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OPEN ACCESS
AO SERVIÇO DOS INVESTIGADORES E DAS
INSTITUIÇÕES DE INVESTIGAÇÃO E ENSINO SUPERIOR



                           Pedro Príncipe
                           Serviços de Documentação
                           Universidade do Minho
                           pedroprincipe@sdum.uminho.pt
TÓPICOS

1
OPEN ACCESS
              2
              REPOSITÓRIOS
                                 3
                                 COMUNICAR
              INSTITUCIONAIS     CIÊNCIA
• O que é?
• Porquê e    • Auto-arquivo:    • investigadores
  como?         custos e
                                 • instituições
                benefícios
              • Políticas
                institucionais
                Open Access
OPEN ACCESS
O que é?
                 1
Porquê e como?
O que é o Open Access?


 Open Access, "Acesso Livre" (ou “Acesso Aberto”) significa a
 disponibilização livre na Internet de literatura de carácter
 académico ou científico, permitindo a qualquer utilizador
 ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou
 referenciar o texto integral dos documentos.
Introdução
«uma velha tradição e uma nova tecnologia convergiram para
tornar possível o aparecimento de um bem público sem
precedentes. A velha tradição é a boa-vontade de investigadores
e cientistas publicarem os resultados da sua investigação em
revistas científicas, sem qualquer remuneração, apenas em
prol da investigação e difusão do conhecimento. A nova
tecnologia é a Internet. O benefício público que as duas
possibilitam é a distribuição eletrónica, a uma escala
mundial, da literatura científica com revisão pelos pares, de
forma gratuita e sem restrições de acesso a
investigadores, docentes, alunos e outros indivíduos
interessados. A eliminação de barreiras de acesso à
literatura científica ajudará a acelerar a investigação, a
enriquecer a educação (...)»
Tradução de BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE (2002)
http://www.soros.org/openaccess/read.shtml
A utopia de Budapeste

A distribuição mundial da literatura publicada em
revistas com peer-review e o acesso completamente
livre e irrestrito a essa literatura por todos os
cientistas, académicos, professores, estudantes e outras
mentes curiosas. A remoção das barreiras a esta
literatura acelerará a investigação, enriquecerá
a educação, (...), e estabelecerá as fundações
para unir a humanidade num comum diálogo
intelectual e procura de conhecimento.”
Tradução de BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE (2002)
http://www.soros.org/openaccess/read.shtml
As Declarações OA – os 3 B’s
 Budapest Open Access Initiative – Dezembro 2001
 Bethesda Statement on Open Access Publishing – Junho 2003
 Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento
  nas Ciências e Humanidades– Outubro 2003
O que é?
• Online
• Immediate
• Free (non-restricted)
• Free (gratis)
• To the scholarly literature that authors give away
• Permanent

(Definição de Stevan Harnad)
O que é?
 “Open-access (OA) literature is digital,
 online, free of charge, and free of most
 copyright and licensing restrictions”

 Definição de Peter Suber, 2006
ESSENCIAL:
        Aos cerca de 2.5 milhões de artigos publicados por ano, a nível
Acesso Livre a quê?
        mundial, em cerca de 25,000 revistas com peer-review em todas as
        disciplinas académicas e cientificas.


        RECOMENDÁVEL/OPCIONAL:
        A comunicações, teses e dissertações, relatórios, working papers, artigos
        não revistos (preprints); monografias; etc.




         NÃO APLICÁVEL:
         O Acesso Livre não se aplica a livros sobre os quais os autores pretendam
         obter receitas ou textos não académicos, como notícias ou ficção.
Acesso Livre porquê?
Aumentar a visibilidade, o acesso, a utilização e o
impacto dos resultados de investigação.

Acelerar e tornar mais eficiente o progresso da ciência.

Melhorar a monitorização, avaliação e gestão da
actividade científica.
Acesso Aberto – Porquê?
Ao contrário de outros autores, os investigadores
e académicos publicam os resultados do seu
trabalho não para obterem rendimentos (direitos
de autor, royalties, etc.), mas para obterem outro
tipo de recompensa: impacto da publicação.
 Os investigadores são recompensados (progressão na
  carreira, financiamento dos seus projectos, prémios
  científicos, etc.), pela sua produtividade científica, que
  é avaliada não apenas pela sua dimensão (quantidade),
  mas sobretudo pelo seu impacto (qualidade).
Tipos de Acesso Aberto
 Acesso Aberto Verde/Dourado
   Refere-se à forma/local do acesso aberto (repositórios e
    revistas)
   Acesso Aberto pela via verde é geralmente do tipo
    “Grátis” mas pode ser “Livre”.
   Acesso Aberto pela via Dourada é geralmente “Livre” mas
    pode ser “Grátis”
 Acesso Aberto Grátis/Livre
   Refere-se às barreiras/restrições que são eliminadas
   Como existem diversas barreiras de copyright, podem
    existir diversos tipos/graus de AA Livre
Acesso Aberto - Grátis e Livre

 GRÁTIS
   Eliminam-se as barreiras económicas. O acesso é realizado
    sem custos para o utilizador

 LIVRE
   Eliminam-se as barreiras económicas e pelo menos
    algumas relacionadas com o copyright (facilitando a re-
    utilização por humanos e “máquinas”)

  http://www.earlham.edu/~peters/fos/newsletter/08-02-08.htm
Duas vias para o Acesso Livre

• Óptima (dourada): Publicar os artigos em revistas
  de acesso livre sempre que existam revistas
  adequadas para o efeito (presentemente cerca de
  5500, ≃ 22% - ver www.doaj.org)

• Boa (verde): Publicar os restantes artigos nas
  revistas comerciais habituais (presentemente
  cerca de 20000, ≃ 78%) e auto-arquivá-los em
  repositórios da própria instituição (actualmente
  mais de 1700 – ver www.opendoar.org).
REPOSITÓRIOS
INSTITUCIONAIS
 Auto-arquivo: custos e benefícios
                                          2
 Repositórios em Portugal: a UMinho e o RCAAP
 Políticas institucionais Open Access
Os Repositórios no mundo…
Repositório
Um lugar, ou contentor onde se podem depositar e armazenar
objectos (muitas vezes para segurança e preservação).

Repositório digital
Um sistema para armazenar, preservar e
dar acesso a objetos digitais.

Repositório de Acesso Aberto
Um repositório digital que recolhe, armazena e dá acesso
a resultados (publicações e/ou dados) da investigação científica.
Tipos de Repositórios de Acesso Aberto
  • Institucionais
  • Disciplinares ou temáticos
  • Repositório de dados
  • Repositórios órfãos




  • Agregadores
Repositórios institucionais
 Armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção
intelectual dos membros de uma instituição (universidade, centro
de investigação, etc.)


 Podem conter exclusivamente a produção intelectual/científica
(artigos, teses e dissertações, working papers, dados, etc.) das
instituições, ou reunir também documentos administrativos,
coleções especiais (constituindo-se como bibliotecas digitais)
Via verde para o auto-arquivo!
O copyright já não é um obstáculo importante ao desenvolvimento
dos Repositórios Institucionais.
                  Políticas de Copyright das Revistas Científicas

                                   5%
            32%                                        Permitido auto-arquivo
                                                       de preprints e postprints


                                                       Permitido auto-arquivo
                                                       de preprints


                                                       Auto-arquivo não
                                                       permitido
                                         63%


Mais de 95% das revistas já permitem alguma forma de auto–
arquivo/depósito em repositórios.
                    http://romeo.eprints.org/stats.php
Auto-arquivar num repositório é um processo:
 • Fácil – Através de uma interface web;




 • Simples – Seguindo um circuito de depósito (workflow) que
  conduz o utilizador ao longo do processo de um modo intuitivo;

 • Rápido  – Em circunstâncias normais o processo de
  depósito/auto-arquivo demorará menos de 5 min. por
  documento.
E os documentos que não podem ficar em acesso livre?

• Os documentos que não possam ficar em acesso livre (em
  definitivo ou durante um período de embargo)…

• Podem e devem ser arquivados de imediato em acesso
  restrito…

• Podendo ser utilizada como complemento a funcionalidade
  Solicitar Cópia ao Autor…
Interligação com outros sistemas de informação…



        Meta                                        DeGóis
    Repositórios            Repositórios
   Internacionais           Institucionais




                                                     Redes
                                                     sociais
      Outros
     Serviços
                      Meta
                    Repositório
   Repositórios
                     Nacional                B-on
    Temáticos
Estatísticas
Impacto dos resultados de investigação…
                             % aumento citações com Acesso Livre

            Física

       Sociologia

       Psicologia

          Direito

          Gestão

        Educação

  Ciên. da Saúde

Ciências Políticas

       Economia

         Biologia

                     0           50                100   150       200             250




  Amplitude = 36%-250%                                                   Adaptação de gráfico cedido por:
  (Dados: Brody&Harnad 2004; Hajjem et al. 2005)                         Alma Swan – Key Perspectives Ltd
A experiência da U.M.

 O pioneirismo da U.M. no domínio do Open Access e

 dos repositórios traduziu-se no seu reconhecimento
 na área…

 …mas também na maior visibilidade e impacto da

 produção científica da Universidade
Alguns indicadores do RepositóriUM
               Documentos                                          Depositantes /
              depositados /                                             ano
                   ano                                       300
  4,000                                                      200
  2,000                                                      100

     0                                                         0
          2003 20042005 2006 2007 20082009 2010 2011               2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011



                Documentos                                         Downloads / ano
     3,500

     3,000    validados / ano                                1,400,000
                                                             1,200,000
     2,500                                                   1,000,000
     2,000                                                    800,000
                                                              600,000
     1,500
                                                              400,000
     1,000                                                    200,000
      500                                                           0
          0
              2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Visão geral das origens de tráfego no último ano

                      9%
     20%                   1%

                                       Mecanismos de
                                       pesquisa
                                       Websites de
                                       referência
                                       Tráfego directo

                                       Outros



                     70%
Impacto
Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-Selected or Mandated, Open Access Increases
Citation Impact for Higher Quality Research. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-Selected or Mandated, Open Access Increases
Citation Impact for Higher Quality Research. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
Os repositórios aumentam a visibilidade dos resultados da
actividade científica

  Os repositórios usam tecnologias e protocolos
  que expõem os seus conteúdos na Internet.




       Isto significa que os conteúdos dos repositórios integrou no seu motor de
                                               O Google
       estão acessíveis a partir de inúmeras bases degenérico características e
                                               busca
       dados e motores de pesquisa, incluindofuncionalidades até então apenas
                                                o
       Google…                                 presentes no Google Scholar como:

                                               • O nome do (primeiro) autor
                                               • Links para os artigos que o citam
                                               • Links para artigos relacionados
             Mas criar repositórios institucionais é apenas
                                               • Links para outras versões
             uma condição necessária, não é uma condição
             suficiente…
Portugal é pioneiro…
O Projeto RCAAP
Objectivos do Projecto
• Aumentar a visibilidade e difusão dos resultados de
  investigação
• Facilitar o acesso à informação sobre a produção
  científica nacional
• Integrar Portugal num conjunto de iniciativas
  internacionais
Principais Serviços na Web
• Portal RCAAP
• SARI
• Validador
• Repositório Comum
• Directório Luso-Brasileiro
• Website do Projeto RCAAP
• Estatísticas Agregadas
• Repositório de Dados Científicos
Portal RCAAP
Portal RCAAP
Repositório Comum
• http://comum.rcaap.pt

• Inst. Defesa Nacional
• Inst. Est. Sup. Militares
• Casa de Camilo
• IP Beja
• IP Portalegre
• FCCN
• Linguateca
• LNEC
• …
Os repositórios são necessários, mas não são suficientes…
  • Estratégias de divulgação, promoção e formação são
    factores críticos para o sucesso.
  • A criação de serviços de valor acrescentado para os
    autores, que compensem o esforço de auto-
    arquivo, é também um aspecto importante.
  • Mas o factor determinante é a implementação de
    políticas e mandatos de auto-arquivo que
    encorajem ou tornem obrigatório o depósito da
    produção científica dos membros das instituições
    nos seus repositórios.
45



Políticas de auto-arquivo em repositórios institucionais
    Recomendação                                    REQUISITO
   Recomendar o auto-arquivo:
 como na Universidade de Lund,                    Wellcome Trust,
     Universidade Humboldt,                    Research Councils, NIH
     de Estocolmo o de Oslo,             Canadian Institutes of Health Research
         UNESCO, OCDE.                     Howard Hughes Medical Institute
                                                           …
     Convicção
Vê-se mais no caso dos
repositórios temáticos,                          MANDATO
Arxiv, e-Lis, Cogprints…                Universidade de Southampton,
                                    Universidade Tecnológica de Queensland
                                            Universidade do Minho,
            Incentivo                  Instituto Politécnico de Bragança
          Com a criação de               Univ. Politécnica de Catalunya
    serviços aos autores a partir                      CERN
          dos repositórios.                             …
Em 2008…

• 20 de Agosto de 2008

  Projecto piloto de Comissão Europeia para assegurar a máxima
  disseminação e visibilidade dos resultados da investigação financiada
  pelo 7th Framework Programm (50 biliões de €). O projecto abarca
  cerca de 20% do 7th FP (10 biliões de €) em disciplinas como ciências
  da saúde, energia, ambiente, ciências sociais e tecnologias de
  informação e comunicação.

  “Grant recipients will be required to deposit peer reviewed research articles or
  final manuscripts resulting from their FP7 projects in an online repository. They
  will have to make their best effort to ensure open access to these articles within
  either six or twelve months after publication, depending on the research area.”
Em 2009…


 18 de Março de 2009

  Mandato de Open Access para todo o MIT, aprovado por
  unanimidade
  The Faculty of the Massachusetts Institute of Technology is committed to disseminating the fruits of its research and scholarship
  as widely as possible. In keeping with that commitment, the Faculty adopts the following policy: Each Faculty member grants to
  the Massachusetts Institute of Technology nonexclusive permission to make available his or her scholarly articles and to exercise
  the copyright in those articles for the purpose of open dissemination. In legal terms, each Faculty member grants to MIT a
  nonexclusive, irrevocable, paid-up, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her
  scholarly articles, in any medium, provided that the articles are not sold for a profit, and to authorize others to do the same. The
  policy will apply to all scholarly articles written while the person is a member of the Faculty except for any articles completed
  before the adoption of this policy and any articles for which the Faculty member entered into an incompatible licensing or
  assignment agreement before the adoption of this policy. The Provost or Provost's designate will waive application of the policy for
  a particular article upon written notification by the author, who informs MIT of the reason.

  To assist the Institute in distributing the scholarly articles, as of the date of publication, each Faculty member will make available
  an electronic copy of his or her final version of the article at no charge to a designated representative of the Provost's Office in
  appropriate formats (such as PDF) specified by the Provost's Office.

  The Provost's Office will make the scholarly article available to the public in an open- access repository. (…)
Já em 2010

23 de Setembro de 2010

Política de Acesso Livre da Universidade de
Coimbra
Universidade do Minho


projeto pioneiro de acesso livre
ao conhecimento
[2003-2011]


integrado no plano de ação para
o quadriénio 2009-13
Porquê uma nova política da U.M.? Síntese
  O Open Access é a forma mais eficiente de promover o
   progresso científico e de rentabilizar o investimento na
   ciência;
  Existem vantagens para instituições e os investigadores que
   disponibilizam a sua produção científica em Open Access;
  O Open Access tem vindo a generalizar-se nos últimos anos;
  A percentagem da produção científica da U.M. depositada
   no RepositóriUM diminuiu após 2007;
  É do interesse da UMinho, na sua afirmação como
   Universidade de investigação, disponibilizar a sua produção
   científica em Acesso Livre (+ visibilidade e potencial
   impacto)
Política de auto-arquivo da U.M. – Objectivos

 Maximizar a visibilidade, acesso e impacto da produção
 intelectual dos investigadores da Universidade do Minho

 Prosseguir e aprofundar a experiência da Universidade do
 Minho no domínio do acesso livre às publicações
 científicas, mantendo-se como uma referência e uma
 instituição de vanguarda neste domínio
Política de Auto-Arquivo de Publicações da U.M.
(Despacho RT-98/10)
1. A Universidade do Minho requer:
  a) Que todos os docentes e investigadores da
  Universidade     depositem    obrigatoriamente      no
  RepositóriUM     –   Repositório   Institucional    da
  Universidade do Minho uma cópia electrónica de todos
  os artigos de revistas científicas, comunicações a
  congressos,     conferências    e   outros      textos
  científicos, com data posterior a Janeiro de 2011, que
  constem dos seus currículos e dos relatórios de
  actividades dos centros de investigação a que estão
  vinculados.

  b) Que o depósito das publicações acima referidas seja
  realizado imediatamente após a publicação (ou
  aceitação para publicação no caso dos artigos de
  revistas). A descrição das publicações (metadados
  como o título, autores, título da revista, etc.) ficará
  sempre disponível em acesso livre. O acesso ao texto
  integral das publicações depositadas no RepositóriUM
Política de Auto-Arquivo de Publicações da U.M.
(Despacho RT-98/10)
   Que os autores de teses de doutoramento e de
    dissertações     de    mestrado     aprovadas     pela
    Universidade do Minho autorizem o depósito da sua
    tese no RepositóriUM, assinando a respectiva
    declaração, de acordo com o estabelecido nos
    regulamentos dos ciclo de estudos conducentes aos
    graus de Mestre e de Doutor. A definição das
    condições de acesso (acesso livre e universal
    imediato, acesso restrito à Universidade do
    Minho, acesso embargado entre 1 e 3 anos, ou, em
    circunstâncias        excepcionais        devidamente
    justificadas, por mais de 3 anos, contados a partir da
    data da defesa) é feita conjuntamente pelo autor da
    tese ou dissertação e pelo(s) seu(s) supervisor(es).

2. A partir de Janeiro de 2011, em todas as listagens de
  publicações     científicas,   individuais   ou     de
  UOEI, produzidas na Universidade do Minho e incluídas
  em relatórios de actividades, processos de concurso
POLÍTICAS E MANDATOS OA EM PORTUGAL
Instituição                               Ano
Universidade do Minho                       2005
ISCTE                                       2007
Universidade do Porto                       2008
Universidade Aberta                         2010
Instituto Politécnico de Bragança           2010
Universidade de Coimbra                     2010
Universidade de Lisboa                      2010
Hospitais Universitários de Coimbra         2011
Instituto Politécnico de Leiria             2011
Universidade de Trás os Montes              2011
Instituto Politécnico de Castelo Branco     2012
Universidade do Algarve                     2012
POLÍTICAS OPEN ACCESS NA UE
Orientações do                            Projeto piloto
Conselho Europeu de Investigação   Open Access do 7º PQ
56




Conselho Europeu de Investigação
Dezembro de 2007
Requer aos investigadores o
depósito de todas as
publicações num repositório
institucional ou disciplinar
adequado:
• resultantes dos projectos de
  investigação financiados e com
  revisão por pares,
• disponibilizar em acesso livre
  num prazo de 6 meses a contar
  da data de publicação.
57




Projecto-piloto Open Access do 7º PQ
Em Agosto de 2008
Exige aos investigadores o depósito
das publicações num repositório
institucional ou disciplinar. Aplica-se a
artigos que:
• possuam revisão por pares;
• resultem de investigação financiada
  numa das sete áreas temáticas
  designadas:
  energia, ambiente, saúde, tic,
   infra-estruturas de
  investigação, ciências na
  sociedade, ciências
  socioeconómicas e
  humanidades;
• tenham um acordo assinado depois de
  Agosto de 2008 (cláusula especial 39).
OPEN ACCESS NA UE
             Vice-Presidente Neelie Kroes
             Digital Agenda




             Comissária Máire Geoghegan-Quinn
             Research & Innovation
EUROPEAN RESEARCH AREA (ERA)
INNOVATION UNION    A Comissão irá promover o
                                       Open Access e terá como
                                       objetivo transformar o…




“[…] Open Access to publications the general
principle for projects funded by the EU research
Framework Programmes”.
UMA AGENDA DIGITAL PARA A EUROPA
                   • Impulsionar a inovação nas TIC
                       tirando partido do mercado único:
                   •   “*…+ a investigação financiada com
                       dinheiros públicos deve ser largamente
                       difundida através da publicação em livre
                       acesso de dados e documentos
                       científicos.”


“[…] the Commission will appropriately extend
current open access publication requirements […]”.
APOSTA NO OPEN ACCESS PELA CE
•   A Vice-Presidente Neelie Kroes, Comissária para a Agenda
    Digital, já anunciou publicamente que
    • o projeto piloto de Open Access, que correntemente abrange cerca de
     20% do 7º Programa-Quadro, vai aplicar-se a todos os projetos
     no próximo Programa-Quadro (…) e pode alargar-se também aos
     dados científicos.
62
Mundialmente, já foram implementados
um total de 238 mandatos OA e 22 estão
registados sob a forma de proposta.




ROARMAP (Registry of OA Repository Mandates):
http://www.eprints.org/openaccess/policysignup/
COMUNICAR CIÊNCIA
Investigadores
                    3
Instituições
Atitude dos autores face a um mandato de auto-arquivo



              Não cumpririam                    5%


Cumpririam com relutância                             14%


Cumpririam de boa vontade                                                         81%

                                       0            20            40    60   80     100

  (Dados: International Survey - “Would you comply with OA mandate?”)
                                             % respondentes
Vantagem competitiva




Fonte: Ranking Web of World Universities (Julho 2010) [ http://www.webometrics.info/rank_by_country.asp?country=pt ]
Comunicar Ciência
O que podem fazer os investigadores?
Seguir as vias para o Acesso Livre!   
• Publicar, sempre que possível e adequado, os
  seus artigos em revistas de acesso livre;
• Publicar, os restante artigos nas revistas
  comerciais habituais e auto-arquivá-los em
  repositórios da própria instituição
Síntese da apresentação…
O que podem fazer as instituições de
 investigação?
Seguir as melhores práticas!
• Criar/Manter repositórios institucionais
                                                                 
• Definir políticas institucionais
  • Requerer o auto-arquivo das publicações dos seus membros nos repositórios
  • Que publicações? obrigatoriamente a versão final dos artigos com peer-review
    (“postprint”), opcionalmente outras publicações e documentos
  • Quando arquivar/depositar? Imediatamente após a aceitação para publicação.
    Os embargos devem aplicar-se ao acesso e não ao depósito
“The question is no longer „if‟ we should
have open access. The question is about
„how‟ we should develop it further and
promote it.”
openaccess@sdum.uminho.pt
                                                  pedroprincipe@sdum.uminho.pt
                                                  • facebook.com/pedroprincipe
                                                  • twitter.com/pedroprincipe
                                                  • youtube.com/user/pedroprincipe
                                                  • slideshare.com/pedroprincipe




http://dl.dropbox.com/u/10000257/ABIC_OpenAccess_2012.pdf
NOTA: Esta comunicação resulta do contributo de outras apresentações de:
Eloy Rodrigues, Ricardo Saraiva, José Carvalho e Clara Boavida - equipa de
projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho.

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REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS E ACESSO LIVRE À CIÊNCIA

  • 1. OPEN ACCESS AO SERVIÇO DOS INVESTIGADORES E DAS INSTITUIÇÕES DE INVESTIGAÇÃO E ENSINO SUPERIOR Pedro Príncipe Serviços de Documentação Universidade do Minho pedroprincipe@sdum.uminho.pt
  • 2.
  • 3. TÓPICOS 1 OPEN ACCESS 2 REPOSITÓRIOS 3 COMUNICAR INSTITUCIONAIS CIÊNCIA • O que é? • Porquê e • Auto-arquivo: • investigadores como? custos e • instituições benefícios • Políticas institucionais Open Access
  • 4. OPEN ACCESS O que é? 1 Porquê e como?
  • 5. O que é o Open Access? Open Access, "Acesso Livre" (ou “Acesso Aberto”) significa a disponibilização livre na Internet de literatura de carácter académico ou científico, permitindo a qualquer utilizador ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral dos documentos.
  • 6. Introdução «uma velha tradição e uma nova tecnologia convergiram para tornar possível o aparecimento de um bem público sem precedentes. A velha tradição é a boa-vontade de investigadores e cientistas publicarem os resultados da sua investigação em revistas científicas, sem qualquer remuneração, apenas em prol da investigação e difusão do conhecimento. A nova tecnologia é a Internet. O benefício público que as duas possibilitam é a distribuição eletrónica, a uma escala mundial, da literatura científica com revisão pelos pares, de forma gratuita e sem restrições de acesso a investigadores, docentes, alunos e outros indivíduos interessados. A eliminação de barreiras de acesso à literatura científica ajudará a acelerar a investigação, a enriquecer a educação (...)» Tradução de BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE (2002) http://www.soros.org/openaccess/read.shtml
  • 7. A utopia de Budapeste A distribuição mundial da literatura publicada em revistas com peer-review e o acesso completamente livre e irrestrito a essa literatura por todos os cientistas, académicos, professores, estudantes e outras mentes curiosas. A remoção das barreiras a esta literatura acelerará a investigação, enriquecerá a educação, (...), e estabelecerá as fundações para unir a humanidade num comum diálogo intelectual e procura de conhecimento.” Tradução de BUDAPEST OPEN ACCESS INITIATIVE (2002) http://www.soros.org/openaccess/read.shtml
  • 8. As Declarações OA – os 3 B’s  Budapest Open Access Initiative – Dezembro 2001  Bethesda Statement on Open Access Publishing – Junho 2003  Declaração de Berlim sobre o Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades– Outubro 2003
  • 9. O que é? • Online • Immediate • Free (non-restricted) • Free (gratis) • To the scholarly literature that authors give away • Permanent (Definição de Stevan Harnad)
  • 10. O que é? “Open-access (OA) literature is digital, online, free of charge, and free of most copyright and licensing restrictions” Definição de Peter Suber, 2006
  • 11. ESSENCIAL: Aos cerca de 2.5 milhões de artigos publicados por ano, a nível Acesso Livre a quê? mundial, em cerca de 25,000 revistas com peer-review em todas as disciplinas académicas e cientificas. RECOMENDÁVEL/OPCIONAL: A comunicações, teses e dissertações, relatórios, working papers, artigos não revistos (preprints); monografias; etc. NÃO APLICÁVEL: O Acesso Livre não se aplica a livros sobre os quais os autores pretendam obter receitas ou textos não académicos, como notícias ou ficção.
  • 12. Acesso Livre porquê? Aumentar a visibilidade, o acesso, a utilização e o impacto dos resultados de investigação. Acelerar e tornar mais eficiente o progresso da ciência. Melhorar a monitorização, avaliação e gestão da actividade científica.
  • 13. Acesso Aberto – Porquê? Ao contrário de outros autores, os investigadores e académicos publicam os resultados do seu trabalho não para obterem rendimentos (direitos de autor, royalties, etc.), mas para obterem outro tipo de recompensa: impacto da publicação.  Os investigadores são recompensados (progressão na carreira, financiamento dos seus projectos, prémios científicos, etc.), pela sua produtividade científica, que é avaliada não apenas pela sua dimensão (quantidade), mas sobretudo pelo seu impacto (qualidade).
  • 14. Tipos de Acesso Aberto  Acesso Aberto Verde/Dourado  Refere-se à forma/local do acesso aberto (repositórios e revistas)  Acesso Aberto pela via verde é geralmente do tipo “Grátis” mas pode ser “Livre”.  Acesso Aberto pela via Dourada é geralmente “Livre” mas pode ser “Grátis”  Acesso Aberto Grátis/Livre  Refere-se às barreiras/restrições que são eliminadas  Como existem diversas barreiras de copyright, podem existir diversos tipos/graus de AA Livre
  • 15. Acesso Aberto - Grátis e Livre  GRÁTIS  Eliminam-se as barreiras económicas. O acesso é realizado sem custos para o utilizador  LIVRE  Eliminam-se as barreiras económicas e pelo menos algumas relacionadas com o copyright (facilitando a re- utilização por humanos e “máquinas”) http://www.earlham.edu/~peters/fos/newsletter/08-02-08.htm
  • 16. Duas vias para o Acesso Livre • Óptima (dourada): Publicar os artigos em revistas de acesso livre sempre que existam revistas adequadas para o efeito (presentemente cerca de 5500, ≃ 22% - ver www.doaj.org) • Boa (verde): Publicar os restantes artigos nas revistas comerciais habituais (presentemente cerca de 20000, ≃ 78%) e auto-arquivá-los em repositórios da própria instituição (actualmente mais de 1700 – ver www.opendoar.org).
  • 17.
  • 18. REPOSITÓRIOS INSTITUCIONAIS Auto-arquivo: custos e benefícios 2 Repositórios em Portugal: a UMinho e o RCAAP Políticas institucionais Open Access
  • 20. Repositório Um lugar, ou contentor onde se podem depositar e armazenar objectos (muitas vezes para segurança e preservação). Repositório digital Um sistema para armazenar, preservar e dar acesso a objetos digitais. Repositório de Acesso Aberto Um repositório digital que recolhe, armazena e dá acesso a resultados (publicações e/ou dados) da investigação científica.
  • 21. Tipos de Repositórios de Acesso Aberto • Institucionais • Disciplinares ou temáticos • Repositório de dados • Repositórios órfãos • Agregadores
  • 22. Repositórios institucionais  Armazenam, preservam, divulgam e dão acesso à produção intelectual dos membros de uma instituição (universidade, centro de investigação, etc.)  Podem conter exclusivamente a produção intelectual/científica (artigos, teses e dissertações, working papers, dados, etc.) das instituições, ou reunir também documentos administrativos, coleções especiais (constituindo-se como bibliotecas digitais)
  • 23. Via verde para o auto-arquivo! O copyright já não é um obstáculo importante ao desenvolvimento dos Repositórios Institucionais. Políticas de Copyright das Revistas Científicas 5% 32% Permitido auto-arquivo de preprints e postprints Permitido auto-arquivo de preprints Auto-arquivo não permitido 63% Mais de 95% das revistas já permitem alguma forma de auto– arquivo/depósito em repositórios. http://romeo.eprints.org/stats.php
  • 24. Auto-arquivar num repositório é um processo: • Fácil – Através de uma interface web; • Simples – Seguindo um circuito de depósito (workflow) que conduz o utilizador ao longo do processo de um modo intuitivo; • Rápido – Em circunstâncias normais o processo de depósito/auto-arquivo demorará menos de 5 min. por documento.
  • 25. E os documentos que não podem ficar em acesso livre? • Os documentos que não possam ficar em acesso livre (em definitivo ou durante um período de embargo)… • Podem e devem ser arquivados de imediato em acesso restrito… • Podendo ser utilizada como complemento a funcionalidade Solicitar Cópia ao Autor…
  • 26. Interligação com outros sistemas de informação… Meta DeGóis Repositórios Repositórios Internacionais Institucionais Redes sociais Outros Serviços Meta Repositório Repositórios Nacional B-on Temáticos
  • 28. Impacto dos resultados de investigação… % aumento citações com Acesso Livre Física Sociologia Psicologia Direito Gestão Educação Ciên. da Saúde Ciências Políticas Economia Biologia 0 50 100 150 200 250 Amplitude = 36%-250% Adaptação de gráfico cedido por: (Dados: Brody&Harnad 2004; Hajjem et al. 2005) Alma Swan – Key Perspectives Ltd
  • 29. A experiência da U.M.  O pioneirismo da U.M. no domínio do Open Access e dos repositórios traduziu-se no seu reconhecimento na área…  …mas também na maior visibilidade e impacto da produção científica da Universidade
  • 30. Alguns indicadores do RepositóriUM Documentos Depositantes / depositados / ano ano 300 4,000 200 2,000 100 0 0 2003 20042005 2006 2007 20082009 2010 2011 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Documentos Downloads / ano 3,500 3,000 validados / ano 1,400,000 1,200,000 2,500 1,000,000 2,000 800,000 600,000 1,500 400,000 1,000 200,000 500 0 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
  • 31. Visão geral das origens de tráfego no último ano 9% 20% 1% Mecanismos de pesquisa Websites de referência Tráfego directo Outros 70%
  • 33.
  • 34. Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-Selected or Mandated, Open Access Increases Citation Impact for Higher Quality Research. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
  • 35. Gargouri Y, Hajjem C, Larivière V, Gingras Y, Carr L, et al. 2010 Self-Selected or Mandated, Open Access Increases Citation Impact for Higher Quality Research. PLoS ONE 5(10): e13636. doi:10.1371/journal.pone.0013636
  • 36. Os repositórios aumentam a visibilidade dos resultados da actividade científica Os repositórios usam tecnologias e protocolos que expõem os seus conteúdos na Internet. Isto significa que os conteúdos dos repositórios integrou no seu motor de O Google estão acessíveis a partir de inúmeras bases degenérico características e busca dados e motores de pesquisa, incluindofuncionalidades até então apenas o Google… presentes no Google Scholar como: • O nome do (primeiro) autor • Links para os artigos que o citam • Links para artigos relacionados Mas criar repositórios institucionais é apenas • Links para outras versões uma condição necessária, não é uma condição suficiente…
  • 39. Objectivos do Projecto • Aumentar a visibilidade e difusão dos resultados de investigação • Facilitar o acesso à informação sobre a produção científica nacional • Integrar Portugal num conjunto de iniciativas internacionais
  • 40. Principais Serviços na Web • Portal RCAAP • SARI • Validador • Repositório Comum • Directório Luso-Brasileiro • Website do Projeto RCAAP • Estatísticas Agregadas • Repositório de Dados Científicos
  • 43. Repositório Comum • http://comum.rcaap.pt • Inst. Defesa Nacional • Inst. Est. Sup. Militares • Casa de Camilo • IP Beja • IP Portalegre • FCCN • Linguateca • LNEC • …
  • 44. Os repositórios são necessários, mas não são suficientes… • Estratégias de divulgação, promoção e formação são factores críticos para o sucesso. • A criação de serviços de valor acrescentado para os autores, que compensem o esforço de auto- arquivo, é também um aspecto importante. • Mas o factor determinante é a implementação de políticas e mandatos de auto-arquivo que encorajem ou tornem obrigatório o depósito da produção científica dos membros das instituições nos seus repositórios.
  • 45. 45 Políticas de auto-arquivo em repositórios institucionais Recomendação REQUISITO Recomendar o auto-arquivo: como na Universidade de Lund, Wellcome Trust, Universidade Humboldt, Research Councils, NIH de Estocolmo o de Oslo, Canadian Institutes of Health Research UNESCO, OCDE. Howard Hughes Medical Institute … Convicção Vê-se mais no caso dos repositórios temáticos, MANDATO Arxiv, e-Lis, Cogprints… Universidade de Southampton, Universidade Tecnológica de Queensland Universidade do Minho, Incentivo Instituto Politécnico de Bragança Com a criação de Univ. Politécnica de Catalunya serviços aos autores a partir CERN dos repositórios. …
  • 46. Em 2008… • 20 de Agosto de 2008 Projecto piloto de Comissão Europeia para assegurar a máxima disseminação e visibilidade dos resultados da investigação financiada pelo 7th Framework Programm (50 biliões de €). O projecto abarca cerca de 20% do 7th FP (10 biliões de €) em disciplinas como ciências da saúde, energia, ambiente, ciências sociais e tecnologias de informação e comunicação. “Grant recipients will be required to deposit peer reviewed research articles or final manuscripts resulting from their FP7 projects in an online repository. They will have to make their best effort to ensure open access to these articles within either six or twelve months after publication, depending on the research area.”
  • 47. Em 2009…  18 de Março de 2009 Mandato de Open Access para todo o MIT, aprovado por unanimidade The Faculty of the Massachusetts Institute of Technology is committed to disseminating the fruits of its research and scholarship as widely as possible. In keeping with that commitment, the Faculty adopts the following policy: Each Faculty member grants to the Massachusetts Institute of Technology nonexclusive permission to make available his or her scholarly articles and to exercise the copyright in those articles for the purpose of open dissemination. In legal terms, each Faculty member grants to MIT a nonexclusive, irrevocable, paid-up, worldwide license to exercise any and all rights under copyright relating to each of his or her scholarly articles, in any medium, provided that the articles are not sold for a profit, and to authorize others to do the same. The policy will apply to all scholarly articles written while the person is a member of the Faculty except for any articles completed before the adoption of this policy and any articles for which the Faculty member entered into an incompatible licensing or assignment agreement before the adoption of this policy. The Provost or Provost's designate will waive application of the policy for a particular article upon written notification by the author, who informs MIT of the reason. To assist the Institute in distributing the scholarly articles, as of the date of publication, each Faculty member will make available an electronic copy of his or her final version of the article at no charge to a designated representative of the Provost's Office in appropriate formats (such as PDF) specified by the Provost's Office. The Provost's Office will make the scholarly article available to the public in an open- access repository. (…)
  • 48. Já em 2010 23 de Setembro de 2010 Política de Acesso Livre da Universidade de Coimbra
  • 49. Universidade do Minho projeto pioneiro de acesso livre ao conhecimento [2003-2011] integrado no plano de ação para o quadriénio 2009-13
  • 50. Porquê uma nova política da U.M.? Síntese  O Open Access é a forma mais eficiente de promover o progresso científico e de rentabilizar o investimento na ciência;  Existem vantagens para instituições e os investigadores que disponibilizam a sua produção científica em Open Access;  O Open Access tem vindo a generalizar-se nos últimos anos;  A percentagem da produção científica da U.M. depositada no RepositóriUM diminuiu após 2007;  É do interesse da UMinho, na sua afirmação como Universidade de investigação, disponibilizar a sua produção científica em Acesso Livre (+ visibilidade e potencial impacto)
  • 51. Política de auto-arquivo da U.M. – Objectivos Maximizar a visibilidade, acesso e impacto da produção intelectual dos investigadores da Universidade do Minho Prosseguir e aprofundar a experiência da Universidade do Minho no domínio do acesso livre às publicações científicas, mantendo-se como uma referência e uma instituição de vanguarda neste domínio
  • 52. Política de Auto-Arquivo de Publicações da U.M. (Despacho RT-98/10) 1. A Universidade do Minho requer: a) Que todos os docentes e investigadores da Universidade depositem obrigatoriamente no RepositóriUM – Repositório Institucional da Universidade do Minho uma cópia electrónica de todos os artigos de revistas científicas, comunicações a congressos, conferências e outros textos científicos, com data posterior a Janeiro de 2011, que constem dos seus currículos e dos relatórios de actividades dos centros de investigação a que estão vinculados. b) Que o depósito das publicações acima referidas seja realizado imediatamente após a publicação (ou aceitação para publicação no caso dos artigos de revistas). A descrição das publicações (metadados como o título, autores, título da revista, etc.) ficará sempre disponível em acesso livre. O acesso ao texto integral das publicações depositadas no RepositóriUM
  • 53. Política de Auto-Arquivo de Publicações da U.M. (Despacho RT-98/10)  Que os autores de teses de doutoramento e de dissertações de mestrado aprovadas pela Universidade do Minho autorizem o depósito da sua tese no RepositóriUM, assinando a respectiva declaração, de acordo com o estabelecido nos regulamentos dos ciclo de estudos conducentes aos graus de Mestre e de Doutor. A definição das condições de acesso (acesso livre e universal imediato, acesso restrito à Universidade do Minho, acesso embargado entre 1 e 3 anos, ou, em circunstâncias excepcionais devidamente justificadas, por mais de 3 anos, contados a partir da data da defesa) é feita conjuntamente pelo autor da tese ou dissertação e pelo(s) seu(s) supervisor(es). 2. A partir de Janeiro de 2011, em todas as listagens de publicações científicas, individuais ou de UOEI, produzidas na Universidade do Minho e incluídas em relatórios de actividades, processos de concurso
  • 54. POLÍTICAS E MANDATOS OA EM PORTUGAL Instituição Ano Universidade do Minho 2005 ISCTE 2007 Universidade do Porto 2008 Universidade Aberta 2010 Instituto Politécnico de Bragança 2010 Universidade de Coimbra 2010 Universidade de Lisboa 2010 Hospitais Universitários de Coimbra 2011 Instituto Politécnico de Leiria 2011 Universidade de Trás os Montes 2011 Instituto Politécnico de Castelo Branco 2012 Universidade do Algarve 2012
  • 55. POLÍTICAS OPEN ACCESS NA UE Orientações do Projeto piloto Conselho Europeu de Investigação Open Access do 7º PQ
  • 56. 56 Conselho Europeu de Investigação Dezembro de 2007 Requer aos investigadores o depósito de todas as publicações num repositório institucional ou disciplinar adequado: • resultantes dos projectos de investigação financiados e com revisão por pares, • disponibilizar em acesso livre num prazo de 6 meses a contar da data de publicação.
  • 57. 57 Projecto-piloto Open Access do 7º PQ Em Agosto de 2008 Exige aos investigadores o depósito das publicações num repositório institucional ou disciplinar. Aplica-se a artigos que: • possuam revisão por pares; • resultem de investigação financiada numa das sete áreas temáticas designadas: energia, ambiente, saúde, tic, infra-estruturas de investigação, ciências na sociedade, ciências socioeconómicas e humanidades; • tenham um acordo assinado depois de Agosto de 2008 (cláusula especial 39).
  • 58. OPEN ACCESS NA UE Vice-Presidente Neelie Kroes Digital Agenda Comissária Máire Geoghegan-Quinn Research & Innovation
  • 59. EUROPEAN RESEARCH AREA (ERA) INNOVATION UNION A Comissão irá promover o Open Access e terá como objetivo transformar o… “[…] Open Access to publications the general principle for projects funded by the EU research Framework Programmes”.
  • 60. UMA AGENDA DIGITAL PARA A EUROPA • Impulsionar a inovação nas TIC tirando partido do mercado único: • “*…+ a investigação financiada com dinheiros públicos deve ser largamente difundida através da publicação em livre acesso de dados e documentos científicos.” “[…] the Commission will appropriately extend current open access publication requirements […]”.
  • 61. APOSTA NO OPEN ACCESS PELA CE • A Vice-Presidente Neelie Kroes, Comissária para a Agenda Digital, já anunciou publicamente que • o projeto piloto de Open Access, que correntemente abrange cerca de 20% do 7º Programa-Quadro, vai aplicar-se a todos os projetos no próximo Programa-Quadro (…) e pode alargar-se também aos dados científicos.
  • 62. 62
  • 63. Mundialmente, já foram implementados um total de 238 mandatos OA e 22 estão registados sob a forma de proposta. ROARMAP (Registry of OA Repository Mandates): http://www.eprints.org/openaccess/policysignup/
  • 65. Atitude dos autores face a um mandato de auto-arquivo Não cumpririam 5% Cumpririam com relutância 14% Cumpririam de boa vontade 81% 0 20 40 60 80 100 (Dados: International Survey - “Would you comply with OA mandate?”) % respondentes
  • 66. Vantagem competitiva Fonte: Ranking Web of World Universities (Julho 2010) [ http://www.webometrics.info/rank_by_country.asp?country=pt ]
  • 68. O que podem fazer os investigadores? Seguir as vias para o Acesso Livre!  • Publicar, sempre que possível e adequado, os seus artigos em revistas de acesso livre; • Publicar, os restante artigos nas revistas comerciais habituais e auto-arquivá-los em repositórios da própria instituição
  • 69. Síntese da apresentação… O que podem fazer as instituições de investigação? Seguir as melhores práticas! • Criar/Manter repositórios institucionais  • Definir políticas institucionais • Requerer o auto-arquivo das publicações dos seus membros nos repositórios • Que publicações? obrigatoriamente a versão final dos artigos com peer-review (“postprint”), opcionalmente outras publicações e documentos • Quando arquivar/depositar? Imediatamente após a aceitação para publicação. Os embargos devem aplicar-se ao acesso e não ao depósito
  • 70. “The question is no longer „if‟ we should have open access. The question is about „how‟ we should develop it further and promote it.”
  • 71. openaccess@sdum.uminho.pt pedroprincipe@sdum.uminho.pt • facebook.com/pedroprincipe • twitter.com/pedroprincipe • youtube.com/user/pedroprincipe • slideshare.com/pedroprincipe http://dl.dropbox.com/u/10000257/ABIC_OpenAccess_2012.pdf NOTA: Esta comunicação resulta do contributo de outras apresentações de: Eloy Rodrigues, Ricardo Saraiva, José Carvalho e Clara Boavida - equipa de projetos Open Access dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho.