RECURSOS ALIMENTARES


    AGRICULTURA
Tipos de Agricultura        Agricultura Moderna           Agricultura Tradicional
      Objectivo:         Assegurar a obtenção de lucro     Garantir a subsistência do
                                                               agregado familiar
 Destino da produção        Mercado (nacional e/ou               Autoconsumo
                                internacional)
    Dimensão das                   Latifúndio                     Minifúndio
     Explorações
Variedade de Culturas             Monocultura                     Policultura
  Técnicas Utilizadas      Modernas (especializadas,       Rudimentares (Rotação de
                           mecanizadas e de caráter        Culturas, rega manual… ) e
                                  científico)             transmitidas de geração em
                                                                    geração)
Aproveitamento do Solo         Sistema Intensivo               Sistema Extensivo
Instrumentos Agrícolas      Mecanizados (tractores;       Arcaicos (o arado puxado por
                           ceifeiras/ debulhadoras;         animais; enxada, foice…)
                          avionetas, enfardadeiras …)
 Tratamento do Solo      Uso de grandes quantidades de    Adubação natural com restos
                               produtos químicos            de plantas e dejectos de
                           (fertilizantes; pesticidas e             animais
                                    herbicidas)
   Produtividade e                 Elevados                         Baixos
     rendimento
                          O trabalho é essencialmente     O trabalho é essencialmente
Trabalho do Agricultor    mecanizado, por isso existem          manual e recorre
                          poucos activos na agricultura   frequentemente aos animais
                                 destes países.              como força de trabalho.
LATIFÚNDIO
MINIFÚNDIO
ROTAÇÃO DE CULTURAS

Trigo             Pousio




        Batatas
                           Batatas            Trigo




                                     Pousio           Pousio           Batatas




                                                               Trigo
“A agricultura moderna e tradicional pode apresentar diferentes formas,
                       consoante a região do mundo onde é praticada”
EXEMPLOS DE AGRICULTURA MODERNA
TEXTO I - AGRICULTURA NORTE-
               AMERICANA
“As quintas que produzem trigo são evidentemente enormes (de
2000 a 3000 hectares, em média) e tendem a aumentar ainda
mais. Sobre tão vastas superfícies é indispensável uma forte
mecanização, pelo que a dimensão das quintas é medida pelo
número de tratores (muitas vezes 3 ou 4) mais do que pelo número
de hectares. Aos tratores juntam-se camiões, charruas de discos,
cultipackers (grades de discos) e sobretudo combines, enormes
máquinas que cortam o trigo à frente e deixam para trás sacos de
grão sobre o campo ceifado. A indústria esforçou-se por fornecer à
agricultura máquinas simples e robustas que executassem em
simultâneo, várias tarefas agrícolas (por exemplo, ceifa, debulha e
ensaca; daí o seu nome de combines). Neste tipo de agricultura
existe uma especialização regional muito acentuada e também um
apoio estatal muito elevado.”
TEXTO II - A AGRICULTURA EUROPEIA

“Caracteriza-se por ser uma agricultura muito
intensiva, praticada em explorações             de
pequena e média dimensão e em alguns
países europeus em sistema de policultura. É muito
mecanizada e recorre abundantemente ao
uso de fer tilizantes químicos, o que faz
desta agricultura uma das mais poluentes
do mundo. A agricultura europeia tem sofrido
várias transformações e caminhado para uma
especialização cada vez mais acentuada, tendo em
vista corrigir os excessos de produção em
determinados setores (o dos cereais, por exemplo)”.
   Típica das regiões costeiras dos países tropicais com
    história colonial (Brasil, Gana, Costa do Marfim,
    Moçambique, etc..);
   O café, o cacau, o algodão, a banana, a cana-de-
    açúcar são plantadas em monocultura e destinam-se á
    exportação para a Europa e América do Norte onde se
    localizam as sedes das multinacionais que controlam
    este comércio;
   Ocupam grandes latifúndios;
   Utilizam técnicas modernas com recurso a mão-de-
    obra local barata.
EXEMPLOS DE AGRICULTURA TRADICIONAL
TEXTO III - A AGRICULTURA ITINERANTE DE
                  QUEIMADA
“Em muitas regiões da savana e de floresta do mundo tropical, pratica-se a
agricultura mais primitiva do mundo: é a chamada agricultura itinerante. Os
homens derrubam as ár vores, cor tam os ramos, que espalham pelo
terreno, incendeiam todo o material – queimada -, embora possam deixar
uma ou outra árvore para recolha de frutos ou para fazer sombra. Abre-se deste
modo uma clareira, que constitui o solo a cultivar, aproveitando-se as cinzas como
fertilizante. Como a terra não é estrumada nem adubada, acaba por se
esgotar passados poucos anos, pelo que terá então de ser
simplesmente abandonada. A maior ou menor distância dela procede-se a
nova queimada, ou seja, a preparação de novo espaço agrícola. É vulgar que o
deslocamento dos campos de cultura se faça em círculo, rodeando a aldeia. Mas,
se tal não for possível e as distâncias a percorrer, em relação à nova terra arrotear
forem muito grandes, então também a aldeia se desloca. As técnicas são
extremamente simples e rudimentares e os instrumentos agrícolas resumem-se à
enxada, ao machado e a um pau endurecido pelo fogo para enterrar as sementes.
Tal sistema encontra-se em franca regressão, embora actualmente ainda surja
com alguma frequência na Floresta Amazónica, em certa áreas da Cordilheira dos
Andes e da América Central, na África a sul do Sara, na Malásia e na Índia”.
TEXTO IV - AGRICULTURA SEDENTÁRIA DE
                 SEQUEIRO
“Este tipo de agricultura é praticado, essencialmente, nas
regiões de clima tropical seco entre a savana e o deserto,
onde o período de chuvas se apresenta curto e os meses
secos ocupam a quase totalidade do ano. Nestes climas, a
escassez de água conduz a uma agricultura não irrigada,
mas os povos que a praticam estabelecem-se em grandes
aldeias próximas de um pequeno lago, que lhes fornece
água.
A actividade agrícola está, normalmente, associada à criação
de gado, cujas fezes constituem o único fertilizante utilizado.
A área de cultivo é dividida em três partes separadas por
sebes de arbustos espinhosos, onde se pratica um
afolhamento com rotação trienal das culturas e pousio.”
TEXTO V - A RIZICULTURA

“A cultura do arroz (cultura alagada), que requer temperaturas elevadas e abundância
de água (excepto na fase de maturação), está em grande equilíbrio com as condições
naturais desta região (quente e húmida). Também as elevadas densidades
populacionais existentes proporcionam mão-de-obra disponível para esta actividade. O
arroz é produzido em sistema de monocultura através de técnicas agrícolas simples,
muito minuciosas e intensivas.
A técnica de produção do arroz, principal e quase único alimento, apresenta-se como a
actividade agrícola em maior equilíbrio com a Natureza. Para tal contribuem a quase
ausência de recurso aos produtos químicos e a utilização de dejectos humanos,
estrume dos animais, algas e as próprias raízes apodrecidas para fertilização dos
campos, factores que, aliados ao permanente alagamento dos campos e ausência de
declives, protegem os terrenos da erosão.
É um sistema muito intensivo em mão-de-obra e que exige um conjunto de técnicas
agrícolas minuciosas, não existindo mecanização.
Para garantir maiores produções recorre-se à técnica da repicagem, que consiste em
fazer uma cultura em tabuleiros, enquanto outra se encontra no solo em fase de
desenvolvimento. Depois da primeira colheita, transplantam-se as dos tabuleiros para
os campos, assegurando assim mais do que uma colheita por ano.”
OS IMPACTOS ECONÓMICOS E SOCIAIS DA ACTIVIDADE AGRÍCOLA



    Nos PD a mecanização permite uma elevada
    produtividade      e   rendimento,      originando
    excedentes.
    A agricultura moderna dispensa o trabalho manual,
    provocando desemprego .
    Nos países em desenvolvimento a agricultura
    tradicional com baixo rendimento e produtividade
    não permite a subsistência dos agricultores
    e família e por isso abandonam os campos
    para viverem na cidade . Esta situação pode
    contribuir para o aumento da desertificação.
OS IMPACTOS AMBIENTAIS DA ACTIVIDADE AGRÍCOLA


    Os produtos químicos poluem os solos, as
    águas superficiais e subterrâneas.
    A mecanização excessiva e a monocultura
    intensiva provocam o esgotamento dos
    solos, tornando-os menos produtivos.
    Nos países em desenvolvimento a
    desflorestação e a agricultura de queimada
    destroem a cobertura vegetal, ficando o solo
    mais exposto à erosão.

Agricultura

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    Tipos de Agricultura Agricultura Moderna Agricultura Tradicional Objectivo: Assegurar a obtenção de lucro Garantir a subsistência do agregado familiar Destino da produção Mercado (nacional e/ou Autoconsumo internacional) Dimensão das Latifúndio Minifúndio Explorações Variedade de Culturas Monocultura Policultura Técnicas Utilizadas Modernas (especializadas, Rudimentares (Rotação de mecanizadas e de caráter Culturas, rega manual… ) e científico) transmitidas de geração em geração) Aproveitamento do Solo Sistema Intensivo Sistema Extensivo Instrumentos Agrícolas Mecanizados (tractores; Arcaicos (o arado puxado por ceifeiras/ debulhadoras; animais; enxada, foice…) avionetas, enfardadeiras …) Tratamento do Solo Uso de grandes quantidades de Adubação natural com restos produtos químicos de plantas e dejectos de (fertilizantes; pesticidas e animais herbicidas) Produtividade e Elevados Baixos rendimento O trabalho é essencialmente O trabalho é essencialmente Trabalho do Agricultor mecanizado, por isso existem manual e recorre poucos activos na agricultura frequentemente aos animais destes países. como força de trabalho.
  • 7.
  • 8.
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    ROTAÇÃO DE CULTURAS Trigo Pousio Batatas Batatas Trigo Pousio Pousio Batatas Trigo
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    “A agricultura modernae tradicional pode apresentar diferentes formas, consoante a região do mundo onde é praticada”
  • 16.
  • 17.
    TEXTO I -AGRICULTURA NORTE- AMERICANA “As quintas que produzem trigo são evidentemente enormes (de 2000 a 3000 hectares, em média) e tendem a aumentar ainda mais. Sobre tão vastas superfícies é indispensável uma forte mecanização, pelo que a dimensão das quintas é medida pelo número de tratores (muitas vezes 3 ou 4) mais do que pelo número de hectares. Aos tratores juntam-se camiões, charruas de discos, cultipackers (grades de discos) e sobretudo combines, enormes máquinas que cortam o trigo à frente e deixam para trás sacos de grão sobre o campo ceifado. A indústria esforçou-se por fornecer à agricultura máquinas simples e robustas que executassem em simultâneo, várias tarefas agrícolas (por exemplo, ceifa, debulha e ensaca; daí o seu nome de combines). Neste tipo de agricultura existe uma especialização regional muito acentuada e também um apoio estatal muito elevado.”
  • 18.
    TEXTO II -A AGRICULTURA EUROPEIA “Caracteriza-se por ser uma agricultura muito intensiva, praticada em explorações de pequena e média dimensão e em alguns países europeus em sistema de policultura. É muito mecanizada e recorre abundantemente ao uso de fer tilizantes químicos, o que faz desta agricultura uma das mais poluentes do mundo. A agricultura europeia tem sofrido várias transformações e caminhado para uma especialização cada vez mais acentuada, tendo em vista corrigir os excessos de produção em determinados setores (o dos cereais, por exemplo)”.
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    Típica das regiões costeiras dos países tropicais com história colonial (Brasil, Gana, Costa do Marfim, Moçambique, etc..);  O café, o cacau, o algodão, a banana, a cana-de- açúcar são plantadas em monocultura e destinam-se á exportação para a Europa e América do Norte onde se localizam as sedes das multinacionais que controlam este comércio;  Ocupam grandes latifúndios;  Utilizam técnicas modernas com recurso a mão-de- obra local barata.
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  • 22.
    TEXTO III -A AGRICULTURA ITINERANTE DE QUEIMADA “Em muitas regiões da savana e de floresta do mundo tropical, pratica-se a agricultura mais primitiva do mundo: é a chamada agricultura itinerante. Os homens derrubam as ár vores, cor tam os ramos, que espalham pelo terreno, incendeiam todo o material – queimada -, embora possam deixar uma ou outra árvore para recolha de frutos ou para fazer sombra. Abre-se deste modo uma clareira, que constitui o solo a cultivar, aproveitando-se as cinzas como fertilizante. Como a terra não é estrumada nem adubada, acaba por se esgotar passados poucos anos, pelo que terá então de ser simplesmente abandonada. A maior ou menor distância dela procede-se a nova queimada, ou seja, a preparação de novo espaço agrícola. É vulgar que o deslocamento dos campos de cultura se faça em círculo, rodeando a aldeia. Mas, se tal não for possível e as distâncias a percorrer, em relação à nova terra arrotear forem muito grandes, então também a aldeia se desloca. As técnicas são extremamente simples e rudimentares e os instrumentos agrícolas resumem-se à enxada, ao machado e a um pau endurecido pelo fogo para enterrar as sementes. Tal sistema encontra-se em franca regressão, embora actualmente ainda surja com alguma frequência na Floresta Amazónica, em certa áreas da Cordilheira dos Andes e da América Central, na África a sul do Sara, na Malásia e na Índia”.
  • 24.
    TEXTO IV -AGRICULTURA SEDENTÁRIA DE SEQUEIRO “Este tipo de agricultura é praticado, essencialmente, nas regiões de clima tropical seco entre a savana e o deserto, onde o período de chuvas se apresenta curto e os meses secos ocupam a quase totalidade do ano. Nestes climas, a escassez de água conduz a uma agricultura não irrigada, mas os povos que a praticam estabelecem-se em grandes aldeias próximas de um pequeno lago, que lhes fornece água. A actividade agrícola está, normalmente, associada à criação de gado, cujas fezes constituem o único fertilizante utilizado. A área de cultivo é dividida em três partes separadas por sebes de arbustos espinhosos, onde se pratica um afolhamento com rotação trienal das culturas e pousio.”
  • 25.
    TEXTO V -A RIZICULTURA “A cultura do arroz (cultura alagada), que requer temperaturas elevadas e abundância de água (excepto na fase de maturação), está em grande equilíbrio com as condições naturais desta região (quente e húmida). Também as elevadas densidades populacionais existentes proporcionam mão-de-obra disponível para esta actividade. O arroz é produzido em sistema de monocultura através de técnicas agrícolas simples, muito minuciosas e intensivas. A técnica de produção do arroz, principal e quase único alimento, apresenta-se como a actividade agrícola em maior equilíbrio com a Natureza. Para tal contribuem a quase ausência de recurso aos produtos químicos e a utilização de dejectos humanos, estrume dos animais, algas e as próprias raízes apodrecidas para fertilização dos campos, factores que, aliados ao permanente alagamento dos campos e ausência de declives, protegem os terrenos da erosão. É um sistema muito intensivo em mão-de-obra e que exige um conjunto de técnicas agrícolas minuciosas, não existindo mecanização. Para garantir maiores produções recorre-se à técnica da repicagem, que consiste em fazer uma cultura em tabuleiros, enquanto outra se encontra no solo em fase de desenvolvimento. Depois da primeira colheita, transplantam-se as dos tabuleiros para os campos, assegurando assim mais do que uma colheita por ano.”
  • 27.
    OS IMPACTOS ECONÓMICOSE SOCIAIS DA ACTIVIDADE AGRÍCOLA Nos PD a mecanização permite uma elevada produtividade e rendimento, originando excedentes. A agricultura moderna dispensa o trabalho manual, provocando desemprego . Nos países em desenvolvimento a agricultura tradicional com baixo rendimento e produtividade não permite a subsistência dos agricultores e família e por isso abandonam os campos para viverem na cidade . Esta situação pode contribuir para o aumento da desertificação.
  • 28.
    OS IMPACTOS AMBIENTAISDA ACTIVIDADE AGRÍCOLA Os produtos químicos poluem os solos, as águas superficiais e subterrâneas. A mecanização excessiva e a monocultura intensiva provocam o esgotamento dos solos, tornando-os menos produtivos. Nos países em desenvolvimento a desflorestação e a agricultura de queimada destroem a cobertura vegetal, ficando o solo mais exposto à erosão.