Biópsias
BIÓPSIA Retirada de tecido vivo para exame anatomopatológico Fragmento colhido Ato de colher o material Exame da peça pelo patologista
biopsia  {verbete} Datação 1909 cf. RGalv Acepções ■ substantivo feminino  Rubrica: medicina. Regionalismo: Brasil.  f. mais cor. e menos us. que  biópsia biópsia  {verbete} Datação 1975 cf. AF1 Acepções ■ substantivo feminino  Rubrica: medicina.  1     retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico  2     o seu exame histológico e histoquímico  3     Derivação: por metonímia.       o próprio material retirado    
BIÓPSIA  PC/CFM/Nº 44/95 “ O exame anatomopatológico de fragmentos ou partes retirados do organismo humano deve ser feito consoante dever do médico de agir com o máximo zelo e o melhor de sua capacidade profissional, sempre em favor do paciente e  sem caráter obrigatório .” É obrigatória a  solicitação do exame anatomopatológico?
"Art. 2º - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deve agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional."  "Art. 21 - Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as práticas reconhecidamente aceitas e respeitadas as normas legais vigentes no País."  Código de Ética Médica Capítulo I "Princípios Fundamentais" Capítulo II "Direitos do Médico"
Código de Ética Médica "Art. 57 – Deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance e em favor do paciente."  Capítulo V “ Relação com Pacientes e Familiares”  É vedado ao médico: "Art. 56 - Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida."
Sociedade Brasileira de Patologia  Recomendações  A SBP sugere aos médicos assistentes que solicitem exame anatomopatológico de qualquer fragmento de tecido ou órgão e peças cirúrgicas, que tenham sido retirados de paciente Se decidir descartar fragmentos de tecido ou peças cirúrgicas, médico assistente deve informar claramente os objetivos de um procedimento anatomopatológico,  cabendo ao paciente consentir ou não no desprezo de seu material.  A decisão de descartar o material deve ser documentada  com a utilização de um Termo de Consentimento Esclarecido, sem o qual o médico assistente pode ser posteriormente responsabilizado, pelo paciente ou familiares, em caso de evolução insatisfatória ou inesperada da doença.
Métodos de estudo em Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo
BI ÓPSIAS NÃO CIRÚRGICAS
BI ÓPSIAS NÃO CIRÚRGICAS Vantagens do exame  citológico Técnica simples de coleta Equipamentos de baixo custo Complicações raríssimas  Hematoma  Pneumotórax Rapidez no diagnóstico
BI ÓPSIAS NÃO CIRÚRGICAS
Métodos de estudo em Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional
TIPOS DE BI ÓPSIA Diagnóstica Excisional Incisional Diagnóstica & Terapêutica
Métodos de estudo em Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional Onde é a lesão? Como é a lesão? Qual é o tamanho da lesão? Que instrumento vou usar?
Cureta Punch Saca-bocados Estereotaxia Trefina Bisturi BI ÓPSIAS CIRÚRGICAS Alça de polipectomia
BI ÓPSIAS CIRÚRGICAS Punção com agulha grossa (core-biopsy)
Métodos de estudo em Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional Parafina Congelação? Histopatológico
TIPOS DE BI ÓPSIA 1. Estabelecer a presença e natureza do tumor 2. Determinar adequação das margens 3. Verificar suficiência de material para diagnóstico Indicações: O resultado do exame pode mudar minha conduta? Exame de congelação  Exame transoperatório Micrótomo de congelação
TIPOS DE BI ÓPSIA Exame de congelação  Resultados possíveis: 1. Conclusivo 2. Aguardar parafina
TIPOS DE BI ÓPSIA Exame convencional Exame de parafina 1. Todas as biópsias são processadas em parafina  3. A coloração de rotina é o HE 2. Até o fragmento congelado é reexaminado em parafina
Exame do espécime cirúrgico Cirurgião Enfermeiro Patologista Paciente Colheita Envio Exame Manuseio & Fixação
Cuidados com o espécime de exame anatomopatológico: De quem é a responsabilidade?
Atribuições do Médico  em relação ao exame histopatológico O  cirurgião  é o chefe da equipe de cirurgia Tem total responsabilidade com o material retirado do seu paciente Deve checar as atribuições da equipe de enfermagem
Código de Ética Médica Art. 38 – Acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Medicina, ou com profissionais ou instituições médicas que pratiquem atos ilícitos. Capítulo III Responsabilidade profissional  – É vedado ao médico: Art. 30 – Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão médica
Preparar instrumental adequado para a colheita do espécime Fornecer fixador e recipientes adequados Informar-se do cirurgião sobre o destino das peças Exame histopatológico Exame bacteriológico Exame em laboratório clínico Preencher todos os dados de identificação do paciente na requisição médica Rotular o recipiente da peça com todos os dados Solicitar do cirurgião o preenchimento dos dados clínicos e assinatura na requisição Atribuições do Serviço de Enfermagem no Exame do espécime cirúrgico
C omo proceder com o espécime cirúrgico? CUIDADOS
Como marcar  as margens CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico
CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico Formol a 10% Zenker Bouin B5 Álcool Glutaraldeído Solução Fixadora De 10 a 20 vezes o volume da peça
CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico Papel Filtro ou cartão
CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico Recipiente adequado: tamanho e largura da boca
CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico Peça grande: encaminhar a fresco de imediato!
CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico Artefato por uso de instrumental inadequado/manuseio inadequado
CUIDADOS O que  NÃO  fazer com o espécime cirúrgico Soro fisiológico ou água
CUIDADOS O que  NÃO  fazer com o espécime cirúrgico
Código de Ética Médica Art. 29 – Praticar atos profissionais danosos ao paciente que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência. Capítulo III Responsabilidade profissional – É vedado ao médico:
Código de Ética Médica Verbete:  imprudência Qualidade do imprudente; Inobservância das precauções necessárias   Não marcar adequadamente as margens de uma peça cirúrgica Não identificar topografia de elipses de pele retiradas de um mesmo paciente Verbete:  imperícia Qualidade ou ato de imperito; incompetência, inexperiência, inabilidade, falta do conhecimento específico. Verbete:  negligência Desleixo, descuido na execução de ato, incúria Colocar a biópsia em soro fisiológico ou outro líquido não fixador Misturar o líquido colhido com qualquer tipo de líquido (formol, álcool, soro, etc...) Provocar artefatos por utilizar instrumentos inadequados
Código de Ética Médica Art. 32 – Isentar-se de responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou indicado, ainda que este tenha sido solicitado ou consentido pelo paciente ou seu responsável legal. Art. 31 – Deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento médico que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente. Capítulo III Responsabilidade profissional
PREÂMBULO VI – Os infratores do presente Código sujeitar-se-ão às penas disciplinares previstas em lei Código de Ética Médica CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Art 129 – Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena: detenção de 3 meses até 8 anos
Material de paciente em centro cirúrgico Material pequeno formol a 10% Material grande geladeira Técnico lab. confere material e requisição médica no CC, assina livro de protocolo Material levado para laboratório Material descartado somente após  ORDEM POR ESCRITO  do médico em livro de protocolo Identificar recipiente adequadamente (nome, leito, tipo de material, médico, data da cirurgia) Material com requisição médica Material sem requisição médica
"Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência.  A perfeição, portanto, não é um ato isolado.  É um hábito".    Aristóteles

Alunos Med Biópsias 2007 2

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    BIÓPSIA Retirada detecido vivo para exame anatomopatológico Fragmento colhido Ato de colher o material Exame da peça pelo patologista
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    biopsia {verbete}Datação 1909 cf. RGalv Acepções ■ substantivo feminino Rubrica: medicina. Regionalismo: Brasil. f. mais cor. e menos us. que biópsia biópsia {verbete} Datação 1975 cf. AF1 Acepções ■ substantivo feminino Rubrica: medicina. 1     retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico 2     o seu exame histológico e histoquímico 3     Derivação: por metonímia.      o próprio material retirado   
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    BIÓPSIA PC/CFM/Nº44/95 “ O exame anatomopatológico de fragmentos ou partes retirados do organismo humano deve ser feito consoante dever do médico de agir com o máximo zelo e o melhor de sua capacidade profissional, sempre em favor do paciente e sem caráter obrigatório .” É obrigatória a solicitação do exame anatomopatológico?
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    "Art. 2º -O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deve agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional." "Art. 21 - Indicar o procedimento adequado ao paciente, observadas as práticas reconhecidamente aceitas e respeitadas as normas legais vigentes no País." Código de Ética Médica Capítulo I "Princípios Fundamentais" Capítulo II "Direitos do Médico"
  • 6.
    Código de ÉticaMédica "Art. 57 – Deixar de utilizar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento a seu alcance e em favor do paciente." Capítulo V “ Relação com Pacientes e Familiares” É vedado ao médico: "Art. 56 - Desrespeitar o direito do paciente de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente perigo de vida."
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    Sociedade Brasileira dePatologia Recomendações A SBP sugere aos médicos assistentes que solicitem exame anatomopatológico de qualquer fragmento de tecido ou órgão e peças cirúrgicas, que tenham sido retirados de paciente Se decidir descartar fragmentos de tecido ou peças cirúrgicas, médico assistente deve informar claramente os objetivos de um procedimento anatomopatológico, cabendo ao paciente consentir ou não no desprezo de seu material. A decisão de descartar o material deve ser documentada com a utilização de um Termo de Consentimento Esclarecido, sem o qual o médico assistente pode ser posteriormente responsabilizado, pelo paciente ou familiares, em caso de evolução insatisfatória ou inesperada da doença.
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    Métodos de estudoem Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo
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    BI ÓPSIAS NÃOCIRÚRGICAS
  • 10.
    BI ÓPSIAS NÃOCIRÚRGICAS Vantagens do exame citológico Técnica simples de coleta Equipamentos de baixo custo Complicações raríssimas  Hematoma  Pneumotórax Rapidez no diagnóstico
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    BI ÓPSIAS NÃOCIRÚRGICAS
  • 12.
    Métodos de estudoem Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional
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    TIPOS DE BIÓPSIA Diagnóstica Excisional Incisional Diagnóstica & Terapêutica
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    Métodos de estudoem Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional Onde é a lesão? Como é a lesão? Qual é o tamanho da lesão? Que instrumento vou usar?
  • 15.
    Cureta Punch Saca-bocadosEstereotaxia Trefina Bisturi BI ÓPSIAS CIRÚRGICAS Alça de polipectomia
  • 16.
    BI ÓPSIAS CIRÚRGICASPunção com agulha grossa (core-biopsy)
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    Métodos de estudoem Patologia Biópsia Cirúrgica Não Cirúrgica Citológico Laudo Excisional Incisional Parafina Congelação? Histopatológico
  • 18.
    TIPOS DE BIÓPSIA 1. Estabelecer a presença e natureza do tumor 2. Determinar adequação das margens 3. Verificar suficiência de material para diagnóstico Indicações: O resultado do exame pode mudar minha conduta? Exame de congelação Exame transoperatório Micrótomo de congelação
  • 19.
    TIPOS DE BIÓPSIA Exame de congelação Resultados possíveis: 1. Conclusivo 2. Aguardar parafina
  • 20.
    TIPOS DE BIÓPSIA Exame convencional Exame de parafina 1. Todas as biópsias são processadas em parafina 3. A coloração de rotina é o HE 2. Até o fragmento congelado é reexaminado em parafina
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    Exame do espécimecirúrgico Cirurgião Enfermeiro Patologista Paciente Colheita Envio Exame Manuseio & Fixação
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    Cuidados com oespécime de exame anatomopatológico: De quem é a responsabilidade?
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    Atribuições do Médico em relação ao exame histopatológico O cirurgião é o chefe da equipe de cirurgia Tem total responsabilidade com o material retirado do seu paciente Deve checar as atribuições da equipe de enfermagem
  • 24.
    Código de ÉticaMédica Art. 38 – Acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Medicina, ou com profissionais ou instituições médicas que pratiquem atos ilícitos. Capítulo III Responsabilidade profissional – É vedado ao médico: Art. 30 – Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão médica
  • 25.
    Preparar instrumental adequadopara a colheita do espécime Fornecer fixador e recipientes adequados Informar-se do cirurgião sobre o destino das peças Exame histopatológico Exame bacteriológico Exame em laboratório clínico Preencher todos os dados de identificação do paciente na requisição médica Rotular o recipiente da peça com todos os dados Solicitar do cirurgião o preenchimento dos dados clínicos e assinatura na requisição Atribuições do Serviço de Enfermagem no Exame do espécime cirúrgico
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    C omo procedercom o espécime cirúrgico? CUIDADOS
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    Como marcar as margens CUIDADOS Como proceder com o espécime cirúrgico
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    CUIDADOS Como procedercom o espécime cirúrgico Formol a 10% Zenker Bouin B5 Álcool Glutaraldeído Solução Fixadora De 10 a 20 vezes o volume da peça
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    CUIDADOS Como procedercom o espécime cirúrgico Papel Filtro ou cartão
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    CUIDADOS Como procedercom o espécime cirúrgico Recipiente adequado: tamanho e largura da boca
  • 31.
    CUIDADOS Como procedercom o espécime cirúrgico Peça grande: encaminhar a fresco de imediato!
  • 32.
    CUIDADOS Como procedercom o espécime cirúrgico Artefato por uso de instrumental inadequado/manuseio inadequado
  • 33.
    CUIDADOS O que NÃO fazer com o espécime cirúrgico Soro fisiológico ou água
  • 34.
    CUIDADOS O que NÃO fazer com o espécime cirúrgico
  • 35.
    Código de ÉticaMédica Art. 29 – Praticar atos profissionais danosos ao paciente que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência. Capítulo III Responsabilidade profissional – É vedado ao médico:
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    Código de ÉticaMédica Verbete: imprudência Qualidade do imprudente; Inobservância das precauções necessárias Não marcar adequadamente as margens de uma peça cirúrgica Não identificar topografia de elipses de pele retiradas de um mesmo paciente Verbete: imperícia Qualidade ou ato de imperito; incompetência, inexperiência, inabilidade, falta do conhecimento específico. Verbete: negligência Desleixo, descuido na execução de ato, incúria Colocar a biópsia em soro fisiológico ou outro líquido não fixador Misturar o líquido colhido com qualquer tipo de líquido (formol, álcool, soro, etc...) Provocar artefatos por utilizar instrumentos inadequados
  • 37.
    Código de ÉticaMédica Art. 32 – Isentar-se de responsabilidade de qualquer ato profissional que tenha praticado ou indicado, ainda que este tenha sido solicitado ou consentido pelo paciente ou seu responsável legal. Art. 31 – Deixar de assumir responsabilidade sobre procedimento médico que indicou ou do qual participou, mesmo quando vários médicos tenham assistido o paciente. Capítulo III Responsabilidade profissional
  • 38.
    PREÂMBULO VI –Os infratores do presente Código sujeitar-se-ão às penas disciplinares previstas em lei Código de Ética Médica CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Art 129 – Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena: detenção de 3 meses até 8 anos
  • 39.
    Material de pacienteem centro cirúrgico Material pequeno formol a 10% Material grande geladeira Técnico lab. confere material e requisição médica no CC, assina livro de protocolo Material levado para laboratório Material descartado somente após ORDEM POR ESCRITO do médico em livro de protocolo Identificar recipiente adequadamente (nome, leito, tipo de material, médico, data da cirurgia) Material com requisição médica Material sem requisição médica
  • 40.
    "Nós nos transformamosnaquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato isolado. É um hábito".   Aristóteles