Método Clínico Centrado na Pessoa




  Qual foi o Perfil de
    Mortalidade da
População Brasileira em
        2010?
Método Clínico Centrado na Pessoa




  Qual foi o Perfil de
   Mortalidade da
População do Piauí em
        2010?
Método Clínico Centrado na Pessoa




             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa




             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa




             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa


        Atenção Primária à Saúde - APS       NÃO É

assistência simplificada para os pobres, uma espécie de
atenção primitiva, para tratar de doenças (supostamente)
simples, com utilização de poucos recursos e improvisação
de pessoal.




                         Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                            Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa


A Atenção Primária à Saúde (APS) é o nível do sistema que
deve ser   responsável pelo desenvolvimento de ações de
promoção, proteção, assistência e recuperação de saúde
para    todos    os    indivíduos,         de        qualquer           faixa
etária, considerando o contexto familiar e a comunidade no
qual estão inseridos. Para tanto, deve apresentar alto grau
de resolutividade para os problemas de saúde mais
prevalentes, apresentados em nível extra-hospitalar.

                          Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                             Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa


             Atenção Primária à Saúde - APS



A diversidade de situações e os problemas de saúde
apresentados pelas pessoas e suas famílias no nível da APS
são bastante complexos e exigem tecnologia específica, para
que sejam abordados de forma resolutiva.




                          Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                             Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa




A relação Médico – Paciente é fundamental na atuação
do Médico na Estratégia de Saúde da Família




                      Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                         Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa


O método clínico baseado em modelo biomédico – surgido
no início do século 19 e que alcançou hegemonia durante o
século 20 – trouxe grandes avanços para a ciência médica e
conferiu grande poder ao médico, mas tornou o diagnóstico
da doença preponderante sobre o doente.


Acontece que nem todas as pessoas adoecem da mesma
forma ou se enquadram numa doença bem definida.


                        Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                           Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa




“o tratamento de uma doença pode ser totalmente
impessoal, o cuidado do paciente precisa ser totalmente
pessoal“.


Peabody FW. The care of the patient. JAMA 1927; 88 (2):877-882.




                             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa




A discordância entre médico e paciente na visão da
doença e do processo de adoecer e nos objetivos a atingir
com o tratamento repercute negativamente nos resultados
obtidos.


Kleinman A, Eisenberg J, Good B. Culture, ilness and care: clinical lessons
from antropologic and cross-cultural research. Ann Inter Med 1978; 88 (2):
251-258.
                                Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                   Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
Método Clínico Centrado na Pessoa

1 – exploração e interpretação, pelo
médico, da doença e da experiência de
adoecer do paciente, tendo a experiência
de adoecer quatro dimensões: o
sentimento de estar doente; a idéia a
respeito do que está errado; o impacto do
problema na vida diária; e as expectativas
sobre o que deveria ser feito;
Método Clínico Centrado na Pessoa

1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de
adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o
sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto
do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito;




                                 Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                    Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
Método Clínico Centrado na Pessoa

    2 – entendimento global da pessoa;




                Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                   Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
Método Clínico Centrado na Pessoa


3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;


                       O terreno comum

Definindo metas e prioridades
– expectativas de ambos
– prós e contras dos planos propostos
– estimular a participação do paciente

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                                              Marília Ione Futino
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3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;




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                                           Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa


3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;




 – Um nome para o problema
 – Quais as hipóteses do paciente?
 – Evitar linguagem inacessível ao paciente




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                                              Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
Método Clínico Centrado na Pessoa


 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;


 Desenvolver junto com o paciente um plano prático de
prevenção e promoção para toda a vida.
 Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e
rastrear aqueles ainda não identificados.
 Registrar e arquivar adequadamente.
 Estimular a auto-estima e confiança do paciente no
cuidado consigo.
                            Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                               Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa
Desenvolver junto com o paciente um plano prático de
prevenção e promoção para toda a vida.




                             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa

Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles
ainda não identificados.




                              Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                 Marília Ione Futino
Método Clínico Centrado na Pessoa

Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles
ainda não identificados.
Método Clínico Centrado na Pessoa
Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear
aqueles ainda não identificados.
Método Clínico Centrado na Pessoa


4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;




   Registrar e arquivar adequadamente.
   Estimular a auto-estima e confiança do paciente no
  cuidado consigo.
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
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  5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;


                              Ruídos

Os ruídos são elementos físicos externos aos participantes
da   comunicação,       por    exemplo,     sala    de    recepção
inadequada à Unidade de Saúde, uma enorme quantidade
de       pessoas,          arquitetura          e        decoração
inapropriadas, interrupções à consulta (como chamadas
telefônicas)
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    5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;


                            Interferências

As interferências são internas aos comunicadores, dividindo-se
em três classes:
                   as interferências cognitivas,
                 as interferências emocionais e
                 as interferências socioculturais.

                                Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                                   Marília Ione Futino
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  5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;

                           Interferências

As interferências cognitivas dizem respeito à incapacidade do paciente
de se expressar de maneira compreensível, devido, por exemplo, a fortes
crenças mágicas sobre o papel do médico, ou convicções sobre aspectos
de cuidar ou curar. Por parte dos profissionais de saúde, também há
crenças baseadas nos princípios tradicionais, mecanicistas e cartesianos
da ciência, além do aspecto supostamente neutro e distanciado da figura
do médico. Este também tende a ignorar aspectos psicossociais de seus
pacientes, o que também atrapalha a comunicação.
Método Clínico Centrado na Pessoa


     5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;

                             Interferências

As interferências emocionais se apresentam quando os pacientes
possuem algum transtorno psiquiátrico (depressão, ansiedade etc.), ou
emoções extremas (ressentimento, agressividade). Ou ainda, nos casos
em      que     o    entrevistador    é    disfuncional   e    demonstra
desresponsabilização, desinteresse, ou mesmo uma excessiva projeção
sobre o paciente (por exemplo, pressupor que adolescentes grávidas são
irresponsáveis e imorais, generalizar e tratar todas com sermões
moralistas, sem nem sequer escutar as histórias de vida delas).
Método Clínico Centrado na Pessoa


   5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;


                            Interferências

As interferências socioculturais são exacerbadas quando há notável
diferença sociocultural entre o paciente e o profissional. Isso incide nas
crenças de custo-benefício sobre a comunicação pretendida: “Para que
me dar ao trabalho se ele não vai me entender, pois vive em outro
mundo?”. Devido às diferenças, o princípio da reciprocidade – ou seja, da
capacidade que um tem de influenciar o outro –, é colocado em xeque.
Método Clínico Centrado na Pessoa


5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;

                        Interferências
Método Clínico Centrado na Pessoa
Stewart et al, 1995
Princípios
1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da
experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer
quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito
do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as
expectativas sobre o que deveria ser feito;
2 – entendimento global da pessoa;
3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a
respeito do problema ou dos problemas e sua condução;
4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;
5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente;
6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
Método Clínico Centrado na Pessoa


   6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.



 Não tente fazer tudo para todos os pacientes em todas
as visitas.
 Entender os limites da medicina e estabelecer objetivos
e prioridades razoáveis.
 Gerenciar os recursos para o paciente pesando as
necessidades dele e as da comunidade.
Método Clínico Centrado na Pessoa




             Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2
                                Marília Ione Futino

3 mccp

  • 1.
    Método Clínico Centradona Pessoa Qual foi o Perfil de Mortalidade da População Brasileira em 2010?
  • 2.
    Método Clínico Centradona Pessoa Qual foi o Perfil de Mortalidade da População do Piauí em 2010?
  • 3.
    Método Clínico Centradona Pessoa Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 4.
    Método Clínico Centradona Pessoa Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 5.
    Método Clínico Centradona Pessoa Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 6.
    Método Clínico Centradona Pessoa Atenção Primária à Saúde - APS NÃO É assistência simplificada para os pobres, uma espécie de atenção primitiva, para tratar de doenças (supostamente) simples, com utilização de poucos recursos e improvisação de pessoal. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 7.
    Método Clínico Centradona Pessoa A Atenção Primária à Saúde (APS) é o nível do sistema que deve ser responsável pelo desenvolvimento de ações de promoção, proteção, assistência e recuperação de saúde para todos os indivíduos, de qualquer faixa etária, considerando o contexto familiar e a comunidade no qual estão inseridos. Para tanto, deve apresentar alto grau de resolutividade para os problemas de saúde mais prevalentes, apresentados em nível extra-hospitalar. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 8.
    Método Clínico Centradona Pessoa Atenção Primária à Saúde - APS A diversidade de situações e os problemas de saúde apresentados pelas pessoas e suas famílias no nível da APS são bastante complexos e exigem tecnologia específica, para que sejam abordados de forma resolutiva. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 9.
    Método Clínico Centradona Pessoa A relação Médico – Paciente é fundamental na atuação do Médico na Estratégia de Saúde da Família Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 10.
    Método Clínico Centradona Pessoa O método clínico baseado em modelo biomédico – surgido no início do século 19 e que alcançou hegemonia durante o século 20 – trouxe grandes avanços para a ciência médica e conferiu grande poder ao médico, mas tornou o diagnóstico da doença preponderante sobre o doente. Acontece que nem todas as pessoas adoecem da mesma forma ou se enquadram numa doença bem definida. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 11.
    Método Clínico Centradona Pessoa “o tratamento de uma doença pode ser totalmente impessoal, o cuidado do paciente precisa ser totalmente pessoal“. Peabody FW. The care of the patient. JAMA 1927; 88 (2):877-882. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 12.
    Método Clínico Centradona Pessoa A discordância entre médico e paciente na visão da doença e do processo de adoecer e nos objetivos a atingir com o tratamento repercute negativamente nos resultados obtidos. Kleinman A, Eisenberg J, Good B. Culture, ilness and care: clinical lessons from antropologic and cross-cultural research. Ann Inter Med 1978; 88 (2): 251-258. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 13.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 14.
    Método Clínico Centradona Pessoa 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito;
  • 15.
    Método Clínico Centradona Pessoa 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 16.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 17.
    Método Clínico Centradona Pessoa 2 – entendimento global da pessoa; Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 18.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 19.
    Método Clínico Centradona Pessoa 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; O terreno comum Definindo metas e prioridades – expectativas de ambos – prós e contras dos planos propostos – estimular a participação do paciente Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 20.
    Método Clínico Centradona Pessoa 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 21.
    Método Clínico Centradona Pessoa 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; – Um nome para o problema – Quais as hipóteses do paciente? – Evitar linguagem inacessível ao paciente Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 22.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 23.
    Método Clínico Centradona Pessoa 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;  Desenvolver junto com o paciente um plano prático de prevenção e promoção para toda a vida.  Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles ainda não identificados.  Registrar e arquivar adequadamente.  Estimular a auto-estima e confiança do paciente no cuidado consigo. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 24.
    Método Clínico Centradona Pessoa Desenvolver junto com o paciente um plano prático de prevenção e promoção para toda a vida. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 25.
    Método Clínico Centradona Pessoa Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles ainda não identificados. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 26.
    Método Clínico Centradona Pessoa Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles ainda não identificados.
  • 27.
    Método Clínico Centradona Pessoa Monitorar os riscos já identificados de cada paciente e rastrear aqueles ainda não identificados.
  • 28.
    Método Clínico Centradona Pessoa 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde;  Registrar e arquivar adequadamente.  Estimular a auto-estima e confiança do paciente no cuidado consigo.
  • 29.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 30.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Ruídos Os ruídos são elementos físicos externos aos participantes da comunicação, por exemplo, sala de recepção inadequada à Unidade de Saúde, uma enorme quantidade de pessoas, arquitetura e decoração inapropriadas, interrupções à consulta (como chamadas telefônicas)
  • 31.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Interferências As interferências são internas aos comunicadores, dividindo-se em três classes: as interferências cognitivas, as interferências emocionais e as interferências socioculturais. Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino
  • 32.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Interferências As interferências cognitivas dizem respeito à incapacidade do paciente de se expressar de maneira compreensível, devido, por exemplo, a fortes crenças mágicas sobre o papel do médico, ou convicções sobre aspectos de cuidar ou curar. Por parte dos profissionais de saúde, também há crenças baseadas nos princípios tradicionais, mecanicistas e cartesianos da ciência, além do aspecto supostamente neutro e distanciado da figura do médico. Este também tende a ignorar aspectos psicossociais de seus pacientes, o que também atrapalha a comunicação.
  • 33.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Interferências As interferências emocionais se apresentam quando os pacientes possuem algum transtorno psiquiátrico (depressão, ansiedade etc.), ou emoções extremas (ressentimento, agressividade). Ou ainda, nos casos em que o entrevistador é disfuncional e demonstra desresponsabilização, desinteresse, ou mesmo uma excessiva projeção sobre o paciente (por exemplo, pressupor que adolescentes grávidas são irresponsáveis e imorais, generalizar e tratar todas com sermões moralistas, sem nem sequer escutar as histórias de vida delas).
  • 34.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Interferências As interferências socioculturais são exacerbadas quando há notável diferença sociocultural entre o paciente e o profissional. Isso incide nas crenças de custo-benefício sobre a comunicação pretendida: “Para que me dar ao trabalho se ele não vai me entender, pois vive em outro mundo?”. Devido às diferenças, o princípio da reciprocidade – ou seja, da capacidade que um tem de influenciar o outro –, é colocado em xeque.
  • 35.
    Método Clínico Centradona Pessoa 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; Interferências
  • 36.
    Método Clínico Centradona Pessoa Stewart et al, 1995 Princípios 1 – exploração e interpretação, pelo médico, da doença e da experiência de adoecer do paciente, tendo a experiência de adoecer quatro dimensões: o sentimento de estar doente; a idéia a respeito do que está errado; o impacto do problema na vida diária; e as expectativas sobre o que deveria ser feito; 2 – entendimento global da pessoa; 3 – a busca de objetivos comuns, entre o médico e o paciente, a respeito do problema ou dos problemas e sua condução; 4 – a incorporação de medidas de prevenção e promoção de saúde; 5 – a melhora ou intensificação da relação médico-paciente; 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.
  • 37.
    Método Clínico Centradona Pessoa 6 – a sua viabilidade em termos de custos e tempo.  Não tente fazer tudo para todos os pacientes em todas as visitas.  Entender os limites da medicina e estabelecer objetivos e prioridades razoáveis.  Gerenciar os recursos para o paciente pesando as necessidades dele e as da comunidade.
  • 38.
    Método Clínico Centradona Pessoa Medicina da Família e da Comunidade – Bloco III – 2012-2 Marília Ione Futino