Repórter Ambiental Mirim MQ: construindo um Escola Sustentável através da EAE
por Daniela Vieira Costa Menezes
Uma Escola ...
importante abrir espaço para que o conhecimento circule entre os membros do grupo, de
modo que cada um seja valorizado e r...
planejamento, execução e avaliação de ações que contribuirão para o Projeto de
Educação Ambiental da escola. Todas as deci...
–Estudos aprofundados sobre a fauna e a flora, valorizando o que é nativo da região
e enfatizando o impacto da ação humana...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Repórter Ambiental Mirim

159 visualizações

Publicada em

Projeto que atende grupo de alunos de diferentes séries para o desenvolvimento de ações de Educação Ambiental na EMEF Maria Quitéria.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
159
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
2
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Repórter Ambiental Mirim

  1. 1. Repórter Ambiental Mirim MQ: construindo um Escola Sustentável através da EAE por Daniela Vieira Costa Menezes Uma Escola Sustentável é aquela onde todos que estão nela caminham para o mesmo lugar; as trajetórias podem ser distintas, mas cada passo busca o equilíbrio das ações individuais diante das necessidades coletivas; os passos podem ser discretos para um mundo de imperfeições, mas tem o poder de se multiplicarem a partir de cada vida que passa por nós. Projeto “Escola Sustentável: ecolúdica e amiga da natureza” Objetivos: Disseminar atitudes sustentáveis na comunidade escolar; organizar materiais e espaços para práticas ambientais; integrar os diferentes ambientes inseridos no ambiente escolar; fiscalizar o andamento de ações a partir dos indicadores de sustentabilidade da escola; acompanhar as atividades do Projeto VIDAA. Justificativa: Uma escola se sustenta a partir das ações individuais de cada membro dos diferentes segmentos que a compõe, entretanto, a dinâmica entre os grupos que formam uma comunidade escolar está em constante mudança, permitindo a influência mútua de todos. Cotidianamente alunos, professores, funcionários e pais são os exemplos que embasam os comportamentos que presenciamos, mas nós professores temos um papel fundamental neste movimento, uma vez que temos como função transformar os alunos que passam por nós através da educação. A escola como espaço da Educação Ambiental Escolar – EAE, precisa ampliar seus tempos e espaços, pois para um projeto de EAE alcançar seus objetivos deve superar o cotidiano e os muros da escola. Portanto, um projeto escolar que envolve a EA, deve buscar estratégias para disseminar princípios da sustentabilidade socioambiental entre os alunos, para que estes possam também trocarem experiências e ideias entre si e com suas famílias. Para tanto, conhecer as forças que movimentam as atitudes da comunidade escolar auxiliam no planejamento escolar para que princípios permaculturais se instalem na vida deste grupo, propagando atitudes sustentáveis, contribuindo para mudanças significativas no ambiente ao nosso redor. Depois de um diagnóstico inicial, as atividades programadas devem se adequar às potencialidades apresentadas pelo público participante do projeto desenvolvido. É
  2. 2. importante abrir espaço para que o conhecimento circule entre os membros do grupo, de modo que cada um seja valorizado e respeitado diante de seus limites e potencialidades. Conhecer o movimento do grupo e suas marcas individuais é um passo importante para escolhermos atividades que vão valorizar o melhor que cada um tem para oferecer diante dos desafios enfrentados por todos. Na EAE temos um espaço limitado que é habitado por diferentes grupos em movimentos próprios. Neste meio, um projeto produtivo deve estar aberto para a contribuição de todos os envolvidos em um processo permanente de observação e autoavaliação que visem a manutenção e a recuperação dos ciclos naturais de forma que possibilite a preservação da vida no Planeta Terra. Portanto, não podemos esquecer que a sustentabilidade passa pelas relações entre as pessoas cujas dinâmicas existentes movem o grupo para a preservação ou para a destruição. Dessa forma, contribuir para a formação de um grupo de alunos, em diferentes etapas escolares, buscando o trabalho coletivo e colaborativo, entre eles e deles com os demais setores da escola, é fortalecer o projeto de EAE de uma instituição de ensino. Este grupo faz parte da Comissão de Qualidade de Vida e Meio Ambiente – ComVIDA da escola, representando o segmento alunos e sua atuação faz parte do grupo de ações desta comissão. Para atingir o status de Escola Sustentável, precisamos investir na Educação Ambiental, o que nos permite analisar a situação na qual nos encontramos, planejando os caminhos necessários e possíveis para a sustentabilidade, que é a possibilidade de manutenção da vida em suas diferentes dimensões através de ações interligadas e conscientes. Metodologia: A primeira etapa consiste em formar dois grupos até 15 alunos cada um, que atuarão na escola como Repórteres Ambientais Mirins. Serão convidados alunos do 3º ao 5º ano inicialmente, podendo se ampliar para representantes do 1º e 2º ano. Os alunos participantes em anos anteriores serão convidados a participarem do projeto. Para alunos que nunca participaram, haverá uma inscrição permanente, onde os mesmos devem preencher um questionário, apontando porque gostariam de participar e o que já fazem para cuidar do ambiente em que vivem. É a entrega de questionários que garante a ordem de preenchimento das vagas. Através de reuniões semanais com duração de 2 períodos, realizadas no horário contrário ao turno de aula, os Repórteres Ambientais Mirins se reúnem para o
  3. 3. planejamento, execução e avaliação de ações que contribuirão para o Projeto de Educação Ambiental da escola. Todas as decisões são coletivas e cada membro tem direito a voz e voto, valorizando uma postura cidadã diante das questões socioambientais. Este grupo é responsável pela preparação dos resíduos para a reutilização e reciclagem; pela organização dos materiais utilizados no projeto VIDAA e do recreio; pela divulgação de informações e ações da escola; e para a elaboração de estratégias para mobilizar a comunidade escolar, sempre visando o equilíbrio socioambental, além disso, também participam do Conselho de Alunos MQ, auxiliando nas decisões coletivas com os representantes das turmas, sobretudo com os alunos menores da escola. Portanto, eles devem sempre considerar os limites entre as necessidades, os desejos e as possibilidades na realização de ações dentro e fora do ambiente escolar. Para tanto, devem manter um processo permanente de investigação da situação socioambiental da escola, acompanhando as ações das turmas e incentivando a participação dos alunos nas ações da escola. Dessa forma, esse grupo de alunos se torna uma referência para os demais alunos, sobretudo no que se refere às questões de Educação Ambiental. Exemplos de atividades desenvolvidas pelos RAM: –Produções de objetos úteis ou decorativos a partir de resíduos secos (caixas de leite, garrafas PET, jornal...), enfatizando a origem do material escolhido e o impacto deste material se descartado incorretamente. –Processos de reciclagem artesanal (papel, sabão, composteira...), enfatizando as vantagens desta ação para o meio ambiente em relação aos modos de produção tradicionais. –Aumento da área verde da escola (plantio na horta, em vasos, jardim suspenso...), enfatizando a importância do verde para o equilíbrio da natureza e da vida humana. –Métodos para resolução ou prevenção de conflitos entre alunos, enfatizando a necessidade do respeito e da cooperação como caminho para a convivência harmoniosa mesmo com as diferenças existentes. –Hábitos de higiene pessoal e alimentação saudável, enfatizando o corpo de cada um como um ambiente interior que precisa ser cuidado e preservado. –Reflexões sobre os métodos de produção e consumo, enfatizando a responsabilidade de cada um na diminuição da produção de lixo, da emissão de poluentes, do desperdício da água potável e na valorização dos meios alternativos de produção.
  4. 4. –Estudos aprofundados sobre a fauna e a flora, valorizando o que é nativo da região e enfatizando o impacto da ação humana sobre as diferentes formas de vida e a necessidade de uma mudança de atitude. –Uso de diferentes mídias (Jornal, vídeo, fotos...) para a divulgação dos princípios da sustentabilidade socioambiental, enfatizando a socialização da informação como ponto fundamental para o sucesso da Educação Ambiental. Considerações Finais: Vivemos em um ambiente urbanizado, onde os elementos naturais foram modificados pela ação humana. Em busca de uma escola sustentável, precisamos transformar o espaço escolar em um polo disseminador de uma cultura permanente que valorize uma relação equilibrada e saudável entre os seres humanos, as plantas, os animais e toda a natureza circundante. Pensando nisso, organizaremos atividades coletivas, como gincanas, seminários, mostras e outros eventos, onde tradicionalmente apresentamos as produções das turmas que, independente do projeto desenvolvido, acabam mantendo uma relação com algum dos 10 R's desenvolvidos no projeto de EA da escola: 1.Refletir sobre os hábitos e atitudes; 2.Repensar o consumo e o descarte; 3.Recusar produtos que agridam a saúde e o meio ambiente; 4.Reduzir o lixo que se faz, procurando consumir produtos mais duráveis; 5.Recuperar objetos, consertando-os para uma nova utilização; 6.Reutilizar um produto, em uma nova função; 7.Reaproveitar materiais como matéria-prima para novos objetos; 8.Reciclar, separando diferentes lixos, transformando-o em um novo produto; 9.Responsabilizar cada um de nós pelo poder que temos em escolher as atitudes corretas; e 10.Respeitar todas formas de vida e os recursos naturais do planeta.

×