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Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte
2013
1
Ministério de Ensino – Igreja Metodista
Wesleyana do Belmonte
Estudo para Futuros e Atuais Professores
de Escola Bíblica Dominical
Marcelo Borges
Ministério de Ensino
mpbvr@ig.com.br
Março/2013
Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte
2013
2
Estudo para Futuros e Atuais
Professores da Escola Bíblica Dominical – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte
A Escola Bíblica Dominical
A Escola Dominical nasceu por uma necessidade, por meio de um homem que, compadecido
com as crianças marginalizadas de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar
insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de
Gloucester. Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que
parecia insolúvel. Aqueles menores achavam-se sempre envolvidos em diversos delitos. Nesse momento
tão difícil, o jornalista episcopal Robert Raikes sai pelas ruas da cidade a convidar os pequenos
transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o
ensino religioso, Raikes ensinava várias matérias seculares: matemática, história e língua inglesa.
No Brasil, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores
de nossa Escola Dominical. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de
Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande;
apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e
alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola
Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este
tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa pátria.
A Escola Bíblica Dominical continua sendo um excelente instrumento de preparação do povo
de Deus em sua Palavra. A fim de cumprir o ministério de ensino contido em Mateus 28:20, a Igreja
Metodista Wesleyana optou por valorizar e implantar Escola Bíblica Dominical, estabelecendo-a em
todas as suas igrejas como programa permanente de ensino de seus membros.
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A Educação Cristã
A educação cristã é aquela educação feita do ponto de vista do cristianismo, tem como
objetivos proporcionar o desenvolvimento do indivíduo como um todo e lhe oferecer condições de crescer
em sua vida espiritual, no conhecimento de Deus e das Escrituras. Esse crescimento leva em conta o ser
humano em seus aspectos físicos, emocionais, espirituais e sociais. Nosso exemplo maior de
desenvolvimento integral é o próprio Jesus, pois a Bíblia nos relata que ele "[ ... ] crescia em sabedoria,
em estatura e em graça diante de Deus e dos homens" (Lc 2.52).(MOLOCHENCCO, 2007, p. 16).
A educação cristã somente cumpre sua missão quando olha para o indivíduo de forma
integral, pois o desenvolvimento das pessoas abrange os aspectos físico, emocional, social e intelectual.
No ensino das Escrituras é um erro tentar abordar o ensino bíblico levando em conta somente um aspecto
do ser, o aspecto intelectual, deixando assim de observar as diferentes etapas de desenvolvimento das
pessoas, bem como de atentar para suas emoções e os relacionamentos interpessoais desenvolvidos ao
longo do processo educacional.
Objetivo da educação cristã: alcançar maturidade como cristãos para que possam ser sal da terra e luz do
mundo.
O ministério da educação cristã está associado com o ensino da Palavra de Deus no seio da
igreja. Deste modo, é preciso que se tenham obreiros devidamente preparados e treinados para o exercício
deste ministério. Muitas igrejas não têm dado o devido apoio àqueles que têm se dedicado a Educação
Cristã, contudo tem incorrido em uma falta grave, que é estar omissa as necessidades espirituais de seus
membros.
Introdução
Nos primeiros dois séculos da era cristã, a Igreja obedeceu a ordem de ensinar. Porém, do
terceiro século em diante, a Igreja cresceu muito e a obra de educação cristã não acompanhou este
crescimento. Milhares de pessoas foram batizadas sem instruções. Daí muitas práticas erradas entraram
no cristianismo. Isto perdurou até o século XVI, quando os reformadores Lutero e Calvino reintroduziram
o ensino bíblico ao povo. Na Alemanha, Lutero enfatizou que cada cristão tivesse a Bíblia em sua própria
língua para poder ler as Escrituras por si mesmo. Traduziu a Bíblia latina para o alemão. Depois, escreveu
dois livros de instrução cristã: um para adultos e outro para crianças. Calvino fundou, em Genebra, uma
Faculdade Evangélica de Teologia. No século XVII, Robert Raikes começou a levar as crianças a sua
casa aos domingos, ensinando-as a ler e escrever tendo a Bíblia como texto, nesta ocasião foi
modestamente criado a Escola Bíblica Dominical.
A Escola Bíblica Dominical tem como meta fundamental o ensino da Palavra de Deus. Por
isso consideramos que seja um departamento imprescindível para o desenvolvimento espiritual dos filhos
de Deus. Contudo há muito descaso por parte de muitos membros da igreja. Mesmo nas igrejas onde é
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dada a devida atenção ao tema, nota-se a preocupação dos líderes com o esvaziamento e a falta de
compromisso de seus membros na escola bíblica. Alguns grupos têm conclamado congressos e simpósios
para tratar do assunto, a fim de promoverem a necessária melhora neste departamento tão importante.
A freqüência à Escola Bíblica tem caído muito nos últimos anos, percebe-se que do total de
membros de uma igreja apenas 50 a 60% são freqüentadores. Devemos reconhecer que este é um
problema real e que deve ser combatido com compromisso em ensinar a Palavra de Deus com dedicação e
qualidade no ensino. Precisamos motivar todos os membros da igreja e comunidade vizinha a buscarem o
conhecimento na Palavra de Deus. Devemos dar prioridade ao ensino bíblico em nossas igrejas.
A EBD - Escola Bíblia Dominical é uma importante reunião que ocorre geralmente nos
domingos de manhã em todas as igrejas evangélicas. A EBD, como é conhecida, tem como
finalidade proporcionar um ambiente colaborativo para o estudo da Palavra de Deus, de modo a
promover a Evangelização - alcançar almas para Cristo por meio do ensino da Palavra de Deus
(Mc 16:15).
1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar?
Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só
assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se
tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o
assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim
primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um
conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter
cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual.
2. A quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino?
Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar
aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas.
3. O Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo?
O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que
puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois,
que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21).
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O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende,
nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você
tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de
tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus.
Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem
esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No
entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas.
4. Como ensinarei?
Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o
professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses
conhecimentos a seus alunos.
Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor,
dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que
certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte
pode ser adquirida.
Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois
por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison.
O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e
domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito
depende de "saber como fazê-lo".
O Que é Ensinar?
Ensinar não é apenas narrar fatos, porque o aluno não compreende tudo que ouve, e neste caso
seria difícil mantê-lo atento; não é a repetição de frases decoradas e recitadas como uma "ladainha".
Ensinar pode ser definido assim: é despertar a mente do aluno para captar e reter a verdade. É mais que
partilhar com outros as verdades que possuímos; é motivá-los a pensar por si mesmos, de tal modo que
cheguem aos fatos. Para conseguir o propósito exposto nesta definição, é necessário seguir quatro
princípios que são o verdadeiro fundamento do ensino, e que abarcam todas as regras relativas ao ensino.
Teremos neste estudo a explicação destas regras de uma maneira simples e clara. Em outras palavras,
aquele que deseja ensinar corretamente, com eficácia, não só deve fixar-se nestes quatro princípios, mas
deve também colocá-los em prática.
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l. O professor tem que fazer com que o aluno pense por si mesmo
É necessário que o aluno use suas ideias e palavras, chegando a conclusões próprias; que
aprenda a lição por si mesmo, descobrindo por si as verdades que você quer ensinar.
O professor mais competente é o que capta a atenção do aluno, desperta sua inteligência,
engendra o interesse e o desejo de aprender; e então, coloca diante dele o material com o qual possa
formar conclusões próprias.
Ensinar não é encher a mente de conhecimento, como se enchia antigamente um fogão a
carvão, mas aproveitar as matérias-primas através de perguntas, sugestões e ideias oportunas; em outras
palavras, tenta-se fazer funcionar a máquina da inteligência para que dê o produto ou resultado final; o
pensamento bem racionalizado.
" Não descubra você a verdade; é melhor ocultá-la um pouco e guiá-los por meio de perguntas hábeis,
motivando-os bastante para que a descubram por si mesmos, tenham o prazer de levantar o véu e
encontrar por seu próprio esforço a verdade que você tenta ensinar”.
Seu triunfo ocorrerá no momento em que um de seus alunos vier contar-lhe da grande
descoberta que ele fez, e ao mesmo tempo você constatar que é exatamente o que você queria que ele
aprendesse. A glória suprema de ensinar é fazer com que o aluno creia não que você ensina a ele, mas que
ele é que ensina a você. Que você estimule a atividade intelectual de seu aluno, fazendo-o descobrir as
verdades por si mesmo.
2. O professor tem que explicar as novas verdades baseado em verdades que o aluno
já compreendeu
Ensinar é explicar o novo baseando-se no antigo, isto é, o desconhecido em relação ao
conhecido; o difícil em relação ao fácil; o obscuro em relação ao claro. Este é o único meio de chegar-se
ao conhecimento verdadeiro das coisas, e o melhor método para sua compreensão; porque cada nova ideia
tem de ser relacionada com o material que o aluno já possui na mente.
Exemplo 01 - pergunto à minha classe: "Quantos já ouviram falar dos Chasidim?" Não recebo nenhuma
resposta, apenas olhares vazios, pois meus alunos não sabem se os Chasidim são um partido político,
uma doença ou uma nova marca de margarina. Este nome é algo muito novo para eles, e não desperta
nenhuma imagem em sua mente. Mas suponhamos que explico então que Chasidim é o nome de uma seita
judia, na Europa Central, que acredita na manifestação visível do Espírito Santo e ensina que a religião
deve ser mais vital e emocional que a que é praticada por outros judeus. Visto que professa um ideal
mais elevado, poderíamos descrevê-la como um movimento de santidade na sinagoga judia.
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Será que agora os alunos compreendem quem são "os Chasidim"? Sim. Por quê? Porque usei ideias e
termos que conhecem. Eles usaram suas próprias faculdades mentais para explicar a palavra. A palavra
estranha já não é "tão" estranha; foi apresentada pelo professor por meio de dados conhecidos dos alunos.
Neste caso passamos do desconhecido ao conhecido.
Exemplo 02 - Suponhamos que queremos dar a uma criança de cinco anos uma ideia da forma da terra.
Você acredita que a criança nos compreenderia se disséssemos: "A terra tem forma esférica"? Claro que
não, porque essa seria uma explicação muito abstrata para uma criança. Ela não compreenderia nada.
Ao contrário, se você lhe disser que a terra em que vivemos é uma bola muito grande, redonda como uma
laranja, é quase certo que ela vai captar a ideia, porque você lhe ensinou algo novo, baseando-se em um
conceito que ela já conhece.
Resumindo, o professor eficiente realizará sua tarefa baseando-se sempre em verdades e imagens que
seus alunos já conhecem, e as associará para ajudá-los a descobrir novas verdades.
3. O professor deve levar em conta o desenvolvimento mental de quem receberá a
lição
Isto é importante, para que você adapte o tema à capacidade do aluno, à sua idade e
experiência. Por exemplo, ao ensinar em uma classe de pequeninos, você jamais deve falar de
"regeneração", ou de "arrebatamento antes da tribulação", porque estes são termos abstratos que as
criancinhas não compreenderão. Você deve compartilhar as verdades, subentendidas nas palavras
teológicas, de uma forma que possam ser assimiladas pelas mentes tenras das crianças, e que lhes atraia a
atenção e o interesse.
O verdadeiro professor conhece e compreende as peculiaridades, os interesses e as atividades
que pertencem a cada período do crescimento e desenvolvimento de seus alunos, e adapta seu ensino
conforme o caso que se apresente, e de acordo com o desenvolvimento moral e espiritual deles.
Métodos de Ensino
Não devemos nos atrever a falar a um auditório sem preparar-nos de modo suficiente. É
conselho aplicável ao ensino na Escola Dominical. Uma lição bem preparada inclui não somente o
conhecimento da matéria que o professor vai ensinar, mas também o "como", a maneira de ensinar.
Supondo que você esteja bem preparado, bem provido de dados e informações, terá sempre de
perguntar-se: "Como vou transmitir estas verdades à classe? Só eu falarei? Farei perguntas para motivá-
los? Pedirei que façam alguma pesquisa, ou trabalho?" Em outras palavras: "Que método usarei?"
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Existem muitas formas de ensinar uma lição, assim como há muitas maneiras de entregar
mercadorias aos fregueses. Por exemplo, alguém pode entregar pessoalmente a mercadoria; ou pode
chamar o cliente por telefone e pedir-lhe que venha buscá-la. O método mais eficiente depende do
tema, das condições dos alunos, da habilidade do professor e de outras circunstâncias.
Classificaremos os métodos de ensino da seguinte forma: (1) métodos que jogam a carga de
trabalho sobre o professor; (2) métodos que põem grande parte da carga sobre a classe; (3) métodos pelos
quais o professor e a classe interagem em cooperação.
01 - O PROFESSOR TRABALHANDO
l. O professor faz dissertações
Neste método o professor apresenta a lição quase da mesma maneira que o pregador
pronuncia seu sermão: ele fala e a classe ouve. Este método tem vantagens e desvantagens. Dá ao
professor o tempo necessário para ensinar a lição toda, de modo definido e sistemático, a pessoas
muito ocupadas que não têm ou não procuram tempo para estudar a lição. Este método é bem adequado
quando a classe é tão grande que as perguntas e discussões impediriam uma apresentação completa da
lição.
É claro que quem usa este método de dissertação deve ser orador apto e eloquente, capaz de
reter a atenção e o interesse da classe; de outra maneira alguns se distrairão e outros dormirão. É método
deficiente, pois não estimula o aluno a agir. Trata-se de uma classe passiva cujos alunos se limitam a
ouvir.
2. O professor narra
Para os alunos das classes infantis a lição inteira consiste em histórias narradas pela
professora. Narração é a forma em que as verdades espirituais podem ser assimiladas melhor pelas mentes
das crianças. Nos departamentos de jovens e de adultos, este método deve ser usado quando a lição
focaliza acontecimentos bíblicos, pois uma história bem narrada é um método seguro de despertar e
reter a atenção.
Todo professor deve cultivar a arte de narrar histórias. Deve ser capaz de imaginar a vida nos
tempos bíblicos, rever as cenas, caminhar entre as pessoas, ouvir suas conversas, compreender seus
costumes, e depois descrever vividamente o que viu. Desta maneira a história bíblica chega a ser uma
realidade para seus ouvintes.
Quanto aos elementos doutrinários, que dificilmente poderiam ser ensinados de forma
narrativa, o professor deve esclarecer as doutrinas mediante ilustrações coerentes e histórias bem
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narradas. Se você perceber que está conduzindo sua classe a um deserto árido, por causa da secura de sua
exposição, procure salvar-se e recuperar o interesse dos alunos mediante uma ilustração interessante
relacionada à lição.
02 - O ALUNO TRABALHANDO
Uma das suas tarefas fundamentais, como professor, é conseguir que o aluno pense por si
mesmo. Faça que o aluno use suas faculdades, desperte-lhe a capacidade de apreciar o que vê e ouve. Por
isso, o professor não deve dizer ao aluno o que este pode descobrir por si. Um dos melhores métodos para
pôr em prática o princípio das atividades feitas pelos próprios alunos pode-se definir como o método da
atribuição de tarefas. Terminada a lição de hoje, o professor dedica algum tempo à próxima lição. É
quando ele dá algumas tarefas a cada aluno. Um vai responder a certas perguntas. Outro desenvolverá um
tema. Outro desenhará um mapa. Este método exerce um efeito psicológico salutar sobre o aluno: Faz que
ele compreenda que o professor conhece seu trabalho e que se interessa por fazê-lo; além disso, dá a todos
a satisfação do êxito do empreendimento.
"Mas como posso conseguir que o aluno colabore e estude?" Esta é uma pergunta que surge ao
considerarmos este método. Apresentamos as seguintes sugestões:
1. Ensine ao aluno como estudar
É muito provável que ele não saiba como estudar e pesquisar. Uma das lições mais úteis para
o aluno é saber como estudar por si mesmo.
Não basta dizer-lhes como estudar e deixá-los — adverte o autor Suter em seu livro Creative
Teaching (Ensino Criativo). — Demonstre o processo. No princípio do ano escolar valeria a pena tomar
pelo menos a metade do tempo das aulas para fazer exercícios demonstrativos. Reúna os alunos ao seu
redor e (liga: 'Vou fazer de conta que sou um de vocês e que vou estudar e preparar a lição.' Passe então
pelo processo de estudo, passo a passo, sem omitir nada.
Use cada livro, caderno, papel ou apostila, exatamente como o aluno faria. Quando chegar o
momento de ler as passagens assinaladas, leia-as em voz alta (temos aqui a única diferença entre o que
você faz como demonstração e o que o aluno faz em casa). Onde se pede que se escreva, faça o exercício
escrito. Em outras palavras, faça uma demonstração completa e explique, enquanto a faz, as razões por
que se deve fazer cada atividade, e a melhor maneira de executá-las todas."
Um destacado escritor e professor de Escola Dominical com ampla experiência, Amos R.
Wells, referindo-se a seu trabalho didático, disse que se pudesse começar tudo de novo faria o seguinte:
"Pensaria menos no que estava dando aos alunos e mais no que eles estavam recebendo. Fiz quase nada a
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princípio, para motivar meus alunos a estudarem. Não lhes dei trabalho para fazer em casa. Todo meu
ensino era por dissertação, muito embora algumas vezes tenha usado perguntas e respostas de maneira
mais ou menos disfarçada. Por isso o vento levou todo o meu ensino. Se os alunos estudassem em casa,
ainda que de forma inadequada, neles se despertaria uma atenção sólida que lhes permitiria reter um
ensino que eu transmitisse em classe."
2. Desperte o interesse do aluno e dê-lhe um motivo para estudar
Se desejamos persuadir um aluno a fazer uma tarefa, temos que fazê-lo sentir que vale a pena,
que saber bem a lição é realmente muito importante — para ele. O professor, como bom vendedor, tem
que criar necessidades que seu produto satisfaça.
Em vez de dar tarefas de uma maneira geral à classe inteira, dê uma tarefa definida a cada
aluno e faça-o responsável pelo trabalho.
3. Peça ao aluno que apresente a lição oralmente
Faça o possível para que seu aluno apresente o trabalho a ele designado; de outra maneira
chegará a ser negligente e dirá: "Para que fazer lição de casa e estudar se o professor não exige que se
apresente a lição? e nem mesmo vê?"
"Mas a aula não ficará monótona se consistir somente de dissertações da parte dos alunos?"
Esta é uma pergunta que surgirá em relação a este método. É conveniente que o professor faça
dissertações entre as respostas, e desenvolva a lição de maneira interessante. Se comparamos uma aula
com a construção de uma casa, podemos perceber que a tarefa do professor, bem como as tarefas dos
alunos, é como a edificação de uma casa, passo a passo, setor por setor. O aluno dá sua resposta,
apresenta seu trabalho; o professor complementa o que o aluno fez, comentando e, se necessário,
corrigindo, desenvolvendo a lição preparada pelos alunos.
O PROFESSOR E O ALUNO TRABALHANDO JUNTOS
l. O método de perguntas, ou interrogativo
Neste método o professor estimula os pensamentos dos alunos usando perguntas inteligentes
que os façam pensar. Na realidade ele "educa" a classe tirando da mente dos alunos os fatos principais da
lição. Este é um dos métodos mais interessantes porque retém a atenção dos ouvintes e os mantém ativos.
Este método também ajuda o professor, tirando de seus ombros o trabalho de dissertar; sua tarefa se
parece com a de um capataz que dirige a construção de um edifício.
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Embora este método seja considerado um dos melhores, pela pedagogia moderna, tem seus
perigos. Os alunos podem sair do assunto da lição e, quando não estudaram bem a lição em casa, as
respostas podem ser superficiais. Os alunos preguiçosos podem converter a aula em conversação inútil.
Também existe o perigo de empregar-se demasiado tempo na discussão de alguns detalhes
menores, ou de alguma questão que não pertence à lição, e assim distanciar-se do tema. Entra em cena a
habilidade do professor, que deve estar atento para que as perguntas sejam pertinentes e bem formuladas.
O professor provoca o diálogo através de perguntas inteligentes, evitando que haja desvios do tema da
lição.
2. O método de perguntas e dissertações
Este método é uma combinação dos métodos de apresentação de pequenos tópicos e o de
perguntas. O professor assinala as tarefas definidas a cada aluno, e desenvolve a aula mediante uma
discussão em que pede a cada aluno a tarefa de casa. Desde que a aula não seja muito extensa, e que os
alunos tenham sido estimulados a estudar, este é o método mais eficaz. Para adultos, o método de
perguntas é o mais interessante.
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Conclusão
Para maior conhecimentos lembramos sempre que:
 O ALUNO APRENDE ATÉ 10 DO QUE OUVE.
 O ALUNO APRENDE ATÉ 30 DO QUE VÊ.
 O ALUNO APRENDE ATÉ 50 DO QUE OUVE E VÊ.
 O ALUNO APRENDE ATÉ 70 DO QUE OUVE, VÊ E REPETE.
 O ALUNO APRENDE ATÉ 90 DO QUE OUVE, VÊ, REPETE E FAZ.
Vemos que no ensino cristão há uma colaboração entre o professor cristão e o Espírito Santo.
Há uma parceria. Embora sabendo que é o Espírito que vai fazer a obra na vida dos nossos alunos isto não
invalida que o professor não precisa de uma preparação adequada. Depender do Espírito Santo no ensino
cristão não quer dizer que não preciso estar preparado.
- Os professores tem a responsabilidade de comunicar a verdade; o Espírito Santo procura dar direção,
poder e discernimento aos professores;
- Os professores têm de depender do Espírito Santo para que Ele atue por meio deles e possa usá-los a
alcançar os alunos com a verdade. O Espírito Santo trabalha na vida dos alunos convencendo-os da
verdade;
- Os professores devem encorajar os alunos a entender a Palavra de Deus. O Espírito Santo incentiva
os alunos a apropriarem-se da Palavra.
Nunca devemos tentar fazer a obra sozinhos, pois só quando o Espírito Santo está presente no
processo do ensino é que alcançaremos resultados duradouros.
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Bibliografia
Livro: Ensinando com êxito na Escola Bíblica Dominical – Editora Vida – Autor: Myer Pearlman
EDUCAÇÃO CRISTÃ: CONCEITUAÇÃO TEÓRICA E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS – Autor: Valdeci
da Silva Santos*
http://www.comunhao.org.br/ensino/educacao-crista.html
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_JNdsQ7vbbwU/THXR0Cj552I/AAA
AAAAAADA/Sinic4RQm5Q/s320/sara.jpg&imgrefurl=http://congregacional-
sg.blogspot.com/2010/08/historia-da-igreja-congrecional-
no.html&h=294&w=208&sz=7&tbnid=cw4oxd6QG0afHM:&tbnh=90&tbnw=64&zoom=1&usg=__uw
E6gMIc9Q9esAgDgUl8IEwTMIo=&docid=-qSd624NVEZcBM&hl=pt-
BR&sa=X&ei=_hwdUfTnEYfW9ASj14GABw&ved=0CFEQ9QEwBA&dur=374 Acessado dia
14/02/2013
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://files.igrejaevangelicafluminense.webnode.com/2000001
36-b523db61e1/fr.jpg&imgrefurl=http://www.igrejaevangelicafluminense.org/memoria-
viva/&h=960&w=720&sz=247&tbnid=hc6jHr-
gi_YThM:&tbnh=100&tbnw=75&zoom=1&usg=__54t6A8G6lYEfKB6cJ0U2VcOm6mU=&docid=Woy
D0HeGQ_TsLM&hl=pt-
BR&sa=X&ei=_hwdUfTnEYfW9ASj14GABw&ved=0CFQQ9QEwBQ&dur=443 Acessado dia
14/02/2013
http://www.2ibb.com/conteudos/uploads/Files/2ibb/Asseteleisdoensino.pdf - As Sete leis do Ensino
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Tel.: 24 - 98153123

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  • 1. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 1 Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte Estudo para Futuros e Atuais Professores de Escola Bíblica Dominical Marcelo Borges Ministério de Ensino mpbvr@ig.com.br Março/2013
  • 2. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 2 Estudo para Futuros e Atuais Professores da Escola Bíblica Dominical – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte A Escola Bíblica Dominical A Escola Dominical nasceu por uma necessidade, por meio de um homem que, compadecido com as crianças marginalizadas de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester. Nesta Cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel. Aqueles menores achavam-se sempre envolvidos em diversos delitos. Nesse momento tão difícil, o jornalista episcopal Robert Raikes sai pelas ruas da cidade a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, Raikes ensinava várias matérias seculares: matemática, história e língua inglesa. No Brasil, os missionários escoceses Robert e Sara Kalley são considerados os fundadores de nossa Escola Dominical. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não era grande; apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio. Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa pátria. A Escola Bíblica Dominical continua sendo um excelente instrumento de preparação do povo de Deus em sua Palavra. A fim de cumprir o ministério de ensino contido em Mateus 28:20, a Igreja Metodista Wesleyana optou por valorizar e implantar Escola Bíblica Dominical, estabelecendo-a em todas as suas igrejas como programa permanente de ensino de seus membros.
  • 3. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 3 A Educação Cristã A educação cristã é aquela educação feita do ponto de vista do cristianismo, tem como objetivos proporcionar o desenvolvimento do indivíduo como um todo e lhe oferecer condições de crescer em sua vida espiritual, no conhecimento de Deus e das Escrituras. Esse crescimento leva em conta o ser humano em seus aspectos físicos, emocionais, espirituais e sociais. Nosso exemplo maior de desenvolvimento integral é o próprio Jesus, pois a Bíblia nos relata que ele "[ ... ] crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens" (Lc 2.52).(MOLOCHENCCO, 2007, p. 16). A educação cristã somente cumpre sua missão quando olha para o indivíduo de forma integral, pois o desenvolvimento das pessoas abrange os aspectos físico, emocional, social e intelectual. No ensino das Escrituras é um erro tentar abordar o ensino bíblico levando em conta somente um aspecto do ser, o aspecto intelectual, deixando assim de observar as diferentes etapas de desenvolvimento das pessoas, bem como de atentar para suas emoções e os relacionamentos interpessoais desenvolvidos ao longo do processo educacional. Objetivo da educação cristã: alcançar maturidade como cristãos para que possam ser sal da terra e luz do mundo. O ministério da educação cristã está associado com o ensino da Palavra de Deus no seio da igreja. Deste modo, é preciso que se tenham obreiros devidamente preparados e treinados para o exercício deste ministério. Muitas igrejas não têm dado o devido apoio àqueles que têm se dedicado a Educação Cristã, contudo tem incorrido em uma falta grave, que é estar omissa as necessidades espirituais de seus membros. Introdução Nos primeiros dois séculos da era cristã, a Igreja obedeceu a ordem de ensinar. Porém, do terceiro século em diante, a Igreja cresceu muito e a obra de educação cristã não acompanhou este crescimento. Milhares de pessoas foram batizadas sem instruções. Daí muitas práticas erradas entraram no cristianismo. Isto perdurou até o século XVI, quando os reformadores Lutero e Calvino reintroduziram o ensino bíblico ao povo. Na Alemanha, Lutero enfatizou que cada cristão tivesse a Bíblia em sua própria língua para poder ler as Escrituras por si mesmo. Traduziu a Bíblia latina para o alemão. Depois, escreveu dois livros de instrução cristã: um para adultos e outro para crianças. Calvino fundou, em Genebra, uma Faculdade Evangélica de Teologia. No século XVII, Robert Raikes começou a levar as crianças a sua casa aos domingos, ensinando-as a ler e escrever tendo a Bíblia como texto, nesta ocasião foi modestamente criado a Escola Bíblica Dominical. A Escola Bíblica Dominical tem como meta fundamental o ensino da Palavra de Deus. Por isso consideramos que seja um departamento imprescindível para o desenvolvimento espiritual dos filhos de Deus. Contudo há muito descaso por parte de muitos membros da igreja. Mesmo nas igrejas onde é
  • 4. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 4 dada a devida atenção ao tema, nota-se a preocupação dos líderes com o esvaziamento e a falta de compromisso de seus membros na escola bíblica. Alguns grupos têm conclamado congressos e simpósios para tratar do assunto, a fim de promoverem a necessária melhora neste departamento tão importante. A freqüência à Escola Bíblica tem caído muito nos últimos anos, percebe-se que do total de membros de uma igreja apenas 50 a 60% são freqüentadores. Devemos reconhecer que este é um problema real e que deve ser combatido com compromisso em ensinar a Palavra de Deus com dedicação e qualidade no ensino. Precisamos motivar todos os membros da igreja e comunidade vizinha a buscarem o conhecimento na Palavra de Deus. Devemos dar prioridade ao ensino bíblico em nossas igrejas. A EBD - Escola Bíblia Dominical é uma importante reunião que ocorre geralmente nos domingos de manhã em todas as igrejas evangélicas. A EBD, como é conhecida, tem como finalidade proporcionar um ambiente colaborativo para o estudo da Palavra de Deus, de modo a promover a Evangelização - alcançar almas para Cristo por meio do ensino da Palavra de Deus (Mc 16:15). 1. Por que ensino? Qual é meu propósito e que objetivo quero alcançar? Você, professor, precisa ter percepção clara e bem definida do propósito de seu ensino. Só assim poderá ter êxito em seu trabalho. Se não houver um propósito firme e uma preparação prévia, se tudo for deixado ao acaso, assim também serão os resultados de seu ensino. Depois de considerar bem o assunto, o verdadeiro professor espiritual chega à conclusão de que seu trabalho principal e o fim primordial de seu esforço, serão a aplicação das verdades bíblicas para guiar seus alunos a um conhecimento experimental de Cristo; que cada lição seja um instrumento para o crescimento do caráter cristão. Em resumo, seu objetivo principal tem largo âmbito moral e espiritual. 2. A quem ensinarei? Que tipo de alunos receberá meu ensino? Seu talento e suas condições pessoais, como professor, revelarão se lhe convém mais ensinar aos adultos, aos jovens, aos adolescentes, aos intermediários, aos primários ou às criancinhas. 3. O Que ensinarei? Que conhecimento do assunto possuo? O objetivo principal de seu ensino será, é claro, a Bíblia; por isso deve fazer o máximo que puder para dominar as histórias, as doutrinas, a geografia e os costumes mencionados na Bíblia. "Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?" (Romanos 2:21).
  • 5. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 5 O professor não pode compartilhar o que não sabe, não pode explicar o que não compreende, nem pode falar com autoridade se não tiver um conhecimento completo da matéria que ensinará. Se você tem intenção de entregar-se à dura tarefa de ensinar, estude "sem cessar", leia diligentemente acerca de tudo o que a Bíblia ensina em diversos níveis, e faça um estudo sistemático da Palavra de Deus. Certamente este programa significa trabalho duro, mas não se alcança um ensino eficaz e eficiente sem esforço. O verdadeiro professor tem que alcançar os frutos de seu ensino com o suor de seu rosto. No entanto, todo esforço árduo é rico em recompensas. 4. Como ensinarei? Responder a esta pergunta é de grande importância. Não importa quanto conhecimento o professor possua, falhará se não possuir também a arte de ensinar, isto é, se não souber transmitir esses conhecimentos a seus alunos. Será que alguém pode, na verdade, aprender a ensinar? Podemos imaginar você, leitor, dizendo: "Eu pensei que ensinar fosse um dom que algumas pessoas têm por natureza!" É verdade que certos indivíduos possuem capacidade especial para ensinar, mas é também acertado dizer-se que esta arte pode ser adquirida. Algumas pessoas parecem "gênios"; mas na maioria dos casos, o gênio é o resultado de dois por cento de inspiração e noventa e oito por cento de transpiração, como disse Thomas Édison. O ensino é uma arte que pode ser adquirida porque é governada por leis definidas. Estude e domine estas leis, aplique-as com paciência, e você descobrirá que está ensinando bem. O bom êxito depende de "saber como fazê-lo". O Que é Ensinar? Ensinar não é apenas narrar fatos, porque o aluno não compreende tudo que ouve, e neste caso seria difícil mantê-lo atento; não é a repetição de frases decoradas e recitadas como uma "ladainha". Ensinar pode ser definido assim: é despertar a mente do aluno para captar e reter a verdade. É mais que partilhar com outros as verdades que possuímos; é motivá-los a pensar por si mesmos, de tal modo que cheguem aos fatos. Para conseguir o propósito exposto nesta definição, é necessário seguir quatro princípios que são o verdadeiro fundamento do ensino, e que abarcam todas as regras relativas ao ensino. Teremos neste estudo a explicação destas regras de uma maneira simples e clara. Em outras palavras, aquele que deseja ensinar corretamente, com eficácia, não só deve fixar-se nestes quatro princípios, mas deve também colocá-los em prática.
  • 6. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 6 l. O professor tem que fazer com que o aluno pense por si mesmo É necessário que o aluno use suas ideias e palavras, chegando a conclusões próprias; que aprenda a lição por si mesmo, descobrindo por si as verdades que você quer ensinar. O professor mais competente é o que capta a atenção do aluno, desperta sua inteligência, engendra o interesse e o desejo de aprender; e então, coloca diante dele o material com o qual possa formar conclusões próprias. Ensinar não é encher a mente de conhecimento, como se enchia antigamente um fogão a carvão, mas aproveitar as matérias-primas através de perguntas, sugestões e ideias oportunas; em outras palavras, tenta-se fazer funcionar a máquina da inteligência para que dê o produto ou resultado final; o pensamento bem racionalizado. " Não descubra você a verdade; é melhor ocultá-la um pouco e guiá-los por meio de perguntas hábeis, motivando-os bastante para que a descubram por si mesmos, tenham o prazer de levantar o véu e encontrar por seu próprio esforço a verdade que você tenta ensinar”. Seu triunfo ocorrerá no momento em que um de seus alunos vier contar-lhe da grande descoberta que ele fez, e ao mesmo tempo você constatar que é exatamente o que você queria que ele aprendesse. A glória suprema de ensinar é fazer com que o aluno creia não que você ensina a ele, mas que ele é que ensina a você. Que você estimule a atividade intelectual de seu aluno, fazendo-o descobrir as verdades por si mesmo. 2. O professor tem que explicar as novas verdades baseado em verdades que o aluno já compreendeu Ensinar é explicar o novo baseando-se no antigo, isto é, o desconhecido em relação ao conhecido; o difícil em relação ao fácil; o obscuro em relação ao claro. Este é o único meio de chegar-se ao conhecimento verdadeiro das coisas, e o melhor método para sua compreensão; porque cada nova ideia tem de ser relacionada com o material que o aluno já possui na mente. Exemplo 01 - pergunto à minha classe: "Quantos já ouviram falar dos Chasidim?" Não recebo nenhuma resposta, apenas olhares vazios, pois meus alunos não sabem se os Chasidim são um partido político, uma doença ou uma nova marca de margarina. Este nome é algo muito novo para eles, e não desperta nenhuma imagem em sua mente. Mas suponhamos que explico então que Chasidim é o nome de uma seita judia, na Europa Central, que acredita na manifestação visível do Espírito Santo e ensina que a religião deve ser mais vital e emocional que a que é praticada por outros judeus. Visto que professa um ideal mais elevado, poderíamos descrevê-la como um movimento de santidade na sinagoga judia.
  • 7. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 7 Será que agora os alunos compreendem quem são "os Chasidim"? Sim. Por quê? Porque usei ideias e termos que conhecem. Eles usaram suas próprias faculdades mentais para explicar a palavra. A palavra estranha já não é "tão" estranha; foi apresentada pelo professor por meio de dados conhecidos dos alunos. Neste caso passamos do desconhecido ao conhecido. Exemplo 02 - Suponhamos que queremos dar a uma criança de cinco anos uma ideia da forma da terra. Você acredita que a criança nos compreenderia se disséssemos: "A terra tem forma esférica"? Claro que não, porque essa seria uma explicação muito abstrata para uma criança. Ela não compreenderia nada. Ao contrário, se você lhe disser que a terra em que vivemos é uma bola muito grande, redonda como uma laranja, é quase certo que ela vai captar a ideia, porque você lhe ensinou algo novo, baseando-se em um conceito que ela já conhece. Resumindo, o professor eficiente realizará sua tarefa baseando-se sempre em verdades e imagens que seus alunos já conhecem, e as associará para ajudá-los a descobrir novas verdades. 3. O professor deve levar em conta o desenvolvimento mental de quem receberá a lição Isto é importante, para que você adapte o tema à capacidade do aluno, à sua idade e experiência. Por exemplo, ao ensinar em uma classe de pequeninos, você jamais deve falar de "regeneração", ou de "arrebatamento antes da tribulação", porque estes são termos abstratos que as criancinhas não compreenderão. Você deve compartilhar as verdades, subentendidas nas palavras teológicas, de uma forma que possam ser assimiladas pelas mentes tenras das crianças, e que lhes atraia a atenção e o interesse. O verdadeiro professor conhece e compreende as peculiaridades, os interesses e as atividades que pertencem a cada período do crescimento e desenvolvimento de seus alunos, e adapta seu ensino conforme o caso que se apresente, e de acordo com o desenvolvimento moral e espiritual deles. Métodos de Ensino Não devemos nos atrever a falar a um auditório sem preparar-nos de modo suficiente. É conselho aplicável ao ensino na Escola Dominical. Uma lição bem preparada inclui não somente o conhecimento da matéria que o professor vai ensinar, mas também o "como", a maneira de ensinar. Supondo que você esteja bem preparado, bem provido de dados e informações, terá sempre de perguntar-se: "Como vou transmitir estas verdades à classe? Só eu falarei? Farei perguntas para motivá- los? Pedirei que façam alguma pesquisa, ou trabalho?" Em outras palavras: "Que método usarei?"
  • 8. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 8 Existem muitas formas de ensinar uma lição, assim como há muitas maneiras de entregar mercadorias aos fregueses. Por exemplo, alguém pode entregar pessoalmente a mercadoria; ou pode chamar o cliente por telefone e pedir-lhe que venha buscá-la. O método mais eficiente depende do tema, das condições dos alunos, da habilidade do professor e de outras circunstâncias. Classificaremos os métodos de ensino da seguinte forma: (1) métodos que jogam a carga de trabalho sobre o professor; (2) métodos que põem grande parte da carga sobre a classe; (3) métodos pelos quais o professor e a classe interagem em cooperação. 01 - O PROFESSOR TRABALHANDO l. O professor faz dissertações Neste método o professor apresenta a lição quase da mesma maneira que o pregador pronuncia seu sermão: ele fala e a classe ouve. Este método tem vantagens e desvantagens. Dá ao professor o tempo necessário para ensinar a lição toda, de modo definido e sistemático, a pessoas muito ocupadas que não têm ou não procuram tempo para estudar a lição. Este método é bem adequado quando a classe é tão grande que as perguntas e discussões impediriam uma apresentação completa da lição. É claro que quem usa este método de dissertação deve ser orador apto e eloquente, capaz de reter a atenção e o interesse da classe; de outra maneira alguns se distrairão e outros dormirão. É método deficiente, pois não estimula o aluno a agir. Trata-se de uma classe passiva cujos alunos se limitam a ouvir. 2. O professor narra Para os alunos das classes infantis a lição inteira consiste em histórias narradas pela professora. Narração é a forma em que as verdades espirituais podem ser assimiladas melhor pelas mentes das crianças. Nos departamentos de jovens e de adultos, este método deve ser usado quando a lição focaliza acontecimentos bíblicos, pois uma história bem narrada é um método seguro de despertar e reter a atenção. Todo professor deve cultivar a arte de narrar histórias. Deve ser capaz de imaginar a vida nos tempos bíblicos, rever as cenas, caminhar entre as pessoas, ouvir suas conversas, compreender seus costumes, e depois descrever vividamente o que viu. Desta maneira a história bíblica chega a ser uma realidade para seus ouvintes. Quanto aos elementos doutrinários, que dificilmente poderiam ser ensinados de forma narrativa, o professor deve esclarecer as doutrinas mediante ilustrações coerentes e histórias bem
  • 9. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 9 narradas. Se você perceber que está conduzindo sua classe a um deserto árido, por causa da secura de sua exposição, procure salvar-se e recuperar o interesse dos alunos mediante uma ilustração interessante relacionada à lição. 02 - O ALUNO TRABALHANDO Uma das suas tarefas fundamentais, como professor, é conseguir que o aluno pense por si mesmo. Faça que o aluno use suas faculdades, desperte-lhe a capacidade de apreciar o que vê e ouve. Por isso, o professor não deve dizer ao aluno o que este pode descobrir por si. Um dos melhores métodos para pôr em prática o princípio das atividades feitas pelos próprios alunos pode-se definir como o método da atribuição de tarefas. Terminada a lição de hoje, o professor dedica algum tempo à próxima lição. É quando ele dá algumas tarefas a cada aluno. Um vai responder a certas perguntas. Outro desenvolverá um tema. Outro desenhará um mapa. Este método exerce um efeito psicológico salutar sobre o aluno: Faz que ele compreenda que o professor conhece seu trabalho e que se interessa por fazê-lo; além disso, dá a todos a satisfação do êxito do empreendimento. "Mas como posso conseguir que o aluno colabore e estude?" Esta é uma pergunta que surge ao considerarmos este método. Apresentamos as seguintes sugestões: 1. Ensine ao aluno como estudar É muito provável que ele não saiba como estudar e pesquisar. Uma das lições mais úteis para o aluno é saber como estudar por si mesmo. Não basta dizer-lhes como estudar e deixá-los — adverte o autor Suter em seu livro Creative Teaching (Ensino Criativo). — Demonstre o processo. No princípio do ano escolar valeria a pena tomar pelo menos a metade do tempo das aulas para fazer exercícios demonstrativos. Reúna os alunos ao seu redor e (liga: 'Vou fazer de conta que sou um de vocês e que vou estudar e preparar a lição.' Passe então pelo processo de estudo, passo a passo, sem omitir nada. Use cada livro, caderno, papel ou apostila, exatamente como o aluno faria. Quando chegar o momento de ler as passagens assinaladas, leia-as em voz alta (temos aqui a única diferença entre o que você faz como demonstração e o que o aluno faz em casa). Onde se pede que se escreva, faça o exercício escrito. Em outras palavras, faça uma demonstração completa e explique, enquanto a faz, as razões por que se deve fazer cada atividade, e a melhor maneira de executá-las todas." Um destacado escritor e professor de Escola Dominical com ampla experiência, Amos R. Wells, referindo-se a seu trabalho didático, disse que se pudesse começar tudo de novo faria o seguinte: "Pensaria menos no que estava dando aos alunos e mais no que eles estavam recebendo. Fiz quase nada a
  • 10. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 10 princípio, para motivar meus alunos a estudarem. Não lhes dei trabalho para fazer em casa. Todo meu ensino era por dissertação, muito embora algumas vezes tenha usado perguntas e respostas de maneira mais ou menos disfarçada. Por isso o vento levou todo o meu ensino. Se os alunos estudassem em casa, ainda que de forma inadequada, neles se despertaria uma atenção sólida que lhes permitiria reter um ensino que eu transmitisse em classe." 2. Desperte o interesse do aluno e dê-lhe um motivo para estudar Se desejamos persuadir um aluno a fazer uma tarefa, temos que fazê-lo sentir que vale a pena, que saber bem a lição é realmente muito importante — para ele. O professor, como bom vendedor, tem que criar necessidades que seu produto satisfaça. Em vez de dar tarefas de uma maneira geral à classe inteira, dê uma tarefa definida a cada aluno e faça-o responsável pelo trabalho. 3. Peça ao aluno que apresente a lição oralmente Faça o possível para que seu aluno apresente o trabalho a ele designado; de outra maneira chegará a ser negligente e dirá: "Para que fazer lição de casa e estudar se o professor não exige que se apresente a lição? e nem mesmo vê?" "Mas a aula não ficará monótona se consistir somente de dissertações da parte dos alunos?" Esta é uma pergunta que surgirá em relação a este método. É conveniente que o professor faça dissertações entre as respostas, e desenvolva a lição de maneira interessante. Se comparamos uma aula com a construção de uma casa, podemos perceber que a tarefa do professor, bem como as tarefas dos alunos, é como a edificação de uma casa, passo a passo, setor por setor. O aluno dá sua resposta, apresenta seu trabalho; o professor complementa o que o aluno fez, comentando e, se necessário, corrigindo, desenvolvendo a lição preparada pelos alunos. O PROFESSOR E O ALUNO TRABALHANDO JUNTOS l. O método de perguntas, ou interrogativo Neste método o professor estimula os pensamentos dos alunos usando perguntas inteligentes que os façam pensar. Na realidade ele "educa" a classe tirando da mente dos alunos os fatos principais da lição. Este é um dos métodos mais interessantes porque retém a atenção dos ouvintes e os mantém ativos. Este método também ajuda o professor, tirando de seus ombros o trabalho de dissertar; sua tarefa se parece com a de um capataz que dirige a construção de um edifício.
  • 11. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 11 Embora este método seja considerado um dos melhores, pela pedagogia moderna, tem seus perigos. Os alunos podem sair do assunto da lição e, quando não estudaram bem a lição em casa, as respostas podem ser superficiais. Os alunos preguiçosos podem converter a aula em conversação inútil. Também existe o perigo de empregar-se demasiado tempo na discussão de alguns detalhes menores, ou de alguma questão que não pertence à lição, e assim distanciar-se do tema. Entra em cena a habilidade do professor, que deve estar atento para que as perguntas sejam pertinentes e bem formuladas. O professor provoca o diálogo através de perguntas inteligentes, evitando que haja desvios do tema da lição. 2. O método de perguntas e dissertações Este método é uma combinação dos métodos de apresentação de pequenos tópicos e o de perguntas. O professor assinala as tarefas definidas a cada aluno, e desenvolve a aula mediante uma discussão em que pede a cada aluno a tarefa de casa. Desde que a aula não seja muito extensa, e que os alunos tenham sido estimulados a estudar, este é o método mais eficaz. Para adultos, o método de perguntas é o mais interessante.
  • 12. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 12 Conclusão Para maior conhecimentos lembramos sempre que:  O ALUNO APRENDE ATÉ 10 DO QUE OUVE.  O ALUNO APRENDE ATÉ 30 DO QUE VÊ.  O ALUNO APRENDE ATÉ 50 DO QUE OUVE E VÊ.  O ALUNO APRENDE ATÉ 70 DO QUE OUVE, VÊ E REPETE.  O ALUNO APRENDE ATÉ 90 DO QUE OUVE, VÊ, REPETE E FAZ. Vemos que no ensino cristão há uma colaboração entre o professor cristão e o Espírito Santo. Há uma parceria. Embora sabendo que é o Espírito que vai fazer a obra na vida dos nossos alunos isto não invalida que o professor não precisa de uma preparação adequada. Depender do Espírito Santo no ensino cristão não quer dizer que não preciso estar preparado. - Os professores tem a responsabilidade de comunicar a verdade; o Espírito Santo procura dar direção, poder e discernimento aos professores; - Os professores têm de depender do Espírito Santo para que Ele atue por meio deles e possa usá-los a alcançar os alunos com a verdade. O Espírito Santo trabalha na vida dos alunos convencendo-os da verdade; - Os professores devem encorajar os alunos a entender a Palavra de Deus. O Espírito Santo incentiva os alunos a apropriarem-se da Palavra. Nunca devemos tentar fazer a obra sozinhos, pois só quando o Espírito Santo está presente no processo do ensino é que alcançaremos resultados duradouros.
  • 13. Ministério de Ensino – Igreja Metodista Wesleyana do Belmonte 2013 13 Bibliografia Livro: Ensinando com êxito na Escola Bíblica Dominical – Editora Vida – Autor: Myer Pearlman EDUCAÇÃO CRISTÃ: CONCEITUAÇÃO TEÓRICA E IMPLICAÇÕES PRÁTICAS – Autor: Valdeci da Silva Santos* http://www.comunhao.org.br/ensino/educacao-crista.html http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_JNdsQ7vbbwU/THXR0Cj552I/AAA AAAAAADA/Sinic4RQm5Q/s320/sara.jpg&imgrefurl=http://congregacional- sg.blogspot.com/2010/08/historia-da-igreja-congrecional- no.html&h=294&w=208&sz=7&tbnid=cw4oxd6QG0afHM:&tbnh=90&tbnw=64&zoom=1&usg=__uw E6gMIc9Q9esAgDgUl8IEwTMIo=&docid=-qSd624NVEZcBM&hl=pt- BR&sa=X&ei=_hwdUfTnEYfW9ASj14GABw&ved=0CFEQ9QEwBA&dur=374 Acessado dia 14/02/2013 http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://files.igrejaevangelicafluminense.webnode.com/2000001 36-b523db61e1/fr.jpg&imgrefurl=http://www.igrejaevangelicafluminense.org/memoria- viva/&h=960&w=720&sz=247&tbnid=hc6jHr- gi_YThM:&tbnh=100&tbnw=75&zoom=1&usg=__54t6A8G6lYEfKB6cJ0U2VcOm6mU=&docid=Woy D0HeGQ_TsLM&hl=pt- BR&sa=X&ei=_hwdUfTnEYfW9ASj14GABw&ved=0CFQQ9QEwBQ&dur=443 Acessado dia 14/02/2013 http://www.2ibb.com/conteudos/uploads/Files/2ibb/Asseteleisdoensino.pdf - As Sete leis do Ensino Contato: Marcelo Borges mpbvr@ig.com.br Tel.: 24 - 98153123