai bruscamente
              e teremos gás super-saturado. Em "E" existe um
              bloco de chumbo contendo emissor radiativo ca
              paz de lançar partículas (α).
                        A trajetória das partículas (α) pode ser
              fotografada do ponto "X", pois essas partículas
              provocam a condensação               do vapor d'água
              super-saturado.




                       Observemos a fotografia da câmara de
             Wilson,que utilizou gás nitrogênio          +   vapor
             d'água.
                       Na verdade, a condensação da água é por
             causa da ionização do nitrogênio (elétrons do
             nitrogênio que são arrancados pelas partículas a),
             que condensa moléculas de água sobre os íons
             formados .
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        Mas, em certos pontos, nota-se uma brusca bifurcação da trajetóri, como
a observada no ponto "K".
        É que houve colisão de (α)       com o núcleo de nitrogênio, ocorrendo a
transmutação já explicada.




        A bifurcação não é senão as trajetórias do próton e do átomo de oxigênio.
        Em 1932, o físico inglês Sir James Chadwick anunciava a descoberta de uma
partícula de massa aproximadamente igual ao do próton, porém de carga nula. Era
o NÊUTRON.
        Desde 1930, já se havia observado que o bombardeamento do berílio com
partículas (α) produzia emissões de grande energia e admitia-se que eram "fótons
muito energéticos".
        A experiência abaixo fez com que Chadwick sugerisse que não se tratava de
fótons,mas sim,de partículas com massa que foram denominadas de nêutrons, em
virtude da neutralidade de carga.
        Uma placa de polônio foi justaposta a uma finíssima lâmina de Berílio. Na
outra face do Berílio, foi colocada uma camada de parafina         (substância   contendo
hidrogênio e carbono).
                                              Verificou-se   que    a   parafina   emitia
                               prótons com elevada energia. Os prótons foram
                               expulsos da parafina (CXHV) pela colisão de "alguma
                               coisa" com átomos de hidrogênio.
                                        Essa "alguma coisa" que vinha do berílio não
                               podia ser fótons, pois sua energia, necessária para ex
                               pulsar prótons da parafina, era incompatível com a
                               experiência.
                                        Para expulsar prótons (íons H+) de um
                               composto que possui hidrogênio é preciso colisão,
                                    utilizando-se partícula de elevada massa.


        Assim, Chadwick sugeriu que ocorresse a seguinte transmutação.
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                                                                               radiatividade-2
                                                        Os     nêutrons     provenientes     do
                                          berílio colidem com os átomos leves de
                                          hidrogênio,        podendo      arrancá-los        da
                                          parafina.
                                                      Também no mesmo ano, Anderson
                                          conseguiu obter em laboratório o "elétron
                                          positivo',' ou seja, única partícula de massa
                                          igual à do elétron,          porém        com   carga
                                          positiva.
                                                      Sua notação é (      +   1   є0 ) e foi de
                                             nominada de POSITRON.
        Em 1934, o casal Frederick Joliot-Irene Curie Joliot (filha da Madame Curie)
conseguiu produzir o primeiro elemento radiativo artificial.
        Bombardeando alumínio com partículas (α), obteve-se um elemento                      de
natureza radiativa.




        Observou-se     que    o   fósforo-30   ê      capaz      de       emitir      pósitrons
espontaneamente segundo a equação:




        Não resta dúvida de que o fósforo-30 é radiativo.
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        A descoberta do nêutron veio edificar a estrutura nuclear. Antes, pensava-se
que qualquer núcleo possuísse partículas "a" (que era        imaginado         como     única
partícula), prótons e elétrons.
        Por exemplo, o átomo de lítio que hoje sabemos ter             Z = 3 e A = 7 era
apresentado com a seguinte concepção.




        Hoje sabemos que o núcleo de lítio possui 3 prótons + 4 nêutrons.


        Portanto, antes da descoberta do nêutron, era necessário admitir                   a
existência de elétrons e partículas "α" no núcleo.
        Se por um lado isso era muito cômodo para explicar as emissões " α " e "β" de
átomos radiativos naturais, por outro lado verdadeiras controvérsias surgiam em
relação à mecânica quântica.
        A   descoberta do nêutron veio eliminar essa incompatibilidade teórica. Daí
por diante, ficou estabelecido que o "NÚCLEO" é constituído              por     partículas
fundamentais: "PRÓTONS e NÊUTRONS".


                                          Na década de 1930, os cientistas perceberam
                                  que a energia das partículas "a" de fontes radiativas
                                  era   muito    fraca   para     bombardear          átomos,
                                  principalmente aqueles de elevado número atômico.
                                          Não restavam mais dúvidas: era necessário
                                  construir   aceleradores   de   partículas,utilizando-se
                                  campos elétricos e campos magnéticos. Surgiram os
                                  aceleradores gigantes como:


        Acelerador linear de Van der Graaff.
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                                                                  radiatividade – 2




        O cíclotron idealizado por Lawrence em 1931.


        "Não serão dadas as descrições nem o funcionamento destes aparelhos,    pois
não se enquadram no nível deste curso".


        Com o auxilio destes aceleradores têm-se obtido muitos elementos artificiais
(muitos deles radiativos), bombardeando-se núcleos com partículas. As principais
partículas utilizadas são
        a) partículas "α" de fontes radiativas +2α4
        b) prótons obtidos de hidrogênio ionizado +1P1
        c) dêuterons obtidos do hidrogênio da água pesada + id2


        Para representar essas reações de transmutação, utilizaremos equações já
apresentadas, onde e fundamental a igualdade algébrica para cargas e massa:


        Exemplo:




        RECAPITULEMOS           AS    PRINCIPAIS      PARTÍCULAS        E     SUAS
RESPECTIVAS NOTAÇÕES:
        1) alfa = 2 prótons + 2 nêutrons --> +2α4
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           2) beta = 1 elétron              + - 1є0
           3) gama = ondas eletromagnéticas curtas                       0y0
           4) neutrino = partícula neutra de massa quase desprezível                                     0v°

           esta     partícula     surge     somente    na    desintegração            de     um         próton        ou
nêutron.
           5) próton = núcleo de hidrogênio                  +1p

           6) neutron = partícula neutra de massa quase igual à do próton                                         0n1
           7)     dêuteron = núcleo de deutério (isótopo de hidrogênio) = 1 próton +
1 neutron          +1d2
           8) pósitron = partícula positiva de massa igual a do elétron                                        +1e°


           EQUAÇÕES DE TRANSMUTAÇÃO


           Nos     exercícios, para        completar    as      equações         de      transmutação, basta
igualar algebricamente as cargas e as massas.
           Exemplo:
           (40)     Descobrir        a   partícula    que    completa        a    seguinte         equação            de
transmutação:
           17C137         +     d ------------------ l8A38       +....................
           Ora, sabemos que o dêuteron é                +id2.       Colocando seus índices:
           17C137      +      +id2-   ------------- 18A38       +     . . . 0.....1.....
           Os índices indicam que a partícula deve ser o neutron (0n1).




                                                 EXERCÍCIOS


           Em cada equação,               indique já a partícula que completa a mesma:
           (41)     5B11         +        p_________________6C11             +        ................


           (42)     4Be9         +        p ________________4Be8              +       ................


           (43)      13Al27      +       a _________________14Si30            +       ...............


           (44)     37Rb85       +        n_________________36Kr85            +       ...............
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                                                                  radiatividade – 2
    (45)   11Na23   +    d_________________11 Na24     +   ............... + y


    (46)   9F19     +    n_________________ 7N16       +       ...............


    (47)   Br79     +    n_________________ Br80       +   ...............


                        ════════════════════════




                    G          FISSÃO NUCLEAR



                                  Em 1932, o físico italiano Enrico Fermi
                         observou que, quando os átomos são bombardeados
                         por nêutrons (então descobertos por Chadwick),
                         resultam átomos de núcleos radiativos.




                                  Em 1934, o mesmo cientista bombardeou o
                         urânio   (Z=92)    com    nêutrons,      obtendo        átomos
                         radiativos. Ele imaginou que fossem átomos com
                         número atômico maior que 92, ou seja, um elemento
                         "transurânico" . Não conseguiu, no entanto, es clarecer
                         o fenômeno de um modo completo.


                                  Otto     Hahn    e   Strassmann repetiram o
                         bombardeamento do urânio com nêutrons em 19
                         38 e constataram     a presença de átomos de bário
                         como produtos da experiência.
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        No mesmo ano, Lise Meitner e Frisck conseguem, então, interpretar         a
referida experiência.
        O átomo de urânio-235, recebendo um "tiro" de nêutron, divide-se,
produzindo dois novos átomos radiativos acompanhados de alguns nêutrons.




        A notícia da fissão nuclear foi anunciada por Niels Bohr e, em diversos
países, foram realizadas experiências análogas, confirmando-se      as     seguintes
conclusões:
        a)     0 urânio-235, quando bombardeado por nêutrons, sofre fissão nuclear
originando dois átomos radiativos.
        b)     Cada átomo fissionado produz átomos-fragmento de número de massa
que podem variar de 72 a 158. Portanto, não se pode falar apenas numa reação de
fissão nuclear para o U-235.
        c)    Além dos 2 átomos-fragmento, libertam-se freqüentemente 2 3 nêutrons
em cada fissão. Em média temos 2,5 nêutrons/fissão.
        d) Em cada fissão liberta-se espantosa quantidade de energia!


        Apenas para exemplificar podemos equacionar:
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                                                                     radiatividade – 2


        Para justificar a tremenda quantidade de energia libertada,era plausível
aceitar a equação de Einstein:
                                        ∆E = c2 . ∆m
        A variação de energia (∆E) resultou da transformação de matéria (∆m)       em
energia.("c" é a velocidade da luz).
        Portanto, os produtos da reação têm massa menor que os mesmos
componentes antes da fissão.


        Em 1939, Fermi declarou que se poderia obter uma reação em cadeia, isto é,
que os nêutrons resultantes da desintegração do U235 poderiam incidir em outros
átomos de urânio vizinhos e provocar novas desintegrações                  e    assim
sucessivamente.




        Vemos então a necessidade de se obter urânio, constituído apenas de
isótopos U-235, para ocorrer reação em cadeia, já que o outro isótopo de urânio    (U-
238) é não fissionável.
        Sabe-se que o urânio encontrado na natureza é constituído de 2 isótopos:
U238 (com 99,3%) e U235 (com apenas 0,7%).
        Apenas o isótopo mais leve é fissionável. 0 isótopo U238 é capaz de absorver
um nêutron rápido,transformando-se em U239 que, logo em seguida,se transforma em
“ Pu"(plutônio), após a emissão de partícula "β".
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         Como se vê, bombardeando-se o urânio natural com nêutrons não se
produzirá reação em cadeia, pois, provavelmente , nas vizinhanças do U-235
encontraremos átomos de U-238 (99,3%) que irão absorver os nêutrons resultantes
da fissão.
         0 tempo gasto para ocorrer a fissão de 2 átomos consecutivos (isto é, um
átomo fissiona, emite nêutrons e a seguir um deles cinde o átomo vizinho) depende da
velocidade do nêutron inicial, mas varia em torno de 10-12 a IO-5 segundos. Portanto,
após a primeira fissão, imediatamente, teremos uma multidão de átomos se
desintegrando. Isto é reação em cadeia mas, possível apenas com material fissionável
puro (U-235).
         Os Estados Unidos haviam entrado na 2a. Grande Guerra, após o
bombardeio de Pearl Harbor.
         Albert Einstein e Alexandre Sachs conseguem convencer o presidente
Roosevelt de que os E.U.U. tinham condições de produzir uma bomba de assombrosa
potência,capaz de acabar rapidamente a guerra.
         Era, no entanto, necessário um fabuloso investimento a fim de poder separar
material fissionável.
         Nessa época ficou descoberto que o Plutônio-239 obtido do Urânio-238
também era material fissionável, de potência até maior que o U-235.
         Uma espantosa usina foi montada em Oak Ridge (Tennessee) e foram
realizadas diferentes tentativas para se obter material fissionável.
         Lograram êxito dois processos:
         1) Separação do U-235 pelo processo da difusão térmica.
         0 urânio natural foi transformado em hexafluoreto de urânio, que é        um
composto gasoso. Na verdade, o gás será uma mistura de molécuIas de U235F6
e U238F6 , este último de massa molecular maior.
         De acordo com a lei de Graham para a difusão temos:
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                                                                     radiatividade – 2


        Então o U235F6, de massa molecular menor, "atravessará" mais rapidamente
uma placa porosa que o U238F6.
        Todavia, a execução prática dessa separação é muito trabalhosa, pois:
        a)   o UF6 é extremamente corrosivo. Somente placas porosas de uma liga
especial de ouro e prata (!) conseguem resistir à ação corrosiva do UF6.
        b)   Como a diferença entre as massas moleculares do U235F6 e U238F6 é
muito pequena, a diferença da velocidade entre essas moleculas é também muito
pequena e portanto a separação "por difusão" e muito lenta. Daí a necessidade de se
empregar uma série enorme de placas porosas; (nas instalações de Oak Ridge, se
todas as placas fossem colocadas em linha, daria um conjunto igual à metade da
distância dos Estados Unidos ao Japão - e, notem, placas de liga ouro-prata!).




        Assim conseguiu-se obter U235F6 puro, que reagindo com cálcio produziu o
U235 puro.
        2) Outro processo foi a obtenção do plutônio através de bombardeamento do
U238 com nêutrons.
        Naquela época, já havia sido construída a pilha atômica, ou seja, o reator
nuclear, pelo físico Fermi. Logo após este assunto,descreveremos esse reator.
        Nos reatores, utilizam-se barras de urânio de composição natural (99,3%
         U-238    e   0,7% U-235).
        Após algum tempo, estas barras apresentam um certo teor de Plutônio, como
material resultante do bombardeamento do U-238 por nêutrons .
        Conseguiu-se separar apreciável quantidade de plutônio.


        Estaria pronta a BOMBA ATÔMICA.
         Como detoná-la?
        Cuidadosas experiências concluíram que,para produzir "reação em cadeia",
bastava apenas aglomerar certa massa de material fissionável, pois nêutrons livres
existem em qualquer parte. (0 nêutron é um dos constituintes de raios cósmicos).
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          Existe então uma massa mínima acima da qual o material detona.             Essa
massa é denominada massa crítica.
          Quando o material fissionável tem massa menor que a critica, os nêutrons
resultantes da primeira fissão escapam do material e não se processa a reação em
cadeia.




          È verdade que nem todos os nêutrons escapam na prática.
          Pode-se usar determinada massa (abaixo da crítica) de modo que, para cada
fissão, um nêutron escape e o outro produza nova fissão; aí resultando dois nêutrons,
um escapa e o outro produz nova fissão e assim sucessivamente.
          Sendo assim, se foram incididos x nêutrons iniciais, a qualquer instante
temos x nêutrons em movimento dentro do material. Dizemos aí que o fator de
multiplicidade é 1.


          RESUMO:
          - Se o fator de multiplicação < 1    estanca a reação.
          - Se o fator de multiplicação = 1     reação ocorre, não em cadeia (é o caso
do reator atômico) .
          - Se o fator de multiplicação > 1   reação em cadeia (detona a Bomba).




          A bomba possuía duas porções de U-235 puro com massas menores que a
massa crítica e previamente possuindo nêutrons em movimento com              fator     de
multiplicação 1.
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                                                                             radiatividade – 2


        Acionado o detonador, iria primeiro explodir a carga de T.N.T. Isto iria
empurrar o U-235 contra a outra porção e a união dessas massas ultrapassaria a
massa crítica. Daí, imediatamente a reação em cadeia'!.
        A bomba atômica experimental foi detonada a 16 de julho de 1945, no deserto
do Novo México, confirmando as previsões de potência da mesma.


                                             A   6        de   agosto   do   mesmo      ano   foi
                                    detonada     sobre          a   cidade     de    Hiroshima
                                    (Japão)uma bomba de U-235 contendo alguns
                                    quilogramas desse material.
                                             Foi tremenda a destruição causada pela
                                    bomba, que foi avaliada com potência de 20
                                    kilotons, ou seja, 20.000 toneladas de T.N.T.
                                    (equivalente a 2000 caminhões de T.N.T.)
                                             Podemos           classificar   em     quatro,   os
                                    efeitos mortíferos da bomba.
                                             a) A bomba explodiu a cerca de 300 m
                                    de altitude, varrendo uma vasta área com os
                                    fulminantes raios-gama .
                                             b       )     0    calor   libertado     incendiou
                                    imediatamente todos os materiais combustíveis
                                    da cidade.
        Por causa do tremendo calor, formou-se imediatamente uma corrente de
convecção, elevando pó e produtos radiativos resultantes da explosão. É o cogumelo
característico de uma explosão nuclear.
        c)   A detonação produziu fortíssima onda de choque (deslocamento do ar.),
que destruiu mecanicamente extensa área.
        d) Por fim,o pior deles: a poeira radiativa;
        Sendo os materiais mais densos que o ar, pouco a pouco vão-se precipitando,
contaminando de radiatividade uma extensão bem maior.
        As células humanas não suportam excessiva radiatividade.                     Na poeira
radiativa temos os produtos da fissão, principalmente Bário e Criptônio             radiativos .
        Esta bomba causou cerca de 80.000 vítimas civis (homens, mulheres,
crianças), com destruição total da cidade.
        Pela primeira vez na História, registrou-se tamanho fenômeno catastrófico.
        Dois dias depois, outra bomba de potência equivalente foi detonada sobre a
cidade de Nagasaki. Desta vez a bomba era de Plutônio.
        Aos quinze de agosto, terminava a Guerra no Pacífico.
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                                  REATOR NUCLEAR

        Por outro Lado, a energia nuclear      propunha    perpectivas       de grandes
benefícios à humanidade.
        A 2 de dezembro de 19 42, Enrico Fermi anunciava o funcionamento
da primeira pilha nuclear.
        Imaginemos uma barra de urânio natural.           A maior parte de seus
átomos e o U-238, que é_ absorvedor de nêutrons .




        Os átomos U-238 absorvem os nêutrons e a reação se estanca, mesmo_
quando se bombardeia um átomo de U-235.
        Se utilizarmos cilindros finos de urânio, mesmo após a desintegração do U-
235 não haverá chance de o U-238 absorver os nêutrons resultantes, porque antes
da colisão o nêutron escapa do material.


                                           Pelo   contrário,   se   o   cilindro   tivesse
                                  diâmetro maior, então, os nêutrons resultantes
                                  seriam captados pelo U-238.




        Fermi pensou também: "Seria bom se conseguíssemos um material capaz de
causar reflexão dos nêutrons, fazendo-os voltar.'" Mas ainda; nesta         hipótese, os
nêutrons seriam captados pelo U-238.
        Acontece que o U-238 só absorve nêutrons acelerados e, se se pudesse
moderar a velocidade desses nêutrons,eles não seriam absorvi dos pelo U-2 38            e
então poderiam fissionar outros átomos de U-2 35.
        Após demoradas pesquisas, descobriu-se que a grafite é ao mesmo tempo
refletor e_ moderador de nêutrons. Colocando-se uma barra de urânio num tijolo de
grafite, pode-se dar continuidade de reação.
ATOMÍSTICA                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                 radiatividade – 2




        Os nêutrons resultantes da cisão do U-235 escapam da barra de urânio
atingindo átomos de carbono (grafite). Um átomo de carbono absorve o nêutron mas,
logo depois (cerca de 12 segundos após) devolve o nêutron com velocidade já
moderada. Após alguns choques com os átomos de grafite, os nêutrons podem voltar â
barra de urânio . Sua velocidade não permite a absorção pelo U-2 38 mas, ainda é
capaz de cindir átomos de U-235.
        Como cada átomo U-235 fissionado produz 2 ou 3 nêutrons, pouco a pouco
vai aumentando a população de nêutrons em movimento.
        A certa altura, a energia libertada nas cisões faz os materiais   atingirem
temperaturas de centenas de graus Celsius.
        Agora   há    necessidade   de   eliminar   nêutrons    excessivos.   Para
isso,colocam-se barras de cádmio (veja figura do reator nuclear) que
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          é um material capaz de absorver nêutrons. O cádmio não é_ refletor:
ele capta o nêutron e não o emite mais.
          Assim, a presença do cádmio nos tijolos de grafite pode abaixar o   fator de
multiplicação para valores menores que 1.
          Estava assim    controlada a reação nuclear.
          Para se obter mais energia bastava retirar as barras de cádmio. Portanto, um
reator atômico é uma fonte controlável de energia nuclear   (ao contrário da Bomba-
A).
          Vejam na figura os materiais usados para que os operadores do reator não
sejam atingidos por emissões de nêutrons e radiações.
          Embora o concreto seja uma proteção aos operadores contra os raios-gama e
nêutrons que escapam, mesmo assim há necessidade de tomar devidas precauções
contra a extrema radiatividade dos produtos da fissão. Cada operador usa uma placa
na lapela que muda de cor. Trata-se de um dispositivo que acusa a excessiva
exposição às radiações -gama.
          Portanto, o primeiro reator nuclear utilizava barras de urânio natural (0,7%
de U-235), colocadas em tijolos de grafite. Para moderar a reação nuclear,
introduziam-se barras de cádmio. Assim, a cisão de átomos de U-235 podia ser
controlada e a fonte energética do reator era o calor libertado nessas fissões.



          Como utilizar este calor?


          No reator, perfurando os tijolos de grafite, passa uma entrelaçada rede de
canalização por onde caminha vapor d'água.
                                                Este vapor recebe energia proveniente
                                       da cisão, sofrendo conseqüentemente aumento
                                       de temperatura e pressão.
                                                0 circuito, passa por um trocador de
                                       calor, onde a energia é "transferida para um
                                       segundo circuito de vapor d'água.
                                                Este 2º. circuito está ligado a uma
                                       turbina acoplada a um gerador elétrico. Mui
                                       tas vezes, no primeiro circuito, utiliza se gás
                                       carbônico.
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        A figura ilustra o esquema de uma central elétrica nuclear.


        Na verdade, é uma usina termoelétrica que, ao invés de utilizar combustíveis
comuns (carvão, gás ou óleo), utiliza a energia térmica de um reator nuclear.
        Descobriu-se também que a água pesada é bom moderador e refletor de
neutrons. Verificou-se ainda que a massa de água pesada necessária para suficiente
moderação de neutrons é bem menor que a massa de grafite equivalente. O emprego
da água pesada como modera dor traz vantagens de ordem técnica na instalação
de uma usina.


        Ao mesmo tempo, a água pesada serve como veículo trocador de calor. O único
inconveniente é na obtenção de grandes quantidades de água pesada. Ela ocorre em
qualquer água, mas numa proporção ínfima e,para separá-la, trata-se de um processo
muito trabalhoso o conseqüentemente oneroso.
        Atualmente, a água pesada é retirada da água do fundo dos oceanos.
        Para dar maior proteção aos operadores, o reator é envolvido por paredes de
grafite e concreto.
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         As barras de cádmio para absorver nêutrons excessivos tornam-se radiativas,
daí também estarem dentro de um recipiente de chumbo.
         A própria água pesada circula continuamente no reator onde se liberta calor.
Por sua vez, a água pesada transfere energia ao vapor d'água de outro circuito, através
do trocador de calor.
         Assim o homem conseguiu controlar a energia nuclear e grandes são as
perspectivas de sua aplicação para finalidades pacificas.
         Atualmente existem reatores nucleares, instalados em submarinos e navios
atômicos, capazes de realizar longas viagens com um mínimo de consumo material.
         O Nautilus, primeiro submarino atômico viajou cerca de 80.000 km (2 voltas
em redor da Terra), sem se abastecer.
         No entanto, tornam-se ainda extremamente onerosa as construções de pilhas
atômicas, principalmente na parte que se refere ã proteção humana exigida pelas
fortes irradiações gama de emissões de nêutrons.
         Por outro lado, o homem precisa de fontes energéticas e,atual mente, conta
ainda com reservas de petróleo e carvão.
         No ritmo dos acontecimentos, estas reservas          se esgotarão     no ano
2.100!
         Se considerarmos a energia nuclear, contamos ainda com energia para mais
1.000.000 de anos!
         Deixo para o leitor imaginar como será o futuro que nos aguarda.
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                                                                      radiatividade - 2


                                            reator de piscina




       Fotografia   de   um reator        de piscina em pleno      funcionamento     na
Cidade Universitária, de S. Paulo.


       A   luz   intensa no fundo    da    piscina   e   causada   pela   passagem   de
partículas sub-atômicas velozes na água e chama-se radiação de Cherekov.
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                                                                    radiatividade – 2



                              H        FUSÃO NUCLEAR

         O sol é uma fonte energética que continuamente irradia energia. Mas, a
energia não é criada! De onde o sol consegue tanta energia?


         A explicação plausível é que, no sol, matéria transforma-se em energia. Por
isso, o sol a todo instante torna-se um pouco mais leve, perdendo cerca de milhares de
toneladas de matéria por segundo.


         Admite-se, que na superfície solar, a temperatura seja de alguns milhões de
graus Celsius e que aí ocorre a síntese do gás hélio a partir de hidrogênio, com
libertação de pósitrons, neutrinos e tremenda quantidade de energia em forma de
radiações eletromagnéticas que se propagam pelo Universo.


         Quatro átomos de hidrogênio sofrem uma FUSÃO, originando o núcleo de
hélio.
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         Neste processo, os produtos apresentam massa menor que a massa total dos
átomos de hidrogênio. A energia libertada equivale "a transformação de massa ->
energia segundo a equação de Einstein:
                                    Energia = c2 . ∆m
                         "c" - velocidade da luz no vácuo.
         Para ressaltar um fato histórico importante, falemos na descoberta do gás
hélio.
         Durante um eclipse, foi observado no espectro solar o apare cimento de uma
nova "linha" de absorção. Não se conhecia,ainda,nenhum elemento capaz de produzir
a referida absorção. Foi então pro posta a existência de um novo elemento, que deveria
estar sendo "criado" no sol e,dai, o nome sugerido foi Hélio (Helium = sol).
         Mais tarde, o gás hélio foi descoberto como um componente mínimo do ar
atmosférico.
         Pensou-se em sintetizar o hélio a partir de hidrogênio,aqui na Terra.
Evidentemente faltavam condições energéticas, ou seja, a elevadíssima temperatura.
Estima-se que a temperatura da superfície solar     seja   aproximadamente    de   40
milhões de °C.
         Os cientistas conseguiram sintetizar o hélio a partir de isótopos pesados de
hidrogênio.
         Utilizando-se deutério (núcleo com 1 próton + 1 nêutron) e tritério (núcleo
com 1 próton + 2 nêutrons) e ainda fontes de elevadíssima temperatura conseguiu-se
sintetizar o hélio.
         O deutério ocorre na natureza em proporções mínimas, já dissemos que é o
componente da água pesada encontrada em mínimas proporções nos fundos dos
oceanos, já que a densidade da água pesada e maior que a da água comum.
         O tritério é obtido artificialmente, sendo um átomo radiativo.
         Pode-se obter o tritério, bombardeando lítio com nêutrons.
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                                                                      radiatividade – 2


        A   reação liberta   assombrosa    quantidade    de   energia, muito maior que
numa fissão nuclear.
        A princípio não se conseguia obter a elevada temperatura, que seria da
ordem de dezenas de milhares de graus Celsius.
        Com a descoberta da fissão nuclear, a detonação               de    uma bomba
atômica (bomba-A)     possibilitou a fusão do deutério e tritério.
        Esta fusão é realizada na Bomba-H (Bomba de Hidrogênio).
        A potência dessas bombas é milhares de vezes superior              à das bombas
atômicas da 2a. Grande Guerra.




        A bomba-H utiliza a fissão nuclear como fonte energética para provocar a
reação entre deutério e tritério.
        Portanto, a Bomba-A serve como "espoleta" da bomba-H.
        A potência das bombas de hidrogênio          é   milhares   de vezes a de uma
bomba de fissão. As últimas bombas de hidrogênio                detonadas com caráter
experimental tinham potências próximas a 100         Megatons       (1 megaton = 1.000
kilotons = 1.000.000 de toneladas de T.N.T.).


        A bomba-H também espalha poeira radiativa por causa dos produtos
radiativos da fissão do U-235.
        Existe atualmente uma Comissão Internacional de Energia Atômica cuja
finalidade, além de outras, ê a de controlar as experiências nucleares, a fim de evitar a
contaminação da atmosfera com materiais radiativos.
                                    ═════════════════
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                                            I         ELEMENTOS

                                                        ARTIFICIAIS


        Como já vimos na página 81 do capítulo 2, a obtenção de elementos
radiativos artificiais foi desencadeada com a experiência do casal Curie-Joliot.
        Hoje, conhecem-se isótopos radiativos de Quase todos os elementos químicos
e, comumente esses isótopos são obtidos dos elementos comuns, bombardeados por
nêutrons.
        Estudemos apenas 3 desses isótopos:
        A) CARBONO-14
        Este isótopo radiativo forma-se no ar atmosférico quando nêutrons de raios
cósmicos colidem com núcleos de nitrogênio.




                                                       O carbono-14 assim             formado
                                             reage     com   o       "02"    da     atmosfera,
                                             resultando C*02 radiativo (Vamos colocar
                                             um asterisco no C* radiativo).
                                                       Este C*02 poderá ser absorvido
                                             por     uma   planta,     num        processo   de
                                             fotossíntese e tornar se um constituinte
                                             de tecido vegetal.
                                                       Por outro lado, um animal pode
                                             alimentar-se daquela erva e o C*-14
                                             tornar-se assim um constituinte de tecido
                                             animal.
                                                       Mesmo      os        seres    humanos
                                                     possuem certa do se de C*-14.
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                                                                          radiatividade – 2


        Quando o ser humano ou mesmo o animal morre, a quantidade do C*-14 só
tende a diminuir, pois ocorre a seguinte desintegração:
                                6C
                                     14-------►_
                                                   1β°    +    7N14
        O período de semi-desintegração é de 5.600 anos para esse isótopo.
        Ora, então, pode-se mesmo pensar num processo de determinação de idades
de fósseis arqueológicos.
        Vamos supor que os fósseis de um animal acusam, num contador Geiger,
apenas 25% de C*-14,que teria o mesmo espécime na atualidade.
        Isto vem esclarecer que o fóssil tem:




        No entanto, após 10 períodos de semi-desintegração                  (56.000
        anos), a quantidade de C*-14 restante é tão pequena que não existem ainda
aparelhos capazes de detetar radiações . Esta é a mais séria limitação                 desse
processo.
        Por outro lado, os nêutrons de uma pilha atômica podem ser empregados na
obtenção de C*-14 artificialmente.
        Ê importante o emprego de C-14 para sintetizar substâncias orgânicas a fim
de acompanhar os processos de metabolismo.
        É muito usado na obtenção de radioproteínas e radioaçúcares.


        B) IODO RADIATIVO
        O iodo radiativo é utilizado na medicina, nos diagnósticos de doenças da
tireóide. Tem um período de semi-desintegração de 12 horas.


                                           Em primeiro lugar, o paciento ingere uma
                                dose de iodo radiativo, que e facilmente absorvido
                                pelas glândulas de tireóide.
                                           Após certo tempo, pode-se "mapear", ou
                                seja, localizar e delimitar        os   contornos     dessas
                                glândulas.
                                           Sabe-se que os tecidos afetados de tireóide
                                absorvem geralmente iodo de modo diferente (mais
                                ou menos intensamente) do tecido normal .
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        Então,     utilizando-se   um contador Geiger,      podem-se localizar as regiões
afetadas.


        C) COBALTO-60
        Este     isótopo   é   obtido   do   cobalto    (Co59), quando bombardeado por
nêutrons.




        Por sua vez, o Co-60 é radiativo, sendo capaz de emitir raios "β", com um
período de semi-desintegração de 5,3 anos. Observem o longo período de semi-
desintegração, que proporcionou excelente aplicação na Medicina, pois tem-se
material radiativo por longo tempo.




        NOTA: O carbono-14 não serve para tal finalidade, pois seus raios "β" têm
energia bem menor e,consequentemente,menor penetração.
        Descobriu-se que as células cancerígenas são fulminadas pelo efeito de-
radiações intensas. As células normais suportam dose bem maior de radiação.


                                                            No tratamento do câncer pela
                                                  radioterapia era antigamente usado o
                                                  elemento      rádio,   cujo       custo   era
                                                  assombroso.
                                                            Hoje,    esse   elemento        foi
                                                  substituído pelo cobalto-60 de custo
                                                  incomparavelmente baixo em relação
                                                  ao radio.
                                                            0    aparelho       é     chamado
                                                  "Bomba de Cobalto" que nada mais é,
                                                  senão um canhão de emissões "β"
                                                            (Gentilmente            cedida pelo
                                                  Hospital do Câncer - S. Paulo )
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                                                                    radiatividade-2




        Eis um tipo de Bomba de Cobalto. Quando se encontra          na posição de
descanso, o Co-60 esta emitindo radiações, mas são       totalmente bloqueadas pela
blindagem. Na posição ativa, os raios "S" podem então ser dirigidos ao paciente.
        Citamos apenas algumas aplicações das recentes descobertas nucleares. (As
duas últimas aplicações são exemplos de "Medicina Nuclear") .
        Dia a dia, a energia nuclear e os isótopos radiativos estão sendo explorados
pelo homem a fim de proporcionar melhores condições de vida.
        Na pesquisa da energia nuclear, o homem descobriu uma terrível arma, mas
por outro lado, indubitavelmente, ganhou excelentes conhecimentos         sobre    o
átomo,que nos promete um futuro promissor.
        O homem,que veio da idade da pedra, passou por diversas evoluções e entra
agora na ERA ATÔMICA.




                                     ═════════════
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                           EXERCÍCIOS
          (48) Tendo-se num instante zero, 4,0 g de um elemento radiativo de tempo, de
meia vida igual a 1,0 hora, quantos gramas do material ativo restarão respectivamente
depois de 1,0 hora e depois de 2,0 horas?
          a)     2,0 g e 1,0 g
          b) 2,0 g e 0 g
          c)     3,0 g e 2,0 g
          d)     3,5 g e 2,5 g
          e) depois de 1,5 horas não restará material ativo
                                                                                   ITA-63
          (49) A expressão          fusão nuclear se refere a:
          a)     liquefação de núcleos.
          b) quebra de núcleos formando núcleos menores.
          c)     reunião de núcleos formando um núcleo maior.
          d)     captura de elétrons.
          e)     fissão nuclear.
                                                                                   ITA-63
          (50) Um dos isótopos do Einstênio 99Es253 , quando bombardeado com
partículas 2He4 , forma um elemento novo e dois nêutrons , como indicado                pela
reação:
          99Es253     +   2He4     = Elemento Novo   + 2n
          Qual é o conjunto de número atômico e o número de massa que
corresponde ao novo elemento?




          (51)    Qual das afirmações abaixo, relativas a reações nucleares como
a da questão anterior, é FALSA?
          a)     0 número total de nucleons e conservado.
          b)     A lei de conservação de cargas também se aplica a reações nucleares.
          c)      A soma dos números de massa dos reagentes e igual a soma dos
números de massa dos produtos.
          d)     A energia libertada numa reação nuclear e, grosso modo, 107 (10 milhões)
vezes maior que a energia libertada em reações químicas ordinárias, fixando-se
massas iguais de reagentes.
          e)     A energia de ligação nuclear dos reagentes é igual à energia de   ligação
nuclear dos produtos.
                                                                                   ITA-64
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                                                                           radiatividade-2
        (52) A vida média de 1,0 g de um isótopo radiativo vale 18 horas.
A vida média de 0,5 g desse mesmo isótopo valerá:
        a) 9 horas              d) 18 horas
        b)     36 horas         e) nenhuma das respostas
        c)     20 horas            acima esta certa
                                                                                   ITA-66
        (53) Citar os tipos de radiações, indicando os sinais das respectivas cargas
elétricas, que se observam na desintegração radiativa natural.
                                                                                  POLI-65
        (54) Um átomo de um elemento radiativo "X" sofre uma desintegração
emitindo uma partícula alfa, produzindo um átomo de um elemento "Y". Quantas
desintegrações "B" deve sofrer o átomo do elemento "Y", para produzir um átomo
isótopo do elemento "X"? Escrever as        equações     das    diversas    desintegrações
dessas transformações.
                                                                                  POLI-67


        (55) Um grama de 42       99Mo   , por emissão de raios "β", decaia 1/8 g
        em 200 horas.
        I - qual a sua meia-vida?
        II - qual o seu novo número atômico e qual                o seu novo      número
de m assa?
                                                                                FMUSP-63
        (56) A desintegração do iodo radiativo aumenta com a temperatura.
        Certo ou Errado?
                                                                                FMUSP-64
        (57)    Um grama de rádio leva 5.040 anos para decair               a   1/16 g. A
sua meia vida será:
                            a) 315 anos                    c) 20.160 anos

                           b)    1260 anos                 d)
                                                                                FMUSP-64
        (58)    Na seguinte lista,   todos os elementos são transurânicos: európio,
amerício, frâncio, germânio e polônio?
                                                                       Certo ou Errado?
                                                                                FMUSP-64
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        (59)     O     número     atômico    de    um    elemento     diminuirá     de    duas
unidades se o núcleo de seu átomo emitir uma partícula alfa.
        Certo ou Errado?
                                                                                  FMUSP-64


        (60)     A    meia-vida   do    isótopo   1124 Na    é   de   15   horas.        Se   a
quantidade inicial deste isótopo for 4 g, depois de 75 horas teremos:
        a)     0,800 g                  d) 0,125 g
        b)     20 g                     e) nenhuma das respostas

        c)                               anteriores
                                                                              CESCEM-65


        (61) Nas reações nucleares sucessivas



        o elemento Z que se forma é:




                                                                              CESCEM-66


        (62) São necessários 5,0 anos, para que o           60Co    perca a metade de sua
radiatividade. Que porcentagem da sua atividade original permanecerá no fim de
20 anos?
        a)     0%                  d) 25,0%
        b)     6,25%               e) nenhum dos
        c)     12,5%                   valores acima
                                                                              CESCEM-66
        (63) Dispõe-se de um isótopo radiativo, cujos produtos de desintegração não
são radiativos. Medindo-se a atividade de uma amostra deste isótopo, registrou-se
uma contagem de 10.000 desintegrações por minuto. Após 24 horas, a mesma
amostra acusou uma atividade de 5000 desintegrações por minuto. Deixando-se
passar mais 24 horas , a atividade da mesma amostra correspondera a:
        a)     1250 desintegrações/minuto                d) zero
        b) 2500 desintegrações/minuto                    e) nenhum dos valores
        c)     3750 desintegrações/minuto                    anteriores
                                                                              CESCEM-67
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                                                                         radiatividade – 2


        (64)    Quando      um elemento     emite uma partícula "α"      e,   em seguida,
duas partículas "β", os elementos, primitivo e final:
        a)     tem o mesmo número de massa
        b)     são isótopos radiativos
        c) não ocupam o mesmo lugar na tabela periódica
        d) possuem números atômicos diferentes
        e)     têm a mesma massa atômica
                                                                                 CESCEM-67
                                                                   H1
        (65) Na reação nuclear            2He4     +    X   ─── 1       + 8017
        elemento X possuí:
        a) número atômico 7 e                                d) número atômico 8 e
               número de massa 15                                número de massa 14
        b)     8 prótons e 7 nêutrons                        e) número atômico 7 e
        c)     7 prótons e 7 nêutrons                            número de massa 16


                                                                                 CESCEM-68
        (66) Uma grama do isótopo Mo99 decai por emissão beta, atingindo l/8 g após
200 horas. Qual é aproximadamente a meia-vida deste isótopo?
        a)     2 5 horas                  d) 1600 horas
        b)     50 horas                   e)     os dados são insuficientes
        c)     67 horas                          para se saber a meia-vida.
                                                                                 CESCEM-69
        (67) Um elemento "A",de número atômico 87 e número de massa 190, emite
uma partícula alfa, transformando-se em"B".              "B" emite uma partícula beta
transformando-se em "C ". "C " emite alfa dando "D". "D" por sua vez emite beta
resultando em "E". Os números atômicos e de massa de ''E" são respectivamente:
        a)     87 e 190
        b)     8 3 e 192                          d) 85 e 182
        c)     87 e   186
                                                                         SANTA CASA-64
        (68) 0 número atômico do átomo de um elemento é 88 e o número de massa
226. Quando esse átomo emite uma partícula "α", o átomo resultante apresentará:
        a) número         atômico   08 e número        de massa 225
        b) número atômico           87   e número de massa        224
        c) número         atômico   86   e número de massa 222
        d) número atômico           85   e número      de massa 225
                                                                         SANTA CASA-65
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        (69)     Os raios gama são:
       a)      radiações eletromagnéticas
       b) núcleos de átomos de hélio              d) núcleos de átomos
       c)     elétrons                                     de hidrogênio
                                                                             SANTA CASA-65
       (70)      Período de semi-desintegração        de um elemento            radiativo é o
tempo no qual:
       a) a metade da quantidade inicial dos átomos
              do elemento se desintegra
       b)      todos os átomos do elemento se desintegram
       c)     6,02 x IO23      átomos do elemento se desintegram
       d)      1 mol do elemento se desintegra
                                                                             SANTA CASA-66
       (71) Quando um átomo emite um raio alfa, seu número de massa:


       a)      aumenta de duas unidades                c) diminui de quatro unidades
       b)      diminui de duas unidades                d) não se altera
                                                                             SANTA CASA-66


       (72) Quando um átomo emite um raio beta, seu número atômico:
       a)      aumenta de uma unidade                 c)    aumenta de duas unidades
       b)      diminui de uma unidade                 d)     não se altera
                                                                             SANTA CASA-66
       (73) Os raios-X, os raios catódicos e os raios alfa (do rádio)
       a)      são todos desviados por um ímã
       b)      somente o primeiro e o terceiro são desviados por um imã
       c)     somente o segundo e o terceiro são desviados por um imã
                                                                             SANTA CASA-67
       (74)     Ao   emitir   uma partícula   alfa,   um elemento          radiativo   passa a
ter:
       a) número e peso atômicos diminuídos                 de uma unidade
       b)      número atômico diminuído de 2 e peso atômico diminuído de 4
       unidades
       c) número e peso atômicos diminuídos de 2 unidades


                                                                             SANTA CASA-67
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                                                                                     radiatividade – 2


          (75) É possível determinar a idade da Terra por meio:
          I - da teoria da relatividade
          II - da radiatividade
          III - pela expansão do universo
                                                                                     SANTA CASA-68
          (76)       Quando      o   Boro      (peso    atômico      11,    número    atômico    5)     e
bombardeado com partículas alfa, as seguintes variações são observadas
          Boro        +     partícula alfa -------------------> novo elemento          +   neutron
                                                                       (transmutação α, n)
          0 peso           atômico    e o número atômico             do novo       elemento     formado
serão, respectivamente;
          a)       14 e 7                   d) 11 e 5
          b)       10 e 7                   e) nenhum dos
          c)       11 e 6                         anteriores
                                                                                     SANTA CASA-69
          (77)      Radiatividade natural é o fenômeno pelo qual:
          a)       um elemento pesado emite espontaneamente apenas "raios-X"
          b)        dois     elementos mais        leves        se unem para produzir um 3º.
elemento, com grande emissão de energia
          c)       um elemento,       sofrendo     o bombardeamento          por um nêutron,           se
transforma num isótopo
          d) nenhuma das respostas
                                                                                     EES CARLOS-66
          As       questões     78    e   79   referem-se       ao    seguinte   enunciado:      "A"    e
"B" são        2    elementos        radiativos   que      se     desintegram    em    chumbo         (Pb)
segundo o esquema:




          (78) 0 valor correto de "u", "k" e "x" e:
                    u=     k=             x=        u=                k=      x=
                    a) 232 208            82        c) 228            216     86
                    b) 228 208            82        d) 222            212     74



          (79) 0 valor correto de "z", "y" e "t" é:
ATOMÍSTICA                                                 Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                        z=         y=        t =             z=        y=    t =
                      a) 98        82        206             c) 96     86    214
                      b) 92        82        206             d) 84     74    210

                                                                                 EES CARLOS-67
        (80) Qual das reações abaixo está errada:




                                                                                 EES CARLOS-68


        (81)    Um átomo “ A”           emitindo um raio "alfa",       se transforma no átomo
"B" OS átomos "A" e "B" s ao :
        a) isótopos                c) alotrópicos
        b)     isóbaros            d) nem isótopos nem isóbaros
                                                                                              FEI-68


        (82)    A vida média        de       um grama   de     certo   isótopo    radiativo     vale
30 dias. A vida média de 0,5 gramas do mesmo isótopo vale:
        a) 30 dias                      b) 15 dias                     c) 60 dias
                                                                 FEF ALVARES PENTEADO-68


        (83)    Um grama       de       um elemento      radiativo     emite partículas       beta e
após 400 horas fica reduzido a 1/16 g. Qual é sua meia vida?
                             a)     100 horas                   c) 10 horas
                              b)    400 horas                   d) 50 horas
                                                                            GEOLOGIA USP-64




        (84)    Um átomo       de número           atômico     27    e número      de massa      35
emite uma partícula alfa. 0 novo átomo possuirá:
        a) número         atômico 28            número de massa 35
        b) número         atômico       26      número de massa 36
        c) número         atômico       25      número de massa 31
        d) número atômico               25      número de massa 35
                                                                            GEOLOGIA USP-64
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                              radiatividade - 2
        (85)     Dois   átomos      pertencentes   a   dois      isótopos     de   um    mesmo
elemento apresentam:
        a)     a mesma massa                               d) mesmas propriedades
        b) propriedades químicas diversas                     nucleares
        c) mesmo tamanho                                  e) nenhuma das citadas
                                                                                   EE LINS-67


        (86)    Quando um átomo radiativo de número atômico 90 emite uma
partícula beta, origina-se um novo átomo de número atômico:
        a) 91                 b) 89                       c) 88
                                                                                   EE MAUA-63


        (87)     Os     nêutrons,     como   projéteis,    são    mais      usados      que   os
prótons nos processos de bombardeio nuclear porque:
        a)     tem maior massa
        b)     são desprovidos de carga
        c)     são mais fáceis de serem obtidos
                                                                                   EE MAUÁ-64


        (88) Quando um átomo de um elemento radiativo e cujo número atômico é
Z,emite um elétron (negativo), origina-se um novo núcleo de número atômico:
        a) Z - 1                    b) Z + 1                  c) Z
                                                                                   EE MAUÁ-65


            (89) Quando o núcleo de um átomo, de número atômico Z,emite uma
partícula beta, origina-se um outro núcleo de número atômico Z +1, isóbaro                    do
primeiro.
        Certo ou Errado?
                                                                                   EE MAUS-68


        (90) 0 que é uma substância radiativa?
                                                                            EE MACKENZIE-63


        (91)    0 que caracteriza um elemento radiativo?
                                                                            EE MACKENZIE-64
ATOMÍSTICA                                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        (92)           Qual o comportamento dos raios alfa, beta e gama num campo
magnético?
                                                                                 EE MACKENZIE-64


        (93) Após 40 dias, um determinado radioisótopo puro, cuja meia
        vida é de 10 dias, pesa 0,5 g. 0 seu peso inicial era:
        a)        8 g               d) 2 g
        b)        6 g               e) 0,5 g
        c)        4 g
                                                                             MEDICINA SANTOS-68
        (94) 0 símbolo que pode ser usado para completar a reação nuclear:
        3Li        +     1H1   = 2         .....   é:
              7




        a)        iH1               d) _1e0
        b)        on1               e) 1D2
        c)        2He
                     4


                                                                              MEDICINA SANTOS-68
        (95) Assinalar as proposições corretas:
        1)        Os     raios-gama       apresentam pequeno comprimento de onda,               sendo
mais penetrantes que os raios alfa, beta e raio-X.
        2)        Raios alfa são os núcleos de átomos de argônio,                        portanto, com
carga positiva, porém, com poder de penetração limitado
        3)        Raios beta são elétrons em grande velocidade e, com                     maior poder
de penetração que as partículas alfa.
        4)         Quando      um         elemento      emite   partículas    alfa,     forma-se outro
elemento,cujo número atômico é uma unidade inferior.
                                                                    QUIM-MOGI DAS CRUZES-69


        (96) Dos elementos que participam das reações nucleares sucessivas:
        92E
              238---------     E2 +          2α4
        E2        ---------    E3 +         β
        E3         --------    E4     +     β
        a) E1 e E2 são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros
        b) E1 e E3 são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros
        c) E1 e E4, são isótopos e E1, E3 e E4, são                          isóbaros
        d) E1 e E4, são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros
        e) E1 e E4, são isótopos e E1 , E2 e E3 são isóbaros
                                                                                             UFMG-67
ATOMÍSTICA                                             Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                          radiatividade - 2


        (97) As sucessivas reações nucleares abaixo

        90A
           232---------       B     +      2ª4

         B   -------------   C      +       β
        levam a um elemento C com as seguintes características:
        a)     87C
                  229              d) 91 C 227
        b)     89C
                     228            e)    88C231

        c)     90c
                  230


                                                                                 UFMG-67


        (98)         Um elemento radiativo tem ao fim de 36 dias, sua radiatividade
reduzida a 1/8 da original. Sua meia-vida é:
        a) 4 dias             d) 12 dias
        b) 6 dias                 e) nenhuma das
        c) 9 dias                    anteriores
                                                                                 UFMG-67
        (99)    Uma certa quantidade de Ra, ao se desintegrar, emite em um ano, 2,7 x
1013 partículas alfa e, a quantidade "He" formada é da 1 x IO-3 mm3, medidos nas
condições normais de temperatura e pressão. Os dados acima permitem deduzir:
        a) o valor da vida— média do Ra
        b) o valor da meia-vida do Ra
        c) o valor da constante de desintegração radiativa do Ra
        d) o valor do número de Avogadro
        e) que o "He", membro da família radiativa do Ra
                                                                                 UFMG-68


        (100)    Entre as equações dadas abaixo:




        assinalar o grupo de equações em que a instabilidade do elemento é devida
a excesso de protons:
        a) I, II, III                    d) I, IV, V
        b) I, III, IV                    e) III, IV, V
        C)   I, III, V                                                  UFMG-68
ATOMÍSTICA                                                 Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


           (101) Qual destas afirmativas sobre os elementos transurânicos é errada:
           a) tem número atômico elevado
           b) seu enchimento eletrônico se dá no subnível 4f
           c) são todos radiativos
           d) apresentam massa atômica elevada
           e) são obtidos por meio de reações nucleares
                                                                                       EEUMG-67


           (102)      Um certo isótopo radiativo tem um período de meia-vida de 10
minutos. Se num certo instante, tivermos 20 microgramas deste isótopo,                       quantos
microgramas existirão ao fim de 20 minutos?
           a) zero                 d)
           b) 5                    e) não se pode saber
           c) 10
                                                                           MEDICINA-VALENÇA-69


           (103) Qual das seguintes afirmações é a mais correta?
           a)   Raios    alfa são núcleos      de     átomos        de Hélio,    formados     por    4
prótons e 4 neutrons.
           b)   O poder de penetração dos            raios   alfa    aumenta     com a elevação da
pressão.
           c)   Os raios beta são elétrons emitidos pelos núcleos dos                 átomos        dos
elementos radiativos.
           d)   Os    raios gama são radiações da mesma natureza que os                     raios alfa
e beta.
           e)   O    "Curie"   é   a radiatividade    equivalente      à    de   um quilograma de
rádio em equilíbrio radiativo.
                                                                           MEDICINA-ITAJUBA-68


           (104)     Vinte miligramos de um elemento radiativo, depois de 10 minutos, se
reduzem a cinco miligramos. Quarenta miligramos do mesmo elemento,                      depois de
20 minutos, reduzir-se-ão a:
           a) 20 miligramos
           b) 13,5 miligramos
           c) 4 miligramos
           d) 25 miligramos
           e) 2,5 miligramos
                                                                           MEDICINA-ITAJUBÁ-68
ATOMÍSTICA                                              Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                            radiatividade-2


           (105) O carbono radiativo         14C   pode ser obtido por:
           a) desintegração do carbono         12C


           b) bombardeamento do carbono-12 por neutrontes
           c) bombardeamento do carbono-12 por               cíclotron
           d) bombardeamento do nitrogênio por neutrontes lentos
           e) bombardeamento do carbono-12 por raios gama
                                                                          MEDICINA-GB-66


           (106)       Marcar o processo que não pode ser considerado             como    da
desintegração atômica:
           a) emissão de partículas alfa
           b) emissão de partículas beta
           c) emissão de partículas e+
           d) emissão de fóton de luz ultravioleta
           e)    captura de eletrontes pela camada K do átomo
                                                                          MEDICINA-GB-66


           (107)   0 produto da desintegração de um elemento que             só   emite raios
"a" tem:
           a)    a mesma massa atômica e número atômico maior
           b)    a mesma massa atômica e número atômico menor
           c) o mesmo número atômico e massa atômica maior
           d)    o mesmo número atômico e massa atômica menor
           e) o número e massa atômicos menores
                                                                                    UFRJ-68


           (108) 0     32P,   de grande importância bioquímica, pode ser obtido, mediante
bombardeio do      31P   com dêuterons de 10 milhões de volts, procedentes de 1 cíclotron.
Esta reação será do tipo:
           a)    31P    (d, p)    32P


           b)    31P    (d, y)    32P


           c)    31P    (d, α)    32P


           d)    31P    (d, n)    32P


           e) diferente
                                                                                    UFRJ-68


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        (109) A massa da partícula alfa é de:
       a) 0,000548
       b)    1,00897
        c) 1,007852                  (unidade de massa atômica )
       d)    2,014722
       e)    4,002764
                                                                       UFRJ-68


       (110)   A transformação radiativa, com emissão de raios beta, fornece um
novo elemento (Lei de Russell, Fajans e Soddy) com:


       a) mesma massa atômica e número atômico menor
       b) mesma massa atômica e número atômico maior
       c) mesmo número atômico e massa atômica maior
       d) mesmo número atômico e massa atômica menor
       e) diferentes dos mencionados
                                                                       UFRJ-68




                                ══════════════════




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             ATOMÍSTICA


                                   c a p ítu lo 3
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                                                                estrutura do átomo-3




                                                   A        O ÁTOMO

                                                      DE DALTON

           Vimos no LIVRO I que a concepção de átomo, como constituinte universal da
matéria, havia sido lançada pelos filósofos gregos.
           Foi o inglês John Dalton que, em 1808, deu um caráter cientifico À idéia de
átomo. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações
químicas"que já haviam sido observadas e constatadas como válidas em quaisquer
reações.


           De modo resumido, Dalton supôs que:


           a)   Todo átomo é uma minúscula partícula material            indestrutível,
mantendo massa e dimensão inalteráveis.
           b) Átomos do mesmo elemento químico são idênticos entre si.
           c)   Os diversos átomos podem combinar-se,originando diferentes espécies
de matéria.
           Exemplos:
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         Enfim, matéria para Dalton, seria um aglomerado de átomos (bolinhas
indivisíveis), uns colados aos outros. Seria, então,como uma miniatura do "doce de
sagu".
         Dalton pensou que, os átomos diferentes, quando se combinavam, sempre
mantinham a proporção de 1:1 e, sugeriu, que tais combinações fossem denominadas
"moléculas". Como a água é constituída de hidrogênio e oxigênio, Dalton pensou que, a
molécula de água fosse "HO" e que, numa gota d'água, existissem muitas e_ muitas
dessas moléculas , umas vizinhas das outras. Mais tarde, os trabalhos de Gay-Lussac
e Avogadro, demonstraram que, numa molécula, podem existir diferentes átomos sem
obedecer a proporção 1:1. É o caso da molécula de água, que como vocês sabem,
possui 2 átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio.




         Cada molécula de água, é             Cada molécula de enxofre (S8), é
         constituída por 2 átomos de         constituída por 8 átomos de
         hidrogênio e 1 átomo de oxigênio     enxôfre.


         A atual concepção do átomo, está muito longe dessa idéia inicial, como
veremos adiante. No entanto, por questões de comodidade de apresentação, até hoje
utiliza-se muito a representação "átomo = esfera maciça", pois,deste modo, ainda é
muito satisfatória para um grande número de fenômenos químicos.
         A introdução, da idéia de molécula, que decorreu das leis dos gases (vide livro
I) veio reestruturar a teoria atômica de Dalton. A teoria "atomo=bolinha" começou a
sofrer abalos violentos a medida que iam sendo descobertos novos fenômenos.


         Como poderíamos responder às seguintes perguntas?
         - Por que nem todos os átomos se combinam entre si?
         - Que é eletricidade?
         - Por que certas reações químicas absorvem ou libertam muita energia?
         - 0 que é radiatividade?
         - Por que existem ímãs?
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                                                               estrutura do átomo-3


        Respostas com argumentos satisfatórios somente aparecem com o decorrer
dos tempos. A ciência toma um impulso extraordinário no século 20 e, em
conseqüência, surgiram renovações para a teoria atômica.
        Hoje, é incabível aceitar átomo = esfera maciça,"'mas não resta dúvida que
esta idéia primitiva foi a base inicial que conduziu os cientistas a investigarem o
interior do átomo.


                                    ════════════════



                                     B        O MODELO DE

                             RUTHERFORD-BOHR
        Foi o cientista inglês Ernest Rutherford, quem apresentou "a nova face" para
o átomo, discordando da indivisibilidade do mesmo.
        Vimos no CAPITULO 2 que Rutherford conseguiu demonstrar a existência de
partículas "α", "β" e raios gama nos fenômenos radiativos.
        Desta vez, ele utilizou um material radiativo, o polônio, que emite raios alfa
com surpreendente intensidade.
        Colocando o polônio radiativo dentro de um bloco de chumbo, Rutherford
bombardeou uma finíssima lâmina de ouro com as partículas "a", então emitidas
pelo polônio.
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          Rutherford estava curioso em estudar as trajetórias das partículas "α" e
também os resultados das colisões dessas partículas com átomos de ouro.
          Para isso, colocou um anteparo de forma cilíndrica em redor da lâmina de
ouro. Este anteparo é revestido com um material fluorescente (sulfeto de zinco) e
quando nele há incidência de uma partícula "α" ocorre emissão de luz visível.
          Uma região de fluorescência constante e intensa apareceu no anteparo,
exatamente na direção das emissões "α".
          Em outros pontos do anteparo apareciam de tempos em tempos pontos
luminosos.
          INTERPRETAÇÃO: A maioria das partículas "α" atravessam a lâmina de
ouro como se esta fosse uma peneira. Apenas algumas partículas sofrem desvios.
          Estas observações levaram a crer que a matéria é praticamente oca. Embora
a lâmina de ouro pareça compacta é constituída de muitas camadas de átomos de
ouro.




          Rutherford fez as seguintes proposições:




          A) O átomo deve ser constituído de uma parte central (caroço) e que foi
denominado núcleo . Este deve ter carga POSITIVA, pois repele violentamente as
partículas "α" que possuem carga positiva , quando estas passam próximo          ao
núcleo.
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                                                                     estrutura do átomo-3




                                                    B)     Analisando        o     número       de
                                         partículas "α" que sofreram desvios, em
                                         relação         aquelas       que        atravessaram
                                         normalmente          a    lâmina,     conclui-se      que
                                         o"tamanho            do     núcleo,        deve       ser
                                         extremamente          pequeno       em     relação     ao
                                         átomo'. Os cálculos probabilísticos revelam
                                         que:



       Raio do núcleo    =                              do Raio do átomo



       Isto quer dizer que, se o núcleo tivesse 1 metro de diâmetro, o átomo teria
um diâmetro de 10 Km, no mínimo.
       A título ilustrativo, imaginemos uma bola de tênis no centro do Estádio
Maracanã. Então a bola seria o núcleo e o estádio seria o átomo, em                        termos
proporcionais com o verdadeiro átomo.
                                                   C)    Se    o    átomo    tivesse       apenas
                                        núcleos positivos e nada mais, qualquer
                                        matéria, como a lâmina de ouro, seria
                                        eletricamente muito positiva!
                                                   Para contornar este fato, Rutherford
                                        admitiu      que       a    carga        nuclear      seria
                                        equilibrada por elétrons. Esses elétrons não
                                        poderiam estar parados, pois seriam atraídos
                                        para o núcleo e o átomo seria um sistema
                                        instável. Foi admitido um equilíbrio dinâmico
                                        ou seja: "Os elétrons devem girar em redor do
                                 núcleo, em órbitas circulares".
        Como o átomo é elétricamente neutro, a carga total dos elétrons deve
ser igual à carga do núcleo. Pode-se comparar a estrutura atômica com o sistema
planetário: o Sol atrai a Terra; como a Terra gira em redor do Sol, eles
mantém um equilíbrio dinâmico.
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         CONTRADIÇÃO À TEORIA DE RUTHERFORD


         Mal a teoria fora lançada, ela teve que vencer diversos obstáculos. Uma forte
contradição apareceu imediatamente, em relação à trajetória e energia do elétron.


                                             Segundo a teoria clássica de Maxwell, no
                                  estudo   do   eletromagnetismo,        qualquer    carga
                                  elétrica acelerada emite energia em forma de onda
                                  eletromagnética.
                                           Ora, o elétron em movimento circular está
                                  constantemente sujeito `a aceleração centrípeta
                                  (Ycp) e , continuamente deveria emitir energia.
                                           Perder energia significa perder velocidade
                                  e, para que o elétron continuasse em equilíbrio com
                                  o núcleo, seria necessário diminuir o raio da
                                    trajetória. Então, o movimento do elétron teria
                                    uma trajetória em espiral. Dentro em breve o
                                    elétron cairia no núcleo e qualquer átomo teria
                                    estrutura instável. Absurdo!!!.


         A TEORIA DE BOHR
         Foi o físico dinamarquês Niels Bohr quem introduziu a justificação energética
para o elétron, aceitando-se o modelo de Rutherford.
         Bohr achou que nem todas as leis que eram válidas na Física Clássica
(resultantes de observações experimentais) deveriam ser seguidas pelas partículas
constituintes do átomo.
         Foi o caso do elétron girando em torno do núcleo. Para este, Bohr estabeleceu
certas proposições baseadas na teoria quântica de Planck, que se tornaram
conhecidas como"POSTULADOS DE BOHR" fugindo           das   restrições    impostas    pela
física Clássica.
         Os constituintes do átomo passam a respeitar novas leis que são baseadas
na mecânica quântica.
         Em simples palavras, os postulados de Bohr são:
         A)    "Os elétrons giram em redor do núcleo em órbitas circulares bem
definidas e, espontaneamente,ao fazê-lo, eles não irradiam energia."
         B)   "Quando um elétron passa de uma órbita para outra, ele emite             ou
absorve, determinada energia dada pela expressão:
                                           ∆E = h.f
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                                                              estrutura do átomo -3


        Sendo:
        h - constante de Planck = 6,6 x IO-27 erg x seg.
        f - frequência da radiação absorvida ou emitida.


        A energia “ absorvida ou emitida por um elétron'” é   sempre de"um fóton”.




        Embora os elétrons girem em órbitas circulares, eles não irradiam energia
espontaneamente.




        Para afastar o elétron do núcleo,     Quando um elétron "passa"
        ele absorve um fóton de                a uma órbita mais interna, ele
        energia "q = h.f."                    emite um fóton de energia "q=h.f.“


        Bohr não enunciou esses postulados apenas com base intuitiva; muitos
cientistas já haviam estudado os espectros de emissão do hidroqênio e seus resultados
permitiram que fossem enunciados aqueles postulados.
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         Vamos descrever rapidamente o que é um espectro de emissão.


         Imagine uma lâmpada incandescente, uma lente, um prisma de vidro e
um anteparo branco como indica o esquema abaixo:




         No anteparo serão projetadas as sete cores, numa seqüência como àquela que
aparece no arco-íris. De cima para baixo: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul,
anil e violeta.
         As cores sofrem uma mudança gradativa e, teremos então         um espectro
contínuo.
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                                                                  estrutura do átomo-3




         Vamos substituir a lâmpada incandescente por um tubo de Geisller contendo
gás hidrogênio.
         Observa-se que, durante a descarga, no anteparo aparecem linhas luminosas,
umas distanciadas das outras. Trata-se, portanto, de um 'espectro descontínuo ou
espectro linear ou de raias"


         Observação:
         Na verdade, durante a descarga no tubo de hidrogênio, ainda são emitidos
raios ultra-violetas e infra-vermelhos que são invisíveis, que seriam detectados se
utilizasse prisma de quartzo e anteparo:: especiais           (filmes     ou       materiais
fluorescentes).
         Por que surgem estas linhas durante a descarga?
         Eis a explicação:




         Durante a descarga, elétrons saem do cátodo e dirigem-se para o ânodo (veja
capítulo 1). Pode um desses elétrons colidir com um elétron do átomo de hidrogênio (I
e II) e jogá-lo numa órbita mais externa (III), resultando um estado instável no átomo.
O elétron tende a voltar para a órbita inicial e, na transição, ele emite uma radiação.


         Agora que sabemos o que é um espectro de emissão, vamos narrar como, o
famoso cientista dinamarquês, conseguiu contornar a contradição              à    teoria   de
Maxwell.
         Bohr examinou cuidadosamente as experiências           realizadas       por
           Lyman, Balmer e Paschen.
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           Estes cientistas estudaram as emissões produzidas durante a descarga de
um tubo de Geissler contendo hidrogênio:
           Lyman, preocupou-se com as emissões na região da luz ultra-violeta; Balmer
na parte da luz visível e, Paschen, anotou as radiações dos infra-vermelhos.
           Os comprimentos de onda das diversas radiações foram anotadas,              e   eles
encontraram as seguintes fórmulas:




           Os inversos de "λ' estavam assim relacionados, como indicam as fórmulas
puramente empíricas. Nestas relações, "R" é a constante de Rydberg e vale:
           R = 1 ,097 x 107 m-1; "n" é apenas número natural.


           Por exemp1o:
           Vejamos as anotações feitas por Balmer            na região da luz visível.
           No filme ele encontrou os seguintes "λ":




           Êle   mesmo    verificou   que, os   valores    de   "λ"   obedeciam   à   seguinte
fórmula:
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                                                                       estrutura do átomo-3




        Este resultado concorda com o maior valor de "λ" lido no espectrômetro.
        Quando Bohr examinou estas correlações, sugeriu que, o movimento dos
elétrons obedecessem a determinadas leis energéticas. Foi assim que êle adaptou ao
fenômeno   a teoria quântica de Planck.


                                           Por que apareciam diferentes valores de " λ "
                                 no espectro?
                                           O átomo de hidrogênio, no estado normal,
                                 apresenta um elétron girando numa região próxima
                                 do núcleo. Aí, esse elétron tem posição estável.
                                           Quando esse elétron receba energia, êle
                                 passa a girar numa órbita mais externa, porém, a
                                 sua estabilidade é pequena. Dentro de pouco tempo,
                                 o elétron voltará à_ órbita inicial. E nessa volta que
                                 ocorrera emissão de ondas eletromagnéticas de
                                                        comprimento de onda "A" (uma
                                                        forma de energia).


        Eis agora a interpretação de Bohr:
        Devem   existir   diversas   órbitas,   onde    os   elétrons    possam    estacionar
temporariamente.
                                                A   cada      órbita     estacionária   deve
                                      corresponder determinada energia para o elétron.
                                      Acontece que, a variação de energia , devo ser
                                      descontínua, como se fossem "degraus de uma
                                      escadaria".
                                                Vamos supor que o elétron fosse uma
                                      pequena bola. Quando ela fosse lançada, teria
                                      recebido energia e, iria         atingir deter
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        minado degrau. Daí, a descida seria feita por "saltos" (não obrigatóriamente
de degrau em degrau), e em cada etapa, perderia uma parcela da energia.
        No átomo, quando o elétron é colocado numa órbita externa, ele tende a voltar
à órbita inicial, pelo processo de "saltos". Porém, esses saltos podem ser diferentes nos
diversos átomos. A cada tipo de salto corresponde determinado "λ".
        Mas, saltos maiores significam maiores perdas de energia!
        Então, todo "λ" está associado a determinada variação de energia.
        Qual seria a relação entre o "λ" e a variação de energia?
        Foi aí que Bohr aplicou a teoria de Planck:
        Sabe-se que:
        λ= c                f     freqüência de radiação
             f             c      velocidade da luz
        e segundo Planck:
                                ________________________________
                                energia do fóton = q = h.f
                                __________________________________


        h = constante de Planck = 6,6 x IO-27 erg x seg
        onde:
        q = quantum


        Resumindo:
        a)   Para um elétron que volta à posição normal através de saltos, em
cada salto, ele só emite um fóton.
        b)       Se os fótons emitidos possuem energias diferentes, conclui-se que
existem diferentes tipos de saltos.
        c)   Cada fóton tem energia q = h.f donde se conclui que o número de saltos
diferentes corresponde ao número de diferentes frequências (ou de λ diferentes).
        d)       Foi assim que Bohr supôs que existissem órbitas circulares bem
determinadas onde os elétrons poderiam girar como esta no desenho             da pagina
seguinte. Cada órbita recebeu um número n inteiro.
        e)   O número de raias que aparecem no espectro correspondem a todos os
possíveis saltos dos elétrons utilizando-se apenas as n órbitas.




        Não existem órbitas intermediárias, pois no espectro não se constatou
nenhum valor de λ que fosse compatível com essa hipótese.
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                                                         estrutura do átomo-3


       Neste desenho esquemático, temos os correspondentes "saltos" do elétron
nas séries de Lyman, Balmer e Paschen.




       Num gráfico energético teríamos:
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           No desenho esquemático vê-se que, para cada "n", corresponde determinada
energia. Então, a energia do elétron não varia de modo continuo.
           Apenas as posições inicial e final no "salto do elétron" é que determina o "X_"
do fóton emitido.
           Para melhor visualizar a idéia energética do elétron, imagine uma miniatura
de um estádio de futebol com suas arquibancadas.
           Suponhamos que o jogador esteja bem próximo das arquibancadas (fora do
campo).
           Faça de conta que a "bola" é o elétron que, chutada pelo "era que" (que
fornece energia), vai para o alto e depois desce a arquibancada dando "saltos".




           Vamos supor que as arquibancadas sejam indicadas por            (n = 1, 2, 3,
4, ...).
           A bola recebe energia atingindo determinado "n". Ela voltará à posição inicial
(n = 1), porém, os caminhos serão os mais variados.
           No desenho temos a volta (n = 6         n = 3      n = 1). Poderia até voltar
diretamente. Para cada salto diferente, a bola perde diferente energia.
           Pode ainda acontecer que, com um "chute" muito forte, a bola saísse         do
estádio (no átomo seria a ionização).
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                                                                   estrutura do átomo-3


           Bohr achou que, cada elétron possui sua "arquibancada de estabilidade" bem
determinada. Aí, o elétron gira em redor do núcleo, sem irradiar energia.
           Se um elétron é deslocado de sua arquibancada para outra superior, ele
tende a voltar à posição inicial (diretamente ou por etapas), com irradiação de energia.
Observa-se que, as energias são bem definidas para cada arquibancada.
           Os diversos estados energéticos do elétron,foram relacionados com regiões, de
maior ou menor distância,até o núcleo. Estas regiões, são                as   CAMADAS
ELETRÔNICAS ou NÍVEIS ELETRÔNICOS.
           Cada camada eletrônica pode ter um máximo de elétrons, assunto            que
discutiremos a seguir.


           DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA
           Os átomos até hoje conhecidos apresentam seus elétrons em camadas, tendo
um máximo de 7 camadas de estabilidade, denominadas: K, L, M, N, 0, P e Q.




           O cálculo desses máximos de elétrons será discutido adiante.
           Experimentalmente, constatou-se que, num átomo estável, o máximo de
elétrons        na camada externa é 8.


           Regra para a distribuição eletrônica:
           Vamos repetir a regra que foi dada no capítulo 2 do LIVRO I.
           a)     Preencha as camadas na ordem:_K, L, M, N, ... etc. Nessa ordem, coloque
o máximo de elétrons que aceita cada camada. Assim, K - 2, L - 8, M - 18, ... etc, até
completar o total de elétrons do átomo.
           b)     Verifique o número de elétrons na camada mais externa. Se ela
tiver mais de 8 elétrons deve-se:
           CANCELAR esse número e          deixar apenas 8 ou 18 elétrons.
           (Escreve 8 ou 18; aquele que for imediatamente             inferior ao número
a ser cancelado).
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           -   a_ diferença entre o número cancelado e      8 ou 18 (imediatamente
inferior), deve ser escrito na camada seguinte.
           c) Se ainda, a nova camada tem mais de 8 elétrons,        deve-se repetir
a operação do item b.


                                       EXERCÍCIOS


           (111)   Seja a configuração eletrônica do átomo de cálcio de Z = 20.
Então temos:




           (112) Seja a configuração eletrônica do átomo de iodo de Z=53.




           (113) Seja a configuração eletrônica do átomo de frâncio de




           (114) Escreva a configuração eletrônica do átomo de     alumínio de
           Z = 13, segundo suas camadas eletrônicas.


           (115) Idem, para o átomo de antimônio de Z = 51.


           (116)   Quantos elétrons possui o átomo de Z = 37 na sua camada
externa?
           a) 1          b) 8           c) 9           d) 5
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                                                                       estrutura do átomo-3


        (118) Quantas camadas eletrônicas possui o átomo de Z = 56?
        a) 5                   c) 7
        b) 6                   d) 2


        (119)   Quantos    elétrons    possui     a   penúltima camada         do   átomo      de
germânio de Z = 32?
        a) 2                   c)     18
        b) 8                   d)     32


                                    ═════════════════════


        Os elementos de transição
        A regra que foi citada abrange um grande número de átomos. Porém,
constata-se experimentalmente que ela NÃO VALE para os ELEMENTOS                               DE
TRANSIÇÃO.
        Os elementos de transição serão estudados no capitulo 5 deste livro, onde se
trata da classificação periódica dos elementos.
        Adiantando as afirmações, podemos dizer que, os elementos de transição
aparecem no 49, 59, 69 e 79 períodos da tabela e seus números                 atômicos       estão
compreendidos entre:
                                           21-----------     28
                                           39-----------     46
                                           5 7----------     78
                                           89----------- 103


        Dada    a   distribuição    eletrônica    desses      elementos   é   facílimo   o    seu
reconhecimento, porque qualquer um deles possui:
        a) 1 ou 2 elétrons na camada externa.
        b)   Pelo menos uma camada interna com número de elétrons diferente
de 2, 8, 18 ou 32.


                                           EXERCÍCIOS
        (120) O átomo de ferro de Z = 26 possui a seguinte configuração
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        (121)   Sejam os átomos A,      B,   C e D cujas     configurações eletrônicas
estão abaixo indicadas. Aponte aquele que é de transição.




        Como já dissemos, a regra da distribuição eletrônica diretamente            nas
camadas é válida somente para elementos não de transição.
        Os elementos não de transição apresentam nas camadas internas, número de
elétrons 2, 8, 18 e 32 enquanto aqueles de transição possuem        pelo   menos   uma
camada interna com diferente número de elétrons.




                                      ══════════════




                                        C          A EVOLUÇÃO

                                          DA             TEORIA DE
                              RUTHERFORD-BOHR
        A teoria de Rutherford-Bohr foi muito bem sucedida, quando aplicada ao
átomo com apenas 1 elétron (Hidrogênio, deutério e hélio ionizado). Quando se tratava
de espectros de átomos mais complexos, com diversos elétrons, surgiram dificuldades
em adaptar a teoria, e houve necessidade de adaptar novas grandezas quânticas.
        Num sistema com diversos elétrons ocorrem interações entre esses elétrons e
o espectro, ao invés de ser"espectro de linhas" aparece na forma de "espectro de raias".
Estas "raias" são diversas linhas umas muito próximas das outras.
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                                                                  estrutura do átomo-3


                                                     O   exame    mais    minucioso    é
                                            denominado "espectro fino".
                                                     Se cada raia está associada a 5
                                            linhas, isto significa que ocorreram 5 saltos
                                            muito semelhantes.
                                                     Esta experiência força a aceitar que
                                            elétrons com o mesmo número quântico
                                            principal possuem diferentes energias. Há
                                            necessidade de introduzir outros números
                                            quânticos para caracterizar a energia do
                                            elétron num átomo.
         Foi Sommerfold, quem deu o primeiro passo para a ampliação à teoria de
Bohr. Ele admitiu a possibilidade de órbitas elípticas com diferentes excentricidades,
para um mesmo número quântico principal n.
         Assim os elétrons da camada 'M" (n = 3) poderiam ter 3 tipos de elipses.
         Foi introduzido um 29 número quântico para caracterizar estas elipses de
diferentes excentricidades. E o número quântico azimutal ℓ,       também denominado
número quântico secundário.
         Os valores que ℓ pode assumir variam de 0 até (n - 1). Por exemplo, na
camada N (n = 4) , os possíveis valores são: ℓ, = 0, 1 , 2 e 3.
         Temos, então, 4 tipos de elipses. Quanto maior o valor de t a elipse é mais
"arredondada". O máximo valor de ℓ, portanto ℓ=(n-l), no exemplo ℓ = 3, corresponde à
elipse mais arredondada, ou seja, uma circunferência.




         Quanto maior o valor de ℓ maior é a energia do elétron.
         Cientificamente, ao invés de falar que os elétrons têm trajetórias de diferentes
excentricidades, diz-se que, os elétrons descrevem órbitas de diferentes momentos
angulares.
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                        Sejam os elétrons das três órbitas
             desenhadas           na   figura     anterior.    A    órbita
             circular de ℓ = (n - 1) é aquela de maior
             energia. Se esses elétrons "saltam" para um
             nível energético mais baixo, emitirão fótons
             com      diferentes        λ    e     portanto,       teremos
             impressões em diferentes regiões no espectro.
                        A trajetória de um elétron pode ser
             considerada          uma       corrente    elétrica.     Esta
             corrente        cria       um        campo        magnético
             perpendicular ao plano dessa trajetória (elipse
             ou circunferêncial .




                       Quando colocamos um átomo numa
             região de intenso campo magnético, o vetor H
             criado   pelo    elétron        sofre    uma     orientação,
             forçando-o       a     tornar       paralelo     ao    campo
             magnético externo.




                       Se efetuarmos "saltos" de elétrons,
             dentro de um campo magnético, observam-se
             novos tipos de emissões.
                       Este       fenômeno        é   conhecido      como
             EFEITO ZEEMAN.
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                                                                 estrutura do átomo-3




        A explicação    é que,   como   os   vetores   H   criados   pelos   elétrons têm
diferentes orientações, acumulam-se diferentes energias nesses elétrons, quando
dentro de forte campo magnético.
        Para cada orientação de H,           será produzida uma linha espectral no
efeito Zeeman.
        Numa linguagem científica dizemos que, o elétron tem um momento
magnético (ao invés de dizer que a sua trajetória cria um campo magnético).
        Para determinado momento magnético, podemos associar um vetor que
apresenta determinada orientação espacial e recebe um terceiro         número   quântico
denominado número quântico magnético (m ℓ ).
        Verificou-se que esse número quântico magnético pode ter valores inteiros
no intervalo: -ℓ, ..., 0, ..., +ℓ.
        Assim, os elétrons de ℓ = 3, podem ter m ℓ -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3.
        Por enquanto, estamos admitindo o elétron como uma partícula elementar
que gira em redor do núcleo, em órbitas elípticas ou circulares, tendo trajetórias em
planos bem definidos.
                                         Examinando os espectros com maior precisão,
                                 ou seja, obtendo-se o "espectro fino" vê-se que cada
                                 raia espectral tem diversas linhas.
                                         A primeira raia da série de Balmer é, na
                                 verdade, constituída de 2 linhas muito próximas, com
                                 uma diferença de 0,14 Ǻ no comprimento.
                                         Como poderia ser explicada a "estrutura fina"
                                 das raias espectrais?
        Em 1925 foi sugerido que isso o corria porque o elétron pode ser considerado
como uma carga esférica que gira em torno do eixo axial, ou seja, teria também um
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        movimento de rotação próprio.




        Em outras palavras, o elétron é considerado como um pequeno eletro-
imã. Este imã      vai se orientar dentro do campo magnético criado pelo seu
movimento   de   translação   em   redor   do   núcleo.           Existem dois   tipos   de
orientação: paralelo e anti-paralelo.
        Estes dois tipos de orientação dos elétrons forçaram a introduzir o 4º.
número quântico denominado número quântico de spin ms .

        Os valores de ms podem ser: - 1/2            e   + 1/2.


        Para caracterizar determinado elétron de um átomo, são necessários 4
números quânticos:
        a) número quântico principal            n
        b) número quântico azimutal             ℓ
        c) número quântico magnético            mℓ

        d) número quântico         de spin      ms


        Esses números quânticos podem ter os seguintes valores:




                                   ══════════════════
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                                                                  estrutura do átomo-3



                                     D             PRINCÍPIO DE

                            EXCLUSÃO DE PAULI
        Após   examinar    cuidadosamente     os   espectros   de    diversos   átomos,
Wolfgang Pauli enunciou o conhecido princípio da exclusão.


        Num átomo nunca existem 2 elétrons com seus 4
números quânticos iguais.


        Para você entender melhor, imagine um sistema telefônico que utiliza 4
números. Será preciso discar 4 números para determinar um aparelho. No elétron
precisamos de 4 números quânticos para determiná-lo.
        Por outro lado, neste sistema telefônico não existem 2 aparelhos com os 4
números iguais, limitando-se o número de aparelhos que o sistema comporta.
        O principio da exclusão de Pauli limita também o número de elétrons que
cada camada pode admitir.
        Por exemplo: Na camada L (n = 2) teremos os valores de ℓ = 0 e 1 pois, o
máximo é (n - 1) . Ainda mℓ tem suas limitações desde -ℓ a + ℓ.
        Teremos então estes elétrons:




        Conclusão:
        A camada "L",admite no máximo 8 elétrons.
        Os detalhes sobre as conseqüências do principio da exclusão são de Pauli
serão estudadas adiante, neste mesmo capítulo.
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                                             E         A MECÂNICA

                                                  ONDULATÓRIA

        Em   1924,      o   físico   francês   Louis   de    Broglie   sugeriu que o elétron
também pudesse ser encarado como uma onda.
        Quando um fóton colide com um elétron, este adquire mais energia e, o fóton
resultante, após o choque, perde parte da energia. Esse fenômeno e denominado efeito
Compton.




        A proposição de "de Broglie" era simples:
        Se os fótons.que comumente afirmamos                 serem ondas, podem algumas
vezes   apresentar propriedades de corpúsculos (como no efeito Compton), por que
os elétrons não poderiam apresentar propriedades ondulatórias?
        Inicialmente,       a   proposição     recebeu      diversas   criticas,   mas   logo
apareceram provas que corroboravam a teoria.
        Experiências de Germer e Davisson vieram provar que, elétrons podem sofrer
difração obedecendo as leis ondulatórias como se fossem ondas sonoras, luminosas,
etc.
        Vejamos uma comparação como recurso didático:
        Um "cara" metralha a esmo, próximo a uma esquina.
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                                                                  estrutura do átomo-3


        As balas caminham praticamente em linha reta. No entanto, o "som" da
rajada sofre difração na quina da parede e o indivíduo agachado, protegido das balas,
pode ouvir a rajada. Isto quer dizer que o som "dobra a esquina", que é uma das
características na propagação ondulatória.
        Se a metralhadora atirasse elétrons, estes sofreriam difração na quina e iriam
atingir o indivíduo, caracterizando a sua própriodade ondulatória.
        Esse fato levou a crer que, poderia associar ao elétron uma onda                 de
determinado comprimento de onda λ.
        De Broglie propôs que, qualquer partícula material em movimento              teria
uma onda associada com o comprimento de onda.




        onde;
        λ       comprimento de onda associada
        h       constante de Planck
        m       massa da partícula
        v    velocidade da partícula


        Reparem na equação
        Um corpúsculo que tem massa elevada teria um λ muito pequeno. Por
exemplo, uma bola de tênis em movimento possui um λ, porém é tão pequeno o seu
valor que, torna-se imperceptível na prática.


                                                  Um      elétron,       segundo    Bohr,
                                         descreve uma órbita circular. Segundo De
                                         Broglie, a trajetória do elétron é a de uma
                                         onda, como indica a figura ao lado. E ainda,
                                         a trajetória devo conter um número inteiro
                                         de λ.
                                                  Neste   caso,      o   elétron   não    é
                                         considerado como uma partícula; ele é
                                         considerado como um conjunto do ondas
                                         que vibram em redor do núcleo.
                                                  Criou-se, então, um novo ramo na
Física denomina do "Mecânica Ondulatória".
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           O princípio das incertezas


           É difícil aceitar certas teorias, quando elas fogem dos aspectos de fenômenos
cotidianos. Antes cientistas pensavam em átomos = esfera, elétron = satélite, etc.
           Na verdade, quando vamos ao mundo subatômico, as teorias clássicas
perdem sua validade e necessitamos de novos conceitos. - Como este por exemplo,
do elétron ser encarado como uma onda.
           Às vezes, esses novos conceitos entram em choque com a nossa mente
intuitiva, sendo difícil sua aceitação. É o que está acontecendo com a teoria matéria
-------    onda e    também acontecerá com o princípio das incertezas.
           O princípio das incertezas diz que:
           _______________________________________________________________
           Jamais    poderemos determinar simultâneamente                  a posição
de uma partícula e a sua velocidade num dado instante.
           ______________________________________________________________
           Em outras palavras: quanto mais exata for a determinação da posição de uma
partícula., em determinado instante, maior incerteza te remos na sua velocidade, e
vice-versa.
           Para um elétron em movimento em redor do núcleo, pode-se determinar sua
energia, mas há indeterminação na velocidade e posição desse elétron, num dado
instante.
           Torna-se absurdo falar na trajetória de um elétron em redor do núcleo (como
supôs Bohr), para um elétron com energia e momento angular determinados.
           Pode-se falar numa região de máxima probabilidade de se encontrar
determinado elétron.


           Um físico austríaco Erwin Schrodinger conseguiu adaptar ao elétron         as
teorias de Heisenberb e De Groglie.
           Utilizando-se equações do movimento de ondas, em coordenadas cartezianas,
ele conseguiu deduzir equações matemáticas que deter minam regiões no espaço, onde
temos a máxima probabilidade de se encontrar determinado elétron.
           Esta região é denominada ORBITAL do elétron.




                                                     A figura ao lado é a visualização do
                                            orbital do elétron do átomo de hidrogênio,
                                            no estado normal .
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                                                              estrutura do átomo-3


        ORBITAL é a região do espaço onde se tem a máxima
probabilidade de se encontrar determinado elétron.

        Apenas para efeito ilustrativo, vamos imaginar um beija-flor, seu ninho e
suas vizinhanças. Tudo está imóvel exceto o beija-flor.
        Lancemos mão de uma câmara fotográfica e vamos bater chapas de 10 em 10
segundos. Assim, as posições do beija-flor serão dadas em cada 10 segundos e vamos
registrá-las num mapa (figura).




        No mapa vê-se que, com maior freqüência, o beija-flor esteve perto do ninho
(núcleo). O conjunto de todos os pontos por onde o beija-flor esteve, é denominado do
ORBITAL desse pássaro.
                                  ══════════════════



                                                          F       NÍVEIS

                                                       SUBNÍVEIS
                                                      E ORBITAIS
        Quando Bohr enunciou os postulados, sugeriu que            o raio da órbita
circular fosse:
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         sendo:
         h -      constante de Planck = 6,6 x 10-27 erg x seg
         π -      3,1416
         m -      massa do elétron
         v -   velocidade do elétron
         n -      número inteiro


         Para os átomos estáveis os valores de "n" podem ser:
                                          1 < n < 7
                                               2
         Hoje, não tem mais sentido falar em raio da órbita e a interpretação de "R"
seria: a distância mais provável do elétron ao núcleo.
         Conforme o "n" adquira valores 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, dizemos que o elétron
pertence às camadas ou níveis K, L, M, N, O, P e Q respectivamente.
         Pela equação de Bohr vê-se que, quanto maior o "n", o elétron encontra-se
mais afastado do núcleo.
         Na camada "K", existe apenas 1 tipo de orbital.
         Esse orbital é chamado "ls" e       tem forma esférica.
         Na verdade, o orbital não possui um limite nítido, porém, representaremos
com figuras geométricas com a finalidade de facilitar a visualização espacial.




         Na camada L, ou seja, para o número quântico principal "2" , existem duas
formas de orbitais: "s" e "p".
         Chamaremos de orbitais "2s" e "2p". Reparem que a letra do orbital é sempre
precedida pelo número quântico principal que no caso é "2".
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                                                                      estrutura do átomo-3
         0 orbital "2s" é uma corôa esférica que envolve "ls".
         Os orbitais "2p" são três, denominados: "2px ", "2py " e "2pz ", que se orientam
em 3 eixos triortogonais "x", "y e "z" respectivamente.
         Cada orbital "p" tem formato de halteres.




                                             Os orbitais "2px", "2py", e "2pz" constituem
                                    um    conjunto   de    orbitais    que   é   denominado
                                    SUBNÍVEL. Este é o subnível 2p que e o conjunto
                                    de todos os orbitais 2p (2px, 2py e 2pz).




                                             O conjunto       dos      subníveis de mesmo
                                    número quântico principal          definem a camada
                                    ou nível eletrônico.




                                             Neste caso temos:
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        Resumindo :
        Os elétrons de mesmo número quântico principal podem estar em diversos
ORBITAIS.
        Os orbitais formam agrupamentos que são chamados de SUBNÍVEIS.
        Esses subníveis é que constituem os conjuntos denominados de CAMADAS.
        É como num prédio de apartamentos, por analogia!
        Os habitantes (elétrons) se encontram nos cômodos (orbitais); os cômodos
constituem o apartamento (subnível); um conjunto de apartamentos determinam um
andar (camada) e o conjunto de andares constituem o prédio (eletrosfera).


                                                Vamos à camada "M".
                                                Esta camada apresenta os se guintes
                                       subníveis: 3s, 3p e 3d.


                                                - 0 subnível "3s" é constituído apenas
                                       pelo   orbital   "3s"que    ê    uma     coroa   esférica
                                       envolvendo "2s".




                                               - O subnível "3p" é constituído pelos
                                     orbitais 3px , 3py e 3pz dispostos em 3 eixos
                                     triortogonais.




        -   0   subnível   "3d"   é constituído   de     5   orbitais   assim    denominados:
"3dxy", "3dyz", "3dxz," "3dx2-y2" e "3dz2".
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                                                            estrutura do átomo-3


         Eis as formas geométricas que representam esses orbitais:




         Mas como poderemos prever o número de orbitais numa camada?
         A mecânica quântica ê quem pode dar esta resposta. As discussões das
equações que nos poderiam responder ficarão em suspenso por    estarem         fora   do
nível deste curso.
         Teoricamente, pode-se dizer que, um átomo possui camadas K, L, M, N, ...
onde os elétrons teriam seus números quânticos principais n = 1,     2,   3,     4,   ...
respectivamente.
         Logo, um elétron da camada "P" tem: n = 6.


         Cada camada é constituída de subníveis. Cada subnível tem um número
quântico secundário ou,também chamado, número quântico azimutal,      indicado por
ℓ (inteiro).
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         Os valores de ℓ     são: 0, 1, 2, 3, ... (n - 1).
         Por exemplo:
         A camada "M" tem no. quântico principal n = 3.
         Então, os subníveis possíveis       serão com valores de ℓ = 0, l e 2.
         Conclusão: a camada "M" possui 3 subníveis.
                                                Cada subnível recebeu letras do alfabeto
                                       conforme seja o seu número quântico azimutal ℓ
                                  (veja a correspondência ao lado) .
                                           Na prática só se conhecem valores de ℓ ≤ 3
                                  para os átomos estáveis.
                                           Portanto os subníveis g, h, i, j, etc são
                                  puramente teóricos.
                                           As   letras   "s",   "p",     "d"   e    "f"    foram
                                  extraídas do inglês:    sharp,       principal,     diffuse   e
                                       fundamental, respectivamente.
         Estas palavras estão relacionadas com os espectros de emissão.


                                         EXERCÍCIOS
         Quais os subníveis que apresenta a camada N?
         Temos:
                                        camada N         n= 4
         então:
                                        ℓ = 0, 1, 2 e 3
          e os subníveis são:
                                            s, p, d e f
         Resposta: os subníveis são 4s, .4p, 4d e 4f.



         (123) Quantos subníveis tem o átomo normal que possui as camadas K. L e
M?
         Cada subnível é constituído de orbitais. Cada orbital recebe um número que é
chamado número quântico magnético (mℓ). A mecânica quântica garante que os
valores de mℓ so podem ser - ℓ, ..., -1, 0, +1, ..., + ℓ (todos inteiros).


         Então, o subnível d cujo valor de ℓ. = 2 possui orbitais cujos números
quânticos magnéticos são:
         -2, -1, 0, +1, +2.


         0   subnível d possui 5 orbitais.
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                                                                estrutura do átomo-3
         (124) Quantos orbitais possui a camada "L"?
         Sendo camada L:
                  n = 2;ℓ = 0      e       ℓ =1
                  Para ℓ = 0 { m       ℓ   = 0

                  Para ℓ     = 1


         Então:
         A camada "L" possui 4 orbitais.


         (125) Quantos orbitais possui o subnível 4f ?
                  a) 4             c) 6                e) 10
                  b) 28            d) 7


         (126) Quantos orbitais possui a camada M ?
                  a) 9                 c) 3            e) 7
                  b) 5                 d) 6


         E em cada orbital, quantos elétrons podem existir?


         A resposta a esta pergunta pode ser dada pelo Princípio da exclusão            de
Pauli.
         Vimos que, este princípio_assegura que num átomo não pode existir 2
elétrons com seus 4 números quânticos iguais. Dois elétrons do mesmo orbital já
possuem 3 números quânticos iguais (n, ℓ e mℓ), pois esses elétrons são da mesma
camada (n), do mesmo sub nível (ℓ) , e do mesmo orbital (mℓ) .
         Por outro lado, o número quântico de spin só pode ser -1/2 e +1/2. Então, a
outra forma de enunciar o principio da exclusão é:
         ___________________________________________________________________________
         Num      orbital,    encontram-se        no máximo     2   elétrons     e eles
possuem spins opostos.
         _______________________________________________________________
         Conclusão:


         Num orbital teremos apenas 2 elétrons, no máximo._ A mecânica quântica
deduz que o primeiro_elétron do orbital tem número quântico         de   spin   -1/2.   0
segundo elétron terá ms = + 1/2.
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                                         EXERCÍCIOS
        (127)    Quais são os números quânticos dos               2    elétrons externos do
átomo de mercúrio sabendo-se que eles pertencem ao subnível 6s?
        Resolução:
                  subnível 6s -> camada com n = 6
                                      subnível com ℓ = 0
                 Logo:
                         mℓ = 0
        pois :
                         -ℓ < mℓ < + ℓÍ
         como os valores de ms são:
                         -1/2    e    +1/2
        Os conjuntos dos números quânticos são:
                         6, 0, 0, -1/2
                         6, 0, 0, +1/2


        (128)    Dar o   conjunto     dos números     quânticos       do    elétron externo do
átomo de potássio cujo Z = 19.
        a) 1, 0, 0, -1/2                     c) 4, 0, 0, -1/2
        b)   3, 0, 1, -1/2                   d) 4, 0, 0, +1/2


                                     ════════════════════


        Diante do que foi estudado podemos prever o máximo de elétrons em
cada camada.
        Em primeiro      lugar   vamos   determinar    o   número      de    orbitais     nos
diferentes subníveis.
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                                                                               estrutura do átomo-3


         Anàlogamente os subníveis teóricos g, h,                   ... teriam      o máximo de 9,
11, ...orbitais.
         Observe que o número de ORBITAIS num SUBNÍVEL é sempre ÍMPAR.
         Como em cada orbital só cabem no máximo 2 elétrons.
         subníveis                     orbitais                     elétrons
         s ------------------------     1 -----------------------     2
         p ------------------------     3 -----------------------        6
         d ------------------------     5 -----------------------     10
         f -------------------------    7 -----------------------        14
         Temos aí os máximos de elétrons em cada subnível.


         Vejamos agora os subníveis em cada camada:
         Lembremos que ℓ = 0, 1, 2, 3, ... até (n - 1).




         Nas camadas O, P e Q deveriam existir novos tipos de subníveis (g, h, i, j ,
etc). Na realidade essas camadas não apresentam todos os subníveis teoricamente
admissíveis.
         Na camada O existem os subníveis 5s,                  5p, 5d e 5f         (deveria aparecer,
então, o 5g) .
         Na camada P temos os subníveis 6s, 6p e 6d.
         Na camada Q temos apenas o subnível 7s.
         Estas     conclusões          foram      levantadas        de        trabalhos   puramente
experimentais.
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        Temos, num resumo geral:




         (Obs.:   Na prática,   para a camada "P" só foi encontrado o átomo com
um máximo de 10 elétrons).


                                  ════════════════════




                                G      REPRESENTAÇÃO

                                                          GRÁFICA E
                                        REGRA DE HUND
        Vimos que um subnível é um conjunto de orbitais. Lembremos que os
subníveis s, p, d e f, apresentam respectivamente 1, 3, 5 e 7 orbitais.
        Cada orbital será representado por um quadrado             (gaiola)   em cujo
interior representaremos os elétrons.
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                                                                 estrutura do átomo-3
        Cada orbital possui um número quântico magnético mℓ, que recebeu a
seguinte convenção: sempre o orbital central tem: mℓ = 0; à esquerda          temos   mℓ
negativos e à direita mℓ positivos.
        Exemplo:
                                   d


                       -2     -1   0   +1 +2
        Evidentemente o orbital do subnível s tem mℓ = 0


                                           EXERCÍCIO

        (129)     Qual o valor de mℓ do orbital      colocado   na   extremidade direita,
quando se representa o subnível f ?
        a) 0
        b)   -3                          d) +3
        c) +2                             e)   -1


        Os elétrons que irão ocupar os orbitais serão indicados por setas para cima
↑ ou para baixo ↓ .
        A seta para cima (↑) representará o 1º. elétron a ocupar determinado orbital; a
seta para baixo (↓) indicará o 2º. elétron que se encontra num orbital.
        Sabe-se ainda que:
                                       no. quântico de spin
        ↑ —► 1º. elétron -------------------► - 1/2
        ↓ —►2º. elétron -------------------► + 1/2
                  Exemplos:


        Seja o subnível ls com 1 elétron --------


        Seja o subnível ls com 2 elétrons --------


        Regra para preenchimento de elétrons num subnível
        Experimentalmente constata-se que os primeiros elétrons, a ocupar um
subnível apresentam valores de mℓ e ms menores possíveis. Por exemplo: no subnível
d inicia-se com mℓ = -3 e ms = -1/2. Isto significa que, deve-se colocar setas para cima
da esquerda para a direita. Ainda todos os orbitais receberão 1 elétron ↑(-1/2) e, só
depois, é que completaremos os orbitais da esquerda para a direita (ordem crescente
de mℓ ) com os elétrons↓ (+1/2).
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        Exemplo:
        Dar a representação gráfica do subnível 3d      que possui 7 elétrons .




        O preenchimento dessas "gaiolas",     é conhecido    como        regra de Hund
que assim é enunciado:
        ______________________________________________________________
        Num        subnível,    enquanto        todos     os        orbitais         não
receberem o 1º. elétron, nenhum deles receberá o 2º. elétron.
        _______________________________________________________________
                                    EXERCÍCIOS


        (130) Dar os 4 números quânticos do ultimo elétron representado (seguindo a
regra do Hund), quando efetuamos a representação gráfica       de    9    elétrons    no
subnível 4f.


        (131) Idem no caso de 4 elétrons no subnível 6p.


        (132) Seja o subnível da camada 0.




        Indique os 4 números quânticos do elétron assinalado.


        (133) Qual a representação gráfica do elétron que      possui      os números
quânticos: 2, 0, 0, -1/2.
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                                                              estrutura do átomo-3


        Vamos analisar agora o aspecto energético dos elétrons. Jamais 2 elétrons de
um mesmo átomo possuem exatamente a mesma energia. No entanto, as diferenças de
energia notórias estão entre elétrons de subníveis diferentes. É     o que vamos
apreciar.


        Tem-se o seguinte gráfico energético:


                   DIAGRAMA ENERGÉTICO DOS SUBNÍVEIS
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        O que se nota nitidamente é que, certos subníveis de camadas mais externas,
são energèticamente inferiores que alguns subníveis mais internos. É o caso da
energia do 4s ser menor que a energia do 3d.
        A ordem energética é portanto:


        Is, 2s, 2p,3s, 3p, 4s, 3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s, 4f, 5d, 6p , 7s, 5f, 6d (que é a
leitura vertical de_ baixo para cima no diagrama energético).


        O cientista Linus Pauling (prêmio Nobel da Química - 1954 - e prêmio Nobel
da Paz - 1963) idealizou um dispositivo prático que permite dar, imediatamente, a
ordem energética dos subníveis e que é conhecida como Diagrama de Pauling.
        Ei-lo:




        No preenchimento de elétrons num átomo, eles vão ocupando os orbitais de
menor energia. Portanto, o diagrama de Pauling mostra nos            como     devemos
preencher os subníveis dos átomos.
        Lembra-se da regra elementar que foi puramente informada sem nenhuma
explicação e, ainda não valia para os elementos de transição?
        Agora temos uma regra com base energética e vale também para muitos
elementos de transição.


                                      EXERCÍCIOS


        (134) Dar a configuração eletrônica para o átomo de cálcio de Z = 20.
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                                                               estrutura do átomo-3


        Resposta: a configuração é. ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2.


        (135) Dar a configuração eletrônica do átomo de ferro de Z=26.


        (136) Idem, para o tungstênio de Z = 74.


        Atualmente, a distribuição eletrônica deve       ser   feita respeitando-se o
diagrama energético, ou seja, o diagrama de Pauling.
        Ao tentar aplicar o diagrama para todos os elementos, alguns deles,
principalmente os de transição, fogem do esquema. Isto se verifica porque, para esses
átomos, o diagrama energético não é igual àquele da página 159. Por exemplo, para o
átomo de cobre, os subníveis 3d e 4s possuem praticamente a mesma energia,
podendo ser encarados como 1 único subnível. Porém, essas discussões não cabem
neste curso.
                                    ═══════════════



                                   H        MEMORIZAÇÃO

                                                   ATRAVÉS DO
                     ESTUDO COMPARATIVO
        Dissemos que o átomo poderia ser           comparado com      um   prédio de
apartamentos. Se você encontrou dificuldade em memorizar o esquema da estrutura
atômica, veja se consegue associá-lo com a seguinte idéia:
        Vamos supor que elétrons são "pensionistas" que moram nos cômodos, de um
prédio de apartamentos. Ainda suponhamos que, num cômodo, cabem no máximo um
casal de elétrons. Um conjunto de cômodos constitui um apartamento. Um conjunto
de apartamentos constitui um andar. O conjunto dos andares compõe a estrutura
do prédio.
        O nosso prédio tem 7 andares chamados K, L, M, N, O, P e Q.
        Existem também, apenas, 4 tipos de apartamentos denominados: s, p, de f
onde o número de cômodos é, respectivamente, 1,3, 5 e 7 (ímpares consecutivos).
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        Em cada cômodo cabem no máximo 2 elétrons (1 par com spins
opostos); então, teremos as seguintes lotações nos apartamentos:


       _______________________________________________
       s -> 2     p -> 6       d -> 10      f -> 14
       _______________________________________________




       Vejamos, ainda, os tipos de apartamentos que existem em cada andar.
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                                                                 estrutura do átomo-3


        Com a finalidade de distinguir os apartamentos, vamos colocar diante de cada
um o número correspondente ao andar, como se faz nos apartamentos reais. Por
exemplo, os apartamentos 51, 52, ...etc., são aqueles do 5º. andar.
        Sendo assim, os apartamentos serão:
        K   ---------   ls
        L   ---------   2s ,    2p
        M ----------    3s,     3p,    3d
        N ----------    4s,     4p,   4d,       4f
        O ----------    5s,     5p,    5d,      5f
        P   ---------   6s,     6p,    6d
        Q ---------     7S
        Diante de tudo isso pode-se comparar:
        "inquilino" -------------     elétron
        "cômodo" ---------------      orbital
        "apartamento" ---------       subnível
        " andar" ----------------     camada
        "prédio" -----------------    eletrosfera


        Você poderia agora calcular          o máximo de elétrons que cada camada
pode comportar.
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        Dividimos o prédio também em faixas verticais que chamaremos de setores 0,
1, 2 e 3 que correspondem ao número quântico azimutal do elétron.
        Reparem ainda como foi numerado cada cômodo. Em qualquer apartamento,
o cômodo central recebeu o número zero; os apartamentos da direita os POSITIVOS
e os da esquerda os NEGATIVOS.
        Estes nos. correspondem ao número quântico magnético, (mℓ) no átomo.


        Cada elétron será localizado através do seu "endereço"        que   é expresso
com 4 números, denominados números quânticos.
        São eles:
        n°. quântico principal ------------► ANDAR-------------------► n
        n° quântico azimutal -------------► SETOR--------------------► ℓ
        n°. quântico magnético ----------► CÔMODO ---------------► mℓ
        n°. quântico de spin --------------► SPIN DO ELETRÓN-----►ms


        Reparem     ainda que até o 4º.       andar,   para   determinado n, temos as
seguintes limitações.
                                        0 < ℓ < (n – 1 )


        Por exemplo, no andar M (n = 3), o máximo valor do número quântico
azimutal é ℓ = 2 (não atinge o setor 3).


        Ainda em cada setor observe que:


                                          - ℓ ≤ mℓ ≤ + ℓ
        Por exemplo:
        No setor 2, os cômodos têm as numerações: -2, -1, 0, +1, +2.


        Sabemos que em cada cômodo vivem no máximo_2 elétrons e se existirem
dois, eles terão spins opostos, que serão representados assim:




        A colocação do elétron nos cômodos obedece rigorosamente a regra de Hund
(primeiro entra o elétron de ms = - 1/2 em todos os orbitais) .
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                                                              estrutura do átomo-3
        Finalizando a comparação, devemos lembrar que:




        Como já dissemos, poderíamos comparar os 4 números quânticos com
números de um telefone. Cada elétron teria então um aparelho telefônico.


        Assim, cada elétron estaria associado a um conjunto de 4 números que
indicariam, respectivamente: o andar, o setor do apartamento, a posição do cômodo e
o tipo de spin do elétron. (Cada número telefônico chama uma pessoa de um bairro,
numa rua, em determinada casa) .
        Seja o elétron com os números quânticos: 4, 1, 0, -1/2.
        Trata-se de um elétron que reside:


        n = 4 --------    4º. andar
        ℓ = 1 ---------   setor 1 ou seja no subnível "p"
        mℓ = 0--------    no orbital central
        m = -1/2-----     é o elétron ↑




        Sua representação gráfica seria:



                                ═════════════════════
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                                         I      HIBRIDAÇÃO


        A palavra hibridar ou hibridizar faz lembrar o fenômeno genético: Duas
espécies diferentes cruzam-se e nasce uma nova espécie, com        características
diferentes das anteriores.


        Exemplo: O burro é um produto híbrido que resultou do cruzamento       da
égua com o jumento.


        Vimos que os orbitais atômicos podem ter diversas formas, conforme seja o
subnível desse orbital.
        Às vezes podem 2 ou mais orbitais fundirem-se, surgindo novos orbitais
diferentes das anteriores. Dizemos então que ocorreu a hibridação ou hibridização
desses orbitais.
        Exemplo: 1 orbital s e um orbital p, podem fundir-se, resultando     dois
orbitais híbridos.




        Cada orbital híbrido é chamado "sp" que        faz lembrar a origem da
hibridação.
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                                                                 estrutura do átomo-3


         Por que os átomos sofrem hibridação?


         Veremos no próximo capítulo que os átomos adquirem estabilidade quando
todos seus orbitais ficam com 2 ELÉTRONS, ou seja, cada orbital            fica com UM
PAR de elétrons de spins opostos.
         A maioria dos átomos apresentam pelo menos 1 orbital com apenas 1
ELÉTRON e diremos que se trata de ORBITAL com elétron desemparelhado, ou
orbital incompleto.
         Uma das formas de completar o orbital é a do átomo se associar com outro
átomo que possua também elétrons desemparelhados. Por exemplo, citemos o caso
do flúor:
         Fluor     Z = 9


         A configuração eletrônica será: ls2, 2s2, 2p5
         Examinemos o subnível 2p5.




         O orbital 2pz está com elétron desemparelhado. Por outro lado sabemos que o
hidrogênio tem orbital ls com apenas 1 ELÉTRON. Então, o flúor e o hidrogênio podem
ligar-se, produzindo o HF (fluoridreto).




         Esta    representação   é   apenas   esquemática,   supondo   o   átomo   como
"esferas" tal qual Dalton havia imaginado.


         Vejamos o que está ocorrendo com os orbitais.
         Para simplificar, desenhemos o orbital ls do hidrogênio e apenas os orbitais
px, py e pz do flúor (deixaremos de desenhar ls e 2s desse átomo). Destes apenas ls
e pz estão incompletos !
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        Os orbitais ls e 2pz unem-se, dando lugar a um orbital chamado         orbital
MOLECULAR que      ficará com 2 elétrons de spins opostos.
        De modo mais esquemático, indicaremos a união de hidrogênio ao flúor
através de um TRAÇO e diremos que se estabeleceu uma ligação COVALENTE.
        Portanto, cada covalência representa uma ligeira interpenetração de orbitais
e, consequentemente, um emparelhamento de elétrons (par de elétrons de spins
opostos).




                                             Vejamos agora o carbono de Z = 6.
                                             A configuração é: ls2, 2s2, 2p2
                                             Os orbitais incompletos são 2py e 2px


        Teoricamente, o carbono teria apenas 2 elétrons desemparelhados e deveria
produzir apenas 2 covalências, ou seja, precisaria de apenas 2 átomos de hidrogênio
                             para emparelhar todos os elétrons.


                                        No entanto, o mais simples composto de
                             carbono e hidrogênio é o metano que possui um átomo
                             de carbono e 4 átomos de hidrogênio.
                                        Isto quer dizer que temos 4 covalências e eram
                             4 ELÉTRONS DESEMPARELHADOS               no   átomo   de
                             carbono.


                                        As verificações experimentais começaram a
contradizer as previsões calculadas pela teoria da estrutura atômica. Para contornar
casos como este, foi necessária a aceitação da teoria de hibridação, introduzida por
Linus Pauling.
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                                                                estrutura do átomo 3


        Vejamos como o carbono ficará com 4 elétrons desemparelhados.
        Inicialmente, lembremos que os elétrons do subnível 2s possuem energia
mais baixa que os do 2p. (Vide diagrama energético dos orbitais na página 159). Um
elétron do 2s recebe energia e "pula" para o orbital 2pz, que estava "vazio".
        Teremos    o   carbono    no   ESTADO     ATIVADO      ou   EXCITADO    e,   a
configuração será ls2, 2s, 2px, 2py, 2pz.




                                       Admite-se que os orbitais 2a e 2p sofram
                              "fusão", dando origem a 4 orbitais novos. Como neste
                              processo houve associação de 1 orbital "s" e 3 orbitais
                              "p", diremos que os novos orbitais são do tipo "sp3" c n
                              hibridação ê do tipo "sp3".
                                       Os orbitais híbridos distribuem-se no espaço
                              de maneira mais simétrica possível. Neste caso, com 4
                              orbitais, teremos uma estrutura tetraédrica e cada
orbital possui uma forma geométrica como indica a figura ao lado.
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          Vamos esquematizar a sequência da hibridação:




          Os ângulos entre os orbitais híbridos é de 109°28' (estrutura tetraédrica). Por
isso, essa hibridação é denominada TETRAÉDRICA ou TETRAGONAL. Os 4 orbitais
híbridos estão incompletos, ou seja, com apenas 1 elétron.
          Cada orbital desses, pode emparelhar seu elétron com o elétron do
hidrogênio, resultando um orbital molecular, ligação de "s" do hidrogênio com "sp3" do
carbono. Teremos então, o CH4 com 4 orbitais moleculares do tipo ‫ﯕ‬s-sp3 (‫ ﯕ‬lê-se
sigma).
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                                                                      estrutura do átomo-3


            Diz-se que, o carbono combina-se com o hidrogênio formando orbitais
moleculares, segundo direções apontadas do centro para vértices de um tetraedro
regular.


            Outras representações para o metano.




                                                           Isto que ocorreu para o átomo
                                                  de carbono ocorre para outros átomos
                                                  que possuem 1 elétrons na camada
                                                  externa, como são os casos de silício é
                                                  germânio. Eles formam hidretos SiH4,
                                                  e GeH4, com hibridações de orbitais na
                                                  forma tetraédrica.


            A hibridação também ocorre com átomos que possuem 3 elétrons na camada
externa, quando esse átomo vai se ligar a outro com interpenetração                de   seus
orbitais.
            É o caso do boro quando se liga ao flúor.




            Este átomo possui no estado normal apenas 1 elétron desemparelhado. Mas
na realidade os compostos de Boro possuem 3 1igações. Então, deve ter ocorrido
uma hibridação.
            Observou-se   que    a   hibridação   ocorre   com   os    orbitais   da camada
externa. 0 estado ativado ou excitado é quando um elétron de orbital completo
"pula" para um orbital vazio.
            Para o boro excitado teremos:
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         Finalmente, o orbital "s" e os 2 orbitais "p" da camada externa fundem-se,
dando origem a 3 orbitais, então, denominados "sp2" (lembrando         os   orbitais
originais).




         Vejamos o aspecto geométrico dessa hibridação.




         Já havíamos dito que a disposição dos orbitais híbridos é a mais simétrica
possível no espaço. Os três orbitais híbridos "sp2" apresentarão eixos coplanares,
sendo o ângulo de 120° entre 2 eixos quaisquer. Diz-se que e uma hibridação
TRIGONAL. Como o átomo apresenta 3 orbitais incompletos, poderá efetuar 3 ligações
e nesta estrutura o boro e trivalente.


         Vejamos as ligações do átomo de boro com 3 átomos de flúor.
         O átomo de flúor - apresenta apenas um orbital "p" incompleto e este será o
orbital de ligação.
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                                                                   estrutura do átomo-3



         Esquematicamente:




         Geometricamente,    os   orbitais   "p"   sofrem   uma    deformação   na   parte
oposta   àquela que faz a ligação.
         0 átomo de flúor ficará com 3 orbitais
moleculares denominados ‫ﯕ‬p-sp2 e, portanto, com 6
elétrons na camada externa.


         Vejamos, ainda, um caso especial de um átomo com apenas 2 elétrons na
camada externa e que apresenta hibridação. É o caso do berílio, cuja configuração
eletrônica é:




         Se não ocorresse hibridação, o Berílio seria um átomo estável.
         Realmente,   este    átomo    sofrerá hibridação     e,      teremos 2 orbitais
incompletos o que tornará o Berílio bivalente.


         No estado ativado teremos:




         Dar-se-á uma hibridação do tipo "sp".
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        Geometricamente, os orbitais híbridos situam-se diametralmente opostos,
ou seja, a 180° e, então, teremos uma hibridação LINEAR.




        Quando o berílio se liga ao hidrogênio temos uma hibridação "sp" com 2
orbitais híbridos incompletos. Portanto, podem-se ligar 2   átomos   de   hidrogênio
formando-se a molécula BeH2.




        O átomo de berílio ficará com 4 elétrons      na camada externa, após as
ligações com os átomos de hidrogênio.




        Vamos fazer um resumo sobre a hibridação.
        a) Pelo que foi visto, os átomos com 2 ,3 ou 4 elétrons na camada externa
sofrem hibridações quando eles vão 1igar-se a_ outros átomos através da covalência.
        b) Os orbitais que se hibridam pertencem a camada externa.
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                                                                   estrutura do átomo-3


            c)    Antes de ocorrer a hibridação o átomo fica excitado. Este estado
corresponde nos exemplos anteriores à passagem de um elétron 2s para um orbital
2p. Nesta passagem é aumentada a energia desse elétron.
            d)   0 número de orbitais híbridos que se formam        é igual ao número
de orbitais daquela camada, no estado ativado.
            e)   Os orbitais híbridos orientam-se no espaço de modo mais simétrico
possível.
            f) Temos então as seguintes características:


n° elétrons                                   número ângulos entre os
na                                            de       orbitais híbridos
camada             exemplos   tipos de        orbitais
externa                       hibridação      híbridos
         2         Berílio    sp (linear)     dois     180°
            3      Boro       sp2(trigonal)   três       120°
            4      Carbono,   sp3 (tetraé-    quatro     109°28'
                   Silício,   drica)
                   Germãnio


            Graficamente:




            Existem outros casos de hibridações que serão estudadas no capítulo
das ligações químicas.
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                                         EXERCÍCIOS

        (137)     Cloro   tem   número   atômico   17   e   peso   atômico      35,5.   Os
números      de massa dos dois     isótopos do cloro que ocorrem na natureza são
35 e 37. Em vista destas informações, qual das afirmações abaixo é falsa:
        a) todos os núcleos do cloro tem a mesma carga.


        b)      os núcleos dos átomos de cloro tem um diâmetro aproximadamente
10.000 vezes menor que o diâmetro dos átomos de cloro completos.


        c) praticamente, toda massa do átomo de cloro se concentra no núcleo.


        d) alguns átomos naturais de cloro contém 18 prótons no núcleo.


        e) alguns átomos naturais de cloro contém 20 nêutrons no núcleo.


        (138)    Ainda,   tendo em vista as   informações sobre o cloro,         dadas na
questão anterior, qual das afirmações abaixo e falsa?
        a)    os dois isótopos de cloro têm essencialmente as mesmas propriedades
químicas.


        b) a abundância do Cl-35 é aproximadamente três vezes maior do que a do
isótopo Cl-37.


        c)    a abundância relativa dos dois isótopos do cloro é praticamente a mesma
em todos os compostos de cloro que ocorrem na natureza.


        d) 6,02 x I023 moléculas de Cl2 pesam 71,0 gramas.


        e) o átomo de cloro possui 17 prótons, 17 elétrons e 18,5 nêutrons.




                                                                Questões 139 a 142


                                                                0 gráfico ao lado é um
                                                    diagrama de níveis de energia
                                                    para    o    elétron   no   átomo   de
                                                    hidrogênio.
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                                                                            estrutura do átomo-3


        (139)    A energia mínima necessária para ionizar o átomo de hidrogênio
do seu estado normal é em eV de:
        a) -3,38                           c)       zero
        b) +13,5í                          d) não se pode prever com apenas esses dados


         (140) Quando o elétron passa da camada M para a K ele:
        a)   absorve 12 eV                                   d) emite um fóton de 1,58 eV
        b) emite um fóton de 12 eV                           e) nenhuma das anteriores
        c)   absorve 1,58 eV


         (141)      Para um elétron passar do nível                    n = 2 para n = 3             e
necessário um fóton de energia:
        a)   1,58 eV                                c)     1,8 eV
        b)   3,38 eV                                d)     jamais passará nesse átomo


         (142)      Quando o     elétron "pular"           de n = 6 para n = 2 haverá emissão
de luz (fóton) de A correspondente a:
        a) violeta                                  d) vermelho
        b) ultra-violeta                            e)     infra-vermelho
        c) verde


        Dados: λ = c
                         f
        ultra-violeta        Ι   visível        Ι          infra-vermelho
                        4.000              7.000


        E = h . f
        h = 6,6 x I0-27 erg x seg
        c = 3 x 10'° cm/seg
        1 eV = 1,6 x 10-12 ergs


        (143) Quem introduziu na estrutura eletrônica a possibilidade de órbitas
elípticas para os elétrons e consequentemente, o segundo                      número     quântico
(azimutal)   foi:
        a) Planck                          d)       Germer e Davisson
        b) Bohr                            e) Einstein
        c) Sommerfeld
        As questões 144 a 148 são do tipo associação:
        a) "Qualquer partícula material (massa m) em movimento (velo-
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           cidade v) está associada a um movimento ondulatório , de comprimento de
onda dado por λ = h/m . v , sendo h a constante de Planck".
           b)   "Nunca        será possível   conhecer-se       com exatidão        a posição    ea
velocidade de um elétron simultaneamente".
           c)   "Não mais        do   que 2   elétrons   podem ocupar um orbital          e     isto
somente se eles tiverem spins opostos".
           d)      "No     preenchimento eletrônico      dos    orbitais   de um mesmo          sub-
nível, o elétron            entrará de preferência no orbital vazio"
           e)      "Existem equações       deduzidas     do     comportamento de ondas          que
determinam a             probabilidade   de   se   encontrar o elétron         em    de terminada
região".


           (144) Hund


           (145) Heisenberg


           (146)     Schrodinger


           (147) Pauli


           (148) de Broglie


           As questões 149 a 152 são do tipo associação:
           a) número quântico principal
           b) número quântico            secundário
           c) número quântico magnético
           d) número          quântico   de spin


           (149)     forma do orbital


           (150)     rotação do elétron em torno de seu eixo


           (151) orientação do orbital no espaço


           (152)     distância de maior probabilidade do elétron ao núcleo


           (153) A representação eletrônica correta do átomo de Z = 7 é:
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                estrutura do átomo-3




             e) nenhuma das anteriores


        (154) Seja o elétron assinado no subnível 4f.




        0 conjunto de seus 4 números quânticos é:
        a) -3, 4, 3, -1/2                d)    4, 7, -3, -1/2
        b) 4, 3, -3, -1/2                e) nenhuma das respostas citadas
        c)    7, -3, -1, -1/2


        (155) 0 efeito Compton confirma:
        a) 0 caráter ondulatório dos fótons
        b) 0 caráter corpuscular dos fótons
        c) 0 caráter corpuscular do elétron
        d) 0 caráter ondulatório do elétron
        e) que fótons e elétrons são partículas semelhantes


        (156)     Sejam os   átomos de números       atômicos 5,   6,   11   e 14.   Os
atomos capazes de sofrer hibridação sp3 são os de números atômicos:
        a) 5 e 6
        b)    6 e 11             d)   6 e 14
        c)    11 e 14            e)   apenas 6


        As questões 157 a 159 referem-se ao mesmo átomo:
        (157) Quantos elétrons tem um átomo que, no estado normal ,apresenta os
seguintes orbitais?
        a) 4            d)   8
        b)    5         e)   6, 7 ou 8
        c)    6
                                                                                     179
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           (158) Se o átomo da questão anterior conseguir hibridar-se, teremos
uma hibridação do tipo:
           a)   sp                   c) sp3
           b)   sp2                  d) nenhuma das respostas anteriores

           (159)      Se a estrutura daquele átomo fosse de um estado ativado,
Hibridação, quando ocorresse, seria do tipo:
           a)   sp                   c)     sp3
           b)   sp2                  d) dsp3

           (160) 0 ângulo entre 2 orbitais híbridos do tipo "sp2" é:
           a)   120°                       d)     105°
           b)   100°                       e) nenhuma das mencionadas
           c)   109°28'

           (161)      0     átomo    de Germânio           (Z     =    32.)     forma o hidreto     GeH4 .
Pode se dizer que o germânio tem os orbitais numa estrutura:
           a) quadrangular                       d)    trigonal
           b)   retangular                        e)   tetraédrica
           c)   linear

           (162) Indique a afirmação errada:
           a)   A hibridação linear pode ocorrer num átomo com 2 elétrons na camada
externa.
           b)   A hibridação linear terá orbitais no espaço diametralmente opostos,                     isto
é, a 180°.
           c)   Um átomo com a configuração s2, p1 na camada externa pode sofrer uma
hibridação trigonal com os orbitais dispostos a 120°.
           d)   Todos os átomos que se hibridam ficarão estáveis somente se na última
camada-completarem 8 elétrons.
           e) Nem todos os átomos poderão sofrer hibridação.


           (163) 0 hélio, 2He4, possui dois elétrons no orbital ls. Quando perde um
elétron ele se ioniza formando o íon He+. Qual das seguintes                       afirmações   a respeito
deste íon é verdadeira?
           a)    o        seu   espectro        assemelha-se          ao      espectro   do     átomo    de
hidrogênio
           b) o elétron remanescente é agora mais fácil de remover
           c)   a sua carga nuclear decresce de uma unidade
           d) o elétron remanescente passou ao nível quântico n = 2
           e) ele perdeu uma unidade de massa atômica
                                                                                              (CESCEM-67)
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                                                                        estrutura do átomo-3
(164) Em relação ao esquema abaixo, referente a um orbital do tipo p.




           qual das seguintes afirmações é a mais correta?
           a) o    ∞ da figura representa a trajetória em forma de 8 de um elétron
           b)      a parte 1 da figura corresponde à região onde se encontra um e apenas
um dos dois elétrons que podem existir no orbital.
           c)   o volume da figura de revolução resultante da rotação do elétron ao redor
do eixo x corresponde à região do espaço onde se tem certeza da existência do
elétron.
           d)   o volume da figura de revolução citada na alternativa (c) corresponde à
região do espaço onde é maior a probabilidade se encontrar o elétron
           e)   o volume da figura de revolução citada na alternativa (c) corresponde       ao
volume que um elétron ocupa no espaço


                                                                                (CESCEM-69)
           Questões 165 a 167
           a)   ls2    2s2   2p6   3s2     3p3
           b)   ls2    2s2   2p6    3s2    3p4            Dados:
           c)   ls2    2s2   2p6   3s2     3p6            P    Z = 15
           d)   ls2    2s2   2p6    3s2    3p5 4s         Ca   Z = 20
           e)   ls2    2s2   2p6   3s2     3p6 4s2        Ar   Z = 18


           (165) Configuração eletrônica do átomo de P.


           (166) Configuração eletrônica do íon Ca2+.


           (167) Configuração eletrônica do átomo de Ar.
                                                                                (CESCEM-69)
           (168)      Nas    ligações     covalentes os   átomos      participantes   tem    a
tendência de:
           a)   trocar elétrons de spins semelhantes
           b) partilhar elétrons          de maneira a adquirir a estrutura de algum gás
nobre
           c)   desobedecer ao princípio de exclusão de Pauli
                                                                   (MEDICINA-Santa Casa-67)
ATOMÍSTICA                                                                 Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        (169) A existência dos átomos é justificada:


        I - por experiências com microscópios eletrônicos
        II    - pelas       leis      das         proporções           definidas           edas        proporções multiplas
        III - pela estrutura cristalina
                                                                                           (MEDICINA-Santa Casa-68)
        (170)          I - Os      elétrons não               estão         distribuídos              ao   acaso     em torno
do núcleo, mas sim em localizações determinadas como orbitais.
        II - Os         orbitais        são       designados K.              L,     M,         N,    etc, a partir do núcleo
para a periferia dos átomos.
        III   - Dois        ou mais           elétrons           de       "spins"        contrários        se     localizam em
cada orbital.
                                                                                           (MEDICINA-Santa Casa-63)
        (171)          A configuração              eletrônica          correta do               átomo de manganês, no
estado normal e a seguinte:                                                 Mn           Z = 25
        a)      ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 4s2
        b)      ls2 2p2 2p6 3s2 3p5 3d6 4s2                                d) ls2 2s2 2p6 3s2 3p4 3d7 4s2
        c)    ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d7                                       e ) ls2 2s2 2p6 3s3 3p4 3d8 4s
                                                                                                     (MEDICINA-Santos-68)
        As      questões         de número               172          a 174             referem-se aos            átomos   dos
seguintes elementos:
        Elemento            No.      atômico              No. de massa
        S     .........         16        ..........             32
        Ar    .........     18       ..........             39
        K     .........          19 ..........                40
        Ti .........            22       ..........           48
        Cu .........              29      ..........             63
        Zn .........               30      ..........            65


        (172) A configuração eletrônica dos átomos de Ti é:
        a)      ls2,    2s2,    2p6,      3s2,         3p6,      4s2, 3d2
        b)      ls2,     2s2,   2p6,       3s2,        3p6,      3d4
        c)    ls2,      2s2,    2p6,      3s2,        3p2        3d5
        d)      ls2,     2s2,   2p6,       3s2,        3p6,      4S1, 3d3
        e)    ls2,      2s2,    2p6,      3s3,        3p6 ,      4s2, 3dl


        (173)          São isoeletrônicos os íons:
        a) K+ e Cu+                                           b) S    =   , Zn    + +   e Ti   + +


        c) Cu++, Zn++ e Ti++                             d) Cu++ e Zn++                              e) S= e K+
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                    estrutura do átomo-3
        (174) Assinale a afirmativa verdadeira:
        a)   Entre os     elementos    dados,   o   argônio    apresenta o maior        raio
atômico porque tem todos seus níveis completos.
        b)   Os átomos de titânio,       cobre e zinco apresentara         seus     elétrons
diferenciadores em orbitais "p".
        c)   Os     átomos   de   argonio e potássio na relação           acima tem igual
número de neutrons no núcleo.
        d)   Os elementos de número atômico         16,   18 e 19 tem todos              os
seus elétrons diferenciadores no mesmo nível principal.
        e)   Os     elementos     de   número   atômico       19,   22,    29,    30,   são
elementos de transição.
                                                                    (MEDICINA-Santos-69)


        (175)     Se houvesse um composto formado por um átomo do elemento de
número atômico 14 com quatro átomos de elemento de número atômico 17,               deve-se
esperar que a molécula resultante seja:
        a) plana
        b) octaédrica                      d) trigonal
        c) linear                          e) tetraédrica
                                                              (FE Mogi das Cruzes-68)


        (176)     Com respeito ã questão anterior (um átomo de elemento de número
atômico 14 e 4 átomos do elemento de número atômico 17), pode-se dizer que a
geometria da molécula resultante é determinada pelo fato de:
        a) o elemento 17 sofrer hibridação sp2
        b) o elemento 17 sofrer hibridação sp3
        c) o elemento 17 sofrer hibridação sp4
        d) o elemento 14 sofrer hibridação sp3
        e) o elemento 14 sofrer hibridação sp
                                                                FE Mogi das Cruzes-68)


        (177)      Quais são os quatro números quânticos dos dois elétrons mais
externos do átomo de cálcio (massa atômica 40)?
                                                                                 (EPUSP-68)
        (178)     Qual a carga que possui um íon de escândio (o escândio tem número
atômico 21) com a estrutura eletrônica do gás nobre precedente?
                                                                                 (EPUSP-68)
        (179)     Escrever a estrutura eletrônica do átomo de fósforo (número atômico
15), indicando a distribuição dos elétrons nos dife-
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        rentes orbitais p.
                                                                              (EPUSP-68)


        (180) Os elementos de números atômicos, 2, 10, 18, 36,                  54   e
        86 constituem o grupo de:
        a) elementos inertes
        b) metais das terras raras
        c) metais alcalinos
                                                                           (EE MAUÁ-64)


        (181) 0 que caracteriza os chamados elementos de transição?
                                                                           (EE MAUÁl-68)


        (182)   Um elemento tem,      respectivamente, 2,   8,   9,    2     elétrons nas
camadas K, L, M, N. É portanto:
        a) metal alcalino-terroso
        b) elemento de transição                   c) semi-metal
                                                                                 (FEI-67)


        (183)   Qual das      séries de números atômicos seria representativa de
elementos da família dos metais alcalinos terrosos?
        a) 4, 22, 40, 72
         b) 8, 16, 34, 52                     d) 12, 20, 38, 56
        c) 14, 32, 50, 82                     e) nenhuma das respostas anteriores
                                                                      (EES CARLOS-68)


        (184)   Qual dos símbolos abaixo está relacionado              com     orbitais de
simetria esférica?
        a) s
        b) p                           d) f
        c) d                           e) g
                                                                                 (ITA-64)


        (185)   Nos modelos      atômicos     atualmente aceitos, o número máximo
de elétrons presentes num mesmo orbital é:
        a)   2 com spins      contrários               d)   8 com spins no mesmo
        b) 2 com spins no mesmo sentido                     sentido
        c) 8 com spins contrários                      e) 18 com spins variados
                                                                                 (ITA-66)
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                                                                             estrutura do átomo-3
         (186)        Um determinado elemento possui em sua configuração eletrônica um
nível energético com 32 elétrons e um outro com 3 elétrons.                    0 número atômico
desse elemento e:
         a)   72
         b)   81                            d) 90
         c)   89                            e) 103
                                                                                         (UFMG-68)
         (187)        0 bombardeio da folha de ouro muito delgada com raios alfa de rádio
mostra que alguns deles sofrem desvio acentuado do seu                 trajeto   ao    atravessar    a
lâmina, o que é devido a:
         a)   as       partículas     alfa    chocam-se     com as moléculas de ouro          e    tem
seu trajeto modificado.
         b)   as partículas          alfa    têm carga negativa e      são    repelidas pelo núcleo
do átomo de ouro.
         c)      as     partículas     alfa     são muito     lentas   e     qualquer obstáculo as
desvia do seu trajeto.
         d)   as       partículas    alfa tem carga positiva e         são   repelidas   pelo núcleo
do átomo de ouro, que também tem carga positiva.
         e)   as       partículas    alfa não podem atravessar          a lâmina de ouro          a são
refletidas.
                                                                                 (MEDICINA-GB-66)
         (188)        0 elemento cuja distribuição de elétrons é ls2 2s2 2p6 3s2          3p6      3d10
4s2 4p6 4dl0 4f14 5s2 5p6 5d10 6s2 6p6 7S1:
         a) é halogênio
         b) é metal alcalino                                d) é gás nobre
         c) é metal alcalino-terroso                        e) é actinídeo
                                                                                 (MEDICINA-GB-68)
         Questões 189 a 191.
          Associe:
         a)   número quântico                que representa aproximadamente a distância do
elétron ao núcleo.
         b) número quântico que descreve a forma do orbital.
         c) número quântico que descreve a orientação do orbital no espaço.
         d)   número        quântico         que descreve    o momento       angular     do   elétron
(rotação do elétron em torno do seu eixo).
         e) número que traduz a perda ou ganho de elétrons por um átomo
         (189) Número quântico secundário.


         (190) Número quântico principal.
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          (191) Número de oxidação.


          (192)      Spin.


          (1S3) Número quântico magnético.
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
          (194) 0 elemento de número atômico 21 tem a estrutura eletrônica
          a)   ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3a1
          b)   ls2 2S4 2p6 3S4 3p4 3a1
          c)   ls2 2s2 2P4 3s2 3p6 3d5
          d)   ls2 2s2 2p4 3s5 3p6 3d1
          e) ls2 2p6 3s2 3p6 3d3 4s2
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
          (195)     Qual     a relação entre o diâmetro de um átomo e o diâmetro do
núcleo?
          a)   10.000 vezes maior
          b) 2.000 vezes maior                       d)    1.000.000.000.000 vezes maior
          c)   500.000.000 vezes maior               e)    10.000.000 vezes maior
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
          (196) A molécula do metano tem uma configuração tetraédrica, o que decorre
do fato do átomo de carbono apresentar seus elétrons de                 valência   em   orbitais
híbridos do tipo:
          a)   sp2
          b)   sp                     d)    s2p
          c)   sp3                    e)    s3p
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
          (197) 0 deutério difere do hidrogênio comum por ter:
          a)   2 elétrons a mais                          d) 1 nêutron a mais
          b)   1 próton e um nêutron a mais e) 1 partícula alfa como núcleo
          c)   1 elétron e 1 próton a mais
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
          (198)     De     acordo   com o    Princípio    da Exclusão    de Pauli,   o número
máximo de elétrons que um orbital pode conter é:
          a)   1
          b) 2
          c) 8
          d) 18
          e) 32
                                                                           (MEDICINA-GB-68)
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                                                                  estrutura do átomo-3


        (199) Quando um elétron de um átomo passa                de orbital 2s para 2p,
podemos dizer que:
        a) houve emissão de energia                      d) um outro elétron        pas-
        b) houve absorção de energia                          sou de 2p para 2s
        c) não houve variação de energia                 e) houve emissão de luz
                                                                      (MEDICINA-GB-68)


        (200)     Um átomo possui o número atômico 15 e número de massa 31,                o
número de elétrons na sua camada mais externa é:
        a) um                         c) cinco
        b) três                       d) sete
                                                         (Ciências Biológicas USP-68)
        (201)       Qual das seguintes representações eletrônicas representa           um
halogênio?
        a)   ls2 2s                          c) ls2 2s2 2p5
        b)   ls2 2s2 2p3                        d) ls2 2s2 2p6
                                                         (Ciências Biológicas USP-68)
        (202)     A configuração eletrônica correta para o elemento K (número atômico
19) no estado normal é:
        a)   ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1               c) ls2 2s2 2p6 3s2 3p5 3d 4s1
        b)   ls2 2s2 2p6 3s2 3p5 4s2                d) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3a1
                                                                         (FFCLUSP-67).
        (203) Em cada camada eletrônica só existe um orbital s porque:
        a)   só existe um orbital híbrido                c) os orbitais s apre-
        b)   em torno de um ponto só existe                 sentam ressonância
        uma única esfera com um raio dado               d) trata-se    de orbital
                                                            ligante
                                                                           (EE Lins-67)
        (204)     Sabendo-se que a estrutura eletrônica do átomo de boro no estado
fundamental é ls2 2s2 2p1, qual deveria ser a fórmula do seu fluoreto     supondo não
haver hibridação do átomo de boro?
        a) BF
        b) BF2                           d) BF4
        c) BF3                          e)   BF5
                                                                 (MEDICINA-Valença-69)


                                     ═══════════════
ATOMÍSTICA        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




             ATOMÍSTICA


                             Capítulo 4
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                   L IG A Ç Õ E S
                                   Q U ÍM IC A S


                                         Imagine dois imãs em forma de ferradura,
                              exercendo entre si forças de atração,        como   indica    a
                              figura ao lado.
                                         As duas peças irão unir-se formando               um
                              sistema estável.
                                         Imagine agora, dois átomos aproximando-se.
                              Suponhamos que apareçam entre eles forças de atração
                              como no exemplo dos imãs, pois, a eletrosfera de um
                              átomo atrai o núcleo de outro átomo. Entretanto, à
                              medida que os átomos vão se aproximando, surgirá uma
                              repulsão    entre   os     núcleos,   pois    estes possuem
                              cargas positivas,
                                         Em determinada posição, estabelecer-se-á um
                              equilíbrio entre as atrações e repulsões.
                                         Se o equi1íbrio for ESTÁVEL, diremos que se
                              estabeleceu uma LIGAÇÃO QUÍMICA                entre    esses
                              átomos.
                                         As ligações químicas recebem diferentes nomes
                              conforme o tipo das forças de atração que aparecem entre
os átomos, que se aproximam.


       Existem 4 tipos de ligações:
       -"Ligação eletrovalente, iônica ou heteropolar."
       -"Ligação covalente ou molecular. "
       -"Ligação metálica."
       -"Ligação intermolecular. "
       que serão estudadas a seguir).
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                                  A          LIGAÇÃO

                                      ELETROVALENTE

        A descoberta dos gases nobres e o exame de suas configurações eletrônicas
fizeram com que os cientistas Lewis, Langmuir e Kossel sugerissem que:


        Os     átomos       adquirem       ESTABILIDADE,           quando      suas
configurações       eletrônicas     assemelham-se         àquelas       dos   GASES
NOBRES.


        Esta sugestão é de fato confirmada na grande maioria dos casos. De modo
geral, os átomos dos gases nobres distinguem-se dos demais, porque na camada
externa possuem 8 elétrons (exceto o gás hélio - vide tabela abaixo).
        Eis a configuração eletrônica dos gases nobres:
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                                                                  ligações químicas-4


        O átomo procura "reagir" , quimicamente, para passar de uma configuração
instável para outra mais estável. Uma das formas de estabilizar-se é "ganhando" ou
"perdendo" elétrons.
        Entre os gases nobres, o hélio é o único que possui 2 elétrons na
camada periférica. Alguns átomos       podem adquirir      estabilidade quando ficam
com configuração semelhante ao hélio.




        RESUMINDO:
        ____________________________________________________________________________
        Um átomo adquire estabilidade quando possui 8 elétrons na camada
periférica. Também será estável o átomo que possuir apenas 2 elétrons na
camada K.
        ____________________________________________________________________________


        Na formação de diversos compostos, os átomos procuram ganhar uma dessas
configurações estáveis. Esta é a "REGRA DO OCTETO", para os átomos.


        Esta regra é comprovada num grande número de observações, mas apresenta
exceções. Sendo assim, pedimos ao leitor não criar a obrigatoriedade da regra do octeto
para todos os átomos. Existem compostos onde os átomos tornam-se estáveis,
apresentando na camada externa 4, 6, 12, 18 elétrons e assim por diante,          como
veremos ainda neste      capítulo.
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         Para que   o   leitor   tenha   uma   fixação melhor dessa "regra do octeto",
examinemos os seguintes átomos:




         Vamos ilustrar o encontro de um átomo           de cloro   com um átomo de
sódio:
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                                                                 ligações químicas – 4

        Quando o átomo de sódio perde um elétron, ele se torna um                     íon
positivo ou "CÀTION' (e o diâmetro do átomo      DIMINUI).      0 átomo de      cloro que
recebe o elétron, torna-se um íon negativo ou ÂNION" (e o        diâmetro     do   átomo
AUMENTA).
        Tanto o câtion como o ãnion adquirem configurações de gases nobres e
tornam-se estáveis. No entanto, suas cargas são opostas e, esses íons passam a atrair-
se mutuamente até que eles fiquem encostados . Dizemos que entre estes íons,
apareceu a ligação ".ELETROVALENTE" ou "IÕNICA"
        A equação que representa o fenômeno é:


                            Na0       + C10 ----------    Na+C1-


        Na prática, quando se efetua uma reação entre sódio e cloro, participam da
reação um grande número de átomos. Se o sódio está no estado sólido, temos uma
"pilha" de átomos de sódio.
        Se empregamos cloro gasoso, temos moléculas de cloro Cl    2   (bi.i tÔmicas) que,
colidindo com o sódio, formam o cloreto de sódio, que será então uma pilha de íons
Na+ e Cl-




        A ligação eletrovalente é aquela que caracteriza os compostos iônicos. Esta
ligação aparece sempre que alguns átomos perdem elétrons , transformando-se em
cátions, enquanto outros átomos ganham esses        elétrons,   transformando-se      em
ânions. As forças, que mantêm
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         os cátions unidos aos ânions, são de caráter puramente eletrostático.
         No estado sólido, cada íon fica encostado a diversos íons de carga oposta. No
caso do cloreto de sódio, cada íon Na   +   está ligado (encostado)a seis íons Cl- por outro
lado, cada íon Cl- está ligado (encostado) a seis íons Na+. Mas, a proporção de íons Na+
e Cl - é de 1:1.
         Para se determinar a proporção dos íons que se combinam, é preciso
examinar as configurações eletrônicas dos átomos que se ligam.
         De modo geral:
         - PERDEM ELÉTRONS os átomos com menos de 4 elétrons na última
camada. São os metais que apresentam estas configurações eletrônicas.




         - GANHAM ELÉTRONS os átomos com mais de 4 elétrons na última camada.
São os não metais que possuem esta configuração eletrônica.




         Resumindo:


         "A   LIGAÇÃO IÔNICA     aparece       quando    se   liga   um METAL    com    um
NÃO METAL '.'
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                                                                           ligações químicas-4
            Para completar os octetos, parece mais fácil:
                       o Cálcio perder 2 elétrons
                       o Bromo ganhar 1 elétron


            0 número de átomos       de cada elemento é inversamente proporcional            à
capacidade de perder ou ganhar elétrons.
            Então:




            A proporção      entre   os    átomos      que     se    combinam,    ou seja,   a
FÓRMULA do composto será Ca++Br2_.
            Sejam os elementos Alumínio e Enxofre.
            De modo mais simplificado:




                                           EXERCÍCIOS
            (205) Escrever a fórmula do composto constituído pelos elementos 11X
e    15Y.

            (206)    Sejam os elementos    56X   e   34Y.   Se eles combinarem, o composto
terá fórmula:
            a) X2Y                         d) X2Y2
            b) XY2                         e) não se combinarão
            c) XY


            (207) Com qual      dos seguintes elementos             o íon Cr+++   pode formar
um composto iônico?
            a)   10X                  d)   14T
            b)   12Y                  e) nenhum deles
            c)   17Z
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        (208)   Quando o elemento X, que possui    10 prótons       e 10 nêutrons, é
colocado diante do sódio, forma-se um composto cuja fórmula é:
        a) NaX
        b) NaX2
        c) Na2X
        d) Na2X2
        e) não se forma nenhum composto


        Estrutura do cloreto de sódio


        Estudaremos o cloreto de sódio que é um composto           tipicamente iônico.
        Temos os seguintes raios para os átomos,antes e após as ligações :




                                         Os   ânions   cloro   e   cátions   sódio   se
                                 agregam para formar o cloreto de sódio sólido. As
                                 forças que mantém os íons agrupados são do tipo
                                 e1etrostático. Esta pilha de ÍONS é denominada
                                 CRISTAL de cloreto de sódio.




        Vamos discutir a estrutura do cristal. Para isso, imaginemos que os íons
estão mais afastados entre si. Seria apenas uma "visualização      didática",porém   já
longe da realidade.
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                                                              ligações químicas-4


        Assim, podemos apreciar melhor a distribuição geométrica espacial dos
íons,que constituem o cloreto de sódio.




        Acabamos de desenhar a grade,     a rede ou o RETÍCULO       CRISTALINO"
do cloreto de sódio.
        Retirando-se a mínima amostra do cristal, temos a CÉLULA UNITÁRIA
do cristal. No desenho corresponde á porção   "hachuriada".


        Agora, vamos desenhar um pedaço do cristal e, analisar as estruturas
dos íons Cl- e dos íons Na+ separadamente.
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        Tanto os íons cloro como os íons sódio constituem estruturas "CÚBICAS           DE
FACE CENTRADA"(C.F.C.) .
        Dizemos que o cloreto de sódio é constituído pela interpenetração de duas
estruturas C.F.C.




                                            Voltemos ao cristal real e examinemos um
                                  íon cloro. Em seu redor, estão 6 íons Na+ que se
                                  situam em três eixos triortogonais.
                                            Dizemos que, o número de coordenação do
                                  Cl- isto é, o número de cátions ligados ao Cl- é 6.
                                            Da mesma forma, o número de coordenação
                                  do Na+ é 6 porque em seu redor estão 6 anions Cl-.


        Em outras palavras, cada cloro liga-se a 6 Na+ e, cada sódio liga-se a 6 Cl-.
Mas, a proporção entre Na+ e Cl- é 1:1. Por isso, a fórmula do cloreto de sódio é Na+ Cl-
.


                                           Então, o que é aquele minúsculo "grãozinho"
                                 constituinte do sal?


                                           É um cristal de cloreto de sódio, ou seja, uma
                                 "pilha" formada por um_número monstruoso de íons
                                 Na+   e    Cl-,   ordenados   no   sistema    C.F.C.    e
                                 interpenetrados.


        Por isso é que dizemos que não existe molécula de NaCl.
        Impropriamente, poderíamos dizer que um cristal desses                seria uma
macromolécula.


        Estrutura dos cristais iônicos


        Todos os compostos iônicos formam, no estado sólido, estruturas bem
definidas. O tipo de estrutura cristalina depende de 2 fatores:
        a) Proporção entre números de cátions e ânions no cristal.


        b) Relação dos tamanhos dos cátions e ânions.
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                                                                  ligações químicas-4


         Exemplos:


         (209) O cloreto de cálcio Ca++ Cl2 não tem estrutura igual à do Na+ Cl- porque
a proporção cátion-ânion é 1:2.
         0 cloreto de césio Cs+ Cl- tem a mesma proporção de íons      do Na+ Cl- (1:1).
À primeira vista, era de se esperar que o Cs+Cl-             tivesse estrutura C.F.C.
interpenetradas.
         Na realidade, como íon Cs+ tem tamanho aproximadamente igual do Cl-,
resulta um outro tipo de empilhamento, chamado cúbico de corpo centrado (C.C.C.).


         Estrutura eletrônica dos íons


         Os ânios , sem exceção, adquirem nos compostos iônicos confígurações de
gases nobres.
         Quanto aos cátions : Se for alcalino ou alcalino terroso apresentará 8 elétrons
na camada externa. Sendo outros metais, as configurações são diversificadas.




         Os íons Ag+, Cu++ e Au+ também se estabilizam com 18 elétrons na camada
periférica.
         Vejamos o caso do Ferro que apresenta os íons Fe++ e Fe+++.




         Muito bem. Estamos apresentando algumas estruturas " SEM OCTETO" para
que o leitor apenas LEMBRE: "Nem sempre os átomos 8 elétrons na camada externa
para se tornarem estáveis".
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                                                  B             LIGAÇÃO

                                                      COVALENTE



          Esta ligação é responsável pela formação das substâncias ” MOLECULARES.” '
Substâncias dessa classe, quando no estado líquido, não conduzem corrente elétrica.
Esta é a principal característica de diferenciação     em    relação    a   um      composto
iônico.
                                                      Numa ligação iônica , vimos que
                                           um átomo cede totalmente um ou mais
                                           elétrons    ao    outro     "átomo    e,   daí,   o
                                           aparecimento de íons de cargas opostas.
                                                      Na    ligação    covalente,     nenhum
                                           átomo cede e nem recebe o elétron, de
                                           forma integral.
                                                      Esta ligação surge quando um par
                                           de elétrons de spins opostos . torna-se
                                           comum aos átomos que se ligam.
                                                      No    exemplo,     cada    átomo       de
                                           hidrogênio possuía seu elétron. Após a
                                           ligação, não se reconhece mais qual é o
                                           elétron que pertence a determinado átomo.
                                           Agora, os 2 elétrons pertencem a ambos os
                                           átomos. É uma "sociedade".


          Dizemos que houve um emparelhamento de elétrons e, esta ligação será
representada por um traço ou um par de pontos.
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                                                                    ligações químicas-4


         Foi   Lewis   quem   sugeriu   que   a   ligação   covalente   é   resultante   do
emparelhamento de elétrons. Lewis observou que quase todos os compostos
moleculares apresentam todos os seus elétrons em pares. Sugeriu que os átomos»que
tivessem orbitais com 1 elétron pudessem emparelhar esse elétron com outro de spin
oposto, atribuindo que o emparelhamento resultaria um sistema de mais estabilidade.
Do mesmo modo que os elétrons procuram se emparelhar nos orbitais atômicos, eles
também procuram um parceiro na formação da ligação covalente.
         ________________________________
         Teoria de Heitler-London
         ________________________________


         O primeiro tratamento teórico, para justificar a ligação covalente foi exposta
por Heitler e London em 1927.
         Imaginemos 2 átomos de hidrogênio aproximando-se e examinemos as forças
que aparecem no sistema.




         Os elétrons estão em movimento em redor do núcleo mas, a cada instante,
aparecem 4 forças de atração (elétron—núcleo) e 2 forças de repulsão (núoleo-núcleo e
elétron-elétron).
         Variando-se a distância internuclear "d" , iremos notar que existirá uma
posição "dH",onde o sistema terá maior estabilidade.


         Heitler e London calcularam as energias do sistema para diversas distâncias
internucleares que, transportadas para um gráfico cartesiano, se apresentam:
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        Verifica-se que a posição de equilíbrio " dH " é aquela na qual o sistema possui
mínima energia.
        Em outras palavras; para se ter uma distância inter-nuclear maior que "dH" é
preciso fornecer energia ao sistema; para diminuir a distância, o sistema também
requer energia do exterior.
        No gráfico vê-se que o valor ZERO de energia foi adotado arbitráriamente para
o átomo isolado de hidrogênio.
        A quantidade de energia AB corresponde a energia de ligação H-H.




                                                Podemos    fazer   analogia   com   um
                                      sistema imãs-molas.
                                                Vamos supor que os Imãs estejam
                                      presos a molas e colocadas num plano sem
                                      atrito.


        As molas se encontram comprimidas e empurram os Imãs. Estas não se
aproximam mais porque defrontam-se pólos de mesmo nome.
        Haverá uma posição de equilíbrio onde a distância entre os centros dos ímãs
será."dH". Esta posição apresenta mínima energia pois, tanto para afastar como para
aproximar os imãs, necessita-se de energia.


        Resumindo:
        Os átomos tendem a emparelhar os elétrons porque poderão constituir um
sistema com menor energia,que significa maior estabilidade.
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                                                                     ligações químicas-4


                                                        Que acontece aos orbitais "1s"
                                             do hidrogênio, quando 3 átomos se
                                             ligam por covalência?
                                                        Estudos                efetuados      na
                                             mecânica ondulatória concluem que os
                                             orbitais       atômicos            "ls"     sofrem
                                             inicialmente uma superposição parcial
                                             e, em seguida, deformam-se dando
                                             lugar ao novo orbital. Conterá os 2
                                             elétrons     de      spins   opostos       e    este
                                             abrangerá os 2 átomos em ligação. É o
                                             orbital molecular.
                                                        O orbital molecular que surge
                                             pela superposição ("overlap" em inglês)
                                             parcial      de      orbitais       atômicos,     é
                                             denominado orbital sigma (‫ )ﯕ‬e tem
                                             como índices os orbitais atômicos de
                                             origem.     No     caso      da     molécula     de
                                             hidrogênio, temos o orbital molecular
                                             ‫ﯕ‬s-s-
                                                        Pode-se      medir        a    distância
                                             internuclear e, no caso da molécula de
                                             H2   xtemos       2,4 Ǻ. A metade dessa
                                             distância, ou seja l,2 Ǻ é denominada
                                             ralocovalente.
                                                        Embora            haja         completa
                                             deformação dos orbitais atômicos após
                                             uma       ligação,     numa        representação
                                             segundo átomo = bolinha costuma-se
indicar que houve apenas ligeira interpenetração dos átomos,como indica a figura aõ
lado.
        A equação do fenômeno é:


        H(g) + H(g)------   H2(g)

        (g) - gasoso
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         Vejamos a ligação covalente entre os orbitais "s" e "p". O exemplo tomado será
a formação do "HF".
         O átomo de flúor tem 9 elétrons e a seguinte configuração eletrônica:




         O orbital "pz" está com o elétron desemparelhado e pronto para ligar-se ao
orbital "ls" do hidrogênio.




         0 orbital molecular que surge, pela superposição ou interpenetração dos
orbitais atômicos "s" do hidrogênio e "p" do flúor, chama-se orbital molecular ‫( ﯕ‬sigma)
ou melhor , ‫ﯕ‬s-p.
         Como conseqüência da ligação molecular, haverá uma "contração" do orbital
atômico "p", no lado oposto à ligação.
         Observemos mais uma vez apenas a formação do orbital molecular ‫ﯕ‬s-p:




         Quando desaparece certa parte do orbital, significa que naquela região, o
elétron se ausenta.
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                                                                 ligações químicas-4


        A representação esquemática da formação da molécula "HF" é:




        Na covalência, também se observa a regra do octeta. O flúor, tem na última
camada "8" elétrons, enquanto o hidrogênio tem "2". Lembremos que, na ligação
covalente, o par de elétrons pertence a ambos os átomos.
        Examinemos mais uma ligação importante que é a p-p-
        É aquela que está presente, por exemplo, na molécula de flúor "F2".
        Observando apenas os orbitais "p2" dos átomos de flúor, temos:




        Também, costuma-se representar apenas os elétrons da última camada nas
ligações covalentes.
        Observe, mais uma vez, a obediência à regra do octeto.
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        Orientação das ligações covalentes no espaço


        Quando um átomo liga-se a 2 ou mais átomos deve-se levar em conta o
ângulo entre as ligações.




                                       Linus Pauling e Slater desenvolveram o assunto,
                            cuja importância já havia sido apontada por Van't Hoff
                            (1874) quando admitiu teoricamente que as 4 valências do
                            carbono eram dirigidas para os vértices de um tetraedro
                            regular.




        Vejamos então, as ligações na formação da molécula de água.
        O oxigênio tem 8 elétrons e possui a seguinte configuração eletrônica:
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                                                                    ligações químicas-4




                                                     Lembrando    que   os   orbitais   "p"
                                          formam entre si um ângulo de 90°, era de se
                                          esperar que na molécula de água, fosse de
                                          90° o ângulo entre as duas ligações ‫ ﯕ‬s-p.
                                                     Medidas reais, calculadas através de
                                          espectroscopia e do momento magnético,
                                          indicam porém, que as ligações da molécula
                                          da água formam um ângulo de 104° e 30'.


        Tenta-se justificar esta ligeira fuga angular, admitindo-se que os átomos de
hidrogênio ficam suavemente positivos, em face da grande atração de elétrons pelo
oxigênio. Dizemos que os átomos de hidrogênio estão polarizados positivamente e
portanto, há uma repulsão entre eles que os afasta e aumenta o ângulo de 90° para
104° 30'.
        Outro exemplo interessante é a formação da amônia "NH3".


        O nitrogênio tem 7 prótons e 7 nêutrons.
                                           então:




        Os orbitais incompletos são: 2px1,       2py1 e 2pz1.   Cada um desses orbitais
aceita um átomo de "H", que apresenta   "ls1".
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        Formam-se três orbitais moleculares          s-p e o ângulo entre as ligações
é de 106 .
        O ângulo deveria ser de 90° mas, aparecerá um pequeno desvio, como
no caso do H20.


        Quando o H liga-se a átomos maiores como S,              Se,   P, As,   Sb ,   os
átomos de H ficam mais distantes entre si e menos polarizados.
        Daí, os seguintes valores para os ângulos, nas ligações em:




        repe1indo-se, portanto, com menores intensidades.


        Covalência Coordenada


        As vezes, um átomo já está com seu octeto completo e, portanto, todos os
seus orbitais com elétrons emparelhados. No entanto, este átomo pode ligar-se a outro
"emprestando-lhe" (em base da coparticipação ou "condomínio") um par de elétrons, e
formar um orbital molecular.


                                         Seja a molécula de água diante da molécula de
                               HC1, o oxigênio da água poderá atrair o hidrogênio do
                               HC1.
                                         Como o cloro é mais eletronegativo que o
                               hidrogênio, este pode libertar-se do cloro,deixando-lhe o
                               seu elétron. Deveriam-se formar os íons H+ e Cl-.
                                         O íon Cl- tem configuração estável (octeto), mas
                               o H+ teria ficado sem nenhum elétron!
                                         Então, este H+ pode-se ligar ao oxigênio que
                               lhe "empresta" 2 elétrons.


        Dizemos que o oxigênio efetuou uma ligação covalente coordenada ou,
simplesmente, "coordenada" ou "dativa" com o cátion hidrogênio. Esta ligação é
indicada com uma seta no sentido de quem está sendo "beneficiado"com os elétrons.
H - 0 + H - Cl    -----    H –0       H+ + Cl-
  H                       H

Teremos então, cátion H30+, chamado "hidrônio" ou "hidroxônio" ' e ânion "cloreto".
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                                                                 ligações químicas-4


        Encarando o fenômeno de modo mais concreto, uma molécula de água colide
com uma molécula de "HCl", resultando aqueles íons.




        Se examinarmos sob o aspecto real, temos que verificar o que acontece aos
orbitais dos átomos.




        O orbital "2px" do oxigênio já possui um par de elétrons e recebe um cátion
"H+" através de uma ligação coordenada, chamada também semi-polar ou dativa.
        Forma-se o orbital molecular    g-p, idêntico às ligações já existentes entre o
oxigênio e hidrogênio, na molécula de água.
        Depois de efetuadas as ligações, geometricamente, não se nota diferença
alguma entre a ligação covalente normal e a dativa. Elas se diferem quanto à origem
dos elétrons que, formarão o orbital molecular.
        Esta é a razão pela qual muitos autores confundem as notações das ligações
covalente normal e dativa.
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        Então, em muitos compêndios, aparece o íon hidrônio com a fórmula
estrutural:




        Não podemos saber qual é a ligação dativa, mas temos a certeza de que uma
destas covalências é coordenada.
        Em outras palavras: o      íon hidrônio   é constituído de 3 ligações: duas
covalentes normais e uma coordenada.


        Resumindo:
        - Numa ligação covalente normal, aproximam-se dois átomos, cada um com
orbital contendo um elétron. Forma-se assim, um orbital contendo elétrons com spins
anti-parale1os, denominado orbital molecular (sigma). Será indicada por um traço.
        Na ligação covalente coordenada,aproximam-se dois átomos, um com orbital
completo (2 elétrons) e outro com orbital "vazio". Forma-se o orbital molecular
denominado , geometricamente análogo ao orbital da ligação covalente normal.. Esta
ligação será representada por uma seta mas em muitos compêndios, está indicado por
traço, em vista à analogia geométrica com a ligação covalente normal.


        Fórmulas estruturais


        Quando se indicam as ligações entre todos os átomos de uma molécula,
dizemos que estamos apresentando a sua fórmula estrutural.




        A fórmula estrutural permite deduzir muito do comportamento dessa
molécula numa reação química, razão pela qual é frequentemente utilizada,
principalmente na química orgânica.
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                                                                  ligações químicas-4


        Neste capítulo,vamos treinar o seguinte tipo de exemplo: Dada a fórmula
molecular de um composto - inorgânico, escrever a sua fórmula estrutural.
        Para isso, existem regras que exigem conhecimentos sobre:
        - ELÉTRONS NA CAMADA EXTERNA
        - CONTAGEM DE ELÉTRONS NAS LIGAÇÕES




                 A) Principais elementos e números
                       de elétrons na camada externa.

        Inicialmente, vamos desenhar uma parte da tabela periódica:




        Os algarismos romanos indicam "os grupos" da tabela periódica que, para os
elementos presentes, é o número de elétrons na camada externa.
        Assim, o "N" tem 5 elétrons na camada externa, o "Si" tem 4, o "Br" tem 7
elétrons, etc. Reparem que o hidrogênio, embora tenha apenas 1 elétron, está na
coluna VII porque, ele "precisa" de apenas mais um elétron, como os demais elementos
desse grupo, para estabilizar-se. O hidrogênio estabiliza - se com 2 elétrons na
camada K.


        QUAIS SÃO OS ELEMENTOS QUE EFETUAM LIGAÇÕES COVALENTES?
        Todos aqueles que estão à direita da linha tracejada, quando ligam-se entre
si, pois eles possuem tendência a tomar elétrons de outros átomos. Quando 2 átomos
apresentam essa tendência, eles irão "compartilhar" elétrons. Por exemplo: no "PCI3",
temos três ligações (P-Cl) covalentes. O "H" também pertence a esta classe de átomos,
compartilhando 1 elétron.
        Às vezes, o "Be", "Mg" e "Al" efetuam ligações covalentes, mas sofrem
hibridações e são considerados casos especiais.
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                 B) Contagem dos elétrons
                 na camada externa



                                Seja a molécula de água:
                                O oxigênio, tinha 6   elétrons na camada externa e,
                       agora tem 8_.
                                Cada hidrogênio, tinha apenas 1 elétron e, agora tem
                       2.
        CONCLUSÃO:


        Na contagem dos elétrons da última camada, cada covalência
normal (representada por um traço) aumenta um elétron em cada
átomo que participa da ligação.


        De modo geral, os átomos se estabilizam quando completam o octeto.
Vejamos,então, algumas estruturas estáveis.
        O nitrogênio é do grupo "V" e,portanto, tem 5 elétrons na cama da externa.
Três covalências o farão mais estável.


        Então:




                                     Examinemos agora a, ozona 03:
                                     Todos os átomos de oxigênio (A, B e C) ficaram
                            com 8 elétrons na camada externa.
                                     Veja a ligação dativa (B-C). 0 átomo "B" empresta
                            2 elétrons para "C".
                                     Consequentemente,"B" não sofreu aumento de
                            elétrons por causa da ligação dativa e "C" tem um
                             aumento de 2 unidades.
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                                                                  ligações químicas – 4


           Na contagem de elétrons de última camada, uma ligação coordenada
produz um aumento de 2 e1étrons para o átomo" favorecido (ponta da seta) e
nenhum elétron para o átomo que "empresta" o par de elétrons.
           ____________________________________________________________________________
           Nesse exemplo da ozona:
           Oxigênio A    Tem um aumento de 2 elétrons por causa de 2 covalências com
       "B".
           Oxigênio B    Tem um aumento de 2 elétrons por causa de 2 covalências com
       "A" e nenhuma alteração por causa da ligação coordenada.
           Oxigênio C      Tem_um aumento de 2 elétrons por causa de uma ligação
           coordenada com "B".


                   C) Estruturas de Hidretos moleculares

           Os hidretos são compostos do tipo "EHX".
           0 átomo de hidrogênio tem 1 elétron e, portanto, aceita uma ligação covalente
normal (H-).
           0 elemento "E" aceita tantas ligações covalentes quantao sejam necessárias
para completar o octeto.
           N do grupo V________precisa de 3 covalências - N -
           Se do grupo VI______precisa de 2 covalências____Se –


           Lembre-se de que o número do grupo (da Tabela Periódica) representa o
número de elétrons na camada externa e cada traço produz um aumento de um
elétron.
           Então, pode-se aceitar a seguinte regra para escrever as estruturas de
hidretos moleculares:
           ______________________________________________________________________
           1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. do grupo) traços.
           2) Em cada traço ligar H-.
           _____________________________________________________________________


                                        ════════════════
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                                         EXERCÍCIOS
        Exemplo:


        (211) Hidreto de fósforo:


        P é do grupo V..........(8 - V) - 3 traços.


                                           H-P-H
        A fórmula estrutural é               
                                             H

        Exemplo:


        (212) Hidreto de silício:
        Si é do grupo IV......... (8 - IV) = 4 traços.
                                       H
                                       
                         Logo     H - Si – H
                                       
                                      H

        Escreva as fórmulas estruturais dos seguintes compostos:
        (213) Hidreto de arsênio
        (214) Hidreto de telúrio
        (215) Hidreto de germânio
        (216) Hidreto de iodo


                                       ════════════════


        A regra não e válida para elementos que possuem 2 ou 3 elétrons na camada
externa. São os casos como o Berílio e Boro principalmente e que trataremos como
casos especiais.


        HIDRETO DE BERÍLIO
        O'Be" tem 2 elétrons na camada externa e,antes de ligar-se ao H, sofre uma
hibridação do tipo "sp". Isto já foi estudado no capítulo de hibridação.
        0 Berílio fica com 2 orbitais híbridos "sp", formando um ângulo de 180°.
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                                                                     ligações químicas-4


           Reparem que o berílio ficou estável com 4 elétrons na sua camada externa.


           HIDRETO DE BORO
           O Boro tem 3 elétrons na camada periférica e sofre uma hibridação do tipo
sp2.   Aparecem 3 orbitais híbridos com ângulo entre as ligações de 120°.


                             e, a formula do hidreto, deveria ser: BH3.


           Na prática constata-se que essas moléculas de "BH3" reunem-se duas a duas,
resultando moléculas do tipo "B2H6".


                       C) Estruturas dos óxidos moleculares


           Os óxidos moleculares apresentam fórmulas do tipo "E2Ox" ou "EOx/2" (forma
simplificada).
           Recordamos que o átomo de oxigênio tem 6 elétrons na camada periférica e
aceita mais 2 elétrons. As possíveis formas de ganhar mais 2 elétrons são:
           = 0........ duas ligações covalentes normais.
             0......... uma 1igação coordenada.
           O átomo "E" admite tantas covalências normais (traços) quantas sejam
necessárias para completar o octeto.
           Por exemplo, o nitrogênio:
           "N" tem 5 elétrons periféricos e admite 3 covalências normais.




                                     Além disso, o elemento "E" pode efetuar ligações
                            coordenadas com os elétrons não emparelhados. No caso do
                            nitrogênio, após ele efetuar três ligações covalentes ainda é
                            capaz de fazer uma ligação coordenada, se necessário, sem
                            prejudicar o octeto.
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         Eis a regra para a estruturação de 5xidos moleculares:
         1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. de grupo) traços.
         2) Cada 2 traços de "E" recebe um átomo de oxigênio.
         3) Os restantes oxigênios serão ligados com ligações coordenadas na forma
         [ ->- 0 ] .
         4) NO caso de moléculas do tipo E20X, admite-se uma simetria estrutural.




                                         EXERCÍCIOS


                                          1º. exemplo:


         (217) Seja o SO2 - anidrido sulfuroso.
         (8 – no. do grupo) = (8 - VI) = 2 traços.
                  
                  S-
         Coloca-se um átomo de oxigênio que utiliza 2 traços.
                  S=0


         Tem ainda mais um átomo de oxigênio. Este se liga por coordenada.
                  S=0
                  ↓
                  0


                                           2º. exemplo:


         (218) Seja o CO2 - anidrido carbônico.


                                           no. de traços . . . ( - IV) = 4


                                           Cada 2 traços recebe um átomo de oxigênio;
então,                            cabem os 2 átomos de oxigênio .
                                           Não       houve    necessidade    de   ligação
                                  coordenada.
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                                                                  ligações químicas-4


                                         3º. exemplo:


        (219) Sejam N2O4, e N2O5. Agora estamos no caso E20x e temos que admitir
simetria estrutural. É preciso fazer esta consideração para ficar o mesmo número de
átomos de oxigênio em cada átomo de nitrogênio na molécula (simetria).
        E preciso examinar se o número de oxigênio é par ou ímpar. Se o número de
oxigênio for par, não pode ter oxigênio no eixo de simetria; se for impar, deve o
oxigênio estar entre os 2 átomos de Ne, portanto, no eixo de simetria.




        Agora,seguem-se    as   regras   normais   para   a   estruturação   de   óxidos
moleculares.
        Em cada átomo, vão (8 - n° de grupo) traços. No caso do nitrogênio, são 3
traços em cada átomo.
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         Escrever as estruturas dos seguintes óxidos;


         (220) SO3 - anidrído sulfúrico


         (221) N2O3 - anídrido nitroso


         (222) C12O6 - anídrido clórico-perclórico


         (223) CI2O7 - anídrido perclórico


         (224) AS2O5 - anídrido arsênico




         E) Estruturas de ácidos oxigenados


         A maioria dos ácidos oxigenados apresentam a fórmula HxEO y.
         Nesses ácidos, os hidrogênios ionizáveis ligam-se ao oxigênio por uma
covalência normal. (H - 0 -) .
         O elemento "E" fica no centro da molécula e procura, também, a estabilidade
através de covalências normais ou coordenadas.


         Temos uma regra de estruturação semelhante a dos óxidos:


         1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. do grupo) traços.
         2) Todos os hidrogênios ionizáveis deverão ser ligados ao "E" juntamente com
o oxigênio, na forma H - 0 -.
         3) Os restantes oxigênios serão ligados ao "E"; cada 2 traços de "E" admite
um átomo "0".
         4) Se ainda existem átomos de "0" e não existem traços suficientes, devem-se
ligar os oxigênios restantes por 1igações coordenadas, na forma      0.
         5)   Se a molécula do ácido for do tipo HxE20y, esta molécula admite uma
simetria estrutural.


                                         EXERCÍCIOS


         1º. exemplo:
         (225) Seja o HN03 - ácido nítrico.
         0 nitrogênio é do grupo V . . . (8 - V) = 3 traços.
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                                                                           ligações químicas-4




                                                  O átomo de "N" estará com seu octeto, se
                                         efetuar 3 covalências.




                                                  0 hidrogênio ionízavel será ligado na
                                         forma H - 0 -.




                                                  Cada 2 traços admite um átomo de
                                         oxigênio.


                                                  Ainda falta mais um átomo de oxigênio.
                                         Este,   será     unido   ao   N    por   uma   ligação
                                         coordenada.


         2º. exemplo:


         (226) Seja o H2CO3 - ácido carbônico.
         0 carbono é do grupo IV ... (8 - IV) = 4 traços.
         Seguindo um raciocínio análogo ao 1º. exemplo:




         3º. exemplo:


         (227) Seja o H2C2 O4 - ácido oxálico.


         Neste caso, a molécula é do tipo HxE20y e, vamos então admitir uma simetria
estrutural. Análogo ao caso do óxido, examinemos o numero de átomos de oxigênio - é
par; logo "C" será ligado direto ao C.
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                                             Daqui para frente, a regra e a mesma:
                                   coloca-se (8 – no. do grupo) traços em cada átomo.




                                             Todos os "H" ionizáveis na forma H - 0 -,
                                   mas sempre respeitando a simetria.


                                             Os restantes oxigênios serão ligados por 2
                                   covalências.
                                             Neste    caso, não houve necessidade da
                                   ligação dativa.




        4º. exemplo:


        (228) Seja o H4P2O7 - ácido pirofosfórico.


        0 número de oxigênio é ímpar . . . "então, entre os átomos de P irá um átomo
de oxigênio.
        0 fósforo é do grupo V - . . (8 - V) = 3 traços.
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                                                                 ligações químicas – 4


        Escrever as fórmulas estruturais dos seguintes ácidos:
        (229) HC10 - ácido hipocloroso


        (230) HC102 - ácido cloroso


        (231) HCl04, - ácido perclórico


        (232) HI03 - ácido iódico


        (233) H2SO3 - ácido sulfuroso


        (234) H2SO4 - ácido sulfúrico


        (235) HPO3 - ácido metafosfórico


        (236) H3AsO3 - ácido ortofosfórico


        (237) H3ASO3 - ácido arsenioso


        (238) HNO2 - ácido nitroso


        (239) H2SIO3 - ácido metassilícico


        (240) H4SiO4, - ácido ortossilícico


        (241) H2S2O7 - ácido pirossulfúrico


        (242) H6Si207 - ácido pirossilícico




               F) Estruturas dos sais

        Os sais são compostos iônicos e,portanto, possuem CÃTIONS e
        ANIONS. Pode     acontecer desses cátions ou ânions serem um agrupamento
de átomos contendo ligações covalentes.
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         Para escrever as estruturas desses sais, lança-se uma forma mista: a parte
que possui covalências é apresentada dentro de um "colchete" e, ao mesmo tempo,
indica-se as ligações iônicas.




                                              EXERCÍCIOS
         1º. exemplo:


         (243) Seja o Na2SO4 = 2 Na+ . SO4= .


         Para escrever a estrutura do ânion SO4= , comece estruturando o ácido
correspondente; tirando H ionizáveis,restará o ânion com os elétrons responsáveis
pela carga negativa.




         Procede-se analogamente,quando o cátion possui covalências.


         2º. exemplo:


         (244) Seja o NH4Cl = NH4      +   Cl-.




         Escrever as fórmulas estruturais dos seguintes sais:


         (245) KCIO3    -   clorato de potássio


         (246) CaCO3 - carbonato de cálcio
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                   ligações químicas-4
        (247) Na3PO4 - fosfato de sódio


        (248) NH4NO3 - nitrato de amôneo


                                    ════════════════


        CASOS ESPECIAIS DE FÓRMULAS ESTRUTURAIS


        1º. caso: Ácidos com hidrogênios não ionizáveis


        Na química inorgânica, destacam-se 2      ácidos de fósforo que apresentam "H"
não ionizáveis. Neste caso, o "H" não ionizável fica diretamente ligado ao "P".


        H3PO3 - ácido fosforoso - tem 1 "H" não ionizável.


        Sua fórmula estrutural é:




        H3PO2 _ ácido hipofosforoso - tem 2 "H" não ionizáveis.
        Sua formula estrutural é:




        2º. caso: Peroxi-ácidos
        Nos peroxi-compostos sempre está presente a forma [- 0 - 0 -].




                                       EXERCÍCIOS


        ExempIo:


        (249) H2SO5 - ácido peroxissulfúrico
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            (250)   H2S208 - ácido peroxidissulfúrico
                         0             0
                         ↑             ↑
               H–O -S-O–O–S–O-H
                         ↓               ↓
                        O              O


            Sugestão:
            Para maior facilidade, escreva o ácido sem o prefixo peroxi:
                    peroxissulfúrico         ácido sulfúrico
                    peroxidissulfúrico        ácido dissulfúrico
            Em seguida,procure encaixar o O para formar o grupo peroxi.


            (251) Escrever a fórmula do ácido pirofosfórico.


            (252) Escrever a fórmula do peróxido de oxigênio ou água oxigenada.


            3º. caso: Estruturas por tentativas


            Os casos que não caem naqueles já estudados podem ser deduzidos
lembrando-se que:
            - cada covalência normal "aumenta" um elétron para ambos os átomos que
se ligam.
            - cada coordenada "aumenta" 2 elétrons apenas no átomo para o qual a seta
aponta.
            Por outro lado, sabemos que os átomos tornam-se estáveis com o octeto de
elétrons.


                                               EXERCÍCIOS


            Exemplos:


            (253) Seja o CO - monóxido de carbono.
            C - tem 4 elétrons periféricos O - tem 6 elétrons periféricos
            Solução :
            2 covalências e uma coordenada               do O
para C.
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                                                                ligações químicas-4
        (254) Seja o HCN - ácido cianídrico




        Escrever as estruturas dos seguintes compostos:
        Sugestão:
        Nunca o oxigênio será átomo central.


        (255) COC12 - cloreto de carbonila ou gás fosgênio


        (256) HNC - ácido isocianídrico


        (257) POCI3 - cloreto de fosforila


        (258) SOC12 - cloreto de sulfurila


        (259) N2H4 – hidrazina
                                             ══════
        _________________
        Ligação π (pi)
        _______________
        Imaginemos 2 átomos de nitrogênio se aproximando.
        Cada um tem 5 elétrons periféricos e pretendem completar o octeto, através
de ligações covalentes. Serão 3 covalências normais.




        Temos a molécula N2, onde os átomos completaram seus octetos.
        À primeira vista, tem-se a impressão de que as 3 ligações covalentes são
iguais. Se examinarmos os orbitais numa representação espacial, veremos que uma
dessas ligações é diferente das demais.
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         O átomo de nitrogênio apresenta os orbitais "2p" incompletos:


                       ZPx1 , 2py 1 e 2pz1

         Quando os 2 átomos se aproximam, em primeiro lugar, os orbitais pxx irão
fundir-se, formando o orbital molecular      p-p. Recordemos que este processo de fusão
de orbitais por uma aproximação dos mesmos é denominada de sobreposição ou
"overlap", característica das ligações   <f (sigma) .

         A ligação sigma aparece uma só vez entre 2 átomos unidos por covalências. A
molécula "N2" apresenta 3 covalências: uma é ligação "        p-p " e ainda temos 2 outras
espécies de covalências. Estas são as ligações "π" (pi) .

         Vamos esclarecer o que é a ligação " π _" e como é o orbital molecular π.

         Sejam 2 átomos "A" e "B" que possam emparelhar elétrons originando
covalências. Quando aparecerá entre eles a ligação π ?
         É necessário que entre "A" e "B":

    ______________________________________________________________
         a) Já exista uma ligação     (sigma) .

          b) Tanto "A" como "B" possuam orbitais "p" incompletos .
         ___________________________________________________________________________


         Os orbitais "p" vão se aproximando e diminuindo a distância internuclear; de
repente, os orbitais "p" se fundem aparecendo em seu lugar o orbital molecular "π"
com dois elétrons de spins opostos.
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                                                                   ligações químicas -4




         O "par" das regiões espaciais é que constituem um orbital "π_".
         Reparem mais uma vez que a ligação "π" faz diminuir a distância
internuclear.
         Assim, nos carbonos, numa ligação simples "C-C" onde se tem apenas ligação
" ", a distância internuclear é de 1,54 Ǻ.
         Quando esses átomos possuem uma dupla ligação "C=C", uma das ligações é
" "" e a outra é" π ". A distância internuclear neste caso é de 1,34 Â.
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




         Voltemos ao caso do nitrogênio "N2". Nesta molécula, cada átomo possui 2
orbitais "p" incompletos, então, surgirão 2 ligações π.
         O desenho acima, já inicia com os 2 átomos de nitrogênio ligados por      . A
seguir virão os orbitais π.
         Reparem mais uma vez que, à medida que aparecem as ligações π ,os átomos
vão se aproximando.
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                                                                 ligações químicas -4




        Por uma questão de comodidade didática, a ligação π será artificiosamente
indicada, esquematicamente, como a figura acima.
        No caso da molécula de "N2" vê-se perfeitamente uma ligação      e duas π. As
ligações π determinam planos que são perpendiculares entre si.
        Finalmente, de modo resumido, as ligações π surgem quando existem duplas
ou triplas ligações entre os átomos.




                                       EXERCÍCIOS


        Contar o número de ligações     e π nos seguintes compostos



        (260 )




        (261) H - C = N - ácido cianídrico
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         (262) O = C = O                - gás carbônico


        (263)    H - C = C - H             - acetileno


        (264) H – O – N ≡ N – O - H - ácido hiponitroso


        (265) H - N - H - amônia
                   Ι
                  H


                                          ═════════════


        E quando aparecer uma ligação coordenada?
        Neste caso, adote a notação moderna, ou seja: substitua a seta por um traço.
Isto pode ser feito na representação porque a ligação coordenada difere da covalente
normal apenas pela origem dos elétrons que contribuem na ligação.


        Então:
                               será
        CO --► C ≡ O ----------------------     C≡O
                           representada
        Sendo uma tripla, uma ligação é         e duas serão π.


                                          EXERCÍCIOS


        Contar o número de ligações " " e "π", nos seguintes compostos .
        (266) ácido nítrico - HNO   3




        (267) ácido oxálico – H2C2O4


        (268) ozona - O3


        (269) ácido sulfúrico - H2SO4


        (270) carbonato de sódio - Na2CO3


        (271) ácido bórico - H3BO3
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                                                                      ligações químicas-4


                                                 Hibridações parciais


                                                 Examinemos as ligações entre os
                                       átomos de carbono na molécula de etileno.
                                       Existem duas covalências sendo uma ligação
                                       " " e uma ligação π.
                                                 Se existe uma ligação " π " é porque
                                       cada átomo de carbono reservou um orbital
                                       "p" incompleto afim de formar o orbital
                                       molecular "ir".
                                                 Recorda-se que o carbono é um
                                       átomo com 4 elétrons na camada externa;
                                       normalmente,        ele     hibrida     seus   orbitais
                                       atômicos "2s" e "2p" originando um átomo de
                                       carbono     "sp3"         (hibridação     tetraédrica),
                                       utilizando-se um orbital "s" e três orbitais
                                       "p".
                                                 Agora, no etileno, o carbono precisa
                                       guardar um "p". Então, a hibridação será do
                                       tipo "sp2", pois vai utilizar 1 orbital "s'! e
somente dois orbitais "p"




        Abaixo está a seqüência da hibridação do carbono na forma sp2.
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        Como se vê, o átomo de carbono continua tetravalente: três orbitais "sp2" para
as ligações " " e 1 orbital "p" para a ligação π.




        A figura acima mostra as ligações na molécula de etileno.
        0 ângulo entre as ligações é de 120°.
        Na ligação "C=C" uma delas é:


                       sp2-sp2


                  e a outra é π.


        Em H-C as ligações são do tipo:
            s - sp2.
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                                                                ligações químicas-4




                                              Examinemos agora a molécula de
                                    acetileno. Existem duas ligações π e as
                                    restantes     são        " ".   Mais    uma       vez
                                    lembremos que, para ocorrer ligação "π" é
                                    necessário que haja um par de orbitais "p"
                                    incompletos.
                                              Então, na molécula de acetileno,
                                    cada     átomo      de     carbono     reservou    2
                                    orbitais "p" para as ligações " π ".
                                              Consequentemente, a hibridação
                                    será feita por 1 orbital "s" com 1 orbital
                                    "p" do tipo "sp"




    Numa representação geométrica teremos:
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         O átomo de carbono continua tetravalente: 2 orbitais "sp" para as ligações " "
e 2 orbitais "p" para as ligações "π".




         A figura acima mostra, esquematicamente, as ligações na molécula de
acetileno.


         Observa-se que a molécula é linear.


         Nas ligações C≡C, uma é do tipo "         Sp-Sp"   e duas são do tipo "p".


         A ligação "H-C" é do tipo "     p-Sp" .
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                                                                     ligações químicas-4


         Examinemos agora a molécula de "CO2" (gás carbônico).




         Entre o "C" e "O" existem duas ligações: uma é " " e a outra é "π".
         Então, o átomo de carbono tem duas ligações "π" e, naturalmente, reservou
dois orbitais "p".
         A hibridação do carbono foi igual aquela do acetileno, ou seja, do tipo "sp".
         0 oxigênio possui 2 orbitais incompletos "py"        e "pz". O orbital "py" fará
ligação " " com o orbital "sp" do carbono; o orbital "pz" fará ligação "π".




         A molécula de CO2 apresenta duas ligações "       p-sp" e duas ligações "π".
         A molécula é linear.
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         O átomo de carbono sofre hibridações parciais quando apresenta duplas e
triplas ligações.
         Abaixo está o quadro que      indica as hibridações e os ângulos entre as
valências num átomo de carbono.




                                       EXERCÍCIOS




         No hidrocarboneto acima,     os ângulos formados pelas ligações entre os
carbonos 1-2-3 e 3-4-5 são, respectivamente:




         (273) Com relação ao   composto citado na questão anterior podemos afirmar
que:
         a) o carbono 2 forma apenas três ligações sigma.
         b) o carbono 4 forma apenas quatro ligações sigma.
         c) o carbono 5 forma duas ligações sigma e duas ligações pi.
         d) o carbono 3 forma duas ligações pi e duas ligações sigma.
         e) o carbono 1 forma apenas duas ligações pi.
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                                                                 ligações químicas – 4


         (274) Ainda com referência ao hidrocarboneto citado nas questões anteriores,
podemos afirmar que:
         a)   A distância entre os carbonos 1 e 2 é maior que a distância entre os
carbonos 3 e 4.
         b)   A distância entre os carbonos 4 e 5 é maior que a distância entre os
carbonos 2 e 3.
         c)   A distância entre os carbonos 4 e 5 é menor que a distância entre os
carbonos 1 e 2.
         d) As distâncias entre os carbonos 1 e 2 e entre os carbonos 2 e 3 são iguais.
         e) Todas as distâncias entre os carbonos são iguais.


         (275) Qual é o tipo de hibridação do carbono no ácido carbônico "H2C03"?
         a) sp
         b) sp2
         c) sp3
         d) sp4
         e) nenhum dos anteriores


                                 ═════════════════════
         _______________________
         Hibridações especiais
         ____________________________




         Vimos no capítulo da hibridação que os átomos que possuem 2, 3 ou 4_
elétrons na camada externa e se dispõem a efetuar covalências sofrem hibridações
entre seus orbitais "s" e "p".
         Lembremos,ainda que os átomos com tais características eletrônicas possuem
na camada externa 1 orbital completo e pelo menos 1 "orbital vazio" .
         Quando o átomo normal passava ao estado excitado, um elétron do orbital
completo passava a constituir outro orbital, preenchendo o espaço que antes era
indicado como orbital vazio. Em seguida, os orbitais hibridizavam-se.
         Existem átomos que não apresentam tais características, as vezes nem
passam pelo estado ativado e mesmo assim, produzem estruturas que somente
podemos aceitá-las justificadas, admitindo-se as hibridações de seus orbitais. Alguns
desses casos especiais serão tratados neste capítulo.
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        1º. caso: Hibridação sp3 do N no íon NH4

        O átomo de N tem a seguinte configuração eletrônica.
               N K - 2 . . . ls2
               Z =7
                 L – 5 . . . 2s 2 , 2 p 3 .

                Eis a representação eletrôca na camada externa.




                                                       Quando o "N" efetua apenas 3
                                              covalências      normais,       não     ocorre
                                              hibridação e teremos 3 ligações através
                                              de seus orbitais "p".
                                                       É o caso do "NH3" que possui 3
                                              ligações "     s-p"




        0 átomo de nitrogênio possui ainda um par de elétrons e poderá efetuar uma
ligação coordenada. Isto realmente ocorrerá quando o NH3 passar a íon NH4+ onde um
dos hidrogênios está ligado através de uma covalência coordenada.


        Qual seria a explicação desse fato através de seus orbitais?
                                                           Admite-se    que    haja    uma
                                               hibridação dos orbitais do N, sem que o
                                               átomo passa pelo estado ativado.
                                                           Trata-se de uma hibridação do
                                               tipo sp3 e portanto, no espaço, a
                                               distribuição será em forma tetragonal.
                                                           Um dos orbitais híbridos já
                                               está   completo      e   somente     aceitará
ligação coordenada.
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                                                                           ligações químicas-4




         No íon " NH4+" temos 4 lig aç õ e s " s-Sp3". Reparem que na repres ent a çã o
ge o mét r ic a, a li ga ç ã o coordenada confunde-se com a covalente normal.

         É por este motivo que muitos autores admitem que, na molécula de "NH3", o
N já está hi br i dizado .

         Ser i a uma hibridação do t i p o " s p 3 " com 1 or b it al completo, como in di c a
a figura (a nt e s de ef et uar l ig aç õ e s). 0 angulo teórico s er i a         de    1090 28',
enquanto que na r eal i d a de e de 106°.

         Analogamente, este raciocínio é também aplicável a molécula de água. O
o xi gê ni o t er i a s of r i d o uma hibridação do tipo "sp3", com 2 or bit ai s c om p let o s e
2 or b it a is que efetuariam as lig a ç õe s com os átomos de hi dr og êni o.

         N est a d if er e nt e interpretação de hibridação para os ca s o s da amônea e
água, teremos respectivamente os nomes: hibridação de pirámide                   trigonal   e   de
configuração em "V".
         Para f a ci lit ar as v is u a liz aç õ e s e s pa ci ai s, eis as moléculas de CH4,""NH3"
"H20", admitidas hi br i d aç õ e s "sp3".
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         2º. caso: Hibridação dsp    3   do P no PCI   5




         0 átomo de "P" tem a seguinte configuração eletrônica:
         Hormalmente o "P" comporta-se semelhante ao "N"; por exemplo, na formação
da fosfina ou fosfamina "PH3", as ligações são análogas às do "NH3".
         No entanto, o átomo de "P" poderá produzir hibridações de todos os orbitais
da camada externa, em determinadas ligações como no "PC15", "PF5" e "PBr5".
         Vejamos a seguir, a seqüência da hibridação denominada "dsp3", porque irão
participar: 1 orbital "d", 1 orbital "s" e 3 orbitais "p".


         Átomo de fósforo - camada M




         Teremos 5 orbitais híbridos incompletos, destinados às ligações sigma. A
estrutura geométrica dos orbitais "dsp3" é de uma bi pirâmide triangular.
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                                                                   ligações químicas – 4


         A molécula de "PCI5" possui 5 covalências do tipo " p-dsp3" > pois o cloro
efetua ligações pelos orbitais "p". Reparem que, nesta molécula, o fósforo não respeita
a regra do octeto, ele compartilha 10 elétrons na camada externa.


         3º. Caso: Hibridação "d2sp3" do "S" na molécula "SF6" .
         0 enxofre tem a seguinte configuração:




         Normalmente, suas ligações serão através de seus orbitais incompletos "py e
pz".
         Análogo ao caso do fósforo; o enxofre poderá hibridar seus orbitais como no
"SF6" - (hexafluoreto de enxofre).


         Teremos então, para a camada M:




                                                  Os orbitais híbridos "d2sp3"
                                       distribuem-se no espaço numa estrutura
                                       tetraédrica.
                                                  Reparem que       o enxofre efetuara
                                       6 covalências do tipo " p-d2sp3" na
                                       formação da molécula de "SF6".
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        Na molécula de "SF6", o enxofre ficará com 12 elétrons na camada periférica,
Mais uma vez, estamos presenciando uma exceção à regra do octeto.




                                 C        LIGAÇÃO POLAR

                              E MOLÉCULA POLAR

        A) Eletronegatividade


        Chama-se eletronegatividade a tendência do átomo em atrair elétron para a
sua camada eletrônica. De modo geral, quanto mais elétron        na periferia e quanto
menor o átomo, ele será mais eletro negativo. A medida da eletronegatividade será
descrita no capitulo da Classificação Periódica dos Elementos.
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                                                                  ligações químicas-4
        Apareceram diversos critérios para medir a eletronegatividade. Um deles,
talvez o mais aceito, é o da escala de "Linus Pauling", onde os principais elementos
eletronegativos são:




        Nesta escala, o flúor é o mais eletronegativo, tendo-lhe sido atribuído o valor
4; os demais valores foram calculador em relação ao valor adotado àquele elemento.
        Em resumo, esses números são como "notas" que os professores atribuem aos
seus alunos, para avaliar seu grau de conhecimento; no caso, é para avaliar a
tendência em atrair elétrons, quando um átomo está ligado a outro.


        B ) Ligação polar



                                               Quando se ligam dois átomos de
                                      diferente eletronegatividade produzindo ligação
                                      molecular (formação de orbital molecular), o
                                      núcleo do átomo mais eletronegativo irá atrair
                                      mais os elétrons do orbital molecular. Ocorrerá
                                      uma deslocalização das cargas e, diremos que
                                      a ligação é polarizada.
                                               Seja a ligação entre o hidrogênio e o
                                      flúor.
                                               Os orbitais incompletos são: "ls" e"2pz"
                                      que efetuam a ligação "   s-p"
                                               Nesse orbital molecular, os elétrons
                                      terão maior probabilidade de se encontrarem
                                      mais próximo do núcleo de flúor. Dizemos que,
                                      nessa região, e maior a densidade eletronica e
teremos uma ligação polar. A molécula é também denominada molécula polar que se
comporta como um minúsculo DIPOLO. A polarização é indicada por "σ+" e "σ"".
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        A ligação H-F é        fortemente polar,   o que se podia prever em vista da
grande diferença de eletronegatividade desses elementos.


        ∆ = 4,0 - 2,1         = 1,9
        Numa ligação do tipo Br-Cl a diferença de eletronegatividade
        é:
        ∆ = 3,0 - 2,8 = 0,2
        tem-se então, uma ligação fracamente polar.
        Na ligação Cl-Cl temos ∆ = 3,0 - 3,0 = 0, então é uma ligação totalmente
apolar e dizemos que a molécula CI2 é uma mo1écula apolar. Isto é aceitável, pois se
os átomos possuem a mesma eletronegatividade, as atrações de elétrons são
equivalentes. Disso se conclui que quase todas as substâncias simples moleculares
possuem moléculas apolares.



                                        EXERCÍCIOS

         (276) Qual das ligações é a mais polar?
        a) C - F
        b) C - Cl
        c) C - Br
        d) C - I
        e) H - F
        (277) Qual das ligações é a menos polar?
        a) C - F
        b) C - Cl
        c) C - Br
        d) C - I
        e) C – H
        (278) Qual das ligações é a menos polar?
        a) P - F
        b) O - C
        c) O - H
        d) Br - Cl
        e) C - H
        OBSERVAÇÕES:
        - A ligação iônica surge quando a diferença de eletronegatividade entre os
átomos é muito grande. Poderíamos até conceber a ligação iônica como um caso de
excessiva polarização. De modo geral, excetuando casos do "H", pode-se dizer que as
ligações são predominantemente iônicas quando: ∆ > 1,7
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                   ligações químicas-4
    Na molécula de "03" (ozona) temos uma ligação polar.


                 E que a ligação dativa entre átomos iguais         produz uma ligeira
                polarização.
                         Então, esta molécula é polarizada.




    C) Momento polar


                                                 Vamos         imaginar     duas    placas
                                      metálicas,       inicialmente       descarregadas,
                                      como indica a figura.
                                                 Agora imaginemos uma molécula
                                      polar inclinada, em relação as paredes da
                                      placa.
                                                 Ligando os terminais das placas a
                                      uma      fonte   elétrica,    aparecerão      nestas
                                      placas cargas positivas e negativas. A
                                      molécula, imediatamente, será orientada
                                      desviando-se da posição inicial.
                                                 Esta tendência, maior ou menor,
                                      em se orientar diante dessa eletrização das
                                      placas, é que denominamos de MOMENTO
                                      DIPOLAR (µ).




                                                 Trata-se de uma grandeza vetorial
                                      (que tem intensidade, direção e sentido),
                                      sendo que a sua intensidade é diretamente
                                      proporcional à carga elétrica efetiva de um
                                      dos   pólos      e   à    distância   entre   essas
                                      cargas.
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         Num orbital não se pode dizer que as cargas elétricas estão concentradas em
apenas 2 pontos; existe a região negativa e a região positiva.
         No entanto, podemos imaginar hipoteticamente que as cargas positivas e as
cargas negativas estão concentradas nos pontos ocupa dos pelos núcleos dos átomos
em ligação. Estas cargas, iguais e de sinais contrários (+q) e (-q) seriam as cargas
efetivas da ligação polar. Evidentemente, a distância internuclear será, então, o " ℓ"
(distância entre as cargas).


                                                 →
         Definição de vetor momento dipolar: µ


         Trata-se de vetor que possui as seguintes características:
                           →
         1)   Módulo:    |µ | = q . ℓ
         onde:
         q - valor absoluto da carga elétrica efetiva
         ℓ - distância internuclear
         2) Direção: É aquela que passa pelos núcleos dos átomos em ligação.
         3)   Sentido: Por convenção é do positivo para o negativo, ou seja, de um
núcleo para o outro núcleo que mais atrai os elétrons.
         A unidade para medir a polarização de uma ligação é o Debye (D)


         Por definição, o Debye é o momento produzido por uma molécula hipotética
que teria uma distância internuclear de 1 Ǻ (Angstron) e uma carga efetiva igual em
valor absoluto a 10-10 unidades eletrostáticas em cada pólo.




         Apenas para exemplificar:


         De quantos "D" (Debyes) seria o momento dipolar de uma molécula hipotética,
que tivesse a carga efetiva igual de 1 elétron no polo negativo e uma distancia de 1 Ǻ?
         q (1 elétron) = 4,8 x 10-10 unidades eletrostáticas
         ℓ =1Ǻ
         µ = q x ℓ, = 4,8 x 10-10 = 4,8 D
         O momento dessa molécula seria de 4,8 Debyes.
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                        ligações químicas-4


        Exemplos de alguns valores de µ;




        D) Molécula Polar



                                                    Vimos que átomos de diferentes
                                           eletronegatividades      produzem       ligações
                                           polares. A cada ligação polar associa-se um
                                           vetor momento polar.
                                                    Uma molécula pode ter mais de
                                           uma ligação polar. É o caso da molécula de
                                           água, cuja estrutura é angular.
                                                    A ligação "H-O" é polar e pode-se
                                                              →
                                           associar o vetor (µ ).
                                                                    →
                                                    Os vetores (µ ) produzem um vetor
                                                    →
                                           soma, (µ r) que vale aproximadamente 1,8
                                           D, confirmando que se trata de molécula
                                           polar.
                                                    O que se faz na prática é o inverso.
                                                                                    →
                                           Pode-se de terminar o valor de (µ ) por
                                           meios experimentais e concluir-se que a
                                           molécula de água é angular. Se a molécula
                                           fosse linear (H-O-H), os vetores iriam se
anular e ela não seria polar o que iria contradizer os fatos experimentais.




        Vejamos agora o CO2 (gás carbônico)
        Nesta molécula, cada átomo de oxigênio liga-se ao carbono. Esta ligação é
bastante polar.
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




        Num orbital não se pode dizer que as cargas elétricas estão concentradas em
apenas 2 pontos; existe a região negativa e a região positiva.
        No entanto, podemos imaginar hipoteticamente que as cargas positivas e as
cargas negativas estão concentradas nos pontos ocupa dos pelos núcleos dos átomos
em ligação. Estas cargas, iguais e de sinais contrários (+q) e (-q) seriam as cargas
efetivas da ligação polar. Evidentemente, a distância internuclear será, então, o " ℓ"
(distância entre as cargas).


                                                   →
        Definição de vetor momento dipolar: µ
        Trata-se de vetor que possui as seguintes características:
                            →
        1)   Módulo:    µ       =q . ℓ
        onde:
        q - valor absoluto da carga elétrica efetiva
        ℓ - distância internuclear


        2) Direção: é aquela que passa pelos núcleos dos átomos em ligação.


        3) Sentido: Por convenção é do positivo para o negativo, ou seja, de um
núcleo para o outro núcleo que mais atrai os elétrons.
        A unidade para medir a polarização de uma ligação é o Debye (D)


        Por definição, o Debye é o momento produzido por uma molécula hipotética
que teria uma distância internuclear de 1 Ǻ (Angstron) e uma carga efetiva igual em
valor absoluto a 10"10 unidades eletrostáticas em cada pólo.




        Apenas para exemplificar:


        De quantos "D" (Debyes) seria o momento dipolar de uma molécula hipotética,
que tivesse a carga efetiva igual de 1 elétron no póIo negativo   e uma distância de
1 Ǻ?
        q (1 elétron) = 4,8 x 10-10 unidades eletrostáticas
        ℓ = lǺ
        µ = q x ℓ, = 4,8 x 10"10 = 4,8 D
        0 momento dessa molécula seria de 4,8 Debyes.
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                                                                          ligações químicas-4


        Exemplos de alguns valores de y;




        D) Molécula Polar


                                                        Vimos que átomos de diferentes
                                             eletronegatividades          produzem       ligações
                                             polares. A cada ligação polar associa-se
                                             um vetor momento polar.
                                                        Uma molécula          pode      ter mais
                                             de    uma       ligação      polar. É o caso da
                                             molécula      de     água, cuja        estrutura   é
                                             angular.
                                                        A ligação "H-0" é polar e pode-se
                                                                    →
                                             associar o vetor (µ ).
                                                                              →
                                                        Os      vetores      (µ )      produzem
                                                                               →
                                             um    vetor          soma,      (µ r)     que   vale
                                             aproximadamente            1,8 D,       confirmando
                                             que se trata de molécula polar.
                                                        O que se faz na prática é o
                                             inverso. Pode-se de terminar o valor de
                                               →
                                             (µ ) por meios experimentais e concluir-
                                             se que a molécula de água é angular. Se
a molécula fosse linear (H-O-H), os vetores iriam se anular e ela não seria polar o que
iria contradizer os fatos experimentais.


        Vejamos agora o CO2 (gás carbônico)


        Nesta molécula, cada átomo de oxigênio liga-se ao carbono. Esta ligação
é bastante polar.
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                                     Experimentalmente,verifica-se que a
                                    molécula de " CO2," é APOLAR.
                                                     Conclusão:
                                                     A molécula de   "CO2" De fato, deve
                                    ser linear, essa conclusão pode ser aceita
                                    desde que se admita que o carbono nessa
                                    molécula sofra uma hibridação do tipo "sp".
                                                     Aí, os vetores se anulam pois, o
                                    ângulo entre 2 ligações no carbono "sp" é de
180°.


        Examinemos agora a molécula de CC14 (tetracloreto de carbono).


                                                       Podemos prever, através de um
                                      estudo teórico, se a molécula é polar ou
                                      apolar.
                                                       O carbono tem 4 ligações polares
                                      e,       a     disposição   espacial   é   tetraédrica
                                      (hibridação sp3).
                                                       Cada ligação C-Cl admite um vetor
                                           →
                                      (µ ) . Somando esses vetores 2 a 2 teremos
                                                                                    →
                                      2 vetores resultantes parciais              (µ )    e
                                           →
                                      (µ       2).

                                                       Acontece, que eles estão num
                                      mesmo eixo direcional possuem a mesma
                                      intensidade e sentidos opostos.


                                                       Conclusão:
                                                          →
                                                       0 (µ ) resultante final é ZERO e a
                                      molécula é APOLAR, o que de fato é
                                      comprovado por medidas experimentais.
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                  ligações químicas-4
        RESUMO:


        1)   Se   uma   molécula   não   possui   ligação   polar,   evidentemente,   a
molécula será APOLAR.
        Exemplos : F2, H2, P 4, etc.
        2)   Se a molécula tiver ligações polares então, poderá ser P0LAR ou
APOLAR.


        Como sabemos se a molécula é polar?
        ___________________________________________________________________________
        a)   Escreva a fórmula estrutural    espacial da molécula,     respeitando os
ângulos entre as ligações.
                                   →
        b) Assinale os vetores (µ ) para todas as ligações polares.
                                   →
        c) Efetue a soma dos (µ ).
        ____________________________________________________________________________
                          →
        Somente se a Σµ       for igual a ZERO, pode-se confirmar que a molécula
é APOLAR.
        A observação prática leva-nos a reparar que moléculas simétricas são
apolares e moléculas assimétricas são polares.




                                       EXERCÍCIOS

        Verificar se a molécula é polar ou apolar:
        (279) HC1                                      (280) S8
        (281) CH4,                                     (282) BF3
        (283) CS2                                     (284) HCC13
        (285) NH3                                      (286) N2


        E) Constante dielétrica - Є

        O dispositivo desenhado ao lado é um
condensador constituído de duas placas planas
que recebem cargas elétricas porque as mesmas
estão submetidas a uma tensão "U".
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        Entre as placas encontra-se uma substância isolante que constitui o
"meio" do condensador.
        Este dispositivo serve para armazenar energia elétrica.
        A energia armazenada também depende do "meio" desse condensador.




                                                       Quanto mais polar e mais
                                              moléculas tiver o "meio", maior será a
                                              energia acumulada.
                                                       A explicação é a seguinte: as
                                              moléculas polares ocupam o espaço
                                              entre as placas mas, não possuem uma
                                              orientação     direcional   enquanto   as
                                              placas estão descarregadas.
                                                       No momento que aparecem as
                                              cargas   nas     placas,    as   moléculas
                                              polares exigem uma energia para sua
                                              orientação.     Isto    significa   maior
                                              acúmulo de energia no sistema e,
                                              dizemos que esse meio possui uma
                                              constante dielétrica (Є) elevada.
                                                       Em outras palavras : Se a
                                              substância colocada entre as placas for
polar, diremos que se trata de um material de elevada constante dielétrica (Є).
        No sistema eletro-estático (C.G.S.) foi tomado convencionalmente (Є = 1) para
o vácuo. Os valores de (Є) para outras substâncias foram calculados em relação ao
do vácuo.
        De modo geral, se o material entre as placas é gasoso, temos poucas
moléculas, a energia acumulada nessas moléculas é muito pequena e          teremos uma
constante dielétrica próxima do vácuo (E =1).


        Exemplos:
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                               ligações químicas – 4


        Para as substâncias no estado líquido é que se observa             uma grande
diferença entre moléculas POLARES e APOLARES.




        Vê-se que as moléculas polares apresentam (Є) elevados. Isto quer dizer que
esses materiais são capazes de armazenar maior energia elétrica num condensador.
        Teoricamente, as moléculas apolares deveriam ter (Є≈1) pois, não se orientam
dentro de placas eletrizadas. Na verdade, as cargas das placas acabam polarizando
ligeiramente essas moléculas (e uma polarização induzida, ou seja, provocada). Esta é
a razão do benzeno e do "CCl4' possuírem (Є ≈ 2) .




                                     EXERCÍCIOS


        (287)   Dentre as   seguintes     substâncias no estado líquido,    qual delas
apresenta maior constante dielétrica?
        a) HCC13               c) CCl4
        b) CH4                 d) CS2




        _______________________________
        F) Ponte de Hidrogênio
        _______________________________
        Vimos que o "HF" é uma molécula polar. Quando a polarização é muito
intensa como no "HF" , as moléculas passam a se atrair. Dai resultam moléculas
"H2F2" , _"H3F3" e até "HnFn ", dependendo da tempe ratura. Acima de 88°C, só existem
moléculas " HnFn ", pois a agitação térmica é muito forte.
ATOMÍSTICA                                   Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                              Pois   bem,    as   ligações     entre
                                   moléculas polares, onde um dos pólos e o
                                   hidrogênio , são denominadas pontes de
                                   hidrogênio,sendo     indicadas     por    pontos
                                   (...).
                                              Trata-se de um tipo de         ligação
                                   intermolecular.
                                              As pontes de hidrogênio aparecem
                                   normalmente nos          estados   sólido      e
                                   líquido
                                              Somente o H2F2 é que apresenta
                                   pontes de hidrogênio no estado gasoso.




    Outro caso interessante de pontes de hidrogênio é na água.




    O vapor de água não possui pontes de hidrogênio.
ATOMÍSTICA                                             Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                          ligações químicas-4


        A água líquida já apresenta aglomeração                  de     moléculas através das
pontes de hidrogênio.




        O gelo é um sistema ordenado de moléculas de água                          que se ligam
através das pontes de hidrogênio. Como as moléculas                       de      "H2O" possuem
dipolos localizados, forma-se uma estrutura que deixa muitos "vazios" entre as
moléculas. Daí, o fenômeno da expansão de volume quando a água liquida
transforma-se em gelo.
        As moléculas de água, no gelo, formam hexágonos reversos. É por esse motivo
que, ao analisar neve ao microscópio, encontra-se sempre cristais com 6 pontas.
        As   pontes    de     hidrogênio   aumentam      as    forças    de    coesão   entre   as
moléculas.   Isto   explica    a   maior   dificuldade   dessas       moléculas    passarem     ao
estado gasoso. Em outras palavras, explica               o    elevado ponto de ebulição de
substâncias que possuem pontes de hidrogênio.


        1º. exemplo: Comparemos o álcool etílico              (álcool comum)        e éter etílico
(éter comum).
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         Como já explicamos no LIVRO I, passar uma substância ao estado gasoso é
fazer com que suas moléculas "voem". Ora, moléculas de pesos moleculares baixos
teriam maior facilidade em sofrer ebulição. Por que então, o éter que tem peso
molecular maior (P.M. = 74) tem ponto de ebulição menor que o álcool etílico
(P.M. = 46)?
         A resposta é simples: somente no álcool etílico existe hidrogênio ligado ao
oxigênio. Este hidrogênio é polarizado e consegue atrair o oxigênio de outra molécula
formando ponte de hidrogênio. Desta forma, moléculas são atraídas entre si pelas
pontes de hidrogênio, que causam a dificuldade em separá-las e se tornarem
gases.


         2º. exemplo: Sejam as moléculas de orto-clorofenol e para-clorofenol:




         A forma orto apresenta uma ponte de hidrogênio intramolecular, isto é,
entre o "H" do grupo "OH" e o cloro da própria molécula.
         Já a forma para de mesmo peso molecular apresenta pontes de hidrogênio
com moléculas vizinhas, uma vez que o "H" do grupo "OH" está agora, muito "longe"
do cloro da mesma molécula.
         Então, qual deles terá maior ponto de ebulição?
         Experimentalmente, tem-se verificado que a forma orto tem P.E. = 176 °C e
a forma para P.E. = 217 °C.
ATOMÍSTICA                                               Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                                 ligações químicas-4

                                            EXERCÍCIOS
        (283)     Qual       das    substâncias     abaixo,     no      estado     líquido   apresenta
pontes de hidrogênio?
        a) HC1                               d) SiH4
        b ) CH    4                          e)   BeH2
        C)   H2


        (289)     Qual       das    substâncias     abaixo      apresenta ponte de hidrogênio
mais forte?
        a) HC1 gasoso                                           c) H2O gasoso
        b) NH 3 líquido                                        d) H2S líquido


        (290)         Qual    das     substâncias     abaixo         apresenta maior ponto          de
ebulição?
        a)    CO2                                                    c) H2S
        b) NH3                                                       d) CH4


        ______________________________________

        Ligação de Van der Waals
        ______________________________________
        Sejam os átomos dos elementos nobres: Hélio, Neônio, Argônio, Criptônio,
Xenônio e Radônio. Eles são átomos de grande estabilidade e no estado gasoso são
realmente monoatômicos. Será que existe alguma força de atração entre os átomos
de um desses elementos?
                                                         Seja o Neônio, por exemplo; se não
                                             existisse    nenhuma          atração     atômica,    esse
                                             elemento         deveria     passar     diretamente    do
                                             estado gasoso para o sólido quando a energia
                                             cinética fosse nula, ou seja, exatamente o O0
                                             Kelvin. Mas isso não é verdade: o gás passa ao
                                             estado líquido e depois ao estado sólido antes
                                             do ZERO ABSOLUTO, quando os átomos
                                             ainda     possuem          energia     cinética.   Então,
                                             embora           eles      queiram        movimentar-se
                                             livremente, existem forças que mantêm esses
átomos unidos.
        Acima está o gráfico dos pontos de ebulição desses elementos nobres. No eixo
das abcissas foi escolhido o número atômico.
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


            Como os átomos se atraem entre si?
            A resposta foi sugerida pelo físico holandês Johannes Diderik Van der
Waals, com a teoria da polarização temporária e induzida.
                                                         Segundo       Van      der     Waals,    à
                                              medida      que    os     átomos        vão     sendo
                                              aglomerados , eles não apresentarão seus
                                              elétrons distribuídos simétricamente                a
                                              todo instante. A deslocalização de certos
                                              elétrons    num      átomo      já      causa    uma
                                              pequena polarização neste átomo.
                                                         Por outro lado, elétrons de um
átomo repelem elétrons de outros átomos e atraem núcleos vizinhos. Um átomo já
"deformado" eletricamente causa induções elétricas mais sensíveis nos átomos
vizinhos. Dizemos que os átomos sofreram uma polarização induzida. Em outras
palavras:     Se um    átomo apresentar distribuição eletrônica"deformada",                    este
desencadeia uma seqüência de polarizações por indução.
            Os átomos, mesmo no estado sólido, estão em vibração, razão pela qual essa
polarização fica sujeita a alterações. Evidentemente, no estado líquido, esta
polarização sofre mudanças mais rápidas, pois a todo instante, átomos rolam uns
sobre outros. No estado gasoso, a polarização é praticamente desprezível, em face da
grande distância entre os átomos. Como a polarização pode aumentar ou diminuir de
intensidade, diz-se também que é temporária.
            As forças,que unem os átomos através dessas polarizações induzidas,                  são
chamadas ligações de Van der Waals.
            Os elementos nobres quando liqüefeitos ou solidificados apresentam apenas
ligações de Van der Waals. A polarização induzida e muito fraca, mesmo nos sólidos, o
que resulta que as ligações de Van der Waals são as mais fracas entre todas as
ligações.
            Por este motivo, os átomos dos elementos nobres entram em ebulição muito
antes de 0°C.
                                                                 A    ligação      de   Van      der
                                                     Waals é também a responsável
                                                     pelas      atrações      intermoleculares
                                                     nos líquidos e sólidos constituídos
                                                     de      moléculas          apolares.        Por
                                                     exemplo, no cloro sólido, a ligação
                                                     que     une      Cl-Cl   para      formar    a
                                                     molécula é a ligação               covalente
                                                     normal.
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                                                               ligações químicas – 4


        Aquelas que mantêm as moléculas unidas entre si, por exemplo, no
estado sólido, são as ligações de Van der Waals.
        Vamos exemplificar líquidos, onde as coesões entre as moléculas são
mantidas apenas pelas ligações de Van der Waals.
        Examinemos algumas substâncias desse tipo e seus pontos de ebulição.




        São dois os fatores que explicam a diferença desses pontos de ebulição:


        a) Número de elétrons em cada molécula


        Quanto mais elétrons tiver a molécula maior será a intensidade de
polarização induzida e mais acentuadas serão as forças de Van der Waals.


        b) Peso molecular


        Para que moléculas passem ao estado gasoso, não basta apenas separá-las,
mas, é preciso fornecer-lhes energia cinética suficiente para que se movam
rapidamente, e consigam "fugir”     do estado líquido. Ora, quanto maior o peso
molecular maior será a energia cinética necessária o que      se   traduz   em maior
temperatura.
        No exemplo já citado, comparemos os pontos de ebulição com os pesos
moleculares e números de elétrons por molécula.
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        Moléculas isoeletrônicas e pontos de ebulição
        Examinemos agora algumas séries de hidretos                     com mesmo número de
elétrons ou     também denominadas MOLÉCULAS ISOELETRÔNICAS.
        a)     com 10 elétrons:
                 HF - H20 - NH3 - CH4


        P.M.       20       18        17        16
        P.E.      292       373       240      112    (°K)


        b) com 18 elétrons
                 HC1 - H2S - PH3 - SiH4
        P.M.       36,5      34        34       32
        P.E.       188      213       188      161     (°K)


        c) com 36_ elétrons
                 HBr - H2Se - AsH3 -G eH4
        P.M.        81       81        78      76,5
        P.E.      206       231       218      183    (°K)


        Os      elementos        em    foco,         ligados     ao    hidrogênio,    pertencem
respectivamente aos grupos VII, VI, V e IV.
        Coloquemos num gráfico, os pontos de ebulição nas ordenadas e os
grupos dos elementos nas abcissas.
                                                                Em cada série, as moléculas
                                                      são isoeletrônicas e os pesos moleculares
                                                      não se apresentam muito diferentes.
                                                      Então, os pontos de ebulição deveriam
                                                      ser bastante próximos.
                                                                Explicação:
                                                                Agora não podemos levar em
                                                      conta apenas as         forças de Van der
                                                      Waals na união dessas moléculas no
                                                      estado     liquido.   Muitas   delas   são
                                                      moléculas polares e apresentam pontes
                                                      de hidrogênio.
                                                                As moléculas que apresentam
                                                      pontes de hidrogênio possuem uma
polarização permanente. Em cada serie, quanto maior for o ponto de ebulição,
significa que existem pontes de            hidrogênio mais fortes.
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                                                                  ligações químicas-4




                                                   O    CH4,      SiH4    eGeH4   são
                                         moléculas apolares e não apresentam
                                         pontes de hidrogênio.
                                                   0 exagerado ponto de ebulição
                                         da água deve-se ao fato de, além do
                                         oxigênio ser muito eletronegativo, cada
                                         molécula de H2O apresentar 2 (duas)
                                         pontes de hidrogênio no átomo de oxi
                                         gênio. Já no NH3 e HF, tanto o N como o
                                         F só apresentam uma              ponte   de
                                         hidrogênio.




                                   EXERCÍCIOS


       (291)   Quando temos Argônio líquido,      as   ligações     que   unem     os
átomos é do tipo:
       a) covalente                   c) iõnica
       b) ponte de hidrogênio         d) Van der Waals


       (292) Na amônia líquida encontram-se predominantemente as ligações
       a) apenas covalente
       b) covalente e Van der Waals
       c) covalente e ponte de hidrogênio
       d) iônica e Van der Waals
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        (293)    Quando o      hidrogênio   líquido passa para        o   estado    gasoso são
rompidas:
       a) pontes de hidrogênio
       b)   ligações covalentes
       c)   covalentes e pontes de hidrogênio
       d)   apenas ligações de Van der Waals


       (294) Qual dessas ligações é mais fraca?
       a)   eletrovalente                          c) ponte de hidrogênio
       b)   covalente                              d) Van der Waals


       (295)     Qual    das   seguintes    substancias      apresenta ponto       de   ebuliçao
mais elevado?
       a)   O2
       b) CI2                                      CI – 35,5               F - 19
       c) N2                                        O-16                   N - 14
       d) F2


       (296)     A água de P.M.      = 18 apresenta ponto de ebulição maior do que
o H2S de P.M. = 34. Isto se deve:
       a)   às ligações de Van der Waals mais fortes na água
       b)   às ligações covalentes mais fortes na água
       c)   às pontes de hidrogênio mais fortes na égua
       d) nenhuma das respostas anteriores


       (297)     Entre    os   hidretos:    CH4,     SiH4,     GeH4   e   SnH4,     qual deles
apresenta ponto de ebulição mais elevado?
       a)   CH4                                     c) GeH4
       b) SiH4                                       d) SnH4


       (298) Na questão anterior, a explicação é devida:
       a)   a ponte de hidrogênio mais forte
       b)   ao maior peso molecular e mais elétrons por molécula
       c)   ser não metal, semi-metal e metal
       d) à diferentes tipos estruturais das moléculas
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                                                                      ligações químicas-4
        _________________________________
        Fusão e dissolução de um sal
        ________________________________________


        Já foi revisto no início deste capítulo que os sais são compostos iònicos e que
no estado sólido eles constituem retículos cristalinos bem definidos, ou seja, possuem
empilhamentos ordenados de íons.
        Vejamos as causas capazes de destruir o empilhamento desses íons. Pode-se
dar por 2 processos: fusão e dissolução do sal.


        A) Fusão



                                                            Fundir       um   sal   é    agitar
                                                termicamente         a    pilha     de    íons
                                                ordenados        até          provocar       o
                                                desmoronamento.
                                                            Provocada a fusão, os íons
                                                passam a rolar uns sobre os outros.
                                                            Durante       a    fusão,     toda
                                                energia é gasta apenas para libertar
                                                os íons do retículo cristalino. A.
                                                temperatura      mantém-se          constante
durante a fusão. Esta será a temperatura de fusão (P.F.).
        A temperatura de fusão de sais está ligada diretamente à distância
internuclear e à carga do íon.
        Para íons de mesma carga, quanto maior a distância internuclear menores
serão as forças de atração e então MENOR será a temperatura de fusão:
        Exemplos:
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        Com relação à carga do íon quanto maior for essa carga maior será a atração
entre os tons e, teremos ponto de fusão MAIOR. Comparem os "P.F." do quadro abaixo
com os "P.F." do quadro anterior, para   substâncias    que      apresentam       distâncias
internucleares próximas.




        B) Dissolução em líquido polar


        A dissolução de um sal é uma outra forma de romper o retículo cristalino.
Trata-se de um fenômeno superficial, ou seja; os íons superficiais do cristal sofrem
uma interação com as moléculas do solvente"".   É necessário que essas moléculas
sejam POLARES.




                                                                 Suponhamos         que   o
                                                       solvente seja a água e o sal       o
                                                       "NaCl".
                                                                 Diante de um íon Na+
                                                       a molécula de água volta a sua
                                                       face negativa para a aquele
                                                       íon.
                                                                 Eles        se      atraem
                                                       mutuamente        e   realmente    a
                                                       molécula     de       água     acaba
                                                       "colando" no íon Na+.
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                                                                  ligações químicas-4


        Dizemos que o íon está "solvatado" e, em particular,       no   caso da água,
dizemos que o íon está "hidratado".
        Cada íon solvata-se com determinado número de moléculas, dependendo do
tamanho e carga desse íon. Esse número é chamado de número de coordenação de
solvatação e no caso da água é geralmente 4 ou 6.
        O Na + hidrata-se com 6 moléculas de água e diremos que se trata de
uma solvatação octaédrica.
        0 mesmo acontece para o íon Cl- neste caso as moléculas de água ficam com
os hidrogênions (positivos) voltados para o Cl-. O Cl- hidrata-se com 4 moléculas de
água e temos uma hidratação tetraédrica.




        Na realidade, a dissolução de um sal        (A+B- )   na água    é   dada pela
equação:
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        Vejamos de modo global o fenômeno da dissolução do "NaCI".
        As   moléculas   de    água bombardeiam a      superfície   do   cristal "NaCl",
conseguindo interpenetrar-se entre os íons.




        Na eletrostática, quando duas cargas elétricas opostas (Q e q) se atraem,
temos a fórmula de Coulomb, que relaciona a força de atração com essas cargas.




                         (Є)   é a constante   dielétrica do meio (material   entre   as
                         cargas).
                         (d) é a distância entre as cargas.
        A figura acima representa as moléculas de água bombardeando a superfície
do cristal e interpenetrando entre os íons Na+    e Cl".




        A água é uma molécula muito polar e apresenta constante dielêtrica
        "Є = 80".
ATOMÍSTICA                                              Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                          ligações químicas -4
          Isto quer dizer que a atração entre   Na+   e   CI‾   diminui de 80 vezes, razão pela
qual esses íons se separam, ocasionando a solubilidade do sal na água.
          Isto não aconteceria se a molécula do solvente fosse APOLAR, pois de modo
geral, os líquidos apolares (principalmente orgânicos) apresentam (Є ≈ 2). A força de
atração iônica é ainda suficientemente grande e mantém os íons unidos. O (Na+Cl‾) é
insolúvel na gasolina porque esse liquido é um solvente apolar.
          Em outras palavras:
          "Substancias iônicas são solúveis apenas em solventes polares".
          Por outro lado, a naftalina (molécula apoiar) é insolúvel na água e solúvel
em solvente apolar como na gasolina.
          A sacarose (açúcar) é solúvel na água, pois as moléculas de sacarose
possuem hidrogênio polarizado (-OH).
          Em relação ã solubilidade vale a lei do Similis-similis: o semelhante dissolve
o semelhante.
          Substâncias iônicas e polares são solúveis em solventes POLARES                        e
substancias apolares são solúveis em solventes apolares.
          Quando a molécula é relativamente grande e possui parte polar e parte
apolar, será uma molécula parcialmente solúvel tanto na substância polar como na
apolar.
          Substâncias desse tipo são, por exemplo, os detergentes. Os detergentes mais
antigos são os próprios sabões comuns. Eles possuem moléculas com 16, 17 ou 18
carbonos e radical polar. Uma de suas moléculas é:
                                                                               Representaremos
                                                                assim:   ☼ “ parte polar “




                                                      Geralmente,         um      tecido       fica
                                         impregnado              com     moléculas     orgânicas
                                         apolares, que são insolúveis na água. As
                                         moléculas do sabão, através da parte apolar,
                                         conseguem dissolver essas impregnações. Por
                                         fim, esta solução, sabão-impregnação,pode
                                         ser emulsionada na água já que as moléculas
                                         do sabão possuem o radical -COO]‾                   que é
                                         polar. Sendo capaz de solvatar-se                    com
                                         moléculas de água.
                                                      O que se acaba de concluir é que a
operação "lavar roupa com sabão" não é um fenômeno químico, mas sim, apenas uma
estratégica dissolução das impregnações, ou seja, um fenômeno físico.
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                                       D        ESTRUTURAS

                                      DAS MOLÉCULAS

        Nas representações que seguem vamos utilizar a concepção (átomo =_bolinha
de Dalton). Poderemos visualizar melhor a disposição dos átomos nas moléculas,
teremos um modelo mais real e inclusive, poderemos prever, aproximadamente, o
ângulo entre as ligações nessa molécula.


        1 a. parte:
        _______________________________________________________________

        Átomos que obedecem à regra do octeto
        _____________________________________________



        Lembremos inicialmente que um par de elétrons (spins opostos) pode-se
encontrar:
        a) Num orbital atômico (não é ligação)
        b) formando uma ligação covalente normal
        c) formando uma ligação dativa
        Exemplo: No íon H30+ o oxigênio apresenta esses tipos de ligações.




        Recordemos que, uma vez efetuada a ligação dativa, ela adquire todas as
características da ligação covalente normal, razão pela qual substituímos a seta ( )
por um traço ( — ).
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                                                                    ligações químicas-4


        Como podemos prever o ângulo entre 2 ligações?
        As respostas aparecerão ã medida que formos estudando as estruturas
das moléculas.
        __________________________________________________________________________
        I) O octeto só tem simples ligações - ESTRUTURA TETRAÈDRICA
        __________________________________________________________________________


        Sejam as moléculas, onde o átomo central efetua apenas ligações          simples
(normais ou dativas) e tem 8 elétrons periféricos.
        Teremos 4 pares de elétrons, podendo ou não constituir ligações químicas.
        Esses pares de elétrons localizam-se no átomo segundo as            posições dos
vértices de um tetraedro regular, tendo o núcleo como centro           desse   tetraedro.
Admite-se que o átomo sofreu uma hibridação sp3.


        ROTEIRO PARA DESENHAR A ESTEREOESTRUTURA DA MOLÉCULA.


        1) Escrever a fórmula estrutural plana.
        2) Substituir as setas da ligação dativa por traços.
        3) Desenhar o tetraedro com os pares de elétrons nos vértices.
        4) Desenhar os átomos esféricos.


        Exemplos:
        - Seja o HC103




        Para que o assunto fique mais racionalizado vamos dividir                  em 3
                                     casos:


                                                1º. caso:
                                                Existem     4   radicais    com 1igações
                                     simples.
                                                A   estrutura   é   esta   desenhada   ao
                                     lado.
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        De fato, aplicando a regra, existem 4 átomos ligados nas posições dos
vértices de um tetraedro regular.


        Seja o metano CH4.




        Se os 4 radicais são iguais, o ângulo entre 2 ligações quaisquer é de
                                      109°28".


                                                 No HC1O4 os 4 radicais não são
                                      iguais. As repulsões entre os radicais são
                                      diferentes e teremos pequenas alterações.
                                      Porém, o ângulo é bem próximo a 109°28'.




        Analogamente para o H2SC4,




        Exemplos de outras moléculas ou íons que apresentam              estruturas
semelhantes:
        NH 4+, PO4≡ , SIH4, GeH4, H3ASO4, etc.
        Se o SiF4, tem estrutura tetraêdrica, terá também o XeF4      (tetrafluoreto
de xenônio)? Resposta: NÃO.
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                                                                       ligações químicas-4
        Por que?
        Se o leitor observar, o SiF4 obedece à regra do octeto.               Já no XeF4, o
xenônio é um gás nobre e já tem oito elétrons periféricos.


                               Se existem 4 ligações covalentes, o xenônio tem mais 4
                       elétrons de ligação totalizando 12 elétrons periféricos.




        Lembre-se:
        A estrutura tetraédrica é somente para átomos               que obedecem à regra
do octeto.


                                           EXERCÍCIOS


        (299)    Qual das seguintes moléculas ou íons não apresenta                 estrutura
tetraédrica?
        a)     GeCl4                  c)   BF4
        b)     CCl4                   d)   SeCI4


        2º. caso:
        Existem 3 radicais com 1igações simples




                                                      Evidentemente, se obedece a regra do
                                           octeto, existe um par de elétrons num orbital
                                           atômico.    A   estrutura   ê   tetraédrica,   mais
                                           precisamente, uma pirâmide trigonal.
                                                      O ângulo entre 2 ligações deve ser de
                                           109°28',      provávelmente,      com     pequena
                                           variação.


        Seja a molécula de amônia NH3
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        O ângulo real da ligação "H - N - H" é 106°45', verificado experimentalmente.
        Estruturas semelhantes temos para PCI3, NC13, PH3, AsH3, etc, pois, nessas
moléculas existem átomos que tem 5 elétrons periféricos e que com 3 ligações
covalentes completam o octeto.
        Não é necessário que os três radicais sejam iguais.
        Exemplo: HC103.




                                        EXERCÍCIOS


        (300)   Das moléculas     abaixo indicadas,    assinale aquela que não possui
estrutura de pirâmide trigonal.
        a) PBr3                 c) HBr03
        b) CIF3                   d) HIO3


        3º. caso:


        Existem 2 radicais com simples ligações




                                                   Agora existem 2 pares de elétrons
                                        periféricos sem ligações. Os pares de elétrons
                                        ainda   ocupam     vértices   de       um   tetraedro
                                        regular.
                                                   O ângulo teórico é109°28', porém na
                                        realidade     ocorrem   desvios    e    agora   mais
                                        acentuados que nos casos anteriores.


                                                   É também denominada estrutura V.
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                                                                   ligações químicas-4


        Seja a molécula de água:


                                                            Na   molécula   de   água    o
                                                 ângulo entre as ligações         é     de
                                                 104°30'.
                                                            No H2S já é de 92°. Por
                                                 causa desses desvios apreciáveis,
                                                 prefere-se justificar essas ligações
                                                 através de orbitais "s" e "p" como
vimos na página.
        Analogamente aos casos anteriores, os radicais podem ser diferentes.
        Exemplo: HC102.




        ______________________________________________________________________
        II) 0 octeto tem uma dupla ligação - ESTRUTURA TRIGONAL
        ________________________________________________________________
        Trata-se da hibridação sp2. O átomo central tem 8 elétrons periféricos onde
um par constitui a ligação π. A ligação π efetua-se na direção de uma ligação            .
Temos, então, 3 pares de elétrons que ocupam os vértices de um triângulo equilátero.
0 núcleo do átomo ocupa o centro do triângulo.
        Exemplo: S03.
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        Possuem ângulos entre as ligações de 120°. É verdade que se os radicais
forem diferentes poderá ocorrer pequeno desvio angular.
        Estruturas trigonais aparecem também nos ácidos           HN03, H2C03, etc.




        Quando um átomo possui uma dupla ligação, pode ocorrer que só exista mais
um radical. O outro par de elétrons estará num orbital atômico.
        Exemplo: S02




        O ângulo entre as 2 ligações é próximo de 120°.
        _______________________________________________________________________
        III) O octeto tem 2 duplas ou 1 tripla ligação - ESTRUTURA LINEAR
        __________________________________________________________________


        Trata-se agora de uma hibridação "sp". Existem 2 ligações u e restam 2 pares
de elétrons que se localizam em posições diametralmente opostas. Dizemos que a
molécula é LINEAR.


        Exemplo: CO2.
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                                                                   ligações químicas-4


        É também o caso do acetileno: H - C ≡ C - H.




        2a.    parte
        ________________________________________

        Átomos que não obedecem
        a regra do octeto
        __________________________________________


        Estudando as estruturas de um modo mais geral, pode-se prever a geometria
molecular através do número de elétrons na camada periférica.
        A regra abaixo vale para átomos que sigam ou não a regra do octeto.


        Dada uma molécula:
        a) deve-se "Contar" o total de elétrons periféricos.
        b) deve-se para cada ligação π subtrair 2 elétrons.
        c)    0 número de pares de elétrons restantes (ligados ou não ligados)
determinam a estrutura.
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        2 pares...........    estrutura linear.
        3 pares ...........   estrutura triangular ou trigonal.
        4 pares ...........   tetraédrica.
        5 pares ...........   pirâmide trigonal.
        6 pares ........... octaédrica.
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        d) Os átomos ocupam no espaço a disposição mais simétrica possível.


        Exemplos:
        BF3 - O boro tem aqui 6 elétrons.


                               -   nenhuma    ligação   π;   então, são   3   pares   de
                               elétrons.


         Logo a estrutura é trigonal.


        Seja o CIF3.
        - O Cloro já tinha 7 elétrons.
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                     com 3 ligações covalentes teremos 10 elétrons, ou     se ja,
                  5 pares.
       Será,então, uma estrutura de bipirâmide trigonal.




       Considerando apenas      os   átomos ligados, podemos dizer que temos
uma estrutura triangular.


       Seja o SF6.
       - S já tinha 6 elétrons.
       - com_mais 6 elétrons de ligação totalizam 12 elétrons.
       - Serão 6 pares e teremos uma estrutura octaédrica.




       Seja o XeF4.
       - Xe já tinha 8 elétrons.
       - Surgiram mais 4 elétrons.
       - Totalizaram 12 elétrons ou seja 6 pares.
       - A estrutura é octaédrica.


       (Deve-se dispor os átomos de forma mais simétrica possível)
ATOMÍSTICA                                  Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                            ligações químicas-4




       Considerando apenas os átomos ligados, teremos      uma estrutura plana
quadrangular.


       Seja o XeF2.
       - Xe já tinha 8 elétrons.
       - Surgiram mais 2 elétrons.
       - teremos 5 pares de elétrons.
       - A estrutura é bipirâmide trigonal.
       - Colocando os átomos na posição mais simétrica possível.




       Considerando apenas os átomos ligados temos uma estrutura LINEAR.


                                     EXERCÍCIOS

       (301) Qual é o ângulo entre a ligação Cl-C-Cl, no tetracloreto de
carbono (CCl4)?
       a) 90°                           d) 180°
       b) 60°                           e) 109°28'
       c) 120°
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         (302) Qual é o ângulo entre a ligação 0 - N - 0 no íon NO3 ‾ ?
         a) 90°
         b) 60°                             d) 180°
         c) 120º                            e) 109°28'


         (303)     Qual é o ângulo entre C=C-C nas                    ligações da molécula de
benzeno?




         (304)     Na molécula de benzeno é de se esperar que                  os   núcleos de
todos os átomos determine:
         a) 1 plano
           b) 2 planos                                d) 4 planos
           c) 3 planos                             e) infinitos planos


           (305)    Qual    o    par   de   compostos      que   apresentam    estereoestrutura
semelhante?
         a) NH3      e     BF3
         b) H2S      e     BeH2                       d)   S03    e    BF3
         c) C02       e     S02                       e)   CH4    e     XeF4


         3a. parte:
         ______________________________
         Estruturas macromoleculares
         ______________________________


         Ao analisar um cristal é preciso verificar se se trata de:
         a) cristal iônico
         b) cristal metálico
         c) cristal molecular
         d) cristal covalente ou macromolecular
         No cristal iônico os íons ocupam determinadas posições do retículo cristalino.
As forças de atração entre esses íons são do ti o eletrostático, através da ligação
eletrovalente.
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                                                                      ligações químicas -4


          No cristal metálico, como veremos adiante, a ligação metálica é que garante
a estabilidade dos átomos nesse cristal.
          Num cristal molecular existem moléculas bem definidas que se atraem
através de forças intermoleculares (pontes de hidrogênio ou ligações         de   Van   der
Waals).


          Exemplos:
          No gelo as moléculas de água constituem um cristal molecular.
          No cloro sólido, as moléculas de CI2 constituem um cristal molecular.
          No KCI sólido, os íons K+ e CI2 constituem um cristal iônico.
          No ferro sólido, os átomos de Fe constituem um cristal metálico.


          Que vem a ser um cristal covalente ou macromolecular?


          É um cristal que já é a própria macromolécula com os átomos ligados por
covalência.
          Por exemplo, o diamante. Num cristal de diamante, todos os átomos de
carbono são interligados através de ligações ς sp-sp3 (covalentes).




              Temos, então, a estrutura como       Cada átomo de carbono está ligado
              indica a figura.                     a 4 outros carbonos por covalências.
                                                   O silício e o germânio apresentam
                                                        estruturas      semelhantes     ao
.                                                  diamante.
          Os átomos de carbono podem apresentar outra disposição espacial como na
figura.
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        Temos, então, a grafite, Agora, cada átomo de carbono possui 3 carbonos
vizinhos, sendo 2 ligações simples e uma dupla em deter minada camada de átomos.
        Em cada camada, os átomos se unem muito fortemente, formando uma
macromolécula.
        As camadas ficam acumuladas umas sobre as outras, já mais distanciadas e
a atração entre essas camadas        já é bastante fraca.
        Estas camadas podem deslizar uma sobre as outras; portanto a grafite é uma
substância mole usada até como lubrificante seco. Através da região entre as
camadas, os elétrons podem mover-se facilmente,             o   que     justifica     a     boa
condutividade elétrica da grafite.




                                                      Outro exemplo de macromolécula
                                            é a sílica que é o (Si02)n mais vulgarmente
                                            conhecida como areia.
                                                      Cada átomo de silício liga-se a 4
                                            átomos    de    oxigênio;    cada       átomo    de
                                            oxigênio liga-se a 2 átomos de silício.


        Outros exemplos de macromoléculas são os polímeros, conhecidíssimos na
atualidade da química orgânica.
        São macromoléculas obtidas a partir de moléculas simples. Por exemplo, o
polietileno é uma macromolécula obtida pela polimerização do etileno                (C2H4) . A

fórmula do polietileno é (C2H4)n.

        Todos os plásticos como polietileno, P.V.C., baquelite, etc, são polímeros e
portanto são macromoléculas.
        Pode-se obter polímeros de estrutura linear como nylon , dacron, etc, que são
utilizados como fios sintéticos de elevadíssima resistência.
        Esses compostos serão estudados na química orgânica.


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                                                                 ligações químicas-4




                      E          PARAMAGNETISMO


        Façamos a     seguinte   experiência :   fixemos um imã evamos aproximar
na região dos pólos   materiais diferentes.




                                              Se a substância for repelida diremos que
                                   se trata de material diamagnético.
                                              Se a substância for atraída diremos que
                                   se trata de material paramagnético.
                                              Se a atração for muito forte capaz de
                                   até   provocar    imantação    permanente    nesse
                                   material diremos que se trata de um material
                                   ferromagnético.




        Essa propriedade se manifesta de modos diferentes conforme o número de
elétrons não emparelhados que o material apresenta.
        As substâncias diamagnéticas possuem todos os elétrons emparelhados. Em
outras palavras, os elétrons sempre se encontram 2 a 2 em orbitais atômicos ou
moleculares.


        As substâncias paramagnéticas possuem elétrons desemparelhados,            ou
seja, orbitais com apenas 1 elétron.
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        São paramagnéticos a maioria dos metais de transição e algumas moléculas
que não obedecem as regras normais nas ligações e que ficam com elétrons isolados
em orbitais.
        Quanto      mais    elétrons    desemparelhados         mais    acentuado      será    o
paramagnetismo.
        Um caso particular é quando a força de atração for muito acentuada. É o
ferromagnetismo que apresenta atração milhares de vezes superior                      que      o
paramagnetismo.
        Examinemos agora a estrutura do oxigênio. Normalmente era de se esperar
a estrutura:




        Verificou-se    experimentalmente       que     o   oxigênio    é   uma     substância
paramagnética. Então, ele deve apresentar elétrons desemparelhados e a estrutura
proposta é:


                                                Vê-se que a ligação entre os átomos de
                                       oxigênio não obedece a regra do octeto.




        Observação:
        A ligação simples é muito fraca e,            experimentalmente,       verificou-se que
a energia de ligação entre os átomos de oxigênio no 02 é muito maior que na
água oxigenada "H-O-O-H".         Para contornar o fenômeno admite-se atualmente
que entre os     átomos de oxigênio       exista uma ligação covalente normal e duas
ligações de 3 elétrons.
        A ligação      de três elétrons     contraria até o princípio de exclusão de
Pauli, pois admite 3 elétrons num orbital.


                                  Esta é a melhor forma de apresentar a estrutura sem
                          haver   contradição   à     energia   de   ligação   e   também     ao
                          paramagnetismo, pois em cada ligação de 3 elétrons existe um
                          elétron desemparelhado.


        0 estado de orbitais com 3 elétrons está fora do nível desse curso.
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                                                                   ligações químicas-4


        Existem algumas moléculas com numero ímpar de elétrons. Evidentemente
estas moléculas apresentarão elétrons desemparelhados e teremos           propriedades
paramagnéticas.
        São poucas as moléculas ímpares à temperatura ambiente; podemos           citar
como principais NO, N02 e Cl02.




        Os elementos de transição apresentam subnível d com elétrons não
emparelhados. Disso resulta que quase todos os elementos de transição são
paramagnéticos. O ferro, o cobalto e o níquel são metais ferromagnéticos, pois
apresentam elevado número de elétrons desemparelhados num cristal metálico.


        Os   íons   dos   metais   de   transição   continuam   apresentando   elétrons
desemparelhados.


        Quando um íon possui elétrons não emparelhados, a dissolução desse íon
origina soluções coloridas. Daí, a propriedade de quase todos os íons de metais de
transição apresentarem colorações características.


        De um modo geral, pode-se dizer que se um sal apresentar solução colorida,
esse sal, no estado sólido, apresentará propriedade paramagnética.


                                   ════════════════════
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                                  F            RESSONÂNCIA


        Seja a molécula de SO2. A fórmula estrutural será:


                                      Se utilizarmos diferentes isótopos de oxigênio
                            teremos, teoricamente, 2 compostos de fórmula S02- Na
                            prática verifica-se que existe apenas um tipo de
                            molécula SO2.




                                        A      explicação    desse   fato   e       possível
                               admitindo-se que a dupla ligação não é fixa entre o S
                               e de terminado oxigênio. Dizemos, então, que as
                               duas estruturas são ressonantes, ou seja, uma se
transforma na outra e vice-versa pela mudança da dupla ligação.




                                            Numa interpretação mais real, a mudança
                                 da     dupla      ligação    corresponde       a      uma
                                 deslocalização de elétrons. No caso exemplificado
                                 corresponde à deslocalização dos elétrons               do
                                 orbital П .
                                            Uma visualização mais real da molécula
                                 seria manter a dupla deslocalizada.
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                                                                  ligações químicas-4




                                                Diremos que o S tem duas ligações
                                      covalentes com os átomos de oxigênio. A
                                      ligação П é deslocalizada e essa nuvem de
                                      elétrons П aparece em redor dos 3 átomos da
                                      molécula.




                                             Como essa representação é incômoda
                                    para desenhar, continuaremos desenhando as
                                    duas     estruturas   com    uma    dupla-seta    e
                                    subentendemos que a verdadeira estrutura é
                                    aquela    obtida   pela   superposição   das   duas
estruturas também chama da estrutura híbrida de ressonância.


        Assim, a estrutura da ozona O3 é:




        Quando é que se pode "prever" que a estrutura é ressonante?


        ________________________________________________________________________
        A primeira condição é que haja ligação П.
        Além, disso é necessário que essa ligação Пr possa "saltar" para um
átomo vizinho.
        ________________________________________________________________________


        Reparem no seguinte exemplo :


        a) No etileno, o carbono tem uma ligação П que é fixa. Ela está entre os
átomos de carbono e não pode "saltar" para o átomo de hidrogênio.
        b) já no HNO3, a ligação П do nitrogênio não é fixa, podendo passar para o
outro átomo de oxigênio. Temos um caso de ressonância.
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        A estrutura do HN03 é o híbrido das estruturas abaixo desenhadas.




        Os     íons   CO3≈       e   NO3   ‾    apresentam        também      o    fenômeno    da
ressonância.




        A estrutura real e aquela que é a superposição das três desenhadas onde a
ligação 71 está deslocalizada.


        Um     caso   muito   importante       de   ressonância     é    aquela    observada   no
benzeno.


                                                           O benzeno possui uma cadeia
                                                cíclica    de   6       carbonos    que   trocam
                                                alternadamente simples e duplas ligações.
                                                O carbono sofreu hibridação sp2 e o
                                                ângulo entre as ligações é de 120°.
                                                           As duplas ligações apresentam o
                                                orbital П ressonante.
                                                           Temos           duas       estruturas
ressonantes e a representação real e um híbrido de ressonância.
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                   ligações químicas-4




                                               Como a estrutura real é um híbrido
                                    das   duas      estruturas       acima,      prefere-se
                                    desenhar um círculo dentro do hexágono para
                                    representar     a      nuvem     dos       orbitais   П
                                    deslocalizados.
                                               A estrutura híbrida de ressonância é
                                    bastante    estável.    Isto   justifica   porque     as
                                    duplas do benzeno não possuem a mesma
                                    reatividade que as duplas do etileno.




       Outro exemplo interessante é no butadieno-1,3.


       Os orbitais П não são fixos e cobrem todos os átomos de carbono formando-se
uma estrutura híbrida muito semelhante ao benzeno.
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        Neste caso as formas ressonantes são:




        Na grafite, os átomos de carbono situados no mesmo plano molecular
apresentam duplas ligações ressonantes.


        Quando 2 átomos apresentam ligações ressonantes a distância internuclear
entre esses átomos é intermediária entre a ligação simples e a ligação dupla.


        Vejamos no caso C↔C
        na ligação C - C do etano       ------------------► d = 1 ,54 Ǻ
        na ligação C = C do etileno      -----------------► d = 1,35 Ǻ
        na ligação entre os C do núcleo benzênico—► d = 1,40 Ǻ


        Tratando-se de moléculas ímpares (paramagnéticas) ocorre também uma
ressonância. Desta vez a ressonância não é da ligação П , mas sim do elétron não
emparelhado.
        Exemplos:




        Mais uma vez repetimos que       uma estrutura ressonante é mais estável.
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                                                               ligações químicas-4



                                    EXERCÍCIOS


       (306)     A estrutura do   S03 é um híbrido       de    ressonância que       é
superposição de:
       a) 1 estrutura
       b) 2 estruturas                       d) 4 estruturas
       c) 3 estruturas                       e) não é ressonante


       (307)   Qual   das   seguintes moléculas ou íons apresenta estrutura não
ressonante?




       (308) Quantas estruturas ressonantes apresenta o íon NO3‾ ?
       a) duas
       b) três                    d) cinco
       c) quatro                  e) não é ressonante


        (309) Idem para o íon PO4≡
       a) duas
       b) três                    d) cinco
       c) quatro                  e) não é ressonante


                                  ════════════════
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                                                     G         LIGAÇÃO

                                                           METÁLICA



        Quando se examina um metal, por exemplo, uma lâmina de canivete,
tem-se a impressão que existe     uma homogeneidade no material.




                                               Se atacarmos a superfície metálica
                                      com um reagente adequado e auxiliado por um
                                      microscópio,    vemos      que   o    material   é
                                      constituído por diversos domínios que mais se
                                      assemelham a células de tecido vivo. Estas
                                      minúsculas regiões são chamadas "grãos"ou
                                      também    cristais   do     metal.    Em   muitos
                                      materiais metálicos, estes grãos chegam até a
                                      serem visíveis a olho nu.
                                               Quando se analisa um desses cristais
                                      através de raios X, verifica-se que ele é
                                      constituído    de   um    empilhado   de   átomos
perfeitamente ordenados.


        Conclusão:


        Um pedaço de metal é constituído de cristais e cada cristal é um agregado
ordenado de muitos e muitos átomos.


        0 estado metálico é caracterizado pela presença de muitos e muitos átomos
agregados; portanto é errado dizer que um metal é monoatõmico. Por exemplo,
escreve-se: o cobalto metálico Co e só por esse motivo pensa-se que é monoatômico. O
cobalto no estado sólido é um    empilhado   de diversos átomos de cobalto que
constituem um cristal; então, deveria-se escrever Cooo.
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                                                                        ligações químicas-4


           Uma reação de cobalto com oxigênio deveria ser escrita:
                                Cooo     +     O2      -----►   Co2O3
           O que iria dificultar o ajustamento de coeficientes                e por isso se
escreve:


                                 4 Co    +    3 02 -----► 2 Co2O3




                                                       Assim,    pode-se      expressar     a
                                             proporção correta de átomos de cobalto e
                                             oxigênio que reagem.




           Utilizando-se o mesmo artifício, muitas substâncias simples poliatômicas são
representadas como se fossem monoatômicas, como por exemplo:
                   S ao invés de S8 (enxofre sólido)
                   P ao invés de P4 (fósforo branco)
                   C ao invés de Coo (diamante ou grafite)


           Lembremos que um cristal sólido é constituído de átomos, moléculas ou íons,
ordenados, os quais se mantêm imóveis e unidos por determinadas ligações.
           Num cristal de NaCl os íons são ligados por forças iônicas ; num cristal de
diamante os átomos são ligados por covalência; no iodo sólido as moléculas são
unidas umas às outras por forças de Van der Waals.
           Num cristal metálico como o de cobalto, os átomos são unidos pela ligação
metálica.
           Passaremos a estudar primeiramente a ligação metálica do ponto de vista
eletrônico para depois discutirmos os tipos de empilhamento              de    átomos     com
ligações metálicas.


           ____________________________________________

           A) Teoria da "nuvem eletrônica"
           ou "gás eletrônico"
           ________________________________________
           A primeira idéia de ligação metálica foi apresentada por Dru-de-Lorentz.
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                                                      Sejam      os   átomos     de     sódio
                                            constituindo sódio metálico.
                                                      Cada       átomo de sódio possui
                                            eletrosfera com a configuração 2, 8, 1.
                                                      Segundo     a   teoria,   quando    se
                                            agrupam muitos átomos de metal, certos
                                            elétrons periféricos libertam-se de seus
                                            átomos e adquirem uma grande liberdade
                                            de movimentação.
                                                      No átomo de sódio, o elétron da
                                            camada M tornar-se-ia um elétron livre
                                            que poderia se locomover de um átomo
                                            para o outro com um mínimo de energia.
                                            Num pedaço de sódio metálico teríamos
                                            muitos    íons      Na+   mergulhados       numa
                                            nuvem     de   elétrons    e   originados    pela
libertação dos mesmos da camada M.
        Esses elétrons que rodeiam os íons Na+ são considerados também como "gás
eletrônico" que se comporta como uma "cola" para unir os íons Na+.
        Esta apresentação teórica de ligação metálica era muito cômoda para
justificar a boa condutividade elétrica e térmica nos metais.
        0 gás eletrônico deveria comportar-se como gás real:
        Eis um esquema comparativo:




        Se num tubo colocarmos um gás (fig. A) e estabelecermos uma diferença de
pressão nas suas extremidades, o gás se desloca.
        Se numa barra metálica estabelecermos uma diferença de potencial ∆V (fig. B)
os elétrons deslocam-se sem alterar a constituição da barra.
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                                                                 ligações químicas-4


        A teoria da nuvem eletrônica explica diversas propriedades dos metais. No
entanto, começaram a ser observados fenômenos impossíveis de serem explicados com
essa teoria como, por exemplo, o espectro eletrônico de um metal.
        Surgiu, então, uma nova teoria sobre ligação metálica, era a teoria das faixas
eletrônicas que possibilitou a descoberta dos transistores. Eis um exemplo típico de
descoberta, não ao acaso, mas que, baseando-se em fundamentos teóricos produziu
tal dispositivo mundialmente explorado no campo da eletrônica.
        ______________________________________
        B) Teoria das faixas eletrônicas
        ou bandas eletrônicas
        ______________________________________


        Vimos no capítulo da estrutura atômica que, quando um elétron salta de uma
camada para outra mais interna há emissão de um fóton com determinado λ. Esta
emissão pode ser detectada num filme onde se podem calcular as freqüências das
emissões. Em outras palavras, trata-se de um espectro de emissão. Os átomos
isolados produzem espectros descontínuos.




        Agora, vamos obter o espectro de elétrons do alumínio no esta do
sólido, ou seja, de uma barra de alumínio.
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        Obtém-se no espectro algumas linhas, mas o importante é observar que
aparece uma "faixa". Isto vem informar que existe um número muito                grande     de
estados energéticos muito próximos.
        Foi então que Fermi e Dirac supuseram que os elétrons num metal deveriam
possuir energias quantizadas, integrando-se o comportamento          desses      elétrons   à
Mecânica Quântica.
        Aqueles elétrons que foram imaginados como "livres" possuem, segundo a
nova teoria, energias bem qualificadas e esses elétrons obedecem ao princípio da
exclusão de Pauli: "em determinado nível energético só podem existir, no máximo, 2
elétrons de spíns opostos"
        A teoria das bandas eletrônicas baseia-se no seguinte princípio:
        ________________________________________________________________________
        Quando     "N"   átomos   se   agrupam   em    1igações, cada     nível energético
desdobra-se em "N" novos estados energéticos.
        ________________________________________________________________________


        Exemplifiquemos este princípio com átomos de sódio.




                                                      Quando se tem um átomo isolado
                                           de sódio temos a seguinte configuração
                                           eletrõnica: ls2, 2s2, 2p6,         3S1 já que o
                                           sódio tem 11 elétrons.
                                                      Quando 2 átomos de sódio se
                                           "encostam"    cada   um      desses    subníveis
                                           desdobra-se em 2 novos subníveis.




        Agora os 2 átomos começam a comportar-se como um único sistema.
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                                                                ligações químicas-4


        No subnível ls, por exemplo, existem 2 estados energéticos para o sistema de
átomos; então, esse sistema comportará no máximo 4 elétrons.
        Vamos supor que, no átomo A, os_ 2 elétrons ls estejam ocupando o nível
inferior, e no átomo B os 2 elétrons ls o nível superior.




                                            À primeira vista tem-se a impressão
                                    que existem níveis vazios em A e B. Mas não
                                    esqueçamos que, agora, os átomos unidos
                                    constituem um sistema e portanto os estados
                                    energéticos estão lotados de elétrons.
                                            Nem em A ou em B cabem mais
                                    elétrons ls (veja o esquema energético).




        Agora vamos supor um número bastante elevado de átomos.


        Seja um cristal de sódio metálico contendo N átomos ligados.
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                                                   Na verdade, as diferenças entre as
                                        energias num subnível são tão pequenas que
                                        os N estados constituem uma verdadeira
                                        faixa.
                                                   Lembre-se que N é muito grande; 23
                                        gramas de sódio (1 átomo-grama) tem 6,02 x
                                        1023 átomos!
                                                   Então, cada átomo de só fio, quando
                                        em       ligação   metálica,      possui   subníveis
                                        constituindo faixas ou bandas eletrônicas.


                                                   Esta    teoria   não    é   produto   de
                                        intuição.
                                                   Se realmente as faixas existem, um
                                        elétron/excitado para um subnível superior
                                        voltará à faixa emitindo um fóton.
                                                   Se fizermos isso com mui tos elétrons,
                                        nem todos voltarão para o mesmo nível
                                        energético da faixa; os fótons emitidos terão
                                        energias muito próximas e consequentemente
                                        no filme do espectro aparecerá uma faixa
como aparece no filme ao lado.


           Agora vamos examinar se as faixas dos átomos de sódio estão ou não lotadas
de elétrons.
           Examinemos o subnível ls agora transformado em faixa ls.
           Sendo N átomos teremos N estados energéticos.
           Cada átomo de sódio contribuiu com 2 elétrons; são N átomos e portanto 2N
elétrons para a faixa com N estados energéticos.
           Conclusão:
           A faixa ls está lotada e não admite mais elétrons. 0 mesmo se sucede com as
faixas 2s e 2p.
           Numa faixa lotada os elétrons não conseguem locomover-se.
           A explicação desta dificuldade de movimentação dos elétrons seria muito
complicada para este curso e, portanto, faremos uma simples analogia com um fato
prático.
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                               ligações químicas - 4


        Imaginemos uma avenida com um trânsito totalmente congestionado.




        Embora os carros de trás queiram movimentar-se, isto é impossível, pois a
avenida está lotada!
        Fazendo-se a analogia de avenida = faixa eletrônica e carro = = elétron,é
aproximadamente este o problema da movimentação de elétrons.
        Agora vamos ã faixa 3s. Cada átomo de sódio tem apenas 1 elétron no
subnível 3s. Sendo N átomos, teremos que distribuir N elétrons na faixa 3s.


                                                    Por outro lado, sendo N átomos,
                                           formam-se N estados energéticos que
                                           admitirão 2N elétrons no máximo. Os
                                           elétrons tendem a ocupar os níveis de
                                           energia mais baixos. Então, teremos um
                                           preenchimento da metade inferior dos
                                           níveis da faixa 3s. A metade superior
ficará vazia.


        Quando se liga o metal aos terminais de uma fonte elétrica, alguns elétrons
"saltam" para os estados superiores desocupados. Isto permite que os elétrons se
movimentem dentro da faixa e dizemos que esta ê uma faixa de condução.
        Fazendo a analogia com os automóveis teríamos agora uma aveni da onde
apenas meia pista está lotada de automóveis.
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        O trânsito estava "engarrafado". Porém um guarda grita:"Podem utilizar a
pista da esquerda". Alguns carros saem para a outra pista          e    em     toda    avenida
haverá tráfego dos carros.
        Para haver condução elétrica é preciso que existam faixas com estados
energéticos vazios; as faixas desse tipo denominamos de faixas permitidas.
        Por outro lado, uma faixa lotada é também chamada faixa permitida ocupada
ou faixa de valência.




                                                 A região energética que se situa
                                        entre as faixas permitidas e denominada
                                        faixa proibida.
                                                 No átomo de sódio metálico temos as
                                        faixas como indica a figura ao lado.
                                                 Resumindo:
                                                 0 sódio metálico e um condutor
                                        elétrico porque apresenta a faixa 3s com
                                        metade de estados "vazios" o que a torna
                                        uma faixa de condução.
                                                 Examinemos        agora       o      magnésio
                                        metálico.   Ele   possui       todos   os     subníveis
                                        lotados: ls2, 2s2, 2pG, 3s2. Quando os átomos
                                        de magnésio se ligam, aparecem as faixas
                                        como no caso do sódio.
                                                 Na faixa 3s aparecem 2N elétrons
                                        para N átomos de magnésio (pois o Mg tem 2
                                        elétrons externos) o que significa que esta
                                        faixa está lotada. Então,o magnésio deveria
                                        ser um isolante! Na prática constata-se ser
ele um bom condutor elétrico.


        Como se explica tal comportamento?


        É que no magnésio, o subnível 3p (situado logo acima do 3s) , totalmente
vazio, também subdivide-se em N estados energéticos. Porém a parte 3p superpõe-se à
parte superior da faixa 3s resultando uma nova faixa 3s + 3p com muitos estados
energéticos vazios. Então,não existe faixa proibida entre 3s e 3p. Temos, assim, uma
faixa de condução 3s + 3p.
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                         ligações químicas-4




                                                   Diante      de   um    potencial     elétrico,
                                         muitos elétrons inferiores “pulam” para os
                                         estados        superiores,        permitindo          a
                                         movimentação dos elétrons.


          Suponhamos agora um exemplo hipotético. Se no átomo de magnésio não
ocorresse superposição de 3s e 3p e se estas faixas estiverem                  suficientemente
afastadas teríamos um material isolante.


                                                       Teríamos a faixa lotada superior e a
                                           faixa vazia separada pela faixa proibida de
                                           modo que um elétron para saltar a faixa
                                           proibida      necessitaria     de    uma      tensão
                                           absurdamente elevada!
                                                       Neste    caso     não    há    condução
                                           elétrica.
                                           Um caso desse tipo seria por                exemplo
                                             o diamante.
          Existem certos materiais, principalmente os semi-metais (Silício e Germânio),
que apresentam a faixa proibida muito estreita em temperatura ambiente. Em outras
palavras, o nível inferior da faixa vazia quase toca no nível superior da faixa
lotada.
          Em temperaturas baixas, a faixa proibida desses materiais é relativamente
larga e eles comportam-se como isolantes. Porém, em temperatura ambiente, por
causa da aproximação das faixas vazia e lotada,             esses      materiais      tornam-se
condutores.
          São eles denominados de semi-condutores e suas principais aplicações são
como retificadores e amplificadores de sinais (transistores) .
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        Num semi-condutor à temperatura ambiente, a agitação térmica faz com que
muitos elétrons da faixa de valência (que era completa) passem para a faixa de
condução.
        Reparem então que aumentando-se a temperatura, mais elétrons saltarão
para a faixa de condução e teremos melhor condutividade ao contrário da condução
metálica.
        A condutividade dos semi-condutores pode ser modificada pela presença de
pequenas adições de impurezas no material.
        Quando o semi-condutor é puro (por exemplo, Germânio puro) temos               o
chamado semi-condutor intrínseco.
        Se aparecem impurezas, teremos o semi-condutor dopado.
        Existem duas espécies de semi-condutores dopados, conforme o número de
elétrons periféricos da impureza associada.


        1º. TIPO: SEMI-CONDUTOR DO TIPO "n"


        Os semi-condutores usuais Si e Ge possuem na camada externa 4 elétrons.
Eles constituem macromoléculas no estado sólido.




        Suponhamos um cristal de Germânio "dopado" com pequenas quantidades
(traços) de Antimônio. Esta impureza possui átomos com 5 elétrons na última
camada, porém o átomo de Sb amolda-se à estrutura do Germânio, deixando um
elétron em excesso. Teremos a estrutura eletrônica abaixo:


                                              Os átomos de Germânio já apresentam
                                    alguns elétrons na faixa de condução.
                                              Os   elétrons   de   excesso   vindos   do
                                    Antimônio têm muito mais facilidade para passar
                                    a faixa de condução. Aumentando-se o número
de elétrons na faixa de condução teremos maior condutibilidade.
ATOMÍSTICA                                                Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                                ligações químicas-4
        OBS. :
        Os elétrons da faixa de condução correspondem aos elétrons livres da
teoria de Drude-Lorentz.
        Este aumento de cargas negativas de condução sugeriu o nome de semi-
condutor de tipo-n (n de negativo).
        Neste tipo de semi-condutor, a corrente elétrica é feita pelo movimento
de elétrons na faixa de condução.


        2º. TIPO: SEMI-CONDUTOR DO TIPO "p"
        Suponhamos um cristal de Silício "dopado" com impurezas de Gálio.
        Os átomos do Gálio tendem a moldar-se ã estrutura do Silício. Mas, como o
Gálio só possui 3 elétrons na camada externa, deixará um "buraco" disponível para
um elétron.
                                                            Um buraco pode ser preenchido
                                               por um elétron de átomo vizinho, Germânio;
                                               porém fica um buraco no Germânio que
                                               poderá ser preenchido por um outro elétron
                                               de um outro átomo. Enfim, podemos dizer
                                               que       os       buracos       é        que     estão    se
                                               movimentando;              evidentemente           eles    se
                                               movimentam para o polo (─) (a esquerda na
                                               figura)      até    receber      o    elétron      do     pólo
                                               negativo. Mas no polo positivo surgem novos
buracos (pela sucção de elétrons) que caminharão para o polo negativo.
        O     movimento   de   buracos       pode    ser      interpretado como movimento                 de
cargas positivas (ausência de elétrons).
        Então,    o   semi-condutor      é    do     tipo-p,       pois     a   corrente            elétrica
responsável se deve ás cargas positivas.
                                                               Para         melhor             compreensão
                                                    podemos        imaginar         os    buracos      como
                                                    "vagas"       que     aparecem         num     trânsito
                                                    congestionado.
                                                               Um carro virá ocupar a vaga
                                                    surgida, porém deixa em seu lugar uma
                                                    outra     vaga      que     provavelmente            será
                                                    ocupada por outro carro de trás.
                                                    Enfim, enquanto os carros, pouco a
                                                    pouco, caminham para a frente, as vagas
                                                caminham para trás.
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        RETIFICADOR DE CORRENTE


        Associação    de      semi-condutores       "dopados"       originaram      importantes
dispositivos eletrônicos.
        Um deles é o retificador de corrente que transforma                  corrente alternada
em corrente contínua.
        Trata-se da junção de semi-condutores do tipo-p e do tipo-n.
                                                                Quando o dispositivo      não está
                                                   ligado       a nenhuma fonte, teremos um
                                                   equilíbrio      de buracos    no       tipo-p e
                                                   elétrons em excesso no tipo-n.


                                                   Agora liguemos as extremidades p ao
                                                   polo negativo e n ao polo positivo. Veja no
                                                   estudo do semi-condutor tipo p como os
                                                   buracos dirigem-se para o polo (─) e aí
                                                   eles desaparecem. Agora não aparecem
                                                   novos buracos, pois p está em junção
                                                  com n e não ligado ao pólo (+).
        Fato análogo está acontecendo com o semi-condutor do tipo-n.
        Aí os elétrons dirigem-se para o polo (+) mas não existe polo (─) para liberar
mais elétrons.
        Conclusão:
        Esta ligação faz com que desapareçam buracos e elétrons e, instantes após a
ligação, nos pólos (+) e (─) não sairão nem entrarão, elétrons. Então, pela junção NÃO
PASSARÃO ELÉTRONS, comportando-se _o dispositivo como um isolante. Dizemos
que ocorreu uma polarização inversa, ou seja, quando p liga-se a (─) e n liga-se a
(+).
                                                       Agora vamos inverter os pólos. O
                                             polo (+) vai criando mais buracos enquanto o
                                             polo negativo vai liberando mais elétrons.
                                             Buracos e elétrons caminham em sentido
                                             oposto         e     encontram-se     na      junção
                                             "desaparecendo" os buracos e elétrons que se
                                             combinam. Enfim, do polo (─) saem elétrons e
                                             o polo positivo está "sugando" elétrons que
criam novos buracos. Então, há uma forte migração de elétrons do polo (─) para o polo
(+) através dos semi-condutores em junção. Dizemos que nos semi-condutores ocorreu
uma polarização      direta     ou   seja,    p      ligado       a (+) e   n    ligado     a (─).
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                ligações químicas - 4


          O dispositivo que acabamos de descrever é um retificador de corrente
alternada em corrente contínua. Tal dispositivo só deixa passar corrente elétrica num
único sentido, ou seja, do semi-condutor "p" para o "n".
          _______________________

          TRANSISTORES
          _______________________
          São dispositivos que vieram substituir válvulas eletrônicas. Uma das funções
da válvula eletrônica é a de amplificar impulsos (sinais) de um circuito. Por exemplo,
as ondas eletromagnéticas que se propagam no espaço produzem impulsos elétricos
numa antena que faz parte do circuito de rádio.
          Dentro do aparelho, estes impulsos são amplificados até que possam fazer
vibrar uma membrana do altofalante e transformar-se em ondas sonoras.


                                                     Um dispositivo que tem a mesma
                                            função da válvula é o transistor. Vamos
                                            descrever aquele que é constituído pela
                                            junção de semi-condutores dopados n-p-n
                                            que são respectivamente chamados de
                                            emissor (E) , base (B) e coletor (C) .




          Lembremos que:
          a] POLARIZAÇÃO DIRETA - deixa passar corrente elétrica e a ligação e
"n" ao polo (─) (negativo) e "p" ao polo (+) (positivo).
          b) POLARIZAÇÃO INVERSA - não passa corrente e a ligação é "n" ao polo (+)
e "p" ao polo (─)
          A base B sempre atua como um polo (+) em relação a E que é (─).
          A junção EB comporta-se como condutor porque apresenta uma polarização
direta.
          A base B sempre atua como um polo (─) em relação a C que é (+) .
          Então, a junção BC é um isolante, pois trata-se de uma polarização inversa.
          Quando o circuito está ligado, elétrons atravessam do emissor E      para     a
base B.
          Se a base B é um material de pequeníssima espessura (milésimo de polegada)
não dá tempo de B criar suficiente número de buracos para unir-se com os elétrons
vindos de E.
          Então, esses elétrons, na maioria, atravessam a base caindo no coletor.
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         Aí   eles serão atraídos para o pólo (+) . Lembremos que a corrente
elétrica tem sentido contrário do movimento dos elétrons.




        Conclusão:
        A corrente IB (originada pela união de elétrons e buracos emB) é tão pequena
que praticamente a corrente IE do emissor é igual à corrente Ic do coletor. Em outras
palavras: quase todos os elétrons que vem do emissor atravessam a base e caem
no coletor.
                                                      Se     produzirmos         uma    pequena
                                           variação ∆I na corrente IE, praticamente a
                                           mesma variação surgirá em IC..
                                                      Acontece que IE está num circuito
                                           de baixa tensão, enquanto Ic está num
                                           circuito cerca de 100 vezes a tensão do
                                           emissor.     A     variação      de    potência,    na
                                           eletricidade, é dada pela fórmula |∆I. U| ;
                                           então, o "sinal" imputado no IE terá uma
                                           potência cerca de 100 vezes mais em IC.
                                                      Ha prática utiliza-se um circuito
                                           como indica o esquema.
                                            Existem transistores também do tipo p-n-
                                             p, de funcionamento análogo.


        Os    transistores   vieram   substituir   as      válvulas    eletrônicas,    por    que
apresentavam inúmeras vantagens: pequeno consumo de energia, ai ta                     eficiência,
minúsculo tamanho e durabilidade quase eterna.
        No entanto, não puderam substituir todas as aplicações, pois um transistor
possui uma estreita faixa de temperatura de trabalho e                não   suporta     elevadas
correntes ou tensões.


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ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


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        ____________________________________

        CÉLULA FOTOELÉTRICA
        ____________________________________


        Suponhamos uma junção p-n em polarização inversa. O dispositivo está
intercalado num circuito, mas não há passagem de corrente elétrica.


                                                    Lembremos que a luz visível é
                                          constituída     de     fótons,   portadores   de
                                          energia. Estes fótons podem incidir sobre
                                          elétrons dos átomos de junção e criar
                                          buracos e elétrons de condução.
                                                    0        fenômeno       é      chamado
                                          fotoelétrico e,enquanto estiver incidindo
                                          luz na junção, buracos caminham ao polo
                                          (─) e elétrons para o polo (+) . Teremos,
                                          então, uma corrente elétrica que somente
                                          cessará       quando      não     houver    mais
                                          incidência de luz. Tal dispositivo é muito
usado hoje em dia para ligar lâmpadas de iluminação nas avenidas (somente na
ausência da luz) e abrir portas de estabelecimentos como indica a figura.


                                                    Quando o indivíduo passa pelo
                                         corredor, ele "corta" a incidência da luz na
                                         célula fotoelétrica.
                                                    Então,      existe     um   dispositivo
                                         elétrico capaz de abrir a porta.
                                                    Enfim,     existem     ainda     muitas
                                         aplicações de células fotoelétricas como em
                                         elevadores, máquinas fotográficas , etc.


        Não resta dúvida que os semi-condutores vieram revolucionar o campo da
eletrônica. Mais importante é lembrar que não foi uma simples "descoberta" ao acaso
como a de muitos elementos químicos; foi produto de perseverante pesquisa pelo
desenvolvimento de uma teoria que conseguiu prever a possibilidade da construção
dos dispositivos que relatamos, os quais surgiram fundamentados em dados teóricos.


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ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                                       H         CRISTAIS

                                                          METÁLICOS

            Os átomos dos metais empilham-se para formar o cristal metálico. A ligação
metálica é a responsável pela conservação desses átomos unidos.
            Na prática constata-se que existem 3 tipos principais de empilhamentos
para os metais:
            A)   cúbico de corpo centrado (C.C.C.)
            B)   cúbico de face centrada    (C.F.C.)
            C)   hexagonal denso (H.C.)


            _______________________________________________________________
            1. SISTEMA CÚBICO DE CORPO CENTRADO C.C.C.
            ________________________________________________________________


            Examinando um cristal, podemos observar que existe uma posição mínima
que vai se repetindo e constitui o cristal. Essa posição mínima e chamada célula
unitária.
            Pedimos ao leitor não comparar a célula unitária de um cristal com célula de
tecido vivo. Enquanto a célula viva é uma porção limitada e real, a célula de um cristal
não existe isoladamente, é a penas uma porção retirada de um cristal, só por
conveniência, para entendermos os diferentes tipos de estruturas cristalinas.


                                                       0 sistema cúbico de corpo centrado
                                            é constituído de diversas      camadas    de
                                            átomos.
                                                       Seja a camada A de átomos
                                                       Os átomos dessa camada não são
                                            ligados entre si; em outras palavras, eles
                                            não se tocam. No entanto, esses átomos
            estão dispostos segundo as posições dos vértices de quadrados.
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                         ligações químicas-4
           Teremos   diversos   centros   de   quadrados   imaginários,        indicados pela
letra X.


                                                     Vamos    agora      colocar    uma    nova
                                           camada de átomos com a mesma disposição
                                           que a cama da já desenhada.
                                                     Façamos, porém, com que os novos
                                           átomos fiquem na vertical passando por X.
                                           Chamaremos essa de camada B.
                                                     Cada átomo da camada B toca em 4
                                           átomos da camada A e vice-versa. Onde os
                                           átomos se tocam, diremos que ocorre uma
                                           ligação   metálica.    Na    camada      B    teremos
                                           quadrados , onde os átomos ocupam os
                                           vértices e os centros desses quadrados estão
                                           assinalados por Y.


                                                     Colocando-se uma nova camada C
                                           sobre a camada B de modo que os átomos
                                           ocupem a vertical que passa por Y, teremos
                                           uma disposição que coincide com a 1a.
                                           camada (A), situada no plano inferior.
                                                     Em outras palavras;            os átomos
                                           da camada C estão           na mesma vertical dos
                                           átomos da camada A.
                                                     Para o      leitor visualizar melhor     a
                                           estrutura, tente fazer o            empilhamento
                                           utilizando-se botões em sua casa.
                                                     Cada átomo da camada C encosta-se
                                           a 4 átomos da camada B e vice-versa.
                                                     A célula     unitária é       uma    porção
mínima que, repetida em todas as direções espaciais, reproduz o cristal em questão.


           A célula unitária tem:
           a) um átomo central inteiro
           b) 1/8 de átomo em cada vértice do cubo.
           Equivale a dizer que o volume da célula unitária é ocupado                     por 2


átomos
ATOMÍSTICA                                         Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                          Para tornar-se mais explícito no estudo das
                                 estruturas     cristalinas,   desenha-se   o   retículo
                                 cristalino. São figuras geométricas espaciais onde,
                                 nos vértices, estão os centros dos átomos no cristal
                                 verdadeiro.
                                          Para o sistema em estudo C.C.C., pode-se
                                 imaginar que a célula unitária é um cubo com
                                 átomos nos vértices e no centro. Por essa razão,
apareceu o nome desse sistema.


        Se o leitor fez o empilhamento de botões, percebeu que todos os botões
ocupam posições equivalentes. Pode-se considerar que o botão está no centro ou
no vértice do cubo imaginário.
        Assim, todos os átomos possuem posições equivalentes. Cada átomo do
C.C.C. está encostado em 8 átomos; quatro do plano superior e 4 do plano inferior.
        Dizemos que o número de coordenação é 8, nesse sistema.
        0 número de átomos que se encosta num átomo genérico é chamado número
de coordenação.
        Cristalizam-se nesse sistema os metais alcalinos , Ba, Cr, Mo, etc. Os não
metais não se cristalizam nesse sistema.


        ________________________________________________________________
        2. SISTEMA CÚBICO DE FACE CENTRADA (C.F.C.)
        _________________________________________________________________


                                                Já     vimos   este   sistema   quando
                                     estudamos o cristal de NaCl.
                                                Muitos metais cristalizam-se nesse
                                     sistema. No retículo cristalino desse sistema,
                                     os átomos ocupam os vértices e os centros das
                                     faces do cubo.
                                                Vejamos quantos átomos ocupam         o
                                     volume da célula unitária.


        a) Átomos das faces = 1/2 átomo        6 x 1/2 = 3 átomos.
        b) Átomos dos vértices =1/8 átomo        8 x 1/8 = 1 átomo.
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                                                                   ligações químicas-4


        Então, o volume da célula unitária é ocupado por 4 átomos.


                                                  Ao lado esta desenhada a célula
                                      unitária real do sistema C. F. C.
                                                  Veja o átomo X da face superior. Está
                                      desenhado        apenas     "meio    átomo".      Se
                                      imaginarmos o átomo X inteiro, podemos
                                      concluir que existem nele encostados:
                                                  a) 4 átomos inferiores
                                                  b) 4 átomos da mesma camada
                                                  c) 4 átomos superiores
                                                  O número de coordenação do sistema
                                      C.F.C. é 12.
                                                  Cristalizam-se neste sistema Ca, Sr,
Cu, Ag, Pd, etc. Dos não metais, apenas os gases nobres com 8 elétrons periféricos
cristalizam-se neste sistema.


        _________________________________________________________
        2. SISTEMA HEXAGONAL COMPACTO - H.C.
       _________________________________________________



                                              É     também      denominado    hexagonal
                                    denso, estando os átomos numa disposição a
                                    mais compacta possível.
                                              Não desenharemos a célula unitária,
                                    pois difícil seria a sua visualização no cristal.
                                              Vamos examinar o retículo cristalino
                                    desse sistema.
                                              À primeira vista tem-se a impressão
                                    que existem átomos em diferentes posições
                                    espaciais. Logo, o leitor perceberá que qualquer
                                    átomo ocupa uma posição equivalente dos
                                    outros.
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                  Para   se   entender         melhor     esse
                                       sistema,     vamos     imaginar     que       estamos
                                       empilhando laranjas de modo que a 1ª.
                                       camada tenha laranjas na mesma vertical que
                                       a 3a., 5a., 7a., etc e também que a 2a. cama
                                       da seja "paralela" ã 4a., 6a., 8a., etc.
                                                  Desenhemos apenas a 1ªa., 2a. e 3a.
                                       camadas numa vista lateral.
                                                  Seccionemos   a   2a.    camada        num
                                       plano horizontal e olhemos apenas 3 desses
                                       átomos seccionados, da posição vertical.
                                                  Veremos,    assim,      os     3   átomos
                                       seccionados, do topo (foi          excluída a 3a.
                                       camada).
                                                  Um átomo da 1ª. camada encosta-se
                                       a 3 átomos seccionados. O mesmo átomo (da
                                       1ª. camada) encosta-se a 6 átomos vizinhos
                                       dessa camada . 0 mesmo átomo ainda deve
estar encostado a 3 outros átomos da camada abaixo da 1ª. camada, num cristal
real.


        Então, cada átomo encosta-se a:
        - 6 átomos da mesma camada
        - 3 átomos de camada anterior
        - 3 átomos da camada posterior
        O número de coordenação do sistema HC é 12.
        Cristalizam-se nesse sistema: Be, Mg, Zn, Cd, Sc, etc. Alguns não               metais
como: Se, Te, cristalizam-se nesse sistema.
        Quando os átomos se "encostam" para formar os cristais é que surgem as
ligações metálicas onde o elétron pode locomover-se de átomo para átomo com um
mínimo de energia.
        Portanto, o estado metálico só se encontra em sólidos e líquidos        (quando os
átomos se encostam).
        Isto equivale afirmar que o vapor de mercúrio, de sódio ou de qualquer
"metal" não apresenta ligação metálica.
        Atualmente, prefere-se perguntar se o elemento está ou não no ESTADO
METÁLICO a perguntar se é ou não um metal.
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                      ligações químicas-4

                                       EXERCÍCIOS


        (310)     Qual   das     seguintes     substâncias   possui    ligação   covalente
coordenada?
                a) hidrogênio                    c)    cloreto de potássio
                b)   cloreto de amônio            d)   argônio
                                                                                  (Poli-66)
        (311)     Qual das     seguintes     substâncias apresenta caráter iônico mais
acentuado?
                a) H - H
                b) H - F                     d) H2S
                c) H - I                     e) H2Se


                                                                                  (Poli-68)
         (312) 0 oxido de magnésio e o fluoreto de sódio possuem a mesma estrutura
cristalina. A dureza e o ponto de fusão do oxido de magnésio são, no entanto, mais
elevados do que os do fluoreto de sódio.        Quais os fatores que justificam tais
diferenças?
                                                                                  (Poli-68)
        (313)        Sabe-se que a molécula da água S polar. Citar dois fatores
responsáveis por essa polaridade.
                                                                                  (Poli-68)
        (314)     Uma substância covalente, por dissolução em água, nunca produz
solução iônica.
                                                                             (EE Mauá-68)
        (315)     0 ácido fluorídrico não se encontra completamente dissociado         em
solução aquosa. Esse comportamento:
        a) é devido a grande volatilidade do flúor
        b) e explicado pela existência da molécula (HF)n
        c) está relacionado com a grande reatividade do flúor
        d) não pode ser explicado
                                                                                  (FEI-68)
        (316) É característica de todos os sólidos               o fato de apresentarem
        a) densidade maior do que a dos líquidos
        b) grade cristalina
        c) pressão de vapor menor do que a dos líquidos
        d)    temperatura de fusão maior do que a da água
                                                                                  (FEI-68)
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        (317) São solúveis em sulfato de carbono:
        a) fósforo branco e carbono
        b) enxofre e fósforo vermelho
        c)   iodo e fósforo branco
        d)   iodo e silício
                                                                                 (FEI-68)
         (318)   Sabe-se que as moléculas de NH3 tem a forma de uma pirâmide
trigonal, sendo a base constituída pelos três átomos de hidrogênio; sabe-se também
que o ângulo entre as ligações H-N-H é de aproximadamente 106° e que a temperatura
de ebulição da amônia é de -33,4°C. Considerando a trietilamina, composto derivado
da amônia pela substituição dos átomos H por radicais etila, indicar qual de verá ser a
forma geométrica das moléculas da trietí1amina , o ângulo aproximado entre as
ligações C-N-C, bem como a temperatura provável de ebulição da trietilamina. Uma
das possibilidades abaixo e a correta. Qual é?

    a) tetraedro regular, 106°, -60°C
    b) pirâmide trigonal, 106°, 89,5°C           d) tetraedro regular,109°29', 89,5°C
    c) triangular plana, 120°, 89,5°C            e) pirâmide trigonal, 106°, -60°C
                                                                            (CESCEM-66)
        (319)   Os compostos H2S, H2Se, H2Te são gasosos nas condições normais de
pressão e temperatura. A água, H2O, ferve a 100°C. Este ponto de ebulição anormal da
água em relação aos demais hidretos dos      elementos        da mesma família que o
oxigênio, é uma conseqüência:
        a) do baixo peso molecular da água
        b) da baixa condutividade elétrica da água
        c) das ligações covalentes existentes na molécula da água
        d) da estabilidade das ligações da molécula da água
        e) das pontes de hidrogênio existentes entre as moléculas de água
                                                                            (CESCEM-66)
        (320)   Uma maneira de provar experimentalmente que uma substância              é
iônica consiste em:
        a) mostrar que seu ponto de fusão é elevado
        b) mostrar que ela não dissolve em solventes polares
        c)   mostrar   que,   quando dissolvida em água,        ela irá abaixar o ponto
de congelação do solvente puro
        d)   mostrar   que    ela   conduz   a     corrente   elétrica se   dissolvida em
água ou no estado fundido
        e) mostrar que ela e solúvel em solventes polares
                                                                            (CESCEM-68)
        (321)   A molécula de água tem uma configuração linear H - 0 -H PORQUE na
formação da molécula da água participam os orbitais 2p.do átomo de oxigênio
                                                                            (CESCEM-68)
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                                                                            ligações químicas -4
         (322) Em virtude da posição do bromo e do cloro na Tabela Periódica, qual
seria a melhor representação da distribuição de cargas na molécula do composto
BrCl? (observação: bromo à esquerda e cloro à direita).




                                                                                   (CESCEM-68)
         (323)      Cloreto de hidrogênio liquefeito conduz a corrente elétrica PORQUE o
cloreto de hidrogênio liquefeito forma uma molécula polar.
                                                                                   (CESCEM-68)
         (324) Sejam os compostos: C2H5.NH2, C2H5.OH e NH2CH2.CH2.OH. Os pontos
de ebulição destes três compostos crescem na seguinte sequência:
         a) NH2.CH2.CH2.0H / C2H5.NH2 / C2H5.0H
         b) NH2.CH2.CH2.0H / C2H5.OH / C2H5.NH2
         c) C2H5.0H / C2H5.NH2 / NH2.CH2.CH2.OH
         d) C2H5.NH2 / C2H5.OH / NH2.CH2.CH2.OH
         e)   os    três   compostos      devem    ter   pontos    de   ebulição   praticamente
coincidentes.
                                                                                   (CESCEM-68)
         (325)       Para que um solvente provoque a ionização dos compostos nele
dissolvidos, a característica mais importante do solvente seria:
         a) existir como um liquido nas condições ambientes
         b) possuir um alto momento dipolar
         c) ter uma baixa constante dielétrica
         d) ser um bom condutor de eletricidade
         e) possuir uma densidade elevada
                                                                                   (CESCEM-68)
         As questões 326 e 327 são precedidas de uma afirmação.                          Escolha a
melhor     explicação      experimental    e   a   melhor      explicação     teórica para    esta
afirmação.
         Afirmação - Embora o tetracloreto de carbono, composto                      covalente,
         seja formado por dois elementos de eletronegatividades diferentes,                   sua
molécula não é polar.
         (326) A melhor evidência experimental para esta afirmação é:
         a)     o   tetracloreto   de   carbono    é     um   líquido   que   dissolve    graxas e
gorduras
         b)     o átomo de carbono possui, na última camada,                     uma estrutura
eletrônica do tipo s2p2 e o de cloro possui, na última ca-
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        mada, uma estrutura eletrônica do tipo s2p5
        c)      as moléculas do tetracloreto de carbono não se orientam , quando
colocadas no meio de um campo elétrico.
        d)    a estrutura do tetracloreto de carbono é do tipo sp3 e, consequentemente,
os dipolos existentes se anulam por ser a molécula simétrica.
        e)    a estrutura do tetracloreto de carbono é plana, estando os quatro átomos
de cloro situados nos vértices de um quadrado e, consequentemente, sendo a
molécula simétrica, os dipolos das ligações C-Cl se anulam
                                                                          CESCEM-68)
        (327) A melhor evidencia teórica para esta afirmação é:
        a) o tetracloreto de carbono é um liquido que dissolve graxas e gorduras
        b)    o átomo de carbono possui, na ultima camada, uma estrutura eletrônica
do tipo s2p2 e o de cloro possui, na última camada,     uma estrutura eletrônica do
tipo s2p
        c)      as moléculas do tetracloreto de carbono não se orientam , quando
colocadas no meio de um campo elétrico
        d)    a estrutura do tetracloreto de carbono é do tipo sp3 e,consequentemente,
os dipolos existentes se anulam por ser a molécula simétrica.
        e)    a estrutura do tetracloreto de carbono é plana, estando os quatro átomos
de cloro situados nos vértices de um quadrado e, consequentemente, sendo a
molécula simétrica, os dipolos das ligações C-Cl se anulam.
                                                                         (CESCEM-68)
        As questões de nos. 328 a 333 estão relacionadas com os cinco tipos de
ligação abaixo mencionados. Em cada questão, escolha um dos tipos de ligação que
apresente maior relação com a mesma. Cada tipo de ligação pode ser usado uma vez,
mais de uma vez ou nenhuma vez.
        a)    ligação covalente polar
        b)    ligação covalente pura
        c)    ligação metálica
        d)    ligação iônica
        e) ligação através de pontes de hidrogênio


        (328) Qual a ligação existente entre os átomos de uma molécula de bromo?
        (329)    Qual a ligação existente entre as moléculas de água num cristal de
gelo?
        (330)    Qual a ligação existente entre os átomos da molécula de iodeto     de
hidrogênio?
        (331)    Qual a ligação existente entre os átomos de magnésio num cristal   de
magnésio?
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                                                                    ligações químicas-4
          (332)     Qual a ligação existente entre os átomos num cristal de oxido     de
magnésio?
          (333)   Qual    a ligação existente entre os átomos      numa    molécula , de
fósforo , P4?
                                                                           (CESCEM-68)
          (334)   Quando se acrescentam alguns cristais de iodo a um tubo de ensaio
que contém água e tetracloreto de carbono, depois de estabelecido o equilíbrio nota-
se que:
          a) o iodo permanece insolúvel no fundo do tubo
          b)    o iodo,   a água e o tetracloreto de carbono formam uma única
solução
          c) o iodo dissolveu-se exclusivamente na água
          d) o iodo dissolveu-se exclusivamente no tetracloreto de carbono
          e) o iodo distribui-se entre a água e o tetracloreto de carbono .
                                                                           (CESCEM-68)
          (335)   A ligação existente entre as moléculas de iodo é devida a forças de Van
der Waals PORQUE o iodo é um sólido à temperatura ambiente.
                                                                           (CESCEM-69)
          (336)      Sabendo-se que as distâncias interatômicas de CI2 e de H2 são,
respectivamente, 1,988 Angstrons e 0,746 Angstrons, podemos prever              que    a
distância interatomica na molécula de HC1 será:
          a) exatamente 2,734 Angstrons
          b) aproximadamente 2,734 Angstrons
          c) exatamente 1,367 Angstrons
          d) aproximadamente 1,367 Angstrons
          e) é impossível fazer qualquer previsão
                                                                           (CESCEM-69)
          (337) Qual dos seguintes cloretos é provavelmente o mais volátil?
          a) CCl4          d) SnCl4
          b) SiCI4          e) PbCl4
          c) GeCl4
                                                                           (CESCEM-69)
          Associar as alternativas abaixo com as questões de 338 a 341.
          a) molécula polar, linear
          b) molécula não polar, linear
          c) molécula polar, angular
          d) molécula tetraédrica, não polar
          e) nenhuma das alternativas anteriores
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        (338) Dióxido de carbono.
        (339)   Sulfeto de hidrogênio.
        (340) Trifluoreto de boro.
        (341)   Iodeto de hidrogênio.
                                                                       (CESCEM-69)
        As duas questões seguintes estão relacionadas com o esquema abaixo que
representa, em escala, a posição relativa dos centros dos átomos de iodo situados num
mesmo plano dentro de um cristal de iodo elementar sólido (I2).




        (342)   0 raio de Van der Waals do átomo de iodo              corresponde à
distancia:
        a) X
        b) X/2                          d) Y/2
        c) Y                             e) Z/2


         (343) 0 raio covalente do átomo de iodo corresponde à distância:
        a) X
        b) X/2                          d) Y/2
        c) Y                             e) Z/2
                                                                       (CESCEM-69)
        (344) O esquema abaixo representa a posição relativa dos centros dos íons
Na+ e Cl- situados no mesmo plano dentro do cristal de NaCl.




        Considerando-se as dimensões X e Y         (assinaladas no esquema)     , são
corretas as seguintes afirmações:
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        1) X corresponde `a soma dos raios do cátion e do ânion
        2) Y corresponde ao dobro do raio do ânion
        3) Y é maior que o dobro do raio do cátion
        4) X corresponde ao dobro do raio do ânion
                                                                           (CESCEM-69)
        (345) Sabe-se que as distâncias carbono-carbono valem, na molécula de
etano, 1,54 Angstrons, na molécula de etileno, 1,34 Angstrons e na do acetileno 1,20
Angstrons. Com base nestes dados e levando em conta a distribuição dos átomos de
carbono na estrutura atualmente aceita do anel benzênico, pode-se estimar que as
distâncias carbono-carbono na molécula de benzeno são as seguintes:




        Questões 346 a 349.




        Nos compostos        acima representados,     entre os átomos de carbono
assinalados X e Y, existem exclusivamente ligações.
        (346) sp3 - sp3
        (347) sp2 - sp3
        (348) sp - sp2
        (349) sp - sp3
                                                                           (CESCEM-69)


        (350) São moléculas polares:
        a) HC1     e   CH4                     c) O2       e       HCC13
        b) H20     e   NH3                     d) CO2          e    H202
                                                                     (FM Santa Casa-66)
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         (351)     O cloro é elemento mais eletronegativo que o carbono; assim o
tetracloreto de carbono e molécula que se caracteriza por:
        a)    ter grande momento dipolar
        b) não ter momento dipolar
        c) ter momento dipolar médio
                                                                         (FM Santa Casa-67)
        (352)    A substância líquida X tem maior momento dipolar que a substância
líquida Y. 0 ponto de ebulição de X é:
        a) igual ao ponto de ebulição de Y
        b) maior que o ponto de ebulição de Y
        c) menor que o ponto de ebulição de Y
                                                                         (FM Santa Casa-67)
        0 ácido desoxirribonucleico (DNA é componente essencial de todas as células.
Ele é constituído por duas "filas" formadas cada uma, de muitas unidades
denominadas nucleotídeos. No desenho abaixo está esquematizado um trecho das 2
"filas" unidas uma à outra por um       tipo   de   ligação        química      importante            em
bioquímica:




        (353)     Esta ligação, representada no desenho por linhas pontilhadas,                        é
denominada:
        a) covalência dativa
        b) forças de Van der Waals                          c) pontes de hidrogênio
                                                                         (FM Santa Casa-67)
        (354)    As moléculas de N≡N e HC≡CH são isoeletrônicas e ambas incorporam
uma tríplice ligação. Pelo conhecimento de estrutura eletrônica                     do        nitrogênio
assinale qual a geometria do acetileno?
        a) tetraédrica regular
        b) bipirâmide trigonal                       d)      linear
        c) octaédrica                                 e)     triangular equilateral
                                                                         (FM Santa Casa-68)
        (355) Na molécula da água as ligações entre os hidrogênios e o oxigênio
........... totalmente covalentes. Isto porque o oxigênio      é      ...........        do     que    o
hidrogênio; assim sendo a água e molécula .............
        a) não são; mais eletronegativo; polar               d) não são; maior; polar
        b) são; menos eletronegativo; polar
        c) não são; maior; não polar                         e) são; menor; não polar
                                                                         (FM Santa Casa-68)
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                                                                ligações químicas-4
         (356) Nos compostos de fórmula geral R-NO2, onde R é um radical
alcoila ou arila, podemos dizer que:
         a) o nitrogênio se liga a um oxigênio por covalência e ao outro por
eletrovalência
         b) os 2 oxigênios se unem ao nitrogênio por eletrovalência
         c) um dos oxigênios se une por ligação covalente e o outro por ligação
semi-polar ou dativa
         d) uma das ligações com o oxigênio é feita através de 2 elétrons do
átomo de nitrogênio
         e) as alternativas c e d estão corretas
                                                           (FM Santa Casa-68)

        (357) Indicar a ordem crescente de polaridade das ligações entre os
dois átomos dos seguintes grupos:
                                   H-F H-C H-0 H-Br
                                     I     II    III IV
        a) I, II, III, IV
        b) I, III, IV, II         d) II, III, I, IV
        c) IV, III, II, I         e) II, IV, III, I
                                                        (FM Santa Casa-68)

         (358) Compostos formados por ligações. . ... . são, em geral, sólidos de
elevado ponto de fusão, insolúveis em solventes orgânico e que conduzem a corrente
elétrica quando fundidos ou em solução.
         Ao contrário, as substâncias que contem somente ligações .......
         são,usualmente, gases, líquidos ou sólidos de baixo ponto de fusão, solúveis
em solventes orgânicos e não conduzem a eletricidade no estado liquido ou em
solução:
         a) covalentes; eletrovalentes
         b) covalentes; íonicas                 d) íonicos; eletrovalentes
         c) eletrovalentes; covalentes           e) eletrovalentes; íonicas

                                                                (FM Santa Casa-68)

           (359) Se um determinado sal for adicionado a um solvente cuja constante
dielétrica a 18 graus centígrados é igual a 80, a ionização do sal será
aproximadamente igual a 40%. Se o dobro do mesmo soluto for adicionado a um
solvente cuja constante dielétrica é igual a 22, a 18 graus centígrados, podemos
afirmar que a porcentagem do sal a sofrer ionização será:
          a) igual a 80%                    d) menor do que 40%
          b) maior do que 40%               e) maior do que 80%
          c) cerca de 20%
                                                              (FM Santa Casa-69)

         (360) Quais dos fatos abaixo     indicam que o arsênío é elemento mais
eletropositivo que o fósforo.
         a) ASH3 é menos estável que     PH3
         b) ASH3 é um agente redutor     mais forte que o PH3
         c) o composto As(OH)3 pode       ser convertido em íons        positivos por
        ácido forte. Tal fato não acontece com o composto P(OH)3
        d) todos acima
        e) apenas os citados em a e c.
                                                                (FM Santa Casa-69)
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         (361) Em relação ao ponto de fusão dos compostos abaixo,               podemos
dizer:




         a)   A e B apresentam o mesmo peso molecular, portanto possuem ponto de
         fusão iguais
         b)      A tem maior ponto de fusão porque ocorre ponte de hidrogênio          nos
         radicais oxidrila e ácido
         c)   A tem maior ponto de fusão porque forma polímeros por pontes             de
         hidrogênio entre as moléculas
         d)      B tem maior ponto de fusão porque forma polímeros por pontes           de
         hidrogênio entre suas moléculas
         e)      B tem maior ponto de fusão porque seu radical ácido, por estar
         distanciado da oxidrila, é muito ativo e apresenta-se sob forma iônica.
                                                                     (FM Santa Casa-69)
         (362) Apresentam propriedades para-magnéticas os átomos:
         a) que     são   atraídos   por um campo magnético          possuem     elétrons
         não pareados
         b) repelidos por um campo magnético         possuem elétrons não pareados
         c) repelidos por um campo magnético possuem todos os elétrons pareados
         d) que não formam íons complexos
         e) que são atraídos por um campo magnético por terem elétrons pareados
                                                                     (FM Santa Casa-69)
         (363)    0 fósforo branco não conduz a corrente elétrica PORQUE é formado de
moléculas Pi, tetraédricas, cujos átomos ligam-se entre       si    por   intermédio    de
ligações covalentes.
                                                                   (MEDICINA Santos-68)
         (364)    0 líquido Q é um solvente polar e o líquido R e um solvente não polar.
Devemos esperar que:
         a) ambos sejam miscíveis com um outro liquido T
         b) o líquido Q seja miscível com água
         c) ambos sejam miscíveis entre si
         d) nenhum deles seja miscível com CCl4,
         e) NaCl seja solúvel tanto em Q como em R
                                                                   (MEDICINA Santos-68)
         (365)     Os elementos Q e T estão bastante separados na escala de
eletronegatividade. Isto indica que no composto QT:
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                                                                          ligações químicas-4
            a) Q e T são elementos cujos números atômicos estão muito afastados
            b) o calor de formação tem um valor muito baixo
            c) a ligação ê do tipo covalente coordenado
            d) a ligação é predominantemente do tipo covalente pura
            e) a ligação S do tipo iônico
                                                                      (MEDICINA Santos-68)
            (366-A) A questão seguinte refere-se à seguinte tabela:
            a) iônica
            b) devida, exclusivamente, a forças de Van der Waals
            c)   molecular,       com pares    de átomos ligados covalentemente, mas as
            moléculas ligadas entre si por forças intermoleculares fracas
            d)   idêntica     à   existente   no   diamante,   com   os    átomos ligados por
            covalência para formar uma molécula gigante
            e) nenhuma das respostas anteriores
                                                                      (MEDICINA Santos-68)
            A questão seguinte refere-se à seguinte tabela:




            O gráfico que exprime corretamente a variação dos pontos de ebulição dos
hidretos da família do nitrogênio e no qual as abscissas representam os hidretos em
número crescente de número atômico e as ordenadas                a temperatura em graus
centígrados é:




            (367) 0 ponto de ebulição da amônia é anômalo em relação ao dos demais
hidretos da família do nitrogênio e esse comportamento e devido ao seguinte fato:
            a) a amônia se decompõe termicamente com muita dificuldade
            b) existem pontes de hidrogênio entre as moléculas de amônia
            c) as ligações na molécula de amônia são muito estáveis
            d) a amônia tem baixa condutividade elétrica
            e) a amônia possui pares eletrônicos não compartilhados
                                                                      (MEDICINA Santos-68)
            (368) No CH4, (ligação sp3) os ângulos H-C-H valem 109°28' PORQUE este
valor corresponde a deixar cada par eletrônico o mais afastado possível dos outros
elétrons.
                                                                                   (MOGI-69)
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        (369)   Considerando-se os cloretos, KC1 ,      BaCl2, BiCl3   e HgCl2 pode-
se dizer que do KC1 ao HgCl2 tem-se:
        a) a energia interna, a estabilidade e      o   caráter molecular crescem
        b) a estabilidade e o caráter iônico diminuem e a energia interna aumenta
        c) o calor de formação, a energia interna e o caráter molecular diminuem
        d) a energia interna, o calor de formação e a estabilidade aumentam
        e) nenhuma das afirmações acima
                                                                           (MOGI-69)


        (370)   Considerando-se os     calcogenetos de hidrogênio H20 ,          H2S e
H2Set, pode-se dizer que do H20 ao H2Se tem-se:
        a) momento dipolar, calor de formação e estabilidade diminuem
        b) reatividade e poder redutor aumentam e ionização diminui
        c) peso molecular, densidade aumenta e caráter molecular diminui
        d) polarização, caráter iônico e energia interna aumentam
        e) nenhuma das respostas acima
                                                                           (MOGI-69)


        (371)   A tabela    abaixo   apresenta algumas         características     dos
cristais sólidos A, B, C e D, baseados nas quais pode-se afirmar:




        a) metal, covalente, molecular, iônico
        b)   iônico, molecular, covalente, metal
        c) molecular, iônico, covalente, metal
        d) molecular, iônico, metal, covalente
        e)   covalente, iônico, molecular, metal
                                                                           (MOGI-69)
        (372) Entre as placas de um condensador há hidrogênio que é retirado e
substituído por oxigênio. Nesta operação pode-se dizer que a constante dielétrica:
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                                                                        ligações químicas-4
         a) permanece inalterável, praticamente
         b) diminui
         c) aumenta
         d) nada se pode afirmar
         e) nenhuma das respostas acima
                                                                                  (MOGI-69)
         (373)     0 ponto de ebulição do criptônio é superior ao do argônio PORQUE as
forças de Van der Waals no criptônio são maiores.
                                                                                  (MOGI-69)
         (374)     Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de sólido constituído
de pequenas moléculas que se atraem por forças do tipo Van der Waals?
         a) CaO
         b) H20                            d) SiO2
         c) Na20                            e) CO2
                                                                                       (ITA-64)
         (375)     Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de sólido onde todo
cristal pode ser considerado uma simples molécula?
         a) C02 (gelo seco)                d) CaO (cal viva)
         b) Si02      quartzo)              e) S8    (enxofre sólido)
         c) NaCl (sal gema)
                                                                                       (ITA-64)
         (376)     Qual das afirmações abaixo relativas à natureza das ligações
químicas é FALSA?
         a)   todas     as   ligações    químicas    têm   em   comum    que   elétrons    são
atraídos simultaneamente por dois núcleos positivos
         b)      ligações químicas em geral tem um caráter intermediário entre a
ligação covalente pura e a ligação iônica pura
         c)   uma      ligação   química    representa     um   compromisso    entre    forças
atrativas e repulsivas
         d)   ligações metálicas são ligações         covalentes fortemente orientadas no
espaço
         e)   uma      ligação   covalente implica no        "condomínio" de um par da
elétrons por dois átomos
                                                                                       (ITA-64)
         (377)     Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de substância
com "pontes de hidrogênio" na fase líquida?
         a) H20                         d) H2S
         b) CH4                         e) PH3
         c)   HI                                                                 (ITA-64)
ATOMÍSTICA                                             Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


          (378)   Qual das seguintes afirmações,           referentes   à     substância pura
CaCl2, é FALSA?
          a) é pouco solúvel em benzeno
          b) é um sólido cristalino
          c) no estado sólido é mau condutor da eletricidade
          d)   em solução   aquosa    contem igual número           de íons     de   cálcio   e
íons de cloro
          e) conduz a eletricidade em solução aquosa devido ao movimento dos
íons positivos de cálcio e íons negativos de cloro
                                                                                      (ITA-66)
          (379) A estrutura do anidrido sulfuroso é:
          (cada traço equivale a um par de elétrons e a seta                a    uma ligação
dativa)




                                                                                      (ITA-66)
          (380) Na grade cristalina de ferricianeto de potássio
                                  K3[ Fe(CN)6]              existem:
          a) cátions K+,    cátions Fe    + + +   e ânions CN‾
          b) cátions K+,    cátions Fe++ e ânions CN‾
          c) cátions K+ e ânions        [Fe(CN)6]‾ ‾ ‾
          d) cátions K+ ,       cátions Fe   + + +    e moléculas (CN)2
          e) moléculas K3[Fe(CN)6]
                                                                                      (ITA-66)
          (381) Qual das seguintes fórmulas eletrônicas é incorreta?

          a) cloridreto, HC1

          b)        amoníaco,       NH3

          c) trifluoreto de boro, BF3

          d) água, H20


          e) ácido hipocloroso, HC10                                              (ITA-67)

          (382)   Usualmente os compostos iônicos            se   apresentam em condições
ambientes:
          a) no estado liquido
          b) no estado gasoso                        d) nos três estados de agregação
          c) no estado sólido                                           (EEU Mackenzie-64)
ATOMÍSTICA                                               Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                                                            ligações químicas-4
         (383)     Dois elementos A c B separados por grande distância na série de
reatividade química e de números atômicos 11 e 16, respectivamente se                   combinam
dando:
         a) composto molecular e de fórmula AB2
         b) composto molecular e de fórmula A2B
         c) composto iônico e de fórmula A2B
         d) composto iônico e de fórmula A2B3
                                                                              (EE S.Carlos-67)
         (384)   Classifique, entre as substâncias abaixo, as que têm caráter covalente
e as que têm caráter iônico:




         (385)   Um elemento metálico M forma um óxido de fórmula M2O. A
fórmula do seu cloreto será provavelmente:
         a) MCI3                     c) M2C1
         b) MCI2                     d) MCI
                                                                              (Filosofia USP-67)
         (386)    A   ligação   química        existente   entre    os   átomos    de     iodo   e
hidrogênio no iodeto de hidrogênio é, predominantemente:
         a) iônica                      c) metálica
         b) covalente                     d) dativa
                                                                              (Geologia USP-67)
         (387)   Um elemento metálico M forma um óxido de                      fórmula M2O3.A
fórmula do seu cloreto será provavelmente:
         a)   MC12                        c)     M2 Cl3
         b)   MCI3                       d)      M3 Cl
                                                                            (Geologia    USP-67)
         (388) Dos elementos abaixo, o mais eletronegativo é:
         a) B                    c) O
         b) S                    d) He                       e) N
                                                                                  (Campinas-67)
         (389) Considerando as seguintes substâncias:
         a) CHH         b) HF           c) SiH4                    d) NaH          e) H2S
         a que apresenta em todos os               estados físicos um número considerável
de pontes de hidrogênio é ..........
ATOMÍSTICA                                         Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


           As questões     390,   391 e 392 utilizam as        informações da seguinte
tabela :
       SUBSTÂNCIA                      P.F. °C                        P.E. °C
       a) argônio                   -189,4                            -185,9
       b) CC14                       -22,9                              -76,7
       c) NH3                         77,7                             -33,38
       d) RbBr                        681                                1351
       e) Cdiamante               acima de 3500                    cerca de 4300



           (390) A substância que forma ligação predominantemente iônica é.......
           (391)    A substância que     apresenta forças    de atração    intermolecular
do tipo de Van der Waals mais fracas é ...........
           (392) A substancia que apresenta fórmulas gigantes é ......
                                                                           (Campinas-67)
           (393)    0 tipo de ligação formado quando dois        átomos    compartilham
um par de elétrons é chamado de:
           a)   iônica                  c) eletrovalente
           b) covalente                 d) dupla
                                                            (Ciências Biológicas USP-68)
           (394)    A água é um melhor solvente para sais         do que     o    benzeno
porque:
           a) água forma Tons H3O+ quando adicionada a ácidos
           b)   a polaridade das moléculas         da água tende      a    suplantar    as
atrações entre os íons do sal.
           c)   as moléculas da água possuem maior energia que as moléculas do
benzeno
                                                            (Ciências Biológicas USP-68)
           (395)    Nas moléculas H2,   HF e HI apresenta maior caráter covalente a
ligação:
                   a) H - F
                   b) H - H
                   c) H - I
                                                   (FEF Armando Álvares Penteado-68)
           (396) A molécula do cloreto de amônio contêm:
           a)   4 covalências e 2 coordenações
           b)   2 eletrovalências e 3 covalências
           c) 3 covalências, 2 coordenações e 1 eletrovalência
           d)   3 covalências, 1 coordenação        e 1 eletrovalência
           e)   3 covalências e 1 eletrovalência
                                                                                 (UFRJ-68)
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                     ligações químicas-4
        (397)      A ponte de hidrogênio      é uma ligação         tão      forte quanto a
covalência PORQUE ambas se produzem do mesmo modo.
                                                                       (MEDICINA GB-68)
        (398)      Qual o momento dipolar de uma molécula cuja distancia entre os
centros de carga é de 2 Angstrons, sendo as cargas iguais a 4,8.10‾10               unidades
eletrostáticas C.G.S.?
        a) 9,6 D
        b) 9, 6xl0‾18 D                 d) 9,6x10‾10 D
        c) 4,8x10‾10 D                  e) nenhuma das respostas citadas
                                                                       (MEDICINA GB-68)
        (399)      Nos   grupamentos    abaixo    qual não       apresenta o        tipo   de
ligação indicado?
        a) NaCl ... iônica
        b) CH4 ...... covalente              d) Cu-Cu ........ metálica
        c) H30+ ...... iônica                e) NaF      ........ iônica
                                                                       (MEDICINA GB-68)
        (400) A partir das solubilidades em n-hexano e água dadas abaixo:
        COMPOSTO                 SOLUBILIDADE (g/100 g de solvente a 200C)
                           n-hexano                       água
        1                  29,6                           0,0
        2                    0,0                         30,1
        3                    3,4                          4,2
        4                   14,1                          0,0
        5                    0,0                         46,2
        Coloque os 5 elementos na ordem decrescente de polaridade:
        a)   5, 2, 3,     1, 4                d) 1, 4, 3, 5, 2
        b)   1, 4, 3, 2, 5                    e) 3 , 4, 2, 1, 5
        c)   5, 2, 3, 4, 1                                           (MEDICINA GB-68)
        (401) As pontes de hidrogênio explicam:
        a) o funcionamento dos transistores
        b)   as propriedades magnéticas do oxigênio liquido
        c) a expansão da água quando se congela
        d) as propriedades especiais do Freon
        e) a radioatividade do H-3
                                                                       (MEDICINA GB-68)
         (402) Qual dos     seguintes    solventes você escolheria         para   dissolver o
naftaleno?
        a) água                    c) solução aquosa de              d) heptano
        b) amônia                     cloreto de sódio               e) nenhum deles
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




         (403)     A ligação química entre dois átomos será iônica ou covalente,
dependendo:
        a) dos números de elétrons dos átomos
        b) dos números de níveis energéticos dos átomos
        c) das eletronegatividades dos átomos
        d) da hibridaçao dos orbitais
        e) de nenhum dos fatores acima
                                                                    (MEDICINA GB-68)
        (404)    A afirmação de um orbital molecular possuir dois elétrons de spins
contrários e provenientes de dois átomos é uma característica da:
        a)    ligação iônica                d) ligação de Van der Waals
        b)    ligação covalente             e) ponte de hidrogênio
        c)    ligação metálica
                                                                    (MEDICINA GB-68)
        (405)    0 ponto de ebulição da H2O a uma atmosfera de pressão é 100°C, o do
H2S nas mesmas condições é -55°C. A diferença se explica:
        a) pela existência de ponte        de hidrogênio na água
        b) pela existência de pequenas quantidades de deutério na água
        c)   pela existência de ligações    covalentes entre o átomo de oxigênio      e
os de hidrogênio
        d) pela diferença entre os pesos moleculares das duas substâncias
        e) por nenhuma das explicações acima
                                                                    (MEDICINA GB-68)
        (406)    Um elemento A,     de número atômico 13,     combina-se com     um
elemento B, de um número atômico 17, a fórmula do composto é:
        a) A3B
        b) AB                     d) AB5
        c) AB3                    e) AB7
                                                              (ENGENHARIA GB-67)
        (407)    0 ácido fluorídrico tem um ponto de ebulição mais alto do que o
ácido clorídrico porque:
        a) o flúor e um gás
        b) o flúor tem um número atômico menor que o cloro
        c) o HF forma pontes de hidrogênio mais fortes
        d) o HC1 tem um peso molecular maior
        e) o cloro é um gás
                                                                           (UFMG-67)
        (408) Há três tipos de valência que tem uma sinonímia extensa:
        - eletrovalente, iônica, heteropolar ou polar
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                                                          ligações químicas-4


    -    covalente, homopolar, não polar
    - coordenada-coiônica, covalente dativa, semi-polar
     Assinalar o composto que possui os três tipos de valência:
    a)   (C6H5)3C+C1‾
    b) NaOC6H5
    c) Cl-C6H4-NH2
    d) K4Fe(CN)6
    e) SO3
                                                                  (UFMG-68)
                                ══════════════
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             ATOMÍSTICA


                              capítulo 5
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                          classificação periódica dos elementos -5




                                           A           HISTÓRICO

        ______________________

        A) HISTÓRICO
        _______________________


        À medida que os elementos químicos foram sendo descobertos, observaram-
se semelhanças entre as propriedades físicas e químicas em determinados       grupos
desses elementos.
        Procurava-se ,então, uma maneira de selecionar os elementos em conjuntos
de propriedades semelhantes ou mesmo de ordenar certos elementos onde suas
propriedades variassem gradativamente. Diversas tentativas foram realizadas, todas
baseadas no "bom senso", após investigações puramente experimentais.
        Em 1817, o cientista Dõbereiner chamou a atenção para a existência de
diversos grupos de três elementos com propriedades químicas semelhantes. Em cada
grupo, colocando-se os elementos na ordem crescente de suas massas atômicas,
observou-se que a massa atômica do elemento intermediário era aproximadamente a
média aritmética das outras massas atômicas.
        Exemplos:




        Os grupos tornaram-se conhecidos como"Tríades de Dõbereiner". No entanto,
começaram a surgir elementos de propriedades químicas semelhantes cujas massas
atômicas desrespeitaram a regra para as tríades.
        Em 1862, Chancõurtois imaginou a seguinte disposição para os elementos
químicos: colocou-os ha ordem crescente de suas MASSAS ATÔMICAS          sobre uma
espiral traçada na superfície de um cilindro.
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           Notava-se que os elementos colocados na mesma vertical apresentavam
propriedades químicas semelhantes. Ao lado do cilindro esta a sua superfície
planificada com os respectivos elementos. A espiral tinha uma inclinação de 45º. e
foi denominada espiral telúrica.
           Para massas atômicas mais elevadas não se observava nenhuma obediência
ã regra.
           Em 1864, Newlands observou que, colocando-se os elementos na ordem
crescente de suas massas atômicas, o oitavo elemento era semelhante ao primeiro; o
nono era semelhante ao segundo, e assim por diante.
                   H           Li     Be      B        C        N         O
                   F           Na     Mg     Al        Si       P          S
                   Cl          K      Ca     Cr        Ti      etc.


           A correlação foi chamada lei das oitavas por causa da semelhança com as
notas musicais. Os químicos daquela época qualificaram-na como uma "classificação
ridícula"; mas, na verdade, estava lançada a idéia da periodicidade das propriedades
dos elementos em função de suas massas atômicas.
           O passo decisivo da classificação foi dado em 1869 com os trabalhos de
Lothar     Meyer        e   Dimitri   Ivanovich   Mendeleyev   que    fizeram   pesquisas
independentemente e lançaram, no mesmo ano classifições quase idênticas.
           Lothar Meyer construiu uma tabela baseando-se fundamentalmente nas
propriedades físicas dos elementos (densidade, pontos de fusão, pontos de ebulição,
etc). Uma dessas propriedades que muito o auxiliou na confecção da tabela foi o
volume atômico. Essa propriedade será descrita mais adiante.
           Mendeleyev dedicou-se mais ao estudo das propriedades químicas desses
elementos como reação com oxigênio, valência, hidretos, etc; para a construção da
tabela periódica e chegou a uma conclusão análoga.
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                                            classificação periódica dos elementos-5
        O grande mérito desses cientistas foi o de terem descoberto que, observando
os elementos na ordem crescente de suas massas atômicas, de tempos em tempos,
repetiam-se muitas propriedades físicas e químicas.
        Estava, assim   lançada a lei da Periodicidade dos Elementos:
        "Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas
de nuas massas atômicas".
        Mendeleyev colocou os elementos químicos na ordem crescente do suas
massas atômicas dispondo-os em colunas e fileiras, mas tomou O cuidado de manter
na mesma vertical os elementos de propriedades químicas semelhantes.
        Tomou a liberdade de deixar muitos vazios dizendo que seriam mais tarde
ocupados por elementos até então desconhecidos.
        Deixaremos de apresentar a tabela original de Mendeleyev por ser muito
semelhante à 2a. tabela lançada 3 anos depois e que está adiante reconstituída.
        Considerando que naquela época só se conheciam cerca de 60 elementos e
que os elementos de elevadas massas atômicas eram mal conhecidos, somos
obrigados a aceitar que, apesar de muito incompleta, a        Tabela   Periódica   de
Mendeleyev foi um grandioso trabalho.
        Indiscutivelmente foram impressionantes as previsões das propriedades
químicas e físicas de elementos até então desconhecidos.
        Baseado exclusivamente na posição do elemento na tabela, Mendeleyev
corrigiu pesos atômicos de diversos elementos.
        A 2a. tabela de Mendeleyev apresentava 8 colunas verticais denominadas
GRUPOS e 12 fileiras horizontais denominadas SÉRIES.
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         Cada grupo, de I a VII, ficou subdividido em 2 subgrupos: da série par
abrangendo as séries 2, 4, 6, 8, 10 e 12 (pares) e os sub grupos da série Impar
abrangendo as séries 1, 3, 5, 7 , 9 e 11 (ímpares) .
         Esta classificação foi preferida porque as propriedades químicas eram mais
semelhantes entre os elementos do mesmo subgrupo par ou subgrupo ímpar.


         Localizemos alguns subgrupos e seus elementos:
         - elementos do subgrupo           I   ímpar - Li, K, Rb e Cs
         - elementos do subgrupo           I   par - Na, Cu, Ag e Au
         - elementos do subgrupo VII ímpar - Cl , Br e I


         Particularmente brilhantes e ousadas foram duas idéias de Mendeleyev:
         1º.) Deixar alguns vazios na tabela dizendo que eles seriam pre nchidos por
elementos futuramente a serem descobertos, já antecipando suas massas atômicas
e muitas de suas propriedades.
         Na tabela estão assinaladas com asteriscos (*, **, ***) as três célebres
previsões de Mendeleyev:


         NOME DADO POR MENDELEYV                                  NOME ATUAL
         *    eka-bovo     ------------------------------------    Escâncio   (Sc)
         **   eka-alumínio ---------------------------------       Gálio   (Ga)
         *** eka-silício -------------------------------------     Germânio       (Ge)


         A palavra eka quer dizer o primeiro. De fato, o eka-Boro é o primeiro elemento
que vem depois do Boro na coluna do subgrupo III-par; o eka-Alumínio vem depois do
Alumínio no subgrupo III-ímpar; e o eka-Silício vem após o Silício no subgrupo
IV-ímpar.


         Esses três elementos foram descobertos alguns anos mais tarde:
         - o Gálio foi descoberto por Boisbaudran em 1875
         - o Escândio foi descoberto por Nilson em 1879
         - o Germânio foi descoberto por Winkler em 1886


         Em particular, foram assombrosas as coincidências das propriedades do
Germânio (eka-Silício) que tinham sido previstas por Mendeleyev quinze anos antes
do seu descobrimento.
         Eis a seguir o quadro comparativo:
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                                          classificação periódica dos elementos-5




        2º.) Desrespeitou a "ordem das massas atômicas" para as posições de Telúrio
e Iodo de modo que esses elementos caissem em colunas verticais onde já houvesse
outros elementos semelhantes.
        Esta inversão foi mantida na tabela periódica como uma exceção; entretanto,
mais tarde verificou-se que essas posições dos elementos estavam corretas porque
descobriu-se que os elementos da tabela periódica estavam na ordem crescente de
seus números atômicos.
                                   ═══════════════




                                        B         A MODERNA

                                        CLASSIFICAÇÃO
                                                     PERIÓDICA
        Com o passar dos anos, foram sendo descobertos novos elementos químicos e
as "lacunas" da tabela de Mendeleyev foram sendo preenchidas.
        Em particular, a descoberta dos gases nobres em 1894 obrigou a introdução
de uma nova coluna na tabela primitiva e que foi denominada grupo zero.
        Quanto aos gases nobres temos o seguinte histórico: Lord Rayleigh e Sir
William Ramsay verificaram que havia uma diferença de densidade entre o ar
atmosférico e a simples mistura de N2 e O2 que era a suposta composição do ar
atmosférico naquela época.
        Eles conseguiram isolar um "resíduo gasoso" extraindo N2 e O2 do ar
atmosférico e, através da análise espectral, verificaram que se tratava   de   uma
mistura de novos elementos.
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        Na Terra, os gases nobres hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio
são praticamente encontrados apenas no ar atmosférico; deles, o argônio é o mais
abundante (quase 1%). 0 hélio é um gás que envolve o Sol e absorve certas radiações
solares. Essa absorção produz linhas espectrais que foram observadas no espectro
solar, muito antes da sua descoberta aqui na Terra.
        O fato mais importante para a perfeita compreensão da tabela periódica foi
lançado em 1911 quando van der Broek sugeriu que a carga nuclear do elemento
(atual número atômico) seria o número de ordenação do elemento na tabela.
        Por exemplo, o hidrogênio, que tem apenas 1 próton no núcleo (uma unidade
de carga atômica), seria o 19 elemento; o sódio, por ter 11 prótons, seria o 119
elemento; e assim sucessivamente.
        Realmente, essa sugestão foi confirmada por Moseley.
        Este jovem cientista (que faleceu apenas com 28 anos de idade) obteve
espectros de emissão de diversos elementos. Ele usou esses elementos como anteparos
no tubo de raios-X. Verificou que cada elemento    produzia   raios-X   de   diferentes
comprimentos de onda.




        Com os λ dos raios-X assim obtidos, pode-se determinar as cargas nucleares
e verificou-se que a ordem dos elementos na tabela periódica é exatamente a ordem
crescente das cargas nucleares.
        Por isso, hoje em dia, a lei da periodicidade é reenunciada e conhecida como
lei de Moseley:



        Muitas    propriedades       físicas e químicas       dos   elementos são
funções    periódicas de seus números atômicos.
        Reparem: números atômicos e não massas atômicas como diziam Lothar
Meyer e Mendeleyev.
        Na atual tabela existem algumas inversões de massas atômicas mas os
elementos químicos estão exatamente na ordem de seus números atômicos.
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           Com a descoberta das configurações eletrônicas dos átomos, a tabela
periódica recebeu uma nova interpretação através do estudo do número de elétrons.
Este estudo foi iniciado por Bohr em 1922 e será discutido logo adiante.
           Existem diversas formas de apresentação para periódica moderna porém,
todas são equivalentes.


           Uma das mais usadas é a forma longa. A seqüência dos elementos é disposta
na ordem crescente de seus números atômicos, em linhas horizontais, denominadas
períodos. Tomou-se o cuidado de deixar na mesma coluna, elementos de propriedades
químicas semelhantes. Em ou trás palavras: "elementos da mesma coluna vertical
formam compostos semelhantes".


           A) OS SETE PERÍODOS             (linhas horizontais)
- o primeiro         muito curto     com    2 elementos:       H eHe (a po
                                                              sição do H é discutível!
-   o   segundo         curto        com    8   elementos:     do Li ao Ne
-   o   terceiro         curto       com    8    elementos:     do Na ao Ar
-   o   quarto           longo       com   18   elementos:     do K ao Kr
-   o   quinto           longo       com   18   elementos:     do Rb ao Xe
-   o   sexto        muito longo     com   32   elementos:     do Cs ao Rn
-   o   sétimo        incompleto     com   17   elementos:     do Fr ao Lw

           B) AS DUAS SÉRIES OU FAMÍLIAS DE "TERRAS RARAS"
           - os Lantanídios         com 15 elementos:         do La ao Lu
           Esses quinze elementos deveriam ficar todos na"3a. casa" do 6º. periódo; por
comodidade, foram escritos numa linha fora da tabela.
           - os Actinídios          com 15 elementos:         do Ac ao Lw
           Esses quinze elementos (a maioria deles artificiais) deveriam estar na "3a.
casa" do 7º. periódo, mas também costuma-se colocá-los numa linha à parte.


           C) AS DEZOITO COLUNAS
           Cada coluna reúne os elementos químicos que mais se assemelham
           entre si e na formação de compostos.
           As dezoito colunas formam nove grupos de famílias de elementos.
           - os grupos 1 a 7 formam os sub-grupos A e B
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                                                classificação periódica dos elementos-5
         - o grupo 8 (ou melhor 8B) abrange três colunas, com as tríades
         Fe - Co - Ni / Ru - Rh - Pd / Os - Ir - Pt
         - o grupo zero compreende os gases raros ou nobres.
         Alguns subgrupos recebem nomes especiais:
         1A     -   metais alcalinos
         2A     -   Metais alcalinos-terrosos
         6A     -   chalcogênios (geradores de calor)
         7A     -   halogênios (geradores de sais)


         OBSERVAÇÕES:
         As colunas 1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 7 A e zero representam, de certa forma, a
parte mais importante da Tabela Periódica, pois aí estão os elementos químicos cujas
propriedades variam mais regularmente -"são os elementos típicos", "elementos
normais" ou "elementos caracteíisticos".
         Nas colunas 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B (coluna tripla) estão os "elementos     de
transição".
                                       ═════════════



                                  C             AS ESTRUTURAS

                                                     ELETRÔNICAS
                                           DOS ELEMENTOS
         Recapitulemos, rapidamente, as regras fundamentais do preenchimento dos
níveis eletrônicos dos elementos químicos.
         - Os elétrons tendem a ocupar, de preferência, os orbitais de menor energia
que estão vagos.
         - Cada orbital pode conter no máximo dois elétrons de spins contrários.
         -    Quando existem vários orbitais num mesmo nível energético, entrará
inicialmente apenas um elétron em cada orbital e só depois esses        orbitais   serão
completados com o segundo elétron (Hund).
         Recordemos que existe o diagrama de Linus Pauling para preenchimento de
subníveis.
         Como se pode verificar, existem alguns elementos cujas distribuições
eletrônicas não obedecem ao diagrama de Pauling. As explicações desses casos não
serão discutidas neste livro.
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            Observando-se as configurações eletrônicas dos elementos da Tabela
Periódica verifica-se:
            a)       O numero de camadas eletrônicas de um elemento é a ordem do período
a que pertence esse elemento.


            EXEMPLOS:
            - o iôdo (I) é do 5º.período; logo, possui 5 camadas eletrônicas.
            -    o    tungstênio      (W)    é   do   6º.   período;        logo,   possui    6   camadas
eletrônicas.
            -    o urânio    (U) é um Actinídio         é do 7º. período e possui 7               camadas
eletrônicas.
            b)       Elétrons na camada externa
            O número de elétrons periféricos depende do elemento ser ou não elemento
de transição.
            b-l)Os elementos não de transição, ou seja, dos subgrupos 1A, 2A, 3A, 4A, 5A,
6A, 7A e também 1B, 2B possuem na camada externa o número de elétrons igual
ao número deste subgrupo.
            EXEMPLOS:
            -    o selênio     (Se)    e do subgrupo 6A;              logo, possui        6   elétrons na
camada periférica.
            -    o gálio    (Ga)    I do     subgrupo 3A;        na sua camada externa possui 3
elétrons.
            - o ouro (Au) é do subgrupo 1B; logo, tem 1 elétron periférico.
            b-2) Os elementos de transição, ou seja, dos subgrupos 3B, 4B, 5B, 6B,                    7B
e 8B possuem na camada externa 1 ou 2 elétrons.
            EXEMPLOS:
            - o manganês (Mn) édo subgrupo 7B e tem 2 elétrons periféricos.
            -    o háfnio    (Hf)     e do   subgrupo       4B    e    tem     2    elétrons na camada
externa.
            -    o molibdênio         (Mo)    é do    subgrupo         6B     e     tem   1   elétron na
camada externa.
            Em particular, os Lantanídios e os Actinídios possuem na camada externa 2
elétrons. Os elementos dessas famílias apresentam propriedades físicas e químicas
muito semelhantes. São denominados elementos de transição interna.
            c)       Estudo das camadas internas a partir do 4º. período
            A partir do 4º. período aparecem os elementos de transição.
            Seja n o número de camadas de um átomo. Evidentemente pertencem ao
nésimo período. Por exemplo, o tungstênio (W) possui a configuração 2-8-18-32-12-2;
possui 6 camadas e pertence ao 6º. período
            Assim podemos concluir que, sendo n a ordem do período, teremos:
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            camada externa     ----------      número quântico principal      n
            penúltima camada ---------         número quântico         «      (n - 1)
            ante-penúltima camada----          número quântico         »      (n - 2)
            No exemplo do tungstênio:
            elétrons na camada     n      -------   2
            elétrons na camada (n - 1)-----         12
            elétrons na camada (n- 2) -----         32
            Em outras palavras: um subnível (n - 1)d quer dizer: subnível d da penúltima
camada; (n - 2)f significa subnível f da ante-penúltima camada.
            Os elementos não de transição apresentam nas camadas internas todos
subníveis completos. Se uma camada interna possui apenas o subnível s (camada K)
então terá 2 elétrons nessa camada, ou seja, a configuração s2; se a camada possui
subnível s e p, então terá configuração s2, p6, e assim sucessivamente. Isto quer dizer
que um elemento não de transição possui nas camadas internas 2, 8, 18 ou                 32
elétrons.
            Reconhece-se um elemento de transição porque, neste, uma das camadas
(penúltima ou ante-penúltima) possui subnível incompleto.
            Exemplos:
            A      2-8-18-18-7 ........      elemento não de transição
            B      2-8-18-14-1 ........      elemento de transição
            Os elementos de transição podem ser classificados em:
            - transição simples    e
            - transição interna
            Os elementos de transição simples caracterizam-se por apresentarem
subnível (n - l)d incompleto.
            No exemplo anterior, o átomo B é elemento de transição simples, pois
apresenta na penúltima camada a configuração s2,p6,d6. 0 subnível                 d     está
incompleto, pois comporta um máximo de 10 elétrons.
            Apresentar subnível d incompleto significa ter nessa camada x elétrons de
modo que 8<x<18. De fato, o preenchimento dos subníveis de uma camada é feito
na ordem s,p,d e f.
            Quando se começa preencher d, já temos s2,p6, ou seja, mais de 8 elétrons e
com 18 elétrons ter-se-á lotado o subnível d.
            Num raciocínio análogo, é de se esperar que ter subnível f incormpleto
significa ter x elétrons na camada de modo que 18<x<32.
            Os elementos que apresentam subnível (n - 2)f incompleto_(subnível f da
ante-penúltima camada) são os elementos de transição interna.
            Exemplos:
            A {   2-8-18-32-10-2               transição simples
            B {   2-8-18-24-8-2                transição interna
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        Os elementos de transição interna são os Lantanídios e os Actínídios, ambos
do subgrupo 3B e respectivamente dos 6º. e7o. períodos.
        Nos Lantanídios, o subnível incompleto é o 4f; e nos Actinídios, é o 5f. Para
ambos, vê-se que os subníveis incompletos correspondem ao (n - 2)f.


        EXEMPLOS:


        Seja o Térbio (Tb) de configuração 2-8-18-27-8-2        (n = 6)
        Na ante-penúltima camada temos a configuração
               4s2, 4p6, 4d10, 4f9
        0 subnível 4f está incompleto, pois comporta um máximo de 14 elétrons.




        Graficamente:




        Examinando-se a configuração eletrônica, imediatamente pode-se concluir se
o elemento é ou não de transição. Podemos ainda "enxergar" se o elemento não de
transição está à direita ou á esquerda da faixa de transição.
        A faixa de transição corresponde aos elementos dos grupos 3B, 4B,
5B, 6B, 7B e 8B.
        A partir do 4º. Período temos para os elementos não de transição:
        - à esquerda da faixa de transição      { possuem 8 elétrons na
                    (IA e 2A)                    { penúltima camada


        - à direita da faixa de transição        {possuem 18 elétrons na
         (3A,4A,5A,6A,7A,zero, 1B, 2B)           { penúltima camada


        EXEMPLOS:




        Podemos     esquematizar um estudo      eletrônico   característico   para os
elementos da tabela periódica.
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                                          Classificação periódica dos elementos -5




       Reprisemos os seguintes fatos:


       a) Os elementos dos subgrupos 1A e 1B possuem na última camada o
subnível s com 1 elétron. Diferencia-se o subgrupo porque os elementos de 1A
possuem 8 elétrons na penúltima camada enquanto que os elementos           do    1B
possuem 18 elétrons na penúltima camada.

       b)    Os elementos dos subgrupos 2A e 2B possuem na camada externa o
subnível s com 2 elétrons. Diferencia-se o subgrupo de modo análogo       ao    caso
anterior ou seja, pela penúltima camada.
       Nessa camada os elementos do 2A possuem 8 elétrons enquanto que do 2B
possuem 18 elétrons.

       c) Os elementos dos subgrupos 3A, 4A, 5A, 6A, 7A e zero vão completando o
subnível p da última camada.
       d) Os elementos de transição possuem na última camada o subnível s com
1 ou 2 elétrons.

       e)   Os elementos de transição simples possuem o subnível d da penúltima
camada de modo incompleto.

       f)   Os elementos de transição interna possuem o subível f da ante-penúltima
camada de modo incompleto.
ATOMÍSTICA   Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga
ATOMÍSTICA                                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                    classificação periódica dos elementos -5



                                              EXERCÍCIOS


         Fazer   as        associações   com       as         letras,     dadas      as   configurações
eletrônicas:
         (409) 2,     8,     18,   1                    a)        elemento de transição
         (410) 2,     8,       8, 1                     b)        metal alcalino
         (411) 2,     8,     18,   6                    c)        metal do grupo 1B
         (412) 2,     8,     14,   2                    d)        chalcogênio


         Fazer as associações:
         (413) 2,     8,     18,   23,   8,    2             a)     metal de transição simples
         (414) 2,     8,     18,   32, 14,     2             b)     Lantanídio
         (415) 2,     8,     18,   32, 21,    9, 2           c)    Actinídio
         (416) 2,     8,     18,   32, 18,     8, 1 d)              metal alcalino


         Efetuar as associações
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                                    D          PROPRIEDADES

                                                          PERIÓDICAS
                                               E APERIÓDICAS
           Se examinarmos as propriedades físicas e químicas dos elementos, à medida
que seus números atômicos vão crescendo, concluiremos que existem:
           -        PROPRIEDADES PERIÓDICAS: são propriedades que variam
periodicamente e atingem valores máximos e mínimos em colunas bem deter minadas
na Tabela Periódica.
           -     PROPRIEDADES APERIODICAS: são aquelas que vão sempre
aumentando ou sempre diminuindo a medida que crescem os números atômicos.
           Dentre as propriedades aperiódicas podemos citar:
           1) A massa atômica que aumenta juntamente com o número atômico.
           2)   0 calor específico que diminui 5 medida que aumenta o número
atômico.
           3)   A quantidade de raias no espectro de raios-X que cresce com o
número atômico.
           Dentre    as     propriedades   periódicas,    aquelas   que   repetem   valores
sistematicamente e as mais importantes serão estudadas adiante.


           _________________
           1) DENSIDADE
           ________________________
           Por definição:


                            Densidade = massa
                                        volume

           Vamos estudar apenas as variações de densidades dos elementos no
estado sólido, na Tabela Periódica.


           A densidade de um sólido depende:
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                                             classificação periódica dos elementos -5
         a) da massa do átomo
         b) do tamanho do átomo
         c) da maior ou menor compactação no empi1hamento desses átomos.


         Examinando-se os elementos na ordem crescente            de   seus números
atômicos, temos o seguinte gráfico para as densidades.




         Conclusão:
         A densidade dos elementos aumenta das extremidades para o centro e
de cima para baixo.




         Os elementos mais densos situam-se ao centro, na parte inferior da Tabela.
São eles: ósmio e irídio.


         _________________________________

         2) VOLUME ATÔMICO
         ________________________
         Por definição, volume atômico é o volume ocupado por um átomo-
gráma do elemento (6,02 x IO23 átomos) considerado no estado sólido.
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         Equivale a:


                       volume atômico = massa de um átomo-grama
                                        densidade no estado sólido


         Reparem que o volume atômico não_depende da massa do         atômo , pois a
densidade já está relacionada a massa.
         O volume atômico depende:
         a) do tamanho do átomo
         b) da maior ou menor compactação no empilhamento desses átomos.


         O leitor deverá imaginar um "pacote" contendo 1 dúzia de limões e outro
1 dúzia de maçãs.
         No caso de átomos deveremos ter 6,02 x 1023átomos            ao invés de 1
dúzia.
         Examinando-se os volumes atômicos dos elementos         na Tabela Periódica,
temos:




         Conclusão:


         Vê-se   que   os   volumes   atômicos   crescem    do    centro   para   as
extremidades e de cima para baixo.
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                                         classificação periódica dos elementos – 5


        De um modo esquemático, supondo que a área dos círculos abaixo
representados sejam proporcionais aos volumes atômicos teremos:




        _____________________________________

        3)     PONTOS DE FUSÃO
        ______________________________________


        Definição:
        Ponto de fusão é a temperatura na qual o elemento passa do estado
sólido para o estado líquido, sob determinada pressão.
        A pressão normal (1 atmosfera) temos o seguinte gráfico:
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        Conclusão:
        O ponto de fusão aumenta:
        - das extremidades para o centro em cada período.
        - de cima para baixo nas colunas do centro e da direita
        - de baixo para cima nas colunas da esquerda.


        Esquematicamente




                                                                   Os    pontos    de     ebulição
                                                     (temperatura de passagem do liquido
                                                     para      vapor),    à    pressão        normal,
                                                     também         possuem       uma     variação
                                                     semelhante.
                                                                   O elemento que apresenta
                                                     maior ponto de fusão e de ebulição é
o tungstênio. (P.F= 3410°C e P.E =   5.9300C)
        Em temperatura e pressão ambiente (25°C e 1 atmosfera) encontram-se:
        - no estado gasoso:          gases nobres, F2 , Cl2 , 02 , 03 , N2 e             H2
        - no estado líquido:         Br2, Hg    e     Fr
        - no estado sólido:          restantes elementos
        ________________________________________________________

        4) RAIOS:          ATÔMICOS, COVALENTE,
        IÔNICO E DE VAN DER WAALS
        _________________________________________




                                                               É    impossível    determinar        o
                                                    tamanho exato de um átomo isolado.
                                                               Um dos         recursos        para se
                                                    medir o tamanho aparente                  de um
                                                    átomo      é medir, através dos raios-X, a
                                                    distância      internuclear      de       átomos
                                                    ligados.
                                                               Exemplo:
                                                               Sejam       dois    átomos          de
                                                    hidrogênio formando a molécula H2 .
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                                                 classificação periódica dos elementos-5


        Os raios-X medem a distância internuclear "d" entre os dois átomos.
        Embora saibamos que houve uma interpenetração das nuvens eletrônicas,
vamos supor que o raio aparente do átomo de hidrogênio é d/2.
        No exemplo citado a ligação entre os átomos é do tipo covalente.
        Se a ligação entre 2 átomos quaisquer fosse metálica teríamos uma
interpenetração menor da nuvem eletrônica.
        Resolveu-se dar nomes específicos para os raios aparentes conforme o tipo
de ligação.
        Temos, então:


        - Ligação metálica-------------------       raios atômicos
        - Ligação covalente-----------------        raio      covalente
        - Ligação    iônica ------------------      raio      iônico
        - Ligação de Van der Waals ----             raio de Van der Waals


        Para os elementos do subgrupo(A)a variação dos raios aparentes é:


                                                         Num período ---     aumentam
                                                         da direita para a esquerda.
                                                         Numa coluna --     aumentam
                                                         de cima para baixo.
                                                            No esquema foram considerados
                                                 raios atômicos (para ligações metálicas) e
                                                 raios       covalentes     (para      ligações
                                                 covalentes).
                                                            Considerando-se os raios iônicos
temos em relação aos raios atômico e covalente:
        a) Para metais:
        o raio iônico é menor que o raio atômico, pois o metal perde elétron
transformando-se em cátion.
        b) Para não metais:
        o raio iônico é maior que o raio covalente, pois o átomo ganha elétron para se
transformar em ânion.


        Como exemplo ilustrativo citemos os metais alcalinos e os halogênios.
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         Falemos agora no raio de Van der Waals.
         É a semi-distância entre 2 átomos que apresenta    a ligação de Van der
Waals.
         Exemplifiquemos o cloro sólido.




         Na realidade, uma molécula "encosta-se" à outra no estado sólido. Podemos
esquematizar as moléculas desenhando átomos com raios aparentes.
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                                            classificação periódica dos elementos-5


        Então, tem-se a impressão de que uma molécula está distanciada da outra. A
metade da distância entre os átomos de cloro que "se encostam" e pertencem a
moléculas diferentes é denominada raio de Van der Waals.
        Como se vê, o raio de Van der Waals é sempre maior que o raio covalente.
Quanto maior o raio covalente, maior será o raio de Van der Waals.
        Evidentemente podemos falar no raio de Van der Waals para elementos
nobres no estado sólido.
        Vejamos alguns exemplos de raios de Van der Waals.



                 SUBSTÂNCIA   RAIO DE VAN DER WAALS (Å)
                   Ne                  1 ,60
                  Xe                    2,17
                  F2                    1 ,35
                  O2                    1 ,40
                  Cl2                   1 ,80


        Resumindo:
        a) Para ligações entre metais
        Nestes casos só aparecem ligações metálicas e falaremos que a metade da
distância internuclear é o raio atômico.
        b) Para ligações entre metal e não metal
        Nestes casos temos ligações iônicas e teremos raios iônicos. Evidentemente,
existem métodos para se terminar o raio do cátion e o raio do ânion que somados dá a
distância internuclear entre os íons.
        c) Para ligações entre não metal - não metal
        Agora a ligação é covalente e teremos o raio covalente. Simultaneamente
pode-se falar em raio de Van der Waals para as ligações molécula-molécula.
        d) Para elementos nobres no estado sólido
        Nestes casos só poderemos falar em ligação de Van der Waals.


        Obs. :
        Atualmente, com a descoberta de compostos             contendo    elementos
nobres, pode-se falar em raio covalente para os elementos nobres.


                                     ══════════════
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




                                            E             POTENCIAL

                                             DE IONIZAÇÃO

        __________________________________________________________

        1) DEFINIÇÃO DE ELÉTRON-VOLT (eV)
        __________________________________________________________


                                                          Sejam 2 pontos de espaço
                                               onde a diferença de potencial é de 1
                                               volt. Vamos supor que um elétron
                                               encontra-se no ponto de potencial
                                               menor. Para transportá-lo ao ponto de
                                               maior potencial é necessário fornecer
                                               ao elétron a energia de 1 elétron volt
                                               (1 eV) .




        ____________________________________________________________________________
        Elétron-volt (eV) é a energia necessária para levar o elétron de um
ponto a outro onde a diferença de potencial é 1 volt.
        ____________________________________________________________________________




        Relacionemos eV e joule.
        Sabemos que 1 joule = 1 coulomb x 1 volt
        Dimensionalmente: [energia] = [carga] x [tensão]
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                                                  classificação periódica dos elementos-5
        Para a energia de 1 eV a carga é de 1 elétron (1,6 x 10-19) e a tensão será de 1
volt.
        Então:
        1 eV = (1,6 x 10-19)x (1) = 1,6 x 10-19    coul. X volt
                    coul.    volt                      joule
        Teremos, então.
                 1 eV = 1,6 x 10-19 joules


        ou, ainda, em calorias, usando as relações da termodinâmica:
                 1 eV = 3,84 x 10-20 cal

        _______________________________________________
        2) DEFINIÇÃO DE POTENCIAL DE IONIZAÇÃO
        __________________________________________________________________


        Chama-se primeiro potencial de ionização a energia necessária pura arrancar
um elétron da camada mais externa de um átomo isolado no estado gasoso.
        (A grandeza é geralmente expressa em eV).


        Exemplos:
        Para o Lítio o primeiro potencial de ionização é 5,4 eV. Isto significa que, para
tirar o elétron da última camada do Lítio (2s), é necessária a energia de 5,4 eV.


        Definem-se também segundo, terceiro, quarto, etc. potenciais de ionização
que se referem respectivamente a extrações do segundo, terceiro, quarto, ... elétrons
de um átomo.
        Na prática verifica-se que à medida que vão sendo arrancados mais elétrons,
maior dificuldade aparecerá para arrancar novos elétrons em virtude da diminuição do
tamanho dos átomos e da aproximação dos elétrons aos seus núcleos.


        Exemplos:
        1) Para o cálcio de Z = 20.
                 1º. elétron ------     6 eV
                 3º. elétron -------    20 eV
                 9º. elétron ------    43 eV
                 11º. elétron ------   320 eV
                         †
                 20º. Elétron ------ 3600eV
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          2) Para o Lítio de Z = 3
          1º. elétron------   5 eV
          3º. elétron----— 65 eV
          ___________________________________________________________________

          3) VARIAÇÃO DOS POTENCIAIS DE IONIZAÇÃO
          ________________________________________________
          Neste curso haverá interesse de estudarmos apenas o primeiro potencial de
ionização.
          Chamaremos o primeiro potencial de ionização simplesmente de potencial de
ionização. Para se extrairem elétrons, a energia necessária será tanto maior quanto
mais próximo do núcleo estiver o elétron. Assim, o potencial de ionização será tanto
menor quanto maior for o número de camadas do átomo.
          Por outro lado, para átomos com mesmo número de camadas eletrônicas
potencial de ionização será tanto maior quanto maior o número de elétrons na camada
mais externa, pois estes apresentam maior capacidade de atrair elétrons.
          Logo, entre os halogênios: F, Cl, Br, I e At, todos com 7 elétrons na camada
mais externa, o flúor com apenas 2 camadas apresenta o maior potencial de ionização.
          Entre Li, Be, B, C, N, 0, F, todos com apenas 2 camadas eletrônicas, o flúor
apresenta maior potencial de ionização porque tem 7 elétrons na última camada.
          Já percebemos que os potenciais de ionização apresentam variações
concordantes com a eletronegatividade.
          Devemos lembrar que se pode falar em potencial de ionização para os gases
nobres.
          _ Como os gases nobres já são estáveis, é difícil arrancar os elétrons desses
átomos. Desta forma, os gases nobres apresentam os maiores potenciais de ionização
dentro de cada período. O elemento de maior potencial de ionização é o Hélio.
          - Na tabela, temos valores decrescentes de cima para baixo porque os átomos
aumentam de tamanho.
          Num período, os potenciais de ionização diminuem da direita para a esquerda
já que diminui o número de elétrons da camada periférica.




          Eis uma parte da tabela onde temos os potenciais de ionização expressos em
eV.
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                                            classificação periódica dos elementos-5
        Num gráfico cartesiano, colocando-se nas abcissas o número atômico e nas
ordenadas os potenciais de ionização teremos o seguinte aspecto:




        Obs.:
        O potencial de ionização foi expresso em Kcal/mol.   Se você quer calcular o
valor em eV basta lembrar:
        1 eV = 3,84 x 10‾23 Kcal
        1 mol = 6,02 x 10   23   átomos


                                     ══════════════════
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         F          ELETRONEGATIVIDADE


         ____________
         DEFINIÇÃO
         ____________


         Eletronegatividade é a "força" com a qual um átomo atrai um elétron para si,
no instante da formação de uma ligação química com outro átomo..
         Seja a reação:

         Ao +    • B -----
         No composto AB podemos imaginar duas hipóteses:
         - "A" e B atraem igualmente os elétrons; então, o par eletrônico ficará a meia

distância entre A e B             e diremos que A e B tem a mesma eletronegatividade.

         Aqui a ligação é covalente pura.


         - "A" atrai os elétrons mais que B; então o par eletrônico fi cará "mais perto"
de A |A ° B| e diremos que A é mais eletronegativo que B (ou B mais eletropositivo que
A). Neste caso, a ligação será covalente polarizada, podendo ir até o caso extremo de
ligação iônica, quando um dos átomos ficar "dono" exclusivo dos elétrons.
         Esta é a noção elementar de eletronegatividade.
         Para uma noção mais detalhada de eletronegatividade é preciso acrescentar

as grandezas denominadas potencial de ionização (Pj_) e afinidade eletrônica (Af).

         Vimos no item anterior o que é potencial de ionização e que a unidade mais
utilizada é o eV (eletronvolt).
         Vamos definir a afinidade eletrônica:
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         Seja o átomo de flúor isolado no estado gasoso; ele aceita um elétron e a
energia libertada nessa associação é chamada "Afinidade eletrônica".




         Logo:
         ____________________________________________________________________________
         Afinidade eletrônica e a energia libertada quando adicionamos 1
elétron ao átomo isolado, no estado gasoso.
         _____________________________________________________________________
         Muitas vezes, para adicionarmos um elétron ao átomo ocorre uma absorção
de energia; neste caso, teremos valores de Af negativos.


         EXEMPLOS:




         Então, nos casos do oxigênio e enxofre, a adição de elétrons é acompanhada
de absorção de energia.
         Evidentemente, a afinidade eletrônica do F°é igual ao potencial <le ionização
do F‾.
         Porém, reparem que o potencial de ionização do F° é outro valor:
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        Agora que já sabemos o que é potencial de ionização (Pi) e afinidade eletrônica
(Af) poderemos definir a eletronegatividade segundo o critério de Millikan:


        Sejam os átomos A e B de diferentes elementos. Vamos supor que eles
tivessem a mesma eletronegatividade e teríamos o par eletrônico da ligação A - B
perfeitamente em equilíbrio central A : B. Agora vamos separar estes átomos e vamos
supor que o par eletrônico da ligação fique somente em A ou somente em B.
        Duas coisas podem acontecer:
        ou formam ions A+ e B‾ ou,então,íons A- e B+, se os elétrons inicialmente não
pendem para nenhum deles, podemos dizer que temos inicialmente A° e B°.


        Você percebe que:




        O sinal menos antes de Af é porque se trata de energia necessária e não
libertada como é na definição de Af.
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                                                    classificação periódica dos elementos -5




           A energia total (∆E) utilizada na dissociação da molécula A-B será:
           1º. modo:        ∆E = Pi(B) + [-Af(A)]
           2º. modo:        ∆E = Pi(A) + [-Af(B)]


           No entanto, essas energias devem ser iguais desde que eles possuam a
mesma eletronegatividade.
           Então:
           Pi (B) - Af(A) = Pi-(A) - Af(B)
           [Pi(B) + Af(B)]=[Pi(A) + Af(A)]


           Por definição chamamos de:




           X   B   e XA serão eletronegatividades de B e A.
           O quociente 5,6 foi utilizado por Millikan para que os valores de X
coincidissem com os valores de eletronegatividade na escala de Pauling (a ser dada
depois).
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        Então:
        se XA = XB            A e B tem mesma eletronegatividade
        se XB > XA            B é mais eletronegativo que A
        se XB < XA            B é mais eletropositivo que A




                                        EXERCÍCIO


        421- Sabendo-se que o potencial de ionização do cloro é 13,0 eV e a afinidade
eletrônica e 4,0 eV, determine a eletronegatividade do cloro .


        Assim foram determinadas as eletronegatividades de diversos elementos.
Porém, o processo foi muito limitado porque a afinidade eletrônica é conhecida apenas
para alguns elementos. O cálculo de Af é bastante complicado na prática e não será
discutido aqui.


        Outro processo foi proposto por Pauling baseado em energia de ligação.
        Que é energia de ligação?
         Seja a molécula H2; vamos dissociá-la em 2 átomos H. Para isso, precisamos
de uma energia para romper a ligação H-H que é denominada energia de ligação E    H-H.




        No caso, EH-H = 104 Kcal/mol quer dizer: "é necessário       104   kilocalorias
para romper 6 x IO23 ligações H-H",
        A energia de ligação do Cl2 é Eci-ci = 58 Kcal/mol.
         Nas moléculas H-H e Cl-Cl o par eletrônico está realmente em equilíbrio
central (covalência pura) em cada uma delas.
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                                                   classificação periódica dos elementos-5
            Vamos supor que o H e o Cl tivessem a mesma eletronegatividade. Isto
significa que para formar a molécula de HCl bastaria associar HO e Cl0 e não haveria
variação de energia nessa associação.
            Então, para romper a ligação H-Cl seria necessário:




            Na prática constata-se que a energia de ligação do H-Cl é 103 Kcal/mol.
            Pauling admitiu que essa diferença fosse causada pela redistribuição de
elétrons quando o H ligasse ao Cl.
            Sugeriu que haveria um ∆H-CI de energia, ou seja, uma energia extra devida
à diferença de eletronegatividade entre o H e Cl que causou a nova redistribuição de
elétrons.
            Então, a fórmula real para calcular a energia de ligação real do H-Cl seria:




            ou genericamente:




            Chamando de XA e XB as eletronegatividades de A e B,respectivamente,
Pauling sugeriu que:




            O número 23 foi tomado arbitrariamente para que resultasse valores de X e
X mais expressivos (menos complicados)
            Assim encontramos as eletronegatividades:
            F = 4,0, 0 = 3,5, Cl = 3,0, B = 2,8,    H = 2,1, etc.
                                Eis a tabela de eletronegatividade:
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                                      EXERCÍCIO

        (422) - Utilizando a tabela, calcular a energia de ligação do H-F sabendo-se
que:
        EF-F = 37 Kcal/mol
        EH-H = 104 Kcal/mol
        Estudando a variação das eletronegatividades na tabela temos:




        Num grupo: aumenta de baixo para cima.
        Num período: aumenta da esquerda para a direita.
        O flúor é o elemento de maior eletronegatividade. A propriedade oposta é
chamada eletropositividade e sua variação é exatamente inversa.
        De modo geral pode-se dizer que um elemento é MAIS ELETRONEGATIVO :


        a) Quanto mais elétrons periféricos tiver (mais próximo de 8)


        b) Quanto menor for o tamanho do átomo
        Examinando a tabela periódica, podemos classificar os elementos em
METAIS, NÃO METAIS e SEMI-METAIS conforme as suas eletronegatividades.
        Os semi-metais são B, Si, Ge, As, Sb, Te e Po com eletronegatividade
aproximadamente ,2,0.
        Os elementos situados à direita dos semi-metais possuem eletronegatividade
acima de 2,0 e são denominados NÃO METAIS.
        Aqueles situados à esquerda dos semi-metais possuem eletronegatividade
menor que 2,0 e são denominados METAIS.
        Quando um metal combina-se com um não metal temos uma ligação iônica.
De modo geral, esse tipo de ligação aparece quando a diferença entre as
eletronegatividades dos elementos é ∆>1,7.
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                                                classificação periódica dos elementos - 5
          Por exemplo
          o NaCl apresenta ∆ = 3,0 - 0,9 ,= 2,1
          Entre não metais a ligação é do tipo covalente e de modo geral A < 1,7.
          Como exemplo temos: H-Cl; SC12 ; etc.


                 HC1-    ∆ = 3,0 - 2,1 = 0,9
                 SC12    ∆ = 3,0 - 2,5 = 0,5


          Na verdade, não há uma distinção nítida entre uma ligação iônica          e uma
ligação covalente. Os compostos apresentam caráter iônico ou covalente               mais
acentuados.
          O NaCl tem caráter iônico muito mais acentuado que o caráter covalente.
Assim, quanto maior a diferença ∆ de eletronegatividade mais se acentua o caráter
iônico.
          Portanto, a ligação covalente pura é somente quando temos ∆ =0, ou seja,
como em H2 , Cl2 , Br2 , etc.
          Para ligações com átomos diferentes podemos até dizer se um com ponto tem
caráter mais iônico que o outro.
          Por exemplo:
          o KC.l tem caráter mais iônico que o MgCl2 porque:


                 KC1      ∆ =3,0 - 0,8 =2,2
                 MgCl2    ∆ = 3,0 - 1,2 = 1,8


          Examinando as ligações iônica, covalente e metálica podemos esquematizar
um triângulo onde se indica também o caráter intermediário das ligações para HF,
Ag2F e Cu3Sn
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        De modo geral:
        a) Ligação iônica        -       entre metal e não metal
        b) Ligação covalente     -        entre não metais (podendo incluir os semi -
                                          metais)
        c) Ligação metálica      -        entre metais


                                     ═══════════════




                                     G     PROPRIEDADES

                                                            QUÍMICAS

        Os    elementos       da mesma   coluna     apresentam propriedades químicas
semelhantes    de acordo com a construção da Tabela Periódica".


        ___________________________________________

        1) NATUREZA DAS LIGAÇÕES
        ____________________________________________


        Poderemos observar na Tabela os metais, semi-metais e os não metais em
áreas bem nítidas.
ATOMÍSTICA                                        Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                              classificação periódica dos elementos-5
         Observação:
         O hidrogênio deve ser colocado no grupo dos não metais.
         a) Quando encontramos esses elementos sob forma de substâncias simples
temos:
         metais      ------   átomos unidos por ligação metálica
         não metais ------    átomos unidos por ligação covalente constituindo
                                 moléculas


         b)   Quando um metal combina-se com não metal forma-se geralmente um
composto de ligação iônica (diferença de eletronegatividade maior que 1,7).
         Exemplos:
         NaCl, KF, CaCl2 , etc.


         Para os elementos do subgrupo A,temos a seguinte proporção de combinações
nos compostos iônicos.




         Exemplos:
         I) Fluoreto de cálcio
         II) Sulfeto de estanho
         III) Oxido de alumínio


         Observação:
         Às vezes, um metal pode combinar-se com um não-metal dando compostos
covalentes, mas são raríssimas exceções.
         Exemplos:
         BeH2 , Al2Cl6 , etc. cujas estruturas se explicam pela hibridização de orbitais.


         c)   Quando dois não-metais se combinam ou,ainda, ocorre ligação entre não-
metal e semi-metal a ligação será sempre covalente.
         Exemplos:
         C1F, F20 , HF, N205 , AsH3 , etc.
         Nestes casos as proporções dependem dos tipos de ligação.


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ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


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        2) HIDRETOS
        _____________________


        São compostos do tipo EHX onde x corresponde em valor absoluto à valência
de E. De modo geral, são hidretos iônicos os metálicos e são hidretos moleculares
aqueles de não-metais e semi-metais.




        Exemplos:
        Hidreto de sódio Na+H       Hidreto de arsênio AsH3
        Hidreto de cálcio Ca ++ H2‾ Hidreto de enxofre H2 S


        Observações:
        a)   É de costume escrever o H em primeiro lugar para os hidretos de
halogênios e chalcogênios. Para os demais hidretos o H é escrito depois. Exemplos:
H2Se,HF, CH4,, NH3 , etc.
        b) Alguns hidretos fogem a regra geral de serem moleculares ou iônicos mas
são casos de mínima importância.
        BeH2 - hidreto molecular
        B2H6 - hidreto molecular ao invés de (BH3)


                                       ══════════════
        _______________

        3) ÓXIDOS
        ________________
        São compostos do tipo E2 Ox, podendo simplificar-se por EOy (y=x/2) .
        x é a valência de E.
        Os óxidos podem ser classificados em moleculares e iônicos.
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                                               classificação periódica dos elementos-5




    O valor de x ,para os óxidos máximos do subgrupo A, é o número do grupo.
    Assim:
    Na   ------------     grupo   I
    Ca   ------------     grupo   II
    Al   ------------     grupo   III
    C    ------------     grupo   IV
    N    ------------     grupo   V
    S    ------------     grupo   VI
    Cl   ------------     grupo   VII           formam os seguintes óxidos máximos




             Na2O ------------        iônico
             CaO ------------         iônico
             A12O3 ------------       iônico
             C02   ------------       molecular
             N2O5 ------------        molecular
             S03   ------------       molecular
             C1207------------    molecular




                                       ═════════════
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                            EXERCÍCIOS E TESTES


        (423) A tabela apresenta números de períodos e grupos, respectivamente:
        a) 9 e 8                       d) depende da fileira
        b) 7 e 18                      e) nenhuma das respostas
        c) 7 e 9


         (424) Elementos do mesmo período apresentam mesmo número de:
        a) elétrons                    d) massas iguais
        b) camadas eletrônicas         e) nenhuma das anteriores
        c) elétrons na última camada


         (425) Elementos do mesmo subgrupo A apresentam mesmo número de:


        a) elétrons                    d) elétrons na última camada
        b) cargas                      e) nenhuma das respostas anteriores
        c) massas


        As questões 426 a 435 referem-se ã seguinte tabela esquemática. As letras
foram escolhidas arbitrariamente para representar os elementos químicos:




        (426) Dentre os elementos presentes, pode-se afirmar      que apresentam 2
elétrons na camada mais externa somente pela posição na tabela:
        a) A, B e K        c) B, C, D, H     e) B, L, M, N
        b) B, C, D, E     d) J, A, K
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                                              classificação periódica dos elementos - 5
         (427) Estão em ordem crescente de volumes atômicos:
         a) B, C, D                    d) X, V, J
         b) B, E, X, F                 e) D, E, X
         c) X, F, Q


         (428) Estão em ordem decrescente de eletronegatividade:
         a) A, B, C, D, J           d) G, E, D, C, B, K
         b) H, X, F, G              e) nenhuma das respostas
         c) J, P, X


         (429) Dentre os elementos presentes o mais denso é:
         a) D                                 d) X
         b) K                                 e) J
         c) M


         (430) Dentre os elementos presentes aquele de maior potencial de ionização
é:
         a) K                                 d) J
         b) H                                 e) M
         c) D


         (431) Combinando o elemento C e H forma-se um composto de ligação:
         a) eletrovalente              d) Van der Waals
         b) covalente                  e) não forma tal composto
         c) metálica


         (432) Um hidreto do elemento B tem fórmula e ligação, respectivamente:
         a) HB e covalente            d) BH2 e covalente
         b) BH2 e eletrovalente        e) nenhuma das respostas anteriores
         c) BH6 e eletrovalente


         (433) Um hidreto do elemento G reage com a seguinte substância:
         a)   KOH                              d) H20
         b)   CaCO3                            e)    todas as anteriores
         c) Na2O


         (434) Os óxidos máximos dos elementos B e G são, respectivamente:
         a) BO e G2O         c) B2O e G2O 7     e) BO e G2O7
         b) BO e GO2         d) BO2 e GO 2
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         (435) São elementos radiativos naturais:
        a)   L e C                           d) M, K e X
        b) L e M                            e) nenhuma das anteriores
        c) D e J


        "A seguir apresentamos algumas questões propostas em vestibulares.
        Nos exames do CESCEM, sempre, uma tabela periódica completa acompanhou
o caderno de questões".


        (436)      Elementos de transição são aqueles em que os elétrons de
diferenciação se colocam:
        a) somente em orbitais s                 d) em orbitais s, p ou d
        b) somente em orbitais p                e) somente em orbitais d
        c) em orbitais s ou p
                                                                      (CESCEM-67)


        (437) Os potenciais de ionização dos elementos alcalinos:
        a) decrescem regularmente com número atômico crescente
        b) crescem regularmente com número atômico crescente
        c) são todos iguais
        d) crescem até o potássio e decrescem, em seguida, até o césio
        e) decrescem até o potássio e crescem, em seguida, até o césio
                                                                      (CESCEM-67)


        (438)    As eletronegatividades do oxigênio e do bário (escala de Pauling)
são,respectivamente 3,5 e 0,9. O óxido de bário deverá ser provavelmente um:
        a) sólido de alto ponto de fusão            d) líquido colorido
        b) sólido de baixo ponto de fusão            e) gás
        c) líquido incolor
                                                                      (CESCEM-67)


        (439)   0 raio atômico do césio é menor do que o do sódio PORQUE o césio e o
sódio estão situados na mesma família da tabela periódica.
                                                                      (CESCEM-67)


        As questões 440 a 442 são baseadas na seguinte informação a respeito de
quatro íons isolados:
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                                              classificação periódica dos elementos - 5


        ÍON           No. ATÔMICO               MASSA     ATÔMICA

        F‾                   9                   19,0 unidades de massa atômica

        Na+             11                       2 3, 0 unidades de ma s s a atômica

        Mg++            12                       2 4, 2 unidades de ma s s a atômica
        Al3+           13                 2 7, 0 unidades de m as s a atômica


        (440) Qual das afirmações seguintes é verdadeira para os quatro íons?
        a) O número de nêutrons por núcleo é o mesmo nos quatro casos.
        b) A massa atômica é a mesma nos quatro casos.
        c) São todos membros do mesmo período do sistema periódico.
        d) São todos membros da mesma família do sistema periódico.
        e) São todos isoeletrônicos.


        (441) Qual dos íons terá o maior raio?
        a) Al3    +


        b) Mg     +


        c) Na+                      e) Todos os quatro íons tem o mesmo raio.
        d)   F‾


        (442) A sua resposta correta para a questão anterior (441) foi baseada na
idéia de que:
        a) O íon com a maior carga nuclear terá o raio maior
        b) O raio iônico aumenta à medida que o número atômico aumenta.
        c) Somente no caso do F‾ o número de elétrons excede a carga
        nuclear.
        d) Como todos os quatro íons são isoeletrônicos, devem ter o mesmo raio.
        e) 0 íon que possui o maior número de orbitais é o maior.
                                                                           (CESCEM-67)
        As questões 443 a 447 referem-se às seguintes configurações eletrônicas das
camadas mais externas de cinco elementos diferentes:
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        (443) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, poderia ou poderiam
ser certamente gasosos à temperatura ambiente.
        a) A e C                d) C e E
        b) A e D                e) nenhum deles
        c) C


        (444) Qual dos elementos abaixo, na forma sólida, seria o melhor condutor
de eletricidade:
        a) A                 d) D
        b) B                 e) E
        c) C


        (445) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, deveria ou deveriam
reagir com o elemento D para formar provavelmente um composto salino:
        a) A                   d) B e C
        b) A e E                    e) nenhum deles
        c) A e B


        (446) Qual elemento teria o maior ponto de ebulição?
        a) A                d) D
        b) B                 e) E
        c) C


        (447) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, poderia ou poderiam
formar um fluoreto de formula XF, no qual X representa        um   dos    seguintes
elementos?
        a) A              d) B e E
        b) B e D          e) nenhum deles
        c) B e C
                                                                      (CESCEM-67)


        (448) Os pontos de fusão e de ebulição dos halogênios aumentam
regularmente com o número atômico crescente PORQUE as moléculas dos halogênios
são diatômicas.

                                                                      (CESCEM-68)
        (449) 0 elemento germânio foi descoberto:
        a) Antes do elemento silício          d) Por Gay-Lussac
        b) Depois do elemento silício         e) Por Mendelejeff
        c) Simultaneamente com o elemento silício          (CESCEM-69)
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                                             classificação periódica dos elementos -5


         (450) Qual dos elementos abaixo provavelmente possui        o menor ponto de
fusão?
         a) Na                           d) Sr
         b) K                            e) Rb
         c) Cs


         (451) Na classificação periódica atual, os elementos químicos são colocados
em ordem crescente de:
         a) Pesos atômicos               d) Volumes atômicos
         b) Massas atômicas
         c) Números atômicos
                                                                     FM Santa Casa-66


         (452) A fórmula do hidreto de um elemento E pertencente ao 2º. grupo da
tabela periódica é:
         a) EH                           d) EH6
         b) E2H
         c) EH2
                                                                     FM Santa Casa-66


         (453) 0 halogênio de ponto de fusão mais elevado e:
         a) O flúor                   d) O iôdo
         b) O cloro
         c) O bromo
                                                                     FM Santa Casa-66


         (454) Num mesmo grupo da tabela periódica, o caráter eletronegativo cresce:
         a) De cima para baixo                   d) Das extremidades para o centro
         b) De baixo para cima
         c) Do centro para as extremidades
                                                                     FM Santa Casa-66


         (455) Num mesmo período da tabela periódica, o caráter eletronegativo cresce:
         a) Da direita para a esquerda             c) Do centro para as extremidades
         b) Da esquerda para a direita             d) Das extremidades para o centro
                                                                     FM Santa Casa-66
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          (456)   Qual dos seguintes fatores não está ligado à eletronegatividade dos
átomos?
          a) No. de neutrons no núcleo
          b) No. de elétrons na cerne da eletrosfera
          c) No. de elétrons no último nível energético
          d) No. de prótons no núcleo
          e) Distância entre os elétrons do último nível energético e o núcleo
                                                                       FM Santa Casa-68


          (457) Átomos que ocupam a penúltima posição de seu período na tabela
periódica (da esquerda para a direita) terão tendência para:
          a) Dar ou receber um elétron da acordo com as condições experimentais
          b) Doar 2 elétrons tornando-se cátion bivalente
          c) Doar 1 elétron tornando-se cátion monovalente
          d) Receber 1 elétron tornando-se anion monovalente
          e) Receber 2 elétrons tornando-se anion bivalente
                                                                       FM Santa Casa-68


          (458) Átomos que perdem um elétron para atingir, em seu último nível
energético, a estrutura de gás nobre, se transformam em...... e se localizam no grupo
......na tabela periódica dos elementos.
          a) Cátions; II-A                    d) Prótons; I-A
          b) Ânions; I-B                      e) cátions; II-B
          c) Cátions; I-A
                                                                     FM Santa Casa-68


          (459) Cobre, prata e ouro ocupam, respectivamente, posições nos períodos 4,
5 e 6 e pertencem ao grupo B da Tabela Periódica dos Elementos. 0 cobre tem no.
atômico igual a 29. Quantos níveis energéticos e quantos elétrons no último nível seus
ato nos possuem, respectivamente?
          a) 4, 5 e 6: 1, 1 e 1 elétron no último nível energético
          b) 4, 4 e 4: 2, 3 e 4 elétrons no último nível energético
          c) 5, 5 e 5: 4, 5 e 6 elétrons no último nível energético
          d) 6, 6 e 6: 2, 2 e 2 elétrons no último nível energético
          e) 4, 5 e 6: 2, 2 e 3 elétrons no último nível energético


                                                                       FM Santa Casa-68
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                                               classificação periódica dos elementos – 5


          (460) O potássio (no. atômico 19, peso atômico 39) tem volume atômico mais
de 7 vezes superior ao do níquel (no. atômico 28, peso atômico 59). Esse fato se deve
a:
          a) Os elétrons no átomo de níquel se agrupam em orbitais interiores
          b) O número de orbitais no níquel e menor que no potássio
          c) O volume atômico depende da densidade
          d) A força nuclear dada pelos prótons é operativa o que diminui o tamanho
do átomo de níquel
          e) Qualquer das respostas é verdadeira
                                                                         MED-SANTA CASA-69


          (461) Qual dos átomos abaixo requer o menor fornecimento de energia para
que perca um elétron?
          a) Cs                               d) F
          b) Ba                               e) Br
          c) Ne
                                                                                        ITA-64


          (462) Qual dos compostos abaixo tem uma fórmula que não corresponde bem
à posição dos elementos constituintes na classificação periódica?
          a)   K2S                            d) AsH3
          b)   CaBr2                          e)      SICI4
          c)   Mg2P3
                                                                                        ITA-64


          (463)      Qual   dos   compostos     abaixo        é melhor   exemplo   de   sólido
iônico.
          a)   CaCl2                               d)    SICI4
          b)   BF3                                 e) SnCl4
          c)   CCl4
                                                                                        ITA-64


          (464) Qual das partículas abaixo tem o maior diâmetro?
          a)   F‾                                    d) Mg++
          b)   Ne°                                   e) Al+++
          c)   Na+
                                                                                        ITA-65
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         (465) A retirada de um segundo elétron de um átomo ionizado requer
mais energia porque:

         a) O núcleo p a ss a a atrair mais os elétrons restantes

         b) O núcleo do átomo ionizado p as s a a ter diâmetro menor

         c) Esse elétron esta sempre colocado                  em nível quântico mais interno

         d) O átomo ionizado pa s sa a t er diâmetro maior

         e) Todas as r es p ost a s         estão c er t a s

                                                                                          (ITA-66)


         (466) Analisando a tabela da classificação periódica dos elementos,
da e sq u er d a para a direita e de cima para baixo, verificar-se-á que:
         a) O raio atômico cr es c e num mesmo período

         b) A eletronegatividade cresce num mesmo período

         c) O raio atômico decresce numa mesma família

         d) A eletronegatividade cr es c e numa mesma família

         e) O numero de oxidação permanece constante num mesmo período

                                                                                          (ITA-66)


         (467) As let r as a, b, c, d, e                estão,respectivamente , relacionadas
com os números:

         a)      alcalinos             (1) Na, K, Cs

         b)      al ca lin o terrosos (2) F,       Br,         I

         c)      halogênios            (3) Mg, Ba, Ra

         d)      t er r a s raras           (4) Fe, Co,        Ni

         e)      transição             (5) Ce, Er, Tm

         Teremos:

         a) 1, 2, 3, 4, 5           d) 3, 1, 2, 4, 5

         b) 1, 3, 2, 5, 4           e) 3, 2, 4, 5, 1


         c) 1, 5, 2, 3, 4                               (ITA-67)

As cinco questões seguintes referem-se à classificação periódica dos elementos,
esquematizada abaixo. Os símbolos dos elementos foram substituídos por letras
ARBITRARIAMENTE e s c olh i da s. A letra           T     representa   o   símbolo   de   um   gás
nobre.
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                                               classificação periódica dos elementos-5




                                                                              (ITA-67)
        (468) Um elemento cujo HIDRETO gasoso se dissolve em água para formar
um ácido forte S representado pela letra:
        a) X                                d) L
        b) R                                e) G
        c) J


        (469)            Que elemento ou grupo de elementos tem o esquema abaixo
                         para representar a disposição de seus elétrons de VALÊNCIA?
        (470)




        a) só L                         d) W, R e Z
        b) M e Y                        e) G, J, L e R
        c) J e Q


        (470)     Quantos elementos ficam situados na fila HORIZONTAL em branco
entre os elementos Y e U?
        a) 3                                d) 14
        b) 6                                e) 18
        c) 10


        (471)    Baseado na posição dos elementos mencionados na tabela periódica
acima, diga qual das fórmulas seguintes deve ser FALSA:
        a)     X2L
        b)     YW2
        c)     M2J3
        d)     QV3
        e)     GR4
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         (472) Dos elementos assinalados, aquele que irá requerer MENOR energia
para se transformar em cátion monovalente, quando na forma de gás, é o:
        a) X                              d) W
        b) V                              e) T
                                                                                   C)   U
                                                                               (ITA-67)


        (473)   A classificação periódica dos elementos é fundamentada na variação
periódica das propriedades desses elementos em função dos valores crescentes:
        a) Do átomo-grama                        d) Do número de nêutrons
        b) Da massa atômica                      e) Do número de prótons
        c) Do número atômico                     f) Do número de massa
                                                                            (EPUSP-65)


        (474) Qual das seguintes substâncias possui ponto de fusão mais elevado?
        a) Sn                             c) W
        b) Fe                            d) Pb
                                                                            (EPUSP-66)


        (475) São propriedades periódicas:
        a) Volume atômico e fusibilidade
        b) Volatibilidade e calor específico
        c) Massa atômica e densidade
                                                                               (FEI-67)


        (476) 0 lantânio pode ser classificado como:
        a) Um elemento de transição interna
        b) Um elemento de não transição
        c) Um elemento de transição
        d) Nenhuma das respostas anteriores
                                                                               (FEI-67)


        (477) Na primitiva classificação de Mendelejew os elementos químicos foram
colocados em ordem crescente de:
        a) Volumes atômicos                      c) Massas atômicas
        b) Números atômicos                      d) Valência
                                                                               (FEI-68)
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                                                classificação periódica dos elementos-5


        (478) O halogênio de ponto de fusão mais alto é:
        a) Bromo
        b) Cloro
        c) Iodo
                                                                                 (FEI-68)


        (479) Num mesmo período da tabela periódica, o caráter eletropositivo cresce:
        a) Da direita para a esquerda
        b) Da esquerda para a direita
        c) Do centro para as extremidades
                                                                                 (FEI-68)


        (480) Os íons F‾ , Na+   ,   Mg++   e Al+++   possuem todos o mesmo número de
elétrons. Qual é o maior?
        Números atômicos: F = 9; Na = 11; Mg = 12; Al = 13
                                                                         (MACKENZIE-66)


        (481) Através da lei de Moseley torna-se possível identificar:
        a) O número atômico de um elemento a partir do seu espectro de raios-X
        b) As variedades alotrópicas de um elemento
        c) Os vários isótopos de um elemento
                                                                (ALVARES PENTEADO-68)


        (482) Estão situados no centro do quadro periódico e tem densidade superior
a 6:
        a) Os não metais                    d) Os halogênios
        b) Os metais leves                  e) Os semi-metais
        c) Os metais pesados
                                                                               (MOGI-68)


        (483) Os elementos Ca, Ba, Sr, Ra, Be e Mg são:
        a) Alcalinos                        d) Semi-metais
        b) Alcalinos-terrosos               e) Nenhuma das alternativas
        c) Sólidos
                                                                               (MOGI-68)
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        As quatro questões seguintes estão relacionadas com as configurações
eletrônicas dos átomos dos elementos a, b, c, d e e, pertencentes ao mesmo período da
tabela periódica:
        a)     ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s1                    d)   ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s2 , 3p5
        b)     ls2 , 2s2 , 2p6 ,   3S2 , 3p1            e)   ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s2 , 3p6
        c)     ls2 , 2s2, , 2p6 , 3s2 , 3P4


        (484) Baseados nas quais deve-se esperar:
        a) 0 raio atômico e o primeiro potencial de ionização crescem de a a e
        b) Nada se pode afirmar
        c) Ambos decrescem de a a e
        d) O raio atômico decresce e o 1º. potencial de ionização cresce de a a e
        e) 0 raio atômico cresce e o 1º. potencial de ionização decresce de a a e


        (485)     a) O elemento a é metal, d halogênio e e gas nobre
                    b) O elemento a é não metal, b metal e c halogênio
                    c) O elemento a é metal, c não metal e d gás nobre
                    d) O elemento b é metal, c halogênio e d gás nobre
                    e) O elemento c é não metal, d e e halogênios


        (486) 0 elemento que apresenta o segundo potencial de ionização maior é:
        a) a                               d) d
        b) b                               e) e
        c) c


        (487) 0 elemento mais eletropositivo é:
        a) a                                 d) d
        b) b                                 e) e
        c) c
                                                                                  (MOGI-69)


        (488) Se um elemento pertencer ao 49 período da classificação periódica, que
tipo de orbitais pode este apresentar:
        a)s, p, d, f                      c)s, p, d                  e) s, d, f
        b) s, p                           d) s, p, f
                                                                         (EE S.CARLOS-68)
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                                              classificação periódica dos elementos-5


        (489) Dos compostos abaixo, qual apresenta fórmula que não corresponde
bem a posição dos elementos constituintes na classificação periódica:
        a) Cl2O7                             d) KC13
        b) CCl4                              e) PCI5
        c) Na2S
                                                                       (EE S.CARLOS-68)


        (490) São propriedades aperiódicas e periódicas, respectivamente:
        a) O estado de agregação e calor específico
        b) A massa atômica e a massa específica
        c) O volume atômico e o ponto de fusão
                                                                          (E-E-MAUÁ-66)


        (491)    Qual das seguintes propriedades é mais característica do grupo VII
A(halogênios) da Tabela Periódica?
        a) Tendência de perder elétrons
        b) Configuração eletrônica mais externa do tipo ns2np5
        c) Baixo potencial de ionização
        d) Afinidade eletrônica nula
                                                                    (FILOSOFIA USP - 67)


        (492) Os lantanídeos tem propriedades químicas muito semelhantes por que:
        a)   O número atômico não varia muito do primeiro ao último elemento da
série
        b)   As diferenças entre suas configurações eletrônicas ocorrem em orbitais
muito internos
        c) Possuem massas atômicas próximas
        d) Todos possuem o orbital 4s preenchido
        e) Todos possuem peso atômico elevado
                                                                              (UFMG-67)


        As cinco questões seguintes são do tipo associação:
        a) Elemento de maior eletronegatividade
        b) Configuração eletrônica ls2 , 2s2 , 2p6 , 3S2 , 3p5
        c) Elemento cujos átomos possuem elétrons num nível de numero quântico
maior envolvendo um nível parcialmente preenchido, de número quântico menor
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        d) Elemento que se distingue do de número atômico imediatamente inferior
por um elétron no nível 4f
        e) Elemento de maior tamanho atômico


        (493) Halogênio


        (494) Frâncio


        (495) Flúor


        (496) Lantanídeo


        (497) Elemento de transição


                                                                         (MED GB-68)


        (498) A eletronegatividade dos elementos exprimem em última análise :
        a) Seu número de valência
        b) O diâmetro do seu átomo
        c) A avidez por elétrons
        d) A diferença entre o número de prótons e elétrons
        e) Nenhuma das anteriores
                                                                               (LINS-67)


        (499) 0 enxôfre é circundado na Tabela Periódica pelo O, Se, Pe Cl.
        Então:
        a) P, S e Cl pertencem a um mesmo período
        b) S, O e Cl pertencem a um mesmo grupo
        c) S, Se e O formam uma tríada
                                                                              (MAUÁ-65)




                                   ═════════════════
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             ATOMÍSTICA
                                  capítulo 6
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                               A          CONCEITOS DE

                     OXIDAÇÃO E REDUÇÃO



        A palavra oxidação nasceu do fenômeno químico "combinar-se com o oxigênio".
Até hoje costuma-se dizer: "este parafuso oxidou-se" o   que significa que o metal
combinou-se com o oxigênio.
        Seja o átomo de cálcio combinando-se com o átomo de oxigênio.


        Ca + [O]         ---   Cao


        Como houve uma combinação com o oxigênio, diria-se: o cálcio oxidou-se.
        Com a descoberta da estrutura eletrônica, verificou-se que, quando um
elemento combina-se com o oxigênio, aquele acaba perdendo elétrons para o oxigênio.
De fato, na reação mencionada temos:
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            Como o leitor pode perceber, o cálcio perdeu 2 elétrons para o oxigênio.
            Dizemos que o cálcio oxidou-se e o oxigênio reduziu-se.
            Generalizando pode-se dizer:


                   OXIDAR-SE           é perder elétrons
                   REDUZIR-SE          e ganhar elétrons


            Vamos agora equacionar o fenômeno e reparem as cargas que os átomos irão
adquirir:
                   Ca0 + [O] 0 ------        Ca++O=


            Numa observação isolada para cada átomo temos:




            Reparem que, quando um átomo perde elétron,ele fica mais                   positivo.
Chamemos, provisoriamente, a carga do átomo de NÚMERO DE                    OXIDAÇÃO (Nox.).
Então, quando um átomo oxida-se ocorre aumento no seu número de oxidação.


            Analogamente para o oxigênio:




            Ocorrendo uma redução verifica-se diminuição do número de oxidação:


            Podemos dizer então que:


       OXIDAR-SE                é p er der e l é t r o n s ou aum ent ar o          número     de
                                 oxidação
       REDUZIR-SE                é g a n h a r e l é t r o n s ou d i m i n u i r   o número de
                                  oxidação
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                                                                       óxido-redução - 6
        Num esquema gráfico,podemos representar do seguinte modo:




                                                                 Quando      um    átomo
                                                        oxida-se, existe outro que se
                                                        reduz porque, óxido-redução
                                                        é uma reação de transferência
                                                        de elétrons.


                                                                 É como um sistema
                                                        de   recipientes     interligados
                                                        contendo água, como mostra
                                                        a figura. Se o nível de um
                                                        está abaixando, o nível do
                                                        outro está subindo.
                                                                 Se     o   Nox   de   um
                                                        átomo     está       diminuindo
(redução) o Nox do outro está aumentando (oxidação) .


                                     EXERCÍCIOS


        (500) Quando o Fe++ passa a Fe+++ ocorreu uma:
        a) oxidação
        b) redução


        (501) Existem reações de Óxido-redução na ausência de oxigênio?
        a) sim
        b) não


        (502) Quando o flúor gasoso F2 transforma-se em íon estável ocorre:
        a) oxidação
        b) redução
        c) nem oxidação nem redução
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                                               B         OXIDANTES

                                                 E REDUTORES

            O que se observou no item anterior é que uma reação de óxido-redução não é
nada mais que uma transferência de elétrons.
            Realmente, um átomo cede elétrons ao outro porque este quer receber esses
elétrons.
            Aquele,que quer receber os elétrons, é quem provoca a oxidação. Então, o
receptor de elétrons é chamado OXIDANTE.
            Da mesma forma podemos falar em REDUTOR.
            O redutor deve provocar a redução de um átomo.
            O redutor deve perder elétrons para o outro átomo.




            Aquele que se oxida é o REDUTOR.
            Aquele que se reduz é o OXIDANTE.
            Isto ocorre porque a oxidação e a redução são simultâneas.
            0 fenômeno tem uma boa semelhança com o seguinte quadro humorístico:
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                                                                    óxido-redução-6
         Seja um assalto:    Aquele que perde a "gaita"   é quem foi assaltado.    O
assaltante é quem "recheou-se" com a "bolada". Então:




         Agora torna-se necessária uma generalização:
         Oxidam-se ou reduzem-se (perdem ou ganham elétrons) átomos de um
elemento.
         Entretanto, quando se fala em oxidantes e redutores refere-se não só aos
átomos dos elementos que perdem ou ganham elétrons, mas sim às moléculas e íons
das SUBSTÂNCIAS que possuem esses átomos.
         Por exemplo:
         No KMnO4 , o manganês é capaz de ganhar elétrons. Então, o Mn é quem
sofre a redução. Porém, por extensão, dizemos que o oxidante é o permanganato de
potássio.
         É como num jogo de futebol. É o "jogador" quem marca o gol e quem ganha o
jogo é o "time".
         É o átomo que perde ou ganha elétrons. Mas, o redutor ou oxidante é o "time"
de átomos presentes na reação.
         Seja a reação abaixo onde já mencionamos os números de oxidação:




         oxidou-se:     Fe
         reduziu-se:    H
         oxidante:      H2SO4 (por causa do H)
         redutor:       Fe
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                                       EXERCÍCIOS


         (503) Seja a reação:




         Qual átomo ou substância:
         a) oxidou-se
         b) reduziu-se
         c) oxidante
         d) redutor
         (504) Se a reação anterior fosse reversível, no sentido inverso, o oxidante seria
o:
         a) Cl‾
         b) NaCl
         c) Br2
         d) Na    +




                                       ══════════════




                                          C           NÚMERO DE

                                              OXIDAÇÃO (Nox)

         Suponhamos que um grupo de rapazes vão jogar "poker".          Eles estão numa
sala e cada um tem determinadas quantias no bolso.
         Por convenção, anotemos a quantia de cada um e atribuamos valor ZERO
para todas, embora sejam quantias diferentes.
         Então, os indivíduos A, B, C, etc:
         A possui R$ 20,00 ... seu Nox = 0
         B possui R$ 8,00 ... seu Nox = 0 e assim sucessivamente.
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                                                                           oxido-redução-6
          Agora eles já jogaram e uns "perderam" (oxidação) e outros "ganharam"
(redução) . Cada "real lucrado ou perdido será contabilizado como uma unidade de
Nox. Só que iremos adotar a seguinte convenção para os sinais de Nox: se alguém
"ganha" o Nox será" negativo (-) e quando "perde" o seu Nox será positivo; isto porque
os "reais" estão sendo comparados com elétrons. Estamos usando uma convenção
contrária da habitual para contabilizar reais.
          Suponhamos que um indivíduo "A" entrasse no jogo com R$20,00 a saísse
com R$ 18,00.

          A    entra com R$ 20,00------      Nox = zero

               sai com R$ 18,00 ------       Nox = (+2)


          Suponhamos que o indivíduo "B" entrasse no jogo com R$8,00 saísse com
          R$ 10,00.

          B   entra com R$ 8,00 ------      Nox = zero

               sai com R$ 10,00 -----       Nox = (-2)


          O que se percebe é que Nox representa o verdadeiro lucro ou perda, com uma
convenção de sinais contrária da usual.
          Para os átomos, Nox representa lucros ou perdas de elétrons. Quando um
átomo perde elétrons, ele fica eletricamente mais positivo e, teremos Nox positivo; se o
átomo ganha elétrons terá Nox negativo.
          No exemplo do cálcio combinando-se com oxigênio:

          Cálcio        tinha 20 elétrons          ------    Nox = zero

                        ficou com 18 elétrons       ------    Nox = (+2)


          Oxigênio      tinha 8 elétrons          ------     Nox = zero

                        ficou com 10 elétrons      ------    Nox = (-2)


          O Nox representa lucros e perdas de elétrons e, surge uma propriedade muito
importante:


          A soma algébrica dos Nox de todos os átomos de uma molécula é igual
a zero.
                                              ΣNox = 0
          Isto decorre porque nenhum elétron pode ser criado ou destruido. Tivemos a
primeira idéia de Nox. Para termos um conceito mais amplo de Nox iremos defini-lo
em duas espécies de compostos:
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        __________________
        1º.) Nox de íons
        ______________________


        Como já vimos, Nox é 1ucro ou perda de elétrons e será, no caso de
íons exatamente a carga do íon.


                                        ═════════════


                                        EXERCÍCIOS
        Exemplos:


                                 Ca++      ----    Nox = +2

        (505)   CaCl2
                                 Cl        ----     Nox = -1




                                  Al       ----   Nox = +3
        (506) Al2(So4)3
                                 So       ----     Nox = -2




                                  Pt       ----   Nox = +4
        (507) PtS2
                                 S        ----    Nox = -2


        Lembre-se que Nox é carga de apenas um íon e não a soma das cargas. Por
exemplo, no CrI3 o Nox do iodo é -1 e não -3.
        Determine o Nox dos elementos abaixo assinalados:




                                        ══════════════
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                                                                      óxido-reducão – 6



           _________________________________
           3b) Nox de átomos nas moléculas
           _______________________________________________


                                               Quando se ligam 2 átomos de diferentes
                                      eletronegatividades por covalência, a nuvem de
                                      elétrons fica deslocada para o lado do átomo mais
                                      eletronegativo.
                                               No exemplo ao lado, o flúor atrairá mais
                                      o par eletrônico da ligação e, teremos uma
                                      polarização negativa para o flúor.
                                               Neste caso, embora haja maior domínio
                                      do par eletrônico pelo flúor, o hidrogênio não
                                      cedeu totalmente seu elétron.


                                               O número de oxidação, será calculado
                                      em base puramente hipotética.
                                               Suponhamos que haja separação desses
                                      átomos. Então, o flúor ficará com o par eletrônico
                                      de ligação, tornando-se "F‾", enquanto teremos
                                      "H+" do outro lado. Isto realmente irá acontecer
                                      quando, "HF" tomar parte nessa reação, por
                                      exemplo, com a água.
                                               Entretanto, mesmo antes da separação
                                      desses   átomos,   diremos   que     o   número   de
                                      oxidação do flúor é "-1" e, o do hidrogênio é "+1",
                                      pois estas seriam as cargas a serem adquiridas.


                                               Normalmente, esses Nox são calculados
                                      na própria fórmula estrutural, evitando-se a
complexa representação eletrônica. Cada traço representa um par eletrônico de
ligação.
           Escrita a fórmula estrutural, risca-se um limite entre os átomos, ficando com
o par eletrônico da ligação (traço) o átomo mais eletronegativo.
ATOMÍSTICA                                            Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


            Na questão em foco, a separação do HF é feita com um limite de modo que o
par de elétrons (traço) fique na região do flúor.
            Cada traço ganho por um átomo representa lucro de 1 elétron; cada traço
ganho será uma unidade negativa de Nox.
            Ao contrário, cada traço perdido será um elétron a menos para o átomo e isto
representará uma unidade positiva de Nox.
            Nos outros casos, quem ficaria com o par eletrônico (traço)?
            Evidentemente o átomo mais eletronegativo dentre os que disputam os
elétrons.
            Lembremos da fila de eletronegatividade segundo Pauling:
            F     O      N, Cl    Br    S, I, C   H
            4,0 3,5       3,0     2,8       2,5   2,1


            Vejamos alguns exemplos de cálculo de Nox.
            - Seja o Nox do carbono no clorofórmio (HCCI3).




            - Seja o Nox do cloro no Cl2.
                                              C1 ▬▬▬ C1
            Quando eles possuem mesma eletronegatividade, nenhum dos átomos sai
1ucrando ou perdendo elétrons. Então o Nox será zero.


            Disso decorre imediatamente que:


            SUBSTÂNCIAS SIMPLES TÊM NÚMERO DE OXIDAÇÃO ZERO


            Seja o Nox do C ligado ao OH, no álcool abaixo:
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                                                                      óxido-redução – 6


                                        EXERCÍCIOS


          (512) Determine os Nox dos átomos assinalados nos seguintes compostos:




          (513) Quando o número de oxidação do oxigênio não é -2?
          a) O ligado ao hidrogênio
          b) O ligado ao flúor
          c) O ligado ao cloro
          d) O na forma de íon O=


          Examinemos agora o número de oxidação de um átomo que possui ligação
dativa.
          Seja a molécula de SO2, onde temos uma ligação dativa e duas covalentes
normais.




                                             Na separação dos átomos, o oxigênio ficará
                                    com os elétrons das ligações.
                                             Então, o enxofre perderá 4 elétrons e seu
                                    Nox será +4, enquanto cada oxigênio terá Nox igual
                                    a -2.
                                             Observe que uma ligação dativa tem um
                                    par de elétrons só de um átomo. Em outras
                                    palavras, a "seta" vale por 2 elétrons. No desenho ao
                                    lado, o enxofre perdeu 2 "traços" (2 elétrons) e 1
                                    "seta"   (2 elétrons).
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                                           Seja agora o monóxido de carbono que
                                   possui duas covalentes normais e uma dativa do
                                   oxigênio para o carbono.
                                           Na separação dos átomos o oxigênio ficará
                                   com os elétrons. Vê-se que o carbono perde 2
                                   elétrons por causa das ligações covalentes normais
                                   e nada perde por causa da dativa.




                                           Colocando agora num caso mais geral,
                                   para uma ligação dativa entre A e B,pode ou A ou
                                   B ficar com o par eletrônico da ligação dativa.
                                           De acordo com a representação ao lado, o
                                   par de elétrons é do átomo A.
                                           1º. caso:
                                           Se B for mais eletronegativo que A então B
                                   ficará com a"seta" e terá ganho 2 elétrons de A.
                                           2º. caso:
                                           Se A for mais eletronegativo que B então A
                                   ficará com a"seta" e terá recuperado o par de
elétrons. Neste caso, nenhum deles perde ou ganha elétrons.


        Para visualizar de um modo mais prático, pense assim:
        O limite é a referência para sabermos se algum dos átomos está ganhando ou
perdendo elétrons. Se a seta que era de A (2E de A) atravessou o limite, temos o 1º.
caso e, realmente, A perdeu 2E, enquanto B ganhou 2E. Se a "seta" não atravessou o
limite, não teremos nem ganho nem perda de elétrons.
        Agora já podemos dizer o que é número de oxidação de um átomo numa
molécula.
        ___________________________________________________________________________
        Número de oxidação de um átomo ligado por covalências normais ou
dativas é a carga que este átomo deveria adquirir se ocorresse a separação de
todos os átomos a ele ligados, ficando com os elementos mais eletronegativos
os pares eletrônicos da ligação.
        ____________________________________________________________________________
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                                                                         óxído-redução – 6


                                          EXERCÍCIOS


            (514) Calcular o Nox do enxofre no ácido sulfúrico.


                                                       - Na ligação O - S o enxofre perde 1
                                           elétron.
                                                       - Na ligação S - O o enxofre perde 2
                                           elétrons.
                                                       O Nox do S será +6 (perda de 6
                                           elétrons). Reparem que isto não significa ter o
                                           S perdido realmente seis elétrons; significa
apenas que os seis elétrons do enxofre estão mais no campo de influência do oxigênio
que do próprio enxofre.


            Calcular os Nox dos elementos abaixo indicados:




            Nos exercícios procura-se calcular o Nox dos elementos por um processo mais
rápido. Existem determinados elementos que possuem Nox característicos. Por
exemplo, o oxigênio quando se liga a qual quer elemento (exceto F ou outro O) terá
Nox_ = -2 pois, sendo mais eletronegativo que o outro, irá atrair os elétrons das
ligações.
            Temos a seguir uma lista de elementos com Nox característicos.
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         ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
         a) substância simples         O2, O3, N2, Na0, etc    zero
         b) Alcalinos e H        +1
         c) Alcalinos terrosos    +2
         d) Halogênios (colocados na ponta direita)      -1
         e) Chalcogênios (colocados na ponta direita)     -2
         ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


         Se num composto existe apenas 1 elemento de Nox desconhecido e, os
restantes são elementos do quadro acima, então, pode-se aplicar aquela propriedade
importante:


                                         Σ Nox = ZERO


         Exemplo:
         (520) No KMnO4, vamos calcular o Nox do Mn. O K é alcalino e Nox = +1. O
O é chalcogênio,que na ponta direita vale -2.




         (521) Seja o K2Cr207.




         Antes de prosseguirmos com os exercícios, vamos falar em alguns detalhes da
regra.
         Por que o halogênio ou chalcogênio precisa estar na "ponta direita" para ter
números de oxidação -1 e -2 Respectivamente?
         Exemplo:
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                                                                        óxido-redução-6
            É que, quando um halogênio está na "ponta direita", ele é o mais
eletronegativo do agrupamento. No Na2PtCl6, o cloro é mais eletronegativo que o sódio
e platina. Então, cada cloro ganha um elétron do átomo a ele ligado e terá Nox = -1.
            Se o cloro não aparecer na "ponta direita" é porgue existe algum átomo ainda
mais eletronegativo. No NaC103 , o oxigênio é mais eletronegativo que o cloro e sódio,
vê-se,então,que o oxigênio terá Nox = -2, pois cada átomo de oxigênio receberá 2
elétrons.
            Confirmando:
            Os      elementos        F, Cl, Br e I terão Nox = -1 quando aparecerem
na "ponta direita".
            Os elementos         O, S, Se e Te terão Nox = -2 quando apareceram
na "ponta direita".


            Uma particularidade muito importante é o Nox do hidrogênio. O número de
oxidação do hidrogênio é +1 pois ele perde o elétron para o outro átomo que se liga.
Somente nos hidretos de alcalinos e de alcalinos terrosos ele se transforma em íon H‾e
tem Nox = -1.


                                              EXERCÍCIOS
            Exemplos:
            (522)     NH3   NH4+        OH‾    NA+H‾
                      +1        +1       +1     -1


            Uma vez observadas as particularidades, vamos aos cálculos de Nox de
elementos, aplicando a propriedade: ΣNox = O.
            Poderemos calcular de um modo mais simples.


            (523)




                                                Sabemos que o lado direito é negativo,
enquanto o esquerdo é positivo. Examinando apenas as extremidades, vemos que o
número de cargas negativas é maior, resultando Nox positivo para o elemento central
(no caso Mn) .
            Abandonemos um pouco os sinais e, efetuemos as seguintes operações :
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           (524) Seja no K2Cr2O7.

           7x2 = 14 ... (menos 2) = 12 d iv i di do por 2 . . . Nox=+6
          oxigênio                 k         Cr2        Cr




           Calcule o Nox dos elementos assinalados por um círculo.

           (525)     KNO3              (526) Na2SO4              (527) Na2S2O3
                      О                            О                       О
            (528) CaSO3                (529) Ba2P2O7             (530) Na2B4O7
                       О                           О                      О


            (531) Na2S4O6              (532) Fe 3 O 4            (533) Na3BO3
                       О                      О                            О



                                              ═══════════


           Vamos agora calcular o número de oxidação de átomos em agrupamentos
iônicos.

           1º. método:

           Baseia-se no cálculo direto do Nox.

           Seja o CIO3- e calculemos o Nox do cloro.



           Agora a         Σ Nox = carga do agrupamento


           De fato, o CIO3‾ vem do HCIO3.

           O Cl tem Nox +5 e o oxigênio -2.

           No íon C103 temos +5 + 3 x (-2) = -1 que é a carga do agrupamento
iônico.



                                       EXERCÍCIOS

                          (534)




                           (535)
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                                                                  óxido-redução - 6


        (536)




        2º. método:


        Calcula-se o Nox do ácido correspondente.
        Seja o CO3=. Qual a diferença entre este íon e o H2CO3?




        Reparem que o Nox do elemento central não se altera quando se retiram
apenas os H ionizáveis do ácido pois não mudou os átomos vizinhos do carbono.
Então, calculando-se o Nox no ácido, teremos o solução.


                                     EXERCÍCIOS
        Exemplos




        Notem ainda que o número de traços (que representam cargas negativas) é o
número de H ionizáveis do ácido correspondente.
        Para ânions oxigenados bastam:


        a) multiplicar o número de átomos de oxigênio por 2.
        b) subtrair o número de traços (que seriam átomos de H) que representa a
carga negativa do ânion.


        Assim dispensa-se escrever o ácido correspondente.
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




        Nos exemplos anteriores:




      Se o ânion aparece com um cátion formando um sal, procede-se do
mesmo modo. Antes devemos assinalar a carga do ânion.



                              EXERCÍCIOS

        Exemplo:

        (543) Al2(SO4)3

                 O

        Basta c al c ul ar S no SO4   =   .

                      2x4 = 8    menos        . . .    2      -----   +6
                          O                           carga

        Calcular os Nox as si n al a d os:




        Se algum caso não se enquadra nestes particulares, então calcule o
Nox pela definição.
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                                                              óxido-redução - 6
    (549) Seja o C no HCN.




    (550) Seja N numa amina primária.




    (556) Quando o íon sódio passa a sódio metálico houve uma:
    a) oxidação do íon
    b) redução do íon
    c) oxi-redução do íon
    d) auto oxi-redução


    (557) Na reação
    Cl2      + H2S----------   2 HCI + S
    a) o Cl oxidou-se
    b) o S reduziu-se
    c) o H reduziu-se
    d) o Cl reduziu-se


     (558) Na reação anterior, o redutor é:
    a) Cl2                     c) H2S
    b) H                       d) HC1
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            (559) Não é reação de oxi-redução:
        a) CO + 1/2 O2 ---        CO2
        b) NH3 + H20        ---    NH4OH
        c) Fe + 2 HC1 ---         FeCl2 + H2
        d) 2 KC1O3          ---   2 KC1 + 3 O2


                                           ═════════


        Agora já temos uma noção geral de número de oxidação conceituado para
íons e para átomos nas moléculas.
        Para os_átomos que obedecem a regra do octeto, o máximo número de
oxidação é +7 , pois, no máximo, um átomo perderia 7 elétrons. Por outro lado, o
menor número de oxidaçao é -7, quando o átomo ganha 7 elétrons.
        Normalmente, quando um átomo tem número de oxidação elevado +7, +6, por
exemplo, este átomo tende a recuperar seus elétrons e facilmente recebe elétrons.
Dizemos que este átomo sofre fácil redução e, portanto, o composto que possui aquele
átomo é um bom oxidante.
        Exemplos:
        No KMnO4 o Mn tem número de oxidação +7.
        Logo o permanganato de potássio é um ótimo oxidante.
        No K2Cr207o Cr tem número de oxidação +6 e o composto é também um bom
oxidante.



                                        EXERCÍCIOS


        (560) Entre os compostos abaixo, assinale o melhor oxidante:
        a) HCl
        b) NaClO
        c) HClO4
        d) Mn02


        Na prática, um bom oxidante ou bom redutor é reconhecido através dos seus
potenciais de óxido-redução, que serão estudados no livro 3.


                                           ══════════
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                    óxido-redução - 6



                                    D           AJUSTAMENTO

                                       DE COEFICIENTES
                                       PELO MÉTODO DE
                                          Ó X ID O R E D U Ç Ã O
        Avisamos aos alunos que, antes de estudar este item, é melhor recapitular o
ajustamento de coeficientes pelo método das tentativas,      apresentado      no   livro
Química-Geral volume 1.
        O método de óxido-redução fundamenta-se em:


        NUMERO TOTAL DE                           NÚMERO TOTAL DE
                                           =
        ELÉTRONS CEDIDOS                          ELÉTRONS RECEBIDOS

         Primeiro, vamos apresentar a regra prática para o ajustamento de
coeficientes. A seguir, discutiremos porque podemos efetuar esses cálculos.
        1º. exemplo:
        Seja a equação:
        K2Cr2O7 + HBr --------     KBr + CrBr3 + H20 + Br2


        1 a. operação:


        Descobrir todos os elementos     que sofreram oxidação ou redução, isto é,
mudaram de Nox. Olhando a equação consegue-se "desconfiar" de certos elementos,
pois aqueles que variam o Nox quase sempre mudam de posição.
        Por exemplo:
        Não precisamos "desconfiar" do K, pois ele sempre está do lado esquerdo.
        Mas deve-se reparar que o Cr passou da posição central para a esquerda. De
fato:
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        Outro elemento é o Br, pois aparece na forma de substância simples.




        Calculemos agora as variações de Nox desses elementos e que chamaremos
de A. Teremos 2 ramais: oxi e red.




        A seguir desenham-se 2 quadros onde devemos colocar uma substância do
ramal oxi e uma substância do ramal red.


                                     - para o red    K2Cr2O7 ou CrBr3




                                     - para o oxi    HBr ou Br2


        Mas, nem sempre a substância pode ser colocada no quadro. Deve-se fazer a
seguinte pergunta:
        a) Para o ramal red:
        O elemento deste ramal é o Cr. Pergunte: tem algum cromo fora do ramal?
        - NÃO - então, tanto o K2Cr207 como o CrBr3 podem ser colocados no quadro.
        b) Para o ramal oxi:
        Os candidatos para o ramal oxi são: HBr com Br = (-1) e Br2 com Br = (0) .


        Tem algum Br fora do ramal oxi? - SIM - então apenas um dos candidatos
SERVIRÁ..
        Qual é o Nox do Br fora do ramal oxi? É (-1) , pois o são em KBr e em CrBr3.
Então, o candidato que tem Br=(-1) NÃO PODE ser colocado no quadro.
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                                                                    óxido redução-6


        Conclusão:


        Apenas o Br2 pode ir no quadro.
        Os quadros, após receberem as substâncias, ficam assim:




        Uma vez colocadas as substâncias nos quadros, deve-se multiplicar o ∆ pela
atomicidade do elemento que está no quadro.
        A seguir, dá-se uma INVERSÃO dos resultados obtidos e           simplifica-se
quando possível. Teremos os coeficientes das substâncias colocadas nos quadros.




        Agora, colocam-se os coeficientes na equação e            ajustam-se outros
coeficientes pelo método das tentativas.




        2º. exemplo: Seja a equação:
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        Para colocar nos quadros:
        a) Do ramal oxi: Cu ou Cu(NO3)2


        b) Do ramal red: somente o NO. Não podemos colocar HNO3, porque N com
Nox = +5 repete fora do ramal (exatamente no Cu(NO3)2).




        A seguir, ajustando-se pelo método das tentativas:
        8 HNO3 + 3 Cu---     3 Cu(N03)2      2 NO + 4 H20
        As regras para o ajustamento de coeficientes pelo método oxi-redução são:


        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        a) Descobrir todas as mudanças de números de oxidação.
        b) Traçar os ramais oxi e red e calcular as variações ∆.
        c) Escolher uma substância do ramal oxi e uma substância do ramal
red para colocá-las nos quadros. É necessário que os Nox dos elementos
colocados nos quadros não repitam em nenhum lugar na equação. São Nox
exclusivos para cada elemento.
        d) Multiplicar o ∆ de cada elemento pela respectiva atomicidade que se
encontra dentro do quadro.
        e) Dar a inversão dos resultados para se determinar os coeficientes.
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


        3º. exemplo:
        Agora iremos ajustar os coeficientes de uma equação e logo em seguida
justificaremos o método.
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                                                                     óxido-redução – 6
            Para      KMnO4 - serve
             os       MnCI2     - serve
            quadros   HCl       - não serve porque Cl com (-1) repete fora do ramal oxi.
                      C12       - serve




        JUSTIFICAÇÃO DA REGRA PRÁTICA


        Vamos colocar incógnitas nas substâncias da equação e traduzir o que é oxi e
red nos ramais.




        Vamos calcular, em função dessas incógnitas, o total de elétrons recebidos e
perdidos.
        a) elétrons recebidos
        Pode ser calculado no x KMnO4, ou b MnCl2.
        No x KMNO4:
        Cada Mn perdeu 5(E); são x átomos ---—> 5 x elétrons


        No b MnCI2;
        Cada Mn perdeu 5(E); são b átomos---—> 5 b elétrons


        b) elétrons perdidos
        Tentaremos calcular no y HC1.
        Cada Cl perdeu 1 (E); mas não são "y" átomos que perdem elétrons; apenas
uma parcela de "y", que não sabemos, é que perde:
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         Como se vê, não se pode calcular o total de elétrons em função de "y",
exatamente porque existem aí Cl com (-1) que nada sofrem e irão repetir seu Nox fora
do ramal.


         Calculemos no d CI2


         Cada Cl perdeu 1 (E) ; são 2d átomos -----     2d elétrons.


         Já que calculamos o total de elétrons ganhos e elétrons perdidos em função
das incógnitas, podemos igualar estas quantidades pois o princípio básico do método
é:
                                 elétrons perdidos = elétrons ganhos


         Igualando os elétrons calculados no xKMnO4 e no dCI2 temos:
         x KMnO4 ----------      5x elétrons
         d Cl2     ----------    2d elétrons
         Como 5x = 2d



         Examinemos o dispositivo prático do ajustamento:
          Para o KMnO4




         0 significado real é:
         ∆ = 5 elétrons ganhos x 1 átomo de Mn = 5 elétrons ganhos por molécula
         Sendo x moléculas temos:


                                    Total de elétrons ganhos = 5x
         Analogamente:




         ∆ = 1 elétron perdido x 2 átomos de Cl = 2 elétrons perdidos por molécula


         Sendo d moléculas temos:
                                   Total de elétrons perdidos 2d.
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                                                                      óxido-redução-6
        Como já vimos, igualando elétrons ganhos = elétrons perdidos teremos
        X = 2 e d = 5.
        Os valores de x e d são inversamente proporcionais aos números de elétrons
transferidos em cada molécula.
        Acompanhemos novamente o esquema prático:




        0 que justifica o dispositivo utilizado para o ajustamento por oxi-redução.


        4º. exemplo:
        Examinemos a seguinte equação:


       Cl2 + NaOH --          NaCl + NaC1O3 + H2O

        Para se descobrir as mudanças de Nox, observe os elementos que mudaram
de posição. Não resta dúvida de que o cloro, de Nox = zero, tomou posições de
diferentes Nox.
        Observação:
        0 "H" é o único elemento que não respeita posições de eletro-negatividade
numa fórmula. Então, mesmo que ele mude de posição, suponha que nada tenha
acontecido ao "H" e que seu Nox é igual a (+1).




        Trata-se de uma auto-oxiredução e o Cl2 é um auto-oxidante-redutor. Neste
caso, deve-se colocar nos quadros o NaCl e o NaClO3 Tente justificar porque o Cl2 não
pode ser colocado em nenhum dos quadros!
        Então:
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           A seguir, aplicando o método das tentativas temos:
           3 C12         +        6 NaOH      -------     5 NaCl          +       1 NaC1O3         +   3 H2O




                                                    EXERCÍCIOS


           Ajustar       os   coeficientes      das      seguintes    equações          pelo   método    de oxi-
redução.


           (561)     P        +       HNO3      +       H2O       H3PO4           +     NO


           (562)     As2S5        +     HNO3        +      H20        H2S04           + HaAsO4 + NO


           (563)     KMnO4, + FeSO4 + H2SO4                        Fe2(SO4)3 + K2SO4 + MnSO4 + H2O


           (564)     CrCl3 +           NaC103       +    NaOH        Na2CrO4 + NaCl + H20


           (565)     K2Cr207          + H2S     + H 3PO4         K3P04 + CrPO4 + S + H2O


           (566)     CuS          +    HNO3              Cu(NO3)2     +       S       + NO     +   H2O


           (567) KMnO4, + H2S03                     MnSO4 + K2SO4 + H2SO4 + H2O


           (568) N2H4 + KIO3 + HC1                      N2 + IC1 + KC1 + H2O


           (569) KCIO3 + H2SO4                   HCIO4 + C102 + K2SO4 + H2O


           (570) Bi2O3 + NaClO + NaOH                         NaBiO3 + NaCl + H2O


           (571) KC103 + As2O3 + K2CO3                        KCl + K3AsO4            + CO2


           ______________________________________________________

           4ª.       Óxido Redução com 3 elementos
           ______________________________________________________


           Existem substâncias que apresentam simultaneamente 2 elementos que se
oxidam.
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                                                                 óxido-redução-6
         Exemplos:




         Quando aparecem substâncias desse tipo num ajustamento de coeficientes,
devemos considerar os 2 elementos que se oxidaram somando o total de elétrons
perdidos pela molécula.


         5º. exemplo:




         Um dos quadros é somente para substância contendo elemento oxi e o outro
quadro i para red. Então, pelo dispositivo:




         Prosseguindo o ajustamento pelo método das tentativas encontraremos os
coeficientes:
         3, 28, 4         9, 6, 28
         Resolveremos a mesma equação aplicando diretamente:
                          elétrons perdidos = elétrons recebidos
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        Admitindo os coeficientes x, y, z      a, b, c




        Átomos de As: 2x ou b
        Átomos de S : 3x ou a
        Átomos de N : y ou c




        Então podemos escrever           2b + 8a = 3c. Mas esta igualdade possui 3
incógnitas e não poderemos calcular a proporção entre elas.
        Procuremos escrever a igualdade que usa somente 2 incógnitas.
        4x + 24 x = 3y
               28 x = 3y


        Donde para x = 3 teremos y = 28.


        Esta resolução foi exatamente reproduzida pelo dispositivo prático.


        Resumindo:
        Quando aparecer 3 elementos com mudanças de Nox, coloque num quadro a
substância que já apresenta 2 elementos. Contabilize os elétrons para os 2 elementos
e some-os para calcular o coeficiente.


                                         EXERCÍCIOS


        Ajustar os coeficientes das seguintes equações:
        (572) Crl3 + KOH + Cl2           K2CrO4 + KIO4 + KCl + H2O


        (573) KMnO4, + FeC2O4 + H2SO4         K2SO4 + MnSO4, + Fe2 (SO4)   3   + CO2+H2O
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        (574) KMnO4 + Fe (NO2) 2+H2SO4         K2SO4+MnSO4+Fe2 (SO4) 3+HNO 3+H2O


        (575) Cu2S + HNO3        CuSO4 + Cu(NO3)2 + H2O + NO
        ______________________________________________________

        4b) Presença da água oxigenada - H2O2
        _____________________________________________________________

        A água oxigenada tem a versatilidade de atuar como oxidante ou como
redutor, dependendo dos outros reagentes.
        O oxigênio do H2O2 tem Nox = (-1). Quando aparecer O2 (zero) como produto é
porque houve oxidação do oxigênio. Se não aparecer O2 provavelmente, o oxigênio
aparece entre os produtos da reação na forma de H2O com oxigênio (-2)          e então,
ocorreu uma redução.




        Para saber se o oxigênio do H2O2 sofreu oxi ou red, verifique o outro elemento.
        Existem duas alternativas para traçar os ramais:
        a) Um outro elemento na reação sofreu redução.
        Então, o oxigênio será oxi e puxaremos o ramal de H2O2 para O2.




        b) Um outro elemento sofreu oxidação.
        Agora o oxigênio será red e o ramal será de H2O2 para H2O.




        Na hora de escolher as substâncias para colocá-las nos quadros,
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      sempre deve-se colocar H2O2 num dos quadros.
      Isto porque o oxigênio (-1) não repete nunca nas reações de oxi redução.



      6º. exemplo:




      Como o Mn sofreu red devemos puxar um ramal oxi, ou seja, do H2O para o
O2.




      Continuando o ajustamento pelo método das tentativas,teremos:


                                  2, 5, 3      1, 2, 8, 5


                                   ══════════════




                                    EXERCÍCIOS


      (576) K2Cr2O7 + H2O2 + H2SO4          K2SO4 + Cr2(SO4)3 + H2O + O2


      (577) CrCl3 + H2O2 + NaOH        Ha2CrO4 + NaCl + H2O


      (578) As2S5 + H2O2 + NH4OH       (NH4)2SO4 + (NH41)3 AsO4 + H2O


      (579) As2S3 + H2O + NH4OH      (NH4)2SO4 + (NH4)3AsO4 + H2O
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        4c) Equações iônicas
        Quando as reações se efetuam em soluções aquosas, as equações iônicas
possuem um sentido mais real.
        Por exemplo, a reação de NaOH (aquoso) com HCl (aq) é:


                                     OH‾ + H+       H 2O


        Desde antes da reação, o Na+ e Cl‾ estavam livres e continuam livres, portanto
não participam diretamente da reação.
        Para ajustar os coeficientes das equações iônicas, procede-se do mesmo modo
que nos casos anteriores. A seguir aplica-se o método das tentativas e, no final,
somente para conferir, deve-se verificar se as CARGAS também estão balanceadas.


        AVISO AOS ESTUDANTES:
        É bom recapitular o cálculo de Nox nos agrupamentos iônicos.
        7º. exemplo:




        Ajustando,agora; pelo método das tentativas:
        1 Cr2O7= + 6 Cl‾ + 14 H+        2 Cr+++ + 7 H2O + 3C12
        Vamos ver se as cargas conferem:




        Se, por acaso, durante o ajustamento por tentativas aparecer dificuldades
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        em continuar, coloque x (uma incógnita) como coeficiente de um íon ainda
não ajustado. Calcula-se x pelas cargas e prossegue-se o ajustamento por tentativas.


        Exemplo:




        Ajustando pelo método das tentativas:


        1 Cr2O7= + 3 H2O2 + H+          2 Cr+++ + H2O + O2
        Faltam os coeficientes de H+, H2O e O2.
        Coloque x para o H+ e calcule x pelas cargas:




        Substituindo x = 8 teremos 7 H2O e 3 O2.


                                     ═════════════


                                      EXERCÍCIOS


        Ajustar, pelo método de oxi-redução, as seguintes equações iônicas:


        (580) MnO4‾ + S03= + H+       Mn++ + SO4 + H2O


        (581) NO3‾ + I2 + H+         IO3‾ + NO2 + H20


        (582) Zn. + N03‾ + H+         Zn   + +   + NH4+ + H20
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                                                                     óxido-redução – 6


        (583) AsO4= + Zn + H+             Zn++ + H20 + AsH3


        (584) Bi+++ + SnO2 + OH‾          SnO3= + H20 + Bi


        (585) Co   + +   + BrO- + H+      Co+++ + Br2 + H2O


        (586)   [Fe(CN)6]≡ + H2O2 + OH-               [Fe(CN)6]== + H2O + O2


                                   ═══════════════════




                                              E           MONTAGEM

                                                DE EQUAÇÕES
                               D E Ó X ID O – R E D U Ç Ã O
        Para escrever diretamente uma equação de oxi-redução seria muito
complicado e praticamente teríamos que "decorar" todas as reações.
        Foi idealizado um processo totalmente teórico admitindo-se que numa oxi-
redução existem as seguintes "partes" da reação:
                a) Decomposição do oxidante
                b) Reação do redutor
                c) Reações complementares


        Por exemplo, seja a reação:


                KMnO4, + HC1
        Embora na prática não se observem as "partes" da reação, pode-se imaginar
que ocorreram as seguintes etapas:


                a) Decomposição do oxidante:
                2 KMnO4           K2O + 2 MnO + 5 [O]


                b) Reação do redutor com [O]
                2 HC1         +     [O]      H 2O     +    Cl2
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         que multiplicado por 5 para "aproveitar" os 5 [O] vindos da primeira reação:


         10 HC1 + 5 [O]          5 H2O + 5 Cl2


         c) Reações complementares


         São as reações que acompanham a oxi-reduçao. No caso, os óxidos K2O e
MnO reagem com HC1.
         2 HC1 + K2O             2 KC1 + H2O
         2 HC1 + MnO            MnCl2 + H2O


         É preciso ainda acertar os coeficientes.
         Podemos montar as equações para depois somá-las e determinar a equação
real.
         Vamos seguir a regra:
         ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
         a) Escrever a decomposição do oxidante.
         b) Escrever a equação do redutor + [O].
         c) Assinalar todos os óxidos metálicos que reagirão com ácidos e produzirão
            sal + água.
         ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
         No caso anterior:




         Para ajustar os coeficientes procure:


         1) Ajustar primeiro cada equação parcial.
         2) Só depois é que devemos ajustar a substância que surgiu numa equação e
que será consumida na outra.
         Por exemplo: a última equação foi assim começada:
         2 HC1      +     MnO      MnCl2     +      H2O


         Como existem 2 MnO na 1a. equação, então, foi multiplicada to da equação
por 2.
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                                                                     óxido-redução - 6

        4 HC1        + 2 MnO            2 MnC12        +    2 H 2O


        Vejamos outro exemplo:


                     K2Cr2O7     +   NaBr     +     H2SO4

              OBS : O H2SO4 somente atua como oxidante quando concentrado e a
      quente e se não e xi st ir nenhum outro oxidante para a reação. Trata-se de um
      ácido muito fixo e geralmente sua função é:




        Existem outras formas de interpretar reações de oxido-redução. Esta é
apenas uma dessas formas; todas são formas teóricas.
        Para que o leitor possa "montar" equações de óxido-redução é preciso saber
uma lista de decomposição de oxidantes e outra lista de redutores reagindo com [oj.
        Os principais oxidantes e suas respectivas decomposições são:
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          8) 2 KMnO4          meio ácido           K2O + 2 MnO + 5 [O]


          9) 2 KMnO4          meio básico      K2O + 2MnO2 + 3 [O]


          10) K2Cr2O7         ácido             K2O + Cr2O3 + 3 [O]


          11) 2 Na3BiO4                         3 Na2O + Bi2O3 + 2 [O]


          12)   KC103                          KC1 + 3 [O]


          13) NaClO                             NaCl + [O]


          14) NaN03                            NaNO2 + [O]


          Observe que a maioria dos oxidantes produzem óxidos ± [O].
          O HN03 possui decomposições diferentes conforme a concentração e
temperatura.
          O KMnO4, possui decomposições diferentes conforme o meio seja ácido ou
básico.
          Sugerimos "decorar"          apenas as equações: 4, 5, 7, 8, 9 e 10. Essas
decompõem-se em óxido + óxido + [O] .


          Os principais redutores e suas reações com [O] são:


          1) H2S +    [O]        H2O + S

          2) H2O2 + [O]           H2O + O2

          3) 2 HX + [O]          H2O + X2 (X = Cl, Br e I)

          4) 2 NaX + [O]         Na2O + X2

          5) H2S + 4 [O]         H2SO4

          6) SO2 +      [O]      SO3

          7) PbCl2 + [O] + 2 HC1           PbC14 + H2O

          8) 2 FeSO4 + [O] + H2SO4         Fe2(SO4)3 + H2O

          9) H2C2O4 (oxálico) + [O]             2 CO2 + H2O

          10) Me (metal) + [O]                Me2O (Me monovalente)

          11) Na2C2O4 + [O]            Na2O    +     2 CO2
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                                                                              óxido-redução-6
        A seguir, resolveremos algumas montagens. Em seguida, pediremos aos
alunos que tentem "montar" de novo as equações já apresentadas aqui para depois
enfrentar os exercícios propostos.




                                             EXERCÍCIOS

         (589) K2Cr2O7        +        HBr


        (590)   KMnO4         +        H2SO4       +    Kl


        (591)   K2Cr207       +        H2SO4       +   NaCl


        (592)   MnO2      +        H2SO4       +       FeSO4


        (593)   KMNO4         +        H2SO4       +    H2O2


        (594) K2Cr207 + H2SO4 + Na2C2O4


        (595) HNO3 + Hg -         COnC.

                                   ∆


        (596) HN03 + Zn muito diluído
         (597) H2SO4 + Ag         COnC.

                                   ∆
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           (598)   Quantos elétrons são recebidos          por uma fórmula-grama de
permanganato de potássio ao agir como oxidante em meio alcalino?
        a)    6,02 x 1023                     d) 12,04 x 1022
        b) 180,6 x 1022                       e) 20,06 x 1022
        c) 30,1 x 1023
                                                                                POL1-68
        (599) 0 cloro apresenta número de oxidação cinco nos:
        a) Cloretos                        d) Cloratos
        b) Hipocloritos                    e) Percloratos
        c) Cloritos
                                                                                 POLI-68


        (600) Qual dos seguintes ânions apresenta o maior poder redutor?
        a) F‾                              c) Br‾
        b) Cl‾                                d) I‾
                                                                                 POLI-66


        (601) Qual das afirmações abaixo é FALSA em relação a reações de Óxido-
redução?
        a) O número de elétrons perdidos pelos átomos "redutores" é igual ao número
de elétrons ganhos pelos átomos "oxidantes"
        b) O oxidante se reduz e o redutor se oxida
        c) Um bom oxidante é também um bom redutor
        d) Na eletrólise, num elétrodo ocorre uma redução enquanto que no outro se
processa uma oxidação
        e) Um bom oxidante depois de reduzido torna-se um mau redutor
                                                                                  ITA-64
        (602) Qual das reações abaixo equacionadas não é de Óxido-redução:
        a)    HC1          +    LiOH            LiCl        +     H20


        b)    Mg           +    2 HC1           MgCl2       +     H2


        c)    Zn           +    CuCl2          ZnCl2        +     Cu


        d)    SO2          +    1/2 O2          SO3


        e)    SnCl2    +       2 FeCl3         SnCl4        +      2 FeCl2


                                                                                  ITA-66
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                                                                              óxido-redução - 6
        (603) A equação química: 5 SO3   --   + 2 MnO4‾ + X      5   SO4- -   + 2 Mn + Y
        está correta se:
        a) X = 6 H+; Y = 3 H2O                 d) X = 6 H+; Y = 3 0H‾+ 3/2 H2
        b) X = 3 H2; Y = 3 H2O                 e) X = 3 H2O ; Y = 3 0H‾
        c) X = 2 OH‾; Y = H2O + 2 O2
                                                                                           ITA-68
        Acerte os coeficientes de cada uma das equações abaixo, correspondentes às
questões 604, 605 e 606, reduzindo-os aos menores números inteiros possíveis.
Selecione, entre os cinco números abaixo relacionados, aquele que corresponde ao
coeficiente da substância cuja fórmula está sublinhada.
        a) 1                                     d) 4
        b) 2                                     e) 5
        c) 3


         (604) Fe     + H2O        Fe3O4 + H2


        (605) Na      + H2O         NaOH + H2


        (606) MnO4‾ + H+ + Cl‾         Mn++ Cl2         + H2O
                                                                                   CESCEM-68
        As questões 607 e 608 relacionam-se com a seguinte informação: sejam
quatro metais A, B, C e D e seus cátions respectivos A+, B+ e D+. Mergulham-se,
sucessivamente, lâminas de cada um dos metais acima em tubos de ensaio contendo
cada um uma solução de um sal cujo cátion é um dos citados: Os resultados
observados se acham reunidos na tabela abaixo:




        - não se observa nenhuma reação
        d ocorre deslocamento de tipo análogo ao que se observa quando uma lâmina
de cobre e mergulhada numa solução de nitrato de prata (ou uma lâmina de zinco é
mergulhada numa solução de sulfato de cobre)
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       (6 0 7 ) Qual é o melhor oxidante?

       a) Metal A            d) Íon B+
       b) Íon A+             e) Metal C
       c) Metal B

       (608) Qual é o melhor redutor?

       a) Metal A            d) Metal D
       b) Íon A+             e) Íon D+
       c) Metal C

                                                                 CESCEM-68


       (609) Na equação de óxido-redução abaixo in di c a da:
             Cl2 +   OH‾            Cl‾  +   1 C1O3‾ + H2O

       sendo mantido o co e f ici ent e 1 para íon C103 ‾, qual será a soma
de todos os c oef ic ie nt e s para a equação balanceada?

       a) 5                  d) 12
       b) 6                  e) 18
       c) 9

                                                                        CESCEM-68

      (610) Os números de oxidação corretos dos elementos sublinhados em cada
um dos compostos e íons relacionados abaixo
       MgSiO3 , BrF3 , NaClO2 , UO3 , HSO3‾, HSO4‾," Mno42‾ ,
KBrO3 são respectivamente:
       a) +1, + 4, +5, +6, +2, + 4, +7, +5
       b) +2, +3,        +4, +5, +4, +6, +6, +5
       c) +2, +3, +3, +6, +4, +6, +6, +5
       d) +4, +3, +3, +6, +5, +7, +8, +5
       e) +3, +3, +6,        +7, +4, +6, +7, +7
                                                                        CESCEM-69

       (611) Na reação abaixo indicada, sendo mantido o c oef ic ie nt e
1 (um) para o íon IO3 , qual s er á a soma de todos os c o ef i ci ent e s
para a equação balanceada:

       Cr ( O H ) 3 +   1 I03‾ + 0H‾      CrO4 ‾ ‾+ I‾   + H2O
       a) 8                  d) 15
       b) 10                 e) 20
       c) 12
                                                                        CESCEM-69
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                                                                    óxido-redução – 6


        (612) A reação de carbono com ácido nítrico dá-se de acordo com a equação
                 C + HNO3          CO2 + NO2 + H20


        ainda não balanceada. Acertando-se os coeficientes da equação com os
menores números inteiros possíveis, a soma de todos os coeficientes da equação será:
        a) 5                        d) 12
        b) 7                        e) 16
        c) 9
                                                                          SANTOS-68


        (613) Qual o número de oxidação do carbono na molécula de tetra-flúor-
carbono (C2F4)
        a) -2                       c) + 4
        b) +2                        d) nenhum citado


                                                                               FEI-67


        (614) Na reação:
        AS2S3+ 14 H2O + 12 NH4OH             2 (NH4 )3AsO4 + 3 (NH4)2SO4+ 20 H20
        pergunta-se quais sâo os doadores de elétrons:
        a) Os átomos de arsênio        c) Átomos de arsênio e enxofre
        b) Os átomos de oxigênio       d) Nenhuma das respostas citadas
                                                                               FEI-67


         (615) Na reação Ag2O + H2O2      2 Ag + H2O + O2, a água oxigenada
        a) Tem ação oxidante
        b) Tem ação redutora                   c) Não tem ação oxidante nem redutora
                                                                               FEI-68


        (616) Na óxido-redução:
        a) O oxidante é a substância que cede elétrons
        b) O redutor é a substância que cede elétrons
        c) O oxidante sofre aumento do número de valência
        d) O redutor é a substância que se reduz


                                                                  FM SANTA CASA-64
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        (617)     Em qual dos compostos abaixo não tem o oxigênio um estado ou
número de oxidação de -2?
        a) ZnO                        d) H2O2
        b) NO                          e) Nenhuma resposta anterior
        c) CIO‾
                                                                          FM SANTA CASA-68




        (618)     Qual dos seguintes agentes oxidantes incorpora maior número de
elétrons por átomo, em meio ácido?
        a) CH2O                        d) MnO4‾
        b) Cr207   =                  e) Nenhuma resposta anterior
        c) Fe+3
                                                                          FM SANTA CASA-68


        (619)     Dada a equação sob a forma iônica:
        MnO4 ‾ +       H2C2O4 +      H+         Mn2+   +        CO2   +     H2O
        Qual o valor dos coeficientes de: H+ e CO2 ?
        a) 3 e 5                    d) 16 e 10
        b) 16 e 5                   e) 22 e 15
        c) 6 e 10
                                                                            EE S.CARLOS-68


        (620)      Quais os mais prováveis números de oxidação do bromo nos
compostos: mono-cloreto de mono-bromo e pentóxido de di-bromo?
        a) -1 e +1                d) -1 e +10
        b) -1 e +5                e) sempre -1
        c) +1 e +5
                                                                            EE S.CARLOS-68


        (621) Dos elementos abaixo qual será o melhor redutor:
        a) K                          d) Ag
        b) Fe                         e) Pt
        c) Zn
                                                                           EE S.CARLOS-68


        (622) Na reação esquematizada pela equação
        3 Cl2      +   8 NH3         6 NH4,Cl      +       N2
ATOMÍSTICA                                                    Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                                                                      óxido-redução – 6


    a) CI2 e NH3 agem,respectivamente, como oxidante e redutor
    b) O CI2 funciona como redutor e o NH3 como oxidante
    c) É impossível distinguir um oxidante e um redutor
                                                                              ÁLVARES PENTEADO-68


    (623) Os coeficientes para a equação
              MnO4‾ +           Fe2+     +      H+      Mn2+         +        Fe3+    +   H2O      são:


    a)   1,    3,    8,    1,     3, 4                   d)     1,       3,    6,    1,   3,   3
    b)   2, 5, 8, 2, 5, 4                                e) 2, 4, 8, 2, 4, 4
    c)   1, 5, 8,         1, 5, 4
                                                                                          CAMPINAS-67.
     (624) 0 número de oxidação do manganês no composto Al2 (MnO4)3 é:
    a) +3                                               c) +6
    b) +4                                               d) +7
                                                              CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68


    (625) Qual das seguintes equações representa a oxidação do íon
    a) Cu++ e‾            Cu°          c) Cu°        Cu+ + e‾
    b) Cu++ e‾            Cu++         d) Cu+        Cu+++ e‾
                                                              CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68


    (626) Na equação corretamente balanceada
              MnO2 + HCl               MnCl2 + Cl2 + H2O
    a soma de todos os coeficientes é igual a:
              a) 5        c) 11
              b) 9        d) 12
                                                              CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68


    (627) Qual das seguintes reações não é nem uma oxidação nem uma redução:
    a) Formação de dióxido de enxofre a partir de enxofre
    b) Reação de ferro com enxofre
    c) Formação de sulfato de ferro (II) pela reação de ferro com uma solução
    de sulfato de cobre
    d) Formação de água pela reação de hidróxido de sódio com
    ácido nítrico
                                                                                     FILOSOFIA USP-67
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        (628) Qual o número de oxidação do bromo no KBrO3?
        a) +4              c) +1
        b) -5              d) +5

                                                                   GEOLOGIA USP-64

        (629) Redutor é o agente que

        a) Cede el et r ont e s     d) Cede oxigênio
        b) C a pt a eletrontes      e) Capta hidrogênio
        c) Cede protontes

                                                                        MED GB-66

        (630) Um elemento X age sobre um elemento Z. O elemento Z passa

         da valência -3 para a valência -1.      Dest a maneira:

        a) Z captou elét r o ns    de X        d) X e Z trocam elétrons
        b) X ca pt o u elétrons de Z           e) X e Z captam elétrons
        c) X e Z cedem elétrons
                                                                        MED GB-68

      (631) Di z- s e que um elemento se oxida quando ele perde elétrons
PORQUE a perda de elétrons aumenta a carga do núcleo.

                                                                        MED GB-68

       (632) Os números de oxidação do cloro nos compostos,            NaCl,
NaClO, NaC103 , NaClO4     são respectivamente:

        a) -1, +1, +5, +7                 d) -1, +3, +5, + 7
        b) -1, +1, +3, +5                 e) -1, +1, +3, +7
        c) +1, -1, -3, -5

                                                                        MED GB-68


       (6 3 3 )Adicionando-se um excesso de S O 2 ga s o s o a uma sol u çã o   de
permanganto de p ot á ss i o (v iol et a), est a é descorada porque:
        a) O íon MnO4‾, se transforma em Mn+2           incolor
        b) O permanganto de p o t ás si o pa s sa a manganato
        c) O SO2 se combina com o permanganato dando um composto in
                  color
        d) O permanganto de p ot ás si o se oxidou
        e) Nenhuma das r e s p ost as

                                                                        MED GB-68
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                                                                                óxido-redução - 6


          (634) Das equações abaixo a             única que representa uma reação de oxi-
        redução é:
          a) NaCl + AgNO3               AgCl + NaNO3
          b) NH3      + HC1            NH4Cl
          c) CdSO4 + H2S                 CdS      + H2SO4
          d) 2 Na + Cl2                  2 NaCl
                                                                            ENGENHARIA GB-67




                                       ═══════════════════




                                                       1




1 Este livro foi digitalizado e distribuído GRATUITAMENTE pela equipe Digital Source com a intenção de
facilitar o acesso ao conhecimento a quem não pode pagar e também proporcionar aos Deficientes
Visuais a oportunidade de conhecerem novas obras.
Se quiser outros títulos nos procure http://groups.google.com/group/Viciados_em_Livros, será um prazer
recebê-lo em nosso grupo.
ATOMÍSTICA         Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga



             ATOMÍSTICA
                                  capítulo 7
ATOMÍSTICA                                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                            conceitos modernos de ácidos e bases-7




                                  A         CONCEITOS DE

                                  LOWRY-BRONSTED

        No livro 1,descrevemos as funções ÁCIDO e BASE dando-lhes conceitos
clássicos, ou seja, os conceitos de Arrhenius (1884).


        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        ÁCIDOS - substâncias que em solução aquosa libertam cations H+
        BASES - substâncias que em solução aquosa libertam ânions OH‾
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


        Quando foram observadas determinadas reações em soluções não aquosas,
os químicos sentiram a necessidade de ampliar os conceitos clássicos. Surgiram,
então, novos conceitos baseados nas estruturas moleculares e eletrônicas das
substâncias.


        ___________________

        DEFINIÇÕES
        ___________________


        Observando que todos os ácidos de Arrhenius continham hidrogênios
ionizáveis, J.N. Bronsted e T.M. Lowry propuseram, independentemente,que:


        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        ÁCIDO - é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de ceder-
        PRÓTONS
        BASE - é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de receber
        PRÓTONS
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        EXEMPLOS:




        Sua equação é:




        Sua equação é:


                H2O + NH3                  OH‾ + NH +
                      (H+)


        Pelos exemplos acima, vê-se que não podemos mais afirmar que determinada
substância (no caso a água) é ácido ou base. Ela será um ácido se conseguir doar
próton, se conseguir receber próton será uma base.
        De acordo com o novo conceito, a água (e muitas outras substãncias) poderá
ser ácido ou base dependendo do outro reagente.
        Por outro lado, não é necessária a presença de água para que um composto
seja ácido ou base.
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                                            conceitos modernos de ácidos e bases – 7


        EXEMPLO :




        Sua equação é:
               HC1 + NH3                    Cl‾ + NH4+
                    (H+)




        ____________________________________________________

        2) ÁCIDOS E BASES CONJUGADAS
        _____________________________________________________


        Seja um ácido HA que se dissocia:
              __________________
               HA     H+ + A‾
               ________________


        Esta reação liberta o próton H e ânion A .              Vamos     supor que
simultaneamente ocorra a reação inversa:


               HA  H+ + A‾


        Nesta reação inversa A se associa com o próton. Logo A‾ é uma base.
Dizemos então que: A‾ é a BASE CONJUGADA do ácido HA.
        Na prática, todas as dissociações são reversíveis; logo todo ÁCIDO possui
sua BASE CONJUGADA.
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        EXEMPLO:
                _____________________________________
               HC1                 H+ + Cl‾
               ácido                         base conjugada
                ______________________________________


        Da mesma forma toda Base possui seu ÁCIDO CONJUGADO
               ____________________________________

               NH3 + H+        ↔   NH4   +


               base                   ácido conjugado
               _____________________________________
        Sejam agora dois ácidos 1 e 2 que libertam prótons e transformam-se em
bases conjugadas 1 e 2 , respectivamente:

        1a.) Ácido1    ↔       H+ +   Base1

        2a.) Ácido2    ↔       H+ +   Base2


        Vamos supor que, colocando-se os sistemas em contacto o ácido forneça
prótons à Base2. Então, a 2a. equação terá o sentido inverso:




        EXEMPLO:


               HC1         +    NH3               Cl‾   +     NH4+


        Pode-se raciocinar assim:




        Em outras palavras:
                 Cl ‾ é Base conjugada do ácido HC1
                NH4+ é Ácido conjugado da base NH3
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                                              conceitos modernos de ácidos e bases-7


                                         EXERCÍCIOS


          (635) Na reação:

                   HCO3_ + H2O       ↔   H2CO3 + OH‾

          a) HCO3_ é ácido conjugado de H2CO3
          b) HCO3_ é base      conjugada de OH‾
          c) H2O     é ácido conjugado de OH‾
          d) H20     é base    conjugada de H2C0   3




          (636) Na reação que ocorre na amonia líquida:

                   NH3 + NH3     ↔   NH4+ + NH2‾


          indique a afirmação errada
          a) NH3 pode ser tanto ácido como base
          b) NH4+ é ácido conjugado de NH3
          c) NH2‾ é base conjugada de NH3
          d) NH3 é base conjugada de NH2‾


          Num caso particular, a reação de ácido + base (de Arrhenius) é chamada
salificação.
          Que é uma reação de salificação, na realidade?
          Seja o HCl + NaOH:
          O HCl é molecular; o NaOH é constituído de íons Na+ e OH‾ .
          A reação pode ser assim considerada:




          Se o HCl estivesse em solução aquosa, teríamos H3O+ e Cl‾         por causa da
reação:
               HCl + H2O       H3O+ + Cl‾


          Substituindo HCl por (H3O + Cl‾) teremos:
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        Os íons        Cl‾       e     Na+       apenas presenciaram a reação.


        CONCLUSÃO:
        a reação de HCl ((aq) + NaOH(aq) é realmente:
                __________________________
                H3O    +   + OH‾            2H2O
                __________________________
        que, de modo simplificado, é escrito assim:
                ___________________
                H+ + OH‾             H2O
                ___________________


        Determinadas reações, que não eram consideradas como de ácido e base
segundo as antigas teorias, tornam-se agora ácidos e bases de Bronsted-Lowry.
        ÁCIDO                         BASE


        (HO)2SO2             +         C2H5OH              C2H5OH2+    +       HOSO3‾
        ác.sulfúrico                 álcool etílico


        HC1                  +         CH3COOH             CH3COOH2+ +          Cl‾
        ác.clorídrico                  ác.acético


        (HO)2SO2             +         HONO2                H2ONO2+        +    HOSO3‾
        ác.sulfúrico                       ác.nítrico


        Reparem que, nas reações acima, os ácidos acético e nítrico desempenham as
funções de BASE do Bronsted-Lowry..


        De acordo com o novo conceito, do ponto de vista da capacidade de doar ou
fixar prótons, os solventes podem ser classificados em quatro tipos:
        a) ácidos ou protogênios - capazes de doar prótons: HF, H2SO4,
        HCN, etc.
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                                             conceitos modernos de ácidos e bases - 7
        b) básicos ou protofílicos - capazes de fixar prótons: NH3 , aminas, etc.
        c)     anfipróticos   -   podem tanto doar como fixar prótons: H2O , C2H5OH,
        etc.
        d) apróticos - não doam e nem fixam prótons: C6H6 , CHC13 , etc.




                                       ════════════════




                                                        B          TEORIA

                                                            DE LEWIS

        Mantendo os conceitos de ácidos e bases segundo Lowry              e Bronsted,
G.N.Lewis apresentou uma nova ampliação desses conceitos, baseando-se em
estruturas eletrônicas.
        Segundo Lewis:
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        BASE é a espécie química (íon ou molécula) que possui um ou mais pares de
        elétrons periféricos capazes de efetuar ligações coordenadas.
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
        ÁCIDO       é a espécie química (íon ou molécula) capaz de efetuar uma ligação
       coordenada com um par eletrônico, ainda não compartilhado, de outra espécie
       química.
        ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
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    Resumindo:


             ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

             Á ci d o - é a es pé ci e qu ím ic a ca p a z de ef et u ar a liga ç ã o
             coordenada.
             Base         - é a es pé c ie química ca p az de oferecer o par
             el et r ôni c o para a l i g a ç ã o co or d en a d a.
             ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


    Na reação:




         O HC1 é:



    a)    Ácido de Bronsted porque cede H+
    b)    Ácido de Lewis porque cede H+ que efetua ligação coordenada

    0 NH3 é:
    a)    Base de Bronsted porque recebe H+
    b)    Base de Lewis porque forma ligação coordenada com H+



                           EXERCÍCIOS

   Sejam as reações:
   1) H+ + ----------H2O        H3O+
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        2) H2O +       NH3        NH4+ +     OH‾




        3)


        4) Mg   + +   + 6H2O        [Mg.(OH2)6]+   +




        (637) São reações de ácido-base de Bronsted
        a) 1 e 2                     d) somente 1
        b) 1, 2 e      3             e) nenhuma das respostas anteriores
        c) 3 e 4


        (638) São reações de ácido-base de Lewis
        a) 3 e 4                    d) 1 e 2
        b) 1, 2, 3 e 4              e) nenhuma das reações
        c) somente         3


                                     ══════════════════



                                                       C FORÇAS DE
                                          ÁCIDOS E BASES
        ____________________
        DEFINIÇÕES
        E COMPARAÇÕES
        _____________________________


        Um ácido pode ter maior ou menor facilidade em ceder prótons. Quanto mais
facilmente libertar prótons, dizemos que o ácido é mais forte.
        Sejam os ácidos HC1 e HBr

        HC1     ↔        H+ + Cl‾

        HBr     ↔      H+ + Br‾
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        O tamanho das setas indica o grau de deslocamento da reação. Vemos que
as reações inversas têm baixas intensidades.
        Pode-se definir K, (constante de dissociação) do ácido.




        Onde os "colchetes" indicam as concentrações dos íons ou moléculas em
moles/litro.
        Evidentemente, quanto maior for o valor de K mais dissociado estará o ácido
e diremos que o ácido é mais forte.
        Se KA(HBr) > KA (HCl) significa que o HBr está muito mais dissociado que o
HC1. Logo, HBr é um ácido mais forte que o HCl.


        CONCLUSÃO:
        _______________________________________________________________
        Quanto mais forte o ácido maior será o KA desse ácido
        ________________________________________________________________
        De um modo geral, se KA > 1 para solução aquosa O,1N, o ácido é forte.
        Muitas vezes, é apresentado o pKA do ácido. Em química, "p" significa
cologarítmo
        pKA      =      cologKA     =         -logKA


        Para o       HBr     de         KA        =    109
        pKA     =    -log.109       =        -9


                                                  EXERCÍCIOS


        Sejam os ácidos abaixo e seus respectivos KA :

        HAc         ↔   H+      +       Ac‾              KA    = 1,8 x 10‾4

         (ác.   acético)


        HSO‾4    ↔      H+   +           SO=4            KA    = 1,2 x 10‾2
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       (639) O ácido mais f or t e é:

                    a) HAc           d) Ac‾
                    b) HSO-4         e) SO4=
                    c) H+

       (640) 0 ácido mais fraco é:

                    a) HAc           d) Ac‾
                    b) HSO-4         e) SO4=
                    c) H +


        É evidente que , se um ácido liberta prótons facilmente            (ácido forte), a
reação inversa será mais difícil.


                               HC1   ↔   H+       +     Cl‾

        O HC1 numa solução aquosa tem grande facilidade em libertar H+ e
Cl‾ . A reação inversa, aquela de associação de H+ com CI‾, será difícil. Isto
quer dizer que o HC1 é um ácido forte e terá uma base conjugada Cl‾
bastante fraca.

       Conclusão:



       Se um ácido é forte, sua base conjugada será fraca e vice-
       versa


        Examinando os KA dos ácidos podemos comparar as forças das suas
bases conjugadas.




       Então:

       Quanto menor o valor de KA do ácido                    mais forte será a sua
base conjugada.

       Sejam as dissociações:

                    HNO2   ↔ H+           +            NO2‾    KA =   4 x 10‾10
                    H2PO‾4 ↔ H+               +       HPO=4    KA =    6,2 x 10-8
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        (641) O ácido mais forte é:
        a) HNO2                      d) NO2‾
        b) H2PO‾4                    e) HPO=4
        c) H   +




        (642) A base mais forte é:
        a) HNO2                      d) NO2‾
        b) H2PO4                     e) HPO=4
        c) H   +




        (643) A base mais fraca é:
        a) HNO2                      d) NO2‾
        b) H2PO4                     e) HPO=4
        c) H   +




        Eis uma tabela de alguns ácidos e suas respectivas bases




        A tabela anterior informa quando será possível ocorrer uma reação ácido +
base:
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        ____________________________________________________________________________
        Uma reação de transferência de pótons é possível             desde que haja
       formação de ácido e base mais fracas.
        _____________________________________________________________________


        Exemplos:
        2H3C — COOH        +     CO3=               2H3C▬COO‾        +    H2CO3


                  OH       +     CO3=




        O ácido acético ataca um carbonato produzindo H2CO3 que se decompõe em
seguida, em H20 + CO2 . Isto é possível porque o H2CO3 é mais fraco que o ácido
acético. Já o fenol não reage com carbonato, pois o H2CO3 é mais forte que o fenol.


        (644) Utilizando a tabela, responda qual das reações abaixo é impossível?




         (645) Das reações acima, qual delas se realizará com maior fácil idade?




        ____________________________________

        2 FATORES INFLUENTES
        ____________________________________


        Uma substância é realmente considerada um ácido quando apresentar um
hidrogênio apreciavelmente polarizado. Quanto mais polar for o hidrogênio, mais ele
será atraído pela base fixadora de prótons. Examinando os elementos de um período
da tabela periódica, quanto mais à direita se situa o elemento, ele poderá ter
hidrogênio mais polarizado e a sua força ácida será maior.
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        Outro fator que determina a força de um ácido é o tamanho do átomo ligado
ao hidrogênio.
        Quanto maior o átomo menor será a atração do hidrogênio polarizado e
teremos um ácido mais forte pois o próton H+poderá sair mais facilmente.


        Exemplo:
                        HF , HC1 , HBr , HI
                    aumenta o tamanho do átomo
                 __________________________________
                      maior a força ácida


        Comparando-se HF e HI temos:




        A atração H ↔ F é bem maior que a atração H↔ I; neste último o próton sai
com maior facilidade.




        _____________________________________

        3 EFEITOS DE INDUÇÃO
        ___________________________

        Nos compostos orgânicos,é muito importante o tipo           do   radical ligado
ao carbono que possui o       -0H.

        Por que um carboxilácido é um ácido mais forte que um álcool, se
ambos possuem o radical -0H?
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                                               conceitos modernos de ácidos e bases – 7


         No carboxilácido o oxigênio (=O) desloca os elétrons do carbono, este desloca
os elétrons do oxigênio (do OH) que por sua vez polariza mais o H.
         De modo geral, a força de um ácido carboxílico depende ainda dos radicais
ligados à carboxila.
         Seja a fórmula geral do ácido:




         Se X atrai elétrons, X é considerado radical elétron-atraente e aumentará a
força do ácido. Quanto mais elementos eletronegativoa tiver em X mais elétron-
atraente será o átomo e teremos o carboxilácido mais forte.
         Exemplos:

                H3C    — COOH             KA =     1,8     x   10-5


                C1CH2 — COOH              KA     = 1,4     x   10-3

                C12CH —COOH               KA =      5      x   10-2

                C13C — COOH               KA ≈      2



         Por outro lado, se X repele elétrons,teremos um radical elétron-repelente e o
ácido será mais fraco. Podemos agora classificar os radicais em:                ELÉTRON-
ATRAENTES e ELÉTRON-REPELENTES.


         RADICAIS ELETRON-ATRAENTES:
                -Cl, -Br, -I, -COOH, -OH, -NO2 , -C6H5


         RADICAIS ELETRON-REPELENTES:




         Por este motivo,o ácido fórmico H-COOH é mais forte que o ácido acético H3C
— COOH,pois o -CH3 é mais elétron-repelente que o -H.
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                                     EXERCÍCIOS


        (646) Qual dos compostos abaixo tem maior força ácida?




         (647) Qual dos compostos anteriores tem caráter ácido mais fraco?


        (648) Coloque os compostos abaixo em ordem decrescente de força ácida:




        ____________________________________

        4 CARÁTER BÁSICO
         DAS AMINAS
        ____________________________________


        Vimos que o NH3 pode comportar-se como uma base, transformando-se em
NH4+
        Da mesma forma uma amina poderá receber elétrons:




        Como se vê, as aminas são compostos que possuem radicais orgânicos pela
substituição H do NH3. Se houver substituição de apenas um H teremos uma amina
primária; sendo substituídos 2H teremos uma amina secundária; com todos H
substituídos teremos uma amina terciária.
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          Sejam o NH3 e CH3 - NH2 . Qual deles é base mais forte?


          O radical -CH3 é mais elétron-repelente que o H. Então o par de elétrons está
mais disponível para_receber o próton na amina. A metilamina é base mais forte que a
amônia.




          Com 2 radicais -CH3 teremos a dimetilamina que é base mais forte que a
metilamina. O segundo -CH3 reforça o efeito elétron-repelente sobre o nitrogênio.


          Era de se esperar que a trimetil amina fosse uma base mais forte ainda.
Porém ela é mais fraca que a metilamina e a dimetilamina devido a um impedimento
espacial que é denominado EFEITO ESTÉRICO e que dificulta a aproximação do
próton.




          Os três grupos -CH3 dificultam o ataque do próton ao par eletrônico do
nitrogênio. É útil observar que a força de um ácido ou de uma base depende não só da
natureza dos radicais , mas também da disposição espacial dos mesmos (efeito
estérico).
          Na anilina (fenilamina) temos ligado ao Nitrogênio o grupo C6H5 - que é
elétron-atraente. Logo, a fenilamina é uma base mais fraca que a amônia.




          Se o nitrogênio está ligado a um radical elétron-atraente, dificulta-se a
aproximação de prótons para receber o par eletrônico.
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                                       EXERCÍCIOS


         (649)    A constante de ionização do ácido tricloro acético é maior que a do
ácido aéetico, PORQUE o peso molecular do ácido tri-cloroacético e maior que o do
ácido acético.
                                                                         CESCEM-65


         (650) Na reação NH3 + HBr        NH4+ + Br‾, HBr é um ácido de Bronsted
PORQUE HBr doa um próton ao NH3 .
                                                                         CESCEM-65


         (651) Na reação NH3 + H+        NH4+ , NH3 é um ácido de Lewis, PORQUE NH3
doa prótons ao íon hidrogênio.
                                                                         CESCEM-65


         (652) Quando se junta acetato de sódio às solugões 0,1 M das substâncias
relacionadas abaixo, os íons acetato irão atrair prótons de um ácido que se encontra
presente. De que substância o íon acetato irá atrair o maior número de prótons:
         a)   NaHSO4                                    d) HCN
         b)   HNO2                                      e) NaHS
         c)   HC2H3O2
                                                                         CESCEM-66
         Consulte a tabela da questão 655


         (653) 0 fato de a água pura ter uma condutividade elétrica muito baixa é um
indicio de que:
         a) água é um solvente puro
         b) água tem caráter ácido
         c) água é muito ionizada
         d) água é muito pouco ionizada
         e) o número de íons H3O+ e 0H é o mesmo
                                                                         CESCEM-66
         (654) Éter etílico é uma base porque:
         a) não reage com hidróxido de sódio
         b) tem sabor peculiar
         c) possui um par de elétrons não compartilhado disponível para reagir
         d) ioniza-se para formar um íon carbônico
         e) torna azul o papel vermelho de tornassol
                                                                         CESCEM-66
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                                                   conceitos modernos de ácidos e bases – 7


        (655) Para responder às questões 656, 657 consulte a seguinte tabela de
ácidos, de sua bases conjugadas e de suas constantes ionização.

       Ácido       Base conjugada                  K, (constante de ionização do ácido)
       HCl                        Cl‾                   100% ionizado
       HSO4-                      SO4‾ ‾                1,2 x 10-2
       HF                         F‾                    7,2 x 10-4
       HNO2                 NO2‾                        1,8 x   10-5
       HC2H3O2(ác.acético) C2H3O2‾                      1,8 x   10-5
       H2S                   HS‾                        5,7 x   10-8
       HCN                   CN~                        7,2 x   10-10
       HS-                   S--                        1,2 x   I0-13



         (656) A base mais fraca das acima mencionadas é:
        a) Cl‾   b) CN‾      c) HS‾        d) S   ‾‾   e) SO4, ‾ ‾
                                                                                 CESCEM-66
         (657) A concentração de íons hidrogênio numa solução 0,1 M                 de ácido
acético, HC2H3O2 será maior que de uma solução
        a) 0,1 M HF                        d) 0,1 M NaHS
        b) 0,1 M HNO2                      e) 0,2 M HC2H302
        c) 0,1 M NaHSO4
                                                                                 CESCEM-66
        (650) Dadas as seguintes equações:

                      2 H3O+         + O2‾             3H O
                                                         2

                       BF3           + F‾              BF4‾
                       Mg   + +      + 6H2O            Mg(H2O)26     +



        pergunta-se:


        a) as três equações representam reações ácido-base de Lewis
        b) somente as duas últimas representam reações ácido-base de Lewis
        c) as três equações representam reações ácido-base de Bronsted
        d) nenhuma das equações representa reações ácido-base de Lewis
        e) nenhuma das equações representa reações ácido-base de Bronsted


                                                                                 CESCEM-67
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          (659) Assinalar a resposta correta entre as afirmações abaixo:
         a) ácido acético é mais forte do que o ácido fórmico
         b) ácido acético tem acidez comparável à do ácido monofluoracético
         c) o ácido acético é mais forte do que o ácido 2 metil propanóico
         d) o ácido acético é mais forte do que o ácido monobromoacético
         e) o ácido acético é o ácido orgânico mais fraco que se conhece
                                                                                   CESCEM-67


         (660) Assinalar abaixo a indicação correta em relação à ordem de basicidade
entre as seguintes aminas: dimetilamina (D), metilamina (MI), N-metil anilina (MA) e
anilina (A)
         a)     D = M = MA = A                             d)       D > M > MA > A
         b)     D = M>MA<A                                 e)       D < M <     MA <   A
         c)    D = M > MA = A
                                                                                   CESCEM-67


         As questões 661 e 662 se relacionam com a seguinte tabela que apresenta as
constantes de ionização de alguns ácidos em solução aquosa:

         Ácido                         K íon

         f lu or í dr i c o            6,7 x 10‾4
         ac ét i c o                   1,8 x 10‾5

         cianídrico                       4   X 10‾10
         sulfuroso (1º. degrau)        1,7 x 10‾2
         carbônico (1º. degrau)        4,4 x 10‾7

          (661) Qual dos ácidos abaixo é o mais fraco?
         a) fluorídrico                d) sulfuroso
         b) acético                    e) carbônico
         c) cianídrico


                                                                                   CESCEM-68


         662)       Sejam as seguintes reações
         Mg   + +             +   6 H2O            Mg      (H2O)6+    +


         BF3                  +   F‾                BF4-
         HCl                  +   F‾                HF          +         CI‾
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                                           conceitos modernos de ácidos e bases-7


        2 HC1 +      MgO       MgCl2 + H2O
        Ag+       + 2 CN‾      Ag (CN)2‾


        São todas:
        a) reações ácido-base segundo Arrhenius
        b) reações ácido-base segundo Bronsted
        c) reações ácido-base segundo Lewis
        d) reações ácido-base segundo Lewis e Bronsted
        e) reações ácido-base segundo Bronsted e Arrhenius
                                                                        CESCEM-68


        (663) Quando dizemos que um íon ou molécula é um ácido, isto significa que
eles terão uma tendência de:
        a) se combinarem com prótons
        b) cederem pares eletrônicos
        c) libertarem íons hidróxido como único ânion
        d) combinarem-se com íons hidróxido presentes num solvente qualquer
        e) nenhuma das respostas acima
                                                                        CESCEM-68


        (664) Esta questão esta relacionada com a seguinte tabela:




        Na série de reações apresentadas, podemos fazer a seguinte generalização:
        a) são ácidos somente as substâncias da coluna A
        b) são ácidos somente as substâncias da coluna B
        c) são ácidos as substancias da coluna A e C
        d) são ácidos as substâncias das colunas A e D
        e) nenhuma das generalizações acima é correta
                                                                        CESCEM-69


        Questões 665 a 667
        a) NO(OH)              PO(OH)3              CO(OH)2 ;
        b) LiOH                C10H                 Be(OH)2 ;
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        c) SO(OH)2                NO2 (OH)           Ba(OH)2          ;
        d) C6H5.NH2               KOH                Sr (O H) 2           ;
        e) C6H5.OH                HaOH               P(OH)3       .



        (665) Em solução aquosa todos são ba s es

        (6 6 6 ) Em solução aquosa todos são á ci d o s

        (6 6 7 ) Em solução aquosa temos um ác i d o e duas ba se s

                                                                                        CESCEM-69

        (6 6 8 )       0 ácido tric l or oa c ét ico e mais f or t e do que o ácido acético
PORQUE os átomos de cloro no ácido tricloroacético atraem elétrons mais fortemente
do que os átomos de hidrogênio no ácido acético.

                                                                                        CESCEM-69

        (6 6 9 )       Para a nitração d o s compostos aromáticos usa-se uma mistura
de ácido s u lf úr i c o e ác i d o nít r ic o concentrado. Quando se misturam              os   dois
ácidos ocorre a seguinte reação:


        2H2S04     +     HN03        NO2+        +       H2O+                 +   2 HSO4-

        N est a reação, o ácido nítrico funciona como:

        a) oxidante             d) ba s e
        b) redutor              e) de si dr at a nt e
        c) ácido

                                                                                        CESCEM-69


      (6 7 0 ) De acordo com a conceituação de ácidos e de b as e s, segundo
BRONSTED e LOWRY, o anion HCO3‾

        a) sempre age como ácido
        b) sempre age como b a s e
        c) nunca é ácido nem base
        d) pode agir como áci d o           ou   como b a se
        e) só pode agir como base ao reagir com cátions

                                                                                        CESCEM-70

        (671) De acordo com a t e or ia de Bronsted o íon amônio é:

        a) um á ci d o
        b) um íon anfótero
        c) uma base

                                                                                       STA.CASA-67
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                                                 conceitos modernos de ácidos e bases-7


          (672) A introdução de um átomo de cloro no carbono alfa do ácido acético irã:
          a) reduzir a ionização da carboxila
          b) manter o mesmo grau de ionização da carboxila
          c) aumentar a ionização da carboxila
                                                                             STA.CASA-67


          (673) HC1 dissolvido em água origina íons hidroxônio e cloreto. Esse processo
recebe o nome de:
          a) eletroforese
          b) eletrólise
          c) ionização
          d) as alternativas a, b e c estão corretas
          e) as alternativas a, b e c estão erradas
                                                                             STA.CASA-68


          (674) Qual das substâncias abaixo pode ser classificada como ácido e como
base de Bronsted?
          a) NH4+                              d) Cl‾
          b) BF3                              e) não existe uma substância desse tipo
          c) HSO4
                                                                              SANTOS-68


          (675)    Os íon NH4+, HC03 e        Cu(H2O)4++, são   sempre ácidos segundo o
conceito de Bronsted-Lowry,      PORQUE todos podem ceder prótons .
                                                                              SANTOS-69


          (676)    As substâncias HC1, HNO3 e HClO4, em solução aquosa tem suas
forças igualadas PORQUE, segundo a teoria de Bronsted-Lowry, o ácido mais forte que
pode existir em solução aquosa é o H3O    +


                                                                              SANTOS-69


          (677) Assinalar a seqüência que indica basicidade decrescente das estruturas
abaixo:
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        a) V        , II          ,    I    ,        III ,   IV
        b) I,        V            ,   II    ,        III ,   IV
        c) IV       , III         ,    I    ,        II ,    V
        d) IV       , III         ,   II    ,        V ,     I
        e) I,         V           ,   IV    ,        IV ,    III

                                                                   CIÊNCIAS HEDICAS-MINAS-69
        (678) Nas reações abaixo, certos reagentes podem ser considerados como
bases e outros como ácidos de acordo com a teoria de Bronsted-Lowry:


        : NH3       +       H20       ↔     NH4+     +       OH‾

        : NH3       +       HC1       ↔     NH4+     +       Cl‾

        : 0H2        +      HC1       ↔     H3O+     +       Cl‾


        Desta maneira qual das afirmações está certa?
        a)      NH3 e NH4+ são bases
        b)      HC1 e 0H‾ são ácidos
        c)      H2O e NH4+ são bases
        d)      NH4+ e H3O são ácidos
        e)   HC1 e Cl‾ são ácidos
                                                                   CIÊNCIAS HÉDICAS-MINAS-68


        (679) De acordo com a teoria eletrônica de Lewis, de ácidos e bases, nós
definimos ácido como sendo:
        a) toda substância capaz de receber prótons
        b) toda substância capaz de coordenar um par de elétrons cedidos por uma
base
        c) toda substância que em solução liberta íons hidrônio
        d) toda substância polar
        e) nenhuma das respostas
                                                                   CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68


        (680) Consultando os valores das constantes de ionização dos ácidos abaixo:

        ÁCIDO                                       Ki
        CH3COOH                            1,8   x 10-5

        C1CH2COOH                          1,4   x 10-3

        C12CHCOOH                          5,0     x 10-2
ATOMÍSTICA                                         Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                             conceitos modernos de ácidos e bases-7


        CI3CCOOH                     2,0 x 10-1
        Verificamos que:
        a) o ácido acético é o mais forte de todos
        b) o ácido tricloroacético é o mais forte de todos
        c) o cloro não influencia a força dos ácidos
        d) a constante de ionização diminui à medida que o numero de átomos de
cloro aumenta
        e) o cloro diminui a força dos ácidos
                                                           CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68


        (681) Uma solução de ácido fraco HC10 foi analisada, verificando-se no
equilíbrio, a existência das seguintes concentrações:
        H3O+    = 1,78x10-4 íon g/l
        C10-    = 1,78 x 10-4 íon g/l
        HC10 = 1,00 moles/l


        Qual a constante Ki do ácido?                                           1
        a) 3,56 x I0-4                      d) 1.78 x 10-4
        b) 3,56 x 10-8                       e) 3,17 x 10-9
        c) 3,17 x 10-8
                                                           CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68


        (682) ) 0 carbonato ácido de sódio (NaHCO3) em solução aquosa, dá reação:
        a) fortemente ácida                  d) alcalina
        b) fracamente ácida                  e) anfotera
        c) neutra
                                                                       MEDICINA-GB-68


        (683) Na reação abaixo:
        F3B +     :NH3      F3BNH3
        0 fluoreto de boro é um:
        a) ácido de Lewis                       d) conjugado de base
        b) base de Lewis                        e) nenhuma delas
        c) conjugado de ácido


                                                                       MEDICINA-GB-68
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         (684) Segundo a teoria deBronsted-Lowry, bases são substâncias:
        a) doadoras de elétrons
        b) aceptoras de elétrons
        c) doadoras de prótons
        d) aceptoras de prótons
        e) que tem disponível um par de elétrons
                                                                       MEDICINA-GB-68


        (685) A anilína é praticamente insolúvel em água, mas extremamente solúvel
no benzeno. Ela pode, porém, ser facilmente separada deste último composto
tratando-se a mistura com ácido clorídrico diluido. Isto se dá porque:
        a) a anilina sofre decomposição
        b) o benzeno e atacado pelo ácido clorídrico diluído
        c) a anilina possui grupamentos polares eclipsados que sãoo ativados nas
condições descritas acima
        d) há formação de um sal de anilina que, por sua natureza polar e solúvel em
água e insolúvel no benzeno
        e) forma-se cloridrato de anilina que, sendo extremamente volátil, pode ser
separado por destilação
                                                                       MEDICINA-GB-69


        (686) Assinale a seqüência           que corresponda à acidez crescente dos
compostos abaixo:




       a) II     ,I       ,V      ,   III         ,   IV
       b) I      ,V       , II    ,   III         ,   IV
       c) II     ,I       ,V      ,   IV          ,   III
       d) II     ,V       ,I      ,   III         ,   IV
       e) I      ,V       , III   ,   IV          ,   II

                                                                              UF-RJ-69


        (687) As soluções abaixo estão na concentração molar de 0,1 M.
        Conhecendo-se a constante de dissociação (K) assinale aquela que apresenta
concentração de MI mais elevada.
        a)     CH3COOH                  K   H2S       =     1 x 10-7
ATOMÍSTICA                                          Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                               conceitos modernos de ácidos e bases-7




        b)   NaHCO3     KNH4+      =     5,7     x     10 -10
        c)   H2S        KHSO4-     =     1,3      x    10-2
        d)   NH4Cl      KCH COOH
                            3      =     1,8      x     10-5
        e)   KHSO4      KHCO
                              3‾   =     4,7      x    10-11

                                                                            PARANÁ-67


        (688) Sendo o ácido acético mais fraco que o ácido fórmico, podemos dizer que
o grupo metil tem:
        a) menos atração por elétrons do que o átomo de hidrogênio
        b) mais atração por elétrons do que o átomo de hidrogênio
        c) mais eletro-atração do que o átomo de hidrogênio
        d) igual eletro-atraçao do que o átomo de hidrogênio
        e) nenhuma resposta é correta
                                                                            PARANA-67


        (689) Dadas as constantes de dissociação dos ácidos (K) abaixo enumeradas,
qual o ácido mais fraco?
        Ácido Orgânico                    K
        a) úrico                     1,30 x 10-4
        b) acético                     1,76 x 10-5
        c) fórmico                     1,77 x 10-4
        d) propiônico                  1,34 x 10-5
        e) láctico                     8,40 x 10-4


                                                                            PARANÁ-67
        (690) A sulfonação do benzeno produz ácido benzeno-sulfônico de acordo com
as equações químicas:




        Na fase I, o oxido de enxofre (VI) e o benzeno funcionam, respectivamente,
como:
ATOMÍSTICA                                             Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


        a) ácido e base de Arrhenius                d) base e ácido de Lewis
        b) ác i d o e base de Bronsted              e) base e ácido de Bronsted
        c) ácido e base de Lewis

                                                                      MEDICINA-STO ANDRÉ-69

        (691) Qual      dos itens abaixo ind ic a,              corretamente,a ordem
decr e s ce nt e da ac i de z das estruturas

             CH3COOH , FCH2COOH ,              ICH2COOH , C12CHC00H ,             BrCH2COOH
                A         B                        C          D                       E

        a) A D B        E     A
        b) B D E        C     A
        c) E B D        C     A
        d) D B E        C     A
        e) A B C        D     E
                                                                               POUSO ALEGRE-69

        (6 9 2 )        Qual dos compostos abaixo p o ss u i maior acidez?




                                                                               POUSO ALEGRE-69

        (6 9 3 )        Qual das espécies químicas abaixo funciona como uma
base de Lewis?

        a) S04-2        b) H30+      c) BF3         d) Na+            e) H2
                                                                               POUSO ALEGRE-69

        (694) Considerando-se            as constantes de di s s oc ia çã o dos ácidos
HA,    HB,     HC,     e     HD   a 25°C:

        KHA        =   4,4   x    10-7        KHB    =   4,7      x    10-11
        KHD        =   0,5    x   10-10       KHC    =    8,6     x    10-8
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


                                            conceitos modernos de ácidos e bases-7


        Podemos concluir que:
        a) os ácidos HA e HB possuem praticamente a mesma força
        b) o ácido HD é dez vezes mais fraco do que o ácido HB
        c) o ácido HC possui exatamente 103 vezes mais força do que o ácido HB
        d) o ácido HA é o mais fraco
        e) o ácido HA é o mais forte
                                                                     POUSO ALEGRE-69


        (695) São dadas as equações:




        Qual (ou quais) reações (das reações) acima é (são) reação (reações) ácido-
base conforme a teoria de Bronsted-Lowry?
        a) somente (1)
        b) somente (1) e (2)
        c) somente (1) , (2) e (4)
        d) nenhuma delas
        e) todas as quatro
                                                                        VASS0URAS-69


        (696) De acordo com o conceito de Lewis, as aminas são bases mais fortes que
a água PORQUE o nitrogênio é mais eletronegativo que o oxigênio.
                                                                           MARILIA-60


        (697) Um ácido mais fraco conjuga com a base mais forte e o ácido mais forte
com a base mais fraca PORQUE isto se dá de acordo com a teoria de Bronsted.
                                                                           MARÍLIA-68


        (698) Considerando dois ácidos e duas bases, cujos valores para "K" são:
        1º. ácido Ka = 4,5 x 10-5       2º. ácido K'a = 8,5 x 10-6

        1a. base   Kb = 1,4 x 10-4      2a. base K'b= 8,3 x 10_4
ATOMÍSTICA                                           Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




         Podemos di zer que o ácido e a base mais forte de cada par são:

         a) 1º. ácido       e    2a. base
         b) 2º. ácido       e    2a. ba s e
         c) 2º. ácido       e    1a. ba s e
         d) 1º. ácido       e    1.a. ba se
         e) os      dados são    insuficientes para responder

                                                                             MARÍLIA-68

         (699) No fim de uma experiência é necessário lavar a aparelhagem
dos r est o s de anilina.       Pode-se usar com maior ef i ci ên ci a:

         a) água
         b) solução diluída de s o d a
         c) água acidulada com ácido clorídrico
         d) nenhuma das alternativas convém
         e) não é p o ss ív el remover os r est o s de anilina

                                                                             MARÍLIA-69

         (7 0 0 )   A diminuição das propriedades básicas das aminas t er c iárias e
devido com maior pr o b a bil i da d e:

             a) ao aumento da densidade eletrônica em volta do átomo de nitrogênio
   como conseqüência do efeito indutivo dos radicais al q uil a que repelem elétrons

             b) à diminuição da d en si d a de eletrônica em volta do átomo de nitrogênio
   como conseqüência do e f eit o indutivo dos radicais alquila que atraem elétrons

             c) a um ef eit o e st ér i c o que aumenta com o tamanho dos r a d ic ai s
   al q uil a ligados ao nitrogênio

             d) às aminas terciárias que possuem maior ba si ci d a de d o que as
   primárias e secundárias

         e) nenhuma das alternativas anteriores
                                                                             MARÍLIA-69


                                         ═══════════════
ATOMÍSTICA                                   Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


               RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS E TESTES
       As respostas cujos números      tem asterisco, (por exemplo - *9) possuem
enunciados que necessitam de consulta à ERRATA.


             1)     300 m
             2)     150 Mhz
             3)     a
             4)     49,5 x 10-13 ergs
             5)     1,9 8 x 10-8 ergs
             6)     resolvido
             7)    resolvido
             8)     40, 41, 42
             9)     77, 78, 79
             10)     b
             11)     d
             12)     a
             13)     1 cm
             14)     6 x 1014 hertz
             15)     1,98 x 10-12 ergs
             16)     a
             17)     resolvido
             18)      134
             19)      6α e 3β
             20)      resolvido
             21)     13
             22)      4 α e 3β
             23)     resolvido
             24)     resolvido
             25)     resolvido
             26)      c
             27)      42 dias
             28)      6,25 8
             29)      resolvido
             30)      5.830 anos
             31)     resolvido
             32)     e
             33)      91 h e 273 h
             34)      90.000 e 12,6 anos
             35)     d
             36)     resolvido
             37)     c
             38)     b
             39)     d
             40)      resolvido
             41)     n
             42)     d
             43)     p
             44)     p
             45)     p
             46)    a
             47)    Y
             48)    a
             49)    c
             50)    d
             51)    e
             52)    d
             53)     alfa → +
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              beta → -
              gama → o
         54) duas β

         55) I) 66,6 horas           II)
         56) errado
         57) b
         58) menos os Eu e Ge (errado)
         59) certo
         60) d
         61) e
         62) b
         63) b
         64) b
         65) c
         66) c
         67) d
         68) c
         69) a
         70) a
         71) b
         72) a
         73) c
         74) b
         75) II
         76) a
         77) d
         78) a
         79) b
         80) e
         81) d
         82) a
         83) a
         84) c
         85) c
         86) a
         87) b
         88) b
         89) certo
         90) capaz de emitir partículas e radiações
         91) idem ao 90
         92) alfa e beta desviam-se em sentidos opostos. Gama não sofre
         desvio.
         93) a
         94) c
         95) 1 e 3
         96) d
         97) b
         98) d
         99) d
         100) e
         101) b
         102) b
         103) c
         104) e
         105) d
         106) d, e
         107) e
         108) a
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         109)   e
         110)   b
         111)   resolvido
         112)   resolvido
         113)   resolvido
         114)    2, 8, 3
         115)    2, 8, 18, 18, 5
         116)   a
         117)   não
         118)   b
         119)   c
         120)   resolvido
         121)   D
         122)   resolvido
         123)   resolvido
         124)   resolvido
         125)   d
         126)    9
         127)    resolvido
         128)   c
         129)   d
         130)    4, 3, -2, +1/2
         131)   6, 1, -1, +1/2
         132)    5, 3, -2, -1/2
         133)   b
         134)   resolvido
         135)    ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 3d6, 4s2
         136)    ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 3d10, 4s2, 4p6, 4d10 4f14; 5s2, 5p6, 5d4, 6s2
         137)   d
         138)   e
         139)   b
         140)   b
         141)   c
         142)   a
         143)   c
         144)   d
         145)   b
         146)   e
         147)   c
         148)   a
         149)   b
         150)   d
         151)   c
         152)   a
         153)   d
         154)   b
         155)   b
         156)   d
         157)   c
         158)   c
         159)   b
         160)   a
         161)   e
         162)   d
         163)   a
         164)   d
         165)    a
         166)    c
         167)    c
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         168) b
         169) II
         170) I e III
         171) a
         172) a
         173) e
         174) c
         175) e
         176) d
         177) 4, 0, 0, -1/2
               4, 0, 0, +1/2
         178) Sc+++
         179) ls2, 2s2, 2px2, 2py2, 2pz2
              3s2, 3px1, 3py1, 3pz1
         180) a
         181) elétrons na camada interna
         182) b
         183) d
         184) a
         185) a
         186) b
         187) d
         188) b
         189) b
         190) a
         191) e
         192) d
         193) c
         194) a
         195) a
         196) c
         197) d
         198) b
         199) b
         200) c
         201) c
         202) a
         203) b
         204) c (supondo eletrovalente)
         205) X3+Y≡
         206) c
         207) c
         208) e
         209) resolvido
         210) resolvido
         211) resolvido
         212) resolvido
         213) H - As - H
                    H
         214) H - Te
                    H
                    H
         215) H - Ge - H
                    H
         216) H - I
         217) resolvido
         218) resolvido
         219) resolvido
ATOMÍSTICA                       Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga




         225)   resolvido
         226)   resolvido
         227)   resolvido
         228)   resolvido
         229)   H - O - Cl
         230)   H - 0 - Cl → 0
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         260)   resolvido
         261)   resolvido
         262)    2α e 2n
         263)    3α e 2П
         264)    5α e 1n
         265)    3σ
         266)    4σ e 1n
         267)    7 σ e 2n
         268)   2 σ e 1n
         269)    6σ
         270)    3σ e 1n
         271)    6σ
         272)   b
         273)   c
         274)   c
         275)   b
         276)   e
         277)   d
         278)   d
         279)   polar
         280)   apolar
         281)   apolar
         282)   apolar
         283)   apolar
         284)   polar
         285)   polar
         286)   apolar
         287)   a
ATOMÍSTICA                                   Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         288)    a
         289)    c
         290)    b
         291)    d
         292)    c
         293)    d
         294)    d
         295)    b
         296)    c
         297)    d
         298)    b
         *299)   d
         *300)    b
         301)    e
         302)    c
         303)    c
         304)    a
         305)    d
         306)    c
         307)    b
         308)    b
         309)    e
         310)    b
         311)    b
         312)    tamanho e carga dos íons
         313)    diferença de eletronegatividade e estrutura angular
         314)    errado
         315)    c
         316)    b
         317)    c
         318)    b
         319)    e
         320)    d
         321)    errada, certa
         322)    b
         323)    errada, certa
         324)    d
         325)    b
         326)    c
         327)    d
         328)    b
         329)    e
         330)    a
         331)    c
         332)    d
         333)    b
         334)    d
         335)     certa, certa (não justifica)
         336)     d
         337)     a
         338)    b
         339)    c
         340)    e
         341)     a
         342)     e
         343)     b
         344)     1, 2 e 3
         345)     c
         346)     a
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         347) c
         348) e
         349) d
         350) b
         351) b
         352) b
         353) c
         354) d
         355) a
         356) e
         357) e
         358) c
         359) d
         360) c
         361) d
         362) a
         363) certa, certa (justifica)
         364) b
         365) e
         366) e
         366-A) d
         367) b
         368) certa, certa (justifica)
         369) b
         370) a
         371) c
         372) a
         373) certa, certa (justifica)
         374) e
         375) b
         376) d
         377) a
         378) d
         379) c
         380) c
         381) b
         382) c
         383) c
         384) iônicos: Kl, HgCl, Ca(OH)2, K2S04 . Al2(SO4)3. 24H2O,
         (NH4)2SO4, CaO   e K2 O
         385) d
         386) b
         387) b
         388) c
         389) b
         390) d
         391) a
         392) e
         393) b
         394) b
         395) b
         396) d
         397) errada, errada
         398) a
         399) c
         400) b
         401) c
         402) d
         403) c
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         404)   b
         405)    a
         406)    c
         407)    c
         408)    d
         409)    c
         410)    b
         411)    d
         412)    a
         413)    b
         414)    a
         415)    c
         416)    d
         417)   b
         418)    c
         419)    a
         420)    d
         421)    -3,0
         422)    153,5 Kcal/mol
         423)    c
         424)    b
         425)    d
         426)    e
         427)    e
         428)    d
         429)    e
         430)    b
         431)    e
         432)    b
         433)    e
         434)    e
         435)    d
         436)    e
         437)    a
         438)    a
         439)   errada, certa
         440)    e
         441)    d
         442)    c
         443)    b
         444)    c
         445)    d
         446)    c
         447)   b
         448)    certa, certa (não justifica)
         449)   b
         450)    c
         451)    c
         452)    c
         453)   d
         454)   b
         455)   b
         456)    a
         457)   d
         458)    c
         459)    a
         460)    c
         461)    a
         462)    c
ATOMÍSTICA                                 Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         463)   a
         464)   a
         465)   b
         466)   b
         467)   b
         468)   b
         469)    c
         470)    c
         471)   c
         472)   a
         473)   c
         474)    c
         475)    a
         476)   a
         477)   c
         478)    c
         479)   a
         480)   F‾
         481)    a
         482)    c
         483)   b e c
         484)   d
         485)    a
         486)    e
         487)    a
         488)    c
         489)   d
         490)   b
         491)   b
         492)   b
         493)   b
         494)    e
         495)   a
         496)   d
         497)   c
         498)   c
         499)   a
         500)    a
         501)   a
         502)   b
         503)   a) Br    b)CI   c) Cl2   d) NaBr
         504)    c
         505)   resolvido
         506)   resolvido
         507)   resolvido
         508)   +3 e -2
         509)   +1
         510)   +2
         511)   +2
         512)   -2, -1, +1
         513)   b
         514)   resolvido
         515)   +5
         516)   +5
         517)   -3
         518)   +3
         519)   -3
         520)   resolvido
         521)   resolvido
ATOMÍSTICA                                Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         522)   resolvido
         523)   resolvido
         524)   resolvido
         525)   +5
         526)   +6
         527)   +2
         528)   +4
         529)   +5
         530)    +3
         531)   +2,5 (médio)
         532)   +8/3 (médio)
         533)   +3
         534)   resolvido
         535)   resolvido
         536)   resolvido
         537)   resolvido
         538)   resolvido
         539)   +6
         540)   +2
         541)   +7
         542)   +5
         543)   resolvido
         544)   +3
         545)   +5
         546)   +5
         547)   +4
         548)   +6
         549)   resolvido
         550)   resolvido
         551)   resolvido
         552)   -3
         553)   -3
         554)   +3
         555)   +3
         556)   b
         557)   d
         558)   c
         559)   b
         560)    c
         561)    3, 5, 2 ▬ 3, 5
         562)    3, 40, 4 ▬ 15, 6, 40
         563)    2, 10, 8 ▬ 5, 1, 2, 8
         564)   2, 1 ,10 ▬ 2, 7, 5
         565)    3, 9 , 8 ▬ 2, 6, 9, 21
         566)    3, 8 ▬ 3, 3, 2, 4
         567)    2, 5 ▬ 2, 1, 2, 3
         568)   1, 1, 2 ▬ 1, 1, 1, 3
         569)   6, 3 ▬ 2, 4, 3, 2
         570)    1, 2, 2 ▬ 2, 2, 1
         571)    2, 3, 9 ▬ 2, 6, 9
         572)    2, 64, 27▬ 2, 6, 54, 32
         573)   6, 10, 24 ▬ 3, 6, 5, 20, 24
         574)   2, 2, 6 ▬ 1,2 , 1, 4, 4
         575)    3, 16 ▬ 3, 3, 8, 10
         576)   1, 3, 4 ▬ 1, 1, 7, 3
         577)   2, 3, 10 ▬ 2, 6, 8
         578)    1, 20, 16 ▬ 5, 2, 28
         579)   1, 14, 12 ▬ 3, 2, 20
         580)   2, 5, 6 ▬ 2, 5, 3
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         581)   10, 1, 8 ▬ 2, 10, 4
         582)   4, 1, 10 ▬ 4, 1, 3
         583)    1, 4, 11 ▬ 4, 4, 1
         584)   2, 3, 6 ▬ 3, 3, 2
         585)    2,2,4 ▬ 2, 1, 2
         586)    2, 1, 2 ▬ 2, 2, 1
         587)   resolvido
         588)   resolvido
         589)   K,Cr2O7 + 14HBr → 2KBr + 2CrBr3 + 7H2O + 3Br2

         590) 2KMnO4, + 8H2SO4 + 10KI → 6K2SO4, + 2MnSO4 + 8H2O + 5I2

         591) K2Cr207 + 7H2SO4, + 6NaCl → K2SO4, + Cr2 (SO4)3 +
         3Na2SO4, + 7H2 O + 3C12

         592) MnO2 + 2H2SO4, + 2FeSO4 -> Fe2 (SO4)3 + MnSO4, + 2H2O

         593) 2KMnO4, + 3H2 SO4, + 5H2 O2 → K2SO4 + 2MnSO4, +
         8H20 + 502

         594) K2Cr207 + 7H2S04 + 3Na2C204 → K2SO4, + Cr2(SO4)3 +
         3Na2SO4, + 6CO2 + 7H20

         595)   4HN03 + Hg       c°"°-»   Hg(NO3)2 + 2N02 + + 2H20

         596)   10HNO3 + 4Zn        → 4Zn(NO3)2 + NH4 NO3 + 3H2O

         597)   2H2 SO4   + Ag     →      Ag2 SO4,   + SO2   + 2H2O
         598)   b
         599)   d
         600)   d
         601)   c
         602)   a
         603)   a
         604)   d
         605)   b
         606)   b
         607)   d
         608)   e
         609)   e
         610)   c
         611)   d
         612)   d
         613)   b
         614)   c
         615)   b
         616)   b
         617)   d
         618)   d
         619)   c
         620)   c
         621)   a
         622)   a
         623)   c
         624)   c
         625)   d
         626)   b
         627)   d
         628)   d
ATOMÍSTICA                                     Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         629)   a
         630)   b
         631)   certa, errada
         632)   a
         633)   a
         634)   d
         635)    c
         636)   d
         637)   a
         638)   b
         639)   b
         640)   a
         641)   a
         642)   e
         643)   d
         644)   d
         645)   e
         646)   b
         647)   d
         648)   d, c, b, a
         649)   certa, certa (não justifica)
         650)   certa, certa (justifica)
         651)   errada, errada
         652)   a
         653)   d
         654)   c
         655)   não
         656)   a
         657)   d
         658)   a
         659)   c
         660)   d
         661)   c
         662)   c
         663)   e
         664)   d
         665)   d
         666)   a
         667)   e
         668)   certa, certa (justifica)
         669)   d
         670)   d
         671)   a
         672)   c
         673)   c
         674)   c
         675)   errada, errada
         676)   certa, certa (justifica)
         677)   a
         678)   d
         679)   b
         680)   b
         681)   c
         682)   d
         683)   a
         684)   d
         685)   d
         686)   e
         687)   e
ATOMÍSTICA                                      Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga


         688)    a
         689)    d
         690)    b
         691)    d
         692)    e
         693)    a
         694)    e
         695)    b
         696)    certa, certa (não justifica)
         697)    certa, certa (justifica)
         698)    a
         699)    c
         700)    c




                                     n




       http://groups-beta.google.com/group/Viciados_em_Livros
             http://groups-beta.google.com/group/digitalsource

Atomística

  • 1.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga http://groups-beta.google.com/group/digitalsource
  • 2.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A T O M ÍS T IC A Volume 2 Teoria e Exercícios SÂO PAULO ■ BRASIL
  • 3.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga FICHA CATALOGRÁFICA [Preparada pelo Centro de Catalogação-na-fonte, Câmara Brasileira do Livro, SP] Feltre, Ricardo, 1928- F Atomística: teoria e exercícios |por| Ricardo Feltre 374a |e| Setsuo Yoshinaga. São Paulo, Ed. Moderna, 1974. 477p. ilust. 1. Átomos 2. Moléculas I. Yoshinaga, Setsuo, 1937- II. Título. CDD-539 -541.22 7 -541.24 74-0086 Índices para o catálogo sistemático: 1. Estrutura atômica: Química teórica 541.24 2. Estrutura molecular: Química 541.22 3. Física moderna: Ciências puras 539 4. Química molecular 541.22 É proibida a reprodução total ou parcial deste livro, sob as penas da lei.
  • 4.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga PREFÁCIO
  • 5.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ABREVIAÇÕES ADOTADAS, PELOS AUTORES, PARA OS NOMES DAS ESCOLAS SUPERIORES MEDICINA - USP (até 1964) - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. CESCEM - Centro de Seleção de Candidatos a Escolas Médicas e Biológicas da Fundação Carlos Chagas. EPUSP ou POLI - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica. FFCLUSP - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. EE MACKENZIE - Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie. FEI - Faculdade de Engenharia Industrial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. EES CARLOS - Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. EE MAUÁ - Escola de Engenharia Mauá. MEDICINA - Santa Casa - Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. FEF ARMANDO ALVARES PENTEADO - Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado. ESQ OSWALDO CRUZ - Escola Superior de Química Oswaldo Cruz. ENE - Escola Nacional de Engenharia (Guanabara). MEDICINA - GB - Vestibulares Unificados `as Escolas de Medicina (Guanabara e Rio de Janeiro). ENGENHARIA - GB - Vestibulares Unificados às Escolas de Engenharia (Guanabara e Rio de Janeiro).
  • 6.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ÍN D IC E ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ CAPÍTULO 1 - introdução à atomística ONDAS ELETROMAGNÉTICAS ................................................... 15 O que é onda eletromagnética ........................................ 15 Tipos de ondas eletromagnéticas ....................................... 21 Propagação das ondas eletromagnéticas............................ 23 DESCARGAS ELÉTRICAS NOS GASES À ALTA PRESSÃO ........ 25 DESCARGAS ELÉTRICAS NOS GASES À BAIXA PRESSÃO ...... 26 Explicação do fenômeno .................................................... 27 A ionização inicial ............................................................ 28 Lâmpada fluorescente ........................................................ 28 DESCARGAS ELÉTRICAS NO ALTO VÁCU0 .............................. 31 RAIOS ANÒDICOS - AMPOLA DE GOLDSTEIN ......................... 33 ESPECTRÓGRAFO DE MASSA .................................................... 35 ISÓTOPOS - ISÓBAROS - ISÓTONOS ........................................ 37 RAIOS "X" ..................................................................................... 40 EXERCÍCIOS E TESTES .............................................................. 43
  • 7.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga CAPÍTULO 2 – radiatividade DESCOBERTA DA RADIATIVIDADE ............................................. 47 NATUREZA DAS EMISSÕES ........................................................ 50 LEIS DA RADIATIVIDADE ........................................................... 53 CINÉTICA DAS EMISSÕES .......................................................... 59 Velocidade instantânea de desintegração ......................... 60 Constante radiativa ............................................................ 61 Vida média ......................................................................... 62 Período de semi-desintegração ou meia vida.................... 65 Relação entre vida média e período de semi-desintegração ........................................................ 69 FAMÍLIAS RADIATIVAS OU SÉRIES RADIATIVAS ...................... 72 REAÇÕES DE- TRANSMUTAÇÃO ................................................. 77 FISSÃO NUCLEAR ....................................................................... 85 FUSÃO NUCLEAR ......................................................................... 99 ELEMENTOS ARTIFICIAIS ............................................................ 102 Carbono 14 ......................................................................... 102 Iôdo radiativo ..................................................................... 103 Cobalto 60 ......................................................................... 104 EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................. 106 CAPÍTULO 3 - estrutura do átomo O ÁTOMO DE DALTON ................................................................ 121 O MODELO DE RUTHERFORD - BOHR .................................... 123 Contradição `a teoria de Rutherford ................................ 126 A teoria de Bohr ................................................................ 126 Distribuição eletrônica ...................................................... 135 Os elementos de transição ............................................... 137 A EVOLUÇÃO DA TEORIA DE RUTHERFORD - BOHR ............ 138 PRINCÍPIO DA EXCLUSÃO DE PAULI ........................................ 143
  • 8.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A MECÂNICA ONDULATÓRIA ....................................................... 144 NÍVEIS, SUBNÍVEIS E ORBITAIS ................................................. 147 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E REGRA DE HUND .................... 156 MEMORIZAÇÃO ATRAVÉS DO ESTUDO COMPARATIVO ........... 161 HIBRIDAÇÃO ................................................................................. 166 EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................. 176 CAPÍTULO 4 - ligações químicas LIGAÇÃO ELETROVALENTE ........................................................ 192 Estrutura do cloreto de sódio .......................................... 198 Estrutura dos cristais iônicos .......................................... 200 Estrutura eletrônica dos íons ........................................... 201 LIGAÇÃO COVALENTE . ................................................................ 202 Teoria de Heitler - London ............................................... 203 Orientação das ligações covalentes no espaço ................. 208 Covalência coordenada........................................................ 210 Principais elementos e número de elétrons na camada externa ............................................................ 213 Contagem dos elétrons na camada, externa .................... 214 Estrutura de hidretos moleculares ................................... 215 Estrutura dos Óxidos moleculares .................................... 217 Estrutura de ácidos oxigenados ........................................ 220 Estrutura dos sais.............................................................. 223 Ligação π (pi ....................................................................... 227 Hibridações parciais ........................................................... 233 Hibridações especiais ......................................................... 239 LIGAÇÃO POLAR E MOLÉCULA POLAR ..................................... 244 Eletronegatividade ............................................................... 244 Ligação polar ..................................................................... 245 Momento polar .................................................................... 247 Molécula polar ................................................................... 249 Constante dielétrica ........................................................... 251 Ponte de hidrogênio............................................................ 253 Ligação de Van der Waals ............................................... 257 Fusão e dissolução de um sal ........................................ 263
  • 9.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ESTRUTURAS DAS MOLÉCULAS ............................................... 268 Átomos que obedecem à regra do octeto ........................ 268 Átomos que não obedecem à regra do octeto ................. 275 Estruturas macromoleculares ............................................ 278 PARAMAGNETISMO ...................................................................... 281 RESSONÂNCIA ............................................................................... 284 LIGAÇÃO METÁLICA ..................................................................... 290 Teoria da "nuvem eletrônica" ou "gás eletrônico" ................................................................... 291 Teoria das faixas eletrônicas ou bandas eletrônicas .............................................................. 293 Retificador de corrente ...................................................... 302 Transistores ........................................................................ 303 Célula fotoelétrica ............................................................. 305 CRISTAIS METÁLICOS ................................................................ 306 Sistema cúbico de corpo centrado ................................... 306 Sistema cúbico de face centrada .................................... 308 Sistema hexagonal compacto ............................................. 309 EXERCÍCIOS E TESTES .............................................................. 311 CAPÍTULO 5 - classificação periódica dos elementos HISTÓRICO .................................................................................... 333 A MODERNA CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA ................................. 337 AS ESTRUTURAS ELETRÔNICAS DOS ELEMENTOS ................. 341 PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS ......................... 348 Densidade ........................................................................... 348 Volume atômico................................................................... 349 Pontos de fusão .................................................................. 351 Raios: atômico, covalente, iônico e de Van der Waals .................................................................... 352 POTENCIAL DE IONIZAÇÃO ........................................................ 356 Definição de elétron-volt..................................................... 356 Definição de potencial de ionização .................................. 357 Variação dos potenciais de ionização................................ 358 ELETRONEGATIVIDADE ................................................................ 360
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga PROPRIEDADES QUÍMICAS .......................................................... 368 Natureza das ligações ........................................................ 368 Hidretos ............................................................................... 370 Óxidos.................................................................................. 370 EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 372 CAPÍTULO 6 - óxido-redução CONCEITOS DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO .................................. 389 OXIDANTES E REDUTORES ........................................................ 392 NÚMERO DE OXIDAÇÃO.............................................................. 394 Número de oxidação de íons............................................. 396 Número de oxidação de átomos nas moléculas ............... 397 AJUSTAMENTO DE COEFICIENTES PELO MÉTODO DE ÓXIDO-REDUÇAO ................................................................... 409 Óxido-redução com 3 elementos ...................................... 416 Presença da água oxigenada ............................................. 419 Equações iônicas ................................................................ 421 MONTAGEM DE EQUAÇÕES DE ÓXIDO-REDUÇÃO ................. 423 EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 427 CAPÍTULO 7 - conceitos modernos de ácidos e bases CONCEITOS DE LOWRY - BRONSTED ....................................... 439 Definições............................................................................. 439 Ácidos e bases conjugadas ................................................ 441 TEORIA DE LEWIS ....................................................................... 445 FORÇAS DE ÁCIDOS E BASES .................................................. 447 Definições e comparações................................................... 447 Fatores influentes .............................................................. 451 Efeitos de indução.............................................................. 452 Caráter básico das aminas ................................................ 454 EXERCÍCIOS E TESTES ............................................................... 456 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS E TESTES................................. 469
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga orbitais atômicos
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ONDAS A ELETROMAGNÉTICAS ________________________ O que é onda eletromagnética? ____________________ Em primeiro lugar vamos recordar o conceito físico de onda. Imagine a onda no mar. Um barril flutua no mar onde a onda "não se quebra". A onda caminha numa direção, mas o barril não desliza sobre a superfície,o que prova que a água do mar não se desloca no sentido da onda. O movimento que a onda vai causar é apenas de fazer "subir e descer" o barril. Então, pode-se afirmar que a onda possui energia para suspender o barril. Este "sobe" ao receber energia e depois devolve a mesma energia ao mar quando "desce". Nos desenhos ao lado está uma seqüência dos movimentos do barril. Então: Onda é propagação de ENERGIA. Imagine agora um lago e os abalos (ondas causadas pela sucessiva queda de "pedras" no centro do lago). Suponhamos que caem pe-
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga dras de modo periódico, vamos dizer de 10 em 10 segundos. Formam-se círculos concêntricos equidistantes que se propagam na superfície da água. Aquela parte "saliente" na superfície da água será chamada de "avista" da onda. 0 que vemos não é senão um conjunto de "cristas" concêntricas propagando-se na água a partir do ponto de queda da pedra. A distância entre duas cristas consecutivas corresponde ao comprimento de onda X (lâmbda) que,no exemplo acima, é a mesma,qualquer que seja o "par de ondas". Vejamos as ondas numa secção de perfil. Chamemos de "T" (período) ao tempo gasto para caírem duas pedras consecutivas, que é igual ao tempo para passarem duas ondas consecutivas num mesmo ponto. Então X será a distância percorrida pela onda no tempo "T". Sabendo-se que: espaço percorrido = velocidade x tempo λ =v . T Dizemos ainda que os pontos "A" e "B" da superfície são pontos em concordância de fase, ou seja ,pontos que executam movimentos análogos simultaneamente. Então: _____________________________________________________________________ Comprimento de onda (λ) é a menor distância entre dois pontos atingidos pelas ondas e que se acham em concordância de fase. _____________________________________________________________________
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 Imagine agora uma rolha que se encontre flutuando na superfície do lago. Ocorrerão oscilações na cortiça à medida que as ondas, passam. Vamos anotar o número de oscilações provocadas pelas ondas na unidade de tempo. Marquemos um minuto como unidade de tempo. Ora, se cai no lago uma pedra de 10 em 10 segundos,teremos 6 pedras e,portanto, 6 oscilações para a rolha num minuto. Este número de oscilações é chamado de freqüência das ondas. _____________________________________________________________________ Freqüência (f) é o número de oscilações produzidas pelas ondas, na unidade de tempo. _____________________________________________________________________ No caso anterior temos: f = 6 ciclos/minuto Podemos relacionar o período (T) com a freqüência (f). Vimos que: PERÍODO (T): é o tempo gasto para caírem duas pedras consecutivas, ou seja, o tempo para repetir uma oscilação idêntica num mesmo ponto atingido pelas ondas. FREQÜÊNCIA (f): ê o número de oscilações produzidas pelas ondas, na unidade de tempo. Ou seja, o período é o inverso da freqüência. Voltando à fórmula de propagação de ondas temos: substituindo
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Daí se conclui que, quanto maior o (X), menor será a (f) das oscilações,já que a velocidade de propagação é constante em determinado meio. Poderíamos fazer a seguinte comparação: Uma rolha "dança" na água (subindo e descendo) ao "ritmo" das pedras que caem. Quanto mais depressa as pedras caem, mais depressa, "com maior freqüência" oscila a rolha. Mas, então, formam-se ondas sucessivas umas muito próximas das outras e diremos que "diminuiu o comprimento de onda" (menor distância entre 2 cristas consecutivas) . Vamos supor agora que a água do lago ou a água do mar se tornasse "invisível". Iríamos, então, ver os objetos (barril, rolha, etc) flutuando no espaço e não numa superfície visível. Além disso, se nessa misteriosa "água invisível" houvesse propagação de alguma onda, Iríamos ver os objetos oscilando. Poderíamos até "imaginar" os tipos de onda que estariam se propagando nessa "misteriosa água". Pois bem, existem formas de energia que se propagam em forma de ondas invisíveis. Seja um recipiente contendo água. Na superfície flutua uma rolha com um prego. Do lado de fora fazemos oscilar um imã bastante forte. A rolha também irá oscilar com a mesma freqüência do Imã. É que quando o Imã oscila, ele produz ondas invisíveis no espaço capazes de atravessarem o vidro e fazer oscilar o prego. Estas ondas são denominadas "ondas magnéticas" e as representamos por um conjunto de setas chamadas vetores "campo magnético" (H).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística-1 Outro tipo de "onda invisível" é aquela produzida por cargas elétricas. Imagine um pêndulo de fio de seda que possui uma esfera carregada elétrica mente (vamos supor com carga negativa). Balançando-se diante da esfera um bastão carregado positivamente, a esfera tentará acompanhar o movimento do bastão. É porque o bastão, em oscilação, emite ondas invisíveis constituídas de "ondas elétricas" representadas por vetores denominados de "campos elétricos" (E). Na prática constata-se que, quando surge uma "onda elétrica", ela ê acompanhada de "onda magnética" e vice-versa. Dizemos, então, que se trata de "onda eletromagnética". Experimentalmente, sabe-se que o "plano dos campos elétricos é sempre perpendicular ao plano dos campos magnéticos". A representação ilustrativa da onda eletromagnética seria:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ____________________________________________________________________________ A onda eletromagnética é uma forma de energia constituída de campos elétricos e campos magnéticos, em planos perpendiculares entre si, capazes de propagar-se no espaço. ____________________________________________________________________________ As ondas eletromagnéticas propagam-se em diversos meios e, no vácuo a velocidade de propagação é de 300.000 km/seg, ou seja, 7,5 voltas em redor da Terra num segundo. Graças às ondas eletromagnéticas podemos captar emissoras de rádio, televisão, radar, etc. Apenas para termos uma idéia ilustrativa de onda eletromagnética, imagine uma estação transmissora de rádio. ═════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 ___________________________________________ Tipos de ondas eletromagnéticas ___________________________________________ As ondas eletromagnéticas apresentam os comprimentos de onda numa vasta gama de variação e, para cada faixa de variação, a onda eletromagnética recebe um nome específico. Vejamos os principais nomes. Os raios cósmicos são constatados em qualquer parte do Universo, sendo constituídos de partículas subatômicas de altíssima velocidade e "ondas eletromagnéticas de X curtíssimo". Em seguida temos os raios gama, observados nos fenômenos quando se "toca ou modifica a estrutura nuclear dos átomos". È o caso de fenômenos radiativos e explosões atômicas que veremos adiante, onde são produzidas emissões de "raios gama". Os raios-X são ondas eletromagnéticas que surgem nas "colisões de elétrons contra anteparos duros". As ondas eletromagnéticas, nas faixas ultra-violeta, luz visível e infra- vermelho, correspondem às "energias libertadas" pelos "saltos de elétrons dentro do átomo". Os raios infra-vermelhos são conhecidos popularmente como "calor de irradiação” .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga As ondas eletromagnéticas de comprimento maior surgem quando elétrons num condutor sofrem "impulsos". Ê o caso das ondas hertzianas libertadas duma torre de transmissão. Lá,os elétrons sofrem "impulsos" e libertam ondas eletromagnéticas. As ondas de F.M. (freqüência modulada) e de televisão possuem somente alguns metros. Exemplos: o CANAL 9 da T.V. tem À = 1,5 metros o F.M. da Eldorado tem A = 3 metros As ondas de rádio estão numa faixa de A maior e temos 3 classes: A) ondas curtas 10--------- 200 metros. B) ondas médias 200 --------- 600 metros. C) ondas longas 600 --------- 1000 metros. Foi o cientista Hertz quem descobriu a existência de ondas eletromagnéticas. Em sua homenagem, a unidade de freqüência ê denominada de "hertz". __________________________________________________________________________ 1 ciclo/segundo = 1 hertz 1000 ciclos/segundo = 1 khz (ki1ohertz) 1 milhão ciclos/segundo =1 Mhz (megahertz) __________________________________________________________________________ Pode-se então caracterizar uma onda eletromagnética, exprimindo o seu comprimento de onda "A" ou então, a sua freqüência (f). Lembre-se da relação: Quando nada se fala da velocidade de uma onda eletromagnética, subentende-se que a velocidade é de 300.000 km/seg (no vácuo = no ar) . EXERCÍCIOS (1) Você está sintonizando uma emissora que opera numa frequência de 1.000 Khz. Qual o comprimento de onda dessas emissões? RESPOSTA: são ondas de 300 metros.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística-1 (2) Uma emissora de T.V. utiliza-se de ondas de λ = 2 metros, Qual a freqüência dessa emissora? (3) Seja um rádio de uma faixa: Você está sintonizando uma estação quando no dial temos a posição acima indicada. Seu rádio é um receptor de ondas: a) médias b) curtas c) longas d) F.M. __________________________________________________________________________ propagação das ondas eletromagnéticas __________________________________________________________________________ As ondas eletromagnéticas propagam-se em linha reta num meio homogêneo. Ao penetrar noutro meio, pode ocorrer uma mudança de direção que se denomina refração. Pode mesmo ocorrer reflexão das ondas eletromagnéticas. Se você mora num local vizinho a prédios altos, ou onde passam aviões, as ondas de T.V. serão refletidas por esses obstáculos, provocando distúrbios no seu receptor. (Fantasmas pelo prédio e ondulações da imagem pelo avião). Uma torre de emissão, de T.V. ou de rádio, geralmente emite ondas em todas as direções, ou seja, ondas tridimensionais, formando se frentes esféricas de ondas. (Lembre-se que, na água, a onda causada pela queda da pedra tinha propagação bidimensional e tínhamos frentes de onda circulares).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Outro detalhe muito importante ê saber o aspecto energético das ondas eletromagnéticas. Elas são emitidas de modo intermitente em forma de conjuntos de ondas, que recebem o nome de "fótons". Resumindo: As ondas eletromagnéticas são emitidas de modo descontinuo, em forma de quantidades bem discretas, denominadas de "fotons? A energia do fóton depende do seu comprimento de onda (A). Quanto maior o "X", menor será a energia. Podemos dizer, então, que a energia do fóton é diretamente proporcional à freqüência da onda eletromagnética,já que: Essa energia variável de cada fóton é denominada de "quantum" (no plural "quanta"). Segundo o cientista Planck o quantum (q) cor responde a: _____________ q = h . f _____________ q = a energia do fóton h = constante de Planck = 6,62 x 1O-27 erg x seg f = freqüência da onda eletromagnética Portanto, cada fóton possui uma quantidade definida de energia. Assim, quanto mais fótons num feixe de luz, mais intensa será a energia. EXERCÍCIOS (4) Qual a energia do fóton constituinte da luz violeta de 4000 Ǻ? (5) Qual é a energia do fóton constituinte dos raios-X de λ=1Ǻ ?
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 B DESCARGAS ELÉTRICAS NOS GASES À ALTA PRESSÃO São os gases: bons, regulares ou péssimos condutores de eletricidade? A resposta seria: "depende da pressão do gás". Estudemos, então, os 3 casos principais: à alta pressão, à baixa pressão e no alto vácuo. De modo geral, os gases à pressão elevada (acima de 1 atm) comportam-se como isolantes, isto é, oferecem grande dificuldade a passagem de elétrons. Veja,por exemplo,os fios de luz nos postes que, às vezes estão descobertos, em contato com ar atmosférico (mistura gasosa) sem que ocorra descarga. É necessário grande diferença de potencial (AV) entre os pólos e ainda uma pequena distância entre esses fios para ocorrer uma descarga à alta pressão. Exemplo: Vela de motor à explosão que utiliza alguns milhares de volts para produzir a centelha. Quanto maior a distancia entre os eletrodos,exigem-se maiores tensões. .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga C DESCARGAS ELÉTRICAS N O S G A S E S A B A IX A P R E S S Ã O Esses tipos de descargas são realizadas em tubos de Geissler Um tubo de Geissler é constituído de uma ampola de vidro possuindo 2 eletrodos. No interior da ampola pode-se colocar um gás qualquer a uma pressão de 1 a 30 mm Hg. Um dos eletrodos é ligado ao polo negativo e será chamado de "CÁTODO". Outro que é ligado ao polo positivo é chamado de "ÂNODO". A diferença de potencial, necessária para a descarga, depende do comprimento do tubo e da pressão interna. Para um tubo de 40 cm e pressão de 3 mm Hg, pode-se usar uma tensão de 60 volts, quando no seu interior temos "vapor de mercúrio". Durante a descarga aparecerá uma boa luminosidade em toda região entre o "cátodo" e o "ânodo" A cor da luz emitida depende da natureza do gás, da pressão interna e da tensão utilizada. Descargas deste tipo são utilizadas em anúncios
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística-1 luminosos e também nas lâmpadas fluorescentes. Uma particularidade dessas lâmpadas é que para iniciar a descarga exige-se uma tensão elevada,a fim de provocar a ionização inicial das moléculas gasosas. ___________________________________ A) EXPLICAÇÃO DO FENÔMENO Vimos no LIVRO I que as moléculas são formadas de átomos. Os átomos são constituídos de núcleos e elétrons. Quando o tubo de Geissler ê submetido a determinada tensão, dá-se a descarga,porque o "CÁTODO". emite elétrons. Na prática o cátodo ê um filamento incandescente, pois a elevada temperatura facilita a emissão de elétrons. Os elétrons acelerados colidem com as moléculas do gás provocando ionizações. Os íons dirigem-se para o"CÁTODO" (-) enquanto que os elétrons vão para o "ÂNODO" (+). Dentro do tubo existem duas espécies de partículas em movimento: - elétrons no sentido cátodo ânodo - Íons no sentido ânodo cátodo Na realidade, além" das colisões elétron x molécula, ainda ocorrem, em menor número, colisões de molécula que também produzem mais ionizações.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Os íons chegam até o cátodo, regenerando assim o elétron e voltando a ser molécula neutra. Mas, uma nova colisão imediatamente provocará nova ionização. Nessas colisões, uma parcela de energia ê emitida em forma de ondas eletromagnéticas que podem ser visíveis ou invisíveis. Utilizando-se gases diferentes, ou pressões variadas, podem-se obter os mais deslumbrantes coloridos que enfeitam as avenidas na forma de anúncios luminosos. _________________________________ B) A IONIZAÇÃO INICIAL Um tubo de Geissler de um metro de comprimento, contendo vapor de mercúrio como gás residual, trabalha numa tensão de 100 volts aproximadamente. Mas, para haver descarga nessas condições é necessário que já exista considerável número de íons no gás. Como poderemos obter essa elevada ionização? - Os raios cósmicos que "chovem" em qualquer parte e, portanto, no local de experiência causam uma pequena ionização do gás, mas isso é insuficiente para se dar a descarga. - Um jato de elétrons,que ê lançado pela cátodo, é que realmente inicia a descarga. A emissão inicial de elétrons exige condições especiais: "cátodo incandescente e elevada tensão instantânea" de alguns milhares de volts. Na prática, como veremos adiante, o cátodo é um filamento incandescente (como o das lâmpadas comuns) e a elevada tensão inicial é conseguida com um dispositivo chamado "reator". Uma vez iniciada a descarga, a tensão pode baixar sem prejudi car a continuidade da descarga elétrica. _______________________________________ C) LÂMPADA FLUORESCENTE É um tubo de Geissler com algumas adaptações.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 A parte interna do vidro é revestida com uma tinta fluorescente. Essa tinta emite luz visível quando excitada por raios ultra-violeta. Como a lâmpada trabalha com corrente alternada, qualquer dos pólos é um "ânodo-cátodo". Possui um filamento de tungstênio para facilitar a saída de elétrons quando aquecido. Esquema da lâmpada no início da descarga No circuito existe um "REATOR" e um "STARTER". O reator destina-se a produzir uma alta-tensão inicial e a manter uma tensão adequada para a descarga. O starter é uma chave automática . Ele fecha o circuito no início a logo em seguida se abre interrompendo o circuito, onde ele foi colocado. Para uma lâmpada de 20 Watts temos o seguinte esquema: Inicialmente a corrente atravessa: reator, filamento, starter e outro filamento. Os filamentos tornam-se incandescentes , facilitando a emissão de elétrons. Então, desliga-se automaticamente o"S" (starter). Essa abertura do circuito provoca "alta tensão" entre os filamentos,porque o reator está no circuito. (É preciso noções de corrente alternada para entender minuciosamente o aparecimento da alta tensão). A alta tensão instantânea provoca a ionização inicial que iniciará a descarga elétrica no tubo. Dai por diante, o circuito que possui o starter ficará aberto e sem efeito. Pode-se mesmo substituir o "S" por uma chave elétrica, que ini
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga cialmente é fechada e, após alguns segundos, é aberta dando início a descarga. É por este motivo que, quando ligamos o interruptor de uma lâmpada fluorescente, ainda leva alguns segundos para ocorrer a descarga. Esse tempo necessário é para aquecer o filamento e esperar o "desliga" do starter,que é realizado automaticamente após determinado tempo no circuito. A alta tensão inicial é capaz de "succionar" alguns elétrons das moléculas vizinhas ao ânodo. Durante a descarga da lâmpada, o gás (vapor de mercúrio) emite mais intensamente luz ultra-violeta acompanhada de pequena quantidade de luz violeta. A luz ultra-violeta (invisível) excita a tinta fluorescente e esta emitira então, a luz visível. Dai o nome de lâmpada fluorescente. CONCLUSÃO: ____________________________________________________________________________ Admitindo-se que os átomos possuem elétrons pode-se justificar porque ocorrem descargas em tubos de Geissler. ____________________________________________________________________________ ════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 D DESCARGAS ELÉTRICAS NO ALTO VÁCUO As descargas desse tipo são estudadas na “ ampola de Crookes “ . Chama- se"alto vácuo" uma atmosfera onde se tenta produzir o melhor vácuo possível. Hoje, consegue-se alto-vácuo da ordem de l0-11 mm Hg. Entre o cátodo e o ânodo, estabelece-se uma tensão de alguns milhares de volts. Observa-se, na região em frente ao cátodo, uma luminosidade esverdeada no vidro. Em 1869, Hitterf demonstrou que a luminosidade era devida aos raios provenientes do cátodo, pois, se colocasse uma placa metálica entre o cátodo e o vidro, a luminosidade esverdeada do vidro iria desaparecer. Como somente o cátodo emitia esses raios, eles foram denominados "raios catódicos".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Crookes demonstrou que os "raios catódicos" eram constituídos de partículas de carga negativa, pois, sofrem deflexões diante de campos elétricos ou campos magnéticos. Esta evidência veio provar que o cátodo não emitia raios luminosos, mas sim, "PARTÍCULAS DE CARGA NEGATIVA". Alguns anos depois, o cientista Thomson conseguiu determinar a massa dessas partículas de carga negativa,constatando ser bem menor que o mais leve dos átomos ,ou seja, mais leve que o átomo de hidrogênio. Ficou assim esclarecido que "EXISTEM PARTÍCULAS" mais leves que o "ÁTOMO", ou seja, que "0 ÁTOMO É CONSTITUÍDO DE PARTÍCULAS". As partículas constituintes dos raios catódicos foram chamadas de"ELÉTRONS" Inicia-se,assim, uma nova fase de pesquisa do interior do átomo e, evidentemente, o abandono da teoria atômica de Dalton. Hoje sabemos que os raios catódicos são formados de elétrons. Os elétrons caminham pelo condutor até o cátodo. Como a tensão é muito elevada, os elétrons saem do cátodo com grande energia cinética rumo ao ânodo. Durante a trajetória, os elétrons quase não perdem energia porque, no meio rarefeito,quase não há colisões entre as partículas. No entanto, os elétrons não conseguem curvar sua trajetória e acabam colidindo contra as paredes de vidro. Al, parte da energia cinética ê transformada em energia luminosa. A seguir os elétrons são "succionados" pelo ânodo. ______________________________________________________________ RAIOS CATÓDICOS SÃO ELÉTRONS ACELERADOS EMITIDOS PELO CÁT0DO. ______________________________________________________________ Uma das importantes aplicações dos raios catódicos está na televisão. O tubo de imagem da televisão é uma ampola de Crookes que possui o canhão (cátodo) capaz de, ordenadamente, atirar elétrons
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomistica -1 contra a superfície interna do vídeo, onde se encontra um revestimento de tinta fluorescente. 0 tubo de imagem da T.V. opera com uma tensão de aproximadamente 10.000 volts. E RAIOS ANÓDICOS ampola de Goldstein Em 1886, Goldstein fez experiências de descargas em ampolas contendo gás numa pressão de 0,1 mm Hg aproximadamente. Utilizando cátodo perfurado, observou que no prolongamento dos orifícios do cátodo formavam-se "focos" luminosos. Sugeriu então que nessas descargas houvesse formação de partículas positivas vindas da direção do ânodo, que foram denominadas "raios anòdicos". A evidencia de que os raios anódicos são constituídos de partículas de carga positiva é que, passando-os em campos elétricos e em campos magnéticos, constatam- se desviou no sentido oposto no dos raios catódicos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A explicação do fenômeno é a seguinte: Os elétrons dos raios catódicos saem com grande energia cinética e podem colidir com moléculas do gás residual, transformando-os em íons positivos . Estes íons são "atraídos pelo cátodo" e regeneram o elétron quando colidem com o cátodo. No entanto, alguns íons atravessam o orifício e provocam colisões na parte posterior do cátodo. Essas colisões serão de íons acelerados x moléculas do gás residual, donde é emitida energia em forma de onda eletromagnética luminosa. Então o ânodo "não emite raios anódicos.". ___________________________________________________________________________ RAIOS_ANÓDIC0S são íons_do próprio gás residual que são repelidos pelo ânodo e atraídos pelo cátodo. ___________________________________________________________________________ Existem métodos para determinar a massa das partículas positivas dos raios anódicos. Constatou-se que a massa das partículas positivas é incomparavelmente maior que as partículas dos raios catódicos. Utilizando-se o hidrogênio como gás residual, foram obtidos raios anódicos, constituídos de partículas cujas massas eram o mais leve possível em relação a outros raios anódicos. No entanto, essa mais leve partícula positiva,até então conhecida, era cerca de 1840 vezes mais pesada que o elétron. Para essa partícula, foi sugerido o nome de "PRÓTON", que ficou estabelecido como unidade de carga positiva, (pois era a partícula de menor massa e menor carga observada naquela época). EM RESUMO: A descarga numa ampola de Goldstein apresenta: - elétrons acelerados num sentido,(raios catódicos) e - íons positivos acelerados no sentido contrário,(raios anódicos). ═══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 F ESPECTRÓGRAFO DE MASSA Uma das mais importantes aplicações dos raios anódicos é no espectrógrafo de massa. Este aparelho permite determinar a massa do átomo. Um dos primeiros espectrógrafos de massa utilizado foi o espectrógrafo de "ASTON". Na ampola onde se encontram o ânodo "A" e o cátodo "B" formam se os íons positivos, ou seja , os raios anódicos do gás. Como O cátodo "B" tem uma fenda vertical, muitos íons passam e alguns conseguem atravessar as fendas "C" "D". Entre "C" e "D^' existe um fortíssimo campo elétrico que acelera bastante as partículas positivas nesse trecho. Em "E" existe um fortíssimo campo magnético capaz de curvar a trajetória dos raios positivos, fazendo-os colidir com "F", onde existe um filme fotográfico. Conhecendo-se os valores dos campos elétricos e magnéticos, pode-se determinar a massa do íon.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Se na ampola foi colocado gás de um elemento químico e, se no filme "F", são obtidas duas ou mais impressões, pode-se concluir que existem partículas do mesmo elemento químico com diferentes massas. Ora, essas partículas são íons, ou seja, átomos que perderam elétrons. Como a massa do elétron é praticamente desprezível,conclui-se que,no elemento gasoso utilizado na experiência, existem "ÁTOMOS COM MASSAS DIFERENTES". Os átomos de diferentes massas,porém do mesmo elemento, serão chamados de "ISÔTOPOS", e sua existência é constatada no espectrógrafo. (Maiores detalhes serão explanados no próximo assunto.) Então, se no filme "F" tivermos a impressão: Conclui-se que,o elemento gasoso em estudo tem 3 isótopos Uma representação esquemática seria: O isótopo que incide em "A" ê mais leve que aquele que incide em "B" e "C". Quanto menor a massa do íon, maior será o desvio, ou seja, menor será a curvatura da trajetória. ════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 G ISÓTOPOS ISÓBAROS-ISÓTONOS Veremos, nos capítulos II e III, os trabalhos de diversos cientistas que possibilitaram melhor esclarecimento da estrutura atômica. Vamos no entanto adiantar que o átomo ê constituído de duas partes: a) Núcleo: onde se encontram principalmente duas espécies de partículas: "PRÓTONS e NEUTRONS". Eles possuem massas praticamente iguais. 0 próton ê o responsável "pela carga positiva". b) Eletrosfera: onde se encontram "ELÉTRONS", partículas de carga negativa que contrabalançam as cargas positivas do núcleo. Os elétrons têm massa desprezível em relação aos protons e nêutrons. As propriedades químicas de um átomo são determinadas pelo número de elétrons na eletrosfera, que é igual ao número de prótons do núcleo, também chamado "NÚMERO ATÔMICO". Em outras palavras: "Átomos de mesmo número atômico possuem as mesmas propriedades químicas". Os nêutrons são partículas "sem carga" e de massa aproximadamente igual à do próton e se encontram nos núcleos dos átomos. Os prótons e nêutrons determinam praticamente amassa do átomo, pois os elétrons têm massa desprezível em relação àquelas anteriores. CONVENÇÕES Z-------número atômico (número de prótons do núcleo). N-------número de nêutrons. A-------número de massa (soma de prótons + nêutrons do núcleo). Logo: A = Z + N ISÓTOPOS: São átomos do mesmo elemento químico (mesmo número atômico), porém,com diferentes números de massa (logo, de diferente número de nêutrons). ISÓBAROS: São átomos de diferentes elementos (diferentes números atômicos), porém, com o mesmo número de massa. ISÓTONOS: São átomos de diferentes elementos (diferentes números atômicos),porém, com o mesmo número de nêutrons.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Sejam os átomos "1" e "2" que apresentam respectivamente: número de prótons -----------Z1 e Z2 número de nêutrons -----------N1 e N2 número de massa -----------A1 e A2 Representa-se o NÚMERO ATÔMICO e o NÚMERO DE MASSA de um átomo do seguinte modo: ════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Introdução à atomística -1 EXERCÍCIOS (6) Examinemos os seguintes átomos: (7) São dados três átomos, X, Y e Z. 0 átomo "X" tem número atômico 35 e número de massa 80. 0 átomo "Z" tem 47 nêutrons sendo isótopo de "X". 0 átomo "Y" é isóbaro de "Z" e isótono de "X". Quantos prótons tem "Y"? Foram dados: a = 37 (8) Os elementos A, B e C tem números de massa consecutivos. "B" é isótopo de "A" e "A" é isótono de "C". 0 átomo "B" tem 21 nêutrons e o átomo "C" tem 22 prótons. Quais são os números de massa dos átomos "A", "B" e "C"? (9) Numa fileira horizontal da tabela periódica (período) os elementos A, B e C são consecutivos. "A" e "B" são isóbaros é "C" e isótono de "B". 0 número de massa de "C" é 197 e o elemento A tem 119 nêutrons. Calcule os números atômicos desses elementos. ════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga H RAIOS "X" Em 1895, o físico Wilhelm Konrad Roentgen anunciava a descoberta de raios misteriosos capazes de atravessar diversos materiais que são opacos à luz. Roentgen estava fazendo experiências com uma ampola de "Crookes" em plena descarga. Observou que alguns materiais, como uma placa coberta por sulfeto de zinco, tornava-se fluorescente quando colocada nas proximidades da região de colisão dos raios catódicos. A fluorescência do cartão permanecia, mesmo que entre o cartão e a ampola fosse colocada uma placa de papelão. A experiência surpreendeu -o e uma investigação mais meticulosa foi iniciada a fim de esclarecer a causa da fluorescência. Então, foi montado o seguinte dispositivo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução à atomística -1 Uma ampola de Crookes foi encerrada dentro de uma caixa de papelão. Do lado externo, em frente ã região de colisão dos elétrons, foi colocado o material fluorescente. Os raios misteriosos partiam daquela região de colisão, atravessavam o papelão e vinham incidir no sulfeto de zinco, tornando-o fluorescente. Como Rôentgen não conseguiu desvendar a natureza desses raios invisíveis, ele denominou os de "raios-X". Em 1912, através de difrações em cristais, foi provado que os "raios-X" são ondas eletromagnéticas de " λ "muito curto. __________________________________________________________________________ Raios-X são ondas eletromagnéticas que surgem na colisão de raios catódicos contra anteparos duros. __________________________________________________________________________ Logo em seguida, constatou-se que os "raios-X" eram capazes de impressionar chapas fotográficas. Esta descoberta possibilitou "fotografar" o interior de muitos objetos opacos `a luz, mas transparentes aos raios-X. Uma das aplicações mais notáveis dessa descoberta foi na obtenção de radiografias. As primeiras aplicações na medicina foram no diagnóstico de fraturas ósseas. Os "raios-X" atravessam facilmente .materiais constituídos de elementos de baixo peso atômico. Então, o tecido ósseo que apresenta cálcio, de peso atômico 40, (maior que os do "C", "H" e "N" , principais constituintes da pele, músculo e carne) é mais opaco aos "raios-X". Os "raios-X" não conseguem atravessar o tecido ósseo e daí a mancha branca da radiografia. Também é por este motivo que o chumbo de peso atômico 207, retém quase que totalmente os "raios-X". Os operadores de aparelhos de "raios-X" utilizam aventais de chumbo para proteger-se de eventuais radiações que escapam, pois um excesso de "raios-X pode causar lesões internas gravíssimas no ser humano.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Quando uma televisão está ligada, do vídeo deste aparelho emanam "raios-X". Porém são "raios-X" de comprimento de onda (λ) maior que aqueles utilizados em radiografias. Esses "raios-X", de"A" relativamente longo (λ = 100 Ǻ), são praticamente inofensivos. Os "raios-X" de muita energia e portanto, perigosos aos seres vivos, são os "raios-X" denominados duros, de comprimento de onda curtíssimo (λ = 0,01 Ǻ). São obtidos fazendo-se colidir raios catódicos bastante energéticos contra anteparos de tungstênio. O anteparo é chamado "anti-cátodo". Numa ampola de vidro,como indica o esquema, faz-se o melhor alto-vácuo possível. Utiliza-se uma tensão da ordem de 100.000 volts e um cátodo incandescente, os quais produzirão raios catódicos de elevadíssima energia. Nos aparelhos de "raios-X"reais, o próprio ânodo já ê o anti-cátodo. A ampola ê envolvida por uma camada de chumbo que protege o operador dos "raios-X" que poderiam se dispersar. Existe uma janela no envólucro de chumbo por onde saem os "raios-X':. Uma das grandes contribuições científicas foi a aplicação de "raios-X" na investigação de cristais, que possibilitou determinar distâncias entre núcleos de átomos. Isto desencadeou o esclarecimento da estrutura da matéria. ═════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga introdução a atomística -1 TESTES E EXERCÍCIOS (10)-"Raios-Y" , "raios-X", "ultra-violeta" e "ondas curtas de rádio" são ondas eletromagnéticas que apresentam freqüências na ordem: a) crescente b) decrescente c) crescente e depois decrescente d) constante e) nenhuma das respostas anteriores (11)-No item anterior, naquela seqüência, suas velocidades no vácuo apresentam-se na ordem: a) crescente b) decrescente c) crescente e depois decrescente d) constante e) nenhuma das respostas anteriores (12)-Referindo-se ainda à questão 10, aquelas ondas eletromagnéticas apresentam"λ" (comprimentos de onda) na ordem: a) crescente b) decrescente c) constante d) crescente e depois decrescente e) nenhuma das respostas anteriores (13)-Uma estação de radar emite ondas com 30.000 Mhz. Qual o comprimento de onda dessas emissões? (14)-Qual a freqüência da luz de comprimento de onda: λ=5000Ǻ? (15)-Quantos ergs de energia possui um foton de uma emissão de λ = 1 micron? (16) - Seja (q1) a energia do foton de determinado "raios-X" e (q2) a energia do foton de "infra-vermelho". Pode-se afirmar que: a) q1 > q2 b) q1 = q2 c) q1 < q2 d) não se pode comparar
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA capítulo 2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 A DESCOBERTA DA RADIATIVIDADE A descoberta dos "raios X" causou um verdadeiro sensacionalismo no meio cientifico. Alguns meses após a sua descoberta, os "raios-X" já eram empregados em clinicas médicas. Lembremos que esses raios surgem na região esverdeada da ampola de Crookes,ou seja, de onde seda a fluorescência no vidro pela colisão dos raios catódicos. 0 fenômeno da fluorescência despertou no cientista Becquerel a desconfiança de que haveria uma correlação entre os "raios-X" e a fluorescência das substâncias. Em outras palavras, Becquerel achou que as substâncias, quando fluorescentes, emitem "raios-X". Ele se utilizou então de diversas substâncias fluorescentes ao ultra-violeta, expondo-as a luz solar. (A luz solar contém uma dose de radiações ultra-violeta) Estas amostras eram colocadas sobre chapas fotográficas envolvidas por papel negro. Então, a chapa fotográfica estava protegida dos raios da luz solar. Se a fluorescência na amostra emitisse "raios-X" , então, estes atravessariam o papel negro e iriam impressionar o filme. Após diversas tentativas, Becquerel observou que o sulfato duplo de potássio e uranila K2U02(S04))2 era a única substância fluorescente que conseguira impressionar o filme. Parecia que as previ
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga soes do cientista estavam confirmadas. Na ocasião em que Becquerel realizava experiências, ele teve que interrompê- las em face dos dias chuvosos e nublados que se seguiram. Ele guardou numa gaveta o sal de urânio sobre uma chapa fotográfica. Como não havia incidência de ultra-violeta no sal, este não poderia emitir "raios-X". Alguns dias depois, ao revelar por acaso aquele filme da gaveta, com surpresa notou impressões muito mais intensas que nas suas experiências. Estava provado que não era a fluorescência a causa das emissões estranhas análogas aos "raios-X". Logo,foi evidenciado que o K2U02(S04))2 tinha a propriedade de, espontaneamente, produzir emissões que atravessavam o papel negro e vinham decompor o sal de prata do filme fotográfico. Assim, em 1896,Becquerel declarava que o sulfato duplo de potássio e uranila emitia estranhos raios que, inicialmente, foram denominados de "raios de Becquerel". A nova descoberta causou profundo interesse ao casal de cientistas Marie Sklodowska Curie - Pierre Curie,que trabalhavam no laboratório de Becquerel. Eles acabaram descobrindo que a propriedade de emitir aqueles raios era comum a todos os elementos que possuíam urânio, evidenciando assim que o "elemento urânio era o responsável pelas misteriosas emissões". Para o fenômeno foi sugerido o nome de radiatividade" ou "radioatividade" que quer dizer: atividade de emitir raios (do latim - radius). Constatou-se logo que a radiatividade tem muita semelhança com os "raios- X" descobertos por Roentgen, sendo, por exemplo, capazes de ionizar gases ou ainda, capazes de ser retidos por espessas camadas de chumbo. 48
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 Isto é comprovado utilizando-se um eletroscópio elementar de folhas de ouro. Quando se encosta um bastão carregado (digamos positivamente) , as lâminas de ouro se repelem. Se existe no interior do vidro um material radiativo, este ioniza o gás e, rápida mente, descarrega o eletroscópio. fazendo com que as folhas de ouro se reaproximem. Constata-se ainda que, quanto maior o teor de urânio na amostra, mais rapidamente se descarrega o eletroscópio. Este aparelho, embora muito simples, foi utilizado pelo casal Curie durante suas experiências. Para extrair o urânio., compravam minérios de diversas procedências. Um deles, apechblenda da cidade de Joachimsthal (hoje na Tchecoslováquia), apresentava-se muito mais radiativo que ou trás amostras. Examinando o minério com cuidado, foi observado que uma das frações de impureza extraída da pechblenda apresentava-se muito mais radiativa que o urânio puro. Este fato fez com que o casal Curie desconfiasse da existência de um outro elemento radiativo até então desconhecido. De fato, em 1898 eles conseguem isolar um novo elemento radiativo, cerca de 400 vezes mais radiativo que o urânio. Ao novo elemento foi dado o nome de "Polônio" em homenagem à pátria de Mme. Curie, natural de Varsóvia. As pesquisas continuaram e logo depois, o casal Curie anunciava a descoberta de outro elemento muito mais radiativo que o Polônio e que foi denominado de "rádio". O rádio produz intensas emissões; as quais atravessam até mesmo camadas de chumbo que seriam barreiras para os _ "raios-X": tornam muito fluorescentes materiais como "sulfeto de zinco" ou "platino cianureto de bário". Estas emissões exercem ainda efeito enérgico na destruição de células vivas. O próprio Becquerel que carregou um tubo contendo sais de rádio, no bolso do paletó, quando se dirigia a uma conferência, recebeu uma forte queimadura na pele que depois se degenerou em forma de úlcera, levando meses para curar-se.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Hoje, o rádio é também empregado para fulminar células cancerígenas, em virtude das suas enérgicas emanações radiativas. 0 sal de rádio emite espontaneamente luz azul e calor. ════════════════ B NATUREZA DAS EMISSÕES Logo após a descoberta da radiatividade, os cientistas reconheceram que no fenômeno,havia emissão de "partículas" e "radiações'. Um engenhoso dispositivo foi idealizado,como indica a figura. Num cilindro de chumbo é perfurado um poço. Ai dentro, coloca-se um material radiativo, por exemplo, polônio ou rádio. O material vai emitir radiatividade em todas as direções, porém, o chumbo estanca a propagação. Somente na direção do poço escapam as emissões. Colocando-se placas fortemente eletrizadas, cria-se um campo elétrico capaz de desviar a trajetória das radiações. No entanto, aparecem 3 direções de propagação, o que se pode constatar colocando uma placa fotográfica ou um cartão flúorescente no plano (XY) (perpendicular à figura). 50
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiativídade - 2 CONCLUSÕES: A emissão radiativa é constituida de partículas de carga positiva, partículas de carga negativa e radiações, hoje denominadas "ondas eletromagnéticas” . As partículas positivas, que foram chamadas de "partículas alfa" (a), devem possuir massa elevada, já que, o desvio produzido é bem menor em relação às outras partículas. O famoso cientista Rutherford conseguiu demonstrar que as partículas (a) eram núcleos de átomo de hélio e,portanto constituídos de 2 prótons + 2 nêutrons. Num tubo barométrico de vidro espesso foi colocada uma cápsula contendo sal de rádio. 0 rádio emite partículas "a", que facilmente atravessam a cápsula, mas não atravessam a espessa parede de vidro que forma o tubo. Após algum tempo, verificou-se que o nível de mercúrio abaixou (Ah), informando a presença de gás no interior do tubo barométrico. A análise desse gás revelou ser o gás hélio. 0 gás formou-se a partir das partículas (a) emitidas pelo rádio. As partículas negativas foram denominadas de partículas beta (β) e possuem o mesmo comportamento dos raios catódicos. Desta forma,não restava dúvida: tratava -se de "elétrons em grande velocidade". Estas partículas têm maior poder de penetração que as partículas (a) . As partículas (β) sofrem "desvio maior e em sentido oposto" , em relação às partículas (α), pois são "partículas leves e de carga negativa".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Enquando as partículas (α) só atravessam alguns milímetros de madeira, as partículas (β) chegam a atravessar alguns milímetros de aço. A energia dessas partículas depende também do átomo emissor. As partículas emitidas pelos átomos de rádio são muito mais penetrantes que aquelas emitidas pelo polônio. As emissões que "não eram desviadas" pela ação de campos elétricos ou magnéticos foram denominadas de "raios gama" (y). Hoje sabemos que "os raios (y) são ondas eletromagnéticas de (λ) curtíssimo, mais curtos que os "raios-X"e de grande poder de penetração. Chegam a atravessar dezenas de centímetros de chumbo. Resumindo temos o seguinte esquema: A radiatividade é hoje detectada por um aparelho denominado "contador Geiger" - posteriormente melhorado por Muller. Trata-se de um balão de vidro contendo um gás. Quando as partículas e as radiações penetram no balão de vidro, ocorre uma ionização do gás. Internamente, o balão cilín drico de vidro e revestido por uma folha metálica. Existe um fio metálico que atravessa longitudinalmente o tubo de vidro.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Quando as emissões radiativas ionizam o gás, os íons produzidos são atraídos para o fio metálico. Aí, eles recebem os elétrons provenientes do gerador. Os elétrons que saltam na ionização do gás, são também atraídos pela parede metálica, que os conduz para o gerador. EM RESUMO, uma pequena corrente elétrica aparece no circuito assim esquematizado. Esta corrente elétrica produz "impulsos" que podem ser transformados em ruidos num amplificador. Desta forma, podem-se "contar" os ruídos e deduzir o número de ionizações que ocorrem na amostra. Os contadores comuns são sensíveis às partículas (β) e raios (γ), principalmente. Existem diversos modelos desses aparelhos; fixos e portáteis de maior ou menor sensibilidade. Uma das grandes aplicações é na prospecção de minérios radiativos. C LEIS DA RADIATIVIDADE 0 cientista inglês Frederick Soddy partiu da hipótese de que a radiatividade era um fenômeno conseqüente a uma instabilidade nuclear. Assim, um átomo radiativo, após a emissão de uma partícula (α) ou (β), iria transformar-se em átomo de outro elemento. Verificou-se que, quando um átomo radiativo emite uma partícula (α ), ele se transforma num elemento, cujo átomo recua "2 lugares na tabela periódica" e cuja "massa atômica diminui de 4 unidades".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Assim, Soddy enunciou uma lei conhecida como "1a. lei da radiatividade" ou "Lei de Soddy", hoje assim interpretada: ___________________________________________________________________________ "Quando um átomo radiativo emite uma partícula (α), seu número atômico diminui de 2 unidades e seu número de massa diminui de 4 unidades". ___________________________________________________________________________ Com a colaboração de mais dois cientistas, foi descoberto que, quando um átomo radiativo emite uma partícula (β) , o lugar desse átomo na classificação periódica "avança de uma unidade" e a sua "massa atômica permanece constante". Esta foi a observação de onde resultou a "2a. lei da radiatividade", conhecida como "lei de Soddy, Fajans e Russell", assim interpretada: ___________________________________________________________________________ "Quando um átomo radiativo emite uma partícula (β), seu número atômico aumenta de uma unidade e seu número de massa permanece constante". ___________________________________________________________________________ Evidentemente, os enunciados dessas leis não tinham esses textos,pois, naquela época, nem se admitia o átomo nuclear. Ainda se pensava no átomo "bolinha" como aquela imaginada por Dalton. Então, não se podia falar em número atômico e número de nêutrons. EXPLICAÇÃO ATUAL DA 1a. LEI As leis da radiatividade tornaram-se evidentes após a descoberta da estrutura nuclear do átomo. Como a partícula (α) é constituída de 2 prótons e 2 nêutrons, teremos uma diminuição de 2 prótons e 2 nêutrons no núcleo e, consequentemente,seu número de massa irá diminuir de 4 unidades. A saída de uma partícula do núcleo provoca simultaneamente a emissão de raios gama pelo núcleo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 EXPLICAÇÃO ATUAL DA 2a. LEI Admite-se hoje a existência de neutrons instáveis no núcleo dos átomos radiativos. Estes nêutrons desintegram-se, ocorrendo o seguinte: 0 nêutron transforma-se em próton + elétron + neutrino, sendo que "apenas o próton permanece no núcleo". O neutrino, por ser uma partícula muito leve e sem carga, não é detectada nos contadores Geiger comuns. Neste curso iremos preocupar- nos apenas com prótons e neutrons nas emissões (β). Apenas para ter uma idéia ilustrativa, pode-se admitir que um neutron instável e aquele constituido de um próton, um elétron e um neutrino. Ora, sempre que do núcleo sai um elétron, resulta que "um neutron" transforma-se "num próton". Então, o número atômico aumenta de uma unidade e o número de massa permanece constante, pois diminui um nêutron, mas em seu lugar aparece um próton, sem alterar então a contagem de "prótons + neutrons" Constata-se experimentalmente que, apenas os átomos de número atômico superior a 82, manifestam a radiatividade natural. São aqueles elementos do fim, na Tabela Periódica, incluindo também os artificiais. Os átomos de números atômicos menores podem tornar-se radiativos, mas somente após terem seus núcleos bombardeados por de terminadas partículas sub-atômicas.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ___________________________________________________________________________ Radiatividade é a propriedade de os átomos emitirem partículas e radiações, como conseqüência de uma instabilidade nuclear. ___________________________________________________________________________ EQUAÇÕES DE DESINTEGRAÇÃO Sabendo-se que a partícula (α) é constituída de 2 prótons e 2 nêutrons, pode- se escrever +2a4 nas equações de desintegração. Seja o tório emitindo uma partícula (α) e transformando-se em rádio: Desta forma, os números de massa e os números de prótons ficam balanceados. Do mesmo modo, quando um átomo emite uma partícula (β), pode--se β0 escrever: -1 . Isto quer dizer que o número de massa do átomo não se alterou e, se subtrairmos uma unidade do número atômico do átomo resultante, obteremos o número atômico inicial. Seja o tório transformando-se em protactínio: A equação geral para a emissão de "x" partículas (α) e"γ" partículas (β) é a seguinte: (quando após essas emissões, um átomo UX V transforma-se em pYq) EXERCÍCIOS (17) 0 átomo 92U235 emitiu 5 partículas (α) e 7 partículas (β) consecutivamente. Quantos nêutrons possui o átomo final? Resposta: 126 nêutrons
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 (18) Quando o átomo de urânio de "Z" = 92 e "A" = 238 emite 5 partículas (α) e 2 partículas (β)» qual o número de neutrons do átomo final? (19) Quantos (α) e quantos (β) deve emitir o 91Pa231 para se transformar em 82Pb207? EQUAÇÃO GERAL DAS DESINTEGRAÇÕES - FORMULAS Vamos admitir que o átomo UX V emitiu "x" partículas (α) e "γ" partículas (β), transformando-se no átomo pYq. A equação geral seria: Vamos adotar as seguintes convenções: A) CALCULO DE ∆A Os números de massa nos fornecem a seguinte equação: Logo_: "A diferença dos números de massa" entre os átomos inicial e final é igual a "quatro vezes o número de emissões (a)". B) CÁLCULO DE AZ A equação dos números atômicos é:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Logo_: A diminuigão do número atômico para o átomo radiativo é igual a 2 vezes o número de emissões (a), menos o número de emissões (8). C) CÁLCULO DE AN A diferença entre o número de nêutrons de "X" e "Y" é dada pelo cálculo: Então: Logo: A diminuição do número de nêutrons é igual ã soma das emissões (β) oom o dobro das emissões (a). EXERCÍCIOS (20) Um átomo 89X emitiu partículas (α) e (β) transformando-se em 86Y com perda de 13 nêutrons. Determinar o número de partículas (α) e (β) emitidas. RESOLUÇÃO: Resposta: (4α) e (5β) foram as emissões. (21) Um átomo radiativo emitiu 5 partículas (α) e3 partículas (β). Quantos nêutrons foram diminuídos no seu núcleo? (22) 0 número de massa de um átomo radiativo diminuiu de 16 unidades e o número de nêutrons diminuiu de 11 unidades,quando ocorreram emissões (α) e (β) . Quantos (α) e quantos (β) foram emitidas?
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 D CINÉTICA DAS EMISSÕES Logo após a descoberta da radiatividade, a observação do fenômeno demonstrou que se tratava de um fenômeno estatístico. Em outras palavras: nenhuma previsão de "quanto tempo levara para desintegrar-se" pode ser feita para um determinado átomo, mas se examinamos um número grande de átomos, pode-se prever o número de desintegrações que ocorrerão em certo intervalo de tempo. Esta previsão será tanto mais próxima da realidade quanto maior o número de átomos na amostra. Apenas para um exemplo comparativo: se você perguntar a um indivíduo quanto tempo ele viverá exatamente você não terá nenhuma resposta. Mas, analisando-se uma cidade como S. Paulo, pode-se prever, aproximadamente, o número de óbitos num mês. Isto é um fenômeno estatístico. Então, é absurdo querer prever quanto tempo levará para que, determinado átomo de rádio por exemplo seja desintegrado. No en tanto, estudando-se uma amostra de 1 grama de rádio, pode-se prever o número de emissões por minuto nessa amostra. A) VELOCIDADE DE DESINTEGRAÇÃO Seja uma amostra radiativa possuindo n0 átomos iniciais. Vamos supor que este elemento possa emitir partículas (a) ou (β) Cada partícula emitida será contada como uma unidade de emissão. Ao fim de um tempo "t" teremos "n" átomos que ainda não emitiram nenhuma partícula. Então, o número de átomos que já emitiram é: n0 - n. Chamemos de: ∆n = n - n0 (diferença entre o número de átomos final e inicial. Vi-se que "∆n é sempre negativo".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Sendo "∆t" o tempo decorrido para que apareça a diferença "∆n" pode- se definir. A grandeza "v" é denominada velocidade de desintegração. Nota-se que sendo. " ∆n " sempre negativo, "v" será também negativo. Isto quer dizer que,na amostra, o número de átomos está diminuindo". EXEMPLO: (23) Numa amostra de urânio observam-se 180 emissões_por minuto. Qual é a velocidade de desintegração expressa em emissões/segundo? Então: OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: É claro que um átomo após a emissão de (α) ou (β) não desaparece. Êle continua na amostra podendo ou não efetuar mais emissões. No entanto,_para simplificar o estudo, vamos admitir que uma vez que o_ átomo já emitiu, ele não pertence mais ao conjunto. E por isso que dizemos: à medida que os átomos vão emitindo, o número de átomos restantes vai diminuindo no conjunto em estudo. A) VELOCIDADE INSTANTÂNEA DE DESINTEGRAÇÃO (vi) Chama-se, por definição, "Vj_" , o limite da expressão de velocidade de desintegração, para " ∆t " tendendo a zero. (Lê-se derivada de n em relação a t)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 B) CONSTANTE RADIATIVA (-C) Verificado que a radiatividade é um fenômeno estatístico, então, pode-se dizer que, quanto maior o número de átomos na amostra, maior será a velocidade de desintegração. Exemplo comparativo: Examinando o número de óbitos/ano numa cidade, esse número será tanto maior quanto maior a população dessa cidade. Para cada elemento, pode-se determinar uma constante, que relaciona o número de desintegração com a velocidade de desintegração. Para o mesmo elemento teremos: (0 sinal - é porque a velocidade tem sinal negativo, ou seja, vai diminuindo a quantidade de átomos na amostra.) Para o mesmo elemento teremos: (0 sinal - é porque a velocidade tem sinal negativo, ou seja, vai diminuindo a quantidade de átomos na amostra)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga temos como conseqüência: Logo: "C" é a fração de átomos desintegrados na unidade de tempo. EXEMPLO: O radio tem a constante Isto quer dizer que numa amostra de rádio contendo 2300 átomos , após 1 ano, ter-se-ia desintegrado apenas um átomo. Evidentemente, para um elemento, quanto maior o valor da constante mais radiativo será esse elemento. Sejam dois elementos Vê-se que "A" e" mais radiativo que "B", pois no mesmo tempo, "A" emite o dobro de "B", para o mesmo número de átomos. C) VIDA MÉDIA (Vm) A vida média da população do nosso pais é 34 anos. Isto não quer dizer que todo brasileiro tem que morrer com apenas 34 anos. Para esse cálculo, foi computado o tempo de vida de todos os indivíduos e o valor médio caiu bastante, em face da grande mortalidade infantil no nordeste.
  • 60.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 De modo análogo, calcula-se a vida média de um elemento radiativo. Sejam 5 átomos de rádio que para emitir partículas (α) levaram: Para esses cinco átomos a vida media é: Na verdade, uma amostra radiativa,por menor que seja, tem um enorme número de átomos. Logo 'Esta ê a definição de vida média. Na prática, a vida média é calculada a partir da constante radiativa, baseando-se num dos axiomas da probabilidade. Imagine 100 esferas numeradas de 1 a 100, dentro daquele cesto utilizado no jogo de BINGO. Vamos supor que, em cada hora,é sorteado um número. Consideremos que a esfera premiada voltará ao cesto, concorrendo novamente para o novo sorteio. Então, pode-se dizer que de cada 100 esferas, uma é sorteada, em cada hora. Ou seja: (C é a constante do sorteio para as esferas).
  • 61.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A probabilidade média de determinado número ser sorteado é de 1/100, ou seja, em média, de cada 100 jogadas (100 horas), aquele número escolhido sairá uma só vez. Levará em média 100 HORAS para um escolhido número sair. Estatisticamente temos: Em outras palavras, cada esfera terá que esperar em média 100 horas para sair (pode sair antes ou mesmo depois de 100 horas). A relação acima é um "axioma da probabilidade". Se o leitor não conseguiu acertar a relação acima, vamos pensar de outra forma. Você aceita que valor médio num fenômeno estatístico ê um valor hipotético, admitindo-se condições de igualdade para qualquer elemento da amostra. Então, vamos supor que todas as esferas vão permanecer exata mente o mesmo tempo dentro do cesto até serem sorteadas. Isto seria possível com certeza, se a retirada não fosse ao acaso. Vamos, então, tirar as esferas na ordem 1, 2, 3, ..., até 100. "Lembre-se de que cada esfera retirada voltará logo ao cesto e que, em cada 1_ hora, retira-se apenas 1 esfera". Escolhido certo número, este somente sairá de 100 em 100 horas, e todas as esferas teriam esperado 100 horas dentro do cesto para então sairem novamente. Este é o valor, médio, pois todas as esferas teriam o mesmo ritmo de retirada. Diríamos então, que a vida média de permanência das esferas, para serem sorteadas, é de 100 horas, mesmo para o processo de retirada ocasional. Se tivéssemos 200 esferas numeradas de 1 a 200, a constante de retirada seria: e a vida média seria de 200 horas. Voltemos agora ao exame de uma amostra radiativa. O elemento rádio tem constante: Isto quer dizer que,de cada 2300 átomos de rádio, em 1 ano ,a probabilidade é de ocorrer uma desintegração. então, teremos vm = 2300 anos
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 Em outras palavras, numa amostra de rádio em exame, já existem átomos em desintegração e daqui a 5.000 anos ainda existirão átomos não desintegrados nessa amostra, mas a média de duração será de 2300 anos. Ou ainda, muitos átomos irão se desintegrar muito antes de 2300 anos, muitos irão durar mais que 2300 anos, mas a media prevista é 2300 anos. C) PERÍODO DE SEMI-DESINTEGRAÇÃO OU MEIA-VIDA (P) Definição: Seja uma amostra com n0 átomos radiativos iniciais. Após certo tempo, teremos n0/2 átomos não desintegrados. Definiremos esse tempo de "P", período de semi-desintegração. Note-se que esse tempo, para que sejam desintegrados 50% dos átomos da amostra, independe do número global de átomos iniciais, desde que sejam amostras do mesmo elemento, pois v = C.n (quanto mais átomos, maior será a velocidade de desintegração). Se continuarmos observando a amostra inicial, é de se prever que, ap5s mais um período,, teremos uma desintegração de mais 50% dos átomos restantes. Isto quer dizer que, em relação ao n0, teremos como átomos restantes apenas n0/4; após um período, teremos apenas n0/8 átomos e assim sucessivamente. Na prática, um átomo que produziu uma emissão continuará junto aos outros átomos. Por questão de simplificação didática vamos, teoricamente, considerar excluídos da amostra os átomos que já produziram emissões. Daí na figura, aparecerem as amostras com uma diminuição de átomos com o decorrer dos períodos, pois estamos englobando apenas os átomos que ainda não produziram emissões. Para cada período "P"que passa, teremos uma diminuição de 50% da amostra, que continuamente vai diminuindo, até chegar a uma quantidade tão pequena, onde não valem mais as previsões probabilísticas.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Passados "x" períodos, teremos genericamente "n" átomos restantes na amostra. Note-se que, se consideramos os números de átomos na amostra em intervalos de um período, esses números constituem uma progressão geométrica (P.G.) de razão 1/2. Uma progressão pode ser representada por: A1, a2, a3, ... ak, quando temos k termos. Como no instante inicial temos "n0" átomos, sendo n0 já, o a1 (1º. termo da P.G.) e ainda com zero período, verifica-se que: Ordem do termo da "P.G." = (número de períodos transcorridos + 1) ou então: 0 primeiro termo da "P.G." é o "n0" e o último termo é o "n" que corresponde ao "ak". Ora: (Obs.: "n" pode representar também a mass a final de uma amostra radiativa). Pode-se relacionar o número de períodos com o tempo observado:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 "p" é o tempo correspondente a um período, expresso em anos, dias, horas, etc. "x" é o número de períodos transcorridos. "t" i o tempo de observação na mesma unidade de "p". As duas fórmulas utilizadas para a resolução de problemas são: EXERCÍCIOS (24) Quanto tempo levará para que, uma amostra radiativa de 28 gramas e de período de semi-desintegração 17 horas, fique reduzida a 1,75 gramas? Resolução: (25) Certa amostra radiativa produz 8000 emissões por minuto. Após 60 horas, constata-se que o número de emissões acusadas num contador Geiger cai para 250 por minuto. Qual é o período de semi desintegração dessa amostra? Temos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Então: Resposta: 12 horas (26) 0 período de semi-desintegração do isótopo radiativo Na24 é 15 horas. 0 tempo necessário para que 50 gramas desse elemento fique reduzido apenas a 3,125 g é: a) 16 horas b) 240 horas d) 120 horas c) 60 horas e) 100 horas (27) Quanto tempo levará para que seja desintegrado 87,5%de uma amostra radiativa de período de semi-desintegração de 14 dias? (28) Quando o 90Th227 transforma-se em 88Ra223 com a emissão de partículas (α), o período de semi-desintegração é de 19 dias. Após 76 dias de observação de uma amostra de 90Th227, qual é a porcentagem da porção não desintegrada? (29) 0 período de semi-desintegração é de 6 horas, quando o Ac228 emite partículas (β). Quanto tempo levará para que 10 g dessa amostra fique reduzida apenas a 2 g? (dado: log 2 = 0,3) (30) Quando o Ra226 emite partícula (α), o período de semi-desintegração é de 1590 anos. Quanto tempo levará para que a amostra de 100 g fique reduzida apenas a 8 gramas? (dado: log 2 = 0,3) ══════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 E) RELAÇÃO ENTRE VIDA MÉDIA, Vm E PERÍODO DE SEMI-DESINTEGRAÇÃO, P Pode-se deduzir, com recursos da Matemática Superior,que: A dedução da fórmula será dada apenas corno uma curiosidade para os leitores que já tenham estudado cálculo diferencial e integral (Curso Superior). Para os alunos secundários: SÓ ACREDITEM NA FORMULA E ESQUEÇAM A_ DEDUÇÃO. Sabemos que a velocidade de desintegração instantânea é:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Então, a formula geral será: Onde: n0 -> número de átomos ou massa inicial n -> número de átomos ou massa após o tempo “ t” C -> constante radiativa t -> tempo decorrido Trata-se de uma função exponencial decrescente. Façamos um gráfico para relacionar o n com o tempo, representando alguns pontos importantes como: 1IP, 2P, 3P, ..., etc. Vamos analisar um instante, por exemplo "IP", quando temos apenas nn/2 átomos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 EXERCÍCIOS (31) Qual é a constante radiativa do 84Po210, quando se transforma em 82Pb206, sabendo-se que o período de semi-desintegraçao é de 140 dias? Resolução: Isto vem informar-nos que,de cada 200 átomos em média,desintegra-se 1 átomo por dia. (32) 0 urânio - 238 tem constante radiativa C = 1,53 x IO-10 anos, quando se transforma em tório. 0 período de semi-desintegração do urânio é: (33) Para o radônio - 222 transformar-se em polônio - 218, a constante radiativa é de 1/130 hora-1. Pergunta-se a) o período de semi-desintegração do radônio - 222. b) o tempo necessário para que 10 gramas de radônio fiquem reduzidas apenas para 1,25 g. (34) Certa amostra de radio tem velocidade de desintegração 10.000 átomo/ano. Sua constante radiativa é 1/9 ano-1. Pedem-se: a) o número aproximado de átomos na amostra. b) o tempo necessário para que a velocidade de desintegração se reduza para 2500 átomo/ano.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (35) Certa amostra radiativa tem vida média de "x" anos. Após anos de observação: a) metade dos átomos já se desintegrou b) menos que metade já se desintegrou c) todos os átomos já se desintegraram d) mais da metade dos átomos já se desintegrou e) nenhuma das proposições acima pode ser afirmada ════════════════ E FAMÍLIAS RADIATIVAS OU SÉRIES RADIATIVAS Em primeiro lugar, vamos interpretar o significado da palavra "família" entre os seres humanos. Às pessoas são da mesma família quando, as existências desses indivíduos estão interligadas. Se na natureza realmente o ser humano partiu de "Adão e Eva", todos os humanos pertencem a uma única família. Segundo as pesquisas realizadas no estudo da origem dos átomos radiativos, conclui-se que existem apenas 3 famílias ou séries radiativas naturais. Isto quer dizer que todos os átomos radiativos naturais existentes surgiram de apenas 3 espécies de átomos radiativos. As três séries radiativas são encabeçadas pelos seguintes átomos: a) série do Urânio-----------inicia com 92U238 b) série do Actínio---------inicia com 92U 235 c) série do Tório -----------inicia com 90Th232 Aqui,nos átomos, não é necessário "um casal" de átomos para originar outro átomo. Quando o átomo de urânio 92U238 emite uma partícula α, ele se transforma em 90Th234, este se emitir uma partícula β transforma-se em 91Pa234 e assim sucessivamente até se transformar em chumbo estável.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Acontece que nem todos os átomos sofrem desintegrações simultâneas. O U238 tem período de semi-desintegração 4,56 x IO9 anos. Recordando o que é período de semi-desintegração,subentende-se que: A qualquer instante temos átomos se desintegrando. No entanto, para se extinguirem todos os átomos da amostra levaria um tempo infinitamente grande. Isto explica a existência de "velhíssimos" átomos de urânio, ainda hoje encontrados na natureza,sem ter produzido emissões. Resumindo: Na natureza apareceu inicialmente uma multidão de átomos radiativos, porém, pertencentes a um dos três tipos de elementos radiativos: U238, U235 e Th232 (talvez houvesse outros já extintos). Muitos deles ainda existem inalterados, de prontidão para produzir emissão a qualquer momento; outros já emitiram e se encontram atualmente em forma de outro átomo radiativo ou já na forma de chumbo estável. Então, é de se prever que os átomos radiativos naturais vao se esgotando dia a dia. Levar-se-á muito e muito tempo mas, chegará o dia em que todos os átomos radiativos naturais se terão transformado em chumbo. As três séries radiativas encabeçadas por U238, U235 e Th232 foram respectivamente denominadas séries do urânio, actínio e tório. 92U 238-------------------------------------------- Pb 92U235 ------------------------------------ ----- Pb 90Th 232---------------------------------------- -- Pb ____________________________________________________________________________ Série ou família radiativa é o conjunto de átomos que estão relacionados por sucessivas desintegrações. ____________________________________________________________________________
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Examinemos agora a “ série do urânio" que se inicia com 92U2 3 8. Vamos interpretar e fazer algumas observações no esquema ao lado, que representa a série do urânio natural U238. 1) O átomo 92U238 é radiativo porque é capaz de emitir uma partícula (α), transformando-se em tório. No entanto, o período de semi- desintegração é de 4,56 x 1O9 anos, ou seja, para desintegrar 50% de átomos de uma amostra contendo somente U238 levará esse tempo. 2) O átomo de tório, assim originado, pode emitir, a qual quer instante, uma partícula (β), transformando-se em Pa234. O tório tem período de semi- desintegração de 24,6 dias. 3) E assim sucessivamente até que o polônio - 210 emita uma partícula (α) e se transforme em chumbo - 206, que é estável. 4) Os átomos que inicial mente eram U238 vão pouco a pouco se estabilizando na forma de chumbo. Como a desintegração não é simultânea, na natureza existem todos os elementos da série que constituem a FAMÍLIA DO URÂNIO. 5) Note-se que a emissão é (α) ou (β), e portanto, o número de massa, diminui de 4_ unidades ou mantém-se constante. Então, o (∆A) entre 2 átomos quaisquer da série, será sempre um múltiplo de 4.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 A série do Actínio e encabeçada pelo 92U235 e se estabiliza com 82Pb207. O nome desta série é esse porque se pensava que o elemento inicial fosse o Actínio que realmente é o 4º.elemento da série. A série do tório inicia-se com 90ThZ32 e também estabiliza-se com chumbo- 208. Note-se ainda que o (∆A) entre 2 elementos quaisquer da mesma série, é sempre múltiplo de 4. O casal Curie-Juliot obteve artificialmente outra série radiativa a partir do 90Th232, bombardeando-o com nêutrons. Porém, na natureza,encontram-se apenas as séries citadas. Hoje existem outras séries radiativas artificiais.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Vimos então que todos os átomos radiativos naturais estabilizam-se na forma de chumbo. No entanto, os isótopos finais de Pb são diferentes. Temos chumbo com número de massa 206, 207 e 208 respectivamente, para as series do urânio, actínio e tório. Então, o número de massa pode ser dado pelas seguintes expressões: Série do urânio - A = 4k + 2 Série do actínio - A = 4k + 3 Série do tório - A = 4k sendo k um número inteiro. Em outras palavras, dado um átomo radiativo natural é possível reconhecer a sua série. EXERCÍCIOS (36) A que família pertence o 83Bi214? Resolução: Dividindo o número de massa do bismuto por 4, temos o resto da divisão que caracterizará a série radiativa. 214 ÷ 4 resto 2 Então, o átomo é da família do urânio (4k + 2). (37) Um átomo possuí 86 prótons e 134 nêutrons. Este átomo é da família do: a) urânio c) tório b) actínio d) é artificial (consulte as famílias radiativas) (38) Quando o polônio de Z = 84 e A = 215 estabilizar-se, o átomo estável será o: a) 86Pb206 c) 82pb208 b) 82Pb207 d) nada se pode prever (39) Consultando o esquema que representa a família do urânio, pode-se prever que para o Urânio dessa família transformar-se em chumbo foram emitidas: a) 9α e 10β c) 6 α e 8β b) 10 α e 5β d) 8 α e 6β 76
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 F REAÇÕES DE TRANSMUTAÇÃO Uma reação é de transmutação, quando os átomos sofrem transformação em seus núcleos, originando-se átomos de um novo elemento. A transmutação pode ser natural ou artificial. A transmutação natural e aquela verificada nos átomos radiativos onde o núcleo, por emissão espontânea de partículas, passa a ser núcleo de um outro elemento químico. A transmutação artificial e aquela provocada por bombardeamentos de núcleos, utilizando-se partículas sub-atômicas. Mas como se pode bombardear um núcleo? A descoberta da radiatividade trouxe a possibilidade de atirar partículas nos núcleos, provocando transformações. Imagine um bloco de chumbo onde se faz um poço, ou seja, um orifício. Coloque mos aí dentro um pouco de polônio, que é capaz de emitir partículas (α). As emissões que escapam são aqueIas que vão na direção do orifício externos um dispositivo que podemos admitir como um "fuzil de emissão (α)".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A primeira reação de transmutação artificial foi realizada por Rutherford em 1919. Ele colocou um pedaço de polônio dentro de uma ampola selada contendo apenas nitrogênio. Após algumas semanas constatou a presença de oxigênio dentro da ampola. A única explicação plausível era: As partículas (α) emitidas pelo polônio devem ter bombardeado núcleos de nitrogênio, transformando-os então em oxigênio. Hoje sabemos que isso se trata da seguinte "reação nuclear" A equação de transmutação é: Reparem que a equação de transmutação apresenta obediência algébrica aos índices que representam número de massa e número de prótons. 14 + 4 = 17 + 1 7 + 2 = 8 + 1 Hoje pode-se constatar experimentalmente que, de fato, houve uma colisão de partícula com núcleo, utilizando-se a câmara de Wilson ou também - conhecida como câmara de neblina.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 A câmara "C" é cilíndrica, coberta por um disco de vidro "D" e contém um gás saturado com vapor d'água. Quando o pistão "P" desce (com a abertura da válvula "V" conectada ao frasco evacuado "F") a pressão em "C" cai bruscamente e teremos gás super-saturado. Em "E" existe um bloco de chumbo contendo emissor radiativo ca paz de lançar partículas (α). A trajetória das partículas (α) pode ser fotografada do ponto "X", pois essas partículas provocam a condensação do vapor d'água super-saturado. Observemos a fotografia da câmara de Wilson,que utilizou gás nitrogênio + vapor d'água. Na verdade, a condensação da água é por causa da ionização do nitrogênio (elétrons do nitrogênio que são arrancados pelas partículas a), que condensa moléculas de água sobre os íons formados . 79
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Mas, em certos pontos, nota-se uma brusca bifurcação da trajetóri, como a observada no ponto "K". É que houve colisão de (α) com o núcleo de nitrogênio, ocorrendo a transmutação já explicada. A bifurcação não é senão as trajetórias do próton e do átomo de oxigênio. Em 1932, o físico inglês Sir James Chadwick anunciava a descoberta de uma partícula de massa aproximadamente igual ao do próton, porém de carga nula. Era o NÊUTRON. Desde 1930, já se havia observado que o bombardeamento do berílio com partículas (α) produzia emissões de grande energia e admitia-se que eram "fótons muito energéticos". A experiência abaixo fez com que Chadwick sugerisse que não se tratava de fótons,mas sim,de partículas com massa que foram denominadas de nêutrons, em virtude da neutralidade de carga. Uma placa de polônio foi justaposta a uma finíssima lâmina de Berílio. Na outra face do Berílio, foi colocada uma camada de parafina (substância contendo hidrogênio e carbono). Verificou-se que a parafina emitia prótons com elevada energia. Os prótons foram expulsos da parafina (CXHV) pela colisão de "alguma coisa" com átomos de hidrogênio. Essa "alguma coisa" que vinha do berílio não podia ser fótons, pois sua energia, necessária para ex pulsar prótons da parafina, era incompatível com a experiência. Para expulsar prótons (íons H+) de um composto que possui hidrogênio é preciso colisão, utilizando-se partícula de elevada massa. Assim, Chadwick sugeriu que ocorresse a seguinte transmutação.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 Os nêutrons provenientes do berílio colidem com os átomos leves de hidrogênio, podendo arrancá-los da parafina. Também no mesmo ano, Anderson conseguiu obter em laboratório o "elétron positivo',' ou seja, única partícula de massa igual à do elétron, porém com carga positiva. Sua notação é ( + 1 є0 ) e foi de nominada de POSITRON. Em 1934, o casal Frederick Joliot-Irene Curie Joliot (filha da Madame Curie) conseguiu produzir o primeiro elemento radiativo artificial. Bombardeando alumínio com partículas (α), obteve-se um elemento de natureza radiativa. Observou-se que o fósforo-30 ê capaz de emitir pósitrons espontaneamente segundo a equação: Não resta dúvida de que o fósforo-30 é radiativo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A descoberta do nêutron veio edificar a estrutura nuclear. Antes, pensava-se que qualquer núcleo possuísse partículas "a" (que era imaginado como única partícula), prótons e elétrons. Por exemplo, o átomo de lítio que hoje sabemos ter Z = 3 e A = 7 era apresentado com a seguinte concepção. Hoje sabemos que o núcleo de lítio possui 3 prótons + 4 nêutrons. Portanto, antes da descoberta do nêutron, era necessário admitir a existência de elétrons e partículas "α" no núcleo. Se por um lado isso era muito cômodo para explicar as emissões " α " e "β" de átomos radiativos naturais, por outro lado verdadeiras controvérsias surgiam em relação à mecânica quântica. A descoberta do nêutron veio eliminar essa incompatibilidade teórica. Daí por diante, ficou estabelecido que o "NÚCLEO" é constituído por partículas fundamentais: "PRÓTONS e NÊUTRONS". Na década de 1930, os cientistas perceberam que a energia das partículas "a" de fontes radiativas era muito fraca para bombardear átomos, principalmente aqueles de elevado número atômico. Não restavam mais dúvidas: era necessário construir aceleradores de partículas,utilizando-se campos elétricos e campos magnéticos. Surgiram os aceleradores gigantes como: Acelerador linear de Van der Graaff.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 O cíclotron idealizado por Lawrence em 1931. "Não serão dadas as descrições nem o funcionamento destes aparelhos, pois não se enquadram no nível deste curso". Com o auxilio destes aceleradores têm-se obtido muitos elementos artificiais (muitos deles radiativos), bombardeando-se núcleos com partículas. As principais partículas utilizadas são a) partículas "α" de fontes radiativas +2α4 b) prótons obtidos de hidrogênio ionizado +1P1 c) dêuterons obtidos do hidrogênio da água pesada + id2 Para representar essas reações de transmutação, utilizaremos equações já apresentadas, onde e fundamental a igualdade algébrica para cargas e massa: Exemplo: RECAPITULEMOS AS PRINCIPAIS PARTÍCULAS E SUAS RESPECTIVAS NOTAÇÕES: 1) alfa = 2 prótons + 2 nêutrons --> +2α4
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 2) beta = 1 elétron + - 1є0 3) gama = ondas eletromagnéticas curtas 0y0 4) neutrino = partícula neutra de massa quase desprezível 0v° esta partícula surge somente na desintegração de um próton ou nêutron. 5) próton = núcleo de hidrogênio +1p 6) neutron = partícula neutra de massa quase igual à do próton 0n1 7) dêuteron = núcleo de deutério (isótopo de hidrogênio) = 1 próton + 1 neutron +1d2 8) pósitron = partícula positiva de massa igual a do elétron +1e° EQUAÇÕES DE TRANSMUTAÇÃO Nos exercícios, para completar as equações de transmutação, basta igualar algebricamente as cargas e as massas. Exemplo: (40) Descobrir a partícula que completa a seguinte equação de transmutação: 17C137 + d ------------------ l8A38 +.................... Ora, sabemos que o dêuteron é +id2. Colocando seus índices: 17C137 + +id2- ------------- 18A38 + . . . 0.....1..... Os índices indicam que a partícula deve ser o neutron (0n1). EXERCÍCIOS Em cada equação, indique já a partícula que completa a mesma: (41) 5B11 + p_________________6C11 + ................ (42) 4Be9 + p ________________4Be8 + ................ (43) 13Al27 + a _________________14Si30 + ............... (44) 37Rb85 + n_________________36Kr85 + ...............
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 (45) 11Na23 + d_________________11 Na24 + ............... + y (46) 9F19 + n_________________ 7N16 + ............... (47) Br79 + n_________________ Br80 + ............... ════════════════════════ G FISSÃO NUCLEAR Em 1932, o físico italiano Enrico Fermi observou que, quando os átomos são bombardeados por nêutrons (então descobertos por Chadwick), resultam átomos de núcleos radiativos. Em 1934, o mesmo cientista bombardeou o urânio (Z=92) com nêutrons, obtendo átomos radiativos. Ele imaginou que fossem átomos com número atômico maior que 92, ou seja, um elemento "transurânico" . Não conseguiu, no entanto, es clarecer o fenômeno de um modo completo. Otto Hahn e Strassmann repetiram o bombardeamento do urânio com nêutrons em 19 38 e constataram a presença de átomos de bário como produtos da experiência.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga No mesmo ano, Lise Meitner e Frisck conseguem, então, interpretar a referida experiência. O átomo de urânio-235, recebendo um "tiro" de nêutron, divide-se, produzindo dois novos átomos radiativos acompanhados de alguns nêutrons. A notícia da fissão nuclear foi anunciada por Niels Bohr e, em diversos países, foram realizadas experiências análogas, confirmando-se as seguintes conclusões: a) 0 urânio-235, quando bombardeado por nêutrons, sofre fissão nuclear originando dois átomos radiativos. b) Cada átomo fissionado produz átomos-fragmento de número de massa que podem variar de 72 a 158. Portanto, não se pode falar apenas numa reação de fissão nuclear para o U-235. c) Além dos 2 átomos-fragmento, libertam-se freqüentemente 2 3 nêutrons em cada fissão. Em média temos 2,5 nêutrons/fissão. d) Em cada fissão liberta-se espantosa quantidade de energia! Apenas para exemplificar podemos equacionar:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Para justificar a tremenda quantidade de energia libertada,era plausível aceitar a equação de Einstein: ∆E = c2 . ∆m A variação de energia (∆E) resultou da transformação de matéria (∆m) em energia.("c" é a velocidade da luz). Portanto, os produtos da reação têm massa menor que os mesmos componentes antes da fissão. Em 1939, Fermi declarou que se poderia obter uma reação em cadeia, isto é, que os nêutrons resultantes da desintegração do U235 poderiam incidir em outros átomos de urânio vizinhos e provocar novas desintegrações e assim sucessivamente. Vemos então a necessidade de se obter urânio, constituído apenas de isótopos U-235, para ocorrer reação em cadeia, já que o outro isótopo de urânio (U- 238) é não fissionável. Sabe-se que o urânio encontrado na natureza é constituído de 2 isótopos: U238 (com 99,3%) e U235 (com apenas 0,7%). Apenas o isótopo mais leve é fissionável. 0 isótopo U238 é capaz de absorver um nêutron rápido,transformando-se em U239 que, logo em seguida,se transforma em “ Pu"(plutônio), após a emissão de partícula "β".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como se vê, bombardeando-se o urânio natural com nêutrons não se produzirá reação em cadeia, pois, provavelmente , nas vizinhanças do U-235 encontraremos átomos de U-238 (99,3%) que irão absorver os nêutrons resultantes da fissão. 0 tempo gasto para ocorrer a fissão de 2 átomos consecutivos (isto é, um átomo fissiona, emite nêutrons e a seguir um deles cinde o átomo vizinho) depende da velocidade do nêutron inicial, mas varia em torno de 10-12 a IO-5 segundos. Portanto, após a primeira fissão, imediatamente, teremos uma multidão de átomos se desintegrando. Isto é reação em cadeia mas, possível apenas com material fissionável puro (U-235). Os Estados Unidos haviam entrado na 2a. Grande Guerra, após o bombardeio de Pearl Harbor. Albert Einstein e Alexandre Sachs conseguem convencer o presidente Roosevelt de que os E.U.U. tinham condições de produzir uma bomba de assombrosa potência,capaz de acabar rapidamente a guerra. Era, no entanto, necessário um fabuloso investimento a fim de poder separar material fissionável. Nessa época ficou descoberto que o Plutônio-239 obtido do Urânio-238 também era material fissionável, de potência até maior que o U-235. Uma espantosa usina foi montada em Oak Ridge (Tennessee) e foram realizadas diferentes tentativas para se obter material fissionável. Lograram êxito dois processos: 1) Separação do U-235 pelo processo da difusão térmica. 0 urânio natural foi transformado em hexafluoreto de urânio, que é um composto gasoso. Na verdade, o gás será uma mistura de molécuIas de U235F6 e U238F6 , este último de massa molecular maior. De acordo com a lei de Graham para a difusão temos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Então o U235F6, de massa molecular menor, "atravessará" mais rapidamente uma placa porosa que o U238F6. Todavia, a execução prática dessa separação é muito trabalhosa, pois: a) o UF6 é extremamente corrosivo. Somente placas porosas de uma liga especial de ouro e prata (!) conseguem resistir à ação corrosiva do UF6. b) Como a diferença entre as massas moleculares do U235F6 e U238F6 é muito pequena, a diferença da velocidade entre essas moleculas é também muito pequena e portanto a separação "por difusão" e muito lenta. Daí a necessidade de se empregar uma série enorme de placas porosas; (nas instalações de Oak Ridge, se todas as placas fossem colocadas em linha, daria um conjunto igual à metade da distância dos Estados Unidos ao Japão - e, notem, placas de liga ouro-prata!). Assim conseguiu-se obter U235F6 puro, que reagindo com cálcio produziu o U235 puro. 2) Outro processo foi a obtenção do plutônio através de bombardeamento do U238 com nêutrons. Naquela época, já havia sido construída a pilha atômica, ou seja, o reator nuclear, pelo físico Fermi. Logo após este assunto,descreveremos esse reator. Nos reatores, utilizam-se barras de urânio de composição natural (99,3% U-238 e 0,7% U-235). Após algum tempo, estas barras apresentam um certo teor de Plutônio, como material resultante do bombardeamento do U-238 por nêutrons . Conseguiu-se separar apreciável quantidade de plutônio. Estaria pronta a BOMBA ATÔMICA. Como detoná-la? Cuidadosas experiências concluíram que,para produzir "reação em cadeia", bastava apenas aglomerar certa massa de material fissionável, pois nêutrons livres existem em qualquer parte. (0 nêutron é um dos constituintes de raios cósmicos).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Existe então uma massa mínima acima da qual o material detona. Essa massa é denominada massa crítica. Quando o material fissionável tem massa menor que a critica, os nêutrons resultantes da primeira fissão escapam do material e não se processa a reação em cadeia. È verdade que nem todos os nêutrons escapam na prática. Pode-se usar determinada massa (abaixo da crítica) de modo que, para cada fissão, um nêutron escape e o outro produza nova fissão; aí resultando dois nêutrons, um escapa e o outro produz nova fissão e assim sucessivamente. Sendo assim, se foram incididos x nêutrons iniciais, a qualquer instante temos x nêutrons em movimento dentro do material. Dizemos aí que o fator de multiplicidade é 1. RESUMO: - Se o fator de multiplicação < 1 estanca a reação. - Se o fator de multiplicação = 1 reação ocorre, não em cadeia (é o caso do reator atômico) . - Se o fator de multiplicação > 1 reação em cadeia (detona a Bomba). A bomba possuía duas porções de U-235 puro com massas menores que a massa crítica e previamente possuindo nêutrons em movimento com fator de multiplicação 1.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Acionado o detonador, iria primeiro explodir a carga de T.N.T. Isto iria empurrar o U-235 contra a outra porção e a união dessas massas ultrapassaria a massa crítica. Daí, imediatamente a reação em cadeia'!. A bomba atômica experimental foi detonada a 16 de julho de 1945, no deserto do Novo México, confirmando as previsões de potência da mesma. A 6 de agosto do mesmo ano foi detonada sobre a cidade de Hiroshima (Japão)uma bomba de U-235 contendo alguns quilogramas desse material. Foi tremenda a destruição causada pela bomba, que foi avaliada com potência de 20 kilotons, ou seja, 20.000 toneladas de T.N.T. (equivalente a 2000 caminhões de T.N.T.) Podemos classificar em quatro, os efeitos mortíferos da bomba. a) A bomba explodiu a cerca de 300 m de altitude, varrendo uma vasta área com os fulminantes raios-gama . b ) 0 calor libertado incendiou imediatamente todos os materiais combustíveis da cidade. Por causa do tremendo calor, formou-se imediatamente uma corrente de convecção, elevando pó e produtos radiativos resultantes da explosão. É o cogumelo característico de uma explosão nuclear. c) A detonação produziu fortíssima onda de choque (deslocamento do ar.), que destruiu mecanicamente extensa área. d) Por fim,o pior deles: a poeira radiativa; Sendo os materiais mais densos que o ar, pouco a pouco vão-se precipitando, contaminando de radiatividade uma extensão bem maior. As células humanas não suportam excessiva radiatividade. Na poeira radiativa temos os produtos da fissão, principalmente Bário e Criptônio radiativos . Esta bomba causou cerca de 80.000 vítimas civis (homens, mulheres, crianças), com destruição total da cidade. Pela primeira vez na História, registrou-se tamanho fenômeno catastrófico. Dois dias depois, outra bomba de potência equivalente foi detonada sobre a cidade de Nagasaki. Desta vez a bomba era de Plutônio. Aos quinze de agosto, terminava a Guerra no Pacífico.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga REATOR NUCLEAR Por outro Lado, a energia nuclear propunha perpectivas de grandes benefícios à humanidade. A 2 de dezembro de 19 42, Enrico Fermi anunciava o funcionamento da primeira pilha nuclear. Imaginemos uma barra de urânio natural. A maior parte de seus átomos e o U-238, que é_ absorvedor de nêutrons . Os átomos U-238 absorvem os nêutrons e a reação se estanca, mesmo_ quando se bombardeia um átomo de U-235. Se utilizarmos cilindros finos de urânio, mesmo após a desintegração do U- 235 não haverá chance de o U-238 absorver os nêutrons resultantes, porque antes da colisão o nêutron escapa do material. Pelo contrário, se o cilindro tivesse diâmetro maior, então, os nêutrons resultantes seriam captados pelo U-238. Fermi pensou também: "Seria bom se conseguíssemos um material capaz de causar reflexão dos nêutrons, fazendo-os voltar.'" Mas ainda; nesta hipótese, os nêutrons seriam captados pelo U-238. Acontece que o U-238 só absorve nêutrons acelerados e, se se pudesse moderar a velocidade desses nêutrons,eles não seriam absorvi dos pelo U-2 38 e então poderiam fissionar outros átomos de U-2 35. Após demoradas pesquisas, descobriu-se que a grafite é ao mesmo tempo refletor e_ moderador de nêutrons. Colocando-se uma barra de urânio num tijolo de grafite, pode-se dar continuidade de reação.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Os nêutrons resultantes da cisão do U-235 escapam da barra de urânio atingindo átomos de carbono (grafite). Um átomo de carbono absorve o nêutron mas, logo depois (cerca de 12 segundos após) devolve o nêutron com velocidade já moderada. Após alguns choques com os átomos de grafite, os nêutrons podem voltar â barra de urânio . Sua velocidade não permite a absorção pelo U-2 38 mas, ainda é capaz de cindir átomos de U-235. Como cada átomo U-235 fissionado produz 2 ou 3 nêutrons, pouco a pouco vai aumentando a população de nêutrons em movimento. A certa altura, a energia libertada nas cisões faz os materiais atingirem temperaturas de centenas de graus Celsius. Agora há necessidade de eliminar nêutrons excessivos. Para isso,colocam-se barras de cádmio (veja figura do reator nuclear) que
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga é um material capaz de absorver nêutrons. O cádmio não é_ refletor: ele capta o nêutron e não o emite mais. Assim, a presença do cádmio nos tijolos de grafite pode abaixar o fator de multiplicação para valores menores que 1. Estava assim controlada a reação nuclear. Para se obter mais energia bastava retirar as barras de cádmio. Portanto, um reator atômico é uma fonte controlável de energia nuclear (ao contrário da Bomba- A). Vejam na figura os materiais usados para que os operadores do reator não sejam atingidos por emissões de nêutrons e radiações. Embora o concreto seja uma proteção aos operadores contra os raios-gama e nêutrons que escapam, mesmo assim há necessidade de tomar devidas precauções contra a extrema radiatividade dos produtos da fissão. Cada operador usa uma placa na lapela que muda de cor. Trata-se de um dispositivo que acusa a excessiva exposição às radiações -gama. Portanto, o primeiro reator nuclear utilizava barras de urânio natural (0,7% de U-235), colocadas em tijolos de grafite. Para moderar a reação nuclear, introduziam-se barras de cádmio. Assim, a cisão de átomos de U-235 podia ser controlada e a fonte energética do reator era o calor libertado nessas fissões. Como utilizar este calor? No reator, perfurando os tijolos de grafite, passa uma entrelaçada rede de canalização por onde caminha vapor d'água. Este vapor recebe energia proveniente da cisão, sofrendo conseqüentemente aumento de temperatura e pressão. 0 circuito, passa por um trocador de calor, onde a energia é "transferida para um segundo circuito de vapor d'água. Este 2º. circuito está ligado a uma turbina acoplada a um gerador elétrico. Mui tas vezes, no primeiro circuito, utiliza se gás carbônico.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A figura ilustra o esquema de uma central elétrica nuclear. Na verdade, é uma usina termoelétrica que, ao invés de utilizar combustíveis comuns (carvão, gás ou óleo), utiliza a energia térmica de um reator nuclear. Descobriu-se também que a água pesada é bom moderador e refletor de neutrons. Verificou-se ainda que a massa de água pesada necessária para suficiente moderação de neutrons é bem menor que a massa de grafite equivalente. O emprego da água pesada como modera dor traz vantagens de ordem técnica na instalação de uma usina. Ao mesmo tempo, a água pesada serve como veículo trocador de calor. O único inconveniente é na obtenção de grandes quantidades de água pesada. Ela ocorre em qualquer água, mas numa proporção ínfima e,para separá-la, trata-se de um processo muito trabalhoso o conseqüentemente oneroso. Atualmente, a água pesada é retirada da água do fundo dos oceanos. Para dar maior proteção aos operadores, o reator é envolvido por paredes de grafite e concreto.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga As barras de cádmio para absorver nêutrons excessivos tornam-se radiativas, daí também estarem dentro de um recipiente de chumbo. A própria água pesada circula continuamente no reator onde se liberta calor. Por sua vez, a água pesada transfere energia ao vapor d'água de outro circuito, através do trocador de calor. Assim o homem conseguiu controlar a energia nuclear e grandes são as perspectivas de sua aplicação para finalidades pacificas. Atualmente existem reatores nucleares, instalados em submarinos e navios atômicos, capazes de realizar longas viagens com um mínimo de consumo material. O Nautilus, primeiro submarino atômico viajou cerca de 80.000 km (2 voltas em redor da Terra), sem se abastecer. No entanto, tornam-se ainda extremamente onerosa as construções de pilhas atômicas, principalmente na parte que se refere ã proteção humana exigida pelas fortes irradiações gama de emissões de nêutrons. Por outro lado, o homem precisa de fontes energéticas e,atual mente, conta ainda com reservas de petróleo e carvão. No ritmo dos acontecimentos, estas reservas se esgotarão no ano 2.100! Se considerarmos a energia nuclear, contamos ainda com energia para mais 1.000.000 de anos! Deixo para o leitor imaginar como será o futuro que nos aguarda.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 reator de piscina Fotografia de um reator de piscina em pleno funcionamento na Cidade Universitária, de S. Paulo. A luz intensa no fundo da piscina e causada pela passagem de partículas sub-atômicas velozes na água e chama-se radiação de Cherekov.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 H FUSÃO NUCLEAR O sol é uma fonte energética que continuamente irradia energia. Mas, a energia não é criada! De onde o sol consegue tanta energia? A explicação plausível é que, no sol, matéria transforma-se em energia. Por isso, o sol a todo instante torna-se um pouco mais leve, perdendo cerca de milhares de toneladas de matéria por segundo. Admite-se, que na superfície solar, a temperatura seja de alguns milhões de graus Celsius e que aí ocorre a síntese do gás hélio a partir de hidrogênio, com libertação de pósitrons, neutrinos e tremenda quantidade de energia em forma de radiações eletromagnéticas que se propagam pelo Universo. Quatro átomos de hidrogênio sofrem uma FUSÃO, originando o núcleo de hélio.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Neste processo, os produtos apresentam massa menor que a massa total dos átomos de hidrogênio. A energia libertada equivale "a transformação de massa -> energia segundo a equação de Einstein: Energia = c2 . ∆m "c" - velocidade da luz no vácuo. Para ressaltar um fato histórico importante, falemos na descoberta do gás hélio. Durante um eclipse, foi observado no espectro solar o apare cimento de uma nova "linha" de absorção. Não se conhecia,ainda,nenhum elemento capaz de produzir a referida absorção. Foi então pro posta a existência de um novo elemento, que deveria estar sendo "criado" no sol e,dai, o nome sugerido foi Hélio (Helium = sol). Mais tarde, o gás hélio foi descoberto como um componente mínimo do ar atmosférico. Pensou-se em sintetizar o hélio a partir de hidrogênio,aqui na Terra. Evidentemente faltavam condições energéticas, ou seja, a elevadíssima temperatura. Estima-se que a temperatura da superfície solar seja aproximadamente de 40 milhões de °C. Os cientistas conseguiram sintetizar o hélio a partir de isótopos pesados de hidrogênio. Utilizando-se deutério (núcleo com 1 próton + 1 nêutron) e tritério (núcleo com 1 próton + 2 nêutrons) e ainda fontes de elevadíssima temperatura conseguiu-se sintetizar o hélio. O deutério ocorre na natureza em proporções mínimas, já dissemos que é o componente da água pesada encontrada em mínimas proporções nos fundos dos oceanos, já que a densidade da água pesada e maior que a da água comum. O tritério é obtido artificialmente, sendo um átomo radiativo. Pode-se obter o tritério, bombardeando lítio com nêutrons.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 A reação liberta assombrosa quantidade de energia, muito maior que numa fissão nuclear. A princípio não se conseguia obter a elevada temperatura, que seria da ordem de dezenas de milhares de graus Celsius. Com a descoberta da fissão nuclear, a detonação de uma bomba atômica (bomba-A) possibilitou a fusão do deutério e tritério. Esta fusão é realizada na Bomba-H (Bomba de Hidrogênio). A potência dessas bombas é milhares de vezes superior à das bombas atômicas da 2a. Grande Guerra. A bomba-H utiliza a fissão nuclear como fonte energética para provocar a reação entre deutério e tritério. Portanto, a Bomba-A serve como "espoleta" da bomba-H. A potência das bombas de hidrogênio é milhares de vezes a de uma bomba de fissão. As últimas bombas de hidrogênio detonadas com caráter experimental tinham potências próximas a 100 Megatons (1 megaton = 1.000 kilotons = 1.000.000 de toneladas de T.N.T.). A bomba-H também espalha poeira radiativa por causa dos produtos radiativos da fissão do U-235. Existe atualmente uma Comissão Internacional de Energia Atômica cuja finalidade, além de outras, ê a de controlar as experiências nucleares, a fim de evitar a contaminação da atmosfera com materiais radiativos. ═════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga I ELEMENTOS ARTIFICIAIS Como já vimos na página 81 do capítulo 2, a obtenção de elementos radiativos artificiais foi desencadeada com a experiência do casal Curie-Joliot. Hoje, conhecem-se isótopos radiativos de Quase todos os elementos químicos e, comumente esses isótopos são obtidos dos elementos comuns, bombardeados por nêutrons. Estudemos apenas 3 desses isótopos: A) CARBONO-14 Este isótopo radiativo forma-se no ar atmosférico quando nêutrons de raios cósmicos colidem com núcleos de nitrogênio. O carbono-14 assim formado reage com o "02" da atmosfera, resultando C*02 radiativo (Vamos colocar um asterisco no C* radiativo). Este C*02 poderá ser absorvido por uma planta, num processo de fotossíntese e tornar se um constituinte de tecido vegetal. Por outro lado, um animal pode alimentar-se daquela erva e o C*-14 tornar-se assim um constituinte de tecido animal. Mesmo os seres humanos possuem certa do se de C*-14.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 Quando o ser humano ou mesmo o animal morre, a quantidade do C*-14 só tende a diminuir, pois ocorre a seguinte desintegração: 6C 14-------►_ 1β° + 7N14 O período de semi-desintegração é de 5.600 anos para esse isótopo. Ora, então, pode-se mesmo pensar num processo de determinação de idades de fósseis arqueológicos. Vamos supor que os fósseis de um animal acusam, num contador Geiger, apenas 25% de C*-14,que teria o mesmo espécime na atualidade. Isto vem esclarecer que o fóssil tem: No entanto, após 10 períodos de semi-desintegração (56.000 anos), a quantidade de C*-14 restante é tão pequena que não existem ainda aparelhos capazes de detetar radiações . Esta é a mais séria limitação desse processo. Por outro lado, os nêutrons de uma pilha atômica podem ser empregados na obtenção de C*-14 artificialmente. Ê importante o emprego de C-14 para sintetizar substâncias orgânicas a fim de acompanhar os processos de metabolismo. É muito usado na obtenção de radioproteínas e radioaçúcares. B) IODO RADIATIVO O iodo radiativo é utilizado na medicina, nos diagnósticos de doenças da tireóide. Tem um período de semi-desintegração de 12 horas. Em primeiro lugar, o paciento ingere uma dose de iodo radiativo, que e facilmente absorvido pelas glândulas de tireóide. Após certo tempo, pode-se "mapear", ou seja, localizar e delimitar os contornos dessas glândulas. Sabe-se que os tecidos afetados de tireóide absorvem geralmente iodo de modo diferente (mais ou menos intensamente) do tecido normal .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Então, utilizando-se um contador Geiger, podem-se localizar as regiões afetadas. C) COBALTO-60 Este isótopo é obtido do cobalto (Co59), quando bombardeado por nêutrons. Por sua vez, o Co-60 é radiativo, sendo capaz de emitir raios "β", com um período de semi-desintegração de 5,3 anos. Observem o longo período de semi- desintegração, que proporcionou excelente aplicação na Medicina, pois tem-se material radiativo por longo tempo. NOTA: O carbono-14 não serve para tal finalidade, pois seus raios "β" têm energia bem menor e,consequentemente,menor penetração. Descobriu-se que as células cancerígenas são fulminadas pelo efeito de- radiações intensas. As células normais suportam dose bem maior de radiação. No tratamento do câncer pela radioterapia era antigamente usado o elemento rádio, cujo custo era assombroso. Hoje, esse elemento foi substituído pelo cobalto-60 de custo incomparavelmente baixo em relação ao radio. 0 aparelho é chamado "Bomba de Cobalto" que nada mais é, senão um canhão de emissões "β" (Gentilmente cedida pelo Hospital do Câncer - S. Paulo )
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 Eis um tipo de Bomba de Cobalto. Quando se encontra na posição de descanso, o Co-60 esta emitindo radiações, mas são totalmente bloqueadas pela blindagem. Na posição ativa, os raios "S" podem então ser dirigidos ao paciente. Citamos apenas algumas aplicações das recentes descobertas nucleares. (As duas últimas aplicações são exemplos de "Medicina Nuclear") . Dia a dia, a energia nuclear e os isótopos radiativos estão sendo explorados pelo homem a fim de proporcionar melhores condições de vida. Na pesquisa da energia nuclear, o homem descobriu uma terrível arma, mas por outro lado, indubitavelmente, ganhou excelentes conhecimentos sobre o átomo,que nos promete um futuro promissor. O homem,que veio da idade da pedra, passou por diversas evoluções e entra agora na ERA ATÔMICA. ═════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (48) Tendo-se num instante zero, 4,0 g de um elemento radiativo de tempo, de meia vida igual a 1,0 hora, quantos gramas do material ativo restarão respectivamente depois de 1,0 hora e depois de 2,0 horas? a) 2,0 g e 1,0 g b) 2,0 g e 0 g c) 3,0 g e 2,0 g d) 3,5 g e 2,5 g e) depois de 1,5 horas não restará material ativo ITA-63 (49) A expressão fusão nuclear se refere a: a) liquefação de núcleos. b) quebra de núcleos formando núcleos menores. c) reunião de núcleos formando um núcleo maior. d) captura de elétrons. e) fissão nuclear. ITA-63 (50) Um dos isótopos do Einstênio 99Es253 , quando bombardeado com partículas 2He4 , forma um elemento novo e dois nêutrons , como indicado pela reação: 99Es253 + 2He4 = Elemento Novo + 2n Qual é o conjunto de número atômico e o número de massa que corresponde ao novo elemento? (51) Qual das afirmações abaixo, relativas a reações nucleares como a da questão anterior, é FALSA? a) 0 número total de nucleons e conservado. b) A lei de conservação de cargas também se aplica a reações nucleares. c) A soma dos números de massa dos reagentes e igual a soma dos números de massa dos produtos. d) A energia libertada numa reação nuclear e, grosso modo, 107 (10 milhões) vezes maior que a energia libertada em reações químicas ordinárias, fixando-se massas iguais de reagentes. e) A energia de ligação nuclear dos reagentes é igual à energia de ligação nuclear dos produtos. ITA-64
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 (52) A vida média de 1,0 g de um isótopo radiativo vale 18 horas. A vida média de 0,5 g desse mesmo isótopo valerá: a) 9 horas d) 18 horas b) 36 horas e) nenhuma das respostas c) 20 horas acima esta certa ITA-66 (53) Citar os tipos de radiações, indicando os sinais das respectivas cargas elétricas, que se observam na desintegração radiativa natural. POLI-65 (54) Um átomo de um elemento radiativo "X" sofre uma desintegração emitindo uma partícula alfa, produzindo um átomo de um elemento "Y". Quantas desintegrações "B" deve sofrer o átomo do elemento "Y", para produzir um átomo isótopo do elemento "X"? Escrever as equações das diversas desintegrações dessas transformações. POLI-67 (55) Um grama de 42 99Mo , por emissão de raios "β", decaia 1/8 g em 200 horas. I - qual a sua meia-vida? II - qual o seu novo número atômico e qual o seu novo número de m assa? FMUSP-63 (56) A desintegração do iodo radiativo aumenta com a temperatura. Certo ou Errado? FMUSP-64 (57) Um grama de rádio leva 5.040 anos para decair a 1/16 g. A sua meia vida será: a) 315 anos c) 20.160 anos b) 1260 anos d) FMUSP-64 (58) Na seguinte lista, todos os elementos são transurânicos: európio, amerício, frâncio, germânio e polônio? Certo ou Errado? FMUSP-64
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (59) O número atômico de um elemento diminuirá de duas unidades se o núcleo de seu átomo emitir uma partícula alfa. Certo ou Errado? FMUSP-64 (60) A meia-vida do isótopo 1124 Na é de 15 horas. Se a quantidade inicial deste isótopo for 4 g, depois de 75 horas teremos: a) 0,800 g d) 0,125 g b) 20 g e) nenhuma das respostas c) anteriores CESCEM-65 (61) Nas reações nucleares sucessivas o elemento Z que se forma é: CESCEM-66 (62) São necessários 5,0 anos, para que o 60Co perca a metade de sua radiatividade. Que porcentagem da sua atividade original permanecerá no fim de 20 anos? a) 0% d) 25,0% b) 6,25% e) nenhum dos c) 12,5% valores acima CESCEM-66 (63) Dispõe-se de um isótopo radiativo, cujos produtos de desintegração não são radiativos. Medindo-se a atividade de uma amostra deste isótopo, registrou-se uma contagem de 10.000 desintegrações por minuto. Após 24 horas, a mesma amostra acusou uma atividade de 5000 desintegrações por minuto. Deixando-se passar mais 24 horas , a atividade da mesma amostra correspondera a: a) 1250 desintegrações/minuto d) zero b) 2500 desintegrações/minuto e) nenhum dos valores c) 3750 desintegrações/minuto anteriores CESCEM-67
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 (64) Quando um elemento emite uma partícula "α" e, em seguida, duas partículas "β", os elementos, primitivo e final: a) tem o mesmo número de massa b) são isótopos radiativos c) não ocupam o mesmo lugar na tabela periódica d) possuem números atômicos diferentes e) têm a mesma massa atômica CESCEM-67 H1 (65) Na reação nuclear 2He4 + X ─── 1 + 8017 elemento X possuí: a) número atômico 7 e d) número atômico 8 e número de massa 15 número de massa 14 b) 8 prótons e 7 nêutrons e) número atômico 7 e c) 7 prótons e 7 nêutrons número de massa 16 CESCEM-68 (66) Uma grama do isótopo Mo99 decai por emissão beta, atingindo l/8 g após 200 horas. Qual é aproximadamente a meia-vida deste isótopo? a) 2 5 horas d) 1600 horas b) 50 horas e) os dados são insuficientes c) 67 horas para se saber a meia-vida. CESCEM-69 (67) Um elemento "A",de número atômico 87 e número de massa 190, emite uma partícula alfa, transformando-se em"B". "B" emite uma partícula beta transformando-se em "C ". "C " emite alfa dando "D". "D" por sua vez emite beta resultando em "E". Os números atômicos e de massa de ''E" são respectivamente: a) 87 e 190 b) 8 3 e 192 d) 85 e 182 c) 87 e 186 SANTA CASA-64 (68) 0 número atômico do átomo de um elemento é 88 e o número de massa 226. Quando esse átomo emite uma partícula "α", o átomo resultante apresentará: a) número atômico 08 e número de massa 225 b) número atômico 87 e número de massa 224 c) número atômico 86 e número de massa 222 d) número atômico 85 e número de massa 225 SANTA CASA-65
  • 106.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (69) Os raios gama são: a) radiações eletromagnéticas b) núcleos de átomos de hélio d) núcleos de átomos c) elétrons de hidrogênio SANTA CASA-65 (70) Período de semi-desintegração de um elemento radiativo é o tempo no qual: a) a metade da quantidade inicial dos átomos do elemento se desintegra b) todos os átomos do elemento se desintegram c) 6,02 x IO23 átomos do elemento se desintegram d) 1 mol do elemento se desintegra SANTA CASA-66 (71) Quando um átomo emite um raio alfa, seu número de massa: a) aumenta de duas unidades c) diminui de quatro unidades b) diminui de duas unidades d) não se altera SANTA CASA-66 (72) Quando um átomo emite um raio beta, seu número atômico: a) aumenta de uma unidade c) aumenta de duas unidades b) diminui de uma unidade d) não se altera SANTA CASA-66 (73) Os raios-X, os raios catódicos e os raios alfa (do rádio) a) são todos desviados por um ímã b) somente o primeiro e o terceiro são desviados por um imã c) somente o segundo e o terceiro são desviados por um imã SANTA CASA-67 (74) Ao emitir uma partícula alfa, um elemento radiativo passa a ter: a) número e peso atômicos diminuídos de uma unidade b) número atômico diminuído de 2 e peso atômico diminuído de 4 unidades c) número e peso atômicos diminuídos de 2 unidades SANTA CASA-67
  • 107.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade – 2 (75) É possível determinar a idade da Terra por meio: I - da teoria da relatividade II - da radiatividade III - pela expansão do universo SANTA CASA-68 (76) Quando o Boro (peso atômico 11, número atômico 5) e bombardeado com partículas alfa, as seguintes variações são observadas Boro + partícula alfa -------------------> novo elemento + neutron (transmutação α, n) 0 peso atômico e o número atômico do novo elemento formado serão, respectivamente; a) 14 e 7 d) 11 e 5 b) 10 e 7 e) nenhum dos c) 11 e 6 anteriores SANTA CASA-69 (77) Radiatividade natural é o fenômeno pelo qual: a) um elemento pesado emite espontaneamente apenas "raios-X" b) dois elementos mais leves se unem para produzir um 3º. elemento, com grande emissão de energia c) um elemento, sofrendo o bombardeamento por um nêutron, se transforma num isótopo d) nenhuma das respostas EES CARLOS-66 As questões 78 e 79 referem-se ao seguinte enunciado: "A" e "B" são 2 elementos radiativos que se desintegram em chumbo (Pb) segundo o esquema: (78) 0 valor correto de "u", "k" e "x" e: u= k= x= u= k= x= a) 232 208 82 c) 228 216 86 b) 228 208 82 d) 222 212 74 (79) 0 valor correto de "z", "y" e "t" é:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga z= y= t = z= y= t = a) 98 82 206 c) 96 86 214 b) 92 82 206 d) 84 74 210 EES CARLOS-67 (80) Qual das reações abaixo está errada: EES CARLOS-68 (81) Um átomo “ A” emitindo um raio "alfa", se transforma no átomo "B" OS átomos "A" e "B" s ao : a) isótopos c) alotrópicos b) isóbaros d) nem isótopos nem isóbaros FEI-68 (82) A vida média de um grama de certo isótopo radiativo vale 30 dias. A vida média de 0,5 gramas do mesmo isótopo vale: a) 30 dias b) 15 dias c) 60 dias FEF ALVARES PENTEADO-68 (83) Um grama de um elemento radiativo emite partículas beta e após 400 horas fica reduzido a 1/16 g. Qual é sua meia vida? a) 100 horas c) 10 horas b) 400 horas d) 50 horas GEOLOGIA USP-64 (84) Um átomo de número atômico 27 e número de massa 35 emite uma partícula alfa. 0 novo átomo possuirá: a) número atômico 28 número de massa 35 b) número atômico 26 número de massa 36 c) número atômico 25 número de massa 31 d) número atômico 25 número de massa 35 GEOLOGIA USP-64
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 (85) Dois átomos pertencentes a dois isótopos de um mesmo elemento apresentam: a) a mesma massa d) mesmas propriedades b) propriedades químicas diversas nucleares c) mesmo tamanho e) nenhuma das citadas EE LINS-67 (86) Quando um átomo radiativo de número atômico 90 emite uma partícula beta, origina-se um novo átomo de número atômico: a) 91 b) 89 c) 88 EE MAUA-63 (87) Os nêutrons, como projéteis, são mais usados que os prótons nos processos de bombardeio nuclear porque: a) tem maior massa b) são desprovidos de carga c) são mais fáceis de serem obtidos EE MAUÁ-64 (88) Quando um átomo de um elemento radiativo e cujo número atômico é Z,emite um elétron (negativo), origina-se um novo núcleo de número atômico: a) Z - 1 b) Z + 1 c) Z EE MAUÁ-65 (89) Quando o núcleo de um átomo, de número atômico Z,emite uma partícula beta, origina-se um outro núcleo de número atômico Z +1, isóbaro do primeiro. Certo ou Errado? EE MAUS-68 (90) 0 que é uma substância radiativa? EE MACKENZIE-63 (91) 0 que caracteriza um elemento radiativo? EE MACKENZIE-64
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (92) Qual o comportamento dos raios alfa, beta e gama num campo magnético? EE MACKENZIE-64 (93) Após 40 dias, um determinado radioisótopo puro, cuja meia vida é de 10 dias, pesa 0,5 g. 0 seu peso inicial era: a) 8 g d) 2 g b) 6 g e) 0,5 g c) 4 g MEDICINA SANTOS-68 (94) 0 símbolo que pode ser usado para completar a reação nuclear: 3Li + 1H1 = 2 ..... é: 7 a) iH1 d) _1e0 b) on1 e) 1D2 c) 2He 4 MEDICINA SANTOS-68 (95) Assinalar as proposições corretas: 1) Os raios-gama apresentam pequeno comprimento de onda, sendo mais penetrantes que os raios alfa, beta e raio-X. 2) Raios alfa são os núcleos de átomos de argônio, portanto, com carga positiva, porém, com poder de penetração limitado 3) Raios beta são elétrons em grande velocidade e, com maior poder de penetração que as partículas alfa. 4) Quando um elemento emite partículas alfa, forma-se outro elemento,cujo número atômico é uma unidade inferior. QUIM-MOGI DAS CRUZES-69 (96) Dos elementos que participam das reações nucleares sucessivas: 92E 238--------- E2 + 2α4 E2 --------- E3 + β E3 -------- E4 + β a) E1 e E2 são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros b) E1 e E3 são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros c) E1 e E4, são isótopos e E1, E3 e E4, são isóbaros d) E1 e E4, são isótopos e E2, E3 e E4, são isóbaros e) E1 e E4, são isótopos e E1 , E2 e E3 são isóbaros UFMG-67
  • 111.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade - 2 (97) As sucessivas reações nucleares abaixo 90A 232--------- B + 2ª4 B ------------- C + β levam a um elemento C com as seguintes características: a) 87C 229 d) 91 C 227 b) 89C 228 e) 88C231 c) 90c 230 UFMG-67 (98) Um elemento radiativo tem ao fim de 36 dias, sua radiatividade reduzida a 1/8 da original. Sua meia-vida é: a) 4 dias d) 12 dias b) 6 dias e) nenhuma das c) 9 dias anteriores UFMG-67 (99) Uma certa quantidade de Ra, ao se desintegrar, emite em um ano, 2,7 x 1013 partículas alfa e, a quantidade "He" formada é da 1 x IO-3 mm3, medidos nas condições normais de temperatura e pressão. Os dados acima permitem deduzir: a) o valor da vida— média do Ra b) o valor da meia-vida do Ra c) o valor da constante de desintegração radiativa do Ra d) o valor do número de Avogadro e) que o "He", membro da família radiativa do Ra UFMG-68 (100) Entre as equações dadas abaixo: assinalar o grupo de equações em que a instabilidade do elemento é devida a excesso de protons: a) I, II, III d) I, IV, V b) I, III, IV e) III, IV, V C) I, III, V UFMG-68
  • 112.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (101) Qual destas afirmativas sobre os elementos transurânicos é errada: a) tem número atômico elevado b) seu enchimento eletrônico se dá no subnível 4f c) são todos radiativos d) apresentam massa atômica elevada e) são obtidos por meio de reações nucleares EEUMG-67 (102) Um certo isótopo radiativo tem um período de meia-vida de 10 minutos. Se num certo instante, tivermos 20 microgramas deste isótopo, quantos microgramas existirão ao fim de 20 minutos? a) zero d) b) 5 e) não se pode saber c) 10 MEDICINA-VALENÇA-69 (103) Qual das seguintes afirmações é a mais correta? a) Raios alfa são núcleos de átomos de Hélio, formados por 4 prótons e 4 neutrons. b) O poder de penetração dos raios alfa aumenta com a elevação da pressão. c) Os raios beta são elétrons emitidos pelos núcleos dos átomos dos elementos radiativos. d) Os raios gama são radiações da mesma natureza que os raios alfa e beta. e) O "Curie" é a radiatividade equivalente à de um quilograma de rádio em equilíbrio radiativo. MEDICINA-ITAJUBA-68 (104) Vinte miligramos de um elemento radiativo, depois de 10 minutos, se reduzem a cinco miligramos. Quarenta miligramos do mesmo elemento, depois de 20 minutos, reduzir-se-ão a: a) 20 miligramos b) 13,5 miligramos c) 4 miligramos d) 25 miligramos e) 2,5 miligramos MEDICINA-ITAJUBÁ-68
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga radiatividade-2 (105) O carbono radiativo 14C pode ser obtido por: a) desintegração do carbono 12C b) bombardeamento do carbono-12 por neutrontes c) bombardeamento do carbono-12 por cíclotron d) bombardeamento do nitrogênio por neutrontes lentos e) bombardeamento do carbono-12 por raios gama MEDICINA-GB-66 (106) Marcar o processo que não pode ser considerado como da desintegração atômica: a) emissão de partículas alfa b) emissão de partículas beta c) emissão de partículas e+ d) emissão de fóton de luz ultravioleta e) captura de eletrontes pela camada K do átomo MEDICINA-GB-66 (107) 0 produto da desintegração de um elemento que só emite raios "a" tem: a) a mesma massa atômica e número atômico maior b) a mesma massa atômica e número atômico menor c) o mesmo número atômico e massa atômica maior d) o mesmo número atômico e massa atômica menor e) o número e massa atômicos menores UFRJ-68 (108) 0 32P, de grande importância bioquímica, pode ser obtido, mediante bombardeio do 31P com dêuterons de 10 milhões de volts, procedentes de 1 cíclotron. Esta reação será do tipo: a) 31P (d, p) 32P b) 31P (d, y) 32P c) 31P (d, α) 32P d) 31P (d, n) 32P e) diferente UFRJ-68 117
  • 114.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (109) A massa da partícula alfa é de: a) 0,000548 b) 1,00897 c) 1,007852 (unidade de massa atômica ) d) 2,014722 e) 4,002764 UFRJ-68 (110) A transformação radiativa, com emissão de raios beta, fornece um novo elemento (Lei de Russell, Fajans e Soddy) com: a) mesma massa atômica e número atômico menor b) mesma massa atômica e número atômico maior c) mesmo número atômico e massa atômica maior d) mesmo número atômico e massa atômica menor e) diferentes dos mencionados UFRJ-68 ══════════════════ 118
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA c a p ítu lo 3
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 A O ÁTOMO DE DALTON Vimos no LIVRO I que a concepção de átomo, como constituinte universal da matéria, havia sido lançada pelos filósofos gregos. Foi o inglês John Dalton que, em 1808, deu um caráter cientifico À idéia de átomo. As proposições de Dalton foram baseadas nas leis ponderais das reações químicas"que já haviam sido observadas e constatadas como válidas em quaisquer reações. De modo resumido, Dalton supôs que: a) Todo átomo é uma minúscula partícula material indestrutível, mantendo massa e dimensão inalteráveis. b) Átomos do mesmo elemento químico são idênticos entre si. c) Os diversos átomos podem combinar-se,originando diferentes espécies de matéria. Exemplos:
  • 117.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Enfim, matéria para Dalton, seria um aglomerado de átomos (bolinhas indivisíveis), uns colados aos outros. Seria, então,como uma miniatura do "doce de sagu". Dalton pensou que, os átomos diferentes, quando se combinavam, sempre mantinham a proporção de 1:1 e, sugeriu, que tais combinações fossem denominadas "moléculas". Como a água é constituída de hidrogênio e oxigênio, Dalton pensou que, a molécula de água fosse "HO" e que, numa gota d'água, existissem muitas e_ muitas dessas moléculas , umas vizinhas das outras. Mais tarde, os trabalhos de Gay-Lussac e Avogadro, demonstraram que, numa molécula, podem existir diferentes átomos sem obedecer a proporção 1:1. É o caso da molécula de água, que como vocês sabem, possui 2 átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Cada molécula de água, é Cada molécula de enxofre (S8), é constituída por 2 átomos de constituída por 8 átomos de hidrogênio e 1 átomo de oxigênio enxôfre. A atual concepção do átomo, está muito longe dessa idéia inicial, como veremos adiante. No entanto, por questões de comodidade de apresentação, até hoje utiliza-se muito a representação "átomo = esfera maciça", pois,deste modo, ainda é muito satisfatória para um grande número de fenômenos químicos. A introdução, da idéia de molécula, que decorreu das leis dos gases (vide livro I) veio reestruturar a teoria atômica de Dalton. A teoria "atomo=bolinha" começou a sofrer abalos violentos a medida que iam sendo descobertos novos fenômenos. Como poderíamos responder às seguintes perguntas? - Por que nem todos os átomos se combinam entre si? - Que é eletricidade? - Por que certas reações químicas absorvem ou libertam muita energia? - 0 que é radiatividade? - Por que existem ímãs?
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Respostas com argumentos satisfatórios somente aparecem com o decorrer dos tempos. A ciência toma um impulso extraordinário no século 20 e, em conseqüência, surgiram renovações para a teoria atômica. Hoje, é incabível aceitar átomo = esfera maciça,"'mas não resta dúvida que esta idéia primitiva foi a base inicial que conduziu os cientistas a investigarem o interior do átomo. ════════════════ B O MODELO DE RUTHERFORD-BOHR Foi o cientista inglês Ernest Rutherford, quem apresentou "a nova face" para o átomo, discordando da indivisibilidade do mesmo. Vimos no CAPITULO 2 que Rutherford conseguiu demonstrar a existência de partículas "α", "β" e raios gama nos fenômenos radiativos. Desta vez, ele utilizou um material radiativo, o polônio, que emite raios alfa com surpreendente intensidade. Colocando o polônio radiativo dentro de um bloco de chumbo, Rutherford bombardeou uma finíssima lâmina de ouro com as partículas "a", então emitidas pelo polônio.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Rutherford estava curioso em estudar as trajetórias das partículas "α" e também os resultados das colisões dessas partículas com átomos de ouro. Para isso, colocou um anteparo de forma cilíndrica em redor da lâmina de ouro. Este anteparo é revestido com um material fluorescente (sulfeto de zinco) e quando nele há incidência de uma partícula "α" ocorre emissão de luz visível. Uma região de fluorescência constante e intensa apareceu no anteparo, exatamente na direção das emissões "α". Em outros pontos do anteparo apareciam de tempos em tempos pontos luminosos. INTERPRETAÇÃO: A maioria das partículas "α" atravessam a lâmina de ouro como se esta fosse uma peneira. Apenas algumas partículas sofrem desvios. Estas observações levaram a crer que a matéria é praticamente oca. Embora a lâmina de ouro pareça compacta é constituída de muitas camadas de átomos de ouro. Rutherford fez as seguintes proposições: A) O átomo deve ser constituído de uma parte central (caroço) e que foi denominado núcleo . Este deve ter carga POSITIVA, pois repele violentamente as partículas "α" que possuem carga positiva , quando estas passam próximo ao núcleo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 B) Analisando o número de partículas "α" que sofreram desvios, em relação aquelas que atravessaram normalmente a lâmina, conclui-se que o"tamanho do núcleo, deve ser extremamente pequeno em relação ao átomo'. Os cálculos probabilísticos revelam que: Raio do núcleo = do Raio do átomo Isto quer dizer que, se o núcleo tivesse 1 metro de diâmetro, o átomo teria um diâmetro de 10 Km, no mínimo. A título ilustrativo, imaginemos uma bola de tênis no centro do Estádio Maracanã. Então a bola seria o núcleo e o estádio seria o átomo, em termos proporcionais com o verdadeiro átomo. C) Se o átomo tivesse apenas núcleos positivos e nada mais, qualquer matéria, como a lâmina de ouro, seria eletricamente muito positiva! Para contornar este fato, Rutherford admitiu que a carga nuclear seria equilibrada por elétrons. Esses elétrons não poderiam estar parados, pois seriam atraídos para o núcleo e o átomo seria um sistema instável. Foi admitido um equilíbrio dinâmico ou seja: "Os elétrons devem girar em redor do núcleo, em órbitas circulares". Como o átomo é elétricamente neutro, a carga total dos elétrons deve ser igual à carga do núcleo. Pode-se comparar a estrutura atômica com o sistema planetário: o Sol atrai a Terra; como a Terra gira em redor do Sol, eles mantém um equilíbrio dinâmico.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga CONTRADIÇÃO À TEORIA DE RUTHERFORD Mal a teoria fora lançada, ela teve que vencer diversos obstáculos. Uma forte contradição apareceu imediatamente, em relação à trajetória e energia do elétron. Segundo a teoria clássica de Maxwell, no estudo do eletromagnetismo, qualquer carga elétrica acelerada emite energia em forma de onda eletromagnética. Ora, o elétron em movimento circular está constantemente sujeito `a aceleração centrípeta (Ycp) e , continuamente deveria emitir energia. Perder energia significa perder velocidade e, para que o elétron continuasse em equilíbrio com o núcleo, seria necessário diminuir o raio da trajetória. Então, o movimento do elétron teria uma trajetória em espiral. Dentro em breve o elétron cairia no núcleo e qualquer átomo teria estrutura instável. Absurdo!!!. A TEORIA DE BOHR Foi o físico dinamarquês Niels Bohr quem introduziu a justificação energética para o elétron, aceitando-se o modelo de Rutherford. Bohr achou que nem todas as leis que eram válidas na Física Clássica (resultantes de observações experimentais) deveriam ser seguidas pelas partículas constituintes do átomo. Foi o caso do elétron girando em torno do núcleo. Para este, Bohr estabeleceu certas proposições baseadas na teoria quântica de Planck, que se tornaram conhecidas como"POSTULADOS DE BOHR" fugindo das restrições impostas pela física Clássica. Os constituintes do átomo passam a respeitar novas leis que são baseadas na mecânica quântica. Em simples palavras, os postulados de Bohr são: A) "Os elétrons giram em redor do núcleo em órbitas circulares bem definidas e, espontaneamente,ao fazê-lo, eles não irradiam energia." B) "Quando um elétron passa de uma órbita para outra, ele emite ou absorve, determinada energia dada pela expressão: ∆E = h.f
  • 122.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo -3 Sendo: h - constante de Planck = 6,6 x IO-27 erg x seg. f - frequência da radiação absorvida ou emitida. A energia “ absorvida ou emitida por um elétron'” é sempre de"um fóton”. Embora os elétrons girem em órbitas circulares, eles não irradiam energia espontaneamente. Para afastar o elétron do núcleo, Quando um elétron "passa" ele absorve um fóton de a uma órbita mais interna, ele energia "q = h.f." emite um fóton de energia "q=h.f.“ Bohr não enunciou esses postulados apenas com base intuitiva; muitos cientistas já haviam estudado os espectros de emissão do hidroqênio e seus resultados permitiram que fossem enunciados aqueles postulados.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Vamos descrever rapidamente o que é um espectro de emissão. Imagine uma lâmpada incandescente, uma lente, um prisma de vidro e um anteparo branco como indica o esquema abaixo: No anteparo serão projetadas as sete cores, numa seqüência como àquela que aparece no arco-íris. De cima para baixo: vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, anil e violeta. As cores sofrem uma mudança gradativa e, teremos então um espectro contínuo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Vamos substituir a lâmpada incandescente por um tubo de Geisller contendo gás hidrogênio. Observa-se que, durante a descarga, no anteparo aparecem linhas luminosas, umas distanciadas das outras. Trata-se, portanto, de um 'espectro descontínuo ou espectro linear ou de raias" Observação: Na verdade, durante a descarga no tubo de hidrogênio, ainda são emitidos raios ultra-violetas e infra-vermelhos que são invisíveis, que seriam detectados se utilizasse prisma de quartzo e anteparo:: especiais (filmes ou materiais fluorescentes). Por que surgem estas linhas durante a descarga? Eis a explicação: Durante a descarga, elétrons saem do cátodo e dirigem-se para o ânodo (veja capítulo 1). Pode um desses elétrons colidir com um elétron do átomo de hidrogênio (I e II) e jogá-lo numa órbita mais externa (III), resultando um estado instável no átomo. O elétron tende a voltar para a órbita inicial e, na transição, ele emite uma radiação. Agora que sabemos o que é um espectro de emissão, vamos narrar como, o famoso cientista dinamarquês, conseguiu contornar a contradição à teoria de Maxwell. Bohr examinou cuidadosamente as experiências realizadas por Lyman, Balmer e Paschen.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Estes cientistas estudaram as emissões produzidas durante a descarga de um tubo de Geissler contendo hidrogênio: Lyman, preocupou-se com as emissões na região da luz ultra-violeta; Balmer na parte da luz visível e, Paschen, anotou as radiações dos infra-vermelhos. Os comprimentos de onda das diversas radiações foram anotadas, e eles encontraram as seguintes fórmulas: Os inversos de "λ' estavam assim relacionados, como indicam as fórmulas puramente empíricas. Nestas relações, "R" é a constante de Rydberg e vale: R = 1 ,097 x 107 m-1; "n" é apenas número natural. Por exemp1o: Vejamos as anotações feitas por Balmer na região da luz visível. No filme ele encontrou os seguintes "λ": Êle mesmo verificou que, os valores de "λ" obedeciam à seguinte fórmula:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Este resultado concorda com o maior valor de "λ" lido no espectrômetro. Quando Bohr examinou estas correlações, sugeriu que, o movimento dos elétrons obedecessem a determinadas leis energéticas. Foi assim que êle adaptou ao fenômeno a teoria quântica de Planck. Por que apareciam diferentes valores de " λ " no espectro? O átomo de hidrogênio, no estado normal, apresenta um elétron girando numa região próxima do núcleo. Aí, esse elétron tem posição estável. Quando esse elétron receba energia, êle passa a girar numa órbita mais externa, porém, a sua estabilidade é pequena. Dentro de pouco tempo, o elétron voltará à_ órbita inicial. E nessa volta que ocorrera emissão de ondas eletromagnéticas de comprimento de onda "A" (uma forma de energia). Eis agora a interpretação de Bohr: Devem existir diversas órbitas, onde os elétrons possam estacionar temporariamente. A cada órbita estacionária deve corresponder determinada energia para o elétron. Acontece que, a variação de energia , devo ser descontínua, como se fossem "degraus de uma escadaria". Vamos supor que o elétron fosse uma pequena bola. Quando ela fosse lançada, teria recebido energia e, iria atingir deter
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga minado degrau. Daí, a descida seria feita por "saltos" (não obrigatóriamente de degrau em degrau), e em cada etapa, perderia uma parcela da energia. No átomo, quando o elétron é colocado numa órbita externa, ele tende a voltar à órbita inicial, pelo processo de "saltos". Porém, esses saltos podem ser diferentes nos diversos átomos. A cada tipo de salto corresponde determinado "λ". Mas, saltos maiores significam maiores perdas de energia! Então, todo "λ" está associado a determinada variação de energia. Qual seria a relação entre o "λ" e a variação de energia? Foi aí que Bohr aplicou a teoria de Planck: Sabe-se que: λ= c f freqüência de radiação f c velocidade da luz e segundo Planck: ________________________________ energia do fóton = q = h.f __________________________________ h = constante de Planck = 6,6 x IO-27 erg x seg onde: q = quantum Resumindo: a) Para um elétron que volta à posição normal através de saltos, em cada salto, ele só emite um fóton. b) Se os fótons emitidos possuem energias diferentes, conclui-se que existem diferentes tipos de saltos. c) Cada fóton tem energia q = h.f donde se conclui que o número de saltos diferentes corresponde ao número de diferentes frequências (ou de λ diferentes). d) Foi assim que Bohr supôs que existissem órbitas circulares bem determinadas onde os elétrons poderiam girar como esta no desenho da pagina seguinte. Cada órbita recebeu um número n inteiro. e) O número de raias que aparecem no espectro correspondem a todos os possíveis saltos dos elétrons utilizando-se apenas as n órbitas. Não existem órbitas intermediárias, pois no espectro não se constatou nenhum valor de λ que fosse compatível com essa hipótese.
  • 128.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Neste desenho esquemático, temos os correspondentes "saltos" do elétron nas séries de Lyman, Balmer e Paschen. Num gráfico energético teríamos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga No desenho esquemático vê-se que, para cada "n", corresponde determinada energia. Então, a energia do elétron não varia de modo continuo. Apenas as posições inicial e final no "salto do elétron" é que determina o "X_" do fóton emitido. Para melhor visualizar a idéia energética do elétron, imagine uma miniatura de um estádio de futebol com suas arquibancadas. Suponhamos que o jogador esteja bem próximo das arquibancadas (fora do campo). Faça de conta que a "bola" é o elétron que, chutada pelo "era que" (que fornece energia), vai para o alto e depois desce a arquibancada dando "saltos". Vamos supor que as arquibancadas sejam indicadas por (n = 1, 2, 3, 4, ...). A bola recebe energia atingindo determinado "n". Ela voltará à posição inicial (n = 1), porém, os caminhos serão os mais variados. No desenho temos a volta (n = 6 n = 3 n = 1). Poderia até voltar diretamente. Para cada salto diferente, a bola perde diferente energia. Pode ainda acontecer que, com um "chute" muito forte, a bola saísse do estádio (no átomo seria a ionização).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Bohr achou que, cada elétron possui sua "arquibancada de estabilidade" bem determinada. Aí, o elétron gira em redor do núcleo, sem irradiar energia. Se um elétron é deslocado de sua arquibancada para outra superior, ele tende a voltar à posição inicial (diretamente ou por etapas), com irradiação de energia. Observa-se que, as energias são bem definidas para cada arquibancada. Os diversos estados energéticos do elétron,foram relacionados com regiões, de maior ou menor distância,até o núcleo. Estas regiões, são as CAMADAS ELETRÔNICAS ou NÍVEIS ELETRÔNICOS. Cada camada eletrônica pode ter um máximo de elétrons, assunto que discutiremos a seguir. DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA Os átomos até hoje conhecidos apresentam seus elétrons em camadas, tendo um máximo de 7 camadas de estabilidade, denominadas: K, L, M, N, 0, P e Q. O cálculo desses máximos de elétrons será discutido adiante. Experimentalmente, constatou-se que, num átomo estável, o máximo de elétrons na camada externa é 8. Regra para a distribuição eletrônica: Vamos repetir a regra que foi dada no capítulo 2 do LIVRO I. a) Preencha as camadas na ordem:_K, L, M, N, ... etc. Nessa ordem, coloque o máximo de elétrons que aceita cada camada. Assim, K - 2, L - 8, M - 18, ... etc, até completar o total de elétrons do átomo. b) Verifique o número de elétrons na camada mais externa. Se ela tiver mais de 8 elétrons deve-se: CANCELAR esse número e deixar apenas 8 ou 18 elétrons. (Escreve 8 ou 18; aquele que for imediatamente inferior ao número a ser cancelado).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga - a_ diferença entre o número cancelado e 8 ou 18 (imediatamente inferior), deve ser escrito na camada seguinte. c) Se ainda, a nova camada tem mais de 8 elétrons, deve-se repetir a operação do item b. EXERCÍCIOS (111) Seja a configuração eletrônica do átomo de cálcio de Z = 20. Então temos: (112) Seja a configuração eletrônica do átomo de iodo de Z=53. (113) Seja a configuração eletrônica do átomo de frâncio de (114) Escreva a configuração eletrônica do átomo de alumínio de Z = 13, segundo suas camadas eletrônicas. (115) Idem, para o átomo de antimônio de Z = 51. (116) Quantos elétrons possui o átomo de Z = 37 na sua camada externa? a) 1 b) 8 c) 9 d) 5
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (118) Quantas camadas eletrônicas possui o átomo de Z = 56? a) 5 c) 7 b) 6 d) 2 (119) Quantos elétrons possui a penúltima camada do átomo de germânio de Z = 32? a) 2 c) 18 b) 8 d) 32 ═════════════════════ Os elementos de transição A regra que foi citada abrange um grande número de átomos. Porém, constata-se experimentalmente que ela NÃO VALE para os ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO. Os elementos de transição serão estudados no capitulo 5 deste livro, onde se trata da classificação periódica dos elementos. Adiantando as afirmações, podemos dizer que, os elementos de transição aparecem no 49, 59, 69 e 79 períodos da tabela e seus números atômicos estão compreendidos entre: 21----------- 28 39----------- 46 5 7---------- 78 89----------- 103 Dada a distribuição eletrônica desses elementos é facílimo o seu reconhecimento, porque qualquer um deles possui: a) 1 ou 2 elétrons na camada externa. b) Pelo menos uma camada interna com número de elétrons diferente de 2, 8, 18 ou 32. EXERCÍCIOS (120) O átomo de ferro de Z = 26 possui a seguinte configuração
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (121) Sejam os átomos A, B, C e D cujas configurações eletrônicas estão abaixo indicadas. Aponte aquele que é de transição. Como já dissemos, a regra da distribuição eletrônica diretamente nas camadas é válida somente para elementos não de transição. Os elementos não de transição apresentam nas camadas internas, número de elétrons 2, 8, 18 e 32 enquanto aqueles de transição possuem pelo menos uma camada interna com diferente número de elétrons. ══════════════ C A EVOLUÇÃO DA TEORIA DE RUTHERFORD-BOHR A teoria de Rutherford-Bohr foi muito bem sucedida, quando aplicada ao átomo com apenas 1 elétron (Hidrogênio, deutério e hélio ionizado). Quando se tratava de espectros de átomos mais complexos, com diversos elétrons, surgiram dificuldades em adaptar a teoria, e houve necessidade de adaptar novas grandezas quânticas. Num sistema com diversos elétrons ocorrem interações entre esses elétrons e o espectro, ao invés de ser"espectro de linhas" aparece na forma de "espectro de raias". Estas "raias" são diversas linhas umas muito próximas das outras.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 O exame mais minucioso é denominado "espectro fino". Se cada raia está associada a 5 linhas, isto significa que ocorreram 5 saltos muito semelhantes. Esta experiência força a aceitar que elétrons com o mesmo número quântico principal possuem diferentes energias. Há necessidade de introduzir outros números quânticos para caracterizar a energia do elétron num átomo. Foi Sommerfold, quem deu o primeiro passo para a ampliação à teoria de Bohr. Ele admitiu a possibilidade de órbitas elípticas com diferentes excentricidades, para um mesmo número quântico principal n. Assim os elétrons da camada 'M" (n = 3) poderiam ter 3 tipos de elipses. Foi introduzido um 29 número quântico para caracterizar estas elipses de diferentes excentricidades. E o número quântico azimutal ℓ, também denominado número quântico secundário. Os valores que ℓ pode assumir variam de 0 até (n - 1). Por exemplo, na camada N (n = 4) , os possíveis valores são: ℓ, = 0, 1 , 2 e 3. Temos, então, 4 tipos de elipses. Quanto maior o valor de t a elipse é mais "arredondada". O máximo valor de ℓ, portanto ℓ=(n-l), no exemplo ℓ = 3, corresponde à elipse mais arredondada, ou seja, uma circunferência. Quanto maior o valor de ℓ maior é a energia do elétron. Cientificamente, ao invés de falar que os elétrons têm trajetórias de diferentes excentricidades, diz-se que, os elétrons descrevem órbitas de diferentes momentos angulares.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Sejam os elétrons das três órbitas desenhadas na figura anterior. A órbita circular de ℓ = (n - 1) é aquela de maior energia. Se esses elétrons "saltam" para um nível energético mais baixo, emitirão fótons com diferentes λ e portanto, teremos impressões em diferentes regiões no espectro. A trajetória de um elétron pode ser considerada uma corrente elétrica. Esta corrente cria um campo magnético perpendicular ao plano dessa trajetória (elipse ou circunferêncial . Quando colocamos um átomo numa região de intenso campo magnético, o vetor H criado pelo elétron sofre uma orientação, forçando-o a tornar paralelo ao campo magnético externo. Se efetuarmos "saltos" de elétrons, dentro de um campo magnético, observam-se novos tipos de emissões. Este fenômeno é conhecido como EFEITO ZEEMAN.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 A explicação é que, como os vetores H criados pelos elétrons têm diferentes orientações, acumulam-se diferentes energias nesses elétrons, quando dentro de forte campo magnético. Para cada orientação de H, será produzida uma linha espectral no efeito Zeeman. Numa linguagem científica dizemos que, o elétron tem um momento magnético (ao invés de dizer que a sua trajetória cria um campo magnético). Para determinado momento magnético, podemos associar um vetor que apresenta determinada orientação espacial e recebe um terceiro número quântico denominado número quântico magnético (m ℓ ). Verificou-se que esse número quântico magnético pode ter valores inteiros no intervalo: -ℓ, ..., 0, ..., +ℓ. Assim, os elétrons de ℓ = 3, podem ter m ℓ -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3. Por enquanto, estamos admitindo o elétron como uma partícula elementar que gira em redor do núcleo, em órbitas elípticas ou circulares, tendo trajetórias em planos bem definidos. Examinando os espectros com maior precisão, ou seja, obtendo-se o "espectro fino" vê-se que cada raia espectral tem diversas linhas. A primeira raia da série de Balmer é, na verdade, constituída de 2 linhas muito próximas, com uma diferença de 0,14 Ǻ no comprimento. Como poderia ser explicada a "estrutura fina" das raias espectrais? Em 1925 foi sugerido que isso o corria porque o elétron pode ser considerado como uma carga esférica que gira em torno do eixo axial, ou seja, teria também um
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga movimento de rotação próprio. Em outras palavras, o elétron é considerado como um pequeno eletro- imã. Este imã vai se orientar dentro do campo magnético criado pelo seu movimento de translação em redor do núcleo. Existem dois tipos de orientação: paralelo e anti-paralelo. Estes dois tipos de orientação dos elétrons forçaram a introduzir o 4º. número quântico denominado número quântico de spin ms . Os valores de ms podem ser: - 1/2 e + 1/2. Para caracterizar determinado elétron de um átomo, são necessários 4 números quânticos: a) número quântico principal n b) número quântico azimutal ℓ c) número quântico magnético mℓ d) número quântico de spin ms Esses números quânticos podem ter os seguintes valores: ══════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 D PRINCÍPIO DE EXCLUSÃO DE PAULI Após examinar cuidadosamente os espectros de diversos átomos, Wolfgang Pauli enunciou o conhecido princípio da exclusão. Num átomo nunca existem 2 elétrons com seus 4 números quânticos iguais. Para você entender melhor, imagine um sistema telefônico que utiliza 4 números. Será preciso discar 4 números para determinar um aparelho. No elétron precisamos de 4 números quânticos para determiná-lo. Por outro lado, neste sistema telefônico não existem 2 aparelhos com os 4 números iguais, limitando-se o número de aparelhos que o sistema comporta. O principio da exclusão de Pauli limita também o número de elétrons que cada camada pode admitir. Por exemplo: Na camada L (n = 2) teremos os valores de ℓ = 0 e 1 pois, o máximo é (n - 1) . Ainda mℓ tem suas limitações desde -ℓ a + ℓ. Teremos então estes elétrons: Conclusão: A camada "L",admite no máximo 8 elétrons. Os detalhes sobre as conseqüências do principio da exclusão são de Pauli serão estudadas adiante, neste mesmo capítulo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga E A MECÂNICA ONDULATÓRIA Em 1924, o físico francês Louis de Broglie sugeriu que o elétron também pudesse ser encarado como uma onda. Quando um fóton colide com um elétron, este adquire mais energia e, o fóton resultante, após o choque, perde parte da energia. Esse fenômeno e denominado efeito Compton. A proposição de "de Broglie" era simples: Se os fótons.que comumente afirmamos serem ondas, podem algumas vezes apresentar propriedades de corpúsculos (como no efeito Compton), por que os elétrons não poderiam apresentar propriedades ondulatórias? Inicialmente, a proposição recebeu diversas criticas, mas logo apareceram provas que corroboravam a teoria. Experiências de Germer e Davisson vieram provar que, elétrons podem sofrer difração obedecendo as leis ondulatórias como se fossem ondas sonoras, luminosas, etc. Vejamos uma comparação como recurso didático: Um "cara" metralha a esmo, próximo a uma esquina.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 As balas caminham praticamente em linha reta. No entanto, o "som" da rajada sofre difração na quina da parede e o indivíduo agachado, protegido das balas, pode ouvir a rajada. Isto quer dizer que o som "dobra a esquina", que é uma das características na propagação ondulatória. Se a metralhadora atirasse elétrons, estes sofreriam difração na quina e iriam atingir o indivíduo, caracterizando a sua própriodade ondulatória. Esse fato levou a crer que, poderia associar ao elétron uma onda de determinado comprimento de onda λ. De Broglie propôs que, qualquer partícula material em movimento teria uma onda associada com o comprimento de onda. onde; λ comprimento de onda associada h constante de Planck m massa da partícula v velocidade da partícula Reparem na equação Um corpúsculo que tem massa elevada teria um λ muito pequeno. Por exemplo, uma bola de tênis em movimento possui um λ, porém é tão pequeno o seu valor que, torna-se imperceptível na prática. Um elétron, segundo Bohr, descreve uma órbita circular. Segundo De Broglie, a trajetória do elétron é a de uma onda, como indica a figura ao lado. E ainda, a trajetória devo conter um número inteiro de λ. Neste caso, o elétron não é considerado como uma partícula; ele é considerado como um conjunto do ondas que vibram em redor do núcleo. Criou-se, então, um novo ramo na Física denomina do "Mecânica Ondulatória".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O princípio das incertezas É difícil aceitar certas teorias, quando elas fogem dos aspectos de fenômenos cotidianos. Antes cientistas pensavam em átomos = esfera, elétron = satélite, etc. Na verdade, quando vamos ao mundo subatômico, as teorias clássicas perdem sua validade e necessitamos de novos conceitos. - Como este por exemplo, do elétron ser encarado como uma onda. Às vezes, esses novos conceitos entram em choque com a nossa mente intuitiva, sendo difícil sua aceitação. É o que está acontecendo com a teoria matéria ------- onda e também acontecerá com o princípio das incertezas. O princípio das incertezas diz que: _______________________________________________________________ Jamais poderemos determinar simultâneamente a posição de uma partícula e a sua velocidade num dado instante. ______________________________________________________________ Em outras palavras: quanto mais exata for a determinação da posição de uma partícula., em determinado instante, maior incerteza te remos na sua velocidade, e vice-versa. Para um elétron em movimento em redor do núcleo, pode-se determinar sua energia, mas há indeterminação na velocidade e posição desse elétron, num dado instante. Torna-se absurdo falar na trajetória de um elétron em redor do núcleo (como supôs Bohr), para um elétron com energia e momento angular determinados. Pode-se falar numa região de máxima probabilidade de se encontrar determinado elétron. Um físico austríaco Erwin Schrodinger conseguiu adaptar ao elétron as teorias de Heisenberb e De Groglie. Utilizando-se equações do movimento de ondas, em coordenadas cartezianas, ele conseguiu deduzir equações matemáticas que deter minam regiões no espaço, onde temos a máxima probabilidade de se encontrar determinado elétron. Esta região é denominada ORBITAL do elétron. A figura ao lado é a visualização do orbital do elétron do átomo de hidrogênio, no estado normal .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 ORBITAL é a região do espaço onde se tem a máxima probabilidade de se encontrar determinado elétron. Apenas para efeito ilustrativo, vamos imaginar um beija-flor, seu ninho e suas vizinhanças. Tudo está imóvel exceto o beija-flor. Lancemos mão de uma câmara fotográfica e vamos bater chapas de 10 em 10 segundos. Assim, as posições do beija-flor serão dadas em cada 10 segundos e vamos registrá-las num mapa (figura). No mapa vê-se que, com maior freqüência, o beija-flor esteve perto do ninho (núcleo). O conjunto de todos os pontos por onde o beija-flor esteve, é denominado do ORBITAL desse pássaro. ══════════════════ F NÍVEIS SUBNÍVEIS E ORBITAIS Quando Bohr enunciou os postulados, sugeriu que o raio da órbita circular fosse:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga sendo: h - constante de Planck = 6,6 x 10-27 erg x seg π - 3,1416 m - massa do elétron v - velocidade do elétron n - número inteiro Para os átomos estáveis os valores de "n" podem ser: 1 < n < 7 2 Hoje, não tem mais sentido falar em raio da órbita e a interpretação de "R" seria: a distância mais provável do elétron ao núcleo. Conforme o "n" adquira valores 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, dizemos que o elétron pertence às camadas ou níveis K, L, M, N, O, P e Q respectivamente. Pela equação de Bohr vê-se que, quanto maior o "n", o elétron encontra-se mais afastado do núcleo. Na camada "K", existe apenas 1 tipo de orbital. Esse orbital é chamado "ls" e tem forma esférica. Na verdade, o orbital não possui um limite nítido, porém, representaremos com figuras geométricas com a finalidade de facilitar a visualização espacial. Na camada L, ou seja, para o número quântico principal "2" , existem duas formas de orbitais: "s" e "p". Chamaremos de orbitais "2s" e "2p". Reparem que a letra do orbital é sempre precedida pelo número quântico principal que no caso é "2".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 0 orbital "2s" é uma corôa esférica que envolve "ls". Os orbitais "2p" são três, denominados: "2px ", "2py " e "2pz ", que se orientam em 3 eixos triortogonais "x", "y e "z" respectivamente. Cada orbital "p" tem formato de halteres. Os orbitais "2px", "2py", e "2pz" constituem um conjunto de orbitais que é denominado SUBNÍVEL. Este é o subnível 2p que e o conjunto de todos os orbitais 2p (2px, 2py e 2pz). O conjunto dos subníveis de mesmo número quântico principal definem a camada ou nível eletrônico. Neste caso temos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Resumindo : Os elétrons de mesmo número quântico principal podem estar em diversos ORBITAIS. Os orbitais formam agrupamentos que são chamados de SUBNÍVEIS. Esses subníveis é que constituem os conjuntos denominados de CAMADAS. É como num prédio de apartamentos, por analogia! Os habitantes (elétrons) se encontram nos cômodos (orbitais); os cômodos constituem o apartamento (subnível); um conjunto de apartamentos determinam um andar (camada) e o conjunto de andares constituem o prédio (eletrosfera). Vamos à camada "M". Esta camada apresenta os se guintes subníveis: 3s, 3p e 3d. - 0 subnível "3s" é constituído apenas pelo orbital "3s"que ê uma coroa esférica envolvendo "2s". - O subnível "3p" é constituído pelos orbitais 3px , 3py e 3pz dispostos em 3 eixos triortogonais. - 0 subnível "3d" é constituído de 5 orbitais assim denominados: "3dxy", "3dyz", "3dxz," "3dx2-y2" e "3dz2".
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Eis as formas geométricas que representam esses orbitais: Mas como poderemos prever o número de orbitais numa camada? A mecânica quântica ê quem pode dar esta resposta. As discussões das equações que nos poderiam responder ficarão em suspenso por estarem fora do nível deste curso. Teoricamente, pode-se dizer que, um átomo possui camadas K, L, M, N, ... onde os elétrons teriam seus números quânticos principais n = 1, 2, 3, 4, ... respectivamente. Logo, um elétron da camada "P" tem: n = 6. Cada camada é constituída de subníveis. Cada subnível tem um número quântico secundário ou,também chamado, número quântico azimutal, indicado por ℓ (inteiro).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Os valores de ℓ são: 0, 1, 2, 3, ... (n - 1). Por exemplo: A camada "M" tem no. quântico principal n = 3. Então, os subníveis possíveis serão com valores de ℓ = 0, l e 2. Conclusão: a camada "M" possui 3 subníveis. Cada subnível recebeu letras do alfabeto conforme seja o seu número quântico azimutal ℓ (veja a correspondência ao lado) . Na prática só se conhecem valores de ℓ ≤ 3 para os átomos estáveis. Portanto os subníveis g, h, i, j, etc são puramente teóricos. As letras "s", "p", "d" e "f" foram extraídas do inglês: sharp, principal, diffuse e fundamental, respectivamente. Estas palavras estão relacionadas com os espectros de emissão. EXERCÍCIOS Quais os subníveis que apresenta a camada N? Temos: camada N n= 4 então: ℓ = 0, 1, 2 e 3 e os subníveis são: s, p, d e f Resposta: os subníveis são 4s, .4p, 4d e 4f. (123) Quantos subníveis tem o átomo normal que possui as camadas K. L e M? Cada subnível é constituído de orbitais. Cada orbital recebe um número que é chamado número quântico magnético (mℓ). A mecânica quântica garante que os valores de mℓ so podem ser - ℓ, ..., -1, 0, +1, ..., + ℓ (todos inteiros). Então, o subnível d cujo valor de ℓ. = 2 possui orbitais cujos números quânticos magnéticos são: -2, -1, 0, +1, +2. 0 subnível d possui 5 orbitais.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (124) Quantos orbitais possui a camada "L"? Sendo camada L: n = 2;ℓ = 0 e ℓ =1 Para ℓ = 0 { m ℓ = 0 Para ℓ = 1 Então: A camada "L" possui 4 orbitais. (125) Quantos orbitais possui o subnível 4f ? a) 4 c) 6 e) 10 b) 28 d) 7 (126) Quantos orbitais possui a camada M ? a) 9 c) 3 e) 7 b) 5 d) 6 E em cada orbital, quantos elétrons podem existir? A resposta a esta pergunta pode ser dada pelo Princípio da exclusão de Pauli. Vimos que, este princípio_assegura que num átomo não pode existir 2 elétrons com seus 4 números quânticos iguais. Dois elétrons do mesmo orbital já possuem 3 números quânticos iguais (n, ℓ e mℓ), pois esses elétrons são da mesma camada (n), do mesmo sub nível (ℓ) , e do mesmo orbital (mℓ) . Por outro lado, o número quântico de spin só pode ser -1/2 e +1/2. Então, a outra forma de enunciar o principio da exclusão é: ___________________________________________________________________________ Num orbital, encontram-se no máximo 2 elétrons e eles possuem spins opostos. _______________________________________________________________ Conclusão: Num orbital teremos apenas 2 elétrons, no máximo._ A mecânica quântica deduz que o primeiro_elétron do orbital tem número quântico de spin -1/2. 0 segundo elétron terá ms = + 1/2.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (127) Quais são os números quânticos dos 2 elétrons externos do átomo de mercúrio sabendo-se que eles pertencem ao subnível 6s? Resolução: subnível 6s -> camada com n = 6 subnível com ℓ = 0 Logo: mℓ = 0 pois : -ℓ < mℓ < + ℓÍ como os valores de ms são: -1/2 e +1/2 Os conjuntos dos números quânticos são: 6, 0, 0, -1/2 6, 0, 0, +1/2 (128) Dar o conjunto dos números quânticos do elétron externo do átomo de potássio cujo Z = 19. a) 1, 0, 0, -1/2 c) 4, 0, 0, -1/2 b) 3, 0, 1, -1/2 d) 4, 0, 0, +1/2 ════════════════════ Diante do que foi estudado podemos prever o máximo de elétrons em cada camada. Em primeiro lugar vamos determinar o número de orbitais nos diferentes subníveis.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Anàlogamente os subníveis teóricos g, h, ... teriam o máximo de 9, 11, ...orbitais. Observe que o número de ORBITAIS num SUBNÍVEL é sempre ÍMPAR. Como em cada orbital só cabem no máximo 2 elétrons. subníveis orbitais elétrons s ------------------------ 1 ----------------------- 2 p ------------------------ 3 ----------------------- 6 d ------------------------ 5 ----------------------- 10 f ------------------------- 7 ----------------------- 14 Temos aí os máximos de elétrons em cada subnível. Vejamos agora os subníveis em cada camada: Lembremos que ℓ = 0, 1, 2, 3, ... até (n - 1). Nas camadas O, P e Q deveriam existir novos tipos de subníveis (g, h, i, j , etc). Na realidade essas camadas não apresentam todos os subníveis teoricamente admissíveis. Na camada O existem os subníveis 5s, 5p, 5d e 5f (deveria aparecer, então, o 5g) . Na camada P temos os subníveis 6s, 6p e 6d. Na camada Q temos apenas o subnível 7s. Estas conclusões foram levantadas de trabalhos puramente experimentais.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Temos, num resumo geral: (Obs.: Na prática, para a camada "P" só foi encontrado o átomo com um máximo de 10 elétrons). ════════════════════ G REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E REGRA DE HUND Vimos que um subnível é um conjunto de orbitais. Lembremos que os subníveis s, p, d e f, apresentam respectivamente 1, 3, 5 e 7 orbitais. Cada orbital será representado por um quadrado (gaiola) em cujo interior representaremos os elétrons.
  • 152.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Cada orbital possui um número quântico magnético mℓ, que recebeu a seguinte convenção: sempre o orbital central tem: mℓ = 0; à esquerda temos mℓ negativos e à direita mℓ positivos. Exemplo: d -2 -1 0 +1 +2 Evidentemente o orbital do subnível s tem mℓ = 0 EXERCÍCIO (129) Qual o valor de mℓ do orbital colocado na extremidade direita, quando se representa o subnível f ? a) 0 b) -3 d) +3 c) +2 e) -1 Os elétrons que irão ocupar os orbitais serão indicados por setas para cima ↑ ou para baixo ↓ . A seta para cima (↑) representará o 1º. elétron a ocupar determinado orbital; a seta para baixo (↓) indicará o 2º. elétron que se encontra num orbital. Sabe-se ainda que: no. quântico de spin ↑ —► 1º. elétron -------------------► - 1/2 ↓ —►2º. elétron -------------------► + 1/2 Exemplos: Seja o subnível ls com 1 elétron -------- Seja o subnível ls com 2 elétrons -------- Regra para preenchimento de elétrons num subnível Experimentalmente constata-se que os primeiros elétrons, a ocupar um subnível apresentam valores de mℓ e ms menores possíveis. Por exemplo: no subnível d inicia-se com mℓ = -3 e ms = -1/2. Isto significa que, deve-se colocar setas para cima da esquerda para a direita. Ainda todos os orbitais receberão 1 elétron ↑(-1/2) e, só depois, é que completaremos os orbitais da esquerda para a direita (ordem crescente de mℓ ) com os elétrons↓ (+1/2).
  • 153.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Exemplo: Dar a representação gráfica do subnível 3d que possui 7 elétrons . O preenchimento dessas "gaiolas", é conhecido como regra de Hund que assim é enunciado: ______________________________________________________________ Num subnível, enquanto todos os orbitais não receberem o 1º. elétron, nenhum deles receberá o 2º. elétron. _______________________________________________________________ EXERCÍCIOS (130) Dar os 4 números quânticos do ultimo elétron representado (seguindo a regra do Hund), quando efetuamos a representação gráfica de 9 elétrons no subnível 4f. (131) Idem no caso de 4 elétrons no subnível 6p. (132) Seja o subnível da camada 0. Indique os 4 números quânticos do elétron assinalado. (133) Qual a representação gráfica do elétron que possui os números quânticos: 2, 0, 0, -1/2.
  • 154.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Vamos analisar agora o aspecto energético dos elétrons. Jamais 2 elétrons de um mesmo átomo possuem exatamente a mesma energia. No entanto, as diferenças de energia notórias estão entre elétrons de subníveis diferentes. É o que vamos apreciar. Tem-se o seguinte gráfico energético: DIAGRAMA ENERGÉTICO DOS SUBNÍVEIS
  • 155.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O que se nota nitidamente é que, certos subníveis de camadas mais externas, são energèticamente inferiores que alguns subníveis mais internos. É o caso da energia do 4s ser menor que a energia do 3d. A ordem energética é portanto: Is, 2s, 2p,3s, 3p, 4s, 3d, 4p, 5s, 4d, 5p, 6s, 4f, 5d, 6p , 7s, 5f, 6d (que é a leitura vertical de_ baixo para cima no diagrama energético). O cientista Linus Pauling (prêmio Nobel da Química - 1954 - e prêmio Nobel da Paz - 1963) idealizou um dispositivo prático que permite dar, imediatamente, a ordem energética dos subníveis e que é conhecida como Diagrama de Pauling. Ei-lo: No preenchimento de elétrons num átomo, eles vão ocupando os orbitais de menor energia. Portanto, o diagrama de Pauling mostra nos como devemos preencher os subníveis dos átomos. Lembra-se da regra elementar que foi puramente informada sem nenhuma explicação e, ainda não valia para os elementos de transição? Agora temos uma regra com base energética e vale também para muitos elementos de transição. EXERCÍCIOS (134) Dar a configuração eletrônica para o átomo de cálcio de Z = 20.
  • 156.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Resposta: a configuração é. ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2. (135) Dar a configuração eletrônica do átomo de ferro de Z=26. (136) Idem, para o tungstênio de Z = 74. Atualmente, a distribuição eletrônica deve ser feita respeitando-se o diagrama energético, ou seja, o diagrama de Pauling. Ao tentar aplicar o diagrama para todos os elementos, alguns deles, principalmente os de transição, fogem do esquema. Isto se verifica porque, para esses átomos, o diagrama energético não é igual àquele da página 159. Por exemplo, para o átomo de cobre, os subníveis 3d e 4s possuem praticamente a mesma energia, podendo ser encarados como 1 único subnível. Porém, essas discussões não cabem neste curso. ═══════════════ H MEMORIZAÇÃO ATRAVÉS DO ESTUDO COMPARATIVO Dissemos que o átomo poderia ser comparado com um prédio de apartamentos. Se você encontrou dificuldade em memorizar o esquema da estrutura atômica, veja se consegue associá-lo com a seguinte idéia: Vamos supor que elétrons são "pensionistas" que moram nos cômodos, de um prédio de apartamentos. Ainda suponhamos que, num cômodo, cabem no máximo um casal de elétrons. Um conjunto de cômodos constitui um apartamento. Um conjunto de apartamentos constitui um andar. O conjunto dos andares compõe a estrutura do prédio. O nosso prédio tem 7 andares chamados K, L, M, N, O, P e Q. Existem também, apenas, 4 tipos de apartamentos denominados: s, p, de f onde o número de cômodos é, respectivamente, 1,3, 5 e 7 (ímpares consecutivos).
  • 157.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Em cada cômodo cabem no máximo 2 elétrons (1 par com spins opostos); então, teremos as seguintes lotações nos apartamentos: _______________________________________________ s -> 2 p -> 6 d -> 10 f -> 14 _______________________________________________ Vejamos, ainda, os tipos de apartamentos que existem em cada andar.
  • 158.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Com a finalidade de distinguir os apartamentos, vamos colocar diante de cada um o número correspondente ao andar, como se faz nos apartamentos reais. Por exemplo, os apartamentos 51, 52, ...etc., são aqueles do 5º. andar. Sendo assim, os apartamentos serão: K --------- ls L --------- 2s , 2p M ---------- 3s, 3p, 3d N ---------- 4s, 4p, 4d, 4f O ---------- 5s, 5p, 5d, 5f P --------- 6s, 6p, 6d Q --------- 7S Diante de tudo isso pode-se comparar: "inquilino" ------------- elétron "cômodo" --------------- orbital "apartamento" --------- subnível " andar" ---------------- camada "prédio" ----------------- eletrosfera Você poderia agora calcular o máximo de elétrons que cada camada pode comportar.
  • 159.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Dividimos o prédio também em faixas verticais que chamaremos de setores 0, 1, 2 e 3 que correspondem ao número quântico azimutal do elétron. Reparem ainda como foi numerado cada cômodo. Em qualquer apartamento, o cômodo central recebeu o número zero; os apartamentos da direita os POSITIVOS e os da esquerda os NEGATIVOS. Estes nos. correspondem ao número quântico magnético, (mℓ) no átomo. Cada elétron será localizado através do seu "endereço" que é expresso com 4 números, denominados números quânticos. São eles: n°. quântico principal ------------► ANDAR-------------------► n n° quântico azimutal -------------► SETOR--------------------► ℓ n°. quântico magnético ----------► CÔMODO ---------------► mℓ n°. quântico de spin --------------► SPIN DO ELETRÓN-----►ms Reparem ainda que até o 4º. andar, para determinado n, temos as seguintes limitações. 0 < ℓ < (n – 1 ) Por exemplo, no andar M (n = 3), o máximo valor do número quântico azimutal é ℓ = 2 (não atinge o setor 3). Ainda em cada setor observe que: - ℓ ≤ mℓ ≤ + ℓ Por exemplo: No setor 2, os cômodos têm as numerações: -2, -1, 0, +1, +2. Sabemos que em cada cômodo vivem no máximo_2 elétrons e se existirem dois, eles terão spins opostos, que serão representados assim: A colocação do elétron nos cômodos obedece rigorosamente a regra de Hund (primeiro entra o elétron de ms = - 1/2 em todos os orbitais) .
  • 160.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Finalizando a comparação, devemos lembrar que: Como já dissemos, poderíamos comparar os 4 números quânticos com números de um telefone. Cada elétron teria então um aparelho telefônico. Assim, cada elétron estaria associado a um conjunto de 4 números que indicariam, respectivamente: o andar, o setor do apartamento, a posição do cômodo e o tipo de spin do elétron. (Cada número telefônico chama uma pessoa de um bairro, numa rua, em determinada casa) . Seja o elétron com os números quânticos: 4, 1, 0, -1/2. Trata-se de um elétron que reside: n = 4 -------- 4º. andar ℓ = 1 --------- setor 1 ou seja no subnível "p" mℓ = 0-------- no orbital central m = -1/2----- é o elétron ↑ Sua representação gráfica seria: ═════════════════════
  • 161.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga I HIBRIDAÇÃO A palavra hibridar ou hibridizar faz lembrar o fenômeno genético: Duas espécies diferentes cruzam-se e nasce uma nova espécie, com características diferentes das anteriores. Exemplo: O burro é um produto híbrido que resultou do cruzamento da égua com o jumento. Vimos que os orbitais atômicos podem ter diversas formas, conforme seja o subnível desse orbital. Às vezes podem 2 ou mais orbitais fundirem-se, surgindo novos orbitais diferentes das anteriores. Dizemos então que ocorreu a hibridação ou hibridização desses orbitais. Exemplo: 1 orbital s e um orbital p, podem fundir-se, resultando dois orbitais híbridos. Cada orbital híbrido é chamado "sp" que faz lembrar a origem da hibridação.
  • 162.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Por que os átomos sofrem hibridação? Veremos no próximo capítulo que os átomos adquirem estabilidade quando todos seus orbitais ficam com 2 ELÉTRONS, ou seja, cada orbital fica com UM PAR de elétrons de spins opostos. A maioria dos átomos apresentam pelo menos 1 orbital com apenas 1 ELÉTRON e diremos que se trata de ORBITAL com elétron desemparelhado, ou orbital incompleto. Uma das formas de completar o orbital é a do átomo se associar com outro átomo que possua também elétrons desemparelhados. Por exemplo, citemos o caso do flúor: Fluor Z = 9 A configuração eletrônica será: ls2, 2s2, 2p5 Examinemos o subnível 2p5. O orbital 2pz está com elétron desemparelhado. Por outro lado sabemos que o hidrogênio tem orbital ls com apenas 1 ELÉTRON. Então, o flúor e o hidrogênio podem ligar-se, produzindo o HF (fluoridreto). Esta representação é apenas esquemática, supondo o átomo como "esferas" tal qual Dalton havia imaginado. Vejamos o que está ocorrendo com os orbitais. Para simplificar, desenhemos o orbital ls do hidrogênio e apenas os orbitais px, py e pz do flúor (deixaremos de desenhar ls e 2s desse átomo). Destes apenas ls e pz estão incompletos !
  • 163.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Os orbitais ls e 2pz unem-se, dando lugar a um orbital chamado orbital MOLECULAR que ficará com 2 elétrons de spins opostos. De modo mais esquemático, indicaremos a união de hidrogênio ao flúor através de um TRAÇO e diremos que se estabeleceu uma ligação COVALENTE. Portanto, cada covalência representa uma ligeira interpenetração de orbitais e, consequentemente, um emparelhamento de elétrons (par de elétrons de spins opostos). Vejamos agora o carbono de Z = 6. A configuração é: ls2, 2s2, 2p2 Os orbitais incompletos são 2py e 2px Teoricamente, o carbono teria apenas 2 elétrons desemparelhados e deveria produzir apenas 2 covalências, ou seja, precisaria de apenas 2 átomos de hidrogênio para emparelhar todos os elétrons. No entanto, o mais simples composto de carbono e hidrogênio é o metano que possui um átomo de carbono e 4 átomos de hidrogênio. Isto quer dizer que temos 4 covalências e eram 4 ELÉTRONS DESEMPARELHADOS no átomo de carbono. As verificações experimentais começaram a contradizer as previsões calculadas pela teoria da estrutura atômica. Para contornar casos como este, foi necessária a aceitação da teoria de hibridação, introduzida por Linus Pauling.
  • 164.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo 3 Vejamos como o carbono ficará com 4 elétrons desemparelhados. Inicialmente, lembremos que os elétrons do subnível 2s possuem energia mais baixa que os do 2p. (Vide diagrama energético dos orbitais na página 159). Um elétron do 2s recebe energia e "pula" para o orbital 2pz, que estava "vazio". Teremos o carbono no ESTADO ATIVADO ou EXCITADO e, a configuração será ls2, 2s, 2px, 2py, 2pz. Admite-se que os orbitais 2a e 2p sofram "fusão", dando origem a 4 orbitais novos. Como neste processo houve associação de 1 orbital "s" e 3 orbitais "p", diremos que os novos orbitais são do tipo "sp3" c n hibridação ê do tipo "sp3". Os orbitais híbridos distribuem-se no espaço de maneira mais simétrica possível. Neste caso, com 4 orbitais, teremos uma estrutura tetraédrica e cada orbital possui uma forma geométrica como indica a figura ao lado.
  • 165.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Vamos esquematizar a sequência da hibridação: Os ângulos entre os orbitais híbridos é de 109°28' (estrutura tetraédrica). Por isso, essa hibridação é denominada TETRAÉDRICA ou TETRAGONAL. Os 4 orbitais híbridos estão incompletos, ou seja, com apenas 1 elétron. Cada orbital desses, pode emparelhar seu elétron com o elétron do hidrogênio, resultando um orbital molecular, ligação de "s" do hidrogênio com "sp3" do carbono. Teremos então, o CH4 com 4 orbitais moleculares do tipo ‫ﯕ‬s-sp3 (‫ ﯕ‬lê-se sigma).
  • 166.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Diz-se que, o carbono combina-se com o hidrogênio formando orbitais moleculares, segundo direções apontadas do centro para vértices de um tetraedro regular. Outras representações para o metano. Isto que ocorreu para o átomo de carbono ocorre para outros átomos que possuem 1 elétrons na camada externa, como são os casos de silício é germânio. Eles formam hidretos SiH4, e GeH4, com hibridações de orbitais na forma tetraédrica. A hibridação também ocorre com átomos que possuem 3 elétrons na camada externa, quando esse átomo vai se ligar a outro com interpenetração de seus orbitais. É o caso do boro quando se liga ao flúor. Este átomo possui no estado normal apenas 1 elétron desemparelhado. Mas na realidade os compostos de Boro possuem 3 1igações. Então, deve ter ocorrido uma hibridação. Observou-se que a hibridação ocorre com os orbitais da camada externa. 0 estado ativado ou excitado é quando um elétron de orbital completo "pula" para um orbital vazio. Para o boro excitado teremos:
  • 167.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Finalmente, o orbital "s" e os 2 orbitais "p" da camada externa fundem-se, dando origem a 3 orbitais, então, denominados "sp2" (lembrando os orbitais originais). Vejamos o aspecto geométrico dessa hibridação. Já havíamos dito que a disposição dos orbitais híbridos é a mais simétrica possível no espaço. Os três orbitais híbridos "sp2" apresentarão eixos coplanares, sendo o ângulo de 120° entre 2 eixos quaisquer. Diz-se que e uma hibridação TRIGONAL. Como o átomo apresenta 3 orbitais incompletos, poderá efetuar 3 ligações e nesta estrutura o boro e trivalente. Vejamos as ligações do átomo de boro com 3 átomos de flúor. O átomo de flúor - apresenta apenas um orbital "p" incompleto e este será o orbital de ligação.
  • 168.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 Esquematicamente: Geometricamente, os orbitais "p" sofrem uma deformação na parte oposta àquela que faz a ligação. 0 átomo de flúor ficará com 3 orbitais moleculares denominados ‫ﯕ‬p-sp2 e, portanto, com 6 elétrons na camada externa. Vejamos, ainda, um caso especial de um átomo com apenas 2 elétrons na camada externa e que apresenta hibridação. É o caso do berílio, cuja configuração eletrônica é: Se não ocorresse hibridação, o Berílio seria um átomo estável. Realmente, este átomo sofrerá hibridação e, teremos 2 orbitais incompletos o que tornará o Berílio bivalente. No estado ativado teremos: Dar-se-á uma hibridação do tipo "sp".
  • 169.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Geometricamente, os orbitais híbridos situam-se diametralmente opostos, ou seja, a 180° e, então, teremos uma hibridação LINEAR. Quando o berílio se liga ao hidrogênio temos uma hibridação "sp" com 2 orbitais híbridos incompletos. Portanto, podem-se ligar 2 átomos de hidrogênio formando-se a molécula BeH2. O átomo de berílio ficará com 4 elétrons na camada externa, após as ligações com os átomos de hidrogênio. Vamos fazer um resumo sobre a hibridação. a) Pelo que foi visto, os átomos com 2 ,3 ou 4 elétrons na camada externa sofrem hibridações quando eles vão 1igar-se a_ outros átomos através da covalência. b) Os orbitais que se hibridam pertencem a camada externa.
  • 170.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 c) Antes de ocorrer a hibridação o átomo fica excitado. Este estado corresponde nos exemplos anteriores à passagem de um elétron 2s para um orbital 2p. Nesta passagem é aumentada a energia desse elétron. d) 0 número de orbitais híbridos que se formam é igual ao número de orbitais daquela camada, no estado ativado. e) Os orbitais híbridos orientam-se no espaço de modo mais simétrico possível. f) Temos então as seguintes características: n° elétrons número ângulos entre os na de orbitais híbridos camada exemplos tipos de orbitais externa hibridação híbridos 2 Berílio sp (linear) dois 180° 3 Boro sp2(trigonal) três 120° 4 Carbono, sp3 (tetraé- quatro 109°28' Silício, drica) Germãnio Graficamente: Existem outros casos de hibridações que serão estudadas no capítulo das ligações químicas.
  • 171.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (137) Cloro tem número atômico 17 e peso atômico 35,5. Os números de massa dos dois isótopos do cloro que ocorrem na natureza são 35 e 37. Em vista destas informações, qual das afirmações abaixo é falsa: a) todos os núcleos do cloro tem a mesma carga. b) os núcleos dos átomos de cloro tem um diâmetro aproximadamente 10.000 vezes menor que o diâmetro dos átomos de cloro completos. c) praticamente, toda massa do átomo de cloro se concentra no núcleo. d) alguns átomos naturais de cloro contém 18 prótons no núcleo. e) alguns átomos naturais de cloro contém 20 nêutrons no núcleo. (138) Ainda, tendo em vista as informações sobre o cloro, dadas na questão anterior, qual das afirmações abaixo e falsa? a) os dois isótopos de cloro têm essencialmente as mesmas propriedades químicas. b) a abundância do Cl-35 é aproximadamente três vezes maior do que a do isótopo Cl-37. c) a abundância relativa dos dois isótopos do cloro é praticamente a mesma em todos os compostos de cloro que ocorrem na natureza. d) 6,02 x I023 moléculas de Cl2 pesam 71,0 gramas. e) o átomo de cloro possui 17 prótons, 17 elétrons e 18,5 nêutrons. Questões 139 a 142 0 gráfico ao lado é um diagrama de níveis de energia para o elétron no átomo de hidrogênio.
  • 172.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (139) A energia mínima necessária para ionizar o átomo de hidrogênio do seu estado normal é em eV de: a) -3,38 c) zero b) +13,5í d) não se pode prever com apenas esses dados (140) Quando o elétron passa da camada M para a K ele: a) absorve 12 eV d) emite um fóton de 1,58 eV b) emite um fóton de 12 eV e) nenhuma das anteriores c) absorve 1,58 eV (141) Para um elétron passar do nível n = 2 para n = 3 e necessário um fóton de energia: a) 1,58 eV c) 1,8 eV b) 3,38 eV d) jamais passará nesse átomo (142) Quando o elétron "pular" de n = 6 para n = 2 haverá emissão de luz (fóton) de A correspondente a: a) violeta d) vermelho b) ultra-violeta e) infra-vermelho c) verde Dados: λ = c f ultra-violeta Ι visível Ι infra-vermelho 4.000 7.000 E = h . f h = 6,6 x I0-27 erg x seg c = 3 x 10'° cm/seg 1 eV = 1,6 x 10-12 ergs (143) Quem introduziu na estrutura eletrônica a possibilidade de órbitas elípticas para os elétrons e consequentemente, o segundo número quântico (azimutal) foi: a) Planck d) Germer e Davisson b) Bohr e) Einstein c) Sommerfeld As questões 144 a 148 são do tipo associação: a) "Qualquer partícula material (massa m) em movimento (velo-
  • 173.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga cidade v) está associada a um movimento ondulatório , de comprimento de onda dado por λ = h/m . v , sendo h a constante de Planck". b) "Nunca será possível conhecer-se com exatidão a posição ea velocidade de um elétron simultaneamente". c) "Não mais do que 2 elétrons podem ocupar um orbital e isto somente se eles tiverem spins opostos". d) "No preenchimento eletrônico dos orbitais de um mesmo sub- nível, o elétron entrará de preferência no orbital vazio" e) "Existem equações deduzidas do comportamento de ondas que determinam a probabilidade de se encontrar o elétron em de terminada região". (144) Hund (145) Heisenberg (146) Schrodinger (147) Pauli (148) de Broglie As questões 149 a 152 são do tipo associação: a) número quântico principal b) número quântico secundário c) número quântico magnético d) número quântico de spin (149) forma do orbital (150) rotação do elétron em torno de seu eixo (151) orientação do orbital no espaço (152) distância de maior probabilidade do elétron ao núcleo (153) A representação eletrônica correta do átomo de Z = 7 é:
  • 174.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 e) nenhuma das anteriores (154) Seja o elétron assinado no subnível 4f. 0 conjunto de seus 4 números quânticos é: a) -3, 4, 3, -1/2 d) 4, 7, -3, -1/2 b) 4, 3, -3, -1/2 e) nenhuma das respostas citadas c) 7, -3, -1, -1/2 (155) 0 efeito Compton confirma: a) 0 caráter ondulatório dos fótons b) 0 caráter corpuscular dos fótons c) 0 caráter corpuscular do elétron d) 0 caráter ondulatório do elétron e) que fótons e elétrons são partículas semelhantes (156) Sejam os átomos de números atômicos 5, 6, 11 e 14. Os atomos capazes de sofrer hibridação sp3 são os de números atômicos: a) 5 e 6 b) 6 e 11 d) 6 e 14 c) 11 e 14 e) apenas 6 As questões 157 a 159 referem-se ao mesmo átomo: (157) Quantos elétrons tem um átomo que, no estado normal ,apresenta os seguintes orbitais? a) 4 d) 8 b) 5 e) 6, 7 ou 8 c) 6 179
  • 175.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (158) Se o átomo da questão anterior conseguir hibridar-se, teremos uma hibridação do tipo: a) sp c) sp3 b) sp2 d) nenhuma das respostas anteriores (159) Se a estrutura daquele átomo fosse de um estado ativado, Hibridação, quando ocorresse, seria do tipo: a) sp c) sp3 b) sp2 d) dsp3 (160) 0 ângulo entre 2 orbitais híbridos do tipo "sp2" é: a) 120° d) 105° b) 100° e) nenhuma das mencionadas c) 109°28' (161) 0 átomo de Germânio (Z = 32.) forma o hidreto GeH4 . Pode se dizer que o germânio tem os orbitais numa estrutura: a) quadrangular d) trigonal b) retangular e) tetraédrica c) linear (162) Indique a afirmação errada: a) A hibridação linear pode ocorrer num átomo com 2 elétrons na camada externa. b) A hibridação linear terá orbitais no espaço diametralmente opostos, isto é, a 180°. c) Um átomo com a configuração s2, p1 na camada externa pode sofrer uma hibridação trigonal com os orbitais dispostos a 120°. d) Todos os átomos que se hibridam ficarão estáveis somente se na última camada-completarem 8 elétrons. e) Nem todos os átomos poderão sofrer hibridação. (163) 0 hélio, 2He4, possui dois elétrons no orbital ls. Quando perde um elétron ele se ioniza formando o íon He+. Qual das seguintes afirmações a respeito deste íon é verdadeira? a) o seu espectro assemelha-se ao espectro do átomo de hidrogênio b) o elétron remanescente é agora mais fácil de remover c) a sua carga nuclear decresce de uma unidade d) o elétron remanescente passou ao nível quântico n = 2 e) ele perdeu uma unidade de massa atômica (CESCEM-67)
  • 176.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (164) Em relação ao esquema abaixo, referente a um orbital do tipo p. qual das seguintes afirmações é a mais correta? a) o ∞ da figura representa a trajetória em forma de 8 de um elétron b) a parte 1 da figura corresponde à região onde se encontra um e apenas um dos dois elétrons que podem existir no orbital. c) o volume da figura de revolução resultante da rotação do elétron ao redor do eixo x corresponde à região do espaço onde se tem certeza da existência do elétron. d) o volume da figura de revolução citada na alternativa (c) corresponde à região do espaço onde é maior a probabilidade se encontrar o elétron e) o volume da figura de revolução citada na alternativa (c) corresponde ao volume que um elétron ocupa no espaço (CESCEM-69) Questões 165 a 167 a) ls2 2s2 2p6 3s2 3p3 b) ls2 2s2 2p6 3s2 3p4 Dados: c) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 P Z = 15 d) ls2 2s2 2p6 3s2 3p5 4s Ca Z = 20 e) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 Ar Z = 18 (165) Configuração eletrônica do átomo de P. (166) Configuração eletrônica do íon Ca2+. (167) Configuração eletrônica do átomo de Ar. (CESCEM-69) (168) Nas ligações covalentes os átomos participantes tem a tendência de: a) trocar elétrons de spins semelhantes b) partilhar elétrons de maneira a adquirir a estrutura de algum gás nobre c) desobedecer ao princípio de exclusão de Pauli (MEDICINA-Santa Casa-67)
  • 177.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (169) A existência dos átomos é justificada: I - por experiências com microscópios eletrônicos II - pelas leis das proporções definidas edas proporções multiplas III - pela estrutura cristalina (MEDICINA-Santa Casa-68) (170) I - Os elétrons não estão distribuídos ao acaso em torno do núcleo, mas sim em localizações determinadas como orbitais. II - Os orbitais são designados K. L, M, N, etc, a partir do núcleo para a periferia dos átomos. III - Dois ou mais elétrons de "spins" contrários se localizam em cada orbital. (MEDICINA-Santa Casa-63) (171) A configuração eletrônica correta do átomo de manganês, no estado normal e a seguinte: Mn Z = 25 a) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 4s2 b) ls2 2p2 2p6 3s2 3p5 3d6 4s2 d) ls2 2s2 2p6 3s2 3p4 3d7 4s2 c) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d7 e ) ls2 2s2 2p6 3s3 3p4 3d8 4s (MEDICINA-Santos-68) As questões de número 172 a 174 referem-se aos átomos dos seguintes elementos: Elemento No. atômico No. de massa S ......... 16 .......... 32 Ar ......... 18 .......... 39 K ......... 19 .......... 40 Ti ......... 22 .......... 48 Cu ......... 29 .......... 63 Zn ......... 30 .......... 65 (172) A configuração eletrônica dos átomos de Ti é: a) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4s2, 3d2 b) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 3d4 c) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p2 3d5 d) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 4S1, 3d3 e) ls2, 2s2, 2p6, 3s3, 3p6 , 4s2, 3dl (173) São isoeletrônicos os íons: a) K+ e Cu+ b) S = , Zn + + e Ti + + c) Cu++, Zn++ e Ti++ d) Cu++ e Zn++ e) S= e K+
  • 178.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (174) Assinale a afirmativa verdadeira: a) Entre os elementos dados, o argônio apresenta o maior raio atômico porque tem todos seus níveis completos. b) Os átomos de titânio, cobre e zinco apresentara seus elétrons diferenciadores em orbitais "p". c) Os átomos de argonio e potássio na relação acima tem igual número de neutrons no núcleo. d) Os elementos de número atômico 16, 18 e 19 tem todos os seus elétrons diferenciadores no mesmo nível principal. e) Os elementos de número atômico 19, 22, 29, 30, são elementos de transição. (MEDICINA-Santos-69) (175) Se houvesse um composto formado por um átomo do elemento de número atômico 14 com quatro átomos de elemento de número atômico 17, deve-se esperar que a molécula resultante seja: a) plana b) octaédrica d) trigonal c) linear e) tetraédrica (FE Mogi das Cruzes-68) (176) Com respeito ã questão anterior (um átomo de elemento de número atômico 14 e 4 átomos do elemento de número atômico 17), pode-se dizer que a geometria da molécula resultante é determinada pelo fato de: a) o elemento 17 sofrer hibridação sp2 b) o elemento 17 sofrer hibridação sp3 c) o elemento 17 sofrer hibridação sp4 d) o elemento 14 sofrer hibridação sp3 e) o elemento 14 sofrer hibridação sp FE Mogi das Cruzes-68) (177) Quais são os quatro números quânticos dos dois elétrons mais externos do átomo de cálcio (massa atômica 40)? (EPUSP-68) (178) Qual a carga que possui um íon de escândio (o escândio tem número atômico 21) com a estrutura eletrônica do gás nobre precedente? (EPUSP-68) (179) Escrever a estrutura eletrônica do átomo de fósforo (número atômico 15), indicando a distribuição dos elétrons nos dife-
  • 179.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga rentes orbitais p. (EPUSP-68) (180) Os elementos de números atômicos, 2, 10, 18, 36, 54 e 86 constituem o grupo de: a) elementos inertes b) metais das terras raras c) metais alcalinos (EE MAUÁ-64) (181) 0 que caracteriza os chamados elementos de transição? (EE MAUÁl-68) (182) Um elemento tem, respectivamente, 2, 8, 9, 2 elétrons nas camadas K, L, M, N. É portanto: a) metal alcalino-terroso b) elemento de transição c) semi-metal (FEI-67) (183) Qual das séries de números atômicos seria representativa de elementos da família dos metais alcalinos terrosos? a) 4, 22, 40, 72 b) 8, 16, 34, 52 d) 12, 20, 38, 56 c) 14, 32, 50, 82 e) nenhuma das respostas anteriores (EES CARLOS-68) (184) Qual dos símbolos abaixo está relacionado com orbitais de simetria esférica? a) s b) p d) f c) d e) g (ITA-64) (185) Nos modelos atômicos atualmente aceitos, o número máximo de elétrons presentes num mesmo orbital é: a) 2 com spins contrários d) 8 com spins no mesmo b) 2 com spins no mesmo sentido sentido c) 8 com spins contrários e) 18 com spins variados (ITA-66)
  • 180.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (186) Um determinado elemento possui em sua configuração eletrônica um nível energético com 32 elétrons e um outro com 3 elétrons. 0 número atômico desse elemento e: a) 72 b) 81 d) 90 c) 89 e) 103 (UFMG-68) (187) 0 bombardeio da folha de ouro muito delgada com raios alfa de rádio mostra que alguns deles sofrem desvio acentuado do seu trajeto ao atravessar a lâmina, o que é devido a: a) as partículas alfa chocam-se com as moléculas de ouro e tem seu trajeto modificado. b) as partículas alfa têm carga negativa e são repelidas pelo núcleo do átomo de ouro. c) as partículas alfa são muito lentas e qualquer obstáculo as desvia do seu trajeto. d) as partículas alfa tem carga positiva e são repelidas pelo núcleo do átomo de ouro, que também tem carga positiva. e) as partículas alfa não podem atravessar a lâmina de ouro a são refletidas. (MEDICINA-GB-66) (188) 0 elemento cuja distribuição de elétrons é ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d10 4s2 4p6 4dl0 4f14 5s2 5p6 5d10 6s2 6p6 7S1: a) é halogênio b) é metal alcalino d) é gás nobre c) é metal alcalino-terroso e) é actinídeo (MEDICINA-GB-68) Questões 189 a 191. Associe: a) número quântico que representa aproximadamente a distância do elétron ao núcleo. b) número quântico que descreve a forma do orbital. c) número quântico que descreve a orientação do orbital no espaço. d) número quântico que descreve o momento angular do elétron (rotação do elétron em torno do seu eixo). e) número que traduz a perda ou ganho de elétrons por um átomo (189) Número quântico secundário. (190) Número quântico principal.
  • 181.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (191) Número de oxidação. (192) Spin. (1S3) Número quântico magnético. (MEDICINA-GB-68) (194) 0 elemento de número atômico 21 tem a estrutura eletrônica a) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3a1 b) ls2 2S4 2p6 3S4 3p4 3a1 c) ls2 2s2 2P4 3s2 3p6 3d5 d) ls2 2s2 2p4 3s5 3p6 3d1 e) ls2 2p6 3s2 3p6 3d3 4s2 (MEDICINA-GB-68) (195) Qual a relação entre o diâmetro de um átomo e o diâmetro do núcleo? a) 10.000 vezes maior b) 2.000 vezes maior d) 1.000.000.000.000 vezes maior c) 500.000.000 vezes maior e) 10.000.000 vezes maior (MEDICINA-GB-68) (196) A molécula do metano tem uma configuração tetraédrica, o que decorre do fato do átomo de carbono apresentar seus elétrons de valência em orbitais híbridos do tipo: a) sp2 b) sp d) s2p c) sp3 e) s3p (MEDICINA-GB-68) (197) 0 deutério difere do hidrogênio comum por ter: a) 2 elétrons a mais d) 1 nêutron a mais b) 1 próton e um nêutron a mais e) 1 partícula alfa como núcleo c) 1 elétron e 1 próton a mais (MEDICINA-GB-68) (198) De acordo com o Princípio da Exclusão de Pauli, o número máximo de elétrons que um orbital pode conter é: a) 1 b) 2 c) 8 d) 18 e) 32 (MEDICINA-GB-68)
  • 182.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga estrutura do átomo-3 (199) Quando um elétron de um átomo passa de orbital 2s para 2p, podemos dizer que: a) houve emissão de energia d) um outro elétron pas- b) houve absorção de energia sou de 2p para 2s c) não houve variação de energia e) houve emissão de luz (MEDICINA-GB-68) (200) Um átomo possui o número atômico 15 e número de massa 31, o número de elétrons na sua camada mais externa é: a) um c) cinco b) três d) sete (Ciências Biológicas USP-68) (201) Qual das seguintes representações eletrônicas representa um halogênio? a) ls2 2s c) ls2 2s2 2p5 b) ls2 2s2 2p3 d) ls2 2s2 2p6 (Ciências Biológicas USP-68) (202) A configuração eletrônica correta para o elemento K (número atômico 19) no estado normal é: a) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1 c) ls2 2s2 2p6 3s2 3p5 3d 4s1 b) ls2 2s2 2p6 3s2 3p5 4s2 d) ls2 2s2 2p6 3s2 3p6 3a1 (FFCLUSP-67). (203) Em cada camada eletrônica só existe um orbital s porque: a) só existe um orbital híbrido c) os orbitais s apre- b) em torno de um ponto só existe sentam ressonância uma única esfera com um raio dado d) trata-se de orbital ligante (EE Lins-67) (204) Sabendo-se que a estrutura eletrônica do átomo de boro no estado fundamental é ls2 2s2 2p1, qual deveria ser a fórmula do seu fluoreto supondo não haver hibridação do átomo de boro? a) BF b) BF2 d) BF4 c) BF3 e) BF5 (MEDICINA-Valença-69) ═══════════════
  • 183.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA Capítulo 4
  • 184.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga L IG A Ç Õ E S Q U ÍM IC A S Imagine dois imãs em forma de ferradura, exercendo entre si forças de atração, como indica a figura ao lado. As duas peças irão unir-se formando um sistema estável. Imagine agora, dois átomos aproximando-se. Suponhamos que apareçam entre eles forças de atração como no exemplo dos imãs, pois, a eletrosfera de um átomo atrai o núcleo de outro átomo. Entretanto, à medida que os átomos vão se aproximando, surgirá uma repulsão entre os núcleos, pois estes possuem cargas positivas, Em determinada posição, estabelecer-se-á um equilíbrio entre as atrações e repulsões. Se o equi1íbrio for ESTÁVEL, diremos que se estabeleceu uma LIGAÇÃO QUÍMICA entre esses átomos. As ligações químicas recebem diferentes nomes conforme o tipo das forças de atração que aparecem entre os átomos, que se aproximam. Existem 4 tipos de ligações: -"Ligação eletrovalente, iônica ou heteropolar." -"Ligação covalente ou molecular. " -"Ligação metálica." -"Ligação intermolecular. " que serão estudadas a seguir).
  • 185.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A LIGAÇÃO ELETROVALENTE A descoberta dos gases nobres e o exame de suas configurações eletrônicas fizeram com que os cientistas Lewis, Langmuir e Kossel sugerissem que: Os átomos adquirem ESTABILIDADE, quando suas configurações eletrônicas assemelham-se àquelas dos GASES NOBRES. Esta sugestão é de fato confirmada na grande maioria dos casos. De modo geral, os átomos dos gases nobres distinguem-se dos demais, porque na camada externa possuem 8 elétrons (exceto o gás hélio - vide tabela abaixo). Eis a configuração eletrônica dos gases nobres:
  • 186.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 O átomo procura "reagir" , quimicamente, para passar de uma configuração instável para outra mais estável. Uma das formas de estabilizar-se é "ganhando" ou "perdendo" elétrons. Entre os gases nobres, o hélio é o único que possui 2 elétrons na camada periférica. Alguns átomos podem adquirir estabilidade quando ficam com configuração semelhante ao hélio. RESUMINDO: ____________________________________________________________________________ Um átomo adquire estabilidade quando possui 8 elétrons na camada periférica. Também será estável o átomo que possuir apenas 2 elétrons na camada K. ____________________________________________________________________________ Na formação de diversos compostos, os átomos procuram ganhar uma dessas configurações estáveis. Esta é a "REGRA DO OCTETO", para os átomos. Esta regra é comprovada num grande número de observações, mas apresenta exceções. Sendo assim, pedimos ao leitor não criar a obrigatoriedade da regra do octeto para todos os átomos. Existem compostos onde os átomos tornam-se estáveis, apresentando na camada externa 4, 6, 12, 18 elétrons e assim por diante, como veremos ainda neste capítulo.
  • 187.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Para que o leitor tenha uma fixação melhor dessa "regra do octeto", examinemos os seguintes átomos: Vamos ilustrar o encontro de um átomo de cloro com um átomo de sódio:
  • 188.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 Quando o átomo de sódio perde um elétron, ele se torna um íon positivo ou "CÀTION' (e o diâmetro do átomo DIMINUI). 0 átomo de cloro que recebe o elétron, torna-se um íon negativo ou ÂNION" (e o diâmetro do átomo AUMENTA). Tanto o câtion como o ãnion adquirem configurações de gases nobres e tornam-se estáveis. No entanto, suas cargas são opostas e, esses íons passam a atrair- se mutuamente até que eles fiquem encostados . Dizemos que entre estes íons, apareceu a ligação ".ELETROVALENTE" ou "IÕNICA" A equação que representa o fenômeno é: Na0 + C10 ---------- Na+C1- Na prática, quando se efetua uma reação entre sódio e cloro, participam da reação um grande número de átomos. Se o sódio está no estado sólido, temos uma "pilha" de átomos de sódio. Se empregamos cloro gasoso, temos moléculas de cloro Cl 2 (bi.i tÔmicas) que, colidindo com o sódio, formam o cloreto de sódio, que será então uma pilha de íons Na+ e Cl- A ligação eletrovalente é aquela que caracteriza os compostos iônicos. Esta ligação aparece sempre que alguns átomos perdem elétrons , transformando-se em cátions, enquanto outros átomos ganham esses elétrons, transformando-se em ânions. As forças, que mantêm
  • 189.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga os cátions unidos aos ânions, são de caráter puramente eletrostático. No estado sólido, cada íon fica encostado a diversos íons de carga oposta. No caso do cloreto de sódio, cada íon Na + está ligado (encostado)a seis íons Cl- por outro lado, cada íon Cl- está ligado (encostado) a seis íons Na+. Mas, a proporção de íons Na+ e Cl - é de 1:1. Para se determinar a proporção dos íons que se combinam, é preciso examinar as configurações eletrônicas dos átomos que se ligam. De modo geral: - PERDEM ELÉTRONS os átomos com menos de 4 elétrons na última camada. São os metais que apresentam estas configurações eletrônicas. - GANHAM ELÉTRONS os átomos com mais de 4 elétrons na última camada. São os não metais que possuem esta configuração eletrônica. Resumindo: "A LIGAÇÃO IÔNICA aparece quando se liga um METAL com um NÃO METAL '.'
  • 190.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Para completar os octetos, parece mais fácil: o Cálcio perder 2 elétrons o Bromo ganhar 1 elétron 0 número de átomos de cada elemento é inversamente proporcional à capacidade de perder ou ganhar elétrons. Então: A proporção entre os átomos que se combinam, ou seja, a FÓRMULA do composto será Ca++Br2_. Sejam os elementos Alumínio e Enxofre. De modo mais simplificado: EXERCÍCIOS (205) Escrever a fórmula do composto constituído pelos elementos 11X e 15Y. (206) Sejam os elementos 56X e 34Y. Se eles combinarem, o composto terá fórmula: a) X2Y d) X2Y2 b) XY2 e) não se combinarão c) XY (207) Com qual dos seguintes elementos o íon Cr+++ pode formar um composto iônico? a) 10X d) 14T b) 12Y e) nenhum deles c) 17Z
  • 191.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (208) Quando o elemento X, que possui 10 prótons e 10 nêutrons, é colocado diante do sódio, forma-se um composto cuja fórmula é: a) NaX b) NaX2 c) Na2X d) Na2X2 e) não se forma nenhum composto Estrutura do cloreto de sódio Estudaremos o cloreto de sódio que é um composto tipicamente iônico. Temos os seguintes raios para os átomos,antes e após as ligações : Os ânions cloro e cátions sódio se agregam para formar o cloreto de sódio sólido. As forças que mantém os íons agrupados são do tipo e1etrostático. Esta pilha de ÍONS é denominada CRISTAL de cloreto de sódio. Vamos discutir a estrutura do cristal. Para isso, imaginemos que os íons estão mais afastados entre si. Seria apenas uma "visualização didática",porém já longe da realidade.
  • 192.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Assim, podemos apreciar melhor a distribuição geométrica espacial dos íons,que constituem o cloreto de sódio. Acabamos de desenhar a grade, a rede ou o RETÍCULO CRISTALINO" do cloreto de sódio. Retirando-se a mínima amostra do cristal, temos a CÉLULA UNITÁRIA do cristal. No desenho corresponde á porção "hachuriada". Agora, vamos desenhar um pedaço do cristal e, analisar as estruturas dos íons Cl- e dos íons Na+ separadamente.
  • 193.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Tanto os íons cloro como os íons sódio constituem estruturas "CÚBICAS DE FACE CENTRADA"(C.F.C.) . Dizemos que o cloreto de sódio é constituído pela interpenetração de duas estruturas C.F.C. Voltemos ao cristal real e examinemos um íon cloro. Em seu redor, estão 6 íons Na+ que se situam em três eixos triortogonais. Dizemos que, o número de coordenação do Cl- isto é, o número de cátions ligados ao Cl- é 6. Da mesma forma, o número de coordenação do Na+ é 6 porque em seu redor estão 6 anions Cl-. Em outras palavras, cada cloro liga-se a 6 Na+ e, cada sódio liga-se a 6 Cl-. Mas, a proporção entre Na+ e Cl- é 1:1. Por isso, a fórmula do cloreto de sódio é Na+ Cl- . Então, o que é aquele minúsculo "grãozinho" constituinte do sal? É um cristal de cloreto de sódio, ou seja, uma "pilha" formada por um_número monstruoso de íons Na+ e Cl-, ordenados no sistema C.F.C. e interpenetrados. Por isso é que dizemos que não existe molécula de NaCl. Impropriamente, poderíamos dizer que um cristal desses seria uma macromolécula. Estrutura dos cristais iônicos Todos os compostos iônicos formam, no estado sólido, estruturas bem definidas. O tipo de estrutura cristalina depende de 2 fatores: a) Proporção entre números de cátions e ânions no cristal. b) Relação dos tamanhos dos cátions e ânions.
  • 194.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Exemplos: (209) O cloreto de cálcio Ca++ Cl2 não tem estrutura igual à do Na+ Cl- porque a proporção cátion-ânion é 1:2. 0 cloreto de césio Cs+ Cl- tem a mesma proporção de íons do Na+ Cl- (1:1). À primeira vista, era de se esperar que o Cs+Cl- tivesse estrutura C.F.C. interpenetradas. Na realidade, como íon Cs+ tem tamanho aproximadamente igual do Cl-, resulta um outro tipo de empilhamento, chamado cúbico de corpo centrado (C.C.C.). Estrutura eletrônica dos íons Os ânios , sem exceção, adquirem nos compostos iônicos confígurações de gases nobres. Quanto aos cátions : Se for alcalino ou alcalino terroso apresentará 8 elétrons na camada externa. Sendo outros metais, as configurações são diversificadas. Os íons Ag+, Cu++ e Au+ também se estabilizam com 18 elétrons na camada periférica. Vejamos o caso do Ferro que apresenta os íons Fe++ e Fe+++. Muito bem. Estamos apresentando algumas estruturas " SEM OCTETO" para que o leitor apenas LEMBRE: "Nem sempre os átomos 8 elétrons na camada externa para se tornarem estáveis".
  • 195.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga B LIGAÇÃO COVALENTE Esta ligação é responsável pela formação das substâncias ” MOLECULARES.” ' Substâncias dessa classe, quando no estado líquido, não conduzem corrente elétrica. Esta é a principal característica de diferenciação em relação a um composto iônico. Numa ligação iônica , vimos que um átomo cede totalmente um ou mais elétrons ao outro "átomo e, daí, o aparecimento de íons de cargas opostas. Na ligação covalente, nenhum átomo cede e nem recebe o elétron, de forma integral. Esta ligação surge quando um par de elétrons de spins opostos . torna-se comum aos átomos que se ligam. No exemplo, cada átomo de hidrogênio possuía seu elétron. Após a ligação, não se reconhece mais qual é o elétron que pertence a determinado átomo. Agora, os 2 elétrons pertencem a ambos os átomos. É uma "sociedade". Dizemos que houve um emparelhamento de elétrons e, esta ligação será representada por um traço ou um par de pontos.
  • 196.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Foi Lewis quem sugeriu que a ligação covalente é resultante do emparelhamento de elétrons. Lewis observou que quase todos os compostos moleculares apresentam todos os seus elétrons em pares. Sugeriu que os átomos»que tivessem orbitais com 1 elétron pudessem emparelhar esse elétron com outro de spin oposto, atribuindo que o emparelhamento resultaria um sistema de mais estabilidade. Do mesmo modo que os elétrons procuram se emparelhar nos orbitais atômicos, eles também procuram um parceiro na formação da ligação covalente. ________________________________ Teoria de Heitler-London ________________________________ O primeiro tratamento teórico, para justificar a ligação covalente foi exposta por Heitler e London em 1927. Imaginemos 2 átomos de hidrogênio aproximando-se e examinemos as forças que aparecem no sistema. Os elétrons estão em movimento em redor do núcleo mas, a cada instante, aparecem 4 forças de atração (elétron—núcleo) e 2 forças de repulsão (núoleo-núcleo e elétron-elétron). Variando-se a distância internuclear "d" , iremos notar que existirá uma posição "dH",onde o sistema terá maior estabilidade. Heitler e London calcularam as energias do sistema para diversas distâncias internucleares que, transportadas para um gráfico cartesiano, se apresentam:
  • 197.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Verifica-se que a posição de equilíbrio " dH " é aquela na qual o sistema possui mínima energia. Em outras palavras; para se ter uma distância inter-nuclear maior que "dH" é preciso fornecer energia ao sistema; para diminuir a distância, o sistema também requer energia do exterior. No gráfico vê-se que o valor ZERO de energia foi adotado arbitráriamente para o átomo isolado de hidrogênio. A quantidade de energia AB corresponde a energia de ligação H-H. Podemos fazer analogia com um sistema imãs-molas. Vamos supor que os Imãs estejam presos a molas e colocadas num plano sem atrito. As molas se encontram comprimidas e empurram os Imãs. Estas não se aproximam mais porque defrontam-se pólos de mesmo nome. Haverá uma posição de equilíbrio onde a distância entre os centros dos ímãs será."dH". Esta posição apresenta mínima energia pois, tanto para afastar como para aproximar os imãs, necessita-se de energia. Resumindo: Os átomos tendem a emparelhar os elétrons porque poderão constituir um sistema com menor energia,que significa maior estabilidade.
  • 198.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Que acontece aos orbitais "1s" do hidrogênio, quando 3 átomos se ligam por covalência? Estudos efetuados na mecânica ondulatória concluem que os orbitais atômicos "ls" sofrem inicialmente uma superposição parcial e, em seguida, deformam-se dando lugar ao novo orbital. Conterá os 2 elétrons de spins opostos e este abrangerá os 2 átomos em ligação. É o orbital molecular. O orbital molecular que surge pela superposição ("overlap" em inglês) parcial de orbitais atômicos, é denominado orbital sigma (‫ )ﯕ‬e tem como índices os orbitais atômicos de origem. No caso da molécula de hidrogênio, temos o orbital molecular ‫ﯕ‬s-s- Pode-se medir a distância internuclear e, no caso da molécula de H2 xtemos 2,4 Ǻ. A metade dessa distância, ou seja l,2 Ǻ é denominada ralocovalente. Embora haja completa deformação dos orbitais atômicos após uma ligação, numa representação segundo átomo = bolinha costuma-se indicar que houve apenas ligeira interpenetração dos átomos,como indica a figura aõ lado. A equação do fenômeno é: H(g) + H(g)------ H2(g) (g) - gasoso
  • 199.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Vejamos a ligação covalente entre os orbitais "s" e "p". O exemplo tomado será a formação do "HF". O átomo de flúor tem 9 elétrons e a seguinte configuração eletrônica: O orbital "pz" está com o elétron desemparelhado e pronto para ligar-se ao orbital "ls" do hidrogênio. 0 orbital molecular que surge, pela superposição ou interpenetração dos orbitais atômicos "s" do hidrogênio e "p" do flúor, chama-se orbital molecular ‫( ﯕ‬sigma) ou melhor , ‫ﯕ‬s-p. Como conseqüência da ligação molecular, haverá uma "contração" do orbital atômico "p", no lado oposto à ligação. Observemos mais uma vez apenas a formação do orbital molecular ‫ﯕ‬s-p: Quando desaparece certa parte do orbital, significa que naquela região, o elétron se ausenta.
  • 200.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 A representação esquemática da formação da molécula "HF" é: Na covalência, também se observa a regra do octeta. O flúor, tem na última camada "8" elétrons, enquanto o hidrogênio tem "2". Lembremos que, na ligação covalente, o par de elétrons pertence a ambos os átomos. Examinemos mais uma ligação importante que é a p-p- É aquela que está presente, por exemplo, na molécula de flúor "F2". Observando apenas os orbitais "p2" dos átomos de flúor, temos: Também, costuma-se representar apenas os elétrons da última camada nas ligações covalentes. Observe, mais uma vez, a obediência à regra do octeto.
  • 201.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Orientação das ligações covalentes no espaço Quando um átomo liga-se a 2 ou mais átomos deve-se levar em conta o ângulo entre as ligações. Linus Pauling e Slater desenvolveram o assunto, cuja importância já havia sido apontada por Van't Hoff (1874) quando admitiu teoricamente que as 4 valências do carbono eram dirigidas para os vértices de um tetraedro regular. Vejamos então, as ligações na formação da molécula de água. O oxigênio tem 8 elétrons e possui a seguinte configuração eletrônica:
  • 202.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Lembrando que os orbitais "p" formam entre si um ângulo de 90°, era de se esperar que na molécula de água, fosse de 90° o ângulo entre as duas ligações ‫ ﯕ‬s-p. Medidas reais, calculadas através de espectroscopia e do momento magnético, indicam porém, que as ligações da molécula da água formam um ângulo de 104° e 30'. Tenta-se justificar esta ligeira fuga angular, admitindo-se que os átomos de hidrogênio ficam suavemente positivos, em face da grande atração de elétrons pelo oxigênio. Dizemos que os átomos de hidrogênio estão polarizados positivamente e portanto, há uma repulsão entre eles que os afasta e aumenta o ângulo de 90° para 104° 30'. Outro exemplo interessante é a formação da amônia "NH3". O nitrogênio tem 7 prótons e 7 nêutrons. então: Os orbitais incompletos são: 2px1, 2py1 e 2pz1. Cada um desses orbitais aceita um átomo de "H", que apresenta "ls1".
  • 203.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Formam-se três orbitais moleculares s-p e o ângulo entre as ligações é de 106 . O ângulo deveria ser de 90° mas, aparecerá um pequeno desvio, como no caso do H20. Quando o H liga-se a átomos maiores como S, Se, P, As, Sb , os átomos de H ficam mais distantes entre si e menos polarizados. Daí, os seguintes valores para os ângulos, nas ligações em: repe1indo-se, portanto, com menores intensidades. Covalência Coordenada As vezes, um átomo já está com seu octeto completo e, portanto, todos os seus orbitais com elétrons emparelhados. No entanto, este átomo pode ligar-se a outro "emprestando-lhe" (em base da coparticipação ou "condomínio") um par de elétrons, e formar um orbital molecular. Seja a molécula de água diante da molécula de HC1, o oxigênio da água poderá atrair o hidrogênio do HC1. Como o cloro é mais eletronegativo que o hidrogênio, este pode libertar-se do cloro,deixando-lhe o seu elétron. Deveriam-se formar os íons H+ e Cl-. O íon Cl- tem configuração estável (octeto), mas o H+ teria ficado sem nenhum elétron! Então, este H+ pode-se ligar ao oxigênio que lhe "empresta" 2 elétrons. Dizemos que o oxigênio efetuou uma ligação covalente coordenada ou, simplesmente, "coordenada" ou "dativa" com o cátion hidrogênio. Esta ligação é indicada com uma seta no sentido de quem está sendo "beneficiado"com os elétrons. H - 0 + H - Cl ----- H –0 H+ + Cl- H H Teremos então, cátion H30+, chamado "hidrônio" ou "hidroxônio" ' e ânion "cloreto".
  • 204.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Encarando o fenômeno de modo mais concreto, uma molécula de água colide com uma molécula de "HCl", resultando aqueles íons. Se examinarmos sob o aspecto real, temos que verificar o que acontece aos orbitais dos átomos. O orbital "2px" do oxigênio já possui um par de elétrons e recebe um cátion "H+" através de uma ligação coordenada, chamada também semi-polar ou dativa. Forma-se o orbital molecular g-p, idêntico às ligações já existentes entre o oxigênio e hidrogênio, na molécula de água. Depois de efetuadas as ligações, geometricamente, não se nota diferença alguma entre a ligação covalente normal e a dativa. Elas se diferem quanto à origem dos elétrons que, formarão o orbital molecular. Esta é a razão pela qual muitos autores confundem as notações das ligações covalente normal e dativa.
  • 205.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Então, em muitos compêndios, aparece o íon hidrônio com a fórmula estrutural: Não podemos saber qual é a ligação dativa, mas temos a certeza de que uma destas covalências é coordenada. Em outras palavras: o íon hidrônio é constituído de 3 ligações: duas covalentes normais e uma coordenada. Resumindo: - Numa ligação covalente normal, aproximam-se dois átomos, cada um com orbital contendo um elétron. Forma-se assim, um orbital contendo elétrons com spins anti-parale1os, denominado orbital molecular (sigma). Será indicada por um traço. Na ligação covalente coordenada,aproximam-se dois átomos, um com orbital completo (2 elétrons) e outro com orbital "vazio". Forma-se o orbital molecular denominado , geometricamente análogo ao orbital da ligação covalente normal.. Esta ligação será representada por uma seta mas em muitos compêndios, está indicado por traço, em vista à analogia geométrica com a ligação covalente normal. Fórmulas estruturais Quando se indicam as ligações entre todos os átomos de uma molécula, dizemos que estamos apresentando a sua fórmula estrutural. A fórmula estrutural permite deduzir muito do comportamento dessa molécula numa reação química, razão pela qual é frequentemente utilizada, principalmente na química orgânica.
  • 206.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Neste capítulo,vamos treinar o seguinte tipo de exemplo: Dada a fórmula molecular de um composto - inorgânico, escrever a sua fórmula estrutural. Para isso, existem regras que exigem conhecimentos sobre: - ELÉTRONS NA CAMADA EXTERNA - CONTAGEM DE ELÉTRONS NAS LIGAÇÕES A) Principais elementos e números de elétrons na camada externa. Inicialmente, vamos desenhar uma parte da tabela periódica: Os algarismos romanos indicam "os grupos" da tabela periódica que, para os elementos presentes, é o número de elétrons na camada externa. Assim, o "N" tem 5 elétrons na camada externa, o "Si" tem 4, o "Br" tem 7 elétrons, etc. Reparem que o hidrogênio, embora tenha apenas 1 elétron, está na coluna VII porque, ele "precisa" de apenas mais um elétron, como os demais elementos desse grupo, para estabilizar-se. O hidrogênio estabiliza - se com 2 elétrons na camada K. QUAIS SÃO OS ELEMENTOS QUE EFETUAM LIGAÇÕES COVALENTES? Todos aqueles que estão à direita da linha tracejada, quando ligam-se entre si, pois eles possuem tendência a tomar elétrons de outros átomos. Quando 2 átomos apresentam essa tendência, eles irão "compartilhar" elétrons. Por exemplo: no "PCI3", temos três ligações (P-Cl) covalentes. O "H" também pertence a esta classe de átomos, compartilhando 1 elétron. Às vezes, o "Be", "Mg" e "Al" efetuam ligações covalentes, mas sofrem hibridações e são considerados casos especiais.
  • 207.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga B) Contagem dos elétrons na camada externa Seja a molécula de água: O oxigênio, tinha 6 elétrons na camada externa e, agora tem 8_. Cada hidrogênio, tinha apenas 1 elétron e, agora tem 2. CONCLUSÃO: Na contagem dos elétrons da última camada, cada covalência normal (representada por um traço) aumenta um elétron em cada átomo que participa da ligação. De modo geral, os átomos se estabilizam quando completam o octeto. Vejamos,então, algumas estruturas estáveis. O nitrogênio é do grupo "V" e,portanto, tem 5 elétrons na cama da externa. Três covalências o farão mais estável. Então: Examinemos agora a, ozona 03: Todos os átomos de oxigênio (A, B e C) ficaram com 8 elétrons na camada externa. Veja a ligação dativa (B-C). 0 átomo "B" empresta 2 elétrons para "C". Consequentemente,"B" não sofreu aumento de elétrons por causa da ligação dativa e "C" tem um aumento de 2 unidades.
  • 208.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 Na contagem de elétrons de última camada, uma ligação coordenada produz um aumento de 2 e1étrons para o átomo" favorecido (ponta da seta) e nenhum elétron para o átomo que "empresta" o par de elétrons. ____________________________________________________________________________ Nesse exemplo da ozona: Oxigênio A Tem um aumento de 2 elétrons por causa de 2 covalências com "B". Oxigênio B Tem um aumento de 2 elétrons por causa de 2 covalências com "A" e nenhuma alteração por causa da ligação coordenada. Oxigênio C Tem_um aumento de 2 elétrons por causa de uma ligação coordenada com "B". C) Estruturas de Hidretos moleculares Os hidretos são compostos do tipo "EHX". 0 átomo de hidrogênio tem 1 elétron e, portanto, aceita uma ligação covalente normal (H-). 0 elemento "E" aceita tantas ligações covalentes quantao sejam necessárias para completar o octeto. N do grupo V________precisa de 3 covalências - N - Se do grupo VI______precisa de 2 covalências____Se – Lembre-se de que o número do grupo (da Tabela Periódica) representa o número de elétrons na camada externa e cada traço produz um aumento de um elétron. Então, pode-se aceitar a seguinte regra para escrever as estruturas de hidretos moleculares: ______________________________________________________________________ 1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. do grupo) traços. 2) Em cada traço ligar H-. _____________________________________________________________________ ════════════════
  • 209.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS Exemplo: (211) Hidreto de fósforo: P é do grupo V..........(8 - V) - 3 traços. H-P-H A fórmula estrutural é  H Exemplo: (212) Hidreto de silício: Si é do grupo IV......... (8 - IV) = 4 traços. H  Logo H - Si – H  H Escreva as fórmulas estruturais dos seguintes compostos: (213) Hidreto de arsênio (214) Hidreto de telúrio (215) Hidreto de germânio (216) Hidreto de iodo ════════════════ A regra não e válida para elementos que possuem 2 ou 3 elétrons na camada externa. São os casos como o Berílio e Boro principalmente e que trataremos como casos especiais. HIDRETO DE BERÍLIO O'Be" tem 2 elétrons na camada externa e,antes de ligar-se ao H, sofre uma hibridação do tipo "sp". Isto já foi estudado no capítulo de hibridação. 0 Berílio fica com 2 orbitais híbridos "sp", formando um ângulo de 180°.
  • 210.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Reparem que o berílio ficou estável com 4 elétrons na sua camada externa. HIDRETO DE BORO O Boro tem 3 elétrons na camada periférica e sofre uma hibridação do tipo sp2. Aparecem 3 orbitais híbridos com ângulo entre as ligações de 120°. e, a formula do hidreto, deveria ser: BH3. Na prática constata-se que essas moléculas de "BH3" reunem-se duas a duas, resultando moléculas do tipo "B2H6". C) Estruturas dos óxidos moleculares Os óxidos moleculares apresentam fórmulas do tipo "E2Ox" ou "EOx/2" (forma simplificada). Recordamos que o átomo de oxigênio tem 6 elétrons na camada periférica e aceita mais 2 elétrons. As possíveis formas de ganhar mais 2 elétrons são: = 0........ duas ligações covalentes normais. 0......... uma 1igação coordenada. O átomo "E" admite tantas covalências normais (traços) quantas sejam necessárias para completar o octeto. Por exemplo, o nitrogênio: "N" tem 5 elétrons periféricos e admite 3 covalências normais. Além disso, o elemento "E" pode efetuar ligações coordenadas com os elétrons não emparelhados. No caso do nitrogênio, após ele efetuar três ligações covalentes ainda é capaz de fazer uma ligação coordenada, se necessário, sem prejudicar o octeto.
  • 211.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Eis a regra para a estruturação de 5xidos moleculares: 1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. de grupo) traços. 2) Cada 2 traços de "E" recebe um átomo de oxigênio. 3) Os restantes oxigênios serão ligados com ligações coordenadas na forma [ ->- 0 ] . 4) NO caso de moléculas do tipo E20X, admite-se uma simetria estrutural. EXERCÍCIOS 1º. exemplo: (217) Seja o SO2 - anidrido sulfuroso. (8 – no. do grupo) = (8 - VI) = 2 traços.  S- Coloca-se um átomo de oxigênio que utiliza 2 traços. S=0 Tem ainda mais um átomo de oxigênio. Este se liga por coordenada. S=0 ↓ 0 2º. exemplo: (218) Seja o CO2 - anidrido carbônico. no. de traços . . . ( - IV) = 4 Cada 2 traços recebe um átomo de oxigênio; então, cabem os 2 átomos de oxigênio . Não houve necessidade de ligação coordenada.
  • 212.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 3º. exemplo: (219) Sejam N2O4, e N2O5. Agora estamos no caso E20x e temos que admitir simetria estrutural. É preciso fazer esta consideração para ficar o mesmo número de átomos de oxigênio em cada átomo de nitrogênio na molécula (simetria). E preciso examinar se o número de oxigênio é par ou ímpar. Se o número de oxigênio for par, não pode ter oxigênio no eixo de simetria; se for impar, deve o oxigênio estar entre os 2 átomos de Ne, portanto, no eixo de simetria. Agora,seguem-se as regras normais para a estruturação de óxidos moleculares. Em cada átomo, vão (8 - n° de grupo) traços. No caso do nitrogênio, são 3 traços em cada átomo.
  • 213.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Escrever as estruturas dos seguintes óxidos; (220) SO3 - anidrído sulfúrico (221) N2O3 - anídrido nitroso (222) C12O6 - anídrido clórico-perclórico (223) CI2O7 - anídrido perclórico (224) AS2O5 - anídrido arsênico E) Estruturas de ácidos oxigenados A maioria dos ácidos oxigenados apresentam a fórmula HxEO y. Nesses ácidos, os hidrogênios ionizáveis ligam-se ao oxigênio por uma covalência normal. (H - 0 -) . O elemento "E" fica no centro da molécula e procura, também, a estabilidade através de covalências normais ou coordenadas. Temos uma regra de estruturação semelhante a dos óxidos: 1) Escrever o elemento "E" com (8 – no. do grupo) traços. 2) Todos os hidrogênios ionizáveis deverão ser ligados ao "E" juntamente com o oxigênio, na forma H - 0 -. 3) Os restantes oxigênios serão ligados ao "E"; cada 2 traços de "E" admite um átomo "0". 4) Se ainda existem átomos de "0" e não existem traços suficientes, devem-se ligar os oxigênios restantes por 1igações coordenadas, na forma 0. 5) Se a molécula do ácido for do tipo HxE20y, esta molécula admite uma simetria estrutural. EXERCÍCIOS 1º. exemplo: (225) Seja o HN03 - ácido nítrico. 0 nitrogênio é do grupo V . . . (8 - V) = 3 traços.
  • 214.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 O átomo de "N" estará com seu octeto, se efetuar 3 covalências. 0 hidrogênio ionízavel será ligado na forma H - 0 -. Cada 2 traços admite um átomo de oxigênio. Ainda falta mais um átomo de oxigênio. Este, será unido ao N por uma ligação coordenada. 2º. exemplo: (226) Seja o H2CO3 - ácido carbônico. 0 carbono é do grupo IV ... (8 - IV) = 4 traços. Seguindo um raciocínio análogo ao 1º. exemplo: 3º. exemplo: (227) Seja o H2C2 O4 - ácido oxálico. Neste caso, a molécula é do tipo HxE20y e, vamos então admitir uma simetria estrutural. Análogo ao caso do óxido, examinemos o numero de átomos de oxigênio - é par; logo "C" será ligado direto ao C.
  • 215.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Daqui para frente, a regra e a mesma: coloca-se (8 – no. do grupo) traços em cada átomo. Todos os "H" ionizáveis na forma H - 0 -, mas sempre respeitando a simetria. Os restantes oxigênios serão ligados por 2 covalências. Neste caso, não houve necessidade da ligação dativa. 4º. exemplo: (228) Seja o H4P2O7 - ácido pirofosfórico. 0 número de oxigênio é ímpar . . . "então, entre os átomos de P irá um átomo de oxigênio. 0 fósforo é do grupo V - . . (8 - V) = 3 traços.
  • 216.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 Escrever as fórmulas estruturais dos seguintes ácidos: (229) HC10 - ácido hipocloroso (230) HC102 - ácido cloroso (231) HCl04, - ácido perclórico (232) HI03 - ácido iódico (233) H2SO3 - ácido sulfuroso (234) H2SO4 - ácido sulfúrico (235) HPO3 - ácido metafosfórico (236) H3AsO3 - ácido ortofosfórico (237) H3ASO3 - ácido arsenioso (238) HNO2 - ácido nitroso (239) H2SIO3 - ácido metassilícico (240) H4SiO4, - ácido ortossilícico (241) H2S2O7 - ácido pirossulfúrico (242) H6Si207 - ácido pirossilícico F) Estruturas dos sais Os sais são compostos iônicos e,portanto, possuem CÃTIONS e ANIONS. Pode acontecer desses cátions ou ânions serem um agrupamento de átomos contendo ligações covalentes.
  • 217.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Para escrever as estruturas desses sais, lança-se uma forma mista: a parte que possui covalências é apresentada dentro de um "colchete" e, ao mesmo tempo, indica-se as ligações iônicas. EXERCÍCIOS 1º. exemplo: (243) Seja o Na2SO4 = 2 Na+ . SO4= . Para escrever a estrutura do ânion SO4= , comece estruturando o ácido correspondente; tirando H ionizáveis,restará o ânion com os elétrons responsáveis pela carga negativa. Procede-se analogamente,quando o cátion possui covalências. 2º. exemplo: (244) Seja o NH4Cl = NH4 + Cl-. Escrever as fórmulas estruturais dos seguintes sais: (245) KCIO3 - clorato de potássio (246) CaCO3 - carbonato de cálcio
  • 218.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (247) Na3PO4 - fosfato de sódio (248) NH4NO3 - nitrato de amôneo ════════════════ CASOS ESPECIAIS DE FÓRMULAS ESTRUTURAIS 1º. caso: Ácidos com hidrogênios não ionizáveis Na química inorgânica, destacam-se 2 ácidos de fósforo que apresentam "H" não ionizáveis. Neste caso, o "H" não ionizável fica diretamente ligado ao "P". H3PO3 - ácido fosforoso - tem 1 "H" não ionizável. Sua fórmula estrutural é: H3PO2 _ ácido hipofosforoso - tem 2 "H" não ionizáveis. Sua formula estrutural é: 2º. caso: Peroxi-ácidos Nos peroxi-compostos sempre está presente a forma [- 0 - 0 -]. EXERCÍCIOS ExempIo: (249) H2SO5 - ácido peroxissulfúrico
  • 219.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (250) H2S208 - ácido peroxidissulfúrico 0 0 ↑ ↑ H–O -S-O–O–S–O-H ↓ ↓ O O Sugestão: Para maior facilidade, escreva o ácido sem o prefixo peroxi: peroxissulfúrico ácido sulfúrico peroxidissulfúrico ácido dissulfúrico Em seguida,procure encaixar o O para formar o grupo peroxi. (251) Escrever a fórmula do ácido pirofosfórico. (252) Escrever a fórmula do peróxido de oxigênio ou água oxigenada. 3º. caso: Estruturas por tentativas Os casos que não caem naqueles já estudados podem ser deduzidos lembrando-se que: - cada covalência normal "aumenta" um elétron para ambos os átomos que se ligam. - cada coordenada "aumenta" 2 elétrons apenas no átomo para o qual a seta aponta. Por outro lado, sabemos que os átomos tornam-se estáveis com o octeto de elétrons. EXERCÍCIOS Exemplos: (253) Seja o CO - monóxido de carbono. C - tem 4 elétrons periféricos O - tem 6 elétrons periféricos Solução : 2 covalências e uma coordenada do O para C.
  • 220.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (254) Seja o HCN - ácido cianídrico Escrever as estruturas dos seguintes compostos: Sugestão: Nunca o oxigênio será átomo central. (255) COC12 - cloreto de carbonila ou gás fosgênio (256) HNC - ácido isocianídrico (257) POCI3 - cloreto de fosforila (258) SOC12 - cloreto de sulfurila (259) N2H4 – hidrazina ══════ _________________ Ligação π (pi) _______________ Imaginemos 2 átomos de nitrogênio se aproximando. Cada um tem 5 elétrons periféricos e pretendem completar o octeto, através de ligações covalentes. Serão 3 covalências normais. Temos a molécula N2, onde os átomos completaram seus octetos. À primeira vista, tem-se a impressão de que as 3 ligações covalentes são iguais. Se examinarmos os orbitais numa representação espacial, veremos que uma dessas ligações é diferente das demais.
  • 221.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O átomo de nitrogênio apresenta os orbitais "2p" incompletos: ZPx1 , 2py 1 e 2pz1 Quando os 2 átomos se aproximam, em primeiro lugar, os orbitais pxx irão fundir-se, formando o orbital molecular p-p. Recordemos que este processo de fusão de orbitais por uma aproximação dos mesmos é denominada de sobreposição ou "overlap", característica das ligações <f (sigma) . A ligação sigma aparece uma só vez entre 2 átomos unidos por covalências. A molécula "N2" apresenta 3 covalências: uma é ligação " p-p " e ainda temos 2 outras espécies de covalências. Estas são as ligações "π" (pi) . Vamos esclarecer o que é a ligação " π _" e como é o orbital molecular π. Sejam 2 átomos "A" e "B" que possam emparelhar elétrons originando covalências. Quando aparecerá entre eles a ligação π ? É necessário que entre "A" e "B": ______________________________________________________________ a) Já exista uma ligação (sigma) . b) Tanto "A" como "B" possuam orbitais "p" incompletos . ___________________________________________________________________________ Os orbitais "p" vão se aproximando e diminuindo a distância internuclear; de repente, os orbitais "p" se fundem aparecendo em seu lugar o orbital molecular "π" com dois elétrons de spins opostos.
  • 222.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas -4 O "par" das regiões espaciais é que constituem um orbital "π_". Reparem mais uma vez que a ligação "π" faz diminuir a distância internuclear. Assim, nos carbonos, numa ligação simples "C-C" onde se tem apenas ligação " ", a distância internuclear é de 1,54 Ǻ. Quando esses átomos possuem uma dupla ligação "C=C", uma das ligações é " "" e a outra é" π ". A distância internuclear neste caso é de 1,34 Â.
  • 223.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Voltemos ao caso do nitrogênio "N2". Nesta molécula, cada átomo possui 2 orbitais "p" incompletos, então, surgirão 2 ligações π. O desenho acima, já inicia com os 2 átomos de nitrogênio ligados por . A seguir virão os orbitais π. Reparem mais uma vez que, à medida que aparecem as ligações π ,os átomos vão se aproximando.
  • 224.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas -4 Por uma questão de comodidade didática, a ligação π será artificiosamente indicada, esquematicamente, como a figura acima. No caso da molécula de "N2" vê-se perfeitamente uma ligação e duas π. As ligações π determinam planos que são perpendiculares entre si. Finalmente, de modo resumido, as ligações π surgem quando existem duplas ou triplas ligações entre os átomos. EXERCÍCIOS Contar o número de ligações e π nos seguintes compostos (260 ) (261) H - C = N - ácido cianídrico
  • 225.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (262) O = C = O - gás carbônico (263) H - C = C - H - acetileno (264) H – O – N ≡ N – O - H - ácido hiponitroso (265) H - N - H - amônia Ι H ═════════════ E quando aparecer uma ligação coordenada? Neste caso, adote a notação moderna, ou seja: substitua a seta por um traço. Isto pode ser feito na representação porque a ligação coordenada difere da covalente normal apenas pela origem dos elétrons que contribuem na ligação. Então: será CO --► C ≡ O ---------------------- C≡O representada Sendo uma tripla, uma ligação é e duas serão π. EXERCÍCIOS Contar o número de ligações " " e "π", nos seguintes compostos . (266) ácido nítrico - HNO 3 (267) ácido oxálico – H2C2O4 (268) ozona - O3 (269) ácido sulfúrico - H2SO4 (270) carbonato de sódio - Na2CO3 (271) ácido bórico - H3BO3
  • 226.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Hibridações parciais Examinemos as ligações entre os átomos de carbono na molécula de etileno. Existem duas covalências sendo uma ligação " " e uma ligação π. Se existe uma ligação " π " é porque cada átomo de carbono reservou um orbital "p" incompleto afim de formar o orbital molecular "ir". Recorda-se que o carbono é um átomo com 4 elétrons na camada externa; normalmente, ele hibrida seus orbitais atômicos "2s" e "2p" originando um átomo de carbono "sp3" (hibridação tetraédrica), utilizando-se um orbital "s" e três orbitais "p". Agora, no etileno, o carbono precisa guardar um "p". Então, a hibridação será do tipo "sp2", pois vai utilizar 1 orbital "s'! e somente dois orbitais "p" Abaixo está a seqüência da hibridação do carbono na forma sp2.
  • 227.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como se vê, o átomo de carbono continua tetravalente: três orbitais "sp2" para as ligações " " e 1 orbital "p" para a ligação π. A figura acima mostra as ligações na molécula de etileno. 0 ângulo entre as ligações é de 120°. Na ligação "C=C" uma delas é: sp2-sp2 e a outra é π. Em H-C as ligações são do tipo: s - sp2.
  • 228.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Examinemos agora a molécula de acetileno. Existem duas ligações π e as restantes são " ". Mais uma vez lembremos que, para ocorrer ligação "π" é necessário que haja um par de orbitais "p" incompletos. Então, na molécula de acetileno, cada átomo de carbono reservou 2 orbitais "p" para as ligações " π ". Consequentemente, a hibridação será feita por 1 orbital "s" com 1 orbital "p" do tipo "sp" Numa representação geométrica teremos:
  • 229.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O átomo de carbono continua tetravalente: 2 orbitais "sp" para as ligações " " e 2 orbitais "p" para as ligações "π". A figura acima mostra, esquematicamente, as ligações na molécula de acetileno. Observa-se que a molécula é linear. Nas ligações C≡C, uma é do tipo " Sp-Sp" e duas são do tipo "p". A ligação "H-C" é do tipo " p-Sp" .
  • 230.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Examinemos agora a molécula de "CO2" (gás carbônico). Entre o "C" e "O" existem duas ligações: uma é " " e a outra é "π". Então, o átomo de carbono tem duas ligações "π" e, naturalmente, reservou dois orbitais "p". A hibridação do carbono foi igual aquela do acetileno, ou seja, do tipo "sp". 0 oxigênio possui 2 orbitais incompletos "py" e "pz". O orbital "py" fará ligação " " com o orbital "sp" do carbono; o orbital "pz" fará ligação "π". A molécula de CO2 apresenta duas ligações " p-sp" e duas ligações "π". A molécula é linear.
  • 231.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O átomo de carbono sofre hibridações parciais quando apresenta duplas e triplas ligações. Abaixo está o quadro que indica as hibridações e os ângulos entre as valências num átomo de carbono. EXERCÍCIOS No hidrocarboneto acima, os ângulos formados pelas ligações entre os carbonos 1-2-3 e 3-4-5 são, respectivamente: (273) Com relação ao composto citado na questão anterior podemos afirmar que: a) o carbono 2 forma apenas três ligações sigma. b) o carbono 4 forma apenas quatro ligações sigma. c) o carbono 5 forma duas ligações sigma e duas ligações pi. d) o carbono 3 forma duas ligações pi e duas ligações sigma. e) o carbono 1 forma apenas duas ligações pi.
  • 232.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 (274) Ainda com referência ao hidrocarboneto citado nas questões anteriores, podemos afirmar que: a) A distância entre os carbonos 1 e 2 é maior que a distância entre os carbonos 3 e 4. b) A distância entre os carbonos 4 e 5 é maior que a distância entre os carbonos 2 e 3. c) A distância entre os carbonos 4 e 5 é menor que a distância entre os carbonos 1 e 2. d) As distâncias entre os carbonos 1 e 2 e entre os carbonos 2 e 3 são iguais. e) Todas as distâncias entre os carbonos são iguais. (275) Qual é o tipo de hibridação do carbono no ácido carbônico "H2C03"? a) sp b) sp2 c) sp3 d) sp4 e) nenhum dos anteriores ═════════════════════ _______________________ Hibridações especiais ____________________________ Vimos no capítulo da hibridação que os átomos que possuem 2, 3 ou 4_ elétrons na camada externa e se dispõem a efetuar covalências sofrem hibridações entre seus orbitais "s" e "p". Lembremos,ainda que os átomos com tais características eletrônicas possuem na camada externa 1 orbital completo e pelo menos 1 "orbital vazio" . Quando o átomo normal passava ao estado excitado, um elétron do orbital completo passava a constituir outro orbital, preenchendo o espaço que antes era indicado como orbital vazio. Em seguida, os orbitais hibridizavam-se. Existem átomos que não apresentam tais características, as vezes nem passam pelo estado ativado e mesmo assim, produzem estruturas que somente podemos aceitá-las justificadas, admitindo-se as hibridações de seus orbitais. Alguns desses casos especiais serão tratados neste capítulo.
  • 233.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 1º. caso: Hibridação sp3 do N no íon NH4 O átomo de N tem a seguinte configuração eletrônica. N K - 2 . . . ls2 Z =7 L – 5 . . . 2s 2 , 2 p 3 . Eis a representação eletrôca na camada externa. Quando o "N" efetua apenas 3 covalências normais, não ocorre hibridação e teremos 3 ligações através de seus orbitais "p". É o caso do "NH3" que possui 3 ligações " s-p" 0 átomo de nitrogênio possui ainda um par de elétrons e poderá efetuar uma ligação coordenada. Isto realmente ocorrerá quando o NH3 passar a íon NH4+ onde um dos hidrogênios está ligado através de uma covalência coordenada. Qual seria a explicação desse fato através de seus orbitais? Admite-se que haja uma hibridação dos orbitais do N, sem que o átomo passa pelo estado ativado. Trata-se de uma hibridação do tipo sp3 e portanto, no espaço, a distribuição será em forma tetragonal. Um dos orbitais híbridos já está completo e somente aceitará ligação coordenada.
  • 234.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 No íon " NH4+" temos 4 lig aç õ e s " s-Sp3". Reparem que na repres ent a çã o ge o mét r ic a, a li ga ç ã o coordenada confunde-se com a covalente normal. É por este motivo que muitos autores admitem que, na molécula de "NH3", o N já está hi br i dizado . Ser i a uma hibridação do t i p o " s p 3 " com 1 or b it al completo, como in di c a a figura (a nt e s de ef et uar l ig aç õ e s). 0 angulo teórico s er i a de 1090 28', enquanto que na r eal i d a de e de 106°. Analogamente, este raciocínio é também aplicável a molécula de água. O o xi gê ni o t er i a s of r i d o uma hibridação do tipo "sp3", com 2 or bit ai s c om p let o s e 2 or b it a is que efetuariam as lig a ç õe s com os átomos de hi dr og êni o. N est a d if er e nt e interpretação de hibridação para os ca s o s da amônea e água, teremos respectivamente os nomes: hibridação de pirámide trigonal e de configuração em "V". Para f a ci lit ar as v is u a liz aç õ e s e s pa ci ai s, eis as moléculas de CH4,""NH3" "H20", admitidas hi br i d aç õ e s "sp3".
  • 235.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 2º. caso: Hibridação dsp 3 do P no PCI 5 0 átomo de "P" tem a seguinte configuração eletrônica: Hormalmente o "P" comporta-se semelhante ao "N"; por exemplo, na formação da fosfina ou fosfamina "PH3", as ligações são análogas às do "NH3". No entanto, o átomo de "P" poderá produzir hibridações de todos os orbitais da camada externa, em determinadas ligações como no "PC15", "PF5" e "PBr5". Vejamos a seguir, a seqüência da hibridação denominada "dsp3", porque irão participar: 1 orbital "d", 1 orbital "s" e 3 orbitais "p". Átomo de fósforo - camada M Teremos 5 orbitais híbridos incompletos, destinados às ligações sigma. A estrutura geométrica dos orbitais "dsp3" é de uma bi pirâmide triangular.
  • 236.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 A molécula de "PCI5" possui 5 covalências do tipo " p-dsp3" > pois o cloro efetua ligações pelos orbitais "p". Reparem que, nesta molécula, o fósforo não respeita a regra do octeto, ele compartilha 10 elétrons na camada externa. 3º. Caso: Hibridação "d2sp3" do "S" na molécula "SF6" . 0 enxofre tem a seguinte configuração: Normalmente, suas ligações serão através de seus orbitais incompletos "py e pz". Análogo ao caso do fósforo; o enxofre poderá hibridar seus orbitais como no "SF6" - (hexafluoreto de enxofre). Teremos então, para a camada M: Os orbitais híbridos "d2sp3" distribuem-se no espaço numa estrutura tetraédrica. Reparem que o enxofre efetuara 6 covalências do tipo " p-d2sp3" na formação da molécula de "SF6".
  • 237.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Na molécula de "SF6", o enxofre ficará com 12 elétrons na camada periférica, Mais uma vez, estamos presenciando uma exceção à regra do octeto. C LIGAÇÃO POLAR E MOLÉCULA POLAR A) Eletronegatividade Chama-se eletronegatividade a tendência do átomo em atrair elétron para a sua camada eletrônica. De modo geral, quanto mais elétron na periferia e quanto menor o átomo, ele será mais eletro negativo. A medida da eletronegatividade será descrita no capitulo da Classificação Periódica dos Elementos.
  • 238.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Apareceram diversos critérios para medir a eletronegatividade. Um deles, talvez o mais aceito, é o da escala de "Linus Pauling", onde os principais elementos eletronegativos são: Nesta escala, o flúor é o mais eletronegativo, tendo-lhe sido atribuído o valor 4; os demais valores foram calculador em relação ao valor adotado àquele elemento. Em resumo, esses números são como "notas" que os professores atribuem aos seus alunos, para avaliar seu grau de conhecimento; no caso, é para avaliar a tendência em atrair elétrons, quando um átomo está ligado a outro. B ) Ligação polar Quando se ligam dois átomos de diferente eletronegatividade produzindo ligação molecular (formação de orbital molecular), o núcleo do átomo mais eletronegativo irá atrair mais os elétrons do orbital molecular. Ocorrerá uma deslocalização das cargas e, diremos que a ligação é polarizada. Seja a ligação entre o hidrogênio e o flúor. Os orbitais incompletos são: "ls" e"2pz" que efetuam a ligação " s-p" Nesse orbital molecular, os elétrons terão maior probabilidade de se encontrarem mais próximo do núcleo de flúor. Dizemos que, nessa região, e maior a densidade eletronica e teremos uma ligação polar. A molécula é também denominada molécula polar que se comporta como um minúsculo DIPOLO. A polarização é indicada por "σ+" e "σ"".
  • 239.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A ligação H-F é fortemente polar, o que se podia prever em vista da grande diferença de eletronegatividade desses elementos. ∆ = 4,0 - 2,1 = 1,9 Numa ligação do tipo Br-Cl a diferença de eletronegatividade é: ∆ = 3,0 - 2,8 = 0,2 tem-se então, uma ligação fracamente polar. Na ligação Cl-Cl temos ∆ = 3,0 - 3,0 = 0, então é uma ligação totalmente apolar e dizemos que a molécula CI2 é uma mo1écula apolar. Isto é aceitável, pois se os átomos possuem a mesma eletronegatividade, as atrações de elétrons são equivalentes. Disso se conclui que quase todas as substâncias simples moleculares possuem moléculas apolares. EXERCÍCIOS (276) Qual das ligações é a mais polar? a) C - F b) C - Cl c) C - Br d) C - I e) H - F (277) Qual das ligações é a menos polar? a) C - F b) C - Cl c) C - Br d) C - I e) C – H (278) Qual das ligações é a menos polar? a) P - F b) O - C c) O - H d) Br - Cl e) C - H OBSERVAÇÕES: - A ligação iônica surge quando a diferença de eletronegatividade entre os átomos é muito grande. Poderíamos até conceber a ligação iônica como um caso de excessiva polarização. De modo geral, excetuando casos do "H", pode-se dizer que as ligações são predominantemente iônicas quando: ∆ > 1,7
  • 240.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Na molécula de "03" (ozona) temos uma ligação polar. E que a ligação dativa entre átomos iguais produz uma ligeira polarização. Então, esta molécula é polarizada. C) Momento polar Vamos imaginar duas placas metálicas, inicialmente descarregadas, como indica a figura. Agora imaginemos uma molécula polar inclinada, em relação as paredes da placa. Ligando os terminais das placas a uma fonte elétrica, aparecerão nestas placas cargas positivas e negativas. A molécula, imediatamente, será orientada desviando-se da posição inicial. Esta tendência, maior ou menor, em se orientar diante dessa eletrização das placas, é que denominamos de MOMENTO DIPOLAR (µ). Trata-se de uma grandeza vetorial (que tem intensidade, direção e sentido), sendo que a sua intensidade é diretamente proporcional à carga elétrica efetiva de um dos pólos e à distância entre essas cargas.
  • 241.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Num orbital não se pode dizer que as cargas elétricas estão concentradas em apenas 2 pontos; existe a região negativa e a região positiva. No entanto, podemos imaginar hipoteticamente que as cargas positivas e as cargas negativas estão concentradas nos pontos ocupa dos pelos núcleos dos átomos em ligação. Estas cargas, iguais e de sinais contrários (+q) e (-q) seriam as cargas efetivas da ligação polar. Evidentemente, a distância internuclear será, então, o " ℓ" (distância entre as cargas). → Definição de vetor momento dipolar: µ Trata-se de vetor que possui as seguintes características: → 1) Módulo: |µ | = q . ℓ onde: q - valor absoluto da carga elétrica efetiva ℓ - distância internuclear 2) Direção: É aquela que passa pelos núcleos dos átomos em ligação. 3) Sentido: Por convenção é do positivo para o negativo, ou seja, de um núcleo para o outro núcleo que mais atrai os elétrons. A unidade para medir a polarização de uma ligação é o Debye (D) Por definição, o Debye é o momento produzido por uma molécula hipotética que teria uma distância internuclear de 1 Ǻ (Angstron) e uma carga efetiva igual em valor absoluto a 10-10 unidades eletrostáticas em cada pólo. Apenas para exemplificar: De quantos "D" (Debyes) seria o momento dipolar de uma molécula hipotética, que tivesse a carga efetiva igual de 1 elétron no polo negativo e uma distancia de 1 Ǻ? q (1 elétron) = 4,8 x 10-10 unidades eletrostáticas ℓ =1Ǻ µ = q x ℓ, = 4,8 x 10-10 = 4,8 D O momento dessa molécula seria de 4,8 Debyes.
  • 242.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Exemplos de alguns valores de µ; D) Molécula Polar Vimos que átomos de diferentes eletronegatividades produzem ligações polares. A cada ligação polar associa-se um vetor momento polar. Uma molécula pode ter mais de uma ligação polar. É o caso da molécula de água, cuja estrutura é angular. A ligação "H-O" é polar e pode-se → associar o vetor (µ ). → Os vetores (µ ) produzem um vetor → soma, (µ r) que vale aproximadamente 1,8 D, confirmando que se trata de molécula polar. O que se faz na prática é o inverso. → Pode-se de terminar o valor de (µ ) por meios experimentais e concluir-se que a molécula de água é angular. Se a molécula fosse linear (H-O-H), os vetores iriam se anular e ela não seria polar o que iria contradizer os fatos experimentais. Vejamos agora o CO2 (gás carbônico) Nesta molécula, cada átomo de oxigênio liga-se ao carbono. Esta ligação é bastante polar.
  • 243.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Num orbital não se pode dizer que as cargas elétricas estão concentradas em apenas 2 pontos; existe a região negativa e a região positiva. No entanto, podemos imaginar hipoteticamente que as cargas positivas e as cargas negativas estão concentradas nos pontos ocupa dos pelos núcleos dos átomos em ligação. Estas cargas, iguais e de sinais contrários (+q) e (-q) seriam as cargas efetivas da ligação polar. Evidentemente, a distância internuclear será, então, o " ℓ" (distância entre as cargas). → Definição de vetor momento dipolar: µ Trata-se de vetor que possui as seguintes características: → 1) Módulo: µ =q . ℓ onde: q - valor absoluto da carga elétrica efetiva ℓ - distância internuclear 2) Direção: é aquela que passa pelos núcleos dos átomos em ligação. 3) Sentido: Por convenção é do positivo para o negativo, ou seja, de um núcleo para o outro núcleo que mais atrai os elétrons. A unidade para medir a polarização de uma ligação é o Debye (D) Por definição, o Debye é o momento produzido por uma molécula hipotética que teria uma distância internuclear de 1 Ǻ (Angstron) e uma carga efetiva igual em valor absoluto a 10"10 unidades eletrostáticas em cada pólo. Apenas para exemplificar: De quantos "D" (Debyes) seria o momento dipolar de uma molécula hipotética, que tivesse a carga efetiva igual de 1 elétron no póIo negativo e uma distância de 1 Ǻ? q (1 elétron) = 4,8 x 10-10 unidades eletrostáticas ℓ = lǺ µ = q x ℓ, = 4,8 x 10"10 = 4,8 D 0 momento dessa molécula seria de 4,8 Debyes.
  • 244.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Exemplos de alguns valores de y; D) Molécula Polar Vimos que átomos de diferentes eletronegatividades produzem ligações polares. A cada ligação polar associa-se um vetor momento polar. Uma molécula pode ter mais de uma ligação polar. É o caso da molécula de água, cuja estrutura é angular. A ligação "H-0" é polar e pode-se → associar o vetor (µ ). → Os vetores (µ ) produzem → um vetor soma, (µ r) que vale aproximadamente 1,8 D, confirmando que se trata de molécula polar. O que se faz na prática é o inverso. Pode-se de terminar o valor de → (µ ) por meios experimentais e concluir- se que a molécula de água é angular. Se a molécula fosse linear (H-O-H), os vetores iriam se anular e ela não seria polar o que iria contradizer os fatos experimentais. Vejamos agora o CO2 (gás carbônico) Nesta molécula, cada átomo de oxigênio liga-se ao carbono. Esta ligação é bastante polar.
  • 245.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Experimentalmente,verifica-se que a molécula de " CO2," é APOLAR. Conclusão: A molécula de "CO2" De fato, deve ser linear, essa conclusão pode ser aceita desde que se admita que o carbono nessa molécula sofra uma hibridação do tipo "sp". Aí, os vetores se anulam pois, o ângulo entre 2 ligações no carbono "sp" é de 180°. Examinemos agora a molécula de CC14 (tetracloreto de carbono). Podemos prever, através de um estudo teórico, se a molécula é polar ou apolar. O carbono tem 4 ligações polares e, a disposição espacial é tetraédrica (hibridação sp3). Cada ligação C-Cl admite um vetor → (µ ) . Somando esses vetores 2 a 2 teremos → 2 vetores resultantes parciais (µ ) e → (µ 2). Acontece, que eles estão num mesmo eixo direcional possuem a mesma intensidade e sentidos opostos. Conclusão: → 0 (µ ) resultante final é ZERO e a molécula é APOLAR, o que de fato é comprovado por medidas experimentais.
  • 246.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 RESUMO: 1) Se uma molécula não possui ligação polar, evidentemente, a molécula será APOLAR. Exemplos : F2, H2, P 4, etc. 2) Se a molécula tiver ligações polares então, poderá ser P0LAR ou APOLAR. Como sabemos se a molécula é polar? ___________________________________________________________________________ a) Escreva a fórmula estrutural espacial da molécula, respeitando os ângulos entre as ligações. → b) Assinale os vetores (µ ) para todas as ligações polares. → c) Efetue a soma dos (µ ). ____________________________________________________________________________ → Somente se a Σµ for igual a ZERO, pode-se confirmar que a molécula é APOLAR. A observação prática leva-nos a reparar que moléculas simétricas são apolares e moléculas assimétricas são polares. EXERCÍCIOS Verificar se a molécula é polar ou apolar: (279) HC1 (280) S8 (281) CH4, (282) BF3 (283) CS2 (284) HCC13 (285) NH3 (286) N2 E) Constante dielétrica - Є O dispositivo desenhado ao lado é um condensador constituído de duas placas planas que recebem cargas elétricas porque as mesmas estão submetidas a uma tensão "U".
  • 247.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Entre as placas encontra-se uma substância isolante que constitui o "meio" do condensador. Este dispositivo serve para armazenar energia elétrica. A energia armazenada também depende do "meio" desse condensador. Quanto mais polar e mais moléculas tiver o "meio", maior será a energia acumulada. A explicação é a seguinte: as moléculas polares ocupam o espaço entre as placas mas, não possuem uma orientação direcional enquanto as placas estão descarregadas. No momento que aparecem as cargas nas placas, as moléculas polares exigem uma energia para sua orientação. Isto significa maior acúmulo de energia no sistema e, dizemos que esse meio possui uma constante dielétrica (Є) elevada. Em outras palavras : Se a substância colocada entre as placas for polar, diremos que se trata de um material de elevada constante dielétrica (Є). No sistema eletro-estático (C.G.S.) foi tomado convencionalmente (Є = 1) para o vácuo. Os valores de (Є) para outras substâncias foram calculados em relação ao do vácuo. De modo geral, se o material entre as placas é gasoso, temos poucas moléculas, a energia acumulada nessas moléculas é muito pequena e teremos uma constante dielétrica próxima do vácuo (E =1). Exemplos:
  • 248.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 Para as substâncias no estado líquido é que se observa uma grande diferença entre moléculas POLARES e APOLARES. Vê-se que as moléculas polares apresentam (Є) elevados. Isto quer dizer que esses materiais são capazes de armazenar maior energia elétrica num condensador. Teoricamente, as moléculas apolares deveriam ter (Є≈1) pois, não se orientam dentro de placas eletrizadas. Na verdade, as cargas das placas acabam polarizando ligeiramente essas moléculas (e uma polarização induzida, ou seja, provocada). Esta é a razão do benzeno e do "CCl4' possuírem (Є ≈ 2) . EXERCÍCIOS (287) Dentre as seguintes substâncias no estado líquido, qual delas apresenta maior constante dielétrica? a) HCC13 c) CCl4 b) CH4 d) CS2 _______________________________ F) Ponte de Hidrogênio _______________________________ Vimos que o "HF" é uma molécula polar. Quando a polarização é muito intensa como no "HF" , as moléculas passam a se atrair. Dai resultam moléculas "H2F2" , _"H3F3" e até "HnFn ", dependendo da tempe ratura. Acima de 88°C, só existem moléculas " HnFn ", pois a agitação térmica é muito forte.
  • 249.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Pois bem, as ligações entre moléculas polares, onde um dos pólos e o hidrogênio , são denominadas pontes de hidrogênio,sendo indicadas por pontos (...). Trata-se de um tipo de ligação intermolecular. As pontes de hidrogênio aparecem normalmente nos estados sólido e líquido Somente o H2F2 é que apresenta pontes de hidrogênio no estado gasoso. Outro caso interessante de pontes de hidrogênio é na água. O vapor de água não possui pontes de hidrogênio.
  • 250.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 A água líquida já apresenta aglomeração de moléculas através das pontes de hidrogênio. O gelo é um sistema ordenado de moléculas de água que se ligam através das pontes de hidrogênio. Como as moléculas de "H2O" possuem dipolos localizados, forma-se uma estrutura que deixa muitos "vazios" entre as moléculas. Daí, o fenômeno da expansão de volume quando a água liquida transforma-se em gelo. As moléculas de água, no gelo, formam hexágonos reversos. É por esse motivo que, ao analisar neve ao microscópio, encontra-se sempre cristais com 6 pontas. As pontes de hidrogênio aumentam as forças de coesão entre as moléculas. Isto explica a maior dificuldade dessas moléculas passarem ao estado gasoso. Em outras palavras, explica o elevado ponto de ebulição de substâncias que possuem pontes de hidrogênio. 1º. exemplo: Comparemos o álcool etílico (álcool comum) e éter etílico (éter comum).
  • 251.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como já explicamos no LIVRO I, passar uma substância ao estado gasoso é fazer com que suas moléculas "voem". Ora, moléculas de pesos moleculares baixos teriam maior facilidade em sofrer ebulição. Por que então, o éter que tem peso molecular maior (P.M. = 74) tem ponto de ebulição menor que o álcool etílico (P.M. = 46)? A resposta é simples: somente no álcool etílico existe hidrogênio ligado ao oxigênio. Este hidrogênio é polarizado e consegue atrair o oxigênio de outra molécula formando ponte de hidrogênio. Desta forma, moléculas são atraídas entre si pelas pontes de hidrogênio, que causam a dificuldade em separá-las e se tornarem gases. 2º. exemplo: Sejam as moléculas de orto-clorofenol e para-clorofenol: A forma orto apresenta uma ponte de hidrogênio intramolecular, isto é, entre o "H" do grupo "OH" e o cloro da própria molécula. Já a forma para de mesmo peso molecular apresenta pontes de hidrogênio com moléculas vizinhas, uma vez que o "H" do grupo "OH" está agora, muito "longe" do cloro da mesma molécula. Então, qual deles terá maior ponto de ebulição? Experimentalmente, tem-se verificado que a forma orto tem P.E. = 176 °C e a forma para P.E. = 217 °C.
  • 252.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 EXERCÍCIOS (283) Qual das substâncias abaixo, no estado líquido apresenta pontes de hidrogênio? a) HC1 d) SiH4 b ) CH 4 e) BeH2 C) H2 (289) Qual das substâncias abaixo apresenta ponte de hidrogênio mais forte? a) HC1 gasoso c) H2O gasoso b) NH 3 líquido d) H2S líquido (290) Qual das substâncias abaixo apresenta maior ponto de ebulição? a) CO2 c) H2S b) NH3 d) CH4 ______________________________________ Ligação de Van der Waals ______________________________________ Sejam os átomos dos elementos nobres: Hélio, Neônio, Argônio, Criptônio, Xenônio e Radônio. Eles são átomos de grande estabilidade e no estado gasoso são realmente monoatômicos. Será que existe alguma força de atração entre os átomos de um desses elementos? Seja o Neônio, por exemplo; se não existisse nenhuma atração atômica, esse elemento deveria passar diretamente do estado gasoso para o sólido quando a energia cinética fosse nula, ou seja, exatamente o O0 Kelvin. Mas isso não é verdade: o gás passa ao estado líquido e depois ao estado sólido antes do ZERO ABSOLUTO, quando os átomos ainda possuem energia cinética. Então, embora eles queiram movimentar-se livremente, existem forças que mantêm esses átomos unidos. Acima está o gráfico dos pontos de ebulição desses elementos nobres. No eixo das abcissas foi escolhido o número atômico.
  • 253.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como os átomos se atraem entre si? A resposta foi sugerida pelo físico holandês Johannes Diderik Van der Waals, com a teoria da polarização temporária e induzida. Segundo Van der Waals, à medida que os átomos vão sendo aglomerados , eles não apresentarão seus elétrons distribuídos simétricamente a todo instante. A deslocalização de certos elétrons num átomo já causa uma pequena polarização neste átomo. Por outro lado, elétrons de um átomo repelem elétrons de outros átomos e atraem núcleos vizinhos. Um átomo já "deformado" eletricamente causa induções elétricas mais sensíveis nos átomos vizinhos. Dizemos que os átomos sofreram uma polarização induzida. Em outras palavras: Se um átomo apresentar distribuição eletrônica"deformada", este desencadeia uma seqüência de polarizações por indução. Os átomos, mesmo no estado sólido, estão em vibração, razão pela qual essa polarização fica sujeita a alterações. Evidentemente, no estado líquido, esta polarização sofre mudanças mais rápidas, pois a todo instante, átomos rolam uns sobre outros. No estado gasoso, a polarização é praticamente desprezível, em face da grande distância entre os átomos. Como a polarização pode aumentar ou diminuir de intensidade, diz-se também que é temporária. As forças,que unem os átomos através dessas polarizações induzidas, são chamadas ligações de Van der Waals. Os elementos nobres quando liqüefeitos ou solidificados apresentam apenas ligações de Van der Waals. A polarização induzida e muito fraca, mesmo nos sólidos, o que resulta que as ligações de Van der Waals são as mais fracas entre todas as ligações. Por este motivo, os átomos dos elementos nobres entram em ebulição muito antes de 0°C. A ligação de Van der Waals é também a responsável pelas atrações intermoleculares nos líquidos e sólidos constituídos de moléculas apolares. Por exemplo, no cloro sólido, a ligação que une Cl-Cl para formar a molécula é a ligação covalente normal.
  • 254.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas – 4 Aquelas que mantêm as moléculas unidas entre si, por exemplo, no estado sólido, são as ligações de Van der Waals. Vamos exemplificar líquidos, onde as coesões entre as moléculas são mantidas apenas pelas ligações de Van der Waals. Examinemos algumas substâncias desse tipo e seus pontos de ebulição. São dois os fatores que explicam a diferença desses pontos de ebulição: a) Número de elétrons em cada molécula Quanto mais elétrons tiver a molécula maior será a intensidade de polarização induzida e mais acentuadas serão as forças de Van der Waals. b) Peso molecular Para que moléculas passem ao estado gasoso, não basta apenas separá-las, mas, é preciso fornecer-lhes energia cinética suficiente para que se movam rapidamente, e consigam "fugir” do estado líquido. Ora, quanto maior o peso molecular maior será a energia cinética necessária o que se traduz em maior temperatura. No exemplo já citado, comparemos os pontos de ebulição com os pesos moleculares e números de elétrons por molécula.
  • 255.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Moléculas isoeletrônicas e pontos de ebulição Examinemos agora algumas séries de hidretos com mesmo número de elétrons ou também denominadas MOLÉCULAS ISOELETRÔNICAS. a) com 10 elétrons: HF - H20 - NH3 - CH4 P.M. 20 18 17 16 P.E. 292 373 240 112 (°K) b) com 18 elétrons HC1 - H2S - PH3 - SiH4 P.M. 36,5 34 34 32 P.E. 188 213 188 161 (°K) c) com 36_ elétrons HBr - H2Se - AsH3 -G eH4 P.M. 81 81 78 76,5 P.E. 206 231 218 183 (°K) Os elementos em foco, ligados ao hidrogênio, pertencem respectivamente aos grupos VII, VI, V e IV. Coloquemos num gráfico, os pontos de ebulição nas ordenadas e os grupos dos elementos nas abcissas. Em cada série, as moléculas são isoeletrônicas e os pesos moleculares não se apresentam muito diferentes. Então, os pontos de ebulição deveriam ser bastante próximos. Explicação: Agora não podemos levar em conta apenas as forças de Van der Waals na união dessas moléculas no estado liquido. Muitas delas são moléculas polares e apresentam pontes de hidrogênio. As moléculas que apresentam pontes de hidrogênio possuem uma polarização permanente. Em cada serie, quanto maior for o ponto de ebulição, significa que existem pontes de hidrogênio mais fortes.
  • 256.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 O CH4, SiH4 eGeH4 são moléculas apolares e não apresentam pontes de hidrogênio. 0 exagerado ponto de ebulição da água deve-se ao fato de, além do oxigênio ser muito eletronegativo, cada molécula de H2O apresentar 2 (duas) pontes de hidrogênio no átomo de oxi gênio. Já no NH3 e HF, tanto o N como o F só apresentam uma ponte de hidrogênio. EXERCÍCIOS (291) Quando temos Argônio líquido, as ligações que unem os átomos é do tipo: a) covalente c) iõnica b) ponte de hidrogênio d) Van der Waals (292) Na amônia líquida encontram-se predominantemente as ligações a) apenas covalente b) covalente e Van der Waals c) covalente e ponte de hidrogênio d) iônica e Van der Waals
  • 257.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (293) Quando o hidrogênio líquido passa para o estado gasoso são rompidas: a) pontes de hidrogênio b) ligações covalentes c) covalentes e pontes de hidrogênio d) apenas ligações de Van der Waals (294) Qual dessas ligações é mais fraca? a) eletrovalente c) ponte de hidrogênio b) covalente d) Van der Waals (295) Qual das seguintes substancias apresenta ponto de ebuliçao mais elevado? a) O2 b) CI2 CI – 35,5 F - 19 c) N2 O-16 N - 14 d) F2 (296) A água de P.M. = 18 apresenta ponto de ebulição maior do que o H2S de P.M. = 34. Isto se deve: a) às ligações de Van der Waals mais fortes na água b) às ligações covalentes mais fortes na água c) às pontes de hidrogênio mais fortes na égua d) nenhuma das respostas anteriores (297) Entre os hidretos: CH4, SiH4, GeH4 e SnH4, qual deles apresenta ponto de ebulição mais elevado? a) CH4 c) GeH4 b) SiH4 d) SnH4 (298) Na questão anterior, a explicação é devida: a) a ponte de hidrogênio mais forte b) ao maior peso molecular e mais elétrons por molécula c) ser não metal, semi-metal e metal d) à diferentes tipos estruturais das moléculas
  • 258.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 _________________________________ Fusão e dissolução de um sal ________________________________________ Já foi revisto no início deste capítulo que os sais são compostos iònicos e que no estado sólido eles constituem retículos cristalinos bem definidos, ou seja, possuem empilhamentos ordenados de íons. Vejamos as causas capazes de destruir o empilhamento desses íons. Pode-se dar por 2 processos: fusão e dissolução do sal. A) Fusão Fundir um sal é agitar termicamente a pilha de íons ordenados até provocar o desmoronamento. Provocada a fusão, os íons passam a rolar uns sobre os outros. Durante a fusão, toda energia é gasta apenas para libertar os íons do retículo cristalino. A. temperatura mantém-se constante durante a fusão. Esta será a temperatura de fusão (P.F.). A temperatura de fusão de sais está ligada diretamente à distância internuclear e à carga do íon. Para íons de mesma carga, quanto maior a distância internuclear menores serão as forças de atração e então MENOR será a temperatura de fusão: Exemplos:
  • 259.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Com relação à carga do íon quanto maior for essa carga maior será a atração entre os tons e, teremos ponto de fusão MAIOR. Comparem os "P.F." do quadro abaixo com os "P.F." do quadro anterior, para substâncias que apresentam distâncias internucleares próximas. B) Dissolução em líquido polar A dissolução de um sal é uma outra forma de romper o retículo cristalino. Trata-se de um fenômeno superficial, ou seja; os íons superficiais do cristal sofrem uma interação com as moléculas do solvente"". É necessário que essas moléculas sejam POLARES. Suponhamos que o solvente seja a água e o sal o "NaCl". Diante de um íon Na+ a molécula de água volta a sua face negativa para a aquele íon. Eles se atraem mutuamente e realmente a molécula de água acaba "colando" no íon Na+.
  • 260.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Dizemos que o íon está "solvatado" e, em particular, no caso da água, dizemos que o íon está "hidratado". Cada íon solvata-se com determinado número de moléculas, dependendo do tamanho e carga desse íon. Esse número é chamado de número de coordenação de solvatação e no caso da água é geralmente 4 ou 6. O Na + hidrata-se com 6 moléculas de água e diremos que se trata de uma solvatação octaédrica. 0 mesmo acontece para o íon Cl- neste caso as moléculas de água ficam com os hidrogênions (positivos) voltados para o Cl-. O Cl- hidrata-se com 4 moléculas de água e temos uma hidratação tetraédrica. Na realidade, a dissolução de um sal (A+B- ) na água é dada pela equação:
  • 261.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Vejamos de modo global o fenômeno da dissolução do "NaCI". As moléculas de água bombardeiam a superfície do cristal "NaCl", conseguindo interpenetrar-se entre os íons. Na eletrostática, quando duas cargas elétricas opostas (Q e q) se atraem, temos a fórmula de Coulomb, que relaciona a força de atração com essas cargas. (Є) é a constante dielétrica do meio (material entre as cargas). (d) é a distância entre as cargas. A figura acima representa as moléculas de água bombardeando a superfície do cristal e interpenetrando entre os íons Na+ e Cl". A água é uma molécula muito polar e apresenta constante dielêtrica "Є = 80".
  • 262.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas -4 Isto quer dizer que a atração entre Na+ e CI‾ diminui de 80 vezes, razão pela qual esses íons se separam, ocasionando a solubilidade do sal na água. Isto não aconteceria se a molécula do solvente fosse APOLAR, pois de modo geral, os líquidos apolares (principalmente orgânicos) apresentam (Є ≈ 2). A força de atração iônica é ainda suficientemente grande e mantém os íons unidos. O (Na+Cl‾) é insolúvel na gasolina porque esse liquido é um solvente apolar. Em outras palavras: "Substancias iônicas são solúveis apenas em solventes polares". Por outro lado, a naftalina (molécula apoiar) é insolúvel na água e solúvel em solvente apolar como na gasolina. A sacarose (açúcar) é solúvel na água, pois as moléculas de sacarose possuem hidrogênio polarizado (-OH). Em relação ã solubilidade vale a lei do Similis-similis: o semelhante dissolve o semelhante. Substâncias iônicas e polares são solúveis em solventes POLARES e substancias apolares são solúveis em solventes apolares. Quando a molécula é relativamente grande e possui parte polar e parte apolar, será uma molécula parcialmente solúvel tanto na substância polar como na apolar. Substâncias desse tipo são, por exemplo, os detergentes. Os detergentes mais antigos são os próprios sabões comuns. Eles possuem moléculas com 16, 17 ou 18 carbonos e radical polar. Uma de suas moléculas é: Representaremos assim: ☼ “ parte polar “ Geralmente, um tecido fica impregnado com moléculas orgânicas apolares, que são insolúveis na água. As moléculas do sabão, através da parte apolar, conseguem dissolver essas impregnações. Por fim, esta solução, sabão-impregnação,pode ser emulsionada na água já que as moléculas do sabão possuem o radical -COO]‾ que é polar. Sendo capaz de solvatar-se com moléculas de água. O que se acaba de concluir é que a operação "lavar roupa com sabão" não é um fenômeno químico, mas sim, apenas uma estratégica dissolução das impregnações, ou seja, um fenômeno físico.
  • 263.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga D ESTRUTURAS DAS MOLÉCULAS Nas representações que seguem vamos utilizar a concepção (átomo =_bolinha de Dalton). Poderemos visualizar melhor a disposição dos átomos nas moléculas, teremos um modelo mais real e inclusive, poderemos prever, aproximadamente, o ângulo entre as ligações nessa molécula. 1 a. parte: _______________________________________________________________ Átomos que obedecem à regra do octeto _____________________________________________ Lembremos inicialmente que um par de elétrons (spins opostos) pode-se encontrar: a) Num orbital atômico (não é ligação) b) formando uma ligação covalente normal c) formando uma ligação dativa Exemplo: No íon H30+ o oxigênio apresenta esses tipos de ligações. Recordemos que, uma vez efetuada a ligação dativa, ela adquire todas as características da ligação covalente normal, razão pela qual substituímos a seta ( ) por um traço ( — ).
  • 264.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Como podemos prever o ângulo entre 2 ligações? As respostas aparecerão ã medida que formos estudando as estruturas das moléculas. __________________________________________________________________________ I) O octeto só tem simples ligações - ESTRUTURA TETRAÈDRICA __________________________________________________________________________ Sejam as moléculas, onde o átomo central efetua apenas ligações simples (normais ou dativas) e tem 8 elétrons periféricos. Teremos 4 pares de elétrons, podendo ou não constituir ligações químicas. Esses pares de elétrons localizam-se no átomo segundo as posições dos vértices de um tetraedro regular, tendo o núcleo como centro desse tetraedro. Admite-se que o átomo sofreu uma hibridação sp3. ROTEIRO PARA DESENHAR A ESTEREOESTRUTURA DA MOLÉCULA. 1) Escrever a fórmula estrutural plana. 2) Substituir as setas da ligação dativa por traços. 3) Desenhar o tetraedro com os pares de elétrons nos vértices. 4) Desenhar os átomos esféricos. Exemplos: - Seja o HC103 Para que o assunto fique mais racionalizado vamos dividir em 3 casos: 1º. caso: Existem 4 radicais com 1igações simples. A estrutura é esta desenhada ao lado.
  • 265.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga De fato, aplicando a regra, existem 4 átomos ligados nas posições dos vértices de um tetraedro regular. Seja o metano CH4. Se os 4 radicais são iguais, o ângulo entre 2 ligações quaisquer é de 109°28". No HC1O4 os 4 radicais não são iguais. As repulsões entre os radicais são diferentes e teremos pequenas alterações. Porém, o ângulo é bem próximo a 109°28'. Analogamente para o H2SC4, Exemplos de outras moléculas ou íons que apresentam estruturas semelhantes: NH 4+, PO4≡ , SIH4, GeH4, H3ASO4, etc. Se o SiF4, tem estrutura tetraêdrica, terá também o XeF4 (tetrafluoreto de xenônio)? Resposta: NÃO.
  • 266.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Por que? Se o leitor observar, o SiF4 obedece à regra do octeto. Já no XeF4, o xenônio é um gás nobre e já tem oito elétrons periféricos. Se existem 4 ligações covalentes, o xenônio tem mais 4 elétrons de ligação totalizando 12 elétrons periféricos. Lembre-se: A estrutura tetraédrica é somente para átomos que obedecem à regra do octeto. EXERCÍCIOS (299) Qual das seguintes moléculas ou íons não apresenta estrutura tetraédrica? a) GeCl4 c) BF4 b) CCl4 d) SeCI4 2º. caso: Existem 3 radicais com 1igações simples Evidentemente, se obedece a regra do octeto, existe um par de elétrons num orbital atômico. A estrutura ê tetraédrica, mais precisamente, uma pirâmide trigonal. O ângulo entre 2 ligações deve ser de 109°28', provávelmente, com pequena variação. Seja a molécula de amônia NH3
  • 267.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O ângulo real da ligação "H - N - H" é 106°45', verificado experimentalmente. Estruturas semelhantes temos para PCI3, NC13, PH3, AsH3, etc, pois, nessas moléculas existem átomos que tem 5 elétrons periféricos e que com 3 ligações covalentes completam o octeto. Não é necessário que os três radicais sejam iguais. Exemplo: HC103. EXERCÍCIOS (300) Das moléculas abaixo indicadas, assinale aquela que não possui estrutura de pirâmide trigonal. a) PBr3 c) HBr03 b) CIF3 d) HIO3 3º. caso: Existem 2 radicais com simples ligações Agora existem 2 pares de elétrons periféricos sem ligações. Os pares de elétrons ainda ocupam vértices de um tetraedro regular. O ângulo teórico é109°28', porém na realidade ocorrem desvios e agora mais acentuados que nos casos anteriores. É também denominada estrutura V.
  • 268.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Seja a molécula de água: Na molécula de água o ângulo entre as ligações é de 104°30'. No H2S já é de 92°. Por causa desses desvios apreciáveis, prefere-se justificar essas ligações através de orbitais "s" e "p" como vimos na página. Analogamente aos casos anteriores, os radicais podem ser diferentes. Exemplo: HC102. ______________________________________________________________________ II) 0 octeto tem uma dupla ligação - ESTRUTURA TRIGONAL ________________________________________________________________ Trata-se da hibridação sp2. O átomo central tem 8 elétrons periféricos onde um par constitui a ligação π. A ligação π efetua-se na direção de uma ligação . Temos, então, 3 pares de elétrons que ocupam os vértices de um triângulo equilátero. 0 núcleo do átomo ocupa o centro do triângulo. Exemplo: S03.
  • 269.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Possuem ângulos entre as ligações de 120°. É verdade que se os radicais forem diferentes poderá ocorrer pequeno desvio angular. Estruturas trigonais aparecem também nos ácidos HN03, H2C03, etc. Quando um átomo possui uma dupla ligação, pode ocorrer que só exista mais um radical. O outro par de elétrons estará num orbital atômico. Exemplo: S02 O ângulo entre as 2 ligações é próximo de 120°. _______________________________________________________________________ III) O octeto tem 2 duplas ou 1 tripla ligação - ESTRUTURA LINEAR __________________________________________________________________ Trata-se agora de uma hibridação "sp". Existem 2 ligações u e restam 2 pares de elétrons que se localizam em posições diametralmente opostas. Dizemos que a molécula é LINEAR. Exemplo: CO2.
  • 270.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 É também o caso do acetileno: H - C ≡ C - H. 2a. parte ________________________________________ Átomos que não obedecem a regra do octeto __________________________________________ Estudando as estruturas de um modo mais geral, pode-se prever a geometria molecular através do número de elétrons na camada periférica. A regra abaixo vale para átomos que sigam ou não a regra do octeto. Dada uma molécula: a) deve-se "Contar" o total de elétrons periféricos. b) deve-se para cada ligação π subtrair 2 elétrons. c) 0 número de pares de elétrons restantes (ligados ou não ligados) determinam a estrutura. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 2 pares........... estrutura linear. 3 pares ........... estrutura triangular ou trigonal. 4 pares ........... tetraédrica. 5 pares ........... pirâmide trigonal. 6 pares ........... octaédrica. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ d) Os átomos ocupam no espaço a disposição mais simétrica possível. Exemplos: BF3 - O boro tem aqui 6 elétrons. - nenhuma ligação π; então, são 3 pares de elétrons. Logo a estrutura é trigonal. Seja o CIF3. - O Cloro já tinha 7 elétrons.
  • 271.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga com 3 ligações covalentes teremos 10 elétrons, ou se ja, 5 pares. Será,então, uma estrutura de bipirâmide trigonal. Considerando apenas os átomos ligados, podemos dizer que temos uma estrutura triangular. Seja o SF6. - S já tinha 6 elétrons. - com_mais 6 elétrons de ligação totalizam 12 elétrons. - Serão 6 pares e teremos uma estrutura octaédrica. Seja o XeF4. - Xe já tinha 8 elétrons. - Surgiram mais 4 elétrons. - Totalizaram 12 elétrons ou seja 6 pares. - A estrutura é octaédrica. (Deve-se dispor os átomos de forma mais simétrica possível)
  • 272.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Considerando apenas os átomos ligados, teremos uma estrutura plana quadrangular. Seja o XeF2. - Xe já tinha 8 elétrons. - Surgiram mais 2 elétrons. - teremos 5 pares de elétrons. - A estrutura é bipirâmide trigonal. - Colocando os átomos na posição mais simétrica possível. Considerando apenas os átomos ligados temos uma estrutura LINEAR. EXERCÍCIOS (301) Qual é o ângulo entre a ligação Cl-C-Cl, no tetracloreto de carbono (CCl4)? a) 90° d) 180° b) 60° e) 109°28' c) 120°
  • 273.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (302) Qual é o ângulo entre a ligação 0 - N - 0 no íon NO3 ‾ ? a) 90° b) 60° d) 180° c) 120º e) 109°28' (303) Qual é o ângulo entre C=C-C nas ligações da molécula de benzeno? (304) Na molécula de benzeno é de se esperar que os núcleos de todos os átomos determine: a) 1 plano b) 2 planos d) 4 planos c) 3 planos e) infinitos planos (305) Qual o par de compostos que apresentam estereoestrutura semelhante? a) NH3 e BF3 b) H2S e BeH2 d) S03 e BF3 c) C02 e S02 e) CH4 e XeF4 3a. parte: ______________________________ Estruturas macromoleculares ______________________________ Ao analisar um cristal é preciso verificar se se trata de: a) cristal iônico b) cristal metálico c) cristal molecular d) cristal covalente ou macromolecular No cristal iônico os íons ocupam determinadas posições do retículo cristalino. As forças de atração entre esses íons são do ti o eletrostático, através da ligação eletrovalente.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas -4 No cristal metálico, como veremos adiante, a ligação metálica é que garante a estabilidade dos átomos nesse cristal. Num cristal molecular existem moléculas bem definidas que se atraem através de forças intermoleculares (pontes de hidrogênio ou ligações de Van der Waals). Exemplos: No gelo as moléculas de água constituem um cristal molecular. No cloro sólido, as moléculas de CI2 constituem um cristal molecular. No KCI sólido, os íons K+ e CI2 constituem um cristal iônico. No ferro sólido, os átomos de Fe constituem um cristal metálico. Que vem a ser um cristal covalente ou macromolecular? É um cristal que já é a própria macromolécula com os átomos ligados por covalência. Por exemplo, o diamante. Num cristal de diamante, todos os átomos de carbono são interligados através de ligações ς sp-sp3 (covalentes). Temos, então, a estrutura como Cada átomo de carbono está ligado indica a figura. a 4 outros carbonos por covalências. O silício e o germânio apresentam estruturas semelhantes ao . diamante. Os átomos de carbono podem apresentar outra disposição espacial como na figura.
  • 275.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Temos, então, a grafite, Agora, cada átomo de carbono possui 3 carbonos vizinhos, sendo 2 ligações simples e uma dupla em deter minada camada de átomos. Em cada camada, os átomos se unem muito fortemente, formando uma macromolécula. As camadas ficam acumuladas umas sobre as outras, já mais distanciadas e a atração entre essas camadas já é bastante fraca. Estas camadas podem deslizar uma sobre as outras; portanto a grafite é uma substância mole usada até como lubrificante seco. Através da região entre as camadas, os elétrons podem mover-se facilmente, o que justifica a boa condutividade elétrica da grafite. Outro exemplo de macromolécula é a sílica que é o (Si02)n mais vulgarmente conhecida como areia. Cada átomo de silício liga-se a 4 átomos de oxigênio; cada átomo de oxigênio liga-se a 2 átomos de silício. Outros exemplos de macromoléculas são os polímeros, conhecidíssimos na atualidade da química orgânica. São macromoléculas obtidas a partir de moléculas simples. Por exemplo, o polietileno é uma macromolécula obtida pela polimerização do etileno (C2H4) . A fórmula do polietileno é (C2H4)n. Todos os plásticos como polietileno, P.V.C., baquelite, etc, são polímeros e portanto são macromoléculas. Pode-se obter polímeros de estrutura linear como nylon , dacron, etc, que são utilizados como fios sintéticos de elevadíssima resistência. Esses compostos serão estudados na química orgânica. ═══════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 E PARAMAGNETISMO Façamos a seguinte experiência : fixemos um imã evamos aproximar na região dos pólos materiais diferentes. Se a substância for repelida diremos que se trata de material diamagnético. Se a substância for atraída diremos que se trata de material paramagnético. Se a atração for muito forte capaz de até provocar imantação permanente nesse material diremos que se trata de um material ferromagnético. Essa propriedade se manifesta de modos diferentes conforme o número de elétrons não emparelhados que o material apresenta. As substâncias diamagnéticas possuem todos os elétrons emparelhados. Em outras palavras, os elétrons sempre se encontram 2 a 2 em orbitais atômicos ou moleculares. As substâncias paramagnéticas possuem elétrons desemparelhados, ou seja, orbitais com apenas 1 elétron.
  • 277.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga São paramagnéticos a maioria dos metais de transição e algumas moléculas que não obedecem as regras normais nas ligações e que ficam com elétrons isolados em orbitais. Quanto mais elétrons desemparelhados mais acentuado será o paramagnetismo. Um caso particular é quando a força de atração for muito acentuada. É o ferromagnetismo que apresenta atração milhares de vezes superior que o paramagnetismo. Examinemos agora a estrutura do oxigênio. Normalmente era de se esperar a estrutura: Verificou-se experimentalmente que o oxigênio é uma substância paramagnética. Então, ele deve apresentar elétrons desemparelhados e a estrutura proposta é: Vê-se que a ligação entre os átomos de oxigênio não obedece a regra do octeto. Observação: A ligação simples é muito fraca e, experimentalmente, verificou-se que a energia de ligação entre os átomos de oxigênio no 02 é muito maior que na água oxigenada "H-O-O-H". Para contornar o fenômeno admite-se atualmente que entre os átomos de oxigênio exista uma ligação covalente normal e duas ligações de 3 elétrons. A ligação de três elétrons contraria até o princípio de exclusão de Pauli, pois admite 3 elétrons num orbital. Esta é a melhor forma de apresentar a estrutura sem haver contradição à energia de ligação e também ao paramagnetismo, pois em cada ligação de 3 elétrons existe um elétron desemparelhado. 0 estado de orbitais com 3 elétrons está fora do nível desse curso.
  • 278.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Existem algumas moléculas com numero ímpar de elétrons. Evidentemente estas moléculas apresentarão elétrons desemparelhados e teremos propriedades paramagnéticas. São poucas as moléculas ímpares à temperatura ambiente; podemos citar como principais NO, N02 e Cl02. Os elementos de transição apresentam subnível d com elétrons não emparelhados. Disso resulta que quase todos os elementos de transição são paramagnéticos. O ferro, o cobalto e o níquel são metais ferromagnéticos, pois apresentam elevado número de elétrons desemparelhados num cristal metálico. Os íons dos metais de transição continuam apresentando elétrons desemparelhados. Quando um íon possui elétrons não emparelhados, a dissolução desse íon origina soluções coloridas. Daí, a propriedade de quase todos os íons de metais de transição apresentarem colorações características. De um modo geral, pode-se dizer que se um sal apresentar solução colorida, esse sal, no estado sólido, apresentará propriedade paramagnética. ════════════════════
  • 279.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga F RESSONÂNCIA Seja a molécula de SO2. A fórmula estrutural será: Se utilizarmos diferentes isótopos de oxigênio teremos, teoricamente, 2 compostos de fórmula S02- Na prática verifica-se que existe apenas um tipo de molécula SO2. A explicação desse fato e possível admitindo-se que a dupla ligação não é fixa entre o S e de terminado oxigênio. Dizemos, então, que as duas estruturas são ressonantes, ou seja, uma se transforma na outra e vice-versa pela mudança da dupla ligação. Numa interpretação mais real, a mudança da dupla ligação corresponde a uma deslocalização de elétrons. No caso exemplificado corresponde à deslocalização dos elétrons do orbital П . Uma visualização mais real da molécula seria manter a dupla deslocalizada.
  • 280.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Diremos que o S tem duas ligações covalentes com os átomos de oxigênio. A ligação П é deslocalizada e essa nuvem de elétrons П aparece em redor dos 3 átomos da molécula. Como essa representação é incômoda para desenhar, continuaremos desenhando as duas estruturas com uma dupla-seta e subentendemos que a verdadeira estrutura é aquela obtida pela superposição das duas estruturas também chama da estrutura híbrida de ressonância. Assim, a estrutura da ozona O3 é: Quando é que se pode "prever" que a estrutura é ressonante? ________________________________________________________________________ A primeira condição é que haja ligação П. Além, disso é necessário que essa ligação Пr possa "saltar" para um átomo vizinho. ________________________________________________________________________ Reparem no seguinte exemplo : a) No etileno, o carbono tem uma ligação П que é fixa. Ela está entre os átomos de carbono e não pode "saltar" para o átomo de hidrogênio. b) já no HNO3, a ligação П do nitrogênio não é fixa, podendo passar para o outro átomo de oxigênio. Temos um caso de ressonância.
  • 281.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A estrutura do HN03 é o híbrido das estruturas abaixo desenhadas. Os íons CO3≈ e NO3 ‾ apresentam também o fenômeno da ressonância. A estrutura real e aquela que é a superposição das três desenhadas onde a ligação 71 está deslocalizada. Um caso muito importante de ressonância é aquela observada no benzeno. O benzeno possui uma cadeia cíclica de 6 carbonos que trocam alternadamente simples e duplas ligações. O carbono sofreu hibridação sp2 e o ângulo entre as ligações é de 120°. As duplas ligações apresentam o orbital П ressonante. Temos duas estruturas ressonantes e a representação real e um híbrido de ressonância.
  • 282.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Como a estrutura real é um híbrido das duas estruturas acima, prefere-se desenhar um círculo dentro do hexágono para representar a nuvem dos orbitais П deslocalizados. A estrutura híbrida de ressonância é bastante estável. Isto justifica porque as duplas do benzeno não possuem a mesma reatividade que as duplas do etileno. Outro exemplo interessante é no butadieno-1,3. Os orbitais П não são fixos e cobrem todos os átomos de carbono formando-se uma estrutura híbrida muito semelhante ao benzeno.
  • 283.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Neste caso as formas ressonantes são: Na grafite, os átomos de carbono situados no mesmo plano molecular apresentam duplas ligações ressonantes. Quando 2 átomos apresentam ligações ressonantes a distância internuclear entre esses átomos é intermediária entre a ligação simples e a ligação dupla. Vejamos no caso C↔C na ligação C - C do etano ------------------► d = 1 ,54 Ǻ na ligação C = C do etileno -----------------► d = 1,35 Ǻ na ligação entre os C do núcleo benzênico—► d = 1,40 Ǻ Tratando-se de moléculas ímpares (paramagnéticas) ocorre também uma ressonância. Desta vez a ressonância não é da ligação П , mas sim do elétron não emparelhado. Exemplos: Mais uma vez repetimos que uma estrutura ressonante é mais estável.
  • 284.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 EXERCÍCIOS (306) A estrutura do S03 é um híbrido de ressonância que é superposição de: a) 1 estrutura b) 2 estruturas d) 4 estruturas c) 3 estruturas e) não é ressonante (307) Qual das seguintes moléculas ou íons apresenta estrutura não ressonante? (308) Quantas estruturas ressonantes apresenta o íon NO3‾ ? a) duas b) três d) cinco c) quatro e) não é ressonante (309) Idem para o íon PO4≡ a) duas b) três d) cinco c) quatro e) não é ressonante ════════════════
  • 285.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga G LIGAÇÃO METÁLICA Quando se examina um metal, por exemplo, uma lâmina de canivete, tem-se a impressão que existe uma homogeneidade no material. Se atacarmos a superfície metálica com um reagente adequado e auxiliado por um microscópio, vemos que o material é constituído por diversos domínios que mais se assemelham a células de tecido vivo. Estas minúsculas regiões são chamadas "grãos"ou também cristais do metal. Em muitos materiais metálicos, estes grãos chegam até a serem visíveis a olho nu. Quando se analisa um desses cristais através de raios X, verifica-se que ele é constituído de um empilhado de átomos perfeitamente ordenados. Conclusão: Um pedaço de metal é constituído de cristais e cada cristal é um agregado ordenado de muitos e muitos átomos. 0 estado metálico é caracterizado pela presença de muitos e muitos átomos agregados; portanto é errado dizer que um metal é monoatõmico. Por exemplo, escreve-se: o cobalto metálico Co e só por esse motivo pensa-se que é monoatômico. O cobalto no estado sólido é um empilhado de diversos átomos de cobalto que constituem um cristal; então, deveria-se escrever Cooo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Uma reação de cobalto com oxigênio deveria ser escrita: Cooo + O2 -----► Co2O3 O que iria dificultar o ajustamento de coeficientes e por isso se escreve: 4 Co + 3 02 -----► 2 Co2O3 Assim, pode-se expressar a proporção correta de átomos de cobalto e oxigênio que reagem. Utilizando-se o mesmo artifício, muitas substâncias simples poliatômicas são representadas como se fossem monoatômicas, como por exemplo: S ao invés de S8 (enxofre sólido) P ao invés de P4 (fósforo branco) C ao invés de Coo (diamante ou grafite) Lembremos que um cristal sólido é constituído de átomos, moléculas ou íons, ordenados, os quais se mantêm imóveis e unidos por determinadas ligações. Num cristal de NaCl os íons são ligados por forças iônicas ; num cristal de diamante os átomos são ligados por covalência; no iodo sólido as moléculas são unidas umas às outras por forças de Van der Waals. Num cristal metálico como o de cobalto, os átomos são unidos pela ligação metálica. Passaremos a estudar primeiramente a ligação metálica do ponto de vista eletrônico para depois discutirmos os tipos de empilhamento de átomos com ligações metálicas. ____________________________________________ A) Teoria da "nuvem eletrônica" ou "gás eletrônico" ________________________________________ A primeira idéia de ligação metálica foi apresentada por Dru-de-Lorentz.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Sejam os átomos de sódio constituindo sódio metálico. Cada átomo de sódio possui eletrosfera com a configuração 2, 8, 1. Segundo a teoria, quando se agrupam muitos átomos de metal, certos elétrons periféricos libertam-se de seus átomos e adquirem uma grande liberdade de movimentação. No átomo de sódio, o elétron da camada M tornar-se-ia um elétron livre que poderia se locomover de um átomo para o outro com um mínimo de energia. Num pedaço de sódio metálico teríamos muitos íons Na+ mergulhados numa nuvem de elétrons e originados pela libertação dos mesmos da camada M. Esses elétrons que rodeiam os íons Na+ são considerados também como "gás eletrônico" que se comporta como uma "cola" para unir os íons Na+. Esta apresentação teórica de ligação metálica era muito cômoda para justificar a boa condutividade elétrica e térmica nos metais. 0 gás eletrônico deveria comportar-se como gás real: Eis um esquema comparativo: Se num tubo colocarmos um gás (fig. A) e estabelecermos uma diferença de pressão nas suas extremidades, o gás se desloca. Se numa barra metálica estabelecermos uma diferença de potencial ∆V (fig. B) os elétrons deslocam-se sem alterar a constituição da barra.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 A teoria da nuvem eletrônica explica diversas propriedades dos metais. No entanto, começaram a ser observados fenômenos impossíveis de serem explicados com essa teoria como, por exemplo, o espectro eletrônico de um metal. Surgiu, então, uma nova teoria sobre ligação metálica, era a teoria das faixas eletrônicas que possibilitou a descoberta dos transistores. Eis um exemplo típico de descoberta, não ao acaso, mas que, baseando-se em fundamentos teóricos produziu tal dispositivo mundialmente explorado no campo da eletrônica. ______________________________________ B) Teoria das faixas eletrônicas ou bandas eletrônicas ______________________________________ Vimos no capítulo da estrutura atômica que, quando um elétron salta de uma camada para outra mais interna há emissão de um fóton com determinado λ. Esta emissão pode ser detectada num filme onde se podem calcular as freqüências das emissões. Em outras palavras, trata-se de um espectro de emissão. Os átomos isolados produzem espectros descontínuos. Agora, vamos obter o espectro de elétrons do alumínio no esta do sólido, ou seja, de uma barra de alumínio.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Obtém-se no espectro algumas linhas, mas o importante é observar que aparece uma "faixa". Isto vem informar que existe um número muito grande de estados energéticos muito próximos. Foi então que Fermi e Dirac supuseram que os elétrons num metal deveriam possuir energias quantizadas, integrando-se o comportamento desses elétrons à Mecânica Quântica. Aqueles elétrons que foram imaginados como "livres" possuem, segundo a nova teoria, energias bem qualificadas e esses elétrons obedecem ao princípio da exclusão de Pauli: "em determinado nível energético só podem existir, no máximo, 2 elétrons de spíns opostos" A teoria das bandas eletrônicas baseia-se no seguinte princípio: ________________________________________________________________________ Quando "N" átomos se agrupam em 1igações, cada nível energético desdobra-se em "N" novos estados energéticos. ________________________________________________________________________ Exemplifiquemos este princípio com átomos de sódio. Quando se tem um átomo isolado de sódio temos a seguinte configuração eletrõnica: ls2, 2s2, 2p6, 3S1 já que o sódio tem 11 elétrons. Quando 2 átomos de sódio se "encostam" cada um desses subníveis desdobra-se em 2 novos subníveis. Agora os 2 átomos começam a comportar-se como um único sistema.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 No subnível ls, por exemplo, existem 2 estados energéticos para o sistema de átomos; então, esse sistema comportará no máximo 4 elétrons. Vamos supor que, no átomo A, os_ 2 elétrons ls estejam ocupando o nível inferior, e no átomo B os 2 elétrons ls o nível superior. À primeira vista tem-se a impressão que existem níveis vazios em A e B. Mas não esqueçamos que, agora, os átomos unidos constituem um sistema e portanto os estados energéticos estão lotados de elétrons. Nem em A ou em B cabem mais elétrons ls (veja o esquema energético). Agora vamos supor um número bastante elevado de átomos. Seja um cristal de sódio metálico contendo N átomos ligados.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Na verdade, as diferenças entre as energias num subnível são tão pequenas que os N estados constituem uma verdadeira faixa. Lembre-se que N é muito grande; 23 gramas de sódio (1 átomo-grama) tem 6,02 x 1023 átomos! Então, cada átomo de só fio, quando em ligação metálica, possui subníveis constituindo faixas ou bandas eletrônicas. Esta teoria não é produto de intuição. Se realmente as faixas existem, um elétron/excitado para um subnível superior voltará à faixa emitindo um fóton. Se fizermos isso com mui tos elétrons, nem todos voltarão para o mesmo nível energético da faixa; os fótons emitidos terão energias muito próximas e consequentemente no filme do espectro aparecerá uma faixa como aparece no filme ao lado. Agora vamos examinar se as faixas dos átomos de sódio estão ou não lotadas de elétrons. Examinemos o subnível ls agora transformado em faixa ls. Sendo N átomos teremos N estados energéticos. Cada átomo de sódio contribuiu com 2 elétrons; são N átomos e portanto 2N elétrons para a faixa com N estados energéticos. Conclusão: A faixa ls está lotada e não admite mais elétrons. 0 mesmo se sucede com as faixas 2s e 2p. Numa faixa lotada os elétrons não conseguem locomover-se. A explicação desta dificuldade de movimentação dos elétrons seria muito complicada para este curso e, portanto, faremos uma simples analogia com um fato prático.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas - 4 Imaginemos uma avenida com um trânsito totalmente congestionado. Embora os carros de trás queiram movimentar-se, isto é impossível, pois a avenida está lotada! Fazendo-se a analogia de avenida = faixa eletrônica e carro = = elétron,é aproximadamente este o problema da movimentação de elétrons. Agora vamos ã faixa 3s. Cada átomo de sódio tem apenas 1 elétron no subnível 3s. Sendo N átomos, teremos que distribuir N elétrons na faixa 3s. Por outro lado, sendo N átomos, formam-se N estados energéticos que admitirão 2N elétrons no máximo. Os elétrons tendem a ocupar os níveis de energia mais baixos. Então, teremos um preenchimento da metade inferior dos níveis da faixa 3s. A metade superior ficará vazia. Quando se liga o metal aos terminais de uma fonte elétrica, alguns elétrons "saltam" para os estados superiores desocupados. Isto permite que os elétrons se movimentem dentro da faixa e dizemos que esta ê uma faixa de condução. Fazendo a analogia com os automóveis teríamos agora uma aveni da onde apenas meia pista está lotada de automóveis.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O trânsito estava "engarrafado". Porém um guarda grita:"Podem utilizar a pista da esquerda". Alguns carros saem para a outra pista e em toda avenida haverá tráfego dos carros. Para haver condução elétrica é preciso que existam faixas com estados energéticos vazios; as faixas desse tipo denominamos de faixas permitidas. Por outro lado, uma faixa lotada é também chamada faixa permitida ocupada ou faixa de valência. A região energética que se situa entre as faixas permitidas e denominada faixa proibida. No átomo de sódio metálico temos as faixas como indica a figura ao lado. Resumindo: 0 sódio metálico e um condutor elétrico porque apresenta a faixa 3s com metade de estados "vazios" o que a torna uma faixa de condução. Examinemos agora o magnésio metálico. Ele possui todos os subníveis lotados: ls2, 2s2, 2pG, 3s2. Quando os átomos de magnésio se ligam, aparecem as faixas como no caso do sódio. Na faixa 3s aparecem 2N elétrons para N átomos de magnésio (pois o Mg tem 2 elétrons externos) o que significa que esta faixa está lotada. Então,o magnésio deveria ser um isolante! Na prática constata-se ser ele um bom condutor elétrico. Como se explica tal comportamento? É que no magnésio, o subnível 3p (situado logo acima do 3s) , totalmente vazio, também subdivide-se em N estados energéticos. Porém a parte 3p superpõe-se à parte superior da faixa 3s resultando uma nova faixa 3s + 3p com muitos estados energéticos vazios. Então,não existe faixa proibida entre 3s e 3p. Temos, assim, uma faixa de condução 3s + 3p.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Diante de um potencial elétrico, muitos elétrons inferiores “pulam” para os estados superiores, permitindo a movimentação dos elétrons. Suponhamos agora um exemplo hipotético. Se no átomo de magnésio não ocorresse superposição de 3s e 3p e se estas faixas estiverem suficientemente afastadas teríamos um material isolante. Teríamos a faixa lotada superior e a faixa vazia separada pela faixa proibida de modo que um elétron para saltar a faixa proibida necessitaria de uma tensão absurdamente elevada! Neste caso não há condução elétrica. Um caso desse tipo seria por exemplo o diamante. Existem certos materiais, principalmente os semi-metais (Silício e Germânio), que apresentam a faixa proibida muito estreita em temperatura ambiente. Em outras palavras, o nível inferior da faixa vazia quase toca no nível superior da faixa lotada. Em temperaturas baixas, a faixa proibida desses materiais é relativamente larga e eles comportam-se como isolantes. Porém, em temperatura ambiente, por causa da aproximação das faixas vazia e lotada, esses materiais tornam-se condutores. São eles denominados de semi-condutores e suas principais aplicações são como retificadores e amplificadores de sinais (transistores) .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Num semi-condutor à temperatura ambiente, a agitação térmica faz com que muitos elétrons da faixa de valência (que era completa) passem para a faixa de condução. Reparem então que aumentando-se a temperatura, mais elétrons saltarão para a faixa de condução e teremos melhor condutividade ao contrário da condução metálica. A condutividade dos semi-condutores pode ser modificada pela presença de pequenas adições de impurezas no material. Quando o semi-condutor é puro (por exemplo, Germânio puro) temos o chamado semi-condutor intrínseco. Se aparecem impurezas, teremos o semi-condutor dopado. Existem duas espécies de semi-condutores dopados, conforme o número de elétrons periféricos da impureza associada. 1º. TIPO: SEMI-CONDUTOR DO TIPO "n" Os semi-condutores usuais Si e Ge possuem na camada externa 4 elétrons. Eles constituem macromoléculas no estado sólido. Suponhamos um cristal de Germânio "dopado" com pequenas quantidades (traços) de Antimônio. Esta impureza possui átomos com 5 elétrons na última camada, porém o átomo de Sb amolda-se à estrutura do Germânio, deixando um elétron em excesso. Teremos a estrutura eletrônica abaixo: Os átomos de Germânio já apresentam alguns elétrons na faixa de condução. Os elétrons de excesso vindos do Antimônio têm muito mais facilidade para passar a faixa de condução. Aumentando-se o número de elétrons na faixa de condução teremos maior condutibilidade.
  • 296.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 OBS. : Os elétrons da faixa de condução correspondem aos elétrons livres da teoria de Drude-Lorentz. Este aumento de cargas negativas de condução sugeriu o nome de semi- condutor de tipo-n (n de negativo). Neste tipo de semi-condutor, a corrente elétrica é feita pelo movimento de elétrons na faixa de condução. 2º. TIPO: SEMI-CONDUTOR DO TIPO "p" Suponhamos um cristal de Silício "dopado" com impurezas de Gálio. Os átomos do Gálio tendem a moldar-se ã estrutura do Silício. Mas, como o Gálio só possui 3 elétrons na camada externa, deixará um "buraco" disponível para um elétron. Um buraco pode ser preenchido por um elétron de átomo vizinho, Germânio; porém fica um buraco no Germânio que poderá ser preenchido por um outro elétron de um outro átomo. Enfim, podemos dizer que os buracos é que estão se movimentando; evidentemente eles se movimentam para o polo (─) (a esquerda na figura) até receber o elétron do pólo negativo. Mas no polo positivo surgem novos buracos (pela sucção de elétrons) que caminharão para o polo negativo. O movimento de buracos pode ser interpretado como movimento de cargas positivas (ausência de elétrons). Então, o semi-condutor é do tipo-p, pois a corrente elétrica responsável se deve ás cargas positivas. Para melhor compreensão podemos imaginar os buracos como "vagas" que aparecem num trânsito congestionado. Um carro virá ocupar a vaga surgida, porém deixa em seu lugar uma outra vaga que provavelmente será ocupada por outro carro de trás. Enfim, enquanto os carros, pouco a pouco, caminham para a frente, as vagas caminham para trás.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga RETIFICADOR DE CORRENTE Associação de semi-condutores "dopados" originaram importantes dispositivos eletrônicos. Um deles é o retificador de corrente que transforma corrente alternada em corrente contínua. Trata-se da junção de semi-condutores do tipo-p e do tipo-n. Quando o dispositivo não está ligado a nenhuma fonte, teremos um equilíbrio de buracos no tipo-p e elétrons em excesso no tipo-n. Agora liguemos as extremidades p ao polo negativo e n ao polo positivo. Veja no estudo do semi-condutor tipo p como os buracos dirigem-se para o polo (─) e aí eles desaparecem. Agora não aparecem novos buracos, pois p está em junção com n e não ligado ao pólo (+). Fato análogo está acontecendo com o semi-condutor do tipo-n. Aí os elétrons dirigem-se para o polo (+) mas não existe polo (─) para liberar mais elétrons. Conclusão: Esta ligação faz com que desapareçam buracos e elétrons e, instantes após a ligação, nos pólos (+) e (─) não sairão nem entrarão, elétrons. Então, pela junção NÃO PASSARÃO ELÉTRONS, comportando-se _o dispositivo como um isolante. Dizemos que ocorreu uma polarização inversa, ou seja, quando p liga-se a (─) e n liga-se a (+). Agora vamos inverter os pólos. O polo (+) vai criando mais buracos enquanto o polo negativo vai liberando mais elétrons. Buracos e elétrons caminham em sentido oposto e encontram-se na junção "desaparecendo" os buracos e elétrons que se combinam. Enfim, do polo (─) saem elétrons e o polo positivo está "sugando" elétrons que criam novos buracos. Então, há uma forte migração de elétrons do polo (─) para o polo (+) através dos semi-condutores em junção. Dizemos que nos semi-condutores ocorreu uma polarização direta ou seja, p ligado a (+) e n ligado a (─).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas - 4 O dispositivo que acabamos de descrever é um retificador de corrente alternada em corrente contínua. Tal dispositivo só deixa passar corrente elétrica num único sentido, ou seja, do semi-condutor "p" para o "n". _______________________ TRANSISTORES _______________________ São dispositivos que vieram substituir válvulas eletrônicas. Uma das funções da válvula eletrônica é a de amplificar impulsos (sinais) de um circuito. Por exemplo, as ondas eletromagnéticas que se propagam no espaço produzem impulsos elétricos numa antena que faz parte do circuito de rádio. Dentro do aparelho, estes impulsos são amplificados até que possam fazer vibrar uma membrana do altofalante e transformar-se em ondas sonoras. Um dispositivo que tem a mesma função da válvula é o transistor. Vamos descrever aquele que é constituído pela junção de semi-condutores dopados n-p-n que são respectivamente chamados de emissor (E) , base (B) e coletor (C) . Lembremos que: a] POLARIZAÇÃO DIRETA - deixa passar corrente elétrica e a ligação e "n" ao polo (─) (negativo) e "p" ao polo (+) (positivo). b) POLARIZAÇÃO INVERSA - não passa corrente e a ligação é "n" ao polo (+) e "p" ao polo (─) A base B sempre atua como um polo (+) em relação a E que é (─). A junção EB comporta-se como condutor porque apresenta uma polarização direta. A base B sempre atua como um polo (─) em relação a C que é (+) . Então, a junção BC é um isolante, pois trata-se de uma polarização inversa. Quando o circuito está ligado, elétrons atravessam do emissor E para a base B. Se a base B é um material de pequeníssima espessura (milésimo de polegada) não dá tempo de B criar suficiente número de buracos para unir-se com os elétrons vindos de E. Então, esses elétrons, na maioria, atravessam a base caindo no coletor.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Aí eles serão atraídos para o pólo (+) . Lembremos que a corrente elétrica tem sentido contrário do movimento dos elétrons. Conclusão: A corrente IB (originada pela união de elétrons e buracos emB) é tão pequena que praticamente a corrente IE do emissor é igual à corrente Ic do coletor. Em outras palavras: quase todos os elétrons que vem do emissor atravessam a base e caem no coletor. Se produzirmos uma pequena variação ∆I na corrente IE, praticamente a mesma variação surgirá em IC.. Acontece que IE está num circuito de baixa tensão, enquanto Ic está num circuito cerca de 100 vezes a tensão do emissor. A variação de potência, na eletricidade, é dada pela fórmula |∆I. U| ; então, o "sinal" imputado no IE terá uma potência cerca de 100 vezes mais em IC. Ha prática utiliza-se um circuito como indica o esquema. Existem transistores também do tipo p-n- p, de funcionamento análogo. Os transistores vieram substituir as válvulas eletrônicas, por que apresentavam inúmeras vantagens: pequeno consumo de energia, ai ta eficiência, minúsculo tamanho e durabilidade quase eterna. No entanto, não puderam substituir todas as aplicações, pois um transistor possui uma estreita faixa de temperatura de trabalho e não suporta elevadas correntes ou tensões. ═══════════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 ____________________________________ CÉLULA FOTOELÉTRICA ____________________________________ Suponhamos uma junção p-n em polarização inversa. O dispositivo está intercalado num circuito, mas não há passagem de corrente elétrica. Lembremos que a luz visível é constituída de fótons, portadores de energia. Estes fótons podem incidir sobre elétrons dos átomos de junção e criar buracos e elétrons de condução. 0 fenômeno é chamado fotoelétrico e,enquanto estiver incidindo luz na junção, buracos caminham ao polo (─) e elétrons para o polo (+) . Teremos, então, uma corrente elétrica que somente cessará quando não houver mais incidência de luz. Tal dispositivo é muito usado hoje em dia para ligar lâmpadas de iluminação nas avenidas (somente na ausência da luz) e abrir portas de estabelecimentos como indica a figura. Quando o indivíduo passa pelo corredor, ele "corta" a incidência da luz na célula fotoelétrica. Então, existe um dispositivo elétrico capaz de abrir a porta. Enfim, existem ainda muitas aplicações de células fotoelétricas como em elevadores, máquinas fotográficas , etc. Não resta dúvida que os semi-condutores vieram revolucionar o campo da eletrônica. Mais importante é lembrar que não foi uma simples "descoberta" ao acaso como a de muitos elementos químicos; foi produto de perseverante pesquisa pelo desenvolvimento de uma teoria que conseguiu prever a possibilidade da construção dos dispositivos que relatamos, os quais surgiram fundamentados em dados teóricos. ═══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga H CRISTAIS METÁLICOS Os átomos dos metais empilham-se para formar o cristal metálico. A ligação metálica é a responsável pela conservação desses átomos unidos. Na prática constata-se que existem 3 tipos principais de empilhamentos para os metais: A) cúbico de corpo centrado (C.C.C.) B) cúbico de face centrada (C.F.C.) C) hexagonal denso (H.C.) _______________________________________________________________ 1. SISTEMA CÚBICO DE CORPO CENTRADO C.C.C. ________________________________________________________________ Examinando um cristal, podemos observar que existe uma posição mínima que vai se repetindo e constitui o cristal. Essa posição mínima e chamada célula unitária. Pedimos ao leitor não comparar a célula unitária de um cristal com célula de tecido vivo. Enquanto a célula viva é uma porção limitada e real, a célula de um cristal não existe isoladamente, é a penas uma porção retirada de um cristal, só por conveniência, para entendermos os diferentes tipos de estruturas cristalinas. 0 sistema cúbico de corpo centrado é constituído de diversas camadas de átomos. Seja a camada A de átomos Os átomos dessa camada não são ligados entre si; em outras palavras, eles não se tocam. No entanto, esses átomos estão dispostos segundo as posições dos vértices de quadrados.
  • 302.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Teremos diversos centros de quadrados imaginários, indicados pela letra X. Vamos agora colocar uma nova camada de átomos com a mesma disposição que a cama da já desenhada. Façamos, porém, com que os novos átomos fiquem na vertical passando por X. Chamaremos essa de camada B. Cada átomo da camada B toca em 4 átomos da camada A e vice-versa. Onde os átomos se tocam, diremos que ocorre uma ligação metálica. Na camada B teremos quadrados , onde os átomos ocupam os vértices e os centros desses quadrados estão assinalados por Y. Colocando-se uma nova camada C sobre a camada B de modo que os átomos ocupem a vertical que passa por Y, teremos uma disposição que coincide com a 1a. camada (A), situada no plano inferior. Em outras palavras; os átomos da camada C estão na mesma vertical dos átomos da camada A. Para o leitor visualizar melhor a estrutura, tente fazer o empilhamento utilizando-se botões em sua casa. Cada átomo da camada C encosta-se a 4 átomos da camada B e vice-versa. A célula unitária é uma porção mínima que, repetida em todas as direções espaciais, reproduz o cristal em questão. A célula unitária tem: a) um átomo central inteiro b) 1/8 de átomo em cada vértice do cubo. Equivale a dizer que o volume da célula unitária é ocupado por 2 átomos
  • 303.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Para tornar-se mais explícito no estudo das estruturas cristalinas, desenha-se o retículo cristalino. São figuras geométricas espaciais onde, nos vértices, estão os centros dos átomos no cristal verdadeiro. Para o sistema em estudo C.C.C., pode-se imaginar que a célula unitária é um cubo com átomos nos vértices e no centro. Por essa razão, apareceu o nome desse sistema. Se o leitor fez o empilhamento de botões, percebeu que todos os botões ocupam posições equivalentes. Pode-se considerar que o botão está no centro ou no vértice do cubo imaginário. Assim, todos os átomos possuem posições equivalentes. Cada átomo do C.C.C. está encostado em 8 átomos; quatro do plano superior e 4 do plano inferior. Dizemos que o número de coordenação é 8, nesse sistema. 0 número de átomos que se encosta num átomo genérico é chamado número de coordenação. Cristalizam-se nesse sistema os metais alcalinos , Ba, Cr, Mo, etc. Os não metais não se cristalizam nesse sistema. ________________________________________________________________ 2. SISTEMA CÚBICO DE FACE CENTRADA (C.F.C.) _________________________________________________________________ Já vimos este sistema quando estudamos o cristal de NaCl. Muitos metais cristalizam-se nesse sistema. No retículo cristalino desse sistema, os átomos ocupam os vértices e os centros das faces do cubo. Vejamos quantos átomos ocupam o volume da célula unitária. a) Átomos das faces = 1/2 átomo 6 x 1/2 = 3 átomos. b) Átomos dos vértices =1/8 átomo 8 x 1/8 = 1 átomo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 Então, o volume da célula unitária é ocupado por 4 átomos. Ao lado esta desenhada a célula unitária real do sistema C. F. C. Veja o átomo X da face superior. Está desenhado apenas "meio átomo". Se imaginarmos o átomo X inteiro, podemos concluir que existem nele encostados: a) 4 átomos inferiores b) 4 átomos da mesma camada c) 4 átomos superiores O número de coordenação do sistema C.F.C. é 12. Cristalizam-se neste sistema Ca, Sr, Cu, Ag, Pd, etc. Dos não metais, apenas os gases nobres com 8 elétrons periféricos cristalizam-se neste sistema. _________________________________________________________ 2. SISTEMA HEXAGONAL COMPACTO - H.C. _________________________________________________ É também denominado hexagonal denso, estando os átomos numa disposição a mais compacta possível. Não desenharemos a célula unitária, pois difícil seria a sua visualização no cristal. Vamos examinar o retículo cristalino desse sistema. À primeira vista tem-se a impressão que existem átomos em diferentes posições espaciais. Logo, o leitor perceberá que qualquer átomo ocupa uma posição equivalente dos outros.
  • 305.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Para se entender melhor esse sistema, vamos imaginar que estamos empilhando laranjas de modo que a 1ª. camada tenha laranjas na mesma vertical que a 3a., 5a., 7a., etc e também que a 2a. cama da seja "paralela" ã 4a., 6a., 8a., etc. Desenhemos apenas a 1ªa., 2a. e 3a. camadas numa vista lateral. Seccionemos a 2a. camada num plano horizontal e olhemos apenas 3 desses átomos seccionados, da posição vertical. Veremos, assim, os 3 átomos seccionados, do topo (foi excluída a 3a. camada). Um átomo da 1ª. camada encosta-se a 3 átomos seccionados. O mesmo átomo (da 1ª. camada) encosta-se a 6 átomos vizinhos dessa camada . 0 mesmo átomo ainda deve estar encostado a 3 outros átomos da camada abaixo da 1ª. camada, num cristal real. Então, cada átomo encosta-se a: - 6 átomos da mesma camada - 3 átomos de camada anterior - 3 átomos da camada posterior O número de coordenação do sistema HC é 12. Cristalizam-se nesse sistema: Be, Mg, Zn, Cd, Sc, etc. Alguns não metais como: Se, Te, cristalizam-se nesse sistema. Quando os átomos se "encostam" para formar os cristais é que surgem as ligações metálicas onde o elétron pode locomover-se de átomo para átomo com um mínimo de energia. Portanto, o estado metálico só se encontra em sólidos e líquidos (quando os átomos se encostam). Isto equivale afirmar que o vapor de mercúrio, de sódio ou de qualquer "metal" não apresenta ligação metálica. Atualmente, prefere-se perguntar se o elemento está ou não no ESTADO METÁLICO a perguntar se é ou não um metal.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 EXERCÍCIOS (310) Qual das seguintes substâncias possui ligação covalente coordenada? a) hidrogênio c) cloreto de potássio b) cloreto de amônio d) argônio (Poli-66) (311) Qual das seguintes substâncias apresenta caráter iônico mais acentuado? a) H - H b) H - F d) H2S c) H - I e) H2Se (Poli-68) (312) 0 oxido de magnésio e o fluoreto de sódio possuem a mesma estrutura cristalina. A dureza e o ponto de fusão do oxido de magnésio são, no entanto, mais elevados do que os do fluoreto de sódio. Quais os fatores que justificam tais diferenças? (Poli-68) (313) Sabe-se que a molécula da água S polar. Citar dois fatores responsáveis por essa polaridade. (Poli-68) (314) Uma substância covalente, por dissolução em água, nunca produz solução iônica. (EE Mauá-68) (315) 0 ácido fluorídrico não se encontra completamente dissociado em solução aquosa. Esse comportamento: a) é devido a grande volatilidade do flúor b) e explicado pela existência da molécula (HF)n c) está relacionado com a grande reatividade do flúor d) não pode ser explicado (FEI-68) (316) É característica de todos os sólidos o fato de apresentarem a) densidade maior do que a dos líquidos b) grade cristalina c) pressão de vapor menor do que a dos líquidos d) temperatura de fusão maior do que a da água (FEI-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (317) São solúveis em sulfato de carbono: a) fósforo branco e carbono b) enxofre e fósforo vermelho c) iodo e fósforo branco d) iodo e silício (FEI-68) (318) Sabe-se que as moléculas de NH3 tem a forma de uma pirâmide trigonal, sendo a base constituída pelos três átomos de hidrogênio; sabe-se também que o ângulo entre as ligações H-N-H é de aproximadamente 106° e que a temperatura de ebulição da amônia é de -33,4°C. Considerando a trietilamina, composto derivado da amônia pela substituição dos átomos H por radicais etila, indicar qual de verá ser a forma geométrica das moléculas da trietí1amina , o ângulo aproximado entre as ligações C-N-C, bem como a temperatura provável de ebulição da trietilamina. Uma das possibilidades abaixo e a correta. Qual é? a) tetraedro regular, 106°, -60°C b) pirâmide trigonal, 106°, 89,5°C d) tetraedro regular,109°29', 89,5°C c) triangular plana, 120°, 89,5°C e) pirâmide trigonal, 106°, -60°C (CESCEM-66) (319) Os compostos H2S, H2Se, H2Te são gasosos nas condições normais de pressão e temperatura. A água, H2O, ferve a 100°C. Este ponto de ebulição anormal da água em relação aos demais hidretos dos elementos da mesma família que o oxigênio, é uma conseqüência: a) do baixo peso molecular da água b) da baixa condutividade elétrica da água c) das ligações covalentes existentes na molécula da água d) da estabilidade das ligações da molécula da água e) das pontes de hidrogênio existentes entre as moléculas de água (CESCEM-66) (320) Uma maneira de provar experimentalmente que uma substância é iônica consiste em: a) mostrar que seu ponto de fusão é elevado b) mostrar que ela não dissolve em solventes polares c) mostrar que, quando dissolvida em água, ela irá abaixar o ponto de congelação do solvente puro d) mostrar que ela conduz a corrente elétrica se dissolvida em água ou no estado fundido e) mostrar que ela e solúvel em solventes polares (CESCEM-68) (321) A molécula de água tem uma configuração linear H - 0 -H PORQUE na formação da molécula da água participam os orbitais 2p.do átomo de oxigênio (CESCEM-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas -4 (322) Em virtude da posição do bromo e do cloro na Tabela Periódica, qual seria a melhor representação da distribuição de cargas na molécula do composto BrCl? (observação: bromo à esquerda e cloro à direita). (CESCEM-68) (323) Cloreto de hidrogênio liquefeito conduz a corrente elétrica PORQUE o cloreto de hidrogênio liquefeito forma uma molécula polar. (CESCEM-68) (324) Sejam os compostos: C2H5.NH2, C2H5.OH e NH2CH2.CH2.OH. Os pontos de ebulição destes três compostos crescem na seguinte sequência: a) NH2.CH2.CH2.0H / C2H5.NH2 / C2H5.0H b) NH2.CH2.CH2.0H / C2H5.OH / C2H5.NH2 c) C2H5.0H / C2H5.NH2 / NH2.CH2.CH2.OH d) C2H5.NH2 / C2H5.OH / NH2.CH2.CH2.OH e) os três compostos devem ter pontos de ebulição praticamente coincidentes. (CESCEM-68) (325) Para que um solvente provoque a ionização dos compostos nele dissolvidos, a característica mais importante do solvente seria: a) existir como um liquido nas condições ambientes b) possuir um alto momento dipolar c) ter uma baixa constante dielétrica d) ser um bom condutor de eletricidade e) possuir uma densidade elevada (CESCEM-68) As questões 326 e 327 são precedidas de uma afirmação. Escolha a melhor explicação experimental e a melhor explicação teórica para esta afirmação. Afirmação - Embora o tetracloreto de carbono, composto covalente, seja formado por dois elementos de eletronegatividades diferentes, sua molécula não é polar. (326) A melhor evidência experimental para esta afirmação é: a) o tetracloreto de carbono é um líquido que dissolve graxas e gorduras b) o átomo de carbono possui, na última camada, uma estrutura eletrônica do tipo s2p2 e o de cloro possui, na última ca-
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga mada, uma estrutura eletrônica do tipo s2p5 c) as moléculas do tetracloreto de carbono não se orientam , quando colocadas no meio de um campo elétrico. d) a estrutura do tetracloreto de carbono é do tipo sp3 e, consequentemente, os dipolos existentes se anulam por ser a molécula simétrica. e) a estrutura do tetracloreto de carbono é plana, estando os quatro átomos de cloro situados nos vértices de um quadrado e, consequentemente, sendo a molécula simétrica, os dipolos das ligações C-Cl se anulam CESCEM-68) (327) A melhor evidencia teórica para esta afirmação é: a) o tetracloreto de carbono é um liquido que dissolve graxas e gorduras b) o átomo de carbono possui, na ultima camada, uma estrutura eletrônica do tipo s2p2 e o de cloro possui, na última camada, uma estrutura eletrônica do tipo s2p c) as moléculas do tetracloreto de carbono não se orientam , quando colocadas no meio de um campo elétrico d) a estrutura do tetracloreto de carbono é do tipo sp3 e,consequentemente, os dipolos existentes se anulam por ser a molécula simétrica. e) a estrutura do tetracloreto de carbono é plana, estando os quatro átomos de cloro situados nos vértices de um quadrado e, consequentemente, sendo a molécula simétrica, os dipolos das ligações C-Cl se anulam. (CESCEM-68) As questões de nos. 328 a 333 estão relacionadas com os cinco tipos de ligação abaixo mencionados. Em cada questão, escolha um dos tipos de ligação que apresente maior relação com a mesma. Cada tipo de ligação pode ser usado uma vez, mais de uma vez ou nenhuma vez. a) ligação covalente polar b) ligação covalente pura c) ligação metálica d) ligação iônica e) ligação através de pontes de hidrogênio (328) Qual a ligação existente entre os átomos de uma molécula de bromo? (329) Qual a ligação existente entre as moléculas de água num cristal de gelo? (330) Qual a ligação existente entre os átomos da molécula de iodeto de hidrogênio? (331) Qual a ligação existente entre os átomos de magnésio num cristal de magnésio?
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (332) Qual a ligação existente entre os átomos num cristal de oxido de magnésio? (333) Qual a ligação existente entre os átomos numa molécula , de fósforo , P4? (CESCEM-68) (334) Quando se acrescentam alguns cristais de iodo a um tubo de ensaio que contém água e tetracloreto de carbono, depois de estabelecido o equilíbrio nota- se que: a) o iodo permanece insolúvel no fundo do tubo b) o iodo, a água e o tetracloreto de carbono formam uma única solução c) o iodo dissolveu-se exclusivamente na água d) o iodo dissolveu-se exclusivamente no tetracloreto de carbono e) o iodo distribui-se entre a água e o tetracloreto de carbono . (CESCEM-68) (335) A ligação existente entre as moléculas de iodo é devida a forças de Van der Waals PORQUE o iodo é um sólido à temperatura ambiente. (CESCEM-69) (336) Sabendo-se que as distâncias interatômicas de CI2 e de H2 são, respectivamente, 1,988 Angstrons e 0,746 Angstrons, podemos prever que a distância interatomica na molécula de HC1 será: a) exatamente 2,734 Angstrons b) aproximadamente 2,734 Angstrons c) exatamente 1,367 Angstrons d) aproximadamente 1,367 Angstrons e) é impossível fazer qualquer previsão (CESCEM-69) (337) Qual dos seguintes cloretos é provavelmente o mais volátil? a) CCl4 d) SnCl4 b) SiCI4 e) PbCl4 c) GeCl4 (CESCEM-69) Associar as alternativas abaixo com as questões de 338 a 341. a) molécula polar, linear b) molécula não polar, linear c) molécula polar, angular d) molécula tetraédrica, não polar e) nenhuma das alternativas anteriores
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (338) Dióxido de carbono. (339) Sulfeto de hidrogênio. (340) Trifluoreto de boro. (341) Iodeto de hidrogênio. (CESCEM-69) As duas questões seguintes estão relacionadas com o esquema abaixo que representa, em escala, a posição relativa dos centros dos átomos de iodo situados num mesmo plano dentro de um cristal de iodo elementar sólido (I2). (342) 0 raio de Van der Waals do átomo de iodo corresponde à distancia: a) X b) X/2 d) Y/2 c) Y e) Z/2 (343) 0 raio covalente do átomo de iodo corresponde à distância: a) X b) X/2 d) Y/2 c) Y e) Z/2 (CESCEM-69) (344) O esquema abaixo representa a posição relativa dos centros dos íons Na+ e Cl- situados no mesmo plano dentro do cristal de NaCl. Considerando-se as dimensões X e Y (assinaladas no esquema) , são corretas as seguintes afirmações:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 1) X corresponde `a soma dos raios do cátion e do ânion 2) Y corresponde ao dobro do raio do ânion 3) Y é maior que o dobro do raio do cátion 4) X corresponde ao dobro do raio do ânion (CESCEM-69) (345) Sabe-se que as distâncias carbono-carbono valem, na molécula de etano, 1,54 Angstrons, na molécula de etileno, 1,34 Angstrons e na do acetileno 1,20 Angstrons. Com base nestes dados e levando em conta a distribuição dos átomos de carbono na estrutura atualmente aceita do anel benzênico, pode-se estimar que as distâncias carbono-carbono na molécula de benzeno são as seguintes: Questões 346 a 349. Nos compostos acima representados, entre os átomos de carbono assinalados X e Y, existem exclusivamente ligações. (346) sp3 - sp3 (347) sp2 - sp3 (348) sp - sp2 (349) sp - sp3 (CESCEM-69) (350) São moléculas polares: a) HC1 e CH4 c) O2 e HCC13 b) H20 e NH3 d) CO2 e H202 (FM Santa Casa-66)
  • 313.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (351) O cloro é elemento mais eletronegativo que o carbono; assim o tetracloreto de carbono e molécula que se caracteriza por: a) ter grande momento dipolar b) não ter momento dipolar c) ter momento dipolar médio (FM Santa Casa-67) (352) A substância líquida X tem maior momento dipolar que a substância líquida Y. 0 ponto de ebulição de X é: a) igual ao ponto de ebulição de Y b) maior que o ponto de ebulição de Y c) menor que o ponto de ebulição de Y (FM Santa Casa-67) 0 ácido desoxirribonucleico (DNA é componente essencial de todas as células. Ele é constituído por duas "filas" formadas cada uma, de muitas unidades denominadas nucleotídeos. No desenho abaixo está esquematizado um trecho das 2 "filas" unidas uma à outra por um tipo de ligação química importante em bioquímica: (353) Esta ligação, representada no desenho por linhas pontilhadas, é denominada: a) covalência dativa b) forças de Van der Waals c) pontes de hidrogênio (FM Santa Casa-67) (354) As moléculas de N≡N e HC≡CH são isoeletrônicas e ambas incorporam uma tríplice ligação. Pelo conhecimento de estrutura eletrônica do nitrogênio assinale qual a geometria do acetileno? a) tetraédrica regular b) bipirâmide trigonal d) linear c) octaédrica e) triangular equilateral (FM Santa Casa-68) (355) Na molécula da água as ligações entre os hidrogênios e o oxigênio ........... totalmente covalentes. Isto porque o oxigênio é ........... do que o hidrogênio; assim sendo a água e molécula ............. a) não são; mais eletronegativo; polar d) não são; maior; polar b) são; menos eletronegativo; polar c) não são; maior; não polar e) são; menor; não polar (FM Santa Casa-68)
  • 314.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (356) Nos compostos de fórmula geral R-NO2, onde R é um radical alcoila ou arila, podemos dizer que: a) o nitrogênio se liga a um oxigênio por covalência e ao outro por eletrovalência b) os 2 oxigênios se unem ao nitrogênio por eletrovalência c) um dos oxigênios se une por ligação covalente e o outro por ligação semi-polar ou dativa d) uma das ligações com o oxigênio é feita através de 2 elétrons do átomo de nitrogênio e) as alternativas c e d estão corretas (FM Santa Casa-68) (357) Indicar a ordem crescente de polaridade das ligações entre os dois átomos dos seguintes grupos: H-F H-C H-0 H-Br I II III IV a) I, II, III, IV b) I, III, IV, II d) II, III, I, IV c) IV, III, II, I e) II, IV, III, I (FM Santa Casa-68) (358) Compostos formados por ligações. . ... . são, em geral, sólidos de elevado ponto de fusão, insolúveis em solventes orgânico e que conduzem a corrente elétrica quando fundidos ou em solução. Ao contrário, as substâncias que contem somente ligações ....... são,usualmente, gases, líquidos ou sólidos de baixo ponto de fusão, solúveis em solventes orgânicos e não conduzem a eletricidade no estado liquido ou em solução: a) covalentes; eletrovalentes b) covalentes; íonicas d) íonicos; eletrovalentes c) eletrovalentes; covalentes e) eletrovalentes; íonicas (FM Santa Casa-68) (359) Se um determinado sal for adicionado a um solvente cuja constante dielétrica a 18 graus centígrados é igual a 80, a ionização do sal será aproximadamente igual a 40%. Se o dobro do mesmo soluto for adicionado a um solvente cuja constante dielétrica é igual a 22, a 18 graus centígrados, podemos afirmar que a porcentagem do sal a sofrer ionização será: a) igual a 80% d) menor do que 40% b) maior do que 40% e) maior do que 80% c) cerca de 20% (FM Santa Casa-69) (360) Quais dos fatos abaixo indicam que o arsênío é elemento mais eletropositivo que o fósforo. a) ASH3 é menos estável que PH3 b) ASH3 é um agente redutor mais forte que o PH3 c) o composto As(OH)3 pode ser convertido em íons positivos por ácido forte. Tal fato não acontece com o composto P(OH)3 d) todos acima e) apenas os citados em a e c. (FM Santa Casa-69)
  • 315.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (361) Em relação ao ponto de fusão dos compostos abaixo, podemos dizer: a) A e B apresentam o mesmo peso molecular, portanto possuem ponto de fusão iguais b) A tem maior ponto de fusão porque ocorre ponte de hidrogênio nos radicais oxidrila e ácido c) A tem maior ponto de fusão porque forma polímeros por pontes de hidrogênio entre as moléculas d) B tem maior ponto de fusão porque forma polímeros por pontes de hidrogênio entre suas moléculas e) B tem maior ponto de fusão porque seu radical ácido, por estar distanciado da oxidrila, é muito ativo e apresenta-se sob forma iônica. (FM Santa Casa-69) (362) Apresentam propriedades para-magnéticas os átomos: a) que são atraídos por um campo magnético possuem elétrons não pareados b) repelidos por um campo magnético possuem elétrons não pareados c) repelidos por um campo magnético possuem todos os elétrons pareados d) que não formam íons complexos e) que são atraídos por um campo magnético por terem elétrons pareados (FM Santa Casa-69) (363) 0 fósforo branco não conduz a corrente elétrica PORQUE é formado de moléculas Pi, tetraédricas, cujos átomos ligam-se entre si por intermédio de ligações covalentes. (MEDICINA Santos-68) (364) 0 líquido Q é um solvente polar e o líquido R e um solvente não polar. Devemos esperar que: a) ambos sejam miscíveis com um outro liquido T b) o líquido Q seja miscível com água c) ambos sejam miscíveis entre si d) nenhum deles seja miscível com CCl4, e) NaCl seja solúvel tanto em Q como em R (MEDICINA Santos-68) (365) Os elementos Q e T estão bastante separados na escala de eletronegatividade. Isto indica que no composto QT:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 a) Q e T são elementos cujos números atômicos estão muito afastados b) o calor de formação tem um valor muito baixo c) a ligação ê do tipo covalente coordenado d) a ligação é predominantemente do tipo covalente pura e) a ligação S do tipo iônico (MEDICINA Santos-68) (366-A) A questão seguinte refere-se à seguinte tabela: a) iônica b) devida, exclusivamente, a forças de Van der Waals c) molecular, com pares de átomos ligados covalentemente, mas as moléculas ligadas entre si por forças intermoleculares fracas d) idêntica à existente no diamante, com os átomos ligados por covalência para formar uma molécula gigante e) nenhuma das respostas anteriores (MEDICINA Santos-68) A questão seguinte refere-se à seguinte tabela: O gráfico que exprime corretamente a variação dos pontos de ebulição dos hidretos da família do nitrogênio e no qual as abscissas representam os hidretos em número crescente de número atômico e as ordenadas a temperatura em graus centígrados é: (367) 0 ponto de ebulição da amônia é anômalo em relação ao dos demais hidretos da família do nitrogênio e esse comportamento e devido ao seguinte fato: a) a amônia se decompõe termicamente com muita dificuldade b) existem pontes de hidrogênio entre as moléculas de amônia c) as ligações na molécula de amônia são muito estáveis d) a amônia tem baixa condutividade elétrica e) a amônia possui pares eletrônicos não compartilhados (MEDICINA Santos-68) (368) No CH4, (ligação sp3) os ângulos H-C-H valem 109°28' PORQUE este valor corresponde a deixar cada par eletrônico o mais afastado possível dos outros elétrons. (MOGI-69)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (369) Considerando-se os cloretos, KC1 , BaCl2, BiCl3 e HgCl2 pode- se dizer que do KC1 ao HgCl2 tem-se: a) a energia interna, a estabilidade e o caráter molecular crescem b) a estabilidade e o caráter iônico diminuem e a energia interna aumenta c) o calor de formação, a energia interna e o caráter molecular diminuem d) a energia interna, o calor de formação e a estabilidade aumentam e) nenhuma das afirmações acima (MOGI-69) (370) Considerando-se os calcogenetos de hidrogênio H20 , H2S e H2Set, pode-se dizer que do H20 ao H2Se tem-se: a) momento dipolar, calor de formação e estabilidade diminuem b) reatividade e poder redutor aumentam e ionização diminui c) peso molecular, densidade aumenta e caráter molecular diminui d) polarização, caráter iônico e energia interna aumentam e) nenhuma das respostas acima (MOGI-69) (371) A tabela abaixo apresenta algumas características dos cristais sólidos A, B, C e D, baseados nas quais pode-se afirmar: a) metal, covalente, molecular, iônico b) iônico, molecular, covalente, metal c) molecular, iônico, covalente, metal d) molecular, iônico, metal, covalente e) covalente, iônico, molecular, metal (MOGI-69) (372) Entre as placas de um condensador há hidrogênio que é retirado e substituído por oxigênio. Nesta operação pode-se dizer que a constante dielétrica:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 a) permanece inalterável, praticamente b) diminui c) aumenta d) nada se pode afirmar e) nenhuma das respostas acima (MOGI-69) (373) 0 ponto de ebulição do criptônio é superior ao do argônio PORQUE as forças de Van der Waals no criptônio são maiores. (MOGI-69) (374) Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de sólido constituído de pequenas moléculas que se atraem por forças do tipo Van der Waals? a) CaO b) H20 d) SiO2 c) Na20 e) CO2 (ITA-64) (375) Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de sólido onde todo cristal pode ser considerado uma simples molécula? a) C02 (gelo seco) d) CaO (cal viva) b) Si02 quartzo) e) S8 (enxofre sólido) c) NaCl (sal gema) (ITA-64) (376) Qual das afirmações abaixo relativas à natureza das ligações químicas é FALSA? a) todas as ligações químicas têm em comum que elétrons são atraídos simultaneamente por dois núcleos positivos b) ligações químicas em geral tem um caráter intermediário entre a ligação covalente pura e a ligação iônica pura c) uma ligação química representa um compromisso entre forças atrativas e repulsivas d) ligações metálicas são ligações covalentes fortemente orientadas no espaço e) uma ligação covalente implica no "condomínio" de um par da elétrons por dois átomos (ITA-64) (377) Qual dos compostos abaixo é o melhor exemplo de substância com "pontes de hidrogênio" na fase líquida? a) H20 d) H2S b) CH4 e) PH3 c) HI (ITA-64)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (378) Qual das seguintes afirmações, referentes à substância pura CaCl2, é FALSA? a) é pouco solúvel em benzeno b) é um sólido cristalino c) no estado sólido é mau condutor da eletricidade d) em solução aquosa contem igual número de íons de cálcio e íons de cloro e) conduz a eletricidade em solução aquosa devido ao movimento dos íons positivos de cálcio e íons negativos de cloro (ITA-66) (379) A estrutura do anidrido sulfuroso é: (cada traço equivale a um par de elétrons e a seta a uma ligação dativa) (ITA-66) (380) Na grade cristalina de ferricianeto de potássio K3[ Fe(CN)6] existem: a) cátions K+, cátions Fe + + + e ânions CN‾ b) cátions K+, cátions Fe++ e ânions CN‾ c) cátions K+ e ânions [Fe(CN)6]‾ ‾ ‾ d) cátions K+ , cátions Fe + + + e moléculas (CN)2 e) moléculas K3[Fe(CN)6] (ITA-66) (381) Qual das seguintes fórmulas eletrônicas é incorreta? a) cloridreto, HC1 b) amoníaco, NH3 c) trifluoreto de boro, BF3 d) água, H20 e) ácido hipocloroso, HC10 (ITA-67) (382) Usualmente os compostos iônicos se apresentam em condições ambientes: a) no estado liquido b) no estado gasoso d) nos três estados de agregação c) no estado sólido (EEU Mackenzie-64)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (383) Dois elementos A c B separados por grande distância na série de reatividade química e de números atômicos 11 e 16, respectivamente se combinam dando: a) composto molecular e de fórmula AB2 b) composto molecular e de fórmula A2B c) composto iônico e de fórmula A2B d) composto iônico e de fórmula A2B3 (EE S.Carlos-67) (384) Classifique, entre as substâncias abaixo, as que têm caráter covalente e as que têm caráter iônico: (385) Um elemento metálico M forma um óxido de fórmula M2O. A fórmula do seu cloreto será provavelmente: a) MCI3 c) M2C1 b) MCI2 d) MCI (Filosofia USP-67) (386) A ligação química existente entre os átomos de iodo e hidrogênio no iodeto de hidrogênio é, predominantemente: a) iônica c) metálica b) covalente d) dativa (Geologia USP-67) (387) Um elemento metálico M forma um óxido de fórmula M2O3.A fórmula do seu cloreto será provavelmente: a) MC12 c) M2 Cl3 b) MCI3 d) M3 Cl (Geologia USP-67) (388) Dos elementos abaixo, o mais eletronegativo é: a) B c) O b) S d) He e) N (Campinas-67) (389) Considerando as seguintes substâncias: a) CHH b) HF c) SiH4 d) NaH e) H2S a que apresenta em todos os estados físicos um número considerável de pontes de hidrogênio é ..........
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga As questões 390, 391 e 392 utilizam as informações da seguinte tabela : SUBSTÂNCIA P.F. °C P.E. °C a) argônio -189,4 -185,9 b) CC14 -22,9 -76,7 c) NH3 77,7 -33,38 d) RbBr 681 1351 e) Cdiamante acima de 3500 cerca de 4300 (390) A substância que forma ligação predominantemente iônica é....... (391) A substância que apresenta forças de atração intermolecular do tipo de Van der Waals mais fracas é ........... (392) A substancia que apresenta fórmulas gigantes é ...... (Campinas-67) (393) 0 tipo de ligação formado quando dois átomos compartilham um par de elétrons é chamado de: a) iônica c) eletrovalente b) covalente d) dupla (Ciências Biológicas USP-68) (394) A água é um melhor solvente para sais do que o benzeno porque: a) água forma Tons H3O+ quando adicionada a ácidos b) a polaridade das moléculas da água tende a suplantar as atrações entre os íons do sal. c) as moléculas da água possuem maior energia que as moléculas do benzeno (Ciências Biológicas USP-68) (395) Nas moléculas H2, HF e HI apresenta maior caráter covalente a ligação: a) H - F b) H - H c) H - I (FEF Armando Álvares Penteado-68) (396) A molécula do cloreto de amônio contêm: a) 4 covalências e 2 coordenações b) 2 eletrovalências e 3 covalências c) 3 covalências, 2 coordenações e 1 eletrovalência d) 3 covalências, 1 coordenação e 1 eletrovalência e) 3 covalências e 1 eletrovalência (UFRJ-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 (397) A ponte de hidrogênio é uma ligação tão forte quanto a covalência PORQUE ambas se produzem do mesmo modo. (MEDICINA GB-68) (398) Qual o momento dipolar de uma molécula cuja distancia entre os centros de carga é de 2 Angstrons, sendo as cargas iguais a 4,8.10‾10 unidades eletrostáticas C.G.S.? a) 9,6 D b) 9, 6xl0‾18 D d) 9,6x10‾10 D c) 4,8x10‾10 D e) nenhuma das respostas citadas (MEDICINA GB-68) (399) Nos grupamentos abaixo qual não apresenta o tipo de ligação indicado? a) NaCl ... iônica b) CH4 ...... covalente d) Cu-Cu ........ metálica c) H30+ ...... iônica e) NaF ........ iônica (MEDICINA GB-68) (400) A partir das solubilidades em n-hexano e água dadas abaixo: COMPOSTO SOLUBILIDADE (g/100 g de solvente a 200C) n-hexano água 1 29,6 0,0 2 0,0 30,1 3 3,4 4,2 4 14,1 0,0 5 0,0 46,2 Coloque os 5 elementos na ordem decrescente de polaridade: a) 5, 2, 3, 1, 4 d) 1, 4, 3, 5, 2 b) 1, 4, 3, 2, 5 e) 3 , 4, 2, 1, 5 c) 5, 2, 3, 4, 1 (MEDICINA GB-68) (401) As pontes de hidrogênio explicam: a) o funcionamento dos transistores b) as propriedades magnéticas do oxigênio liquido c) a expansão da água quando se congela d) as propriedades especiais do Freon e) a radioatividade do H-3 (MEDICINA GB-68) (402) Qual dos seguintes solventes você escolheria para dissolver o naftaleno? a) água c) solução aquosa de d) heptano b) amônia cloreto de sódio e) nenhum deles
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (403) A ligação química entre dois átomos será iônica ou covalente, dependendo: a) dos números de elétrons dos átomos b) dos números de níveis energéticos dos átomos c) das eletronegatividades dos átomos d) da hibridaçao dos orbitais e) de nenhum dos fatores acima (MEDICINA GB-68) (404) A afirmação de um orbital molecular possuir dois elétrons de spins contrários e provenientes de dois átomos é uma característica da: a) ligação iônica d) ligação de Van der Waals b) ligação covalente e) ponte de hidrogênio c) ligação metálica (MEDICINA GB-68) (405) 0 ponto de ebulição da H2O a uma atmosfera de pressão é 100°C, o do H2S nas mesmas condições é -55°C. A diferença se explica: a) pela existência de ponte de hidrogênio na água b) pela existência de pequenas quantidades de deutério na água c) pela existência de ligações covalentes entre o átomo de oxigênio e os de hidrogênio d) pela diferença entre os pesos moleculares das duas substâncias e) por nenhuma das explicações acima (MEDICINA GB-68) (406) Um elemento A, de número atômico 13, combina-se com um elemento B, de um número atômico 17, a fórmula do composto é: a) A3B b) AB d) AB5 c) AB3 e) AB7 (ENGENHARIA GB-67) (407) 0 ácido fluorídrico tem um ponto de ebulição mais alto do que o ácido clorídrico porque: a) o flúor e um gás b) o flúor tem um número atômico menor que o cloro c) o HF forma pontes de hidrogênio mais fortes d) o HC1 tem um peso molecular maior e) o cloro é um gás (UFMG-67) (408) Há três tipos de valência que tem uma sinonímia extensa: - eletrovalente, iônica, heteropolar ou polar
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ligações químicas-4 - covalente, homopolar, não polar - coordenada-coiônica, covalente dativa, semi-polar Assinalar o composto que possui os três tipos de valência: a) (C6H5)3C+C1‾ b) NaOC6H5 c) Cl-C6H4-NH2 d) K4Fe(CN)6 e) SO3 (UFMG-68) ══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA capítulo 5
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos -5 A HISTÓRICO ______________________ A) HISTÓRICO _______________________ À medida que os elementos químicos foram sendo descobertos, observaram- se semelhanças entre as propriedades físicas e químicas em determinados grupos desses elementos. Procurava-se ,então, uma maneira de selecionar os elementos em conjuntos de propriedades semelhantes ou mesmo de ordenar certos elementos onde suas propriedades variassem gradativamente. Diversas tentativas foram realizadas, todas baseadas no "bom senso", após investigações puramente experimentais. Em 1817, o cientista Dõbereiner chamou a atenção para a existência de diversos grupos de três elementos com propriedades químicas semelhantes. Em cada grupo, colocando-se os elementos na ordem crescente de suas massas atômicas, observou-se que a massa atômica do elemento intermediário era aproximadamente a média aritmética das outras massas atômicas. Exemplos: Os grupos tornaram-se conhecidos como"Tríades de Dõbereiner". No entanto, começaram a surgir elementos de propriedades químicas semelhantes cujas massas atômicas desrespeitaram a regra para as tríades. Em 1862, Chancõurtois imaginou a seguinte disposição para os elementos químicos: colocou-os ha ordem crescente de suas MASSAS ATÔMICAS sobre uma espiral traçada na superfície de um cilindro.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Notava-se que os elementos colocados na mesma vertical apresentavam propriedades químicas semelhantes. Ao lado do cilindro esta a sua superfície planificada com os respectivos elementos. A espiral tinha uma inclinação de 45º. e foi denominada espiral telúrica. Para massas atômicas mais elevadas não se observava nenhuma obediência ã regra. Em 1864, Newlands observou que, colocando-se os elementos na ordem crescente de suas massas atômicas, o oitavo elemento era semelhante ao primeiro; o nono era semelhante ao segundo, e assim por diante. H Li Be B C N O F Na Mg Al Si P S Cl K Ca Cr Ti etc. A correlação foi chamada lei das oitavas por causa da semelhança com as notas musicais. Os químicos daquela época qualificaram-na como uma "classificação ridícula"; mas, na verdade, estava lançada a idéia da periodicidade das propriedades dos elementos em função de suas massas atômicas. O passo decisivo da classificação foi dado em 1869 com os trabalhos de Lothar Meyer e Dimitri Ivanovich Mendeleyev que fizeram pesquisas independentemente e lançaram, no mesmo ano classifições quase idênticas. Lothar Meyer construiu uma tabela baseando-se fundamentalmente nas propriedades físicas dos elementos (densidade, pontos de fusão, pontos de ebulição, etc). Uma dessas propriedades que muito o auxiliou na confecção da tabela foi o volume atômico. Essa propriedade será descrita mais adiante. Mendeleyev dedicou-se mais ao estudo das propriedades químicas desses elementos como reação com oxigênio, valência, hidretos, etc; para a construção da tabela periódica e chegou a uma conclusão análoga.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 O grande mérito desses cientistas foi o de terem descoberto que, observando os elementos na ordem crescente de suas massas atômicas, de tempos em tempos, repetiam-se muitas propriedades físicas e químicas. Estava, assim lançada a lei da Periodicidade dos Elementos: "Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas de nuas massas atômicas". Mendeleyev colocou os elementos químicos na ordem crescente do suas massas atômicas dispondo-os em colunas e fileiras, mas tomou O cuidado de manter na mesma vertical os elementos de propriedades químicas semelhantes. Tomou a liberdade de deixar muitos vazios dizendo que seriam mais tarde ocupados por elementos até então desconhecidos. Deixaremos de apresentar a tabela original de Mendeleyev por ser muito semelhante à 2a. tabela lançada 3 anos depois e que está adiante reconstituída. Considerando que naquela época só se conheciam cerca de 60 elementos e que os elementos de elevadas massas atômicas eram mal conhecidos, somos obrigados a aceitar que, apesar de muito incompleta, a Tabela Periódica de Mendeleyev foi um grandioso trabalho. Indiscutivelmente foram impressionantes as previsões das propriedades químicas e físicas de elementos até então desconhecidos. Baseado exclusivamente na posição do elemento na tabela, Mendeleyev corrigiu pesos atômicos de diversos elementos. A 2a. tabela de Mendeleyev apresentava 8 colunas verticais denominadas GRUPOS e 12 fileiras horizontais denominadas SÉRIES.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Cada grupo, de I a VII, ficou subdividido em 2 subgrupos: da série par abrangendo as séries 2, 4, 6, 8, 10 e 12 (pares) e os sub grupos da série Impar abrangendo as séries 1, 3, 5, 7 , 9 e 11 (ímpares) . Esta classificação foi preferida porque as propriedades químicas eram mais semelhantes entre os elementos do mesmo subgrupo par ou subgrupo ímpar. Localizemos alguns subgrupos e seus elementos: - elementos do subgrupo I ímpar - Li, K, Rb e Cs - elementos do subgrupo I par - Na, Cu, Ag e Au - elementos do subgrupo VII ímpar - Cl , Br e I Particularmente brilhantes e ousadas foram duas idéias de Mendeleyev: 1º.) Deixar alguns vazios na tabela dizendo que eles seriam pre nchidos por elementos futuramente a serem descobertos, já antecipando suas massas atômicas e muitas de suas propriedades. Na tabela estão assinaladas com asteriscos (*, **, ***) as três célebres previsões de Mendeleyev: NOME DADO POR MENDELEYV NOME ATUAL * eka-bovo ------------------------------------ Escâncio (Sc) ** eka-alumínio --------------------------------- Gálio (Ga) *** eka-silício ------------------------------------- Germânio (Ge) A palavra eka quer dizer o primeiro. De fato, o eka-Boro é o primeiro elemento que vem depois do Boro na coluna do subgrupo III-par; o eka-Alumínio vem depois do Alumínio no subgrupo III-ímpar; e o eka-Silício vem após o Silício no subgrupo IV-ímpar. Esses três elementos foram descobertos alguns anos mais tarde: - o Gálio foi descoberto por Boisbaudran em 1875 - o Escândio foi descoberto por Nilson em 1879 - o Germânio foi descoberto por Winkler em 1886 Em particular, foram assombrosas as coincidências das propriedades do Germânio (eka-Silício) que tinham sido previstas por Mendeleyev quinze anos antes do seu descobrimento. Eis a seguir o quadro comparativo:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 2º.) Desrespeitou a "ordem das massas atômicas" para as posições de Telúrio e Iodo de modo que esses elementos caissem em colunas verticais onde já houvesse outros elementos semelhantes. Esta inversão foi mantida na tabela periódica como uma exceção; entretanto, mais tarde verificou-se que essas posições dos elementos estavam corretas porque descobriu-se que os elementos da tabela periódica estavam na ordem crescente de seus números atômicos. ═══════════════ B A MODERNA CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA Com o passar dos anos, foram sendo descobertos novos elementos químicos e as "lacunas" da tabela de Mendeleyev foram sendo preenchidas. Em particular, a descoberta dos gases nobres em 1894 obrigou a introdução de uma nova coluna na tabela primitiva e que foi denominada grupo zero. Quanto aos gases nobres temos o seguinte histórico: Lord Rayleigh e Sir William Ramsay verificaram que havia uma diferença de densidade entre o ar atmosférico e a simples mistura de N2 e O2 que era a suposta composição do ar atmosférico naquela época. Eles conseguiram isolar um "resíduo gasoso" extraindo N2 e O2 do ar atmosférico e, através da análise espectral, verificaram que se tratava de uma mistura de novos elementos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Na Terra, os gases nobres hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio são praticamente encontrados apenas no ar atmosférico; deles, o argônio é o mais abundante (quase 1%). 0 hélio é um gás que envolve o Sol e absorve certas radiações solares. Essa absorção produz linhas espectrais que foram observadas no espectro solar, muito antes da sua descoberta aqui na Terra. O fato mais importante para a perfeita compreensão da tabela periódica foi lançado em 1911 quando van der Broek sugeriu que a carga nuclear do elemento (atual número atômico) seria o número de ordenação do elemento na tabela. Por exemplo, o hidrogênio, que tem apenas 1 próton no núcleo (uma unidade de carga atômica), seria o 19 elemento; o sódio, por ter 11 prótons, seria o 119 elemento; e assim sucessivamente. Realmente, essa sugestão foi confirmada por Moseley. Este jovem cientista (que faleceu apenas com 28 anos de idade) obteve espectros de emissão de diversos elementos. Ele usou esses elementos como anteparos no tubo de raios-X. Verificou que cada elemento produzia raios-X de diferentes comprimentos de onda. Com os λ dos raios-X assim obtidos, pode-se determinar as cargas nucleares e verificou-se que a ordem dos elementos na tabela periódica é exatamente a ordem crescente das cargas nucleares. Por isso, hoje em dia, a lei da periodicidade é reenunciada e conhecida como lei de Moseley: Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos. Reparem: números atômicos e não massas atômicas como diziam Lothar Meyer e Mendeleyev. Na atual tabela existem algumas inversões de massas atômicas mas os elementos químicos estão exatamente na ordem de seus números atômicos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Com a descoberta das configurações eletrônicas dos átomos, a tabela periódica recebeu uma nova interpretação através do estudo do número de elétrons. Este estudo foi iniciado por Bohr em 1922 e será discutido logo adiante. Existem diversas formas de apresentação para periódica moderna porém, todas são equivalentes. Uma das mais usadas é a forma longa. A seqüência dos elementos é disposta na ordem crescente de seus números atômicos, em linhas horizontais, denominadas períodos. Tomou-se o cuidado de deixar na mesma coluna, elementos de propriedades químicas semelhantes. Em ou trás palavras: "elementos da mesma coluna vertical formam compostos semelhantes". A) OS SETE PERÍODOS (linhas horizontais) - o primeiro muito curto com 2 elementos: H eHe (a po sição do H é discutível! - o segundo curto com 8 elementos: do Li ao Ne - o terceiro curto com 8 elementos: do Na ao Ar - o quarto longo com 18 elementos: do K ao Kr - o quinto longo com 18 elementos: do Rb ao Xe - o sexto muito longo com 32 elementos: do Cs ao Rn - o sétimo incompleto com 17 elementos: do Fr ao Lw B) AS DUAS SÉRIES OU FAMÍLIAS DE "TERRAS RARAS" - os Lantanídios com 15 elementos: do La ao Lu Esses quinze elementos deveriam ficar todos na"3a. casa" do 6º. periódo; por comodidade, foram escritos numa linha fora da tabela. - os Actinídios com 15 elementos: do Ac ao Lw Esses quinze elementos (a maioria deles artificiais) deveriam estar na "3a. casa" do 7º. periódo, mas também costuma-se colocá-los numa linha à parte. C) AS DEZOITO COLUNAS Cada coluna reúne os elementos químicos que mais se assemelham entre si e na formação de compostos. As dezoito colunas formam nove grupos de famílias de elementos. - os grupos 1 a 7 formam os sub-grupos A e B
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 - o grupo 8 (ou melhor 8B) abrange três colunas, com as tríades Fe - Co - Ni / Ru - Rh - Pd / Os - Ir - Pt - o grupo zero compreende os gases raros ou nobres. Alguns subgrupos recebem nomes especiais: 1A - metais alcalinos 2A - Metais alcalinos-terrosos 6A - chalcogênios (geradores de calor) 7A - halogênios (geradores de sais) OBSERVAÇÕES: As colunas 1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 7 A e zero representam, de certa forma, a parte mais importante da Tabela Periódica, pois aí estão os elementos químicos cujas propriedades variam mais regularmente -"são os elementos típicos", "elementos normais" ou "elementos caracteíisticos". Nas colunas 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B (coluna tripla) estão os "elementos de transição". ═════════════ C AS ESTRUTURAS ELETRÔNICAS DOS ELEMENTOS Recapitulemos, rapidamente, as regras fundamentais do preenchimento dos níveis eletrônicos dos elementos químicos. - Os elétrons tendem a ocupar, de preferência, os orbitais de menor energia que estão vagos. - Cada orbital pode conter no máximo dois elétrons de spins contrários. - Quando existem vários orbitais num mesmo nível energético, entrará inicialmente apenas um elétron em cada orbital e só depois esses orbitais serão completados com o segundo elétron (Hund). Recordemos que existe o diagrama de Linus Pauling para preenchimento de subníveis. Como se pode verificar, existem alguns elementos cujas distribuições eletrônicas não obedecem ao diagrama de Pauling. As explicações desses casos não serão discutidas neste livro.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Observando-se as configurações eletrônicas dos elementos da Tabela Periódica verifica-se: a) O numero de camadas eletrônicas de um elemento é a ordem do período a que pertence esse elemento. EXEMPLOS: - o iôdo (I) é do 5º.período; logo, possui 5 camadas eletrônicas. - o tungstênio (W) é do 6º. período; logo, possui 6 camadas eletrônicas. - o urânio (U) é um Actinídio é do 7º. período e possui 7 camadas eletrônicas. b) Elétrons na camada externa O número de elétrons periféricos depende do elemento ser ou não elemento de transição. b-l)Os elementos não de transição, ou seja, dos subgrupos 1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 7A e também 1B, 2B possuem na camada externa o número de elétrons igual ao número deste subgrupo. EXEMPLOS: - o selênio (Se) e do subgrupo 6A; logo, possui 6 elétrons na camada periférica. - o gálio (Ga) I do subgrupo 3A; na sua camada externa possui 3 elétrons. - o ouro (Au) é do subgrupo 1B; logo, tem 1 elétron periférico. b-2) Os elementos de transição, ou seja, dos subgrupos 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B possuem na camada externa 1 ou 2 elétrons. EXEMPLOS: - o manganês (Mn) édo subgrupo 7B e tem 2 elétrons periféricos. - o háfnio (Hf) e do subgrupo 4B e tem 2 elétrons na camada externa. - o molibdênio (Mo) é do subgrupo 6B e tem 1 elétron na camada externa. Em particular, os Lantanídios e os Actinídios possuem na camada externa 2 elétrons. Os elementos dessas famílias apresentam propriedades físicas e químicas muito semelhantes. São denominados elementos de transição interna. c) Estudo das camadas internas a partir do 4º. período A partir do 4º. período aparecem os elementos de transição. Seja n o número de camadas de um átomo. Evidentemente pertencem ao nésimo período. Por exemplo, o tungstênio (W) possui a configuração 2-8-18-32-12-2; possui 6 camadas e pertence ao 6º. período Assim podemos concluir que, sendo n a ordem do período, teremos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga camada externa ---------- número quântico principal n penúltima camada --------- número quântico « (n - 1) ante-penúltima camada---- número quântico » (n - 2) No exemplo do tungstênio: elétrons na camada n ------- 2 elétrons na camada (n - 1)----- 12 elétrons na camada (n- 2) ----- 32 Em outras palavras: um subnível (n - 1)d quer dizer: subnível d da penúltima camada; (n - 2)f significa subnível f da ante-penúltima camada. Os elementos não de transição apresentam nas camadas internas todos subníveis completos. Se uma camada interna possui apenas o subnível s (camada K) então terá 2 elétrons nessa camada, ou seja, a configuração s2; se a camada possui subnível s e p, então terá configuração s2, p6, e assim sucessivamente. Isto quer dizer que um elemento não de transição possui nas camadas internas 2, 8, 18 ou 32 elétrons. Reconhece-se um elemento de transição porque, neste, uma das camadas (penúltima ou ante-penúltima) possui subnível incompleto. Exemplos: A 2-8-18-18-7 ........ elemento não de transição B 2-8-18-14-1 ........ elemento de transição Os elementos de transição podem ser classificados em: - transição simples e - transição interna Os elementos de transição simples caracterizam-se por apresentarem subnível (n - l)d incompleto. No exemplo anterior, o átomo B é elemento de transição simples, pois apresenta na penúltima camada a configuração s2,p6,d6. 0 subnível d está incompleto, pois comporta um máximo de 10 elétrons. Apresentar subnível d incompleto significa ter nessa camada x elétrons de modo que 8<x<18. De fato, o preenchimento dos subníveis de uma camada é feito na ordem s,p,d e f. Quando se começa preencher d, já temos s2,p6, ou seja, mais de 8 elétrons e com 18 elétrons ter-se-á lotado o subnível d. Num raciocínio análogo, é de se esperar que ter subnível f incormpleto significa ter x elétrons na camada de modo que 18<x<32. Os elementos que apresentam subnível (n - 2)f incompleto_(subnível f da ante-penúltima camada) são os elementos de transição interna. Exemplos: A { 2-8-18-32-10-2 transição simples B { 2-8-18-24-8-2 transição interna
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Os elementos de transição interna são os Lantanídios e os Actínídios, ambos do subgrupo 3B e respectivamente dos 6º. e7o. períodos. Nos Lantanídios, o subnível incompleto é o 4f; e nos Actinídios, é o 5f. Para ambos, vê-se que os subníveis incompletos correspondem ao (n - 2)f. EXEMPLOS: Seja o Térbio (Tb) de configuração 2-8-18-27-8-2 (n = 6) Na ante-penúltima camada temos a configuração 4s2, 4p6, 4d10, 4f9 0 subnível 4f está incompleto, pois comporta um máximo de 14 elétrons. Graficamente: Examinando-se a configuração eletrônica, imediatamente pode-se concluir se o elemento é ou não de transição. Podemos ainda "enxergar" se o elemento não de transição está à direita ou á esquerda da faixa de transição. A faixa de transição corresponde aos elementos dos grupos 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B. A partir do 4º. Período temos para os elementos não de transição: - à esquerda da faixa de transição { possuem 8 elétrons na (IA e 2A) { penúltima camada - à direita da faixa de transição {possuem 18 elétrons na (3A,4A,5A,6A,7A,zero, 1B, 2B) { penúltima camada EXEMPLOS: Podemos esquematizar um estudo eletrônico característico para os elementos da tabela periódica.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Classificação periódica dos elementos -5 Reprisemos os seguintes fatos: a) Os elementos dos subgrupos 1A e 1B possuem na última camada o subnível s com 1 elétron. Diferencia-se o subgrupo porque os elementos de 1A possuem 8 elétrons na penúltima camada enquanto que os elementos do 1B possuem 18 elétrons na penúltima camada. b) Os elementos dos subgrupos 2A e 2B possuem na camada externa o subnível s com 2 elétrons. Diferencia-se o subgrupo de modo análogo ao caso anterior ou seja, pela penúltima camada. Nessa camada os elementos do 2A possuem 8 elétrons enquanto que do 2B possuem 18 elétrons. c) Os elementos dos subgrupos 3A, 4A, 5A, 6A, 7A e zero vão completando o subnível p da última camada. d) Os elementos de transição possuem na última camada o subnível s com 1 ou 2 elétrons. e) Os elementos de transição simples possuem o subnível d da penúltima camada de modo incompleto. f) Os elementos de transição interna possuem o subível f da ante-penúltima camada de modo incompleto.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos -5 EXERCÍCIOS Fazer as associações com as letras, dadas as configurações eletrônicas: (409) 2, 8, 18, 1 a) elemento de transição (410) 2, 8, 8, 1 b) metal alcalino (411) 2, 8, 18, 6 c) metal do grupo 1B (412) 2, 8, 14, 2 d) chalcogênio Fazer as associações: (413) 2, 8, 18, 23, 8, 2 a) metal de transição simples (414) 2, 8, 18, 32, 14, 2 b) Lantanídio (415) 2, 8, 18, 32, 21, 9, 2 c) Actinídio (416) 2, 8, 18, 32, 18, 8, 1 d) metal alcalino Efetuar as associações
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga D PROPRIEDADES PERIÓDICAS E APERIÓDICAS Se examinarmos as propriedades físicas e químicas dos elementos, à medida que seus números atômicos vão crescendo, concluiremos que existem: - PROPRIEDADES PERIÓDICAS: são propriedades que variam periodicamente e atingem valores máximos e mínimos em colunas bem deter minadas na Tabela Periódica. - PROPRIEDADES APERIODICAS: são aquelas que vão sempre aumentando ou sempre diminuindo a medida que crescem os números atômicos. Dentre as propriedades aperiódicas podemos citar: 1) A massa atômica que aumenta juntamente com o número atômico. 2) 0 calor específico que diminui 5 medida que aumenta o número atômico. 3) A quantidade de raias no espectro de raios-X que cresce com o número atômico. Dentre as propriedades periódicas, aquelas que repetem valores sistematicamente e as mais importantes serão estudadas adiante. _________________ 1) DENSIDADE ________________________ Por definição: Densidade = massa volume Vamos estudar apenas as variações de densidades dos elementos no estado sólido, na Tabela Periódica. A densidade de um sólido depende:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos -5 a) da massa do átomo b) do tamanho do átomo c) da maior ou menor compactação no empi1hamento desses átomos. Examinando-se os elementos na ordem crescente de seus números atômicos, temos o seguinte gráfico para as densidades. Conclusão: A densidade dos elementos aumenta das extremidades para o centro e de cima para baixo. Os elementos mais densos situam-se ao centro, na parte inferior da Tabela. São eles: ósmio e irídio. _________________________________ 2) VOLUME ATÔMICO ________________________ Por definição, volume atômico é o volume ocupado por um átomo- gráma do elemento (6,02 x IO23 átomos) considerado no estado sólido.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Equivale a: volume atômico = massa de um átomo-grama densidade no estado sólido Reparem que o volume atômico não_depende da massa do atômo , pois a densidade já está relacionada a massa. O volume atômico depende: a) do tamanho do átomo b) da maior ou menor compactação no empilhamento desses átomos. O leitor deverá imaginar um "pacote" contendo 1 dúzia de limões e outro 1 dúzia de maçãs. No caso de átomos deveremos ter 6,02 x 1023átomos ao invés de 1 dúzia. Examinando-se os volumes atômicos dos elementos na Tabela Periódica, temos: Conclusão: Vê-se que os volumes atômicos crescem do centro para as extremidades e de cima para baixo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos – 5 De um modo esquemático, supondo que a área dos círculos abaixo representados sejam proporcionais aos volumes atômicos teremos: _____________________________________ 3) PONTOS DE FUSÃO ______________________________________ Definição: Ponto de fusão é a temperatura na qual o elemento passa do estado sólido para o estado líquido, sob determinada pressão. A pressão normal (1 atmosfera) temos o seguinte gráfico:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Conclusão: O ponto de fusão aumenta: - das extremidades para o centro em cada período. - de cima para baixo nas colunas do centro e da direita - de baixo para cima nas colunas da esquerda. Esquematicamente Os pontos de ebulição (temperatura de passagem do liquido para vapor), à pressão normal, também possuem uma variação semelhante. O elemento que apresenta maior ponto de fusão e de ebulição é o tungstênio. (P.F= 3410°C e P.E = 5.9300C) Em temperatura e pressão ambiente (25°C e 1 atmosfera) encontram-se: - no estado gasoso: gases nobres, F2 , Cl2 , 02 , 03 , N2 e H2 - no estado líquido: Br2, Hg e Fr - no estado sólido: restantes elementos ________________________________________________________ 4) RAIOS: ATÔMICOS, COVALENTE, IÔNICO E DE VAN DER WAALS _________________________________________ É impossível determinar o tamanho exato de um átomo isolado. Um dos recursos para se medir o tamanho aparente de um átomo é medir, através dos raios-X, a distância internuclear de átomos ligados. Exemplo: Sejam dois átomos de hidrogênio formando a molécula H2 .
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Os raios-X medem a distância internuclear "d" entre os dois átomos. Embora saibamos que houve uma interpenetração das nuvens eletrônicas, vamos supor que o raio aparente do átomo de hidrogênio é d/2. No exemplo citado a ligação entre os átomos é do tipo covalente. Se a ligação entre 2 átomos quaisquer fosse metálica teríamos uma interpenetração menor da nuvem eletrônica. Resolveu-se dar nomes específicos para os raios aparentes conforme o tipo de ligação. Temos, então: - Ligação metálica------------------- raios atômicos - Ligação covalente----------------- raio covalente - Ligação iônica ------------------ raio iônico - Ligação de Van der Waals ---- raio de Van der Waals Para os elementos do subgrupo(A)a variação dos raios aparentes é: Num período --- aumentam da direita para a esquerda. Numa coluna -- aumentam de cima para baixo. No esquema foram considerados raios atômicos (para ligações metálicas) e raios covalentes (para ligações covalentes). Considerando-se os raios iônicos temos em relação aos raios atômico e covalente: a) Para metais: o raio iônico é menor que o raio atômico, pois o metal perde elétron transformando-se em cátion. b) Para não metais: o raio iônico é maior que o raio covalente, pois o átomo ganha elétron para se transformar em ânion. Como exemplo ilustrativo citemos os metais alcalinos e os halogênios.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Falemos agora no raio de Van der Waals. É a semi-distância entre 2 átomos que apresenta a ligação de Van der Waals. Exemplifiquemos o cloro sólido. Na realidade, uma molécula "encosta-se" à outra no estado sólido. Podemos esquematizar as moléculas desenhando átomos com raios aparentes.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Então, tem-se a impressão de que uma molécula está distanciada da outra. A metade da distância entre os átomos de cloro que "se encostam" e pertencem a moléculas diferentes é denominada raio de Van der Waals. Como se vê, o raio de Van der Waals é sempre maior que o raio covalente. Quanto maior o raio covalente, maior será o raio de Van der Waals. Evidentemente podemos falar no raio de Van der Waals para elementos nobres no estado sólido. Vejamos alguns exemplos de raios de Van der Waals. SUBSTÂNCIA RAIO DE VAN DER WAALS (Å) Ne 1 ,60 Xe 2,17 F2 1 ,35 O2 1 ,40 Cl2 1 ,80 Resumindo: a) Para ligações entre metais Nestes casos só aparecem ligações metálicas e falaremos que a metade da distância internuclear é o raio atômico. b) Para ligações entre metal e não metal Nestes casos temos ligações iônicas e teremos raios iônicos. Evidentemente, existem métodos para se terminar o raio do cátion e o raio do ânion que somados dá a distância internuclear entre os íons. c) Para ligações entre não metal - não metal Agora a ligação é covalente e teremos o raio covalente. Simultaneamente pode-se falar em raio de Van der Waals para as ligações molécula-molécula. d) Para elementos nobres no estado sólido Nestes casos só poderemos falar em ligação de Van der Waals. Obs. : Atualmente, com a descoberta de compostos contendo elementos nobres, pode-se falar em raio covalente para os elementos nobres. ══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga E POTENCIAL DE IONIZAÇÃO __________________________________________________________ 1) DEFINIÇÃO DE ELÉTRON-VOLT (eV) __________________________________________________________ Sejam 2 pontos de espaço onde a diferença de potencial é de 1 volt. Vamos supor que um elétron encontra-se no ponto de potencial menor. Para transportá-lo ao ponto de maior potencial é necessário fornecer ao elétron a energia de 1 elétron volt (1 eV) . ____________________________________________________________________________ Elétron-volt (eV) é a energia necessária para levar o elétron de um ponto a outro onde a diferença de potencial é 1 volt. ____________________________________________________________________________ Relacionemos eV e joule. Sabemos que 1 joule = 1 coulomb x 1 volt Dimensionalmente: [energia] = [carga] x [tensão]
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Para a energia de 1 eV a carga é de 1 elétron (1,6 x 10-19) e a tensão será de 1 volt. Então: 1 eV = (1,6 x 10-19)x (1) = 1,6 x 10-19 coul. X volt coul. volt joule Teremos, então. 1 eV = 1,6 x 10-19 joules ou, ainda, em calorias, usando as relações da termodinâmica: 1 eV = 3,84 x 10-20 cal _______________________________________________ 2) DEFINIÇÃO DE POTENCIAL DE IONIZAÇÃO __________________________________________________________________ Chama-se primeiro potencial de ionização a energia necessária pura arrancar um elétron da camada mais externa de um átomo isolado no estado gasoso. (A grandeza é geralmente expressa em eV). Exemplos: Para o Lítio o primeiro potencial de ionização é 5,4 eV. Isto significa que, para tirar o elétron da última camada do Lítio (2s), é necessária a energia de 5,4 eV. Definem-se também segundo, terceiro, quarto, etc. potenciais de ionização que se referem respectivamente a extrações do segundo, terceiro, quarto, ... elétrons de um átomo. Na prática verifica-se que à medida que vão sendo arrancados mais elétrons, maior dificuldade aparecerá para arrancar novos elétrons em virtude da diminuição do tamanho dos átomos e da aproximação dos elétrons aos seus núcleos. Exemplos: 1) Para o cálcio de Z = 20. 1º. elétron ------ 6 eV 3º. elétron ------- 20 eV 9º. elétron ------ 43 eV 11º. elétron ------ 320 eV † 20º. Elétron ------ 3600eV
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 2) Para o Lítio de Z = 3 1º. elétron------ 5 eV 3º. elétron----— 65 eV ___________________________________________________________________ 3) VARIAÇÃO DOS POTENCIAIS DE IONIZAÇÃO ________________________________________________ Neste curso haverá interesse de estudarmos apenas o primeiro potencial de ionização. Chamaremos o primeiro potencial de ionização simplesmente de potencial de ionização. Para se extrairem elétrons, a energia necessária será tanto maior quanto mais próximo do núcleo estiver o elétron. Assim, o potencial de ionização será tanto menor quanto maior for o número de camadas do átomo. Por outro lado, para átomos com mesmo número de camadas eletrônicas potencial de ionização será tanto maior quanto maior o número de elétrons na camada mais externa, pois estes apresentam maior capacidade de atrair elétrons. Logo, entre os halogênios: F, Cl, Br, I e At, todos com 7 elétrons na camada mais externa, o flúor com apenas 2 camadas apresenta o maior potencial de ionização. Entre Li, Be, B, C, N, 0, F, todos com apenas 2 camadas eletrônicas, o flúor apresenta maior potencial de ionização porque tem 7 elétrons na última camada. Já percebemos que os potenciais de ionização apresentam variações concordantes com a eletronegatividade. Devemos lembrar que se pode falar em potencial de ionização para os gases nobres. _ Como os gases nobres já são estáveis, é difícil arrancar os elétrons desses átomos. Desta forma, os gases nobres apresentam os maiores potenciais de ionização dentro de cada período. O elemento de maior potencial de ionização é o Hélio. - Na tabela, temos valores decrescentes de cima para baixo porque os átomos aumentam de tamanho. Num período, os potenciais de ionização diminuem da direita para a esquerda já que diminui o número de elétrons da camada periférica. Eis uma parte da tabela onde temos os potenciais de ionização expressos em eV.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Num gráfico cartesiano, colocando-se nas abcissas o número atômico e nas ordenadas os potenciais de ionização teremos o seguinte aspecto: Obs.: O potencial de ionização foi expresso em Kcal/mol. Se você quer calcular o valor em eV basta lembrar: 1 eV = 3,84 x 10‾23 Kcal 1 mol = 6,02 x 10 23 átomos ══════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga F ELETRONEGATIVIDADE ____________ DEFINIÇÃO ____________ Eletronegatividade é a "força" com a qual um átomo atrai um elétron para si, no instante da formação de uma ligação química com outro átomo.. Seja a reação: Ao + • B ----- No composto AB podemos imaginar duas hipóteses: - "A" e B atraem igualmente os elétrons; então, o par eletrônico ficará a meia distância entre A e B e diremos que A e B tem a mesma eletronegatividade. Aqui a ligação é covalente pura. - "A" atrai os elétrons mais que B; então o par eletrônico fi cará "mais perto" de A |A ° B| e diremos que A é mais eletronegativo que B (ou B mais eletropositivo que A). Neste caso, a ligação será covalente polarizada, podendo ir até o caso extremo de ligação iônica, quando um dos átomos ficar "dono" exclusivo dos elétrons. Esta é a noção elementar de eletronegatividade. Para uma noção mais detalhada de eletronegatividade é preciso acrescentar as grandezas denominadas potencial de ionização (Pj_) e afinidade eletrônica (Af). Vimos no item anterior o que é potencial de ionização e que a unidade mais utilizada é o eV (eletronvolt). Vamos definir a afinidade eletrônica:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Seja o átomo de flúor isolado no estado gasoso; ele aceita um elétron e a energia libertada nessa associação é chamada "Afinidade eletrônica". Logo: ____________________________________________________________________________ Afinidade eletrônica e a energia libertada quando adicionamos 1 elétron ao átomo isolado, no estado gasoso. _____________________________________________________________________ Muitas vezes, para adicionarmos um elétron ao átomo ocorre uma absorção de energia; neste caso, teremos valores de Af negativos. EXEMPLOS: Então, nos casos do oxigênio e enxofre, a adição de elétrons é acompanhada de absorção de energia. Evidentemente, a afinidade eletrônica do F°é igual ao potencial <le ionização do F‾. Porém, reparem que o potencial de ionização do F° é outro valor:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Agora que já sabemos o que é potencial de ionização (Pi) e afinidade eletrônica (Af) poderemos definir a eletronegatividade segundo o critério de Millikan: Sejam os átomos A e B de diferentes elementos. Vamos supor que eles tivessem a mesma eletronegatividade e teríamos o par eletrônico da ligação A - B perfeitamente em equilíbrio central A : B. Agora vamos separar estes átomos e vamos supor que o par eletrônico da ligação fique somente em A ou somente em B. Duas coisas podem acontecer: ou formam ions A+ e B‾ ou,então,íons A- e B+, se os elétrons inicialmente não pendem para nenhum deles, podemos dizer que temos inicialmente A° e B°. Você percebe que: O sinal menos antes de Af é porque se trata de energia necessária e não libertada como é na definição de Af.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos -5 A energia total (∆E) utilizada na dissociação da molécula A-B será: 1º. modo: ∆E = Pi(B) + [-Af(A)] 2º. modo: ∆E = Pi(A) + [-Af(B)] No entanto, essas energias devem ser iguais desde que eles possuam a mesma eletronegatividade. Então: Pi (B) - Af(A) = Pi-(A) - Af(B) [Pi(B) + Af(B)]=[Pi(A) + Af(A)] Por definição chamamos de: X B e XA serão eletronegatividades de B e A. O quociente 5,6 foi utilizado por Millikan para que os valores de X coincidissem com os valores de eletronegatividade na escala de Pauling (a ser dada depois).
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Então: se XA = XB A e B tem mesma eletronegatividade se XB > XA B é mais eletronegativo que A se XB < XA B é mais eletropositivo que A EXERCÍCIO 421- Sabendo-se que o potencial de ionização do cloro é 13,0 eV e a afinidade eletrônica e 4,0 eV, determine a eletronegatividade do cloro . Assim foram determinadas as eletronegatividades de diversos elementos. Porém, o processo foi muito limitado porque a afinidade eletrônica é conhecida apenas para alguns elementos. O cálculo de Af é bastante complicado na prática e não será discutido aqui. Outro processo foi proposto por Pauling baseado em energia de ligação. Que é energia de ligação? Seja a molécula H2; vamos dissociá-la em 2 átomos H. Para isso, precisamos de uma energia para romper a ligação H-H que é denominada energia de ligação E H-H. No caso, EH-H = 104 Kcal/mol quer dizer: "é necessário 104 kilocalorias para romper 6 x IO23 ligações H-H", A energia de ligação do Cl2 é Eci-ci = 58 Kcal/mol. Nas moléculas H-H e Cl-Cl o par eletrônico está realmente em equilíbrio central (covalência pura) em cada uma delas.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Vamos supor que o H e o Cl tivessem a mesma eletronegatividade. Isto significa que para formar a molécula de HCl bastaria associar HO e Cl0 e não haveria variação de energia nessa associação. Então, para romper a ligação H-Cl seria necessário: Na prática constata-se que a energia de ligação do H-Cl é 103 Kcal/mol. Pauling admitiu que essa diferença fosse causada pela redistribuição de elétrons quando o H ligasse ao Cl. Sugeriu que haveria um ∆H-CI de energia, ou seja, uma energia extra devida à diferença de eletronegatividade entre o H e Cl que causou a nova redistribuição de elétrons. Então, a fórmula real para calcular a energia de ligação real do H-Cl seria: ou genericamente: Chamando de XA e XB as eletronegatividades de A e B,respectivamente, Pauling sugeriu que: O número 23 foi tomado arbitrariamente para que resultasse valores de X e X mais expressivos (menos complicados) Assim encontramos as eletronegatividades: F = 4,0, 0 = 3,5, Cl = 3,0, B = 2,8, H = 2,1, etc. Eis a tabela de eletronegatividade:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIO (422) - Utilizando a tabela, calcular a energia de ligação do H-F sabendo-se que: EF-F = 37 Kcal/mol EH-H = 104 Kcal/mol Estudando a variação das eletronegatividades na tabela temos: Num grupo: aumenta de baixo para cima. Num período: aumenta da esquerda para a direita. O flúor é o elemento de maior eletronegatividade. A propriedade oposta é chamada eletropositividade e sua variação é exatamente inversa. De modo geral pode-se dizer que um elemento é MAIS ELETRONEGATIVO : a) Quanto mais elétrons periféricos tiver (mais próximo de 8) b) Quanto menor for o tamanho do átomo Examinando a tabela periódica, podemos classificar os elementos em METAIS, NÃO METAIS e SEMI-METAIS conforme as suas eletronegatividades. Os semi-metais são B, Si, Ge, As, Sb, Te e Po com eletronegatividade aproximadamente ,2,0. Os elementos situados à direita dos semi-metais possuem eletronegatividade acima de 2,0 e são denominados NÃO METAIS. Aqueles situados à esquerda dos semi-metais possuem eletronegatividade menor que 2,0 e são denominados METAIS. Quando um metal combina-se com um não metal temos uma ligação iônica. De modo geral, esse tipo de ligação aparece quando a diferença entre as eletronegatividades dos elementos é ∆>1,7.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos - 5 Por exemplo o NaCl apresenta ∆ = 3,0 - 0,9 ,= 2,1 Entre não metais a ligação é do tipo covalente e de modo geral A < 1,7. Como exemplo temos: H-Cl; SC12 ; etc. HC1- ∆ = 3,0 - 2,1 = 0,9 SC12 ∆ = 3,0 - 2,5 = 0,5 Na verdade, não há uma distinção nítida entre uma ligação iônica e uma ligação covalente. Os compostos apresentam caráter iônico ou covalente mais acentuados. O NaCl tem caráter iônico muito mais acentuado que o caráter covalente. Assim, quanto maior a diferença ∆ de eletronegatividade mais se acentua o caráter iônico. Portanto, a ligação covalente pura é somente quando temos ∆ =0, ou seja, como em H2 , Cl2 , Br2 , etc. Para ligações com átomos diferentes podemos até dizer se um com ponto tem caráter mais iônico que o outro. Por exemplo: o KC.l tem caráter mais iônico que o MgCl2 porque: KC1 ∆ =3,0 - 0,8 =2,2 MgCl2 ∆ = 3,0 - 1,2 = 1,8 Examinando as ligações iônica, covalente e metálica podemos esquematizar um triângulo onde se indica também o caráter intermediário das ligações para HF, Ag2F e Cu3Sn
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga De modo geral: a) Ligação iônica - entre metal e não metal b) Ligação covalente - entre não metais (podendo incluir os semi - metais) c) Ligação metálica - entre metais ═══════════════ G PROPRIEDADES QUÍMICAS Os elementos da mesma coluna apresentam propriedades químicas semelhantes de acordo com a construção da Tabela Periódica". ___________________________________________ 1) NATUREZA DAS LIGAÇÕES ____________________________________________ Poderemos observar na Tabela os metais, semi-metais e os não metais em áreas bem nítidas.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 Observação: O hidrogênio deve ser colocado no grupo dos não metais. a) Quando encontramos esses elementos sob forma de substâncias simples temos: metais ------ átomos unidos por ligação metálica não metais ------ átomos unidos por ligação covalente constituindo moléculas b) Quando um metal combina-se com não metal forma-se geralmente um composto de ligação iônica (diferença de eletronegatividade maior que 1,7). Exemplos: NaCl, KF, CaCl2 , etc. Para os elementos do subgrupo A,temos a seguinte proporção de combinações nos compostos iônicos. Exemplos: I) Fluoreto de cálcio II) Sulfeto de estanho III) Oxido de alumínio Observação: Às vezes, um metal pode combinar-se com um não-metal dando compostos covalentes, mas são raríssimas exceções. Exemplos: BeH2 , Al2Cl6 , etc. cujas estruturas se explicam pela hibridização de orbitais. c) Quando dois não-metais se combinam ou,ainda, ocorre ligação entre não- metal e semi-metal a ligação será sempre covalente. Exemplos: C1F, F20 , HF, N205 , AsH3 , etc. Nestes casos as proporções dependem dos tipos de ligação. ══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga _____________________ 2) HIDRETOS _____________________ São compostos do tipo EHX onde x corresponde em valor absoluto à valência de E. De modo geral, são hidretos iônicos os metálicos e são hidretos moleculares aqueles de não-metais e semi-metais. Exemplos: Hidreto de sódio Na+H Hidreto de arsênio AsH3 Hidreto de cálcio Ca ++ H2‾ Hidreto de enxofre H2 S Observações: a) É de costume escrever o H em primeiro lugar para os hidretos de halogênios e chalcogênios. Para os demais hidretos o H é escrito depois. Exemplos: H2Se,HF, CH4,, NH3 , etc. b) Alguns hidretos fogem a regra geral de serem moleculares ou iônicos mas são casos de mínima importância. BeH2 - hidreto molecular B2H6 - hidreto molecular ao invés de (BH3) ══════════════ _______________ 3) ÓXIDOS ________________ São compostos do tipo E2 Ox, podendo simplificar-se por EOy (y=x/2) . x é a valência de E. Os óxidos podem ser classificados em moleculares e iônicos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 O valor de x ,para os óxidos máximos do subgrupo A, é o número do grupo. Assim: Na ------------ grupo I Ca ------------ grupo II Al ------------ grupo III C ------------ grupo IV N ------------ grupo V S ------------ grupo VI Cl ------------ grupo VII formam os seguintes óxidos máximos Na2O ------------ iônico CaO ------------ iônico A12O3 ------------ iônico C02 ------------ molecular N2O5 ------------ molecular S03 ------------ molecular C1207------------ molecular ═════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS E TESTES (423) A tabela apresenta números de períodos e grupos, respectivamente: a) 9 e 8 d) depende da fileira b) 7 e 18 e) nenhuma das respostas c) 7 e 9 (424) Elementos do mesmo período apresentam mesmo número de: a) elétrons d) massas iguais b) camadas eletrônicas e) nenhuma das anteriores c) elétrons na última camada (425) Elementos do mesmo subgrupo A apresentam mesmo número de: a) elétrons d) elétrons na última camada b) cargas e) nenhuma das respostas anteriores c) massas As questões 426 a 435 referem-se ã seguinte tabela esquemática. As letras foram escolhidas arbitrariamente para representar os elementos químicos: (426) Dentre os elementos presentes, pode-se afirmar que apresentam 2 elétrons na camada mais externa somente pela posição na tabela: a) A, B e K c) B, C, D, H e) B, L, M, N b) B, C, D, E d) J, A, K
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos - 5 (427) Estão em ordem crescente de volumes atômicos: a) B, C, D d) X, V, J b) B, E, X, F e) D, E, X c) X, F, Q (428) Estão em ordem decrescente de eletronegatividade: a) A, B, C, D, J d) G, E, D, C, B, K b) H, X, F, G e) nenhuma das respostas c) J, P, X (429) Dentre os elementos presentes o mais denso é: a) D d) X b) K e) J c) M (430) Dentre os elementos presentes aquele de maior potencial de ionização é: a) K d) J b) H e) M c) D (431) Combinando o elemento C e H forma-se um composto de ligação: a) eletrovalente d) Van der Waals b) covalente e) não forma tal composto c) metálica (432) Um hidreto do elemento B tem fórmula e ligação, respectivamente: a) HB e covalente d) BH2 e covalente b) BH2 e eletrovalente e) nenhuma das respostas anteriores c) BH6 e eletrovalente (433) Um hidreto do elemento G reage com a seguinte substância: a) KOH d) H20 b) CaCO3 e) todas as anteriores c) Na2O (434) Os óxidos máximos dos elementos B e G são, respectivamente: a) BO e G2O c) B2O e G2O 7 e) BO e G2O7 b) BO e GO2 d) BO2 e GO 2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (435) São elementos radiativos naturais: a) L e C d) M, K e X b) L e M e) nenhuma das anteriores c) D e J "A seguir apresentamos algumas questões propostas em vestibulares. Nos exames do CESCEM, sempre, uma tabela periódica completa acompanhou o caderno de questões". (436) Elementos de transição são aqueles em que os elétrons de diferenciação se colocam: a) somente em orbitais s d) em orbitais s, p ou d b) somente em orbitais p e) somente em orbitais d c) em orbitais s ou p (CESCEM-67) (437) Os potenciais de ionização dos elementos alcalinos: a) decrescem regularmente com número atômico crescente b) crescem regularmente com número atômico crescente c) são todos iguais d) crescem até o potássio e decrescem, em seguida, até o césio e) decrescem até o potássio e crescem, em seguida, até o césio (CESCEM-67) (438) As eletronegatividades do oxigênio e do bário (escala de Pauling) são,respectivamente 3,5 e 0,9. O óxido de bário deverá ser provavelmente um: a) sólido de alto ponto de fusão d) líquido colorido b) sólido de baixo ponto de fusão e) gás c) líquido incolor (CESCEM-67) (439) 0 raio atômico do césio é menor do que o do sódio PORQUE o césio e o sódio estão situados na mesma família da tabela periódica. (CESCEM-67) As questões 440 a 442 são baseadas na seguinte informação a respeito de quatro íons isolados:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos - 5 ÍON No. ATÔMICO MASSA ATÔMICA F‾ 9 19,0 unidades de massa atômica Na+ 11 2 3, 0 unidades de ma s s a atômica Mg++ 12 2 4, 2 unidades de ma s s a atômica Al3+ 13 2 7, 0 unidades de m as s a atômica (440) Qual das afirmações seguintes é verdadeira para os quatro íons? a) O número de nêutrons por núcleo é o mesmo nos quatro casos. b) A massa atômica é a mesma nos quatro casos. c) São todos membros do mesmo período do sistema periódico. d) São todos membros da mesma família do sistema periódico. e) São todos isoeletrônicos. (441) Qual dos íons terá o maior raio? a) Al3 + b) Mg + c) Na+ e) Todos os quatro íons tem o mesmo raio. d) F‾ (442) A sua resposta correta para a questão anterior (441) foi baseada na idéia de que: a) O íon com a maior carga nuclear terá o raio maior b) O raio iônico aumenta à medida que o número atômico aumenta. c) Somente no caso do F‾ o número de elétrons excede a carga nuclear. d) Como todos os quatro íons são isoeletrônicos, devem ter o mesmo raio. e) 0 íon que possui o maior número de orbitais é o maior. (CESCEM-67) As questões 443 a 447 referem-se às seguintes configurações eletrônicas das camadas mais externas de cinco elementos diferentes:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (443) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, poderia ou poderiam ser certamente gasosos à temperatura ambiente. a) A e C d) C e E b) A e D e) nenhum deles c) C (444) Qual dos elementos abaixo, na forma sólida, seria o melhor condutor de eletricidade: a) A d) D b) B e) E c) C (445) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, deveria ou deveriam reagir com o elemento D para formar provavelmente um composto salino: a) A d) B e C b) A e E e) nenhum deles c) A e B (446) Qual elemento teria o maior ponto de ebulição? a) A d) D b) B e) E c) C (447) Qual ou quais dos elementos abaixo, se for o caso, poderia ou poderiam formar um fluoreto de formula XF, no qual X representa um dos seguintes elementos? a) A d) B e E b) B e D e) nenhum deles c) B e C (CESCEM-67) (448) Os pontos de fusão e de ebulição dos halogênios aumentam regularmente com o número atômico crescente PORQUE as moléculas dos halogênios são diatômicas. (CESCEM-68) (449) 0 elemento germânio foi descoberto: a) Antes do elemento silício d) Por Gay-Lussac b) Depois do elemento silício e) Por Mendelejeff c) Simultaneamente com o elemento silício (CESCEM-69)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos -5 (450) Qual dos elementos abaixo provavelmente possui o menor ponto de fusão? a) Na d) Sr b) K e) Rb c) Cs (451) Na classificação periódica atual, os elementos químicos são colocados em ordem crescente de: a) Pesos atômicos d) Volumes atômicos b) Massas atômicas c) Números atômicos FM Santa Casa-66 (452) A fórmula do hidreto de um elemento E pertencente ao 2º. grupo da tabela periódica é: a) EH d) EH6 b) E2H c) EH2 FM Santa Casa-66 (453) 0 halogênio de ponto de fusão mais elevado e: a) O flúor d) O iôdo b) O cloro c) O bromo FM Santa Casa-66 (454) Num mesmo grupo da tabela periódica, o caráter eletronegativo cresce: a) De cima para baixo d) Das extremidades para o centro b) De baixo para cima c) Do centro para as extremidades FM Santa Casa-66 (455) Num mesmo período da tabela periódica, o caráter eletronegativo cresce: a) Da direita para a esquerda c) Do centro para as extremidades b) Da esquerda para a direita d) Das extremidades para o centro FM Santa Casa-66
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (456) Qual dos seguintes fatores não está ligado à eletronegatividade dos átomos? a) No. de neutrons no núcleo b) No. de elétrons na cerne da eletrosfera c) No. de elétrons no último nível energético d) No. de prótons no núcleo e) Distância entre os elétrons do último nível energético e o núcleo FM Santa Casa-68 (457) Átomos que ocupam a penúltima posição de seu período na tabela periódica (da esquerda para a direita) terão tendência para: a) Dar ou receber um elétron da acordo com as condições experimentais b) Doar 2 elétrons tornando-se cátion bivalente c) Doar 1 elétron tornando-se cátion monovalente d) Receber 1 elétron tornando-se anion monovalente e) Receber 2 elétrons tornando-se anion bivalente FM Santa Casa-68 (458) Átomos que perdem um elétron para atingir, em seu último nível energético, a estrutura de gás nobre, se transformam em...... e se localizam no grupo ......na tabela periódica dos elementos. a) Cátions; II-A d) Prótons; I-A b) Ânions; I-B e) cátions; II-B c) Cátions; I-A FM Santa Casa-68 (459) Cobre, prata e ouro ocupam, respectivamente, posições nos períodos 4, 5 e 6 e pertencem ao grupo B da Tabela Periódica dos Elementos. 0 cobre tem no. atômico igual a 29. Quantos níveis energéticos e quantos elétrons no último nível seus ato nos possuem, respectivamente? a) 4, 5 e 6: 1, 1 e 1 elétron no último nível energético b) 4, 4 e 4: 2, 3 e 4 elétrons no último nível energético c) 5, 5 e 5: 4, 5 e 6 elétrons no último nível energético d) 6, 6 e 6: 2, 2 e 2 elétrons no último nível energético e) 4, 5 e 6: 2, 2 e 3 elétrons no último nível energético FM Santa Casa-68
  • 372.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos – 5 (460) O potássio (no. atômico 19, peso atômico 39) tem volume atômico mais de 7 vezes superior ao do níquel (no. atômico 28, peso atômico 59). Esse fato se deve a: a) Os elétrons no átomo de níquel se agrupam em orbitais interiores b) O número de orbitais no níquel e menor que no potássio c) O volume atômico depende da densidade d) A força nuclear dada pelos prótons é operativa o que diminui o tamanho do átomo de níquel e) Qualquer das respostas é verdadeira MED-SANTA CASA-69 (461) Qual dos átomos abaixo requer o menor fornecimento de energia para que perca um elétron? a) Cs d) F b) Ba e) Br c) Ne ITA-64 (462) Qual dos compostos abaixo tem uma fórmula que não corresponde bem à posição dos elementos constituintes na classificação periódica? a) K2S d) AsH3 b) CaBr2 e) SICI4 c) Mg2P3 ITA-64 (463) Qual dos compostos abaixo é melhor exemplo de sólido iônico. a) CaCl2 d) SICI4 b) BF3 e) SnCl4 c) CCl4 ITA-64 (464) Qual das partículas abaixo tem o maior diâmetro? a) F‾ d) Mg++ b) Ne° e) Al+++ c) Na+ ITA-65
  • 373.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (465) A retirada de um segundo elétron de um átomo ionizado requer mais energia porque: a) O núcleo p a ss a a atrair mais os elétrons restantes b) O núcleo do átomo ionizado p as s a a ter diâmetro menor c) Esse elétron esta sempre colocado em nível quântico mais interno d) O átomo ionizado pa s sa a t er diâmetro maior e) Todas as r es p ost a s estão c er t a s (ITA-66) (466) Analisando a tabela da classificação periódica dos elementos, da e sq u er d a para a direita e de cima para baixo, verificar-se-á que: a) O raio atômico cr es c e num mesmo período b) A eletronegatividade cresce num mesmo período c) O raio atômico decresce numa mesma família d) A eletronegatividade cr es c e numa mesma família e) O numero de oxidação permanece constante num mesmo período (ITA-66) (467) As let r as a, b, c, d, e estão,respectivamente , relacionadas com os números: a) alcalinos (1) Na, K, Cs b) al ca lin o terrosos (2) F, Br, I c) halogênios (3) Mg, Ba, Ra d) t er r a s raras (4) Fe, Co, Ni e) transição (5) Ce, Er, Tm Teremos: a) 1, 2, 3, 4, 5 d) 3, 1, 2, 4, 5 b) 1, 3, 2, 5, 4 e) 3, 2, 4, 5, 1 c) 1, 5, 2, 3, 4 (ITA-67) As cinco questões seguintes referem-se à classificação periódica dos elementos, esquematizada abaixo. Os símbolos dos elementos foram substituídos por letras ARBITRARIAMENTE e s c olh i da s. A letra T representa o símbolo de um gás nobre.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 (ITA-67) (468) Um elemento cujo HIDRETO gasoso se dissolve em água para formar um ácido forte S representado pela letra: a) X d) L b) R e) G c) J (469) Que elemento ou grupo de elementos tem o esquema abaixo para representar a disposição de seus elétrons de VALÊNCIA? (470) a) só L d) W, R e Z b) M e Y e) G, J, L e R c) J e Q (470) Quantos elementos ficam situados na fila HORIZONTAL em branco entre os elementos Y e U? a) 3 d) 14 b) 6 e) 18 c) 10 (471) Baseado na posição dos elementos mencionados na tabela periódica acima, diga qual das fórmulas seguintes deve ser FALSA: a) X2L b) YW2 c) M2J3 d) QV3 e) GR4
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (472) Dos elementos assinalados, aquele que irá requerer MENOR energia para se transformar em cátion monovalente, quando na forma de gás, é o: a) X d) W b) V e) T C) U (ITA-67) (473) A classificação periódica dos elementos é fundamentada na variação periódica das propriedades desses elementos em função dos valores crescentes: a) Do átomo-grama d) Do número de nêutrons b) Da massa atômica e) Do número de prótons c) Do número atômico f) Do número de massa (EPUSP-65) (474) Qual das seguintes substâncias possui ponto de fusão mais elevado? a) Sn c) W b) Fe d) Pb (EPUSP-66) (475) São propriedades periódicas: a) Volume atômico e fusibilidade b) Volatibilidade e calor específico c) Massa atômica e densidade (FEI-67) (476) 0 lantânio pode ser classificado como: a) Um elemento de transição interna b) Um elemento de não transição c) Um elemento de transição d) Nenhuma das respostas anteriores (FEI-67) (477) Na primitiva classificação de Mendelejew os elementos químicos foram colocados em ordem crescente de: a) Volumes atômicos c) Massas atômicas b) Números atômicos d) Valência (FEI-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 (478) O halogênio de ponto de fusão mais alto é: a) Bromo b) Cloro c) Iodo (FEI-68) (479) Num mesmo período da tabela periódica, o caráter eletropositivo cresce: a) Da direita para a esquerda b) Da esquerda para a direita c) Do centro para as extremidades (FEI-68) (480) Os íons F‾ , Na+ , Mg++ e Al+++ possuem todos o mesmo número de elétrons. Qual é o maior? Números atômicos: F = 9; Na = 11; Mg = 12; Al = 13 (MACKENZIE-66) (481) Através da lei de Moseley torna-se possível identificar: a) O número atômico de um elemento a partir do seu espectro de raios-X b) As variedades alotrópicas de um elemento c) Os vários isótopos de um elemento (ALVARES PENTEADO-68) (482) Estão situados no centro do quadro periódico e tem densidade superior a 6: a) Os não metais d) Os halogênios b) Os metais leves e) Os semi-metais c) Os metais pesados (MOGI-68) (483) Os elementos Ca, Ba, Sr, Ra, Be e Mg são: a) Alcalinos d) Semi-metais b) Alcalinos-terrosos e) Nenhuma das alternativas c) Sólidos (MOGI-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga As quatro questões seguintes estão relacionadas com as configurações eletrônicas dos átomos dos elementos a, b, c, d e e, pertencentes ao mesmo período da tabela periódica: a) ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s1 d) ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s2 , 3p5 b) ls2 , 2s2 , 2p6 , 3S2 , 3p1 e) ls2 , 2s2 , 2p6 , 3s2 , 3p6 c) ls2 , 2s2, , 2p6 , 3s2 , 3P4 (484) Baseados nas quais deve-se esperar: a) 0 raio atômico e o primeiro potencial de ionização crescem de a a e b) Nada se pode afirmar c) Ambos decrescem de a a e d) O raio atômico decresce e o 1º. potencial de ionização cresce de a a e e) 0 raio atômico cresce e o 1º. potencial de ionização decresce de a a e (485) a) O elemento a é metal, d halogênio e e gas nobre b) O elemento a é não metal, b metal e c halogênio c) O elemento a é metal, c não metal e d gás nobre d) O elemento b é metal, c halogênio e d gás nobre e) O elemento c é não metal, d e e halogênios (486) 0 elemento que apresenta o segundo potencial de ionização maior é: a) a d) d b) b e) e c) c (487) 0 elemento mais eletropositivo é: a) a d) d b) b e) e c) c (MOGI-69) (488) Se um elemento pertencer ao 49 período da classificação periódica, que tipo de orbitais pode este apresentar: a)s, p, d, f c)s, p, d e) s, d, f b) s, p d) s, p, f (EE S.CARLOS-68)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga classificação periódica dos elementos-5 (489) Dos compostos abaixo, qual apresenta fórmula que não corresponde bem a posição dos elementos constituintes na classificação periódica: a) Cl2O7 d) KC13 b) CCl4 e) PCI5 c) Na2S (EE S.CARLOS-68) (490) São propriedades aperiódicas e periódicas, respectivamente: a) O estado de agregação e calor específico b) A massa atômica e a massa específica c) O volume atômico e o ponto de fusão (E-E-MAUÁ-66) (491) Qual das seguintes propriedades é mais característica do grupo VII A(halogênios) da Tabela Periódica? a) Tendência de perder elétrons b) Configuração eletrônica mais externa do tipo ns2np5 c) Baixo potencial de ionização d) Afinidade eletrônica nula (FILOSOFIA USP - 67) (492) Os lantanídeos tem propriedades químicas muito semelhantes por que: a) O número atômico não varia muito do primeiro ao último elemento da série b) As diferenças entre suas configurações eletrônicas ocorrem em orbitais muito internos c) Possuem massas atômicas próximas d) Todos possuem o orbital 4s preenchido e) Todos possuem peso atômico elevado (UFMG-67) As cinco questões seguintes são do tipo associação: a) Elemento de maior eletronegatividade b) Configuração eletrônica ls2 , 2s2 , 2p6 , 3S2 , 3p5 c) Elemento cujos átomos possuem elétrons num nível de numero quântico maior envolvendo um nível parcialmente preenchido, de número quântico menor
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga d) Elemento que se distingue do de número atômico imediatamente inferior por um elétron no nível 4f e) Elemento de maior tamanho atômico (493) Halogênio (494) Frâncio (495) Flúor (496) Lantanídeo (497) Elemento de transição (MED GB-68) (498) A eletronegatividade dos elementos exprimem em última análise : a) Seu número de valência b) O diâmetro do seu átomo c) A avidez por elétrons d) A diferença entre o número de prótons e elétrons e) Nenhuma das anteriores (LINS-67) (499) 0 enxôfre é circundado na Tabela Periódica pelo O, Se, Pe Cl. Então: a) P, S e Cl pertencem a um mesmo período b) S, O e Cl pertencem a um mesmo grupo c) S, Se e O formam uma tríada (MAUÁ-65) ═════════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA capítulo 6
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A CONCEITOS DE OXIDAÇÃO E REDUÇÃO A palavra oxidação nasceu do fenômeno químico "combinar-se com o oxigênio". Até hoje costuma-se dizer: "este parafuso oxidou-se" o que significa que o metal combinou-se com o oxigênio. Seja o átomo de cálcio combinando-se com o átomo de oxigênio. Ca + [O] --- Cao Como houve uma combinação com o oxigênio, diria-se: o cálcio oxidou-se. Com a descoberta da estrutura eletrônica, verificou-se que, quando um elemento combina-se com o oxigênio, aquele acaba perdendo elétrons para o oxigênio. De fato, na reação mencionada temos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como o leitor pode perceber, o cálcio perdeu 2 elétrons para o oxigênio. Dizemos que o cálcio oxidou-se e o oxigênio reduziu-se. Generalizando pode-se dizer: OXIDAR-SE é perder elétrons REDUZIR-SE e ganhar elétrons Vamos agora equacionar o fenômeno e reparem as cargas que os átomos irão adquirir: Ca0 + [O] 0 ------ Ca++O= Numa observação isolada para cada átomo temos: Reparem que, quando um átomo perde elétron,ele fica mais positivo. Chamemos, provisoriamente, a carga do átomo de NÚMERO DE OXIDAÇÃO (Nox.). Então, quando um átomo oxida-se ocorre aumento no seu número de oxidação. Analogamente para o oxigênio: Ocorrendo uma redução verifica-se diminuição do número de oxidação: Podemos dizer então que: OXIDAR-SE é p er der e l é t r o n s ou aum ent ar o número de oxidação REDUZIR-SE é g a n h a r e l é t r o n s ou d i m i n u i r o número de oxidação
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 Num esquema gráfico,podemos representar do seguinte modo: Quando um átomo oxida-se, existe outro que se reduz porque, óxido-redução é uma reação de transferência de elétrons. É como um sistema de recipientes interligados contendo água, como mostra a figura. Se o nível de um está abaixando, o nível do outro está subindo. Se o Nox de um átomo está diminuindo (redução) o Nox do outro está aumentando (oxidação) . EXERCÍCIOS (500) Quando o Fe++ passa a Fe+++ ocorreu uma: a) oxidação b) redução (501) Existem reações de Óxido-redução na ausência de oxigênio? a) sim b) não (502) Quando o flúor gasoso F2 transforma-se em íon estável ocorre: a) oxidação b) redução c) nem oxidação nem redução
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga B OXIDANTES E REDUTORES O que se observou no item anterior é que uma reação de óxido-redução não é nada mais que uma transferência de elétrons. Realmente, um átomo cede elétrons ao outro porque este quer receber esses elétrons. Aquele,que quer receber os elétrons, é quem provoca a oxidação. Então, o receptor de elétrons é chamado OXIDANTE. Da mesma forma podemos falar em REDUTOR. O redutor deve provocar a redução de um átomo. O redutor deve perder elétrons para o outro átomo. Aquele que se oxida é o REDUTOR. Aquele que se reduz é o OXIDANTE. Isto ocorre porque a oxidação e a redução são simultâneas. 0 fenômeno tem uma boa semelhança com o seguinte quadro humorístico:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução-6 Seja um assalto: Aquele que perde a "gaita" é quem foi assaltado. O assaltante é quem "recheou-se" com a "bolada". Então: Agora torna-se necessária uma generalização: Oxidam-se ou reduzem-se (perdem ou ganham elétrons) átomos de um elemento. Entretanto, quando se fala em oxidantes e redutores refere-se não só aos átomos dos elementos que perdem ou ganham elétrons, mas sim às moléculas e íons das SUBSTÂNCIAS que possuem esses átomos. Por exemplo: No KMnO4 , o manganês é capaz de ganhar elétrons. Então, o Mn é quem sofre a redução. Porém, por extensão, dizemos que o oxidante é o permanganato de potássio. É como num jogo de futebol. É o "jogador" quem marca o gol e quem ganha o jogo é o "time". É o átomo que perde ou ganha elétrons. Mas, o redutor ou oxidante é o "time" de átomos presentes na reação. Seja a reação abaixo onde já mencionamos os números de oxidação: oxidou-se: Fe reduziu-se: H oxidante: H2SO4 (por causa do H) redutor: Fe
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (503) Seja a reação: Qual átomo ou substância: a) oxidou-se b) reduziu-se c) oxidante d) redutor (504) Se a reação anterior fosse reversível, no sentido inverso, o oxidante seria o: a) Cl‾ b) NaCl c) Br2 d) Na + ══════════════ C NÚMERO DE OXIDAÇÃO (Nox) Suponhamos que um grupo de rapazes vão jogar "poker". Eles estão numa sala e cada um tem determinadas quantias no bolso. Por convenção, anotemos a quantia de cada um e atribuamos valor ZERO para todas, embora sejam quantias diferentes. Então, os indivíduos A, B, C, etc: A possui R$ 20,00 ... seu Nox = 0 B possui R$ 8,00 ... seu Nox = 0 e assim sucessivamente.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga oxido-redução-6 Agora eles já jogaram e uns "perderam" (oxidação) e outros "ganharam" (redução) . Cada "real lucrado ou perdido será contabilizado como uma unidade de Nox. Só que iremos adotar a seguinte convenção para os sinais de Nox: se alguém "ganha" o Nox será" negativo (-) e quando "perde" o seu Nox será positivo; isto porque os "reais" estão sendo comparados com elétrons. Estamos usando uma convenção contrária da habitual para contabilizar reais. Suponhamos que um indivíduo "A" entrasse no jogo com R$20,00 a saísse com R$ 18,00. A entra com R$ 20,00------ Nox = zero sai com R$ 18,00 ------ Nox = (+2) Suponhamos que o indivíduo "B" entrasse no jogo com R$8,00 saísse com R$ 10,00. B entra com R$ 8,00 ------ Nox = zero sai com R$ 10,00 ----- Nox = (-2) O que se percebe é que Nox representa o verdadeiro lucro ou perda, com uma convenção de sinais contrária da usual. Para os átomos, Nox representa lucros ou perdas de elétrons. Quando um átomo perde elétrons, ele fica eletricamente mais positivo e, teremos Nox positivo; se o átomo ganha elétrons terá Nox negativo. No exemplo do cálcio combinando-se com oxigênio: Cálcio tinha 20 elétrons ------ Nox = zero ficou com 18 elétrons ------ Nox = (+2) Oxigênio tinha 8 elétrons ------ Nox = zero ficou com 10 elétrons ------ Nox = (-2) O Nox representa lucros e perdas de elétrons e, surge uma propriedade muito importante: A soma algébrica dos Nox de todos os átomos de uma molécula é igual a zero. ΣNox = 0 Isto decorre porque nenhum elétron pode ser criado ou destruido. Tivemos a primeira idéia de Nox. Para termos um conceito mais amplo de Nox iremos defini-lo em duas espécies de compostos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga __________________ 1º.) Nox de íons ______________________ Como já vimos, Nox é 1ucro ou perda de elétrons e será, no caso de íons exatamente a carga do íon. ═════════════ EXERCÍCIOS Exemplos: Ca++ ---- Nox = +2 (505) CaCl2 Cl ---- Nox = -1 Al ---- Nox = +3 (506) Al2(So4)3 So ---- Nox = -2 Pt ---- Nox = +4 (507) PtS2 S ---- Nox = -2 Lembre-se que Nox é carga de apenas um íon e não a soma das cargas. Por exemplo, no CrI3 o Nox do iodo é -1 e não -3. Determine o Nox dos elementos abaixo assinalados: ══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-reducão – 6 _________________________________ 3b) Nox de átomos nas moléculas _______________________________________________ Quando se ligam 2 átomos de diferentes eletronegatividades por covalência, a nuvem de elétrons fica deslocada para o lado do átomo mais eletronegativo. No exemplo ao lado, o flúor atrairá mais o par eletrônico da ligação e, teremos uma polarização negativa para o flúor. Neste caso, embora haja maior domínio do par eletrônico pelo flúor, o hidrogênio não cedeu totalmente seu elétron. O número de oxidação, será calculado em base puramente hipotética. Suponhamos que haja separação desses átomos. Então, o flúor ficará com o par eletrônico de ligação, tornando-se "F‾", enquanto teremos "H+" do outro lado. Isto realmente irá acontecer quando, "HF" tomar parte nessa reação, por exemplo, com a água. Entretanto, mesmo antes da separação desses átomos, diremos que o número de oxidação do flúor é "-1" e, o do hidrogênio é "+1", pois estas seriam as cargas a serem adquiridas. Normalmente, esses Nox são calculados na própria fórmula estrutural, evitando-se a complexa representação eletrônica. Cada traço representa um par eletrônico de ligação. Escrita a fórmula estrutural, risca-se um limite entre os átomos, ficando com o par eletrônico da ligação (traço) o átomo mais eletronegativo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Na questão em foco, a separação do HF é feita com um limite de modo que o par de elétrons (traço) fique na região do flúor. Cada traço ganho por um átomo representa lucro de 1 elétron; cada traço ganho será uma unidade negativa de Nox. Ao contrário, cada traço perdido será um elétron a menos para o átomo e isto representará uma unidade positiva de Nox. Nos outros casos, quem ficaria com o par eletrônico (traço)? Evidentemente o átomo mais eletronegativo dentre os que disputam os elétrons. Lembremos da fila de eletronegatividade segundo Pauling: F O N, Cl Br S, I, C H 4,0 3,5 3,0 2,8 2,5 2,1 Vejamos alguns exemplos de cálculo de Nox. - Seja o Nox do carbono no clorofórmio (HCCI3). - Seja o Nox do cloro no Cl2. C1 ▬▬▬ C1 Quando eles possuem mesma eletronegatividade, nenhum dos átomos sai 1ucrando ou perdendo elétrons. Então o Nox será zero. Disso decorre imediatamente que: SUBSTÂNCIAS SIMPLES TÊM NÚMERO DE OXIDAÇÃO ZERO Seja o Nox do C ligado ao OH, no álcool abaixo:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução – 6 EXERCÍCIOS (512) Determine os Nox dos átomos assinalados nos seguintes compostos: (513) Quando o número de oxidação do oxigênio não é -2? a) O ligado ao hidrogênio b) O ligado ao flúor c) O ligado ao cloro d) O na forma de íon O= Examinemos agora o número de oxidação de um átomo que possui ligação dativa. Seja a molécula de SO2, onde temos uma ligação dativa e duas covalentes normais. Na separação dos átomos, o oxigênio ficará com os elétrons das ligações. Então, o enxofre perderá 4 elétrons e seu Nox será +4, enquanto cada oxigênio terá Nox igual a -2. Observe que uma ligação dativa tem um par de elétrons só de um átomo. Em outras palavras, a "seta" vale por 2 elétrons. No desenho ao lado, o enxofre perdeu 2 "traços" (2 elétrons) e 1 "seta" (2 elétrons).
  • 392.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Seja agora o monóxido de carbono que possui duas covalentes normais e uma dativa do oxigênio para o carbono. Na separação dos átomos o oxigênio ficará com os elétrons. Vê-se que o carbono perde 2 elétrons por causa das ligações covalentes normais e nada perde por causa da dativa. Colocando agora num caso mais geral, para uma ligação dativa entre A e B,pode ou A ou B ficar com o par eletrônico da ligação dativa. De acordo com a representação ao lado, o par de elétrons é do átomo A. 1º. caso: Se B for mais eletronegativo que A então B ficará com a"seta" e terá ganho 2 elétrons de A. 2º. caso: Se A for mais eletronegativo que B então A ficará com a"seta" e terá recuperado o par de elétrons. Neste caso, nenhum deles perde ou ganha elétrons. Para visualizar de um modo mais prático, pense assim: O limite é a referência para sabermos se algum dos átomos está ganhando ou perdendo elétrons. Se a seta que era de A (2E de A) atravessou o limite, temos o 1º. caso e, realmente, A perdeu 2E, enquanto B ganhou 2E. Se a "seta" não atravessou o limite, não teremos nem ganho nem perda de elétrons. Agora já podemos dizer o que é número de oxidação de um átomo numa molécula. ___________________________________________________________________________ Número de oxidação de um átomo ligado por covalências normais ou dativas é a carga que este átomo deveria adquirir se ocorresse a separação de todos os átomos a ele ligados, ficando com os elementos mais eletronegativos os pares eletrônicos da ligação. ____________________________________________________________________________
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxído-redução – 6 EXERCÍCIOS (514) Calcular o Nox do enxofre no ácido sulfúrico. - Na ligação O - S o enxofre perde 1 elétron. - Na ligação S - O o enxofre perde 2 elétrons. O Nox do S será +6 (perda de 6 elétrons). Reparem que isto não significa ter o S perdido realmente seis elétrons; significa apenas que os seis elétrons do enxofre estão mais no campo de influência do oxigênio que do próprio enxofre. Calcular os Nox dos elementos abaixo indicados: Nos exercícios procura-se calcular o Nox dos elementos por um processo mais rápido. Existem determinados elementos que possuem Nox característicos. Por exemplo, o oxigênio quando se liga a qual quer elemento (exceto F ou outro O) terá Nox_ = -2 pois, sendo mais eletronegativo que o outro, irá atrair os elétrons das ligações. Temos a seguir uma lista de elementos com Nox característicos.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ a) substância simples O2, O3, N2, Na0, etc zero b) Alcalinos e H +1 c) Alcalinos terrosos +2 d) Halogênios (colocados na ponta direita) -1 e) Chalcogênios (colocados na ponta direita) -2 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Se num composto existe apenas 1 elemento de Nox desconhecido e, os restantes são elementos do quadro acima, então, pode-se aplicar aquela propriedade importante: Σ Nox = ZERO Exemplo: (520) No KMnO4, vamos calcular o Nox do Mn. O K é alcalino e Nox = +1. O O é chalcogênio,que na ponta direita vale -2. (521) Seja o K2Cr207. Antes de prosseguirmos com os exercícios, vamos falar em alguns detalhes da regra. Por que o halogênio ou chalcogênio precisa estar na "ponta direita" para ter números de oxidação -1 e -2 Respectivamente? Exemplo:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução-6 É que, quando um halogênio está na "ponta direita", ele é o mais eletronegativo do agrupamento. No Na2PtCl6, o cloro é mais eletronegativo que o sódio e platina. Então, cada cloro ganha um elétron do átomo a ele ligado e terá Nox = -1. Se o cloro não aparecer na "ponta direita" é porgue existe algum átomo ainda mais eletronegativo. No NaC103 , o oxigênio é mais eletronegativo que o cloro e sódio, vê-se,então,que o oxigênio terá Nox = -2, pois cada átomo de oxigênio receberá 2 elétrons. Confirmando: Os elementos F, Cl, Br e I terão Nox = -1 quando aparecerem na "ponta direita". Os elementos O, S, Se e Te terão Nox = -2 quando apareceram na "ponta direita". Uma particularidade muito importante é o Nox do hidrogênio. O número de oxidação do hidrogênio é +1 pois ele perde o elétron para o outro átomo que se liga. Somente nos hidretos de alcalinos e de alcalinos terrosos ele se transforma em íon H‾e tem Nox = -1. EXERCÍCIOS Exemplos: (522) NH3 NH4+ OH‾ NA+H‾ +1 +1 +1 -1 Uma vez observadas as particularidades, vamos aos cálculos de Nox de elementos, aplicando a propriedade: ΣNox = O. Poderemos calcular de um modo mais simples. (523) Sabemos que o lado direito é negativo, enquanto o esquerdo é positivo. Examinando apenas as extremidades, vemos que o número de cargas negativas é maior, resultando Nox positivo para o elemento central (no caso Mn) . Abandonemos um pouco os sinais e, efetuemos as seguintes operações :
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (524) Seja no K2Cr2O7. 7x2 = 14 ... (menos 2) = 12 d iv i di do por 2 . . . Nox=+6 oxigênio k Cr2 Cr Calcule o Nox dos elementos assinalados por um círculo. (525) KNO3 (526) Na2SO4 (527) Na2S2O3 О О О (528) CaSO3 (529) Ba2P2O7 (530) Na2B4O7 О О О (531) Na2S4O6 (532) Fe 3 O 4 (533) Na3BO3 О О О ═══════════ Vamos agora calcular o número de oxidação de átomos em agrupamentos iônicos. 1º. método: Baseia-se no cálculo direto do Nox. Seja o CIO3- e calculemos o Nox do cloro. Agora a Σ Nox = carga do agrupamento De fato, o CIO3‾ vem do HCIO3. O Cl tem Nox +5 e o oxigênio -2. No íon C103 temos +5 + 3 x (-2) = -1 que é a carga do agrupamento iônico. EXERCÍCIOS (534) (535)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 (536) 2º. método: Calcula-se o Nox do ácido correspondente. Seja o CO3=. Qual a diferença entre este íon e o H2CO3? Reparem que o Nox do elemento central não se altera quando se retiram apenas os H ionizáveis do ácido pois não mudou os átomos vizinhos do carbono. Então, calculando-se o Nox no ácido, teremos o solução. EXERCÍCIOS Exemplos Notem ainda que o número de traços (que representam cargas negativas) é o número de H ionizáveis do ácido correspondente. Para ânions oxigenados bastam: a) multiplicar o número de átomos de oxigênio por 2. b) subtrair o número de traços (que seriam átomos de H) que representa a carga negativa do ânion. Assim dispensa-se escrever o ácido correspondente.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Nos exemplos anteriores: Se o ânion aparece com um cátion formando um sal, procede-se do mesmo modo. Antes devemos assinalar a carga do ânion. EXERCÍCIOS Exemplo: (543) Al2(SO4)3 O Basta c al c ul ar S no SO4 = . 2x4 = 8 menos . . . 2 ----- +6 O carga Calcular os Nox as si n al a d os: Se algum caso não se enquadra nestes particulares, então calcule o Nox pela definição.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 (549) Seja o C no HCN. (550) Seja N numa amina primária. (556) Quando o íon sódio passa a sódio metálico houve uma: a) oxidação do íon b) redução do íon c) oxi-redução do íon d) auto oxi-redução (557) Na reação Cl2 + H2S---------- 2 HCI + S a) o Cl oxidou-se b) o S reduziu-se c) o H reduziu-se d) o Cl reduziu-se (558) Na reação anterior, o redutor é: a) Cl2 c) H2S b) H d) HC1
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (559) Não é reação de oxi-redução: a) CO + 1/2 O2 --- CO2 b) NH3 + H20 --- NH4OH c) Fe + 2 HC1 --- FeCl2 + H2 d) 2 KC1O3 --- 2 KC1 + 3 O2 ═════════ Agora já temos uma noção geral de número de oxidação conceituado para íons e para átomos nas moléculas. Para os_átomos que obedecem a regra do octeto, o máximo número de oxidação é +7 , pois, no máximo, um átomo perderia 7 elétrons. Por outro lado, o menor número de oxidaçao é -7, quando o átomo ganha 7 elétrons. Normalmente, quando um átomo tem número de oxidação elevado +7, +6, por exemplo, este átomo tende a recuperar seus elétrons e facilmente recebe elétrons. Dizemos que este átomo sofre fácil redução e, portanto, o composto que possui aquele átomo é um bom oxidante. Exemplos: No KMnO4 o Mn tem número de oxidação +7. Logo o permanganato de potássio é um ótimo oxidante. No K2Cr207o Cr tem número de oxidação +6 e o composto é também um bom oxidante. EXERCÍCIOS (560) Entre os compostos abaixo, assinale o melhor oxidante: a) HCl b) NaClO c) HClO4 d) Mn02 Na prática, um bom oxidante ou bom redutor é reconhecido através dos seus potenciais de óxido-redução, que serão estudados no livro 3. ══════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 D AJUSTAMENTO DE COEFICIENTES PELO MÉTODO DE Ó X ID O R E D U Ç Ã O Avisamos aos alunos que, antes de estudar este item, é melhor recapitular o ajustamento de coeficientes pelo método das tentativas, apresentado no livro Química-Geral volume 1. O método de óxido-redução fundamenta-se em: NUMERO TOTAL DE NÚMERO TOTAL DE = ELÉTRONS CEDIDOS ELÉTRONS RECEBIDOS Primeiro, vamos apresentar a regra prática para o ajustamento de coeficientes. A seguir, discutiremos porque podemos efetuar esses cálculos. 1º. exemplo: Seja a equação: K2Cr2O7 + HBr -------- KBr + CrBr3 + H20 + Br2 1 a. operação: Descobrir todos os elementos que sofreram oxidação ou redução, isto é, mudaram de Nox. Olhando a equação consegue-se "desconfiar" de certos elementos, pois aqueles que variam o Nox quase sempre mudam de posição. Por exemplo: Não precisamos "desconfiar" do K, pois ele sempre está do lado esquerdo. Mas deve-se reparar que o Cr passou da posição central para a esquerda. De fato:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Outro elemento é o Br, pois aparece na forma de substância simples. Calculemos agora as variações de Nox desses elementos e que chamaremos de A. Teremos 2 ramais: oxi e red. A seguir desenham-se 2 quadros onde devemos colocar uma substância do ramal oxi e uma substância do ramal red. - para o red K2Cr2O7 ou CrBr3 - para o oxi HBr ou Br2 Mas, nem sempre a substância pode ser colocada no quadro. Deve-se fazer a seguinte pergunta: a) Para o ramal red: O elemento deste ramal é o Cr. Pergunte: tem algum cromo fora do ramal? - NÃO - então, tanto o K2Cr207 como o CrBr3 podem ser colocados no quadro. b) Para o ramal oxi: Os candidatos para o ramal oxi são: HBr com Br = (-1) e Br2 com Br = (0) . Tem algum Br fora do ramal oxi? - SIM - então apenas um dos candidatos SERVIRÁ.. Qual é o Nox do Br fora do ramal oxi? É (-1) , pois o são em KBr e em CrBr3. Então, o candidato que tem Br=(-1) NÃO PODE ser colocado no quadro.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido redução-6 Conclusão: Apenas o Br2 pode ir no quadro. Os quadros, após receberem as substâncias, ficam assim: Uma vez colocadas as substâncias nos quadros, deve-se multiplicar o ∆ pela atomicidade do elemento que está no quadro. A seguir, dá-se uma INVERSÃO dos resultados obtidos e simplifica-se quando possível. Teremos os coeficientes das substâncias colocadas nos quadros. Agora, colocam-se os coeficientes na equação e ajustam-se outros coeficientes pelo método das tentativas. 2º. exemplo: Seja a equação:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Para colocar nos quadros: a) Do ramal oxi: Cu ou Cu(NO3)2 b) Do ramal red: somente o NO. Não podemos colocar HNO3, porque N com Nox = +5 repete fora do ramal (exatamente no Cu(NO3)2). A seguir, ajustando-se pelo método das tentativas: 8 HNO3 + 3 Cu--- 3 Cu(N03)2 2 NO + 4 H20 As regras para o ajustamento de coeficientes pelo método oxi-redução são: ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ a) Descobrir todas as mudanças de números de oxidação. b) Traçar os ramais oxi e red e calcular as variações ∆. c) Escolher uma substância do ramal oxi e uma substância do ramal red para colocá-las nos quadros. É necessário que os Nox dos elementos colocados nos quadros não repitam em nenhum lugar na equação. São Nox exclusivos para cada elemento. d) Multiplicar o ∆ de cada elemento pela respectiva atomicidade que se encontra dentro do quadro. e) Dar a inversão dos resultados para se determinar os coeficientes. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 3º. exemplo: Agora iremos ajustar os coeficientes de uma equação e logo em seguida justificaremos o método.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução – 6 Para KMnO4 - serve os MnCI2 - serve quadros HCl - não serve porque Cl com (-1) repete fora do ramal oxi. C12 - serve JUSTIFICAÇÃO DA REGRA PRÁTICA Vamos colocar incógnitas nas substâncias da equação e traduzir o que é oxi e red nos ramais. Vamos calcular, em função dessas incógnitas, o total de elétrons recebidos e perdidos. a) elétrons recebidos Pode ser calculado no x KMnO4, ou b MnCl2. No x KMNO4: Cada Mn perdeu 5(E); são x átomos ---—> 5 x elétrons No b MnCI2; Cada Mn perdeu 5(E); são b átomos---—> 5 b elétrons b) elétrons perdidos Tentaremos calcular no y HC1. Cada Cl perdeu 1 (E); mas não são "y" átomos que perdem elétrons; apenas uma parcela de "y", que não sabemos, é que perde:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Como se vê, não se pode calcular o total de elétrons em função de "y", exatamente porque existem aí Cl com (-1) que nada sofrem e irão repetir seu Nox fora do ramal. Calculemos no d CI2 Cada Cl perdeu 1 (E) ; são 2d átomos ----- 2d elétrons. Já que calculamos o total de elétrons ganhos e elétrons perdidos em função das incógnitas, podemos igualar estas quantidades pois o princípio básico do método é: elétrons perdidos = elétrons ganhos Igualando os elétrons calculados no xKMnO4 e no dCI2 temos: x KMnO4 ---------- 5x elétrons d Cl2 ---------- 2d elétrons Como 5x = 2d Examinemos o dispositivo prático do ajustamento: Para o KMnO4 0 significado real é: ∆ = 5 elétrons ganhos x 1 átomo de Mn = 5 elétrons ganhos por molécula Sendo x moléculas temos: Total de elétrons ganhos = 5x Analogamente: ∆ = 1 elétron perdido x 2 átomos de Cl = 2 elétrons perdidos por molécula Sendo d moléculas temos: Total de elétrons perdidos 2d.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução-6 Como já vimos, igualando elétrons ganhos = elétrons perdidos teremos X = 2 e d = 5. Os valores de x e d são inversamente proporcionais aos números de elétrons transferidos em cada molécula. Acompanhemos novamente o esquema prático: 0 que justifica o dispositivo utilizado para o ajustamento por oxi-redução. 4º. exemplo: Examinemos a seguinte equação: Cl2 + NaOH -- NaCl + NaC1O3 + H2O Para se descobrir as mudanças de Nox, observe os elementos que mudaram de posição. Não resta dúvida de que o cloro, de Nox = zero, tomou posições de diferentes Nox. Observação: 0 "H" é o único elemento que não respeita posições de eletro-negatividade numa fórmula. Então, mesmo que ele mude de posição, suponha que nada tenha acontecido ao "H" e que seu Nox é igual a (+1). Trata-se de uma auto-oxiredução e o Cl2 é um auto-oxidante-redutor. Neste caso, deve-se colocar nos quadros o NaCl e o NaClO3 Tente justificar porque o Cl2 não pode ser colocado em nenhum dos quadros! Então:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga A seguir, aplicando o método das tentativas temos: 3 C12 + 6 NaOH ------- 5 NaCl + 1 NaC1O3 + 3 H2O EXERCÍCIOS Ajustar os coeficientes das seguintes equações pelo método de oxi- redução. (561) P + HNO3 + H2O H3PO4 + NO (562) As2S5 + HNO3 + H20 H2S04 + HaAsO4 + NO (563) KMnO4, + FeSO4 + H2SO4 Fe2(SO4)3 + K2SO4 + MnSO4 + H2O (564) CrCl3 + NaC103 + NaOH Na2CrO4 + NaCl + H20 (565) K2Cr207 + H2S + H 3PO4 K3P04 + CrPO4 + S + H2O (566) CuS + HNO3 Cu(NO3)2 + S + NO + H2O (567) KMnO4, + H2S03 MnSO4 + K2SO4 + H2SO4 + H2O (568) N2H4 + KIO3 + HC1 N2 + IC1 + KC1 + H2O (569) KCIO3 + H2SO4 HCIO4 + C102 + K2SO4 + H2O (570) Bi2O3 + NaClO + NaOH NaBiO3 + NaCl + H2O (571) KC103 + As2O3 + K2CO3 KCl + K3AsO4 + CO2 ______________________________________________________ 4ª. Óxido Redução com 3 elementos ______________________________________________________ Existem substâncias que apresentam simultaneamente 2 elementos que se oxidam.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução-6 Exemplos: Quando aparecem substâncias desse tipo num ajustamento de coeficientes, devemos considerar os 2 elementos que se oxidaram somando o total de elétrons perdidos pela molécula. 5º. exemplo: Um dos quadros é somente para substância contendo elemento oxi e o outro quadro i para red. Então, pelo dispositivo: Prosseguindo o ajustamento pelo método das tentativas encontraremos os coeficientes: 3, 28, 4 9, 6, 28 Resolveremos a mesma equação aplicando diretamente: elétrons perdidos = elétrons recebidos
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Admitindo os coeficientes x, y, z a, b, c Átomos de As: 2x ou b Átomos de S : 3x ou a Átomos de N : y ou c Então podemos escrever 2b + 8a = 3c. Mas esta igualdade possui 3 incógnitas e não poderemos calcular a proporção entre elas. Procuremos escrever a igualdade que usa somente 2 incógnitas. 4x + 24 x = 3y 28 x = 3y Donde para x = 3 teremos y = 28. Esta resolução foi exatamente reproduzida pelo dispositivo prático. Resumindo: Quando aparecer 3 elementos com mudanças de Nox, coloque num quadro a substância que já apresenta 2 elementos. Contabilize os elétrons para os 2 elementos e some-os para calcular o coeficiente. EXERCÍCIOS Ajustar os coeficientes das seguintes equações: (572) Crl3 + KOH + Cl2 K2CrO4 + KIO4 + KCl + H2O (573) KMnO4, + FeC2O4 + H2SO4 K2SO4 + MnSO4, + Fe2 (SO4) 3 + CO2+H2O
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (574) KMnO4 + Fe (NO2) 2+H2SO4 K2SO4+MnSO4+Fe2 (SO4) 3+HNO 3+H2O (575) Cu2S + HNO3 CuSO4 + Cu(NO3)2 + H2O + NO ______________________________________________________ 4b) Presença da água oxigenada - H2O2 _____________________________________________________________ A água oxigenada tem a versatilidade de atuar como oxidante ou como redutor, dependendo dos outros reagentes. O oxigênio do H2O2 tem Nox = (-1). Quando aparecer O2 (zero) como produto é porque houve oxidação do oxigênio. Se não aparecer O2 provavelmente, o oxigênio aparece entre os produtos da reação na forma de H2O com oxigênio (-2) e então, ocorreu uma redução. Para saber se o oxigênio do H2O2 sofreu oxi ou red, verifique o outro elemento. Existem duas alternativas para traçar os ramais: a) Um outro elemento na reação sofreu redução. Então, o oxigênio será oxi e puxaremos o ramal de H2O2 para O2. b) Um outro elemento sofreu oxidação. Agora o oxigênio será red e o ramal será de H2O2 para H2O. Na hora de escolher as substâncias para colocá-las nos quadros,
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga sempre deve-se colocar H2O2 num dos quadros. Isto porque o oxigênio (-1) não repete nunca nas reações de oxi redução. 6º. exemplo: Como o Mn sofreu red devemos puxar um ramal oxi, ou seja, do H2O para o O2. Continuando o ajustamento pelo método das tentativas,teremos: 2, 5, 3 1, 2, 8, 5 ══════════════ EXERCÍCIOS (576) K2Cr2O7 + H2O2 + H2SO4 K2SO4 + Cr2(SO4)3 + H2O + O2 (577) CrCl3 + H2O2 + NaOH Ha2CrO4 + NaCl + H2O (578) As2S5 + H2O2 + NH4OH (NH4)2SO4 + (NH41)3 AsO4 + H2O (579) As2S3 + H2O + NH4OH (NH4)2SO4 + (NH4)3AsO4 + H2O
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 4c) Equações iônicas Quando as reações se efetuam em soluções aquosas, as equações iônicas possuem um sentido mais real. Por exemplo, a reação de NaOH (aquoso) com HCl (aq) é: OH‾ + H+ H 2O Desde antes da reação, o Na+ e Cl‾ estavam livres e continuam livres, portanto não participam diretamente da reação. Para ajustar os coeficientes das equações iônicas, procede-se do mesmo modo que nos casos anteriores. A seguir aplica-se o método das tentativas e, no final, somente para conferir, deve-se verificar se as CARGAS também estão balanceadas. AVISO AOS ESTUDANTES: É bom recapitular o cálculo de Nox nos agrupamentos iônicos. 7º. exemplo: Ajustando,agora; pelo método das tentativas: 1 Cr2O7= + 6 Cl‾ + 14 H+ 2 Cr+++ + 7 H2O + 3C12 Vamos ver se as cargas conferem: Se, por acaso, durante o ajustamento por tentativas aparecer dificuldades
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga em continuar, coloque x (uma incógnita) como coeficiente de um íon ainda não ajustado. Calcula-se x pelas cargas e prossegue-se o ajustamento por tentativas. Exemplo: Ajustando pelo método das tentativas: 1 Cr2O7= + 3 H2O2 + H+ 2 Cr+++ + H2O + O2 Faltam os coeficientes de H+, H2O e O2. Coloque x para o H+ e calcule x pelas cargas: Substituindo x = 8 teremos 7 H2O e 3 O2. ═════════════ EXERCÍCIOS Ajustar, pelo método de oxi-redução, as seguintes equações iônicas: (580) MnO4‾ + S03= + H+ Mn++ + SO4 + H2O (581) NO3‾ + I2 + H+ IO3‾ + NO2 + H20 (582) Zn. + N03‾ + H+ Zn + + + NH4+ + H20
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução – 6 (583) AsO4= + Zn + H+ Zn++ + H20 + AsH3 (584) Bi+++ + SnO2 + OH‾ SnO3= + H20 + Bi (585) Co + + + BrO- + H+ Co+++ + Br2 + H2O (586) [Fe(CN)6]≡ + H2O2 + OH- [Fe(CN)6]== + H2O + O2 ═══════════════════ E MONTAGEM DE EQUAÇÕES D E Ó X ID O – R E D U Ç Ã O Para escrever diretamente uma equação de oxi-redução seria muito complicado e praticamente teríamos que "decorar" todas as reações. Foi idealizado um processo totalmente teórico admitindo-se que numa oxi- redução existem as seguintes "partes" da reação: a) Decomposição do oxidante b) Reação do redutor c) Reações complementares Por exemplo, seja a reação: KMnO4, + HC1 Embora na prática não se observem as "partes" da reação, pode-se imaginar que ocorreram as seguintes etapas: a) Decomposição do oxidante: 2 KMnO4 K2O + 2 MnO + 5 [O] b) Reação do redutor com [O] 2 HC1 + [O] H 2O + Cl2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga que multiplicado por 5 para "aproveitar" os 5 [O] vindos da primeira reação: 10 HC1 + 5 [O] 5 H2O + 5 Cl2 c) Reações complementares São as reações que acompanham a oxi-reduçao. No caso, os óxidos K2O e MnO reagem com HC1. 2 HC1 + K2O 2 KC1 + H2O 2 HC1 + MnO MnCl2 + H2O É preciso ainda acertar os coeficientes. Podemos montar as equações para depois somá-las e determinar a equação real. Vamos seguir a regra: ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ a) Escrever a decomposição do oxidante. b) Escrever a equação do redutor + [O]. c) Assinalar todos os óxidos metálicos que reagirão com ácidos e produzirão sal + água. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ No caso anterior: Para ajustar os coeficientes procure: 1) Ajustar primeiro cada equação parcial. 2) Só depois é que devemos ajustar a substância que surgiu numa equação e que será consumida na outra. Por exemplo: a última equação foi assim começada: 2 HC1 + MnO MnCl2 + H2O Como existem 2 MnO na 1a. equação, então, foi multiplicada to da equação por 2.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 4 HC1 + 2 MnO 2 MnC12 + 2 H 2O Vejamos outro exemplo: K2Cr2O7 + NaBr + H2SO4 OBS : O H2SO4 somente atua como oxidante quando concentrado e a quente e se não e xi st ir nenhum outro oxidante para a reação. Trata-se de um ácido muito fixo e geralmente sua função é: Existem outras formas de interpretar reações de oxido-redução. Esta é apenas uma dessas formas; todas são formas teóricas. Para que o leitor possa "montar" equações de óxido-redução é preciso saber uma lista de decomposição de oxidantes e outra lista de redutores reagindo com [oj. Os principais oxidantes e suas respectivas decomposições são:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 8) 2 KMnO4 meio ácido K2O + 2 MnO + 5 [O] 9) 2 KMnO4 meio básico K2O + 2MnO2 + 3 [O] 10) K2Cr2O7 ácido K2O + Cr2O3 + 3 [O] 11) 2 Na3BiO4 3 Na2O + Bi2O3 + 2 [O] 12) KC103 KC1 + 3 [O] 13) NaClO NaCl + [O] 14) NaN03 NaNO2 + [O] Observe que a maioria dos oxidantes produzem óxidos ± [O]. O HN03 possui decomposições diferentes conforme a concentração e temperatura. O KMnO4, possui decomposições diferentes conforme o meio seja ácido ou básico. Sugerimos "decorar" apenas as equações: 4, 5, 7, 8, 9 e 10. Essas decompõem-se em óxido + óxido + [O] . Os principais redutores e suas reações com [O] são: 1) H2S + [O] H2O + S 2) H2O2 + [O] H2O + O2 3) 2 HX + [O] H2O + X2 (X = Cl, Br e I) 4) 2 NaX + [O] Na2O + X2 5) H2S + 4 [O] H2SO4 6) SO2 + [O] SO3 7) PbCl2 + [O] + 2 HC1 PbC14 + H2O 8) 2 FeSO4 + [O] + H2SO4 Fe2(SO4)3 + H2O 9) H2C2O4 (oxálico) + [O] 2 CO2 + H2O 10) Me (metal) + [O] Me2O (Me monovalente) 11) Na2C2O4 + [O] Na2O + 2 CO2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução-6 A seguir, resolveremos algumas montagens. Em seguida, pediremos aos alunos que tentem "montar" de novo as equações já apresentadas aqui para depois enfrentar os exercícios propostos. EXERCÍCIOS (589) K2Cr2O7 + HBr (590) KMnO4 + H2SO4 + Kl (591) K2Cr207 + H2SO4 + NaCl (592) MnO2 + H2SO4 + FeSO4 (593) KMNO4 + H2SO4 + H2O2 (594) K2Cr207 + H2SO4 + Na2C2O4 (595) HNO3 + Hg - COnC. ∆ (596) HN03 + Zn muito diluído (597) H2SO4 + Ag COnC. ∆
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (598) Quantos elétrons são recebidos por uma fórmula-grama de permanganato de potássio ao agir como oxidante em meio alcalino? a) 6,02 x 1023 d) 12,04 x 1022 b) 180,6 x 1022 e) 20,06 x 1022 c) 30,1 x 1023 POL1-68 (599) 0 cloro apresenta número de oxidação cinco nos: a) Cloretos d) Cloratos b) Hipocloritos e) Percloratos c) Cloritos POLI-68 (600) Qual dos seguintes ânions apresenta o maior poder redutor? a) F‾ c) Br‾ b) Cl‾ d) I‾ POLI-66 (601) Qual das afirmações abaixo é FALSA em relação a reações de Óxido- redução? a) O número de elétrons perdidos pelos átomos "redutores" é igual ao número de elétrons ganhos pelos átomos "oxidantes" b) O oxidante se reduz e o redutor se oxida c) Um bom oxidante é também um bom redutor d) Na eletrólise, num elétrodo ocorre uma redução enquanto que no outro se processa uma oxidação e) Um bom oxidante depois de reduzido torna-se um mau redutor ITA-64 (602) Qual das reações abaixo equacionadas não é de Óxido-redução: a) HC1 + LiOH LiCl + H20 b) Mg + 2 HC1 MgCl2 + H2 c) Zn + CuCl2 ZnCl2 + Cu d) SO2 + 1/2 O2 SO3 e) SnCl2 + 2 FeCl3 SnCl4 + 2 FeCl2 ITA-66
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 (603) A equação química: 5 SO3 -- + 2 MnO4‾ + X 5 SO4- - + 2 Mn + Y está correta se: a) X = 6 H+; Y = 3 H2O d) X = 6 H+; Y = 3 0H‾+ 3/2 H2 b) X = 3 H2; Y = 3 H2O e) X = 3 H2O ; Y = 3 0H‾ c) X = 2 OH‾; Y = H2O + 2 O2 ITA-68 Acerte os coeficientes de cada uma das equações abaixo, correspondentes às questões 604, 605 e 606, reduzindo-os aos menores números inteiros possíveis. Selecione, entre os cinco números abaixo relacionados, aquele que corresponde ao coeficiente da substância cuja fórmula está sublinhada. a) 1 d) 4 b) 2 e) 5 c) 3 (604) Fe + H2O Fe3O4 + H2 (605) Na + H2O NaOH + H2 (606) MnO4‾ + H+ + Cl‾ Mn++ Cl2 + H2O CESCEM-68 As questões 607 e 608 relacionam-se com a seguinte informação: sejam quatro metais A, B, C e D e seus cátions respectivos A+, B+ e D+. Mergulham-se, sucessivamente, lâminas de cada um dos metais acima em tubos de ensaio contendo cada um uma solução de um sal cujo cátion é um dos citados: Os resultados observados se acham reunidos na tabela abaixo: - não se observa nenhuma reação d ocorre deslocamento de tipo análogo ao que se observa quando uma lâmina de cobre e mergulhada numa solução de nitrato de prata (ou uma lâmina de zinco é mergulhada numa solução de sulfato de cobre)
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (6 0 7 ) Qual é o melhor oxidante? a) Metal A d) Íon B+ b) Íon A+ e) Metal C c) Metal B (608) Qual é o melhor redutor? a) Metal A d) Metal D b) Íon A+ e) Íon D+ c) Metal C CESCEM-68 (609) Na equação de óxido-redução abaixo in di c a da: Cl2 + OH‾ Cl‾ + 1 C1O3‾ + H2O sendo mantido o co e f ici ent e 1 para íon C103 ‾, qual será a soma de todos os c oef ic ie nt e s para a equação balanceada? a) 5 d) 12 b) 6 e) 18 c) 9 CESCEM-68 (610) Os números de oxidação corretos dos elementos sublinhados em cada um dos compostos e íons relacionados abaixo MgSiO3 , BrF3 , NaClO2 , UO3 , HSO3‾, HSO4‾," Mno42‾ , KBrO3 são respectivamente: a) +1, + 4, +5, +6, +2, + 4, +7, +5 b) +2, +3, +4, +5, +4, +6, +6, +5 c) +2, +3, +3, +6, +4, +6, +6, +5 d) +4, +3, +3, +6, +5, +7, +8, +5 e) +3, +3, +6, +7, +4, +6, +7, +7 CESCEM-69 (611) Na reação abaixo indicada, sendo mantido o c oef ic ie nt e 1 (um) para o íon IO3 , qual s er á a soma de todos os c o ef i ci ent e s para a equação balanceada: Cr ( O H ) 3 + 1 I03‾ + 0H‾ CrO4 ‾ ‾+ I‾ + H2O a) 8 d) 15 b) 10 e) 20 c) 12 CESCEM-69
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução – 6 (612) A reação de carbono com ácido nítrico dá-se de acordo com a equação C + HNO3 CO2 + NO2 + H20 ainda não balanceada. Acertando-se os coeficientes da equação com os menores números inteiros possíveis, a soma de todos os coeficientes da equação será: a) 5 d) 12 b) 7 e) 16 c) 9 SANTOS-68 (613) Qual o número de oxidação do carbono na molécula de tetra-flúor- carbono (C2F4) a) -2 c) + 4 b) +2 d) nenhum citado FEI-67 (614) Na reação: AS2S3+ 14 H2O + 12 NH4OH 2 (NH4 )3AsO4 + 3 (NH4)2SO4+ 20 H20 pergunta-se quais sâo os doadores de elétrons: a) Os átomos de arsênio c) Átomos de arsênio e enxofre b) Os átomos de oxigênio d) Nenhuma das respostas citadas FEI-67 (615) Na reação Ag2O + H2O2 2 Ag + H2O + O2, a água oxigenada a) Tem ação oxidante b) Tem ação redutora c) Não tem ação oxidante nem redutora FEI-68 (616) Na óxido-redução: a) O oxidante é a substância que cede elétrons b) O redutor é a substância que cede elétrons c) O oxidante sofre aumento do número de valência d) O redutor é a substância que se reduz FM SANTA CASA-64
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (617) Em qual dos compostos abaixo não tem o oxigênio um estado ou número de oxidação de -2? a) ZnO d) H2O2 b) NO e) Nenhuma resposta anterior c) CIO‾ FM SANTA CASA-68 (618) Qual dos seguintes agentes oxidantes incorpora maior número de elétrons por átomo, em meio ácido? a) CH2O d) MnO4‾ b) Cr207 = e) Nenhuma resposta anterior c) Fe+3 FM SANTA CASA-68 (619) Dada a equação sob a forma iônica: MnO4 ‾ + H2C2O4 + H+ Mn2+ + CO2 + H2O Qual o valor dos coeficientes de: H+ e CO2 ? a) 3 e 5 d) 16 e 10 b) 16 e 5 e) 22 e 15 c) 6 e 10 EE S.CARLOS-68 (620) Quais os mais prováveis números de oxidação do bromo nos compostos: mono-cloreto de mono-bromo e pentóxido de di-bromo? a) -1 e +1 d) -1 e +10 b) -1 e +5 e) sempre -1 c) +1 e +5 EE S.CARLOS-68 (621) Dos elementos abaixo qual será o melhor redutor: a) K d) Ag b) Fe e) Pt c) Zn EE S.CARLOS-68 (622) Na reação esquematizada pela equação 3 Cl2 + 8 NH3 6 NH4,Cl + N2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução – 6 a) CI2 e NH3 agem,respectivamente, como oxidante e redutor b) O CI2 funciona como redutor e o NH3 como oxidante c) É impossível distinguir um oxidante e um redutor ÁLVARES PENTEADO-68 (623) Os coeficientes para a equação MnO4‾ + Fe2+ + H+ Mn2+ + Fe3+ + H2O são: a) 1, 3, 8, 1, 3, 4 d) 1, 3, 6, 1, 3, 3 b) 2, 5, 8, 2, 5, 4 e) 2, 4, 8, 2, 4, 4 c) 1, 5, 8, 1, 5, 4 CAMPINAS-67. (624) 0 número de oxidação do manganês no composto Al2 (MnO4)3 é: a) +3 c) +6 b) +4 d) +7 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68 (625) Qual das seguintes equações representa a oxidação do íon a) Cu++ e‾ Cu° c) Cu° Cu+ + e‾ b) Cu++ e‾ Cu++ d) Cu+ Cu+++ e‾ CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68 (626) Na equação corretamente balanceada MnO2 + HCl MnCl2 + Cl2 + H2O a soma de todos os coeficientes é igual a: a) 5 c) 11 b) 9 d) 12 CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA USP-68 (627) Qual das seguintes reações não é nem uma oxidação nem uma redução: a) Formação de dióxido de enxofre a partir de enxofre b) Reação de ferro com enxofre c) Formação de sulfato de ferro (II) pela reação de ferro com uma solução de sulfato de cobre d) Formação de água pela reação de hidróxido de sódio com ácido nítrico FILOSOFIA USP-67
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (628) Qual o número de oxidação do bromo no KBrO3? a) +4 c) +1 b) -5 d) +5 GEOLOGIA USP-64 (629) Redutor é o agente que a) Cede el et r ont e s d) Cede oxigênio b) C a pt a eletrontes e) Capta hidrogênio c) Cede protontes MED GB-66 (630) Um elemento X age sobre um elemento Z. O elemento Z passa da valência -3 para a valência -1. Dest a maneira: a) Z captou elét r o ns de X d) X e Z trocam elétrons b) X ca pt o u elétrons de Z e) X e Z captam elétrons c) X e Z cedem elétrons MED GB-68 (631) Di z- s e que um elemento se oxida quando ele perde elétrons PORQUE a perda de elétrons aumenta a carga do núcleo. MED GB-68 (632) Os números de oxidação do cloro nos compostos, NaCl, NaClO, NaC103 , NaClO4 são respectivamente: a) -1, +1, +5, +7 d) -1, +3, +5, + 7 b) -1, +1, +3, +5 e) -1, +1, +3, +7 c) +1, -1, -3, -5 MED GB-68 (6 3 3 )Adicionando-se um excesso de S O 2 ga s o s o a uma sol u çã o de permanganto de p ot á ss i o (v iol et a), est a é descorada porque: a) O íon MnO4‾, se transforma em Mn+2 incolor b) O permanganto de p o t ás si o pa s sa a manganato c) O SO2 se combina com o permanganato dando um composto in color d) O permanganto de p ot ás si o se oxidou e) Nenhuma das r e s p ost as MED GB-68
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga óxido-redução - 6 (634) Das equações abaixo a única que representa uma reação de oxi- redução é: a) NaCl + AgNO3 AgCl + NaNO3 b) NH3 + HC1 NH4Cl c) CdSO4 + H2S CdS + H2SO4 d) 2 Na + Cl2 2 NaCl ENGENHARIA GB-67 ═══════════════════ 1 1 Este livro foi digitalizado e distribuído GRATUITAMENTE pela equipe Digital Source com a intenção de facilitar o acesso ao conhecimento a quem não pode pagar e também proporcionar aos Deficientes Visuais a oportunidade de conhecerem novas obras. Se quiser outros títulos nos procure http://groups.google.com/group/Viciados_em_Livros, será um prazer recebê-lo em nosso grupo.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga ATOMÍSTICA capítulo 7
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 A CONCEITOS DE LOWRY-BRONSTED No livro 1,descrevemos as funções ÁCIDO e BASE dando-lhes conceitos clássicos, ou seja, os conceitos de Arrhenius (1884). ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ ÁCIDOS - substâncias que em solução aquosa libertam cations H+ BASES - substâncias que em solução aquosa libertam ânions OH‾ ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Quando foram observadas determinadas reações em soluções não aquosas, os químicos sentiram a necessidade de ampliar os conceitos clássicos. Surgiram, então, novos conceitos baseados nas estruturas moleculares e eletrônicas das substâncias. ___________________ DEFINIÇÕES ___________________ Observando que todos os ácidos de Arrhenius continham hidrogênios ionizáveis, J.N. Bronsted e T.M. Lowry propuseram, independentemente,que: ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ ÁCIDO - é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de ceder- PRÓTONS BASE - é toda espécie química (molécula ou íon) capaz de receber PRÓTONS ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXEMPLOS: Sua equação é: Sua equação é: H2O + NH3 OH‾ + NH + (H+) Pelos exemplos acima, vê-se que não podemos mais afirmar que determinada substância (no caso a água) é ácido ou base. Ela será um ácido se conseguir doar próton, se conseguir receber próton será uma base. De acordo com o novo conceito, a água (e muitas outras substãncias) poderá ser ácido ou base dependendo do outro reagente. Por outro lado, não é necessária a presença de água para que um composto seja ácido ou base.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases – 7 EXEMPLO : Sua equação é: HC1 + NH3 Cl‾ + NH4+ (H+) ____________________________________________________ 2) ÁCIDOS E BASES CONJUGADAS _____________________________________________________ Seja um ácido HA que se dissocia: __________________ HA H+ + A‾ ________________ Esta reação liberta o próton H e ânion A . Vamos supor que simultaneamente ocorra a reação inversa: HA  H+ + A‾ Nesta reação inversa A se associa com o próton. Logo A‾ é uma base. Dizemos então que: A‾ é a BASE CONJUGADA do ácido HA. Na prática, todas as dissociações são reversíveis; logo todo ÁCIDO possui sua BASE CONJUGADA.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXEMPLO: _____________________________________ HC1 H+ + Cl‾ ácido base conjugada ______________________________________ Da mesma forma toda Base possui seu ÁCIDO CONJUGADO ____________________________________ NH3 + H+ ↔ NH4 + base ácido conjugado _____________________________________ Sejam agora dois ácidos 1 e 2 que libertam prótons e transformam-se em bases conjugadas 1 e 2 , respectivamente: 1a.) Ácido1 ↔ H+ + Base1 2a.) Ácido2 ↔ H+ + Base2 Vamos supor que, colocando-se os sistemas em contacto o ácido forneça prótons à Base2. Então, a 2a. equação terá o sentido inverso: EXEMPLO: HC1 + NH3 Cl‾ + NH4+ Pode-se raciocinar assim: Em outras palavras: Cl ‾ é Base conjugada do ácido HC1 NH4+ é Ácido conjugado da base NH3
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 EXERCÍCIOS (635) Na reação: HCO3_ + H2O ↔ H2CO3 + OH‾ a) HCO3_ é ácido conjugado de H2CO3 b) HCO3_ é base conjugada de OH‾ c) H2O é ácido conjugado de OH‾ d) H20 é base conjugada de H2C0 3 (636) Na reação que ocorre na amonia líquida: NH3 + NH3 ↔ NH4+ + NH2‾ indique a afirmação errada a) NH3 pode ser tanto ácido como base b) NH4+ é ácido conjugado de NH3 c) NH2‾ é base conjugada de NH3 d) NH3 é base conjugada de NH2‾ Num caso particular, a reação de ácido + base (de Arrhenius) é chamada salificação. Que é uma reação de salificação, na realidade? Seja o HCl + NaOH: O HCl é molecular; o NaOH é constituído de íons Na+ e OH‾ . A reação pode ser assim considerada: Se o HCl estivesse em solução aquosa, teríamos H3O+ e Cl‾ por causa da reação: HCl + H2O H3O+ + Cl‾ Substituindo HCl por (H3O + Cl‾) teremos:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Os íons Cl‾ e Na+ apenas presenciaram a reação. CONCLUSÃO: a reação de HCl ((aq) + NaOH(aq) é realmente: __________________________ H3O + + OH‾ 2H2O __________________________ que, de modo simplificado, é escrito assim: ___________________ H+ + OH‾ H2O ___________________ Determinadas reações, que não eram consideradas como de ácido e base segundo as antigas teorias, tornam-se agora ácidos e bases de Bronsted-Lowry. ÁCIDO BASE (HO)2SO2 + C2H5OH C2H5OH2+ + HOSO3‾ ác.sulfúrico álcool etílico HC1 + CH3COOH CH3COOH2+ + Cl‾ ác.clorídrico ác.acético (HO)2SO2 + HONO2 H2ONO2+ + HOSO3‾ ác.sulfúrico ác.nítrico Reparem que, nas reações acima, os ácidos acético e nítrico desempenham as funções de BASE do Bronsted-Lowry.. De acordo com o novo conceito, do ponto de vista da capacidade de doar ou fixar prótons, os solventes podem ser classificados em quatro tipos: a) ácidos ou protogênios - capazes de doar prótons: HF, H2SO4, HCN, etc.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases - 7 b) básicos ou protofílicos - capazes de fixar prótons: NH3 , aminas, etc. c) anfipróticos - podem tanto doar como fixar prótons: H2O , C2H5OH, etc. d) apróticos - não doam e nem fixam prótons: C6H6 , CHC13 , etc. ════════════════ B TEORIA DE LEWIS Mantendo os conceitos de ácidos e bases segundo Lowry e Bronsted, G.N.Lewis apresentou uma nova ampliação desses conceitos, baseando-se em estruturas eletrônicas. Segundo Lewis: ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ BASE é a espécie química (íon ou molécula) que possui um ou mais pares de elétrons periféricos capazes de efetuar ligações coordenadas. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ ÁCIDO é a espécie química (íon ou molécula) capaz de efetuar uma ligação coordenada com um par eletrônico, ainda não compartilhado, de outra espécie química. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Resumindo: ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Á ci d o - é a es pé ci e qu ím ic a ca p a z de ef et u ar a liga ç ã o coordenada. Base - é a es pé c ie química ca p az de oferecer o par el et r ôni c o para a l i g a ç ã o co or d en a d a. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ Na reação: O HC1 é: a) Ácido de Bronsted porque cede H+ b) Ácido de Lewis porque cede H+ que efetua ligação coordenada 0 NH3 é: a) Base de Bronsted porque recebe H+ b) Base de Lewis porque forma ligação coordenada com H+ EXERCÍCIOS Sejam as reações: 1) H+ + ----------H2O H3O+
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases – 7 2) H2O + NH3 NH4+ + OH‾ 3) 4) Mg + + + 6H2O [Mg.(OH2)6]+ + (637) São reações de ácido-base de Bronsted a) 1 e 2 d) somente 1 b) 1, 2 e 3 e) nenhuma das respostas anteriores c) 3 e 4 (638) São reações de ácido-base de Lewis a) 3 e 4 d) 1 e 2 b) 1, 2, 3 e 4 e) nenhuma das reações c) somente 3 ══════════════════ C FORÇAS DE ÁCIDOS E BASES ____________________ DEFINIÇÕES E COMPARAÇÕES _____________________________ Um ácido pode ter maior ou menor facilidade em ceder prótons. Quanto mais facilmente libertar prótons, dizemos que o ácido é mais forte. Sejam os ácidos HC1 e HBr HC1 ↔ H+ + Cl‾ HBr ↔ H+ + Br‾
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga O tamanho das setas indica o grau de deslocamento da reação. Vemos que as reações inversas têm baixas intensidades. Pode-se definir K, (constante de dissociação) do ácido. Onde os "colchetes" indicam as concentrações dos íons ou moléculas em moles/litro. Evidentemente, quanto maior for o valor de K mais dissociado estará o ácido e diremos que o ácido é mais forte. Se KA(HBr) > KA (HCl) significa que o HBr está muito mais dissociado que o HC1. Logo, HBr é um ácido mais forte que o HCl. CONCLUSÃO: _______________________________________________________________ Quanto mais forte o ácido maior será o KA desse ácido ________________________________________________________________ De um modo geral, se KA > 1 para solução aquosa O,1N, o ácido é forte. Muitas vezes, é apresentado o pKA do ácido. Em química, "p" significa cologarítmo pKA = cologKA = -logKA Para o HBr de KA = 109 pKA = -log.109 = -9 EXERCÍCIOS Sejam os ácidos abaixo e seus respectivos KA : HAc ↔ H+ + Ac‾ KA = 1,8 x 10‾4 (ác. acético) HSO‾4 ↔ H+ + SO=4 KA = 1,2 x 10‾2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 (639) O ácido mais f or t e é: a) HAc d) Ac‾ b) HSO-4 e) SO4= c) H+ (640) 0 ácido mais fraco é: a) HAc d) Ac‾ b) HSO-4 e) SO4= c) H + É evidente que , se um ácido liberta prótons facilmente (ácido forte), a reação inversa será mais difícil. HC1 ↔ H+ + Cl‾ O HC1 numa solução aquosa tem grande facilidade em libertar H+ e Cl‾ . A reação inversa, aquela de associação de H+ com CI‾, será difícil. Isto quer dizer que o HC1 é um ácido forte e terá uma base conjugada Cl‾ bastante fraca. Conclusão: Se um ácido é forte, sua base conjugada será fraca e vice- versa Examinando os KA dos ácidos podemos comparar as forças das suas bases conjugadas. Então: Quanto menor o valor de KA do ácido mais forte será a sua base conjugada. Sejam as dissociações: HNO2 ↔ H+ + NO2‾ KA = 4 x 10‾10 H2PO‾4 ↔ H+ + HPO=4 KA = 6,2 x 10-8
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (641) O ácido mais forte é: a) HNO2 d) NO2‾ b) H2PO‾4 e) HPO=4 c) H + (642) A base mais forte é: a) HNO2 d) NO2‾ b) H2PO4 e) HPO=4 c) H + (643) A base mais fraca é: a) HNO2 d) NO2‾ b) H2PO4 e) HPO=4 c) H + Eis uma tabela de alguns ácidos e suas respectivas bases A tabela anterior informa quando será possível ocorrer uma reação ácido + base:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 ____________________________________________________________________________ Uma reação de transferência de pótons é possível desde que haja formação de ácido e base mais fracas. _____________________________________________________________________ Exemplos: 2H3C — COOH + CO3= 2H3C▬COO‾ + H2CO3 OH + CO3= O ácido acético ataca um carbonato produzindo H2CO3 que se decompõe em seguida, em H20 + CO2 . Isto é possível porque o H2CO3 é mais fraco que o ácido acético. Já o fenol não reage com carbonato, pois o H2CO3 é mais forte que o fenol. (644) Utilizando a tabela, responda qual das reações abaixo é impossível? (645) Das reações acima, qual delas se realizará com maior fácil idade? ____________________________________ 2 FATORES INFLUENTES ____________________________________ Uma substância é realmente considerada um ácido quando apresentar um hidrogênio apreciavelmente polarizado. Quanto mais polar for o hidrogênio, mais ele será atraído pela base fixadora de prótons. Examinando os elementos de um período da tabela periódica, quanto mais à direita se situa o elemento, ele poderá ter hidrogênio mais polarizado e a sua força ácida será maior.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Outro fator que determina a força de um ácido é o tamanho do átomo ligado ao hidrogênio. Quanto maior o átomo menor será a atração do hidrogênio polarizado e teremos um ácido mais forte pois o próton H+poderá sair mais facilmente. Exemplo: HF , HC1 , HBr , HI aumenta o tamanho do átomo __________________________________ maior a força ácida Comparando-se HF e HI temos: A atração H ↔ F é bem maior que a atração H↔ I; neste último o próton sai com maior facilidade. _____________________________________ 3 EFEITOS DE INDUÇÃO ___________________________ Nos compostos orgânicos,é muito importante o tipo do radical ligado ao carbono que possui o -0H. Por que um carboxilácido é um ácido mais forte que um álcool, se ambos possuem o radical -0H?
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases – 7 No carboxilácido o oxigênio (=O) desloca os elétrons do carbono, este desloca os elétrons do oxigênio (do OH) que por sua vez polariza mais o H. De modo geral, a força de um ácido carboxílico depende ainda dos radicais ligados à carboxila. Seja a fórmula geral do ácido: Se X atrai elétrons, X é considerado radical elétron-atraente e aumentará a força do ácido. Quanto mais elementos eletronegativoa tiver em X mais elétron- atraente será o átomo e teremos o carboxilácido mais forte. Exemplos: H3C — COOH KA = 1,8 x 10-5 C1CH2 — COOH KA = 1,4 x 10-3 C12CH —COOH KA = 5 x 10-2 C13C — COOH KA ≈ 2 Por outro lado, se X repele elétrons,teremos um radical elétron-repelente e o ácido será mais fraco. Podemos agora classificar os radicais em: ELÉTRON- ATRAENTES e ELÉTRON-REPELENTES. RADICAIS ELETRON-ATRAENTES: -Cl, -Br, -I, -COOH, -OH, -NO2 , -C6H5 RADICAIS ELETRON-REPELENTES: Por este motivo,o ácido fórmico H-COOH é mais forte que o ácido acético H3C — COOH,pois o -CH3 é mais elétron-repelente que o -H.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (646) Qual dos compostos abaixo tem maior força ácida? (647) Qual dos compostos anteriores tem caráter ácido mais fraco? (648) Coloque os compostos abaixo em ordem decrescente de força ácida: ____________________________________ 4 CARÁTER BÁSICO DAS AMINAS ____________________________________ Vimos que o NH3 pode comportar-se como uma base, transformando-se em NH4+ Da mesma forma uma amina poderá receber elétrons: Como se vê, as aminas são compostos que possuem radicais orgânicos pela substituição H do NH3. Se houver substituição de apenas um H teremos uma amina primária; sendo substituídos 2H teremos uma amina secundária; com todos H substituídos teremos uma amina terciária.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 Sejam o NH3 e CH3 - NH2 . Qual deles é base mais forte? O radical -CH3 é mais elétron-repelente que o H. Então o par de elétrons está mais disponível para_receber o próton na amina. A metilamina é base mais forte que a amônia. Com 2 radicais -CH3 teremos a dimetilamina que é base mais forte que a metilamina. O segundo -CH3 reforça o efeito elétron-repelente sobre o nitrogênio. Era de se esperar que a trimetil amina fosse uma base mais forte ainda. Porém ela é mais fraca que a metilamina e a dimetilamina devido a um impedimento espacial que é denominado EFEITO ESTÉRICO e que dificulta a aproximação do próton. Os três grupos -CH3 dificultam o ataque do próton ao par eletrônico do nitrogênio. É útil observar que a força de um ácido ou de uma base depende não só da natureza dos radicais , mas também da disposição espacial dos mesmos (efeito estérico). Na anilina (fenilamina) temos ligado ao Nitrogênio o grupo C6H5 - que é elétron-atraente. Logo, a fenilamina é uma base mais fraca que a amônia. Se o nitrogênio está ligado a um radical elétron-atraente, dificulta-se a aproximação de prótons para receber o par eletrônico.
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga EXERCÍCIOS (649) A constante de ionização do ácido tricloro acético é maior que a do ácido aéetico, PORQUE o peso molecular do ácido tri-cloroacético e maior que o do ácido acético. CESCEM-65 (650) Na reação NH3 + HBr NH4+ + Br‾, HBr é um ácido de Bronsted PORQUE HBr doa um próton ao NH3 . CESCEM-65 (651) Na reação NH3 + H+ NH4+ , NH3 é um ácido de Lewis, PORQUE NH3 doa prótons ao íon hidrogênio. CESCEM-65 (652) Quando se junta acetato de sódio às solugões 0,1 M das substâncias relacionadas abaixo, os íons acetato irão atrair prótons de um ácido que se encontra presente. De que substância o íon acetato irá atrair o maior número de prótons: a) NaHSO4 d) HCN b) HNO2 e) NaHS c) HC2H3O2 CESCEM-66 Consulte a tabela da questão 655 (653) 0 fato de a água pura ter uma condutividade elétrica muito baixa é um indicio de que: a) água é um solvente puro b) água tem caráter ácido c) água é muito ionizada d) água é muito pouco ionizada e) o número de íons H3O+ e 0H é o mesmo CESCEM-66 (654) Éter etílico é uma base porque: a) não reage com hidróxido de sódio b) tem sabor peculiar c) possui um par de elétrons não compartilhado disponível para reagir d) ioniza-se para formar um íon carbônico e) torna azul o papel vermelho de tornassol CESCEM-66
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases – 7 (655) Para responder às questões 656, 657 consulte a seguinte tabela de ácidos, de sua bases conjugadas e de suas constantes ionização. Ácido Base conjugada K, (constante de ionização do ácido) HCl Cl‾ 100% ionizado HSO4- SO4‾ ‾ 1,2 x 10-2 HF F‾ 7,2 x 10-4 HNO2 NO2‾ 1,8 x 10-5 HC2H3O2(ác.acético) C2H3O2‾ 1,8 x 10-5 H2S HS‾ 5,7 x 10-8 HCN CN~ 7,2 x 10-10 HS- S-- 1,2 x I0-13 (656) A base mais fraca das acima mencionadas é: a) Cl‾ b) CN‾ c) HS‾ d) S ‾‾ e) SO4, ‾ ‾ CESCEM-66 (657) A concentração de íons hidrogênio numa solução 0,1 M de ácido acético, HC2H3O2 será maior que de uma solução a) 0,1 M HF d) 0,1 M NaHS b) 0,1 M HNO2 e) 0,2 M HC2H302 c) 0,1 M NaHSO4 CESCEM-66 (650) Dadas as seguintes equações: 2 H3O+ + O2‾ 3H O 2 BF3 + F‾ BF4‾ Mg + + + 6H2O Mg(H2O)26 + pergunta-se: a) as três equações representam reações ácido-base de Lewis b) somente as duas últimas representam reações ácido-base de Lewis c) as três equações representam reações ácido-base de Bronsted d) nenhuma das equações representa reações ácido-base de Lewis e) nenhuma das equações representa reações ácido-base de Bronsted CESCEM-67
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (659) Assinalar a resposta correta entre as afirmações abaixo: a) ácido acético é mais forte do que o ácido fórmico b) ácido acético tem acidez comparável à do ácido monofluoracético c) o ácido acético é mais forte do que o ácido 2 metil propanóico d) o ácido acético é mais forte do que o ácido monobromoacético e) o ácido acético é o ácido orgânico mais fraco que se conhece CESCEM-67 (660) Assinalar abaixo a indicação correta em relação à ordem de basicidade entre as seguintes aminas: dimetilamina (D), metilamina (MI), N-metil anilina (MA) e anilina (A) a) D = M = MA = A d) D > M > MA > A b) D = M>MA<A e) D < M < MA < A c) D = M > MA = A CESCEM-67 As questões 661 e 662 se relacionam com a seguinte tabela que apresenta as constantes de ionização de alguns ácidos em solução aquosa: Ácido K íon f lu or í dr i c o 6,7 x 10‾4 ac ét i c o 1,8 x 10‾5 cianídrico 4 X 10‾10 sulfuroso (1º. degrau) 1,7 x 10‾2 carbônico (1º. degrau) 4,4 x 10‾7 (661) Qual dos ácidos abaixo é o mais fraco? a) fluorídrico d) sulfuroso b) acético e) carbônico c) cianídrico CESCEM-68 662) Sejam as seguintes reações Mg + + + 6 H2O Mg (H2O)6+ + BF3 + F‾ BF4- HCl + F‾ HF + CI‾
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 2 HC1 + MgO MgCl2 + H2O Ag+ + 2 CN‾ Ag (CN)2‾ São todas: a) reações ácido-base segundo Arrhenius b) reações ácido-base segundo Bronsted c) reações ácido-base segundo Lewis d) reações ácido-base segundo Lewis e Bronsted e) reações ácido-base segundo Bronsted e Arrhenius CESCEM-68 (663) Quando dizemos que um íon ou molécula é um ácido, isto significa que eles terão uma tendência de: a) se combinarem com prótons b) cederem pares eletrônicos c) libertarem íons hidróxido como único ânion d) combinarem-se com íons hidróxido presentes num solvente qualquer e) nenhuma das respostas acima CESCEM-68 (664) Esta questão esta relacionada com a seguinte tabela: Na série de reações apresentadas, podemos fazer a seguinte generalização: a) são ácidos somente as substâncias da coluna A b) são ácidos somente as substâncias da coluna B c) são ácidos as substancias da coluna A e C d) são ácidos as substâncias das colunas A e D e) nenhuma das generalizações acima é correta CESCEM-69 Questões 665 a 667 a) NO(OH) PO(OH)3 CO(OH)2 ; b) LiOH C10H Be(OH)2 ;
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga c) SO(OH)2 NO2 (OH) Ba(OH)2 ; d) C6H5.NH2 KOH Sr (O H) 2 ; e) C6H5.OH HaOH P(OH)3 . (665) Em solução aquosa todos são ba s es (6 6 6 ) Em solução aquosa todos são á ci d o s (6 6 7 ) Em solução aquosa temos um ác i d o e duas ba se s CESCEM-69 (6 6 8 ) 0 ácido tric l or oa c ét ico e mais f or t e do que o ácido acético PORQUE os átomos de cloro no ácido tricloroacético atraem elétrons mais fortemente do que os átomos de hidrogênio no ácido acético. CESCEM-69 (6 6 9 ) Para a nitração d o s compostos aromáticos usa-se uma mistura de ácido s u lf úr i c o e ác i d o nít r ic o concentrado. Quando se misturam os dois ácidos ocorre a seguinte reação: 2H2S04 + HN03 NO2+ + H2O+ + 2 HSO4- N est a reação, o ácido nítrico funciona como: a) oxidante d) ba s e b) redutor e) de si dr at a nt e c) ácido CESCEM-69 (6 7 0 ) De acordo com a conceituação de ácidos e de b as e s, segundo BRONSTED e LOWRY, o anion HCO3‾ a) sempre age como ácido b) sempre age como b a s e c) nunca é ácido nem base d) pode agir como áci d o ou como b a se e) só pode agir como base ao reagir com cátions CESCEM-70 (671) De acordo com a t e or ia de Bronsted o íon amônio é: a) um á ci d o b) um íon anfótero c) uma base STA.CASA-67
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 (672) A introdução de um átomo de cloro no carbono alfa do ácido acético irã: a) reduzir a ionização da carboxila b) manter o mesmo grau de ionização da carboxila c) aumentar a ionização da carboxila STA.CASA-67 (673) HC1 dissolvido em água origina íons hidroxônio e cloreto. Esse processo recebe o nome de: a) eletroforese b) eletrólise c) ionização d) as alternativas a, b e c estão corretas e) as alternativas a, b e c estão erradas STA.CASA-68 (674) Qual das substâncias abaixo pode ser classificada como ácido e como base de Bronsted? a) NH4+ d) Cl‾ b) BF3 e) não existe uma substância desse tipo c) HSO4 SANTOS-68 (675) Os íon NH4+, HC03 e Cu(H2O)4++, são sempre ácidos segundo o conceito de Bronsted-Lowry, PORQUE todos podem ceder prótons . SANTOS-69 (676) As substâncias HC1, HNO3 e HClO4, em solução aquosa tem suas forças igualadas PORQUE, segundo a teoria de Bronsted-Lowry, o ácido mais forte que pode existir em solução aquosa é o H3O + SANTOS-69 (677) Assinalar a seqüência que indica basicidade decrescente das estruturas abaixo:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga a) V , II , I , III , IV b) I, V , II , III , IV c) IV , III , I , II , V d) IV , III , II , V , I e) I, V , IV , IV , III CIÊNCIAS HEDICAS-MINAS-69 (678) Nas reações abaixo, certos reagentes podem ser considerados como bases e outros como ácidos de acordo com a teoria de Bronsted-Lowry: : NH3 + H20 ↔ NH4+ + OH‾ : NH3 + HC1 ↔ NH4+ + Cl‾ : 0H2 + HC1 ↔ H3O+ + Cl‾ Desta maneira qual das afirmações está certa? a) NH3 e NH4+ são bases b) HC1 e 0H‾ são ácidos c) H2O e NH4+ são bases d) NH4+ e H3O são ácidos e) HC1 e Cl‾ são ácidos CIÊNCIAS HÉDICAS-MINAS-68 (679) De acordo com a teoria eletrônica de Lewis, de ácidos e bases, nós definimos ácido como sendo: a) toda substância capaz de receber prótons b) toda substância capaz de coordenar um par de elétrons cedidos por uma base c) toda substância que em solução liberta íons hidrônio d) toda substância polar e) nenhuma das respostas CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68 (680) Consultando os valores das constantes de ionização dos ácidos abaixo: ÁCIDO Ki CH3COOH 1,8 x 10-5 C1CH2COOH 1,4 x 10-3 C12CHCOOH 5,0 x 10-2
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 CI3CCOOH 2,0 x 10-1 Verificamos que: a) o ácido acético é o mais forte de todos b) o ácido tricloroacético é o mais forte de todos c) o cloro não influencia a força dos ácidos d) a constante de ionização diminui à medida que o numero de átomos de cloro aumenta e) o cloro diminui a força dos ácidos CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68 (681) Uma solução de ácido fraco HC10 foi analisada, verificando-se no equilíbrio, a existência das seguintes concentrações: H3O+ = 1,78x10-4 íon g/l C10- = 1,78 x 10-4 íon g/l HC10 = 1,00 moles/l Qual a constante Ki do ácido? 1 a) 3,56 x I0-4 d) 1.78 x 10-4 b) 3,56 x 10-8 e) 3,17 x 10-9 c) 3,17 x 10-8 CIÊNCIAS MÉDICAS-MINAS-68 (682) ) 0 carbonato ácido de sódio (NaHCO3) em solução aquosa, dá reação: a) fortemente ácida d) alcalina b) fracamente ácida e) anfotera c) neutra MEDICINA-GB-68 (683) Na reação abaixo: F3B + :NH3 F3BNH3 0 fluoreto de boro é um: a) ácido de Lewis d) conjugado de base b) base de Lewis e) nenhuma delas c) conjugado de ácido MEDICINA-GB-68
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga (684) Segundo a teoria deBronsted-Lowry, bases são substâncias: a) doadoras de elétrons b) aceptoras de elétrons c) doadoras de prótons d) aceptoras de prótons e) que tem disponível um par de elétrons MEDICINA-GB-68 (685) A anilína é praticamente insolúvel em água, mas extremamente solúvel no benzeno. Ela pode, porém, ser facilmente separada deste último composto tratando-se a mistura com ácido clorídrico diluido. Isto se dá porque: a) a anilina sofre decomposição b) o benzeno e atacado pelo ácido clorídrico diluído c) a anilina possui grupamentos polares eclipsados que sãoo ativados nas condições descritas acima d) há formação de um sal de anilina que, por sua natureza polar e solúvel em água e insolúvel no benzeno e) forma-se cloridrato de anilina que, sendo extremamente volátil, pode ser separado por destilação MEDICINA-GB-69 (686) Assinale a seqüência que corresponda à acidez crescente dos compostos abaixo: a) II ,I ,V , III , IV b) I ,V , II , III , IV c) II ,I ,V , IV , III d) II ,V ,I , III , IV e) I ,V , III , IV , II UF-RJ-69 (687) As soluções abaixo estão na concentração molar de 0,1 M. Conhecendo-se a constante de dissociação (K) assinale aquela que apresenta concentração de MI mais elevada. a) CH3COOH K H2S = 1 x 10-7
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 b) NaHCO3 KNH4+ = 5,7 x 10 -10 c) H2S KHSO4- = 1,3 x 10-2 d) NH4Cl KCH COOH 3 = 1,8 x 10-5 e) KHSO4 KHCO 3‾ = 4,7 x 10-11 PARANÁ-67 (688) Sendo o ácido acético mais fraco que o ácido fórmico, podemos dizer que o grupo metil tem: a) menos atração por elétrons do que o átomo de hidrogênio b) mais atração por elétrons do que o átomo de hidrogênio c) mais eletro-atração do que o átomo de hidrogênio d) igual eletro-atraçao do que o átomo de hidrogênio e) nenhuma resposta é correta PARANA-67 (689) Dadas as constantes de dissociação dos ácidos (K) abaixo enumeradas, qual o ácido mais fraco? Ácido Orgânico K a) úrico 1,30 x 10-4 b) acético 1,76 x 10-5 c) fórmico 1,77 x 10-4 d) propiônico 1,34 x 10-5 e) láctico 8,40 x 10-4 PARANÁ-67 (690) A sulfonação do benzeno produz ácido benzeno-sulfônico de acordo com as equações químicas: Na fase I, o oxido de enxofre (VI) e o benzeno funcionam, respectivamente, como:
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga a) ácido e base de Arrhenius d) base e ácido de Lewis b) ác i d o e base de Bronsted e) base e ácido de Bronsted c) ácido e base de Lewis MEDICINA-STO ANDRÉ-69 (691) Qual dos itens abaixo ind ic a, corretamente,a ordem decr e s ce nt e da ac i de z das estruturas CH3COOH , FCH2COOH , ICH2COOH , C12CHC00H , BrCH2COOH A B C D E a) A D B E A b) B D E C A c) E B D C A d) D B E C A e) A B C D E POUSO ALEGRE-69 (6 9 2 ) Qual dos compostos abaixo p o ss u i maior acidez? POUSO ALEGRE-69 (6 9 3 ) Qual das espécies químicas abaixo funciona como uma base de Lewis? a) S04-2 b) H30+ c) BF3 d) Na+ e) H2 POUSO ALEGRE-69 (694) Considerando-se as constantes de di s s oc ia çã o dos ácidos HA, HB, HC, e HD a 25°C: KHA = 4,4 x 10-7 KHB = 4,7 x 10-11 KHD = 0,5 x 10-10 KHC = 8,6 x 10-8
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga conceitos modernos de ácidos e bases-7 Podemos concluir que: a) os ácidos HA e HB possuem praticamente a mesma força b) o ácido HD é dez vezes mais fraco do que o ácido HB c) o ácido HC possui exatamente 103 vezes mais força do que o ácido HB d) o ácido HA é o mais fraco e) o ácido HA é o mais forte POUSO ALEGRE-69 (695) São dadas as equações: Qual (ou quais) reações (das reações) acima é (são) reação (reações) ácido- base conforme a teoria de Bronsted-Lowry? a) somente (1) b) somente (1) e (2) c) somente (1) , (2) e (4) d) nenhuma delas e) todas as quatro VASS0URAS-69 (696) De acordo com o conceito de Lewis, as aminas são bases mais fortes que a água PORQUE o nitrogênio é mais eletronegativo que o oxigênio. MARILIA-60 (697) Um ácido mais fraco conjuga com a base mais forte e o ácido mais forte com a base mais fraca PORQUE isto se dá de acordo com a teoria de Bronsted. MARÍLIA-68 (698) Considerando dois ácidos e duas bases, cujos valores para "K" são: 1º. ácido Ka = 4,5 x 10-5 2º. ácido K'a = 8,5 x 10-6 1a. base Kb = 1,4 x 10-4 2a. base K'b= 8,3 x 10_4
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga Podemos di zer que o ácido e a base mais forte de cada par são: a) 1º. ácido e 2a. base b) 2º. ácido e 2a. ba s e c) 2º. ácido e 1a. ba s e d) 1º. ácido e 1.a. ba se e) os dados são insuficientes para responder MARÍLIA-68 (699) No fim de uma experiência é necessário lavar a aparelhagem dos r est o s de anilina. Pode-se usar com maior ef i ci ên ci a: a) água b) solução diluída de s o d a c) água acidulada com ácido clorídrico d) nenhuma das alternativas convém e) não é p o ss ív el remover os r est o s de anilina MARÍLIA-69 (7 0 0 ) A diminuição das propriedades básicas das aminas t er c iárias e devido com maior pr o b a bil i da d e: a) ao aumento da densidade eletrônica em volta do átomo de nitrogênio como conseqüência do efeito indutivo dos radicais al q uil a que repelem elétrons b) à diminuição da d en si d a de eletrônica em volta do átomo de nitrogênio como conseqüência do e f eit o indutivo dos radicais alquila que atraem elétrons c) a um ef eit o e st ér i c o que aumenta com o tamanho dos r a d ic ai s al q uil a ligados ao nitrogênio d) às aminas terciárias que possuem maior ba si ci d a de d o que as primárias e secundárias e) nenhuma das alternativas anteriores MARÍLIA-69 ═══════════════
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS E TESTES As respostas cujos números tem asterisco, (por exemplo - *9) possuem enunciados que necessitam de consulta à ERRATA. 1) 300 m 2) 150 Mhz 3) a 4) 49,5 x 10-13 ergs 5) 1,9 8 x 10-8 ergs 6) resolvido 7) resolvido 8) 40, 41, 42 9) 77, 78, 79 10) b 11) d 12) a 13) 1 cm 14) 6 x 1014 hertz 15) 1,98 x 10-12 ergs 16) a 17) resolvido 18) 134 19) 6α e 3β 20) resolvido 21) 13 22) 4 α e 3β 23) resolvido 24) resolvido 25) resolvido 26) c 27) 42 dias 28) 6,25 8 29) resolvido 30) 5.830 anos 31) resolvido 32) e 33) 91 h e 273 h 34) 90.000 e 12,6 anos 35) d 36) resolvido 37) c 38) b 39) d 40) resolvido 41) n 42) d 43) p 44) p 45) p 46) a 47) Y 48) a 49) c 50) d 51) e 52) d 53) alfa → +
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga beta → - gama → o 54) duas β 55) I) 66,6 horas II) 56) errado 57) b 58) menos os Eu e Ge (errado) 59) certo 60) d 61) e 62) b 63) b 64) b 65) c 66) c 67) d 68) c 69) a 70) a 71) b 72) a 73) c 74) b 75) II 76) a 77) d 78) a 79) b 80) e 81) d 82) a 83) a 84) c 85) c 86) a 87) b 88) b 89) certo 90) capaz de emitir partículas e radiações 91) idem ao 90 92) alfa e beta desviam-se em sentidos opostos. Gama não sofre desvio. 93) a 94) c 95) 1 e 3 96) d 97) b 98) d 99) d 100) e 101) b 102) b 103) c 104) e 105) d 106) d, e 107) e 108) a
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 109) e 110) b 111) resolvido 112) resolvido 113) resolvido 114) 2, 8, 3 115) 2, 8, 18, 18, 5 116) a 117) não 118) b 119) c 120) resolvido 121) D 122) resolvido 123) resolvido 124) resolvido 125) d 126) 9 127) resolvido 128) c 129) d 130) 4, 3, -2, +1/2 131) 6, 1, -1, +1/2 132) 5, 3, -2, -1/2 133) b 134) resolvido 135) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 3d6, 4s2 136) ls2, 2s2, 2p6, 3s2, 3p6, 3d10, 4s2, 4p6, 4d10 4f14; 5s2, 5p6, 5d4, 6s2 137) d 138) e 139) b 140) b 141) c 142) a 143) c 144) d 145) b 146) e 147) c 148) a 149) b 150) d 151) c 152) a 153) d 154) b 155) b 156) d 157) c 158) c 159) b 160) a 161) e 162) d 163) a 164) d 165) a 166) c 167) c
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 168) b 169) II 170) I e III 171) a 172) a 173) e 174) c 175) e 176) d 177) 4, 0, 0, -1/2 4, 0, 0, +1/2 178) Sc+++ 179) ls2, 2s2, 2px2, 2py2, 2pz2 3s2, 3px1, 3py1, 3pz1 180) a 181) elétrons na camada interna 182) b 183) d 184) a 185) a 186) b 187) d 188) b 189) b 190) a 191) e 192) d 193) c 194) a 195) a 196) c 197) d 198) b 199) b 200) c 201) c 202) a 203) b 204) c (supondo eletrovalente) 205) X3+Y≡ 206) c 207) c 208) e 209) resolvido 210) resolvido 211) resolvido 212) resolvido 213) H - As - H H 214) H - Te H H 215) H - Ge - H H 216) H - I 217) resolvido 218) resolvido 219) resolvido
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 225) resolvido 226) resolvido 227) resolvido 228) resolvido 229) H - O - Cl 230) H - 0 - Cl → 0
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    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 260) resolvido 261) resolvido 262) 2α e 2n 263) 3α e 2П 264) 5α e 1n 265) 3σ 266) 4σ e 1n 267) 7 σ e 2n 268) 2 σ e 1n 269) 6σ 270) 3σ e 1n 271) 6σ 272) b 273) c 274) c 275) b 276) e 277) d 278) d 279) polar 280) apolar 281) apolar 282) apolar 283) apolar 284) polar 285) polar 286) apolar 287) a
  • 465.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 288) a 289) c 290) b 291) d 292) c 293) d 294) d 295) b 296) c 297) d 298) b *299) d *300) b 301) e 302) c 303) c 304) a 305) d 306) c 307) b 308) b 309) e 310) b 311) b 312) tamanho e carga dos íons 313) diferença de eletronegatividade e estrutura angular 314) errado 315) c 316) b 317) c 318) b 319) e 320) d 321) errada, certa 322) b 323) errada, certa 324) d 325) b 326) c 327) d 328) b 329) e 330) a 331) c 332) d 333) b 334) d 335) certa, certa (não justifica) 336) d 337) a 338) b 339) c 340) e 341) a 342) e 343) b 344) 1, 2 e 3 345) c 346) a
  • 466.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 347) c 348) e 349) d 350) b 351) b 352) b 353) c 354) d 355) a 356) e 357) e 358) c 359) d 360) c 361) d 362) a 363) certa, certa (justifica) 364) b 365) e 366) e 366-A) d 367) b 368) certa, certa (justifica) 369) b 370) a 371) c 372) a 373) certa, certa (justifica) 374) e 375) b 376) d 377) a 378) d 379) c 380) c 381) b 382) c 383) c 384) iônicos: Kl, HgCl, Ca(OH)2, K2S04 . Al2(SO4)3. 24H2O, (NH4)2SO4, CaO e K2 O 385) d 386) b 387) b 388) c 389) b 390) d 391) a 392) e 393) b 394) b 395) b 396) d 397) errada, errada 398) a 399) c 400) b 401) c 402) d 403) c
  • 467.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 404) b 405) a 406) c 407) c 408) d 409) c 410) b 411) d 412) a 413) b 414) a 415) c 416) d 417) b 418) c 419) a 420) d 421) -3,0 422) 153,5 Kcal/mol 423) c 424) b 425) d 426) e 427) e 428) d 429) e 430) b 431) e 432) b 433) e 434) e 435) d 436) e 437) a 438) a 439) errada, certa 440) e 441) d 442) c 443) b 444) c 445) d 446) c 447) b 448) certa, certa (não justifica) 449) b 450) c 451) c 452) c 453) d 454) b 455) b 456) a 457) d 458) c 459) a 460) c 461) a 462) c
  • 468.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 463) a 464) a 465) b 466) b 467) b 468) b 469) c 470) c 471) c 472) a 473) c 474) c 475) a 476) a 477) c 478) c 479) a 480) F‾ 481) a 482) c 483) b e c 484) d 485) a 486) e 487) a 488) c 489) d 490) b 491) b 492) b 493) b 494) e 495) a 496) d 497) c 498) c 499) a 500) a 501) a 502) b 503) a) Br b)CI c) Cl2 d) NaBr 504) c 505) resolvido 506) resolvido 507) resolvido 508) +3 e -2 509) +1 510) +2 511) +2 512) -2, -1, +1 513) b 514) resolvido 515) +5 516) +5 517) -3 518) +3 519) -3 520) resolvido 521) resolvido
  • 469.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 522) resolvido 523) resolvido 524) resolvido 525) +5 526) +6 527) +2 528) +4 529) +5 530) +3 531) +2,5 (médio) 532) +8/3 (médio) 533) +3 534) resolvido 535) resolvido 536) resolvido 537) resolvido 538) resolvido 539) +6 540) +2 541) +7 542) +5 543) resolvido 544) +3 545) +5 546) +5 547) +4 548) +6 549) resolvido 550) resolvido 551) resolvido 552) -3 553) -3 554) +3 555) +3 556) b 557) d 558) c 559) b 560) c 561) 3, 5, 2 ▬ 3, 5 562) 3, 40, 4 ▬ 15, 6, 40 563) 2, 10, 8 ▬ 5, 1, 2, 8 564) 2, 1 ,10 ▬ 2, 7, 5 565) 3, 9 , 8 ▬ 2, 6, 9, 21 566) 3, 8 ▬ 3, 3, 2, 4 567) 2, 5 ▬ 2, 1, 2, 3 568) 1, 1, 2 ▬ 1, 1, 1, 3 569) 6, 3 ▬ 2, 4, 3, 2 570) 1, 2, 2 ▬ 2, 2, 1 571) 2, 3, 9 ▬ 2, 6, 9 572) 2, 64, 27▬ 2, 6, 54, 32 573) 6, 10, 24 ▬ 3, 6, 5, 20, 24 574) 2, 2, 6 ▬ 1,2 , 1, 4, 4 575) 3, 16 ▬ 3, 3, 8, 10 576) 1, 3, 4 ▬ 1, 1, 7, 3 577) 2, 3, 10 ▬ 2, 6, 8 578) 1, 20, 16 ▬ 5, 2, 28 579) 1, 14, 12 ▬ 3, 2, 20 580) 2, 5, 6 ▬ 2, 5, 3
  • 470.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 581) 10, 1, 8 ▬ 2, 10, 4 582) 4, 1, 10 ▬ 4, 1, 3 583) 1, 4, 11 ▬ 4, 4, 1 584) 2, 3, 6 ▬ 3, 3, 2 585) 2,2,4 ▬ 2, 1, 2 586) 2, 1, 2 ▬ 2, 2, 1 587) resolvido 588) resolvido 589) K,Cr2O7 + 14HBr → 2KBr + 2CrBr3 + 7H2O + 3Br2 590) 2KMnO4, + 8H2SO4 + 10KI → 6K2SO4, + 2MnSO4 + 8H2O + 5I2 591) K2Cr207 + 7H2SO4, + 6NaCl → K2SO4, + Cr2 (SO4)3 + 3Na2SO4, + 7H2 O + 3C12 592) MnO2 + 2H2SO4, + 2FeSO4 -> Fe2 (SO4)3 + MnSO4, + 2H2O 593) 2KMnO4, + 3H2 SO4, + 5H2 O2 → K2SO4 + 2MnSO4, + 8H20 + 502 594) K2Cr207 + 7H2S04 + 3Na2C204 → K2SO4, + Cr2(SO4)3 + 3Na2SO4, + 6CO2 + 7H20 595) 4HN03 + Hg c°"°-» Hg(NO3)2 + 2N02 + + 2H20 596) 10HNO3 + 4Zn → 4Zn(NO3)2 + NH4 NO3 + 3H2O 597) 2H2 SO4 + Ag → Ag2 SO4, + SO2 + 2H2O 598) b 599) d 600) d 601) c 602) a 603) a 604) d 605) b 606) b 607) d 608) e 609) e 610) c 611) d 612) d 613) b 614) c 615) b 616) b 617) d 618) d 619) c 620) c 621) a 622) a 623) c 624) c 625) d 626) b 627) d 628) d
  • 471.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 629) a 630) b 631) certa, errada 632) a 633) a 634) d 635) c 636) d 637) a 638) b 639) b 640) a 641) a 642) e 643) d 644) d 645) e 646) b 647) d 648) d, c, b, a 649) certa, certa (não justifica) 650) certa, certa (justifica) 651) errada, errada 652) a 653) d 654) c 655) não 656) a 657) d 658) a 659) c 660) d 661) c 662) c 663) e 664) d 665) d 666) a 667) e 668) certa, certa (justifica) 669) d 670) d 671) a 672) c 673) c 674) c 675) errada, errada 676) certa, certa (justifica) 677) a 678) d 679) b 680) b 681) c 682) d 683) a 684) d 685) d 686) e 687) e
  • 472.
    ATOMÍSTICA Ricardo Feltre • Setsuo Yoshinaga 688) a 689) d 690) b 691) d 692) e 693) a 694) e 695) b 696) certa, certa (não justifica) 697) certa, certa (justifica) 698) a 699) c 700) c n http://groups-beta.google.com/group/Viciados_em_Livros http://groups-beta.google.com/group/digitalsource