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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS (UEG)
PÓLO UNIVERSITÁRIO DE PLANALTINA DE GOIÁS
DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
Mini-Monografia elaborada para fins de conclusão do Curso de História
Licenciatura Plena Parcelada Municipal – Convênio VII.
PROFESSOR ORIENTADOR:
José Carlos Pereira dos Santos
DITADURA MILITAR NO BRASIL
ROSANA ELIZETE DA SILVA BARBOSA
PLANALTINA DE GOIÁS
AGOSTO DE 2008
O Golpe Militar de 1964
A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros
em 1961. O vice de Jânio era João Goulart (Jango), que assumiu
a presidência num clima político adverso. O governo de João
Goulart foi marcado pela abertura às organizações sociais.
Estudantes, organizações populares e trabalhadores
ganharam espaço, causando a preocupação das classes
conservadoras como, por exemplo, os empresários,
banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média.
Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale
lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.
Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo
preocupação nos Estados Unidos da América (EUA), que junto
com as classes conservadoras brasileiras, temiam um
golpe comunista.
O Golpe Militar de 1964
Os partidos de oposição, como a União Democrática
Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam
Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o
responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o
Brasil enfrentava.
No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande
comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde defende as
Reformas de Base. Nesse plano, Jango prometia mudanças
radicais na estrutura agrária, econômica e
educacional do País.
Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam
uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a
Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu
milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
O Golpe Militar de 1964
O clima de crise política e as tensões sociais
aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de
1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo
saem às ruas.
Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o País
refugiando-se no Uruguai.
Os militares tomam o poder. Em 9 de abril de
1964, é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1).
Este cassa mandatos políticos de opositores ao
regime militar e tira a estabilidade de
funcionários públicos.
Atos Institucionais (AI)
São normas de natureza
constitucional e foram utilizados
em larga escala pelo Governo
Militar para obter um alto grau
de centralização administrativa
e política do país.
Ao todo, entraram em vigor
17 Atos Institucionais,
regulamentados por 104 Atos
Complementares.
Humberto de Alencar Castello Branco
(1964 – 1967)
Marechal Humberto de Alencar Castello Branco foi eleito
pelo Congresso Nacional presidente da República em
15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento,
declarou defender a democracia, porém ao começar
seu governo, assume uma posição autoritária.
Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além
de dissolver os partidos políticos. Vários
parlamentares federais e estaduais tiveram seus
mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos
políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos
receberam intervenção do governo militar.
Humberto de Alencar Castello Branco
(1964 – 1967)
Arthur da Costa e Silva
(1967 – 1969)
Arthur da Costa e Silva
(1967 – 1969)
Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e
Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso
Nacional. Seu governo é marcado por protestos e
manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce
no país. A União Nacional dos Estudantes (UNE) organiza,
no Rio de Janeiro,
a Passeata dos Cem Mil.
No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato
Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do
governo militar, pois aposentou juízes, cassou
mandatos, acabou com as garantias do
habeas-corpus e aumentou a
repressão militar e policial.
Governo da Junta Militar
31/08/1969 – 30/10/1969
Aurélio de Lira Tavares (Exército) Augusto Rademarker (Marinha) Márcio Melo (Aeronáutica)
Governo da Junta Militar
31/08/1969 – 30/10/1969
Doente, Costa e Silva foi substituído por uma Junta
Militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares
(Exército), Augusto Rademarker (Marinha) e Márcio de
Sousa e Melo (Aeronáutica).
Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram
o embaixador dos EUA, Charles Elbrick. Os
guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos,
exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de
setembro, o governo decreta a Lei de Segurança
Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de
morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou
revolucionária, ou subversiva".
Emílio Garrastazu Médici
(1969 – 1974)
Seu governo é considerado o mais duro e repressivo
do período, conhecido como
"anos de chumbo".
A repressão à luta armada cresce e uma severa política de
censura é colocada em execução. Jornais, revistas,
livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas
de expressão artística são censuradas. Muitos
professores, políticos, músicos, artistas e escritores
são investigados, presos, torturados ou
exilados do país.
O Destacamento de Operações e Informações e ao Centro
de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) atua como
centro de investigação e repressão do
governo militar.
Emílio Garrastazu Médici
(1969 – 1974)
O Milagre Econômico
Na área econômica o País crescia rapidamente.
Este período que vai de 1969 a 1973 e ficou
conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB
brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano,
enquanto a inflação beirava os 18%. Com
investimentos internos e empréstimos do exterior, o
País avançou e estruturou uma base de infra-
estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões
de empregos pelo País. Algumas obras, consideradas
faraônicas, foram executadas, como a Rodovia
Transamazônica e a Ponte-Rio Niterói. Porém, todo
esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta
deveria ser paga no futuro. Os empréstimos
estrangeiros geraram uma dívida externa elevada
para os padrões econômicos do Brasil.
Ernesto Geisel
(1974 – 1979)
Ernesto Geisel
(1974 – 1979)
Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e
segura. A oposição política começa a ganhar espaço.
Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos
votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados
e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.
Os militares de linha dura, não contentes com os
caminhos do governo Geisel, começam a promover
ataques clandestinos aos membros da esquerda.
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assassinado nas dependências do DOI-Codi
em São Paulo.
João Baptista de Oliveira Figueiredo
(1979 – 1985)
João Baptista de Oliveira Figueiredo
(1979 – 1985)
O general João Baptista de Oliveira Figueiredo decreta a
Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os
políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por
crimes políticos.
Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina.
Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba
explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro.
O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura,
embora até hoje nada tenha sido provado.
Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país.
Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A Arena muda o
nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros
partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido
Democrático Trabalhista (PDT).
Anistia
A palavra “anistia” significa etmologicamente,
ESQUECIMENTO.
Entretanto, não quer dizer que seja a
lei do silêncio.
Nascida há quase 600 anos antes de Cristo –
com Sólon, na Grécia – a anistia torna-se uma
tradição brasileira a partir dos tempos coloniais,
abrangendo crimes de natureza política.
A Redemocratização e a
Campanha Pelas Diretas Já
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de
brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era
favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições
diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não
foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado
Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da
República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição
formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de
assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney.
Em 1988 é aprovada uma nova Constituição para o Brasil. A Constituição
de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios
democráticos no país.
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo canhões.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição,
De morrer pela pátria e viver sem razão.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não.
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores
(Geraldo Vandré)
Cegante ignorância nos ilude.
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Ditadura militar

  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS (UEG) PÓLO UNIVERSITÁRIO DE PLANALTINA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Mini-Monografia elaborada para fins de conclusão do Curso de História Licenciatura Plena Parcelada Municipal – Convênio VII. PROFESSOR ORIENTADOR: José Carlos Pereira dos Santos DITADURA MILITAR NO BRASIL ROSANA ELIZETE DA SILVA BARBOSA PLANALTINA DE GOIÁS AGOSTO DE 2008
  • 2. O Golpe Militar de 1964 A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart (Jango), que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria. Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos Estados Unidos da América (EUA), que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.
  • 3. O Golpe Militar de 1964 Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde defende as Reformas de Base. Nesse plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do País. Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.
  • 4. O Golpe Militar de 1964 O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o País refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril de 1964, é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1). Este cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos.
  • 5. Atos Institucionais (AI) São normas de natureza constitucional e foram utilizados em larga escala pelo Governo Militar para obter um alto grau de centralização administrativa e política do país. Ao todo, entraram em vigor 17 Atos Institucionais, regulamentados por 104 Atos Complementares.
  • 6. Humberto de Alencar Castello Branco (1964 – 1967)
  • 7. Marechal Humberto de Alencar Castello Branco foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária. Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar. Humberto de Alencar Castello Branco (1964 – 1967)
  • 8. Arthur da Costa e Silva (1967 – 1969)
  • 9. Arthur da Costa e Silva (1967 – 1969) Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A União Nacional dos Estudantes (UNE) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
  • 10. Governo da Junta Militar 31/08/1969 – 30/10/1969 Aurélio de Lira Tavares (Exército) Augusto Rademarker (Marinha) Márcio Melo (Aeronáutica)
  • 11. Governo da Junta Militar 31/08/1969 – 30/10/1969 Doente, Costa e Silva foi substituído por uma Junta Militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademarker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA, Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
  • 13. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como "anos de chumbo". A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censuradas. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) atua como centro de investigação e repressão do governo militar. Emílio Garrastazu Médici (1969 – 1974)
  • 14.
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  • 20. O Milagre Econômico Na área econômica o País crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 e ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o País avançou e estruturou uma base de infra- estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo País. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte-Rio Niterói. Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.
  • 22. Ernesto Geisel (1974 – 1979) Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades. Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo.
  • 23. João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979 – 1985)
  • 24. João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979 – 1985) O general João Baptista de Oliveira Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos da imprensa e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado. Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A Arena muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).
  • 25. Anistia A palavra “anistia” significa etmologicamente, ESQUECIMENTO. Entretanto, não quer dizer que seja a lei do silêncio. Nascida há quase 600 anos antes de Cristo – com Sólon, na Grécia – a anistia torna-se uma tradição brasileira a partir dos tempos coloniais, abrangendo crimes de natureza política.
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  • 28. A Redemocratização e a Campanha Pelas Diretas Já Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados. No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova Constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.
  • 29. Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não, Nas escolas, nas ruas, campos, construções, Caminhando e cantando e seguindo a canção. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Pelos campos a fome em grandes plantações, Pelas ruas marchando indecisos cordões, Ainda fazem da flor seu mais forte refrão, E acreditam nas flores vencendo canhões. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Há soldados armados, amados ou não, Quase todos perdidos de armas na mão, Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição, De morrer pela pátria e viver sem razão. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Nas escolas, nas ruas, campos, construções, Somos todos soldados, armados ou não, Caminhando e cantando e seguindo a canção, Somos todos iguais braços dados ou não. Os amores na mente, as flores no chão, A certeza na frente, a história na mão, Caminhando e cantando e seguindo a canção, Aprendendo e ensinando uma nova lição. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Vem, vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora não espera acontecer. Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré)
  • 30. Cegante ignorância nos ilude. Ó miseráveis mortais, abri os olhos! Leonardo Da Vinci