Custos e preços, um desafio para o serralheiro
Postado por Prof. Alexandre Araujo em 15-12-10

Apenas conhecimento técnico sobre produtos e serviços não basta para que o
serralheiro seja bem sucedido.

Como calcular custos e preço de venda na serralheria é um dos principais temas abordados
nas palestras técnicas promovidas pelo Canal do Serralheiro. Quem aborda o assunto é o Prof.
Alexandre Araújo. Para ele, seja pessoa física, seja jurídica, quem atua no segmento é
empreendedor, acima de tudo. E, como tal, precisa conhecer os fundamentos básicos para
formação do preço de seu produto, a fim de maximizar resultados, minimizar despesas e
escolher corretamente o rumo a ser seguido. “Só assim ele poderá agregar ao seu produto o
diferencial mercadológico do custo financeiro, calculado adequadamente”, diz.

Claro que não estamos falando de um assunto simples, mas há alguns aspectos que podem
ser aplicados de imediato. Conhecer os diferentes custos da empresa é o primeiro passo não
só para definir corretamente os preços de venda como também para priorizar investimentos ou
promover corte de despesas que geram impacto negativo nas contas. “Uma planilha atualizada
deve conter dois tipos de custos, os fixos e os variáveis. Ela deve ser consultada e analisada
sempre, pois é fator determinante para o empreendedor saber se obterá lucro com
determinado orçamento”, acrescenta o consultor. Portanto, quem é adepto do “chutômetro”
precisa rever seus conceitos urgentemente.

A melhor forma é começar entendendo o significado de tudo o que influi na hora de montar a
planilha. Custos fixos são aqueles cuja variação não é afetada pelo volume total de produção
ou de vendas da empresa. Ou seja, aqueles permanecem os mesmos independentemente de
as vendas aumentarem ou diminuírem, como aluguel, equipamentos, manutenção, seguros e
salários, entre outros. Já os custos variáveis dependem do volume de produtos e serviços
vendidos, o que normalmente muda mês a mês, como matéria-prima, embalagens, impostos e
mão-de-obra contratada esporadicamente. É importante ressaltar que para calcular cada tipo
de custo, fixo ou variável, existem fórmulas específicas, que influenciam diretamente no
resultado final.

Mas as contas não param por aí. Outro cálculo importante na definição de preços diz respeito à
comercialização. “Afinal, o custo de produção reflete apenas os investimentos feitos para
fabricar o produto. Comercializá-lo é outra história”, diz Alexandre. Nesse contexto, são
incluídos os gastos referentes a divulgação, comissões, impostos sobre a venda, previsão de
perdas e frete. Você acha pouco?

Pois bem, até agora só falamos de custos. Chegou a hora de abordar um dos fatores mais
importantes para os empresários: a margem de lucro. “E não há melhor forma de fazer isso
senão por meio de pesquisa de mercado, que aponta os preços médios praticados pelas
empresas que atuam no segmento. O empreendedor que não se basear nisso na hora de
projetar o lucro pode inviabilizar seu negócio”, explica o consultor. É importante frisar que
esses valores variam de produto para produto. Generalizar o percentual é um risco grande que
deve ser considerado na hora de estabelecer, finalmente, o preço de venda.

“Chegar a um valor que torne o empreendimento lucrativo exige conhecimento prévio, que
permite ao serralheiro estabelecer qual o volume de produção ideal e quais as vantagens ou
não de produzir determinado produto. Também permite tomar determinadas decisões, como
aceitar um pedido de compra com preço abaixo do estabelecido, uma vez que de antemão ele
já sabe se aquele valor será suficiente para cobrir as despesas. Sem boa formação de
preços alerta Alexandre, “o risco de a empresa falir é grande. E isso ninguém quer...”

Para mais informações, faça download do arquivo de suporte.

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    Custos e preços,um desafio para o serralheiro Postado por Prof. Alexandre Araujo em 15-12-10 Apenas conhecimento técnico sobre produtos e serviços não basta para que o serralheiro seja bem sucedido. Como calcular custos e preço de venda na serralheria é um dos principais temas abordados nas palestras técnicas promovidas pelo Canal do Serralheiro. Quem aborda o assunto é o Prof. Alexandre Araújo. Para ele, seja pessoa física, seja jurídica, quem atua no segmento é empreendedor, acima de tudo. E, como tal, precisa conhecer os fundamentos básicos para formação do preço de seu produto, a fim de maximizar resultados, minimizar despesas e escolher corretamente o rumo a ser seguido. “Só assim ele poderá agregar ao seu produto o diferencial mercadológico do custo financeiro, calculado adequadamente”, diz. Claro que não estamos falando de um assunto simples, mas há alguns aspectos que podem ser aplicados de imediato. Conhecer os diferentes custos da empresa é o primeiro passo não só para definir corretamente os preços de venda como também para priorizar investimentos ou promover corte de despesas que geram impacto negativo nas contas. “Uma planilha atualizada deve conter dois tipos de custos, os fixos e os variáveis. Ela deve ser consultada e analisada sempre, pois é fator determinante para o empreendedor saber se obterá lucro com determinado orçamento”, acrescenta o consultor. Portanto, quem é adepto do “chutômetro” precisa rever seus conceitos urgentemente. A melhor forma é começar entendendo o significado de tudo o que influi na hora de montar a planilha. Custos fixos são aqueles cuja variação não é afetada pelo volume total de produção ou de vendas da empresa. Ou seja, aqueles permanecem os mesmos independentemente de as vendas aumentarem ou diminuírem, como aluguel, equipamentos, manutenção, seguros e salários, entre outros. Já os custos variáveis dependem do volume de produtos e serviços vendidos, o que normalmente muda mês a mês, como matéria-prima, embalagens, impostos e mão-de-obra contratada esporadicamente. É importante ressaltar que para calcular cada tipo de custo, fixo ou variável, existem fórmulas específicas, que influenciam diretamente no resultado final. Mas as contas não param por aí. Outro cálculo importante na definição de preços diz respeito à comercialização. “Afinal, o custo de produção reflete apenas os investimentos feitos para fabricar o produto. Comercializá-lo é outra história”, diz Alexandre. Nesse contexto, são incluídos os gastos referentes a divulgação, comissões, impostos sobre a venda, previsão de perdas e frete. Você acha pouco? Pois bem, até agora só falamos de custos. Chegou a hora de abordar um dos fatores mais importantes para os empresários: a margem de lucro. “E não há melhor forma de fazer isso senão por meio de pesquisa de mercado, que aponta os preços médios praticados pelas empresas que atuam no segmento. O empreendedor que não se basear nisso na hora de projetar o lucro pode inviabilizar seu negócio”, explica o consultor. É importante frisar que esses valores variam de produto para produto. Generalizar o percentual é um risco grande que deve ser considerado na hora de estabelecer, finalmente, o preço de venda. “Chegar a um valor que torne o empreendimento lucrativo exige conhecimento prévio, que permite ao serralheiro estabelecer qual o volume de produção ideal e quais as vantagens ou não de produzir determinado produto. Também permite tomar determinadas decisões, como aceitar um pedido de compra com preço abaixo do estabelecido, uma vez que de antemão ele já sabe se aquele valor será suficiente para cobrir as despesas. Sem boa formação de preços alerta Alexandre, “o risco de a empresa falir é grande. E isso ninguém quer...” Para mais informações, faça download do arquivo de suporte.