PROJETO DE PESQUISA                    Plano de trabalho    OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO – EDITAL 038/2010      Fomento a Estu...
1. Ofício de encaminhamento do projeto:                                          2
2. Termo de compromisso dos participantesProfessora Sandra Mara CorazzaUFRGSProfessor Silas Borges MonteiroUFMTTERMO DE CO...
Professora Ester Maria Dreher HeuserUNIOESTEProfessora Carla Gonçalves RodriguesUFPELTERMO DE COMPROMISSO       Na qualida...
Professor Gabriel Sausen FeilUNIPAMPAProfessora Adriana Abech BranchelliEMEF Ver. Antônio Giúdice                         ...
Professora Janete Maria do NascimentoEscola Municipal André Zenere. Toledo/PRProfessora Luciana Alves PintoEscola Municipa...
Professora Janice Inês Winter OrtizEscola Municipal André Zenere. Toledo/PRProfessor João SchommerColégio Estadual Jardim ...
Professa Sandra Elisete CasolaColégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRProfessora Shirlei BrachtEstadual Jardim Europa. To...
Cristiano Bedin da CostaDoutorando do PPGEDU/UFRGSProfessor Eduardo Guedes PachecoUERGS                                   9
Professor Deniz NicolayUFFSProfessor Luciano Bedin da CostaSETREM                                   10
Professor Paulo Mauro da SilvaSecretaria Municipal de Educação de POA /RSProfessora Patrícia Cardinale DalarosaMestranda d...
3. Projeto de pesquisa nos termos do edital 038/2010/CAPES/INEP3.1. Título do projeto:Escrileituras: um modo de “ler-escre...
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Professores da rede pública de ensino:Adriana Abech BranchelliProfª da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Ant...
João Luis SchommerProfessor do Colégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRjoaoluisschommer@bol.com.br / joaoschommer@hotmail...
projeto de estudo e pesquisa aqui apresentado, oferece parceria e solidariedade àsatuais preocupações do governo federal e...
O trabalho com oficinas de escritura implica, necessariamente, o campo dovivido, dos sentidos, das sensações ou das invenç...
O conceito de escrileitura, portanto, insere este projeto na dimensão imaginativade toda a escritura ou texto de fruição. ...
experimentação da escrita em toda a sua extensão, mas que também necessita deestriamentos para que possa estabelecer terri...
não tenha semelhante ou equivalente. Do ponto de vista da repetição do semelhante(da generalidade), enxerga-se a represent...
   Contribuir na formação de recursos humanos em educação, através de        experimentações previstas com docentes da re...
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determinado ordenamento político. Cabe ao método genealógico, então, pesquisareste solo de estabelecimentos conceituais “v...
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    Imersão no estrangeiro através de experimentações com texto e com a leitura       Aportagem de problematizações acer...
    Biografemas   Uma oficina de escritura biografemática: implicada por movimentos disparadoresde pensamento. O que sign...
conceitos que consegue anexar ou inventar nas próprias amarrações que seestabelecem. É experimentação de vida na medida em...
sonoro, como que uma viagem à infância que habita todo o tipo de novidade e se tornanecessária ao espírito.       Importa ...
Escrever é devir (...) escrever é mostrar a vida... É gaguejar na língua... Na           Literatura, de tanto forçar a lin...
Cronograma de atividades:                              2011                      2012               2013              2014...
4. Utilização de fontes e de bases de dados:       Como sintomatologistas e analíticos do sistema educacional brasileiro,u...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBARTHES, Roland. A aventura semiológica. Lisboa: Edições 70, 1987._____. A câmara clara: notas s...
. _____. Os cantos de Fouror: escrileitura em filosofia-educação. Porto Alegre: Ed. DaUFRGS e Sulina, 2007._____. Para uma...
_____. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: graal, 1990. 9ª Edição_____.Vigiar e punir. Tradução de Ligia M. Pondé Vassal...
ANEXO II                                              OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO - EDITAL 2010                              ...
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Projeto Escrileituras:um modo de ler-escrever em meio à vida

  1. 1. PROJETO DE PESQUISA Plano de trabalho OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO – EDITAL 038/2010 Fomento a Estudos e Pesquisas em Educação CAPES/INEP ESCRILEITURAS: UM MODO DE “LER-ESCREVER” EM MEIO À VIDA Coordenação do projeto: Sandra Mara Corazza Instituição sede: Programa de Pós-Graduação em Educação Faculdade de Educação Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGSNúcleo proponente: UFRGS, UFPEL, UNIOESTE, UFMT e UERGS Apresentado a CAPES em setembro de 2010.
  2. 2. 1. Ofício de encaminhamento do projeto: 2
  3. 3. 2. Termo de compromisso dos participantesProfessora Sandra Mara CorazzaUFRGSProfessor Silas Borges MonteiroUFMTTERMO DE COMPROMISSO Na qualidade de membro participante da equipe de trabalho que compõe o projeto Escrileituras:um modo de “ler-escrever” em meio à vida, venho, através deste, balizar minha concordância com aproposta de estudo e pesquisa apresentada em sua íntegra, bem como o meu compromisso quanto aocumprimento e à execução do projeto. _________________________________________ Professor Dr. Silas Borges Monteiro / UFMT 3
  4. 4. Professora Ester Maria Dreher HeuserUNIOESTEProfessora Carla Gonçalves RodriguesUFPELTERMO DE COMPROMISSO Na qualidade de membro participante da equipe de trabalho que compõe o projetoEscrileituras: um modo de “ler-escrever” em meio à vida, venho, através deste, balizar minhaconcordância com a proposta de estudo e pesquisa apresentada em sua íntegra, bem como omeu compromisso quanto ao cumprimento e à execução do projeto. _________________________________________ Professora Dra. Carla Gonçalves Rodrigues / UFPEL 4
  5. 5. Professor Gabriel Sausen FeilUNIPAMPAProfessora Adriana Abech BranchelliEMEF Ver. Antônio Giúdice 5
  6. 6. Professora Janete Maria do NascimentoEscola Municipal André Zenere. Toledo/PRProfessora Luciana Alves PintoEscola Municipal André Zenere. Toledo/PR 6
  7. 7. Professora Janice Inês Winter OrtizEscola Municipal André Zenere. Toledo/PRProfessor João SchommerColégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PR 7
  8. 8. Professa Sandra Elisete CasolaColégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRProfessora Shirlei BrachtEstadual Jardim Europa. Toledo/PR 8
  9. 9. Cristiano Bedin da CostaDoutorando do PPGEDU/UFRGSProfessor Eduardo Guedes PachecoUERGS 9
  10. 10. Professor Deniz NicolayUFFSProfessor Luciano Bedin da CostaSETREM 10
  11. 11. Professor Paulo Mauro da SilvaSecretaria Municipal de Educação de POA /RSProfessora Patrícia Cardinale DalarosaMestranda do PPGEDU / UFRGS 11
  12. 12. 3. Projeto de pesquisa nos termos do edital 038/2010/CAPES/INEP3.1. Título do projeto:Escrileituras: um modo de “ler-escrever” em meio à vida.3.2. Instituições participantes:Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGSPrograma de Pós-Graduação em Educação / Faculdade de EducaçãoReitoria - Av. Paulo Gama, 110 - Porto Alegre/RS - CEP: 90040-060Fone: (51) 3308.6000Universidade Federal de Pelotas - UFPELPrograma de Pós-Graduação em Educação / Faculdade de EducaçãoRua Gomes Carneiro, 1. Centro. Pelotas/ RS - CEP 96001-970Caixa Postal 354 · Pelotas, RSFone: (53) 3921-1401 · FAX: (53) 3921-1268Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTEPrograma de Pós-Graduação em Filosofia / Faculdade de FilosofiaRua da Faculdade, 645 - Jardim Santa MariaCEP: 85903-000 - TOLEDO – PRTelefone: (045) 3379-7000 - ramal 7127Universidade Federal de Mato Grosso - UFMTPrograma de Pós-Graduação em EducaçãoAv. Fernando Corrêa da Costa, nº 2367 - Bairro Boa Esperança.Cuiabá-MT - 78060-900Fone/PABX: +55 (65) 3615-8000 / FAX: +55 (65) 3628-1219Universidade Estadual do Rio Grande do Sul - UERGSFaculdade de Música / MontenegroRua Capitão Porfírio, 2141 - Centro | Montenegro-RSCEP 95780-000 | Caixa Postal: 211Telefone: +55 (51) 3632.1879Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPAFaculdade de Comunicação SocialRua Ver. Alberto Benevenuto, 3200 - São Borja - RS - CEP: 97670-000Fone: (55) 3430-4323SMED/POA - Secretaria Municipal de Educação de Porto AlegreRua dos Andradas, 680 - Centro Histórico - CEP 90020-040 - Porto Alegre, RSEscola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giúdice - POA/RSRua Caio Brandão de Melo, s / n. Humaitá, POA / RSFone: 3374 1808Escola Municipal André Zenere - Toledo/PRRua General Câmara Leme, 1191. Jardim América. CEP: 85908-180, Toledo, PR.escola.andrezenere@toledo.pr.gov.brFone: 3055 8781 12
  13. 13. Colégio Estadual Jardim Europa – Toledo/PRRua General Câmara, 391. Jardim Europa. Toledo – PR. CEP: 85908-180Telefone: (0xx)45 3252-7444jardimeuropa.seed.pr.gov.brEscola Estadual Dom José Do DespraiadoRua Dublin, S/N Bairro Rodoviária. Cuiabá, Mato Grosso.Escola Estadual Professora Paciana Torres de SantanaAv. Principal, 585. Residencial Caxipó. Cuiabá/MT. CEP: 78.090-290Telefone: (65) 3665-72473.3. Coordenador e equipe do projeto:Dra. Sandra Mara Corazza / UFRGSDocente responsável pela coordenação do projeto perante a CAPES.sandracorazza@terra.com.brTelefone: (51) 9919 0663 (51) 33083267 Ramal: 4151 Fax: (51) 33084120Endereço para correspondência: Universidade Federal do Rio Grande do Sul,Faculdade de Educação, Departamento de Ensino e Currículo.Rua Paulo Gama 110, Prédio 12201, salas 808, 908, 909, Campus Central.Bairro Farroupilha. Porto Alegre, RS - BrasilCEP: 90046-900Dra. Carla Gonçalves RodriguesProfessora da UFPelcgrm@ufpel.tche.brTelefone: (53) 91399519 ou 32233168.Av. Dom Joaquim, 529 ap. 301.Pelotas / RSCEP: 96020 260Dra. Ester Maria Dreher HeuserProfessora da UNIOESTEesterheu@hotmail.comTelefone: (45) 88273307Rua Dom Pedro II, 2789 / 102.Toledo / PRCEP: 85902010Dr. Silas Borges MonteiroProfessor da UFMTsilas@terra.com.brTelefone: (65) 3615.8422Av. Fernando Corrêa da Costa, 2.367 - Boa Esperança.Cuiabá - Mato GrossoCEP 78.060-900Grupo de Pesquisa DIF – artistagens, fabulações, variações vinculado ao CNPQPesquisadores integrantes e colaboradores: 13
  14. 14. Eduardo Guedes PachecoProfessor da UERGS – Montenegro/RSFaculdade de Músicaedupandeiro@gmail.comTelefone: 55 99857536 / 55 32234399Rua Bekcer Pinto 232/302Bairro Dores – Santa Maria / RSCEP: 97050/070Dr. Gabriel Sausen FeilProfessor da UNIPAMPA – São Borja/RSFaculdade de Comunicação Socialgabriel.sausen.feil@gmail.comTelefone: (55) 9972-8657Rua Bompland 525, apto 03. Bairro Maria do Carmo.São Borja, RSCEP: 97670-000Dr. Deniz Nicolaydeniznicolay@yahoo.com.brProf. de Fundamentos da EducaçãoUNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL - UFFSCampus - Cerro Largo - RS - BrasilRua João Sebastiany, 16CEP: 97900 000Fone: 055 3359 -2014Cristiano Bedin da costaDoutorando do PPGEDU / UFRGSseuchico@yahoo.com.brRua Grão Pará, 75 / 204. Bairro Menino Deus. POA/RSCEP: 90850-170Telefone: 51 32079471Patrícia Cardinale DalarosaMestranda do PPGEDU / UFRGSpatriciadalarosa@yahoo.com.brRua Vasco da Gama, 214 / 701. Bairro Bom Fim. POA/RSCEP: 90420-110Telefone: 51 8142 3750 / 51 3377 9445Dr. Luciano Bedim da Costalucianocb@terra.com.brProfessor da Sociedade Educacional Três de Maio / SETREMAv. Santa Rosa, 2405Três de Maio / RS – CEP 98910-000Fone / Fax: (55) 35351011 14
  15. 15. Professores da rede pública de ensino:Adriana Abech BranchelliProfª da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antônio Giúdice.POA/RSFonoaudióloga e especialista em Linguagem e Letramento.adrianaabech@yahoo.com.brTelefone: (51) 9218 8806Rua Joaquim G. de Campos Netto, 122 / 303. Bairro Jardim Planalto. POA/RSPaulo Mauro da SilvaProfessor do Centro Municipal de Educação do Trabalhador Paulo Freire. POA/RSCoordenador da Educação de Jovens e Adultos na SMED/POA.Possui formação em Artes Cênicas e Direção Teatral.pauloms@portoweb.com.brTelefone: (51) 9958 4908Rua dos Andradas, 680. 8° andar / Edu. Jovens e Adultos. Centro Histórico. POA/RSCEP 90020-040Janete Márcia Do NascimentoProfessora da Escola Municipal André Zenere. Toledo/PRjmarcia15@yahoo.com.brTelefone: (45) 9917-9258 / (45) 3252-5535 (residencial)Endereço para correspondência: Rua 1º de Maio, 2198 - fundos, Jardim Alto AlegreToledo – ParanáJanice Inês Winter OrtizProfessora da Escola Municipal André Zenere. Toledo/PRji.winter@bol.com.brFone. 45 3055 8781Rua Manoel Bandeira, 12. Vila Pedrini 2, Toledo/PRCEP: 88029 808Luciana Alves PintoProfessora da Escola Municipal André Zenere. Toledo/PRluluzinhalap@hotmail.comFone: (45) 3055 8781Rua Peru, 379. Ouro Verde do Oeste. Toledo/PRCEP: 85933-000Sandra Elisete CasolaProfessora do Colégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRsandracasola@seed.pr.gov.brFone: (45) 32779626Rua Miraldo Pedro Zibetti, 443. Jardim Santa Maria. Toledo/PRCEP: 85.903-160Shirlei BrachtProfessora do Colégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRShirlei.bracht@yahoo.com.brFone: (45) 3252 – 3547 (45) 9914 – 3946Av. Maripá, 1528. Jardim Europa. Toledo/PRCEP: 85.909-060 15
  16. 16. João Luis SchommerProfessor do Colégio Estadual Jardim Europa. Toledo/PRjoaoluisschommer@bol.com.br / joaoschommer@hotmail.comFone: (45) 325-6617 / (45) 9972 – 3385Rua Santos Dumont, 1810 - Edifício Porta do Sol, Ap. 01 – Centro. Toledo/PR3.4. Docentes responsáveis pela coordenação:Professora Dra. Sandra Mara Corazza / UFRGShttp://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=5125809962363078Professor Dr. Silas Borges Monteiro / UFMThttp://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=1235153651563231Professora Dra. Carla Gonçalves Rodrigues / UFPELhttp://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=7498311941583904Professora Dra. Ester Maria Dreher Heuser / UNIOESTEhttp://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=55489081384765543.5. Detalhamento do projeto:Eixos temáticos:  Educação básica  Educação de jovens e adultos  Superior: alunos de licenciaturas  Profissional: professores da rede pública de ensinoLinha de pesquisa:Filosofias da Diferença e EducaçãoJustificativa: Com base nos dados do Instituto Nacional de Estudos e PesquisasEducacionais (INEP) acerca do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica(IDEB), concordamos com a necessidade da criação de propostas de estudos e depesquisas empenhadas na qualificação da Educação Básica no Brasil. Sabe-se queuma das metas estabelecidas pelo MEC no Plano de Desenvolvimento da Educação(PDE) é, justamente, elevar o IDEB brasileiro. Contudo, para que se concretize aelevação dos índices educacionais, torna-se cada vez mais imprescindível oinvestimento em ações voltadas à importância do processo de alfabetização emcrianças, jovens e adultos nas diferentes etapas da aprendizagem. Nesse sentido, o 16
  17. 17. projeto de estudo e pesquisa aqui apresentado, oferece parceria e solidariedade àsatuais preocupações do governo federal em relação à qualidade do ensino público. Escrileituras: um modo de “ler-escrever” em meio à vida insere-se, portanto,num cenário que busca alternativas de compreensão e de superação dos resultadosapontados pelo INEP; principalmente aqueles que sinalizam as dificuldades delinguagem na escola, expressadas pela grande maioria dos alunos da EducaçãoBásica através da avaliação da Prova Brasil. Dificuldades, estas, pelos mais diversosmotivos, relacionadas ao próprio uso e produção da linguagem, ou seja, relacionadasà associação entre conteúdos escolares e operações mentais que envolvam leitura,interpretação, escrita, variações acerca de um mesmo tema, relações entre fatos,saberes e locais, diferentes usos da linguagem, singularizações, raridades, processosde pensamento e de expressão, relações espaciais, temporais e históricas,sensibilidade para as artes como modo de expressão e de invenção, bem como ashabilidades e competências necessárias ao estabelecimento de problemas no campodas ciências exatas. Como se trata de um projeto desdobrado em oficinas de escrileitura, operamoscom este conceito a partir das indicações de Corazza (2007): como texto quereivindica uma postura multivalente do leitor, de co-autoria. Assim, a idéia da escritacomo um processo de escrileitura, remetido a uma “escrita-pela-leitura” ou uma“leitura-pela-escrita”, propõe um texto aberto às interferências do leitor e, portanto,sempre escrevível de diferentes maneiras. Trata-se do texto produtivo, ou seja, dotexto que ganha existência na medida em que o seu leitor é um produtor designificações Nesse sentido, é com o espírito da produção que o plano de trabalho, aquiapresentado, se justifica enquanto modo de intervenção bio-filosófico-pedagógica nasaprendizagens que, por excelência, envolvem processos de alfabetização e dedesenvolvimento do potencial humano criativo em diferentes etapas da EducaçãoBásica e Superior. Sua extensão aborda a alfabetização como prática e como conceitoque está para além de uma apropriação do código da escrita, sabidamente necessáriopara responder de maneira satisfatória às demandas sociais. Entende-se a leitura e aescrita como práticas que acontecem em diferentes suportes, de múltiplos modos;como ações criadoras de sentidos diferentes para cada “leitor-escritor” em seusprocessos de subjetivação e que, portanto, entram na linguagem em suas variadasformas. Nessa perspectiva, propõe-se a criação de outros modos de pensar o vividono campo das singularidades, oportunizando, através das oficinas de escritura, aexperimentação de outras maneiras de expressão, de afectos e de modos de enfrentare de ordenar o que ainda não está materializado no campo da aprendizagem. 17
  18. 18. O trabalho com oficinas de escritura implica, necessariamente, o campo dovivido, dos sentidos, das sensações ou das invenções. Cada uma das oficinascompreende um convite à escrita e à leitura: escrileitura que se desdobrará emsaberes, histórias, aventuras, problematizações, musicalidade, arte, fantasias efruições. Deseja-se um encontro produzido na multiplicidade do “leitor-escritor-texto”, noqual o texto se exerça como um ato de sedução do pensamento, que seduz o outroporque o deseja. Em Barthes (2008, p. 20), temos que “o brio do texto (sem o qual, emsuma, não há texto) seria a sua vontade de fruição: lá onde ele excede a procura,ultrapassa a tagarelice e através do qual tenta transbordar, forçar o embargo dosadjetivos – que são essas portas da linguagem por onde o ideológico e o imagináriopenetram em grandes ondas”. Um modo de texto por onde o autor seja entornado naprópria intersecção “escrita-leitura”, cujo processo de decomposição e dedesocupação dos territórios identitários, permita uma possibilidade de abertura aoinusitado, à raridade e ao desejo de escrever. Trata-se de um projeto que pretende explorar e ampliar as possibilidades dotrabalho com diferentes linguagens, provocando outros modos de relação com aescrita, com a leitura e com a vida. A modalidade de ação proposta através deoficinas, nesse sentido, compreende a experimentação como condição daaprendizagem, uma vez que possa convocar para a ação do pensamento. Investe-se,portanto, em processos disparadores da criação textual, na medida em que colocamum problema em cena: a ser lido, falado, enunciado, perguntado, transformado eescrito em suas variadas formas. Para a escrita que acontece nas aberturas experimentais, o conceito deexperimentação aqui utilizado, ultrapassa a idéia ilusionista de uma etapametodológica previsível e garantida ao acesso ou à comprovação do conhecimento.As experimentações textuais propostas neste projeto, não buscarão a generalizaçãodo particular ou a comprovação de quaisquer tipos de “evidências”, tampoucocompreenderão a noção de conhecimento como algo de uma natureza exclusivamenteempírica ou ainda passível de desvelamento. Mas tratarão, como encontramos emNietzsche (2005), da vida como obra de arte: do desordenamento necessário àcriação; da idéia de afetação, de transgressão e de abertura ao encontro inesperadocom outro corpo, seja ele um texto, uma imagem, uma pergunta, um pensamento, umhumano... Trata-se de por em experimentação o que não se conhece, através de umaespécie de infância do mundo. E, na extensão de sua estrangeiridade, fazer falar eescrever outra língua na liberação de forças mais criativas. 18
  19. 19. O conceito de escrileitura, portanto, insere este projeto na dimensão imaginativade toda a escritura ou texto de fruição. Ou seja, lidará com os modos de produção e deinscrição de sentidos, de histórias, de vidas, de coisas no mundo, etc; que acontecematravés e nas brechas experimentais, situadas entre espaçamentos não pensados, noimenso campo de possibilidades que há entre os objetos brutos, para dizer daimportância do outrem na criação. A escrileitura, como exercício imaginativo, encontra-se na própria experimentação do pensamento. Está na abertura. Ela pode produzirintensidades de tal modo que se distribuam para além do deslocamento físico. Comono olhar de Deleuze (2001), é muito viável que se possa experimentar todo o tipo devida sem, necessariamente, qualquer movimentação mecânica ou instalação do real: As intensidades se distribuem no espaço ou em outros sistemas que não precisam ser espaços externos. Garanto que, quando leio um livro que acho bonito, ou quando ouço uma música que acho bonita, tenho a sensação de passar por emoções que nenhuma viagem me permitiu conhecer. Assim, as escrileituras podem abrir um universo de sentidos e de imagensoutras; entre estas, é possível visualizar a figura do rizoma, por exemplo, abordada emDeleuze. Tessituras, velocidades, conexões, intensidades, singularização.Esquizolinhas... "Não existem pontos ou posições num rizoma como se encontra numaestrutura, numa árvore, numa raiz. Existem somente linhas" (DELEUZE; GUATTARI,1995, p.17). Portanto, "há tipos de linhas muito diferentes na arte, mas também numasociedade, numa pessoa" (DELEUZE; GUATTARI, 1992, p. 47). Interessam, aqui, asnoções de encontro, de acontecimento e de interceptação do Mesmo, para pensar eproduzir novas escritas e aprendizagens. A experimentação, neste plano de trabalho,é entendida como algo que possa forçar o pensamento, com a potência doesfacelamento necessário daquilo que impede o estabelecimento de outros modos derelações, de outras aprendizagens. É tributária da noção de corpo rizomático,atravessado e composto por uma infinidade de linhas e de fluxos que fogem ao infinito,atravessado por cheiros, imagens, hormônios, afetos, sensações, ondas sonoras,gravitacionais, dinamizadas... Enfim, um modo de produção textual que possa fazersaltar do sítio sombreado de velhas árvores conhecidas do Éden (representacional)em direção à massa disforme da imaginação, por onde brotam desertos, saqueadores,combates, festas dionisíacas e intensidades que não se submetem ao impedimentocognitivo, mas que inauguram novas formas de “ler-escrever”. As leituras de Foucault (2007) e Deleuze (1997) permitem-nos pensar oescrileitor como um corpo que escorrega sobre a superfície livre, capaz de navegar a 19
  20. 20. experimentação da escrita em toda a sua extensão, mas que também necessita deestriamentos para que possa estabelecer territórios de aprendizagem. A produção de escrileituras pode referir um contágio ou um convite do “escritor-leitor” à invenção de outra língua, na aventura da criação e da reverberação de novossentidos, por onde não há suporte ao “re-sentimento”. No entanto, se a linguagemdispõe-se ao infinito, na fabricação de conceitos que se articulam ilimitadamente, apalavra, de certa forma, impõe limites aos significados que pode expressar. Aspalavras, a serviço de nomeações e de generalizações do comunicável, sugerem umacompreensão finita da realidade. Assim posto, a escrileitura se ocupará de conexõesestrangeiras à palavra em si mesma, que justamente a transbordam em suamaterialidade para inscrever-se na inauguração de uma língua escapista e inventorade conectores. Trata-se da dispersão lingüística produzida nos espaços intermediários dacomunicação. Espaços, estes, situados entre o dito (nomeado) e o “não dito”. Brechaspor onde a língua se distrai dos modelos representacionais e força a palavra a fazeroutros nexos, a dizer o que ela não poderia dizer. Quando faz passar o pensamento eabre-se para a repetição da singularidade. Nesse sentido, o escrileitor pode serentendido enquanto corpo-aberto ao movimento da criação de conceitos, como seestes fossem a própria encosta do „guardador de textos‟, como que um lugar deabrigo, uma casa movediça com janelas e portas abertas. Os conceitos, diz Deleuze(1997, p.51), “são totalidades fragmentárias que não se ajustam umas às outras, jáque suas bordas não coincidem. Eles nascem de um lance de dados, não compõemum quebra-cabeça. E, todavia, eles ressoam...”. Para fazer ressoar um conceito, oescritor passa pela terra desértica, pré-conceitual e anterior à escrita: lugar dereverberação da história. Neste plano, um conceito pode retumbar e somar-se aoutro(s), produzindo um terceiro, quarto, quinto.... novo conceito, inaugurando adiferença a cada repetição, conexão e deslocamento conceitual. A criação, nessesentido, é uma necessidade de efetuação, produzida pelo estancamento do fluxo jáconhecido e contínuo: quando algo do fora da linguagem força o descontínuo de umaexistência em sua diferenciação. Em Diferença e repetição, Deleuze (1988) propõe a reversão do conceito derepetição. O filósofo parte do suposto de que a repetição não é a generalidade,opondo-a exatamente àquilo que compreendemos enquanto reprodução do Mesmo.Isso faz nexo com a ótica pela qual é possível tratar a dinâmica da repetição lingüísticasem ligá-la às idéias de equivalência ou semelhança. Nesse sentido, o escrileitor podeproduzir seu texto no arranjo de conceitos, criando novas linguagens num processode repetição como comportamento, mas em relação a algo único ou singular, algo que 20
  21. 21. não tenha semelhante ou equivalente. Do ponto de vista da repetição do semelhante(da generalidade), enxerga-se a representação do particular como se fosse o próprioparticular (supostamente substituído) e ignora-se qualquer possibilidade de diferença:importa, aqui, a cópia do modelo, ou seja, a escrita descritiva. Trata-se dageneralização do particular. Assim, enxerga-se um texto-desenho como representaçãode algo, de algo passível de substituição. No entanto, do ponto de vista da “repetição”diferencial, proposta por Deleuze (na reversão do conceito), enxerga-se umasingularidade sem equivalente, insubstituível. Sua potência está em introduzir adiferença. Um texto decorado, será sempre outro a cada repetição: no lugar do Mesmose instala, agora, a diferença. Escrever, nesse sentido, é singularizar algo durante umprocesso de aventura que se repete. Tomar a escrita e a leitura como aventura, é, necessariamente, vê-las como umexercício de pensamento. Sendo assim, cada exercício de pensamento refere umatemporalidade própria ao período de sua viagem: com paradas provisórias,velocidades que passam da aceleração infinita às lentidões necessárias,esgotamentos, vôos alucinados, desatinos, excessos, escassezes de idéias,combates, multidões, inspiração, musicalidade, solidão e fome. É dizer de umaescrileitura que solicita outro tempo que não este, cronológico, mas que pedepassagem para existir ao seu modo, de outras maneiras possíveis de inscreversentidos e signos, no qual a mudança de posição e de significações dos códigostambém abra passagem às escritas formais; posto que o sucesso escolar implica,essencialmente, o exercício das práticas sociais de leitura, numeramento, oralidade eescrita. Mediante ao plano de trabalho apresentado, em sua dimensão multidisciplinar daalfabetização, trata-se de desenvolver estudos e atividades no campo das múltiplaslinguagens expressas nas oficinas propostas: biografemática, filosófica, musical,teatral, artística visual e lógico-matemática.Objetivos:  Produzir, em nível de mestrado e de doutorado, estudos relacionados ao conceito de aprendizagem, de letramento e de escrileitura na contemporaneidade.  Investigar as relações entre modalidades de pensar e modalidades do aprender.  Constituir espaços de pesquisa e de in(ter)venção nos modos de ler e de escrever. 21
  22. 22.  Contribuir na formação de recursos humanos em educação, através de experimentações previstas com docentes da rede pública de ensino e com alunos de licenciaturas.  Criar, nas oficinas de escritura, cenários de autoria e leitura junto aos alunos da Educação Básica (Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos) envolvidos no projeto.  Expandir o conceito de texto para além das noções de registro e prazer, que permita uma possibilidade ao inusitado, à raridade e ao desejo de ler e de escrever, ultrapassando assim as escolhas definidas por territórios identitários.  Desenvolver Oficinas, Colóquios, Cursos de Extensão e Ciclos de Conferências, orientados e ministrados pela equipe do projeto; professores da Linha de Pesquisa 09 Filosofia da Diferença e Educação do PPGEDU/UFRGS; bem como por pesquisadores integrantes e colaboradores do Grupo de Pesquisa DIF – artistagens, fabulações, variações;Metodologia: Pensar um método que pensa o próprio caminho da investigação, que se utilizade um percurso desconhecido para traçar desvios e operar outras rupturas no jásabido, reconhecido e legítimo. Um método que pode estabelecer suspeitas e propor areversão dos saberes pretensiosamente universais. Poder-se-ia dizer que se trata dométodo genealógico inaugurado por Foucault em 1961, na História da Loucura. Noentanto, é bem possível que esta “inovação metodológica”, como bem refere RobertoMachado na introdução do livro Microfísica do poder (Foucault, 1990), nos sirva parapensar o pensamento e os saberes tanto discursivos quanto não-discursivosproduzidos ao longo da história da Educação em seus dinamismos espaço-temporais. Pesquisar acerca da efetuação de um determinado saber em diferentes épocase em diferentes locais, a fim de pensar os meios e as condições que possibilitaram oseu surgimento, bem como a instituição de uma nova prática discursiva nomeada porletramento. Trata-se de uma abordagem acerca das relações entre os saberes,observando as compatibilidades e as incompatibilidades que permitem individualizarformações discursivas, uma vez que são produzidas em espacialidades etemporalidades distintas; ou, ainda, “... uma forma de história que dê conta daconstituição dos saberes, dos discursos, dos domínios de objeto, etc., sem ter que sereferir a um sujeito...” (Foucault, 1990, p. 7). O método foucaultiano, tributado na análise dos conceitos que este projetoconvoca a pensar, sejam eles todos atravessados pelas noções de letramento, texto, 22
  23. 23. aprendizagem, pensamento e criação; implica, de antemão, uma ruptura com a noçãode “sujeito-unidade”, portador de uma essência ou humanisticamente transcendente(ao modo como é tratado na filosofia humanista do pensamento moderno), e nos levaa incursionar outro conceito de sujeito. Como forma de superação do platonismoanalítico-cristão da finitude, Foucault propõe uma concepção de sujeito bastanteafastada do cartesianismo e da análise kantiana ao perguntar-se: “qual é, pois, arelação e a difícil interdependência entre o ser o pensamento? Que é o ser do homem,e como pode ocorrer que esse ser, que se poderia tão facilmente caracterizar pelo fatode que „ele tem pensamento‟ e que talvez seja o único a possuí-lo, tenha uma relaçãoindelével e fundamental com o impensado? (Foucault, 1999, p.448). Há, portanto, umainterrogação acerca do modo de ser do homem e sua relação com o pensado e oimpensado transcendental. Propõe-se, no entanto, que o pensamento se dirige aoimpensado e com ele se articula, de modo que o sujeito seja contemporâneo doimpensado e não posterior a ele, como propunha a analítica da finitude. Não sendofuncionário de pensamentos ainda não pensados (universais e anteriores a si mesmo),o sujeito pode ser tratado como uma realidade histórica do presente, constituída pordeterminados saberes. Posto assim, não há como tirar-lhe todas as máscaras para,enfim, desvelar uma identidade primeira, justo porque não haveria uma identidaderecolhida em si mesma. A pesquisa genealógica, ao contrário, voltar-se-á para asaventuras e desvios que puderam ter acontecido, bem como a todo tipo de disfarcepossível. O genealogista, por assim dizer, é uma espécie de “escutador” da história,que recusa a pesquisa da origem, como bem sugere Nietzsche ao tornar-se umsintomatologista da civilização. Nesse sentido, a força do método proposto por este projeto de pesquisa, deinspiração nietzscheana, foucaultiana e deleuziana, além de problematizar edesconstruir as noções de letramento vinculadas à filosofia humanista, principalmenteaquelas implicadas por conceitos de sujeito, de realidade e de verdade, também nosarremessa à experimentação da terra desconhecida (a ser pesquisada), sem a firmezado solo platônico-cristão das representações. Foucault, em um devir estrangeiro, nosarrasta à estrangeiridade da pesquisa e ao estranhamento de todo o tipo de convicçãoquando topamos o convite do arqueólogo em seu “trabalho-viagem” exploratório. Écomo arqueólogos, então, que nos colocaremos ao lançar mão do método genealógicoda dispersão, ou seja, de um método cuja preocupação maior está justamente no jogodo discurso, no jogo que lhe é imanente, no qual seus enunciados aparecem de mododisperso e heterogêneo, em um estado tal de revezamento que permite trocas deposições, supressões, substituições e aparições descontínuas, em estado dançante,molecular e caóide; ao qual pode-se imprimir, a qualquer tempo e interesse, um 23
  24. 24. determinado ordenamento político. Cabe ao método genealógico, então, pesquisareste solo de estabelecimentos conceituais “verdadeiros” e supostamente universais.Ele colocará o conceito em perspectiva genealógica, investigará as variações espaço-temporais e mudará as perguntas generalizadoras que buscam “o que é aprender?”; “oque é ensinar?”; “o que é ler?”; o que é escrever?”; “o que é pensar?” etc.; emdetrimento de “quais as condições possíveis para o pensamento?”; “em quecondições acontecem a leitura e a escrita?”; “como e quando surgem leitores-escritores?” Trata-se de uma investigação que colocará em evidência o drama do saberinvestigado, posto que estará atento as suas irregularidades e variabilidades,problematizando a sua dimensão hegemônico-representacional. É, portanto,movimento descontínuo que nos permite explorar como exploradores em terradesconhecida e encontrar raridades ou individuações não recobertas pela imagem dopensamento representacional. Nesse sentido, o pensamento de Foucault nos permite uma aproximação aopensamento deleuziano. Permite que pensemos a pesquisa como aventura ouviagem... Da qual não se pode desembarcar com o mesmo corpo. De uma aventuraque nos coloca a conhecer caminhos ainda não pensados, que revertem palavras deseus sentidos e fazem escapar o pensamento. Há quem chame de a grande aventurado espírito, em se tratando de nossas corporeidades. É a aventura do nascimento e damorte, do acontecimento que nos torna inteiramente outro: por onde não há maisreconhecimento, mas as possibilidades conceituais da linguagem. Portanto, a pesquisa propõe-se a enfrentar o “perigoso” plano de imanência,sobre o qual os corpos encontrarão velocidades e variações infinitas. Por onde “opensamento reivindica somente o movimento que pode ser levado ao infinito” (Deleuzee Guattari, 1997, p. 53). Em Deleuze, um conceito é um estado caóide. Algo destaafirmação compõe a imagem de um mergulho no caos, no fora da linguagemrepresentacional. Deste mergulho, breve, opera-se um retorno de pensamento: docaos tornado consistente. Uma espécie de salto radical sobre a loucura, na inversãodas palavras, no reverso dos sentidos, no abandono de convicções, no seu devircriança... Enfim, o próprio acontecimento. O acontecimento, diz Deleuze (2000, p.152), “não é o que acontece (acidente), ele é no que acontece o puro expresso quenos dá sinal e nos espera”, uma vez que “o ator efetua o acontecimento...” porque lheé necessário e não há como não fazê-lo. Se as caóides, as três filhas do caos, a filosofia, a ciência e a arte, são formasde pensamento, como afirmam Deleuze e Guattari (1997), são realidades produzidasem planos que recortam o caos. Planos, estes, que só podem coexistir na dimensão 24
  25. 25. de um “estado de sobrevôo”, uma forma em si de junção a qual Deleuze e Guattari emO que é a filosofia? nomearam por cérebro. Em se tratando de uma pesquisa quepretende ocupar-se da aprendizagem enquanto processo de pensamento e, portanto,produtora de leituras e de escritas desejantes, há de se retornar do estado caótico:traçar um programa e cartografar o ambiente da pesquisa durante o próprio percurso.Ver pontos que se sobrepõem, ver as recorrências, os detalhes de raridade. Trata-sede um método que só é possível no tempo lógico de sua produção. Estabelecido nasfronteiras do território pesquisado, possui bordas que demarcam extensões de forças,cujas contrações podem, a qualquer tempo, ora repulsar e ora aspirar outros objetosde análise. Arqueologicamente, as oficinas de escritura constituem uma metodologiaencenada, que deseja colocar o pensamento em cena, desde um modo possível depesquisar, desalojado de um contínuo de procedimentos pré-definidos, mas quecompõem uma prática a ser inventada, documentada, analisada e produtora desentidos, afecções, conceitos, relações e aprendizagens. Nesse “com-texto” de procedimentos, pretende-se constituir uma dinâmica emdois planos: um, diz respeito à modalidade das oficinas enquanto modo de intervençãona leitura e na escrita de seus integrantes; o outro, coexistente a este, compreende ainvestigação acerca dos movimentos de pensamento, leitura e escrita que seexpressam através das oficinas, envolvendo processos mentais de diferentes ordens:do lógico-matemático-científico, das artes e das problematizações. A metodologia de trabalho empregada no projeto Escrileituras: um modo de“ler-escrever” em meio a vida, compreende um modo de intervenção investigativanas formas de aprender e, como tal, prevê a modalidade de oficinas como estratégiade experimentações textuais. Para tanto, refere um plano de trabalho organizado emtempos, espaços e propostas específicas a cada encontro. Em relação aos locais de desenvolvimento das oficinas, considera-seimprescindível que as instituições escolares estejam de acordo com o projeto e queexpressem seu conhecimento e congruência. Nesse sentido, como condição para aqualidade do trabalho, propõe-se uma relação de parceria junto às respectivasescolas, principalmente naquilo que diz respeito ao seu funcionamento: contribuiçãopedagógica e utilização do espaço físico de forma adequada.CARACTERÍSTICAS DO EIXO COMUM ÀS OFICINAS  Transdisciplinaridade 25
  26. 26.  Imersão no estrangeiro através de experimentações com texto e com a leitura  Aportagem de problematizações acerca do cotidiano  Vivência de diferentes processos de singularização (seu, do outro, do grupo)  Articulação com a docência da investigação  Produção escrita em todas as modalidades de oficinas  Espaço de correlações entre leitura, invenção, sensações, afectos e pensamentoEIXOS ESPECÍFICOS DE CADA OFICINA  Artes Visuais Experimentação de coisas percebidas mas ainda não estratificadas econhecidas, o que significaria “ver com os olhos” através das sensações. Como emValéry (2003), operar uma certa disjunção entre o intelecto e a sensação, a fim defazer contato com a imagem em seu estado anterior à interpretação, numa espécie deapreensão do fenômeno ainda não codificado no plano dos valores, mas passível deconstituir-se como ponto de partida para a sua escritura. Uma escrita que se efetua naexpressão do desconhecido, demoradamente tocado pelos olhos e mãos que, pornecessidade, colocarão a visão sobre um suporte. Trata-se do diálogo entre o eu quevê e o eu que desenha ou escreve em processo de criação; ou seja, inventa-semesmo aquilo que seja mais familiar (na medida em que o modo de ver é inventadoatravés de sua expressão). Partindo da pergunta de Deleuze (1987) em Proust e os signos: o que aaprendizagem da literatura e da arte tem a ensinar acerca da aprendizagem? Temosque a arte não é um alvo, um ponto fixo a ser atingido, mas um atrator caótico, umponto tendencial, sem possibilitar falar em regimes estáveis ou em resultadosprevisíveis. Colocar a aprendizagem do ponto de vista da arte é colocá-la do ponto devista da invenção. A arte surge como um modo de colocação do problema doaprender. Toda aprendizagem começa com a invenção de problemas. E neste plano disforme do encontro, temos o nascedouro de uma escrita que fazartistagens, cujo percurso pode liberar o pensamento “daquilo que ele pensasilenciosamente, e permitir-lhe pensar diferentemente” (FOUCAULT, 2007, p. 14).Assim, também, o escritor-artista se “arriscará” ao encontro daquilo que o pensamentoainda não havia pensado. 26
  27. 27.  Biografemas Uma oficina de escritura biografemática: implicada por movimentos disparadoresde pensamento. O que significa escrever os detalhes de uma vida, as raridades quepassam desapercebidas ou que ainda não foram significadas e partilhadas no planocognitivo. Transformar detalhes insignificantes (sem significação prévia) em signos deescrita. Utilizar estes signos (aqueles que podem encantar) como disparadores de umnovo texto, ou seja, da escrita de uma vida em experimentação e que, portanto, éproduzida na potência da invenção de sentidos. Trata-se da invenção de conectoresentre ficção e realidade, entre imaginário e história biográfica. Assim, a escrituraficcional não é menos verdadeira do que aquela que se acredita no terreno daverdade: cada traço, um detalhe e cada detalhe, uma nova escritura. Trata-se, nessesentido, do acontecimento (escrita) de uma biografia, na qual os traços sãoinventariados. Esta oficina, como as outras, convoca seus integrantes à postura da produção:produzir com o autor do texto lido, ao ponto de tornar a escrita uma necessidade dereinvenção do eu que escreve.  Filosofia Uma proposta de escrita por dentro do próprio texto, no qual o “dentro”comunica-se com o “fora” da escrita e, na mesma superfície, passa a conversar comquem o escreve: objetos que se produzem e ganham vida no exercício da linguagem,e que passam a dialogar e a produzir encontros de autorias inesperadas. O“escrileitor” é também considerado texto, pretexto, personagem e escritor queexperimenta a superfície movediça do vivido. Ele compõe autoria com o que encontraou com quem quer que seja que o encontre. Uma oficina provocadora de sentidos e produtora de conceitos naexperimentação de sensações, afectos, desejos e outras maneiras de ser e deescrever o inefável... O texto, portanto, é único, múltiplo e infinito, porque ele se fabricadurante o processo da oficina e toma a direção que lhe surge com mais energia,durante a ocorrência de vetores que desafiam a gravidade das forças.Descontinuamente, novas conexões de conceitos provocam o pensamento e permitemuma existência possível no campo da linguagem. Cossutta (2001, p. 40) faz referênciaao “intermediário entre a imagem e a forma, entre o vivido e o abstrato” em suaabordagem acerca do conceito. Quanto à semântica conceitual, Cossutta sugere que oconceito “é construído no seio da própria atividade filosófica” e que “o texto rearticulaconjuntos nocionais, desloca sentidos fixados e cria expressões novas...”. (p. 42).Nessa perspectiva, a escrita se constitui e se organiza internamente través dos 27
  28. 28. conceitos que consegue anexar ou inventar nas próprias amarrações que seestabelecem. É experimentação de vida na medida em que fabrica aberturas à escritacompartilhada no encontro, através do qual, leitores e escritores podem trocar depapéis e participar um da escrita do outro: quando ler e escrever se confunde naprópria coexistência. Nesse sentido, o pensamento está na criação de conceitos sempre possíveis,que inspiram a pensar a vida como campo de forças e de multiplicidades, comoencontramos em Deleuze (1997, p. 10) ao afirma “... filosofia é a arte de formar, deinventar, de fabricar conceitos.”  Pensamento lógico-matemático Esta oficina considera a ciência um campo do pensamento e, portanto, umamodalidade de aprendizagem que demanda a ordenação lógica do conhecimento.Envolve, portanto, o estabelecimento de relações entre espaço, forma, grandezas,medidas, números, operações, funções, bem como os modos de tratamento dasinformações organizadas. Nesse sentido, desenvolver a potência do pensamento lógico-matemáticoimplica a criação de desafios científicos, ou seja, um espaço de produção dasperguntas necessárias à pesquisa e, conseqüentemente, à ordenação de objetos e defunções.  Música e corpo Musicalização como possibilidade de invenção, de sensibilização e deproblematização. Esta oficina trata a música como um modo de expressão dalinguagem que ela própria fabrica. Sua potência consiste, justamente, na abertura aoutros modos de sentir e de pensar o cotidiano e, portanto, buscará a criação deconectores possíveis entre os modos de expressão musical e escrita. Serão realizadasaudições, performances e composições que possam colocar a música e a escritura emestado de coexistência. Para o escrileitor, escrever é dar passagem à vibração dos sentidos e daquiloque se pensa, através, mesmo, do modo de olhar e experimentar o mundo. Assim, elesugere ter olhos na ponta dos dedos para tocar a vida com vida. Ter olhos até naponta da língua para sentir o gosto de tudo pela primeira vez, como se enchesse deestrelas o próprio céu da boca. Ou seja, trata-se de pensar com o corpo, de dentro domundo, longe de qualquer neutralidade, assepsia ou distanciamento científico; é,também, sentir-se com o corpo todo, deixar-se tocar e colocar-se num estranhamento 28
  29. 29. sonoro, como que uma viagem à infância que habita todo o tipo de novidade e se tornanecessária ao espírito. Importa o que se processa no encontro dos corpos: tímpano, pandeiro, mãos,papel, cordas vocais, etc. Para além dos significados do corpo e do pensamento em simesmos. O que há nos corpos, diz Deleuze (2000, p. 6), “são misturas: um corpopenetra outro e coexiste com ele em todas as suas partes, como a gota de vinho nomar ou o fogo no ferro. Um corpo se retira de outro, como o líquido de um vaso.” Em Nietzsche (2007, p.43), o conceito de corpo aparece voltado à arte em seucaráter mais subversivo, de modo a impor-se diante do pensamento racionalista: “Ocorpo é uma grande razão, uma multiplicidade com um só sentido, uma guerra e umapaz, um rebanho e um pastor (...) Há mais razão no teu corpo do que na tua melhorsabedoria (...) O ser próprio criador criou para si o apreço e o desprezo, criou para si oprazer e a dor. O corpo criador criou o espírito como mão da sua vontade. Trata-se, naperspectiva nietzscheniana, de uma corporeidade afirmativa, com potência criadora.Tratar a relação corpórea da música como também nos sugere o postulado deSpinoza ao referir-se ao corpo humano (2007, p.163): “O corpo humano pode serafetado de muitas maneiras, pelas quais sua potência de agir é aumentada oudiminuída, enquanto outras tantas não tornam sua potência de agir nem maior nemmenor”.  Teatro Experimentação cênica do pensamento. Modo de expressão que se elaborafora da representação de um eu fixo para, justamente, operar o movimento que háentre os corpos, seja de expulsão, atração e coexistência, capaz de inventar edesfazer personagens. Um modo de expressão textual, com máscaras, ecos edisfarces da realidade, que encena a repetição de gestos corpóreos da diferença e,portanto, encena a potência da singularização possível a ser vivida e escrita. Trata-se de um jogo que embaralha e muda códigos de lugares, pelaintensidade e pela vida que se afirma na potência do que é inventado. Nesse sentido,é justamente na infância que conseguimos ler e escrever nossos textos. NoAbecedário de Deleuze (2001), situando-nos na letra E de Enfance [Infância],podemos encontrar uma aproximação do ato de escrever à idéia de infância e de vidanão-orgânica: A literatura e o ato de escrever têm a ver com a vida. A vida é algo mais do que pessoal. (...) Mas também não se escreve pelo simples ato de escrever. Acho que se escreve porque algo da vida passa em nós. Qualquer coisa. Escreve-se para a vida. É isso. Nós nos tornamos alguma coisa. 29
  30. 30. Escrever é devir (...) escrever é mostrar a vida... É gaguejar na língua... Na Literatura, de tanto forçar a linguagem até o limite, há um devir animal da própria linguagem e do escritor e também há um devir criança, mas que não é a infância dele. Ele se torna criança, mas não é a infância dele, nem de mais ninguém. É a infância do mundo... PÚBLICO PREVISTO ÀS OFICINAS:  Estudantes de licenciaturas, no eixo Educação Superior;  Docentes da Educação Básica de Ensino, no eixo profissional;  Alunos da rede pública de ensino, nos eixos da Educação Básica e da Educação de Jovens e Adultos. PERIODICIDADE DAS OFICINAS:  Encontros semanais ou mais, conforme especificidade de cada oficina LOCAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS OFICINAS:  Espaços públicos: UFRGS, UNIOESTE, UFPel, UERGS, UFMT, UNIPAMPA e escolas da Rede Pública de Ensino. ATIVIDADESGRUPODE TRABALHO SISTEMATIZAÇÃO REALIZAÇÃO DAS OFICINAS DE ESCRITURA DA PESQUISACOMPOSTO POR JUNTO A ESTUDANTES E DOCENTESBOLSISTAS ESTUDANTES DOCENTES AVALIAÇÃO, PLANEJAMENTO, Matriculados Matriculados Matriculados Professores RELATÓRIO, no Ensino na Educação em cursos de com Fundamental de Jovens e licenciaturas matrícula na SEMINÁRIOS, Adultos rede pública PUBLICAÇÃO de ensinoBolsistas estudantes X X X X Xde mestrado e dedoutoradoBolsistas estudantes X X X X Xde graduaçãoDocentes da rede X X Xpública em exercícioprofissional 30
  31. 31. Cronograma de atividades: 2011 2012 2013 2014ATIVIDADES 2011/1 2011/2 2012/1 2012/2 2013/1 2013/2 2014/1 2014/2Desenvolvimentosemanal das X X X X X X X XoficinasEncontrosquinzenais deavaliação e de X X X X X X X Xplanejamento dosrespectivos núcleos.Seminário integradorUFRGS, UNIOESTE X X X XUFPel, UNIPAMPA,UERGS e SMED.Produção escrita derelatórios semestrais X X X X X X X XPublicação anual deartigos X X X XCiclos deConferências X XSeminário nacionale apresentação dotrabalho produzido X Xnas oficinas (textos,imagens, música,esquetes teatrais einstalações diversas) Duração do projeto: Quatro anos Resultados esperados:  Contribuição no IDEB das escolas envolvidas direta ou indiretamente no projeto  Qualificação acadêmica dos bolsistas através da realização de oficinas de escrileitura, bem como na participação da pesquisa acerca dos conceitos investigados  Reverberação, na prática docente, do trabalho com texto mediante a participação dos professores e dos docentes em formação nas oficinas,  Estabelecimento de novas relações textuais dos sujeitos envolvidos  Publicação de artigos que relacionem as temáticas: aprendizagem, pensamento, processos criativos, leitura e escrita na contemporaneidade 31
  32. 32. 4. Utilização de fontes e de bases de dados: Como sintomatologistas e analíticos do sistema educacional brasileiro,utilizaremos as bases de dados educacionais do INEP. Entre estas: o Censo Escolar,com vistas ao estudo das informações relacionadas ao Nível do Ensino Fundamental eà modalidade da Educação de Jovens e Adultos. Consideramos a análise dos índicesrelacionados, bem como o estudo de suas variações, uma possibilidade deaproximação e de contribuição acadêmica na implementação de políticas orientadaspara a qualificação do sistema educacional brasileiro. Nesse sentido, os dados obtidospor regiões e municípios, nos permitem uma análise topológica e tipológica do ensinoatualmente oferecido pelas escolas cadastradas no banco de informações do INEP. Também as Sinopses Estatísticas da Educação Básica, em suas informaçõesreferentes aos estabelecimentos de ensino, às matrículas, à função docente e aomovimento e rendimento escolar, serão utilizados no estudo da sintomatologiapresente nos dados levantados, cuja finalidade está na pesquisa de novasproposições acerca dos modos de pensar e fazer educação.5. Estratégias de disseminação dos resultados da pesquisa:  Publicação de artigos  Participação em espaços de formação junto aos professores da Educação Básica de Ensino  Seminário Nacional de Educação  Oficinas, colóquios e ciclos de conferências.6. Bolsas solicitadas: Para a execução do projeto, solicitamos três bolsas para professores orientadores,três bolsas para estudantes de doutorado, nove bolsas para estudantes de mestrado,dezoito bolsas para professores da Educação Básica e também dezoito bolsas paraestudantes de graduação. A posterior seleção dos bolsistas será orientada pelosseguintes critérios:  Interesse na temática da pesquisa proposta  Proximidade teórica ao pensamento da diferença abordado neste projeto  Experiência no trabalho escolar  Disponibilidade para desenvolver com empenho e com espírito pesquisador as atividades propostas no referido projeto 32
  33. 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBARTHES, Roland. A aventura semiológica. Lisboa: Edições 70, 1987._____. A câmara clara: notas sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984._____. A preparação do romance I: da vida à obra. São Paulo: Martins Fontes, 2005._____. Aula (pronunciada dia 7 de janeiro de 1977). São Paulo: Cultrix 1989._____. Crítica e verdade. São Paulo: Perspectiva, 2003._____. Elementos de semiologia. São Paulo: Cultrix, 1971._____. Ensaios sobre teatro. São Paulo: Martins Fontes, 2007._____. Fragmentos de um discurso amoroso. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989._____. Incidentes. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988._____. Michelet. São Paulo: Companhia das Letras, 1991._____. Mitologias. Rio de Janeiro: Difel, 1978._____. O grão da voz: entrevistas, 1961-1980. São Paulo: Martins Fontes, 2004._____. O grau zero da escrita seguido de Novos ensaios críticos. São Paulo: MartinsFontes, 2004._____. O neutro: anotações de aulas e seminários ministrados no Collège de France,1977-1978. São Paulo: Martins Fontes, 2003._____. O prazer do texto. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008.O rumor da língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (p.181-190). 83____. Roland Barthes por Roland Barthes. . São Paulo: Estação Liberdade, 2003CORAZZA, Sandra Mara. Artistagens: filosofia da diferença e educação. BeloHorizonte: Autêntica, 2006. 84_____; AQUINO, Júlio Groppa (Orgs.). Dicionário das idéias feitas em educação. PortoAlegre. 2009. 87 p. (Livro digitado)._____ (Org.). Fantasias de escritura: filosofia, educação, literatura. Porto Alegre:Sulina, 2010._____. “Introdução ao método biografemático.” In: COSTA, Luciano Bedin da;FONSECA, Tania Mara Galli. Vidas do fora: habitantes do silêncio. Porto Alegre:Editora, 2010. p.85-107._____. “Pesquisar o Acontecimento: estudo em XII exemplos”. In: ZORDAN, Paola;TADEU, Tomaz; Linhas de escrita. Porto Alegre: Autêntica, 2004. p.7-78._____. “O docente da diferença”. Porto Alegre: PPGEDU/UFRGS, 2008, 16p. (Textodigitalizado.)_____. “Os sentidos do currículo” In: Revista Teias. Rio de Janeiro: UERJ, 2010. 17p.(Org. LOPES, Alice Casemiro.) (No prelo.) 33
  34. 34. . _____. Os cantos de Fouror: escrileitura em filosofia-educação. Porto Alegre: Ed. DaUFRGS e Sulina, 2007._____. Para uma filosofia do inferno na educação: Nietzsche, Deleuze e outrosmalditos afins. Belo Horizonte: Autêntica, 2002._____. Uma vida de professora. Ijuí: Unijuí, 2005._____ (Org.). Dossiê Gilles Deleuze. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 27, n. 2,Jul./Dez. 2007.COSSUTTA, Frédéric. Elementos para a leitura dos textos filosóficos. São Paulo:Martins Fontes, 2001DELEUZE, Gilles. A filosofia crítica de Kant. Lisboa: Ed. 70, 1994._____. A ilha deserta e outros textos. São Paulo: Iluminuras, 2006._____. Bergsonismo. São Paulo: Ed.34, 1999._____. Conversações. Rio de Janeiro: Editora 34, 1992_____. Crítica e clínica. São Paulo: Editora 34, 1997._____. Deux régimes de fous. Textes et entretiens 1975-1995. Paris: Minuit, 2003._____. Diferença e repetição. Rio de Janeiro: Graal, 1988._____. Empirismo e subjetividade: ensaio sobre a natureza humana segundo Hume.São Paulo: Ed. 34, 2001._____. Espinoza e os signos. Lisboa: Rés, s/d._____. Foucault. São Paulo: Brasiliense, 1991._____. L’ ABÉCÉDAIRE de Gilles Deleuze. Entrevista com Gilles Deleuze. Editação:Brasil, Ministério de Educação, “TV Escola”, 2001. Paris: Éditions Montparnasse, 1997.1 videocassete, VHS, cor_____. La imagen-movimiento. Estudios sobre cine 1. Barcelona: Paidós, 1994._____. La imagen-tiempo. Estúdios sobre cine 2. Barcelona: Paidós, 1996._____. Lógica do sentido. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000_____. Nietzsche. Lisboa: Ed.70, 1994._____. Nietzsche e a filosofia. Porto: Rés, s/d._____. Proust e os signos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987._____. Spinoza y el problema de la expresión. Barcelona: Atajos, 1996._____; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo:Editora 34, v. 1, 1995._____. O que é a filosofia? Tradução de Bento Prado Jr. e Alberto Alonso Muñoz. Riode Janeiro: Ed. 34, 1997. 2ª EdiçãoFOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 1999._____. História da sexualidade 2: o uso dos prazeres. Tradução de Maria Thereza daCosta Albuquerque; José Augusto Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro: 2007. 34
  35. 35. _____. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: graal, 1990. 9ª Edição_____.Vigiar e punir. Tradução de Ligia M. Pondé Vassalo. 7.ed. Petrópolis: Vozes,1989.NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência. Tradução de Paulo César de Souza. SãoPaulo: Companhia das Letras, 2001._____. Humano, demasiado humano: um livro para espíritos livres. Tradução de PauloCésar de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005SPINOZA, Benedictus de. Ética. Tradução e notas de Tomaz Tadeu. Belo Horizonte:Autêntica Editora, 2007.VALÉRY, Paul. Alfabeto. Belo Horizonte: Autêntica, 2009_____. Degas, dança, desenho. São Paulo: Cosak & Naify, 2003._____. Eupalinos ou O arquiteto. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996._____. Introdução ao método de Leonardo da Vinci_____. Variedades. São Paulo: Iluminuras, 1991. 35
  36. 36. ANEXO II OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO - EDITAL 2010 Proposta Orçamentária ANEXO II - TABELA ORÇAMENTÁRIA Despesas Ano 1 Ano 2 Duração Quantidade Valor Subtotal Duração Quantidade Valor Subtotal TOTAL Modalidades (Meses) (Nº de Bolsistas) (R$) (Ano 1) (Meses) (Nº de Bolsistas) (R$) (Ano 2) Coordenação (R$ 1.500,00) 12 3 1.500 54000 12 3 1.500 54000 108000 Doutorado Bolsas (R$ 1.800,00) 12 3 1.800 64800 12 3 1.800 64800 129600 Mestrado (R$ 1.200,00) 12 9 1.200 129600 12 9 1.200 129600 259200 Prof. Ed. Básica (R$ 765,00) 12 18 765 165240 12 18 765 165240 330480 Aluno Graduação (R$ 400,00) 12 18 400 86400 12 18 400 86400 172800 Material de Consumo (R$) 25.000 20.000 45000 Outras Diáriasdespesas (R$) 15.000 20.000 35000(Custeio) Passagens (R$) 10.000 10.000 20000 Capital Capital (R$ 8.000,00) TOTAL GERAL 1100080 36

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