Aula 5 res solidos

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Aula 5 res solidos

  1. 1. Resíduos sólidos Origem, Formação, Classificação, Características e Impactos
  2. 2. Introdução Ser humano Atividades diárias Produz e descarta grande quantidade de resíduos AVANÇO TECNOLÓGICO E INDUSTRIAL Produtos e bens de consumo sofisticados (e de baixa vida útil). Consolidando-se a sua enorme capacidade do homem para explorar os recursos naturais.
  3. 3. <ul><li>O homem estabeleceu a muitos anos, que </li></ul><ul><li>“ lixo é todo e qualquer tipo de resíduo sólidos resultante de sua atividade diária” </li></ul><ul><li>“ é toda matéria sólida que não lhe é mais útil, funcional ou estética”. </li></ul><ul><li>Definição ultrapassada, não condiz mais com a urgente necessidade de proteção do meio ambiente e de controle do desperdício. </li></ul>Introdução
  4. 4. <ul><li>Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível. </li></ul>Definição Resíduos Sólidos (Lixo) ABNT NBR 10004 (2004)
  5. 5. Definição Resíduos Sólidos (Lixo) “ Lixo é uma massa heterogênea de resíduos sólidos resultante das atividades humanas, que podem ser reciclados e parcialmente utilizados, gerando, entre outros benefícios, proteção à saúde pública e economia de energia e de recursos naturais (Tinôco, 2007).”
  6. 6. Novo paradigma Criar mecanismos que disciplinem a geração de bens de consumo de longa vida útil, reaproveitando ou reciclando os seus resíduos para minimizar e controlar o desperdício e os impactos ambientais associados. Repensar o nosso modelo de desenvolvimento econômico
  7. 7. <ul><li>Atualmente </li></ul>Produção de lixo no Brasil 115.000 toneladas de lixo por dia Aproximadamente 85.000 toneladas de lixo domiciliar 27% vai para aterros sanitários e aterros 70% despejos a céu aberto 3% compostagem Fonte: Tinôco, (2007).
  8. 8.
  9. 9. Aspectos Econômicos do Lixo Urbano Aspectos Econômicos Mal interpretados grande prejuízos a empresários Não gera dinheiro e nem gera receita que garanta uma atividade de exploração em nível empresarial (salvo pouquíssimas exceções) Lixo Urbano
  10. 10. Aspectos Econômicos do Lixo Urbano Tratamento o lixo Uma questão de princípios ético e legais Proteção da saúde pública e do meio ambiente, e para evitar desperdício.
  11. 11. <ul><li>Algumas unidades de triagem e compostagem terem lucro, deve-se aos seguintes fatores: </li></ul>Aspectos Econômicos do Lixo Urbano <ul><li>receber mais que 80 t de lixo urbano por dia; </li></ul><ul><li>ter mercado para os recicláveis e o adubo orgânico; </li></ul><ul><li>contar com o incentivo do ICMS - ecológico; </li></ul><ul><li>empregar tecnologia adequada. </li></ul>
  12. 12. Aspectos Econômicos do Lixo Urbano O lixo do Brasil é “rico” Enorme teor de matéria orgânica (média de 65%) e ao percentual de material potencialmente reciclável (mais de 15% de papéis, vidros, plásticos metais, etc.)
  13. 13. Aspectos Econômicos do Lixo Urbano <ul><li>Aspectos econômicos ligados a reciclagem e ao reaproveitamento do lixo urbano estão vinculados aos seguintes fatores: </li></ul><ul><li>Cuidado ambiental; </li></ul><ul><li>Melhoria da saúde pública; </li></ul><ul><li>Economia de energia e de recursos naturais; </li></ul><ul><li>Reaproveitamento e nutrientes; </li></ul><ul><li>Controle da proliferação de vetores; </li></ul><ul><li>Diminuição significativa dos ciclos de doenças associadas ao lixo; </li></ul><ul><li>Aumento da vida média e da produtividade do homem; </li></ul>
  14. 14. Aspectos Econômicos do Lixo Urbano <ul><li>Aspectos econômicos ligados a reciclagem e ao reaproveitamento do lixo urbano vinculados aos seguintes fatores: </li></ul><ul><li>Geração de empregos; </li></ul><ul><li>Comercialização de produtos; </li></ul><ul><li>Redução de desperdícios; </li></ul><ul><li>Valorização de terras pela eliminação do lixão (e implantação de aterro); </li></ul><ul><li>Melhoria da fertilidade do solo; </li></ul><ul><li>Incentivo aos pequenos e médios agricultores; </li></ul><ul><li>Aumento de vida útil do aterro etc. </li></ul>
  15. 15. Aspectos Sociais do Lixo Urbano Aspectos sociais “ Projetos de Reciclagem e Compostagem servem para eliminar a condenável prática da catação de recicláveis nos lixões, e garantir a oportunidade de absorção dessa mão-de-obra(ou parte dela) nas unidades de triagem e compostagem.” “ mobilização comunitária para implantação da coleta seletiva”
  16. 16.
  17. 17.
  18. 18. Origem e Formação dos Resíduos Sólidos <ul><li>Dependem: </li></ul><ul><li>Hábitos; </li></ul><ul><li>Costumes, </li></ul><ul><li>Local onde se vive; </li></ul><ul><li>Época do ano; </li></ul><ul><li>Educação. </li></ul>
  19. 19. Classificação dos Resíduos Sólidos <ul><li>As formas mais comuns de classificação são quanto aos: </li></ul><ul><li>Natureza física : seco ou molhado; </li></ul><ul><li>Composição química : matéria orgânica e matéria inorgânica; </li></ul><ul><li>Riscos potenciais de contaminação do meio ambiente ; </li></ul><ul><li>Natureza ou origem . </li></ul>Fonte: IPT,2000
  20. 20. <ul><li>Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente </li></ul><ul><li>De acordo com a NBR 10.004:2004 da ABNT, os resíduos sólidos podem ser classificados em: </li></ul><ul><li>a) resíduos classe I - Perigosos; </li></ul><ul><li>b) resíduos classe II – Não perigosos; </li></ul><ul><li>– resíduos classe II A – Não inertes. </li></ul><ul><li>– resíduos classe II B – Inertes. </li></ul>Classificação dos Resíduos Sólidos
  21. 21. Classe I Resíduos Perigosos inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade, apresentam riscos à saúde pública Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente
  22. 22. Classe II A ou não inertes propriedades de combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, com possibilidade de acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente. Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente Classe II B ou inertes São aqueles que, por suas características intrínsecas, não oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente. Classe II não perigosos
  23. 23. <ul><li>Segundo a origem: </li></ul><ul><li>Lixo doméstico ou residencial </li></ul><ul><li>Lixo comercial </li></ul><ul><li>Lixo público </li></ul><ul><li>Lixo de serviços de saúde </li></ul><ul><li>Lixo industrial </li></ul><ul><li>Lixo especial </li></ul><ul><li>Outros </li></ul>Quanto á natureza ou origem
  24. 24. Quanto á natureza ou origem Lixo Doméstico Ou Residencial Gerados nas atividades diárias em casas, apartamentos, condomínios demais edificações residenciais. Lixo Comercial Lixo Público Estabelecimento comercial resíduos presentes nos logradouros públicos, em geral resultantes da natureza, tais como folhas, galhadas, poeira, terra e areia.
  25. 25. Quanto á natureza ou origem Lixo de Serviço de Saúde Gerados nas instituições destinadas à preservação da saúde da população. Lixo Industrial Lixo Especial São os resíduos gerados pelas atividades industriais . Construção, portos, aeroportos, saúde, radioativos, agrícolas
  26. 26. Características dos Resíduos Sólidos a “cara” do lixo varia conforme a cidade, em função de diversos fatores, como por exemplo, a atividade dominante (industrial, comercial, turística, etc.), os hábitos e costumes da população (principalmente quanto à alimentação) e o clima.
  27. 27. Características dos Resíduos Sólidos Características: Físicas, Químicas e Biológicas. <ul><li>Características físicas </li></ul><ul><li>Geração per capita </li></ul><ul><li>Composição gravimétrica </li></ul><ul><li>Peso específico aparente </li></ul><ul><li>Teor de umidade </li></ul><ul><li>Compressividade </li></ul>
  28. 28. Características físicas Geração Per capita Relaciona a quantidade de resíduos urbanos gerados diariamente e o número de habitantes de determinada região. Brasil: 0,60 a 0,80 kg/hab/dia
  29. 29. Características físicas Geração Per capita A soma de todo lixo gerado, dividido pelo número de habitantes da cidade, resulta na contribuição diária por pessoa, que é chamada de contribuição per capita (q=kg/hab/dia).
  30. 30. Características físicas Geração Per capita Exemplo: seja uma cidade de 10.000 habitantes, que geram 6 toneladas de lixo por dia. Qual a contribuição per capita (q) ? Logo q = 0,6 kg/hab/dia (600 g/hab/dia) Pode-se calcular também a contribuição per capita para o lixo público, o domiciliar etc.
  31. 31. <ul><li>Importância </li></ul><ul><li>Fundamental para o planejamento de todo sistema de gerenciamento do lixo, principalmente no dimensionamento de instalações e equipamentos, importante no dimensionamento de veículos. </li></ul>Características físicas dos resíduos sólidos Geração Per capita
  32. 32. Composição gravimétrica ou composição física Traduz o percentual de cada componente em relação ao peso total da amostra de lixo analisada. Tabela 2 Fonte: http://www.resol.com.br/cartilha4 (06/10/2006) Características físicas dos resíduos sólidos
  33. 33. Composição gravimétrica Tabela 3 Fonte: http://www.resol.com.br/cartilha4 (06/10/2006) Importância Indica a possibilidade de aproveitamento das frações recicláveis para comercialização e da matéria orgânica para a produção de composto orgânico. Características físicas dos resíduos sólidos
  34. 34. Composição gravimétrica Composição gravimétrica do lixo gerado no Brasil (% em peso). Fonte: Tinôco, (2007). Potencialmente recicláveis “inertes” 21,2% Rejeitos Potencialmente recicláveis “orgânicos” 64%
  35. 35. Peso específico aparente É o peso do lixo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação. <ul><li>Importância </li></ul><ul><li>Fundamental para o correto dimensionamento da frota de coleta, assim como de contêineres e caçambas estacionárias. </li></ul><ul><li>Determina a capacidade volumétrica dos meios de coleta, transporte e disposição final </li></ul>
  36. 36. <ul><li>Peso específico aparente </li></ul>Peso específico aparente Lixo domiciliar Lixo compactado
  37. 37. Teor de umidade Representa a quantidade de água presente no lixo, medida em percentual do seu peso. Estimação do teor de umidade em torno de 40 a 60%.
  38. 38. Teor de umidade <ul><li>Importância </li></ul><ul><li>Influência direta sobre a velocidade de decomposição da matéria orgânica no processo de compostagem. </li></ul><ul><li>Influência diretamente o poder calorífico e o peso específico aparente do lixo. </li></ul><ul><li>Influência diretamente o cálculo da produção de chorume e o correto dimensionamento do sistema de coleta de percolados. </li></ul>
  39. 39. Compressividade É o grau de compactação ou a redução do volume que uma massa de lixo pode sofrer quando compactada. Importância Muito importante para o dimensionamento de veículos coletores, estações de transferência com compactação e caçambas compactadoras estacionárias.
  40. 40. Características químicas dos resíduos sólidos <ul><li>Poder calorífico </li></ul><ul><li>Potencial hidrogeniônico (pH) </li></ul><ul><li>Composição química </li></ul><ul><li>Relação carbono/nitrogênio (C:N) </li></ul>
  41. 41. Poder calorífico Lixo domiciliar 5.000kcal/kg. Capacidade de um material desprender determinada quantidade de calor quando submetido à queima. Importância Influencia o dimensionamento das instalações de todos os processos de tratamento térmico (incineração, pirólise e outros). É a quantidade de calor gerada pela combustão de 1 kg de lixo misto (e não somente dos materiais facilmente combustíveis)
  42. 42. Potencial hidrogeniônico (pH) Indica o teor de acidez ou alcalinidade dos resíduos. Em geral, situa-se na faixa de 5 a 7 Importância Indica o grau de corrosividade dos resíduos coletados, servindo para estabelecer o tipo de proteção contra a corrosão a ser usado em veículos, equipamentos, contêineres e caçambas metálicas.
  43. 43. Composição química Determinação dos teores de: cinzas, matéria orgânica, carbono, nitrogênio, potássio, cálcio, fósforo, resíduo mineral total, resíduo mineral solúvel e gorduras. Importância Ajuda a indicar a forma mais adequada de tratamento para os resíduos coletados.
  44. 44. Características Biológicas dos Resíduos Sólidos Estudos da população microbiana e dos agentes patogênicos Características químicas <ul><li>permite que sejam discriminados os métodos de tratamento e disposição mais adequados; </li></ul><ul><li>fundamentais na fabricação de inibidores de cheiro e de aceleradores e retardadores da decomposição da matéria orgânica presente no lixo. </li></ul>
  45. 45. Fatores que influenciam as características dos resíduos sólidos
  46. 46. As cidades se transformam sem parar. Dentro de uma mesma comunidades, as características vão se modificando com o decorrer dos anos, tornando necessários levantamentos periódicos visando a atualização de dados. Características dos resíduos sólidos
  47. 47. Impactos Ocasionados pelos Resíduos Sólidos Impactos Ambiental Visual Estético Do ponto de vista ambiental: Poluição no solo, na água e no ar.
  48. 48. Poluição do ar odor fumaça vento poeira
  49. 49.
  50. 50. Impactos visual e estético Visual Estético Afetam negativamente a paisagem de uma cidade urbana
  51. 51. O lixo e a Saúde Pública – Aspectos Sanitários Despejo do lixo de modo inapropriado Condições favoráveis (habitats) à proliferação de vários vetores biológicos: Moscas, mosquitos, baratas, ratos, etc., Proliferação de forma assustadora em razão da grande quantidade de alimento, facilidade de abrigo, umidade e a temperatura adequada.
  52. 52. O lixo e a Saúde Pública – Aspectos Sanitários São vários os tipos de moscas, mosquitos, baratas e ratos que proliferam nos lixões Mosca doméstica, está associada à transmissão de mais de 25 doenças: Febre tifóide, ascaridíase, ancilostomose, amebiase, etc..e vária doenças entéricas.
  53. 53. Você sabia? A mosca doméstica já nasce adulta e começa a pôr seus ovos apenas dois dias depois de abandonar seu “casulo” Cada postura (que leva de 3 a 4 dias), a mosca põe cuidadosamente 100 a 150 ovos no lixo. Os ovos, em 1 ou 2 dias, viram larvas, que se alimentam de matéria orgânica , por 4 a 7 dias, e depois penetram na terra (12 cm) e se imobilizam por 3 a 4 dias na forma de pupa para, em seguida se libertarem em forma de mosca adulta.
  54. 54. Você sabia? A mosca vive geralmente de 1 a 4 meses e, durante este curto período de vida pode pôr entre 2.500 e 4.000 ovos. A sucessão de descendentes de uma só mosca pode alcançar, em apenas 6 meses, a enorme quantidade de 5. 598. 700.000.000 (cinco trilhões, quinhentos e noventa e oito bilhões e setecentos milhões) de insetos. Se fossem colocados em linha reta, dariam 880 voltas no globo terrestre. João Tinôco Pereira, 2007.
  55. 55. O lixo e a Saúde Pública – Aspectos Sanitários Mosquitos Proliferam na forma de larva nas águas empoçadas nos lixões e acumuladas em latas, baldes, pneus, vidros etc., Doenças: Febre amarela, malária, elefantíase, dengue, etc.
  56. 56. O lixo e a Saúde Pública – Aspectos Sanitários Barata, está associada à transmissão de mais de 20 doenças: Doenças: Desinterias, gastroenterites, poliomielite, etc. Ratos Prejuízos econômicos que causam às colheitas a aos armazéns Doenças perigosas Peste bubônica, leptospirose
  57. 57. O lixo e a Saúde Pública – Aspectos Sanitários Lixo urbano Grande contribuição na mortalidade infantil País com 35 milhões de pessoas desnutridas (principalmente crianças), com baixa resistência orgânica. Despeja em média, 70% do lixo gerado em lixões. Quase impossível diminuir o índice de mortalidade infantil ou tratar definitivamente uma pessoa.
  58. 58. Plásticos: fontes de cádmio e níquel Metais ferrosos: chumbo e cobre Papel: mercúrio, chumbo e zinco Borracha: zinco Pilhas: mercúrio, cádmio, zinco e níquel Além de microorganismos, os resíduos sólidos urbanos podem conter elementos tóxicos, considerados perigosos para a saúde humana e cujos teores dependem da composição do lixo: Aspectos epidemiológicos
  59. 59.
  60. 60.
  61. 61.
  62. 62.
  63. 63.
  64. 64.
  65. 65.
  66. 66. Você já pensou na quantidade de lixo que gera por dia?

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