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Considerações finais 
Nessas considerações finais, gostaria de justificar a importância de dar ênfase ao ensino 
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Referências 
GOMES, Renato Cordeiro. A literatura no ensino de 1º e 2º graus. In: Cadernos da 
PUC/RJ. Série Letras e Arte...
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GOMES, Renato Cordeiro. A literatura no ensino de 1º e 2º graus. In: Cadernos da 
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  1. 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA: BUSCANDO ALTERNATIVAS PARA DESPERTAR O INTERESSE DO DISCENTE PELO CONTEÚDO LITERÁRIO Natieny Santos de Amorim1 Resumo: A literatura pressupõe o estudo dos mais variados tipos de gêneros literários. Proporcionar o interesse do aluno pelo conteúdo literário torna-se um grande desafio para os docentes. Juntamente com o aprendizado de outras disciplinas, o estudo da literatura deverá contribuir para a formação dos mais variados valores morais, políticos, sociais,etc. Fortificar o ensino da literatura também significa inseri-la de forma significativa na formação do professor. Atualmente, percebemos à predominância dos aparelhos eletrônicos entre os jovens, desse modo, é necessário promover novas discussões a respeito do fazer e ensinar literatura, bem como, redefinir a sua importância e o seu lugar na educação. Palavras-chave: educação – formação docente - literatura Abstract: Abstract: The literature presupposes the study of various types of literary genres. Provide student interest in the literary content becomes a major challenge for teachers. Along with learning from other disciplines, the study of literature should contribute to the formation of various moral, political, social, etc.. Strengthen the teaching of literature also means inserting it in a significant way in teacher education. Currently, we see the predominance of electronic devices among young people, thus it is necessary to promote further discussion about doing and teaching literature, as well as redefine its importance and its place in education. Keywords: education - teacher training – literature __________________________________________________________________________________ 1. Acadêmica do curso de Letras – Língua e Literatura Portuguesa da Universidade Federal do Amazonas. 2. Artigo apresentado na displina de Prática Curricular VII – O ensino da literatura. Ministrada pelo professor Werner Vilaça.
  2. 2. A literatura contribui para satisfazer à necessidade do aluno, a mesma permite que o docente se posicione criticamente perante à sociedade e o mundo que o cerca. A pessoa que possui o hábito da leitura adquire senso crítico e consequentemente aprimora à escrita. Desse modo, caracteriza-se como necessário que os alunos vejam a literatura como algo bom, natural e até mesmo algo divertido. Percebemos que a literatura, tanto nacional como estrangeira, não está sendo aplicada de forma adequada em nossas salas de aula. Talvez porque para certos docentes a literatura seja uma disciplina sem significado concreto, pois não apresenta finalidade imediata. Ou seja, saber literário só é ensinado quando depende de algum objetivo, exemplo: vestibulares, Processo Seletivo Contínuo (PSC) ou Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Sabemos que os professores não podem privar os alunos dos conhecimentos literários, caracteriza-se como fundamental que os docentes estimulem os alunos com a apresentação de textos e autores consagrados, desse modo, comentários e interpretações podem contribuir para que os alunos desfrutem do saber literário. Atualmente, os jovens possuem acesso a uma vasta quantidade de aparelhos tecnológicos, muitas vezes, os mesmos utilizam tais aparelhos na sala de aula o que contribui para aumentar a falta de interesse pelo conteúdo exposto no quadro, “brigar” com tamanha concorrência se caracteriza como um dos maiores desafios enfrentados pelo docente. Buscar novas alternativas de atrair atenção não é tarefa apenas do professor, visto que ele, muitas vezes possui a responsabilidade de ministrar aulas em classes diversas com os mais diversos tipos de alunos. Postulo aqui a responsabilidade , não apenas do professor, pois, também, cabe ao aluno diferenciar horas de lazer com horas de aprendizagem. Ao longo dos anos o papel da escola sempre foi de contribuir para a formação do aluno. Perante o fato, a escola busca enriquecer o conhecimento literário no aluno por meio de obras que esses consideram “chatas” e enfadonhas. Devemos compreender que a literatura é uma aliada importante para o professor, sem ela o ensino não estará sendo feito em sua totalidade. Como afirma Baktin quando fala que a literatura é um instrumento motivador e desafiador, também postula que a mesma é capaz de transformar o indivíduo num sujeito ativo e responsável pelo seu aprendizado e sabedor do contexto no qual está inserido.
  3. 3. Definindo Literatura Apresentando uma definição simples. Literatura caracteriza-se como forma de expressar ideias que uma pessoa possui. Antenor Antônio Gonçalves Filho apresenta definição: Penso que a literatura não é um componente cultural endereçado na tarefa de designar o falso do verdadeiro , e anunciar para nós a verdade ou a falsidade de nossos atos. A literatura se situa no plano da emoção, sua teoria compreende uma estética da paixão, do artesanato do estranho, daquilo que nos causa espanto e admiração. Mas por ser cultura, muitas de nossas ideias úteis, nós as recebemos da literatura – talvez em consequência de não querer ser dona de nada, mas apenas provocar uma reação de “cobrar” do homem uma resposta àquilo que ele vem narrando ao longo do tempo. ( Gonçalves Filho, 2002, p. 37) Todos sabemos escrever. Porém, poucos dominam a escrita de modo claro, coeso e até mesmo de forma atrativa. O ato de escrever caracteriza-se como algo comum, o que foge ao fato é a escrita da poesia ou o fazer poético. A escrita está presente em qualquer ambiente, ao passo que a literatura, apesar de parecer algo mais restrito e complexo, também está presente no nosso cotidiano. Exemplo disso é a literatura de cordel, com características próprias, era utilizada como canal de informação. Em sua época, o cordel significou a voz do homem pouco abastado que não tinha oportunidade no meio social. Atualmente, a literatura se apresenta rotulada. A escrita tida como best-seller não apresenta subsídios para se tornar algo mais. A mesma é feita para agradar um determinado tipo de público. Por fim, literatura é arte ou parafraseando Nietzsche, serve para tudo e para nada, e talvez, para uma sociedade que parece tomar conta de todos os nossos sentidos e prazeres, para nada.
  4. 4. Como está acontecendo o ensino da literatura? Ensinar literatura trata-se de uma questão que gera inúmeras discussões. Dentre as várias estratégias para o ensino, temos aquela que propõe que os alunos façam a leitura de livros para que haja o despertar da leitura, porém, o resultado esperado não é atingido, já que para o discente a leitura não apresenta nenhum tipos de significado. Sobre a questão do processo da significação da leitura postula os parâmetros curriculares nacionais (PCN): A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a língua: características do gênero do sistema de escrita, etc. Não se trata simplesmente de extrair informação da escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente, compreensão na qual os sentidos começam a ser constituídos antes da leitura propriamente dita. (PCN, 1997, p.41) Através de diversos teóricos, nota-se a existência de diferentes modos e abordagens para o ensino da literatura, na maioria deles existe a preocupação da busca pela criação de novas técnicas para o ensino. Nas escolas, temos a presença do ensino tradicional realizado com aulas expositivas, fundamentadas em livros didáticos que apresentam os estilos de época partindo de uma linguagem cronólogica, sem maior atenção ao texto literário, muitos desses livros mostram pequenos trechos de obras de autores consagrados, porém, não existe reflexão sobre o assunto. O estudo é feito para constar que o professor aplicou à aprendizagem da literatura em sala de aula. Além disso, o ensino da literatura não é realizado de modo a priorizar a realidade do aluno, não existe análise crítica dos autores estudados. Como cita o PCN, ao propor
  5. 5. ensinar a literatura buscando o prazer e o gostar pelo texto: A questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve, portanto, esse exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas que matizam um tipo particular de escrita. Com isso, é possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tratá-los como expedientes para servir ao ensino das boas maneiras, dos hábitos de higiene, dos deveres do cidadão, dos tópicos gramaticais, das receitas desgastadas do “prazer do texto”, etc. Postos de forma descontextualizada, tais procedimentos pouco ou nada contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias. (PCN, 1997, p.30) Com base na citação acima, percebe-se que é necessário repensar à literatura, caso a reflexão não aconteça, continuaremos a perpetuar um ensino errôneo por vezes repetitivo. Sabemos que é papel da escola despertar o interesse no discente. Caso o objetivo não seja alcançado, nunca iremos formar leitores que gostem de apreciar o texto literário. O Lugar da literatura na escola A literatura está inserida na disciplina de língua portuguesa. Porém, na sala de aula, ela tem sido utilizada de forma limitada e servindo como apoio aos estudos refrentes ao campo da linguagem. Em muitos casos, os docentes associam o ensino literário ao estudo da grámatica. Talvez seja este o motivo de tamanhã aversão por parte dos alunos quando escutam o nome de autores célebres, entre eles: José de Alencar, Machado de Assis, Luiz Vaz de Camões, etc. Osman lins, ao criticar o ensino da literatura, apresenta preocupação com a forma como a mesma é abordada no âmbito escolar, o mesmo postula que o método aplicado provoca repulsa nos alunos. Em muitas escolas o docente
  6. 6. repassa aos docentes a teoria, exemplo: escola romântica, suas caractéristicas, contexto histórico, algum trecho de certa obra do périodo romântico, etc. Com isso, o estudo do texto literário não é priorizado. Consequentemente, o aluno estuda para cumprir seus deveres escolares. Também é necessário que seja analisada como a literatura é aplicada. Muitos professores apresentam o seguinte relato: “ O conteúdo programático é extenso, não há como trabalhar de maneira completa com os alunos”. Desse modo, seria necessário a mudança do sistema educacional, ou seja, poderíamos pensar na separação da disciplina de língua portuguesa da literatura, algumas instituições de ensino já adotam o método alcançando bons resultados. Deve-se respeitar a opinião dos professores quando afirmam a necessidade da flexibilidade no ensino, de forma que o referido ensino priorize a matéria de forma ampla e que exista a existência ligação entre a literatura com a realidade na qual o discente se encontra inserido. É possível constatar que muitos docentes tentam superar as limitações presentes nos livros didáticos buscando outros materiais. Dessa forma, inúmeros docentes conseguem despertar no aluno o gosto pelo literário. Buscando soluções para o caos no ensino da literatura, percebe-se a necessicade trabalhar com inúmeras obras, não apenas com o resumo da escola literária, desse modo, haveria o maior esforço do aluno. Além disso, é fundamental é que se repense e reflita a respeito do assunto abordado em sala de aula. Postula Renato Cordeiro Gomes: Não se deve superestimar a abordagem através dos estilos de época, que se transformou em camisas de forças para se enquadrarem autores e obras. Talvez se esteja caindo num novo erro. Com os estilos de época se está construindo uma “grámatica” normativa da literatura para substituir a gramática normativa da língua no ensino de português e literatura (Gomes: 1976, p. 141). O ensino da literatura é feito de forma tradicional. A abordagem principal se encontra “presa” ao estudo dos estilos de época. É importante que tal abordagem seja realizada juntamente com as obras para que exista um elo entre ambas. Outro questinamento sobre o ensino da literatura, postula que as instituições escolares priorizam o estudo de autores célebres. Muitos estudantes demonstram repulsa a tais
  7. 7. autores, visto que a leitura realizada na escola não é capaz de despertar interesse ou também porque sejam obrigados a ler. A leitura dos clássicos deve ser aplicada conforme a maior maturidade do estudande, talvez, essa seja uma proposta para solucionar a problemática.
  8. 8. Considerações finais Nessas considerações finais, gostaria de justificar a importância de dar ênfase ao ensino da literatura na educação. O estudo realizado constatou a existência da dificuldade na aplicação do texto literário. O artigo apresentou formas de solucionar a problemática. As propostas enfatizam a necessidade de aproximar a literatura a realidade do discente, bem como fazer com que o ensino se torne prazeroso e significativo. Com o auxílio da disciplina de literatura conseguiremos atingir a plenitude do ensino, capacitando jovens e transformando-os em cidadãos críticos e ativos na sociedade.
  9. 9. Referências GOMES, Renato Cordeiro. A literatura no ensino de 1º e 2º graus. In: Cadernos da PUC/RJ. Série Letras e Artes: Rio de Janeiro, 1976. LÚCIA SILVIA LESSA, Vander; PAULINA LOPES DA SILVA, Francis. Literatura no Ensino Médio: Uma Análise pedagógica. Disponível em: http://www.ichs.ufop.br/conifes/anais/EDU/edu2305.htm Acesso em: 15 de setembro de 2013. Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília (DF). 1997. GONÇALVES FILHO, Antenor Antônio. Educação e Literatura. 2ªed.Dpea editora. 2002. WOLFGANG, Luiz Carlos. A importância da leitura e o que é literatura. RECANTO DAS LETRAS. 02 de março de 2008. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/artigos/884193> . Acesso em: 19 de set. De 2013. COSTA, Luciana Daniele. A importância da literatura na sala de aula. REVISTA LITERATURA. <http://literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/37/artigo225090- 1.asp> . Acesso em: 19 de set. De 2013.
  10. 10. Referências GOMES, Renato Cordeiro. A literatura no ensino de 1º e 2º graus. In: Cadernos da PUC/RJ. Série Letras e Artes: Rio de Janeiro, 1976. LÚCIA SILVIA LESSA, Vander; PAULINA LOPES DA SILVA, Francis. Literatura no Ensino Médio: Uma Análise pedagógica. Disponível em: http://www.ichs.ufop.br/conifes/anais/EDU/edu2305.htm Acesso em: 15 de setembro de 2013. Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília (DF). 1997. GONÇALVES FILHO, Antenor Antônio. Educação e Literatura. 2ªed.Dpea editora. 2002. WOLFGANG, Luiz Carlos. A importância da leitura e o que é literatura. RECANTO DAS LETRAS. 02 de março de 2008. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/artigos/884193> . Acesso em: 19 de set. De 2013. COSTA, Luciana Daniele. A importância da literatura na sala de aula. REVISTA LITERATURA. <http://literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/37/artigo225090- 1.asp> . Acesso em: 19 de set. De 2013.

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