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Vegetação
Nomes: N°
 Bárbara Rodrigues 03
 Camila Alves 09
 Cinthia Avelino 12
 Felipe Viana 13
 Gabriel Vitor 15
 Jessica 18
 Leticia Santos 22
 Victor Fernando 29
 Wellington 30
 Mariana Lima 34
Sumário
 Introdução
 Relação Clima – Vegetação
 Relação Solo – Vegetação
 Classificação: Tipos de vegetação Escala- Mundial
 Biomas Brasileiros
 Domínio Morfoclimáticos Brasileiros
 Código Florestal Brasileiro
 Outros Fatores
Introdução
 Nosso planeta apresenta diversos tipos de vegetações,
que variam de acordo com a região onde se localizam. A
espécie de vegetação referente a cada uma dessas
regiões é definida por fatores como altitude, latitude,
pressão atmosférica, iluminação e forma de atuação das
massas de ar. No caso de regiões de baixa latitude,
encontram-se as florestas equatoriais, como por exemplo
a floresta Amazônica, no Brasil.
Relação Clima - Vegetação
 A cobertura vegetal nativa de uma determinada região está
diretamente ligada às características do clima que abrange o
espaço. Dessa forma, algumas espécies vegetais conseguem
desenvolver positivamente em condições climáticas de
característica úmida, ao contrário de outras que se adaptam a
condições mais secas.
 Onde há ocorrência de clima árido e semiárido as plantas
apresentam espinhos no lugar de folhas, como as espécies de
cactáceas. Isso ocorre para diminuir a perda de umidade que
acontece com o processo de evapotranspiração, dessa forma,
a água fica armazenada mais tempo no interior do vegetal.
 Assim como o clima influencia na formação vegetal, essa
influencia no clima em determinados lugares do mundo. Um
exemplo disso são as florestas tropicais e equatoriais da
Amazônia na América do Sul, floresta do Congo na África que
são responsáveis por emitir enormes percentuais de umidade
para a atmosfera, isso ocorre com a transpiração das folhas
dos vegetais das florestas, ou seja, evapotranspiração .
 Além de contribuir na composição climática, a vegetação
contribui diretamente no solo, fertilizando-o com matéria
orgânica derivada de folhas, galhos, frutos que caem e passam
pelo processo de decomposição transformando-se em
nutrientes, sem contar que as raízes das plantas impedem o
desenvolvimento de erosões.
Relação Solo - Vegetação
 O conhecimento das inter-relações solo e vegetação natural é
essencial ao manejo de áreas de preservação. Para subsidiar o
plano de manejo, estudou-se a relação entre atributos de
solos e diferentes formações vegetais do Parque Estadual de
Porto Ferreira (SP). No local, em clima mesotérmico de inverno
seco, desenvolvem-se, predominantemente, Floresta
Estacional Semidecidual e Cerrado, sobre Latossolos e
Argissolos.
 Em duas topos sequências cortando diferentes padrões de
solo e vegetação, coletaram-se e analisaram-se atributos
físicos, físico-hídricos, químicos e mineralógicos dos solos.
Caracterizaram-se a vegetação desses locais por fotografias
aéreas e em campo, avaliando-se a distribuição das espécies
frente aos tipos de solos encontrados.
 O tipo de vegetação mostrou associação com teor e tipo de
argila, retenção de água e disponibilidade de nutrientes.
Latossolos de textura média e alta saturação por alumínio
estão associados à vegetação de cerrado. Maiores teores de
matéria orgânica e nutrientes em superfície, e de argila, argila
minerais e umidade retida em baixos potenciais hídricos no
perfil ocorrem associados à floresta e sua composição
floristica.
 A ocorrência apenas de floresta em solos com maior retenção
de umidade a -1500 kPa sugere que, em plantas nativas
perenes, a água retida a baixos potenciais seja importante na
diferenciação dos tipos de vegetação.
Tipos de Vegetação – Escala
Mundial
 A vegetação como sendo a cobertura vegetal natural de
uma determinada região. A vegetação de uma região
depende muito de outros aspectos da geografia física,
como o relevo, o solo e, principalmente, o clima.
Podemos classificar a vegetação de acordo com o habitat
natural do vegetal:
 Higrófilas : são formações vegetais típicas de regiões
úmidas . Possuem folhas largas e perenes (latifoliadas),
para facilitar a transpiração (florestas tropicais).
 Xerófilas : Aparecem em regiões de clima seco. Nesse
caso, os vegetais se adaptam à falta de chuva,
substituindo as folhas por espinhos, perdendo a folhagem
ou cobrindo- a com uma cera que pode impermeabilizar
a folha, evitando a evaporação (cactos e outros vegetais
da caatinga brasileira).
 Tropófilas : vegetais que vivem em climas com alternância
de pluviosidade ( um período chuvoso e outro seco).
Nesse caso, os vegetais perdem a folhagem na estação
seca do ano e são chamados vegetais caducifolios ou
caducos.
 Nas paisagens naturais o que mais destacam visualmente
são as vegetações. A seguir algumas características das
principais formações vegetais do mundo :
 Floresta pluvial tropical : essas se localizam
geograficamente, em geral, na América do Sul, América
Central, Ásia, África e Oceania. Todas as regiões citadas
possuem características semelhantes como clima quente
e úmido, proporcionando assim o surgimento de grandes
florestas com uma enorme riqueza de biodiversidade,
essas são as áreas do planeta que concentram a maior
parte dos seres vivos.
 Floresta Temperada : essa vegetação é encontrada
principalmente no hemisfério norte, situada entre tópicos
e os círculos polares, os países que possuem esse tipo de
florestas são Estados Unidos, Europa, Ásia e no Sul do
Chile com climas temperadas. As florestas temperadas
são diferentes em relação às florestas tropicais, pois a
primeira produz uma quantidade menor de variedade de
plantas e animais. As florestas temperadas possuem
características singulares, no inverno e outono as árvores
perdem suas folhas, e por isso são denominadas de
caducifólias.
 Floresta de coníferas : essa vegetação é encontrada
geograficamente em regiões com proximidade aos círculos
polares, com características de clima com inverno bastante
rigoroso. As coníferas são denominadas também de floresta
boreal, é composta por pinheiros.
 Tundra : se faz presente no extremo norte do continente
americano, europeu e asiático, a particularidade dessa
vegetação é em relação ao clima, pois se desenvolve em áreas
de clima frio e polar, com duas estações (verão e inverno),
sendo inverno rigoroso e verão com temperatura um pouco
mais elevada. Na tundra as vegetações encontradas são
musgos, liquens e plantas herbáceas, esses vegetais se
desenvolvem de forma mais efetiva no verão, pois na estação
do inverno toda área fica coberta de gelo.
 Savana : esse tipo de vegetação tem uma grande semelhança
com o cerrado brasileiro, as savanas são compostas
basicamente por gramíneas e capins, árvores e arbustos
espalhados na paisagem. São situadas geograficamente em
regiões de clima tropical, com duas estações bem definidas,
sendo uma seca (inverno) e uma chuvosa (verão). No mundo
essa vegetação se faz presente nos seguintes países e
continentes : América do Sul, África, Ásia e Austrália.
 Estepe e Pradarias : são compostas por plantas herbáceas,
arbustos e gramíneas, em áreas de clima temperado,
geralmente o estepe desenvolve em lugares mais secos,
enquanto que as pradarias em locais mais úmidos, essa é
utilizada como ótima pastagem na pecuária.
 Vegetação desértica: são áreas com predominâncias de
clima seco e árido, os vegetais são adaptados à falta de
água, suas raízes são extensas e atingem o lençol freático,
quando raramente ocorre chuva brotam plantas, mas
com um período muito curto de vida.
 Vegetação de Montanha: como o próprio nome diz, essa
vegetação é comum em pontos elevados , tais como os
Andes, Himalaia, entre regiões montanhosas. A vegetação
pouco diversificada, visto que o clima não é propício para
o seu desenvolvimento.
 Vegetação mediterrânea: a vegetação é composta por
árvores de pequeno porte, como, por exemplo, oliveiras e
sobreiros.
Biomas Brasileiros
Amazônia
 Maior floresta tropical do mundo; No Brasil distribui-
se por nove estados (Acre, Amazonas, Rondônia,
Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso, Tocantins e
Maranhão).
 vegetação: cupuaçu, guaraná, seringueira, mogno e
cerejeira, etc.
 fauna: jacaré-açu, macaco-prego; muitas espécies de
inseto, tucano (araçari), etc.
Mata Atlântica
 Encontra-se muito devastada em virtude da grande
ocupação humana, restando apenas 7% da floresta
original; regula o fluxo dos mananciais hídricos,
controla o clima e protege as encostas das serras.
 Vegetação: pau-brasil, jacarandá, cedro, jequitibá,
etc.
 Fauna: mico-leão-dourado; bicho-preguiça,
muriqui, jacu, macuco, etc.
Mata de araucária
 A partir de 2004 (IBGE) a mata de araucárias
começou a fazer do grande Bioma Mata Atlântica e
Mata de Araucárias; ocorre no sul do Brasil;
pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) e
pinheiro Padocarpus; hoje, a mata corresponde a
menos de 2% do que foi originalmente; gralha-
azul, gralha-picaça, etc.
Caatinga
 Ocupa cerca de 11% do território brasileiro; chuvas
são irregulares, as secas são prolongadas e as
temperaturas elevadas; língua Tupi – mata branca;
as árvores apresentam mecanismos de proteção
contra a perda de água; xique-xique; cascavel,
gavião carcará, ararinha-azul, etc.
 Fauna: Gavião carcará , ariranha-azul,cascavel
Cerrado
 Ocupa 25% do território nacional, é o segundo maior
bioma do Brasil; região centro-oeste; o clima é
quente, com estação seca rigorosa, embora chova em
certas épocas do ano; fogo – as plantas apresentam
adaptação para enfrentar o fogo, por exemplo, cascas
espessas ou caules subterrâneos; araçá, pau-terra,
indaiá, capim-flexa, etc.; lobo-guará, onça-pintada,
tamanduá, tatu, etc.
Pantanal
 Abrange os estados do Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso e uma parte da Bolívia e Paraguai; nos meses
de cheia os rios extravasam suas águas; nos meses
mais secos a formação de pequenas lagoas;
vegetação típica de brejo; fauna muito rica.
 Vegetação: o Pantanal possui uma extensa variedade
de árvores, plantas, ervas e outros tipos de
vegetação. Nas planícies (região que alaga na época
das cheias) encontramos uma vegetação de
gramíneas.
Campos sulinos (Pampa)
 Localiza-se no sul do Brasil,apresenta vegetação
herbáceas,propícias à criação de gados.
 O solo, na maior parte dos campos, apresenta
baixa concentração de nutrientes e são muito
suscetíveis a erosão, o que torna ainda mais rápido
o processo de degradação dos campos.
Domínios Morfoclimáticos
Brasileiros
 Os domínios morfoclimáticos representam a combinação
de um conjunto de elementos da natureza relevo, clima,
vegetação – que se inter-relacionam e interagem,
formando uma unidade paisagística.
 No Brasil, o geógrafo Aziz Ab’Saber foi o responsável por
fazer essa classificação. Para ele, o país possui seis
grandes domínios morfoclimáticos:
 Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte
do Brasil, é formado, em sua maior parte, por terras
baixas, predominando o processo de sedimentação, com
um clima e floresta equatorial.
 Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do
território brasileiro, há um predomínio de chapadões,
com a vegetação predominante do Cerrado.
 Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira
atlântica brasileira, onde predomina o relevo de mares de
morros e alguns chapadões florestados, como também a
quase extinta Mata Atlântica.
 Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro,
no conhecido polígono das secas, caracterizado por
depressões interplanálticas semiáridas.
 Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país, com
predomínio de planaltos e formação de araucárias.
 Domínio das Pradarias: também conhecido como
domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações),
situa-se no extremo Sul do Brasil, no estado do Rio
Grande do Sul, com predominância da formação dos
pampas e das pradarias.
Brasil Domínios
Morfoclimáticos
Entre os seis domínios
morfoclimáticos existem as
faixas de transições. Nessas
faixas são encontradas
características de dois ou
mais domínios
morfoclimáticos. Algumas
conhecidas são o Pantanal, o
Agreste e os Cocais.
Código Florestal Brasileiro
 Histórico: O primeiro Código Florestal do País foi lançado
em 1934 (Decreto 23.793) e, entre outras medidas,
obrigava os proprietários a preservar 25% da área de suas
terras com a cobertura de mata original. O código foi
atualizado em 1965 (Lei nº 4.771), prevendo que metade
dos imóveis rurais da Amazônia deveria ser preservada.
A partir de 1996, o Código Florestal passou a ser
modificado por diversas Medidas Provisórias, até ser
totalmente reformulado em outubro de 2012.
 O Código Florestal brasileiro institui as regras gerais sobre
onde e de que forma o território brasileiro pode ser explorado
ao determinar as áreas de vegetação nativa que devem ser
preservadas e quais regiões são legalmente autorizadas a
receber os diferentes tipos de produção rural.
 O código utiliza dois tipos de áreas de preservação: a Reserva
Legal e a Área de Preservação Permanente (APP). A Reserva
Legal é a porcentagem de cada propriedade ou posse rural que
deve ser preservada, variando de acordo com a região e o
bioma. Atualizado em 2012, o código determina a ampliação
dos tamanhos das reservas: são de 80% em áreas de florestas
da Amazônia Legal, 35% no cerrado, 20% em campos gerais, e
20% em todos os biomas das demais regiões do País.
Reserva Legal
 Reserva Legal é a área localizada no interior de uma
propriedade ou posse rural, ressalvada a de preservação
permanente (APP), representativa do ambiente natural da
região e necessária ao uso sustentável dos recursos
naturais, à conservação e reabilitação dos processos
ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e
proteção da fauna e flora nativas. Deve ser equivalente a,
no mínimo, 20% (vinte por cento) da área total da
propriedade. Sua implantação deve compatibilizar a
conservação dos recursos naturais e o uso econômico da
propriedade. (Lei Estadual 14.309/2002).
 A instituição e a conservação da Reserva Legal são
exigências da legislação para toda e qualquer propriedade
ou posse rural. Por isso, a aprovação dos processos de
licenciamento, intervenção ambiental, outorga de água,
credito rural e transmissão de títulos de propriedades
está condicionada à averbação da Reserva Legal no
cartório, após a regularização junto ao IEF.
 A regularização da Reserva Legal em Minas Gerais é
realizada no Instituto Estadual de Florestas (IEF) órgão do
Sistema Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
(Sisema). Após a aprovação do processo pelo IEF, o
requerente se encaminha ao Cartório de Registro de
Imóveis para a averbação da Reserva Legal na matrícula
do imóvel. No caso da posse rural, deve se encaminhar ao
Cartório de Títulos e Documentos para a averbação no
título de posse.
App
 As APPs se destinam a proteger solos, águas e matas
ciliares. Nessas áreas só é possível o desmatamento total
ou parcial da vegetação com autorização do governo
federal e, mesmo assim, quando for para a execução de
atividades de utilidade pública ou de interesse social.
 Para derrubada de vegetação nas APPs em perímetro
urbano, o código orienta que se siga o previsto no plano
diretor e as leis de uso e ocupação do solo do município,
desde que observadas as restrições impostas pela lei
ambiental.
 Os limites das APPs nas margens dos rios definidos pelo
Código de 1965, que iam de 5 metros a 150 metros
conforme a largura do curso d'água, contados a partir do
leito regular, foram alvos de diversas alterações.
 Em 1986, os congressistas aumentaram a distância
mínima das APPs de 5 metros para 30 metros a partir do
leito regular (Lei 7.511) e, em 1989, a Lei 7.803 alargou
outra vez esses limites, que passaram a ser contados a
partir do leito maior dos cursos d’água.
Conflito: Ruralistas X
Ambientalistas
 As disputas entre ruralistas e ambientalistas estão acirradas
nas últimas semanas devido à discussão sobre alterações no
Código Florestal brasileiro. A Câmara dos Deputados criou a
Comissão Especial do Código Florestal, presidida pelo
Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB).
 A proposta de alteração pretende anistiar os desmatamentos
ilegais realizados em Áreas de Preservação Permanente (APPs)
até 2008 e diminuir as faixas da Reserva Legal, a porção de
terra cuja cobertura original é conservada. De acordo com o
novo texto, propriedades rurais de até quatro módulos fiscais,
que representam 90% dos imóveis rurais do Brasil, ficam
desobrigadas a recompor a área de Reserva Legal, o que
aumentaria significativamente os desmatamentos.
 A proposta de atualização do código é antiga. Em 2009, o
Governo Federal instituiu o Programa Mais Ambiente,
que defende a recuperação e a manutenção das APPs por
parte de cada propriedade rural, fazendo com que os
proprietários sejam responsáveis pela Reserva Legal de
suas terras.
 Os defensores das mudanças, em sua maior parte
latifundiários, afirmam que a necessidade de ampliar a
competição agrícola internacional e a produção de
alimentos para o mercado interno justificam a ocupação
de todas as áreas agriculturáveis.
Sobral
 Relevo e solo : As terras de Sobral fazem parte da Depressão
Sertaneja. O relevo com forma suaves, tem como ápice o
maciço residual granítico (serra da Meruoca) e uma planície
aluvial (rio Acaraú). As principais elevações possuem altitudes
entre 200 e 700 metros acima do nível do mar. Os solos da
região são tipo bruno não cálcico, litólico, planossolo,
podzólico e aluvial.
 Sobral é o município brasileiro que registra
mais sismos no Brasil. Desde Janeiro, mais de 600 tremores de
terra foram registrados. O mais forte ocorreu no dia 25 de
Maio de 2008 por volta das 16h25. Esse tremor foi de
intensidade 4.3 na Escala Richter.
 Vegetação : A caatinga arbustiva aberta é
predominante,porém existem também, núcleos com mata
seca (floresta subcaducifólia tropical pluvial), mata
úmida (floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular) e mata
ciliar (floresta mista dicótilo-palmácea).
 A vegetação predominante é a típica do semiárido, mais
especificamente floresta caducifólia espinhosa. Em
determinados pontos, existem matas de transição. Ao longo
das margens dos rios existe a chamada mata de galeria,
vegetação original caracterizada pela umidade em contraste
com regiões adjacentes mais secas.
Área de vegetação não recuperada
por causa do novo Código Florestal
 O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
divulgou, o Comunicado nº 96 Código Florestal:
Implicações do PL 1876/99 nas Áreas de Reserva Legal.
 Os técnicos do Ipea procuraram estimar a área de
vegetação nativa que deixaria de ser recuperada, caso
seja mantida a anistia ao desmatamento da reserva legal
(RL) em propriedades de até quatro módulos fiscais. A
isenção, prevista no texto aprovado pela Câmara dos
Deputados, desobriga os proprietários rurais de recuperar
as áreas consolidadas, a reserva legal que foi ocupada
pela agricultura ou pecuária antes de 2008.
 No bioma Amazônico, estão 60% dessa área não
recuperada. Em termos relativos, no entanto, a Caatinga e
a Mata Atlântica seriam os biomas mais prejudicados.
Nessas regiões, o percentual de reserva legal que não
seria recuperada, em comparação ao total da área
desmatada, seria superior a 50%. “É um percentual muito
grande se considerarmos que a Mata Atlântica, por
exemplo, é um hotspot da biodiversidade brasileira”.
 Os técnicos do Instituto chamam a atenção ainda para o
fato de que manter as reservas legais não significa abrir
mão dos benefícios econômicos dessas áreas. “A RL não
impede o manejo sustentável. As atividades e serviços
ambientais fornecidos por ela têm uso intensivo de mão
de obra e fornecem rentabilidade interessante para o
agricultor familiar. Deve haver financiamento publico, de
forma que essas áreas sejam recuperadas com certo tipo
de exploração econômica”.
Novo Código Florestal deve
priorizar florestas e rios para 85%
 As mudanças no Código Florestal aprovadas pelos deputados
federais são conhecidas pela maioria (62%) da população
brasileira adulta possuidora de telefone fixo. Apenas 6%, porém,
dizem estar bem informados sobre o assunto, enquanto 41%
afirmam estar mais ou menos informados e 15%, mal informados.
Uma fatia maior de homens (68%) do que de mulheres (56%) diz
ter conhecimento sobre o assunto. O mesmo acontece com os mais
velhos: 76% dos maiores de 50 anos conhecem as mudanças
no Código Florestal, fatia que vai a 70% para quem tem de 40 a 49
anos, 61% para quem têm de 30 a 39 anos, e 46% para os
mais jovens, de 16 a 29 anos. Entre os brasileiros que estudaram até
o ensino superior, 78% estão cientes das alterações promovidas
pelos deputados, sendo que 52% deles dizem estar mais ou menos
informados sobre o assunto. Para aqueles que estudaram até o
ensino médio ou fundamental, os índices de conhecimento ficam
abaixo da média (55% e 58%, respectivamente).
 Uma fatia maior de moradores de áreas urbanas (63%) do
que das áreas rurais (47%) conhece as mudanças no
Código Florestal. No Sul, o assunto é conhecido por 68%,
ante 58% no Nordeste, 66% no Norte e Centro-Oeste e
61% no Sudeste.Na opinião da maioria dos brasileiros
(85%), a reforma do Código Florestal deveria priorizar a
preservação das florestas e rios, ainda que, em alguns
casos, isso prejudique a produção agropecuária. Apenas
entre aqueles com 50 anos ou mais o apoio à
priorização das florestas fica abaixo da média (77%) –
nesse estrato, porém, a taxa dos que não souberam
responder fica em 9%, ante 5% da média geral.
 A fatia que defende priorizar a produção agropecuária - mesmo que,
em alguns casos, isso prejudique os rios e florestas - soma 10%.
Entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, 15% compartilham
dessa posição, mesmo índice verificado para aqueles com renda
mensal familiar de 10 a 20 salários mínimos. Há ainda uma fatia de
5% que não soube responder a essa questão. As medidas a serem
tomadas contra os proprietários que praticaram o desmatamento
ilegal de florestas e rios para utilizarem a terra para agricultura e
pecuária dividem os brasileiros. Para 45%, esses agropecuaristas
deveriam ser perdoados somente se concordarem em repor a
vegetação desmatada. Uma fatia similar (48%) diz que eles deveriam
ser punidos de qualquer forma mesmo repondo a vegetação -, para
servirem de exemplo para as gerações futuras. Uma minoria (5%) diz
que os proprietários não deveriam ser punidos nem obrigados a
repor o que foi desmatado, já que fizeram isso para produzir.
 Uma das propostas aprovadas pela Câmara dos Deputados
para o Código Florestal prevê que autores de desmates
ilegais cometidos até junho de 2008 sejam isentos tanto de
recuperar a vegetação quanto das multas aplicadas. Ambas as
anistias são rechaçadas pela maior parte dos brasileiros,
segundo o levantamento. O perdão às multas é rechaçado por
79%. Aderem mais a essa posição os mais ricos, que têm renda
mensal familiar superior a 20 mínimos (94%), e pessoas que
estudaram até o ensino superior (86%). Entre os mais velhos,
com 50 anos ou mais, os que se dizem contra são em menor
proporção (71%), assim como entre aqueles que estudaram
até o ensino fundamental (66%) e moradores do Nordeste
(73%).
 A cobrança de multas apenas em casos mais graves, com uma
diminuição da fiscalização, é a alternativa apontada por 24%,
com maior adesão daqueles que estudaram até o ensino
fundamental (35%), entre moradores de áreas rurais (31%) e nas
regiões Norte e Centro-Oeste (31%) e Nordeste (33%). A posição da
presidente Dilma Rousseff de vetar as mudanças no Código Florestal
que prevêem anistia e perdão para quem desmatou ilegalmente é
apoiada por 79%. Entre aqueles que estudaram até o ensino
fundamental, o apoio é menor (70%), mas cresce entre aqueles com
ensino superior (87%), entre aqueles que têm renda familiar mensal
entre dez e vinte mínimos (86%) e entre quem ganha mais do que
isso (96%). Ainda sobre a anistia, o levantamento também mostra
que 84% dos brasileiros não votariam em um deputado ou senador
que votou a favor da isenção de punições e multas aos autores de
desmatamento até junho de 2008.
Bibliografias
 www.brasilescola.com/brasil/o-pantanal.html
 www.suapesquisa.com/geografia/pantanal.html
 www.sogeografia.com.br/conteudos/geografiaFisica/vegetaca
o/
 www.brasilescola.com
 www.brasil.gov.br
 www.ibge.gov.br
 www.wikipedia.com
 http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-ambiente/legislacao-e-
orgaos/codigo-florestal
 www.ambientallegal.com.br

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  • 2. Nomes: N°  Bárbara Rodrigues 03  Camila Alves 09  Cinthia Avelino 12  Felipe Viana 13  Gabriel Vitor 15  Jessica 18  Leticia Santos 22  Victor Fernando 29  Wellington 30  Mariana Lima 34
  • 3. Sumário  Introdução  Relação Clima – Vegetação  Relação Solo – Vegetação  Classificação: Tipos de vegetação Escala- Mundial  Biomas Brasileiros  Domínio Morfoclimáticos Brasileiros  Código Florestal Brasileiro  Outros Fatores
  • 4. Introdução  Nosso planeta apresenta diversos tipos de vegetações, que variam de acordo com a região onde se localizam. A espécie de vegetação referente a cada uma dessas regiões é definida por fatores como altitude, latitude, pressão atmosférica, iluminação e forma de atuação das massas de ar. No caso de regiões de baixa latitude, encontram-se as florestas equatoriais, como por exemplo a floresta Amazônica, no Brasil.
  • 5. Relação Clima - Vegetação  A cobertura vegetal nativa de uma determinada região está diretamente ligada às características do clima que abrange o espaço. Dessa forma, algumas espécies vegetais conseguem desenvolver positivamente em condições climáticas de característica úmida, ao contrário de outras que se adaptam a condições mais secas.  Onde há ocorrência de clima árido e semiárido as plantas apresentam espinhos no lugar de folhas, como as espécies de cactáceas. Isso ocorre para diminuir a perda de umidade que acontece com o processo de evapotranspiração, dessa forma, a água fica armazenada mais tempo no interior do vegetal.
  • 6.  Assim como o clima influencia na formação vegetal, essa influencia no clima em determinados lugares do mundo. Um exemplo disso são as florestas tropicais e equatoriais da Amazônia na América do Sul, floresta do Congo na África que são responsáveis por emitir enormes percentuais de umidade para a atmosfera, isso ocorre com a transpiração das folhas dos vegetais das florestas, ou seja, evapotranspiração .  Além de contribuir na composição climática, a vegetação contribui diretamente no solo, fertilizando-o com matéria orgânica derivada de folhas, galhos, frutos que caem e passam pelo processo de decomposição transformando-se em nutrientes, sem contar que as raízes das plantas impedem o desenvolvimento de erosões.
  • 7. Relação Solo - Vegetação  O conhecimento das inter-relações solo e vegetação natural é essencial ao manejo de áreas de preservação. Para subsidiar o plano de manejo, estudou-se a relação entre atributos de solos e diferentes formações vegetais do Parque Estadual de Porto Ferreira (SP). No local, em clima mesotérmico de inverno seco, desenvolvem-se, predominantemente, Floresta Estacional Semidecidual e Cerrado, sobre Latossolos e Argissolos.  Em duas topos sequências cortando diferentes padrões de solo e vegetação, coletaram-se e analisaram-se atributos físicos, físico-hídricos, químicos e mineralógicos dos solos. Caracterizaram-se a vegetação desses locais por fotografias aéreas e em campo, avaliando-se a distribuição das espécies frente aos tipos de solos encontrados.
  • 8.  O tipo de vegetação mostrou associação com teor e tipo de argila, retenção de água e disponibilidade de nutrientes. Latossolos de textura média e alta saturação por alumínio estão associados à vegetação de cerrado. Maiores teores de matéria orgânica e nutrientes em superfície, e de argila, argila minerais e umidade retida em baixos potenciais hídricos no perfil ocorrem associados à floresta e sua composição floristica.  A ocorrência apenas de floresta em solos com maior retenção de umidade a -1500 kPa sugere que, em plantas nativas perenes, a água retida a baixos potenciais seja importante na diferenciação dos tipos de vegetação.
  • 9. Tipos de Vegetação – Escala Mundial  A vegetação como sendo a cobertura vegetal natural de uma determinada região. A vegetação de uma região depende muito de outros aspectos da geografia física, como o relevo, o solo e, principalmente, o clima. Podemos classificar a vegetação de acordo com o habitat natural do vegetal:  Higrófilas : são formações vegetais típicas de regiões úmidas . Possuem folhas largas e perenes (latifoliadas), para facilitar a transpiração (florestas tropicais).
  • 10.  Xerófilas : Aparecem em regiões de clima seco. Nesse caso, os vegetais se adaptam à falta de chuva, substituindo as folhas por espinhos, perdendo a folhagem ou cobrindo- a com uma cera que pode impermeabilizar a folha, evitando a evaporação (cactos e outros vegetais da caatinga brasileira).  Tropófilas : vegetais que vivem em climas com alternância de pluviosidade ( um período chuvoso e outro seco). Nesse caso, os vegetais perdem a folhagem na estação seca do ano e são chamados vegetais caducifolios ou caducos.
  • 11.  Nas paisagens naturais o que mais destacam visualmente são as vegetações. A seguir algumas características das principais formações vegetais do mundo :  Floresta pluvial tropical : essas se localizam geograficamente, em geral, na América do Sul, América Central, Ásia, África e Oceania. Todas as regiões citadas possuem características semelhantes como clima quente e úmido, proporcionando assim o surgimento de grandes florestas com uma enorme riqueza de biodiversidade, essas são as áreas do planeta que concentram a maior parte dos seres vivos.
  • 12.  Floresta Temperada : essa vegetação é encontrada principalmente no hemisfério norte, situada entre tópicos e os círculos polares, os países que possuem esse tipo de florestas são Estados Unidos, Europa, Ásia e no Sul do Chile com climas temperadas. As florestas temperadas são diferentes em relação às florestas tropicais, pois a primeira produz uma quantidade menor de variedade de plantas e animais. As florestas temperadas possuem características singulares, no inverno e outono as árvores perdem suas folhas, e por isso são denominadas de caducifólias.
  • 13.  Floresta de coníferas : essa vegetação é encontrada geograficamente em regiões com proximidade aos círculos polares, com características de clima com inverno bastante rigoroso. As coníferas são denominadas também de floresta boreal, é composta por pinheiros.  Tundra : se faz presente no extremo norte do continente americano, europeu e asiático, a particularidade dessa vegetação é em relação ao clima, pois se desenvolve em áreas de clima frio e polar, com duas estações (verão e inverno), sendo inverno rigoroso e verão com temperatura um pouco mais elevada. Na tundra as vegetações encontradas são musgos, liquens e plantas herbáceas, esses vegetais se desenvolvem de forma mais efetiva no verão, pois na estação do inverno toda área fica coberta de gelo.
  • 14.  Savana : esse tipo de vegetação tem uma grande semelhança com o cerrado brasileiro, as savanas são compostas basicamente por gramíneas e capins, árvores e arbustos espalhados na paisagem. São situadas geograficamente em regiões de clima tropical, com duas estações bem definidas, sendo uma seca (inverno) e uma chuvosa (verão). No mundo essa vegetação se faz presente nos seguintes países e continentes : América do Sul, África, Ásia e Austrália.  Estepe e Pradarias : são compostas por plantas herbáceas, arbustos e gramíneas, em áreas de clima temperado, geralmente o estepe desenvolve em lugares mais secos, enquanto que as pradarias em locais mais úmidos, essa é utilizada como ótima pastagem na pecuária.
  • 15.  Vegetação desértica: são áreas com predominâncias de clima seco e árido, os vegetais são adaptados à falta de água, suas raízes são extensas e atingem o lençol freático, quando raramente ocorre chuva brotam plantas, mas com um período muito curto de vida.  Vegetação de Montanha: como o próprio nome diz, essa vegetação é comum em pontos elevados , tais como os Andes, Himalaia, entre regiões montanhosas. A vegetação pouco diversificada, visto que o clima não é propício para o seu desenvolvimento.
  • 16.  Vegetação mediterrânea: a vegetação é composta por árvores de pequeno porte, como, por exemplo, oliveiras e sobreiros.
  • 18. Amazônia  Maior floresta tropical do mundo; No Brasil distribui- se por nove estados (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão).  vegetação: cupuaçu, guaraná, seringueira, mogno e cerejeira, etc.  fauna: jacaré-açu, macaco-prego; muitas espécies de inseto, tucano (araçari), etc.
  • 19.
  • 20. Mata Atlântica  Encontra-se muito devastada em virtude da grande ocupação humana, restando apenas 7% da floresta original; regula o fluxo dos mananciais hídricos, controla o clima e protege as encostas das serras.  Vegetação: pau-brasil, jacarandá, cedro, jequitibá, etc.  Fauna: mico-leão-dourado; bicho-preguiça, muriqui, jacu, macuco, etc.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Mata de araucária  A partir de 2004 (IBGE) a mata de araucárias começou a fazer do grande Bioma Mata Atlântica e Mata de Araucárias; ocorre no sul do Brasil; pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) e pinheiro Padocarpus; hoje, a mata corresponde a menos de 2% do que foi originalmente; gralha- azul, gralha-picaça, etc.
  • 24.
  • 25. Caatinga  Ocupa cerca de 11% do território brasileiro; chuvas são irregulares, as secas são prolongadas e as temperaturas elevadas; língua Tupi – mata branca; as árvores apresentam mecanismos de proteção contra a perda de água; xique-xique; cascavel, gavião carcará, ararinha-azul, etc.  Fauna: Gavião carcará , ariranha-azul,cascavel
  • 26.
  • 27. Cerrado  Ocupa 25% do território nacional, é o segundo maior bioma do Brasil; região centro-oeste; o clima é quente, com estação seca rigorosa, embora chova em certas épocas do ano; fogo – as plantas apresentam adaptação para enfrentar o fogo, por exemplo, cascas espessas ou caules subterrâneos; araçá, pau-terra, indaiá, capim-flexa, etc.; lobo-guará, onça-pintada, tamanduá, tatu, etc.
  • 28.
  • 29. Pantanal  Abrange os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e uma parte da Bolívia e Paraguai; nos meses de cheia os rios extravasam suas águas; nos meses mais secos a formação de pequenas lagoas; vegetação típica de brejo; fauna muito rica.  Vegetação: o Pantanal possui uma extensa variedade de árvores, plantas, ervas e outros tipos de vegetação. Nas planícies (região que alaga na época das cheias) encontramos uma vegetação de gramíneas.
  • 30.
  • 31. Campos sulinos (Pampa)  Localiza-se no sul do Brasil,apresenta vegetação herbáceas,propícias à criação de gados.  O solo, na maior parte dos campos, apresenta baixa concentração de nutrientes e são muito suscetíveis a erosão, o que torna ainda mais rápido o processo de degradação dos campos.
  • 32.
  • 33. Domínios Morfoclimáticos Brasileiros  Os domínios morfoclimáticos representam a combinação de um conjunto de elementos da natureza relevo, clima, vegetação – que se inter-relacionam e interagem, formando uma unidade paisagística.  No Brasil, o geógrafo Aziz Ab’Saber foi o responsável por fazer essa classificação. Para ele, o país possui seis grandes domínios morfoclimáticos:  Domínio Equatorial Amazônico: situado na região Norte do Brasil, é formado, em sua maior parte, por terras baixas, predominando o processo de sedimentação, com um clima e floresta equatorial.
  • 34.  Domínio dos Cerrados: localizado na porção central do território brasileiro, há um predomínio de chapadões, com a vegetação predominante do Cerrado.  Domínio dos Mares de Morros: situa-se na zona costeira atlântica brasileira, onde predomina o relevo de mares de morros e alguns chapadões florestados, como também a quase extinta Mata Atlântica.  Domínio das Caatingas: localiza-se no nordeste brasileiro, no conhecido polígono das secas, caracterizado por depressões interplanálticas semiáridas.
  • 35.  Domínio das Araucárias: encontra-se no Sul do país, com predomínio de planaltos e formação de araucárias.  Domínio das Pradarias: também conhecido como domínio das coxilhas (relevo com suaves ondulações), situa-se no extremo Sul do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, com predominância da formação dos pampas e das pradarias.
  • 36. Brasil Domínios Morfoclimáticos Entre os seis domínios morfoclimáticos existem as faixas de transições. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Algumas conhecidas são o Pantanal, o Agreste e os Cocais.
  • 37. Código Florestal Brasileiro  Histórico: O primeiro Código Florestal do País foi lançado em 1934 (Decreto 23.793) e, entre outras medidas, obrigava os proprietários a preservar 25% da área de suas terras com a cobertura de mata original. O código foi atualizado em 1965 (Lei nº 4.771), prevendo que metade dos imóveis rurais da Amazônia deveria ser preservada. A partir de 1996, o Código Florestal passou a ser modificado por diversas Medidas Provisórias, até ser totalmente reformulado em outubro de 2012.
  • 38.  O Código Florestal brasileiro institui as regras gerais sobre onde e de que forma o território brasileiro pode ser explorado ao determinar as áreas de vegetação nativa que devem ser preservadas e quais regiões são legalmente autorizadas a receber os diferentes tipos de produção rural.  O código utiliza dois tipos de áreas de preservação: a Reserva Legal e a Área de Preservação Permanente (APP). A Reserva Legal é a porcentagem de cada propriedade ou posse rural que deve ser preservada, variando de acordo com a região e o bioma. Atualizado em 2012, o código determina a ampliação dos tamanhos das reservas: são de 80% em áreas de florestas da Amazônia Legal, 35% no cerrado, 20% em campos gerais, e 20% em todos os biomas das demais regiões do País.
  • 39. Reserva Legal  Reserva Legal é a área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, ressalvada a de preservação permanente (APP), representativa do ambiente natural da região e necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas. Deve ser equivalente a, no mínimo, 20% (vinte por cento) da área total da propriedade. Sua implantação deve compatibilizar a conservação dos recursos naturais e o uso econômico da propriedade. (Lei Estadual 14.309/2002).
  • 40.  A instituição e a conservação da Reserva Legal são exigências da legislação para toda e qualquer propriedade ou posse rural. Por isso, a aprovação dos processos de licenciamento, intervenção ambiental, outorga de água, credito rural e transmissão de títulos de propriedades está condicionada à averbação da Reserva Legal no cartório, após a regularização junto ao IEF.
  • 41.  A regularização da Reserva Legal em Minas Gerais é realizada no Instituto Estadual de Florestas (IEF) órgão do Sistema Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema). Após a aprovação do processo pelo IEF, o requerente se encaminha ao Cartório de Registro de Imóveis para a averbação da Reserva Legal na matrícula do imóvel. No caso da posse rural, deve se encaminhar ao Cartório de Títulos e Documentos para a averbação no título de posse.
  • 42. App  As APPs se destinam a proteger solos, águas e matas ciliares. Nessas áreas só é possível o desmatamento total ou parcial da vegetação com autorização do governo federal e, mesmo assim, quando for para a execução de atividades de utilidade pública ou de interesse social.  Para derrubada de vegetação nas APPs em perímetro urbano, o código orienta que se siga o previsto no plano diretor e as leis de uso e ocupação do solo do município, desde que observadas as restrições impostas pela lei ambiental.
  • 43.  Os limites das APPs nas margens dos rios definidos pelo Código de 1965, que iam de 5 metros a 150 metros conforme a largura do curso d'água, contados a partir do leito regular, foram alvos de diversas alterações.  Em 1986, os congressistas aumentaram a distância mínima das APPs de 5 metros para 30 metros a partir do leito regular (Lei 7.511) e, em 1989, a Lei 7.803 alargou outra vez esses limites, que passaram a ser contados a partir do leito maior dos cursos d’água.
  • 44. Conflito: Ruralistas X Ambientalistas  As disputas entre ruralistas e ambientalistas estão acirradas nas últimas semanas devido à discussão sobre alterações no Código Florestal brasileiro. A Câmara dos Deputados criou a Comissão Especial do Código Florestal, presidida pelo Deputado Federal Aldo Rebelo (PCdoB).  A proposta de alteração pretende anistiar os desmatamentos ilegais realizados em Áreas de Preservação Permanente (APPs) até 2008 e diminuir as faixas da Reserva Legal, a porção de terra cuja cobertura original é conservada. De acordo com o novo texto, propriedades rurais de até quatro módulos fiscais, que representam 90% dos imóveis rurais do Brasil, ficam desobrigadas a recompor a área de Reserva Legal, o que aumentaria significativamente os desmatamentos.
  • 45.  A proposta de atualização do código é antiga. Em 2009, o Governo Federal instituiu o Programa Mais Ambiente, que defende a recuperação e a manutenção das APPs por parte de cada propriedade rural, fazendo com que os proprietários sejam responsáveis pela Reserva Legal de suas terras.  Os defensores das mudanças, em sua maior parte latifundiários, afirmam que a necessidade de ampliar a competição agrícola internacional e a produção de alimentos para o mercado interno justificam a ocupação de todas as áreas agriculturáveis.
  • 46. Sobral  Relevo e solo : As terras de Sobral fazem parte da Depressão Sertaneja. O relevo com forma suaves, tem como ápice o maciço residual granítico (serra da Meruoca) e uma planície aluvial (rio Acaraú). As principais elevações possuem altitudes entre 200 e 700 metros acima do nível do mar. Os solos da região são tipo bruno não cálcico, litólico, planossolo, podzólico e aluvial.  Sobral é o município brasileiro que registra mais sismos no Brasil. Desde Janeiro, mais de 600 tremores de terra foram registrados. O mais forte ocorreu no dia 25 de Maio de 2008 por volta das 16h25. Esse tremor foi de intensidade 4.3 na Escala Richter.
  • 47.  Vegetação : A caatinga arbustiva aberta é predominante,porém existem também, núcleos com mata seca (floresta subcaducifólia tropical pluvial), mata úmida (floresta subperenifólia tropical plúvio-nebular) e mata ciliar (floresta mista dicótilo-palmácea).  A vegetação predominante é a típica do semiárido, mais especificamente floresta caducifólia espinhosa. Em determinados pontos, existem matas de transição. Ao longo das margens dos rios existe a chamada mata de galeria, vegetação original caracterizada pela umidade em contraste com regiões adjacentes mais secas.
  • 48. Área de vegetação não recuperada por causa do novo Código Florestal  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, o Comunicado nº 96 Código Florestal: Implicações do PL 1876/99 nas Áreas de Reserva Legal.  Os técnicos do Ipea procuraram estimar a área de vegetação nativa que deixaria de ser recuperada, caso seja mantida a anistia ao desmatamento da reserva legal (RL) em propriedades de até quatro módulos fiscais. A isenção, prevista no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, desobriga os proprietários rurais de recuperar as áreas consolidadas, a reserva legal que foi ocupada pela agricultura ou pecuária antes de 2008.
  • 49.  No bioma Amazônico, estão 60% dessa área não recuperada. Em termos relativos, no entanto, a Caatinga e a Mata Atlântica seriam os biomas mais prejudicados. Nessas regiões, o percentual de reserva legal que não seria recuperada, em comparação ao total da área desmatada, seria superior a 50%. “É um percentual muito grande se considerarmos que a Mata Atlântica, por exemplo, é um hotspot da biodiversidade brasileira”.
  • 50.  Os técnicos do Instituto chamam a atenção ainda para o fato de que manter as reservas legais não significa abrir mão dos benefícios econômicos dessas áreas. “A RL não impede o manejo sustentável. As atividades e serviços ambientais fornecidos por ela têm uso intensivo de mão de obra e fornecem rentabilidade interessante para o agricultor familiar. Deve haver financiamento publico, de forma que essas áreas sejam recuperadas com certo tipo de exploração econômica”.
  • 51. Novo Código Florestal deve priorizar florestas e rios para 85%  As mudanças no Código Florestal aprovadas pelos deputados federais são conhecidas pela maioria (62%) da população brasileira adulta possuidora de telefone fixo. Apenas 6%, porém, dizem estar bem informados sobre o assunto, enquanto 41% afirmam estar mais ou menos informados e 15%, mal informados. Uma fatia maior de homens (68%) do que de mulheres (56%) diz ter conhecimento sobre o assunto. O mesmo acontece com os mais velhos: 76% dos maiores de 50 anos conhecem as mudanças no Código Florestal, fatia que vai a 70% para quem tem de 40 a 49 anos, 61% para quem têm de 30 a 39 anos, e 46% para os mais jovens, de 16 a 29 anos. Entre os brasileiros que estudaram até o ensino superior, 78% estão cientes das alterações promovidas pelos deputados, sendo que 52% deles dizem estar mais ou menos informados sobre o assunto. Para aqueles que estudaram até o ensino médio ou fundamental, os índices de conhecimento ficam abaixo da média (55% e 58%, respectivamente).
  • 52.  Uma fatia maior de moradores de áreas urbanas (63%) do que das áreas rurais (47%) conhece as mudanças no Código Florestal. No Sul, o assunto é conhecido por 68%, ante 58% no Nordeste, 66% no Norte e Centro-Oeste e 61% no Sudeste.Na opinião da maioria dos brasileiros (85%), a reforma do Código Florestal deveria priorizar a preservação das florestas e rios, ainda que, em alguns casos, isso prejudique a produção agropecuária. Apenas entre aqueles com 50 anos ou mais o apoio à priorização das florestas fica abaixo da média (77%) – nesse estrato, porém, a taxa dos que não souberam responder fica em 9%, ante 5% da média geral.
  • 53.  A fatia que defende priorizar a produção agropecuária - mesmo que, em alguns casos, isso prejudique os rios e florestas - soma 10%. Entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, 15% compartilham dessa posição, mesmo índice verificado para aqueles com renda mensal familiar de 10 a 20 salários mínimos. Há ainda uma fatia de 5% que não soube responder a essa questão. As medidas a serem tomadas contra os proprietários que praticaram o desmatamento ilegal de florestas e rios para utilizarem a terra para agricultura e pecuária dividem os brasileiros. Para 45%, esses agropecuaristas deveriam ser perdoados somente se concordarem em repor a vegetação desmatada. Uma fatia similar (48%) diz que eles deveriam ser punidos de qualquer forma mesmo repondo a vegetação -, para servirem de exemplo para as gerações futuras. Uma minoria (5%) diz que os proprietários não deveriam ser punidos nem obrigados a repor o que foi desmatado, já que fizeram isso para produzir.
  • 54.  Uma das propostas aprovadas pela Câmara dos Deputados para o Código Florestal prevê que autores de desmates ilegais cometidos até junho de 2008 sejam isentos tanto de recuperar a vegetação quanto das multas aplicadas. Ambas as anistias são rechaçadas pela maior parte dos brasileiros, segundo o levantamento. O perdão às multas é rechaçado por 79%. Aderem mais a essa posição os mais ricos, que têm renda mensal familiar superior a 20 mínimos (94%), e pessoas que estudaram até o ensino superior (86%). Entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, os que se dizem contra são em menor proporção (71%), assim como entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental (66%) e moradores do Nordeste (73%).
  • 55.  A cobrança de multas apenas em casos mais graves, com uma diminuição da fiscalização, é a alternativa apontada por 24%, com maior adesão daqueles que estudaram até o ensino fundamental (35%), entre moradores de áreas rurais (31%) e nas regiões Norte e Centro-Oeste (31%) e Nordeste (33%). A posição da presidente Dilma Rousseff de vetar as mudanças no Código Florestal que prevêem anistia e perdão para quem desmatou ilegalmente é apoiada por 79%. Entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental, o apoio é menor (70%), mas cresce entre aqueles com ensino superior (87%), entre aqueles que têm renda familiar mensal entre dez e vinte mínimos (86%) e entre quem ganha mais do que isso (96%). Ainda sobre a anistia, o levantamento também mostra que 84% dos brasileiros não votariam em um deputado ou senador que votou a favor da isenção de punições e multas aos autores de desmatamento até junho de 2008.
  • 56. Bibliografias  www.brasilescola.com/brasil/o-pantanal.html  www.suapesquisa.com/geografia/pantanal.html  www.sogeografia.com.br/conteudos/geografiaFisica/vegetaca o/  www.brasilescola.com  www.brasil.gov.br  www.ibge.gov.br  www.wikipedia.com  http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-ambiente/legislacao-e- orgaos/codigo-florestal  www.ambientallegal.com.br