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FORÇA NAVAL HOLANDESA
O Fluyt Holandês – Século XVII
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 Desprovidos de descobertas ultramarinas
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DECISÃO PELA OCUPAÇÃO DO BRASIL
 Precariamente defendido e sem base mais firme
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DECISÃO PELA OCUPAÇÃO DO BRASIL
 Razões para a ocupação do Brasil:
 Controle direto sobre a principal zona
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As Companhias de Comércio
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 As companhias de comércio criadas pelos holandeses no início do século
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As Companhias de Comércio
WIC – Amsterdã, 1655
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As Companhias de Comércio
Acima, sede da WIC, em Amsterdã,
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Abaixo, moedas de
prata da Companhia
das Ín...
Os Holandeses no Brasil
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 A primeira tentativa de invasão do Brasil, pela Holanda, ocorre em Salvador, no ano de 1624. ...
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 A segunda tentativa, agora bem melhor sucedida, ocorre em Pernambuco. A escolha de
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Invasão e ocupação Governo de Nassau
Guerra de Restauração e
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Invasão e ocupação Governo de Nassau
Guerra de Restauração e
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O Brasil Holandês na Era de Ouro
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O Brasil na visão europeia
A Pintura Paisagística na América Portuguesa
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Figuras
Humanas
de Albert
Eckhout
O Brasil na visão europeia
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Paisagem Humana e Natural de
Albert Eckhout
O Brasil na visão europeia
A Pintura Paisagística na América Portuguesa
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Indígenas Tupis, por Frans Post
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O brasil holandês

  1. 1. 1630-1654 1
  2. 2. 1566 1669 1579 1580 1602 1609 1624 1630 1637 1640 • Fundação da Companhia das Índias Orientais • Assinatura da Trégua dos 12 Anos entre a Províncias Unidas dos Países Baixos e a Espanha (1609- 1621); • Fundação da Companhia das índias Ocidentais (WIC); • Chegada de Maurício de Nassau a Pernambuco e Início de seu governo (1637- 1644); • Acordo em Haia: Portugal reconhece que deve indenização a Holanda; • Províncias Unidas do Norte (Holanda) separam-se das Províncias Unidas do Sul (Bélgica); •Início da União Ibérica • Início da Guerra de Independência dos Países Baixos contra a Espanha (1566- 1579); 1621 1625 • PRIMEIRA INVASÃO HOLANDESA DO BRASIL: tomada de Salvador, Bahia; •Retomada de Salvador por frota Luso-Espanhola • Holandeses invadem Pernambuco, tomando Olinda e Recife; 1644 • Fim do governo de Nassau, com sua renúncia • Fim da União Ibérica 1645 • Início da Insurreição Pernambucana; 1654 • Holandeses se rendem no Recife; Independ . Holanda União Ibérica Independência Portugal Brasil Holandês 2
  3. 3. REPÚBLICA UNIDA DOS PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) Criada pelo Tratado de Utrecht (1579), era formada por sete províncias, das quais a mais importante era a Holanda, com capital em Amsterdã, grande centro comercial e financeiro do Norte da Europa; durou até 1795, quando foi conquistada pela França. No século XVII, a Holanda vai liderar o desenvolvimento comercial e a atividade bancária em padrões modernos, sediando as principais companhias de comércios privadas da Europa. Essa liderança foi em parte facilitada pela conversão das Províncias ao calvinismo (incentivador das atividades comerciais e bancárias) e por relativa tolerância com judeus, o que vai permitir a atração especialmente dos cristãos-novos expulsos da Península Ibérica, que se instalam em Antuérpia e Amsterdã. O urbanismo, a relativa liberdade intelectual e o incentivo às artes e às ciência serão outros fatores que trariam essa evolução à Holanda. Dotada de uma poderosa marinha mercante e de guerra, será a “senhora dos mares”, até a ascensão da Inglaterra, no quarto final do século XVII. 3
  4. 4. HOLANDA E O BRASIL NO SÉCULO XVI  Durante o século XVI, os Países Baixos formaram um forte parceiro comercial de Portugal.  O Porto de Antuérpia, na região de Flandres, era o principal centro comercial europeu para onde se direcionavam as mercadorias obtidas pelos portugueses em suas colônias e feitorias (especiarias, metais preciosos, açúcar, escravos e o sal de Setúbal) e que fornecia manufaturas (tecidos) e gêneros alimentícios (trigo, peixes salgados, queixos), que supriam Portugal quanto parte de seu império de ultramar.  Mercadores e banqueiros judeus, que tinham grandes investimentos nas possessões ultramarinas lusitanas, depois de sua expulsão da Península Ibérica (Inquisição), foram para a região e acirraram ainda mais esse contato.  Além das mercadorias de consumo, os Países Baixos ainda forneciam aos portugueses navios de transporte, capital para investimentos e a principal rede de refino e distribuição de açúcar da Europa. Calcula-se que entre a metade e dois terços do açúcar exportado pelo Brasil, no início do século XVII ia para a região. Além disso, as capitanias da Bahia e de Pernambuco já eram as principais zonas exportadoras do produto para o continente europeu, abastecendo as refinarias batavas.  Com a União Ibérica, começam a surgir os primeiros entraves para a manutenção desse comércio, tendo em vista a guerra travada entre a Espanha e a República das Províncias Unidas dos Países Baixos, que lutavam por sua independência do Rei Felipe II. No início houve certa tolerância com o comércio holandês com o Brasil e, depois da morte de Felipe II, o novo monarca (Felipe III), acerta uma trégua de 12 anos com a Holanda (1609-1621), na qual esse comércio se reestabelece.  O fim da trégua irá provocar, entre os holandeses, a necessidade de uma nova saída para manter esse comércio. 4
  5. 5. FORÇA NAVAL HOLANDESA O Fluyt Holandês – Século XVII “O fluyt (fluit, ou flute ) é um tipo de Navio a vela Holandês criado originalmente para ser uma embarcação dedicada ao transporte de carga. Sua origem dada do século XVI e esta embarcação foi projetada para facilitar a entrega de mercadorias com o Maximo de espaço e eficiência da tripulação. Era uma embarcação barata, que podia ser construída em grande quantidade e geralmente carrega entre 12 e 15 canhões, mas ainda assim era um alvo fácil para Piratas. Independente disto o Fluyt foi um fator significante no início do século XVII para o nascimento do Império marítimo Holandês.” (Fonte: http://rpgvirtual.wordpress.com/2009 /10/20/fluyt-%E2%80%93-o-navio- mercante-holandes-para-gurps/) 5
  6. 6. FORÇA NAVAL HOLANDESA 6
  7. 7. DECISÃO PELA OCUPAÇÃO DO BRASIL  Desprovidos de descobertas ultramarinas e, assim, de um império de ultramar, os Países Baixos não “respeitavam” as possessões das demais nações europeias.  O filósofo e jurista Hugo Grotius holandês (1583-1645), um dos percussores do direito internacional, inclusive desenvolve uma teoria jurídica defendendo a plena liberdade de navegações nos mares e a ideia de que os bens que se retiram das regiões “selvagens” não podem ser considerados propriedades exclusivas dos “descobridores” (De Jure Praedae - Comentário sobre a lei do apresamento e botim - De Jure Belli ac Pacis - Sobre a Lei de Guerra e Paz - e De Mare Liberum - Sobre a Liberdade dos Mares).  Em um momento em que o direito internacional está apenas no nascedouro, esse tipo de teoria tinha como efeito legitimar o ataque holandês às colônias de outras nações e mesmo o apresamento e o botim dos navios de carga que trafegavam pelos mares. 7
  8. 8. DECISÃO PELA OCUPAÇÃO DO BRASIL  Precariamente defendido e sem base mais firme nas regiões em que se instalara no Oriente, as principais fortalezas e colônias portuguesas caem nas mãos holandesas com relativa facilidade. Serviu para isso, não apenas a superioridade militar e tecnológica dos holandeses, mas a criação da Companhia das Índias Orientais (1602), uma empresa privada que fazia da pirataria e do ataque às possessões ibéricas de ultramar um negócio muito lucrativo  A decisão pela ocupação do Brasil, porém, só ocorre depois do final da Trégua de 12 anos (1609-1621): até então, o comércio com o Brasil estava ocorrendo sem maiores entraves e as capitanias produtoras de açúcar eram, sem dúvida, a porção do Império Português que os reis espanhóis desejavam manter sob controle, o que tornava a tarefa de conquista muito mais árdua. 8  Inicialmente, os navios holandeses se limitavam à atividade de corso, ou seja, o ataque às frotas portuguesas e espanholas para apresamento de mercadorias e metais preciosos. Com a sua independência, em 1579, e a guerra se estabelece com a Espanha, a República Unida passa também a atacar as possessões espanholas de ultramar, optando por dar prioridade ao Império Português, que, embora ligado à poderosa Espanha, devia se defender por conta própria, contando com parco auxílio da coroa castelhana.
  9. 9. DECISÃO PELA OCUPAÇÃO DO BRASIL  Razões para a ocupação do Brasil:  Controle direto sobre a principal zona produtora de açúcar do Ocidente, tendo em vista o próprio risco de perder acesso à mesma com o fim da paz (1621);  Forte golpe no Império de Ultramar Ibérico, com o ataque direto de suas possessões americanas;  O Nordeste brasileiro constituía zona estratégia para o controle comercial e militar do Atlântico Sul:  servia como área de reparo e abastecimento dos navios para a “carreira das Índias”;  servia como zona estratégica para ações militares;  Permitia fácil acesso ao litoral africano e ao tráfico negreiro;  Acreditava-se, equivocadamente, que o litoral brasileiro estava próximo à zona produtora de prata do Peru; 9
  10. 10. As Companhias de Comércio 10  As companhias de comércio criadas pelos holandeses no início do século XVII (Companhia das Índias Orientais, em 1602, e a Companhia das Índias Ocidentais, em 1621, a WIC - West-Indische Compagnie) eram empresas privadas controladas por acionistas, dentre os quais encontrávamos as grandes casas comerciais e bancárias da Holanda, comerciantes e banqueiros estrangeiros, especialmente judeus, e parte da nobreza batava.  Essas companhias eram controlada por um Conselho de Acionistas (no caso da WIC, o Conselho dos XIX), com representantes das diversas províncias da República, mas no qual havia forte presença dos acionistas de Amsterdã.  Com considerável capital inicial (a WIC começa as suas atividades com 7 milhões de florins), essas companhias recebiam do governo holandês o direito de conquistar e explorar regiões do além-mar, combinando atividades comerciais, administrativas e militares. Dentre essas atividades, uma de suma importância era o “corso”: atacando frotas mercantes de outras nações, as Companhias holandesas não apenas obtinham consideráveis lucros como financiavam as suas demais atividades, como a ocupação de feitorias e colônias, cuja conquista e administração exigiam pesados recursos financeiros.  Os lucros dessas Companhias eram anualmente divididos entre os acionistas e o seu sucesso inicial servia para que mais investi- dores se interessassem pelo empreendimento.  Os lucros obtidos pela WIC na exploração da Capitania de Pernambuco, no monopólio do tráfico negreiro e na atividade de corso permitiram grande prosperidade à empresa durante o governo de Nassau (1637-1644), levando-a a dispor de cerca de 800 embarcações, entre navios mercantes e naves de guerra.
  11. 11. 11 As Companhias de Comércio WIC – Amsterdã, 1655
  12. 12. 12 As Companhias de Comércio Acima, sede da WIC, em Amsterdã, entre 1623-1647. Abaixo, moedas de prata da Companhia das Índias Orientais
  13. 13. Os Holandeses no Brasil 13  A primeira tentativa de invasão do Brasil, pela Holanda, ocorre em Salvador, no ano de 1624. A escolha de Salvador se deve ao fato de esta vila ser a capital da colônia portuguesa na América. Mesmo sendo a região com um sistema de defesa mais reforçado, os holandeses optam por atacar diretamente a capital, tendo em vista que pretendiam dominar toda a colônia, em especial a zona açucareira.  Em dezembro de 1623, parte da Holanda uma frota com 28 navios e com cerca de 3.300 tripulantes, sob o comando dos almirantes Jacob Willekens e Pieter Heyn.  Chegando no dia 4 de maio do ano seguinte, os holandeses fazem um ataque em duas frentes (por mar e por terra), não tendo muitas dificuldades em derrotar a defesa portuguesa, muito inferior em armamentos e homens, com menos de 1 500 defensores, entre soldados e voluntários, boa parte composta por indígenas.  A vitória holandesa foi, contudo, apenas parcial: os luso-brasileiros, entre eles o governador de Pernambuco, Matias Albuquerque, refugiaram-se no interior e de lá fustigavam os invasores com rápidos ataques de surpresa.  Dessa maneira, criou-se um impasse, com os holandeses dominando as cidades litorâneas e os luso-brasileiros o interior rural. Ademais, isolados no litoral, os holandeses não podiam tirar proveito da produção açucareira, passando a dispersar a sua frota pelo Atlântico (Caribe, Costa Ocidental da África) em busca de presas e do comércio de escravos.  A Coroa Espanhola, então, arma uma poderosa frota, composta por cerca de 40 embarcações, entre caravelas e galeões, com mais de 7 mil soldados. Era a maior frota que até então tinha atravessado o Atlântico. Chegando em Salvador e encontrando as forças holandesas sitiadas e dispersas, a vitória luso-espanhola não foi difícil.
  14. 14. 14 Os Holandeses no Brasil
  15. 15. Os Holandeses no Brasil 15  A segunda tentativa, agora bem melhor sucedida, ocorre em Pernambuco. A escolha de Pernambuco se deveu a uma série de fatores, dentre os quais, o fato de ser a capitania com maior produção de açúcar, na época (cerca de 700 mil arrobas, por ano), e de estar menos protegida do que a capital.  Durante a sua ocupação da Bahia e mesmo depois da derrota, os comandantes holandeses se dedicaram à atividade de corso, conseguindo capturar, nos mares caribenhos, a famigerada “frota de prata” espanhola, em 1627, que transportava para a Europa cerca de um ano de extração deste metal das ricas minas do Peru;  Com esses recursos, a WIC organizou uma nova expedição, mais cara e poderosa que a primeira. Essa armada era composta por 67 navios, armados com mais de mil canhões e transportando cerca de 7 mil soldados.  Embora mais arrasador e profundo que o ataque à Salvador, a invasão de Pernambuco seguiu os mesmos moldes: um duplo ataque, por mar e por terra, que imobilizou os defensores; depois, porém, houve a consolidação da ocupação das vilas litorâneas, mas dificuldade de penetração no interior, exatamente a zona produtora de açúcar.  Posicionados na área rural e nas matas, os luso-brasileiros novamente dedicaram-se ao ataque de surpresa, numa técnica de guerrilha que ficou conhecida como “guerra brasílica”.  Com o tempo, porém, os holandeses foram ganhando terreno: atacaram as fortificações luso- brasileiras com sucesso , através de aliança com os índios inimigos dos portugueses e com moradores locais, que preferiram a adesão do que uma luta continuada.; contou a favor dos holandeses o fato de a Coroa Espanhola não conseguir novamente montar uma frota de ajuda.  Apesar dessa adesão dos locais não ter sido completa, ela foi fator chave para a ocupação holandesa. Para favorecer a adesão, a WIC prometeu garantir o direito de propriedade e a liberdade de culto aos luso-brasileiros; também ofereceu facilidades de crédito para reorganizar a produção. Os que não aderiram foram tratados a ferro e fogo, com queima de canaviais e engenhos
  16. 16. 16 Os Holandeses no Brasil
  17. 17. 17 Os Holandeses no Brasil
  18. 18. 18 Os Holandeses no Brasil
  19. 19. 1630 1637 Invasão e ocupação Governo de Nassau Guerra de Restauração e decadência 1644 1640 Fases da ocupação holandesa Primeira fase: (1630-1637): - Ocupação de Olinda e Guerra de Resistência luso-brasileira, com derrota desses últimos e sua fuga para a Bahia; - Os holandeses consolidam a sua invasão, pacificando a área conquista e obtendo a adesão de parte dos produtores de açúcar; - A área entre o Ceará e o Rio São Francisco é ocupada; - Nesse período, porém, os negócios da WIC não vão bem: a produção de açúcar ainda está desorganizada e sofre os efeitos da guerra; o tráfico negreiro se mantém sobre o controle português; e a atividade de ocupação demanda muitos recursos e poucos benefícios (presas); Segunda fase: (1637-1644): - Para resolver os principais problemas administrativos e reorganizar a produção de açúcar, a WIC resolve contratar o Conde Johan Maurits zun Nassau-Siegen, conhecido no Brasil por João Maurício de Nassau-Siegen. - Apesar de jovem (33 anos), Nassau já era um renomado militar e destacava-se por seu bom nível cultural e habilidade política. Para contratá-lo, a WIC ofereceu-lhe um contrato de 5 anos, com um salário mensal de 1500 florins, afora direito de 2% sobre as presas inimigas e uma série de regalias. O Conde, além disso, teria plenos poderes, com funções de comando administrativas, militares e judiciais.
  20. 20. 1630 1637 Invasão e ocupação Governo de Nassau Guerra de Restauração e decadência 1644 1640 Fases da ocupação holandesa Segunda fase: (1637-1644):  O período de administração de Nassau é considerado a Era de Ouro do Brasil Holandês;  Houve a consolidação da ocupação batava, com a conquista se estendendo para o Norte, atingindo a Paraíba, o Rio Grande do Norte e o Maranhão;  O “Brasil Holandês” foi relativamente pacificado e a produção de açúcar reorganizada; somando-se ao comércio do açúcar, tivemos o controle das importações e exportações para a colônia, o corso e a conquista de Angola pelos holandeses que deram vultosos lucros à WIC;  Para consolidar esses feitos, Nassau não apenas utilizou as suas habilidades militares, com também sua habilidade política, pois seu governo se caracterizou por:  Estabelecimento de mecanismos de justiça, com o próprio Nassau atuando, que não discriminava colonos batavos e luso- brasileiros;  Tolerância religiosa com cristãos e judeus;  Proposta de ressarcimento e garantias de direitos ao senhores de engenhos fugidos de Pernambuco;  Aqueles que não retornaram tiveram seus canaviais e engenhos leiloados pela WIC; os recursos assim obtidos foram empregados para financiar melhorias na colônia e a retomada da produção;  Oferta de créditos fartos e baratos aos produtores;  Política de pacificação e de integração do indígena, como soldado ou trabalhador braçal;  Grandes investimentos em infra-estrutura (portos, estradas, pontes) e em planejamento urbano, construindo a primeira cidade urbanizada da América: Recife.
  21. 21. O Brasil Holandês na Era de Ouro 21
  22. 22. 22 O Brasil Holandês na Era de Ouro
  23. 23. 1630 1637 Invasão e ocupação Governo de Nassau Guerra de Restauração e decadência 1644 1640 Fases da ocupação holandesa Terceira fase (1644-1654):  O entrada da década de 1640 vai dar lugar à decadência do Brasil Holandês:  De um lado, temos o fim da União Ibérica, que vai reacender o sentimento pela libertação do Nordeste do jugo holandês; Portugal, contudo, não encampa esse processo de libertação: envolvido em sua guerra de Independência com a Espanha, vai fazer uma aliança com a Holanda, não reivindicando diretamente o retorno do Brasil;  serão os luso-brasileiros, descontentes com o governo da WIC no Nordeste, que irão pressionar pela libertação; contou para isso a ação dos proprietários que resolveram não aderir à Holanda e desejavam as suas propriedades de volta, pressionando o governo da Bahia à aderir à revolta; pesou, também, os fortes conflitos de interesses entre luso-brasileiros católicos e produtores rurais e os holandeses protestantes e os judeus, esses últimos mais dedicados ao comércio e atividade usuária;  Os anos 1640, assim, irão encontrar uma situação muito tensa no Brasil Holandês, especialmente porque os produtores de açúcar que ganharam financiamento para retomar a produção não estavam conseguindo saldar as suas dívidas;  Fator decisivo dessa crise foi, porém, a queda do preço do açúcar, na Europa, que agravou a situação tanto dos produtores e diminui pesadamente os lucros da WIC e, dessa forma, sua capacidade de investimento e mesmo defesa da possessão colonial;  Insensível às queixas e com dificuldades de caixa, a WIC decidiu encampar as dívidas e executar os produtores, pretendendo controlar as zonas de produção para recuperar os seus investimentos;  Houve forte reação a isso, inclusive de Nassau, que se demitiu;  A revolta pela liberação, assim, ganhou a adesão dos grandes proprietários de Pernambuco, isolando a administração da WIC e os batavos, especialmente do setor comercial e bancário;
  24. 24. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 24 Figuras Humanas de Albert Eckhout
  25. 25. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 25 Paisagem Humana e Natural de Albert Eckhout
  26. 26. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 26Indígenas Tupis, por Frans Post
  27. 27. O Brasil na visão europeia 27 Indígenas Tupis, por Frans Post
  28. 28. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 28Indígenas Tupis, por Frans Post
  29. 29. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 29Indígenas Tupis, por Frans Post
  30. 30. O Brasil na visão europeia A Pintura Paisagística na América Portuguesa 30, por Frans Post

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