Seminário                  25 Fevereiro                         2012Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
Intervenção deve ser:   Iniciada o mais precoce possível   Intensa   Envolver as famílias de forma ativa               ...
1. Intervenções          nas    capacidades                  básicas               da  linguagem   O funcionamento da lin...
2.   Abordagens    para   a    aquisição                                           das     capacidades básicas da linguage...
Objecto da intervenção: Nomear e pedir objetos - Primeiras sessões Fazer  perguntas,     conversar,     descrever,  come...
2.2. Intervenções comportamentais naturalistas (Hart e Risley, 1975) – não ensina palavras,  ensina comportamentos    É in...
Dois modelos:1.  Exercícios educativos para ensinar a fazer pedidos Ex:    colocação de objetos preferidos fora do alcance...
2.3. Intervenções desenvolvimentalistas- pragmáticas   Objetivo: “sustentar o entusiasmo e o prazer    nos relacionamento...
   Reconhecem as trocas afectivas e as    interações sociais como fundamentais ao    desenvolvimento comunicativo e cogni...
-   O estudo de Rogers e outros (1986, 89,91) – 75%    das crianças de 5 anos que o integraram, usavam    um discurso com ...
   Também conhecido por Time-floor   Modelo     Desenvolvimentista,  de  diferença    individual, baseado no relacioname...
• Atenção e foco; o sentimento de intimidade eHABILIDADES EMOCIONAIS       comunicação recíproca; Gesto, uso de(mais inten...
•Visam encorajar a iniciativa e o comportamento    INTERAÇÕES          intencional, aprofundar o envolvimento e a   ESPONT...
   O programa DIR impõe programação de    atividades para 3 ambientes distintos da    criança:-   Casa-   Terapias da fal...
   Fundado nos anos 70, pelo casal Kaufman   Utilizado com pessoas com PEA e Transtornos    Globais do Desenvolvimento ...
Repetição dos                 comportamentos p/                    estabelecer                               Objetivar a  ...
   Abordagem relacional que, assente numa    intervenção prazenteira, divertida,espontânea    e entusiasmada com a crianç...
Desenvolve-se:    em ambiente domiciliário        lúdico, com o    mínimo de distrações visuais ou auditivas, mas    com ...
   Porque a ausência de iniciativa limita as    oportunidades para as trocas comunicativas,    as relações sociais e para...
   Instruções escritas em cartões (com base nas    boas capacidades visuais das crs c/ PEA) que    “induzem a criança a d...
   PECS – Picture Exchange Communication System                                 (Bondy e Frost, 1994)    Sistema de Comun...
   Utilizado com crianças muito novas-   Com ausência de discurso verbal ou linguagem    pouco estruturada, nomeadamente ...
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Treino para utilização do PECSEtapas:   Identificação de preferências que possam funcionar    como reforços   Seleção de...
Fases1.   Troca fisicamente assistida2.   Aumento da espontaneidade3.   Discriminação de figuras4.   Estrutura das frases5...
   Para o sucesso na área da linguagem é    imprescindível:A     intervenção do Terapeuta da Fala, o    envolvimento ativ...
   As intervenções variam de acordo com:    - Quem inicia a troca social (adulto ou colega)    - O contexto (ensino indiv...
Intervenções conduzidas pelo adulto  Grupos sociais  Histórias sociais  Pistas visuais  Jogos sociais  Em casa, com a...
Grupos sociaisMuitos investigadores contestam o ensino em contextos individualizados sobretudo com  pessoas com PEA   Aju...
 Atividades que potenciam este tipo deintervenções são:- situações de recreio e de refeitório naescola assim como saídas ...
Histórias sociais (Carol Gray) São histórias ilustradas que ensinam regras e comportamentos sociais apropriados. Ex.: espe...
Pistas VisuaisRemete-se para instruções escritas em cartõesEm casa, com a família (quando as crianças já falam) Gravar em ...
Jogos Sociais- Jogos socio-dramáricos com grupos compostos por crianças com desenvolvimento típico e crianças com PEA (Gol...
Modelação por vídeo    (Dorwick e Jesdale, 1991)Gravação em vídeo (5 a 15 segundos de gravação) de um comportamento-modelo...
Intervenções mediadas pelos colegas                             (Goldstein e Strain, 1988; Odom e Strain, 1986) Facilitam ...
Análise do comportamento funcional   Segundo esta técnica os comportamentos servem uma    função adaptativa, tendo em vis...
   Convém determinar o que esteve na origem    do comportamento, assim como as    consequências ou ganhos obtidos pela   ...
   Em substituição, pode-se questionar o que é    que se deseja que a criança faça, em vez do    que fez para receber a r...
   Ex: A criança grita/auto-flagela-se/faz birra/empurra    outros amigos porque quer andar no triciclo de um    outro am...
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   Os SAAC podem ser muito úteis sobretudo    para crianças não falantes.                           Helena Sousa - Hermín...
1. Intervenção PrecocePrincipais áreas de intervenção Comunicação não verbal – promoção da  linguagem     pré-verbal    e...
 Imitação – habilidade muito comprometida nas PEA, manifestada desde cedo pela falta dehabilidade nos movimentos como res...
   Processamento sensorial – traduz-se por    hiper     ou  hipo-reacção    a      estímulos    ambientais, pelo que requ...
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2. Pré-Escolar   Abordagens menos inclusivas, em declínio   Abordagem ABA (de análise de comportamento aplicado    –  Lo...
   Abordagem TEACCH     (Eric Schopler, 1971)Objectivo: desenvolver autonomia funcional na criança, de modo a permitir qu...
   Abordagem TEACCH    Baseia-se    na   organização   do    ambiente    estabelecendo rotinas através da utilização de  ...
Princípios orientadores Melhoria da capacidade adaptativa da criança Colaboração pais/profissionais Avaliação individua...
 No programa TEACCH podemos encontrar  duas convicções:1. As pessoas com autismo são como nós, e   como tal têm direito à...
3. Escolaridade obrigatória Atendendo às dificuldades de socializaçãoe de interação inerentes, são necessáriasadaptações ...
    Incluir crianças com autismo severo no ensino     regular ≠ Permanecer a tempo inteiro, quer na sala     TEACCH, quer...
   As PEA formam um grupo tão heterogéneo    que não se pode eleger uma intervenção,    preterindo outras.   As interven...
Obrigado     Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
   GARY, C. (2000), The New Social Story Book. Ed. Ilustrada,.    Arlington, VA, Future Horizons .            www.futureh...
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Pp pea intervenções na comunicação, competências sociais e comportamento - minita

  1. 1. Seminário 25 Fevereiro 2012Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  2. 2. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  3. 3. Intervenção deve ser: Iniciada o mais precoce possível Intensa Envolver as famílias de forma ativa Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  4. 4. 1. Intervenções nas capacidades básicas da linguagem O funcionamento da linguagem é um forte marcador no diagnóstico do autismo “75% - 95% das crianças mais pequenas com autismo conseguem desenvolver capacidades de fala quando sujeitas a intervenções específicas da linguagem” (Goldstein, 2002; Koegel, 2000; National Research Council, 2001) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  5. 5. 2. Abordagens para a aquisição das capacidades básicas da linguagem2.1. Intervenções com base em tentativas de treino isoladas (técnicas de Lovaas)Estratégias (altamente diretivas):(a) Apresentação; (b) sugestão de resposta e (c) encadeamento para construir, primeiro, a compreensão e uso das palavras isoladas, e depois combinações de palavras. Ex.: (a criança tem um carro na mão). “Carro. É o carro. O carro do …Dá o carro.” Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  6. 6. Objecto da intervenção: Nomear e pedir objetos - Primeiras sessões Fazer perguntas, conversar, descrever, comentar, cumprimentar, etc – Sessões seguintesVantagens: ganhos na linguagem a curto prazo, e no desempenho cognitivo e no comportamento, a longo prazo. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  7. 7. 2.2. Intervenções comportamentais naturalistas (Hart e Risley, 1975) – não ensina palavras, ensina comportamentos É iniciada por uma comunicação (pedido) da criança, ao qual o adulto responde (reforço intrínseco) com uma comunicação mais elaborada e as instruções são dadas em contexto natural Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  8. 8. Dois modelos:1. Exercícios educativos para ensinar a fazer pedidos Ex: colocação de objetos preferidos fora do alcance da criança. Esperar que a criança inicie espontaneamente a comunicação. Ao mínimo sinal nesse sentido, o adulto apresenta o modelo verbal da situação [Ex: Dá!] – mas sem satisfazer o pedido, até que emita outro sinal (ex: choro). Aí o professor sugere uma forma mais elaborada de comunicar, apontando para o que pretende e em seguida dá-o à criança.2. Exercícios educativos respostaVantagens: conduzem a uma generalização mais rápida das capacidades de linguagem e ao uso espontâneo desta, por comparação às intervenções Tentativa de treino isolado A sua eficácia exige muitas oportunidades de comunicação Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  9. 9. 2.3. Intervenções desenvolvimentalistas- pragmáticas Objetivo: “sustentar o entusiasmo e o prazer nos relacionamentos, motivando a criança para comunicar e ensinando que a comunicação com os outros é gratificante e divertida” (Prizant e Wetherby, 1998, in Ozonof, S., 2003) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  10. 10.  Reconhecem as trocas afectivas e as interações sociais como fundamentais ao desenvolvimento comunicativo e cognitivo Conferem importância:- aos jogos;- às interações centradas na criança- à partilha de emoções com os outros Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  11. 11. - O estudo de Rogers e outros (1986, 89,91) – 75% das crianças de 5 anos que o integraram, usavam um discurso com várias palavras, com intenção comunicativa – 50% destas crs não tinham linguagem verbal no início do programa. Necessária + investigação para determinar se estas abordagens são tão eficazes quanto as do modelo comportamentalista para o ensino da linguagem- Enquadram-se neste tipo de intervenção, as abordagens DIR e Son-Rise® Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  12. 12.  Também conhecido por Time-floor Modelo Desenvolvimentista, de diferença individual, baseado no relacionamento e está adaptado a crianças com limitações no relacionamento social e reciprocidade socio- emocional. Objetivo principal: estimular a comunicação, encorajar a atenção e o sentimento de intimidade, a comunicação recíproca, a expressão e o uso de sentimentos e ideias, assim como o pensamento lógico. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  13. 13. • Atenção e foco; o sentimento de intimidade eHABILIDADES EMOCIONAIS comunicação recíproca; Gesto, uso de(mais intencional e mais sentimentos e ideias, expressão , resolução de ligada afetivamente) problemas, pensamento abstrato e lógico. PADRÕES MOTORES, • Padrões de reatividade face aos estímulos, abrangendo a modulação e o processamento SENSORIAIS E sensorial, o processamento sensório-afetivo , AFETIVOS o planeamento motor e a sequenciação. RELACIONAMENTO E • Compreensão por parte dos pais e outros PADRÕES DE intervenientes do nível funcional da criança e das suas diferenças individuais INTERAÇÃO AFETIVA Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  14. 14. •Visam encorajar a iniciativa e o comportamento INTERAÇÕES intencional, aprofundar o envolvimento e a ESPONTÂNEAS E atenção mútua e desenvolver as capacidades simbólicas através do jogo de faz-de-conta eCRIATIVAS NO CHÃO conversações • Visam interações semi-estruturadas de EM CASA resolução de problemas para aprender novas habilidades e conceitos •Visam fortalecer as habilidades de processamento sensorial, como a modulação e a JOGO MOTOR, integração sensório-motora, desafios deSENSORIAL E ESPACIAL percepção e motores, atividades de processamento visuoespacial, discriminação tátil e brincadeiras com pares Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  15. 15.  O programa DIR impõe programação de atividades para 3 ambientes distintos da criança:- Casa- Terapias da fala e ocupacional de integração sensorial- Jardim de infância Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  16. 16.  Fundado nos anos 70, pelo casal Kaufman Utilizado com pessoas com PEA e Transtornos Globais do Desenvolvimento Dirigido pelos pais que são instruídos pelo programa, para que possam ajudá-los nas interações diárias com os filhos Centrado na pessoa com PEA, naquilo que ela tem para dar ao outro, numa situação de um- para-um Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  17. 17. Repetição dos comportamentos p/ estabelecer Objetivar a conexão abordagem p/ajudarAmbiente livre a estabelecer ede distrações manter o contacto visual com o adulto Estimula: Contacto visual Linguagem Brincadeiras Imaginação e criatividade Relacionamento humano Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  18. 18.  Abordagem relacional que, assente numa intervenção prazenteira, divertida,espontânea e entusiasmada com a criança, estabelece pontes com o seu mundo interior, encorajando, segundo os autores, altos níveis de desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  19. 19. Desenvolve-se: em ambiente domiciliário lúdico, com o mínimo de distrações visuais ou auditivas, mas com materiais suficientemente motivadores e facilitadores de interação e aprendizagem. Frequentemente com o recrutamento do voluntariado. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  20. 20.  Porque a ausência de iniciativa limita as oportunidades para as trocas comunicativas, as relações sociais e para aprender com os outros Foram desenvolvidas abordagens criativas para melhorar a pragmática da comunicação Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  21. 21.  Instruções escritas em cartões (com base nas boas capacidades visuais das crs c/ PEA) que “induzem a criança a dirigir-se ao outro para dizer algo, (…) aumentam não só a iniciativa de conversações, mas também os comentários feitos espontâneos aos outros” (Krantz e McClannahan, 1993) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  22. 22.  PECS – Picture Exchange Communication System (Bondy e Frost, 1994) Sistema de Comunicação por Troca de Imagens Ensina a iniciar o pedido de uma imagem e persistir na comunicação até que o parceiro responda Dispõe de manual pormenorizado e intuitivo. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  23. 23.  Utilizado com crianças muito novas- Com ausência de discurso verbal ou linguagem pouco estruturada, nomeadamente com PEA- Cujo discurso ainda não vai para além da palavra chave- Problemas comportamentais decorrentes da impossibilidade de se fazerem entender Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  24. 24. - Associado ao uso de imagens de outros SAAC (Makaton ou SPC/Boardmaker) Makaton/SPC PECS Compreensão Compreensão do símbolo da (significado) comunicação Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  25. 25. Treino para utilização do PECSEtapas: Identificação de preferências que possam funcionar como reforços Seleção de símbolos representativos das preferências e fixação num caderno de comunicação Execução progride em 6 fases, desde a troca de imagens completamente orientada através de ajuda física, até à resposta espontânea Intervenientes: além da criança, o co-terapeuta que a assiste e o parceiro comunicativo Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  26. 26. Fases1. Troca fisicamente assistida2. Aumento da espontaneidade3. Discriminação de figuras4. Estrutura das frases5. Resposta à questão “o que é que queres?”6. Respostas e comentários espontâneos É crescente a adesão ao PECS nas intervenções em PEA – Pode ser usado por qualquer interveniente pode fazer uso dele e em qualquer ambiente: aula, casa ou comunidade. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  27. 27.  Para o sucesso na área da linguagem é imprescindível:A intervenção do Terapeuta da Fala, o envolvimento ativo dos pais, assim como de todos os outros intervenientes, nos mesmos propósitos, em ARTICULAÇÃO e ACREDITANDO! Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  28. 28.  As intervenções variam de acordo com: - Quem inicia a troca social (adulto ou colega) - O contexto (ensino individual ou em grupo) – Objectivo especifico a ser ensinado (iniciativa ou resposta, jogo, etc) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  29. 29. Intervenções conduzidas pelo adulto Grupos sociais Histórias sociais Pistas visuais Jogos sociais Em casa, com a família Modelação por video Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  30. 30. Grupos sociaisMuitos investigadores contestam o ensino em contextos individualizados sobretudo com pessoas com PEA  Ajudam a modelar a linguagem corporal apropriada e o contacto visual, o reconhecimento e compreensão de emoções  Dão referências de comportamentos sociais básicos inerentes às interações (apresentar-se a si mesmo, juntar-se a um grupo, cumprimentar, negociar, partilhar e esperar pela sua vez)  Ensinam ainda a resolver problemas sociais. Ex.: lidar com situações de chacota, ouvir um não, ser deixado de fora, regular e expressar as emoções à semelhança dos seus pares Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  31. 31.  Atividades que potenciam este tipo deintervenções são:- situações de recreio e de refeitório naescola assim como saídas ao exterior,- grupos de catequese ou desportivos nacomunidade- a visita regular de amigos ao domicilio(para crianças com PEA com elevado graufuncional) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  32. 32. Histórias sociais (Carol Gray) São histórias ilustradas que ensinam regras e comportamentos sociais apropriados. Ex.: esperar a vez numa fila, não molestar os outros, cumprimentar os outros, partilhar, segurança na estrada, etc Permitem aumentar a capacidade de partilha, a diminuição da agressão, iniciativas adequadas de abordar e despedir dos outros. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  33. 33. Pistas VisuaisRemete-se para instruções escritas em cartõesEm casa, com a família (quando as crianças já falam) Gravar em vídeo conversas e interações e revê- las elogiando os comportamentos ajustados Escrever e ensaiar sobre situações do dia-a-dia que impliquem esperar a vez, partilhar a fazer acordos Integrar em grupos com os mesmos interesses e preferências Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  34. 34. Jogos Sociais- Jogos socio-dramáricos com grupos compostos por crianças com desenvolvimento típico e crianças com PEA (Goldstein, 1988)- Jogos que partem do interesse especial da criança com PEA e evoluem com o envolvimento dos seus colegas durante o recreio (Baker, 1998) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  35. 35. Modelação por vídeo (Dorwick e Jesdale, 1991)Gravação em vídeo (5 a 15 segundos de gravação) de um comportamento-modelo por parte do adulto ou colega, para que, depois de visionado em conjunto, seja imitado pela criança com PEA.Usada para desenvolver capacidades sociais e de comunicação, manifestações de afeto, jogos com brinquedos, linguagem recetiva e expressiva e expressões emocionaisPermite ainda modelar comportamentos adaptativos como fazer compras, ir ao cinema, preparar uma refeição, etc Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  36. 36. Intervenções mediadas pelos colegas (Goldstein e Strain, 1988; Odom e Strain, 1986) Facilitam a inclusão escolar: - Potenciam as interações sociais das crianças com PEA com os seus pares, benéfica para ambos. Aos colegas desenvolve competências de partilha, ajuda, demonstração de afeto e apreço para com a criança com PEA. Às crianças com PEA ajuda a desenvolver o sentido de pertença e a regular as suas atitudes face aos outros. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  37. 37. Análise do comportamento funcional Segundo esta técnica os comportamentos servem uma função adaptativa, tendo em vista um determinado ganho. Ex: correr para chegar mais depressa No caso dos comportamentos desajustados a função pode ser de prazer (reforço positivo), chamada de atenção ou de fuga a situações desagradáveis. Ex: correr pode ser uma fuga ao barulho, ou de prazer por sentir o cabelo esvoaçar. Cabe ao adulto tentar identificar/”interpretar” que função adaptativa está subjacente a esse comportamento desajustado. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  38. 38.  Convém determinar o que esteve na origem do comportamento, assim como as consequências ou ganhos obtidos pela criança. Ex: pode ser obter a atenção do outro, ainda que de forma negativa. Deve-se evitar processos punitivos. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  39. 39.  Em substituição, pode-se questionar o que é que se deseja que a criança faça, em vez do que fez para receber a recompensa que procura. É importante ensinar à criança estratégias para comunicar o que pretende, referenciando-lhe e exemplificando-lhe o comportamento adequado à situação, em alternativa ao que usou – (papel tradutor do adulto) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  40. 40.  Ex: A criança grita/auto-flagela-se/faz birra/empurra outros amigos porque quer andar no triciclo de um outro amigo. Pode-se ensiná-la a dirigir ao amigo e verbalizar o que pretende. Importante: instruir sempre pela positiva ou Canalizar a atenção da criança para outro interesse, e caso persista, dizer-lhe com voz tranquila e assertiva “Depois. Agora vamos …. Depois…” e insistir e variar tantas vezes quantas as necessárias. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  41. 41.  Estas intervenções usam formas alternativas e aceitáveis de comunicar que ajudam a criança a estruturar-se internamente, face a situações que para ela são problema, defrontando-se com o comportamento adequado, por substituição ao que usou anteriormente. modelos de referência inibição gradual de comportamentos indesejáveis Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  42. 42.  MUITO IMPORTANTEO papel mediador do adulto na resolução de conflitos para a criança com PEA: - Disponibilidade para / entrega à causa - Elevado auto-controlo (atitude, postura e voz, o mais tranquilo possível) - Assertividade - Persistência e PACIÊNCIA, MUITA  Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  43. 43.  Os SAAC podem ser muito úteis sobretudo para crianças não falantes. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  44. 44. 1. Intervenção PrecocePrincipais áreas de intervenção Comunicação não verbal – promoção da linguagem pré-verbal e verbal, das habilidades de comunicação funcional em contextos sociais naturais, estimulação de habilidades de intencionalidade, alternância de turno, atenção partilhada e de iniciação. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  45. 45.  Imitação – habilidade muito comprometida nas PEA, manifestada desde cedo pela falta dehabilidade nos movimentos como resposta àpresença da mãe. A imitação da criança peloadulto estimula funções sociais como: aatenção, a alternância de vez, o sentido do eu,a modulação da expressão e a consciência deemoções. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  46. 46.  Processamento sensorial – traduz-se por hiper ou hipo-reacção a estímulos ambientais, pelo que requer a compreensão da função adaptativa relativamente ao comportamento exibido pela criança e a consequente modificação do ambiente. Identificado o padrão funcional, é iniciada uma terapia de integração sensorial. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  47. 47.  Jogos com pares – expande e diversifica o repertório comunicativo, promovendo ações conjuntas e referências sociais. Família – deve ser envolvida no programa de intervenção, tendo em conta factores de stress na família e o seu impacto na criança com PEA. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  48. 48. 2. Pré-Escolar Abordagens menos inclusivas, em declínio Abordagem ABA (de análise de comportamento aplicado – Lovaas e colaboradores) – programa de modificação de comportamentos baseado na recompensa, punição e condicionamento, administrado por profissionais especializados, durante 27 ou mais horas por semana, numa abordagem individualizada que pode ou não ser desenvolvida em domicilio. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  49. 49.  Abordagem TEACCH (Eric Schopler, 1971)Objectivo: desenvolver autonomia funcional na criança, de modo a permitir que passe grande parte do seu tempo ocupada de forma autónoma.Metodologia individualizada centrada na criança tendo em conta os seus interesses e necessidades. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  50. 50.  Abordagem TEACCH Baseia-se na organização do ambiente estabelecendo rotinas através da utilização de planos e sistemas de trabalho. O ambiente é adaptado de forma a facilitar a sua compreensão por parte da criança e ajudá-la a estruturar-se. Valoriza o envolvimento e participação da família na prossecução de habilidades de comunicação, socialização e lazer. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  51. 51. Princípios orientadores Melhoria da capacidade adaptativa da criança Colaboração pais/profissionais Avaliação individualizada para a intervenção Reforço de capacidades Teoria cognitiva comportamental Modelo generalista de formação dos profissionais Ensino estruturado Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  52. 52.  No programa TEACCH podemos encontrar duas convicções:1. As pessoas com autismo são como nós, e como tal têm direito à dignidade2. As pessoas com autismo são muito diferentes de nós – elas compreendem o mundo de forma diferente, gostam e respondem a coisas diferentes. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  53. 53. 3. Escolaridade obrigatória Atendendo às dificuldades de socializaçãoe de interação inerentes, são necessáriasadaptações técnicas e organizacionais.Deve-se respeitar o perfil funcional dacriança, definir medidas educativas, assimcomo objectivos, estratégias e recursosadaptados à criança. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  54. 54.  Incluir crianças com autismo severo no ensino regular ≠ Permanecer a tempo inteiro, quer na sala TEACCH, quer na do regularÉ necessário:1. Criar/reservar espaços específicos físicos e temporais, assim como recursos humanos para responder às suas necessidades, na cantina para o almoço, durante os recreios, etc.2. Intercalar, de modo articulado, entre a sala TEACCH e a do regular. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  55. 55.  As PEA formam um grupo tão heterogéneo que não se pode eleger uma intervenção, preterindo outras. As intervenções devem ser adaptadas especificamente a cada criança, família e contexto social, num determinado momento. Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  56. 56. Obrigado Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  57. 57.  GARY, C. (2000), The New Social Story Book. Ed. Ilustrada,. Arlington, VA, Future Horizons . www.futurehorizons-autism.com HEWITT, S. (2006), Compreender O Autismo – Estratégias para alunos com Autismo nas Escolas Regulares. Porto Editora. OZONOFF, S.; ROGERS, S.; HENDREN, R. (2003), Perturbações do espectro do autismo – Perspectivas da Investigação Actual. CLIMEPSI Editores. JORDAN, R., POWELL, S.(1990), As Necessidades Curriculares Especiais das Crianças Autistas . Capacidades de Aprendizagem e Racicíonio. The Association of Head Teachers of Autistic Children and Adults. London W5 (documento não publicado, traduzido por Mª Gilberta Seabra) MARQUES, E. (2000), Perturbações do Espectro do Autismo. Ensaio de uma Intervenção construtivista Desenvolvimentalista com Mães. Quarteto Editora Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  58. 58.  http://www.autismbooks.com - bibliografia especializada http://www.autismgames.com.au/ - acesso livre a jogos que ajudam a lidar com as mudanças, a estabelecer contacto visual e a confrontar-se com emoções http://www.facebook.com/supportautism/media/set/?set=a. 224537397616045.48911.151025548300564&type=3 - treino de bacio (tabelas para registo; Símbolos pictográficos e livros) http://www.nationalautismresources.com/oral-motor.html - apresenta brinquedos e outros instrumentos para exercitar a motricidade oral http://stanleygreenspan.com/ - abordagem Floortime de GREENSPAN http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Programa/Progra ma.html - Programa Son-Rise® Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa
  59. 59.  http://www.youtube.com/watch?v=vNZVV4Ciccg &sns=fb – Autistic Girl Expresses Unimaginable Intelligence http://www.youtube.com/watch?v=DoA06Vtetwc &feature=related - Autismo – uma forma diferente de ver o mundo http://www.youtube.com/watch?v=VkAddjR4whk &feature=fvwrel - Rain man – encontro de irmãos (1988) http://www.youtube.com/watch?v=ZR4NKxAcOf 0&feature=player_embedded#! – Solução para o Autismo – Aplicando as Técnicas (Programa Son- Rise®) Helena Sousa - Hermínia Martins - Fernando Sousa

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