Tempo colonia data

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Tempo colonia data

  1. 1. Denominamos período pré-colonial a fase transcorrida entre achegada da esquadra de Pedro Álvares Cabral e o primeiroprojeto nitidamente colonizador empreendido por MartimAfonso de Souza em 1531.Durante esse período, a região conhecida como Américaportuguesa teve um papel secundário na economia dePortugal, no momento em que o comércio com as ÍndiasOrientais monopolizava os interesses mercantis do Império.
  2. 2. Ilha de Vera Cruz-1500Nome dado por Pedro Álvares CabralTerra dos Papagaios- 1501Nome dado pelo navegador Domenico Piasani na carta endereçada ao"governante" da República de VenezaTerra de Santa Cruz- 1501D. Manuel, rei de Portugal, escreve aos reis da Espanha.Em sua carta cita, casualmente, a Terra de Santa Cruz.Brasil- 1503Além de outras alegações, nome decorrente doproduto extraído da Terra recém descoberta.
  3. 3. - Pau-brasil- Escambo- Feitorias- Expedições
  4. 4. Para armazenar o pau-brasil foramconstruídos depósitos em alguns pontosda costa. Chamavam-se FEITORIAS.Feitorias - estruturas comerciais, em geral fortificadas esituados no litoral, que serviam de entrepostos com ointerior da colônias.
  5. 5. No período pré-colonial o indígenatrabalhava em sistemade ESCAMBO.
  6. 6. Escambo - troca de bens e serviços sem a intermediação dodinheiro. Logo após a chegada dos portugueses no Brasil, oescambo foi intensamente empregado nas relações entreeuropeus e ameríndios para carregamento do pau-brasil. Os índioscortavam a madeira e a deixavam na praia, para ser colocada nosnavios, em troca recebiam facas, espelhos e burgigangas defabricação européia.
  7. 7. EXPEDIÇÃOCOLONIZADORA(1530)Esta foi comandadapor Martin Afonsode Souza e tinhacomo objetivos :povoar o territóriobrasileiro, expulsaros invasores einiciar o cultivo decana-de-açúcar noBrasil.Fundação da Vila de SãoVicente
  8. 8. Em 1578, o rei português D. Sebastião,morreu na batalha de Alcácer Quibir, emterritório Marroquino. Seu tio (Cardeal D.Henrique), assumiu, mas morreu em 1580.A crise sucessória terminou com aascensão de Felipe II, rei da Espanha.Iniciou-se a União Ibérica
  9. 9. Felipe IIda Espanha- União Ibérica- Era Felipina- Era dosHabsburgos
  10. 10.  Acordo com nobreza portuguesa determina manutenção deórgãos administrativos portugueses nas colônias, portanto,internamente não houve alterações no Brasil. Tratado de Tordesilhas começa a ser ultrapassado. Inimigos da ESP na Europa invadem o BRA em represália aogoverno espanhol. HOLANDA, um dos inimigos da ESPANHA é impedida de fazercomércio em qualquer possessão espanhola. Comércio do açúcar no BRA que tinha participação holandesaé atingido. Holandeses invadem o BRA tentando romper o bloqueioespanhol ao comércio de açúcar.A Partir da União Ibérica:
  11. 11. Invasões HolandesasFim da União IbéricaInteriorização do Brasil
  12. 12. 1º.) BAHIA (1624-25) : - mais de 3.000holandeses, uma esquadra de 26 navios e500 canhões atacaram Salvador;2º.) PERNAMBUCO (1630 – 1654)- Atacado por cerca de 7.000 invasores, 60navios e mais de 1000 canhões;
  13. 13. João Maurício de Nassau Siegen(1604-1679) - 75 anosREALIZAÇÕES:Reativou a agromanufaturaaçucareira;Abriu créditos a eliteaçucareira;Garantiu liberdade religiosa;Remodelou e urbanizouRecife e Olinda;Recife ficou conhecida como“Cidade Maurícia”;
  14. 14. Trouxe sábios, artistas, intelectuais,zoólogos, astrônomos, biólogos emédicos;Conquistou Angola, fornecedora deescravos, assegurando mão-de-obrapara a Colônia holandesa no Brasil;Devido a desentendimentos com aWIC, Nassau foi demitido em 1644.
  15. 15. Em 1640, Portugal estavanovamente independente (ARestauração), mas devido aosgrandes gastos não puderamretomar Pernambucoimediatamente. Mais tarde, aInglaterra ofereceu-se para“ajudar” Portugal.
  16. 16. Borgonha (1139-1383)Avis (1385-1580)Habsburgo ou Filipina (1580-1640)Bragança (1640-1910)
  17. 17. Após a saída de Nassau e aexploração imposta pela WIC,inicia-se a INSURREIÇÃOPERNAMBUCANA (1645-1654).Portugal, intermediado pela Inglaterra,paga a Holanda, uma indenizaçãopelo nordeste brasileiro e a colônia deAngola: o equivalente a 63 toneladasde ouro ou 650 milhões de dólares.
  18. 18. Insurreição Pernambucana (1645 – 54): movimento luso-brasileiro que expulsou os holandeses do BRA.Conseqüência da expulsão dos holandeses: início da crise dociclo do açúcar pois os holandeses ao saírem do BRA instalam-se nas Antilhas (América Central), produzindo lá um açúcarmais barato e de melhor qualidade que o nosso.
  19. 19. 1 - Grande crise econômica;2 - Dependência portuguesa em relação aInglaterra;3 - Perda de várias colônias no Oriente,4 - Perdas do asiento;5 - Perdas geradas pela Guerra deRestauração;6 - Concorrência holandesa no açúcar(produzido nas Antilhas);7 - Anulação prática do Tratado de Tordesilhas
  20. 20. ORGANIZAÇÃOPOLÍTICO-ADMINISTRATIVA
  21. 21. 2- Descoberta de metaispreciosos na América Espanhola1 – Invasões estrangeiras3 – Queda no Comércio deEspeciarias no Oriente
  22. 22. Criadas entre 1534 e 1536Existiram até o século XVIII quandopassaram a ser Capitanias Reais
  23. 23. Autorizava a administração daCapitania ao donatárioEstabelecia os direitos edeveres do donatário
  24. 24. A carta de doação era um documentoda Coroa Portuguesa pelo qual estafazia a concessão de uma capitania edos seus direitos sobre ela, a umcapitão donatário. A Coroa tinhaparticular interesse nos forais porqueestes funcionavam como fontes.Esse documento estabelecia oslimites geográficos da capitania eproibia o comércio das suas terras,aceitando a transferência territorialapenas por hereditariedade;regulamentava os limites dascapitanias; dava jurisdição civil ecriminal sobre a área da capitania.
  25. 25. O sistema de capitanias hereditárias não alcançou do ponto de vista econômico, o sucessoesperado pelos donatários. Somente as capitanias de Pernambuco (com o cultivo da cana-de-açúcar) e São Vicente (com o lucro advindo do bandeirismo) conseguiram relativa prosperidade,rendendo lucros com a lavoura canavieira.As demais fracassaram em conseqüências de várias causas como:● A falta de dinheiro dos donatários.Falta de pessoas para trabalhar na lavoura.● O constante ataque de tribos indígenas, revoltadas contra a escravidão que o colonizadorqueria impor.● Dificuldade de comunicação entre as capitanias e Portugal, decorrente da enorme distancia edos péssimos meios de transporte.● Pouquíssima participação dos donatários no lucro obtido da terra que, na época provinha dopau-brasil, por isso eles não tinha motivação para prosseguir seu trabalho administrativo.● O fato de todas as capitanias não serem propicias para plantação de cana-de-açúcar, cujaprodução interessava o ao sistema colonial que estava sendo implantado.Do ponto de vista político, o sistema de capitanias hereditárias cumpriu, de certa maneira osobjetivos desejados. Lançou fundamentos iniciais da colonização portuguesa no Brasil,preservando a terra e revelando possibilidades de exploração.
  26. 26. Criado para centralizar aAdministração
  27. 27. REGIMENTO DE 1548Auxiliares:CAPITÃO – MORPROVEDOR – MOROUVIDOR - MORCabia ao Governador:- Fundar vilas;- Doar semarias;- Explorar o sertão;- Defender a terra;- Promover a catequese;- Zelar pelos interessesfinanceiros da Coroa.
  28. 28. FRANÇA ANTÁRTICAAportaram na baía de Guanabara em1555 e só são expulsos em 1567
  29. 29. Poder Local, controladopelos “Homens Bons”
  30. 30. As vilas e cidades da colônia, como previam asordenações Reais, existiam as CâmarasMunicipais. Representativas do poder local, asCâmaras ou Conselhos Municipais garantiam aparticipação política dos senhores de terras,membros da aristocracia rural, os “homensbons”.Eram presididas por um juiz ordinário e formadaspor três vereadores, todos escolhidos localmente.Nas vilas principais, existia também a figura dojuiz de fora, cuja nomeação era feita diretamentepela Coroa. A autonomia municipal erasimbolizada pelo pelourinho, um marco erigido napraça principal da povoação.Câmaras Municipais do Brasil ColôniaAs atribuições das Câmaras MunicipaisAs Câmaras Municipais possuíam inúmeras atribuições, como a nomeação de servidores locais, oexercício de papel de polícia local, a verificação do peso e do preço das mercadorias e a designação deprocuradores, seus representantes perante o governo da metrópole. Além disso, legislavam em nívellocal, através das posturas municipais. As Câmaras Municipais significaram, sempre, a força viva dolocalismo político.a
  31. 31. MONOPÓLIOCOMERCIALExclusivismocomercial dametrópole sobrea colônia
  32. 32. FATORES INTERNOS:clima quente e úmido, solo massapê,florestas, rios encachoeirados,espaço territorial.FATORES EXTERNOS:Mercado consumidor europeu; altovalor do produto; experiênciaportuguesa no cultivo do produto(Açores, Cabo Verde e Madeira).
  33. 33. 1) Conseguircapital inicial1) Apoio financeiro dosHOLANDESES, queexigiram :I – Monopólio da revendaII – Monopólio do refino2) Arregimentarmão-de-obra parao trabalho naslavouras.2) Utilização doescravo africano.
  34. 34. O QUILOMBO DOS PALMARES
  35. 35. O Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga em Alagoas, surgiu no início do século XVII. Local dedifícil acesso, era um dos locais onde negros escravos, fugindo de seus donos, se uniam aos demaisfugitivos formando uma comunidade livre. Foi o maior quilombo do Brasil. Abrigou até 20.000negros. Com a invasão holandesa as fazendas se desorganizaram e muitos escravos aproveitaram omomento para a fuga.Palmares foi a mais importante força de resistência negra contraa escravidão. Os senhores de engenho consideravam o quilombocomo um mau exemplo de liberdade, uma ameaça, poispoderiam surgir outros quilombos estimulando os escravos afugirem.Muitas expedições militares de holandeses, portugueses e dospróprios fazendeiros invadiam Palmares que sempre continuavade pé.A comunidade de Palmares durou torno de 60 anos.Em 1694, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho,patrocinado pelos senhores de engenho, invade Quilombo dosPalmares destruindo-o totalmente.
  36. 36. MONTAGEM DO SISTEMA DEPRODUÇÃO AÇUCAREIROPLANTATIONonoculturaLatifundioMão de ob
  37. 37. ENGENHOS: TRAPICHES (força animal)E REAIS (força das águas)
  38. 38. - Bipolar (senhoresde engenho eescravos);-Patriarcal;- Rural;- Sem mobilidadeSocial;-Discriminatória;- violenta.
  39. 39.  Outros produtos:– Suporte para a lavoura canavieira.– GADO : sul e nordeste do Brasil (exploração do interior,couro, tração, carne, leite, pecuária extensiva, trabalholivre).– FUMO (troca por escravos na África).– DROGAS DO SERTÃO: produtos extraídos da florestaamazônica com relativo valor na Europa, tais como anil,guaraná, salsa, corantes, e sobretudo o cacau.– Agricultura de subsistência.
  40. 40. “ A Metrópole respirava aliviada. Noséculo XVIII, o Brasil se tornariao maior produtor mundial de ouro e dediamantes.”
  41. 41. Desmembramento dacapitania do ES ecriação da CapitaniaReal de MINASGERAIS
  42. 42.  Elevada a ImperialCidade de Ouro Preto em1823, foi sede da capitaniade Minas Gerais, daprovíncia e do Estado até1897, quando se transferiua capital para BeloHorizonte. Tombamento da cidadecomo monumento nacionalem 1933, e mundial, pelaOrganização das NaçõesUnidas para a Educação,Ciência e Cultura(UNESCO), em 1980.
  43. 43. Funções:· Distribuir datas;· Vigilância e administração da mineração,funcionando também como tribunal;· Fiscalização da cobrança de tributos.Órgão Administrativo daMetrópole.
  44. 44. Estourou em váriospontos de MinasGerais, a REVOLTADOS EMBOABAS(1709-11)
  45. 45. Bandeirantes seguem parao interior e descobremouro em MATO GROSSO eGOIÁS, sendo criadas taiscapitanias.
  46. 46. FAISQUEIRAS: exploraçãorudimentar feita por homens livresou negros forros que se utilizavamprincipalmente da bateia comoinstrumento de trabalho.LAVRAS: exploraçãoem regime empresarialfeita por grande númerode escravos utilizandotécnicas e instrumentosmais sofisticados.
  47. 47.  Quinto (1/5 = 20% do ouro arrecadado) Finta (cotas anuais mínimas) Capitação (de acordo com o número de escravos) Censo (sobre estabelecimentos comerciais eartesanais) Derrama (100 arrobas anuais) Direitos de entrada Direitos de pesagem, subsídio voluntário,literário, conhecenças, dízimos reais, mistos,pessoais, etc.
  48. 48. Tinham a função de evitar ocontrabando. O ouro era fundido embarras timbradas com o selo real.Antes da fundição a quinta parte eraretirada como tributo para a RealFazenda. A circulação de ouro em pófoi proibida.
  49. 49. Estourou em 1720 aRevolta de Vila Ricaou Felipe dos Santos.
  50. 50. “A região mineradora desenvolveu um dinâmico MERCADO INTERNO.”
  51. 51. Os 1.400 Km daEstrada passam por162 municípiosmineiros, 08 no Riode Janeiro e 07 emSão Paulo.O CAMINHOVELHO liga Paraty(RJ) a Ouro Preto eDiamantina.O CAMINHONOVO sai da cidadedo Rio de Janeiro evai até Ouro Preto.
  52. 52. Abastecimento de:MT e GOIÁS.Partindo de SãoPaulo, as monçõesnavegavam os riosTietê, Pardo,Taquari e Cuiabá.
  53. 53.  Centros abastecedores das Minas:RJ: escravos africanos e produtos europeus (objetosde luxo; tecidos finos, porcelanas, louças, etc)SP: milho, trigo, marmelada efrutas. Entreposto de gado.BA: escravos, tecidos, ferramentas,metais e sal.RS: charque, cavalos, bois e mulas.
  54. 54.  Urbana; Maior diversificaçãosocial: médicos,advogados, boticários,comerciantes, artesãos,ferreiros, alfaiates,carpinteiros, etc; Surgimento dasclasses médias; Mobilidade Social; Miscigenação(mulatos ou pardos);
  55. 55.  O trabalho escravonas grandes minas erasensivelmente pior doque nos canaviais; Índice de vida útilera de 5 a 10 anos;
  56. 56. O único fator que pode ser citado como um benefíciopara o escravo da área mineradora era aoportunidade de alforria.
  57. 57. - O Arraial do Tijuco foi fundado em 1713e o povoado se desenvolveu com adescoberta de diamantes em suasproximidades, em 1720.- Era proibida a instalação de lojas,tavernas ou barracas na área de extraçãodos diamantes, exigindo uma distânciamínima de duas léguas para qualquerestabelecimento comercial.
  58. 58. - Em 1734, o distrito foi submetidoao Sistema de Contrato.-Em 1771 foi estabelecida a RealExtração, regulamentada peloRegimento Diamantino, conhecidocomo o Livro da Capa Verde.
  59. 59. Onde foi parar o ourobrasileiro ?“ O ouro deixou buraco no Brasil,Igrejas em Portugal e fábricasna Inglaterra.”(Eduardo Galeno)
  60. 60. PORTUGAL INGLATERRA
  61. 61. O Tratado de Methuen, também referido como Tratadodos Panos e Vinhos, foi um tratado assinado entre a Grã-Bretanha e Portugal, em 27 de Dezembro de 1703.Foram seus negociadores o embaixador extraordináriobritânico John Methuen, por parte da Rainha Ana daGrã-Bretanha, e D. Manuel Teles da Silva, marquês deAlegrete.Pelos seus termos, os portugueses se comprometiam aconsumir os têxteis britânicos e, em contrapartida, osbritânicos, os vinhos de Portugal.
  62. 62. 1 – Ampliação do Mercado Consumidor;2 – Acelerou o processo deinteriorização3 – Surgimento da Classe média;4 – Urbanização;5 – Mobilidade Social
  63. 63. 6 – Crescimentodemográfico(A população aumentouquase 10 vezes emapenas um século).
  64. 64. 7 – Desenvolvimento do barroco mineiro8 – Consolidação da dominação inglesasobre Portugal;9 – Transferência da capital de Salvadorpara o Rio de Janeiro (1763);10 - Criação da Capitania dasMinas Gerais (1720); de Goiás (1744) eMato Grosso (1748).
  65. 65. MARQUÊS DEPOMBAL(1699-1782).83 anosSebastião José deCarvalho e Melo,político português.Ministro deD. José I,
  66. 66. Estimulou as manufaturas portuguesas;Criou a Cia do Comércio do Grão-Pará eMaranhão e a Cia. de Comércio de PE e PB;Expulsou os jesuítas do Brasil e de Portugal;Empreendeu uma reforma no Ensino (LAICO)Conseqüência: aumentou a alienação e asuperficialidade do ensino;
  67. 67. Reformou a Universidade de Coimbra,(estudos das ciências exatas e naturais eaprimorando das ciências jurídicas;Modernizou a administração colonial,extinguiu as Capitanias Hereditárias ereunificou a colônia, dividida desde o séculoXVII em Maranhão e Brasil;Transferiu a capital do Brasil de Salvador parao Rio de Janeiro, em 1763;Impôs uma política fiscal rígida e opressiva; Criou a Derrama.
  68. 68. Revolta dos Emboabas (1709-17011)Revolta de Vila Rica (1720)Inconfidência Mineira (1789)
  69. 69. Nesses conflitos pelo controle dasMinas enfrentaram-se, de um lado, osPAULISTAS - descobridores daquelaárea - e, do outro, os “EMBOABAS",gente chegada às Minas após ospaulistas terem se estabelecido ali.
  70. 70. O sangrento conflito terminou em1709, com a expulsão dos paulistasda área, abrindo a possibilidadepara a ação da Coroa portuguesanaquele território.Formava-se a região das Minas.
  71. 71. 1 – As Casas de Fundição;2 – Valor abusivo dos gênerosde primeira necessidade naregião das Minas.
  72. 72. O Governador reprimiuviolentamente arebelião e FELIPE DOSSANTOS foi condenadoà morte porenforcamento eesquartejamento.
  73. 73.  Causa básica: Exploraçãoaurífera, a criação da Derrama em1765 e o Alvará de 1785 Principal influência: Idéiasliberais da Revolução Americana(1776)
  74. 74. • Criação de uma bandeira
  75. 75. DESFECHO:A traição de algunsmembros e adesorganização domovimento o levaao fracasso. Mortede Tiradentes edegredo de algunspara a África.
  76. 76. O PERÍODO JOANINO(1808 – 1821)Período em que a família realportuguesa instalou-se no Brasil.Causa: Não adesão ao BloqueioContinental.
  77. 77. DEUS-NOS-ACUDA!Napoleão pressionava Dom joão aabandonar sua velha aliada britânica.O indeciso príncipe regente adotou pormeses sua tática favorita: ENROLAR.Mas a pressão britânica foi mais forteque a francesa e ...Virou um “Deus-nos-acuda!”
  78. 78. “O Brasil foi descoberto em 1500, masinventado como país em 1808.Nenhum outro período da históriabrasileira testemunhou mudançastão profundas, decisivas eaceleradas quanto os 13 anos emque a corte portuguesa permaneceuno Rio de Janeiro.”Laurentino Gomes
  79. 79. O Brasil tinha pouco mais de 3 milhõesde habitantes – menos de 2 % dapopulação atual.De cada 03 brasileiros, 01 era escravo,ou seja, 1 milhão de escravos.A população indígena era estimada em800 mil pessoas (são 460 mil hoje).Cerca de 300 mil pessoas viviam emMinas Gerais, 60 mil pessoas no Rio deJaneiro, 46 mil em Salvador e 20 mil emSão Paulo.Era uma população analfabeta, pobre ecarente de tudo.
  80. 80. Por falta de saneamento, os penicos eram esvaziadosdiretamente à rua, enquanto o morador alertava: “Lá vai”. No entanto, em termos de, digamos,saneamento básico, nada superava o sistemade “tigres” – os escravos que desempenhavamo papel de carregadores de esgoto e lixo das cidades.Num ambiente tão insalubre, adoecia-se muito. Varíola,malária, tifo, sarna e todo tipo de moléstia assolava todo opaís. O tratamento, exercido pelos barbeiros, geralmenteenvolvia sangrias com ventosas ou sanguessugas.
  81. 81. PERÍODO JOANINO(1808-1821)POLÍTICA EXTERNA
  82. 82.  Abertura dos Portos (1808) -Fim do Pacto Colonial. Tratados de 1810 Brasil elevado a Reino Unido(1815) Invasão da Guiana Francesa(1808 a 1817) Anexação da ProvínciaCisplatina (1816 a 1828)
  83. 83.  1815: Elevação do Brasil à categoria de REINOUNIDO A PORTUGAL E ALGARVES (legitimação daCorte no Brasil – Congresso de Viena).1810: Tratados de comércio com a ING:Tratado de Aliança e Amizade – proibição da Inquisição noBrasil e fim gradual do tráfico negreiro.Tratado de Comércio e Navegação – tarifas alfandegáriasreduzidas para produtos ingleses (15 %).
  84. 84. PERÍODO JOANINO(1808-1821)POLÍTICA INTERNA
  85. 85. Alvará de LiberdadeIndustrial (1808) - Permissãopara a produção demanufaturas (revogação doAlvará de D. Maria I – 1785) –frustrado pela concorrênciainglesa.Academia de Belas Artes; Casa da Moeda; Casa de Suplicação; Correios (1809);
  86. 86.  Academia militar. Banco do Brasil (1808). Imprensa Régia. Biblioteca Real. Faculdade de de Medicina (BA e RJ) - 1808. Real Teatro de São João . Jardim Botânico (RJ).
  87. 87. “Se D. João VI não tivessefugido para o Brasil, a colôniase fragmentaria em pequenospaíses autônomos, muitoparecidos com os vizinhos daAmérica Espanhola, semnenhuma afinidade além doidioma. Baseado emdivergências regionais, oamericano Rodrrick J. Bermanespecula sobre o destino daspossessões portuguesas(conforme mapa ao lado)(...)E, com o Brasil dividido, anação mais poderosa docontinente, seria, muitoprovavelmente, a Argentina.”Laurentino Gomes
  88. 88. FIM DO PERÍODOJOANINOA REVOLUÇÃODO PORTO
  89. 89. LiderançaBurguesa dePortugalexige a voltada FamíliaReal
  90. 90. REVOLUÇÃO DO PORTO – 1820OBJETIVOS: Volta de D. João VI. Constituição (Monarquia Constitucional). Recolonização do Brasil (volta do monopólioportuguês).1821: D. João VI retorna a Portugal.D. Pedro assume como Regente.
  91. 91. Conseqüências sociais da instalação da Corte noBrasil: Costumes importados da Europa no RJ. Alta do custo de vida. Crescimento populacional do RJ (urbanização). Criação de cargos públicos para ocupar nobres. Distribuição de títulos nobiliárquicos. Apoio de proprietários rurais locais. Aumento de impostos para financiar despesas da corte.
  92. 92. Portugal exigia a recolonizaçãodo Brasil e a volta imediata de D.Pedro a Portugal.As abastadas camadas sociaisurbanas e rurais procuravamenvolver D. Pedro para que eleaceitasse a idéia de realizar aemancipação definitiva.
  93. 93. JANEIRO:Petição de 8.000 assinaturas“DIA DO FICO”(aristocratas e comerciantes pressionam,querem a permanência de Pedro)
  94. 94. FEVEREIRO: Clube da Resistência X TenGeneral Jorge Avilez (comandante português)MARÇO: “Cumpra-se” / D. Pedro recebe oTítulo de “Protetor e Defensor Perpétuo do BrasilJUNHO: D. Pedro convoca uma AssembléiaConstituinteAGOSTO: considerava inimigas todas as tropasportuguesas que desembarcassem no Brasil.
  95. 95. “Viva a Independência e aseparação do Brasil.Pelo meu sangue, pela minhahonra, pelo meu Deus, juropromover a liberdade do Brasil.Independência ou morte!”
  96. 96.  Dependência econômica emrelação a INGLATERRA. Manutenção das estruturassociais e econômicas:Latifúndio.Agroexportação.Monocultura.Escravismo.Sem participação popular noprocesso de independência.Aliança circunstancial de interessesde D. Pedro e das elites brasileiraspara manter seus privilégios.DEZ/1822: D. Pedro é coroado (DOM PEDRO I).

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