Induastrialização brasiledira 2

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  • Professor: o trecho que selecionamos do documentário Motoboys – Vida Loca traz a entrevista do urbanista Paulo Mendes da Rocha sobre a formação dos centros urbanos.
  • Professor: o ritmo da transferência da população do meio rural para o meio urbano é bastante heterogêneo. No Sudeste, a população urbana ultrapassou a rural na década de 1950. A urbanização do Centro-Oeste foi impulsionada pela fundação de Brasília, em 1960. A região Sul, pelo contrário, conheceu urbanização lenta até o início da década de 1970. No Nordeste, a trajetória da urbanização permaneceu relativamente lenta. A estrutura agrária assentada sobre minifúndios familiares, na faixa do agreste, contribuiu para reter a força de trabalho no campo e controlar o ritmo do êxodo rural. A região Norte foi a segunda mais urbanizada há algumas décadas, tendo se transformado na menos urbanizada na década de 1980.
  • Professor: a escala indicada se refere ao mapa impresso no módulo.
  • Professor: a escala indicada se refere ao mapa impresso no módulo.
  • Induastrialização brasiledira 2

    1. 1. PROFESSORA Euna
    2. 2. OS DIFERENTES TIPOS DE INDÚSTRIAS INDÚSTRIAS TRADICIONAIS- que utilizam muita mão de obra e menos máquinas;  INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO- transforma a matéria prima em produto final e podem ser: Bens duráveis- automóveis, eletrodomésticos, Informática Não-duráveis- bebidas, cigarros, alimentos etc... Bens intermediários- peças, ferramentas;
    3. 3. As três revoluções indústriais • PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDÚSTRIAL- O pioneirismo inglês, no século XVIII, devido ao acumulo de capital; em razão da expansão do comércio ultramarino; as reservas de carvão e ferro; e grande quantidade de mão de obra; • Revolução Gloriosa- assinalou o final do absolutismo inglês e colocou a burguesia no controle do Estado; • Avanços técnicos- desenvolvimento de maquinas, como a máquina a vapor e o tear mecânico.
    4. 4. Segunda Revolução Industrial Inicia-se em 1870, com industrialização da França, da Alemanha, da Itália, dos EUA e do Japão; Novas fontes de energia- eletricidade e petróleo; Surgiram máquinas e ferramentas mais modernas; Taylorismo e fordismo.
    5. 5. TERCEIRA REVOLUÇÃO INDÚSTRIALGLOBALIZAÇÃO- avanços da automação e informática; alta tecnologia e mão de obra especializada; Terceirização; Conglomerado de países industrializados;  trustes- empresas que detêm grande parte da produção de um determinado produto; Cartéis- um grupo de empresas que unidas por acordo detêm em conjunto grande parte da produção; Toyotismo.
    6. 6. INDUSTRIALIZAÇÃO CONTEMPORÂNEA Esta relacionada a evolução técnico-científica; Maior qualificação da mão de obra; Desconcentração industrial; Holding- controle de várias empresas mediante a aquisição de suas ações
    7. 7. O processo de industrialização no Brasil Está ligada a três acontecimentos externos: 1ª Guerra Mundial (1914 a 1918)- industrias de bens de consumo não-duráveis; Crise de 1929- a Grande Recessão; 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945); O processo industrial do Brasil acelera pós 2ª guerra.
    8. 8. Diversos países, como Argentina, México e Brasil, iniciaram o processo de industrialização efetiva a partir da segunda metade do século XX, no entanto, o embrião desse processo no Brasil ocorreu ainda nas primeiras décadas de 30, momentos depois da crise de 29. Crise essa que ocasionou a falência de muitos produtores de café, com isso, a produção cafeeira entrou em declínio.
    9. 9. Quando se fala em industrialização do Brasil é bom ressaltar que tal processo não ocorreu em nível nacional, uma vez que a primeira região a se desenvolver industrialmente foi a Região Sudeste.
    10. 10. A industrialização brasileira nesse período estava vinculada à produção cafeeira e aos capitais derivados dela. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o café exerceu uma grande importância para a economia do país, até porque era praticamente o único produto brasileiro de exportação. O cultivo dessa cultura era desenvolvido especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e algumas áreas de Minas Gerais.
    11. 11. Após a crise que atingiu diretamente os cafeicultores, esses buscaram novas alternativas produtivas, dessa maneira, muitas das infraestruturas usadas anteriormente na produção de transporte do café passaram, a partir desse momento, a ser utilizadas para a produção industrial.
    12. 12. Outro fator importante para a industrialização brasileira foi a utilização das ferrovias e dos portos, anteriormente usados para o transporte do café, passaram a fazer parte do setor industrial. Além desse fator, outro motivo que favoreceu o crescimento industrial foi a abundante quantidade de mão de obra estrangeira, sobretudo de italianos, que antes trabalhavam na produção do café.
    13. 13. Um dos fundamentais elementos para a industrialização brasileira foi a aplicação de capitais gerados na produção de café para a indústria, a contribuição dos estrangeiros nas fábricas, como alemães, italianos e espanhóis. O Estado também exerceu grande relevância nesse sentido, pois realizou elevados investimentos nas indústrias de base e infraestrutura, como ferrovias, rodovias, portos, energia elétrica, entre outros.
    14. 14. Mais tarde, após a Segunda Guerra Mundial, a Europa não tinha condições de exportar produtos industrializados, pois todo o continente se encontrava totalmente devastado pelo confronto armado, então o Brasil teve que incrementar o seu parque industrial e realizar a conhecida industrialização por substituição de exportação.
    15. 15. Nessa mesma década aconteceu a inserção de várias empresas derivadas de países industrializados que atuavam especialmente no seguimento da indústria automobilística, química, farmacêutica e eletroeletrônica. A partir de então, o Brasil ingressou efetivamente no processo de industrialização, deixando de ser um país essencialmente produtor primário para um Estado industrial e urbano.
    16. 16. Governo J K (1956 a 1961) Deslanche industrial; Plano de metas- 31 metas, voltadas para educação, transportes, vias de transporte, construir um parque automobilístico, infra-estrutura; Crescer 50 anos em 5; Capital nacional e estrangeiro; Criou a UNB (Universidade de Brasília), investiu na EMBRATEL, CSN,Petrobras.
    17. 17. Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956 -1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhou novos rumos e feições. JK abriu a economia para o capital internacional, atraindo indústrias multinacionais. Foi durante este período que ocorreu a instalação de montadoras de veículos internacionais (Ford, General Motors, Volkswagen e Willys) em território brasileiro.
    18. 18. Pontos positivos Positivo- urbanização, mais acesso á saúde, educação e saneamento básico Criação de inúmeras cidades; O país deixa de ser agroexportador para exportador de produtos industrializados; Criação de novos empregos.
    19. 19. Pontos negativos Forte endividamento externo; Êxodo rural; Favelização; Aumento da violência urbana.
    20. 20. Milagre econômico ou brasileiro (1967 a 1973)General Médici- consolidou o crescimento industrial; Recursos usados em empresas estatais, privadas, multinacionais principalmente no segmento industrial; Crescimento do mercado externo (exportação); Atraiu muitas multinacionais com mão de obra barata, redução de impostos, matéria prima em grande quantidade; Qualquer manifestação por melhores salários eram duramente reprimidos pelo governo.
    21. 21. Os militares, assim que assumiram, criaram o Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG), que tinha como objetivos combater a inflação e realizar reformas estruturais, que permitissem o crescimento. Com a “estabilidade política”, os recursos estrangeiros retornaram ao Brasil maciçamente. Com tamanho volume de capital, a economia se estabilizou.
    22. 22. Em 1967, a economia dava sinais de recessão. Delfim Netto, então encarregado pela economia do país, passou a investir nas empresas estatais, nas áreas de siderurgia, petroquímica, geração de energia, entre outras. As medidas surtiram efeito, e os investimentos nas estatais renderam muitos lucros. O processo de industrialização finalmente havia chegado ao Brasil, gerando milhões de empregos. Em 1969, quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência, o “Milagre Econômico” acontecia.
    23. 23. Como resultado, nos anos seguintes, a classe média teve aumentos consideráveis em sua renda, enquanto aumentava o abismo social no país. O aumento das desigualdades sociais e as divida externa assumida nessa época são as principais heranças do Milagre Econômico no Brasil.
    24. 24. Como podemos perceber, apesar de crescente o desenvolvimento industrial nordestino, estados do Sudeste, como São Paulo ainda estão bem à frente do Nordeste. Entre as bases da industrialização, dada a partir da criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), destaca-se a riqueza das seguintes matérias- primas: cana-de-açúcar (açúcar e álcool); algodão (indústria têxtil); frutas nativas e não nativas (indústria alimentícia); tabaco (indústria de charuto); sal (no Rio Grande do Norte e Ceará)
    25. 25. Atualmente, vêm ganhado importância as indústrias automobilísticas e navais no Nordeste, com destaque à Indústria Naval do Ceará – INACE (estaleiro brasileiro com sede em Fortaleza, fundado em 1969). Ainda pode-se ressaltar as empresas de petróleo e gás natural, que são explorados principalmente nos litorais do Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas e da Bahia. Os principais centros industriais estão localizados nas regiões metropolitanas.
    26. 26. Incentivos fiscais: Nos últimos anos, muitas indústrias que antes se localizavam no Sudeste transferiram-se para o Nordeste, atrás dos incentivos fiscais. Ainda com todo esse avanço dos últimos tempos, combater a pobreza é um desafio a ser alcançado.
    27. 27. Tecnopolos São centro industriais ou cidades com conjunto de métodos industriais de inovações tecnológicas; Capazes de criar, reciclar, difundir tecnologia de ponta; Apoio de universidades e instituições de ensino; Mão de obra de elevado padrão técnico-científico.
    28. 28. Distribuição industrial no espaço brasileiro
    29. 29. SUDESTE É responsável por mais da metade de toda a atividade industrial do país; O Estado de São Paulo é o maior destaque: concentra cerca de 40% dos estabelecimentos industriais e 48% do pessoal ocupado nas industrias; A grande São Paulo, sobretudo o ABCD ( Santo André, São Bernardo, São Caetano) Diadema, Osasco, Guarulhos e outras áreas metropolitanas, possui a maior concentração industrial da América Latina;
    30. 30. Minas Gerais- 1º lugar em produção de aço do país; Vem aumentando a cada ano a produção industrial; Esta posição esta apoiada na abundancia de recursos minerais; Usiminas, Belgo-Mineira entre outras
    31. 31. RIO DE JANEIRO- Grande Rio Poli-industrial, construção naval, química, refino de petróleo, turismo entre outros; CSN em Volta Redonda; Siderúrgica Barra Mansa ;
    32. 32. Região Sul Segunda região mais industrializada; As indústria mais importantes são as de bens de consumo: alimentícias, frigoríficos e vinícolas; Forte colonização européia
    33. 33. Região Centro-Oeste, Norte e Nordeste A região Nordeste é a terceira mais industrializada, produtos minerais, alimentação, metalúrgica, refino de petróleo, fumo entre outros; Região Norte- setor eletrônico em Manaus, Belém e Macapá; Região Centro-Oeste- Mecanização da atividades primárias; Regiões periféricas- enclaves industriais
    34. 34. Produção do espaço urbano  A urbanização ocorre quando há aumento da porcentagem da população urbana e está relacionada ao conjunto de intervenção no espaço urbano para melhores infraestruturas.  No Brasil, o processo acelerado de urbanização ocorreu no período de intensa industrialização do pós-guerra, tendo se iniciado nas últimas décadas do século XX.  De acordo com as estatísticas oficiais produzidas em 2004 pelo IBGE, cerca de 81% da população brasileira estava concentrada nas cidades no ano 2000.
    35. 35. Produção do espaço urbano Populações urbana e rural 3 O processo de urbanização
    36. 36. O êxodo rural e suas causas O processo de urbanização brasileiro está relacionado com o êxodo rural. Repulsão da força de trabalho do campo Atração da força de trabalho nas cidades Formação de uma superpopulação relativa Latifúndio Empregos Surgimento do trabalho informal
    37. 37. Urbanização e desigualdades regionais Evolução regional da urbanização 3 O processo de urbanização
    38. 38. A rede urbana brasileira Brasil: hierarquia urbana
    39. 39. Os espaços metropolitanos  Em 1950, o Brasil tinha três cidades de grande porte: Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, que abrigavam mais de 500 mil habitantes.  Em 2000, 30 cidades já haviam ultrapassado a marca de meio milhão de habitantes, perfazendo um total de cerca de 57 milhões de pessoas.  O caráter pontual e concentrador da urbanização decorreu das condições em que ocorreu a modernização da economia do país.  A concentração econômica determinou a aglomeração espacial: o resultado foi a metropolização.
    40. 40. As metrópoles e a gestão pública A expansão econômica das metrópoles produziu o crescimento demográfico do núcleo urbano central e dos demais situados no seu entorno. Integração física das manchas urbanizadas Conurbação Separação das manchas urbanizadas por áreas rurais Integração funcional Descompasso entre os limites municipais e a mancha urbanizada 3 O processo de urbanização
    41. 41. As metrópoles e a gestão pública Estrutura territorial das megacidades
    42. 42. Megacidade – cidade populosa com uma população total de 10 milhões ou mais de habitantes; Cidade Global – cidade que exerce influencia a nível mundial independente do número de habitantes. No Brasil somente RJ e SP são cidades globais.
    43. 43. As metrópoles e a gestão pública  A Grande São Paulo, terceira maior metrópole do mundo, abriga nos seus 39 municípios quase 18 milhões de habitantes, cerca de 10% da população nacional.  O lixo coletado diariamente está em torno de 16 mil toneladas.  O número de veículos supera 6 milhões na capital e 18 milhões no estado.  Ocorrem aproximadamente 11,5 milhões de viagens/dia em transportes coletivos.  A população favelada é de cerca de 1 milhão de habitantes. Os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo formam uma única e imensa mancha urbana. Imagem captada por satélite em 2001. EARTHSATELLITE/LATINSTOCK 3 O processo de urbanização
    44. 44. A megalópole e a metrópole expandida  São Paulo e Rio de Janeiro, separadas por apenas cerca de 400 km, configuram o principal eixo econômico do país.  A expansão das suas regiões metropolitanas e das cidades localizadas sobre o eixo de circulação que as conecta está conduzindo ao surgimento da primeira megalópole do país. A megalópole em formação

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