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A Fada Oriana
Sophia de Mello Breyner Andresen
1. Fadas boas e fadas más
Reter informação
Organizar informação num esquema
2. Oriana
Ler recados
3. O Homem Muito Rico
Identificar emissor/mensagem
Escrever pequenos recados (lembretes)
4. O peixe
Identificar duas narrativas “misturadas”
Organizar um texto
Redigir um diálogo
5. A Rainha das Fadas
Completar palavras cruzadas
6. A floresta abandonada
Reter informação
7. A cidade
Reescrever um texto descritivo
Planificar e escrever um texto descritivo
9. O abismo
Identificar e ordenar momentos da
narrativa
8. A árvore e os animais
Identificar características físicas das
personagens (o retrato físico)
Acompanha Oriana numa aventura fantástica.
Ouve o início da história.
De seguida, organiza a informação no esquema
abaixo, distinguindo as ações das fadas boas e
das fadas más.
desencantam os jardins
roubam dinheiro
sujam os rios
atormentam os animais
dão moedas de oiro
regam as flores
acendem o lume
dançam no ar
arreliam as crianças
encantam os jardins
inventam sonhos
secam as fontes
rasgam a roupa
apagam as fogueiras
seguram as crianças
colhem as flores
Fadas boas Fadas más
1. Fadas boas e fadas más
Lermais
Descobre um pouco mais sobre o mundo fantástico
das fadas a partir deste poema de Antero de Quental.
As fadas... eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar...
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar...
[…]
Eu sei o nome de algumas:
Viviana ama as espumas
Das ondas nos areais,
Vive junto ao mar, sozinha,
Mas costuma ser madrinha
Nos batizados reais.
Morgana é muito enganosa;
Às vezes, moça e formosa,
E outras, velha, a rir, a rir...
Ora festiva, ora grave,
E voa como uma ave,
Se a gente lhe quer bulir.
1. Fadas boas e fadas más
Que direi de Melusina?
De Titânia, a pequenina,
Que dorme sobre um jasmim?
De cem outras cuja glória
Enche as páginas da história
Dos reinos de el-rei de Merlin?
Umas têm mando nos ares;
Outras, na terra, nos mares;
E todas trazem na mão
Aquela vara famosa,
A vara maravilhosa
A varinha de condão!
O que elas querem, num pronto,
Fez-se ali! Parece um conto...
Mesmo de fadas... eu sei!
São condões que dão à gente,
Ou dinheiro reluzente
Ou joias, que nem um rei!
[…]
Antero de Quental
condões
Definição de:
Condão
condão – nome masculino
1. virtude ou qualidade especial
2. dom
3. qualidade
4. poder misterioso
1. Fadas boas e fadas más
2. Oriana
Se a rainha das fadas não tivesse encontrado
Oriana, poderia escrever-lhe um recado.
Lê o texto e escolhe o recado correto e
completo, clicando em cima da palavra Oriana.
“Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma
fada boa e era muito bonita. […] Um dia a Rainha das
Fadas chamou-a e disse-lhe:
– Oriana, vem comigo.
E voaram as duas por cima das planícies, lagos e
montanhas. Até chegarem a um país onde havia uma
grande floresta.
– Oriana – disse a Rainha das Fadas –, entrego-te
esta floresta. Todos os homens, animais e plantas que
aqui vivem, de hoje em diante, ficam à tua guarda. Tu
és a fada desta floresta. Promete-me que nunca a hás
de abandonar.
Oriana disse:
– Prometo.”
Entrego-te esta floresta. Toma conta de
todos os homens, animais e plantas que
aqui vivem. A partir de agora és a fada
desta floresta. Não a deves abandonar.
Entrego-te esta floresta. Toma conta de
todos os homens e plantas que aqui vivem.
A partir de agora és a fada desta floresta.
Não a deves abandonar.
A Rainha das Fadas
Entrego-te esta floresta. Toma conta de
todos os homens, animais e plantas que
aqui vivem. A partir de agora és a fada
desta floresta. Não a deves abandonar.
A Rainha das Fadas
Oriana
Oriana
Oriana
2. Oriana
Errado!
O recado não está assinado!
2. Oriana
Errado!
Este recado não fala dos animais!
2. Oriana
Certo!
Este é o recado completo!
Tem o nome do destinatário.
A informação é clara e completa.
Está assinado.
3. O Homem Muito Rico
“A sala estava cheia como um ovo. Oriana
entrou e as coisas puseram-se todas a falar ao
mesmo tempo.”
Ouve a leitura de uma parte deste capítulo.
No final, liga cada objeto à respetiva fala da
coluna ao lado.
“– Oriana, Oriana, tira-nos
daqui […].”
“– Oriana, diz à jarra que não
me empurre […].”
“– Oriana, diz à mesa que não
me pise com tanta força […].”
“– Oriana, diz ao sofá que não
me dê cotoveladas […].”
“– Oriana, […] tira-me daqui.
Eu estou sempre a ver, vejo
tudo. Esta sala cheia de coisas,
esta sala sem espaço, sem
vazio, sem largueza, cansa e
magoa os meus olhos de
vidro.”
“– Oriana, diz ao biombo que
se chegue para lá […].”
3. O Homem Muito Rico
Lê o que Oriana escreveu para convencer o Homem Muito Rico a dar metade dos
móveis:
“Quem dá aos pobres empresta a Deus. Dá metade dos teus móveis aos pobres.”
Ajuda Oriana a escrever outros lembretes, completando os textos da esquerda
com as frases adequadas da direita.
Dá metade dos teus móveis.
Eles têm feitios diferentes…
Dá alguns dos teus móveis…
Dá alguns móveis. Sem espaço…
Oriana ficou muito vaidosa depois do encontro com o peixe.
Os excertos que te apresentamos são uma mistura de duas histórias, cujas
personagens vivem situações idênticas.
Em primeiro lugar, identifica os excertos de cada história.
De seguida, ordena-os de modo a formarem uma sequência lógica.
Um feiticeiro deu um
espelho mágico à rainha, ao
qual todos os dias ela
perguntava, com vaidade:
– Espelho – disseela–,
olha-mebem, mostra-me
como eusou:vi o meu reflexo
no rio e achei-me linda.
– Espelho, espelho meu,
diz-me se há no mundo
mulher mais bela do que
eu.
Mostra-me bem como eu
sou para eu ver se o peixe
disse a verdade e se eu sou
ainda mais bonita do que o
meu reflexo no rio.
E o espelho respondia:
– Em todo o mundo, minha
querida rainha, não existe
beleza maior.
A Fada Oriana Branca de Neve
4. O peixe
Verificar
O tempo passou. Branca de
Neve cresceu, ficando cada
ano mais bonita…
És muito bonita, mas há
uma coisa muito mais
bonita do que tu.
– O que é? – perguntou
Oriana, ansiosamente.
E um dia o espelho deu
outra resposta à rainha.
– A sua enteada, Branca de
Neve, é agora a mais bela.
– Uma parede branca, nua
e lisa.
– Oriana– disseo espelho–,
sou,como já sabes,um
espelhoantiquíssimo.
Um feiticeiro deu um
espelho mágico à rainha, ao
qual todos os dias ela
perguntava, com vaidade:
– Espelho– disseela–,
olha-mebem, mostra-me
como eusou:vi o meu reflexo
no rio e achei-me linda.
– Espelho, espelho meu,
diz-me se há no mundo
mulher mais bela do que
eu.
Mostra-me bem como eu
sou para eu ver se o peixe
disse a verdade e se eu sou
ainda mais bonita do que o
meu reflexo no rio.
E o espelho respondia:
– Em todo o mundo, minha
querida rainha, não existe
beleza maior.
O tempo passou. Branca de
Neve cresceu, ficando cada
ano mais bonita…
És muito bonita, mas há
uma coisa muito mais
bonita do que tu.
– O que é? – perguntou
Oriana, ansiosamente.
E um dia o espelho deu
outra resposta à rainha.
– A sua enteada, Branca de
Neve, é agora a mais bela.
– Uma parede branca, nua
e lisa.
– Oriana– disseo espelho–,
sou,como já sabes,um
espelhoantiquíssimo.
Verifica o teu trabalho.
4. O peixe
Um feiticeiro deu um espelho mágico à
rainha, ao qual todos os dias ela
perguntava, com vaidade:
– Espelho, espelho meu, diz-me se há
no mundo mulher mais bela do que eu.
E o espelho respondia:
– Em todo o mundo, minha querida
rainha, não existe beleza maior.
O tempo passou. Branca de Neve
cresceu, cada ano mais bonita…
E um dia o espelho deu outra resposta
à rainha.
– A sua enteada, Branca de Neve, é
agora a mais bela.
A Fada Oriana Branca de Neve
“– Espelho – disse ela –, olha-me bem,
mostra-me como eu sou: vi o meu
reflexo no rio e achei-me linda. […]
Mostra-me bem como eu sou para eu
ver se o peixe disse a verdade e se eu
sou ainda mais bonita do que o meu
reflexo no rio.
– Oriana – disse o espelho –, sou,
como já sabes, um espelho
antiquíssimo. […] És muito bonita,
mas há uma coisa muito mais bonita
do que tu.
– O que é? – perguntou Oriana,
ansiosamente.
– Uma parede branca, nua e lisa.”
Antes de escreveres, anota algumas ideias que te poderão
ajudar a organizar o texto:
Desejo
comum
Problema
comum
Resolução do
problema
Não te esqueças de:
▪ iniciar as falas com o
travessão ( – ).
▪ usar os dois pontos (:) para
introduzir as falas.
▪ usar diversos verbos
introdutores de diálogo
(comentar, queixar-se,
explicar, resmungar…).
(Para saber mais sobre a
redação do diálogo, podes
consultar a página 251 do teu
manual.)
Imagina que a Fada Oriana e a Rainha da Branca de Neve se encontraram.
A partir do que conheces sobre as duas histórias, imagina e escreve um
diálogo entre as duas.
4. O peixe
Oriana não cumpriu a promessa que fizera à Rainha das Fadas e
abandonou a floresta.
Completa as palavras cruzadas
e descobre o que aconteceu.
5. A Rainha das Fadas
Verticais:
1 - Quem elogiava Oriana.
2 - Onde Oriana passou os dias e as noites.
4 - Os ………… caíram do ninho.
7 - O que Oriana perdeu.
Horizontais:
2 - As ………… tiveram medo.
4 - A varinha desfez-se em …………
5 - Oriana foi castigada pela Rainha das …..
7 - Quem esperou por Oriana até às doze
badaladas.
1 2 3 4 5 6 7 8
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5
6
7
8
P
C R I A N Ç A
I S S
P O S A
E F A D A S
I R
X P O E T A
S
E S
Verificar
“Oriana baixou a cabeça e não respondeu.
– Oriana – disse a voz –, faltaste à tua promessa e abandonaste a floresta.
Abandonaste os homens e os animais e as plantas. As crianças tiveram medo e tu
não as consolaste, os pobres tiveram fome e tu não lhes deste comida, os pássaros
caíram do ninho e tu não os apanhaste, o Poeta esperou por ti até às doze
badaladas da meia-noite e tu não apareceste. Abandonaste o lenhador, o moleiro,
o Poeta. Por fim até abandonaste a velha. Não cumpriste a tua promessa. Durante
uma primavera, um verão e um outono passaste os dias e as noites debruçada
sobre um rio, a ouvir os elogios de um peixe, apaixonada por ti. Por isso, Oriana,
deixarás de ter asas e perderás a tua varinha de condão.
E, dizendo isto, a Rainha das Fadas fez, no ar, um gesto com a sua mão. E no
mesmo instante, assim como as folhas das árvores no outono caem dos ramos,
assim Oriana viu as suas asas caírem dos seus ombros e ficarem de repente secas
e mortas como dois papéis velhos. E o vento passou e levou-as pelo ar. Oriana
correu atrás delas, mas já não podia voar e as asas desapareceram. E viu a sua
varinha de condão partir-se aos bocados e desfazer-se em poeira, que caiu no
chão.”
5. A Rainha das Fadas
A Fada Oriana, págs. 41 e 42
“Estava tudo muito quieto e muito calado. A floresta parecia
despovoada. […] Então [Oriana] ouviu um barulho no chão e, pequenina
e preta, a víbora apareceu.”
Faz clique em cada animal e ouve o que cada um deles tem a dizer
sobre Oriana.
6. A floresta abandonada
Liga os textos abaixo às imagens dos animais que lhes correspondem, de
acordo com o que cada um disse sobre Oriana.
Se tiveres dúvidas, faz clique nos animais para ouvir novamente o que eles
disseram.
6. A floresta abandonada
Diz que o castigo de
Oriana é justo porque se
esqueceu do Poeta.
Informa Oriana sobre o
desaparecimento de um
dos filhos do moleiro e
diz que a culpa é de
Oriana.
Diz que Oriana se
apaixonou por um peixe
e que abandonou os
animais.
Diz que o castigo de
Oriana é justo porque se
esqueceu dos amigos e,
por isso, passou a haver
fome, frio e miséria na
cabana.
Diz que o castigo de
Oriana é justo porque se
esqueceu do Poeta.
Informa Oriana sobre o
desaparecimento de um
dos filhos do moleiro e
diz que a culpa é de
Oriana.
Diz que Oriana se
apaixonou por um peixe
e que abandonou os
animais.
Diz que o castigo de
Oriana é justo porque se
esqueceu dos amigos e,
por isso, passou a haver
fome, frio e miséria na
cabana.
Verifica se estiveste com atenção aos depoimentos e faz corresponder cada
animal ao local onde se encontrou com Oriana.
Se tiveres dúvidas, faz clique nos animais para ouvir novamente o que cada
um deles disse.
6. A floresta abandonada
Casa do poeta Casa do lenhador Casa do moleiro Floresta
“Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro miserável.”
7. A cidade
Se a fada Oriana tivesse a sua varinha de condão, certamente que, naquela
cidade, também teria coisas para encantar.
Substitui cada uma das palavras e expressões destacadas por outra de
forma a tornar a descrição do bairro mais positiva.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
miserável. As casas eram feitas de lata, as mulheres eram
pálidas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e
caras por barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de lata, as mulheres eram pálidas
e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e caras por
barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
pálidas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e
caras por barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
bonitas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e
caras por barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos rotos e
caras por barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos
e caras por barbear. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos
e caras barbeadas. As crianças brincavam na lama.
E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro
rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram
bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos
e caras barbeadas. As crianças brincavam no parque.
Descrever a cidade
“As ruas estavam cheias de gente e Oriana sentiu-se muito perdida
e muito tonta no meio de tantas casas, de tanto barulho, de tanta agitação.”
7. A cidade
Elementos
observados
Vocabulário a utilizar
(adjetivos, verbos, advérbios)
Imagina e descreve a cidade onde Oriana
chegou:
Não te esqueças de que:
• uma boa descrição ajuda o leitor a representar na
sua mente esse lugar;
• os pormenores descritivos devem permitir ver,
ouvir e sentir.
Na descrição deves:
• organizar uma lista de elementos observados;
• atribuir a esses elementos qualidades e funções;
• utilizar o presente ou o pretérito imperfeito
do indicativo;
• usar comparações;
• usar conectores que organizem as ideias no
espaço (em frente, ao longo de, à direita , à
esquerda, atrás…).
Para te ajudar a planificar a descrição da
cidade, organiza a informação num quadro
como este:
Descrever pessoas
Preenche a grelha a partir dos excertos onde se descrevem a
Oriana (no capítulo “O peixe”) e a Rainha das Fadas Más.
8. A árvore e os animais
Elementos físicos
descritos
Adjetivos Comparações
Fada Oriana
olhos azuis como safiras
Rainha das Fadas Más
Ver textos
Nota: Este modelo de grelha ajuda-te a descrever outras personagens de textos, filmes, imagens…
cabelos loiros como as searas
pele branca como os lírios
asas cor do ar, claras e
brilhantes
olhos pretos e brilhantes
cabelos iguais a serpentes azuis
escuras
asas como as asas das
borboletas
Descrever pessoas
8. A árvore e os animais
Fada Oriana Rainha das Fadas Más
“E Oriana viu os seus olhos azuis
como safiras, os seus cabelos loiros
como as searas, a sua pele branca
como os lírios e as suas asas cor do
ar, claras e brilhantes.”
[pág. 28]
“Oriana voltou-se e viu a seu lado
uma fada muito bonita, que a
olhava sorrindo. Os seus olhos
eram pretos e brilhantes, os seus
cabelos eram iguais a serpentes
azuis escuras, as suas asas eram
de mil cores, como as asas das
borboletas.”
[pág. 75]
Oriana recebeu umas asas novas e resolveu os problemas que causara.
Ordena os acontecimentos narrados nos parágrafos finais da
história.
9. O abismo
Ver textos
“A porta abriu-se e apareceu a moleira,
que deu um grito ao ver o seu filho ao
colo de uma fada.”
“E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha
de encantar adormeceu os guardas, abriu
as grades e soltou o lenhador.”
“E Oriana levantou a sua varinha de
condão e tudo ficou encantado.”
“Oriana entrou no café, sem que ninguém
a visse. Parou em frente do Poeta e
tocou-lhe ao de leve na mão.”
“Então Oriana voou com a velha até ao
caminho e, pousando-a no chão, guiou-a
até à floresta.”
“Então Oriana voou com a velha até ao
caminho e, pousando-a no chão, guiou-a
até à floresta.”
“A porta abriu-se e apareceu a moleira,
que deu um grito ao ver o seu filho ao
colo de uma fada.”
“E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha
de encantar adormeceu os guardas, abriu
as grades e soltou o lenhador.”
“Oriana entrou no café, sem que ninguém
a visse. Parou em frente do Poeta e
tocou-lhe ao de leve na mão.”
“E Oriana levantou a sua varinha de
condão e tudo ficou encantado.”
A Fada Oriana, págs. 81 e 82
9. O abismo
“E mal acabou de falar, a Rainha das Fadas,
como um relâmpago, desapareceu.
Então Oriana voou com a velha até ao caminho
e, pousando-a no chão, guiou-a até à floresta.
Tonta de susto, a velha olhava à sua roda e
dizia:
– Ai, parece que voltaram as fadas!
Mas Oriana já tinha desaparecido, pois, rápida
como uma seta, voava para os montes.
Quando ali chegou, chamou o veado, o lobo, a
raposa, o porco-espinho e os coelhos e pediu-lhes o
filho do moleiro.
Os animais viram que ela era uma fada com
asas e varinha de condão e entregaram-lhe a
criança.
Oriana tomou-a nos braços e voou muito alto,
por cima das nuvens, até à cidade.
E quando viu a rua onde morava agora o
moleiro, desceu do ar e bateu à porta da casa. A
porta abriu-se e apareceu a moleira, que deu um
grito ao ver o seu filho ao colo de uma fada.
[…]
E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha de
encantar adormeceu os guardas, abriu as grades e
soltou o lenhador.
E nesse mesmo dia o lenhador, a mulher e o
filho voltaram para a floresta.
E, quando chegou a noite, Oriana entrou no
café. O criado dormia, encostado ao balcão; os
quatro homens conversavam de costas para a sala.
Na mesa do fundo, pálido e sozinho, estava o Poeta.
Oriana atravessou o café, sem que ninguém a
visse. Parou em frente do Poeta e tocou-lhe ao de
leve na mão.
Ele levantou a cabeça e viu-a. Viu as suas asas
e a sua varinha de condão. E viu que ela estava em
pé no ar, sem que os seus pés tocassem no chão.
[…]
Oriana deu-lhe a mão e, sem que ninguém os
visse, saíram do café. […]
A lua cheia iluminava os montes e os campos.
Quando chegaram à floresta, o Poeta pediu:
– Oriana, encanta tudo. E Oriana levantou a
sua varinha de condão e tudo ficou encantado.”

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A Fada Oriana abandona a floresta

  • 1. A Fada Oriana Sophia de Mello Breyner Andresen
  • 2. 1. Fadas boas e fadas más Reter informação Organizar informação num esquema 2. Oriana Ler recados 3. O Homem Muito Rico Identificar emissor/mensagem Escrever pequenos recados (lembretes) 4. O peixe Identificar duas narrativas “misturadas” Organizar um texto Redigir um diálogo 5. A Rainha das Fadas Completar palavras cruzadas 6. A floresta abandonada Reter informação 7. A cidade Reescrever um texto descritivo Planificar e escrever um texto descritivo 9. O abismo Identificar e ordenar momentos da narrativa 8. A árvore e os animais Identificar características físicas das personagens (o retrato físico) Acompanha Oriana numa aventura fantástica.
  • 3. Ouve o início da história. De seguida, organiza a informação no esquema abaixo, distinguindo as ações das fadas boas e das fadas más. desencantam os jardins roubam dinheiro sujam os rios atormentam os animais dão moedas de oiro regam as flores acendem o lume dançam no ar arreliam as crianças encantam os jardins inventam sonhos secam as fontes rasgam a roupa apagam as fogueiras seguram as crianças colhem as flores Fadas boas Fadas más 1. Fadas boas e fadas más Lermais
  • 4. Descobre um pouco mais sobre o mundo fantástico das fadas a partir deste poema de Antero de Quental. As fadas... eu creio nelas! Umas são moças e belas, Outras, velhas de pasmar... Umas vivem nos rochedos, Outras, pelos arvoredos, Outras, à beira do mar... […] Eu sei o nome de algumas: Viviana ama as espumas Das ondas nos areais, Vive junto ao mar, sozinha, Mas costuma ser madrinha Nos batizados reais. Morgana é muito enganosa; Às vezes, moça e formosa, E outras, velha, a rir, a rir... Ora festiva, ora grave, E voa como uma ave, Se a gente lhe quer bulir. 1. Fadas boas e fadas más Que direi de Melusina? De Titânia, a pequenina, Que dorme sobre um jasmim? De cem outras cuja glória Enche as páginas da história Dos reinos de el-rei de Merlin? Umas têm mando nos ares; Outras, na terra, nos mares; E todas trazem na mão Aquela vara famosa, A vara maravilhosa A varinha de condão! O que elas querem, num pronto, Fez-se ali! Parece um conto... Mesmo de fadas... eu sei! São condões que dão à gente, Ou dinheiro reluzente Ou joias, que nem um rei! […] Antero de Quental condões
  • 5. Definição de: Condão condão – nome masculino 1. virtude ou qualidade especial 2. dom 3. qualidade 4. poder misterioso 1. Fadas boas e fadas más
  • 6. 2. Oriana Se a rainha das fadas não tivesse encontrado Oriana, poderia escrever-lhe um recado. Lê o texto e escolhe o recado correto e completo, clicando em cima da palavra Oriana. “Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma fada boa e era muito bonita. […] Um dia a Rainha das Fadas chamou-a e disse-lhe: – Oriana, vem comigo. E voaram as duas por cima das planícies, lagos e montanhas. Até chegarem a um país onde havia uma grande floresta. – Oriana – disse a Rainha das Fadas –, entrego-te esta floresta. Todos os homens, animais e plantas que aqui vivem, de hoje em diante, ficam à tua guarda. Tu és a fada desta floresta. Promete-me que nunca a hás de abandonar. Oriana disse: – Prometo.” Entrego-te esta floresta. Toma conta de todos os homens, animais e plantas que aqui vivem. A partir de agora és a fada desta floresta. Não a deves abandonar. Entrego-te esta floresta. Toma conta de todos os homens e plantas que aqui vivem. A partir de agora és a fada desta floresta. Não a deves abandonar. A Rainha das Fadas Entrego-te esta floresta. Toma conta de todos os homens, animais e plantas que aqui vivem. A partir de agora és a fada desta floresta. Não a deves abandonar. A Rainha das Fadas Oriana Oriana Oriana
  • 7. 2. Oriana Errado! O recado não está assinado!
  • 8. 2. Oriana Errado! Este recado não fala dos animais!
  • 9. 2. Oriana Certo! Este é o recado completo! Tem o nome do destinatário. A informação é clara e completa. Está assinado.
  • 10. 3. O Homem Muito Rico “A sala estava cheia como um ovo. Oriana entrou e as coisas puseram-se todas a falar ao mesmo tempo.” Ouve a leitura de uma parte deste capítulo. No final, liga cada objeto à respetiva fala da coluna ao lado. “– Oriana, Oriana, tira-nos daqui […].” “– Oriana, diz à jarra que não me empurre […].” “– Oriana, diz à mesa que não me pise com tanta força […].” “– Oriana, diz ao sofá que não me dê cotoveladas […].” “– Oriana, […] tira-me daqui. Eu estou sempre a ver, vejo tudo. Esta sala cheia de coisas, esta sala sem espaço, sem vazio, sem largueza, cansa e magoa os meus olhos de vidro.” “– Oriana, diz ao biombo que se chegue para lá […].”
  • 11. 3. O Homem Muito Rico Lê o que Oriana escreveu para convencer o Homem Muito Rico a dar metade dos móveis: “Quem dá aos pobres empresta a Deus. Dá metade dos teus móveis aos pobres.” Ajuda Oriana a escrever outros lembretes, completando os textos da esquerda com as frases adequadas da direita. Dá metade dos teus móveis. Eles têm feitios diferentes… Dá alguns dos teus móveis… Dá alguns móveis. Sem espaço…
  • 12. Oriana ficou muito vaidosa depois do encontro com o peixe. Os excertos que te apresentamos são uma mistura de duas histórias, cujas personagens vivem situações idênticas. Em primeiro lugar, identifica os excertos de cada história. De seguida, ordena-os de modo a formarem uma sequência lógica. Um feiticeiro deu um espelho mágico à rainha, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade: – Espelho – disseela–, olha-mebem, mostra-me como eusou:vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. – Espelho, espelho meu, diz-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio. E o espelho respondia: – Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior. A Fada Oriana Branca de Neve 4. O peixe Verificar O tempo passou. Branca de Neve cresceu, ficando cada ano mais bonita… És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu. – O que é? – perguntou Oriana, ansiosamente. E um dia o espelho deu outra resposta à rainha. – A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. – Uma parede branca, nua e lisa. – Oriana– disseo espelho–, sou,como já sabes,um espelhoantiquíssimo. Um feiticeiro deu um espelho mágico à rainha, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade: – Espelho– disseela–, olha-mebem, mostra-me como eusou:vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. – Espelho, espelho meu, diz-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio. E o espelho respondia: – Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior. O tempo passou. Branca de Neve cresceu, ficando cada ano mais bonita… És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu. – O que é? – perguntou Oriana, ansiosamente. E um dia o espelho deu outra resposta à rainha. – A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. – Uma parede branca, nua e lisa. – Oriana– disseo espelho–, sou,como já sabes,um espelhoantiquíssimo.
  • 13. Verifica o teu trabalho. 4. O peixe Um feiticeiro deu um espelho mágico à rainha, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade: – Espelho, espelho meu, diz-me se há no mundo mulher mais bela do que eu. E o espelho respondia: – Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior. O tempo passou. Branca de Neve cresceu, cada ano mais bonita… E um dia o espelho deu outra resposta à rainha. – A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela. A Fada Oriana Branca de Neve “– Espelho – disse ela –, olha-me bem, mostra-me como eu sou: vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. […] Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio. – Oriana – disse o espelho –, sou, como já sabes, um espelho antiquíssimo. […] És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu. – O que é? – perguntou Oriana, ansiosamente. – Uma parede branca, nua e lisa.”
  • 14. Antes de escreveres, anota algumas ideias que te poderão ajudar a organizar o texto: Desejo comum Problema comum Resolução do problema Não te esqueças de: ▪ iniciar as falas com o travessão ( – ). ▪ usar os dois pontos (:) para introduzir as falas. ▪ usar diversos verbos introdutores de diálogo (comentar, queixar-se, explicar, resmungar…). (Para saber mais sobre a redação do diálogo, podes consultar a página 251 do teu manual.) Imagina que a Fada Oriana e a Rainha da Branca de Neve se encontraram. A partir do que conheces sobre as duas histórias, imagina e escreve um diálogo entre as duas. 4. O peixe
  • 15. Oriana não cumpriu a promessa que fizera à Rainha das Fadas e abandonou a floresta. Completa as palavras cruzadas e descobre o que aconteceu. 5. A Rainha das Fadas Verticais: 1 - Quem elogiava Oriana. 2 - Onde Oriana passou os dias e as noites. 4 - Os ………… caíram do ninho. 7 - O que Oriana perdeu. Horizontais: 2 - As ………… tiveram medo. 4 - A varinha desfez-se em ………… 5 - Oriana foi castigada pela Rainha das ….. 7 - Quem esperou por Oriana até às doze badaladas. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 P C R I A N Ç A I S S P O S A E F A D A S I R X P O E T A S E S Verificar
  • 16. “Oriana baixou a cabeça e não respondeu. – Oriana – disse a voz –, faltaste à tua promessa e abandonaste a floresta. Abandonaste os homens e os animais e as plantas. As crianças tiveram medo e tu não as consolaste, os pobres tiveram fome e tu não lhes deste comida, os pássaros caíram do ninho e tu não os apanhaste, o Poeta esperou por ti até às doze badaladas da meia-noite e tu não apareceste. Abandonaste o lenhador, o moleiro, o Poeta. Por fim até abandonaste a velha. Não cumpriste a tua promessa. Durante uma primavera, um verão e um outono passaste os dias e as noites debruçada sobre um rio, a ouvir os elogios de um peixe, apaixonada por ti. Por isso, Oriana, deixarás de ter asas e perderás a tua varinha de condão. E, dizendo isto, a Rainha das Fadas fez, no ar, um gesto com a sua mão. E no mesmo instante, assim como as folhas das árvores no outono caem dos ramos, assim Oriana viu as suas asas caírem dos seus ombros e ficarem de repente secas e mortas como dois papéis velhos. E o vento passou e levou-as pelo ar. Oriana correu atrás delas, mas já não podia voar e as asas desapareceram. E viu a sua varinha de condão partir-se aos bocados e desfazer-se em poeira, que caiu no chão.” 5. A Rainha das Fadas A Fada Oriana, págs. 41 e 42
  • 17. “Estava tudo muito quieto e muito calado. A floresta parecia despovoada. […] Então [Oriana] ouviu um barulho no chão e, pequenina e preta, a víbora apareceu.” Faz clique em cada animal e ouve o que cada um deles tem a dizer sobre Oriana. 6. A floresta abandonada
  • 18. Liga os textos abaixo às imagens dos animais que lhes correspondem, de acordo com o que cada um disse sobre Oriana. Se tiveres dúvidas, faz clique nos animais para ouvir novamente o que eles disseram. 6. A floresta abandonada Diz que o castigo de Oriana é justo porque se esqueceu do Poeta. Informa Oriana sobre o desaparecimento de um dos filhos do moleiro e diz que a culpa é de Oriana. Diz que Oriana se apaixonou por um peixe e que abandonou os animais. Diz que o castigo de Oriana é justo porque se esqueceu dos amigos e, por isso, passou a haver fome, frio e miséria na cabana. Diz que o castigo de Oriana é justo porque se esqueceu do Poeta. Informa Oriana sobre o desaparecimento de um dos filhos do moleiro e diz que a culpa é de Oriana. Diz que Oriana se apaixonou por um peixe e que abandonou os animais. Diz que o castigo de Oriana é justo porque se esqueceu dos amigos e, por isso, passou a haver fome, frio e miséria na cabana.
  • 19. Verifica se estiveste com atenção aos depoimentos e faz corresponder cada animal ao local onde se encontrou com Oriana. Se tiveres dúvidas, faz clique nos animais para ouvir novamente o que cada um deles disse. 6. A floresta abandonada Casa do poeta Casa do lenhador Casa do moleiro Floresta
  • 20. “Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro miserável.” 7. A cidade Se a fada Oriana tivesse a sua varinha de condão, certamente que, naquela cidade, também teria coisas para encantar. Substitui cada uma das palavras e expressões destacadas por outra de forma a tornar a descrição do bairro mais positiva. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro miserável. As casas eram feitas de lata, as mulheres eram pálidas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de lata, as mulheres eram pálidas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram pálidas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram bonitas e desgrenhadas, os homens tinham fatos rotos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos rotos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos e caras por barbear. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos e caras barbeadas. As crianças brincavam na lama. E Oriana seguiu o cão até que chegaram os dois a um bairro rico. As casas eram feitas de cimento, as mulheres eram bonitas e bem penteadas, os homens tinham fatos novos e caras barbeadas. As crianças brincavam no parque.
  • 21. Descrever a cidade “As ruas estavam cheias de gente e Oriana sentiu-se muito perdida e muito tonta no meio de tantas casas, de tanto barulho, de tanta agitação.” 7. A cidade Elementos observados Vocabulário a utilizar (adjetivos, verbos, advérbios) Imagina e descreve a cidade onde Oriana chegou: Não te esqueças de que: • uma boa descrição ajuda o leitor a representar na sua mente esse lugar; • os pormenores descritivos devem permitir ver, ouvir e sentir. Na descrição deves: • organizar uma lista de elementos observados; • atribuir a esses elementos qualidades e funções; • utilizar o presente ou o pretérito imperfeito do indicativo; • usar comparações; • usar conectores que organizem as ideias no espaço (em frente, ao longo de, à direita , à esquerda, atrás…). Para te ajudar a planificar a descrição da cidade, organiza a informação num quadro como este:
  • 22. Descrever pessoas Preenche a grelha a partir dos excertos onde se descrevem a Oriana (no capítulo “O peixe”) e a Rainha das Fadas Más. 8. A árvore e os animais Elementos físicos descritos Adjetivos Comparações Fada Oriana olhos azuis como safiras Rainha das Fadas Más Ver textos Nota: Este modelo de grelha ajuda-te a descrever outras personagens de textos, filmes, imagens… cabelos loiros como as searas pele branca como os lírios asas cor do ar, claras e brilhantes olhos pretos e brilhantes cabelos iguais a serpentes azuis escuras asas como as asas das borboletas
  • 23. Descrever pessoas 8. A árvore e os animais Fada Oriana Rainha das Fadas Más “E Oriana viu os seus olhos azuis como safiras, os seus cabelos loiros como as searas, a sua pele branca como os lírios e as suas asas cor do ar, claras e brilhantes.” [pág. 28] “Oriana voltou-se e viu a seu lado uma fada muito bonita, que a olhava sorrindo. Os seus olhos eram pretos e brilhantes, os seus cabelos eram iguais a serpentes azuis escuras, as suas asas eram de mil cores, como as asas das borboletas.” [pág. 75]
  • 24. Oriana recebeu umas asas novas e resolveu os problemas que causara. Ordena os acontecimentos narrados nos parágrafos finais da história. 9. O abismo Ver textos “A porta abriu-se e apareceu a moleira, que deu um grito ao ver o seu filho ao colo de uma fada.” “E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha de encantar adormeceu os guardas, abriu as grades e soltou o lenhador.” “E Oriana levantou a sua varinha de condão e tudo ficou encantado.” “Oriana entrou no café, sem que ninguém a visse. Parou em frente do Poeta e tocou-lhe ao de leve na mão.” “Então Oriana voou com a velha até ao caminho e, pousando-a no chão, guiou-a até à floresta.” “Então Oriana voou com a velha até ao caminho e, pousando-a no chão, guiou-a até à floresta.” “A porta abriu-se e apareceu a moleira, que deu um grito ao ver o seu filho ao colo de uma fada.” “E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha de encantar adormeceu os guardas, abriu as grades e soltou o lenhador.” “Oriana entrou no café, sem que ninguém a visse. Parou em frente do Poeta e tocou-lhe ao de leve na mão.” “E Oriana levantou a sua varinha de condão e tudo ficou encantado.”
  • 25. A Fada Oriana, págs. 81 e 82 9. O abismo “E mal acabou de falar, a Rainha das Fadas, como um relâmpago, desapareceu. Então Oriana voou com a velha até ao caminho e, pousando-a no chão, guiou-a até à floresta. Tonta de susto, a velha olhava à sua roda e dizia: – Ai, parece que voltaram as fadas! Mas Oriana já tinha desaparecido, pois, rápida como uma seta, voava para os montes. Quando ali chegou, chamou o veado, o lobo, a raposa, o porco-espinho e os coelhos e pediu-lhes o filho do moleiro. Os animais viram que ela era uma fada com asas e varinha de condão e entregaram-lhe a criança. Oriana tomou-a nos braços e voou muito alto, por cima das nuvens, até à cidade. E quando viu a rua onde morava agora o moleiro, desceu do ar e bateu à porta da casa. A porta abriu-se e apareceu a moleira, que deu um grito ao ver o seu filho ao colo de uma fada. […] E Oriana foi à prisão. Com a sua varinha de encantar adormeceu os guardas, abriu as grades e soltou o lenhador. E nesse mesmo dia o lenhador, a mulher e o filho voltaram para a floresta. E, quando chegou a noite, Oriana entrou no café. O criado dormia, encostado ao balcão; os quatro homens conversavam de costas para a sala. Na mesa do fundo, pálido e sozinho, estava o Poeta. Oriana atravessou o café, sem que ninguém a visse. Parou em frente do Poeta e tocou-lhe ao de leve na mão. Ele levantou a cabeça e viu-a. Viu as suas asas e a sua varinha de condão. E viu que ela estava em pé no ar, sem que os seus pés tocassem no chão. […] Oriana deu-lhe a mão e, sem que ninguém os visse, saíram do café. […] A lua cheia iluminava os montes e os campos. Quando chegaram à floresta, o Poeta pediu: – Oriana, encanta tudo. E Oriana levantou a sua varinha de condão e tudo ficou encantado.”