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JOSÉ CARLOS DE JESUS ARAUJOENSINO/ APRENDIZAGEM DE INGLÊS EM UMA VISÃO INTERCULTURALMonografia apresentada à Universidade ...
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AGRADECIMENTOSAgradeço primeiramente a Deus por ter me curado de um problema cardíaco, mepossibilitando, assim, o cumprime...
Faz-se necessária a incorporação de culturas e relaçõesinterculturais como forma de inclusão e cooperação dosparticipantes...
RESUMOO presente trabalho busca fazer uma análise do uso da interculturalidade por partedos professores de LI como ferrame...
ABSTRACTThe present paper, aims to analyze the use of interculturality by the teachers ofEnglish, as a main implement to t...
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91 INTRUDUÇÃOA interculturalidade é sem sombra de dúvidas uma ferramenta poderosa parao devido acolhimento dos novos falan...
10O trabalho se inicia fazendo um levantamento do atual estágio da línguaInglesa e como essa se tornou a língua franca dos...
112 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICANeste primeiro capítulo, verificaremos a esfera de importância a queascendeu a língua Inglesa e p...
12comum. Por esta razão, a grande parte dos falantes dessa língua não sãonativos. Segundo Nerriére (2011):Apenas 12% de to...
13O professor, que juntamente com seu alunado, vem buscando o verdadeirosignificado do aprendizado socialmente útil. O pro...
14quando pensamos que o inglês é mundial, vem à ideia de que seria impossívelconhecer ou imitar todos os aspectos da língu...
15Sabemos que é um desafio para professores criar uma cultura de ensinobaseado nos pilares da interculturalidade, sendo ne...
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19terceiro ano do ensino médio. O ensino da língua Inglesa nesta escola é iniciado jáno primeiro ano, as crianças que estu...
20as informações dos professores, assim como, aquelas contidas nos livros utilizadospara o ensino da língua Inglesa. Com e...
214 ANÁLISE DE DADOSPodemos a partir de agora, fazer uma análise a respeito das respostasobtidas, e criar um paralelo para...
22Inglaterra e Estados Unidos dando assim uma ideia de perfeição do modo de vidados agentes dessas culturas.A aluna inform...
23aula, e que essa parece ser a reação natural deles, ao ser perguntado a respeito decomo deveriam ser as aulas de língua ...
24temas contidos no livro os alunos acham que o livro ou muitas das vezes apostilasadotadas pela escola só abordam assunto...
255 CONSIDERAÇÕES FINAISA prática da interculturalidade defendida ou aconselhada no decorrer destetrabalho, não busca ofen...
26REFERÊNCIASALVAREZ, Maria Luiza Ortiz; SILVA, Kleber Aparecido da. (Orgs.). Linguísticaaplicada: múltiplos olhares. Camp...
27WALESKO, Angela Maria Hoffamnn. A interculturalidade no ensinocomunicativo de língua estrangeira: um estudo em sala de a...
28APÊNDICESUNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DEEDUCAÇÃO / CAMPUS XIV COLEGIADO DE LETRAS/INGLÊS1- Qual a...
298- Você Costuma adaptar ou pesquisar materiais didáticos contextualizados para suasaulas?_______________________________...
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Ensino/aprendisagem de Inglês em uma visão intercultural

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEBDEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO / CAMPUS XIVCOLEGIADO DE LETRAS/INGLÊSJOSÉ CARLOS DE JESUS ARAUJOENSINO/ APRENDIZAGEM DE INGLÊS EM UMA VISÃO INTERCULTURALConceição do Coité2012
  2. 2. JOSÉ CARLOS DE JESUS ARAUJOENSINO/ APRENDIZAGEM DE INGLÊS EM UMA VISÃO INTERCULTURALMonografia apresentada à Universidade do Estadoda Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV,como requisito final para obtenção do Grau deLicenciatura em Letras - Inglês.Orientador: Prof. Raulino Batista Figueiredo NetoConceição do Coité2012
  3. 3. JOSÉ CARLOS DE JESUS ARAUJOENSINO/ APRENDIZAGEM DE INGLÊS EM UMA VISÃO INTERCULTURALMonografia apresentada à Universidade do Estadoda Bahia, Departamento de Educação, Campus XIV,como requisito final para obtenção do Grau deLicenciatura em Letras - Inglês.Orientador: Prof. Raulino Batista Figueiredo NetoAprovado em ________/ ________/ _______Banca examinadoraRaulino Batista Figueiredo Neto – OrientadorUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Neila Maria Oliveira SantanaUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIV_________________________________________Fernando SodréUniversidade do Estado da Bahia – Campus XIVCONCEIÇÃO DO COITÉ2012
  4. 4. AGRADECIMENTOSAgradeço primeiramente a Deus por ter me curado de um problema cardíaco, mepossibilitando, assim, o cumprimento dos meus objetivos, entre eles, o de cursar eme formar nesta instituição. Agradeço muito a minha família em especial a minhamãe, que sempre me deu forças com suas crenças de que seu filho era uma pessoacapaz de lutar e vencer. Minha noiva Doralice Oliveira, por toda paciência e ajudadurante as intermináveis noites de pesquisa e escrita. Agradeço a todos os amigos,assim como todos meus colegas de curso e professores, em especial ao meuprofessor e orientador Raulino Batista Figueiredo Neto, que sempre foi fonte deinspiração para seguir a profissão de professor de língua Inglesa, e que ao fim dessajornada foi de suma importância para a finalização do trabalho de conclusão decurso. Agradeço também a todos os funcionários dessa instituição. Muito obrigado atodos vocês.
  5. 5. Faz-se necessária a incorporação de culturas e relaçõesinterculturais como forma de inclusão e cooperação dosparticipantes do processo de aprendizagem [...]Mendes
  6. 6. RESUMOO presente trabalho busca fazer uma análise do uso da interculturalidade por partedos professores de LI como ferramenta norteadora para um ensino significativo dalíngua Inglesa, e havendo essa abordagem, como os alunos reagem diante de taiscolocações. A interculturalidade busca um ensino pautado no respeito entre diversasculturas, idealizando um aluno consciente de seu papel na sociedade. O trabalhotem como objetivo, buscar viabilizar o ensino de LI através da interculturalidade. Ametodologia aqui utilizada foi uma pesquisa etnográfica com o uso de questionáriose observações das aulas de língua Inglesa com o intuito de conhecermos o atualestágio do ensino de LI. Os resultados obtidos após pesquisa serão demonstrados eentão faremos uma análise da posição de professores e alunos a respeito dosmateriais instrucionais utilizados nas instituições pesquisadas. Em suma o trabalhobusca propiciar uma reflexão do ensino aprendizagem sobe o viés dainterculturalidade.Palavras – chaves: Interculturalidade. Ensino. Aprendizagem.
  7. 7. ABSTRACTThe present paper, aims to analyze the use of interculturality by the teachers ofEnglish, as a main implement to teaching English language. Through this approach,we will investigate how students face these conditions. Interculturality, is a way ofteaching based on the diversity of cultures, idealizing a conscious learner about theirroles in the society. The study aims at promoting the English language teachingthrough an intercultural approach. The methodology used here was an ethnographicresearch using some questionnaires and some observation of English classes, withthe purpose of unveiling the present stage of the teaching /learning in the Englishlanguage. The results generated after this research will be shown and then we willseek to carry out an analysis on the position of teachers and students concerning thematerials used at school. To sum it up, This paper seeks for a debate about teachingand learning through the lenses of interculturality.Keys- words – Interculturality. Teaching. Learning.
  8. 8. SUMÁRIO1 INTRODUÇÂO 092 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 112.1O Inglês como língua franca 112.2Docência e discência a margem da interculturalidade 122.3Livro didático; o ponto chave para o ensino intercultural 153 METODOLOGIA 183.1 Descrições do sujeito 183.2Locais da pesquisa 183.3Questionários utilizados na pesquisa 193.4Procedimentos de análise4 ANÁLISE DE DADOS 215 CONSIDERAÇÕES FINAIS 25REFERÊNCIAS 26
  9. 9. 91 INTRUDUÇÃOA interculturalidade é sem sombra de dúvidas uma ferramenta poderosa parao devido acolhimento dos novos falantes da língua Inglesa, ela pode entre outrascoisas, mostrar para o aluno a interação cultural como fortalecimento das relaçõesentre os povos. A ideia de um ensino pautado no respeito e na tolerância para com ooutro, pode ser um alento para aqueles que buscam conhecimento através de umnovo idioma, mas, que alimentava suspeitas e medos de torna-se aculturado,engolido pela cultura do outro, e assim, perder sua própria identidade cultural,devido a um discurso monocultural abordado por muitos professores no ensino deLI. Sendo assim, o trabalho se justifica por buscar e apresentar essa ideia do ensinoalicerçado no viés intercultural, objetivando verificar a participação dos professoresda língua Inglesa e dos materiais instrucionais utilizados nas escolas na criação deaprendizes capazes de conhecer e lidar com novas culturas.Essa perspectiva intercultural busca uma transformação na forma de agir dosprofessores de LI. Busca-se também uma maior aceitação por parte dos alunos alémde garantir-lhes uma inserção nos diversos contextos com os quais ele não estáhabituado. Mendes (apud FENNES; HAPGOOD, 1997), indivíduos de culturasdiferentes podem compartilhar de conhecimentos ajudando-se mutuamenterespeitando suas diferenças e que esse encontro não está fadado ao fracasso.Diante dessa consideração podemos então nos valer do discurso intercultural,promovendo essa ideia de cooperação mútua entre falantes que representamculturas distintas.O caminho para o aprendizado realmente significativo é o único objetivodaqueles que, atribuem à interculturalidade essa capacidade de transformação doindividuo passivo, em um aprendiz atuante e confiante na sua capacidade deaprender e ensinar sem agredir e sem corroborar com a agressão alheia. Aliberdade é o desejo de todos aqueles que buscam conhecer e usufruir uma novalíngua, e é daí que vem a urgente necessidade de aceitação por parte dasinstituições da produção realizada por seus alunos, e que, estes podem usar alíngua estrangeira sem imergir na cultura dos falantes dessa língua. Por sua vez énecessário que os alunos, tenham a consciência de que estão adquirindoconhecimento de um novo idioma e que é necessário conhecer a cultura queenvolve esse idioma, haja vista que esses elementos são indissociáveis.
  10. 10. 10O trabalho se inicia fazendo um levantamento do atual estágio da línguaInglesa e como essa se tornou a língua franca dos nossos dias. O trabalho buscaanalisar a posição dos professores diante dessa demanda da utilização daintercuturalidade no ensino de língua estrangeira. Por último vamos verificar aaceitação por parte dos alunos em relação ao material instrucional utilizado nasescolas aqui estudadas, ao passo que buscamos entender até que ponto essesmateriais podem contribuir para a aculturação dos aprendizes. Tudo isso se valendodas pesquisas realizadas através dos questionários aplicados nas escolas comalunos e professores, assim como, as observações das aulas de LI que nospropiciaram um maior contato e conhecimento do atual estágio doensino/aprendizagem da língua Inglesa.
  11. 11. 112 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICANeste primeiro capítulo, verificaremos a esfera de importância a queascendeu a língua Inglesa e porque ela se tornou a língua franca dos diasatuais. A língua Inglesa tornou-se uma ferramenta de comunicação inigualávelcapaz de transpor barreiras, estabelecendo uma comunicação comum aosmais variados povos e culturas.2.1 Inglês como língua francaA expansão da língua Inglesa, em escala planetária, se torna cada diamais evidente nos mais variados contextos. Esse crescimento, no entanto,também trás algumas controvérsias. Segundo Brown (2007) o chamado “WorldEnglish” criou a ideia de que cada lugar deve buscar seu jeito de falar Inglês,ele cita que aprendizes indianos não buscam uma nova cultura, eles nãoquerem se expressar oralmente como imitadores dos falantes do “1Innercircle”¹ Brown (2007, p. 205) revela que é um momento onde o Inglês é faladode diferentes formas e visto distintamente pelos novos falantes e que essemodo diferente de se expressar, é aceitável e considerado como legitimo, maisdo que isso, ele nos revela que a forma de ensinar a língua Inglesa vem setransformando ao longo do tempo. Os professores de LI buscam mostrar paraos alunos outras vantagens que se sobrepõem ao ato de soar como um nativodo Inner circle. Por esta razão, o trabalho busca analisar como as variantes doidioma vêm sendo tratadas e estudadas, em instituições de ensino de LI eescolas particulares. Para chegarmos a uma maior compreensão no que dizrespeito ao ensino de Língua Inglesa é preciso entender o seu processo deexpansão e as mudanças que se refletiram, sobretudo, na forma como essalíngua é ensinada/aprendida ao redor do mundo.O inglês se difundiu de tal forma que, mesmo países como França,Espanha, Brasil, Portugal, que possuem idiomas fortes e bem difundidossentem-se compelidos a adotar a Língua inglesa como língua de comunicação1Inner circle,que segundo Huston e Oakey (2010, p. 89), se refere principalmente a Inglaterra e aosEstados Unidos
  12. 12. 12comum. Por esta razão, a grande parte dos falantes dessa língua não sãonativos. Segundo Nerriére (2011):Apenas 12% de todo o mundo têm o Inglês como língua materna, e que 4%da comunicação internacional ocorre entre falantes nativos de diferentesnações da língua Inglesa norte- americanos e australianos, por exemplo,sendo assim, afirma o autor, 96% da comunicação internacional em inglês éproduzida com pelo menos um dos interlocutores não nativo. (p. 17)Para a grande maioria das pessoas, o ato de aprender uma segunda língua,por si só, amplia nossa visão de mundo, traz novas expectativas além depossibilitar, em meio ao contexto de globalização no qual vivemos umaascensão pessoal e profissional, a qual se processa à medida que nosutilizamos desta língua planetária. Assim, reconhecendo que essa é a maisforte e difundida ferramenta para a comunicação mundial, agora nos restarefletir acerca do fenômeno em questão e lançar mão de instrumentos quevenham a contribuir para a consolidação da Língua Inglesa nos contextos deensino-aprendizagem em que ela é trabalhada. Nesse sentido, e levando emconsideração o fundamental aspecto cultural presente em nossas práticaslinguísticas, torna-se fundamental a adoção de uma visão que sejacaracterizada por uma aprendizagem intercultural, a qual se define comosendo a busca do equilíbrio e do conhecimento em relação ao outro,valorizando o que é próprio de seu sistema lingüístico-cultural, mas tornando-se também sensível e tolerante para com a novidade trazida pela LínguaInglesa nos seus mais variados aspectos. Segundo Mendes (2007), faz-senecessária a incorporação de culturas e relações interculturais como forma deinclusão e cooperação dos participantes do processo de aprendizagem.2.2 O papel do professor na criação da identidade interculturalNesse segundo capitulo, o trabalho volta-se para os agentes maisimportantes do processo de reconhecimento da interculturalidade como umsólido caminho para o aprendizado, baseado no respeito ao outro, na culturado outro.
  13. 13. 13O professor, que juntamente com seu alunado, vem buscando o verdadeirosignificado do aprendizado socialmente útil. O professor é esse agente e podeser uma peça chave para a criação da consciência intercultural em cadaaprendiz.Mendes afirma que é preciso adotar uma perspectiva intercultural,promovendo integrações e o respeito á diversidade dos povos. SegundoMendes essa perspectiva tem como objetivo a mudança de foco econsequentemente uma mudança de postura por parte dos professoresincorporando aspectos culturais à suas praticas pedagógicas. SegundoMendes (apud FENNES; HAPGOOD, 1997), indivíduos de culturas diferentespodem compartilhar de conhecimentos ajudando-se mutuamente, respeitandosuas diferencias e que esse encontro não está fadado ao fracasso.Havendo falantes de língua inglesa em diferentes partes do globo, é dese esperar que cada falante venha a incrementar e criar formas curiosas deutilizar a referida língua-alvo. Assim, entende se que esses novos contornosdados à Língua Inglesa, principalmente, nos aspectos relacionados àpronúncia e vocabulário, representam uma importante manifestação dasculturas locais/regionais na Língua Inglesa. É diante da importância dasculturas locais, e do trabalho com o ensino da Língua Inglesa, queobservamos a necessidade de entender o processo de aprendizagem dessalíngua alvo, como algo que esteja situado num processo que seja sensível esocialmente significativo para os sujeitos dessa aprendizagem.Portanto o trabalho intercultural pode, entre outras coisas, promoveruma espécie de bilinguismo aditivo que segundo Lambert (1977), é um Tipode bilinguismo que se caracteriza pela aquisição de duas línguas socialmentereconhecidas como úteis.A interação e a sensibilidade para as diferenças culturais tornam-se oprincipal veículo para uma aprendizagem verdadeiramente significativa.Sendo assim, as instituições de ensino, escolas públicas e professores,assim como todos os envolvidos no processo ensino/aprendizagem de LI,necessitam entender e divulgar uma consciência de liberdade do uso da língua,sem necessariamente imergirem-se na cultura dos falantes nativos de um únicolugar. Os alunos por sua vez, aprendem que o idioma é rico em diversidade eque pode ser estudado e aprendido de formas diferentes. Haja vista que
  14. 14. 14quando pensamos que o inglês é mundial, vem à ideia de que seria impossívelconhecer ou imitar todos os aspectos da língua inglesa, limitando-se a umcentro dominador. Não seria justo nem útil privilegiar apenas as vertentes,americana ou, britânica, uma vez que a LI é uma língua mais utilizada por nãonativos, do que por nativos.Diante dessa realidade, compreende-se que o ensino baseado nainterculturalidade, diferentemente de um ensino baseado apenas na cultura dospaíses hegemônicos que a utilizam, visa à formação de um sujeito participativoe envolvido com o mundo em que vivemos, atuando de forma significativa parao desenvolvimento de uma aprendizagem crítica e socialmente engajada, coma interação e cooperação para com todos, não importando a que cultura o outropertence. Segundo Papp (s/d, p.02) do departamento de linguagem elinguística Inglesa da universidade de Miskolc na Hungria, o papel do inglês nacomunicação internacional, é real e por isso, nações vêm adotando medidaspara o aprimoramento do ensino aprendizagem dessa língua, ela cita que aChina oferece inglês nas suas escolas públicas para as crianças a partir dostrês anos de idade, isso só demonstra o quanto os Chineses buscam ainteração com outros povos porque sabem que isso é importante para suanação.Segundo Walesko (apud PADILHA, 2004, p. 14), a interculturalidade podecontribuir para “superar tanto a atitude de medo quanto a indiferença emrelação à tolerância para com o outro, construindo uma disponibilidade positivada pluralidade social e cultural.” Porque quem adquire uma nova língua, tementão, a consciência de que busca conhecer uma nova cultura, porém,mantendo e respeitando a sua cultura de origem reconhecendo-a tãoimportante quanto qualquer outra. Os agentes dessa consciência são osprofessores e esses devem levar para os alunos não somente a umacompetência comunicativa mais a capacidade de agir conscientemente nasociedade. Walesko (2006 apud JORDAO, 2004).[...] o sujeito que aprende uma língua estrangeira aprende tambémque sua identidade nacional não é a única possível; nem a melhor. Écrucial que o professor de LE tenha ciência de seu papel deeducador, que contribui para a formação dos futuros cidadãos domundo e não apenas de transmissor de um sistema meramentelinguístico, sem função social (p.31).
  15. 15. 15Sabemos que é um desafio para professores criar uma cultura de ensinobaseado nos pilares da interculturalidade, sendo necessário, portanto, umaconscientização prévia por parte de todos, e que conhecer a cultura do outro é,na verdade conhecer-se melhor, comparando o que é semelhante ereconhecendo o diferente, valorizando, desse modo, ambas as culturas. Sendoassim, a conscientização de professores para a inserção de aulas e discursosvoltados para o conhecimento de uma nova cultura é benéfico para os alunos.Walesko (2006) afirma que, existem equívocos de grande parte dosprofessores de Língua, especialmente a língua Inglesa. Segundo a autora, osprofessores creem que ensinar a margem da interculturalidade é simplesmentepropor atividades contemplando aspectos culturais de um determinado lugar,Walesco, (2006, p.31), afirma que, muitos professores ainda negligenciam aimportância da reflexão intercultural como meio de desenvolver a competênciacomunicativa.2.3 Material instrucional; um aliado para o ensino interculturalEste terceiro capitulo visa uma análise sobre o material utilizado noensino de LI e como este vem sendo trabalhado por parte dos professores delíngua Inglesa. Busca-se então, a valorização de um material inter cultural,levando os alunos a perceber a diversidade do Inglês. O material didático éuma ferramenta de suma importância para o professor de LI. SegundoCarvalho (2006), o material didático carrega toda a cultura da língua a serestudada e que por isso, o professor deve estar atento para a utilização domesmo, pois, ele pode influenciar na visão do aprendiz para com os falantes dalíngua alvo.Tendo em vista a pluralidade da língua inglesa no cenário atual,entendemos que não há mais espaço para privilegiar somente os países ondeo inglês é língua materna. O aluno, diante de um material instrucional alinhadoà perspectiva intercultural e portador de diferentes vozes lingüístico-culturais esotaques, aprende que seu Inglês será aceitável para a comunicação global eque conhecer uma nova cultura através do material e do discurso interculturalpromovido pelo professor em sala lhe dará a oportunidade de reflexão em tornodas culturas diversas e de sua própria cultura.
  16. 16. 16Carvalho (2006 apud Alvarez, 200 p.5): assim se posiciona com relação aessa interação cultural a favor da interculturalidade no ensino/ aprendizagemde LI.Ao relacionar a cultura nativa e a cultura-alvo, promovem-se contatos deconfrontos, por meio da análise de valores, da interpretação e darecepção de significados desses valores, o que desenvolve acapacidade de avaliar essa nova cultura, tentando-se aproximar einserir nela.O material didático tem grande influência na inserção da consciênciaintercultural para o aluno, e a utilização por parte do professor deve ser feitacom competência, analisando a autenticidade dos textos, pois, trata-se de umaferramenta importante para o aluno e este pretende se reconhecer no textofazendo ligações com sua realidade e a realidade do mundo atual. O materialque possui diálogos com nativos interagindo somente com outros nativos, podedar a ideia de isolamento da língua, sendo a língua global, como é o caso doInglês, não há espaço para privilégios de uma única cultura ou pronúnciapadrão, uma vez que essa língua passa a ser de todos. Segundo Evans e John(1998) o material didático tem um papel crucial na exposição do aprendiz àlíngua alvo. Os referidos autores ainda afirmam e que esse material deveapresentar uma linguagem real. Os autores citam jornais e revistas como umafonte de material rico em informação, e que podem contribuir decisivamentepara o êxito na aprendizagem de intercultural da língua-alvo. (isso quandoaborda assuntos globalizados), ou seja, é de grande importância a utilizaçãopor parte do professor de um material contextualizado abordando assuntos dodia a dia do aluno e acima de tudo, com aspectos culturais múltiplos, dandoassim a oportunidade do enriquecimento cultural para o aluno. Em relação àquestão do material didático assim se posiciona Walesko (2006 apudALPTEKIN, 2002),A maioria dos materiais didáticos para o ensino de LE que sefundamentam na Abordagem Comunicativa apresenta “modelos” decomportamento a serem seguidos e a maioria dos diálogosapresentados ocorre entre falantes nativos.
  17. 17. 17Sendo assim, percebe-se é uma disparidade se levarmos em conta arealidade da língua Inglesa, pois se trata de um instrumento de comunicaçãode varias culturas, porém, os materiais didáticos ainda não acompanham aideia de um ensino intercultural. Segundo Walesko (2006) é necessário umaredefinição das praticas pedagógicas, visando alem dos aspectos linguísticosque envolvem um idioma, é necessário a imersão de valores interculturais. Deacordo com Brown, (2007) cultura é uma maneira de viver, de sentir e depensar O autor cita John Done, o qual escreveu que nenhum homem é umailha, somos parte de um todo. No ensino aprendizagem observa-se anecessidade da imersão intercultural valorizando a nossa cultura semdesprezar a cultura do outro. O ensino intercultural visa o não isolamento,sendo necessária então a utilização de um material didático que aborde acultura estrangeira assim como a cultura do aluno.
  18. 18. 183 METODOLOGIA3.1 Descrições do sujeitoOs agentes envolvidos na nossa pesquisa se dividem em dois grupos,docentes e discentes de duas instituições distintas na cidade de Serrinha, os alunosque participaram da pesquisa são estudantes do primeiro ano do ensino médio,quatro garotas e quatro garotos que estudam no turno vespertino, os alunos daescola E1 que é uma instituição particular, fazem parte desta mesma instituiçãodesde o sexto ano letivo e com idades que variam dos 15 – 16 anos, alunos querevelaram ter uma vida de qualidade com condições de frequentar boas escolasinclusive escolas de idiomas de renomes, tendo também boas perspectivas desegurança familiar para o futuro nos estudos assim como na profissão que cada umvenha a escolher. Já os alunos da escola E2 que é uma escola estadual revelaramque sentem certa pressão por parte da necessidade de colocação no mercado detrabalho precocemente para poder ajudar no orçamento familiar, esses alunos nãotem condições de aprimorar os estudos em escolas de idiomas ou cursos deinformática, sendo assim, os estudos não é tão fácil para eles que tem a faixa etáriaum pouco alta para alunos do primeiro ano do ensino médio. Com relação a línguaInglesa eles revelaram que sabem da importância de adquirir o novo idioma mas queo contato tardio com a língua estrangeira devido ao histórico de estudos em escolaspublicas fizeram o estudo de novos idiomas quase inalcançável para eles.Os docentes da escola particular e que participaram da pesquisa trata-se deum homem e uma mulher, os quais somam alguns anos de serviço na escola aquianalisada, os professores mostraram-se interessados no tema da pesquisa ebuscaram colaborar com bastante entusiasmo para o andamento das pesquisas.Ambos são formados pela Universidade estadual da Bahia em letras comlicenciatura em língua Inglesa e literaturas.3.2 Locais da pesquisaA pesquisa foi realizada em duas instituições da cidade de Serrinha, uma escolaparticular e uma pública, a escola que vamos identificar como E1 da cidade deSerrinha é uma instituição privada que oferece cursos que vão da pré-escola até o
  19. 19. 19terceiro ano do ensino médio. O ensino da língua Inglesa nesta escola é iniciado jáno primeiro ano, as crianças que estudam nesta escola chegam ao fundamental I e IIcom alguns anos de contato com o Inglês. Localizada em uma área privilegiada dacidade a instituição é vista como uma grande escola, com bons educadores além deser considerada tradicional, haja vista a escolha de muitos pais pelo ensino damesma, a qual concentra um grande número de alunos de classe média. Nestaescola houve a participação de dois alunos e dois professores um homem e umamulher.A segunda escola pesquisada é uma instituição estadual que atende alunosdo ensino fundamental II e ensino médio. Os alunos que participaram da pesquisaforam dois alunos, eles participaram com bastante atenção e colaboração para oestudo da utilização do discurso intercultural ou da falta dele. A referida instituição émuito tradicional na cidade de Serrinha com mais de 60 anos de serviços. Ainstituição se orgulha de ter formado os habitantes mais ilustres da cidade, doutores,advogados e principalmente os prefeitos e governadores que por lá passaram e quegovernam ou governaram até pouco tempo a cidade de Serrinha.3.3 Questionários utilizados na pesquisaOs questionários foram entregues para alunos e professores em uma datapreviamente instituída pelo entrevistador e foi dado então, um prazo de uma semanapara que os envolvidos retornassem com os questionários e as respostas. Oquestionário utilizado na pesquisa foi constituído por oito perguntas direcionadas aosprofessores de LI e seis perguntas para os estudantes. Foram elaboradas perguntassimples com o intuito de observar como o processo do ensino da língua Inglesa vemocorrendo e como isso é percebido no discurso dos participantes. Tal percepção sedeu a partir das observações em torno de suas analises a respeito da difusão dalíngua Inglesa como língua franca dos nossos dias. Além disso, foi possívelcompreender mais aprofundadamente como se dá o discurso intercultural em salade aula e como é feita a articulação com o material instrucional utilizado pelasinstituições aqui citadas.As perguntas utilizadas nos questionários foram elaboradas com a intençãode observar os agentes envolvidos no ensino/ aprendizagem da língua Inglesa, ouseja, alunos e professores, a respeito do uso do discurso intercultural tanto dosprofessores como dos materiais instrucionais utilizados para as aulas de LI. Asperguntas feitas para os alunos tinham como objetivo analisar como estes recebem
  20. 20. 20as informações dos professores, assim como, aquelas contidas nos livros utilizadospara o ensino da língua Inglesa. Com esse instrumento, buscava-se observar qualera a reação dos alunos diante do discurso a respeito da importância da aquisiçãode um novo idioma e porque seria esse novo idioma a língua inglesa. Haviaperguntas a respeito dos materiais conhecidos pelos estudantes até então, e, comoestes afetaram o posicionamento deles a respeito das diversas culturas.3.4Procedimentos de análiseA pesquisa teve caráter qualitativo utilizando-se de questionários e observaçõesdas aulas de língua Inglesa para coletar dados que nos forneça a real imagem doensino de LI nas escolas aqui pesquisadas. Sendo assim, fizemos o uso dapesquisa etnográfica que nos possibilitou a descrição das aulas e dos aspectos deensino e aprendizagem tangenciados pelos agentes envolvidos na pesquisa. Aopasso que esperávamos o cumprimento do prazo de oito dias para recolher asrespostas dos questionários tanto dos alunos como dos professores, foram feitasvisitas no momento da aula de LI com o intuito de observar o discurso utilizado peloprofessor, um discurso que poderia ser monocultural perpetuando um modelo deensino que insiste em privilegiar os países nativos da língua Inglesa ou a presençade um discurso multicultural com ênfase nas diversas culturas em pró do ensino domesmo idioma, a língua Inglesa. Buscávamos observar a reação dos alunos diantedo discurso trazido pelo professor de Inglês. Dessa forma foi possível traçar umparalelo entre respostas obtidas através dos questionários e a realidade vida emsala de aula.
  21. 21. 214 ANÁLISE DE DADOSPodemos a partir de agora, fazer uma análise a respeito das respostasobtidas, e criar um paralelo para chegarmos a um resultado que nos aponte o atualestágio do ensino/ aprendizagem da língua Inglesa, que se respalde nas relaçõesinterculturais promovendo respeito entre culturas diversas, sendo este, um aliadopara o ensino da língua Inglesa. Com as respostas dos discentes e docentes aquiapresentadas, busca-se então verificar a posição das instituições e dos agentesparticipantes destas instituições, uma posição diante da demanda de mudança defoco, na utilização e aprimoramento do chamado ensino intercultural. O quepodemos analisar em primeira instância é que as respostas de cada um dos alunos,seja da escola particular ou pública, no que diz respeito ao questionário, evidenciamum distanciamento em algumas respostas dadas por eles, nota-se ainda umagrande dificuldade por parte dos discentes em compreender e elaborar respostascabíveis a cada pergunta. Passadas as primeiras impressões, vamos analisar asrespostas dos alunos da escola E1.De acordo com a observação feita nas respostas da aluna aqui chamada de“estudante1” da instituição particular de ensino na cidade de Serrinha, algunsprofessores buscam alertar os alunos para a importância do respeito mútuo entre asdiversas culturas. A segunda resposta dessa aluna também indica uma visãointercultural dos professores de LI da escola E1já que ela revelou a preocupaçãodos docentes em mostrar a importância das demais culturas até mesmo para oaprendizado útil de uma língua estrangeira.Há uma contradição na terceira resposta da aluna, quando perguntada se osprofessores abordavam culturas diferentes com o devido respeito, ela escreveu:“Sim, mas, com relação a outros países não há uma valorização”. Ou seja, hámomentos em que ela observa por parte dos professores imparcialidade e hámomentos em que ela acha que muitos países e culturas são deixados aparte nasaulas de língua.Ao ser perguntado a respeito dos livros utilizados na escola e como essepoderia interferir na criação da imagem estrangeira no aluno, ela nos revela queacredita que os diálogos contidos nos livros de LI podem mudar a identidade doaluno, segundo ela, o fato de que o livro continha somente fatores positivos dospaíses da língua alvo, no nosso caso a língua Inglesa, porem, sempre com foco na
  22. 22. 22Inglaterra e Estados Unidos dando assim uma ideia de perfeição do modo de vidados agentes dessas culturas.A aluna informa que, alguns livros nem chegam a mencionar outras culturasou países que falam inglês, a não ser Inglaterra e Estados Unidos como aqui jámencionados. As respostas de uma forma geral não são opostas aquelas queobtivemos com o aluno “Estudante 2” da mesma instituição. O aluno nos revela queos professores não cobravam uma perfeição ao falar Inglês, dando a entender que aprodução linguística era mais importante do que aculturação ou a busca por umaimitação exagerada da fluência de um nativo da língua Inglesa. O aluno pontuou queos professores buscavam alertar seus aprendizes para a importância da interaçãocom todos os povos. Com relação ao livro didático ele se posicionou da seguinteforma; “O livro não influenciava em nada, porém, não citava outras culturas comfrequência” ele revela também que os livros não citavam países dos quais a línguaInglesa não fizesse parte, mas de uma forma geral, acredita que os professores daescola em que estuda, está sim colaborando para que os alunos aceitem essa novaabordagem para aproximar alunos e produto de estudo.O professor P1 da escola particular a qual nos serve de guia revelou quebusca demonstrar aos seus alunos toda a diversidade cultural e o quão importante éconhecer cada uma delas. Segundo o professor aqui chamado de P1, há umagrande surpresa dos alunos ao ouvirem do professor que o que vale é sercompreendido e que a produção de cada um deles é aceitável diante do mundo queadotou o Inglês como língua franca, ele diz que utiliza textos interdisciplinares parachamar a atenção do alunado para a cultura do outro e assim os alunos conseguemaprender diferentes modos de ser tendo ao mesmo tempo o contato com a línguaalvo nos textos por ele trazidos para as aulas.O professor demonstra uma preocupação com os livros utilizados nas escolascomo um todo, ele acredita que há muitos aspectos gramaticais que muitas vezes,segundo ele, são irrelevantes para alunos nessa fase do aprendizado. O professorrevela que aceita toda a produção oral dos alunos desde que seja uma produçãooral compreensível para os receptores. A professora aqui chamada de P2 quetambém trabalha na escola particular E1 demonstrou também a sua preocupaçãocom relação à qualidade dos textos estudados em sala de aula. Ela revela que osalunos buscam fazer comparações entre as diversas culturas focalizadas naquela
  23. 23. 23aula, e que essa parece ser a reação natural deles, ao ser perguntado a respeito decomo deveriam ser as aulas de língua Inglesa ela responde;“Deveria se dar mais importância à aprendizagem, a começar pelo número de aulasdedicado a mesma.”Um dado relevante apontado pela professora e que nos chama a atenção éque os livros didáticos utilizados na maioria das escolas do município sãoconfeccionados no sul ou sudeste do país e que por isso traz aspectos e costumesfora da realidade dos alunos do semiárido baiano. Ela acredita que isso possa serum fator relevante para a costumeira desaprovação dos alunos com relação aoslivros utilizados na escola.Diante disso, podemos observar que os professores da escola E1, utilizam daferramenta intercultural em suas aluas, alertando seus alunos para a importância doconhecer, e também do auto reconhecimento, respeitando sua própria cultura diantede todas as outras. De acordo com as respostas dos professores, podemos observarque há uma grande preocupação em relação aos livros didáticos, que pareceminsistir em focar a gramática a dar lugar a textos contextuais. Todas essasimpressões do comportamento dos professores acima citados são comprovadasatravés das observações feitas durante algumas aulas, pois muito dos alunosutilizavam-se do discurso de que o livro era estranho e não tinha nada a ver com arealidade da cidade ou ate mesmo do país em que eles moram.Após a publicação das perguntas e respostas dos alunos da instituiçãoparticular vamos então ao questionário aplicado na escola publica aqui chamada deE2, ainda em uma análise feita com alunos do ensino médio que serão identificadoscomo estudante 3 e estudante 4, faremos então um breve resumo das respostas dosmesmos. Uma das estudantes revelou que não recorda de ouvir os professores falarem cultura associada a estudo de idiomas e que muitas vezes os professores nãosão formados em letras Inglês, estariam somente cumprindo carga horária naescola, ensinado uma disciplina desconhecida por eles em termos técnicos.Porem elas revelam que muitas vezes os professores defendiam a ideia deque é necessário conhecer costumes de diferentes povos e acima de tudo respeita-los, os alunos ainda confirmaram o uso por parte dos professores do discurso derespeito por todos. Em relação ao material utilizado pela escola eles revelam quenão vê modo de interferência advinda de livros didáticos para uma mudança deidentidade cultural. Mas, ao serem perguntados a respeito da abrangência dos
  24. 24. 24temas contidos no livro os alunos acham que o livro ou muitas das vezes apostilasadotadas pela escola só abordam assuntos dos Estados Unidos e Inglaterra e queisso não era bem visto por elas e os demais da turma.
  25. 25. 255 CONSIDERAÇÕES FINAISA prática da interculturalidade defendida ou aconselhada no decorrer destetrabalho, não busca ofender ou ofuscar todo o esforço praticado por professores eeducadores ao longo dos anos, em ensinar com foco somente em gramática, regrasou aspectos culturais de países de língua inglesa ou até mesmo alguns que seutilizam de um discurso anglófilo. O que se busca é somente uma mudança no focodo ensinar língua estrangeira, sem acolhimento assoberbado de uns poucos povosque tem a língua inglesa como língua materna, mostrar para o aprendiz que elepode e deve se valer do conhecimento de línguas estrangeiras, mas, semnecessariamente soar como um estrangeiro.O trabalho revelou a expansão da língua inglesa em seus diversos aspectos,o crescimento numérico das pessoas que utilizam essa língua, que necessitam delapara estudar e trabalhar e interagir com o resto do mundo, e é por esse motivo que ainterculturalidade é vista como ferramenta poderosa para ensinar e preparar essesnovos falantes, para interagir não somente com o uso de aspectos linguísticos, mastambém com o conhecimento das diversas culturas, respeitando-as aceitando-as,porem, sem perder de vista sua própria cultura.A pesquisa realizada para este trabalho nos revelou que alunos e professoressentem que o momento é de interação entre os povos. Os professores buscamalertar o alunado para a necessidade de conhecer o que é estrangeiro levando emconta que hoje em dia já não estamos tão distantes assim, e que a interação entreos povos pode estar somente a um click. É notável, e lamentável, observar atravésda pesquisa, que os materiais instrucionais utilizados nas escolas ainda nãoacompanham essa nova visão de ensino e que ainda pecam em valorizar algumasculturas e deixando outras a parte. Com tudo, podemos finalizar com a esperança dedias melhores para o ensino/aprendizagem de LI sobe o viés da interculturalidade.
  26. 26. 26REFERÊNCIASALVAREZ, Maria Luiza Ortiz; SILVA, Kleber Aparecido da. (Orgs.). Linguísticaaplicada: múltiplos olhares. Campinas: Pontes, 2007.CARVALHO, Ângela de Alencar; O professor de línguas e a produção demateriais didáticos para o ensino da pronúncia: uma experiência com alunos docurso de letras da Universidade Estadual do Ceará, Ceará, 2006.DAGIOS, Marcele Garbin; As concepções de interculturalidade e suasaplicações no ensino de língua inglesa: uma analise da visão dos professores dosudoeste do Paraná. Curitiba; 2010.HUSTON, Susan; OAKEY, David. Introducing applied linguistic: concepts andskills. Disponível em: <http://books.google.com.br>. Acesso em: 03 fev. 2012.______________Interculturalidade. Disponível em: <URL:http://www.infopedia.pt/$interculturalidade>. Acesso em: 03 dez. 2011.JUDIT. Szabóné Papp. English as the Main Language in InterculturalCommunication. Disponível em:<http://www.pulib.sk/elpub2/FF/Ferencik2/pdf_doc/24.pdf>. Acesso em: 03 Jan.2012.LAMBERT,W. E. Language, psychology, and culture. California: StanfordUniversity Press, 1972.MOITA LOPES, L. P. da. Oficina de lingüística aplicada: a natureza social eeducacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. Campinas: Mercadode Letras, 1996.PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Revista Brasileira de LingüísticaAplicada, Belo Horizonte, v. 5, n.1. 2005, p.43-61.REIS, K.C, BROCK, M.P.S. Inter-relação cultura e língua para professores delíngua inglesa. Disponível em:<http://www.uricer.edu.br/new/site/pdfs/perspectiva/128_139.pdf > .Acesso em: 10Jan. 2012.SANTOS, Edleise M. O. A perspectiva intercultural no ensino de línguas: umarelação “entre-culturas”. In: ALVAREZ, M. L. O; SILVA, K. A. (Orgs.). Linguísticaaplicada: múltiplos olhares. Campinas: Pontes Editores, 2007.STEVEN PINKER. The Language Instinct, Harper, 1994. ISBN 0-06-097651-9.
  27. 27. 27WALESKO, Angela Maria Hoffamnn. A interculturalidade no ensinocomunicativo de língua estrangeira: um estudo em sala de aula com leitura eminglês: Disponível em:<http://dspace.c3slufpr.br/dspace/bitstream/handle/1884/10383/ANGELA_M_H_WALESKO.pdf;jsessionid=C84EFE9A8BBADC64106301648FE27311?sequence=1>.Acesso em: 01 fev. 2012.
  28. 28. 28APÊNDICESUNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DEEDUCAÇÃO / CAMPUS XIV COLEGIADO DE LETRAS/INGLÊS1- Qual a trajetória de sua vida docente?__________________________________________________________________________________________________________________________________________2- Você acredita que é necessário alertar os alunos sobre a importância de aprenderaspectos culturais da língua Inglesa?__________________________________________________________________________________________________________________________________________3- Você se utiliza do discurso intercultural de respeito mutuo entre as diversas culturaschamando a atenção dos seus alunos para o diálogo entre línguas, ou línguas-culturas enquanto ferramenta comunicativa?__________________________________________________________________________________________________________________________________________4- Como você acredita que deveria ser o ensino de língua inglesa em relação aosaspectos das línguas em jogo? (português e inglês)__________________________________________________________________________________________________________________________________________5- Quando você está em sala de aula abordando temas como cultura, respeito asdiversidade e imersão cultural como ferramenta de aprendizagem, qual é a reação deseus alunos?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________6- Quais são os temas trabalhados por você em sala de aula que podem beneficiar osalunos na compreensão do Inglês como agente intercultural?____________________________________________________________________7- O que pensa dos livros didáticos de Inglês normalmente utilizados nas escolas?__________________________________________________________________________________________________________________________________________
  29. 29. 298- Você Costuma adaptar ou pesquisar materiais didáticos contextualizados para suasaulas?__________________________________________________________________________________________________________________________________________9- O que você acha da produção comunicativa de seus alunos em relação à pronúnciada língua inglesa? Você cobra uma pronúncia aproximada a de um nativo?__________________________________________________________________________________________________________________________________________UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DEEDUCAÇÃO / CAMPUS XIV COLEGIADO DE LETRAS/INGLÊS1- Você percebe uma imparcialidade por parte dos professores no que diz respeito àforma de falar inglês e conhecer culturas, sem necessariamente apossar-se delas?._________________________________________________________________________________________________________________________________________2- Alguma vez foi abordado pelo professor assuntos como, cultura, relações entrediferentes culturas para idealizar um aprendizado socialmente útil? Como vocêrecebeu esse tipo de abordagem?._________________________________________________________________________________________________________________________________________3- Você acha que o professor de Inglês aborda os fatores culturais dos países de línguaInglesa de forma respeitosa para com sua própria cultura?._________________________________________________________________________________________________________________________________________4- Você acha que o livro didático utilizado pelo professor de Inglês pode mudar ouinfluenciar sua identidade cultural?_____________________________________________________________________5- As atividades do livro mostram o inglês abrangente ou somente informações dospaíses onde o Inglês é língua materna?
  30. 30. 30._________________________________________________________________________________________________________________________________________6- Você acha que o livro didático de LI utilizado em sua escola trata de diversas culturascom o mesmo respeito?._________________________________________________________________________________________________________________________________________

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