Percepção, Movimento e Ação

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Apresentação do capítulo 4 do livro "Manual de Psicologia Cognitiva".

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Percepção, Movimento e Ação

  1. 1. Percepção, Movimento e AçãoManual de Psicologia CognitivaCap. 4Dhiego C. SantosMauricio V. AstiazaraJoão VortmannRenan R. de Almeida
  2. 2. SumárioPercepção DiretaMovimento Guiado VisualmenteModelo de Planejamento e ControlePercepção de MovimentoCegueira à Mudança
  3. 3. Percepção Direta●Abordagem de James Gibson: ecológica●Adicionou a dimensão tempo à imagem =fluxo óptico
  4. 4. Percepção Direta●Significado: affordancescomeratirar emalguém
  5. 5. Percepção DiretaAvaliação Positiva da abordagem de Gibson:●Impacto filosófico: animal e ambiente●Riqueza do mundo real X Pobreza dolaboratório●Reação de forma rápida ao ambiente semuso da memória (em parte)
  6. 6. Percepção DiretaAvaliação Negativa da abordagem deGibson:●Processo de significados é mais complexodo que o descrito●Negar a necessidade de representaçõesinternas e acesso à memória●Mais fatores estão envolvidos namovimentação além do fluxo óptico
  7. 7. Movimento Guiado VisualmenteDirecionamento e Direção: abordagem dofluxo óptico●Baseada nos conceitos de Gibson●Comprovada em experiênciasAvaliação Negativa:●Não leva em consideração curvas,movimentos dos olhos e cabeça●Direção é percebida mesmo em fotos
  8. 8. Movimento Guiado VisualmenteDirecionamento e Direção: abordagembaseada em objeto●Uso das informações dos movimentosrelativos dos objetos do ambiente●Semelhante à abordagem de GibsonAvaliação Negativa:●Um fator da teoria não se confirmou nasexperiências●Não leva em conta a orientação visual
  9. 9. Movimento Guiado VisualmenteDirecionamento e Direção: abordagembaseada na orientação visual●Uso do ângulo entre um alvo e o eixoântero-posterior do corpo●Muito empregado em caminhos curvos●Também leva em consideração o fluxoópticoAvaliação Negativa:●Ainda podemos ir na direção do alvoquando este fica oculto temporariamente
  10. 10. Movimento Guiado VisualmenteTempo para contato
  11. 11. Movimento Guiado Visualmente●Lee (1980) afirmou ser desnecessáriosaber velocidade e distância do objeto eobservador●Uso de variável única: nível de expansãoda imagem, chamado de T ou tau
  12. 12. Movimento Guiado VisualmenteAvaliação Negativa do tau:●São levados em conta outros fatores alémdo tau (disparidade binocular, familiaridadedo tamanho do objeto, informações deaceleração)●É simplificado dizer que os observadorespercebem a velocidade constante
  13. 13. Modelo de Planejamento e Controle●Investiga como as informações visuais sãousadas na produção da ação.●Neste modelo é dito que inicialmenteusamos um sistema de planejamento,seguido de um sistema de controle.●Podendo se justaporem um pouco notempo.
  14. 14. Modelo de Planejamento eControleSistema de planejamento● Usado principalmente antes do início domovimento, podendo ser usado no iníciodo movimento;●Realiza a seleção do alvo apropriado,decide como deve ser pego, determinatiming do movimento;●Influenciado por vários fatores (objetivos,contexto visual, natureza do objeto, etc);
  15. 15. Modelo de Planejamento eControleSistema de planejamento● É um sistema relativamente lento pois usagrande quantidade de informações, e ésuscetível à influência consciente;●Depende de uma representação visual nolobo parietal inferior, juntamente comprocessos motores nos lobos frontais e nosgânglios basais .
  16. 16. Modelo de Planejamento eControleSistema de controle● Usado depois do sistema de planejamentoe opera durante a realização domovimento;●Garante que movimentos sejam precisos efaz ajustes se necessário;●É influenciado apenas pelas característicasespaciais do objeto visado;
  17. 17. Modelo de Planejamento eControleSistema de controle● É relativamente rápido pois usa poucasinformações e não é suscetível a influênciaconsciente;● O controle depende de umarepresentação visual no lobo parietalsuperior associada a processos motoresno cerebelo.
  18. 18. Ilusão de Ebbinghaus
  19. 19. Ilusão de Ebbinghaus
  20. 20. Percepção de Movimento●São discutidos 3 pontos:○Análise dos processos básicos envolvidos na detecção demovimento.○A questão de como somos capazes de perceber omovimento biológico○O fenômeno da causalidade percebida
  21. 21. Detecção do Movimento●Algumas áreas do cérebro são especializadas na detecção epercepção do movimento.○Basicamente são usados no cortex dersal (verde) e ocortex ventral ( roxo)
  22. 22. Detecção do Movimento●Há células cerebrais com respostas relativas à direção domovimento mostrado nos estudos sobre pós-efeitos domovimento.●Pós-efeitos do movimento:○Olha para o padrão durante vários segundos○Quando o padrão pára ainda existe um efeito domovimento.Demostração:http://www.neave.com/strobe/
  23. 23. Movimento do objeto ou movimento doolho ?●O movimento pode ser do movimento do olho ou do objeto.●Sherrington (1906) propôs uma teoria do influxo.○O sistema visual monitora as munças nos músculos dosolhos e depois usa essa informação para interpretarmudanças na imagem retiniana.●Helmholtz (1866) propôs uma teoria do efluxo.○O movimento da imagem é interpretado usando-seinformações sobre o movimento pretendido.
  24. 24. Movimento do objeto ou movimento doolho ?●Outras fontes podem ser usadas para decidir se são osolhos ou outro objeto observado está se movendo.Veja:http://www.youtube.com/watch?v=AuLJzB_pfgE●Velocidade de um objeto:○ Provavelmente são combinadas informações davelocidade da imagem na retina e a velocidade domovimento no olho.
  25. 25. Movimento do objeto ou movimento doolho ?●Freeman e Banks ( 1998) assumem que os olhos se movemapenas em 60% da sua velocidade.○Isso é mostrado:■No Efeito Aubert-Fleischl em que a velocidade de umobjeto em movimento é mais lenta quandoacompanhada pelos olhos.■Na ilusão de Filehne em que um objeto estacionário defundo é percebido seguindo na direção oposta a outro.
  26. 26. Movimento biológico●As pessoas conseguem identificar rapidamente se alguémestá andando, correndo ou mesmo mancando.Exemplos:http://www.biomotionlab.ca/Demos/scrambled.htmlhttp://www.biomotionlab.ca/Demos/BMLwalker.html
  27. 27. Movimento biológico●Cutting e Kozlowski (1977) descobriram que osobservadores identificavam facilmente os outros pelospontos de luz.●Cutting e Kozlowski (1978) descobriram que osobservadores acertavam 65% das vezes o sexo de alguémandando.●Runeson e Frykholm (1983) realizaram experimentos emquem os as pessoas realizassem um seqüência de açõesnaturalmente ou como se fossem do sexo oposto. Em 85%foi identificado o sexo e quando mentiam o acerto era de75,5%.
  28. 28. Movimento biológico●Estudos mostram que a percepção do movimento biológicoé feita em áreas diferentes daquelas do movimento emgeral.●A observação do movimento humano ativa áreas do córtexmotor primário.
  29. 29. Percepção de causalidade●A causalidade percebida depende de processos de baixonível e envolve áreas cerebrais especializadas noprocessamtento do movimento.●Exemplo: Dois quadrados.
  30. 30. Cegueira à Mudança●Falha em detectar que um objeto se moveu oudesapareceu●Cegueira por desatenção: o observador nãopercebe o aparecimento de um objeto inesperadoou a mudança de algum objeto fora do foco deatençãohttp://www.michaelbach.de/ot/mot_mib/index.html●A capacidade de detectar mudanças visuais nãose deve apenas a detecção de movimento
  31. 31. Cegueira à MudançaTeoria da coerência de Rensink (2000, 2002):●Antes da atenção concentrada, há um estágio emque é feita uma representação vaga do ambiente●Em seguida a atenção concentrada produz umarepresentação bastante detalhada e longa (resistea uma breve interrupção) de um objeto●Quando a atenção concentrada é afastada desteobjeto, sua representação se desintegra (retornaao estado anterior ao da atenção concentrada)
  32. 32. Cegueira à MudançaHollingworth e Henderson propuseram uma teoria alternativa àpercepção de cena (2002):●Representações visuais são constituídas deobjetos que são o foco da atenção●Essas representações são incorporadas em ummapa mental que codifica o layout da cena●As informações sobre estas representaçõesvisuais são armazenadas na memória de longoprazo
  33. 33. Cegueira à MudançaDiferenças entre as duas teorias●Segundo a teoria de H&H as representações deobjetos que mudaram depois de um determinadotempo ainda podem ser percebidas pois estãoarmazenadas na memória de longo prazo●Este conceitos contrasta com a teoria dacoerência em que representações de objetos nãoobservados se desintegram
  34. 34. Cegueira à Mudança●Depende da intenção do observador○abordagem intencional: é orientado que umamudança ocorrerá○abordagem incidental: não há menção alguma auma possível mudança●A abordagem incidental é a mais recorrente paracegueira à mudança
  35. 35. Cegueira à Mudança●A mudança é mais facilmente detectada quando amudança na cena é maiorhttp://www.pc.rhul.ac.uk/staff/J.Zanker/teach/projects/kremlin.htmhttp://www.csc.ncsu.edu/faculty/healey/HTML_papers/NPV/NPV.html●Mudança de tipo X mudança de exemplar:○Se, em uma cena com talheres, for trocado umgarfo por uma faca, essa mudança serádetectada mais facilmente do que se o garfo forapenas trocado por um outro modelo
  36. 36. ?

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