Título




                     Análise CEPLAN




Recife, 01 de agosto de 2012
Temas que serão discutidos na X Análise Ceplan:



    A economia em 2012:

            • Mundo;
            • Brasil;
            • Nordeste, com destaque para Pernambuco;


    Informe especial: Agreste Central e Agreste Setentrional
Título




         1. A economia em 2012
Título




         1.   A economia em 2012:
                    Mundo
1. A economia em 2012: Mundo


                             O contexto

 Após sinais de recuperação a crise permanece. A partir de 2010 a
 economia mundial apresenta desaceleração que deve prosseguir nos
 próximos anos, determinada:

    •   Pelo agravamento da situação da Zona do Euro e as
        dificuldades da economia dos Estados Unidos relacionada com
        a retomada e recuperação dos níveis de emprego.

    •   Pela desaceleração da economia dos países emergentes, os
        principais responsáveis pelas taxas de expansão verificada na
        economia mundial.
1. A economia em 2012: Mundo

     Destaque para a desaceleração da economia brasileira em 2011 e 2012, com crescimento
          menor que o da economia mundial. É esperada a retomada do Brasil em 2013.


Mundo e Regiões Selecionadas¹: Variação do PIB real - (%) – 2007 - 2013
1. A economia em 2012: Mundo

        Diferença marcante entre a situação dos EUA e da Zona do Euro. E situação mais
                       confortável dos emergentes, em especial a China.

Mundo e Regiões Selecionadas¹ : Dívida bruta do governo central como proporção do
PIB¹ - (%) – 2008 - 2013
1. A economia em 2012: Mundo
         Permanecem as diferenças entre o nível de desemprego entre os países europeus,
         notadamente da Zona do Euro, e os países emergentes. Posição intermediária dos
                    Estados Unidos com expectativa de uma lenta melhoria.

Mundo e Regiões Selecionadas¹ : Taxa de desemprego aberto – (%) – 2007 - 2013
1. A economia em 2012: Mundo


                                 Resumo

• 2012 se apresenta com ambiente pior que o do ano anterior.
• Expectativa de agravamento da crise, notadamente com                    os
desdobramentos nos países europeus, sobretudo os da Zona do Euro.
• Maior presença do Banco Central Europeu (compra de títulos públicos).
• Dificuldades de coordenação das políticas para estancar a crise na Europa,
com as alternativas de austeridade contrapostas às de agenda de
crescimento. Eleições na França fortalecem a agenda de crescimento.
• Retomada incerta da economia dos Estados Unidos, reforçada pela
indefinição das eleições presidenciais.
• Perspectiva de pouso suave da economia chinesa.
Título




         1.   A economia em 2012:
                     Brasil
1. A economia em 2012: Brasil

        Continua a desaceleração da economia brasileira com possibilidades, ainda não
               confirmadas, de uma discreta recuperação no segundo semestre.

Brasil: Taxa de crescimento do PIB trimestral com respeito ao mesmo período do ano
anterior (%) - Período: I trimestre de 2010 a I trimestre de 2012
1. A economia em 2012: Brasil
       Consumo das famílias perde fôlego, investimento se retrai e o setor externo ainda
         é importante mas reduz seu dinamismo. Do lado da oferta, forte retração da
                          agropecuária e estagnação da indústria.

Brasil: PIB - Crescimento do PIB (%) – 2011, I trimestre de 2011 e I trimestre de 2012
1. A economia em 2012: Brasil

       Taxa de inadimplência apresenta trajetória de alta, em especial para pessoas físicas.
        Há indicações de que espaço para endividamento das famílias está se encurtando.


Brasil: Taxa (%) Inadimplência – Janeiro 2011 a Maio de 2012


                                                                            Maior taxa
                                                                            da série.
                                                                            taxa da série.
1. A economia em 2012: Brasil

        Inflação continua sua trajetória de queda em convergência para o centro da meta


Brasil: IPCA Acumulado nos últimos 12 meses - (%) - jan/10 a jun/12
1. A economia em 2012: Brasil

    Câmbio nominal se estabiliza no patamar em torno dos R$ 2,00, mas continua
      valorizado em termos reais quando comparado ao início do Plano Real.

 Brasil: Índice da taxa de câmbio real – (%) – agosto 2010 a maio 2012
1. A economia em 2012: Brasil
             Brasil se defronta com queda inédita na taxa de juros real alterando,
         significativamente, preços relativos dos ativos financeiros e reduz o custo da
                                        dívida soberana.

Brasil: Taxa Selic – (% a.a) – 2000-2012
1. A economia em 2012: Brasil

      Investimento estrangeiro cai um pouco, mas Brasil continua atraente para o capital
                                          externo


Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (líquido) – Trimestral – 1° trimestre de 2002 ao
2º trimestre de 2012 – US$ (milhões)
1. A economia em 2012: Brasil
          Saldo da balança comercial continua estreito com previsão de queda no ano em
           relação ao período anterior. Mudança no câmbio não parece ainda ter surtido
                                             efeito.
Brasil: Saldo da Balança Comercial – 2002-2012¹ – US$ (milhões)
1. A economia em 2012: Brasil
       Saldo negativo e crescente das transações correntes. Poupança externa continua
      relevante. A necessidade de aumentar a poupança e o investimento interno está no
                        centro do debate da política macroeconômica.

Brasil : Saldo da Balança de Transações Correntes (BTC) - 2000-2012¹ - US$ (bilhões)
Título




    Síntese da Conjuntura: Brasil
                  2012
Síntese da Conjuntura: Brasil 2012




• Ritmo de crescimento da economia continua frágil com perspectiva de melhora no
segundo semestre;
• Do lado da oferta, retração acentuada da agropecuária e estagnação da indústria;
• Do lado da demanda, mercado interno perde dinamismo como fonte de
crescimento: investimento se retrai e consumo desacelera-se. Comércio exterior
reduz sua importância devido à crise externa e à desvalorização cambial não surtiu
ainda efeitos substantivos. Protecionismo discreto.
• Aumento na inadimplência sinaliza endividamento das famílias, mas há dúvidas
quanto ao impacto no consumo.
Síntese da Conjuntura: Brasil 2012




• Mudança na remuneração da poupança diminui retorno para o investidor, mas
depósitos continuam em alta.
• A despeito da queda no nível da atividade econômica, o Brasil continua atraindo
investimento estrangeiro e poupança externa. Mas precisa aumentar a poupança e o
investimento internos.
• Continuam em vigor medidas econômicas do governo no curto prazo, visando
flexibilizar a política monetária e dar maior rigidez à política fiscal (apesar de
flexibilizações pontuais nos últimos meses com medidas de estimulo ao crescimento
por meio de renúncia fiscal e desonerações seletivas);
• Inflação está sob controle. Não há pressão de demanda sobre os preços o que abre
espaço para reajuste e realinhamento de preços administrados (gasolina, diesel, etc)
Título




         1.   A economia em 2012:
                    Nordeste
1. A economia em 2012: Nordeste
           No primeiro trimestre de 2012 principais Estados do NE tiveram desempenho
          econômico bem acima da economia brasileira. Pernambuco destaca-se na forte
                                    expansão do PIB industrial

Brasil, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento do PIB trimestral - (%) – I trimestre
de 2012
1. A economia em 2012: Nordeste
        Ao contrário do Brasil, que registrou importante retração da produção da indústria
          de transformação, o Nordeste apresentou crescimento, sobretudo devido ao
                               desempenho da Bahia e Pernambuco

Brasil, Nordeste, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento da produção industrial
acumulado de Janeiro a Maio de 2012 – (%)
1. A economia em 2012: Nordeste
       O varejo do NE continua com crescimento relevante, tendo apenas CE, SE e RN
       expandido abaixo da média do Brasil. Piauí foi o principal destaque com a taxa de
                                       mais de 10%

Brasil e Estados do Nordeste: Crescimento do comércio varejista ampliado –
(%) – Acumulado de Janeiro a Maio de 2012
1. A economia em 2012: Nordeste
         Verifica-se uma retração importante do desemprego na RMR. Estabelece-se
      trajetória num patamar inferior ao do conjunto das principais RMs do Brasil e, pela
                   primeira vez, apresenta uma taxa inferior a de São Paulo.

RMR e Total das RMs: Evolução da taxa de desemprego aberto – (%) – janeiro a
junho de 2011 e janeiro a junho de 2012
1. A economia em 2012: Nordeste

       Crescimento do rendimento das RMs, em particular Salvador, Belo Horizonte e
                                       Recife


RM’s: Rendimento médio real (em R$) das pessoas ocupadas – médias do
primeiro semestre de 2011 e primeiro semestre de 2012
1. A economia em 2012: Nordeste
         Ressalta-se o crescimento do emprego formal em Pernambuco, Sergipe e
        Paraíba com taxas superiores à média do Brasil e do Nordeste. Os destaques
                            negativos foram a Bahia e Alagoas

Brasil, Nordeste e Estados: Criação de empregos formais – estoque jun/2011 e
estoque jun/2012
1. A economia em 2012: Pernambuco

         Setorialmente, a construção civil e os serviços foram as atividades que mais
           criaram novos empregos formais em PE no primeiro semestre de 2012


Pernambuco: Criação de empregos formais por setor – estoque jun/2011 e
estoque jun/2012
Título




         Síntese da Conjuntura:
             Nordeste 2011
Síntese da Conjuntura: Nordeste 2012




 Os indicadores demonstram que a economia do Nordeste, e, em particular, de
   Pernambuco apresentaram bons resultados no primeiro semestre:
 •   O PIB cresceu bem acima do Brasil, puxado, sobretudo, pelo desempenho
     industrial, especificamente da construção civil;
 •   O Varejo continua crescendo, com boa parte dos estados evoluindo acima
     da taxa verificada para o Brasil
 •   A taxa de desemprego recuou mantendo-se no patamar de 7,0% a 7,5%
     a.m.
 •   A criação de empregos formais cresceu um pouco abaixo do Brasil. O
     destaque é Pernambuco e, setorialmente, o desempenho da construção civil
Título



             Informe especial
Agreste Central e Agreste Setentrional:
      dois focos de desconcentração
       econômica em Pernambuco
Título




         1.   Economia dinâmica
Divisão geopolítica Estadual – Regiões de desenvolvimento
Demografia

          População das duas regiões cresce acima da média estadual. O Agreste
                          Setentrional acima da média do país.

Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: População
total residente – 2000 e 2010
Demografia

         O processo de urbanização se intensifica nos dois Agrestes, em especial no
                                       Setentrional

Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Distribuição
(%) da população total residente por situação do domicílio – 2000 e 2010
Estrutura Produtiva

        O crescimento da economia das duas RDs supera a média de PE, NE e BR.


Brasil, Nordeste, Pernambuco, RMR,             Brasil, Nordeste, Pernambuco, RMR,
Agreste Central e Agreste Setentrional:        Agreste Central e Agreste Setentrional:
Produto Interno Bruto a preços                 Produto Interno Bruto per capita a preços
constantes – 2000 e 2009                       constantes – 2000 e 2009
Mercado de trabalho

        Apesar do elevado nível de informalidade, observa-se uma tendência a uma
                       maior formalização do mercado de trabalho.


Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Estoque de
emprego formal – 2000 e 2010
Mercado de trabalho

          De modo geral, forte crescimento do emprego formal nas duas RDs, com
             destaque para a indústria (inclusive construção civil) e o comércio

Agreste Central e Agreste Setentrional: Emprego formal por setor de atividade
econômica – 2002 e 2010
Mercado de trabalho

       A exemplo do Brasil e da Região, as RDs apresentaram redução do desemprego
            no período - em linha com a trajetória observada na região e no país


Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa de
Desocupação (%) – 2000 e 2010
Mercado de trabalho

           Cresce participação do emprego com carteira assinada, mas mantém-se um
                                 elevado nível de informalidade

Agreste Central e Agreste Setentrional: Distribuição relativa das pessoas de 10 anos ou
mais de idade, ocupadas na semana de referência (trabalho principal), por posição na
ocupação – 2010
Finanças públicas municipais

       Resultados do ranking refletem maior ou menor capacidade de arrecadação. Mesmo
        assim, todos são muito dependentes das transferências com diferenças de grau.


Agreste Central e Agreste Setentrional: Ranking dos municípios com maior receita
própria – 2010 – R$
Finanças públicas municipais

              Participação na cota parte do ICMS é sinal de pujança econômica


 Agreste Central e Agreste Setentrional: Ranking dos municípios com maior
repasse de ICMS – 2010 – R$
Síntese

         Indicadores selecionados mostram a importância de alguns municípios nas RDs


Agreste Central e Agreste Setentrional: Tabela Síntese
Título




 2. Um quadro social preocupante
      apesar de avanços recentes
Desenvolvimento Humano e Renda

        As RDs destacadas têm proporção de domicílios pobres (cerca de 48,0% do total
        de domicílios de cada RD) na faixa de pobreza, dos quais mais de 20,0% na faixa
                             de indigência (até ¼ de salário mínimo)

Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: proporções de
domicílios com rendimento nominal mensal domiciliar per capita até a linha de pobreza –
2010
Educação

         Embora relativamente mais elevado, o analfabetismo é cadente nas duas RDs


Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa (%)
de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais – 2000 e 2010
Educação

       Nível de instrução relativamente baixo comparativamente ao NE, ao Estado e ao
                   Pais, sem instrução e fundamental incompleto quase 70%

Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Pessoas de 10
anos ou mais de idade, por nível de instrução – 2010
Educação

                Reduzem-se taxas de abandono no fundamental e no médio



Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste          Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste
Central e Agreste Setentrional: Taxa (%)       Central e Agreste Setentrional: Taxa (%)
de abandono no ensino fundamental –            de abandono no ensino médio – 2007 e
2007 e 2010                                    2010
Saúde

                   Queda generalizada na taxa de mortalidade infantil


Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa de
Mortalidade Infantil – 2000 e 2010
Criminalidade

        Redução nas taxas de mortalidade por causas externas e em particular na dos
                                          CVLI


Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste         Pernambuco, Agreste Central e Agreste
Central e Agreste Setentrional: Taxa de       Setentrional: Taxa anual de Crime Violento
Mortalidade por Causas Externas – 2000 e      Letal e Intencional (CVLI) – 2006 - 2010
2010
Desenvolvimento Humano
         Novamente, o Agreste Setentrional se destaca com o maior ritmo de expansão
          da proporção de domicílios com acesso a um serviço básico: no caso, a rede
         geral de esgoto. Por outro lado, o Agreste Central experimenta o maior ritmo de
                       redução da proporção de domicílios sem banheiro.

 Agreste Central e Agreste Setentrional: domicílios particulares permanentes, por
tipo de acesso a esgotamento sanitário e existência de banheiro – 2000 e 2010
Título




         Síntese do Informe Especial
Título
   Conclusões


 • Vários fatores impulsionaram a economia destas regiões de PE:
       • os impactos positivos da melhoria da acessibilidade
         proporcionados pela duplicação da BR 232 e investimentos em
         rodovias na região;
       •    os impactos positivos do aumento da renda e do consumo das
           famílias nos anos recentes, com impactos inclusive no mercado
           imobiliário (em especial em Caruaru e Gravatá)
       •    a capacidade demonstrada por PE para atrair novos
           investimentos (indústrias de bens de consumo tipo alimentos,
           móveis, couro e calçados, bebidas, têxtil e confecções, etc. );
       • a interiorização de campi universitários
   • O quadro social melhora, acompanhando tendência nacional, e em
   resposta a avanços nas políticas sociais
Título




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Análise Ceplan Agosto/2012

  • 1.
    Título Análise CEPLAN Recife, 01 de agosto de 2012
  • 2.
    Temas que serãodiscutidos na X Análise Ceplan:  A economia em 2012: • Mundo; • Brasil; • Nordeste, com destaque para Pernambuco;  Informe especial: Agreste Central e Agreste Setentrional
  • 3.
    Título 1. A economia em 2012
  • 4.
    Título 1. A economia em 2012: Mundo
  • 5.
    1. A economiaem 2012: Mundo O contexto Após sinais de recuperação a crise permanece. A partir de 2010 a economia mundial apresenta desaceleração que deve prosseguir nos próximos anos, determinada: • Pelo agravamento da situação da Zona do Euro e as dificuldades da economia dos Estados Unidos relacionada com a retomada e recuperação dos níveis de emprego. • Pela desaceleração da economia dos países emergentes, os principais responsáveis pelas taxas de expansão verificada na economia mundial.
  • 6.
    1. A economiaem 2012: Mundo Destaque para a desaceleração da economia brasileira em 2011 e 2012, com crescimento menor que o da economia mundial. É esperada a retomada do Brasil em 2013. Mundo e Regiões Selecionadas¹: Variação do PIB real - (%) – 2007 - 2013
  • 7.
    1. A economiaem 2012: Mundo Diferença marcante entre a situação dos EUA e da Zona do Euro. E situação mais confortável dos emergentes, em especial a China. Mundo e Regiões Selecionadas¹ : Dívida bruta do governo central como proporção do PIB¹ - (%) – 2008 - 2013
  • 8.
    1. A economiaem 2012: Mundo Permanecem as diferenças entre o nível de desemprego entre os países europeus, notadamente da Zona do Euro, e os países emergentes. Posição intermediária dos Estados Unidos com expectativa de uma lenta melhoria. Mundo e Regiões Selecionadas¹ : Taxa de desemprego aberto – (%) – 2007 - 2013
  • 9.
    1. A economiaem 2012: Mundo Resumo • 2012 se apresenta com ambiente pior que o do ano anterior. • Expectativa de agravamento da crise, notadamente com os desdobramentos nos países europeus, sobretudo os da Zona do Euro. • Maior presença do Banco Central Europeu (compra de títulos públicos). • Dificuldades de coordenação das políticas para estancar a crise na Europa, com as alternativas de austeridade contrapostas às de agenda de crescimento. Eleições na França fortalecem a agenda de crescimento. • Retomada incerta da economia dos Estados Unidos, reforçada pela indefinição das eleições presidenciais. • Perspectiva de pouso suave da economia chinesa.
  • 10.
    Título 1. A economia em 2012: Brasil
  • 11.
    1. A economiaem 2012: Brasil Continua a desaceleração da economia brasileira com possibilidades, ainda não confirmadas, de uma discreta recuperação no segundo semestre. Brasil: Taxa de crescimento do PIB trimestral com respeito ao mesmo período do ano anterior (%) - Período: I trimestre de 2010 a I trimestre de 2012
  • 12.
    1. A economiaem 2012: Brasil Consumo das famílias perde fôlego, investimento se retrai e o setor externo ainda é importante mas reduz seu dinamismo. Do lado da oferta, forte retração da agropecuária e estagnação da indústria. Brasil: PIB - Crescimento do PIB (%) – 2011, I trimestre de 2011 e I trimestre de 2012
  • 13.
    1. A economiaem 2012: Brasil Taxa de inadimplência apresenta trajetória de alta, em especial para pessoas físicas. Há indicações de que espaço para endividamento das famílias está se encurtando. Brasil: Taxa (%) Inadimplência – Janeiro 2011 a Maio de 2012 Maior taxa da série. taxa da série.
  • 14.
    1. A economiaem 2012: Brasil Inflação continua sua trajetória de queda em convergência para o centro da meta Brasil: IPCA Acumulado nos últimos 12 meses - (%) - jan/10 a jun/12
  • 15.
    1. A economiaem 2012: Brasil Câmbio nominal se estabiliza no patamar em torno dos R$ 2,00, mas continua valorizado em termos reais quando comparado ao início do Plano Real. Brasil: Índice da taxa de câmbio real – (%) – agosto 2010 a maio 2012
  • 16.
    1. A economiaem 2012: Brasil Brasil se defronta com queda inédita na taxa de juros real alterando, significativamente, preços relativos dos ativos financeiros e reduz o custo da dívida soberana. Brasil: Taxa Selic – (% a.a) – 2000-2012
  • 17.
    1. A economiaem 2012: Brasil Investimento estrangeiro cai um pouco, mas Brasil continua atraente para o capital externo Brasil: Investimento Estrangeiro Direto (líquido) – Trimestral – 1° trimestre de 2002 ao 2º trimestre de 2012 – US$ (milhões)
  • 18.
    1. A economiaem 2012: Brasil Saldo da balança comercial continua estreito com previsão de queda no ano em relação ao período anterior. Mudança no câmbio não parece ainda ter surtido efeito. Brasil: Saldo da Balança Comercial – 2002-2012¹ – US$ (milhões)
  • 19.
    1. A economiaem 2012: Brasil Saldo negativo e crescente das transações correntes. Poupança externa continua relevante. A necessidade de aumentar a poupança e o investimento interno está no centro do debate da política macroeconômica. Brasil : Saldo da Balança de Transações Correntes (BTC) - 2000-2012¹ - US$ (bilhões)
  • 20.
    Título Síntese da Conjuntura: Brasil 2012
  • 21.
    Síntese da Conjuntura:Brasil 2012 • Ritmo de crescimento da economia continua frágil com perspectiva de melhora no segundo semestre; • Do lado da oferta, retração acentuada da agropecuária e estagnação da indústria; • Do lado da demanda, mercado interno perde dinamismo como fonte de crescimento: investimento se retrai e consumo desacelera-se. Comércio exterior reduz sua importância devido à crise externa e à desvalorização cambial não surtiu ainda efeitos substantivos. Protecionismo discreto. • Aumento na inadimplência sinaliza endividamento das famílias, mas há dúvidas quanto ao impacto no consumo.
  • 22.
    Síntese da Conjuntura:Brasil 2012 • Mudança na remuneração da poupança diminui retorno para o investidor, mas depósitos continuam em alta. • A despeito da queda no nível da atividade econômica, o Brasil continua atraindo investimento estrangeiro e poupança externa. Mas precisa aumentar a poupança e o investimento internos. • Continuam em vigor medidas econômicas do governo no curto prazo, visando flexibilizar a política monetária e dar maior rigidez à política fiscal (apesar de flexibilizações pontuais nos últimos meses com medidas de estimulo ao crescimento por meio de renúncia fiscal e desonerações seletivas); • Inflação está sob controle. Não há pressão de demanda sobre os preços o que abre espaço para reajuste e realinhamento de preços administrados (gasolina, diesel, etc)
  • 23.
    Título 1. A economia em 2012: Nordeste
  • 24.
    1. A economiaem 2012: Nordeste No primeiro trimestre de 2012 principais Estados do NE tiveram desempenho econômico bem acima da economia brasileira. Pernambuco destaca-se na forte expansão do PIB industrial Brasil, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento do PIB trimestral - (%) – I trimestre de 2012
  • 25.
    1. A economiaem 2012: Nordeste Ao contrário do Brasil, que registrou importante retração da produção da indústria de transformação, o Nordeste apresentou crescimento, sobretudo devido ao desempenho da Bahia e Pernambuco Brasil, Nordeste, Bahia, Ceará e Pernambuco: Crescimento da produção industrial acumulado de Janeiro a Maio de 2012 – (%)
  • 26.
    1. A economiaem 2012: Nordeste O varejo do NE continua com crescimento relevante, tendo apenas CE, SE e RN expandido abaixo da média do Brasil. Piauí foi o principal destaque com a taxa de mais de 10% Brasil e Estados do Nordeste: Crescimento do comércio varejista ampliado – (%) – Acumulado de Janeiro a Maio de 2012
  • 27.
    1. A economiaem 2012: Nordeste Verifica-se uma retração importante do desemprego na RMR. Estabelece-se trajetória num patamar inferior ao do conjunto das principais RMs do Brasil e, pela primeira vez, apresenta uma taxa inferior a de São Paulo. RMR e Total das RMs: Evolução da taxa de desemprego aberto – (%) – janeiro a junho de 2011 e janeiro a junho de 2012
  • 28.
    1. A economiaem 2012: Nordeste Crescimento do rendimento das RMs, em particular Salvador, Belo Horizonte e Recife RM’s: Rendimento médio real (em R$) das pessoas ocupadas – médias do primeiro semestre de 2011 e primeiro semestre de 2012
  • 29.
    1. A economiaem 2012: Nordeste Ressalta-se o crescimento do emprego formal em Pernambuco, Sergipe e Paraíba com taxas superiores à média do Brasil e do Nordeste. Os destaques negativos foram a Bahia e Alagoas Brasil, Nordeste e Estados: Criação de empregos formais – estoque jun/2011 e estoque jun/2012
  • 30.
    1. A economiaem 2012: Pernambuco Setorialmente, a construção civil e os serviços foram as atividades que mais criaram novos empregos formais em PE no primeiro semestre de 2012 Pernambuco: Criação de empregos formais por setor – estoque jun/2011 e estoque jun/2012
  • 31.
    Título Síntese da Conjuntura: Nordeste 2011
  • 32.
    Síntese da Conjuntura:Nordeste 2012 Os indicadores demonstram que a economia do Nordeste, e, em particular, de Pernambuco apresentaram bons resultados no primeiro semestre: • O PIB cresceu bem acima do Brasil, puxado, sobretudo, pelo desempenho industrial, especificamente da construção civil; • O Varejo continua crescendo, com boa parte dos estados evoluindo acima da taxa verificada para o Brasil • A taxa de desemprego recuou mantendo-se no patamar de 7,0% a 7,5% a.m. • A criação de empregos formais cresceu um pouco abaixo do Brasil. O destaque é Pernambuco e, setorialmente, o desempenho da construção civil
  • 33.
    Título Informe especial Agreste Central e Agreste Setentrional: dois focos de desconcentração econômica em Pernambuco
  • 34.
    Título 1. Economia dinâmica
  • 35.
    Divisão geopolítica Estadual– Regiões de desenvolvimento
  • 36.
    Demografia População das duas regiões cresce acima da média estadual. O Agreste Setentrional acima da média do país. Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: População total residente – 2000 e 2010
  • 37.
    Demografia O processo de urbanização se intensifica nos dois Agrestes, em especial no Setentrional Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Distribuição (%) da população total residente por situação do domicílio – 2000 e 2010
  • 38.
    Estrutura Produtiva O crescimento da economia das duas RDs supera a média de PE, NE e BR. Brasil, Nordeste, Pernambuco, RMR, Brasil, Nordeste, Pernambuco, RMR, Agreste Central e Agreste Setentrional: Agreste Central e Agreste Setentrional: Produto Interno Bruto a preços Produto Interno Bruto per capita a preços constantes – 2000 e 2009 constantes – 2000 e 2009
  • 39.
    Mercado de trabalho Apesar do elevado nível de informalidade, observa-se uma tendência a uma maior formalização do mercado de trabalho. Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Estoque de emprego formal – 2000 e 2010
  • 40.
    Mercado de trabalho De modo geral, forte crescimento do emprego formal nas duas RDs, com destaque para a indústria (inclusive construção civil) e o comércio Agreste Central e Agreste Setentrional: Emprego formal por setor de atividade econômica – 2002 e 2010
  • 41.
    Mercado de trabalho A exemplo do Brasil e da Região, as RDs apresentaram redução do desemprego no período - em linha com a trajetória observada na região e no país Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa de Desocupação (%) – 2000 e 2010
  • 42.
    Mercado de trabalho Cresce participação do emprego com carteira assinada, mas mantém-se um elevado nível de informalidade Agreste Central e Agreste Setentrional: Distribuição relativa das pessoas de 10 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência (trabalho principal), por posição na ocupação – 2010
  • 43.
    Finanças públicas municipais Resultados do ranking refletem maior ou menor capacidade de arrecadação. Mesmo assim, todos são muito dependentes das transferências com diferenças de grau. Agreste Central e Agreste Setentrional: Ranking dos municípios com maior receita própria – 2010 – R$
  • 44.
    Finanças públicas municipais Participação na cota parte do ICMS é sinal de pujança econômica Agreste Central e Agreste Setentrional: Ranking dos municípios com maior repasse de ICMS – 2010 – R$
  • 45.
    Síntese Indicadores selecionados mostram a importância de alguns municípios nas RDs Agreste Central e Agreste Setentrional: Tabela Síntese
  • 46.
    Título 2. Umquadro social preocupante apesar de avanços recentes
  • 47.
    Desenvolvimento Humano eRenda As RDs destacadas têm proporção de domicílios pobres (cerca de 48,0% do total de domicílios de cada RD) na faixa de pobreza, dos quais mais de 20,0% na faixa de indigência (até ¼ de salário mínimo) Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: proporções de domicílios com rendimento nominal mensal domiciliar per capita até a linha de pobreza – 2010
  • 48.
    Educação Embora relativamente mais elevado, o analfabetismo é cadente nas duas RDs Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa (%) de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais – 2000 e 2010
  • 49.
    Educação Nível de instrução relativamente baixo comparativamente ao NE, ao Estado e ao Pais, sem instrução e fundamental incompleto quase 70% Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Pessoas de 10 anos ou mais de idade, por nível de instrução – 2010
  • 50.
    Educação Reduzem-se taxas de abandono no fundamental e no médio Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa (%) Central e Agreste Setentrional: Taxa (%) de abandono no ensino fundamental – de abandono no ensino médio – 2007 e 2007 e 2010 2010
  • 51.
    Saúde Queda generalizada na taxa de mortalidade infantil Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa de Mortalidade Infantil – 2000 e 2010
  • 52.
    Criminalidade Redução nas taxas de mortalidade por causas externas e em particular na dos CVLI Brasil, Nordeste, Pernambuco, Agreste Pernambuco, Agreste Central e Agreste Central e Agreste Setentrional: Taxa de Setentrional: Taxa anual de Crime Violento Mortalidade por Causas Externas – 2000 e Letal e Intencional (CVLI) – 2006 - 2010 2010
  • 53.
    Desenvolvimento Humano Novamente, o Agreste Setentrional se destaca com o maior ritmo de expansão da proporção de domicílios com acesso a um serviço básico: no caso, a rede geral de esgoto. Por outro lado, o Agreste Central experimenta o maior ritmo de redução da proporção de domicílios sem banheiro. Agreste Central e Agreste Setentrional: domicílios particulares permanentes, por tipo de acesso a esgotamento sanitário e existência de banheiro – 2000 e 2010
  • 54.
    Título Síntese do Informe Especial
  • 55.
    Título Conclusões • Vários fatores impulsionaram a economia destas regiões de PE: • os impactos positivos da melhoria da acessibilidade proporcionados pela duplicação da BR 232 e investimentos em rodovias na região; • os impactos positivos do aumento da renda e do consumo das famílias nos anos recentes, com impactos inclusive no mercado imobiliário (em especial em Caruaru e Gravatá) • a capacidade demonstrada por PE para atrair novos investimentos (indústrias de bens de consumo tipo alimentos, móveis, couro e calçados, bebidas, têxtil e confecções, etc. ); • a interiorização de campi universitários • O quadro social melhora, acompanhando tendência nacional, e em resposta a avanços nas políticas sociais
  • 56.
    Título OBRIGADO! WWW.CEPLANCONSULT.COM.BR