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Características comunicativas e linguísticas

Características comunicativas e linguísticas desta faixa etária correspondendo ao 2ºano de vida

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ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 1
Trabalho Realizado Por:
 Anabela Silva;
 Daniela Pinto;
 Diana Sousa;
 Rita Fernandes.
2015/2016
ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 2
Índice
Características comunicativas e pré-linguísticas desta faixa etària
correspondendo ao 1ºano de
vida…………………………………………………………………………
…………………………4
Atividades a promover nos educadores e a estimular nas crianças.....5
Proposta de livros-jogo interactivo................................................................. 13
Características comunicativas e linguísticas desta faixa etària
correspondendo ao 2ºano de vida ................................................................... 18
Atitudes a promover nos educadores e estimular nas crianças.......... 23
Esquema desenvolvimental da leitura de objetos a três dimensões à
leitura de letras....................................................................................................... 28
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ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 4
Características comunicativas e pré-
linguísticas desta faixa etària
correspondendo ao 1ºano de vida
O 1º ano de vida é de uma importância fundamental para
todo o desenvolvimento socioafetivo do bebé, ele deverà
criar autoconfiança nas suas competências comunicativas e
fornecer-lhe bases sólidas para o seu desenvolvimento
linguístico harmonioso. Sorrir intencionalmente,
estabelecer um diàlogo tónico-comunicativo com o outro,
reconhecer-se como tendo algum poder sobre o outro,
reconhecer-se como tendo algum poder sobre o outro,
vivenciar experiências diversificadas, exercitar o seu
aparelho fonador, treinar atitudes comunicativas eficazes,
respeitar o outro interlocutor e começar a exprimir as suas
necessidades e motivações.
Qualquer digressão onde se possam intercambiar
impressões, gostos, descobertas, sentimentos, ideias.
ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 5
Atividades a promover nos educadores
e a estimular nas crianças
Estabelecer o contacto ocular
Olhar para o outro e observà-lo atentamente forma o
complemento indispensàvel de qualquer diàlogo, verbal e
não-verbal.
Sem o estabelecimento deste contacto ocular torna-se
impossível interpretar os sentimentos do parceiro de
conversa, ou de imità-lo, ou de segui-lo ou ainda de repetir,
expandir, interessar-se no diàlogo, sintonizar as nossas
ondas, gestos, palavras, ações, atitudes, mímicas.
Observar
ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 6
Implica que a educadora esteja com os olhos bem abertos
para captar todas as pequenas mensagens da criança, desde
os gestos, os sons, o choro, as expressões faciais até o próprio
olhar. Não são somente os olhos mas também os ouvidos, o
tacto, o olfacto e o gosto que nos permitem inúmeras
informações da criança.
Esperar
O tempo de espera da educadora tem de ser diferente e
flexível, variando de criança para criança, em função de
cada atividade: a criança pode ser ràpida para uma atividade
e lenta para outra: respeitar o seu tempo próprio é
fundamental para ela ganhar respeito por ela mesma e pela
educadora.
Daí que facilmente se deduza que escutar o outro significa
ouvi-lo com todas as nossas antenas ligadas: é preciso o
sentido da audição em si, mas igualmente o da visão que,
graças aos olhos, vê “por fora”, captando o exterior, e que,
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  • 2. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 2 Índice Características comunicativas e pré-linguísticas desta faixa etària correspondendo ao 1ºano de vida………………………………………………………………………… …………………………4 Atividades a promover nos educadores e a estimular nas crianças.....5 Proposta de livros-jogo interactivo................................................................. 13 Características comunicativas e linguísticas desta faixa etària correspondendo ao 2ºano de vida ................................................................... 18 Atitudes a promover nos educadores e estimular nas crianças.......... 23 Esquema desenvolvimental da leitura de objetos a três dimensões à leitura de letras....................................................................................................... 28
  • 3. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 3
  • 4. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 4 Características comunicativas e pré- linguísticas desta faixa etària correspondendo ao 1ºano de vida O 1º ano de vida é de uma importância fundamental para todo o desenvolvimento socioafetivo do bebé, ele deverà criar autoconfiança nas suas competências comunicativas e fornecer-lhe bases sólidas para o seu desenvolvimento linguístico harmonioso. Sorrir intencionalmente, estabelecer um diàlogo tónico-comunicativo com o outro, reconhecer-se como tendo algum poder sobre o outro, reconhecer-se como tendo algum poder sobre o outro, vivenciar experiências diversificadas, exercitar o seu aparelho fonador, treinar atitudes comunicativas eficazes, respeitar o outro interlocutor e começar a exprimir as suas necessidades e motivações. Qualquer digressão onde se possam intercambiar impressões, gostos, descobertas, sentimentos, ideias.
  • 5. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 5 Atividades a promover nos educadores e a estimular nas crianças Estabelecer o contacto ocular Olhar para o outro e observà-lo atentamente forma o complemento indispensàvel de qualquer diàlogo, verbal e não-verbal. Sem o estabelecimento deste contacto ocular torna-se impossível interpretar os sentimentos do parceiro de conversa, ou de imità-lo, ou de segui-lo ou ainda de repetir, expandir, interessar-se no diàlogo, sintonizar as nossas ondas, gestos, palavras, ações, atitudes, mímicas. Observar
  • 6. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 6 Implica que a educadora esteja com os olhos bem abertos para captar todas as pequenas mensagens da criança, desde os gestos, os sons, o choro, as expressões faciais até o próprio olhar. Não são somente os olhos mas também os ouvidos, o tacto, o olfacto e o gosto que nos permitem inúmeras informações da criança. Esperar O tempo de espera da educadora tem de ser diferente e flexível, variando de criança para criança, em função de cada atividade: a criança pode ser ràpida para uma atividade e lenta para outra: respeitar o seu tempo próprio é fundamental para ela ganhar respeito por ela mesma e pela educadora. Daí que facilmente se deduza que escutar o outro significa ouvi-lo com todas as nossas antenas ligadas: é preciso o sentido da audição em si, mas igualmente o da visão que, graças aos olhos, vê “por fora”, captando o exterior, e que, graças à cognição e à intuição, vê “por dentro”, o interior.
  • 7. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 7 Preparar o contexto É ainda preparar só e unicamente os objetos necessàrios a esta rotina, a fim de não dispensar a atenção da criança e ainda de obriga-la, suavemente, a compartilhar os objetos desta rotina com os seus vàrios intervenientes. EXEMPLO: prancha de mudar a fralda, fralda limpa, àgua na bacia, algodão, talco, creme… Seguir E estar atento a todos os sinais de comunicação da criança, favorecendo a sua tomada de iniciativa, o seu poder de decisão, a criança pode revelar-nos assim os seus centros de interesse, a sua motivação e ganhar autonomia. Porque propor-lhe atividades para além das suas competências intelectuais, linguísticas, socioafetivas ou emocionais, de facto, não reúne as qualidades necessàrias a uma estimulação precoce funcional e eficaz.
  • 8. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 8 Exemplo: Dar a papa à criança. Esteja atenta a quantidade de papa que cada criança tem capacidade de reter na boca, para concretizar o ato de mastigação. Respeite o seu ritmo de deglutição. Não lhe imponha o seu ritmo, demasiadas vezes prescrito por um horàrio rígido de adulto. Trabalhar os cinco sentidos: por exemplo com atividades sensoriais. Imitar Tendo sido imitada, a criança aprenderà a imitar o adulto, adquirindo novos conhecimentos, a esta experiencia valoriza, na relação, um bem-estar físico aliado ao psicológico. Imitar é dar significado aos gestos do outro.
  • 9. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 9 Antes de exigirmos à criança que venha ter connosco, nós somos os primeiros a ir ter com ela, no nível de desenvolvimento e na situação onde se encontra presentemente. Imitamos primeiro (os sons, os gestos, a postura) para experimentarmos o que a criança deve sentir e só depois interpretarmos o que acabàmos ambos de vivenciar. Se imitarmos fielmente que a criança està a fazer, sem exagerarmos (ou seja, sem excedermos em tempo ou sem extremizar os gestos, os sons e postura), não correremos o risco de ridiculizar a criança: pelo contràrio, mostrar-lhe- emos quanto estamos atentos e próximos dela. Expansão verbal e não-verbal
  • 10. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 10 A criança aprende a falar, ouvindo falar, do balbucio em que a criança tenta imitar o sons da linguagem do adulto, ela extrai pouco a pouco a compreensão dos significados, assim o adulto repete as mesmas palavras do dia-a-dia para designar objetos, ações e sentimentos. Existem seis meses de antecedência da compreensão sobre a produção. Pouco a pouco, a criança vai assimilar palavras, e então o adulto poderà adicionar novas noções, mais específicas, completando o conceito bàsico recentemente adquirido. Assim, depois de ter compreendido que ao objeto apresentado corresponde o nome de “biberão”, a criança serà exposta a toda uma série de significados que lhe são associados, como o seu conteúdo, matéria, cor, qualidade, forma, uso, destinatàrio, etc. Como é bem patente no exemplo, paralelamente à expansão verbal existe uma expansão não-verbal que a acompanha enriquecendo-a e facilitando a compreensão e a assimilação.
  • 11. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 11 Incitar É saber criar uma subtil dosagem das expectativas: assim, estas não serão baixas demais, o que provocaria um “mastigar a papinha toda”. Exemplo: A educadora desaperta os cordões das botas da criança, pede à criança: -Tira a bota!... (Começa por dar uma pequena ajuda, fazendo passar o calcanhar, dando à criança a possibilidade de descalçar sozinha o resto do pé.) Dando-lhe esta oportunidade, a educadora fornece à criança a possibilidade de executar ativamente o resto da tarefa.  Síntese  Quem não segue, não espera, não escuta, impõe,  Estar bem com…atividades, materiais, vivências, referências…contagia-se à criança!
  • 12. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 12  Se não se sente à vontade, não faça, tente encontrar uma atividade do mesmo tipo com a qual se sinta bem.  Conheça-se a si próprio para poder respeitar os outros.  Vença o medo de experimentar a vivência com a qual não se sinta segura, antes de a propor à criança.  Qualquer aprendizagem é comunicação; para ser frutuosa, tem de manter o aspecto lúdico. É um repensar nas consequências que cada uma destas atitudes tem no desenvolvimento da criança (psicológico, social, motor, cognitivo e afectivo). De facto o encadeamento de atitudes comunicativas, linguísticas e socioafetivas, que uma estratégia favorece, fundamenta claramente, a nosso ver, a importância que irá revestir esta estratégia, não só na área que, aqui, mais nos interessa, mas em todos os domínios da vida de uma criança em fase precoce de desenvolvimento.
  • 13. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 13  Proposta de livros-jogo interactivo É jà ao longo deste primeiro ano de vida que o educador deve lançar, paralelamente à estimulação da linguagem oral, as bases para a estimulação da linguagem escrita, particularmente na familiarização do bebé com a representação. A criança desta idade ainda não percebe uma sequência representada. Assim daremos preferência às representações soltas, mais particularmente às fotografias das realidades ambientais. (exemplos: os objetos relativos à higiene, as relativas à alimentação, os brinquedos mais comuns, as
  • 14. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 14 roupas usuais desta faixa etària, as salas da casa, do jardim, os móveis principais, os animais domésticos, etc); Assim como os membros da família e os colegas do jardim ou da sala. Uma característica importante do livro do bebé é a de fazer trabalhar ao màximo os cinco sentidos. Variar as estruturas, diversificar as cores, propor diferentes tamanhos, sugerir diversos cheiros, oferecer uma vasta gama de sons e, ainda permitir a provocação de gosto variados. (exemplo: uma mãe de uma criança com problemas inventou o livro-recompensa sobre as cores. Cada pàgina era constituída pelo contorno de um balão de insuflàvel. A criança riscava, com ajuda da mãe o fio para segurar o balão. Dentro do balão estavam coladas (cola de farinha) pastilhas de chocolate (pintarolas) de uma só cor. De cada vez que a criança dizia a cor exata, ela tinha o direito de arrancar e comer uma pastilha.
  • 15. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 15 Evidentemente que, para um bebé, não vamos exigir a produção oral de uma cor, mas fica uma sugestão: o livro até pode ser comido, para além de ser cheirado, apalpado, ouvido e lido! Outra característica do livro é que deve provocar motivação e iniciativa da criança. Uma das formas de as obter é criar um livro cujo as folhas são iguais (não atrativas) e dentro das quais aparece um elemento-surpresa altamente chamativo. Os elementos mais atractivos correspondentes a estas idades poderão ser constituídos por: -um espelho (inquebràvel ou de papel de alumínio) a fim de que a criança possa descobrir-se nele. -uma pàgina que produza um som, uma música (como os de natal ou de aniversàrio) -um elemento-surpresa para manipular (balão de insultar, bola, guizo, boneco, fantoche, uma vela para acender…) -ou ainda um reforço positivo para provar
  • 16. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 16 -Finalmente, convém lembrar que mesmo um bebé pequenino pode participar no acabamento do livro, no sentido de complementar a sua feitura. Ele poderá desenhar traços verdes (a relva), riscos azuis ou cinzentos (a chuva), colar uma parte, e mesmo recortar (existem no mercado “a tesoura a dois”, a mão infantil e a do adulto trabalhando na mesma tesoura, e pintar com pintura a dedo, etc.
  • 17. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 17
  • 18. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 18  Características comunicativas e linguísticas desta faixa etária correspondendo ao 2ºano de vida O 2ºano de vida da criança divide-se em duas fases distintas, cada uma delas com a duração de 6 meses. Dos 12 aos 18 meses intervém a fase da holófrase, ou seja, uma única palavra. Na segunda fase, dos 18 aos 24 meses, a criança começa a produzir pequenos enunciados, compostos por substantivos, alguns verbos, raros advérbios e adjetivos. A constituição do seu vocábulo parece lenta até aos 19 meses, surgem muitas palavras novas por dia que a criança produzirá e sem os adultos compreenderem. O aumento o vocabulário procede pela aquisição um a um traços dos traços semânticos, portanto o bebé irá fixar-se no som que produz um certo animal, como o ladrar do cão. Este animal chamar-se-á então ”au-au”. Progressivamente a criança reconhecerá que o “au-au”
  • 19. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 19 tem quatro patas, que tem pelo raso, que é de tamanho médio, etc. Traço por traço a criança irá modificar o seu conceito até chegar aproximadamente ao conceito vulgar de “cão”. Ainda dos 12 aos 18 meses, a criança usa o “jargão”. Quando a criança procura a bola pretende encontra-la. Aqui, a palavra tem um significado específico- “onde está?”. - Hum, bola? - Onde está a bola? - Hum, bola? - Vamos procurar a bola? - Ah, Ah! - Oh, a bola está aqui! - Oh! Bola!
  • 20. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 20 Os 18 meses são uma etapa muitíssimo importante. A criança começa a vivenciar a fase da função simbólica através do jogo simbólico. Observa todos os movimentos do educador e começa a entender que determinado objeto tem uma função própria. Exemplo:  A colher é para comer;  O copo para beber;  A fralda suja para pôr no lixo. Muitas vezes, a criança, neste período (por volta dos 18 meses), faz como que uma pausa, uma fase em que não fala, ou fala muito pouco, mas que interiormente està a
  • 21. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 21 captar novos vocàbulos, que mais tarde irà aplicar (dizer) de uma forma “explosiva”. Surgirão depois novas palavras associadas a pessoas, objetos, brincadeiras. O jogo simbólico começa por se realizar com o próprio corpo (no fim da refeição que tanto lhe agradou, esfrega a barriga com a mão e faz “ahhh!!”). Dos 18 aos 20 meses a criança tem um vocabulário mais rico, começa a expressar-se, associando duas palavras com a intenção de transmitir uma ideia ou vontade. Diz primeiro uma palavra, faz uma pequena pausa, e diz a segunda palavra. Exemplo:  Criança: Popó.- Papá.  Educadora: O popó do papá?  Criança: Popó.- Papá.  Criança: O popó do papá não está.
  • 22. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 22 Dos 20 aos 22 meses, ganhando segurança e sentindo que é compreendida, a criança começa a fazer com maior à- vontade a ligação das duas palavras, não recorrendo à pausa intermédia. As pessoas do seu mundo começam a ser identificadas (associadas) com objetos muito específicos. O “papá” tem um “popó”, um sapato, um jornal, uns óculos. Passada esta fase, começa a generalizar um objecto para atribuí-lo a várias pessoas. O “popó” é do “papá”, é da mamã, da “titi”, do “vovô”. Dos 22 aos 24 meses dà-se um aumento ràpido do enunciado de duas palavras ao de três palavras e então a ordem da frase adulta é, finalmente, respeitada: sujeito, verbo, complemento direto. Exemplos:  Mamã dà.
  • 23. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 23  Quê àba (Quero àgua).  Dà ito (Dà isto).  Não quê/ não tà/ dà mais.  Atitudes a promover nos educadores e estimular nas crianças
  • 24. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 24 Do ponto de vista da comunicação oral e da sua linguagem, o 2ºano de vida está divido em duas fases de seis meses cada, bastante diferentes uma da outra. Os educadores deverão ter em conta as seguintes reflexões:  Até aos 2 anos, convém propor à criança um modelo linguístico fácil de imitar. Dizer “florzinha” em vez de “flor” atrasará a produção desta mesma palavra.  Convém saber ainda que a compreensão da linguagem antecede sempre seis meses a sua produção. O educador deverá fornecer à criança muitos vocábulos novos e concretos.
  • 25. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 25 O educador fornecerá à criança pequenas palavras gramaticais, chamadas, em psicolinguística, “palavras funcionais”. A extensão gramatical com a palavra areia poderia ser: areia no balde areia da praia areia fora da pá a tua areia areia sem conchas Num primeiro tempo, o bebé e o educador, dirão “popó”. Quando a criança manipular com certo à-vontade esta palavra, deverà propor, por justaposição, o modelo adulto. Assim, quando a criança disser “popó”, o educador repetirà popó (serve de reforço).
  • 26. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 26 Assim, se o bebé produz um enunciado a duas palavras, do tipo: “popó, papà”, o adulto deverà não ultrapassar as três ou quatro palavras no seu próprio enunciado. Casos muito pràticos do nosso dia-a-dia na creche são, tais como, a identificação dos objetos pessoais de cada criança (cabide, pasta de trabalhos, pente, etc.), recorremos, normalmente ao uso de símbolos escolhidos de forma aleatória pelo educador. Exemplo: O popó do papá! O popó é grande. Pega no popó!...
  • 27. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 27 “Janela do Tempo” Na “Janela do Tempo” pode surgir a construção com as crianças de quatro àrvores, uma para cada estação. Um objecto fundamental de trabalho para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita è o livro. As fotografias a cores aparecerão no início (dos 12 aos 18 meses), fotografias com imagens reais soltas (família, objetos, alimentos, vestuàrio, etc.) e depois aos poucos introduzindo pequenas sequências (a partir dos 18 meses). Na sala vão ser introduzidos oito livros de pano resistente. Escolhemos uma cor para cada livro: azul, vermelho, verde, amarelo, rosa, laranja, castanho e branco. O livro branco é para as sequências que possam surgir de uma ação ou momento que surgiu de um passeio ou visita. Cada livro tem um tema (vestuàrio, alimentos, pessoas, objetos, animais, móveis e ações) e um formato diferente de acordo com o tema. Por exemplo, o livro dos alimentos poderà ser a forma de um prato.
  • 28. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 28 Cada página do livro terá um elemento-surpresa, que faz com que a criança tenha de descobrir o que se esconde por detrás. Exemplos: com fita velcro, uma mola, um botão, uma roda giratória, um elástico… A última página será uma folha desdobrável que poderá ter a sequência seguida. Cada livro tem na capa escrito o seu tema e cada fotografia tem a sua respectiva legenda. Este livro constituirá um excelente elo de ligação entre o jardim-de-infância e a casa da criança e permitirá prolongar a ação começada na escolinha.  Esquema desenvolvimental da leitura de objetos a três dimensões À leitura de letras
  • 29. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 29 No exemplo que vamos dar à esquerda aparece uma ação, pertencente Às rotinas diárias da criança, e, à direita, os objetos necessários para a realização desta ação. Exemplos: Ação Objetos Relativos Lavar as mãos - Sabonete; - Toalha; - Torneira; - Quente; - Água; - Fria. Desenham-se, em cartão de formato A5, ações, simples, cuja personagem não tem a cabeça representada, porque assim será recortado num espaço do tamanho de uma fotografia tipo passe no canto superior direito do cartão. Neste espaço em branco poder-se-á colocar a
  • 30. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 30 fotografia de uma criança, ou de qualquer personagem capaz de executar a ação representada. Este jogo proporciona a todos a possibilidade de criar pequenas frases, corretas e completas. Assim:  O bebé come.  A Rita come a sopa.  Ela segura a colher.  A criança tem um babete…  Está sentada à mesa. É um jogo de fácil explicação, relativo à formação sintática. Como é fácil de verificar, as atividades que acabámos de propor são interativas e introduzem a criança na representação escrita a duas dimensões.
  • 31. ÁREA VOCACIONAL DE PSICOLOGIA Página 31 Rigolet, sylviane (1998). Para uma aquisição precoce e optimizada da linguagem. Linhas de orientação para as crianças até aos 6 anos. Porto: Porto Editora.