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RELEVO
 Nome: Nº:
 Beatriz Borges 04
 Berenice Cardozo 05
 Bheatrys Cruz 06
 Bianca Constantino 07
 Gabriel da Silva 14
 Gabriela Silva 16
 Jonathas Viana 18
 Larissa Bomfim 20
 Tamara Melo 27
 Thaís Farias 28
SUMÁRIO
 Introdução
 Agentes Modeladores do Relevo
 Formas de Relevo
 Classificação do Revelo Brasileiro
 Tipos de Rocha
 A Importância dos Recursos Minerais
 Ocupação em Áreas de Risco – Encostas
– No contexto Solo
 Outros Fatores Relevantes
INTRODUÇÃO
 O relevo consiste nas formas da superfície do
planeta, podendo ser influenciado por agentes
internos e externos. Ou seja, é o conjunto das
formas da crosta terrestre, manifestando-se desde
o fundo dos oceanos até as terras emersas. Entre
as principais formas apresentadas pelo relevo
terrestre, os quatro tipos principais são:
 Montanhas
 Planaltos
 Planícies
 Depressões
AGENTES MODELADORES
DO RELEVO
• Agentes endógenos
O relevo é o resultado da ação
dos agentes endógenos ou
internos, que estruturam as
formas das paisagens
I. Tectonismo
 Tectonismo é a denominação geral para a ação
gerada sobre a crosta pela pressão dos materiais
do magma. E ele se divide em dois tópicos:
 Epirogênese: movimentos de longa duração
geológica que age em áreas estáveis da costa e
representa uma das causas de transgressões e
regressões marinhas, isto é, de avanços e recuos
das águas em relação às terras emersas, causando,
respectivamente, a elevação ou o rebaixamento do
nível do mar.
 Orogênese: movimentos de curta duração que
atuam sobre as zonas de instabilidade da crosta,
nos limites das placas tectônicas. Ao contrário da
epirogênese, que resulta de pressão vertical, a
orogênese resulta da pressão horizontal exercida
pelo choque de placas, resultando em dobras e
falhas. Um exemplo é o surgimento das cordilheiras
II. Vulcanismo
 Vulcanismo é a efusão de material fluido
oriundo do magma na superfície, podendo
ocorrer através de fendas ou orifícios. Os
assoalhos oceânicos, especialmente as
áreas ocupadas pelas dorsais
submarinas, concentram a maior parte
dos vulcões do globo. Milhares de ilhas
oceânicas formaram-se a partir de
atividade vulcânica.
III. Abalos sísmicos
 Abalos sísmicos são gerados por violentos
movimentos de massas em profundidades
variáveis da crosta inferior ou do manto, entre 50
e 900 quilômetros, e resultam em rápidas
reacomodações de camadas rochosas da crosta.
A partir do foco do terremoto no interior do
planeta, ondas sísmicas se propagam até a
superfície. O ponto da superfície vertical ao foco é
denominado epicentro. As repercussões dos
abalos sísmicos atingem áreas maiores ou
menores da superfície em função da profundidade
do foco. Abalos com foco muito profundo
propagam seus efeitos por vastas áreas, mas
quanto maior é o afastamento do epicentro
menores são as destruições geradas pelo sismo.
AGENTES EXÓGENOS
 O relevo é o resultado da ação dos agentes
exógenos, ou externos, que modelam essas
formas, deixando-as com fisionomias diversas,
como planaltos, planícies, montanhas entre outras.
Os agentes externos desgastam, destroem e
constroem diferentes formas de relevo,
complementando o trabalho dos agentes internos.
O processo de desgaste, transporte e deposição
de materiais é denominado erosão, e os principais
tipos de erosões são: pluvial (chuvas), fluvial (rios),
marinhas, glacial e eólica
 Esses agentes transformam as paisagens e
muitas vezes interferem diretamente nas
atividades humanas. As chuvas, por exemplo,
desgastam o solo, carregando parte dos
materiais que o compõe. De acordo com o nível
de erosão, esse desgaste pode formar sulcos,
quando abre pequenos cortes no solo exposto;
ravinas, que podem ser consideradas de
tamanho médio; e as voçorocas, verdadeiras
crateras abertas no solo. Em áreas de declives
acentuados, há o perigo de deslizamentos,
principalmente em pontos em que a vegetação
é suprimida para alguma finalidade e o solo fica
exposto e sem proteção.
O HOMEM ENQUANTO AGENTE
MODELADOR DO RELEVO
 O homem destaca-se como um importante agente
transformador do relevo, executando diversas
atividades que redefinem a composição original dessas
unidades de paisagem. O relevo pode ser alterado ou
aproveitado em diferentes situações. A exploração de
jazidas minerais pode provocar muitas transformações
na paisagem, principalmente se for feita na superfície.
Essas transformações provocam verdadeiras
―cicatrizes‖ na paisagem natural, essa e outras
atividades econômicas acabam influenciando o
surgimento ou crescimento de cidades com as mais
diversas características. O crescimento de algumas
cidades pode até mesmo imprimir novas características
ao relevo. Em diversas circunstâncias, os aspectos
culturais acabam por imprimir características próprias à
paisagem.
FORMAS DO RELEVO
 As formas de relevo são classificadas de
acordo com suas características estruturais e
sua origem, ou seja, áreas onde a erosão
supera a sedimentação (montanhas,
planaltos e depressões relativas) e áreas
onde a sedimentação é mais significativa
(planícies e depressões absolutas). A
ocupação do território está diretamente
correlacionada a características do relevo
terrestre. No entanto, o relevo pode ser um
empecilho para a fixação de grupos, como
em áreas montanhosas, onde os solos são
mais rasos, as temperaturas podem ser
muito baixas e o ar mais rarefeito.
MONTANHAS
 São grandes elevações, com declives
acentuados e relevo acidentado, resultado
dos dobramentos modernos, ou seja,
resultante do ―choque‖ entre duas placas
tectônicas.
PLANALTOS
 Apresentam diferentes aspectos quanto as
suas altitudes e formas. As serras, os morros
e as chapadas compõem essa forma de
relevo. São formações antigas que têm
como uma de suas características o
predomínio de processos erosivos, motivo
pelo qual são desgastadas, apresentando
topos arredondados e/ou planos de
elevações modestos.
PLANÍCIES
 São áreas baixas e relativamente planas,
formadas pela deposição de sedimentos,
encontradas às margens dos grandes rios,
lagos e lagoas, e na faixa litorânea.
DEPRESSÕES
 São superfícies levemente inclinadas, mais
baixas que os planaltos ao redor e podem se
absolutas (abaixo do nível do mar) e
relativas (abaixo de áreas circunvizinhas). A
formação dessas áreas está relacionada aos
prolongados processos erosivos, resultado
das ações dos agentes formadores do
relevo, principalmente a água e o vento.
CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO
BRASILEIRO
AROLDO DE AZEVEDO
 Uma das mais antigas divisões do relevo foi na década
de 1940 pelo professor Aroldo de Azevedo que serviu de
base para todas as outras divisões feitas posteriormente.
Ao elaborar sua divisão, ele levou em conta
principalmente as diferenças de altitude. Desse modo as
planícies foram classificadas como as partes do relevo
relativamente planas com altitudes inferiores a 200
metros. Por sua vez, os planaltos foram considerados as
formas de relevo levemente onduladas. Essa
classificação divide todo o território brasileiro em
planaltos, cuja área total ocupa 59% de toda a superfície
do país, e planícies, que ocupam os 51% restantes.
Fonte de pesquisa: Aroldo
de Azevedo, O planalto
Brasileiro e o problema de
classificação de suas
formas de relevo.
AZIZ AB'SABER
 I. Planaltos
 Os planaltos ocupam aproximadamente
5.000.000 km² e distribuem-se basicamente
em duas grandes áreas, separadas entre si
por planícies e platôs: o Planalto das
Guianas e o Planalto Brasileiro.
 II. Planalto das Guianas
O Planalto das Guianas apresenta rochas
cristalinas muito antigas (do período Pré-
Cambriano), intensamente desgastadas. Pode
ser dividido em duas grandes unidades:
1. Região serrana, situada nos limites
setentrionais do planalto. Como o próprio
nome indica, apresenta-se como uma linha
de serras, geralmente com mais de 2.000
metros de altitude. Nessa região, na serra do
Imeri ou Tapirapecó, localiza-se o Pico da
Neblina, com 2.994 metros, ponto mais alto
do Brasil.
2. Planalto Norte Amazônico, situado ao sul
da região serrana, caracterizado por altitudes
modestas, inferiores a 800 metros,
intensamente erodidas e recobertas pela
 III. Planalto Brasileiro
 O Planalto Brasileiro é um vasto planalto que se
estende por toda a porção central do Brasil,
prolongando-se até o nordeste, leste, sudeste e
sul do território. É constituído principalmente por
terrenos cristalinos, muito desgastados, mas
abriga bolsões cristalinos significativos. Por ser
tão extenso, é dividido em Planalto Central,
Planalto Meridional, Planalto da Borborema,
Serras e Planaltos do Leste e Sudeste, Planalto
do Meio-Norte e Escudo Sul-Riograndense.
 IV. Planalto central
 O Planalto Central, na porção central do país,
caracteriza-se pela presença de terrenos
cristalinos (do Pré-Cambriano) que alternam
com terrenos sedimentares do Paleozoico e do
Mesozoico. Nessa região aparecem diversos
planaltos, mas as feições mais marcantes são
as chapadas, principalmente as dos Parecis,
dos Guimarães, dos Pacaás Novos, dos
Veadeiros e o Espigão Mestre, que serve como
divisor de águas dos rios São Francisco e
Tocantins.
 V. Planalto Meridional
 O Planalto Meridional é dominado por
terrenos sedimentares recobertos
parcialmente por lavas vulcânicas (basalto).
Apresenta duas subdivisões: o planalto
Arenito-basáltico, formado por terrenos do
Mesozoico (areníticos e basálticos)
fortemente erodidos, e a depressão
periférica, faixa alongada e deprimida entre
o planalto Arenito-basáltico, a oeste e o
Planalto Atlântico, a leste.
 VI. Planalto Nordestino
 O Planalto Nordestino, é uma região de
altitudes modestas (de 200 m a 600 m)
em que se alternam serras cristalinas,
como as da Borborema e de Baturité, com
extensas chapadas sedimentares, como
as do Araripe, do Ibiapaba, do Apodi e
outras.
 VII. Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste
 As Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste, estão
localizados próximos ao litoral, formando o maior
conjunto de terras altas do país, que se estende do
nordeste até Santa Catarina. Os terrenos são muito
antigos, datando do período Pré-Cambriano, e
integram as terras do escudo Atlântico. Merecem
destaque, nessa região, as serras do Mar, da
Mantiqueira, do Espinhaço, as chapadas
Diamantina, de Caparaó, onde se encontra o Pico
da Bandeira, com 2.890 metros, um dos mais
elevados do relevo do Brasil. Essas montanhas,
altas para os padrões brasileiros, já atingiram a a
altitude dos dobramentos modernos, sendo
conseqüência dos movimentos diastróficos
(movimentos de amplitude mundial que produziram
transformações no relevo dos continentes) ocorridos
 VIII. Planalto do Maranhão-Piauí
 O Planalto do Maranhão-Piauí (ou do
Meio-Norte) situa-se na parte sul e
sudeste da bacia sedimentar do Meio-
Norte. Aparecem, nessa área, vários
planaltos sedimentares de pequena
altitude, além de algumas cuestas.
 IX. Escudo Sul – Riograndense
 O Escudo Sul-Riograndense aparece no
extremo sul do Rio Grande do Sul e é
constituído por terrenos cristalinos com
altitudes de 200 a 400 metros,
caracterizando uma sucessão de colinas
pouco salientes, conhecidas localmente
por coxilhas, ou ainda acidentes mais
íngremes e elevados, conhecidos como
cerros.
 X. Planícies
 As planícies cobrem mais de 3.000.000 de
km² do território brasileiro. Dividem-se em
três grandes áreas: a Planície Amazônica,
a planície litorânea e o Pantanal
Matogrossense
 XI. Planície Amazônica
 A mais extensa área de terras baixas
brasileiras está situada na região Norte. Trata-
se da planície Amazônica e planaltos
circundantes, localizados entre o planalto das
Guianas (ao norte), o planalto Brasileiro (ao
sul), o oceano Atlântico (a leste) e a cordilheira
dos Andes (a oeste).
 A planície, propriamente dita, ocupa apenas
uma pequena parte dessa região, estendendo-
se pelas margens do rio Amazonas e seus
afluentes. Ao redor dela aparecem vastas
extensões de baixos-platôs, ou baixos-
planaltos sedimentares.
 Observando-se a disposição das terras da
planície no sentido norte-sul, identificam-se
três níveis altimétricos no relevo:
1. Várzeas, junto à margem dos rios,
apresentando-se terrenos de formação
recente, que sofrem inundações freqüentes, as
quais sempre renovam a lâmina do solo;
2. Tesos ou terraços fluviais, cujas altitudes não
ultrapassam os 30 m e que são periodicamente
inundados;
3. Baixos-planaltos ou platôs, conhecidos
localmente por terras firmes, salvos das
inundações comuns, formados por terrenos do
Terciário.
 XII. Planície do Pantanal
 A mais típica das planícies brasileiras é a planície
do Pantanal, constituída por terrenos do
Quaternário, situada na porção oeste de Mato
Grosso do Sul e pequena extensão do sudoeste de
Mato Grosso, entre os planaltos Central e
Meridional. Como é banhada pelo rio Paraguai e
seus afluentes, é inundada anualmente por ocasião
das enchentes, quando vasto lençol aquático
recobre quase toda a região.
 As partes mais elevadas do Pantanal são
conhecidas pelo nome indevido de cordilheiras e as
partes mais deprimidas constituem as baías ou
largos. Essas baías, durante as cheias, abrigam
lagoas que se interligam através de canais
conhecidos como corixos.
 XIII. Planície Litorânea
 As planícies e terras baixas costeiras formam uma
longa e estreita faixa litorânea, que vai desde o
Amapá até o Rio Grande do Sul. Em alguns pontos
dessa extensão, o planalto avança em direção ao mar
e interrompe a faixa de planície. Aparecem, nesses
pontos, falésias, que são barreiras à beira-mar
resultantes da erosão marinha.
 A planície costeira é constituída por terrenos do
Terciário, que se apresentam como barreiras ou
tabuleiros, e por terrenos atuais ou do Quaternário,
nas baixadas. As baixadas são freqüentes no litoral e
as mais extensas são a Fluminense, a Santista, a do
Ribeira de Iguape e a de Paranaguá.
 As planícies costeiras dão origem, basicamente, às
praias, mas ocorrem também dunas, restingas,
manguezais e outras formações.
JURANDYR ROSS
 Tendo participado do Projeto Radam e levado em
consideração a classificação de Ab'Saber,
Jurandyr Ross propôs uma divisão do relevo do
Brasil tão detalhada quanto os novos
conhecimentos adquiridos sobre o território
brasileiro nos dois primeiros projetos. Por isso ela
é mais complexa que as anteriores. Sua proposta
é importante porque resulta de um trabalho
realizado com o uso de técnicas modernas, que
permitem saber com mais conhecimento como é
formado o relevo brasileiro. Esse conhecimento é
fundamental para vários projetos (exploração de
recursos minerais, agricultura) desenvolvidos no
país. Ross também aprofundou o critério
morfoclimático da classificação de Ab'Saber
Desse modo, a classificação de Jurandyr
Ross está baseada em três maneiras
diferentes de explicar as formas de relevo:
 morfoestrutural: leva em conta a
estrutura geológica;
 morfoclimática: considera o clima e o
relevo;
 morfoescultural: considera a ação de
agentes externos.
Cada um desses critérios criou um "grupo"
diferente de formas de relevo, ou três
níveis, que foram chamados de táxons e
 1º táxon: Considera a forma de relevo que se destaca
em determinada área — planalto, planície e
depressão.
 2º táxon: Leva em consideração a estrutura geológica
onde os planaltos foram modelados — bacias
sedimentares, núcleos cristalinos arqueados,
cinturões orogênicos e coberturas sedimentares sobre
o embasamento cristalino.
 3º táxon: Considera as unidades morfoesculturais,
formada tanto por planícies como por planaltos e
depressões, usando nomes locais e regionais.
 O relevo de determinada região depende de sua
estrutura morfológica. Tendo sido feita uma nova
classificação do relevo, e corresponde uma nova
análise da estrutura geológica brasileira.
 As novas 28 unidades do relevo brasileiro foram
divididas em onze planaltos, seis planícies e onze
depressões.
I. Planaltos
 Compreendem a maior parte do território brasileiro e
são chamados de "formas residuais" (de resíduo, ou
seja, do que ficou do relevo atacado pela erosão).
Podemos considerar alguns tipos gerais:
 Planaltos em bacias sedimentares, como o
Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e
Chapadas da Bacia do Parnaíba e os Planaltos e
Chapadas da Bacia do Paraná. Podem ser limitados
por depressões periféricas, como a Paulista, ou
marginais, como a Norte-Amazônica.
 Planaltos em intrusões e coberturas residuais da
plataforma (escudos): São formações antigas da
era Pré-Cambriana, possuem grande parte de sua
extensão recoberta por terrenos sedimentares.
Temos como exemplos os Planaltos Residuais Norte-
Amazônicos, chamados de Planalto das Guianas nas
classificações anteriores.
 Planaltos em núcleos cristalinos arqueados.
São planaltos que, embora isolados e distantes um
dos outros, possuem a mesma forma, ligeiramente
arredondada. Podemos citar como exemplo o
Planalto da Borborema.
 Planaltos dos cinturões orogênicos: são os
planaltos que ocorrem nas faixas de orogenia
antiga correspondem a relevos residuais por
litologias diversas, quase sempre metamórficas
associadas a intrusivas. Estas unidades estão em
áreas de estruturas dobradas correspondentes aos
cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico.
Nesses planaltos encontram se inúmeras serras,
associadas a resíduos de estrutura dobradas
intensamente, atacados por processos erosivos.
Tem-se como exemplo; os planaltos e serras do
Atlântico leste-sudeste, os planaltos e serras de
Goiás-Minas.
II. Depressões
 Nos limites das bacias com os maciços antigos,
processos erosivos formaram áreas rebaixadas,
principalmente na Era Cenozoica. São as depressões,
onze no total, que recebem nomes diferentes,
conforme suas características e localização.
 Depressões periféricas: Nas regiões de contato
entre estruturas sedimentares e cristalinas, como, por
exemplo, a Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense.
 Depressões marginais: Margeiam as bordas de
bacias sedimentares, esculpidas em estruturas
cristalinas, como a Depressão Marginal Sul-
Amazônica.
 Depressões interplanálticas: São áreas mais baixas
em relação aos planaltos que as circundam, como a
Depressão Sertaneja e do São Francisco .
III. Planícies
 Nessa classificação grande parte do que era
considerado planície passou a ser classificada
como depressão marginal. Com isso as
unidades das planícies ocupa agora uma porção
menor no território brasileiro. Podemos
distinguir:
 Planícies costeiras: Encontradas no litoral
como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.
 Planícies continentais: Situadas no interior do
país, como a Planície do Pantanal. Na
Amazônia, são consideradas planícies as terras
situadas junto aos rios. O professor Aziz
Ab'Saber já fazia esta distinção, chamando as
TIPOS DE ROCHA
CICLO DAS ROCHAS
 É o conjunto de fenômenos naturais que leva um tipo
de rocha a se transformar em outro. Tudo começa aqui
mesmo, na superfície da Terra, com a erosão
provocada por intempéries como a chuva e o vento. No
fim desse processo, formam-se as rochas
sedimentares, que se transformam em metamórficas
nas profundezas da crosta terrestre. As metamórficas,
por sua vez, acabam virando magma, que, em algum
momento, se solidifica e vira rocha ígnea, dando início
ao ciclo novamente. Tudo isso leva milhões de anos
para ocorrer, num processo contínuo e infinito, em que
nada se perde e tudo se transforma. Veja no infográfico
quais são os principais fatores que atuam nas
ROCHAS ÍGNEAS/MAGMÁTICAS
 Essas rochas são resultantes da
solidificação ou consolidação do magma.
Elas também são conhecidas com rochas
ígneas, pois tiveram origem em ambiente de
elevada temperatura (a palavra ígnea vem
do latim igni: fogo). (Informações retiradas
do capítulo 19 do livro ―Noções básicas de
Geografia‖ do autor Melhem Adas, editora
Moderna).
I. Extrusivas
 O magma que chega à superfície sofre rápido
resfriamento, pois a temperatura terrestre é bem
menor que a dele. As rochas magmáticas assim
formadas recebem o no me de rochas magmáticas
vulcânicas ou extrusivas (a palavra extrusiva
está relacionada à ―exterior‖, ―fora de―). É o caso,
por exemplo, da lava vulcânica, que se solidifica na
superfície da Terra ao ser expelida por um vulcão.
 O exemplo mais comum desse tipo de rocha é o
basalto; esse tipo de rocha é utilizado como
paralelepípedo para calçamento de ruas. Quando
partido em pequenos pedaços, o basalto é utilizado
como pedra britada pela construção civil; quando
misturado com cimento e água, forma o concreto
utilizado para construir vigas, colunas, lajes e etc.
II. Intrusivas
 Quando o magma, em seu movimento de ascensão à
superfície da Terra, se resfria e se solidifica ainda no
interior do planeta, formas as rochas magmáticas
plutônicas ou intrusivas (a palavra intrusiva está
relacionada à ―interior‖, ―dentro de‖). Nesse caso, o
resfriamento do magma é lento permitindo a formação
de grandes cristais. É por isso que, nesses tipos de
rochas, os cristais são visíveis a olho nu. São também
chamadas de rochas cristalinas.
 O exemplo mais comum de rocha magmática
plutônica, intrusiva ou cristalina é o granito. O granito
também é muito utilizado como paralelepípedo para
calçamento de ruas. Quando polido, é bastante
utilizado como tampo de pia de cozinha e de banheiro,
como piso ou revestimento interno e externo de
paredes, além de ter muitas outras aplicações na
construção civil.
Rochas metamórficas
 As rochas metamórficas se originam da
transformação de outras rochas (magmáticas e
sedimentares), quando submetidas a certas
condições de pressão, calor e umidade. São
exemplos de rochas metamórficas o gnaisse e o
mármore.
 Na natureza, quando as rochas metamórficas,
juntamente com as rochas magmáticas, formam
estruturas geológicas chamadas crátons ou
plataformas. Quando esses tipos de rochas estão
à superfície, recebem o nome de escudo. É uma
estrutura geológica mais antiga do que as
formadas pelas bacias sedimentares.
(Informações retiradas do capítulo 19 do livro
―Noções básicas de Geografia‖ do autor Melhem
Adas, editora Moderna).
RELAÇÃO ROCHA X SOLO
O solo é o resultado de algumas mudanças que ocorrem
nas rochas. Estas mudanças são bem lentas sendo que as
condições climáticas e a presença de seres vivos são os
principais responsáveis pelas transformações que ocorrem
na rocha até a formação do solo. Para entendermos melhor
este processo, acompanhe atentamente a sequência
abaixo:
1- Rocha matriz exposta
2- Chuva, vento e sol desgastam a rocha formando fendas
e buracos. Com o tempo a rocha vai esfarelando-se
3- Microorganismos como bactérias e algas se depositam
nestes espaços, ajudando a decompor a rocha através das
substâncias produzidas.
 4- Ocorre acúmulo de água e restos de
microorganismos.
5- Organismos um pouco maiores como
fungos e musgos começam a desenvolver.
6- O solo vai ficando mais espesso e outros
vegetais vão surgindo, além de pequenos
animais.
7- Vegetais maiores colonizam o ambiente,
protegidos pela sombra de outros.
8- O processo continua até atingir o
equilíbrio, determinando a paisagem de um
local.
 Já a rocha é um agrupado natural composto de
alguns minerais ou de um único mineral, podendo
ou não conter vidro vulcânico
As rochas podem ser classificadas em:
ROCHAS IGNEAS OU MAGMÁTICAS - São
resultados da solidificação e consolidação do
magma.
ROCHAS SEDIMENTARES - São as rochas
formadas através do acúmulo de delitos, que
podem ser orgânicos ou gerados por outras
rochas.
ROCHAS METAMÓRFICAS - São as rochas
formadas através da deformação de outras rochas
magmáticas ou sedimentares devido a alterações
de condições ambientais, como a temperatura e a
pressão.
A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS
MINERIAS
 As rochas da crosta terrestre estão em constante
processo de transformação, sendo modificadas
pela ação erosiva de agentes externos (chuvas,
ventos etc.) e agentes internos (erupções
vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre
há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura
geológica de um determinado local é de
fundamental importância na análise do relevo e
dos possíveis recursos minerais existentes.
O Brasil, por apresentar uma grande extensão
territorial (8.514.876 quilômetros quadrados),
possui estrutura geológica composta por três tipos
distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares
e terrenos vulcânicos.
 Escudos cristalinos
Responsável por aproximadamente 36% do
território nacional, essa formação ocorreu no
período pré-cambriano. Ela apresenta composição
diferente conforme os terrenos arqueozoicos (32%
do território nacional) e proterozoicos (4% do
território). No primeiro é possível encontrar rochas
como o granito, gnaisses, grafita e elevações
como a serra do Mar. Sua formação é a mais
antiga, apresentando pequena riqueza mineral. Já
nos terrenos proterozoicos, há rochas
metamórficas que formam jazidas minerais (ferro,
níquel, chumbo, ouro, prata, diamantes e
manganês). A serra dos Carajás, no estado do
Pará, é um terreno proterozoico.
 Bacias sedimentares
Essa formação recobre cerca de 60% do
território brasileiro. São constituídas de
espessas camadas de rochas sedimentares,
consequência da intensa deposição de
sedimentos de origem marinha, glacial e
continental nas partes mais baixas do relevo.
Nesses terrenos é possível encontrar petróleo e
carvão mineral, além de minerais radioativos
(urânio e tório), xisto betuminoso, areia,
cascalho e calcário.
OCUPAÇÃO EM ÁREA DE RISCO –
ENCOSTAS – NO CONTEXTO DO SOLO
Solo em área de encosta
 O deslizamento é um fenômeno comum em áreas de relevo
acidentado, sobretudo nas encostas. Esse processo pode
ocorrer em locais onde não há ocupação humana, no
entanto, são mais comuns em terrenos onde houve a retirada
da cobertura vegetal original, que é responsável pela
consistência do solo e que impede, através das raízes, o
escoamento das águas.
 Pelo fato de o Brasil ter predominância de clima tropical,
existem grandes índices pluviométricos no verão, que
corresponde ao período chuvoso, com isso as encostas
naturalmente seriam locais de risco, uma vez que estão
sujeitas ao risco de deslizamentos de terra.
Quando ocorrem as precipitações, o solo absorve uma
parcela da água, no entanto, outra parte se locomove em
forma de enxurrada na superfície do terreno, a parte de água
que se infiltra no solo se confronta com alguns tipos de
rochas impermeáveis, com isso a água não encontra
passagem e começa acumular-se em único local, tornando,
dessa forma, o solo saturado de umidade que não consegue
suportar e se rompe, desencadeando o deslizamento de
terras nas encostas até a base dos morros.
 Os motivos que desencadeiam esse processo estão
ligados à forma de relevo, estrutura geológica do
terreno, além das ações humanas que intensificam os
deslizamentos: retirada da cobertura vegetal de áreas
de relevo acidentado, habitação em locais impróprios,
oferecendo condições propícias para o
desenvolvimento desse fenômeno.
 O deslizamento é um processo que pode ocorrer em
qualquer lugar do mundo. No Brasil, as pessoas que
vivem nos centros urbanos e que mais sofrem são as
de baixo poder aquisitivo, pois as áreas de risco em
que habitam são uma das únicas alternativas para
essa classe residir, visto que são lugares de pequeno
valor comercial.
Em todos os anos, durante os períodos de chuva,
veiculam notícias de enchente e deslizamento em
áreas marginalizadas, produzindo prejuízos e mortes
em diversas metrópoles brasileiras.
O caso da baixada fluminense: Petrópolis,
Teresópolis e nova Iguaçu.
 Petrópolis
 Chuva provoca cem deslizamentos e alagamentos em
Petrópolis (RJ)
MARTHA ALVES
 A chuva que atinge a região serrana do Rio provocou ao
menos cem ocorrências de alagamento e deslizamento de
terra em vários pontos de Petrópolis, desde o início da
chuva na tarde de ontem (17). A Defesa Civil e os
bombeiros ainda não sabem informar o número de pessoas
soterradas e de mortos.
Os bairros mais atingidos pela chuva são Alto da Serra,
Quitandinha, Sargento Boening, Siméria e Lopes Trovão.
Na madrugada desta segunda-feira, foram registrados
deslizamentos de terra nos bairros Alto da Serra e
Quitandinha.
Segundo a Defesa Civil, o maior índice pluviométrico
foi no bairro Quitandinha, onde foi registrado e 355
milímetros, em um período de 24 horas. No ano
passado, o índice foi de 270 milímetros no mês inteiro.
As ruas do centro Petrópolis ficaram completamente
alagadas durante a madrugada, impedindo o
deslocamento das pessoas. A própria Defesa Civil
encontrou dificuldades para se deslocar pela cidade
para ajudar a população.
Segundo o órgão, as sirenes instaladas em áreas de
risco foram acionadas a tempo para as pessoas
deixarem as casas e irem para os pontos de apoio em
escolas e uma igreja. Nesta manhã, a prefeitura
iniciará o cadastramento das famílias acolhidas nas
escolas.
A Polícia Militar, bombeiros, Guarda Municipal e
equipes da prefeitura também estão envolvidos no
trabalho socorro às vítimas da chuva.
 INTERDIÇÃO
 Um deslizamento de terra e pedra interdita
desde às 2h a pista sentido Rio da rodovia BR-
040, no km 75, em Petrópolis.
 Segundo a Concer, concessionária que
administra a via, a chuva também provocou
outras quedas de barreira ao longo da rodovia,
mas não houve feridos.
 Equipes da concessionária trabalham na
limpeza da via, mas sem previsão de liberação.
 JANEIRO
Em janeiro deste ano, um temporal inundou Xerém, distrito de
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, causando uma morte.
Casas e ruas foram destruídas.
Havia trechos com até três metros de barro, trazido pela
inundação. A situação foi agravada pela grande quantidade de lixo
nas ruas.
No Estado, mais de 39 mil pessoas foram afetadas pelo
transbordamento de seis rios.
Em Duque de Caxias, mil pessoas ficaram desalojadas (tiveram de
sair de casa) e 250 ficaram desabrigadas (suas casas foram
destruídas). O rio Capivari arrastou árvores e terra, formando a
tromba-d'água que invadiu Xerém.
A chuva provocou ainda tensão em áreas afetadas por tragédias
nos últimos três anos, como região serrana.
Sirenes foram acionadas pela Defesa Civil em Petrópolis e
Teresópolis -duas das cidades afetadas pelos temporais que
deixaram mais de 900 mortos em janeiro de 2011. Cerca de 80
pessoas ficaram desalojadas.
Em Angra dos Reis, 2.000 pessoas foram retiradas de casa pelo
sistema de alerta dos bombeiros -em 2010, a cidade teve 53 mortes
pelas chuvas. Nove casas foram destruídas e 38 interditadas.
II. Teresópolis
 Deslizamentos de terra em toda a cidade
 Temporais castigam vários bairros, interditando residências e fechando ruas
 Marcello Medeiros
 Os temporais que vem atingindo toda a Região Serrana nos últimos estão
causando dezenas de quedas de barreira e alagamentos. Em Teresópolis,
vários bairros foram prejudicados com deslizamentos de terra e enchentes,
tendo como conseqüência residências interditadas e acesso impedido em vias
públicas, como a Rua Seis de Julho, na Quinta-Lebrão. Não bastasse a
situação delicada de locais como Fonte Santa, a previsão é de mais chuva forte
pelo menos até amanhã.
Do início da noite de quinta até a tarde de ontem, vários deslizamentos. Os
bairros mais prejudicados foram Quinta-Lebrão, Fonte Santa, Vale do Paraíso e
Prata. Na Rua Vênus, Fonte Santa, várias barreiras interditaram casas
parcialmente e fecharam o acesso a servidões. Na Sete de Setembro, um
córrego transbordou e invadiu vários imóveis. Próximo ao número 20 da rua
Seis de Julho, Quinta-Lebrão, a terra impossibilitou a passagem até de
pedestres.
 Caiu no início da madrugada e até agora (15h30 de ontem) estamos
praticamente ilhados. Só está dando para passar a pé porque nós
mesmos retiramos um pouco da terra. Mas, de manhã, muita gente
ficou presa. Crianças perderam escola e muitos não puderam ir
trabalhar‖, relatou a jornal a dona de casa Ana Salomão, 48,
residente próximo.
Na estrada Ria-Bahia, vários deslizamentos nas proximidades dos
dois bairros já citados. Maior quantidade de terra nos quilômetros
78,5 e 79 deixaram o trânsito em meia pista. Até o final da tarde de
ontem, funcionários da Concessionária Rio-Teresópolis trabalhavam
para liberar a passagem. Na Estrada Wenceslau José de Medeiros
e Avenida Delfim Moreira, árvores e barro também prejudicaram o
caminho dos automóveis. Nesses locais, a limpeza foi feita por
funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Públicos. A Defesa
Civil também registrou ocorrências do tipo nas Paineiras, Vila
Muqui, Bairro dos Artistas e Agriões. Em alguns casos, imóveis
foram atingidos parcialmente e interditados. Felizmente, não houve
vítimas fatais. Também na madrugada de ontem, um desabamento
matou uma menina de 12 anos, Jéssica Macedo Padilha. Ela
chegou a ser resgatada com vida, mas morreu ao dar entrada no
Hospital Raul Sertã.
 Problemas na terça
A chuva de terça-feira começou no final da tarde e, apesar dos
alertas de temporal, muita gente foi surpreendida porque choveu
acima da precipitação prevista. Rapidamente, as principais
avenidas e ruas do Centro e proximidades foram tomadas pela
enchente. Lúcio Meira, Feliciano Sodré, Carmela Dutra e até Delfim
Moreira, chegando a entrar água no Shopping Teresópolis. A Praça
Olímpica virou um lago.
Com a água barrenta nas ruas, o trânsito parou nos dois sentidos,
atrasando as linhas de ônibus para toda a cidade. ―Demorei mais de
duas horas para conseguir chegar em casa. Conseguir ônibus do
Alto para a Várzea foi um sufoco‖, relatou a O DIÁRIO a balconista
Luciana Oliveira, residente no Morro dos Pinheiros. No bairro da
Prata, os alagamentos têm sido constantes nos últimos dias nas
proximidades do posto de vistoria do Detran. A Barra do Imbuí foi
um dos locais com mais prejudicados com a água da chuva: Dois
carros foram arrastados para um córrego. Na Várzea, uma árvore
caiu atingiu barracas no camelódromo da rodoviária.
Próximo ao Centro, a Vila Muqui também sofreu bastante com o
temporal da última terça-feira. Todas as ruas do bairro foram
danificadas pela grande quantidade de água que desceu em
direção a Várzea. Fernando Martins, Marechal Rondon, Felipe Nery
Siqueira e Marcos Salles Canano estão com vários buracos. Na
Marechal Rondon, a principal, placas de asfalto soltas fazem os
motoristas passarem pela contra-mão para não danificar seus
carros. ―O problema é que a pessoa vai para o outro lado para fugir
dos buracos e pode bater de frente, pois os problemas estão em
curvas‖, falou a reportagem do jornal o auxiliar de escritório Jonas
Silva, no momento em que a situação era registrada.
Duas grandes barreiras atingiram parcialmente residências nas ruas
Marcos Salles Canano e Felipe Nery Siqueira, sem vítimas,
interditando servidões. Em um dos casos, os moradores de uma
residência tiveram que se abrigar em casas de parentes por causa
do risco de novos deslizamentos. No final da Canano, uma barreira
desceu na direção dos fundos de casas localizadas na Rua
Fernando Martins, entrada do bairro.
III. Nova Iguaçu
 Três pessoas morrem em deslizamento de terra em Nova
Iguaçu (RJ)
 Do UOL Notícias*
Em São Paulo
 Um deslizamento de terra causado pela forte chuva que atingiu no
final da noite desta quarta-feira (11) a cidade de Nova Iguaçu, na
Baixada Fluminense, deixou pelo menos três mortos, dois feridos e
várias ruas alagadas pelo transbordamento de rios e córregos.
Uma residência no bairro da Biquinha veio abaixo com o
deslizamento do barranco onde foi construída. Morreram soterrados
José Severino Frias, de 48 anos, o filho dele, Marilson José Frias,
de 22, e a filha Jennifer Maria da Silva, de 15 anos, que estava
desaparecida até o início da manhã de hoje.
 Morador tira água de sua casa, inundada hoje, na cidade de Duque
de Caxias (RJ). Pelo menos três pessoas morreram e outras duas
ficaram feridas em consequência das fortes chuvas que castigaram
a região na madrugada de hoje
Os dois feridos, Jonathan José da Silva Frias e Angela Maria da
Silva, foram levados para o hospital da Posse. Os corpos das
vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da
região.
De acordo com levantamento da Defesa Civil, 30 famílias estão
desalojadas e desabrigadas em Nova Iguaçu. O atendimento dos
atingidos está sendo feito na Associação de Moradores de Tinguá.
Já as pessoas que tiveram que abandonar suas casas foram
encaminhadas para a Escola Municipal Barão de Tinguá.
Aproximadamente 120 agentes, entre funcionários da prefeitura,
equipes da Defesa Civil, integrantes da Vigilância em Saúde, além
de bombeiros, trabalham no atendimento aos atingidos. As famílias
desabrigadas ainda serão vacinadas como forma de prevenção de
doenças.
O caso de Angra dos Reis – Pousada Sankay
 As fortes chuvas dos últimos dias de 2009 transformaram
num cenário trágico um dos principais paraísos turísticos do
Estado do Rio. O deslizamento de uma encosta atingiu uma
pousada e sete casas na Ilha Grande, na baía de Angra dos
Reis, matando pelo menos 19 pessoas. No continente, outras
11 pessoas morreram em outro desmoronamento de terra, no
Morro da Carioca, no centro histórico da cidade, totalizando
em pelo menos 30 o número de vítimas fatais da tragédia. Até
o início da noite desta sexta-feira, 1º, bombeiros ainda
trabalhavam em busca de outras vítimas ou sobreviventes.
 Na Ilha Grande, os bombeiros haviam resgatado pelo menos
13 corpos de turistas e seis de moradores locais, informou o
vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.
 Em todo o Estado do Rio, 52 pessoas já morreram em
consequência da chuva dos últimos dias. De acordo com a
Defesa Civil, Angra dos Reis vinha sofrendo com as chuvas
desde a quarta-feira, 30, e já tem 800 pessoas desabrigadas
 Segundo os bombeiros, cerca de 65 pessoas que
estavam hospedadas na Pousada Sankay, na praia de
Bananal, na face continental da ilha, escaparam do
incidente com vida. Casas vizinhas à pousada, que
ficou totalmente destruída, também foram atingidas
pelo deslizamento.
 Entre os mortos está a filha dos proprietários da
pousada. Yumi Faraci, de 18 anos, e um casal de
amigos dela ficaram sob os escombros e não
resistiram. Os donos, Geraldo e Sonia Faraci,
escaparam com vida, mas ficaram muito abalados. A
família deles, de Belo Horizonte, não quis comentar a
tragédia.
 Mais de 100 pessoas, entre bombeiros, médicos e
voluntários, foram mobilizados para a operação de
resgate na cidade. Militares da Marinha também
ajudaram. Helicópteros e navios forem empregados
no transporte de equipamentos e de pelo menos 10
feridos.
 O comandante geral do Corpo de Bombeiros do
Rio e subsecretário estadual de Defesa Civil,
Pedro Machado, e o secretário de Saúde e
Defesa Civil do Rio, Sérgio Côrtes, estão em
Angra e ajudam no trabalho de resgate.
 "Existe muita dificuldade para fazer esse material
todo chegar aqui (Ilha Grande). As pedras e
árvores que caíram sobre a pousada e as casas
são muito grandes", explicou o vice-governador
do Rio, Luiz Fernando Pezão, que chegou à ilha
ainda pela manhã. "Infelizmente, acreditamos que
vamos ter um número ainda mais elevado de
vítimas por conta desses desmoronamentos".
 Desaparecidos
 Autoridades envolvidas na operação estimam que pode haver
pelo menos mais 25 corpos na Ilha Grande. No Morro da
Carioca, favela localizada no centro de Angra dos Reis,
dezenas de pessoas estariam desaparecidas sob escombros
e uma grande quantidade de terra. Muitas delas seriam
crianças. Oficialmente, até o início da noite desta sexta-feira,
eram 11 os mortos em consequência do deslizamento de
terra no local.
 O trabalho de resgate na favela é delicado, pois existe a
possibilidade de um novo deslizamento se a chuva persistir. À
noite, as buscas por corpos ou sobreviventes tiveram de ser
interrompidas.
 Em estado de choque, moradores da Carioca lamentavam a
tragédia. De acordo com vizinhos, um ex-funcionário da
prefeitura, conhecido como seu Zezinho, estaria soterrado
com outras 13 pessoas de sua família - apenas uma teria
escapado do desmoronamento.
 Ao todo, 800 pessoas foram retiradas do Morro da Carioca e
abrigadas em três escolas do município.
 Desesperados, os sobreviventes deixaram
rapidamente suas casas, todas de alvenaria e
regularizadas pela prefeitura de Angra, antes
mesmo da chegada da Defesa Civil e dos
bombeiros. Eles carregaram roupas e outros
pertences, alguns eletrodomésticos e pequenos
móveis.
 Informações desencontradas também indicavam
que em outra casa do Morro da Carioca oito
crianças estariam soterradas, juntas com o pai e a
mãe.
 "O clima aqui é de desolação, de pânico, os
abrigos estão abarrotados e a toda hora surge um
ou outro nome de alguém desaparecido", contou,
por telefone, a jornalista Tatiana Musse, que mora
em Angra dos Reis.
 Possibilidades de chuva
 Segundo a empresa de meteorologia Climatempo há
possibilidades de novas chuvas em Angra dos Reis até
o final desta sexta-feira, pois o ar está muito úmido e
quente, o que facilita o crescimento das nuvens de
chuva. Desde as 9 horas desta manhã não há registro
de chuva no município.
 De acordo com a Climatempo, apesar de ainda haver
muita nebulosidade sobre o município, houve elevação
da temperatura ao longo do dia, que chegou aos 31ºC.
O radar meteorológico do Pico do Couto, no Rio de
Janeiro, operado pela Aeronáutica, não detectava chuva
sobre a região. Porém, novas áreas de chuva já tinham
surgido na região de Mangaratiba.
 Além do Morro da Carioca, os bairros de Angra
Getulândia e Morro da Glória 2 também estão em
situação crítica, elevando o risco de novos
desmoronamentos, em caso de chuva.
 "Tivemos casas que caíram, carros soterrados, ônibus
perdidos. Essa parte ainda está interditada", explicou o
vice-prefeito de Angra. "Estamos praticamente ilhados".
 Rio-Santos
 A região de Angra e Paraty foi muito atingida
pela chuva desta quinta-feira, 31, último dia do
ano. Uma queda de barreira interditou os dois
sentidos da BR-101 (Rio-Santos) próximo a
Paraty. Também houve deslizamentos em pelo
menos outros quatro pontos da rodovia, um
deles ocorreu bem próximo à entrada de Angra.
A Polícia Rodoviária Federal recomenda que os
motoristas evitem a rodovia.
 Capital do Estado
 Na capital carioca, o prefeito Eduardo Paes
decretou estado de alerta, com a queda de
mais de 100 barreiras. Também há 17
imóveis com risco de desabamento. O
prefeito pediu que as pessoas que moram
em áreas de risco saiam de suas casas pelo
menos até sexta-feira por causa da
manutenção do risco de deslizamentos.
Segundo ele, a zona norte da cidade foi a
mais atingida. Em todo o Estado do Rio, pelo
menos 18 pessoas morreram em
consequência da chuva nos últimos dias
entre os dias 30 e 31 de dezembro de 2009.
FATORES RELEVANTES
FALHA DE SAN ANDREAS
 A Falha de San Andreas é uma falha geológica de
tipo tangencial de quase 1300 km situada na
Califórnia. Essa falha é uma marca natural de um
limite transformante existente entre a Placa do
Pacífico e a Placa norte-americana.
 É conhecida por gerar terremotos de grande
intensidade, dentre os abalos sísmicos registrados
na região, destacam-se o abalo ocorrido em 1857,
cujo epicentro ocorreu ao sul de Parkfield com uma
magnitude de 8,0 da Escala Richter; Em 1906
ocorreu o Terremoto de San Francisco que matou
mais de três mil pessoas. Em 1989, um tremor
ocorrido com magnitude 7,1 na escala Richter,
causou 63 mortes e danos em alguns pontos na Baía
de São Francisco.
 A região da Costa Oeste dos Estados Unidos é
uma das regiões que mais apresenta atividade
sísmica no planeta. A Falha trata-se de uma
grande rachadura visível, os deslizamentos
descritos no parágrafo anterior geram
instabilidades em todo o estado da Califórnia.
Segundo o Instituto de Pesquisas Geológicas
dos EUA, a Califórnia possui 99 % de
probabilidade de sofrer um novo terremoto
acima de 6,7 graus nos próximos trinta anos.
 Há uma crença que pré-determina, sem de
conceitos cientificamente provados, que futuros
terremotos na área poderão causar uma divisão
no estado da Califórnia, causando um
desprendimento de uma parte do continente,
que se transformaria numa ilha.
BIBLIOGRAFIA:
 http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,deslizamentos-em-
angra-dos-reis-matam-ao-menos-30-pessoas,489360,0.htm
 http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/ciclo-
rochas-629644.shtml
 http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1248049-chuva-provoca-
alagamentos-e-deslizamentos-em-petropolis-rj.shtml
 http://www.odiariodeteresopolis.com.br/leitura_noticias.asp?IdNot
icia=7452
 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/12/ult5772u6099.jhtm
 Noções básicas de Geografia - Melhem Adas, editora Moderna
 http://www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaFisica/Relev
o/
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil
 Geografia para Ensino Médio – Demetrio magnoli pag. 37 e 38
(Agentes endógenos)
 Apostila do SESI – págs. 37 e 38 (relevo)

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Seminário relevo

  • 2.  Nome: Nº:  Beatriz Borges 04  Berenice Cardozo 05  Bheatrys Cruz 06  Bianca Constantino 07  Gabriel da Silva 14  Gabriela Silva 16  Jonathas Viana 18  Larissa Bomfim 20  Tamara Melo 27  Thaís Farias 28
  • 3. SUMÁRIO  Introdução  Agentes Modeladores do Relevo  Formas de Relevo  Classificação do Revelo Brasileiro  Tipos de Rocha  A Importância dos Recursos Minerais  Ocupação em Áreas de Risco – Encostas – No contexto Solo  Outros Fatores Relevantes
  • 4. INTRODUÇÃO  O relevo consiste nas formas da superfície do planeta, podendo ser influenciado por agentes internos e externos. Ou seja, é o conjunto das formas da crosta terrestre, manifestando-se desde o fundo dos oceanos até as terras emersas. Entre as principais formas apresentadas pelo relevo terrestre, os quatro tipos principais são:  Montanhas  Planaltos  Planícies  Depressões
  • 5.
  • 7. • Agentes endógenos O relevo é o resultado da ação dos agentes endógenos ou internos, que estruturam as formas das paisagens
  • 8. I. Tectonismo  Tectonismo é a denominação geral para a ação gerada sobre a crosta pela pressão dos materiais do magma. E ele se divide em dois tópicos:  Epirogênese: movimentos de longa duração geológica que age em áreas estáveis da costa e representa uma das causas de transgressões e regressões marinhas, isto é, de avanços e recuos das águas em relação às terras emersas, causando, respectivamente, a elevação ou o rebaixamento do nível do mar.  Orogênese: movimentos de curta duração que atuam sobre as zonas de instabilidade da crosta, nos limites das placas tectônicas. Ao contrário da epirogênese, que resulta de pressão vertical, a orogênese resulta da pressão horizontal exercida pelo choque de placas, resultando em dobras e falhas. Um exemplo é o surgimento das cordilheiras
  • 9. II. Vulcanismo  Vulcanismo é a efusão de material fluido oriundo do magma na superfície, podendo ocorrer através de fendas ou orifícios. Os assoalhos oceânicos, especialmente as áreas ocupadas pelas dorsais submarinas, concentram a maior parte dos vulcões do globo. Milhares de ilhas oceânicas formaram-se a partir de atividade vulcânica.
  • 10. III. Abalos sísmicos  Abalos sísmicos são gerados por violentos movimentos de massas em profundidades variáveis da crosta inferior ou do manto, entre 50 e 900 quilômetros, e resultam em rápidas reacomodações de camadas rochosas da crosta. A partir do foco do terremoto no interior do planeta, ondas sísmicas se propagam até a superfície. O ponto da superfície vertical ao foco é denominado epicentro. As repercussões dos abalos sísmicos atingem áreas maiores ou menores da superfície em função da profundidade do foco. Abalos com foco muito profundo propagam seus efeitos por vastas áreas, mas quanto maior é o afastamento do epicentro menores são as destruições geradas pelo sismo.
  • 11. AGENTES EXÓGENOS  O relevo é o resultado da ação dos agentes exógenos, ou externos, que modelam essas formas, deixando-as com fisionomias diversas, como planaltos, planícies, montanhas entre outras. Os agentes externos desgastam, destroem e constroem diferentes formas de relevo, complementando o trabalho dos agentes internos. O processo de desgaste, transporte e deposição de materiais é denominado erosão, e os principais tipos de erosões são: pluvial (chuvas), fluvial (rios), marinhas, glacial e eólica
  • 12.  Esses agentes transformam as paisagens e muitas vezes interferem diretamente nas atividades humanas. As chuvas, por exemplo, desgastam o solo, carregando parte dos materiais que o compõe. De acordo com o nível de erosão, esse desgaste pode formar sulcos, quando abre pequenos cortes no solo exposto; ravinas, que podem ser consideradas de tamanho médio; e as voçorocas, verdadeiras crateras abertas no solo. Em áreas de declives acentuados, há o perigo de deslizamentos, principalmente em pontos em que a vegetação é suprimida para alguma finalidade e o solo fica exposto e sem proteção.
  • 13. O HOMEM ENQUANTO AGENTE MODELADOR DO RELEVO  O homem destaca-se como um importante agente transformador do relevo, executando diversas atividades que redefinem a composição original dessas unidades de paisagem. O relevo pode ser alterado ou aproveitado em diferentes situações. A exploração de jazidas minerais pode provocar muitas transformações na paisagem, principalmente se for feita na superfície. Essas transformações provocam verdadeiras ―cicatrizes‖ na paisagem natural, essa e outras atividades econômicas acabam influenciando o surgimento ou crescimento de cidades com as mais diversas características. O crescimento de algumas cidades pode até mesmo imprimir novas características ao relevo. Em diversas circunstâncias, os aspectos culturais acabam por imprimir características próprias à paisagem.
  • 15.  As formas de relevo são classificadas de acordo com suas características estruturais e sua origem, ou seja, áreas onde a erosão supera a sedimentação (montanhas, planaltos e depressões relativas) e áreas onde a sedimentação é mais significativa (planícies e depressões absolutas). A ocupação do território está diretamente correlacionada a características do relevo terrestre. No entanto, o relevo pode ser um empecilho para a fixação de grupos, como em áreas montanhosas, onde os solos são mais rasos, as temperaturas podem ser muito baixas e o ar mais rarefeito.
  • 16.
  • 17. MONTANHAS  São grandes elevações, com declives acentuados e relevo acidentado, resultado dos dobramentos modernos, ou seja, resultante do ―choque‖ entre duas placas tectônicas.
  • 18. PLANALTOS  Apresentam diferentes aspectos quanto as suas altitudes e formas. As serras, os morros e as chapadas compõem essa forma de relevo. São formações antigas que têm como uma de suas características o predomínio de processos erosivos, motivo pelo qual são desgastadas, apresentando topos arredondados e/ou planos de elevações modestos.
  • 19. PLANÍCIES  São áreas baixas e relativamente planas, formadas pela deposição de sedimentos, encontradas às margens dos grandes rios, lagos e lagoas, e na faixa litorânea.
  • 20. DEPRESSÕES  São superfícies levemente inclinadas, mais baixas que os planaltos ao redor e podem se absolutas (abaixo do nível do mar) e relativas (abaixo de áreas circunvizinhas). A formação dessas áreas está relacionada aos prolongados processos erosivos, resultado das ações dos agentes formadores do relevo, principalmente a água e o vento.
  • 21.
  • 22.
  • 24. AROLDO DE AZEVEDO  Uma das mais antigas divisões do relevo foi na década de 1940 pelo professor Aroldo de Azevedo que serviu de base para todas as outras divisões feitas posteriormente. Ao elaborar sua divisão, ele levou em conta principalmente as diferenças de altitude. Desse modo as planícies foram classificadas como as partes do relevo relativamente planas com altitudes inferiores a 200 metros. Por sua vez, os planaltos foram considerados as formas de relevo levemente onduladas. Essa classificação divide todo o território brasileiro em planaltos, cuja área total ocupa 59% de toda a superfície do país, e planícies, que ocupam os 51% restantes.
  • 25. Fonte de pesquisa: Aroldo de Azevedo, O planalto Brasileiro e o problema de classificação de suas formas de relevo.
  • 26. AZIZ AB'SABER  I. Planaltos  Os planaltos ocupam aproximadamente 5.000.000 km² e distribuem-se basicamente em duas grandes áreas, separadas entre si por planícies e platôs: o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro.
  • 27.  II. Planalto das Guianas O Planalto das Guianas apresenta rochas cristalinas muito antigas (do período Pré- Cambriano), intensamente desgastadas. Pode ser dividido em duas grandes unidades: 1. Região serrana, situada nos limites setentrionais do planalto. Como o próprio nome indica, apresenta-se como uma linha de serras, geralmente com mais de 2.000 metros de altitude. Nessa região, na serra do Imeri ou Tapirapecó, localiza-se o Pico da Neblina, com 2.994 metros, ponto mais alto do Brasil. 2. Planalto Norte Amazônico, situado ao sul da região serrana, caracterizado por altitudes modestas, inferiores a 800 metros, intensamente erodidas e recobertas pela
  • 28.  III. Planalto Brasileiro  O Planalto Brasileiro é um vasto planalto que se estende por toda a porção central do Brasil, prolongando-se até o nordeste, leste, sudeste e sul do território. É constituído principalmente por terrenos cristalinos, muito desgastados, mas abriga bolsões cristalinos significativos. Por ser tão extenso, é dividido em Planalto Central, Planalto Meridional, Planalto da Borborema, Serras e Planaltos do Leste e Sudeste, Planalto do Meio-Norte e Escudo Sul-Riograndense.
  • 29.  IV. Planalto central  O Planalto Central, na porção central do país, caracteriza-se pela presença de terrenos cristalinos (do Pré-Cambriano) que alternam com terrenos sedimentares do Paleozoico e do Mesozoico. Nessa região aparecem diversos planaltos, mas as feições mais marcantes são as chapadas, principalmente as dos Parecis, dos Guimarães, dos Pacaás Novos, dos Veadeiros e o Espigão Mestre, que serve como divisor de águas dos rios São Francisco e Tocantins.
  • 30.  V. Planalto Meridional  O Planalto Meridional é dominado por terrenos sedimentares recobertos parcialmente por lavas vulcânicas (basalto). Apresenta duas subdivisões: o planalto Arenito-basáltico, formado por terrenos do Mesozoico (areníticos e basálticos) fortemente erodidos, e a depressão periférica, faixa alongada e deprimida entre o planalto Arenito-basáltico, a oeste e o Planalto Atlântico, a leste.
  • 31.  VI. Planalto Nordestino  O Planalto Nordestino, é uma região de altitudes modestas (de 200 m a 600 m) em que se alternam serras cristalinas, como as da Borborema e de Baturité, com extensas chapadas sedimentares, como as do Araripe, do Ibiapaba, do Apodi e outras.
  • 32.  VII. Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste  As Serras e Planaltos do Leste e do Sudeste, estão localizados próximos ao litoral, formando o maior conjunto de terras altas do país, que se estende do nordeste até Santa Catarina. Os terrenos são muito antigos, datando do período Pré-Cambriano, e integram as terras do escudo Atlântico. Merecem destaque, nessa região, as serras do Mar, da Mantiqueira, do Espinhaço, as chapadas Diamantina, de Caparaó, onde se encontra o Pico da Bandeira, com 2.890 metros, um dos mais elevados do relevo do Brasil. Essas montanhas, altas para os padrões brasileiros, já atingiram a a altitude dos dobramentos modernos, sendo conseqüência dos movimentos diastróficos (movimentos de amplitude mundial que produziram transformações no relevo dos continentes) ocorridos
  • 33.  VIII. Planalto do Maranhão-Piauí  O Planalto do Maranhão-Piauí (ou do Meio-Norte) situa-se na parte sul e sudeste da bacia sedimentar do Meio- Norte. Aparecem, nessa área, vários planaltos sedimentares de pequena altitude, além de algumas cuestas.
  • 34.  IX. Escudo Sul – Riograndense  O Escudo Sul-Riograndense aparece no extremo sul do Rio Grande do Sul e é constituído por terrenos cristalinos com altitudes de 200 a 400 metros, caracterizando uma sucessão de colinas pouco salientes, conhecidas localmente por coxilhas, ou ainda acidentes mais íngremes e elevados, conhecidos como cerros.
  • 35.  X. Planícies  As planícies cobrem mais de 3.000.000 de km² do território brasileiro. Dividem-se em três grandes áreas: a Planície Amazônica, a planície litorânea e o Pantanal Matogrossense
  • 36.  XI. Planície Amazônica  A mais extensa área de terras baixas brasileiras está situada na região Norte. Trata- se da planície Amazônica e planaltos circundantes, localizados entre o planalto das Guianas (ao norte), o planalto Brasileiro (ao sul), o oceano Atlântico (a leste) e a cordilheira dos Andes (a oeste).  A planície, propriamente dita, ocupa apenas uma pequena parte dessa região, estendendo- se pelas margens do rio Amazonas e seus afluentes. Ao redor dela aparecem vastas extensões de baixos-platôs, ou baixos- planaltos sedimentares.  Observando-se a disposição das terras da planície no sentido norte-sul, identificam-se três níveis altimétricos no relevo:
  • 37. 1. Várzeas, junto à margem dos rios, apresentando-se terrenos de formação recente, que sofrem inundações freqüentes, as quais sempre renovam a lâmina do solo; 2. Tesos ou terraços fluviais, cujas altitudes não ultrapassam os 30 m e que são periodicamente inundados; 3. Baixos-planaltos ou platôs, conhecidos localmente por terras firmes, salvos das inundações comuns, formados por terrenos do Terciário.
  • 38.  XII. Planície do Pantanal  A mais típica das planícies brasileiras é a planície do Pantanal, constituída por terrenos do Quaternário, situada na porção oeste de Mato Grosso do Sul e pequena extensão do sudoeste de Mato Grosso, entre os planaltos Central e Meridional. Como é banhada pelo rio Paraguai e seus afluentes, é inundada anualmente por ocasião das enchentes, quando vasto lençol aquático recobre quase toda a região.  As partes mais elevadas do Pantanal são conhecidas pelo nome indevido de cordilheiras e as partes mais deprimidas constituem as baías ou largos. Essas baías, durante as cheias, abrigam lagoas que se interligam através de canais conhecidos como corixos.
  • 39.  XIII. Planície Litorânea  As planícies e terras baixas costeiras formam uma longa e estreita faixa litorânea, que vai desde o Amapá até o Rio Grande do Sul. Em alguns pontos dessa extensão, o planalto avança em direção ao mar e interrompe a faixa de planície. Aparecem, nesses pontos, falésias, que são barreiras à beira-mar resultantes da erosão marinha.  A planície costeira é constituída por terrenos do Terciário, que se apresentam como barreiras ou tabuleiros, e por terrenos atuais ou do Quaternário, nas baixadas. As baixadas são freqüentes no litoral e as mais extensas são a Fluminense, a Santista, a do Ribeira de Iguape e a de Paranaguá.  As planícies costeiras dão origem, basicamente, às praias, mas ocorrem também dunas, restingas, manguezais e outras formações.
  • 40.
  • 41. JURANDYR ROSS  Tendo participado do Projeto Radam e levado em consideração a classificação de Ab'Saber, Jurandyr Ross propôs uma divisão do relevo do Brasil tão detalhada quanto os novos conhecimentos adquiridos sobre o território brasileiro nos dois primeiros projetos. Por isso ela é mais complexa que as anteriores. Sua proposta é importante porque resulta de um trabalho realizado com o uso de técnicas modernas, que permitem saber com mais conhecimento como é formado o relevo brasileiro. Esse conhecimento é fundamental para vários projetos (exploração de recursos minerais, agricultura) desenvolvidos no país. Ross também aprofundou o critério morfoclimático da classificação de Ab'Saber
  • 42. Desse modo, a classificação de Jurandyr Ross está baseada em três maneiras diferentes de explicar as formas de relevo:  morfoestrutural: leva em conta a estrutura geológica;  morfoclimática: considera o clima e o relevo;  morfoescultural: considera a ação de agentes externos. Cada um desses critérios criou um "grupo" diferente de formas de relevo, ou três níveis, que foram chamados de táxons e
  • 43.  1º táxon: Considera a forma de relevo que se destaca em determinada área — planalto, planície e depressão.  2º táxon: Leva em consideração a estrutura geológica onde os planaltos foram modelados — bacias sedimentares, núcleos cristalinos arqueados, cinturões orogênicos e coberturas sedimentares sobre o embasamento cristalino.  3º táxon: Considera as unidades morfoesculturais, formada tanto por planícies como por planaltos e depressões, usando nomes locais e regionais.  O relevo de determinada região depende de sua estrutura morfológica. Tendo sido feita uma nova classificação do relevo, e corresponde uma nova análise da estrutura geológica brasileira.  As novas 28 unidades do relevo brasileiro foram divididas em onze planaltos, seis planícies e onze depressões.
  • 44. I. Planaltos  Compreendem a maior parte do território brasileiro e são chamados de "formas residuais" (de resíduo, ou seja, do que ficou do relevo atacado pela erosão). Podemos considerar alguns tipos gerais:  Planaltos em bacias sedimentares, como o Planalto da Amazônia Oriental, os Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba e os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Podem ser limitados por depressões periféricas, como a Paulista, ou marginais, como a Norte-Amazônica.  Planaltos em intrusões e coberturas residuais da plataforma (escudos): São formações antigas da era Pré-Cambriana, possuem grande parte de sua extensão recoberta por terrenos sedimentares. Temos como exemplos os Planaltos Residuais Norte- Amazônicos, chamados de Planalto das Guianas nas classificações anteriores.
  • 45.  Planaltos em núcleos cristalinos arqueados. São planaltos que, embora isolados e distantes um dos outros, possuem a mesma forma, ligeiramente arredondada. Podemos citar como exemplo o Planalto da Borborema.  Planaltos dos cinturões orogênicos: são os planaltos que ocorrem nas faixas de orogenia antiga correspondem a relevos residuais por litologias diversas, quase sempre metamórficas associadas a intrusivas. Estas unidades estão em áreas de estruturas dobradas correspondentes aos cinturões Paraguai-Araguaia, Brasília e Atlântico. Nesses planaltos encontram se inúmeras serras, associadas a resíduos de estrutura dobradas intensamente, atacados por processos erosivos. Tem-se como exemplo; os planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste, os planaltos e serras de Goiás-Minas.
  • 46. II. Depressões  Nos limites das bacias com os maciços antigos, processos erosivos formaram áreas rebaixadas, principalmente na Era Cenozoica. São as depressões, onze no total, que recebem nomes diferentes, conforme suas características e localização.  Depressões periféricas: Nas regiões de contato entre estruturas sedimentares e cristalinas, como, por exemplo, a Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense.  Depressões marginais: Margeiam as bordas de bacias sedimentares, esculpidas em estruturas cristalinas, como a Depressão Marginal Sul- Amazônica.  Depressões interplanálticas: São áreas mais baixas em relação aos planaltos que as circundam, como a Depressão Sertaneja e do São Francisco .
  • 47. III. Planícies  Nessa classificação grande parte do que era considerado planície passou a ser classificada como depressão marginal. Com isso as unidades das planícies ocupa agora uma porção menor no território brasileiro. Podemos distinguir:  Planícies costeiras: Encontradas no litoral como as Planícies e Tabuleiros Litorâneos.  Planícies continentais: Situadas no interior do país, como a Planície do Pantanal. Na Amazônia, são consideradas planícies as terras situadas junto aos rios. O professor Aziz Ab'Saber já fazia esta distinção, chamando as
  • 48.
  • 50. CICLO DAS ROCHAS  É o conjunto de fenômenos naturais que leva um tipo de rocha a se transformar em outro. Tudo começa aqui mesmo, na superfície da Terra, com a erosão provocada por intempéries como a chuva e o vento. No fim desse processo, formam-se as rochas sedimentares, que se transformam em metamórficas nas profundezas da crosta terrestre. As metamórficas, por sua vez, acabam virando magma, que, em algum momento, se solidifica e vira rocha ígnea, dando início ao ciclo novamente. Tudo isso leva milhões de anos para ocorrer, num processo contínuo e infinito, em que nada se perde e tudo se transforma. Veja no infográfico quais são os principais fatores que atuam nas
  • 51.
  • 52. ROCHAS ÍGNEAS/MAGMÁTICAS  Essas rochas são resultantes da solidificação ou consolidação do magma. Elas também são conhecidas com rochas ígneas, pois tiveram origem em ambiente de elevada temperatura (a palavra ígnea vem do latim igni: fogo). (Informações retiradas do capítulo 19 do livro ―Noções básicas de Geografia‖ do autor Melhem Adas, editora Moderna).
  • 53.
  • 54. I. Extrusivas  O magma que chega à superfície sofre rápido resfriamento, pois a temperatura terrestre é bem menor que a dele. As rochas magmáticas assim formadas recebem o no me de rochas magmáticas vulcânicas ou extrusivas (a palavra extrusiva está relacionada à ―exterior‖, ―fora de―). É o caso, por exemplo, da lava vulcânica, que se solidifica na superfície da Terra ao ser expelida por um vulcão.  O exemplo mais comum desse tipo de rocha é o basalto; esse tipo de rocha é utilizado como paralelepípedo para calçamento de ruas. Quando partido em pequenos pedaços, o basalto é utilizado como pedra britada pela construção civil; quando misturado com cimento e água, forma o concreto utilizado para construir vigas, colunas, lajes e etc.
  • 55. II. Intrusivas  Quando o magma, em seu movimento de ascensão à superfície da Terra, se resfria e se solidifica ainda no interior do planeta, formas as rochas magmáticas plutônicas ou intrusivas (a palavra intrusiva está relacionada à ―interior‖, ―dentro de‖). Nesse caso, o resfriamento do magma é lento permitindo a formação de grandes cristais. É por isso que, nesses tipos de rochas, os cristais são visíveis a olho nu. São também chamadas de rochas cristalinas.  O exemplo mais comum de rocha magmática plutônica, intrusiva ou cristalina é o granito. O granito também é muito utilizado como paralelepípedo para calçamento de ruas. Quando polido, é bastante utilizado como tampo de pia de cozinha e de banheiro, como piso ou revestimento interno e externo de paredes, além de ter muitas outras aplicações na construção civil.
  • 56. Rochas metamórficas  As rochas metamórficas se originam da transformação de outras rochas (magmáticas e sedimentares), quando submetidas a certas condições de pressão, calor e umidade. São exemplos de rochas metamórficas o gnaisse e o mármore.  Na natureza, quando as rochas metamórficas, juntamente com as rochas magmáticas, formam estruturas geológicas chamadas crátons ou plataformas. Quando esses tipos de rochas estão à superfície, recebem o nome de escudo. É uma estrutura geológica mais antiga do que as formadas pelas bacias sedimentares. (Informações retiradas do capítulo 19 do livro ―Noções básicas de Geografia‖ do autor Melhem Adas, editora Moderna).
  • 57. RELAÇÃO ROCHA X SOLO O solo é o resultado de algumas mudanças que ocorrem nas rochas. Estas mudanças são bem lentas sendo que as condições climáticas e a presença de seres vivos são os principais responsáveis pelas transformações que ocorrem na rocha até a formação do solo. Para entendermos melhor este processo, acompanhe atentamente a sequência abaixo: 1- Rocha matriz exposta 2- Chuva, vento e sol desgastam a rocha formando fendas e buracos. Com o tempo a rocha vai esfarelando-se 3- Microorganismos como bactérias e algas se depositam nestes espaços, ajudando a decompor a rocha através das substâncias produzidas.
  • 58.  4- Ocorre acúmulo de água e restos de microorganismos. 5- Organismos um pouco maiores como fungos e musgos começam a desenvolver. 6- O solo vai ficando mais espesso e outros vegetais vão surgindo, além de pequenos animais. 7- Vegetais maiores colonizam o ambiente, protegidos pela sombra de outros. 8- O processo continua até atingir o equilíbrio, determinando a paisagem de um local.
  • 59.  Já a rocha é um agrupado natural composto de alguns minerais ou de um único mineral, podendo ou não conter vidro vulcânico As rochas podem ser classificadas em: ROCHAS IGNEAS OU MAGMÁTICAS - São resultados da solidificação e consolidação do magma. ROCHAS SEDIMENTARES - São as rochas formadas através do acúmulo de delitos, que podem ser orgânicos ou gerados por outras rochas. ROCHAS METAMÓRFICAS - São as rochas formadas através da deformação de outras rochas magmáticas ou sedimentares devido a alterações de condições ambientais, como a temperatura e a pressão.
  • 60.
  • 61. A IMPORTÂNCIA DOS RECURSOS MINERIAS
  • 62.  As rochas da crosta terrestre estão em constante processo de transformação, sendo modificadas pela ação erosiva de agentes externos (chuvas, ventos etc.) e agentes internos (erupções vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura geológica de um determinado local é de fundamental importância na análise do relevo e dos possíveis recursos minerais existentes. O Brasil, por apresentar uma grande extensão territorial (8.514.876 quilômetros quadrados), possui estrutura geológica composta por três tipos distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.
  • 63.  Escudos cristalinos Responsável por aproximadamente 36% do território nacional, essa formação ocorreu no período pré-cambriano. Ela apresenta composição diferente conforme os terrenos arqueozoicos (32% do território nacional) e proterozoicos (4% do território). No primeiro é possível encontrar rochas como o granito, gnaisses, grafita e elevações como a serra do Mar. Sua formação é a mais antiga, apresentando pequena riqueza mineral. Já nos terrenos proterozoicos, há rochas metamórficas que formam jazidas minerais (ferro, níquel, chumbo, ouro, prata, diamantes e manganês). A serra dos Carajás, no estado do Pará, é um terreno proterozoico.
  • 64.  Bacias sedimentares Essa formação recobre cerca de 60% do território brasileiro. São constituídas de espessas camadas de rochas sedimentares, consequência da intensa deposição de sedimentos de origem marinha, glacial e continental nas partes mais baixas do relevo. Nesses terrenos é possível encontrar petróleo e carvão mineral, além de minerais radioativos (urânio e tório), xisto betuminoso, areia, cascalho e calcário.
  • 65.
  • 66. OCUPAÇÃO EM ÁREA DE RISCO – ENCOSTAS – NO CONTEXTO DO SOLO
  • 67. Solo em área de encosta  O deslizamento é um fenômeno comum em áreas de relevo acidentado, sobretudo nas encostas. Esse processo pode ocorrer em locais onde não há ocupação humana, no entanto, são mais comuns em terrenos onde houve a retirada da cobertura vegetal original, que é responsável pela consistência do solo e que impede, através das raízes, o escoamento das águas.  Pelo fato de o Brasil ter predominância de clima tropical, existem grandes índices pluviométricos no verão, que corresponde ao período chuvoso, com isso as encostas naturalmente seriam locais de risco, uma vez que estão sujeitas ao risco de deslizamentos de terra. Quando ocorrem as precipitações, o solo absorve uma parcela da água, no entanto, outra parte se locomove em forma de enxurrada na superfície do terreno, a parte de água que se infiltra no solo se confronta com alguns tipos de rochas impermeáveis, com isso a água não encontra passagem e começa acumular-se em único local, tornando, dessa forma, o solo saturado de umidade que não consegue suportar e se rompe, desencadeando o deslizamento de terras nas encostas até a base dos morros.
  • 68.  Os motivos que desencadeiam esse processo estão ligados à forma de relevo, estrutura geológica do terreno, além das ações humanas que intensificam os deslizamentos: retirada da cobertura vegetal de áreas de relevo acidentado, habitação em locais impróprios, oferecendo condições propícias para o desenvolvimento desse fenômeno.  O deslizamento é um processo que pode ocorrer em qualquer lugar do mundo. No Brasil, as pessoas que vivem nos centros urbanos e que mais sofrem são as de baixo poder aquisitivo, pois as áreas de risco em que habitam são uma das únicas alternativas para essa classe residir, visto que são lugares de pequeno valor comercial. Em todos os anos, durante os períodos de chuva, veiculam notícias de enchente e deslizamento em áreas marginalizadas, produzindo prejuízos e mortes em diversas metrópoles brasileiras.
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  • 71. O caso da baixada fluminense: Petrópolis, Teresópolis e nova Iguaçu.  Petrópolis  Chuva provoca cem deslizamentos e alagamentos em Petrópolis (RJ) MARTHA ALVES  A chuva que atinge a região serrana do Rio provocou ao menos cem ocorrências de alagamento e deslizamento de terra em vários pontos de Petrópolis, desde o início da chuva na tarde de ontem (17). A Defesa Civil e os bombeiros ainda não sabem informar o número de pessoas soterradas e de mortos. Os bairros mais atingidos pela chuva são Alto da Serra, Quitandinha, Sargento Boening, Siméria e Lopes Trovão. Na madrugada desta segunda-feira, foram registrados deslizamentos de terra nos bairros Alto da Serra e Quitandinha.
  • 72. Segundo a Defesa Civil, o maior índice pluviométrico foi no bairro Quitandinha, onde foi registrado e 355 milímetros, em um período de 24 horas. No ano passado, o índice foi de 270 milímetros no mês inteiro. As ruas do centro Petrópolis ficaram completamente alagadas durante a madrugada, impedindo o deslocamento das pessoas. A própria Defesa Civil encontrou dificuldades para se deslocar pela cidade para ajudar a população. Segundo o órgão, as sirenes instaladas em áreas de risco foram acionadas a tempo para as pessoas deixarem as casas e irem para os pontos de apoio em escolas e uma igreja. Nesta manhã, a prefeitura iniciará o cadastramento das famílias acolhidas nas escolas. A Polícia Militar, bombeiros, Guarda Municipal e equipes da prefeitura também estão envolvidos no trabalho socorro às vítimas da chuva.
  • 73.  INTERDIÇÃO  Um deslizamento de terra e pedra interdita desde às 2h a pista sentido Rio da rodovia BR- 040, no km 75, em Petrópolis.  Segundo a Concer, concessionária que administra a via, a chuva também provocou outras quedas de barreira ao longo da rodovia, mas não houve feridos.  Equipes da concessionária trabalham na limpeza da via, mas sem previsão de liberação.
  • 74.  JANEIRO Em janeiro deste ano, um temporal inundou Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, causando uma morte. Casas e ruas foram destruídas. Havia trechos com até três metros de barro, trazido pela inundação. A situação foi agravada pela grande quantidade de lixo nas ruas. No Estado, mais de 39 mil pessoas foram afetadas pelo transbordamento de seis rios. Em Duque de Caxias, mil pessoas ficaram desalojadas (tiveram de sair de casa) e 250 ficaram desabrigadas (suas casas foram destruídas). O rio Capivari arrastou árvores e terra, formando a tromba-d'água que invadiu Xerém. A chuva provocou ainda tensão em áreas afetadas por tragédias nos últimos três anos, como região serrana. Sirenes foram acionadas pela Defesa Civil em Petrópolis e Teresópolis -duas das cidades afetadas pelos temporais que deixaram mais de 900 mortos em janeiro de 2011. Cerca de 80 pessoas ficaram desalojadas. Em Angra dos Reis, 2.000 pessoas foram retiradas de casa pelo sistema de alerta dos bombeiros -em 2010, a cidade teve 53 mortes pelas chuvas. Nove casas foram destruídas e 38 interditadas.
  • 75. II. Teresópolis  Deslizamentos de terra em toda a cidade  Temporais castigam vários bairros, interditando residências e fechando ruas  Marcello Medeiros  Os temporais que vem atingindo toda a Região Serrana nos últimos estão causando dezenas de quedas de barreira e alagamentos. Em Teresópolis, vários bairros foram prejudicados com deslizamentos de terra e enchentes, tendo como conseqüência residências interditadas e acesso impedido em vias públicas, como a Rua Seis de Julho, na Quinta-Lebrão. Não bastasse a situação delicada de locais como Fonte Santa, a previsão é de mais chuva forte pelo menos até amanhã. Do início da noite de quinta até a tarde de ontem, vários deslizamentos. Os bairros mais prejudicados foram Quinta-Lebrão, Fonte Santa, Vale do Paraíso e Prata. Na Rua Vênus, Fonte Santa, várias barreiras interditaram casas parcialmente e fecharam o acesso a servidões. Na Sete de Setembro, um córrego transbordou e invadiu vários imóveis. Próximo ao número 20 da rua Seis de Julho, Quinta-Lebrão, a terra impossibilitou a passagem até de pedestres.
  • 76.  Caiu no início da madrugada e até agora (15h30 de ontem) estamos praticamente ilhados. Só está dando para passar a pé porque nós mesmos retiramos um pouco da terra. Mas, de manhã, muita gente ficou presa. Crianças perderam escola e muitos não puderam ir trabalhar‖, relatou a jornal a dona de casa Ana Salomão, 48, residente próximo. Na estrada Ria-Bahia, vários deslizamentos nas proximidades dos dois bairros já citados. Maior quantidade de terra nos quilômetros 78,5 e 79 deixaram o trânsito em meia pista. Até o final da tarde de ontem, funcionários da Concessionária Rio-Teresópolis trabalhavam para liberar a passagem. Na Estrada Wenceslau José de Medeiros e Avenida Delfim Moreira, árvores e barro também prejudicaram o caminho dos automóveis. Nesses locais, a limpeza foi feita por funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Públicos. A Defesa Civil também registrou ocorrências do tipo nas Paineiras, Vila Muqui, Bairro dos Artistas e Agriões. Em alguns casos, imóveis foram atingidos parcialmente e interditados. Felizmente, não houve vítimas fatais. Também na madrugada de ontem, um desabamento matou uma menina de 12 anos, Jéssica Macedo Padilha. Ela chegou a ser resgatada com vida, mas morreu ao dar entrada no Hospital Raul Sertã.
  • 77.  Problemas na terça A chuva de terça-feira começou no final da tarde e, apesar dos alertas de temporal, muita gente foi surpreendida porque choveu acima da precipitação prevista. Rapidamente, as principais avenidas e ruas do Centro e proximidades foram tomadas pela enchente. Lúcio Meira, Feliciano Sodré, Carmela Dutra e até Delfim Moreira, chegando a entrar água no Shopping Teresópolis. A Praça Olímpica virou um lago. Com a água barrenta nas ruas, o trânsito parou nos dois sentidos, atrasando as linhas de ônibus para toda a cidade. ―Demorei mais de duas horas para conseguir chegar em casa. Conseguir ônibus do Alto para a Várzea foi um sufoco‖, relatou a O DIÁRIO a balconista Luciana Oliveira, residente no Morro dos Pinheiros. No bairro da Prata, os alagamentos têm sido constantes nos últimos dias nas proximidades do posto de vistoria do Detran. A Barra do Imbuí foi um dos locais com mais prejudicados com a água da chuva: Dois carros foram arrastados para um córrego. Na Várzea, uma árvore caiu atingiu barracas no camelódromo da rodoviária.
  • 78. Próximo ao Centro, a Vila Muqui também sofreu bastante com o temporal da última terça-feira. Todas as ruas do bairro foram danificadas pela grande quantidade de água que desceu em direção a Várzea. Fernando Martins, Marechal Rondon, Felipe Nery Siqueira e Marcos Salles Canano estão com vários buracos. Na Marechal Rondon, a principal, placas de asfalto soltas fazem os motoristas passarem pela contra-mão para não danificar seus carros. ―O problema é que a pessoa vai para o outro lado para fugir dos buracos e pode bater de frente, pois os problemas estão em curvas‖, falou a reportagem do jornal o auxiliar de escritório Jonas Silva, no momento em que a situação era registrada. Duas grandes barreiras atingiram parcialmente residências nas ruas Marcos Salles Canano e Felipe Nery Siqueira, sem vítimas, interditando servidões. Em um dos casos, os moradores de uma residência tiveram que se abrigar em casas de parentes por causa do risco de novos deslizamentos. No final da Canano, uma barreira desceu na direção dos fundos de casas localizadas na Rua Fernando Martins, entrada do bairro.
  • 79. III. Nova Iguaçu  Três pessoas morrem em deslizamento de terra em Nova Iguaçu (RJ)  Do UOL Notícias* Em São Paulo  Um deslizamento de terra causado pela forte chuva que atingiu no final da noite desta quarta-feira (11) a cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, deixou pelo menos três mortos, dois feridos e várias ruas alagadas pelo transbordamento de rios e córregos. Uma residência no bairro da Biquinha veio abaixo com o deslizamento do barranco onde foi construída. Morreram soterrados José Severino Frias, de 48 anos, o filho dele, Marilson José Frias, de 22, e a filha Jennifer Maria da Silva, de 15 anos, que estava desaparecida até o início da manhã de hoje.
  • 80.  Morador tira água de sua casa, inundada hoje, na cidade de Duque de Caxias (RJ). Pelo menos três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em consequência das fortes chuvas que castigaram a região na madrugada de hoje Os dois feridos, Jonathan José da Silva Frias e Angela Maria da Silva, foram levados para o hospital da Posse. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) da região. De acordo com levantamento da Defesa Civil, 30 famílias estão desalojadas e desabrigadas em Nova Iguaçu. O atendimento dos atingidos está sendo feito na Associação de Moradores de Tinguá. Já as pessoas que tiveram que abandonar suas casas foram encaminhadas para a Escola Municipal Barão de Tinguá. Aproximadamente 120 agentes, entre funcionários da prefeitura, equipes da Defesa Civil, integrantes da Vigilância em Saúde, além de bombeiros, trabalham no atendimento aos atingidos. As famílias desabrigadas ainda serão vacinadas como forma de prevenção de doenças.
  • 81. O caso de Angra dos Reis – Pousada Sankay  As fortes chuvas dos últimos dias de 2009 transformaram num cenário trágico um dos principais paraísos turísticos do Estado do Rio. O deslizamento de uma encosta atingiu uma pousada e sete casas na Ilha Grande, na baía de Angra dos Reis, matando pelo menos 19 pessoas. No continente, outras 11 pessoas morreram em outro desmoronamento de terra, no Morro da Carioca, no centro histórico da cidade, totalizando em pelo menos 30 o número de vítimas fatais da tragédia. Até o início da noite desta sexta-feira, 1º, bombeiros ainda trabalhavam em busca de outras vítimas ou sobreviventes.  Na Ilha Grande, os bombeiros haviam resgatado pelo menos 13 corpos de turistas e seis de moradores locais, informou o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão.  Em todo o Estado do Rio, 52 pessoas já morreram em consequência da chuva dos últimos dias. De acordo com a Defesa Civil, Angra dos Reis vinha sofrendo com as chuvas desde a quarta-feira, 30, e já tem 800 pessoas desabrigadas
  • 82.  Segundo os bombeiros, cerca de 65 pessoas que estavam hospedadas na Pousada Sankay, na praia de Bananal, na face continental da ilha, escaparam do incidente com vida. Casas vizinhas à pousada, que ficou totalmente destruída, também foram atingidas pelo deslizamento.  Entre os mortos está a filha dos proprietários da pousada. Yumi Faraci, de 18 anos, e um casal de amigos dela ficaram sob os escombros e não resistiram. Os donos, Geraldo e Sonia Faraci, escaparam com vida, mas ficaram muito abalados. A família deles, de Belo Horizonte, não quis comentar a tragédia.  Mais de 100 pessoas, entre bombeiros, médicos e voluntários, foram mobilizados para a operação de resgate na cidade. Militares da Marinha também ajudaram. Helicópteros e navios forem empregados no transporte de equipamentos e de pelo menos 10 feridos.
  • 83.  O comandante geral do Corpo de Bombeiros do Rio e subsecretário estadual de Defesa Civil, Pedro Machado, e o secretário de Saúde e Defesa Civil do Rio, Sérgio Côrtes, estão em Angra e ajudam no trabalho de resgate.  "Existe muita dificuldade para fazer esse material todo chegar aqui (Ilha Grande). As pedras e árvores que caíram sobre a pousada e as casas são muito grandes", explicou o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que chegou à ilha ainda pela manhã. "Infelizmente, acreditamos que vamos ter um número ainda mais elevado de vítimas por conta desses desmoronamentos".
  • 84.  Desaparecidos  Autoridades envolvidas na operação estimam que pode haver pelo menos mais 25 corpos na Ilha Grande. No Morro da Carioca, favela localizada no centro de Angra dos Reis, dezenas de pessoas estariam desaparecidas sob escombros e uma grande quantidade de terra. Muitas delas seriam crianças. Oficialmente, até o início da noite desta sexta-feira, eram 11 os mortos em consequência do deslizamento de terra no local.  O trabalho de resgate na favela é delicado, pois existe a possibilidade de um novo deslizamento se a chuva persistir. À noite, as buscas por corpos ou sobreviventes tiveram de ser interrompidas.  Em estado de choque, moradores da Carioca lamentavam a tragédia. De acordo com vizinhos, um ex-funcionário da prefeitura, conhecido como seu Zezinho, estaria soterrado com outras 13 pessoas de sua família - apenas uma teria escapado do desmoronamento.  Ao todo, 800 pessoas foram retiradas do Morro da Carioca e abrigadas em três escolas do município.
  • 85.  Desesperados, os sobreviventes deixaram rapidamente suas casas, todas de alvenaria e regularizadas pela prefeitura de Angra, antes mesmo da chegada da Defesa Civil e dos bombeiros. Eles carregaram roupas e outros pertences, alguns eletrodomésticos e pequenos móveis.  Informações desencontradas também indicavam que em outra casa do Morro da Carioca oito crianças estariam soterradas, juntas com o pai e a mãe.  "O clima aqui é de desolação, de pânico, os abrigos estão abarrotados e a toda hora surge um ou outro nome de alguém desaparecido", contou, por telefone, a jornalista Tatiana Musse, que mora em Angra dos Reis.
  • 86.  Possibilidades de chuva  Segundo a empresa de meteorologia Climatempo há possibilidades de novas chuvas em Angra dos Reis até o final desta sexta-feira, pois o ar está muito úmido e quente, o que facilita o crescimento das nuvens de chuva. Desde as 9 horas desta manhã não há registro de chuva no município.  De acordo com a Climatempo, apesar de ainda haver muita nebulosidade sobre o município, houve elevação da temperatura ao longo do dia, que chegou aos 31ºC. O radar meteorológico do Pico do Couto, no Rio de Janeiro, operado pela Aeronáutica, não detectava chuva sobre a região. Porém, novas áreas de chuva já tinham surgido na região de Mangaratiba.  Além do Morro da Carioca, os bairros de Angra Getulândia e Morro da Glória 2 também estão em situação crítica, elevando o risco de novos desmoronamentos, em caso de chuva.  "Tivemos casas que caíram, carros soterrados, ônibus perdidos. Essa parte ainda está interditada", explicou o vice-prefeito de Angra. "Estamos praticamente ilhados".
  • 87.  Rio-Santos  A região de Angra e Paraty foi muito atingida pela chuva desta quinta-feira, 31, último dia do ano. Uma queda de barreira interditou os dois sentidos da BR-101 (Rio-Santos) próximo a Paraty. Também houve deslizamentos em pelo menos outros quatro pontos da rodovia, um deles ocorreu bem próximo à entrada de Angra. A Polícia Rodoviária Federal recomenda que os motoristas evitem a rodovia.
  • 88.  Capital do Estado  Na capital carioca, o prefeito Eduardo Paes decretou estado de alerta, com a queda de mais de 100 barreiras. Também há 17 imóveis com risco de desabamento. O prefeito pediu que as pessoas que moram em áreas de risco saiam de suas casas pelo menos até sexta-feira por causa da manutenção do risco de deslizamentos. Segundo ele, a zona norte da cidade foi a mais atingida. Em todo o Estado do Rio, pelo menos 18 pessoas morreram em consequência da chuva nos últimos dias entre os dias 30 e 31 de dezembro de 2009.
  • 89.
  • 91. FALHA DE SAN ANDREAS  A Falha de San Andreas é uma falha geológica de tipo tangencial de quase 1300 km situada na Califórnia. Essa falha é uma marca natural de um limite transformante existente entre a Placa do Pacífico e a Placa norte-americana.  É conhecida por gerar terremotos de grande intensidade, dentre os abalos sísmicos registrados na região, destacam-se o abalo ocorrido em 1857, cujo epicentro ocorreu ao sul de Parkfield com uma magnitude de 8,0 da Escala Richter; Em 1906 ocorreu o Terremoto de San Francisco que matou mais de três mil pessoas. Em 1989, um tremor ocorrido com magnitude 7,1 na escala Richter, causou 63 mortes e danos em alguns pontos na Baía de São Francisco.
  • 92.  A região da Costa Oeste dos Estados Unidos é uma das regiões que mais apresenta atividade sísmica no planeta. A Falha trata-se de uma grande rachadura visível, os deslizamentos descritos no parágrafo anterior geram instabilidades em todo o estado da Califórnia. Segundo o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, a Califórnia possui 99 % de probabilidade de sofrer um novo terremoto acima de 6,7 graus nos próximos trinta anos.  Há uma crença que pré-determina, sem de conceitos cientificamente provados, que futuros terremotos na área poderão causar uma divisão no estado da Califórnia, causando um desprendimento de uma parte do continente, que se transformaria numa ilha.
  • 93.
  • 94. BIBLIOGRAFIA:  http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,deslizamentos-em- angra-dos-reis-matam-ao-menos-30-pessoas,489360,0.htm  http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/fundamentos/ciclo- rochas-629644.shtml  http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1248049-chuva-provoca- alagamentos-e-deslizamentos-em-petropolis-rj.shtml  http://www.odiariodeteresopolis.com.br/leitura_noticias.asp?IdNot icia=7452  http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/12/ult5772u6099.jhtm  Noções básicas de Geografia - Melhem Adas, editora Moderna  http://www.sogeografia.com.br/Conteudos/GeografiaFisica/Relev o/  http://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_do_Brasil  Geografia para Ensino Médio – Demetrio magnoli pag. 37 e 38 (Agentes endógenos)  Apostila do SESI – págs. 37 e 38 (relevo)