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SEMINÁRIO ACADEMICO 
O ensino de Língua Portuguesa: perspectivas e contradições 
1. O ensino da Língua Portuguesa 
1.1. Dificuldade do ensino da Língua 
Entre os parâmetros que compreendem as dificuldades do ensino da língua existem as 
variações da língua falada e escrita, onde no falar podemos encontrar dialetos, gírias ou até 
mesmo peculiaridades quanto à posição geográfica da cidade, culturas e outros fatores que 
influenciam as variações linguísticas, e nesse sentido fica difícil padronizar a língua falada. 
Por outro lado, com a língua escrita é diferente, já que para essa existe um padrão 
normatizado para que todos que praticam a escrita sigam suas normas. Na dinâmica do 
processo de ensino com certeza vão surgir variações linguísticas na fala, todavia na língua 
escrita o padrão da norma culta deve ser mantido, e embora possam existir diferenças na fala 
o professor por sua vez deve adequar as variedades linguísticas da fala em uma busca padrão 
para a escrita desde que permita ao aluno adequar seu tipo de fala a escrita cotreta. Em sala de 
aula, quando se fala no ensino da língua, esse ensino não está restrito apenas a gramática, mas 
também na produção oral, da escrita, do ensino da leitura, buscando preparar o aluno para 
utilizar esse conhecimento em sua vida fora do meio escolar. 
Nesse sentido veja o que diz os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua 
Portuguesa (PCN): 
No ensino-aprendizagem nos diferentes padrões de fala e de escrita, o 
que se almeja não é levar os alunos a falar certo, mas permiti-lhes a 
forma de fala a utilizar, considerando as características e condições do 
contexto de produção, ou seja, é saber adequar os recursos 
expressivos, a variedade de língua e o estilo as diferentes situações 
comunicativas [...] A questão não é de erro, mas de adequação às 
circunstancias de uso, de utilização adequada da linguagem (BRASIL, 
1998, P.31). 
Percebe-se que mesmo com mudanças proativas nas normas educacionais no ensino de 
língua portuguesa, ainda existem barreiras a serem quebradas quanto as normas no sentido da 
língua, e principalmente em propiciar espaço para o aluno aprender de forma simples, objetiva
sem estar condicionado a regras pré-estabelecidas que ao invés de aproximar o aluno da 
língua, acaba por afastar, sendo em muitos casos cansativo e maçante. 
1.2. Variações linguísticas em sala de aula 
Comumente, seja em sala de aula ou em outro lugar qualquer nos deparamos com 
variações linguísticas, e nesse caso em especifico, isto é na sala de aula, é normal o professor 
encontrar entre os alunos uma variedade linguística, mesmo que os referidos alunos residam 
no mesmo bairro ou cidade. Cada aluno trás consigo uma carga de conhecimento, seja ele 
formal ou informal, e nessa bagagem ele trás na sua linguagem maneiras de falar e expressar o 
seu conhecimento de forma singular ou pluralizada, sendo que o professor como cooperador e 
ajudador na busca do conhecimento pelo aluno, exerce um papel importante, pois o professor 
com seus conhecimentos sejam do processo pedagógico ou o conhecimento das 
particularidades de cada aluno acaba por compreender melhor o contexto da sala de aula e 
assim direcionar sua proposta pedagógica. Para tal é fundamental que o professor saiba 
identificar as variações linguísticas que fazem parte da sala de aula e assim poder direcionar a 
sua forma de ensino da Língua portuguesa, bem como trabalhar essas variações linguísticas de 
modo que os alunos respeitem a forma de falar do colega tendo em vista que a fala é um fato 
individual. Assim, Bagno (2001) afirma que: 
Simplesmente não existe erro em língua. Existem, sim, formas de uso 
de línguas diferentes daquelas que são impostas pela tradição 
gramatical. No entanto, essas formas diferentes, quando analisadas 
com critérios, revelam-se perfeitamente lógicas e coerentes. (BAGNO, 
2001, p.25-26). 
Compreendemos então que o Brasil não possui vários idiomas, mas sim variações 
linguísticas provenientes da cultura de cada região e suas particularidades, contudo essas 
variações são normatizadas na língua escrita, e o professor em sala de aula deve exercer o 
papel de ensinar a língua portuguesa na sua forma correta, porém sem esquecer ou anular a 
diversidade linguística existente entre o grupo de alunos. 
1.3. As realidades do português ensinado em sala de aula e do português vivenciado no 
cotidiano do aluno. 
O objetivo do ensino de língua portuguesa nas instituições de ensino é ampliar as 
possibilidades do uso da linguagem, e para tal são usados gêneros textuais para a efetivação
na comunicação verbal onde o individuo deve participar na construção do sentido do texto. 
Não basta apenas deixar as crianças falarem, mas criar situações de reflexão sobre a língua 
oral de maneira contextualizada, onde por outro lado, na sala de aula o português formal 
aparece com sua codificação quase sempre incompreensível por parte dos seus interlocutores, 
o que faz tornar difícil a concentração sobre o assunto e em muitos casos fictícia embora 
verdadeira, sendo de difícil compreensão e entendimento pelos alunos. É como se a criança 
aprendesse um português e praticasse outro fora dos bancos escolares, bem porque o que se 
ensina em sala de aula não é o que se fala fora da escola e assim o é com a escrita, e este 
aspecto do ensino da língua portuguesa faz com que o aluno fique subordinado aos dogmas do 
ensino da língua e consequentemente preso a normas e formalismos. Vimos aqui duas formas 
de linguagem à escrita com suas normas formais e a falada com sua linguagem coloquial e 
informalidade. 
Segundo BAKTHIN, os gêneros textuais podem ser divididos em dois grupos: 
gêneros primários – são textos da linguagem cotidiana que, numa situação discursiva podem 
ser controlados diretamente – e os gêneros secundários – trata-se geralmente de textos escritos 
que exige uma linguagem mais oficializada, padrão. 
(...) Não é absurdo dizer que os gêneros primários são instrumentos de 
criação dos gêneros secundários. Daí, podem-se apontar as 
características dos gêneros textuais: são formas -padrão de um 
enunciado que possuem conteúdo, uma estruturação específica e 
mutável a partir das relações estabelecidas entre os interlocutores; do 
mesmo modo, um estilo ou certa configuração de unidades 
linguísticas. (CARVALHO,p.2) 
Ressalta-se que para a compreensão os gêneros textuais secundários é exigido do 
individuo um conhecimento especifico da língua portuguesa padrão ou oficial, mas por outro 
lado o entendimento e compreensão do gênero primário é aquilo que o indivíduo aprende do 
seu dia a dia, é sua fala no meio em que vive. 
O docente que possuir boa formação e que for conhecedor das necessidades do 
processo de ensino aprendizagem na busca por uma educação de qualidade pautada em 
metodologias proativas de ensino, conseguirá estabelecer a junção entre o português ensinado 
em sala de aula e o português vivido no cotidiano do aluno, e para isso ele, o docente, deverá 
deixar o aluno falar por si só, buscando ensinar a língua portuguesa de forma coerente, 
concisa e correta, sem com isso perder os subsídios o meio pode lhe oferecer.
1.4. A avaliação como forma de avaliar a aprendizagem do aluno 
A avaliação praticada aos alunos por meio de testes ou provas tem sido uma maneira 
de averiguar a assimilação dos conteúdos propostos e assim ordenar o grau de conhecimento 
de cada aluno, e essa ação tem acompanhado as instituições de ensino ao longo dos tempos, 
mas até que ponto isso é viável ou prova a realidade do conhecimento adquirido pelo aluno. O 
ensino no Brasil tem sofrido mudanças significativas na busca por melhorias em sua 
qualidade, e para que essas melhorias se deem de maneira satisfatória é preciso que haja 
mudanças nas maneiras de avaliar o aluno. Atualmente com as novas perspectivas no 
processo de ensino aprendizagem o modelo de avaliação que outrora era visto como um 
instrumento para classificar o desempenho do aluno vem perdendo seu espaço para as novas 
metodologias de ensino, e nesse quesito o professor tem encontrado caminhos para medir a 
qualidade do aprendizado, onde o produto final pode ser obtido através da avaliação 
mediadora na qual o aluno é o construtor do seu próprio conhecimento. 
As formas tradicionais de avaliação (oral e escrita) tornam-se ineficientes quando seus 
critérios buscam medir o desempenho do aluno, já que não buscam a construção do 
conhecimento, mas a reprodução daquilo que foi ministrado em sala de aula. Assim a 
avaliação mediadora oferece ao professor ferramentas de intervenção adequadas para que os 
alunos agreguem conhecimentos significativos sem repeti-los ou reproduzi- los. 
Segundo HOFMANN (2000) a avaliação mediadora se desenvolve em beneficio ao 
educando e dá-se fundamentalmente pela proximidade entre quem educa e quem é educado. 
Para PERRENOUD (1999) a avaliação deve ser analisada como componente de um 
sistema de ação e como um momento de reflexão, ou seja, avaliar é preciso, porém não apenas 
com o objetivo de promover ou reprovar um aluno, mas para mediar à aprendizagem, como 
um agente de formação do aluno. 
Avaliar é diferente de medir, portanto não se pode medir o aprendizado do aluno com 
determinados tipos de instrumentos, bem porque não existe instrumento preciso para a 
avaliação escolar, e o que se pode nesse sentido é orientar a pratica educacional buscando não 
apenas avaliar o aluno ao final do conteúdo da disciplina, mas em todo o momento estar
usando o olhar perspicaz do professor na construção do saber do aluno. O professor deve estar 
atento aos anseios dos alunos e deixar que o aluno compartilhe suas produções, seus textos, e 
nesse momento o professor entra como um interventor mostrando ao aluno os possíveis erros 
aponta adequações e dessa forma o processo avaliativo vai acontecendo sem que o aluno 
perceba, contudo em todo o momento seu aprendizado está sendo colocada a prova. 
2. A escola como construtora do conhecimento 
2.1. A necessidade de novas perspectivas pedagógicas 
Nas duas ultimas décadas muitas transformações tem ocorrido na sociedade de modo 
geral, e tais transformações tem atingido os setores da sociedade, e nesse contexto a educação 
também vem sofrendo suas transformações, onde as instituições de ensino têm sido obrigadas 
a reavaliar sua postura frente ao mundo contemporâneo e de transformações, e para isso os 
currículos escolares tem sido reorganizado na busca por ensino de qualidade e um processo de 
ensino aprendizagem satisfatório frente às mudanças sociais. A escola como instituição de 
ensino e formadora de cidadãos conscientes dos seus deveres em meio à sociedade em que 
vivem também tem o propósito de desafiar os educando a produzirem seu conhecimento 
usando ela como um espaço propício à pesquisa e descoberta de novos saberes. 
Nesse sentido a língua portuguesa, ou o seu ensino, também foi alcançada por tais 
mudanças e transformações, onde tanto a leitura quanto a escrita tiveram impactos 
significativos, e nessas mudanças novas perspectivas pedagógicas surgiram, sendo que apenas 
o ler e o escrever não bastam para vencer no mundo globalizado, contudo o aluno de hoje não 
deve apenas aprender os conteúdos de língua portuguesa, mas também deve fazer uso da 
língua como prática social, e nesse contexto os novos referenciais pedagógicos aproximam os 
alunos da prática e realidade social, podendo ele colocar em prática na vida cotidiana os 
ensinos que teve em sala de aula, sabendo que está inserido de forma contínua e eficaz no 
meio social e acompanhando as transformações do meio. As novas perspectivas pedagógicas 
da língua portuguesa permitem ao aluno aprender em sala de aula e praticar o que aprendeu 
sem ser rotulado por possuir determinada variação linguística. 
Um dos responsáveis pelas atuais e novas perspectivas pedagógicas no ensino de 
língua portuguesa têm sido os gêneros textuais, pois estes se manifestam através da oralidade 
e da escrita sendo transformado em situações vividas no cotidiano de cada um. São inúmeros
os gêneros textuais que estão presentes na vida das pessoas, e em cada um dos gêneros a 
pessoa formula o seu conhecimento e interage com o meio. Dentre os tipos de gêneros 
textuais podem-se citar os seguintes: e-mail, carta, bilhete, canção, bula de remédio, artigo e 
etc. Em todos estes tipos textuais há uma interação linguística por meio da qual o leitor 
mediante seus conhecimentos da língua portuguesa saberá interpretá-los e distingui-los um do 
outro. 
3. Construindo conhecimento mediante o formalismo 
3.1. Apenas o ensino formal de português em sala de aula é suficiente para a aquisição do 
conhecimento 
Atualmente o ensino da língua materna parece estar um tanto disperso, já que tem sido 
reduzida a memorização de regras gramaticais como se o aprendizado destas fosse resolver as 
necessidades da aprendizagem da língua como um todo, buscando sempre a língua escrita no 
seu padrão oficial. O que se pode notar é que o estudo da gramática por si só e repetidamente 
acaba inibindo o aluno a buscar seu próprio conhecimento, o que gera nesse individuo 
frustrações e medos sobre a língua materna. Não se pode negar o valor e importância do 
ensino formal, tendo em vista que a escola é um espaço formal construtora do conhecimento e 
formadora de cidadãos conscientes, mas por outro lado o conhecimento não está único e 
exclusivamente no ensino formal e regular como o temos, sendo que por meio do processo 
educativo informal a pessoa pode aprender muitos valores e agrega-los aos conhecimentos 
que teve em sala de aula. Nesse sentido NANCZHAO, (1998, p. 257) afirma que: 
A educação é o vetor de transmissão da cultura enquanto que esta 
define o quadro institucional da educação e ocupa um lugar essencial 
em seus conteúdos. A educação, afirma-se, ocupa uma posição central 
no sistema de valores e os valores são os pilares em que se apoia a 
educação. Postas a serviço das necessidades de desenvolvimento do 
ser humano, a educação e a cultura tornam-se, quer uma, quer outra, 
meios e fins deste mesmo desenvolvimento. 
A educação informal passa então a ser um plano de fundo da educação formal, onde 
todo processo educativo só é possível por meio da linguagem, assim o norte do ensino da 
língua portuguesa deve seguir no sentido da aquisição da linguagem oral, para que o sujeito 
possa ser exposto a diferentes situações do emprego da língua sem preocupar-se tanto com o 
emprego da língua escrita. O ensino da língua materna está muito longe de priorizar o uso
efetivo da língua, e o que se aprende em sala de aula é uma linguagem atemporal e fora do 
contexto e realidade vivida pelos atores sociais. 
O ensino formal é importante para o conhecimento, todavia ele por si só não garante 
um conhecimento geral e abrangente, assim como o que se aprende em sala de aula não é o 
bastante para sobreviver às novas e graduais transformações que vem ocorrendo no mundo 
contemporâneo, e para isso o individuo deve estar atento às transformações e sempre 
buscando novas formas e metodologias de adquirir conhecimento. 
3.2. O formalismo no ensino da Língua portuguesa deve ser trabalhado 
No ensino de língua portuguesa o formalismo é um modo de focalizar a descrição 
gramatical cuja ênfase recai na forma ou estrutura da palavra, assim o formalismo também é 
conhecido por gramática, o que lhe faculta uma importância muito grande, pois tem a 
proposta de observar o uso da língua considerando-a fundamental para a compreensão da 
linguagem, e analisando a frase. Pode-se compreender que o formalismo no ensino de língua 
portuguesa deve ser trabalhado para o bom entendimento e conhecimento sobre as 
condicionantes da língua materna, contudo para que este não seja um ensino gramatical 
infrutífero o professor deve trabalhar os conteúdos de forma que os alunos possam sentir-se 
seguros acerca do assunto e que as aulas não sejam uma obrigação, mas acima de tudo um 
prazer em estudar a língua materna. 
Nos últimos anos o ensino de língua portuguesa vem sendo alvo de preocupação por 
parte dos especialistas e educadores de modo geral, já que o modo tradicional de ensinar a 
gramática tem sido frágil mediante as variações linguísticas e as condições sociais dos alunos, 
e o professor ao buscar ministrar uma aula nos moldes tradicionais obedecendo a grade 
curricular e a metodologia existente se frustra por não conseguir alcançar os objetivos por ele 
traçados. Contudo para Neves (1997, p.97) ´´ a partir do momento que um professor de língua 
materna, entende a teoria formalista ele terá entendido um conjunto de pressupostos que 
poderão orientá-lo na sua atividade em sala de aula ``.
REFERENCIAS 
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. 
BAGNO, Marcos. Português ou Brasileiro. São Paulo: Parábola editora, 2001 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais de 
Língua Portuguesa. – 3° e 4° ciclos. Brasília. 1998. 
CARVALHO, Maria Angélica Freire de. Os gêneros do discurso e o texto escrito na sala 
de aula uma contribuição ao ensino. UERJ, UNICAMP. Disponível em: < 
http://www.filologia.org.br/vicnlf/anais/os%20generos.html > Acesso em 20/09/2014 
DAGA, Aline Cassol. GOULART, Anderson Jair. ZARTH, Carolina, IRIGOITE, Josa 
Coelho. Análise e produção textual III /[design instrucional: DanielaViviani]. –1ª ed. 
Florianópolis : DIOESC : UDESC/CEAD/UAB, 2013.99 p. : il. ; 28 cm – (Cadernos 
pedagógicos). 
DUARTE, Denise Aparecida Schirlo. O ensino de Língua Portuguesa: perspectivas e 
contradições. Curitiba: 2008. 
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da 
pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação & Realidade, 2000. 
NANCZHAO, Zhou. Interações entre educação e cultura, na óptica do desenvolvimento 
econômico e humano: uma perspectiva asiática. In DELORS et al. Educação: um tesouro a 
descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC: UNESCO, 1998. 
NEVES, de M .H. M. Gramática na Escola. São Paulo: Ed. Contexto, 1997. 
PERRENOUD, Phillippe. Avaliação da Excelência à Regulação das Aprendizagens Entre 
Duas Lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

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Seminário academico. O Ensino da Língua Portuguesa: Perspectivas e Contradições

  • 1. SEMINÁRIO ACADEMICO O ensino de Língua Portuguesa: perspectivas e contradições 1. O ensino da Língua Portuguesa 1.1. Dificuldade do ensino da Língua Entre os parâmetros que compreendem as dificuldades do ensino da língua existem as variações da língua falada e escrita, onde no falar podemos encontrar dialetos, gírias ou até mesmo peculiaridades quanto à posição geográfica da cidade, culturas e outros fatores que influenciam as variações linguísticas, e nesse sentido fica difícil padronizar a língua falada. Por outro lado, com a língua escrita é diferente, já que para essa existe um padrão normatizado para que todos que praticam a escrita sigam suas normas. Na dinâmica do processo de ensino com certeza vão surgir variações linguísticas na fala, todavia na língua escrita o padrão da norma culta deve ser mantido, e embora possam existir diferenças na fala o professor por sua vez deve adequar as variedades linguísticas da fala em uma busca padrão para a escrita desde que permita ao aluno adequar seu tipo de fala a escrita cotreta. Em sala de aula, quando se fala no ensino da língua, esse ensino não está restrito apenas a gramática, mas também na produção oral, da escrita, do ensino da leitura, buscando preparar o aluno para utilizar esse conhecimento em sua vida fora do meio escolar. Nesse sentido veja o que diz os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (PCN): No ensino-aprendizagem nos diferentes padrões de fala e de escrita, o que se almeja não é levar os alunos a falar certo, mas permiti-lhes a forma de fala a utilizar, considerando as características e condições do contexto de produção, ou seja, é saber adequar os recursos expressivos, a variedade de língua e o estilo as diferentes situações comunicativas [...] A questão não é de erro, mas de adequação às circunstancias de uso, de utilização adequada da linguagem (BRASIL, 1998, P.31). Percebe-se que mesmo com mudanças proativas nas normas educacionais no ensino de língua portuguesa, ainda existem barreiras a serem quebradas quanto as normas no sentido da língua, e principalmente em propiciar espaço para o aluno aprender de forma simples, objetiva
  • 2. sem estar condicionado a regras pré-estabelecidas que ao invés de aproximar o aluno da língua, acaba por afastar, sendo em muitos casos cansativo e maçante. 1.2. Variações linguísticas em sala de aula Comumente, seja em sala de aula ou em outro lugar qualquer nos deparamos com variações linguísticas, e nesse caso em especifico, isto é na sala de aula, é normal o professor encontrar entre os alunos uma variedade linguística, mesmo que os referidos alunos residam no mesmo bairro ou cidade. Cada aluno trás consigo uma carga de conhecimento, seja ele formal ou informal, e nessa bagagem ele trás na sua linguagem maneiras de falar e expressar o seu conhecimento de forma singular ou pluralizada, sendo que o professor como cooperador e ajudador na busca do conhecimento pelo aluno, exerce um papel importante, pois o professor com seus conhecimentos sejam do processo pedagógico ou o conhecimento das particularidades de cada aluno acaba por compreender melhor o contexto da sala de aula e assim direcionar sua proposta pedagógica. Para tal é fundamental que o professor saiba identificar as variações linguísticas que fazem parte da sala de aula e assim poder direcionar a sua forma de ensino da Língua portuguesa, bem como trabalhar essas variações linguísticas de modo que os alunos respeitem a forma de falar do colega tendo em vista que a fala é um fato individual. Assim, Bagno (2001) afirma que: Simplesmente não existe erro em língua. Existem, sim, formas de uso de línguas diferentes daquelas que são impostas pela tradição gramatical. No entanto, essas formas diferentes, quando analisadas com critérios, revelam-se perfeitamente lógicas e coerentes. (BAGNO, 2001, p.25-26). Compreendemos então que o Brasil não possui vários idiomas, mas sim variações linguísticas provenientes da cultura de cada região e suas particularidades, contudo essas variações são normatizadas na língua escrita, e o professor em sala de aula deve exercer o papel de ensinar a língua portuguesa na sua forma correta, porém sem esquecer ou anular a diversidade linguística existente entre o grupo de alunos. 1.3. As realidades do português ensinado em sala de aula e do português vivenciado no cotidiano do aluno. O objetivo do ensino de língua portuguesa nas instituições de ensino é ampliar as possibilidades do uso da linguagem, e para tal são usados gêneros textuais para a efetivação
  • 3. na comunicação verbal onde o individuo deve participar na construção do sentido do texto. Não basta apenas deixar as crianças falarem, mas criar situações de reflexão sobre a língua oral de maneira contextualizada, onde por outro lado, na sala de aula o português formal aparece com sua codificação quase sempre incompreensível por parte dos seus interlocutores, o que faz tornar difícil a concentração sobre o assunto e em muitos casos fictícia embora verdadeira, sendo de difícil compreensão e entendimento pelos alunos. É como se a criança aprendesse um português e praticasse outro fora dos bancos escolares, bem porque o que se ensina em sala de aula não é o que se fala fora da escola e assim o é com a escrita, e este aspecto do ensino da língua portuguesa faz com que o aluno fique subordinado aos dogmas do ensino da língua e consequentemente preso a normas e formalismos. Vimos aqui duas formas de linguagem à escrita com suas normas formais e a falada com sua linguagem coloquial e informalidade. Segundo BAKTHIN, os gêneros textuais podem ser divididos em dois grupos: gêneros primários – são textos da linguagem cotidiana que, numa situação discursiva podem ser controlados diretamente – e os gêneros secundários – trata-se geralmente de textos escritos que exige uma linguagem mais oficializada, padrão. (...) Não é absurdo dizer que os gêneros primários são instrumentos de criação dos gêneros secundários. Daí, podem-se apontar as características dos gêneros textuais: são formas -padrão de um enunciado que possuem conteúdo, uma estruturação específica e mutável a partir das relações estabelecidas entre os interlocutores; do mesmo modo, um estilo ou certa configuração de unidades linguísticas. (CARVALHO,p.2) Ressalta-se que para a compreensão os gêneros textuais secundários é exigido do individuo um conhecimento especifico da língua portuguesa padrão ou oficial, mas por outro lado o entendimento e compreensão do gênero primário é aquilo que o indivíduo aprende do seu dia a dia, é sua fala no meio em que vive. O docente que possuir boa formação e que for conhecedor das necessidades do processo de ensino aprendizagem na busca por uma educação de qualidade pautada em metodologias proativas de ensino, conseguirá estabelecer a junção entre o português ensinado em sala de aula e o português vivido no cotidiano do aluno, e para isso ele, o docente, deverá deixar o aluno falar por si só, buscando ensinar a língua portuguesa de forma coerente, concisa e correta, sem com isso perder os subsídios o meio pode lhe oferecer.
  • 4. 1.4. A avaliação como forma de avaliar a aprendizagem do aluno A avaliação praticada aos alunos por meio de testes ou provas tem sido uma maneira de averiguar a assimilação dos conteúdos propostos e assim ordenar o grau de conhecimento de cada aluno, e essa ação tem acompanhado as instituições de ensino ao longo dos tempos, mas até que ponto isso é viável ou prova a realidade do conhecimento adquirido pelo aluno. O ensino no Brasil tem sofrido mudanças significativas na busca por melhorias em sua qualidade, e para que essas melhorias se deem de maneira satisfatória é preciso que haja mudanças nas maneiras de avaliar o aluno. Atualmente com as novas perspectivas no processo de ensino aprendizagem o modelo de avaliação que outrora era visto como um instrumento para classificar o desempenho do aluno vem perdendo seu espaço para as novas metodologias de ensino, e nesse quesito o professor tem encontrado caminhos para medir a qualidade do aprendizado, onde o produto final pode ser obtido através da avaliação mediadora na qual o aluno é o construtor do seu próprio conhecimento. As formas tradicionais de avaliação (oral e escrita) tornam-se ineficientes quando seus critérios buscam medir o desempenho do aluno, já que não buscam a construção do conhecimento, mas a reprodução daquilo que foi ministrado em sala de aula. Assim a avaliação mediadora oferece ao professor ferramentas de intervenção adequadas para que os alunos agreguem conhecimentos significativos sem repeti-los ou reproduzi- los. Segundo HOFMANN (2000) a avaliação mediadora se desenvolve em beneficio ao educando e dá-se fundamentalmente pela proximidade entre quem educa e quem é educado. Para PERRENOUD (1999) a avaliação deve ser analisada como componente de um sistema de ação e como um momento de reflexão, ou seja, avaliar é preciso, porém não apenas com o objetivo de promover ou reprovar um aluno, mas para mediar à aprendizagem, como um agente de formação do aluno. Avaliar é diferente de medir, portanto não se pode medir o aprendizado do aluno com determinados tipos de instrumentos, bem porque não existe instrumento preciso para a avaliação escolar, e o que se pode nesse sentido é orientar a pratica educacional buscando não apenas avaliar o aluno ao final do conteúdo da disciplina, mas em todo o momento estar
  • 5. usando o olhar perspicaz do professor na construção do saber do aluno. O professor deve estar atento aos anseios dos alunos e deixar que o aluno compartilhe suas produções, seus textos, e nesse momento o professor entra como um interventor mostrando ao aluno os possíveis erros aponta adequações e dessa forma o processo avaliativo vai acontecendo sem que o aluno perceba, contudo em todo o momento seu aprendizado está sendo colocada a prova. 2. A escola como construtora do conhecimento 2.1. A necessidade de novas perspectivas pedagógicas Nas duas ultimas décadas muitas transformações tem ocorrido na sociedade de modo geral, e tais transformações tem atingido os setores da sociedade, e nesse contexto a educação também vem sofrendo suas transformações, onde as instituições de ensino têm sido obrigadas a reavaliar sua postura frente ao mundo contemporâneo e de transformações, e para isso os currículos escolares tem sido reorganizado na busca por ensino de qualidade e um processo de ensino aprendizagem satisfatório frente às mudanças sociais. A escola como instituição de ensino e formadora de cidadãos conscientes dos seus deveres em meio à sociedade em que vivem também tem o propósito de desafiar os educando a produzirem seu conhecimento usando ela como um espaço propício à pesquisa e descoberta de novos saberes. Nesse sentido a língua portuguesa, ou o seu ensino, também foi alcançada por tais mudanças e transformações, onde tanto a leitura quanto a escrita tiveram impactos significativos, e nessas mudanças novas perspectivas pedagógicas surgiram, sendo que apenas o ler e o escrever não bastam para vencer no mundo globalizado, contudo o aluno de hoje não deve apenas aprender os conteúdos de língua portuguesa, mas também deve fazer uso da língua como prática social, e nesse contexto os novos referenciais pedagógicos aproximam os alunos da prática e realidade social, podendo ele colocar em prática na vida cotidiana os ensinos que teve em sala de aula, sabendo que está inserido de forma contínua e eficaz no meio social e acompanhando as transformações do meio. As novas perspectivas pedagógicas da língua portuguesa permitem ao aluno aprender em sala de aula e praticar o que aprendeu sem ser rotulado por possuir determinada variação linguística. Um dos responsáveis pelas atuais e novas perspectivas pedagógicas no ensino de língua portuguesa têm sido os gêneros textuais, pois estes se manifestam através da oralidade e da escrita sendo transformado em situações vividas no cotidiano de cada um. São inúmeros
  • 6. os gêneros textuais que estão presentes na vida das pessoas, e em cada um dos gêneros a pessoa formula o seu conhecimento e interage com o meio. Dentre os tipos de gêneros textuais podem-se citar os seguintes: e-mail, carta, bilhete, canção, bula de remédio, artigo e etc. Em todos estes tipos textuais há uma interação linguística por meio da qual o leitor mediante seus conhecimentos da língua portuguesa saberá interpretá-los e distingui-los um do outro. 3. Construindo conhecimento mediante o formalismo 3.1. Apenas o ensino formal de português em sala de aula é suficiente para a aquisição do conhecimento Atualmente o ensino da língua materna parece estar um tanto disperso, já que tem sido reduzida a memorização de regras gramaticais como se o aprendizado destas fosse resolver as necessidades da aprendizagem da língua como um todo, buscando sempre a língua escrita no seu padrão oficial. O que se pode notar é que o estudo da gramática por si só e repetidamente acaba inibindo o aluno a buscar seu próprio conhecimento, o que gera nesse individuo frustrações e medos sobre a língua materna. Não se pode negar o valor e importância do ensino formal, tendo em vista que a escola é um espaço formal construtora do conhecimento e formadora de cidadãos conscientes, mas por outro lado o conhecimento não está único e exclusivamente no ensino formal e regular como o temos, sendo que por meio do processo educativo informal a pessoa pode aprender muitos valores e agrega-los aos conhecimentos que teve em sala de aula. Nesse sentido NANCZHAO, (1998, p. 257) afirma que: A educação é o vetor de transmissão da cultura enquanto que esta define o quadro institucional da educação e ocupa um lugar essencial em seus conteúdos. A educação, afirma-se, ocupa uma posição central no sistema de valores e os valores são os pilares em que se apoia a educação. Postas a serviço das necessidades de desenvolvimento do ser humano, a educação e a cultura tornam-se, quer uma, quer outra, meios e fins deste mesmo desenvolvimento. A educação informal passa então a ser um plano de fundo da educação formal, onde todo processo educativo só é possível por meio da linguagem, assim o norte do ensino da língua portuguesa deve seguir no sentido da aquisição da linguagem oral, para que o sujeito possa ser exposto a diferentes situações do emprego da língua sem preocupar-se tanto com o emprego da língua escrita. O ensino da língua materna está muito longe de priorizar o uso
  • 7. efetivo da língua, e o que se aprende em sala de aula é uma linguagem atemporal e fora do contexto e realidade vivida pelos atores sociais. O ensino formal é importante para o conhecimento, todavia ele por si só não garante um conhecimento geral e abrangente, assim como o que se aprende em sala de aula não é o bastante para sobreviver às novas e graduais transformações que vem ocorrendo no mundo contemporâneo, e para isso o individuo deve estar atento às transformações e sempre buscando novas formas e metodologias de adquirir conhecimento. 3.2. O formalismo no ensino da Língua portuguesa deve ser trabalhado No ensino de língua portuguesa o formalismo é um modo de focalizar a descrição gramatical cuja ênfase recai na forma ou estrutura da palavra, assim o formalismo também é conhecido por gramática, o que lhe faculta uma importância muito grande, pois tem a proposta de observar o uso da língua considerando-a fundamental para a compreensão da linguagem, e analisando a frase. Pode-se compreender que o formalismo no ensino de língua portuguesa deve ser trabalhado para o bom entendimento e conhecimento sobre as condicionantes da língua materna, contudo para que este não seja um ensino gramatical infrutífero o professor deve trabalhar os conteúdos de forma que os alunos possam sentir-se seguros acerca do assunto e que as aulas não sejam uma obrigação, mas acima de tudo um prazer em estudar a língua materna. Nos últimos anos o ensino de língua portuguesa vem sendo alvo de preocupação por parte dos especialistas e educadores de modo geral, já que o modo tradicional de ensinar a gramática tem sido frágil mediante as variações linguísticas e as condições sociais dos alunos, e o professor ao buscar ministrar uma aula nos moldes tradicionais obedecendo a grade curricular e a metodologia existente se frustra por não conseguir alcançar os objetivos por ele traçados. Contudo para Neves (1997, p.97) ´´ a partir do momento que um professor de língua materna, entende a teoria formalista ele terá entendido um conjunto de pressupostos que poderão orientá-lo na sua atividade em sala de aula ``.
  • 8. REFERENCIAS BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992. BAGNO, Marcos. Português ou Brasileiro. São Paulo: Parábola editora, 2001 BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. – 3° e 4° ciclos. Brasília. 1998. CARVALHO, Maria Angélica Freire de. Os gêneros do discurso e o texto escrito na sala de aula uma contribuição ao ensino. UERJ, UNICAMP. Disponível em: < http://www.filologia.org.br/vicnlf/anais/os%20generos.html > Acesso em 20/09/2014 DAGA, Aline Cassol. GOULART, Anderson Jair. ZARTH, Carolina, IRIGOITE, Josa Coelho. Análise e produção textual III /[design instrucional: DanielaViviani]. –1ª ed. Florianópolis : DIOESC : UDESC/CEAD/UAB, 2013.99 p. : il. ; 28 cm – (Cadernos pedagógicos). DUARTE, Denise Aparecida Schirlo. O ensino de Língua Portuguesa: perspectivas e contradições. Curitiba: 2008. HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação & Realidade, 2000. NANCZHAO, Zhou. Interações entre educação e cultura, na óptica do desenvolvimento econômico e humano: uma perspectiva asiática. In DELORS et al. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC: UNESCO, 1998. NEVES, de M .H. M. Gramática na Escola. São Paulo: Ed. Contexto, 1997. PERRENOUD, Phillippe. Avaliação da Excelência à Regulação das Aprendizagens Entre Duas Lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.