Versão preliminar
19 de setembro de 2002

Notas de Aula de Física
13. EQUILÍBRIO ................................................................................................................. 2
CONDIÇÕES PARA O EQUILÍBRIO ........................................................................................... 2
SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 3
10 .................................................................................................................................. 3
15 .................................................................................................................................. 3
19 .................................................................................................................................. 4
25 .................................................................................................................................. 5
27 .................................................................................................................................. 6
34 .................................................................................................................................. 7
35 .................................................................................................................................. 8
39 .................................................................................................................................. 8
Prof. Romero Tavares da Silva

13. Equilíbrio
Condições para o equilíbrio
Diz-se que um corpo está em equilíbrio quando o seu momento linear e o seu momento angular são constantes, ou seja:
!
P = cons tan te

!
 L = cons tan te

Quando as constantes mencionadas acima são nulas, diz-se que o corpo está em
equilíbrio estático. Nessa situação ele não está em movimento de translação e também
não está em movimento de rotação.
As condições expostas nas equações anteriores implicam que:
!
!
 dP
= F EXT = 0

 dt
 !
 dL ! EXT
=τ
=0

 dt
ou seja, para que um corpo esteja em equilíbrio estático devemos ter as seguintes condições satisfeitas:
!
F EXT = 0


!
τ EXT = 0


Cap13

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2
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Solução de alguns problemas
Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
10 Uma esfera uniforme de peso P e raio r é mantida no lugar por uma corda presa a
uma parede, sem atrito, situada a uma distância L acima do centro da esfera, conforme a figura a seguir.
a) Encontre a tensão na corda.
Como a esfera está em repouso,
temos que:
! ! !
T +P +N =0

y
θ

!
T
!
N

ou seja:

!
T

L
!
N

T cos θ − P = 0


T sen θ − N = 0


!
P

!
P

Logo
T cos θ = P

⇒ T =

 L2 + r 2
∴ T =

L


P
cos θ


P



onde
cos θ =

L
L +r2
2

b) Encontre a força exercida pela parede sobre a esfera.
N T sen θ
=
P T cos θ

⇒

N = P tan θ

r 
∴ N =  P
L

onde
tan θ =

r
L

Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
15 Uma viga é transportada por três homens, estando um homem em uma das extremidades e os outros dois sustentando a viga por meio de uma trave transversal, colocada de modo que a carga esteja igualmente dividida entre os três homens. Em que
posição está colocada a trave transversal? (Despreze a massa dessa trave.)
Por exigência do enunciado, temos que:
F1 = F2 = F3 = F

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!
F1

!
P

Eixo
x
!
!
F2 + F3
3
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Como o corpo está em repouso a resultante de forças é nula, logo:
F1 + F2 + F3 - P = 0

!
P

!
F1

O torque resultante também é nulo. Vamos considerar o torque em relação a
uma eixo que passa ao longo da trave
transversal. Desse modo:

!
F2

x

!
F3

Eixo

L

F1 (L − x ) − P  − x  = 0
2


Da primeira equação encontramos que P = 3 F , e usando esse resultado na segunda equação:
3L 
L

L

F (L − x ) − 3F  − x  = 0 ⇒  L −
 + (3 x − x ) = 0 ∴ x =
2 
4
2



Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
19 Duas esferas idênticas, uniformes e sem atrito, cada uma de peso P , estão em repouso conforme mostra a figura à seguir.
a) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido às superfícies do recipiente.

θ = 450
F12 = F21 = F
P1 = P2 = P
!
N1

Os dois corpos estão em repouso, logo
a resultante das forças que atuam em
cada um deles é nula.

 F sen θ − P = 0


F cos θ − T = 0
2

Das equações acima encontramos que:
T1 = T2 = F cosθ
Cap13

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!
T2

!
F21

N 1 − P − F sen θ = 0

e

 T − F cos θ = 0
1


!
F12

!
T1

!
P2

!
P1

!
N1

θ
!
F21

!
T1
!
P1

!
F12
θ

!
T2
!
P2

4
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e
N1 - P - P = 0
F=

⇒

N1 = 2 P

P
=P 2
sen θ

T = F cos θ = P cot anθ

⇒ T =P

b) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido uma à
outra, se a linha que une os centros das esferas faz um ângulo de 450 com a
horizontal.
F=

P
=P 2
sen θ

Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
25 Uma placa quadrada uniforme, pesando 50,0kg e tendo 2,0m de lado, está pendurada em uma haste de 3,0m de comprimento e massa desprezível. Um cabo está
preso à extremidade da haste e a um ponto na parede situado 4,0m acima do ponto
onde a haste é fixada na parede, conforme mostra a figura a seguir.
a) Qual é a tensão no cabo?
L2 = 2,0m
L3 = 3,0m

M = 50kg
L1 = 4,0m

Vamos considerar apenas as forças
que atuam na haste horizontal.

!
T

Como a placa é uniforme as forças P1
e P2 são tais que:
P1 = P2 = P / 2 = M g / 2

θ

!
FV

!
FH

!
P2

L1

!
P1

L2

Vamos considerar o torque das forças
que atuam na haste, em relação a um
eixo perpendicular ao papel e que pasL3
se no ponto onde a haste está presa na
parede.
T senθ L3 - P2 L3 - P1 ( L3 - L2 ) = 0
T sen θ L3 =

P

[L3 + (L3 − L2 )] ⇒ T =  2L3 − L2
 2L sen θ
2
 3

Mas
sen θ =
Cap13

L1
L2 + L2
1
3

 (2L3 − L2 ) L2 + L2
1
3
⇒ T =
2L1L3



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
P




 P = 408,34N


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b) Qual é a componente vertical da força exercida pela parede sobre a haste?
Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste, em relação a um eixo
perpendicular ao papel e que passe no ponto onde o cabo suspende a haste.
P1 L2 - FV L3 = 0
FV =

P1L2 PL2
=
= 163,34N
L3
2L3

c) Qual é a componente horizontal da força exercida pela parede sobre a haste?
Como a placa está em repouso, a resultante das forças que atuam nela é zero,
Segundo um eixo horizontal, as forças que atuam são tais que:
T cos θ − FH = 0

⇒


L3
FH = T cos θ = T 
 L2 + L2
3
 1






Usando o resultado para T deduzido anteriormente, temos que:
 2L − L2
FH =  3
 2L
1



 P = 245N



Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
!
27 Na figura a seguir, qual a magnitude da força F , aplicada horizontalmente no eixo
da roda, necessária para fazer a roda ultrapassar um obstáculo de altura h ? Considere r como sendo o raio da roda e P o seu peso.
Na iminência da ultrapassagem do obstáculo, a roda perdeu o contato com o solo,
e as forças que atuam nela estão mostradas na figura ao lado. Como ainda não
existe movimento, a resultante é nula.
Logo:
F - N cosθ = 0

!
N

θ

r

r-h

h
!
P

P - N senθ = 0
P N sen θ
=
= tan θ
F N cos θ

!
F

⇒

F=

P
tan θ

Mas
tan θ =

Cap13

r −h
r 2 − (r − h )

2

=

r −h
2rh − h 2

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⇒

 2rh − h 2
F=
 r −h



P



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Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
34 Uma barra não uniforme de peso P está suspensa em repouso, na horizontal, por
duas cordas sem massa, como mostra a figura a seguir. Uma corda faz um ângulo
θ = 36,90 com a vertical e a outra faz um ângulo ϕ = 53,10 , também com a vertical.
Se o comprimento L da barra é 6,1m , calcule a distância x entre a extremidade
esquerda da barra e o seu centro de gravidade.

θ = 36,90
ϕ = 53,10
L = 6,1m

!
T1

x

!
T2

ϕ
L
Vamos calcular o torque das forças que
θ
atuam na barra em relação a um eixo
perpendicular ao papel, e que passe por
!
um ponto da extremidade esquerda da
P
barra.
τ = P x - T2 cosϕ L = 0
ou seja:
 T cos ϕ 
x= 2
L
P


Por outro lado, como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam
é nula:
T1 cos θ + T2 cos ϕ − P = 0
! !
!

T1 + T2 + P = 0 ⇒ 
 T sen θ − T sen ϕ = 0
2
 1
Da última equação temos que:
 sen ϕ 
T1 = T2 

 sen θ 
e usando esse resultado na penúltima equação, encontramos:
  sen ϕ 
T2  sen θ  cos θ + T2 cos ϕ = P

 
ou seja:

T2 {sen ϕ cos θ + cos ϕ sen θ } = P sen θ
T2 sen(ϕ + θ ) = P sen θ

 sen θ 
⇒ T2 = 
P
 sen(ϕ + θ )

Mas
 T cos ϕ 
x= 2
L
P



⇒

 L cos ϕ   sen θ 
x=

P
 P   sen(ϕ + θ )

logo
 cos ϕ sen θ 
x=
 L = 2,23m
 sen(ϕ + θ ) 
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Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
35 Na figura a seguir, uma barra horizontal fina AB , de massa desprezível e comprimento L , é presa a uma dobradiça em uma parede vertical no ponto A e sustentada em B , por um fio fino BC , que faz um ângulo θ com a horizontal. Um peso P
pode ser movido para qualquer posição ao longo da barra, sendo a sua posição definida pela distância x desde a parede até o seu centro de massa.
a) Encontre a tensão no fio.
Iremos considerar apenas as forças que atuam na barra.
Vamos calcular o torque em relação a um eixo perpendicular à folha de
papel e que passe pelo ponto onde a
barra está presa á parede pela dobradiça (ponto A)
Como a barra está em repouso o
torque em relação a qualquer eixo é
nulo, logo:
T senθ L - P x = 0

C
!
T
B

!
FV

!
FH

θ

A
!
P

x

L

 x 
T =
P
 L sen θ 
b) Encontre a componente horizontal da força exercida sobre a barra pelo pino da
dobradiça em A .
Como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula. A
componente horizontal da resultante é:
 x 
∴ FH = 
P
 L tan θ 
c) Encontre a componente vertical da força exercida sobre a barra pelo pino da dobradiça em A .
T cos θ − FH = 0

⇒

FH = T cos θ

Vamos considerar, agora, o torque das forças em relação a um eixo perpendicular à folha de papel e que passe pelo ponto onde o fio está preso na barra (ponto
B).
x
L − x

P (L − x ) − FV L = 0 ⇒ FV = 
 P ∴ FV = 1 −  P
L
 x 

Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição
39 Uma tábua uniforme de comprimento L = 6,1m e peso P = 444,8N está em repouso no chão, encostada numa quina sem atrito, situada no alto de uma parede de altura h = 3,0m conforme a figura a seguir. A tábua permanece em equilíbrio para qualquer valor do ângulo θ ≥ 700 , mas escorrega para θ < 700 . Encontre o coeficiente
de atrito entre a tábua e o chão.
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θ é o ângulo limite para o deslizamento, e
isso significa que para esse ângulo a força
de atrito estático é máxima, logo

!
T
α

Fa = µE N

α

!
N

Pode-se perceber que os ângulos α e θ
são complementares, logo:
α = π/2 - θ

h

θ

!
P
!
Fa

A força da quina na tábua é perpendicular à
tábua pois não existe atrito entre as duas.
d
Como o corpo está em equilíbrio, a resultante de forças é nula e o torque resultante
também é nulo.
O torque em relação a um eixo que passe pelo ponto de apoio da escada no chão e
que seja perpendicular à folha de papel tem a forma:
-(T cosα ) h - (P senα) L/2 = 0
T =

PL sen α
2h cos α

A resultante de forças tem a forma:
T sen α − P + N = 0
! ! ! !

T + P + N + FaE = 0 ∴ 
 − T cos α + F = 0
aE

ou seja:

FaE
µ N
T cos α
=
= E
N
P − T sen α
N

∴ µE =

T cos α
P − T sen α

e usando o resultado anterior para T , encontramos:
 PL sen α 

 cos α
 2h cos α 
µE =
 PL sen α 
P −
 sen α
 2h cos α 

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L
sen α
2h
∴ µE =
= 0,3981
L sen 2 α
1−
2h cos α

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13. equilíbrio

  • 1.
    Versão preliminar 19 desetembro de 2002 Notas de Aula de Física 13. EQUILÍBRIO ................................................................................................................. 2 CONDIÇÕES PARA O EQUILÍBRIO ........................................................................................... 2 SOLUÇÃO DE ALGUNS PROBLEMAS ....................................................................................... 3 10 .................................................................................................................................. 3 15 .................................................................................................................................. 3 19 .................................................................................................................................. 4 25 .................................................................................................................................. 5 27 .................................................................................................................................. 6 34 .................................................................................................................................. 7 35 .................................................................................................................................. 8 39 .................................................................................................................................. 8
  • 2.
    Prof. Romero Tavaresda Silva 13. Equilíbrio Condições para o equilíbrio Diz-se que um corpo está em equilíbrio quando o seu momento linear e o seu momento angular são constantes, ou seja: ! P = cons tan te  !  L = cons tan te  Quando as constantes mencionadas acima são nulas, diz-se que o corpo está em equilíbrio estático. Nessa situação ele não está em movimento de translação e também não está em movimento de rotação. As condições expostas nas equações anteriores implicam que: ! !  dP = F EXT = 0   dt  !  dL ! EXT =τ =0   dt ou seja, para que um corpo esteja em equilíbrio estático devemos ter as seguintes condições satisfeitas: ! F EXT = 0   ! τ EXT = 0  Cap13 romero@fisica.ufpb.br 2
  • 3.
    Prof. Romero Tavaresda Silva Solução de alguns problemas Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 10 Uma esfera uniforme de peso P e raio r é mantida no lugar por uma corda presa a uma parede, sem atrito, situada a uma distância L acima do centro da esfera, conforme a figura a seguir. a) Encontre a tensão na corda. Como a esfera está em repouso, temos que: ! ! ! T +P +N =0 y θ ! T ! N ou seja: ! T L ! N T cos θ − P = 0   T sen θ − N = 0  ! P ! P Logo T cos θ = P ⇒ T =  L2 + r 2 ∴ T =  L  P cos θ  P   onde cos θ = L L +r2 2 b) Encontre a força exercida pela parede sobre a esfera. N T sen θ = P T cos θ ⇒ N = P tan θ r  ∴ N =  P L onde tan θ = r L Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 15 Uma viga é transportada por três homens, estando um homem em uma das extremidades e os outros dois sustentando a viga por meio de uma trave transversal, colocada de modo que a carga esteja igualmente dividida entre os três homens. Em que posição está colocada a trave transversal? (Despreze a massa dessa trave.) Por exigência do enunciado, temos que: F1 = F2 = F3 = F Cap13 romero@fisica.ufpb.br ! F1 ! P Eixo x ! ! F2 + F3 3
  • 4.
    Prof. Romero Tavaresda Silva Como o corpo está em repouso a resultante de forças é nula, logo: F1 + F2 + F3 - P = 0 ! P ! F1 O torque resultante também é nulo. Vamos considerar o torque em relação a uma eixo que passa ao longo da trave transversal. Desse modo: ! F2 x ! F3 Eixo L  F1 (L − x ) − P  − x  = 0 2  Da primeira equação encontramos que P = 3 F , e usando esse resultado na segunda equação: 3L  L  L  F (L − x ) − 3F  − x  = 0 ⇒  L −  + (3 x − x ) = 0 ∴ x = 2  4 2   Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 19 Duas esferas idênticas, uniformes e sem atrito, cada uma de peso P , estão em repouso conforme mostra a figura à seguir. a) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido às superfícies do recipiente. θ = 450 F12 = F21 = F P1 = P2 = P ! N1 Os dois corpos estão em repouso, logo a resultante das forças que atuam em cada um deles é nula.  F sen θ − P = 0   F cos θ − T = 0 2  Das equações acima encontramos que: T1 = T2 = F cosθ Cap13 romero@fisica.ufpb.br ! T2 ! F21 N 1 − P − F sen θ = 0  e   T − F cos θ = 0 1  ! F12 ! T1 ! P2 ! P1 ! N1 θ ! F21 ! T1 ! P1 ! F12 θ ! T2 ! P2 4
  • 5.
    Prof. Romero Tavaresda Silva e N1 - P - P = 0 F= ⇒ N1 = 2 P P =P 2 sen θ T = F cos θ = P cot anθ ⇒ T =P b) Encontre, em termos de P , as forças que atuam sobre as esferas devido uma à outra, se a linha que une os centros das esferas faz um ângulo de 450 com a horizontal. F= P =P 2 sen θ Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 25 Uma placa quadrada uniforme, pesando 50,0kg e tendo 2,0m de lado, está pendurada em uma haste de 3,0m de comprimento e massa desprezível. Um cabo está preso à extremidade da haste e a um ponto na parede situado 4,0m acima do ponto onde a haste é fixada na parede, conforme mostra a figura a seguir. a) Qual é a tensão no cabo? L2 = 2,0m L3 = 3,0m M = 50kg L1 = 4,0m Vamos considerar apenas as forças que atuam na haste horizontal. ! T Como a placa é uniforme as forças P1 e P2 são tais que: P1 = P2 = P / 2 = M g / 2 θ ! FV ! FH ! P2 L1 ! P1 L2 Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste, em relação a um eixo perpendicular ao papel e que pasL3 se no ponto onde a haste está presa na parede. T senθ L3 - P2 L3 - P1 ( L3 - L2 ) = 0 T sen θ L3 = P  [L3 + (L3 − L2 )] ⇒ T =  2L3 − L2  2L sen θ 2  3 Mas sen θ = Cap13 L1 L2 + L2 1 3  (2L3 − L2 ) L2 + L2 1 3 ⇒ T = 2L1L3   romero@fisica.ufpb.br  P     P = 408,34N   5
  • 6.
    Prof. Romero Tavaresda Silva b) Qual é a componente vertical da força exercida pela parede sobre a haste? Vamos considerar o torque das forças que atuam na haste, em relação a um eixo perpendicular ao papel e que passe no ponto onde o cabo suspende a haste. P1 L2 - FV L3 = 0 FV = P1L2 PL2 = = 163,34N L3 2L3 c) Qual é a componente horizontal da força exercida pela parede sobre a haste? Como a placa está em repouso, a resultante das forças que atuam nela é zero, Segundo um eixo horizontal, as forças que atuam são tais que: T cos θ − FH = 0 ⇒  L3 FH = T cos θ = T   L2 + L2 3  1     Usando o resultado para T deduzido anteriormente, temos que:  2L − L2 FH =  3  2L 1    P = 245N   Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição ! 27 Na figura a seguir, qual a magnitude da força F , aplicada horizontalmente no eixo da roda, necessária para fazer a roda ultrapassar um obstáculo de altura h ? Considere r como sendo o raio da roda e P o seu peso. Na iminência da ultrapassagem do obstáculo, a roda perdeu o contato com o solo, e as forças que atuam nela estão mostradas na figura ao lado. Como ainda não existe movimento, a resultante é nula. Logo: F - N cosθ = 0 ! N θ r r-h h ! P P - N senθ = 0 P N sen θ = = tan θ F N cos θ ! F ⇒ F= P tan θ Mas tan θ = Cap13 r −h r 2 − (r − h ) 2 = r −h 2rh − h 2 romero@fisica.ufpb.br ⇒  2rh − h 2 F=  r −h   P   6
  • 7.
    Prof. Romero Tavaresda Silva Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 34 Uma barra não uniforme de peso P está suspensa em repouso, na horizontal, por duas cordas sem massa, como mostra a figura a seguir. Uma corda faz um ângulo θ = 36,90 com a vertical e a outra faz um ângulo ϕ = 53,10 , também com a vertical. Se o comprimento L da barra é 6,1m , calcule a distância x entre a extremidade esquerda da barra e o seu centro de gravidade. θ = 36,90 ϕ = 53,10 L = 6,1m ! T1 x ! T2 ϕ L Vamos calcular o torque das forças que θ atuam na barra em relação a um eixo perpendicular ao papel, e que passe por ! um ponto da extremidade esquerda da P barra. τ = P x - T2 cosϕ L = 0 ou seja:  T cos ϕ  x= 2 L P   Por outro lado, como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula: T1 cos θ + T2 cos ϕ − P = 0 ! ! !  T1 + T2 + P = 0 ⇒   T sen θ − T sen ϕ = 0 2  1 Da última equação temos que:  sen ϕ  T1 = T2    sen θ  e usando esse resultado na penúltima equação, encontramos:   sen ϕ  T2  sen θ  cos θ + T2 cos ϕ = P    ou seja: T2 {sen ϕ cos θ + cos ϕ sen θ } = P sen θ T2 sen(ϕ + θ ) = P sen θ  sen θ  ⇒ T2 =  P  sen(ϕ + θ ) Mas  T cos ϕ  x= 2 L P   ⇒  L cos ϕ   sen θ  x=  P  P   sen(ϕ + θ ) logo  cos ϕ sen θ  x=  L = 2,23m  sen(ϕ + θ )  Cap13 romero@fisica.ufpb.br 7
  • 8.
    Prof. Romero Tavaresda Silva Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 35 Na figura a seguir, uma barra horizontal fina AB , de massa desprezível e comprimento L , é presa a uma dobradiça em uma parede vertical no ponto A e sustentada em B , por um fio fino BC , que faz um ângulo θ com a horizontal. Um peso P pode ser movido para qualquer posição ao longo da barra, sendo a sua posição definida pela distância x desde a parede até o seu centro de massa. a) Encontre a tensão no fio. Iremos considerar apenas as forças que atuam na barra. Vamos calcular o torque em relação a um eixo perpendicular à folha de papel e que passe pelo ponto onde a barra está presa á parede pela dobradiça (ponto A) Como a barra está em repouso o torque em relação a qualquer eixo é nulo, logo: T senθ L - P x = 0 C ! T B ! FV ! FH θ A ! P x L  x  T = P  L sen θ  b) Encontre a componente horizontal da força exercida sobre a barra pelo pino da dobradiça em A . Como a barra está em repouso a resultante das forças que nela atuam é nula. A componente horizontal da resultante é:  x  ∴ FH =  P  L tan θ  c) Encontre a componente vertical da força exercida sobre a barra pelo pino da dobradiça em A . T cos θ − FH = 0 ⇒ FH = T cos θ Vamos considerar, agora, o torque das forças em relação a um eixo perpendicular à folha de papel e que passe pelo ponto onde o fio está preso na barra (ponto B). x L − x  P (L − x ) − FV L = 0 ⇒ FV =   P ∴ FV = 1 −  P L  x   Capítulo 13 - Halliday, Resnick e Walker - 4a. edição 39 Uma tábua uniforme de comprimento L = 6,1m e peso P = 444,8N está em repouso no chão, encostada numa quina sem atrito, situada no alto de uma parede de altura h = 3,0m conforme a figura a seguir. A tábua permanece em equilíbrio para qualquer valor do ângulo θ ≥ 700 , mas escorrega para θ < 700 . Encontre o coeficiente de atrito entre a tábua e o chão. Cap13 romero@fisica.ufpb.br 8
  • 9.
    Prof. Romero Tavaresda Silva θ é o ângulo limite para o deslizamento, e isso significa que para esse ângulo a força de atrito estático é máxima, logo ! T α Fa = µE N α ! N Pode-se perceber que os ângulos α e θ são complementares, logo: α = π/2 - θ h θ ! P ! Fa A força da quina na tábua é perpendicular à tábua pois não existe atrito entre as duas. d Como o corpo está em equilíbrio, a resultante de forças é nula e o torque resultante também é nulo. O torque em relação a um eixo que passe pelo ponto de apoio da escada no chão e que seja perpendicular à folha de papel tem a forma: -(T cosα ) h - (P senα) L/2 = 0 T = PL sen α 2h cos α A resultante de forças tem a forma: T sen α − P + N = 0 ! ! ! !  T + P + N + FaE = 0 ∴   − T cos α + F = 0 aE  ou seja: FaE µ N T cos α = = E N P − T sen α N ∴ µE = T cos α P − T sen α e usando o resultado anterior para T , encontramos:  PL sen α    cos α  2h cos α  µE =  PL sen α  P −  sen α  2h cos α  Cap13 L sen α 2h ∴ µE = = 0,3981 L sen 2 α 1− 2h cos α romero@fisica.ufpb.br 9