Influência da família no ensino aprendizagem 3 2015

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Influência da família no ensino aprendizagem 3 2015

  1. 1. Influência da Família no Ensino Aprendizagem Dilza Netto Evanice Gonçalves Coelho Giovana Barbosa de Oliveira Margarete Teresinha Madalosso Tádia Regina Pelissari Paulo Roberto Coelho Schaiane Pasquali Machado Solange Zarth Resumo Neste artigo queremos averiguar a influencia da família no ensino/ aprendizado da criança, refletindo as principais questões: - Por que certas crianças não aprendem? Por que aprendem tão mal.? Será que não se adapta com o ambiente escolar? Quais as causas dos problemas de aprendizagens que ocorre com nossas crianças? Que tipo de contribuição à família tem com seus entes queridos? Perguntamos ainda será a formação do docente que não está à altura para trabalhar com essas crianças? Que soluções devemos buscar para sanar as dificuldades de aprendizagem dos educandos? A família o que pode fazer para auxilia? Que tipos de Profissionais podem ajudar as estas crianças com dificuldades no ensino/aprendizagem. Pensando neste dilema vamos à busca de autores que possa nos orientar dando-nos bases teóricas para esta investigação constante que nós professores ficam na busca de compreender este dilema. Palavras chave: Familia, Ensino/Aprendizagem e a formação do docente. Introdução Sabemos que a participação dos pais na vida escolar dos filhos representa um papel muito importante em relação ao seu bom desempenho em sala de aula. Igualmente o diálogo entre a família e a escola favorece de maneira imensa para a construção do conhecimento por parte do aluno, o que notamos que a criança e seus pais que mantêm
  2. 2. entre si uma boa relação tem uma boa aprendizagem que ligação muito íntima e proveitosa. Não é possível deixar de lado o fato de que os professores são extremamente importante no processo ensino aprendizagem e, portanto, das ações escolares, compreendendo aquelas relativas ao relacionamento escola família. Numa visão construtivista segundo Jean Piaget (1896- 1980), o método procura instigar a curiosidade, já que o aluno é levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os colegas. No construtivismo sabemos que propõe ao aluno que participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos segundo podemos constar que Jean Piaget divulga. A partir então de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo. O aluno tem a sua relação com o objeto mediada pelo professor que são ações dentro do currículo e com ele mantém vínculos positivos, que impulsionam a aprendizagem, ou pode ser negativo, que proporcionam um afastamento das situações de aprendizagem. Informações como proporção, quantidade, causalidade, volume entre outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipar a respeito de o que irá acontecer. O método que Jean Piaget enfatiza a importância do erro não como uma falha, mas como uma variedade no caminho da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático exorbitantemente estranho ao universo pessoal do aluno. As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto- avaliação, portanto a escola não é considerada rígida. Portanto envolver a família na educação escolar dos filhos pode significar, para os educadores, que eles tenham que conhecer melhor os pais dos alunos e realizar um trabalho conjunto com eles para criar, entre outros fatores, um ambiente que fortaleça o
  3. 3. desenvolvimento e a aprendizagem das crianças. Existem várias escolas utilizando tentando aproxima das famílias para compreender as dificuldades de aprendizagem das crianças ou mesmo porque aquelas crianças e tão desenvolvida. Dentro dessa linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca elucidar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida. Quando a escola e família têm uma elocução comum e posicionamentos adotados que colabora no trato de aspectos da educação das crianças e da sua escolarização, é possível que os educandos consigam ter uma aprendizagem mais significativa, uma trajetória acadêmica mais tranquila e um desenvolvimento intelectual e emocional mais harmonioso, o que não pode ser desprezado, mas quando estas duas Instituições não consegue se entender pode perceber que há fracasso na aprendizagem. Averiguamos que nossas crianças têm mais dificuldades até de ter um bom relacionamento com o próprio colega da sala de aula. Assim, percebe-se que a influência da família precisa ser bem recebida pela escola, sem preconceitos, orientando suas falhas e aclamando seus acertos para que elas possam trabalhar por um bem comum que são as nossas crianças. Sendo assim, estando consciente dessas verdades e crendo que a família exerce uma relevante influência na vida escolar dos seus filhos podendo ser positiva ou negativa, mas também tem aquelas crianças que consegue separar seu sofrimento familiar com a escola, podendo assim sair bem no seu desenvolvimento escolar. Mas a influencia da família muitas vezes percebida por nós educadores que traz mais aspecto negativo do que positivo devido que os pais não há mais tempo para seus filhos, ou muitas vezes deixa nas mãos de outra pessoa para fazer seu papel que é fundamenta para o psicológico do aluno a sua presença. A relação família-escola nem sempre é uma relação amigável e parceira, principalmente, quando o elo que as une, ou seja, a criança, apresenta alguma dificuldade em aprender ou em se comportar. Para a família, a culpa é da escola, do professor, do método, enfim; mas raramente se vê a família do aluno de vez enquanto percebendo o filho como um gerador do problema. Devemos analisar o papel de cada envolvido no processo de educação, sua importância e sua responsabilidade para com o educando. Hoje percebemos que muitos educadores colocam sua opinião sobre o que vêm acontecendo no ambiente familiar e escolar, e o que pode ser feito para unir estes
  4. 4. dois contextos educacionais. Almejamos advertir a importância desse relacionamento familiar na vida de uma criança como o alicerce da construção do processo de ensino- aprendizagem. A família é muito importante para que a criança ou mesmo pré- adolescente não entre ou ande com pessoas que pode influenciar em algo negativo futuramente. Cabe cada educador fazer sua parte e também lembrar que as maiores responsabilidades são da familiar e ela deve andar junta com a escola para que haja uma aprendizagem valorosa. A psicopedagogia vem cada vez mais estudando sobre a influência da família no desenvolvimento da criança, antes mesmo de seu nascimento, mas Infelizmente, o que têm se percebido que em nossa sociedade contemporânea, é que muitas famílias, talvez por desconhecerem a real importância de seu papel como formadora de princípios e aprendizados, tem deixado, exclusivamente, esta função nas mãos da escola. Sabemos que, a escola pouco pode fazer por seu aluno se não houver uma participação eficiente dos familiares. A nossa intenção é conscientizar tanto a escola como a família seu papel que realmente deveria ser que cada uma possa fazer sua parte para que não haja fracasso referente aprendizagem. Segundo Dessen e Polônia (2007) coloca que: A família e a escola são os principais ambientes de desenvolvimento nas sociedades ocidentais contemporâneas. Assim, o fundamental é que sejam geradas estratégias políticas que aproximem estes dois contextos, reconhecendo as semelhanças e diferenças, principalmente no que se refere aos processos de desenvolvimento e aprendizagem, não só em relação ao aluno, mas também a todas as pessoas envolvidas. Então como expressa Dessen e Polônia essas Instituições que é a base da criança devem se entender para que ocorra o processo de aprendizagem, que todas essas pessoas envolvidas devem preocupar com o destino dessas crianças e pré-adolescentes que notamos que estão à mercê de qualquer tipo de pessoas para deturpar seu conhecimento e levando a caminho que possa não ter mais retorno. Cada um deve refletir sobre sua ação, e que tipo de procedimento deve ter para que a criança possa aprender e saber que seu futuro esta garantindo conforme expressa no Estatuto da Criança e do adolescente. Como descreve Travi, Menegotto e Santos (2009), sobre este assunto, A escola contemporânea está diante de grandes transformações sociais a sociedade e a instituição familiar tem sofrido diversas mudanças estruturais e
  5. 5. culturais, e, portanto faz-se necessário que haja uma busca de novos posicionamentos da escola na busca de resolver, junto à família, os problemas educacionais que surgem. Já que esta cada vez ocorrendo mudanças no século XXI cabe também não só a escola fazer seu papel, mas também a família que está deixando a deseja. As duas devem sim buscar solução para melhorar o ambiente escolar, como também trazer seus filhos a uma concepção de realidade que depende exclusivamente da família. A aprendizagem pode ocorrer sim, se a família fizer sua parte e não deixa completamente toda sua responsabilidade para a escola. Os pais devem conhecer diretamente ou meio de estudos sobre a realidade escolares de seus filhos, não deixando apenas aos educadores fazerem todos os papéis que não é somente ser mediador do conhecimento, mas cabe aos pais contribuir indo na escola para averiguar como esta aprendizagem de seu filho (a). Durante a nossa experiência como professores do Ensino fundamental e mesmo do Ensino médio, muitas vezes percebemos que, a família de alunos com problemas de aprendizagem ou de comportamento tem dificuldades em aceitar o fato e culpam a escola e, principalmente, o professor, pelo fracasso escolar da criança ou do adolescente. Dificilmente, nós percebemos pais que se incluem como também possíveis responsáveis por esse insucesso escolar do filho. Nosso artigo não é de rotular a família como os únicos causadores do déficit de aprendizagem, mas de mostrar aos pais de que é necessário reconhecer que precisam de ajuda, e de que com essa ajuda, é possível vencer este problema, encontrado no decorrer do ano letivo. Mas queremos ressaltar que depende muito mais da família do que da escola, pois hoje em dia está jogando todas as responsabilidades a escola, onde os educadores não consegue mais respirar, ou seja, tem que fazer o papel da família, médico, psicopedagogo, psiquiatra entre outros. Ainda assim muitas vezes o educador é repreendido tanto pelos pais quanto por órgão que foram organizados para auxilia a escola que acaba prejudicando além da aprendizagem do aluno quanto esta união que tanto queremos que compreendam que é necessário que haja nesta unidade que é escola/família. Mas ainda nós educadores perguntamos, onde está o erro? O que fazer para mudar esta realidade? O que fazer para que estas duas Instituições trabalhe em conjunto para melhora o futuro da criança. Será que também os saberes pedagógicos podem contribuir para que a criança possa não aprender? Que tipo de formação os educadores
  6. 6. gostariam que o governo proporciona-se para haver realmente caminho que levar um futuro próspero? Como podemos perceber que Pimenta (2012) cita em seu livro, “Trata-se de pensar a formação do professor como um projeto único englobando a inicial e a contínua. Nesse sentido, a formação envolve um duplo processo: o de auto- formação dos professores, a partir da reelaboração constante dos saberes que realizam em sua prática, confrontando suas experiências nos contextos escolares, e o de formação nas Instituições escolares em que atuam. Por isso é importante produzir na escola como espaço de trabalho e formação, o que implica gestão democrática e práticas curriculares participativas, propiciando à constituição de redes de formação contínua, cujo primeiro nível é a formação inicial.” Pimenta (2012). Podemos analisar que Pimenta explica que é importante a formação do professor Inicial, mas a continuidade é muito mais importante do apenas um curso superior, ou seja, apenas um certificado de conclusão, mas que não há valia se o educador não se esforça para fazer valer seus anos de universidades. Cabe cada educador busca também melhora seu método de ensino, para que facilita para a criança e adolescente uma aprendizagem significativa. Ainda podemos analisar que há muitos estudiosos que se preocupam com as dificuldades de aprendizagem já foi conceituada por muitos autores e estudiosos para entender o seu processo. Segundo um dos pioneiros no campo da psicologia do desenvolvimento, Mussen (1970), afirma que a aprendizagem é uma mudança no comportamento ou no desempenho em resultado da experiência, e que essa aprendizagem ocorrerá de forma mais satisfatória se houver uma motivação, um reforço, ou então uma identificação com o outro. Portanto mais um do estudioso acredita que o educador e família devem investir incentivar para ocorrer aprendizagem. Segundo também coloca Nóvoa (1992), que a formação do educador denomina critico- reflexiva, que forneça meios de um pensamento autônomos e facilite as dinâmicas de formação autoparticipativa. Assim ele considera que o docente produz vida do professor, também relata que produz a profissão e enfim que produz a escola. Portanto estes pensadores acreditam que o educador também deve fazer sua parte para que a criança possa atingir a aprendizagem. Já Zeichener (1993), ressalta a importância de preparar professores que assumam uma atitude reflexiva em relação ao seu ensino e ás condições social que o influenciam. Portanto percebemos que é uma estratégia para melhorar a formação de professores e aumentar a capacidade de enfrentar os desafios que estão sempre prestes em nosso caminho.
  7. 7. Já Perrenoud (2002), coloca que o ensino não é mais como era antes, programas renova, sempre há interrupção de reformas, tecnologias estão incontornáveis, os alunos que estão cada vez menos dóceis, pais transformam em consumidores de escola muito atentos ou desinteressados de tudo ocorre no espaço escolar e com seu filho, então percebermos que ter a família/ escola fica cada vez mais distante da nossa realidade. Apenas a prática não é suficiente para manter uma relação valorosa entre estas instituições, mas buscamos sanar as dificuldades e tentando manter uma relação entre aluno/família/escola para que nossas crianças possam ter um futuro garantido. Também podemos imaginar que a escola sofre com defasagem em materiais didáticos, isso também influencia na aprendizagem da criança, adolescentes, em suma o educador tem que re (criar) as condições adequadas do trabalho, para dar de si o máximo que puder. Portanto muitas vezes o professor sofre este dilema enfrentando sozinho para fazer da melhor forma possível ou que seus colegas vivem situações diferentes. Sabemos que a família pode contribuir em grande parte para determiná-la esses problemas. Eles podem de varias maneiras auxiliar e apoio o educador para fazer um bom trabalho, apenas acompanhando o desenvolvimento da aprendizagem de seu filho. O educador muitas vezes não vê esse ponto de vista com bons olhos, pois ele o transforma em uma das fontes do problema, e ao mesmo tempo, no agente privilegiado da solução. Perrenoud (2002) coloca que ele deve ser capaz de reconhecer em si mesmo atitudes e práticas das quais não é consciente e que, inclusive se esforça para ignorar. Outro fator que muitas vezes demostra dificuldades de adaptação que pode ser os conflitos e crise no seio familiar. Os "déficits", resultantes de uma precária educação familiar, poderão ser tornar mínimo e mesmo superado através da atuação de outros grupos socializadores. Caberá à escola, sobretudo, a responsabilidade de contribuir para mudanças comportamentais que permitam, às crianças e jovens, o equilíbrio necessário? Será que toda culpa por fracasso escolar encontra somente na escola? Sabemos que não podemos falara de dificuldades tendo somente criança como ponto de referencia, mas em que contexto esta criança vive? Assim, quer a família, ou a escola ser responsável pelas dificuldades de aprendizagens que encontramos no cotidiano escolar. Temos o conhecimento que existe conhecimento pedagógico que pode integra estas crianças
  8. 8. numa sociedade determinada a vê-los ler e escrever, tornando assim um bom cidadão critica e participativo na sociedade. O motivo que nos levou a escolher o referido tema foi o fato de atuar junto a crianças com inúmeros problemas de aprendizagem, inclusive dentro dos EJAS, encontramos tantas dificuldades de não aprendem, ou aprenderem mal, outras apresentam dificuldades que a escola procura adapta-la á ponto que a influencia da família esta presente na maior parte dos problemas ocorrido. Segundo expressa Mussen (1970) que define aprendizagem como mudança no comportamento ou desempenho em resultado de experiência. A aprendizagem ocorrerá de maneira mais satisfatória se houver uma motivação (necessidade ou desejo de aprendê-la) e reforço (recompensa). O autor, porém, considera que alguns métodos de aprendizagem podem ocorrer sem motivação e reforço, ou seja, através da identificação com o outro; elucidando: quando uma criança se identifica com seus pais, adquire muitas das características, pensamentos e sentimentos deles; em suma, adquire o padrão de comportamento da família. Igualmente podemos averiguar o estudioso Gagné (1974) conversa sobre oito tipos de aprendizagem, desde a mais simples (aprendizagem de sinais) até a mais complexa (aprendizagem de solução de problemas). Assim ressaltamos que o estudioso Celidonio (1998) idealiza a aprendizagem como um processo em que a personalidade da criança possa se desenvolver autonomamente e não como um reflexo de certo modelo de indivíduo que a família ou a sociedade julgam ideal. Ressalta a questão de valores e os planejamentos que cada membro da família normalmente cogita sobre o outro e sobre cada um de seus filhos, como fenômeno característico de conflitos e crises do sistema familiar. A autora constata que o processo de aprendizagem, ao invés de visto de forma mecânica e estática, deve ser visto como um processo ativo em que a aquisição de padrões e conteúdos, por parte de um indivíduo, envolve um processo de atribuição de significado àquilo que é aprendido. Enfim ao chega a senso comum percebemos que até que ponto a família pode influenciar de maneira positiva ou negativa a aprendizagem da criança. A princípio pretendíamos avaliar como é prática, em suma à teórica que mais influenciava sua Vida destas instituições. Porém encontramos séria dificuldade na questão é bastante complexa e o campo psicológico não fica fora campo de atuação. Aliás, os problemas de aprendizagem não ocorrem de maneira simples, isolada, podendo haver vários interventores. Contudo consideremos o estudo da família de suma importância para a
  9. 9. aprendizagem da criança, uma vez que ela, a família, é a primeira das muitas células que reunidas constituem a sociedade. É junto dela que a criança realiza as primeiras e mais importantes experiências de sua vida. Com base no esboço realizado, concluímos que os inúmeros fatores que interferem no processo de ensino-aprendizagem prejudicando severamente o processo de ensino/aprendizagem, que é a educação familiar está desprovido, que muitas vezes inconscientemente pode interromper o processo de construção da aprendizagem de seus filhos. Também em suma destacamos sobre o ambiente familiar que precisa contentar as necessidades básicas das crianças e dos pré- adolescentes como o afeto, segurança, o apoio para instruir no caminho que deve trilhar e mesmo na aprendizagem. Por atrás de um comportamento inadequado existe a falta da família, vínculos que pode estruturar a capacidade de aprender e de se relacionar com a família/escola. Afinal educar é responsabilidade de quem? Entendemos que os conceitos e visões acerca das categorias escola, família, aluno e aprendizagem consistem numa tentativa de compreensão e interpretação do quanto à falta de participação dos pais no processo educacional constitui um fenômeno abrangente e complexo. A análise destes elementos tem a conjectura de apreender e codificar o fenômeno da falta de participação da família na vida escolar dos seus filhos, bem como conhecer as influências deste fenômeno no mencionado processo. Vamos trabalhar para garantir as nossas crianças um futuro prospero. Com isso o papel socializador da família passa a ser mais resumido e a responsabilidade da educação dos filhos mais dividida, principalmente com a escola e com parentes como avós, tios e irmãos. Essas modificações na estrutura e forma de educar os filhos vai se refletir na conduta dos alunos dentro da escola assim como nas relações mantidas entre família e espaço de ensino, influenciando tanto os processos de ensino quanto os de aprendizagem. Podemos oferecer uma diversificada de saberes, o currículo escolar necessita ser organizado com a participação dos estudantes, dos pais e da comunidade. Sendo o plano mestre adotado por uma escola, não é válido que este currículo seja um elenco de disciplinas e conteúdos linearmente organizados, mas que seja aberto, com grandes temas, possibilitando sempre a inclusão de novos eixos e conteúdos significativos.
  10. 10. Quanto a este aspecto os professores que colaboram reconhecendo que os pais são os principais responsáveis pela educação de seus filhos, porém há aqueles que deixam esta etapa apenas para a escola, sem comprometer-se de modo efetivo. E, quando questionados sobre o grau de participação dos pais dos alunos nas atividades escolares, os professores, em sua grande maioria, informaram-nos que é média da participação da família, podendo esta se dar de um modo bem mais amplo e sensível que muitos às vezes nem comparecem para averiguar a situação de seu filho. Porém, quando ocorre uma presença e participação maior dos pais na escola, este fato não pode significar uma desresponsabilidade dos professores para com a aprendizagem dos alunos e do governo no que se refere à educação como um todo. Assim, entendo que os pais são capazes de envolver se com o processo escolar de seus filhos e exigir que a escola cumpra o papel que lhe cabe na educação, mas sem descaracterizar a especificidade dos papéis que cada instância deve exercer. Finalizando gostaríamos que tanto a família como a escola/educador dessa mais importância aos nossos alunos pelas dificuldades de aprendizagens que eles possuem, pois muitas vezes você educador poderá salva uma destas crianças e adolescente de caminho torpe. Pense nisso. Assim, percebemos que os pais têm um importante papel em fortalecer a autoestima da criança, dando estímulos positivos, estabelecendo relações saudáveis, prazerosas e produtivas para que essa sensação se transforme em retorno somador para o desenvolvimento pessoal para que a criança for bem, ela precisa de um ambiente afetivamente equilibrado, onde receba amor autêntico capaz de satisfazer suas necessidades emocionais. Pais que, ao contrário, não demitem às crianças o valor que lhes é peculiar, tratando as com desprezo, julgando as preguiçosas, ruins, subestimando suas capacidades, arremessam em suas atitudes uma imagem negativa. Quando à criança falta autoestima ela vive com medo de fracassar, cria um pensamento negativo e de menos valia, ansiedade, angústia, inferioridade e retraimento. Ela se sente inibida, desanimada, insegura, desinteressada. Isso acarreta problemas no seu desenvolvimento normal e, consequentemente, em sua aprendizagem. E ainda conflitos oriundos da instabilidade familiar e a falta de formas eficazes para suprir as carências dos relacionamentos são fatores que influenciam nas dificuldades de aprendizagem na escola. Como me disse certa vez uma aluna: “Não consigo me concentrar, minha cabeça tá longe”. Ai compreendemos que nossa atitude e reação pode
  11. 11. fazer diferença em sua vidas, faça o máximo que puder para salvar esta pessoa que necessita e encontra emocionalmente abalada, necessitando de sua ajuda. Referências  BRASIL, Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8069 de Julho de 1996.  BOECHAT, Ivone. A família no Século XXI. 2ª ed. Rio de Janeiro: Reproarte, 2003.  BRAGHIROLLI, Eliane Maria. Psicologia Social. Petrópolis: Vozes, 2002.  LDB- 9394/96 - Plano Nacional de Educação ( aprovado pela lei nº 10172/2007)  GOKHALE, S. D. A família desaparecerá? In Revista Debates Sociais nº 30, ano XVI. Rio de Janeiro, CBSSIS, 1980  KALOUSTIAN, S. M. (org) Família Brasileira, a base de tudo. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNICEF, 1988.  POLATO, A. Sem culpar o outro: escola e família. Revista Nova Escola. São Paulo, p 103, 104, set. 2009.  PEREIRA, P. A. Desafios Contemporâneos para sociedade e a família. In Revista Serviço Socia e Sociedade. nº 48, Ano XVI. São Paulo: Cortez, 1995.  ROCHA, S.C & MACHADO R.C. Artigo relação família escola. Disponível em HTTP: www.unimeo.com.br. Belém-Pará , p.18 , 2002.  http://www.seduc.mt.gov.br/Paginas/Influ%C3%AAncia-da-Fam%C3%ADlia- no-Processo-de-Ensino-Aprendizagem--.aspx acessado 24/07/2015.  http://intertemas.toledoprudente.edu.br/revista/index.php/ETIC/article/viewFile/ 1340/1280 acessado 24/08/2015  BOSSA, DRA. N. A. "Do nascimento ao inicio da Vida Escolar: o que fazer para os filhos darem certo ?" in Revista Psicopedagogia. Vol. 17, São Paulo, Salesianas 1998  CELIDÔNIO, R. F. "Trilogia inevitável: família - aprendizagem - escola", in Revista Psicopedagogia. Vol. 17, São Paulo, Salesianas 1998  CUPELLO, R. O atraso da linguagem como fator causal dos distúrbios de aprendizagem. Rio de Janeiro, Revinter, 1998, 135-51p  DROUET, R. C. da R. Distúrbios da Aprendizagem. São Paulo, Ática, 1995, 207-43 p  GAGNÉ, R.M. Como se realiza a aprendizagem. Rio de Janeiro, S/A MEC, 1974, 26- 153 p  HESSE, H. Demian, 3ª edição, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968, 6p  JOSÉ, E. da A. & COELHO, M.T. Problemas de Aprendizagem. São Paulo, Ática, 999, 9-25p  MARTÍN, E. & MARCHESI, A. Desenvolvimento meta cognitivo e problemas de aprendizagem In Desenvolvimento Psicológico e Educação, Vol. 3. Porto Alegre: Artes médicas, 1995, 24-35p  MORENO, M.C. & CUBERO, R. Relações sociais nos anos pré-escolares em Desenvolvimento Psicológico e Educação, Vol. 1. Porto Alegre: artes médicas, 1995, 190-202p  MOULY, G. J., Psicologia Educacional. São Paulo, Pioneira , 1970, 104-253p  MUSSEN, P.H. O desenvolvimento psicológico da criança, 5ª edição. Rio de Janeiro, 1970, 54-131p  PILETTI, N. Psicologia educacional. São Paulo, Ática, 1984, 273-87p  ROMERO, J.F. Os atrasos maturativos e as dificuldades na aprendizagem In
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