““Habitação no contexto:Habitação no contexto:
do PLANHAB ao PLHIS”do PLANHAB ao PLHIS”
1º Seminário do Plano Local de1º Seminário do Plano Local de
Habitação de Interesse Social - PLHISHabitação de Interesse Social - PLHIS
Araguaína / TO, 20 de março de 2014
“Em vez das cidades do futuro serem feitas de aço e
vidro como fora previsto pelas gerações anteriores
de urbanistas, serão construídas em grande parte de
tijolo aparente, palha, plástico reciclado, blocos de
cimento e restos de moradia. Em vez das cidades de
luz arrojando-se aos céus, boa parte do mundo
urbano do século XXI instala-se na miséria, cercada
de poluição, excrementos e deterioração.” Mike
Davis, 2006
• A instituição da “propriedade privada”
– Colonização: as primeiras Vilas
– Sesmarias: as terras são da Coroa Portuguesa que
concede o seu uso “condicionado” (uso produtivo e
ocupação)
– Nas cidades: posse (dicotomia jurídica)
– Lei de Terras (1850): Direito de Propriedade – a terra
passa a ser uma mercadoria
– “Lei Áurea – 13 de maio de 1888”...
... 100 anos até a Constituição Cidadã de 1988
PONTO DE PARTIDA... A HISTÓRIA
• Brasil: Século XX
– Desenvolvimento desigual planejado
(“Regionalização”)
– Crescimento desordenado e desigual das cidades
– Má distribuição das riquezas: aprofundam-se as
mazelas, e as cidades são um reflexo / migração
– O país deixa de ser rural e passa a ser urbano...
SÉCULO XX
Mudança do perfil da população - Campo / Cidade
1960: 55% População Rural (17,05 milhões) / 45%
População Urbana (13,95 milhões) / 31 milhões de
habitantes
Em 40 anos... 2000: 19% População Rural (32,20
milhões) – relativamente diminuiu mas em números
absolutos quase dobrou / 81% População Urbana
(137,29 milhões) – a população aumentou quase 10X nas
cidades / 2000 – 169,5 milhões / 2010 – 185,7 milhões
(dif. +16,2)
18 milhões de domicílios urbanos irregulares, 12 milhões
ocupados por famílias com renda per capita de até 1 salário-
mínimo
BRASIL URBANO
Aprofundamento de outras
mazelas:
– Degradação ambiental -
ilegalidade e ocupação precária
– Falta da participação da
sociedade
– Formação de guetos urbanos
(Favela x Condomínio)
– Modelo de cidades voltadas
para o automóvel
– Falta de cidadania
– Violência urbana
COMO CHEGAMOS AQUI???
1930 – Estado Novo (Populismo) / Fundos de Pensão (IAP's)
1942 – Lei do Inquilinato (congelamento dos aluguéis)
1946 – Criação da Fundação da Casa Popular / 1950 - “Todas as
ações do governo estiveram voltadas para estimular a industrialização
do país e construir Brasília” / 1960 – Rodovia Belém-Brasília
1963 – Reformas de Base e o Seminário Nacional de Habitação e
Reforma Urbana (SHRU) / 1964 – Criação do BNH e do Serviço
Federal de Habitação e Urbanismo (SERFHAU)
1979 – Lei 6.766 (Lei do Parcelamento do Solo)
DESCAMINHOS DA POLÍTICA HABITACIONAL
1980 – Movimento Nacional de Reforma Urbana - FNRU
1986 – Extinção do BNH / MDU - Ministério do Desenvolvimento Urbano e
Meio Ambiente / 1987 – MHU – Ministério da Habitação, Urbanização e Meio
Ambiente
1988 – Constituição (Emenda Popular - Capítulo da Política Urbana) / MBES
– Ministério da Habitação e do Bem Estar Social / SEDU – Secretaria Especial
de Desenvolvimento Urbano (Programas PAR e Carta de Crédito)
1989 – Extinção do MBES, parte da atribuição para o Ministério do Interior na
SEAC – Secretaria Especial de Habitação e Ação Comunitária, e parte para o
Ministério da Fazenda – SFH+CAIXA / Criação de Palmas
1994 – Plano Real (Programas Habitar Brasil e Morar Município)
1995 – Criação da SEPURB – Secretaria de Politica Urbana, ligada ao
Ministério do Planejamento e Orçamento
1999 – Instituto Cidadania - Projeto Moradia propõe a criação do Ministério e
do Conselho da Cidade
2000 – Moradia digna como direito social – Art. 6º da Constituição
2001 – Aprovação do Estatuto da Cidade, Lei 10.257 / Prazo para
desenvolver/revisar os Planos Diretores (2001/2008)
2003 – Criação do MCidades e do ConCidades
2004 – Discussão da PNH – Politica Nacional de Habitação / 2005 – Criação
do SNHIS, Lei 11.124
2007 – Lançamento do PAC* / 2008 - Assistência Técnica, Lei 11.888
2009 – PLANHAB / PMCMV*, Lei 11.977 (Regularização fundiária de
assentamentos urbanos)
2010 - Lançamento do PAC2*
2011 - Lançamento do PMCMV2*, Lei 12.424
“O SNHIS é a combinação de partes articuladas entre si e que
concorrem para um resultado”
Qual? Acesso para a população de menor renda à terra urbanizada e à
habitação digna e sustentável
Como? Por meio da implementação de políticas e programas de
investimentos e subsídios
Criado por iniciativa popular - Lei Federal n° 11.124/2005;
Centraliza e gerencia recursos orçamentários para os programas
estruturados no âmbito do SNHIS;
Destina-se a famílias com renda de até 5 salários mínimos;
Aplicação submete-se às Resoluções do Conselho Gestor.
SNHIS / FNHIS
MCIDADES
ENTIDADES PRIVADAS – SINDICATOS,
ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS
(COM ATIVIDADES NA ÁREA
HABITACIONAL)
CONSELHOS:
• DAS CIDADES
• GESTOR DO FNHIS
• ESTADUAIS E
MUNICIPAIS AFINS
ÓRGÃOS E
INSTITUIÇÕES DA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
CAIXA
(AGENTE OPERADOR
DO FNHIS)
Política Nacional de
Habitação
Sistema Nacional de
Habitação de Interesse
Social
Sistema Financeiro
da Habitação - SFH
Sistema de Financiamento
Imobiliário - SFI
Sistema Nacional de
Habitação
FNHIS
FGTS
Outros
Fundos
Caderneta
de Poupança
Mercado de
Capitais
Sistema Nacional de
Mercado
ACESSO AO FNHIS - ADESÃO AO SNHIS
Os municípios e estados que aderirem ao SNHIS terão algumas
obrigações:
Resolução nº 24 do CGFNHIS de 18/02/2009:
✔ Criação dos Fundos Locais de Habitação de Interesse
Social (FEHIS / FLHIS);
✔ Criação dos Conselhos Gestores dos FLHIS / até
31/12/2009
✔ Realização dos Planos Locais de Habitação de Interesse
Social (PLANHAB / PEHIS / PLHIS) / até 31/12/2010
Retomada do planejamento de médio e longo prazo
Reconhecer a moradia como determinante do planejamento das cidades
O plano foi discutido com a sociedade ao longo de 2007/2009
OBJETIVO: formular uma estratégia de longo prazo para equacionar as
necessidades habitacionais do país, direcionando da melhor maneira possível, os
recursos existentes e a serem mobilizados, e apresentando uma estratégia nos
quatro eixos estruturadores da política habitacional: modelo de financiamento e
subsídio; política urbana e fundiária; arranjos institucionais e cadeia produtiva da
construção civil.
HORIZONTE TEMPORAL DO PLANHAB
2009 / 2023 (4 quadriênios) / Revisões a cada PPA (2011, 2015 e 2019)
Obs.: Diversidade regional / Fundo garantidor / Índice de Capacidade Institucional Habitacional e
de Gestão Urbana (SNDU)
PLANHAB - Pacto Nacional pela Moradia Digna
OGU/FNHIS:
• Melhoria das Condições de Habitabilidade de Assentamentos Precários
• Provisão Habitacional para Famílias de Baixa Renda
• Elaboração de Planos Habitacionais de Interesse Social
• Prestação de Assistência Técnica para HIS
• PSH - Subsídio à Habitação de Interesse Social
• Apoio à Produção Social da Moradia
OGU:
• PPI - Programa Prioritário de Investimentos
• Habitar Brasil / BID
FAR: Programa de Arrendamento Residencial
FDS: Programa Crédito Solidário
FGTS:
• Carta de Crédito Individual e Associativa
• Apoio à Produção de Habitações
• Pró-Moradia
ATENDIMENTO
PRIORITÁRIO:
ATÉ 5 SALÁRIOS
MÍNIMOS
“POOL” DE RECURSOS
“GUARDA-CHUVA:
PAC
MCMV
O PLANHAB LEVANTA AS NECESSIDADES HABITACIONAIS
●
Deficit Habitacional ou Deficit Quantitativo
●
Inadequação Habitacional ou Deficit Qualitativo
●
Demanda Demográfica Habitacional (Necessidade Futura)
FONTES DE INFORMAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO:
IBGE
Fundação João Pinheiro
IPEA
CEM-CEPRAP - Assentamentos Precários e Capacidades Administrativas
CEDEPLAR – Demanda Demográfica Habitacional
Informações Locais
DEFICIT HABITACIONAL
DÉFICIT HABITACIONAL - Fundação João Pinheiro
Domicílios Rústicos – aquele sem paredes de alvenaria ou madeira
aparelhada
Domicílios Improvisados – local construído sem fins residenciais
Coabitação Familiar - compreende a soma das famílias conviventes
secundárias e das que vivem em domicílios localizados em cômodos
Ônus Excessivo com Aluguel – situação em que famílias residentes
em áreas urbanas, com renda até três salários mínimos, gastam mais
de 30% do salário com aluguel
DÉFICIT HABITACIONAL - IPEA
“…o deficit habitacional é evidenciado quando há pelo menos uma de
quatro situações: domicílios precários (rústicos ou improvisados);
situação de coabitação (famílias conviventes com intenção de se
mudar ou residentes em cômodos); domicílios cujo valor do aluguel é
superior a 30% da renda domiciliar total (excedente de aluguel); e
domicílios alugados com mais de três habitantes utilizando o mesmo
cômodo (adensamento excessivo).”
INADEQUAÇÃO HABITACIONAL - Deficit Qualitativo
Domicílios com adensamento interno excessivo - mais de três
pessoas por dormitório definido como o cômodo utilizado, com
exceção do banheiro, para essa finalidade em caráter permanente
por morador do domicílio na data de referência da pesquisa
Domicílios com carência de serviços de infraestrutura - não possuem
um ou mais dos seguintes serviços básicos: distribuição de água,
fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo e rede de esgoto
Domicílios com inadequação fundiária urbana – domicílios com
moradores que declararam não ter a propriedade do terreno e sim
apenas da construção
Deficit Habitacional (2006) de 7,9 milhões de domicílios
Demanda Futura estimada em 27 milhões de unidades
até 2023 (7,9 + 27 = 35 milhões) / Grupos familiares com
menos membros
No Brasil:
2,17 milhões de casas por ano
Aproximadamente 35 mil Uh's por semana
No mundo:
10 milhões por semana até 2050 (Aravena, 2009)
NECESSIDADES HABITACIONAIS
Grupo 1 – sem renda / abaixo da linha de financiamento
Grupo 2 – com renda / alto risco de crédito
Grupo 3 – com renda / capaz de acessar um financiamento / moderado risco de crédito
Grupo 4 – capacidade de pagamento regular / financiamento SFH
Grupo 5 – capacidade de pagamento regular / financiamento de mercado
Contratações MCMV 1 e 2 (outubro de 2013)
O QUE É O PLHIS?
É um conjunto articulado de diretrizes, objetivos, metas, e
instrumentos de ação que expressa o entendimento do governo local e
dos agentes sociais, sobre a forma de se ampliar o acesso à moradia
digna.
Etapa I - Proposta Metodológica / Definir e estruturar as demais etapas
Etapa II - Diagnóstico do Setor Habitacional / Levantamento de dados
e informações
Etapa III - Estratégia de Ação / Plano de ação a partir dos problemas
detectados e soluções pactuadas
“PACTO SOCIAL PELA MORADIA” / Lei nº 11.124, de 16 de junho de
2005 + Resoluções do CGFNHIS
PLHIS
OBJETIVOS DO PLHIS
• Conhecer a situação habitacional do município
• Articulação com os demais programas
• Participação efetiva da sociedade
• Estabelecer diretrizes, programas e metas priorizando a
população de baixa renda (0 a 3 SM)
E AINDA:
• Auxiliar na questão da Regularização Urbana e Fundiária
• Complementar as ferramentas de Política Urbana do
município / Plano Diretor (Araguaína, revisão para 2015);
ZEIS (acesso à terra urbanizada)
Processo
Participativo:
Quanto mais democrático e
participativo for o processo
de construção do PLHIS,
maior legitimidade e apoio
serão empenhados na sua
implementação
Lúcio Milhomem Cavalcante Pinto
Arquiteto e Urbanista / Mestre em Desenvolvimento Regional
Contatos:
Blog: http://aldeia-planejamento.blogspot.com.br/
E-mail: aldeia.arquitetura@gmail.com
Tel.: (63) 3225-4635 / 9236-9983
Blog: http://plhis-araguaina.blogspot.com/
E-mail: plhis.araguaina@gmail.com

1.0 habitação no contexto - lúcio

  • 1.
    ““Habitação no contexto:Habitaçãono contexto: do PLANHAB ao PLHIS”do PLANHAB ao PLHIS” 1º Seminário do Plano Local de1º Seminário do Plano Local de Habitação de Interesse Social - PLHISHabitação de Interesse Social - PLHIS Araguaína / TO, 20 de março de 2014
  • 2.
    “Em vez dascidades do futuro serem feitas de aço e vidro como fora previsto pelas gerações anteriores de urbanistas, serão construídas em grande parte de tijolo aparente, palha, plástico reciclado, blocos de cimento e restos de moradia. Em vez das cidades de luz arrojando-se aos céus, boa parte do mundo urbano do século XXI instala-se na miséria, cercada de poluição, excrementos e deterioração.” Mike Davis, 2006
  • 3.
    • A instituiçãoda “propriedade privada” – Colonização: as primeiras Vilas – Sesmarias: as terras são da Coroa Portuguesa que concede o seu uso “condicionado” (uso produtivo e ocupação) – Nas cidades: posse (dicotomia jurídica) – Lei de Terras (1850): Direito de Propriedade – a terra passa a ser uma mercadoria – “Lei Áurea – 13 de maio de 1888”... ... 100 anos até a Constituição Cidadã de 1988 PONTO DE PARTIDA... A HISTÓRIA
  • 4.
    • Brasil: SéculoXX – Desenvolvimento desigual planejado (“Regionalização”) – Crescimento desordenado e desigual das cidades – Má distribuição das riquezas: aprofundam-se as mazelas, e as cidades são um reflexo / migração – O país deixa de ser rural e passa a ser urbano... SÉCULO XX
  • 5.
    Mudança do perfilda população - Campo / Cidade 1960: 55% População Rural (17,05 milhões) / 45% População Urbana (13,95 milhões) / 31 milhões de habitantes Em 40 anos... 2000: 19% População Rural (32,20 milhões) – relativamente diminuiu mas em números absolutos quase dobrou / 81% População Urbana (137,29 milhões) – a população aumentou quase 10X nas cidades / 2000 – 169,5 milhões / 2010 – 185,7 milhões (dif. +16,2) 18 milhões de domicílios urbanos irregulares, 12 milhões ocupados por famílias com renda per capita de até 1 salário- mínimo BRASIL URBANO
  • 6.
    Aprofundamento de outras mazelas: –Degradação ambiental - ilegalidade e ocupação precária – Falta da participação da sociedade – Formação de guetos urbanos (Favela x Condomínio) – Modelo de cidades voltadas para o automóvel – Falta de cidadania – Violência urbana
  • 16.
  • 17.
    1930 – EstadoNovo (Populismo) / Fundos de Pensão (IAP's) 1942 – Lei do Inquilinato (congelamento dos aluguéis) 1946 – Criação da Fundação da Casa Popular / 1950 - “Todas as ações do governo estiveram voltadas para estimular a industrialização do país e construir Brasília” / 1960 – Rodovia Belém-Brasília 1963 – Reformas de Base e o Seminário Nacional de Habitação e Reforma Urbana (SHRU) / 1964 – Criação do BNH e do Serviço Federal de Habitação e Urbanismo (SERFHAU) 1979 – Lei 6.766 (Lei do Parcelamento do Solo) DESCAMINHOS DA POLÍTICA HABITACIONAL
  • 18.
    1980 – MovimentoNacional de Reforma Urbana - FNRU 1986 – Extinção do BNH / MDU - Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente / 1987 – MHU – Ministério da Habitação, Urbanização e Meio Ambiente 1988 – Constituição (Emenda Popular - Capítulo da Política Urbana) / MBES – Ministério da Habitação e do Bem Estar Social / SEDU – Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano (Programas PAR e Carta de Crédito) 1989 – Extinção do MBES, parte da atribuição para o Ministério do Interior na SEAC – Secretaria Especial de Habitação e Ação Comunitária, e parte para o Ministério da Fazenda – SFH+CAIXA / Criação de Palmas 1994 – Plano Real (Programas Habitar Brasil e Morar Município) 1995 – Criação da SEPURB – Secretaria de Politica Urbana, ligada ao Ministério do Planejamento e Orçamento
  • 19.
    1999 – InstitutoCidadania - Projeto Moradia propõe a criação do Ministério e do Conselho da Cidade 2000 – Moradia digna como direito social – Art. 6º da Constituição 2001 – Aprovação do Estatuto da Cidade, Lei 10.257 / Prazo para desenvolver/revisar os Planos Diretores (2001/2008) 2003 – Criação do MCidades e do ConCidades 2004 – Discussão da PNH – Politica Nacional de Habitação / 2005 – Criação do SNHIS, Lei 11.124 2007 – Lançamento do PAC* / 2008 - Assistência Técnica, Lei 11.888 2009 – PLANHAB / PMCMV*, Lei 11.977 (Regularização fundiária de assentamentos urbanos) 2010 - Lançamento do PAC2* 2011 - Lançamento do PMCMV2*, Lei 12.424
  • 20.
    “O SNHIS éa combinação de partes articuladas entre si e que concorrem para um resultado” Qual? Acesso para a população de menor renda à terra urbanizada e à habitação digna e sustentável Como? Por meio da implementação de políticas e programas de investimentos e subsídios Criado por iniciativa popular - Lei Federal n° 11.124/2005; Centraliza e gerencia recursos orçamentários para os programas estruturados no âmbito do SNHIS; Destina-se a famílias com renda de até 5 salários mínimos; Aplicação submete-se às Resoluções do Conselho Gestor. SNHIS / FNHIS
  • 21.
    MCIDADES ENTIDADES PRIVADAS –SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES, COOPERATIVAS (COM ATIVIDADES NA ÁREA HABITACIONAL) CONSELHOS: • DAS CIDADES • GESTOR DO FNHIS • ESTADUAIS E MUNICIPAIS AFINS ÓRGÃOS E INSTITUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CAIXA (AGENTE OPERADOR DO FNHIS)
  • 22.
    Política Nacional de Habitação SistemaNacional de Habitação de Interesse Social Sistema Financeiro da Habitação - SFH Sistema de Financiamento Imobiliário - SFI Sistema Nacional de Habitação FNHIS FGTS Outros Fundos Caderneta de Poupança Mercado de Capitais Sistema Nacional de Mercado
  • 23.
    ACESSO AO FNHIS- ADESÃO AO SNHIS Os municípios e estados que aderirem ao SNHIS terão algumas obrigações: Resolução nº 24 do CGFNHIS de 18/02/2009: ✔ Criação dos Fundos Locais de Habitação de Interesse Social (FEHIS / FLHIS); ✔ Criação dos Conselhos Gestores dos FLHIS / até 31/12/2009 ✔ Realização dos Planos Locais de Habitação de Interesse Social (PLANHAB / PEHIS / PLHIS) / até 31/12/2010
  • 24.
    Retomada do planejamentode médio e longo prazo Reconhecer a moradia como determinante do planejamento das cidades O plano foi discutido com a sociedade ao longo de 2007/2009 OBJETIVO: formular uma estratégia de longo prazo para equacionar as necessidades habitacionais do país, direcionando da melhor maneira possível, os recursos existentes e a serem mobilizados, e apresentando uma estratégia nos quatro eixos estruturadores da política habitacional: modelo de financiamento e subsídio; política urbana e fundiária; arranjos institucionais e cadeia produtiva da construção civil. HORIZONTE TEMPORAL DO PLANHAB 2009 / 2023 (4 quadriênios) / Revisões a cada PPA (2011, 2015 e 2019) Obs.: Diversidade regional / Fundo garantidor / Índice de Capacidade Institucional Habitacional e de Gestão Urbana (SNDU) PLANHAB - Pacto Nacional pela Moradia Digna
  • 25.
    OGU/FNHIS: • Melhoria dasCondições de Habitabilidade de Assentamentos Precários • Provisão Habitacional para Famílias de Baixa Renda • Elaboração de Planos Habitacionais de Interesse Social • Prestação de Assistência Técnica para HIS • PSH - Subsídio à Habitação de Interesse Social • Apoio à Produção Social da Moradia OGU: • PPI - Programa Prioritário de Investimentos • Habitar Brasil / BID FAR: Programa de Arrendamento Residencial FDS: Programa Crédito Solidário FGTS: • Carta de Crédito Individual e Associativa • Apoio à Produção de Habitações • Pró-Moradia ATENDIMENTO PRIORITÁRIO: ATÉ 5 SALÁRIOS MÍNIMOS “POOL” DE RECURSOS “GUARDA-CHUVA: PAC MCMV
  • 26.
    O PLANHAB LEVANTAAS NECESSIDADES HABITACIONAIS ● Deficit Habitacional ou Deficit Quantitativo ● Inadequação Habitacional ou Deficit Qualitativo ● Demanda Demográfica Habitacional (Necessidade Futura) FONTES DE INFORMAÇÃO PARA O PLANEJAMENTO: IBGE Fundação João Pinheiro IPEA CEM-CEPRAP - Assentamentos Precários e Capacidades Administrativas CEDEPLAR – Demanda Demográfica Habitacional Informações Locais DEFICIT HABITACIONAL
  • 27.
    DÉFICIT HABITACIONAL -Fundação João Pinheiro Domicílios Rústicos – aquele sem paredes de alvenaria ou madeira aparelhada Domicílios Improvisados – local construído sem fins residenciais Coabitação Familiar - compreende a soma das famílias conviventes secundárias e das que vivem em domicílios localizados em cômodos Ônus Excessivo com Aluguel – situação em que famílias residentes em áreas urbanas, com renda até três salários mínimos, gastam mais de 30% do salário com aluguel DÉFICIT HABITACIONAL - IPEA “…o deficit habitacional é evidenciado quando há pelo menos uma de quatro situações: domicílios precários (rústicos ou improvisados); situação de coabitação (famílias conviventes com intenção de se mudar ou residentes em cômodos); domicílios cujo valor do aluguel é superior a 30% da renda domiciliar total (excedente de aluguel); e domicílios alugados com mais de três habitantes utilizando o mesmo cômodo (adensamento excessivo).”
  • 28.
    INADEQUAÇÃO HABITACIONAL -Deficit Qualitativo Domicílios com adensamento interno excessivo - mais de três pessoas por dormitório definido como o cômodo utilizado, com exceção do banheiro, para essa finalidade em caráter permanente por morador do domicílio na data de referência da pesquisa Domicílios com carência de serviços de infraestrutura - não possuem um ou mais dos seguintes serviços básicos: distribuição de água, fornecimento de energia elétrica, coleta de lixo e rede de esgoto Domicílios com inadequação fundiária urbana – domicílios com moradores que declararam não ter a propriedade do terreno e sim apenas da construção
  • 32.
    Deficit Habitacional (2006)de 7,9 milhões de domicílios Demanda Futura estimada em 27 milhões de unidades até 2023 (7,9 + 27 = 35 milhões) / Grupos familiares com menos membros No Brasil: 2,17 milhões de casas por ano Aproximadamente 35 mil Uh's por semana No mundo: 10 milhões por semana até 2050 (Aravena, 2009) NECESSIDADES HABITACIONAIS
  • 33.
    Grupo 1 –sem renda / abaixo da linha de financiamento Grupo 2 – com renda / alto risco de crédito Grupo 3 – com renda / capaz de acessar um financiamento / moderado risco de crédito Grupo 4 – capacidade de pagamento regular / financiamento SFH Grupo 5 – capacidade de pagamento regular / financiamento de mercado
  • 35.
    Contratações MCMV 1e 2 (outubro de 2013)
  • 36.
    O QUE ÉO PLHIS? É um conjunto articulado de diretrizes, objetivos, metas, e instrumentos de ação que expressa o entendimento do governo local e dos agentes sociais, sobre a forma de se ampliar o acesso à moradia digna. Etapa I - Proposta Metodológica / Definir e estruturar as demais etapas Etapa II - Diagnóstico do Setor Habitacional / Levantamento de dados e informações Etapa III - Estratégia de Ação / Plano de ação a partir dos problemas detectados e soluções pactuadas “PACTO SOCIAL PELA MORADIA” / Lei nº 11.124, de 16 de junho de 2005 + Resoluções do CGFNHIS PLHIS
  • 37.
    OBJETIVOS DO PLHIS •Conhecer a situação habitacional do município • Articulação com os demais programas • Participação efetiva da sociedade • Estabelecer diretrizes, programas e metas priorizando a população de baixa renda (0 a 3 SM) E AINDA: • Auxiliar na questão da Regularização Urbana e Fundiária • Complementar as ferramentas de Política Urbana do município / Plano Diretor (Araguaína, revisão para 2015); ZEIS (acesso à terra urbanizada)
  • 38.
    Processo Participativo: Quanto mais democráticoe participativo for o processo de construção do PLHIS, maior legitimidade e apoio serão empenhados na sua implementação
  • 39.
    Lúcio Milhomem CavalcantePinto Arquiteto e Urbanista / Mestre em Desenvolvimento Regional Contatos: Blog: http://aldeia-planejamento.blogspot.com.br/ E-mail: aldeia.arquitetura@gmail.com Tel.: (63) 3225-4635 / 9236-9983 Blog: http://plhis-araguaina.blogspot.com/ E-mail: plhis.araguaina@gmail.com