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Relevo

  1. 1. RELEVO http://prof-paulo-geografia.blogspot.com.br/ Prof. Paulo
  2. 2. Relevo  Trata-se do conjunto das formas da crosta terrestre, manifestando-se desde o fundo dos oceanos até as terras emersas. Encontramos formas diversas de relevo: montanhas, planaltos, planícies, depressões, cordilheiras, morros, serras, inselbergs, vulcões, vales, escarpas, abismos, Cuestas, etc.  O relevo é o resultante da ação de dois agentes:os internos e externos.
  3. 3. O Relevo e Seus Agentes A formação do relevo e a constante transformação de suas formas ocorrem devido à ação de: Agentes internos ou endógenos Agentes externos ou exógenos São as forças internas do planeta, Existem agentes externos, na causadas pelas pressão e altas superfície terrestre, que modificam o temperaturas das camadas mais relevo, não tão rapidamente como os profundas. Geralmente essas vulcões ou terremotos, mas sua ação manifestações são violentas e contínua transforma lenta e rápidas, como é o caso dos ininterruptamente todas as terremotos e vulcões. Esses paisagens da Terra. A ação dos movimentos são construtores e ventos, do intemperismo e da água modificadores do relevo terrestre, sobre a crosta terrestre determinam podendo levar milhões de anos ou a erosão. apenas um dia.
  4. 4. Agentes Formadores do Relevo (Endógenos)  São responsáveis pela formação do relevo. Os agentes Internos ou endógenos são processos estruturais que atuam do interior para o exterior do planeta :  Tectonismo  Vulcanismo  Abalos sísmico
  5. 5. Os Agentes Internos (Endógenos) São processos que têm sua origem no interior da Terra, como o vulcanismo, o tectonismo e os abalos sísmicos. Vulcanismo É a atividade pela qual os materiais vindos do manto atingem a superfície. Lavas, cinzas e gases. Através de fendas ou aberturas da crosta terrestre. A acumulação e consolidação da lava expelida pelos vulcões podem dar origem a montanhas e ilhas. Vulcão Stromboli, na Itália.
  6. 6. Tectonismo:  O movimento das placas tectônicas traz, em sua dinâmica, resultados que podem ser observados na superfície. Os terremotos, o vulcanismo, as rochas dobradas e falhadas são exemplos claros de que toda a crosta esteve e está em constante movimento.  Esses movimentos são denominados tectônicos e são classificados em dois tipos:  Orogênese (movimentos tectônicos no sentido horizontal)  Epirogênese (movimentos tectônicos no sentido vertical)
  7. 7. Epirogênese é uma expressão criada por Gilbert, em 1890, a denominação teve como objetivo principal designar o fenômeno geológico que resulta em movimentos tectônicos no sentido vertical. Caso esse movimento seja para cima, recebe o nome de soerguimento e para baixo, subsidência. Orogênese é um movimento tectônico que ocorre de forma horizontal, e pode ter duas configurações: convergente, quando duas placas se chocam; e divergente, quando duas placas se afastam. A primeira provoca o surgimento de dobramentos e cordilheiras e a segunda responde pela formação das dorsais (cordilheiras submarinas).
  8. 8. Abalos Sísmicos Terremoto ou abalo sísmico é uma vibração da superfície terrestre produzida por forças naturais situadas no interior da crosta a profundidades variáveis. Podem ser também associados à ação humana quer direta ou indiretamente nas atividades de extração de minerais, água ou petróleo. Quando esses abalos ocorrem nos continentes são chamados de terremotos; já quando acontecem nos oceanos correspondem aos maremotos, que podem resultar na formação de ondas gigantescas denominadas tsunamis.
  9. 9. O tsunami destruiu a cobertura vegetal que havia no litoral sudoeste da Tailândia (acima, fotos de satélite de 2003 e de 2004, três dias após as ondas). O padrão de distribuição de sedimentos submarinos também foi alterado. O depósito arenoso na ponta da praia, por exemplo, foi erodido.
  10. 10. Agentes Externos de Relevo (Exógenos) O relevo terrestre encontra-se em permanente evolução, pois os agentes externos trabalham contínua e incessantemente modelando a paisagem terrestre. Principais agentes externos: Intemperismo Antropicidade
  11. 11. Intemperismo É o conjunto de processos químicos e físicos, (ação da água, do vento, do calor, do frio e dos seres vivos) que provocam o desgaste e a decomposição das rochas. Podem ser físicos e químicos.
  12. 12.  Físico – A desintegração e a ruptura das rochas inicialmente em fendas, progredindo para partículas de tamanhos menores, sem, no entanto, haver mudanças na composição química. Exemplos de processos físicos de meteorização: congelamento da água, variação de temperatura, decomposição esferoidal, esfoliação, destruição orgânica.
  13. 13.  Químico – Realizam-se em presença da água e dependem da ação de decomposição da água juntamente com o CO2 dissolvido e, em alguns casos, ácidos orgânicos formados pela decomposição de resíduos de vegetais. Exemplos de processos químicos de intemperismo: oxidação dos solos ferrosos, maresia em áreas litorâneas.
  14. 14. Agentes Externos: Esculpidores da Paisagem As formas de relevo criadas pelas forças do interior da Terra sofrem constantes modificações provocadas por agentes externos do relevo. Água Vento Seres vivos O desgaste das rochas causado pelo intemperismo origina as rochas sedimentares.
  15. 15. Antropicidade  Consiste na atuação direta ou indireta do ser humano sobre o planeta.
  16. 16. Agentes modeladores
  17. 17. A incrível força da natureza esculpindo as rochas Parque Nacional Grand Canyon, no Arizona, Estados Unidos (2006).
  18. 18. Formas de Relevo PRINCIPAIS ESTRUTURAS DE RELEVO:  PLANALTO  PLANÍCIE  DEPRESSÃO  MONTANHAS
  19. 19. Formas de Relevo Continentais Montanhas: formadas pela ação de forças tectônicas Jovens: formadas em épocas Velhas: formadas em eras mais remotas. geológicas recentes. Apresentam Tendo sido afetadas pela erosão, apresentam maiores altitudes. altitudes mais moderadas. Montanhas jovens no Parque Nacional Los Glaciares, na região patagônica (Argentina, 2000)
  20. 20. Formas de Relevo Continentais Planalto: superfícies onde predomina intenso processo de erosão. Situam-se entre 200 metros Apresentam forma aplainada e 2 mil metros de altitude. ou morros, serras ou elevações íngremes de topo plano (chapadas). Morro do Pai Inácio, na Chapada Diamantina (Bahia, 2008)
  21. 21. Formas de Relevo Continentais Planícies: poucas irregularidades e forma quase plana Baixas altitudes Sedimentação constante devido (até 100 metros) aos movimentos das águas do mar, de rios, de lagos etc. Planícies Planícies fluviais Planícies lacustres litorâneas
  22. 22. Depressões Relativa: Partes mais baixas em relação às formas de relevo que as circundam. Apresentam uma leve inclinação e são também caracterizadas por um processo de erosão, que é um aspecto determinante na sua formação. Quando as depressões se encontram abaixo do nível do mar, recebem o nome de depressões absolutas. O mar Morto, na Ásia, é um exemplo de depressão absoluta. Depressão Sertaneja /São Ele está metros Francisco abaixo do nível do mar.
  23. 23. As Diferentes Classificações do Relevo Brasileiro Professor Aziz Ab’Saber / anos 60 Professor Aroldo de Azevedo Anos 40/50 Professor Jurandyr Ross Anos 90
  24. 24. Classificação de Aroldo de Azevedo: elaborada na déc. De 40, levou em consideração as cotas altimétricas (altitude) do relevo. Planalto: superfície levemente ondulada com mais de 200 m de altitude. Planície: superfície aplainada com menos de 200 m de altitude.
  25. 25. Classificação de Aziz AB Sáber: Classificação publicada em 1958, onde se definia: Planalto : superfície suavemente ondulada, onde se verifica o domínio do processo erosivo(desgaste). Planície: superfície onde o processo de sedimentação é mais atuante e independe do nível altimétrico.
  26. 26. Classificação de Ross  Proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1989. Utiliza os processos geomorfológicos para elaborar a sua classificação, porem diferente das classificações anteriores, Ross, usa recursos mais modernos como a aerofotogrametria , (fotos aéreas, projeto Radam Brasil) e reformulou a classificação do relevo brasileiro, elevando para 28 o número de grandes unidades de relevo. Além disso, ao invés de se prender às divisões anteriores entre planaltos e planícies, introduziu um novo conceito, o de depressão.  Destaca três formas principais de relevo: planaltos, planícies e depressões. Define cada macro unidade da seguinte forma: PLANALTO, superfície irregular, com altitude acima de 300 metros e produto de erosão; PLANÍCIE, área plana, formada pelo acúmulo recente de sedimentos; DEPRESSÃO, superfície entre 100 e 500 metros de altitude, com inclinação suave, mais plana que o planalto e formada por processo de erosão.
  27. 27. O relevo brasileiro Mapa Relevo brasileiro Características Predominam os planaltos de baixa altitude ( até 1200m ) e as planícies. O relevo brasileiro não possui grandes altitudes . Este fato pode ser explicado pela antiguidade de seus terrenos (em geral, pré-cambrianos ) que vem sofrendo o ataque dos agentes de erosão há milhões de anos. Planalto, Planícies e Depressões são as principais formas de relevo . O Brasil não apresenta cadeias de montanhas ou dobramentos modernos . As Cores variam de acordo com níveis de altitude indo dos mais baixos ( verde) aos mais elevados ( marrom)
  28. 28. Classificação de Aroldo de Azevedo  Primeira classificação.  Recursos limitados.  4 grandes planícies.  2 grandes planaltos.  Subdivide o planalto brasileiro em 3 sub- unidades.
  29. 29. Classificação de Aziz Ab’Saber  Feita por um discípulo de Aroldo de Azevedo.  Número de planícies permanece a mesma.  2 grandes planaltos.  Subdivide o planalto brasileiro em 6 sub- unidades.
  30. 30. Classificação de Jurandyr Ross  Realizada na déc. 80.  Resultado do Projeto RADAM-Brasil.  Divide o país em 28 unidades de relevo.  Predomina planaltos baixos e depressões.  Planícies com áreas pequenas e limitadas.
  31. 31. Dúvidas? Perguntas? Sugestões? Reclamações? Opiniões para as próximas aulas? http://prof-paulo-geografia.blogspot.com.br/

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