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1
Introdução à
Epidemiologia
Profa. Dra. Vera Letticie de Azevedo Ruiz
ZMV-FZEA-USP
Pirassununga
2020
ZMV1332 - Epidemiologia
• 4 créditos = 60 horas-aula (4 horas semanais)
– 6ª-feira – 8h as 12h
• Docentes:
– Profa. Dra. Trícia Maria Ferreira de Sousa Oliveira
– Profa. Dra. Vera Letticie de Azevedo Ruiz
ZMV1332 - Epidemiologia
• Apresentação da
disciplina
• Introdução à
Epidemiologia
• Modelos de saúde-
doença
• Cadeia epidemiológica
• Determinantes da
ocorrência de doenças
• Índices e coeficientes
indicadores de saúde
• Medidas de profilaxia
• Distribuição das doenças
no espaço e no tempo
• Vigilância em Saúde
Animal
• Propriedades e
interpretação de testes
diagnósticos
• Estudos seccionais
• Estudos caso-controle
• Estudos de coorte
• Estudos Ecológicos e de
Intervenção
ZMV1332 - Epidemiologia
• Avaliações:
– P1 e P2
• Avaliações
– Ex
• Exercícios
• Estudos dirigidos
• Média final:
MF = P1+P2+Ex
3
2
ZMV1332 - Epidemiologia
• Bibliografia indicada:
– ALMEIDA FILHO, N. A.; BARRETO, M. L. Epidemiologia
e Saúde. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
– ALMEIDA FILHO, N. A.; ROUQUAYROL, M. Z.
Introdução à Epidemiologia. 4a ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2006.
– CÔRTES, J. A. Epidemiologia: Conceitos e Princípios
Fundamentais. São Paulo: Livraria Varella, 1993.
– MEDRONHO, R. A., et al. Epidemiologia. 2ª ed., São
Paulo: Atheneu, 2009.
– THRUSFIELD, M. Epidemiologia Veterinária. 2ª ed.,
São Paulo: Roca, 2004.
ZMV1332 - Epidemiologia
• Artigos científicos
• Material indicado no eDisciplinas
Mas, afinal de
contas, o que é
EPIDEMIOLOGIA?
Epidemiologia
EPI= SOBRE
DEMOS=POVO
LOGOS=ESTUDO
“Ciência do que ocorre sobre o povo.”
“Estudo de doenças em populações animais e
dos fatores que determinam sua ocorrência.”
3
Epidemiologia
“Estudo dos fatores que determinam a
frequência e a distribuição das doenças nas
coletividades”
“Estuda os efeitos da doença e considera sua
distribuição no espaço, no tempo e na
população, ao mesmo tempo busca principais
eventos e circunstâncias de explicar ou
influenciar sua ocorrência”.
Epidemiologia
• Tenta responder as perguntas:
– Quem ficou doente e porquê?
– Quem se manteve saudável e porquê?
– Qual é o padrão de local, tempo e afetados?
– Como controlar a enfermidade?
• Disciplina científica baseada em:
– Biologia
– Medicina
– Lógica
– Teorias científicas
Bioestatística
=
Ferramenta
Epidemiologia
• Usos:
– Estudar a causa de enfermidades, condições,
desordens, perdas produtivas
• Determinar o agente primário ou identificar os
fatores causais
• Determinar características do agente ou fator
causal
– Identificar fatores contribuintes
– Identificar padrões de distribuição geográfica
– Identificar padrões temporais
Epidemiologia
• Objetivos:
– Determinar a origem de enfermidades com causas
conhecidas
– Estudar e controlar enfermidades com causa
desconhecida ou não claramente definida
– Adquirir conhecimentos sobre a ecologia e
história natural das doenças
– Efetuar levantamentos de enfermidades em
populações humanas ou animais
4
Epidemiologia
• Objetivos:
– Entender quais fatores contribuem para
ocorrência de enfermidades ou manutenção da
saúde
– Organizar e avaliar medidas de prevenção e
atenção à saúde
– Fornecer a base para desenvolver o controle e
prevenção de enfermidades
Epidemiologia
• Objetivos:
– Fornecer informação que seja usada para planejar
e aprimorar serviços e programas de saúde
– Desenvolver e aprimorar programas de controle e
planos de vigilância racionais
– Avaliar os efeitos socioeconômicos das doenças e
análise do custo-benefício das diversas estratégias
de controle
Evolução histórica do processo
saúde-doença
• Teorias para causa das doenças:
– Ira divina: punições ou provações impostas por
divindades.
– Animismo: espíritos maus, bruxas, demônios e seres
sobrenaturais…
– Metafísica: lua, estrelas, planetas, cometas, eclipses,
enchentes, terremotos…
5
Evolução histórica do processo
saúde-doença
• Teorias para causa das doenças:
– Doutrina miasmática (séc VI A. C. até séc. XIX):
Malária = maus ares
– Teoria microbiológica (até ± 1960)
– Teorias multicausais
• Teoria ecológica
• Teoria social
Tendência gregária
H, O, N e C Benefícios = “ A união faz a
força”
Desvantagens = “ Princípio da
maçã podre”
População
Comunidade
Ecossistema
Biosfera
Evolução
• Processo de transmissão hereditária
dinâmico (seleção natural)
• Mais visível em indivíduos de vida
curta
• Fatores comportamentais e
fisiológicos
• Radiação adaptativa: Capacidade de
se adaptar a espaços peculiares
(quanto mais ambientes ocupados,
mais versátil)
6
Evolução histórica do processo
saúde-doença
• Avanço na domesticação dos animais
• Novo modo de vida humano (gregário)
• Maior número de animais e pessoas convivendo
muito próximos
DOENÇAS DENSIDADE POPULACIONAL
• Respostas pela ocorrência das doenças (1º passo
da Epidemiologia)
• Estabelecer relações de causa e efeito
Princípio da epidemiologia
Segundo Payne:
“Reconhecimento da multiplicidade de fatores
na etiologia das enfermidades.”
A
g
e
n
t
e
Ambiente
H
o
s
p
e
d
e
i
r
o
Tríade epidemiológica
Ponto de vista social do
fenômeno saúde-doença
hospedeiro
ambiente agente
doença
Processos sociais
Ponto de vista social do
fenômeno saúde-doença
• Primeiro nível:
– Doença é um processo biológico individual
causado por um agente bio-físico-químico
• Segundo nível:
– Doença é a interação Agente/Hospedeiro/Meio
Ambiente
• Terceiro nível:
– Doença é o resultado de uma transformação das
relações Ag/H/MA, devido aos processos sociais e
intimamente vinculados aos modos de produção
7
Saúde
• Popular: “é a ausência da doença”
• Ecológico: “é a perfeita e contínua adaptação
do organismo ao seu ambiente”
• O.M.S.: “é o estado de completo bem estar
físico, mental e social, e não meramente a
ausência de doença ou defeito”
Saúde
• Constituição, 1988: “resultante das condições
de alimentação, habitação, educação, renda,
nutrição, trabalho, transporte, emprego, lazer,
liberdade, acesso à posse da terra e acesso
aos serviços de saúde.”
E os cenários mudam
ao longo do tempo!!
Como será o gráfico
ao final de 2020?
E a Saúde Animal?
• Obter das populações animais o maior
benefício possível para o homem:
– Diminuindo o possível prejuízo de transmissão de
doenças para o homem (zoonoses)
– Aumentando o valor social da produção pecuária
– Aumentando a produção de alimentos
– Diminuindo o custo
– Aumentando o bem-estar animal
8
John Snow
• Médico inglês (1813-1858)
– Defendia o uso de anestésicos e
medidas de higiene
– Questionava a teoria dos miasmas
(teoria microbiológica = a partir de 1865)
• Surto de cólera em Londres
– Publicou uma teoria sobre a transmissão em 1849
– Publicou um tratado mais completo em 1855,
após estudar o surto do Soho
John Snow
• Bomba d’água da Broad Street
• Presença de “animáculos”
(não foi possível estabelecer a relação)
• Água contaminada com fezes de
um bebê doente
• Fechamento da bomba diminuiu
o número de novos casos
9
John Snow
O experimento (...) desenrolava-se na
maior escala possível. Não menos que três
centenas de milhares de pessoas de
ambos os sexos, de todas as idades e ocupações e de
todos os níveis e posições, da mais alta sociedade aos
mais pobres, estavam divididas (... ) em dois grupos;
um grupo recebia a água contaminada pelos esgotos de
Londres e, junto, o que quer que proviesse das vítimas
do cólera; o outro, uma água comprovadamente livre
de tais impurezas.
Prof. Don Boyes
Universidade de Toronto
Diagnóstico
• Diagnóstico clínico:
– é baseado nos sinais e sintomas clínicos e
constitui um diagnóstico de suspeição. É mais
seguro nos casos em que o indivíduo apresenta
um quadro típico (patognomônico).
– Objeto: indivíduo doente
– Local da atividade: clínica, hospital ou à campo
– Objetivo: diagnóstico da enfermidade
– Perguntas: O que é? Como tratar?
– Objetivo final: tratar o indivíduo
10
Diagnóstico
• Diagnóstico laboratorial:
– é feito por meio de métodos especiais, que,
geralmente, por si só permitem um resultado mais ou
menos conclusivo, ou então fornecem informações
adicionais capazes de levar ao diagnóstico definitivo.
– Objeto: amostra de indivíduo vivo ou morto
– Local da atividade: laboratório
– Objetivo: diagnosticar, descrever
– Perguntas: O que é? O que causou?
– Objetivo final: obter dados para beneficiar o doente
ou futuros enfermos
Diagnóstico
• Diagnóstico Epidemiológico:
– é feito por meio de evidências circunstanciais, que
podem levar ao descobrimento da fonte de
infecção.
– Objeto: população
– Local da atividade: local da ocorrência
– Objetivo: identificar os fatores responsáveis
– Perguntas: Quem foi afetado? Quantos? Onde?
Quando? Porquê? Como controlar ou prevenir?
– Objetivo final: controle e prevenção da
enfermidade
Indivíduo X População
Questões formuladas
Tratar / Curar X Controlar / Prevenir
Principais diferenças Epidemiologia
Agente conhecido
• Fatores que influenciam
para que o hospedeiro
seja ou não exposto ao
agente
• Fatores que interferem
n a o c o r r ê n c i a d o
quadro clínico, uma vez
que o agente alcance o
hospedeiro
Agente desconhecido
• Apurar quais fatores
r e l a c i o n a d o s a o
h o s p e d e i r o e a o
ambiente de relacionam
com a ocorrência da
enfermidade
• I d e n t i f i c a ç ã o d o s
fatores de risco
11
Profilaxia em Saúde Animal
• Atuais normas de quarentena – baseadas em
normas romanas
• Galeno (130-200 D.C.) implantou em Roma o
primeiro sistema de inspeção de carnes e saúde
pública (estruturas sanitárias)
• Lancisi (séc XVIII) introduziu princípios
consagrados pela defesa sanitária animal.
– Em 9 meses tornou Roma livre da Peste bovina:
• proibiu a entrada de animais doentes e carne desses animais
• Determinou o sacrifício dos doentes, enterrados com cal
virgem e sem a retirada do couro
Saúde Animal
• Alberti Von Haller (Suíça, 1773)
“(...) um governo sábio deve prevenir a infecção e não
esperar até que esta adentre seu território. Ao contrário,
deve controlá-la nas fronteiras que é onde se pode fazê-lo
com facilidade. A polícia, portanto, mesmo em épocas de
maior segurança aparente, deve ter cuidado para que
nenhum animal esteja doente sem que seja notificado o
pessoal responsável. Cada animal comprado ou vendido
deve ser garantido sanitariamente e nenhum animal pode
ser admitido em feiras ou mercados sem um certificado
que constate sua perfeita saúde, preenchido e firmado
pelas autoridades. Para tal propósito, necessitam-se de
inspetores, é óbvio.”
12
letticie@usp.br

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01-Aula_Introducao_Epidemiologia-2020 (4).pdf

  • 1. 1 Introdução à Epidemiologia Profa. Dra. Vera Letticie de Azevedo Ruiz ZMV-FZEA-USP Pirassununga 2020 ZMV1332 - Epidemiologia • 4 créditos = 60 horas-aula (4 horas semanais) – 6ª-feira – 8h as 12h • Docentes: – Profa. Dra. Trícia Maria Ferreira de Sousa Oliveira – Profa. Dra. Vera Letticie de Azevedo Ruiz ZMV1332 - Epidemiologia • Apresentação da disciplina • Introdução à Epidemiologia • Modelos de saúde- doença • Cadeia epidemiológica • Determinantes da ocorrência de doenças • Índices e coeficientes indicadores de saúde • Medidas de profilaxia • Distribuição das doenças no espaço e no tempo • Vigilância em Saúde Animal • Propriedades e interpretação de testes diagnósticos • Estudos seccionais • Estudos caso-controle • Estudos de coorte • Estudos Ecológicos e de Intervenção ZMV1332 - Epidemiologia • Avaliações: – P1 e P2 • Avaliações – Ex • Exercícios • Estudos dirigidos • Média final: MF = P1+P2+Ex 3
  • 2. 2 ZMV1332 - Epidemiologia • Bibliografia indicada: – ALMEIDA FILHO, N. A.; BARRETO, M. L. Epidemiologia e Saúde. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. – ALMEIDA FILHO, N. A.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à Epidemiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. – CÔRTES, J. A. Epidemiologia: Conceitos e Princípios Fundamentais. São Paulo: Livraria Varella, 1993. – MEDRONHO, R. A., et al. Epidemiologia. 2ª ed., São Paulo: Atheneu, 2009. – THRUSFIELD, M. Epidemiologia Veterinária. 2ª ed., São Paulo: Roca, 2004. ZMV1332 - Epidemiologia • Artigos científicos • Material indicado no eDisciplinas Mas, afinal de contas, o que é EPIDEMIOLOGIA? Epidemiologia EPI= SOBRE DEMOS=POVO LOGOS=ESTUDO “Ciência do que ocorre sobre o povo.” “Estudo de doenças em populações animais e dos fatores que determinam sua ocorrência.”
  • 3. 3 Epidemiologia “Estudo dos fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças nas coletividades” “Estuda os efeitos da doença e considera sua distribuição no espaço, no tempo e na população, ao mesmo tempo busca principais eventos e circunstâncias de explicar ou influenciar sua ocorrência”. Epidemiologia • Tenta responder as perguntas: – Quem ficou doente e porquê? – Quem se manteve saudável e porquê? – Qual é o padrão de local, tempo e afetados? – Como controlar a enfermidade? • Disciplina científica baseada em: – Biologia – Medicina – Lógica – Teorias científicas Bioestatística = Ferramenta Epidemiologia • Usos: – Estudar a causa de enfermidades, condições, desordens, perdas produtivas • Determinar o agente primário ou identificar os fatores causais • Determinar características do agente ou fator causal – Identificar fatores contribuintes – Identificar padrões de distribuição geográfica – Identificar padrões temporais Epidemiologia • Objetivos: – Determinar a origem de enfermidades com causas conhecidas – Estudar e controlar enfermidades com causa desconhecida ou não claramente definida – Adquirir conhecimentos sobre a ecologia e história natural das doenças – Efetuar levantamentos de enfermidades em populações humanas ou animais
  • 4. 4 Epidemiologia • Objetivos: – Entender quais fatores contribuem para ocorrência de enfermidades ou manutenção da saúde – Organizar e avaliar medidas de prevenção e atenção à saúde – Fornecer a base para desenvolver o controle e prevenção de enfermidades Epidemiologia • Objetivos: – Fornecer informação que seja usada para planejar e aprimorar serviços e programas de saúde – Desenvolver e aprimorar programas de controle e planos de vigilância racionais – Avaliar os efeitos socioeconômicos das doenças e análise do custo-benefício das diversas estratégias de controle Evolução histórica do processo saúde-doença • Teorias para causa das doenças: – Ira divina: punições ou provações impostas por divindades. – Animismo: espíritos maus, bruxas, demônios e seres sobrenaturais… – Metafísica: lua, estrelas, planetas, cometas, eclipses, enchentes, terremotos…
  • 5. 5 Evolução histórica do processo saúde-doença • Teorias para causa das doenças: – Doutrina miasmática (séc VI A. C. até séc. XIX): Malária = maus ares – Teoria microbiológica (até ± 1960) – Teorias multicausais • Teoria ecológica • Teoria social Tendência gregária H, O, N e C Benefícios = “ A união faz a força” Desvantagens = “ Princípio da maçã podre” População Comunidade Ecossistema Biosfera Evolução • Processo de transmissão hereditária dinâmico (seleção natural) • Mais visível em indivíduos de vida curta • Fatores comportamentais e fisiológicos • Radiação adaptativa: Capacidade de se adaptar a espaços peculiares (quanto mais ambientes ocupados, mais versátil)
  • 6. 6 Evolução histórica do processo saúde-doença • Avanço na domesticação dos animais • Novo modo de vida humano (gregário) • Maior número de animais e pessoas convivendo muito próximos DOENÇAS DENSIDADE POPULACIONAL • Respostas pela ocorrência das doenças (1º passo da Epidemiologia) • Estabelecer relações de causa e efeito Princípio da epidemiologia Segundo Payne: “Reconhecimento da multiplicidade de fatores na etiologia das enfermidades.” A g e n t e Ambiente H o s p e d e i r o Tríade epidemiológica Ponto de vista social do fenômeno saúde-doença hospedeiro ambiente agente doença Processos sociais Ponto de vista social do fenômeno saúde-doença • Primeiro nível: – Doença é um processo biológico individual causado por um agente bio-físico-químico • Segundo nível: – Doença é a interação Agente/Hospedeiro/Meio Ambiente • Terceiro nível: – Doença é o resultado de uma transformação das relações Ag/H/MA, devido aos processos sociais e intimamente vinculados aos modos de produção
  • 7. 7 Saúde • Popular: “é a ausência da doença” • Ecológico: “é a perfeita e contínua adaptação do organismo ao seu ambiente” • O.M.S.: “é o estado de completo bem estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença ou defeito” Saúde • Constituição, 1988: “resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, nutrição, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso à posse da terra e acesso aos serviços de saúde.” E os cenários mudam ao longo do tempo!! Como será o gráfico ao final de 2020? E a Saúde Animal? • Obter das populações animais o maior benefício possível para o homem: – Diminuindo o possível prejuízo de transmissão de doenças para o homem (zoonoses) – Aumentando o valor social da produção pecuária – Aumentando a produção de alimentos – Diminuindo o custo – Aumentando o bem-estar animal
  • 8. 8 John Snow • Médico inglês (1813-1858) – Defendia o uso de anestésicos e medidas de higiene – Questionava a teoria dos miasmas (teoria microbiológica = a partir de 1865) • Surto de cólera em Londres – Publicou uma teoria sobre a transmissão em 1849 – Publicou um tratado mais completo em 1855, após estudar o surto do Soho John Snow • Bomba d’água da Broad Street • Presença de “animáculos” (não foi possível estabelecer a relação) • Água contaminada com fezes de um bebê doente • Fechamento da bomba diminuiu o número de novos casos
  • 9. 9 John Snow O experimento (...) desenrolava-se na maior escala possível. Não menos que três centenas de milhares de pessoas de ambos os sexos, de todas as idades e ocupações e de todos os níveis e posições, da mais alta sociedade aos mais pobres, estavam divididas (... ) em dois grupos; um grupo recebia a água contaminada pelos esgotos de Londres e, junto, o que quer que proviesse das vítimas do cólera; o outro, uma água comprovadamente livre de tais impurezas. Prof. Don Boyes Universidade de Toronto Diagnóstico • Diagnóstico clínico: – é baseado nos sinais e sintomas clínicos e constitui um diagnóstico de suspeição. É mais seguro nos casos em que o indivíduo apresenta um quadro típico (patognomônico). – Objeto: indivíduo doente – Local da atividade: clínica, hospital ou à campo – Objetivo: diagnóstico da enfermidade – Perguntas: O que é? Como tratar? – Objetivo final: tratar o indivíduo
  • 10. 10 Diagnóstico • Diagnóstico laboratorial: – é feito por meio de métodos especiais, que, geralmente, por si só permitem um resultado mais ou menos conclusivo, ou então fornecem informações adicionais capazes de levar ao diagnóstico definitivo. – Objeto: amostra de indivíduo vivo ou morto – Local da atividade: laboratório – Objetivo: diagnosticar, descrever – Perguntas: O que é? O que causou? – Objetivo final: obter dados para beneficiar o doente ou futuros enfermos Diagnóstico • Diagnóstico Epidemiológico: – é feito por meio de evidências circunstanciais, que podem levar ao descobrimento da fonte de infecção. – Objeto: população – Local da atividade: local da ocorrência – Objetivo: identificar os fatores responsáveis – Perguntas: Quem foi afetado? Quantos? Onde? Quando? Porquê? Como controlar ou prevenir? – Objetivo final: controle e prevenção da enfermidade Indivíduo X População Questões formuladas Tratar / Curar X Controlar / Prevenir Principais diferenças Epidemiologia Agente conhecido • Fatores que influenciam para que o hospedeiro seja ou não exposto ao agente • Fatores que interferem n a o c o r r ê n c i a d o quadro clínico, uma vez que o agente alcance o hospedeiro Agente desconhecido • Apurar quais fatores r e l a c i o n a d o s a o h o s p e d e i r o e a o ambiente de relacionam com a ocorrência da enfermidade • I d e n t i f i c a ç ã o d o s fatores de risco
  • 11. 11 Profilaxia em Saúde Animal • Atuais normas de quarentena – baseadas em normas romanas • Galeno (130-200 D.C.) implantou em Roma o primeiro sistema de inspeção de carnes e saúde pública (estruturas sanitárias) • Lancisi (séc XVIII) introduziu princípios consagrados pela defesa sanitária animal. – Em 9 meses tornou Roma livre da Peste bovina: • proibiu a entrada de animais doentes e carne desses animais • Determinou o sacrifício dos doentes, enterrados com cal virgem e sem a retirada do couro Saúde Animal • Alberti Von Haller (Suíça, 1773) “(...) um governo sábio deve prevenir a infecção e não esperar até que esta adentre seu território. Ao contrário, deve controlá-la nas fronteiras que é onde se pode fazê-lo com facilidade. A polícia, portanto, mesmo em épocas de maior segurança aparente, deve ter cuidado para que nenhum animal esteja doente sem que seja notificado o pessoal responsável. Cada animal comprado ou vendido deve ser garantido sanitariamente e nenhum animal pode ser admitido em feiras ou mercados sem um certificado que constate sua perfeita saúde, preenchido e firmado pelas autoridades. Para tal propósito, necessitam-se de inspetores, é óbvio.”