SlideShare uma empresa Scribd logo
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
                   Educação a Distância da UFSM - EAD
                Projeto Universidade Aberta do Brasil - UAB

        Especialização em Tecnologias da Informação e da Comunicação
                            Aplicadas a Educação
                          POLO: São João do Polêsine
                   DISCIPLINA: Elaboração de Artigo Científico
           PROFESSOR ORIENTADOR: Luis Antonio dos Santos Neto




   Estudo sobre a Construção de Material Didático Apoiado no Uso das TIC

           Study on construction of courseware based in the use of TIC

                             CASSANEGO, Carina da Silva
                            Licenciada em Computação UNISC

RESUMO

A sociedade está em constante evolução e as tecnologias da informação e da comunicação
estão cada dia mais presentes na vida moderna e a escola, por sua vez, insere-se nessa
realidade. A busca por uma prática pedagógica que possa abarcar os novos recursos que
surgem, oportunizando um ambiente rico em interação faz com que o professor busque apoi-
ar o desenvolvimento de novos materiais didáticos para mediar seu trabalho no uso de tecno-
logias de informação e comunicação. Com o objetivo de investigar como esses recursos po-
dem ser construídos e constatar qual o papel do professor nesse processo, pretendendeu-se,
a partir de pesquisa bibliográfica, traçar um panorama deste assunto. A construção destes
materiais deve levar em consideração a realidade da turma a que se destina, bem como o
objetivo do professor em sua utilização. Assim há que se buscar informações e uma nova
visão sobre a prática pedagógica para que se obtenha o melhor desse tipo de experiência.

Palavras-chave: TIC, Material Didático, Prática Pedagógica.


ABSTRACT

The society is constantly evolving and the information technology and communication are
each day more present in the modern life, and the school turn is increasingly inserted in this
reality. The search for a pedagogical practice that can encompass the new features that
arise providing an environment rich in interaction provides that the teacher may support the
development of new teaching materials to mediate their work in the use of information tech-
nologies and communication. Aiming to investigate how these features can be built and see
what the teacher's role in this process is pretendendeu, from the literature, provides an
overview of this subject.The construction of these materials must take into consideration the
reality of the class to which they relate, and the goal of teachers in their use, we must seek
information and new insight into the pedagogical practice so that you can get the best of this
type experience.

Keywords: TICs, Courseware, Pedagogical Practice.



INTRODUÇÃO


       As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) estão presentes na
vida moderna e sua utilização como apoio ao processo ensino-aprendizagem é um
grande desafio para os educadores, na medida em que para sua utilização, são ne-
cessários um planejamento e uma intencionalidade. Isso faz com que o professor
tenha um papel extremamente importante para a dinamização do processo de inser-
ção das tecnologias como mediador do trabalho pedagógico, oferecendo aos alunos
ambientes ricos e estimulantes.
       A possibilidade de uso dos novos recursos para construção de materiais didá-
ticos oferece ao professor possibilidades, mas também se mostra como mais um
desafio, não somente no que se refere ao material construído, mas também no uso
mais correto do tipo de recurso para o nível de ensino, para o meio em que será uti-
lizado e para o público a que se destina, dentre outros aspectos. Principalmente, se
pensarmos na educação a distância, na qual além do material didático ter a finalida-
de de ser atraente, amigável e de “transmitir” as informações necessárias, ainda de-
ve instigar o aluno a buscar o conhecimento.
       A construção de materiais didáticos pode se apoiar em uma metodologia de
elaboração para facilitar aquela e, ao mesmo tempo, atingir o objetivo a que se des-
tina, bem como pode oportunizar um ambiente de construção coletiva do conheci-
mento. Com o objetivo de investigar como esses recursos podem ser construídos e
constatar qual o papel do professor nesse contexto, buscou-se, através de pesquisa
bibliográfica, traçar um panorama sobre as possibilidades de uso das TIC e de como
o professor pode utilizar materiais didáticos desenvolvidos a partir delas.
       Para compreender como as tecnologias podem ser utilizadas, e qual o papel
do professor na construção de materiais didáticos, desenvolvidos a partir do uso das
tecnologias, primeiramente, foram elencadas as formas como as TIC foram inseridas
no ambiente educativo e qual a função do professor nesse contexto, para posterior-
mente apresentarem-se as possibilidades de uso das TIC como apoio para a cons-
trução de materiais didáticos.


USO DAS TIC NA EDUCAÇÃO


      De acordo com Tajra (1998), nos últimos anos, o mundo vem acompanhando
uma grande evolução científica, em grande parte favorecida pela informática, que for-
nece o embasamento e aprimoramento dos processos de produção e pesquisas. Di-
ante disso, a escola deve buscar formar cidadãos conectados à realidade mundial.
      No Brasil, o processo de inserção da informática no campo educacional foi
construído através de ações governamentais, que começaram a ganhar força no ano
de 1979.
      Conforme Oliveira (1997), até 1982, as ações existentes ainda estavam volta-
das para a discussão da criação dos órgãos que ficariam responsáveis pelo estudo
do uso do aparato tecnológico na educação.
      Em julho de 1983, foram criados cinco centros pilotos, responsáveis pelo de-
senvolvimento de pesquisa e pela disseminação do uso de computadores no pro-
cesso ensino-aprendizagem.
      O projeto mais ambicioso e atuante do governo federal é o Programa Nacio-
nal de Informática na Educação – PROINFO, é desenvolvido pela Secretaria de E-
ducação a Distância – SEED/MEC, e que visa introduzir a tecnologia de informática
na rede pública de ensino.
      Segundo informações divulgadas no site do Ministério da Educação (2006), o
PROINFO é um programa educacional, criado pela Portaria Nº 522/MEC, de 9 de abril
de 1997, para promover o uso pedagógico das Tecnologias de Informática e Comuni-
cações (TIC) na rede pública de ensino fundamental e médio, tendo como base, em
cada unidade da federação, Núcleos de Tecnologia Educacional – NTE. Estes núcleos
são estruturas descentralizadas que visam dar apoio ao processo de informatização
nas escolas, fornecendo auxílio no processo de incorporação, planejamento, suporte
técnico e capacitação dos professores e da equipe administrativa das escolas.
      Assim, os objetivos do programa são:
• melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem;
• possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares, me-
 diante incorporação adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas;
• propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico;
• educar para uma cidadania global em uma sociedade tecnologicamente desenvolvi-
 da.
       Iniciativas governamentais têm incentivado e instrumentalizado os professo-
res para utilizarem as tecnologias como ferramenta mediadora de sua prática peda-
gógica. É, portanto, importante que as oportunidades oferecidas sejam aproveitadas
para contribuir com o processo ensino-aprendizagem.
       Nesse sentido, (Mercado, 2004, p. 59), coloca que,


                                  “ (...) A função do professor é realizar intervenções e interfe-
                                  rências no processo de ensino-aprendizagem. É ele quem
                                  tem formação para definir o que deve ser privilegiadamente
                                  aprendido e abordado no decorrer do tempo disponível e
                                  tem condições de orientar o encaminhamento das ativida-
                                  des curriculares. O professor seleciona, organiza e proble-
                                  matiza os temas e conteúdos, de modo a promover uma
                                  adequada construção do processo de aprendizagem, cola-
                                  borando para o avanço de seu processo de desenvolvimen-
                                  to sócio-cultural.”


       O uso das TIC, em sala de aula, oferece muitas possibilidades pedagógicas,
mas precisa ser planejada pelo professor de forma a oportunizar a criação de situa-
ções-problema que estimulem o raciocínio e a construção colaborativa do conheci-
mento, tornando o aluno um agente ativo em seu processo ensino-aprendizagem.
       De acordo com Mercado (2004), baseando-se em uma proposta educacional
construtivista, o professor deixa de ser o centro do processo, que se desloca para o
processo ensino-aprendizagem em si, o aluno é reconhecido como um ser ativo que
toma a iniciativa de interagir e constrói suas estruturas mentais de acordo com as
situações pedagógicas que lhe são oferecidas.




O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM


       Conforme Lima (1980), o verdadeiro educador não ensina fórmulas, cria situ-
ações graduais e seriadas que levam a criança a inventar respostas. Cuida até para
que o aluno não fixe as respostas inventá-las de novo, quando a situação voltar a se
apresentar. A educação pela inteligência consiste em, simplesmente, propor proble-
mas aos alunos, jamais em ensinar soluções. Educar pela inteligência, é educar a
flexibilidade, isto é, criar situações pedagógicas que exijam recombinações dos es-
quemas de ação.
      Para que isso ocorra, deve existir um ambiente cooperativo, em que os alunos
possam se manifestar, para verbalizarem e justificarem suas posições em relação
aos conteúdos, pois, quando o aluno verbaliza, utilizando a linguagem escrita para
exteriorizar seus pensamentos, tem oportunidade de refletir mais especificamente
sobre suas certezas e dúvidas. Esse procedimento permite que os alunos possam
aprender com seus colegas, pois refletirão sobre tais posições, contrapondo-as em
relação às suas, em uma atividade de reflexão, articulação e re-elaboração dos seus
conhecimentos, assim aprenderão e ensinarão em um processo interativo.
      É importante que o professor esteja portanto, atento às novidades que sur-
gem na vida moderna e que as incorpore na sala de aula. Um exemplo disso é o uso
da informática como ferramenta auxiliar na prática pedagógica.
      Para Castorina (2002), os métodos mais adequados a serem utilizados, de-
vem ser baseados na construção de problemas em que os alunos tenham que utili-
zar os conhecimentos ensinados para sua resolução, o que oferecerá a oportunida-
de de coordenarem diferentes pontos de vista e também incentivará a formulação
das contextualizações necessárias para o progresso no domínio da língua escrita,
promovendo redefinições sucessivas até atingirem um conhecimento próximo ao
saber socialmente estabelecido, através da formulação de novos problemas que não
tenham sido levantados na escola.
      As tecnologias da informação e da comunicação servem como recurso medi-
ador do processo ensino-aprendizagem, na medida em que podem despertar esse
interesse, representando o “novo”, o “sair do habitual”, para instigar o aluno a buscar
respostas aos seus questionamentos e, a partir disso, reelaborar seus conceitos.


Papert e Piaget


      Segundo Souza (2006), o sul-africano Seymour Papert, na década de 60, dizia
que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Entre 1967 e 1968, de-
senvolveu uma linguagem de programação totalmente voltada à educação, o LOGO.
Mas a comunidade pedagógica só passou a incorporar as ideias de Papert a partir de
1980, quando ele lançou o livro Mindstorms: Children, Computers and Powerful Ideas
– no qual mostrava caminhos para utilização das máquinas no ensino.
       Papert desenvolveu suas pesquisas a partir da teoria descoberta por Jean
Piaget sobre a forma como se desenvolve o aprendizado, chegando a trabalhar com
este pelo período de, aproximadamente, 4 anos. Piaget estudou a forma como se
processa o aprendizado nas crianças e, a partir de suas experiências, desenvolveu a
teoria construtivista.
       Papert, por sua vez, acreditava, segundo Rappaport (1981), em uma visão
mais interacionista, pela qual entendia o aprendiz como em um processo ativo de
contínua interação, procurando perceber quais são os mecanismos mentais que o
sujeito usa nas diferentes etapas da vida para compreender o mundo.
       De acordo com Papert (1994), o construcionismo examina mais de perto a
ideia de construção do conhecimento, na medida em que leva em conta a importân-
cia do papel das construções no mundo que servem de apoio para o processo que
ocorre no cérebro no momento em que aprendemos algo.
       (Papert, 1994, p. 35 - 36) define o processo de aprendizado da seguinte forma:


                                    Como qualquer outro construtor, a criança se apropria, para
                                    seu próprio uso, de materiais que ele encontra e, mais signi-
                                    ficativamente, de modelos e metáforas sugeridos pela cultu-
                                    ra que a rodeia.


       A afirmação de Papert preconiza a ideia de que a criança aprende através de
vários meios e da sua interação com tudo que a rodeia, ou seja, não há um lugar
(espaço físico) em que o aprendizado ocorra, mas, em toda parte, a criança aprende
o tempo todo, por isso é importante que o ambiente em que ela está inserida seja
rico de experiências e vivências.


Formação de professores


       Os cursos de formação de professores tanto em nível de graduação quanto
de pós-graduação devem levar em conta as inovações tecnológicas e o perfil dos
alu-nos que chegam às escolas, para que possam utilizar-se deles na sua prática
pedagógica, por isso:
(...) é necessário favorecer a formação de um profissional
                                 da educação que:
                                 a) domine ferramentas computacionais de apoio ao desen-
                                      volvimento das atividades docentes;
                                 b) seja capaz de criar ambientes de aprendizagem que favo-
                                      reçam a assimilação e a produção do conhecimento.
                                 (Papert, Formação de Professores em Informática na Edu-
                                 cação, 1994, p. 36)


      Existem duas alternativas para a capacitação de professores para o uso da
tecnologia, uma delas é através de cursos de pós-graduação relacionados à informá-
tica educativa, o que é uma solução mais acessível a maioria das escolas públicas.
Outra forma é o investimento na contratação de professores licenciados em informá-
tica, que possuem a formação tanto pedagógica quanto técnica na área.


                                 A formação do profissional prático não pode apenas enfati-
                                 zar o aprendizado operacional das ferramentas computacio-
                                 nais, tampouco o aprendizado sobre o que postula uma de-
                                 terminada teoria educacional. Esse profissional precisa
                                 construir novos conhecimentos; relacionar, relativizar e inte-
                                 grar diferentes conteúdos; (re) significar aquilo que ele sabe
                                 fazer com vistas a (re) construir um referencial pedagógico
                                 na e para uma nova prática (Valente, 2003, p.22).


      O que deve acontecer é uma mudança na prática pedagógica do professor,
mas, para que isso ocorra, é preciso apoio da escola e dos colegas afim de que ele
possa discutir e reelaborar seus conceitos, para posteriormente, atuar. O processo
de formação do professor deve ser maior do que o espaço e o tempo do curso em
que ele busca capacitação para lidar com a tecnologia da informática na educação,
mas deve contemplar a sua vivência prática.
      A informática tem sido introduzida nas escolas de duas formas, segundo Va-
lente (2006), a primeira segue uma abordagem instrucionista e a segunda, uma a-
bordagem construcionista.


Abordagem Instrucionista


      Segundo Almeida (1987), a utilização inicial do computador, a ferramenta pe-
dagógica, foi como máquina de ensinar skinneriana que empregava o conceito de
instrução programada.
      O conteúdo era subdividido em módulos, onde para que o aluno avancasse
para a etapa seguinte, era preciso responder a uma ou a um conjunto de questões.
A inserção do computador ocorre em geral de duas formas: a primeira é a in-
serção de uma nova disciplina no currículo, que visa preparar o aluno para dominar
os recursos da computação. Sendo assim, é designada uma pessoa que domine a
técnica, para isso não há necessidade de que, no desempenho dessa atividade, haja
um professor com formação de licenciatura em informática, pois não há a preocupa-
ção com sua utilização como ferramenta do processo ensino-aprendizagem.
      A segunda forma de utilização do computador é como instrumento auxiliar na
prática pedagógica, servindo como ferramenta de apoio para outras disciplinas, sem
uma reflexão sobre a possibilidade de contribuir de um modo significativo. As esco-
las adquirem softwares educacionais e os utilizam em uma perspectiva instrucionis-
ta, o que acaba por não exigir muito do professor.
      Como coloca Valente (2006), o uso do computador está sendo implementado
na maioria das escolas para informatizar os processos de ensino que já existem, o
que facilita o processo, na medida em que não é feito um investimento em capacitar
o professor para a criação de ambientes de aprendizagem, mas sim, para o uso de
softwares específicos, ou seja, o comodismo com que a informática está entrando
nas escolas acaba por produzir cidadãos incapazes de questionar, buscar e construir
seu conhecimento.


Abordagem Construcionista


      A utilização do computador tem evoluído na forma de ambientes de aprendi-
zagem informatizados, desenvolvendo atividades em que o aluno resolva problemas
significativos. Umas das formas é a utilização de aplicativos como processadores de
textos, planilhas eletrônicas, gerenciador de banco de dados, etc. Isso propicia ao
aluno a construção do conhecimento a partir de suas próprias ações.
      O computador não é o detentor do conhecimento, mas uma ferramenta tuto-
rada pelo aluno, que lhe permite buscar informações em redes de comunicação, a-
través da navegação entre nós e ligações, de forma não linear, segundo seu estilo
cognitivo.
      De acordo com Valente (2006), esta forma de utilização da informática na e-
ducação apresenta enormes desafios, porque implica em entender o computador
como uma nova forma de representar o conhecimento, provocando um redimensio-
namento de conceitos que já existem de forma a agregar-lhes novas ideias e valo-
res.
        Alguns aspectos devem ser contemplados na formação do professor para tra-
balhar com as ferramentas computacionais, tais como:


                                   Esse profissional precisa construir novos conhecimentos; re-
                                   lacionar, relativizar e integrar diferentes conteúdos; (re) signi-
                                   ficar aquilo que ele sabe fazer com vistas a (re) construir um
                                   referencial pedagógico na e para uma nova prática. Portanto,
                                   nessa perspectiva, o processo de formação deve levar em
                                   consideração os aspectos que emergem e se desenvolvem
                                   no cotidiano do professor. (Valente, 2003, p. 22 – 23)


        Portanto é necessário que haja um investimento na qualificação do professor,
para que ele se aproprie dos recursos tecnológicos no desenvolvimento do processo
ensino-aprendizagem.
        É importante que possamos diferenciar as formas de utilização da informática
educativa. Na tabela a seguir, apresenta-se um comparativo entre as duas formas de
abordagem:


       Abordagem instrucionista                    Abordagem construcionista

Instrução programada                     Ambientes de aprendizagem informatizados

Módulos de conteúdo                      Utilização de aplicativos

Fonte: a autora.



        Na abordagem instrucionista, a informática é utilizada de uma forma mais fe-
chada, o aluno não interage com os colegas, somente executa as atividades no
computador, e na medida em que acerta ou erra a tarefa, é levado a uma outra eta-
pa. Nesta modalidade, o aluno não é estimulado a construir sua aprendizagem e não
há a possibilidade de reflexão sobre o conteúdo estudado, o que ocorre é a memori-
zação das respostas.
        O contrário ocorre na abordagem construcionista, que utiliza a informática e-
ducativa como mediadora do processo ensino-aprendizagem, na medida em que
considera que, para que haja aprendizado, é necessário que seja oferecido um am-
biente rico em interação, em discussão e experimentação, para que cada um cons-
trua seu conceito e suas respostas diante do conteúdo estudado.
      O uso das tecnologias em sala de aula exige que o professor seja um profis-
sional qualificado, que busque conhecer as melhores formas de desenvolver ativida-
des que realmente utilizem estas ferramentas e que facilitem o aprendizado e não
como simples reprodutor de conhecimento.


CONSTRUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO


      A utilização de materiais que sirvam de apoio à prática pedagógica é extre-
mamente válida no que diz respeito à possibilidade de oportunizar aulas mais dinâ-
micas e interativas. A construção do conhecimento de forma coletiva pode ser mais
facilmente conseguida, utilizando-se materiais didáticos que ofereçam recursos de
interação e a resolução de situações-problema e as tecnologias de informação e
comunicação podem subsidiar essa prática.
      Segundo (CAMPOS, 2003, p. 26 – 27),


                                 A aprendizagem cooperativa é uma técnica ou proposta peda-
                                 gógica na qual estudantes ajudam-se no processo de aprendi-
                                 zagem, atuando como parceiros entre si e com o professor,
                                 com o objetivo de adquirir conhecimento sobre dado objeto.
                                 A cooperação como apoio ao processo de aprendizagem
                                 enfatiza a participação ativa e a interação tanto dos alunos
                                 como dos professores. O conhecimento é considerado um
                                 construtor social, e desta forma o processo educativo acaba
                                 sendo beneficiado pela participação social em ambientes
                                 que propiciem a interação, a colaboração e a avaliação. Es-
                                 pera-se que os ambientes de aprendizagem cooperativos
                                 sejam ricos em possibilidades e proporcionem o desenvol-
                                 vimento do grupo.


      Dessa forma, pode-se, através da mediação oferecida por materiais didáticos
construídos utilizando-se as tecnologias, instigar os alunos a aprenderem coletiva-
mente, partindo do seu processo de reflexão e discussão entre o grupo de alunos e
o professor. Alguns materiais didáticos podem ser construídos com recursos comuns
do dia-a-dia da comunidade, utilizando-se jornais, revistas, rádio ou recursos mais
elaborados como os oferecidos pelo computador por exemplo.
      A adequação do tipo de recurso didático deve levar em consideração, primei-
ramente, o perfil da turma e a realidade vivida pela comunidade em que a escola
está inserida, uma vez que esses fatores influenciam diretamente no sucesso do
material didático a ser construído. Portanto, é necessário que haja uma identificação
dos alunos com o recurso que é oferecido pelo professor para que, dessa forma,
eles possam se sentir motivados e engajados com a proposta apresentada.




CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DE FORMA COLETIVA


       A utilização das TIC deve oferecer um ambiente mais estimulante para o aluno e
propiciar que ele seja sujeito ativo de seu aprendizado. Cabe ao professor a função de
desenvolver atividades apoiadas nas tecnologias, de forma inovadora, e não somente
fazer a transposição do conteúdo para outro meio. (MARQUES e CAETANO 2002, p.
134) afirmam que, “através da informática educativa os alunos podem adquirir uma
melhor maneira de refletir, manipular, questionar, construir, pesquisar, analisar, sinteti-
zar, desenvolver atenção, raciocínio e criatividade nas atividades curriculares”.
       Logo, o uso das tecnologias em sala de aula deve ser pensado de forma a
provocar o interesse dos alunos, oferecendo um ambiente rico em interação e em
atividades que oportunizem a troca de experiências entre os alunos e o professor.
       Além disso, o processo de construção do conhecimento, de acordo com Min-
guet (1998), se dá não somente a partir das ações planejadas em sala de aula, mas
também pela interação do sujeito com o meio, no qual ele está inserido e das rela-
ções que ele consegue estabelecer entre as informações que ele possui, ou seja, é
um processo interno de ressignificação.
       (Moran, 2000, p. 30) coloca que:


                      Aprender depende também do aluno, de que ele esteja pronto, maduro, pa-
                      ra incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para in-
                      corporá-la a real significação que essa informação tem para ele, para incor-
                      porá-la vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer
                      parte do contexto pessoal – intelectual e emocional – não se tornará verda-
                      deiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente.


       O que se pode inferir é que o papel do professor é extremamente importante
para o sucesso do uso das tecnologias no processo ensino-aprendizagem, porém o
aluno também precisa estar motivado a experenciar atividades diferenciadas e con-
tribuir para que o professor consiga desenvolver as ações planejadas.
RECURSOS INTERATIVOS E SITUAÇÕES-PROBLEMA


         As tecnologias da informação e da comunicação oferecem uma gama de re-
cursos e possibilidades, diariamente, novas tecnologias são desenvolvidas e, muitas
vezes, não há tempo suficiente para que sejam absorvidas por todos. O principal
desafio que a escola, especialmente o professor, enfrenta é como explorar as possi-
bilidades que os recursos tecnológicos podem oferecer para desenvolverem suas
aulas.
         Moran (2000) define o professor como um pesquisador em serviço, que busca
respostas aos seus questionamentos na pesquisa e na sua prática diária e aplica o
novo conhecimento em suas aulas, tornando-se um orientador/mediador da apredi-
zagem. Ele busca a integração dos recursos tecnológicos com o conteúdo didático
de forma a que a aprendizagem se torne significativa para o aluno.
         Uma das características das tecnologias é a possibilidade de integrar várias
mídias, um mesmo aparelho pode oferecer imagem, som, e acesso à internet, por
exemplo. Moran (2000) exemplifica que a televisão pode servir a atividades como:
         Análise em conjunto: durante a apresentação do vídeo, o professor comenta
os pontos mais importantes.
         Análise globalizante: ao final da apresentação, os alunos podem discutir al-
gumas questões definidas pelo professor.
         Leitura concentrada: ao final da apresentação, uma ou duas cenas são es-
colhida para serem lidas e analisadas em conjunto.
         Da mesma forma, o autor cita algumas atividades que podem ser desenvolvi-
das, utilizando-se o computador:
         Lista eletrônica/fórum: criar uma lista de endereços de e-mail de todos os
alunos da turma, como forma de incentivar a interação entre os alunos e a troca de
sugestões, indicação de bibliografias, enviar trabalhos, etc.
         Aulas-pesquisa: organizar pesquisas sobre o conteúdo estudado, individu-
almente ou em pequenos grupos.
         Além dessas atividades, pode-se desenvolver com o uso do computador: a
criação de blog, webquest, fotolog,elaboração de álbuns digitais (utilizando softwa-
res de apresentação), confecção de jornal (utilizando software editor de texto), den-
tre outras atividades.
Podem-se também organizar atividades que integrem os conteúdos e que se-
jam planejadas em conjunto entre a equipe de professores, elegendo uma questão
problematizadora que oportunize ao aluno uma visão mais ampla dos conteúdos es-
tudados e a percepção mais clara da interlocução entre as áreas.
       As possibilidades oferecidas pelas TIC são várias, cabe ao professor, em con-
junto com a equipe diretiva, definir quais recursos podem ser utilizados, levando-se
em consideração a infraestrutura da escola e o perfil da turma.


CONCLUSÃO


       A evolução da tecnologia influencia diretamente a comunicação entre as pes-
soas e estreita os laços entre elas. Com o advento da globalização, esse fenômeno
ganhou um impulso ainda maior, pois vimos surgir a chamada sociedade do conhe-
cimento, na qual não é tão importante o “ter”, mas sim o “saber”.
       A escola como parte constituinte da sociedade está totalmente inserida nesse
contexto, uma vez que recebe, a cada dia, crianças e jovens que estão familiariza-
dos com as tecnologias da informação e da comunicação. O compromisso da escola
também foi ampliado, ela tem agora um papel de facilitador do acesso à tecnologia
aos que não possuem condições para tal.
       A utilização das tecnologias, na prática cotidiana de sala de aula, pode ser um
desafio a mais para o professor, uma vez que ele necessita de um planejamento con-
junto com a equipe diretiva e com outros colegas. Esse trabalho conjunto oferece um
ambiente propício ao professor para que ele possa colocar em prática experiências
que ofereçam aos alunos o uso de materiais didáticos desenvolvidos, utilizando-se as
TIC.
       O que se pode concluir é que estudos e novas experiências são desenvolvi-
dos para aproximarem a realidade dos alunos com a prática pedagógica e, para isso
trabalha-se na construção de materiais que sirvam como mediadores do processo
ensino-aprendizagem.
REFERÊNCIAS



ALMEIDA; Fernando José. Educação e informática: os computadores na escola.
São Paulo: Cortez, 1987.

BRASIL. Lei n° 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educa-
ção. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf> Acesso em: 30
set. 2009.

BRASIL. Portaria Nº 522/MEC, de 9 de abril de 1997. Programa Nacional de Infor-
mática na Educação – PROINFO. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/in
dex.php?op- tion=com_content&view=article&id=236&Itemid=471>.

CAMPOS, Fernanda C. A.; SANTORO, Flávia Maria; BORGES, Marcos R. S.; SA-
TOS, Neide. Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

CASTORINA, José Antonio. Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate.
São Paulo: Ática, 2002.

LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget para principiantes. São Paulo, Summus, 1980.

MARQUES, Adriana Cavalcante; CAETANO, Josineide da Silva. Utilização de in-
formática na escola. In: Novas Tecnologias na educação: reflexões sobre a práti-
ca. Maceió: EDUFAL, 2002. p. 134

MERCADO, Luis Paulo Leopoldo. Informática educativa: tecnologias da informação r
comunicação na aprendizagem. Maceió: Q Gráfica, 2004.

MINGUET, Pilar Aznar (org). A construção do conhecimento na educação. AR-
MED: Porto Alegre, 1998.

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovi-
suais e telemáticas. In: Novas tecnologias e mediação pedagógica. 16ª ed. Cam-
pinas – SP: Papirus, 2000.

OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: dos planos e discursos á sala de
aula. Campinas: Papirus, 1997.

PAPERT; Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da in-
formática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

RAPPAPORT; Clara Regina; DAVES, Cláudia; FIORI, Wagner da Rocha. Psicolo-
gia do desenvolvimento. São Paulo: EPU, 1981.

SOUZA, Ana de Fátima. A maior vantagem competitiva é a habilidade de apren-
der:     Seymour      Papert.   Disponível    em:    <http://www.dimap.ufrn.br/~jair/
piu/artigos/seymour. html>. Acesso em: 28 nov. 2006.

TAJRA; Sanmya Feitosa. Informática na Educação: professor na atualidade. São
Paulo: Érica, 1998.
VALENTE, José Armando. Informática na educação: instrucionismo X constru-
cionismo. Disponível em: <http://www.catolicavirtual.br/catolica/equipe/leda/ edu-
cacao.htm>. Acesso em: 25 out. 2006.

VALENTE, José Armando. Org. Formação de professores para o uso da informá-
tica na escola. Campinas: UNICAMP, 2003.



Carina da Silva Cassanego – cassanego@gmail.com

Luis Antonio dos Santos Neto – l_asantos@brturbo.com.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

1381 8
1381 81381 8
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
Mauricio Maulaz
 
As tecnologias no cotidiano escolar possibilidades de __articular o trabalh...
As tecnologias no cotidiano   escolar possibilidades de __articular o trabalh...As tecnologias no cotidiano   escolar possibilidades de __articular o trabalh...
As tecnologias no cotidiano escolar possibilidades de __articular o trabalh...
Mayke Machado
 
Marcia rozane b. pipper
Marcia rozane b. pipperMarcia rozane b. pipper
Marcia rozane b. pipper
equipetics
 
Angelita scalamato
Angelita scalamatoAngelita scalamato
Angelita scalamato
equipetics
 
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
christianceapcursos
 
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
christianceapcursos
 
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
christianceapcursos
 
Sobradinho - Larissa Perobelli Rech
Sobradinho - Larissa Perobelli RechSobradinho - Larissa Perobelli Rech
Sobradinho - Larissa Perobelli Rech
CursoTICs
 
Três de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
Três de Maio - Emilene Andréa EichelbergerTrês de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
Três de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
CursoTICs
 
Pré-Projeto Mídias Sociais na educação
Pré-Projeto Mídias Sociais na educaçãoPré-Projeto Mídias Sociais na educação
Pré-Projeto Mídias Sociais na educação
Cristiane Coimbra
 
A inserção das ti cs no ensino fundamental limites e
A inserção das ti cs no ensino fundamental   limites eA inserção das ti cs no ensino fundamental   limites e
A inserção das ti cs no ensino fundamental limites e
tarlison00
 
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudiaEs1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
Cláudia Sousa Silva
 
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencerPae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
Nadiane Momo
 
Patricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues vellosoPatricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues velloso
equipetics
 
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara FleschSão João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
CursoTICs
 
Tatiane de camargo rohrs
Tatiane de camargo rohrsTatiane de camargo rohrs
Tatiane de camargo rohrs
equipetics
 
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
Happy family
 
Escola EspaçO Integrador Das Midias
Escola EspaçO Integrador Das MidiasEscola EspaçO Integrador Das Midias
Escola EspaçO Integrador Das Midias
cefaprotga
 
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
ProfessorPrincipiante
 

Mais procurados (20)

1381 8
1381 81381 8
1381 8
 
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
As inovações tecnológicas e os sistemas educacionais: os impactos, limites, d...
 
As tecnologias no cotidiano escolar possibilidades de __articular o trabalh...
As tecnologias no cotidiano   escolar possibilidades de __articular o trabalh...As tecnologias no cotidiano   escolar possibilidades de __articular o trabalh...
As tecnologias no cotidiano escolar possibilidades de __articular o trabalh...
 
Marcia rozane b. pipper
Marcia rozane b. pipperMarcia rozane b. pipper
Marcia rozane b. pipper
 
Angelita scalamato
Angelita scalamatoAngelita scalamato
Angelita scalamato
 
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
 
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
23. pesquisa participante possibilidades do uso das novas tecnologias na prom...
 
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
PESQUISA PARTICIPANTE: POSSIBILIDADES DO USO DAS NOVAS TECNO-LOGIAS NA PROMOÇ...
 
Sobradinho - Larissa Perobelli Rech
Sobradinho - Larissa Perobelli RechSobradinho - Larissa Perobelli Rech
Sobradinho - Larissa Perobelli Rech
 
Três de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
Três de Maio - Emilene Andréa EichelbergerTrês de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
Três de Maio - Emilene Andréa Eichelberger
 
Pré-Projeto Mídias Sociais na educação
Pré-Projeto Mídias Sociais na educaçãoPré-Projeto Mídias Sociais na educação
Pré-Projeto Mídias Sociais na educação
 
A inserção das ti cs no ensino fundamental limites e
A inserção das ti cs no ensino fundamental   limites eA inserção das ti cs no ensino fundamental   limites e
A inserção das ti cs no ensino fundamental limites e
 
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudiaEs1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
Es1 5 pre-projeto_intervenção_cláudia
 
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencerPae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
Pae 3 nadianecarolinadesouzamomospencer
 
Patricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues vellosoPatricia rodrigues velloso
Patricia rodrigues velloso
 
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara FleschSão João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
São João do Polêsine - Ivelize Liara Flesch
 
Tatiane de camargo rohrs
Tatiane de camargo rohrsTatiane de camargo rohrs
Tatiane de camargo rohrs
 
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
As TICs na educação: tempos e contratempos na formação docente
 
Escola EspaçO Integrador Das Midias
Escola EspaçO Integrador Das MidiasEscola EspaçO Integrador Das Midias
Escola EspaçO Integrador Das Midias
 
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
UM PROCESSO REFLEXIVO A PARTIR DO ESTÁGIO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A UTI...
 

Semelhante a São João do Polêsine - Carina da Silva Cassanego

Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
Elaine Teixeira
 
Andreia mainardi
Andreia mainardiAndreia mainardi
Andreia mainardi
equipetics
 
Apresentação
Apresentação Apresentação
Apresentação
Sandra Azevedo
 
Projeto de Gestao das Mídias
Projeto de Gestao das MídiasProjeto de Gestao das Mídias
Projeto de Gestao das Mídias
patricianobille
 
Apropriaçãoo das tecnologias um fenomeno em espiral
Apropriaçãoo das tecnologias  um fenomeno em espiralApropriaçãoo das tecnologias  um fenomeno em espiral
Apropriaçãoo das tecnologias um fenomeno em espiral
Deusirene Magalhaes de Araujo
 
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos SantosSantana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
CursoTICs
 
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de FreitasSão João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
CursoTICs
 
Vildaine simões taschetto
Vildaine simões taschettoVildaine simões taschetto
Vildaine simões taschetto
equipetics
 
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem NevesSantana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
CursoTICs
 
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes RomeiroSantana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
CursoTICs
 
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira MoraesSantana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
CursoTICs
 
Adriana ApresentaçãOartigo
Adriana   ApresentaçãOartigoAdriana   ApresentaçãOartigo
Adriana ApresentaçãOartigo
Adriana Sitta
 
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 finalUso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
ROSICLEIA WAGMAKER
 
Monografia
MonografiaMonografia
Monografia auta
Monografia autaMonografia auta
Monografia auta
rositalima
 
Texto exemplo
Texto exemploTexto exemplo
Texto exemplo
231511
 
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica NeocognitivistaTendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
Sandra Azevedo
 
Monografia
MonografiaMonografia
Monografia tecnologias em educação - puc rio
Monografia   tecnologias em educação - puc rioMonografia   tecnologias em educação - puc rio
Monografia tecnologias em educação - puc rio
Auta Fernandes Costa
 
Monografia
MonografiaMonografia

Semelhante a São João do Polêsine - Carina da Silva Cassanego (20)

Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
Atuação docente na era das tecnologias digitais: produção e uso de materiais ...
 
Andreia mainardi
Andreia mainardiAndreia mainardi
Andreia mainardi
 
Apresentação
Apresentação Apresentação
Apresentação
 
Projeto de Gestao das Mídias
Projeto de Gestao das MídiasProjeto de Gestao das Mídias
Projeto de Gestao das Mídias
 
Apropriaçãoo das tecnologias um fenomeno em espiral
Apropriaçãoo das tecnologias  um fenomeno em espiralApropriaçãoo das tecnologias  um fenomeno em espiral
Apropriaçãoo das tecnologias um fenomeno em espiral
 
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos SantosSantana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
Santana do Livramento - Nara Fátima Oliveira dos Santos
 
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de FreitasSão João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
São João do Polêsine - Neida Maria Camponogara de Freitas
 
Vildaine simões taschetto
Vildaine simões taschettoVildaine simões taschetto
Vildaine simões taschetto
 
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem NevesSantana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
Santana do Livramento - Maria Francisca Ilha Hardem Neves
 
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes RomeiroSantana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
Santana do Livramento - Ana Gládis Fernandes Romeiro
 
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira MoraesSantana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
Santana do Livramento - Rita Catarina Fialho de Cerqueira Moraes
 
Adriana ApresentaçãOartigo
Adriana   ApresentaçãOartigoAdriana   ApresentaçãOartigo
Adriana ApresentaçãOartigo
 
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 finalUso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
Uso das mídias na educação trabalho em grupo do seminário de 15.12.2012 final
 
Monografia
MonografiaMonografia
Monografia
 
Monografia auta
Monografia autaMonografia auta
Monografia auta
 
Texto exemplo
Texto exemploTexto exemplo
Texto exemplo
 
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica NeocognitivistaTendencia Pedagogica Neocognitivista
Tendencia Pedagogica Neocognitivista
 
Monografia
MonografiaMonografia
Monografia
 
Monografia tecnologias em educação - puc rio
Monografia   tecnologias em educação - puc rioMonografia   tecnologias em educação - puc rio
Monografia tecnologias em educação - puc rio
 
Monografia
MonografiaMonografia
Monografia
 

Mais de CursoTICs

Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza ZawatskiTrês de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
CursoTICs
 
Três de Maio - Solange Backes
Três de Maio - Solange BackesTrês de Maio - Solange Backes
Três de Maio - Solange Backes
CursoTICs
 
Três de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel FrankTrês de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel Frank
CursoTICs
 
Três de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar SipmannTrês de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar Sipmann
CursoTICs
 
Três de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
Três de Maio - Nilda Clair de Souza BinnTrês de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
Três de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
CursoTICs
 
Três de Maio - Mercia Maria Vogel
Três de Maio - Mercia Maria VogelTrês de Maio - Mercia Maria Vogel
Três de Maio - Mercia Maria Vogel
CursoTICs
 
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso TuzzinTrês de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
CursoTICs
 
Três de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
Três de Maio - Laenir Ana Busanello SipmannTrês de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
Três de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
CursoTICs
 
Três de Maio - Kerly Jussana Backes
Três de Maio - Kerly Jussana BackesTrês de Maio - Kerly Jussana Backes
Três de Maio - Kerly Jussana Backes
CursoTICs
 
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de MattosTrês de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
CursoTICs
 
Três de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
Três de Maio - Arlete Justina Monegat HamerskiTrês de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
Três de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
CursoTICs
 
Três de Maio - Taísa Soares Valdameri
Três de Maio - Taísa Soares ValdameriTrês de Maio - Taísa Soares Valdameri
Três de Maio - Taísa Soares Valdameri
CursoTICs
 
Sobradinho - Simoni Timm Hermes
Sobradinho - Simoni Timm HermesSobradinho - Simoni Timm Hermes
Sobradinho - Simoni Timm Hermes
CursoTICs
 
Sobradinho - Saionara Carlotto da Silva
Sobradinho - Saionara Carlotto da SilvaSobradinho - Saionara Carlotto da Silva
Sobradinho - Saionara Carlotto da Silva
CursoTICs
 
Sobradinho - Rômulo Limberger da Silva
Sobradinho - Rômulo Limberger da SilvaSobradinho - Rômulo Limberger da Silva
Sobradinho - Rômulo Limberger da Silva
CursoTICs
 
Sobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele LazzariSobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele Lazzari
CursoTICs
 
Sobradinho - Luciano Machado
Sobradinho - Luciano MachadoSobradinho - Luciano Machado
Sobradinho - Luciano Machado
CursoTICs
 
Sobradinho - Helena Maria da Silva Rech
Sobradinho - Helena Maria da Silva RechSobradinho - Helena Maria da Silva Rech
Sobradinho - Helena Maria da Silva Rech
CursoTICs
 
Sobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
Sobradinho - Fátima Regina da Silva BandeiraSobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
Sobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
CursoTICs
 
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro VendruscolloSobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
CursoTICs
 

Mais de CursoTICs (20)

Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza ZawatskiTrês de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
Três de Maio - Terezinha Nilza Zawatski
 
Três de Maio - Solange Backes
Três de Maio - Solange BackesTrês de Maio - Solange Backes
Três de Maio - Solange Backes
 
Três de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel FrankTrês de Maio - Simone Raquel Frank
Três de Maio - Simone Raquel Frank
 
Três de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar SipmannTrês de Maio - Osmar Sipmann
Três de Maio - Osmar Sipmann
 
Três de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
Três de Maio - Nilda Clair de Souza BinnTrês de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
Três de Maio - Nilda Clair de Souza Binn
 
Três de Maio - Mercia Maria Vogel
Três de Maio - Mercia Maria VogelTrês de Maio - Mercia Maria Vogel
Três de Maio - Mercia Maria Vogel
 
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso TuzzinTrês de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
Três de Maio - Maria Iraci Cardoso Tuzzin
 
Três de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
Três de Maio - Laenir Ana Busanello SipmannTrês de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
Três de Maio - Laenir Ana Busanello Sipmann
 
Três de Maio - Kerly Jussana Backes
Três de Maio - Kerly Jussana BackesTrês de Maio - Kerly Jussana Backes
Três de Maio - Kerly Jussana Backes
 
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de MattosTrês de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
Três de Maio - Flávia Hitomi Takei de Mattos
 
Três de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
Três de Maio - Arlete Justina Monegat HamerskiTrês de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
Três de Maio - Arlete Justina Monegat Hamerski
 
Três de Maio - Taísa Soares Valdameri
Três de Maio - Taísa Soares ValdameriTrês de Maio - Taísa Soares Valdameri
Três de Maio - Taísa Soares Valdameri
 
Sobradinho - Simoni Timm Hermes
Sobradinho - Simoni Timm HermesSobradinho - Simoni Timm Hermes
Sobradinho - Simoni Timm Hermes
 
Sobradinho - Saionara Carlotto da Silva
Sobradinho - Saionara Carlotto da SilvaSobradinho - Saionara Carlotto da Silva
Sobradinho - Saionara Carlotto da Silva
 
Sobradinho - Rômulo Limberger da Silva
Sobradinho - Rômulo Limberger da SilvaSobradinho - Rômulo Limberger da Silva
Sobradinho - Rômulo Limberger da Silva
 
Sobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele LazzariSobradinho - Marcele Lazzari
Sobradinho - Marcele Lazzari
 
Sobradinho - Luciano Machado
Sobradinho - Luciano MachadoSobradinho - Luciano Machado
Sobradinho - Luciano Machado
 
Sobradinho - Helena Maria da Silva Rech
Sobradinho - Helena Maria da Silva RechSobradinho - Helena Maria da Silva Rech
Sobradinho - Helena Maria da Silva Rech
 
Sobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
Sobradinho - Fátima Regina da Silva BandeiraSobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
Sobradinho - Fátima Regina da Silva Bandeira
 
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro VendruscolloSobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
Sobradinho - Diana Lurdes Muraro Vendruscollo
 

Último

347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
todorokillmepls
 
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Professor Belinaso
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptxAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AntonioVieira539017
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
lveiga112
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
joseanesouza36
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
Manuais Formação
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
ValdineyRodriguesBez1
 
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
LILIANPRESTESSCUDELE
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
AmiltonAparecido1
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
TomasSousa7
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
wagnermorais28
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
MarcosPaulo777883
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
MarceloMonteiro213738
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
eaiprofpolly
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
cmeioctaciliabetesch
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 

Último (20)

347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdfcronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
cronograma-enem-2024-planejativo-estudos.pdf
 
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptxAVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA - 8º ANO 2024.pptx
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdfTestes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
Testes + soluções_Mensagens12 )11111.pdf
 
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
Educação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideiaEducação  trabalho HQ em sala de aula uma excelente  ideia
Educação trabalho HQ em sala de aula uma excelente ideia
 
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdfUFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
UFCD_10949_Lojas e-commerce no-code_índice.pdf
 
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
05-os-pre-socraticos sociologia-28-slides.pptx
 
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptxAula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
Aula 2 - Revisando o significado de fração - Parte 2.pptx
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
 
Fernão Lopes. pptx
Fernão Lopes.                       pptxFernão Lopes.                       pptx
Fernão Lopes. pptx
 
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptxSlides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
Slides Lição 11, CPAD, A Realidade Bíblica do Inferno, 2Tr24.pptx
 
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números RacionaisPotenciação e Radiciação de Números Racionais
Potenciação e Radiciação de Números Racionais
 
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptxTreinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
Treinamento NR 38 - CORPO PRINCIPAL da NORMA.pptx
 
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).pptepidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
epidemias endemia-pandemia-e-epidemia (1).ppt
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua PortuguesaD20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
D20 - Descritores SAEB de Língua Portuguesa
 
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdflivro ciclo da agua educação infantil.pdf
livro ciclo da agua educação infantil.pdf
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 

São João do Polêsine - Carina da Silva Cassanego

  • 1. Universidade Federal de Santa Maria - UFSM Educação a Distância da UFSM - EAD Projeto Universidade Aberta do Brasil - UAB Especialização em Tecnologias da Informação e da Comunicação Aplicadas a Educação POLO: São João do Polêsine DISCIPLINA: Elaboração de Artigo Científico PROFESSOR ORIENTADOR: Luis Antonio dos Santos Neto Estudo sobre a Construção de Material Didático Apoiado no Uso das TIC Study on construction of courseware based in the use of TIC CASSANEGO, Carina da Silva Licenciada em Computação UNISC RESUMO A sociedade está em constante evolução e as tecnologias da informação e da comunicação estão cada dia mais presentes na vida moderna e a escola, por sua vez, insere-se nessa realidade. A busca por uma prática pedagógica que possa abarcar os novos recursos que surgem, oportunizando um ambiente rico em interação faz com que o professor busque apoi- ar o desenvolvimento de novos materiais didáticos para mediar seu trabalho no uso de tecno- logias de informação e comunicação. Com o objetivo de investigar como esses recursos po- dem ser construídos e constatar qual o papel do professor nesse processo, pretendendeu-se, a partir de pesquisa bibliográfica, traçar um panorama deste assunto. A construção destes materiais deve levar em consideração a realidade da turma a que se destina, bem como o objetivo do professor em sua utilização. Assim há que se buscar informações e uma nova visão sobre a prática pedagógica para que se obtenha o melhor desse tipo de experiência. Palavras-chave: TIC, Material Didático, Prática Pedagógica. ABSTRACT The society is constantly evolving and the information technology and communication are each day more present in the modern life, and the school turn is increasingly inserted in this reality. The search for a pedagogical practice that can encompass the new features that arise providing an environment rich in interaction provides that the teacher may support the development of new teaching materials to mediate their work in the use of information tech-
  • 2. nologies and communication. Aiming to investigate how these features can be built and see what the teacher's role in this process is pretendendeu, from the literature, provides an overview of this subject.The construction of these materials must take into consideration the reality of the class to which they relate, and the goal of teachers in their use, we must seek information and new insight into the pedagogical practice so that you can get the best of this type experience. Keywords: TICs, Courseware, Pedagogical Practice. INTRODUÇÃO As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) estão presentes na vida moderna e sua utilização como apoio ao processo ensino-aprendizagem é um grande desafio para os educadores, na medida em que para sua utilização, são ne- cessários um planejamento e uma intencionalidade. Isso faz com que o professor tenha um papel extremamente importante para a dinamização do processo de inser- ção das tecnologias como mediador do trabalho pedagógico, oferecendo aos alunos ambientes ricos e estimulantes. A possibilidade de uso dos novos recursos para construção de materiais didá- ticos oferece ao professor possibilidades, mas também se mostra como mais um desafio, não somente no que se refere ao material construído, mas também no uso mais correto do tipo de recurso para o nível de ensino, para o meio em que será uti- lizado e para o público a que se destina, dentre outros aspectos. Principalmente, se pensarmos na educação a distância, na qual além do material didático ter a finalida- de de ser atraente, amigável e de “transmitir” as informações necessárias, ainda de- ve instigar o aluno a buscar o conhecimento. A construção de materiais didáticos pode se apoiar em uma metodologia de elaboração para facilitar aquela e, ao mesmo tempo, atingir o objetivo a que se des- tina, bem como pode oportunizar um ambiente de construção coletiva do conheci- mento. Com o objetivo de investigar como esses recursos podem ser construídos e constatar qual o papel do professor nesse contexto, buscou-se, através de pesquisa bibliográfica, traçar um panorama sobre as possibilidades de uso das TIC e de como o professor pode utilizar materiais didáticos desenvolvidos a partir delas. Para compreender como as tecnologias podem ser utilizadas, e qual o papel do professor na construção de materiais didáticos, desenvolvidos a partir do uso das tecnologias, primeiramente, foram elencadas as formas como as TIC foram inseridas
  • 3. no ambiente educativo e qual a função do professor nesse contexto, para posterior- mente apresentarem-se as possibilidades de uso das TIC como apoio para a cons- trução de materiais didáticos. USO DAS TIC NA EDUCAÇÃO De acordo com Tajra (1998), nos últimos anos, o mundo vem acompanhando uma grande evolução científica, em grande parte favorecida pela informática, que for- nece o embasamento e aprimoramento dos processos de produção e pesquisas. Di- ante disso, a escola deve buscar formar cidadãos conectados à realidade mundial. No Brasil, o processo de inserção da informática no campo educacional foi construído através de ações governamentais, que começaram a ganhar força no ano de 1979. Conforme Oliveira (1997), até 1982, as ações existentes ainda estavam volta- das para a discussão da criação dos órgãos que ficariam responsáveis pelo estudo do uso do aparato tecnológico na educação. Em julho de 1983, foram criados cinco centros pilotos, responsáveis pelo de- senvolvimento de pesquisa e pela disseminação do uso de computadores no pro- cesso ensino-aprendizagem. O projeto mais ambicioso e atuante do governo federal é o Programa Nacio- nal de Informática na Educação – PROINFO, é desenvolvido pela Secretaria de E- ducação a Distância – SEED/MEC, e que visa introduzir a tecnologia de informática na rede pública de ensino. Segundo informações divulgadas no site do Ministério da Educação (2006), o PROINFO é um programa educacional, criado pela Portaria Nº 522/MEC, de 9 de abril de 1997, para promover o uso pedagógico das Tecnologias de Informática e Comuni- cações (TIC) na rede pública de ensino fundamental e médio, tendo como base, em cada unidade da federação, Núcleos de Tecnologia Educacional – NTE. Estes núcleos são estruturas descentralizadas que visam dar apoio ao processo de informatização nas escolas, fornecendo auxílio no processo de incorporação, planejamento, suporte técnico e capacitação dos professores e da equipe administrativa das escolas. Assim, os objetivos do programa são: • melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem;
  • 4. • possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares, me- diante incorporação adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas; • propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico; • educar para uma cidadania global em uma sociedade tecnologicamente desenvolvi- da. Iniciativas governamentais têm incentivado e instrumentalizado os professo- res para utilizarem as tecnologias como ferramenta mediadora de sua prática peda- gógica. É, portanto, importante que as oportunidades oferecidas sejam aproveitadas para contribuir com o processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, (Mercado, 2004, p. 59), coloca que, “ (...) A função do professor é realizar intervenções e interfe- rências no processo de ensino-aprendizagem. É ele quem tem formação para definir o que deve ser privilegiadamente aprendido e abordado no decorrer do tempo disponível e tem condições de orientar o encaminhamento das ativida- des curriculares. O professor seleciona, organiza e proble- matiza os temas e conteúdos, de modo a promover uma adequada construção do processo de aprendizagem, cola- borando para o avanço de seu processo de desenvolvimen- to sócio-cultural.” O uso das TIC, em sala de aula, oferece muitas possibilidades pedagógicas, mas precisa ser planejada pelo professor de forma a oportunizar a criação de situa- ções-problema que estimulem o raciocínio e a construção colaborativa do conheci- mento, tornando o aluno um agente ativo em seu processo ensino-aprendizagem. De acordo com Mercado (2004), baseando-se em uma proposta educacional construtivista, o professor deixa de ser o centro do processo, que se desloca para o processo ensino-aprendizagem em si, o aluno é reconhecido como um ser ativo que toma a iniciativa de interagir e constrói suas estruturas mentais de acordo com as situações pedagógicas que lhe são oferecidas. O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Conforme Lima (1980), o verdadeiro educador não ensina fórmulas, cria situ- ações graduais e seriadas que levam a criança a inventar respostas. Cuida até para que o aluno não fixe as respostas inventá-las de novo, quando a situação voltar a se
  • 5. apresentar. A educação pela inteligência consiste em, simplesmente, propor proble- mas aos alunos, jamais em ensinar soluções. Educar pela inteligência, é educar a flexibilidade, isto é, criar situações pedagógicas que exijam recombinações dos es- quemas de ação. Para que isso ocorra, deve existir um ambiente cooperativo, em que os alunos possam se manifestar, para verbalizarem e justificarem suas posições em relação aos conteúdos, pois, quando o aluno verbaliza, utilizando a linguagem escrita para exteriorizar seus pensamentos, tem oportunidade de refletir mais especificamente sobre suas certezas e dúvidas. Esse procedimento permite que os alunos possam aprender com seus colegas, pois refletirão sobre tais posições, contrapondo-as em relação às suas, em uma atividade de reflexão, articulação e re-elaboração dos seus conhecimentos, assim aprenderão e ensinarão em um processo interativo. É importante que o professor esteja portanto, atento às novidades que sur- gem na vida moderna e que as incorpore na sala de aula. Um exemplo disso é o uso da informática como ferramenta auxiliar na prática pedagógica. Para Castorina (2002), os métodos mais adequados a serem utilizados, de- vem ser baseados na construção de problemas em que os alunos tenham que utili- zar os conhecimentos ensinados para sua resolução, o que oferecerá a oportunida- de de coordenarem diferentes pontos de vista e também incentivará a formulação das contextualizações necessárias para o progresso no domínio da língua escrita, promovendo redefinições sucessivas até atingirem um conhecimento próximo ao saber socialmente estabelecido, através da formulação de novos problemas que não tenham sido levantados na escola. As tecnologias da informação e da comunicação servem como recurso medi- ador do processo ensino-aprendizagem, na medida em que podem despertar esse interesse, representando o “novo”, o “sair do habitual”, para instigar o aluno a buscar respostas aos seus questionamentos e, a partir disso, reelaborar seus conceitos. Papert e Piaget Segundo Souza (2006), o sul-africano Seymour Papert, na década de 60, dizia que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Entre 1967 e 1968, de- senvolveu uma linguagem de programação totalmente voltada à educação, o LOGO. Mas a comunidade pedagógica só passou a incorporar as ideias de Papert a partir de
  • 6. 1980, quando ele lançou o livro Mindstorms: Children, Computers and Powerful Ideas – no qual mostrava caminhos para utilização das máquinas no ensino. Papert desenvolveu suas pesquisas a partir da teoria descoberta por Jean Piaget sobre a forma como se desenvolve o aprendizado, chegando a trabalhar com este pelo período de, aproximadamente, 4 anos. Piaget estudou a forma como se processa o aprendizado nas crianças e, a partir de suas experiências, desenvolveu a teoria construtivista. Papert, por sua vez, acreditava, segundo Rappaport (1981), em uma visão mais interacionista, pela qual entendia o aprendiz como em um processo ativo de contínua interação, procurando perceber quais são os mecanismos mentais que o sujeito usa nas diferentes etapas da vida para compreender o mundo. De acordo com Papert (1994), o construcionismo examina mais de perto a ideia de construção do conhecimento, na medida em que leva em conta a importân- cia do papel das construções no mundo que servem de apoio para o processo que ocorre no cérebro no momento em que aprendemos algo. (Papert, 1994, p. 35 - 36) define o processo de aprendizado da seguinte forma: Como qualquer outro construtor, a criança se apropria, para seu próprio uso, de materiais que ele encontra e, mais signi- ficativamente, de modelos e metáforas sugeridos pela cultu- ra que a rodeia. A afirmação de Papert preconiza a ideia de que a criança aprende através de vários meios e da sua interação com tudo que a rodeia, ou seja, não há um lugar (espaço físico) em que o aprendizado ocorra, mas, em toda parte, a criança aprende o tempo todo, por isso é importante que o ambiente em que ela está inserida seja rico de experiências e vivências. Formação de professores Os cursos de formação de professores tanto em nível de graduação quanto de pós-graduação devem levar em conta as inovações tecnológicas e o perfil dos alu-nos que chegam às escolas, para que possam utilizar-se deles na sua prática pedagógica, por isso:
  • 7. (...) é necessário favorecer a formação de um profissional da educação que: a) domine ferramentas computacionais de apoio ao desen- volvimento das atividades docentes; b) seja capaz de criar ambientes de aprendizagem que favo- reçam a assimilação e a produção do conhecimento. (Papert, Formação de Professores em Informática na Edu- cação, 1994, p. 36) Existem duas alternativas para a capacitação de professores para o uso da tecnologia, uma delas é através de cursos de pós-graduação relacionados à informá- tica educativa, o que é uma solução mais acessível a maioria das escolas públicas. Outra forma é o investimento na contratação de professores licenciados em informá- tica, que possuem a formação tanto pedagógica quanto técnica na área. A formação do profissional prático não pode apenas enfati- zar o aprendizado operacional das ferramentas computacio- nais, tampouco o aprendizado sobre o que postula uma de- terminada teoria educacional. Esse profissional precisa construir novos conhecimentos; relacionar, relativizar e inte- grar diferentes conteúdos; (re) significar aquilo que ele sabe fazer com vistas a (re) construir um referencial pedagógico na e para uma nova prática (Valente, 2003, p.22). O que deve acontecer é uma mudança na prática pedagógica do professor, mas, para que isso ocorra, é preciso apoio da escola e dos colegas afim de que ele possa discutir e reelaborar seus conceitos, para posteriormente, atuar. O processo de formação do professor deve ser maior do que o espaço e o tempo do curso em que ele busca capacitação para lidar com a tecnologia da informática na educação, mas deve contemplar a sua vivência prática. A informática tem sido introduzida nas escolas de duas formas, segundo Va- lente (2006), a primeira segue uma abordagem instrucionista e a segunda, uma a- bordagem construcionista. Abordagem Instrucionista Segundo Almeida (1987), a utilização inicial do computador, a ferramenta pe- dagógica, foi como máquina de ensinar skinneriana que empregava o conceito de instrução programada. O conteúdo era subdividido em módulos, onde para que o aluno avancasse para a etapa seguinte, era preciso responder a uma ou a um conjunto de questões.
  • 8. A inserção do computador ocorre em geral de duas formas: a primeira é a in- serção de uma nova disciplina no currículo, que visa preparar o aluno para dominar os recursos da computação. Sendo assim, é designada uma pessoa que domine a técnica, para isso não há necessidade de que, no desempenho dessa atividade, haja um professor com formação de licenciatura em informática, pois não há a preocupa- ção com sua utilização como ferramenta do processo ensino-aprendizagem. A segunda forma de utilização do computador é como instrumento auxiliar na prática pedagógica, servindo como ferramenta de apoio para outras disciplinas, sem uma reflexão sobre a possibilidade de contribuir de um modo significativo. As esco- las adquirem softwares educacionais e os utilizam em uma perspectiva instrucionis- ta, o que acaba por não exigir muito do professor. Como coloca Valente (2006), o uso do computador está sendo implementado na maioria das escolas para informatizar os processos de ensino que já existem, o que facilita o processo, na medida em que não é feito um investimento em capacitar o professor para a criação de ambientes de aprendizagem, mas sim, para o uso de softwares específicos, ou seja, o comodismo com que a informática está entrando nas escolas acaba por produzir cidadãos incapazes de questionar, buscar e construir seu conhecimento. Abordagem Construcionista A utilização do computador tem evoluído na forma de ambientes de aprendi- zagem informatizados, desenvolvendo atividades em que o aluno resolva problemas significativos. Umas das formas é a utilização de aplicativos como processadores de textos, planilhas eletrônicas, gerenciador de banco de dados, etc. Isso propicia ao aluno a construção do conhecimento a partir de suas próprias ações. O computador não é o detentor do conhecimento, mas uma ferramenta tuto- rada pelo aluno, que lhe permite buscar informações em redes de comunicação, a- través da navegação entre nós e ligações, de forma não linear, segundo seu estilo cognitivo. De acordo com Valente (2006), esta forma de utilização da informática na e- ducação apresenta enormes desafios, porque implica em entender o computador como uma nova forma de representar o conhecimento, provocando um redimensio-
  • 9. namento de conceitos que já existem de forma a agregar-lhes novas ideias e valo- res. Alguns aspectos devem ser contemplados na formação do professor para tra- balhar com as ferramentas computacionais, tais como: Esse profissional precisa construir novos conhecimentos; re- lacionar, relativizar e integrar diferentes conteúdos; (re) signi- ficar aquilo que ele sabe fazer com vistas a (re) construir um referencial pedagógico na e para uma nova prática. Portanto, nessa perspectiva, o processo de formação deve levar em consideração os aspectos que emergem e se desenvolvem no cotidiano do professor. (Valente, 2003, p. 22 – 23) Portanto é necessário que haja um investimento na qualificação do professor, para que ele se aproprie dos recursos tecnológicos no desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem. É importante que possamos diferenciar as formas de utilização da informática educativa. Na tabela a seguir, apresenta-se um comparativo entre as duas formas de abordagem: Abordagem instrucionista Abordagem construcionista Instrução programada Ambientes de aprendizagem informatizados Módulos de conteúdo Utilização de aplicativos Fonte: a autora. Na abordagem instrucionista, a informática é utilizada de uma forma mais fe- chada, o aluno não interage com os colegas, somente executa as atividades no computador, e na medida em que acerta ou erra a tarefa, é levado a uma outra eta- pa. Nesta modalidade, o aluno não é estimulado a construir sua aprendizagem e não há a possibilidade de reflexão sobre o conteúdo estudado, o que ocorre é a memori- zação das respostas. O contrário ocorre na abordagem construcionista, que utiliza a informática e- ducativa como mediadora do processo ensino-aprendizagem, na medida em que considera que, para que haja aprendizado, é necessário que seja oferecido um am-
  • 10. biente rico em interação, em discussão e experimentação, para que cada um cons- trua seu conceito e suas respostas diante do conteúdo estudado. O uso das tecnologias em sala de aula exige que o professor seja um profis- sional qualificado, que busque conhecer as melhores formas de desenvolver ativida- des que realmente utilizem estas ferramentas e que facilitem o aprendizado e não como simples reprodutor de conhecimento. CONSTRUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO A utilização de materiais que sirvam de apoio à prática pedagógica é extre- mamente válida no que diz respeito à possibilidade de oportunizar aulas mais dinâ- micas e interativas. A construção do conhecimento de forma coletiva pode ser mais facilmente conseguida, utilizando-se materiais didáticos que ofereçam recursos de interação e a resolução de situações-problema e as tecnologias de informação e comunicação podem subsidiar essa prática. Segundo (CAMPOS, 2003, p. 26 – 27), A aprendizagem cooperativa é uma técnica ou proposta peda- gógica na qual estudantes ajudam-se no processo de aprendi- zagem, atuando como parceiros entre si e com o professor, com o objetivo de adquirir conhecimento sobre dado objeto. A cooperação como apoio ao processo de aprendizagem enfatiza a participação ativa e a interação tanto dos alunos como dos professores. O conhecimento é considerado um construtor social, e desta forma o processo educativo acaba sendo beneficiado pela participação social em ambientes que propiciem a interação, a colaboração e a avaliação. Es- pera-se que os ambientes de aprendizagem cooperativos sejam ricos em possibilidades e proporcionem o desenvol- vimento do grupo. Dessa forma, pode-se, através da mediação oferecida por materiais didáticos construídos utilizando-se as tecnologias, instigar os alunos a aprenderem coletiva- mente, partindo do seu processo de reflexão e discussão entre o grupo de alunos e o professor. Alguns materiais didáticos podem ser construídos com recursos comuns do dia-a-dia da comunidade, utilizando-se jornais, revistas, rádio ou recursos mais elaborados como os oferecidos pelo computador por exemplo. A adequação do tipo de recurso didático deve levar em consideração, primei- ramente, o perfil da turma e a realidade vivida pela comunidade em que a escola
  • 11. está inserida, uma vez que esses fatores influenciam diretamente no sucesso do material didático a ser construído. Portanto, é necessário que haja uma identificação dos alunos com o recurso que é oferecido pelo professor para que, dessa forma, eles possam se sentir motivados e engajados com a proposta apresentada. CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DE FORMA COLETIVA A utilização das TIC deve oferecer um ambiente mais estimulante para o aluno e propiciar que ele seja sujeito ativo de seu aprendizado. Cabe ao professor a função de desenvolver atividades apoiadas nas tecnologias, de forma inovadora, e não somente fazer a transposição do conteúdo para outro meio. (MARQUES e CAETANO 2002, p. 134) afirmam que, “através da informática educativa os alunos podem adquirir uma melhor maneira de refletir, manipular, questionar, construir, pesquisar, analisar, sinteti- zar, desenvolver atenção, raciocínio e criatividade nas atividades curriculares”. Logo, o uso das tecnologias em sala de aula deve ser pensado de forma a provocar o interesse dos alunos, oferecendo um ambiente rico em interação e em atividades que oportunizem a troca de experiências entre os alunos e o professor. Além disso, o processo de construção do conhecimento, de acordo com Min- guet (1998), se dá não somente a partir das ações planejadas em sala de aula, mas também pela interação do sujeito com o meio, no qual ele está inserido e das rela- ções que ele consegue estabelecer entre as informações que ele possui, ou seja, é um processo interno de ressignificação. (Moran, 2000, p. 30) coloca que: Aprender depende também do aluno, de que ele esteja pronto, maduro, pa- ra incorporar a real significação que essa informação tem para ele, para in- corporá-la a real significação que essa informação tem para ele, para incor- porá-la vivencialmente, emocionalmente. Enquanto a informação não fizer parte do contexto pessoal – intelectual e emocional – não se tornará verda- deiramente significativa, não será aprendida verdadeiramente. O que se pode inferir é que o papel do professor é extremamente importante para o sucesso do uso das tecnologias no processo ensino-aprendizagem, porém o aluno também precisa estar motivado a experenciar atividades diferenciadas e con- tribuir para que o professor consiga desenvolver as ações planejadas.
  • 12. RECURSOS INTERATIVOS E SITUAÇÕES-PROBLEMA As tecnologias da informação e da comunicação oferecem uma gama de re- cursos e possibilidades, diariamente, novas tecnologias são desenvolvidas e, muitas vezes, não há tempo suficiente para que sejam absorvidas por todos. O principal desafio que a escola, especialmente o professor, enfrenta é como explorar as possi- bilidades que os recursos tecnológicos podem oferecer para desenvolverem suas aulas. Moran (2000) define o professor como um pesquisador em serviço, que busca respostas aos seus questionamentos na pesquisa e na sua prática diária e aplica o novo conhecimento em suas aulas, tornando-se um orientador/mediador da apredi- zagem. Ele busca a integração dos recursos tecnológicos com o conteúdo didático de forma a que a aprendizagem se torne significativa para o aluno. Uma das características das tecnologias é a possibilidade de integrar várias mídias, um mesmo aparelho pode oferecer imagem, som, e acesso à internet, por exemplo. Moran (2000) exemplifica que a televisão pode servir a atividades como: Análise em conjunto: durante a apresentação do vídeo, o professor comenta os pontos mais importantes. Análise globalizante: ao final da apresentação, os alunos podem discutir al- gumas questões definidas pelo professor. Leitura concentrada: ao final da apresentação, uma ou duas cenas são es- colhida para serem lidas e analisadas em conjunto. Da mesma forma, o autor cita algumas atividades que podem ser desenvolvi- das, utilizando-se o computador: Lista eletrônica/fórum: criar uma lista de endereços de e-mail de todos os alunos da turma, como forma de incentivar a interação entre os alunos e a troca de sugestões, indicação de bibliografias, enviar trabalhos, etc. Aulas-pesquisa: organizar pesquisas sobre o conteúdo estudado, individu- almente ou em pequenos grupos. Além dessas atividades, pode-se desenvolver com o uso do computador: a criação de blog, webquest, fotolog,elaboração de álbuns digitais (utilizando softwa- res de apresentação), confecção de jornal (utilizando software editor de texto), den- tre outras atividades.
  • 13. Podem-se também organizar atividades que integrem os conteúdos e que se- jam planejadas em conjunto entre a equipe de professores, elegendo uma questão problematizadora que oportunize ao aluno uma visão mais ampla dos conteúdos es- tudados e a percepção mais clara da interlocução entre as áreas. As possibilidades oferecidas pelas TIC são várias, cabe ao professor, em con- junto com a equipe diretiva, definir quais recursos podem ser utilizados, levando-se em consideração a infraestrutura da escola e o perfil da turma. CONCLUSÃO A evolução da tecnologia influencia diretamente a comunicação entre as pes- soas e estreita os laços entre elas. Com o advento da globalização, esse fenômeno ganhou um impulso ainda maior, pois vimos surgir a chamada sociedade do conhe- cimento, na qual não é tão importante o “ter”, mas sim o “saber”. A escola como parte constituinte da sociedade está totalmente inserida nesse contexto, uma vez que recebe, a cada dia, crianças e jovens que estão familiariza- dos com as tecnologias da informação e da comunicação. O compromisso da escola também foi ampliado, ela tem agora um papel de facilitador do acesso à tecnologia aos que não possuem condições para tal. A utilização das tecnologias, na prática cotidiana de sala de aula, pode ser um desafio a mais para o professor, uma vez que ele necessita de um planejamento con- junto com a equipe diretiva e com outros colegas. Esse trabalho conjunto oferece um ambiente propício ao professor para que ele possa colocar em prática experiências que ofereçam aos alunos o uso de materiais didáticos desenvolvidos, utilizando-se as TIC. O que se pode concluir é que estudos e novas experiências são desenvolvi- dos para aproximarem a realidade dos alunos com a prática pedagógica e, para isso trabalha-se na construção de materiais que sirvam como mediadores do processo ensino-aprendizagem.
  • 14. REFERÊNCIAS ALMEIDA; Fernando José. Educação e informática: os computadores na escola. São Paulo: Cortez, 1987. BRASIL. Lei n° 10.172, de 9 de janeiro de 2001. Aprova o Plano Nacional de Educa- ção. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf> Acesso em: 30 set. 2009. BRASIL. Portaria Nº 522/MEC, de 9 de abril de 1997. Programa Nacional de Infor- mática na Educação – PROINFO. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/in dex.php?op- tion=com_content&view=article&id=236&Itemid=471>. CAMPOS, Fernanda C. A.; SANTORO, Flávia Maria; BORGES, Marcos R. S.; SA- TOS, Neide. Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. CASTORINA, José Antonio. Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate. São Paulo: Ática, 2002. LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget para principiantes. São Paulo, Summus, 1980. MARQUES, Adriana Cavalcante; CAETANO, Josineide da Silva. Utilização de in- formática na escola. In: Novas Tecnologias na educação: reflexões sobre a práti- ca. Maceió: EDUFAL, 2002. p. 134 MERCADO, Luis Paulo Leopoldo. Informática educativa: tecnologias da informação r comunicação na aprendizagem. Maceió: Q Gráfica, 2004. MINGUET, Pilar Aznar (org). A construção do conhecimento na educação. AR- MED: Porto Alegre, 1998. MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovi- suais e telemáticas. In: Novas tecnologias e mediação pedagógica. 16ª ed. Cam- pinas – SP: Papirus, 2000. OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: dos planos e discursos á sala de aula. Campinas: Papirus, 1997. PAPERT; Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da in- formática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. RAPPAPORT; Clara Regina; DAVES, Cláudia; FIORI, Wagner da Rocha. Psicolo- gia do desenvolvimento. São Paulo: EPU, 1981. SOUZA, Ana de Fátima. A maior vantagem competitiva é a habilidade de apren- der: Seymour Papert. Disponível em: <http://www.dimap.ufrn.br/~jair/ piu/artigos/seymour. html>. Acesso em: 28 nov. 2006. TAJRA; Sanmya Feitosa. Informática na Educação: professor na atualidade. São Paulo: Érica, 1998.
  • 15. VALENTE, José Armando. Informática na educação: instrucionismo X constru- cionismo. Disponível em: <http://www.catolicavirtual.br/catolica/equipe/leda/ edu- cacao.htm>. Acesso em: 25 out. 2006. VALENTE, José Armando. Org. Formação de professores para o uso da informá- tica na escola. Campinas: UNICAMP, 2003. Carina da Silva Cassanego – cassanego@gmail.com Luis Antonio dos Santos Neto – l_asantos@brturbo.com.br