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A Ditadura Militar no Brasil:


         1964 – 1985:
• A Ditadura Militar foi o período da política
  brasileira em que os militares governaram o
  Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985.
  Caracterizou-se pela falta de democracia,
  supressão de direitos constitucionais, censura,
  perseguição política e repressão aos que eram
  contra o regime militar.
O golpe militar de 1964:

• A crise política se arrastava desde a renúncia de
  Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João
  Goulart, que assumiu a presidência num clima
  político adverso. O governo de João Goulart
  (1961-1964) foi marcado pela abertura às
  organizações sociais. Estudantes, organização
  populares e trabalhadores ganharam espaço,
  causando a preocupação das classes
  conservadoras como, por exemplo, os
  empresários, banqueiros, Igreja Católica,
  militares e classe média.
• Os partidos de oposição, como a União Democrática
  Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD),
  acusavam Jango de estar planejando um golpe de
  esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo
  desabastecimento que o Brasil enfrentava.
• No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um
  grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ),
  onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango
  prometia mudanças radicais na estrutura agrária,
  econômica e educacional do país.
• Seis dias depois, em 19 de março, os
  conservadores organizam uma manifestação
  contra as intenções de João Goulart. Foi a
  Marcha da Família com Deus pela Liberdade,
  que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do
  centro da cidade de São Paulo. O clima de
  crise política e as tensões sociais aumentavam
  a cada dia.
• No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas
  Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar
  uma guerra civil, Jango deixa o país
  refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam
  o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato
  Institucional Número 1 (AI-1). Este cassa
  mandatos políticos de opositores ao regime
  militar e tira a estabilidade de funcionários
  públicos.
Humberto de Alencar Castello Branco:
O GOVERNO CASTELLO BRANCO
            (1964-1967):
• O General Humberto de Alencar Castello Branco, foi
  eleito pelo Congresso Nacional presidente da
  República em 15 de abril de 1964. Em seu
  pronunciamento, declarou defender a democracia,
  porém ao começar seu governo, assume uma posição
  autoritária. Estabeleceu eleições indiretas para
  presidente, além de dissolver os partidos políticos.
  Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus
  mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos
  políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos
  receberam intervenção do governo militar.
• Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo.
  Só estavam autorizados o funcionamento de dois
  partidos: Movimento Democrático Brasileiro
  (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA).
  Enquanto o primeiro era de oposição, de certa
  forma controlada, o segundo representava os
  militares. O governo militar impõe, em janeiro de
  1967, uma nova Constituição para o país.
  Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de
  1967 confirma e institucionaliza o regime militar
  e suas formas de atuação.
Arthur da Costa e Silva:
O GOVERNO COSTA E SILVA (1967-
             1969):
• Em 1967, assume a presidência o general
  Arthur da Costa e Silva, após ser eleito
  indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu
  governo é marcado por protestos e
  manifestações sociais. A oposição ao regime
  militar cresce no país. A UNE (União Nacional
  dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a
  Passeata dos Cem Mil.
• Depois do impacto de 64, com aquela onda de
  prisões e fechamentos, as oposições ao
  regime voltaram a se articular. Até mesmo
  Lacerda tinha virado oposição. É que ele tivera
  esperança de se tornar presidente, mas
  aqueles a quem bajulara lhe viraram as costas.
  Magoado, procurou unir Juscelino e Jango,
  exilados, numa Frente Ampla. Pouco resultado
  daria. Longe do país, tinham pouca influência.
• Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de
  operários paralisam fábricas em protesto ao
  regime militar.
  A guerrilha urbana começa a se organizar.
  Formada por jovens idealistas de esquerda,
  assaltam bancos e sequestram embaixadores
  para obterem fundos para o movimento de
  oposição armada.
• No dia 13 de dezembro de 1968, o governo
  decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ).
  Este foi o mais duro do governo militar, pois
  aposentou juízes, cassou mandatos, acabou
  com as garantias do habeas-corpus e
  aumentou a repressão militar e policial.
GOVERNO DA JUNTA MILITAR
      (31/8/1969-30/10/1969):
• Doente, Costa e Silva foi substituído por uma
  junta militar formada pelos ministros Aurélio
  de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker
  (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo
  (Aeronáutica). Dois grupos de esquerda, O
  MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos
  EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a
  libertação de 15 presos políticos, exigência
  conseguida com sucesso.
Charles Elbrick:
Presos Políticos trocados pelo
    Embaixador dos EUA:
• Para maiores informações sobre o sequestro
  de Charles Elbrick acessar o link:
• http://super.abril.com.br/superarquivo/1994/cont
• Para o Manifesto dos sequetsradores acessar
  o link:
• http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/docum
  entos/integra-da-carta-manifesto-dos-
  sequestradores-de-charles-elbrick/
• Em 18 de setembro, o governo decreta a Lei
  de Segurança Nacional. Esta lei decretava o
  exílio e a pena de morte em casos de "guerra
  psicológica adversa, ou revolucionária, ou
  subversiva".
• No final de 1969, o líder da ALN, Carlos
  Marighella, foi morto pelas forças de
  repressão em São Paulo.
Carlos Marighella:
• Tinha também a VPR Vanguarda Popular
  Revolucionária.
• Maiores informações no link:
• http://www.brasilescola.com/historiab/carlos
  -lamarca-capitao-guerrilha.htm
O GOVERNO MÉDICI (1969-1974):
• Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo
  presidente: o general Emílio Garrastazu Médici.
  Seu governo é considerado o mais duro e
  repressivo do período, conhecido como " anos
  de chumbo ". A repressão à luta armada cresce
  e uma severa política de censura é colocada em
  execução. Jornais, revistas, livros, peças de
  teatro, filmes, músicas e outras formas de
  expressão artística são censuradas.
• Muitos professores, políticos, músicos, artistas
  e escritores são investigados, presos,
  torturados ou exilados do país. O DOI-Codi
  (Destacamento de Operações e Informações e
  ao Centro de Operações de Defesa Interna )
  atua como centro de investigação e repressão
  do governo militar.
• http://www.infoescola.com/historia/censura-
  no-periodo-da-ditadura/
DOI-CODI – SÃO PAULO:
• Durante a Ditadura Militar, vários partidos e
  organizações de esquerda optaram pelo caminho
  da luta armada. Tanto nas cidades como no
  campo, essa "oposição armada" ao regime
  marcou profundamente a história política
  recente do Brasil. No caso dos conflitos rurais, o
  mais importante - e até hoje mais controverso -
  foi a chamada Guerrilha do Araguaia.
• Ocorrida no início da década de 1970, a guerrilha
  levou este nome por ter sido travada em
  localidades próximas ao rio Araguaia, na divisa
  entre os atuais estados do Pará, Maranhão e
  Tocantins (na época, pertencente ao Estado de
  Goiás). A guerrilha foi organizada pelo Partido
  Comunista do Brasil (PC do B), que, desde
  meados dos anos 1960, já mantinha militantes na
  região do conflito.
• O conflito do Araguaia terminou com um trágico
  saldo: foram cerca de 76 mortos, sendo 59
  militantes do PC do B e 17 recrutados na região.
  Também por isso, acabou se transformando no
  principal confronto direto entre a ditadura militar
  e a esquerda armada. Ocorrida sob intensa
  censura, a guerrilha nem mesmo chegou ao
  conhecimento da população em geral, o que só
  ajudou a isolar ainda mais os militantes do PC do
  B.
• A confirmação da existência da guerrilha na
  região por parte do governo só veio tempos
  depois de encerrado o conflito. A perseguição
  aos guerrilheiros, segundo testemunhos de
  militares que participaram da operação,
  moradores do local e sobreviventes, teve
  requintes de crueldade, como decapitação e
  fuzilamento.
O Milagre Econômico:
• Na área econômica o país crescia rapidamente.
  Este período que vai de 1969 a 1973 ficou
  conhecido com a época do Milagre Econômico. O
  PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao
  ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com
  investimentos internos e empréstimos do
  exterior, o país avançou e estruturou uma base
  de infra-estrutura. Todos estes investimentos
  geraram milhões de empregos pelo país. Algumas
  obras, consideradas faraônicas, foram
  executadas, como a Rodovia Transamazônica e a
  Ponte Rio-Niteroi.
• Porém, todo esse crescimento teve um custo
  altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro.
  Os empréstimos estrangeiros geraram uma
  dívida externa elevada para os padrões
  econômicos do Brasil.
O GOVERNO GEISEL (1974-1979):
• Em 1974 assume a presidência o general
  Ernesto Geisel que começa um lento processo
  de transição rumo à democracia. Seu governo
  coincide com o fim do milagre econômico e
  com a insatisfação popular em altas taxas. A
  crise do petróleo e a recessão mundial
  interferem na economia brasileira, no
  momento em que os créditos e empréstimos
  internacionais diminuem.
Ernesto Geisel:
• Geisel anuncia a abertura política lenta,
  gradual e segura. A oposição política começa a
  ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB
  conquista 59% dos votos para o Senado, 48%
  da Câmara dos Deputados e ganha a
  prefeitura da maioria das grandes cidades.
• Os militares de linha dura, não contentes com
  os caminhos do governo Geisel, começam a
  promover ataques clandestinos aos membros
  da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir
  Herzog é assassinado nas dependências do
  DOI-Codi em São Paulo.
• O jornalista Vladimir Herzog de 38 anos, casado,
  pai de dois filhos e diretor de jornalismo da TV
  Cultura de São Paulo, foi encontrado morto,
  supostamente enforcado, nas dependências do 2ª
  Exército, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975.
  No dia seguinte à morte, o comando do
  Departamento de Operações de Informações e
  Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-
  CODI), órgão de repressão do exército brasileiro,
  divulgou nota oficial informando que Herzog havia
  cometido suicídio na cela em que estava preso.
• Como Herzog era judeu, o Shevra Kadish (comitê
  funerário judaico) recebeu o corpo e, ao prepará-
  lo para o funeral, o rabino percebeu que havia
  marcas de tortura no corpo do jornalista, prova de
  que o suicídio tinha sido forjado. A morte de
  Herzog foi um marco na ditadura militar (1964 -
  1985). O triste episódio paralisou as redações de
  todos os jornais, rádios, televisões e revistas de
  São Paulo.
• Os donos dos veículos de comunicação fizeram um
  acordo com os jornalistas. Todos trabalhariam apenas
  uma hora, para que os jornais e revistas não deixassem
  de circular, e as emissoras de rádio e televisão
  continuassem com suas programações. No dia 31 de
  outubro de 1975, foi realizado um culto ecumênico em
  memória de Herzog na Catedral da Sé, do qual
  participaram 8.000 pessoas, num protesto silencioso
  contra o regime. O Culto foi celebrado pelo Cardeal
  Arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns; pelo
  reverendo Jaime Wright e pelo Rabino Henry Sobel.
• Em janeiro de 1976, o operário Manoel Fiel Filho aparece
  morto em situação semelhante. Foi preso no dia 16 de janeiro
  de 1976, às 12:00 h, por dois homens que se diziam agentes
  do DOI-CODI/SP, sob a acusação de pertencer ao
  (PCB).Levado para a sede do DOI/CODI, Manoel Fiel foi
  torturado e, no dia seguinte, acareado com Sebastião de
  Almeida, preso sob a mesma acusação.
  Posteriormente, os órgãos de segurança emitiram nota oficial
  afirmando que Manoel havia se enforcado em sua cela com
  as próprias meias, naquele mesmo dia 17, por volta das 13
  horas.
• Entretanto, segundo os depoimentos dos
  companheiros de fábrica de Manoel, onde
  ele foi preso, o calçado que usava eram
  chinelos, sem meias, contrariando a versão
  oficial.
• As circunstâncias da sua morte são idênticas
  as de José Ferreira de Almeida, Pedro
  Jerônimo de Souza e Wladimir Herzog,
  ocorridas no ano anterior. O corpo
  apresentava sinais evidentes de torturas, em
  especial hematomas generalizados,
  principalmente na região da testa, pulsos e
Manoel Fiel Filho:
• Na área política, Geisel previu dificuldades
  crescentes e custos políticos altíssimos para a
  corporação militar e para o país, caso os militares
  permanecessem no poder indefinidamente.
  Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas
  eleições gerais de novembro de 1974, conquistando
  59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos
  Deputados e as prefeituras da maioria das grandes
  cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o
  processo de distensão lenta e gradual em direção à
  abertura e à redemocratização.
• O conflito interno nas Forças Armadas,
  decorrente de divergências com relação à
  condução do Estado brasileiro, esteve presente
  desde a tomada do poder pelos militares até o
  fim da ditadura.
  No entanto, Geisel conseguiu superar todas as
  tentativas de desestabilização do seu governo.
  O golpe final contra os militares radicais foi
  dado com a exoneração do ministro do Exército,
  general Sílvio Frota.
• Ao término do mandato de Geisel, a
  sociedade brasileira tinha sofrido muitas
  transformações. A repressão havia diminuído
  significativamente; as oposições políticas, o
  movimento estudantil e os movimentos
  sociais começaram a se reorganizar. Em 1978,
  o presidente revogou o AI-5 e restaurou o
  habeas corpus. Geisel conseguiu impor a
  candidatura do general João Batista
  Figueiredo para a sucessão presidencial.
• No dia 24 de agosto de 1977, o então
  presidente da república Ernesto Geisel enviava
  a Mensagem n. 91, de 1977-CN, com o projeto
  de lei complementar de criação do novo
  Estado. No dia 11 de outubro seguinte, o
  mesmo presidente assinava, em solenidade
  histórica, a Lei Complementar n. 31, “criando o
  Estado de Mato Grosso do Sul pelo
  desmembramento de área do Estado de Mato
  Grosso”, com a capital em Campo Grande.
O Governo Figueiredo (março de 1979
        a março de 1985):
• João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o
  último general presidente, encerrando o
  período da ditadura militar, que durou 21 anos.
  Figueiredo acelerou o processo de liberalização
  política e o grande marco foi a aprovação da
  Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país
  de milhares de exilados políticos e concedeu
  perdão para aqueles que cometeram crimes
  políticos.
• A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou
  da justiça os militares envolvidos em ações
  repressivas que provocaram torturas, mortes e
  o desaparecimento de cidadãos. O
  pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena
  muda a sua denominação e passa a ser PDS; o
  MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos,
  como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o
  Partido Democrático Trabalhista (PDT).
• O governo também enfrentou a resistência de
  militares radicais, que não aceitavam o fim da
  ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos
  terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas
  de jornal, editoras e entidades da sociedade civil
  (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil,
  Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O
  caso mais grave e de maior repercussão ocorreu no
  dia 30 abril de 1981, quando uma bomba explodiu
  durante um show em homenagem ao Dia do
  Trabalho, no centro de convenções do Rio Centro. O
  governo, porém, não investigou devidamente o
  episódio.
• Na área econômica, a atuação do governo foi
  medíocre, os índices de inflação e a recessão
  aumentaram drasticamente.
  No último ano do governo Figueiredo surgiu o
  movimento das Diretas Já, que mobilizou toda
  a população em defesa de eleições diretas
  para a escolha do próximo presidente da
  República.
• O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a
  Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de
  Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo
  Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos
  Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de
  janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o
  deputado Tancredo Neves como novo presidente
  da República. Tancredo derrotou o deputado
  Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto,
  adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice-
  presidente, José Sarney.
As torturas:
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A ditadura militar no brasil

  • 1. A Ditadura Militar no Brasil: 1964 – 1985:
  • 2.
  • 3. • A Ditadura Militar foi o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
  • 4. O golpe militar de 1964: • A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média.
  • 5. • Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. • No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.
  • 6. • Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo. O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia.
  • 7. • No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 (AI-1). Este cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.
  • 8. Humberto de Alencar Castello Branco:
  • 9. O GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967): • O General Humberto de Alencar Castello Branco, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária. Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.
  • 10.
  • 11. • Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estavam autorizados o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares. O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação.
  • 12. Arthur da Costa e Silva:
  • 13. O GOVERNO COSTA E SILVA (1967- 1969): • Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.
  • 14.
  • 15.
  • 16. • Depois do impacto de 64, com aquela onda de prisões e fechamentos, as oposições ao regime voltaram a se articular. Até mesmo Lacerda tinha virado oposição. É que ele tivera esperança de se tornar presidente, mas aqueles a quem bajulara lhe viraram as costas. Magoado, procurou unir Juscelino e Jango, exilados, numa Frente Ampla. Pouco resultado daria. Longe do país, tinham pouca influência.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20. • Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar. A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
  • 21. • No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 ( AI-5 ). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
  • 22.
  • 23.
  • 24. GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969): • Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso.
  • 25.
  • 27. Presos Políticos trocados pelo Embaixador dos EUA:
  • 28. • Para maiores informações sobre o sequestro de Charles Elbrick acessar o link: • http://super.abril.com.br/superarquivo/1994/cont • Para o Manifesto dos sequetsradores acessar o link: • http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/docum entos/integra-da-carta-manifesto-dos- sequestradores-de-charles-elbrick/
  • 29. • Em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva". • No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Marighella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.
  • 31.
  • 32. • Tinha também a VPR Vanguarda Popular Revolucionária. • Maiores informações no link: • http://www.brasilescola.com/historiab/carlos -lamarca-capitao-guerrilha.htm
  • 33. O GOVERNO MÉDICI (1969-1974):
  • 34. • Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como " anos de chumbo ". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas.
  • 35. • Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) atua como centro de investigação e repressão do governo militar. • http://www.infoescola.com/historia/censura- no-periodo-da-ditadura/
  • 37. • Durante a Ditadura Militar, vários partidos e organizações de esquerda optaram pelo caminho da luta armada. Tanto nas cidades como no campo, essa "oposição armada" ao regime marcou profundamente a história política recente do Brasil. No caso dos conflitos rurais, o mais importante - e até hoje mais controverso - foi a chamada Guerrilha do Araguaia.
  • 38.
  • 39. • Ocorrida no início da década de 1970, a guerrilha levou este nome por ter sido travada em localidades próximas ao rio Araguaia, na divisa entre os atuais estados do Pará, Maranhão e Tocantins (na época, pertencente ao Estado de Goiás). A guerrilha foi organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), que, desde meados dos anos 1960, já mantinha militantes na região do conflito.
  • 40. • O conflito do Araguaia terminou com um trágico saldo: foram cerca de 76 mortos, sendo 59 militantes do PC do B e 17 recrutados na região. Também por isso, acabou se transformando no principal confronto direto entre a ditadura militar e a esquerda armada. Ocorrida sob intensa censura, a guerrilha nem mesmo chegou ao conhecimento da população em geral, o que só ajudou a isolar ainda mais os militantes do PC do B.
  • 41. • A confirmação da existência da guerrilha na região por parte do governo só veio tempos depois de encerrado o conflito. A perseguição aos guerrilheiros, segundo testemunhos de militares que participaram da operação, moradores do local e sobreviventes, teve requintes de crueldade, como decapitação e fuzilamento.
  • 42.
  • 43.
  • 44. O Milagre Econômico: • Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.
  • 45. • Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
  • 46.
  • 47. O GOVERNO GEISEL (1974-1979): • Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.
  • 49. • Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
  • 50. • Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo.
  • 51.
  • 52. • O jornalista Vladimir Herzog de 38 anos, casado, pai de dois filhos e diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, foi encontrado morto, supostamente enforcado, nas dependências do 2ª Exército, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975. No dia seguinte à morte, o comando do Departamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI- CODI), órgão de repressão do exército brasileiro, divulgou nota oficial informando que Herzog havia cometido suicídio na cela em que estava preso.
  • 53. • Como Herzog era judeu, o Shevra Kadish (comitê funerário judaico) recebeu o corpo e, ao prepará- lo para o funeral, o rabino percebeu que havia marcas de tortura no corpo do jornalista, prova de que o suicídio tinha sido forjado. A morte de Herzog foi um marco na ditadura militar (1964 - 1985). O triste episódio paralisou as redações de todos os jornais, rádios, televisões e revistas de São Paulo.
  • 54. • Os donos dos veículos de comunicação fizeram um acordo com os jornalistas. Todos trabalhariam apenas uma hora, para que os jornais e revistas não deixassem de circular, e as emissoras de rádio e televisão continuassem com suas programações. No dia 31 de outubro de 1975, foi realizado um culto ecumênico em memória de Herzog na Catedral da Sé, do qual participaram 8.000 pessoas, num protesto silencioso contra o regime. O Culto foi celebrado pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns; pelo reverendo Jaime Wright e pelo Rabino Henry Sobel.
  • 55.
  • 56.
  • 57. • Em janeiro de 1976, o operário Manoel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante. Foi preso no dia 16 de janeiro de 1976, às 12:00 h, por dois homens que se diziam agentes do DOI-CODI/SP, sob a acusação de pertencer ao (PCB).Levado para a sede do DOI/CODI, Manoel Fiel foi torturado e, no dia seguinte, acareado com Sebastião de Almeida, preso sob a mesma acusação. Posteriormente, os órgãos de segurança emitiram nota oficial afirmando que Manoel havia se enforcado em sua cela com as próprias meias, naquele mesmo dia 17, por volta das 13 horas.
  • 58. • Entretanto, segundo os depoimentos dos companheiros de fábrica de Manoel, onde ele foi preso, o calçado que usava eram chinelos, sem meias, contrariando a versão oficial. • As circunstâncias da sua morte são idênticas as de José Ferreira de Almeida, Pedro Jerônimo de Souza e Wladimir Herzog, ocorridas no ano anterior. O corpo apresentava sinais evidentes de torturas, em especial hematomas generalizados, principalmente na região da testa, pulsos e
  • 60. • Na área política, Geisel previu dificuldades crescentes e custos políticos altíssimos para a corporação militar e para o país, caso os militares permanecessem no poder indefinidamente. Ademais, o MDB conseguiu expressiva vitória nas eleições gerais de novembro de 1974, conquistando 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e as prefeituras da maioria das grandes cidades. Por essa razão, o presidente iniciou o processo de distensão lenta e gradual em direção à abertura e à redemocratização.
  • 61. • O conflito interno nas Forças Armadas, decorrente de divergências com relação à condução do Estado brasileiro, esteve presente desde a tomada do poder pelos militares até o fim da ditadura. No entanto, Geisel conseguiu superar todas as tentativas de desestabilização do seu governo. O golpe final contra os militares radicais foi dado com a exoneração do ministro do Exército, general Sílvio Frota.
  • 62. • Ao término do mandato de Geisel, a sociedade brasileira tinha sofrido muitas transformações. A repressão havia diminuído significativamente; as oposições políticas, o movimento estudantil e os movimentos sociais começaram a se reorganizar. Em 1978, o presidente revogou o AI-5 e restaurou o habeas corpus. Geisel conseguiu impor a candidatura do general João Batista Figueiredo para a sucessão presidencial.
  • 63. • No dia 24 de agosto de 1977, o então presidente da república Ernesto Geisel enviava a Mensagem n. 91, de 1977-CN, com o projeto de lei complementar de criação do novo Estado. No dia 11 de outubro seguinte, o mesmo presidente assinava, em solenidade histórica, a Lei Complementar n. 31, “criando o Estado de Mato Grosso do Sul pelo desmembramento de área do Estado de Mato Grosso”, com a capital em Campo Grande.
  • 64. O Governo Figueiredo (março de 1979 a março de 1985):
  • 65. • João Baptista de Oliveira Figueiredo foi o último general presidente, encerrando o período da ditadura militar, que durou 21 anos. Figueiredo acelerou o processo de liberalização política e o grande marco foi a aprovação da Lei de Anistia, que permitiu o retorno ao país de milhares de exilados políticos e concedeu perdão para aqueles que cometeram crimes políticos.
  • 66.
  • 67.
  • 68. • A anistia foi mútua, ou seja, a lei também livrou da justiça os militares envolvidos em ações repressivas que provocaram torturas, mortes e o desaparecimento de cidadãos. O pluripartidarismo foi restabelecido. A Arena muda a sua denominação e passa a ser PDS; o MDB passa a ser PMDB. Surgem outros partidos, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
  • 69. • O governo também enfrentou a resistência de militares radicais, que não aceitavam o fim da ditadura. Essa resistência tomou a forma de atos terroristas. Cartas-bombas eram deixadas em bancas de jornal, editoras e entidades da sociedade civil (Igreja Católica, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa, entre outras). O caso mais grave e de maior repercussão ocorreu no dia 30 abril de 1981, quando uma bomba explodiu durante um show em homenagem ao Dia do Trabalho, no centro de convenções do Rio Centro. O governo, porém, não investigou devidamente o episódio.
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  • 72.
  • 73. • Na área econômica, a atuação do governo foi medíocre, os índices de inflação e a recessão aumentaram drasticamente. No último ano do governo Figueiredo surgiu o movimento das Diretas Já, que mobilizou toda a população em defesa de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República.
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  • 81. • O governo, porém, resistiu e conseguiu barrar a Lei Dante de Oliveira. Desse modo, o sucessor de Figueiredo foi escolhido indiretamente pelo Colégio Eleitoral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu o deputado Tancredo Neves como novo presidente da República. Tancredo derrotou o deputado Paulo Maluf. Tancredo Neves, no entanto, adoeceu e morreu. Em seu lugar, assumiu o vice- presidente, José Sarney.
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