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PORTUGAL NO SÉCULO XIII
Finalizadas as lutas contra Castela e contra
os Mouros, Portugal vivia momentos de paz.
PORTUGAL NO SÉCULO XIII
O TERRITÓRIO DE PORTUGAL
Portugal em finais do século XIII
No século XIII, o
território português
era muito semelhante
ao que é hoje.
OS RIOS
No século XIII, os rios eram um dos principais
meios de comunicação e transporte de pessoas e
mercadorias.
Abasteciam de água a população e os campos.
Eram uma fonte de energia e de recurso
alimentar.
Os Recursos Naturais
Para aproveitar os recursos naturais, o Homem
teve de desenvolver diferentes actividades
económicas.
AS ACTIVIDADES ECONÓMICAS
Actividade económica
actividade a que as pessoas se dedicam
para obter riquezas.
A principal actividade da
população portuguesa no século
XIII era a agricultura.
Mas, também se dedicavam a
outras actividades:
AS ACTIVIDADES ECONÓMICAS
A – EXPLORAÇÃO FLORESTAL
No século XIII, Portugal tinha muitas áreas de
florestas e matagais:
os terrenos bravios ou baldios
Serviam para a criação de gado e pastorícia .
A exploração destes terrenos
baldios ainda permitia obter:
madeira, lenha, cortiça, mel, cera, caça
EXPLORAÇÃO FLORESTAL
PASTORÍCIA E CRIAÇÃO DE GADO
bois, porcos, cavalos
PASTORÍCIA CRIAÇÃO DE GADO
ovelhas, cabras, vacas
AGRICULTURA
Principal actividade da população e
praticava-se nos terrenos aráveis
Os que podiam ser cultivados
Produziam-se
Cereais - (cevada, centeio, trigo,
aveia, e milho-miúdo)
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Azeite
Legumes e frutos
Linho
AGRICULTURA
VÁRIAS TAREFAS AGRÍCOLAS
PESCA
Portugal tinha (e tem) uma
extensa linha de costa, o que fez
desenvolver esta actividade e
fazer crescer povoações
costeiras.
A pesca era feita no mar e nos
rios – peixe, mariscos e moluscos.
EXTRACÇÃO DE SAL
SALICULTURA
extracção de sal
• Os camponeses, os pastores e os pescadores
eram também artesãos, na medida em que
fabricavam os objectos, o calçado e o
vestuário que necessitavam no seu
quotidiano.
• O trabalho era manual, utilizando-se
ferramentas muito simples.
ACTIVIDADE ARTESANAL
F- ACTIVIDADE ARTESANAL
Trocas comerciais entre zonas rurais,
entre o campo e a cidade, entre o
litoral e o interior do país.
O COMÉRCIO
COMÉRCIO INTERNO
Trocas comerciais dentro do país.
Os reis, com o objectivo de desenvolver o
comércio interno, criaram feiras e mercados.
FEIRAS FRANCAS
Os reis, para desenvolverem o comércio
interno, criaram as feiras francas.
Os vendedores e compradores não pagavam
impostos sobre os produtos que vendiam.
MERCADO NO SÉCULO XIII
OS ALMOCREVES
Estes homens transportavam, compravam e
vendiam mercadorias;
Percorriam o país, levando também as
encomendas, as cartas e as notícias.
OS ALMOCREVES
Trocas comerciais realizadas com outros países.
Os reis também tiveram a preocupação de
desenvolver o comércio externo.
- fazia-se, principalmente, por mar -
COMÉRCIO EXTERNO
COMÉRCIO EXTERNO
As principais rotas de comércio externo
COMÉRCIO EXTERNO
EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES
produtos vendidos produtos comprados
ao estrangeiro
vinho cereais
sal armas
azeite tecidos
frutos secos metais
cortiça açúcar
mel especiarias
peles tintas
A SOCIEDADE PORTUGUESA NO SÉCULO XIII
No século XIII, a sociedade portuguesa era
constituída por três grupos sociais:
CLERO NOBREZA POVO
Cada um dos grupos sociais tinha uma
importância social diferente e exercia
funções diferentes.
A nobreza e o clero eram grupos sociais
privilegiados.
O povo era um grupo não privilegiado.
Todos os grupos deviam obediência ao rei.
A SOCIEDADE PORTUGUESA NO SÉCULO XIII
TODOS OS GRUPOS SOCIAIS
GRUPOS
PRIVILEGIADOS
GRUPOSNÃO
PRIVILEGIADOS
Rei
CleroNobreza
Povo
PIRÂMIDE SOCIAL
FUNÇÕES DOS GRUPOS SOCIAIS
CLERO
Grupo social constituído por homens
e mulheres da Igreja que se
dedicavam aos serviços religiosos.
GRUPO SOCIAL PRIVILEGIADO
 Rezavam
 Ensinavam
 Copiavam e ilustravam livros antigos
(os monges copistas)
 Prestavam auxílio aos pobres e peregrinos
 Tratavam dos doentes
 Faziam remédios
 Trabalhavam nos campos dos mosteiros
CLERO
CLERO
MONGES COPISTAS
Os livros eram escritos à mão – manuscritos -.
Os monges copiavam os livros antigos, na
biblioteca do mosteiro.
Era um trabalho muito demorado.
Também decoravam os livros com desenhos:
ILUMINURAS
OS MOSTEIROS
AS DEPENDÊNCIAS DOS
MOSTEIROS
Na enfermaria tratavam-se
os doentes.
A Igreja era a parte
principal do mosteiro.
Aqui copiavam
livros antigos e
faziam iluminuras.
Na albergaria dormiam os
peregrinos em viagem.
GRUPO SOCIAL PRIVILEGIADO
 Eram donos das terras.
 Recebiam impostos do povo.
 Não pagavam impostos ao rei.
 Defendiam e administravam o reino.
 Aplicavam a justiça às populações nas
suas terras.
NOBREZA
SENHORIOSSENHORIOS
Os reis deram grandes porções de terra aos cavaleiros nobres, como
recompensa pela ajuda nas lutas contra os Muçulmanos.
Senhorios ou terras senhoriais eram as propriedades dos senhores da nobreza.
CONSTITUIÇÃO DE UM SENHORIO
Casa do senhor
nobre
Onde se moíam
os cereais
Os camponeses
cultivavam as
terras do senhor
nobre
Casas dos
camponeses
Onde se
cozia o pão
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
Em tempo de guerra, o
senhor nobre combatia.
Defendia o território.
Era no castelo ou
casa senhorial
que viviam os
nobres e a sua
corte.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
Em tempo de paz
faziam justas e
torneios.
Um senhorio:
propriedade dos
senhores da
nobreza. Em tempo de paz,
também
administravam o
senhorio e se
preparavam para a
guerra com os
torneios.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
A caça fazia-se nos
campos e florestas
do senhor nobre:
caçavam veados,
javalis, ursos, lobos
e raposas.
Também se
dedicavam à
falcoaria, uma
actividade favorita
do senhor; dada a
ordem, o falcão
atacava a caça.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
O senhor nobre podia aplicar justiça nas suas terras, sempre que necessário.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
Um cobrador de impostos.
Nos seus
senhorios, o
senhor nobre tinha
o direito de mandar
cobrar impostos ao
povo.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
Nos salões dos
castelos eram
organizados
grandes
banquetes,
acompanhados
por bobos,
trovadores e
jograis que
tocavam,
cantavam e
entretinham os
convidados.
A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
Bobos, trovadores e jograis a animar o senhor nobre.
A VIDA QUOTIDIANA DOS
CAMPONESES
As casas dos camponeses só tinham uma divisão, chão em terra batida,
tecto de colmo. Partilhavam-na com os animais, com quem dormiam, por
vezes, para se protegerem do frio.
A VIDA QUOTIDIANA DOS
CAMPONESES
Trabalhavam de sol a sol, não tinham dias de descanso.
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Também iam às feiras, faziam bailes e festas relacionadas com as
colheitas e as matanças de porco.
A VIDA QUOTIDIANA DOS
CAMPONESES
Trabalhavam
desde o
nascer do sol
ao anoitecer.
Tinham uma
vida dura e
difícil.
Trabalhavam
como servos
nas terras da
nobreza e do
clero.
A ALIMENTAÇÃO
DA NOBREZA
• Muita variedade de carne e
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• Caça (perdizes, coelhos,
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• Pão
• Vinho
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• Doces
DOS CAMPONESES
• Pão escuro
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Ovos, carne ou queijo, só em
dias de festa
Não se usavam pratos nem garfos. Colocavam os alimentos por cima de
grossas fatias de pão. Usavam facas, que limpavam às toalhas.
OS CONCELHOS
OS CONCELHOS
No século XIII, não existiam
só senhorios.
Também havia concelhos,
criados pelos reis ou pelos
senhores nobres, devido à
necessidade de chamar as
populações para aquela terra
e aí se fixarem.
Através da Carta de Foral, foram
criados ao concelhos.
Na Carta de Foral estabeleciam-se os direitos e os deveres dos
seus moradores para com o rei ou senhor daquele concelho.
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tinham mais regalias e liberdade do que os de um
senhorio, já que eram donos de algumas terras.
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nobre e só pagavam o que estava definido na carta
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OS CONCELHOS
• Fazia-se a eleição de uma assembleia de
homens-bons:
• eram proprietários de terras e de negócios;
• criavam leis;
• podiam aplicar a justiça (juízes);
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OS CONCELHOS
• Com o desenvolvimento do comércio,
estabeleceram-se contactos com outros
povos.
• Esses contactos levaram ao crescimento das
cidades, principalmente junto à costa.
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OS CONCELHOS
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CONSTRUÇÃO E CRESCIMENTO DE CIDADES
Grupo social com origem no povo, tendo
enriquecido com o comércio, o que lhes
permitiu os estudos dos filhos, em Portugal
e no estrangeiro.
A VIDA NA CORTEA VIDA NA CORTE
Lugar onde o
rei ou o
senhor nobre
habitavam,
com o grupo
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que residia
junto dele.
Reunião das Cortes.
CORTE
Só no reinado de Afonso III, os
representantes do povo puderam
participar nas Cortes : as Cortes de Leiria.
O Rei era a autoridade máxima da nação. Só ele tinha
o poder de tomar decisões:
Declarar a guerra ou a paz
Fazer as leis
Aplicar a pena máxima da justiça – pena de morte
ou o corte de membros-
Dar títulos, terras e rendas
Mandar cunhar moedas
Comandar os exércitos
AS FUNÇÕES DO REI
A CORTE DE D. DINIS
1279-1325
Ficou conhecido como “O Lavrador”, mas foi um rei poeta. Foi
um grande apreciador da cultura e desenvolveu muito o país.
Contribuição de D. Dinis para o
desenvolvimento cultural do reino
Criou a 1ª universidade portuguesa ( ou Estudos Gerais )
em Lisboa, em 1290;
 O português passou a ser a língua oficial do Reino,
substituindo o latim;
Contribuição de D. Dinis para o
desenvolvimento económico do reino
Mandou plantar o pinhal de Leiria;
Desenvolveu a agricultura, a pesca e o comércio;
Criou muitos concelhos dando cartas de foral.
As noites eram passadas em grandes banquetes,
festas e saraus onde se cantava e dançava.
A vida na corte era muito animada por jograis,
trovadores, acrobatas e malabaristas.
A CORTE DE D. DINIS
Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
Ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
Ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi à jurado!
Ai Deus, e u é?
Vós me preguntades polo vosso amigo,
e eu ben vos digo que é sano e vivo:
Ai Deus, e u é
Vós me preguntades polo vosso amado,
e eu ben vos digo que é vivo e sano:
Ai Deus, e u é?
E eu bem vos digo que é sano e vivo
e seerá vosco ante o prazo saido:
Ai Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é vivo e sano
e seerá vosco ante o prazo passado:
Ai Deus, e u é?
El-Rei D. Denis, Cancioneiro da Vaticana, 101 e Cancioneiro da Biblioteca Nacional, 568.
D. Dinis – Poeta e trovador
MÚSICA MEDIEVAL
Musique Médiévale - Danse Royale
(Manuscrit du roi)
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PORTUGAL NO SÉCULO XIII

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Portugal no século xiii ambiente natural e os grupos sociais - muito completo

  • 1. PORTUGAL NO SÉCULO XIII Finalizadas as lutas contra Castela e contra os Mouros, Portugal vivia momentos de paz.
  • 3. O TERRITÓRIO DE PORTUGAL Portugal em finais do século XIII No século XIII, o território português era muito semelhante ao que é hoje.
  • 4. OS RIOS No século XIII, os rios eram um dos principais meios de comunicação e transporte de pessoas e mercadorias. Abasteciam de água a população e os campos. Eram uma fonte de energia e de recurso alimentar.
  • 5. Os Recursos Naturais Para aproveitar os recursos naturais, o Homem teve de desenvolver diferentes actividades económicas.
  • 6. AS ACTIVIDADES ECONÓMICAS Actividade económica actividade a que as pessoas se dedicam para obter riquezas.
  • 7. A principal actividade da população portuguesa no século XIII era a agricultura. Mas, também se dedicavam a outras actividades: AS ACTIVIDADES ECONÓMICAS
  • 8.
  • 9.
  • 10. A – EXPLORAÇÃO FLORESTAL No século XIII, Portugal tinha muitas áreas de florestas e matagais: os terrenos bravios ou baldios Serviam para a criação de gado e pastorícia .
  • 11. A exploração destes terrenos baldios ainda permitia obter: madeira, lenha, cortiça, mel, cera, caça EXPLORAÇÃO FLORESTAL
  • 12. PASTORÍCIA E CRIAÇÃO DE GADO bois, porcos, cavalos PASTORÍCIA CRIAÇÃO DE GADO ovelhas, cabras, vacas
  • 13. AGRICULTURA Principal actividade da população e praticava-se nos terrenos aráveis Os que podiam ser cultivados
  • 14. Produziam-se Cereais - (cevada, centeio, trigo, aveia, e milho-miúdo) Vinho Azeite Legumes e frutos Linho AGRICULTURA
  • 16. PESCA Portugal tinha (e tem) uma extensa linha de costa, o que fez desenvolver esta actividade e fazer crescer povoações costeiras. A pesca era feita no mar e nos rios – peixe, mariscos e moluscos.
  • 18. • Os camponeses, os pastores e os pescadores eram também artesãos, na medida em que fabricavam os objectos, o calçado e o vestuário que necessitavam no seu quotidiano. • O trabalho era manual, utilizando-se ferramentas muito simples. ACTIVIDADE ARTESANAL
  • 20. Trocas comerciais entre zonas rurais, entre o campo e a cidade, entre o litoral e o interior do país. O COMÉRCIO
  • 21. COMÉRCIO INTERNO Trocas comerciais dentro do país. Os reis, com o objectivo de desenvolver o comércio interno, criaram feiras e mercados.
  • 22. FEIRAS FRANCAS Os reis, para desenvolverem o comércio interno, criaram as feiras francas. Os vendedores e compradores não pagavam impostos sobre os produtos que vendiam.
  • 25. Estes homens transportavam, compravam e vendiam mercadorias; Percorriam o país, levando também as encomendas, as cartas e as notícias. OS ALMOCREVES
  • 26. Trocas comerciais realizadas com outros países. Os reis também tiveram a preocupação de desenvolver o comércio externo. - fazia-se, principalmente, por mar - COMÉRCIO EXTERNO
  • 27. COMÉRCIO EXTERNO As principais rotas de comércio externo
  • 28. COMÉRCIO EXTERNO EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES produtos vendidos produtos comprados ao estrangeiro vinho cereais sal armas azeite tecidos frutos secos metais cortiça açúcar mel especiarias peles tintas
  • 29. A SOCIEDADE PORTUGUESA NO SÉCULO XIII No século XIII, a sociedade portuguesa era constituída por três grupos sociais: CLERO NOBREZA POVO Cada um dos grupos sociais tinha uma importância social diferente e exercia funções diferentes.
  • 30. A nobreza e o clero eram grupos sociais privilegiados. O povo era um grupo não privilegiado. Todos os grupos deviam obediência ao rei. A SOCIEDADE PORTUGUESA NO SÉCULO XIII
  • 31. TODOS OS GRUPOS SOCIAIS GRUPOS PRIVILEGIADOS GRUPOSNÃO PRIVILEGIADOS
  • 33. FUNÇÕES DOS GRUPOS SOCIAIS CLERO Grupo social constituído por homens e mulheres da Igreja que se dedicavam aos serviços religiosos.
  • 34. GRUPO SOCIAL PRIVILEGIADO  Rezavam  Ensinavam  Copiavam e ilustravam livros antigos (os monges copistas)  Prestavam auxílio aos pobres e peregrinos  Tratavam dos doentes  Faziam remédios  Trabalhavam nos campos dos mosteiros CLERO
  • 35. CLERO
  • 36. MONGES COPISTAS Os livros eram escritos à mão – manuscritos -. Os monges copiavam os livros antigos, na biblioteca do mosteiro. Era um trabalho muito demorado. Também decoravam os livros com desenhos: ILUMINURAS
  • 38. AS DEPENDÊNCIAS DOS MOSTEIROS Na enfermaria tratavam-se os doentes. A Igreja era a parte principal do mosteiro. Aqui copiavam livros antigos e faziam iluminuras. Na albergaria dormiam os peregrinos em viagem.
  • 39. GRUPO SOCIAL PRIVILEGIADO  Eram donos das terras.  Recebiam impostos do povo.  Não pagavam impostos ao rei.  Defendiam e administravam o reino.  Aplicavam a justiça às populações nas suas terras. NOBREZA
  • 40. SENHORIOSSENHORIOS Os reis deram grandes porções de terra aos cavaleiros nobres, como recompensa pela ajuda nas lutas contra os Muçulmanos. Senhorios ou terras senhoriais eram as propriedades dos senhores da nobreza.
  • 41. CONSTITUIÇÃO DE UM SENHORIO Casa do senhor nobre Onde se moíam os cereais Os camponeses cultivavam as terras do senhor nobre Casas dos camponeses Onde se cozia o pão
  • 42. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA
  • 43. Em tempo de guerra, o senhor nobre combatia. Defendia o território. Era no castelo ou casa senhorial que viviam os nobres e a sua corte.
  • 44. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA Em tempo de paz faziam justas e torneios. Um senhorio: propriedade dos senhores da nobreza. Em tempo de paz, também administravam o senhorio e se preparavam para a guerra com os torneios.
  • 45. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA A caça fazia-se nos campos e florestas do senhor nobre: caçavam veados, javalis, ursos, lobos e raposas. Também se dedicavam à falcoaria, uma actividade favorita do senhor; dada a ordem, o falcão atacava a caça.
  • 46. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA O senhor nobre podia aplicar justiça nas suas terras, sempre que necessário.
  • 47. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA Um cobrador de impostos. Nos seus senhorios, o senhor nobre tinha o direito de mandar cobrar impostos ao povo.
  • 48. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA Nos salões dos castelos eram organizados grandes banquetes, acompanhados por bobos, trovadores e jograis que tocavam, cantavam e entretinham os convidados.
  • 49. A VIDA QUOTIDIANA DA NOBREZA Bobos, trovadores e jograis a animar o senhor nobre.
  • 50. A VIDA QUOTIDIANA DOS CAMPONESES As casas dos camponeses só tinham uma divisão, chão em terra batida, tecto de colmo. Partilhavam-na com os animais, com quem dormiam, por vezes, para se protegerem do frio.
  • 51. A VIDA QUOTIDIANA DOS CAMPONESES Trabalhavam de sol a sol, não tinham dias de descanso. As distracções eram as missas, as romarias e as procissões. Também iam às feiras, faziam bailes e festas relacionadas com as colheitas e as matanças de porco.
  • 52. A VIDA QUOTIDIANA DOS CAMPONESES Trabalhavam desde o nascer do sol ao anoitecer. Tinham uma vida dura e difícil. Trabalhavam como servos nas terras da nobreza e do clero.
  • 53. A ALIMENTAÇÃO DA NOBREZA • Muita variedade de carne e peixe • Caça (perdizes, coelhos, javalis, veados…) • Pão • Vinho • Queijos • Frutas • Doces DOS CAMPONESES • Pão escuro • Papas de aveia • Toucinho • Couves • Castanhas • Cebolas Ovos, carne ou queijo, só em dias de festa Não se usavam pratos nem garfos. Colocavam os alimentos por cima de grossas fatias de pão. Usavam facas, que limpavam às toalhas.
  • 55. OS CONCELHOS No século XIII, não existiam só senhorios. Também havia concelhos, criados pelos reis ou pelos senhores nobres, devido à necessidade de chamar as populações para aquela terra e aí se fixarem. Através da Carta de Foral, foram criados ao concelhos. Na Carta de Foral estabeleciam-se os direitos e os deveres dos seus moradores para com o rei ou senhor daquele concelho.
  • 56.  Os moradores dos concelhos chamam-se vizinhos, tinham mais regalias e liberdade do que os de um senhorio, já que eram donos de algumas terras.  Eram homens livres, não dependiam de um senhor nobre e só pagavam o que estava definido na carta de foral. OS CONCELHOS
  • 57. • Fazia-se a eleição de uma assembleia de homens-bons: • eram proprietários de terras e de negócios; • criavam leis; • podiam aplicar a justiça (juízes); • recolhiam os impostos (mordomos). O pelourinho era símbolo dos concelhos. OS CONCELHOS
  • 58. • Com o desenvolvimento do comércio, estabeleceram-se contactos com outros povos. • Esses contactos levaram ao crescimento das cidades, principalmente junto à costa. • Com o crescer do comércio externo, surgiu um novo grupo social: OS CONCELHOS
  • 59. A BURGUESIA CONSTRUÇÃO E CRESCIMENTO DE CIDADES Grupo social com origem no povo, tendo enriquecido com o comércio, o que lhes permitiu os estudos dos filhos, em Portugal e no estrangeiro.
  • 60. A VIDA NA CORTEA VIDA NA CORTE Lugar onde o rei ou o senhor nobre habitavam, com o grupo de pessoas que residia junto dele. Reunião das Cortes. CORTE Só no reinado de Afonso III, os representantes do povo puderam participar nas Cortes : as Cortes de Leiria.
  • 61. O Rei era a autoridade máxima da nação. Só ele tinha o poder de tomar decisões: Declarar a guerra ou a paz Fazer as leis Aplicar a pena máxima da justiça – pena de morte ou o corte de membros- Dar títulos, terras e rendas Mandar cunhar moedas Comandar os exércitos AS FUNÇÕES DO REI
  • 62. A CORTE DE D. DINIS 1279-1325 Ficou conhecido como “O Lavrador”, mas foi um rei poeta. Foi um grande apreciador da cultura e desenvolveu muito o país. Contribuição de D. Dinis para o desenvolvimento cultural do reino Criou a 1ª universidade portuguesa ( ou Estudos Gerais ) em Lisboa, em 1290;  O português passou a ser a língua oficial do Reino, substituindo o latim; Contribuição de D. Dinis para o desenvolvimento económico do reino Mandou plantar o pinhal de Leiria; Desenvolveu a agricultura, a pesca e o comércio; Criou muitos concelhos dando cartas de foral.
  • 63. As noites eram passadas em grandes banquetes, festas e saraus onde se cantava e dançava. A vida na corte era muito animada por jograis, trovadores, acrobatas e malabaristas. A CORTE DE D. DINIS
  • 64. Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! Ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que pôs comigo! Ai Deus, e u é? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi à jurado! Ai Deus, e u é? Vós me preguntades polo vosso amigo, e eu ben vos digo que é sano e vivo: Ai Deus, e u é Vós me preguntades polo vosso amado, e eu ben vos digo que é vivo e sano: Ai Deus, e u é? E eu bem vos digo que é sano e vivo e seerá vosco ante o prazo saido: Ai Deus, e u é? E eu ben vos digo que é vivo e sano e seerá vosco ante o prazo passado: Ai Deus, e u é? El-Rei D. Denis, Cancioneiro da Vaticana, 101 e Cancioneiro da Biblioteca Nacional, 568. D. Dinis – Poeta e trovador
  • 65. MÚSICA MEDIEVAL Musique Médiévale - Danse Royale (Manuscrit du roi)
  • 66. POWERPOINT ELABORADO POR: Prof. Ana Pereira Imagens: www.Google.pt PORTUGAL NO SÉCULO XIII