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Ditadura Militar no Brasil
1964-1985
“Dormia a nossa pátria mãe tão
distraída. Sem perceber que era
subtraída em tenebrosas
transações.”
Chico Buarque de
Hollanda
 Influência e apoio dos EUA;
 “Milagre econômico”: crescimento sem distribuição
de renda e com aumento da dívida externa:
 oposição armada ao regime militar: guerrilha urbana
e rural; 
 Prisões, torturas e exílios (artistas, políticos, professores,
estudantes);
 protestos e passeatas contra a falta de democracia,
supressão de direitos constitucionais, censura,
perseguição política e repressão aos que eram
contra o regime militar.
 Implantou Reformas de Base;
 Fortalecimento dos Movimentos sociais: UNE e
Ligas Camponesas;
 Oposição das elites conservadoras, Igreja e classe
média.
Comício na Central do Brasil: Jango anuncia as Reformas de Base.
No dia 13/03/1964, no Comício da Central do Brasil,
Jango decretou a nacionalização das refinarias particulares
de petróleo e desapropriava terras à margem das ferrovias e
rodovias.
Em 19 de março, católicos conservadores realizaram a
Marcha da Família com Deus e Pela Liberdade,
repudiando a “tendência socialista” do governo.
Esquerda X Direita
 CGT (Central Geral dos
Trabalhadores), de inspiração
comunista.
 UNE (União Nacional dos
Estudantes).
 CPC’s (Centros Populares de
Cultura)
 Ligas Camponesas.
 IPES (Instituto Nacional de
Pesquisa e Estudos Sociais) e IBAD
(Instituto Brasileiro de Ação
Democrática) – centros de
combate ao comunismo, com o
apoio da CIA.
 MAC (Movimento Anticomunista)
e Frente da Juventude
Democrática.
A Visão Militar: Um contragolpe
“Nós não fizemos uma revolução, nós demos um contragolpe,
porque o golpe estava sendo dado por “eles”. “Eles” estavam
dando o golpe, o senhor Goulart, o senhor Brizola, o senhor
Arrais, o senhor Darci Ribeiro etc. Esses estavam tomando conta
do país e do governo. No governo, já estavam levando ao
populismo, comunismo e ao sindicalismo. Ia se transformar, sem
dúvida, este país numa república “comuno-sindicalista-populista”.
Carlos Aberto da Fontoura – General do Exército do RS em 1964.
Ato Institucional e Apoio dos EUA
 Ato Institucional era um conjunto de leis implantado sem
a necessidade de aprovação popular ou pelo Congresso
Nacional – Foi um mecanismo ditatorial de controle do
poder de Estado.
 Os militares optaram pelo alinhamento ao bloco
capitalista ocidental (EUA) – O governo norte americano
prontamente reconheceu o novo governo militar logo
após o golpe, dando apoio total.
Eleito pelo Congresso Nacional como presidente
da República em 15 de abril de 1964, assim:
declarou defender a democracia;
assume uma posição autoritária;
estabeleceu eleições indiretas para presidente;
 dissolveu os partidos políticos;
•Vários parlamentares federais e estaduais tiveram
seus mandatos caçados, cidadãos tiveram seus
direitos políticos e constitucionais cancelados e os
sindicatos receberam intervenção do governo
militar.
•Governou através dos Atos Institucionais (AI)
Assume a presidência o marechal Castelo Branco 
“Neste luto, a luta começou”
As táticas do comício relâmpago e das passeatas
entusiasmavam os estudantes:
em 28 de março de 1968, realizou-se duas manifestações no Rio: o protesto contra a má
qualidade e o preço elevado das refeições do “Restaurante Calabouço!”;
a polícia Militar chegou atirando e matou o estudante Edson Luís, um jovem de 16 anos;
o fato abalou a opinião pública;
o corpo foi velado na Assembleia Legislativa, e ao enterro compareceram 50 mil pessoas;
no cemitério, os estudantes proferiram um juramento: “Neste luto, a luta começou”.
 eleito indiretamente pelo Congresso Nacional;
 governo marcado por muitos protestos e manifestações sociais;
 a UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a
Passeata dos Cem Mil; 
 no dia 26 de junho de 1968, cerca de cem mil pessoas ocuparam as ruas do
centro do Rio de Janeiro e realizaram o mais importante protesto contra a
ditadura militar;
 a manifestação, pretendia cobrar uma postura do governo frente aos
problemas estudantis e, ao mesmo tempo, refletia o descontentamento
crescente com o governo;
 participaram também intelectuais, artistas, padres e grande número de
mães.
 Formada por jovens idealistas de
esquerda;
 assaltam bancos e sequestram
embaixadores para obterem fundos para o
movimento de oposição armada.
1968: o ano que não terminou.1968: o ano que não terminou.
 Greves em Contagem e Osasco;
 A sequência de manifestações reprimidas violentamente por todo
o país acabou por despertar a indignação das classes médias no
Rio de Janeiro;
 O governo decidiu então ampliar os mecanismos de repressão de
modo a “acabar com os subversivos”;
 Nos dias 02 e 03 de setembro de 1968, o jovem deputado Márcio
Moreira Alves, do MDB da Guanabara, usou a Tribuna do
Congresso para fazer um discurso inflamado contra a ditadura.
Discurso inflamado contra a ditadura do
deputado Márcio Moreira Alves, do MDB.
 13 de dezembro de 1968, este foi o mais
duro Ato Institucional do governo
militar, pois aposentou juízes, cassou
mandatos, acabou com as garantias do
habeas-corpus e aumentou a repressão
militar e policial.
Em Contagem (MG) e Osasco (SP),
greves de operários paralisam fábricas em
protesto ao regime militar
O que é isso, companheiro?
 Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos
EUA Charles Elbrick.
MR 8 - uma organização brasileira de esquerda, de orientação marxista-
leninista, participou do combate armado ao regime militar, tinha como
objetivo a instalação de um Estado socialista de inspiração soviética no
Brasil. Seu nome lembra a data em que foi capturado, na Bolívia, o
guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara.
 Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos (entre eles está o
Zé Dirceu), exigência conseguida com sucesso.
 O fato foi retratado em livro (1979, por Fernando Gabeira) e no cinema
(1997, direção de Bruno Barreto): O que é isso, companheiro? Concorreu ao
Oscar como melhor filme estrangeiro em 1998.
Na imagem a atual
presidenta Dilma Rousseff,
que integrou diversos
movimentos de guerrilha
urbana, entre eles o Val
Palmares. Nesta foto, Dilma
aparece fichada por uma
das ações subversivas que
cometera, como assalto a
banco para angariar fundos
para a organização de
ideais revolucionários.
Ufanismo
Carlos Marighella, líder da ALN,
foi assassinado pela ditadura
militar em 1969, aos 57 anos.
 Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período,
conhecido como “anos de chumbo”;
 Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno
auge, com controle das poucas atividades políticas toleradas, a
repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas e
qualquer manifestação de opinião contrário ao sistema, foram
proibidas;
 As guerrilhas urbana e rural foram derrotadas durante este período,
permitindo que seu sucessor, Ernesto Geisel, iniciasse a abertura
política.
A censura e a repressão total.
• A repressão à luta armada cresce e uma severa
política de censura é colocada em execução. Jornais,
revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e
outras formas de expressão artística foram
censuradas.
• Muitos professores, estudantes, políticos, músicos,
artistas e escritores foram investigados, presos,
torturados ou exilados do país.
 Destacamento de Operações e Informações - Centro de
Operações de Defesa Interna;
 atuava como centro de investigação e repressão do
governo militar;
 ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente
no Araguaia;
 a Guerrilha do Araguaia foi fortemente reprimida pelas
forças militares.
 O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano,
enquanto a inflação beirava os 18%;
 com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país
avançou e estruturou uma base de infraestrutura;
 os investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Foram
construídas várias obras públicas, consideradas faraônicas, como a
Rodovia Transamazônica, Hidrelétrica Binacional de Itaipú e a
Ponte Rio-Niteroi.
Março / 2008
 Anúncio de abertura política de maneira lenta, gradual e segura;
 seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação
popular em altas taxas;
 para controle da “ordem social”, o governo melhora a eficiência dos
mecanismos de repressão com:
 OBAN (Operação Bandeirante)
 DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social)
 DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de
Operações de Defesa Interna).
O Pro-álcool
Programa Nacional do Álcool: foi um programa de substituição em larga escala dos
combustíveis veiculares derivados de petróleo por álcool, financiado pelo governo do Brasil a
partir de 1975 devido a crise do petróleo em 1973 e mais agravante ainda, depois da crise de
1979.
 A morte do jornalista Vladimir Herzog
(Diretor de Jornalismo da TV Cultura),
nos porões do DOI-CODI, em 1975,
provocou indignação e fez com que
Geisel apressasse mudanças na
imagem do governo.
 Aprovação da Lei da Anistia em 1979.
 Reforma partidária, com o fim do bipartidarismo (ARENA e MDB). Novos partidos
políticos puderam ser criados;
 Retorno das eleições diretas para governadores de estados em 1982. O resultado nas
urnas mostrou a queda de prestígio dos militares entre os eleitores;
 em abril de 1984 a Emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para
presidente, foi rejeitada no Congresso Nacional por falta de apenas 22 votos a favor;
 Entre 1983 e 1985 a média da inflação ficou em torno de 200% ao ano, o que levou à
inúmeras greves, principalmente na região do Grande ABC.
O presidente e o “nascimento” do PT
Lei da Anistia - 1979
GOVERNO JOÃO FIGUEIREDO
1979-1985
 Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no
país;
 Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade;
 A ARENA passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB;
 Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o
Partido Democrático Trabalhista ( PDT );
 No encerramento do governo de João Figueiredo seu sucessor foi
determinado por eleição ainda indireta pelo Colégio Eleitoral, que
elegeu o presidente Tancredo Neves (que não assumiu) e seu vice José
Sarney.
 A ditadura militar chegava ao fim em 1985.
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Ditadura Militar Brasil

  • 1. Ditadura Militar no Brasil 1964-1985
  • 2. “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída. Sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações.” Chico Buarque de Hollanda
  • 3.  Influência e apoio dos EUA;  “Milagre econômico”: crescimento sem distribuição de renda e com aumento da dívida externa:  oposição armada ao regime militar: guerrilha urbana e rural;   Prisões, torturas e exílios (artistas, políticos, professores, estudantes);  protestos e passeatas contra a falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar.
  • 4.  Implantou Reformas de Base;  Fortalecimento dos Movimentos sociais: UNE e Ligas Camponesas;  Oposição das elites conservadoras, Igreja e classe média.
  • 5. Comício na Central do Brasil: Jango anuncia as Reformas de Base.
  • 6. No dia 13/03/1964, no Comício da Central do Brasil, Jango decretou a nacionalização das refinarias particulares de petróleo e desapropriava terras à margem das ferrovias e rodovias. Em 19 de março, católicos conservadores realizaram a Marcha da Família com Deus e Pela Liberdade, repudiando a “tendência socialista” do governo.
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  • 11. Esquerda X Direita  CGT (Central Geral dos Trabalhadores), de inspiração comunista.  UNE (União Nacional dos Estudantes).  CPC’s (Centros Populares de Cultura)  Ligas Camponesas.  IPES (Instituto Nacional de Pesquisa e Estudos Sociais) e IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) – centros de combate ao comunismo, com o apoio da CIA.  MAC (Movimento Anticomunista) e Frente da Juventude Democrática.
  • 12. A Visão Militar: Um contragolpe “Nós não fizemos uma revolução, nós demos um contragolpe, porque o golpe estava sendo dado por “eles”. “Eles” estavam dando o golpe, o senhor Goulart, o senhor Brizola, o senhor Arrais, o senhor Darci Ribeiro etc. Esses estavam tomando conta do país e do governo. No governo, já estavam levando ao populismo, comunismo e ao sindicalismo. Ia se transformar, sem dúvida, este país numa república “comuno-sindicalista-populista”. Carlos Aberto da Fontoura – General do Exército do RS em 1964.
  • 13. Ato Institucional e Apoio dos EUA  Ato Institucional era um conjunto de leis implantado sem a necessidade de aprovação popular ou pelo Congresso Nacional – Foi um mecanismo ditatorial de controle do poder de Estado.  Os militares optaram pelo alinhamento ao bloco capitalista ocidental (EUA) – O governo norte americano prontamente reconheceu o novo governo militar logo após o golpe, dando apoio total.
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  • 16. Eleito pelo Congresso Nacional como presidente da República em 15 de abril de 1964, assim: declarou defender a democracia; assume uma posição autoritária; estabeleceu eleições indiretas para presidente;  dissolveu os partidos políticos; •Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos caçados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar. •Governou através dos Atos Institucionais (AI)
  • 17. Assume a presidência o marechal Castelo Branco 
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  • 23. “Neste luto, a luta começou” As táticas do comício relâmpago e das passeatas entusiasmavam os estudantes: em 28 de março de 1968, realizou-se duas manifestações no Rio: o protesto contra a má qualidade e o preço elevado das refeições do “Restaurante Calabouço!”; a polícia Militar chegou atirando e matou o estudante Edson Luís, um jovem de 16 anos; o fato abalou a opinião pública; o corpo foi velado na Assembleia Legislativa, e ao enterro compareceram 50 mil pessoas; no cemitério, os estudantes proferiram um juramento: “Neste luto, a luta começou”.
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  • 25.  eleito indiretamente pelo Congresso Nacional;  governo marcado por muitos protestos e manifestações sociais;  a UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil;   no dia 26 de junho de 1968, cerca de cem mil pessoas ocuparam as ruas do centro do Rio de Janeiro e realizaram o mais importante protesto contra a ditadura militar;  a manifestação, pretendia cobrar uma postura do governo frente aos problemas estudantis e, ao mesmo tempo, refletia o descontentamento crescente com o governo;  participaram também intelectuais, artistas, padres e grande número de mães.
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  • 31.  Formada por jovens idealistas de esquerda;  assaltam bancos e sequestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.
  • 32. 1968: o ano que não terminou.1968: o ano que não terminou.  Greves em Contagem e Osasco;  A sequência de manifestações reprimidas violentamente por todo o país acabou por despertar a indignação das classes médias no Rio de Janeiro;  O governo decidiu então ampliar os mecanismos de repressão de modo a “acabar com os subversivos”;  Nos dias 02 e 03 de setembro de 1968, o jovem deputado Márcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara, usou a Tribuna do Congresso para fazer um discurso inflamado contra a ditadura.
  • 33. Discurso inflamado contra a ditadura do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB.
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  • 35.  13 de dezembro de 1968, este foi o mais duro Ato Institucional do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.
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  • 39. Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar
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  • 43. O que é isso, companheiro?  Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN sequestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. MR 8 - uma organização brasileira de esquerda, de orientação marxista- leninista, participou do combate armado ao regime militar, tinha como objetivo a instalação de um Estado socialista de inspiração soviética no Brasil. Seu nome lembra a data em que foi capturado, na Bolívia, o guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara.  Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos (entre eles está o Zé Dirceu), exigência conseguida com sucesso.  O fato foi retratado em livro (1979, por Fernando Gabeira) e no cinema (1997, direção de Bruno Barreto): O que é isso, companheiro? Concorreu ao Oscar como melhor filme estrangeiro em 1998.
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  • 45. Na imagem a atual presidenta Dilma Rousseff, que integrou diversos movimentos de guerrilha urbana, entre eles o Val Palmares. Nesta foto, Dilma aparece fichada por uma das ações subversivas que cometera, como assalto a banco para angariar fundos para a organização de ideais revolucionários.
  • 47. Carlos Marighella, líder da ALN, foi assassinado pela ditadura militar em 1969, aos 57 anos.
  • 48.  Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como “anos de chumbo”;  Ao longo do governo de Médici, a ditadura militar atingiu seu pleno auge, com controle das poucas atividades políticas toleradas, a repressão e a censura às instituições civis foram reforçadas e qualquer manifestação de opinião contrário ao sistema, foram proibidas;  As guerrilhas urbana e rural foram derrotadas durante este período, permitindo que seu sucessor, Ernesto Geisel, iniciasse a abertura política.
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  • 52. A censura e a repressão total. • A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística foram censuradas. • Muitos professores, estudantes, políticos, músicos, artistas e escritores foram investigados, presos, torturados ou exilados do país.
  • 53.  Destacamento de Operações e Informações - Centro de Operações de Defesa Interna;  atuava como centro de investigação e repressão do governo militar;  ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia;  a Guerrilha do Araguaia foi fortemente reprimida pelas forças militares.
  • 54.  O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%;  com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infraestrutura;  os investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Foram construídas várias obras públicas, consideradas faraônicas, como a Rodovia Transamazônica, Hidrelétrica Binacional de Itaipú e a Ponte Rio-Niteroi.
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  • 68.  Anúncio de abertura política de maneira lenta, gradual e segura;  seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas;  para controle da “ordem social”, o governo melhora a eficiência dos mecanismos de repressão com:  OBAN (Operação Bandeirante)  DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social)  DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna).
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  • 70. O Pro-álcool Programa Nacional do Álcool: foi um programa de substituição em larga escala dos combustíveis veiculares derivados de petróleo por álcool, financiado pelo governo do Brasil a partir de 1975 devido a crise do petróleo em 1973 e mais agravante ainda, depois da crise de 1979.
  • 71.  A morte do jornalista Vladimir Herzog (Diretor de Jornalismo da TV Cultura), nos porões do DOI-CODI, em 1975, provocou indignação e fez com que Geisel apressasse mudanças na imagem do governo.
  • 72.  Aprovação da Lei da Anistia em 1979.  Reforma partidária, com o fim do bipartidarismo (ARENA e MDB). Novos partidos políticos puderam ser criados;  Retorno das eleições diretas para governadores de estados em 1982. O resultado nas urnas mostrou a queda de prestígio dos militares entre os eleitores;  em abril de 1984 a Emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente, foi rejeitada no Congresso Nacional por falta de apenas 22 votos a favor;  Entre 1983 e 1985 a média da inflação ficou em torno de 200% ao ano, o que levou à inúmeras greves, principalmente na região do Grande ABC.
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  • 74. O presidente e o “nascimento” do PT
  • 75. Lei da Anistia - 1979
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  • 77. GOVERNO JOÃO FIGUEIREDO 1979-1985  Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país;  Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade;  A ARENA passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB;  Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores ( PT ) e o Partido Democrático Trabalhista ( PDT );  No encerramento do governo de João Figueiredo seu sucessor foi determinado por eleição ainda indireta pelo Colégio Eleitoral, que elegeu o presidente Tancredo Neves (que não assumiu) e seu vice José Sarney.  A ditadura militar chegava ao fim em 1985.