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Projeto BRA/12/018 - Desenvolvimento de Metodologias de 
Articulação e Gestão de Políticas Públicas para Promoção da 
Democracia Participativa 
Produto 4 - Documento contendo propostas de metodologias 
e ferramentas para monitoramento diário de conteúdos na 
Internet e redes sociais que dialogam com os conteúdos do 
Portal da Participação Social e exemplos de como os assuntos 
nas redes incidem nos conteúdos do portal 
Propostas de ferramentas para monitorar temas estratégicos para a gestão 
do projeto 
Ana Célia da Silva Costa
Produto 4 – Ferramentas de 
Monitoramento para o ParticipaBR 
Contrato n. 020/2014 
Objeto da contratação: Contribuir com subsídios que possam 
fortalecer o Portal da Participação Social no diálogo com 
diversos atores sociais. 
Valor do produto: R$ 19.200 (dezenove mil e duzentos reais) 
Data de entrega: 
Nome do consultor: Ana Célia da Silva Costa 
Nome do supervisor: Ricardo Augusto Poppi Martins 
Secretaria-Geral da Presidência da República
Sobrenome, Nome 
Título do produto: Monitoramento de Redes Sociais para o 
Portal da Participação Social/ 2014. 
Total de folhas: 56 
Supervisor: Ricardo Augusto Poppi Martins 
Secretaria: SNAS 
Secretaria-Geral da Presidência da República 
Palavras-chave: Redes Sociais, Monitoramento, Comunicação 
Esta obra é licenciada sob uma licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial- 
SemDerivações. 4.0 Internacional.
SUMÁRIO 
RESUMO..................................................................................................................................6 
1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................7 
1.1 Contexto e importância da consultoria...............................................................................7 
1.2 Contexto e importância do Produto....................................................................................8 
2. HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO........................................................10 
2.1 Evolução da Comunicação.................................................................................................10 
2.2 História da Antropologia....................................................................................................13 
2.3 Etnologia............................................................................................................................14 
2.4 Etnografia..........................................................................................................................15 
2.5 Netnografia........................................................................................................................15 
3. HISTÓRIA DAS REDES SOCIAIS.......................................................................17 
4. MONITORAMENTO DE REDES SOCIAIS.........................................................23 
5. PROPOSTA DE METODOLOGIA E FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO.....25 
6.MONITORAMENTO DAS COMUNIDADES DO PORTAL ....................................41 
7. CONCLUSÃO.....................................................................................................................43 
BIBLIOGRAFIA...................................................................................................................49 
Figuras .....................................................................................................................................51 
Gráficos....................................................................................................................................53
Mapas......................................................................................................................................54 
Anexo......................................................................................................................................55
6 
RESUMO 
O Monitoramento de Redes Sociais é essencial para o trabalho completo de 
Comunicação Integrada. O presente trabalho vai auxiliar na organização da produção de 
conteúdo e na estratégia de Marketing do Portal da Participação Social. Para isso foi feito 
resgate breve da história da Comunicação humana, as primeiras formas de redes sociais e 
como a Antropologia está inserida em tudo isso também. 
Palavras-Chave: Monitoramento, Redes Sociais, Participação Social, Marketing.
7 
1. INTRODUÇÃO 
1.1 O Portal da Participação Social não é apenas um site de notícias sobre o tema. 
Também não é apenas uma rede social para debate de políticas públicas. Ele vai além 
daquilo que qualquer site governamental já fez. 
A consultoria do Edital 020/2013 Perfil 1 foi pensada com o objetivo de auxiliar o 
trabalho da equipe com conhecimentos além da Comunicação. Um dos fatores 
diferentes foi o uso do Monitoramento para oferecer subsídios aos gestores na hora 
de tomar providências. 
Diferente de uma Assessoria de Imprensa que tem por objetivo o relacionamento 
com jornalistas e com um sistema de Comunicação 1.0, a presente consultoria analisa 
os influenciadores que podem contribuir com as estratégias do projeto e propõe 
alertas para evitar possíveis crises de imagem. 
A ampla liberdade da consultoria também permite que transite no universo 1.0 
quando este for necessário, mas sem que seja seu principal foco. O aprimoramento 
do relacionamento digital é o objetivo. 
Neste contexto beneficiando tanto a sociedade civil quanto o Governo, pois o bom 
relacionamento digital reflete nas políticas públicas. 
1.2 Contexto e importância do Produto: 
O presente produto é resultado da experiência da consultoria no campo 
do Monitoramento de Redes Sociais e como este pode ajudar Governo e 
sociedade civil. Grandes e pequenas marcas privadas já fazem isso há
8 
muitos anos, mas em alguns Governos isso ainda não havia sido bem 
valorizado até então. 
Talvez pelo fato de ser algo novo e talvez pela insegurança devido ao 
conceito do que seria Monitoramento de Redes Sociais. Exemplo: Quando 
se pensa em uma marca de chocolate analisando o dia a dia do seu 
consumidor, isso é encarado como algo normal. Quando se pensa em um 
perfil governamental fazendo o mesmo, pode-se sugerir que isso seja 
invasão de privacidade? 
Em alguns eventos da área de Comunicação (com foco em Monitoramento 
de Redes Sociais) isso já foi debatido e sem consenso, pois é mais fácil 
trabalhar com Monitoramento de “consumidores” e não de “cidadãos”. 
Este produto apresenta como sugestão algumas formas de 
Monitoramento de Redes Sociais e como isso pode auxiliar o Portal da 
Participação Social. Serão apresentados exemplos usando os principais 
programas (softwares) de Monitoramento do Brasil. 
Os critérios escolhidos para a avaliação (para que uma ferramenta fosse 
escolhida como a ideal para o Portal da Participação Social) foram: 
a) Ferramentas que podem ser monitoradas; 
b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; 
c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: 
d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o 
tema; 
e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; 
f) Possibilidade de organização de dados por mapas;
9 
Cada ferramenta tem um número de redes sociais atendidas (que podem 
ser monitoradas). Em virtude disso foram avaliadas as melhores redes e 
suas respectivas possibilidades de buscas. Exemplo: a maioria das 
ferramentas monitora, basicamente, Facebook, Twitter, Youtube e Blogs. 
Para poder criar um Monitoramento é preciso cadastrar os termos de 
busca. A ferramenta deve propiciar ao usuário que ele cadastre os termos 
que desejar. Esta função também foi analisada. 
Depois que foi escolhida a ferramenta e que foi feito o cadastro dos 
termos vem a captura das publicações na web (posts do Facebook, 
Twitter, Blogs, Youtube, etc). Neste momento, o analista vai ler e 
classificar se a informação é positiva, negativa ou neutra. Após isso ele 
terá a possibilidade de classificar por meio de categorias. 
A ferramenta precisa oferecer a função para criar categorias. Exemplo: 
Um Monitoramento foi criado para a festa de aniversário dos 50 anos de 
Brasília, organizada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os termos 
cadastrados para busca estão: “aniversário de Brasília” e “#bsb50” 
(hashtag oficial da festa – termo usado para “taguear” informações nas 
redes sociais). As categorias criadas para este tipo de Monitoramento 
foram: “turista”, “imprensa local”, “imprensa nacional” e “governo”. 
Cada assunto detectado pelo analista, por meio do Monitoramento, será 
analisado de forma crítica e isso poderá ser organizado por meio de 
categorias. Futuramente isso vai ajudar na elaboração dos relatórios. 
A partir do volume de publicações que a ferramenta capturar será possível 
saber também quais são as pessoas que mais estão comentando sobre 
determinado assunto. Seus perfis poderão ser organizados em forma de
10 
um Ranking de usuários mais ativos. Isso vai ajudar na identificação de 
perfis que são favoráveis ou desfavoráveis ao objetivo do Portal da 
Participação Social. 
Toda ferramenta do mercado também deve disponibilizar alguns gráficos 
que sintetizem o trabalho de classificação de publicações. Os gráficos 
podem mostrar o número de publicações por dia, por semana, por ano, 
etc. Podem também mostrar o número de Redes Sociais monitoradas 
associadas ao número de assuntos monitorados. O mesmo para mapas 
que podem mostrar tudo isso de acordo com a geolocalização de quem 
publicou na rede.
11 
2. História da evolução da comunicação 
2.1 Evolução da comunicação 
Antes de analisar ferramentas de Monitoramento é preciso fazer um retrospecto da história 
da nossa comunicação e a evolução da linguagem. Também é necessário mostrar como o 
estudo antropológico pode ser aplicado nos dias atuais nas análises de redes sociais online. 
A Comunicação entre os humanos surgiu quando o homem passou do estágio dos grunhidos 
para o estágio de emissão de mensagens associando o som à linguagem corporal. Afinal a 
comunicação falada veio antes da comunicação escrita. 
Para isso foi criado aos poucos um sistema de entendimento de mensagens. O artigo “Um 
passeio pela história da imprensa: o espaço público dos grunhidos ao ciberespaço”, da 
pesquisadora Patrícia Bandeira de Melo ressalta: “Com o desenvolvimento social em grupo, 
o homem precisou dar nomes aos objetos. Os sons surgiram para isso. Em seguida, 
chegaram o alfabeto e a escrita, para perpetuar a comunicação”. 
Evolução da comunicação do humano. Fonte: Site Sociologia Política 
Mais mensagens no espaço. Mais necessidades de compreensão. Entretanto durante muitos 
anos o homem pouco se preocupou com esse tipo de análise. Ainda na pesquisa realizada 
por Patrícia Bandeira de Melo: 
“O crescimento da grande rede sem qualquer controle transformou a Internet na 
maior rede de comunicação mundial, mas, ao mesmo tempo, colocou uma enorme 
quantidade de informações à disposição, de forma a dificultar a realização de
12 
pesquisas sérias, seja pela qualidade da busca em si, seja pela confiabilidade das 
informações prestadas.” 
A análise das informações sempre foi e será um desafio. Não importa a era. Analisar a 
comunicação não é algo tão simples. É mais que um estudo antropológico. Comunicação 
vem do latim “communis”: tornar comum, tornar conhecido. 
A escrita por meio de imagens. Fonte: Site Sociologia Política 
O livro “Os meios da incomunicação” resume o processo de evolução desta forma: 
“Foi Vilém Flusser quem descreveu o processo de perda crescente das três 
dimensões do espaço de comunicação do homem. Da comunicação corporal - 
assim expõe o filósofo- judeu-tcheco-brasileiro que ocorre em três dimensões, 
passamos para a comunicação por imagens, em apenas duas dimensões, depois 
para a escrita, composta por traços unidimensionais, e finalmente a comunicação 
digital, com nenhuma dimensão.” 
Criamos um espaço sem fronteiras. O que era visto nos séculos era uma sociedade em que o 
tempo demorava para passar. Quando foi inventada a escrita, a pedra, cerâmica e o papiro 
eram usados para registros oficiais. 
Além de comunicados, esse tipo de escrita começou a ser utilizado associando elementos 
como imagens. É preciso registrar que se deve o surgimento da escrita aos Sumérios, da 
Mesopotâmia, por volta de 3.000 a.C. 
Não se pode deixar de citar os hieróglifos egípcios e a escrita na Índia também. No caso do 
Egito há controvérsias entre alguns autores. O Egito não seria isolado e devido ao 
intercâmbio com outros povos também desenvolveu sua escrita. Isso ocorreu em um
ambiente favorável por volta de 3.000 a.C, onde se tinha uma revolução agrícola e uma 
divisão do trabalho. 
O entendimento da escrita sempre foi algo tão estratégico que isso poderia valer até um 
cargo entre os comandantes. Para ser escriba, além da escrita e da leitura, era preciso saber 
matemática e arquitetura. A missão de um escriba no Egito Antigo era: redigir leis, fazer a 
contabilidade, informar a sociedade egípcia sobre os acontecimentos. Com todo este valor 
eles também poderiam trabalhar para o exército. 
Esta análise desde a era medieval vai levar a uma análise da importância do Monitoramento 
de Redes Sociais e proposição de ferramentas para que isso possa potencializar o Portal da 
Participação Social, o Participa.br. É preciso entender como o Monitoramento no passado 
poderia ser estratégico e como hoje poder ser primordial. 
13 
Hieróglifo. Fonte: Site Egito Antigo 
Um bom comando do Exército do Egito com tudo planejado poderia ter seus planos 
fracassados, caso alguém soubesse entender as metas com antecipação. Como isso seria 
possível? 
Caso alguém de uma nação rival tivesse um integrante naquela época com conhecimento 
sobre os hieróglifos e como determinado acesso aos papiros da guerra, tudo poderia mudar. 
A investigação ou Monitoramento já era feita em outras épocas, mas com outros fins.
O Monitoramento vai além de uma investigação porque ele não apenas quer entender a 
comunicação existente entre determinados grupos. Também projeto futuro aos mostrar as 
tendências. 
No Egito Antigo podemos citar como formas de Monitoramento as pesquisas feitas pelos 
escribas. Afinal para fazer planejamento de orçamento é preciso saber mais do que o que se 
tem em caixa. Era preciso fazer previsões com base no tempo. Era preciso conversar com os 
agricultores, com os comerciantes, com a população em geral. Este diagnóstico faria parte 
do Monitoramento e qualificava todos os embasamentos. 
14 
Escribas trabalhando. Fonte: Site Antigo Egito 
2. 2 História da antropologia 
A Comunicação é essencial para a sobrevivência dos indivíduos. Desta forma, é 
imprescindível compreender como este processo de poder muda a organização do homem 
desde as primeiras eras e dos outros seres vivos que nem imaginamos ter tanto poder. 
José Carlos Rodrigues por meio do artigo “Antropologia e Comunicação: princípios radicais” 
ressalta como exemplo o que acontece com as formigas: 
“Uma simples ilustração esclarecerá a questão: entre as formigas há processos que 
se sabem de tipo olfativo, pois, em várias espécies, o cheiro determina se uma 
“operária” pode ou não ser admitida na colônia, uma vez que se colocando um 
cheiro diferente em um membro da colônia este é atacado e morto pelos outros, o
15 
que não acontece a uma antropologia. Os outros e os outros estranha, que não é 
molestada quando apresenta o mesmo odor das que integram o grupo” 
A Comunicação é feita por diversos canais e até o mais simples ser deste planeta consegue 
estabelecê-la. O estudo de como estes grupos conseguem estabelecer estes contatos e as 
suas respectivas consequência pode ser feito por meio da Antropologia. 
Podem ir além. É impossível análise a Comunicação, as Redes Sociais, o Monitoramento e 
tudo mais sem a Antropologia. Ela é a área que estuda o homem como ser biológico, social e 
cultural. Não há como fugir dos seus paradigmas. 
2.3 Etnologia 
Na Antropologia, a Etnologia analisa as organizações como tribos, nações e clãs. Conforme o 
Manual da Antropologia Cultural, de Angel-B. Espina Barrio, “a Etnologia é um estudo 
antropológico dos povos com culturas tradicionais. Relativismo cultural versus 
etnocentrismo (...) Comparar e analisar as contantes e as variáveis”. 
Divisões da Antropologia. Fonte: Manual da Antropologia Cultural 
Esta área do conhecimento contribui muito para quem faz qualquer tipo de trabalho com 
Comunicação e, especialmente, na era atual das Redes Sociais. Em artigo publicado no site
“Scup” (2013), “Usos do monitoramento: etnografia digital e política”, foi feita por mim uma 
breve análise de como pode ser feito isso: “[...] O monitoramento de mídias sociais vai muito 
além da tecnologia. As ciências sociais estão amplamente inseridas nesse tipo de trabalho e 
podem ser usadas para gerar insights em diversas áreas”. 
16 
2.4 Etnografia 
Este estágio de pesquisa da Antropologia consiste em: observação, pesquisa de campo e 
descrição. Esta última é primordial, visto que os mais diversos acontecimentos da sociedade 
podem ser “investigados” detalhadamente. 
Ainda segundo o Manual da Antropologia Cultural, Etnografia é descrever as formas de vida 
de determinados grupos sociais. Novamente o verbo “descrever” é destaque em todas as 
publicações sobre o assunto. 
Outra explicação sobre o uso da Etnografia como método é feita no artigo “A etnografia da 
Comunicação: Estratégias e Metodologias Desenvolvidas para o estudo do programa 
radiofônico Sala de Redação”: 
“Outro fator preponderante na realização da etnografia é a presença do 
pesquisador no cotidiano do grupo que está sendo pesquisado. É somente com a 
ida a campo que o observador pode tomar conhecimento dos comportamentos 
que esses atores sociais desenvolvem de acordo com as situações e com os 
contextos em que estão envolvidos. As suas interpretações diante das 
conversações aparecem em meio às múltiplas vozes e aos significados que 
atribuem às diferentes situações sociais”. 
2.5 Netnografia 
Segundo Christine Hine, no livro “Virtual Ethnography” (2000): 
“O etnógrafo não é um simples voyeur ou um observador desengajado, mas é, em 
certo sentido, um participante compartilhando algumas das preocupações, 
emoções e compromissos dos sujeitos pesquisados. Essa forma estendida depende 
também da interação, em um constante questionamento do que é possuir uma 
compreensão etnográfica do fenômeno”. 
Nas pesquisas de Redes Sociais pode-se ressaltar que é importante “ouvir” e entender as 
publicações sobre determinado assunto. O trabalho de Monitoramento destas publicações 
passa por várias etapas e uma das principais é a classificação dos assuntos. 
É nesta etapa de classificação dos assuntos que se pode encontrar temas de relevância para 
o objeto da pesquisa. Estas classificações deveram ser feitas por meio de categorias 
escolhidas pelo pesquisador.
No artigo “Usos do monitoramento: etnografia digital e política” já citado, anteriormente, há 
uma descrição de como o Monitoramento pode ser feito com ajuda da Netnografia: 
“A análise dos perfis e a divisão de grupos é feita a partir do contexto no qual 
quando um se encontra. Para que isso seja realizado é preciso fazer um plano de 
estratégia de monitoramento. 
Como fazer esse plano? É preciso definir a data de realização, formas de 
classificação (positivo, negativo, neutro e misto), software que será utilizado para a 
coleta dos dados, palavras-chave que serão cadastradas de acordo com a lógica de 
busca de cada rede social e as principais tags (categorias nas quais cada termo 
coletado será inserido). 
Para cada objeto de pesquisa há um tipo de plano de estratégia de monitoramento. 
Antes que ele seja estabelecido é necessário observar os perfis da área buscada nos 
principais canais de redes sociais (Twitter, Facebook, Youtube ou mais). Esta fase 
de observação pode durar em média duas semanas. Nesse caso, não há interação 
com os usuários da rede. A observação é um processo de entendimento do tema 
que será monitorado posteriormente. 
Depois da fase de escolha de observação podemos ter mais argumentos para 
definir como será a estratégia de monitoramento”. 
17
18 
3. História das redes sociais 
As Redes Sociais começaram antes de qualquer tecnologia. O conceito de Redes Sociais está 
ligando ao que se pode denominar de diálogo. É com base nisso que se pode afirmar que 
todo tipo de encontro que possa gerar alguma interação é uma forma de rede social. 
Um ser sozinho não é uma rede social. Todavia, quando ele possui outro indivíduo com 
quem possa interagir são criar novas linhas de comunicação. Desta forma, há um nível de 
rede social estabelecido. 
A internet proporcionou que estes contatos pudesse ter realce. Como isso foi possível? As 
redes sociais online extrapolaram as fronteiras e assim aproximaram pessoas de diferentes 
regiões do mundo com causas em comum. 
Em artigo publicado no site “Scup” (2014), “A história das redes sociais”, foi feito um resumo 
das redes sociais tal como são divulgadas hoje: 
“Uma história tão recente que nós mesmos vamos escrevendo a cada dia! Há um 
excelente artigo sobre isso que foi publicado no Journal of Computer-Mediated 
Communication, em 2007, o “Social Network Sites: Definition, History and 
Scholarship”. 
Segundo o estudo, a primeira rede social foi o Six Degrees. Ela surgiu em 1997. 
Neste caso, eles ignoram o “Classmates”, que para alguns é considerada a primeira 
rede na web. Pode-se perceber que houve um tempo com poucas redes sociais – 
de 1997 a 2002. Entretanto, nessa época já vemos que o Fotolog existia. 
Aos poucos a nossa história digital foi mudando. Mais pessoas com acesso aos 
computadores com internet e, por consequência, mais jovens talentos para criar 
sistemas. Depois de 2003 esse fenômeno de criação não parou mais! 
Podemos destacar como o início do “boom” na Revolução das Redes Sociais. Assim 
são criados: Linkedin, Last.FM, Couchsurfing, Youtube, Ning, MySpace, Orkut, Flickr, 
Facebook, Twitter e outros. 
O que fazer com o conteúdo publicado nessas redes? 
O conteúdo publicado nas comunidades do Orkut está perdido? Eis o primeiro 
questionamento que vos faço. Afinal foram tantos debates nessa rede. 
Uso como exemplo o Orkut, pois acredito que no Brasil ele é a nossa “biblioteca 
das redes sociais” de 2004 a 2010 pelo menos. Quer analisar o público dessa época 
sobre determinado tema? Só fazer uma pesquisa nas comunidades.
Esse questionamento é importante principalmente para as pessoas que acreditam 
somente no Monitoramento do atual momento. Se o objetivo é traçar um perfil, 
ver a evolução, é essencial pesquisar o que foi feito no Orkut. 
A proliferação de novas redes não terá fim. Será apenas acentuada ou não devido 
ao plano de negócios de cada uma. Afinal todas são empresas.” 
Segundo pesquisa da comScore, “Brasil Digital Future in Focus 2014“, o país representa 40% 
da audiência de internet da América Latina. Em segundo lugar estão México, Argentina e 
Colômbia. 
A principal faixa etária dos usuários do Brasil que acessam internet é de 15 a 24 anos e de 25 
a 34 anos. As mulheres representam 49% e os homens, 51%. 
O país está passando por mudanças profundas quando o assunto é acesso à internet. Essa 
mudança foi fortemente estabelecida quando o Governo Federal lançou o Plano Nacional da 
Banda Larga (PNBL) por meio do decreto n.º7.175/2010. Isso representou uma nova 
perspectiva de acesso, principalmente, para as regiões mais carentes de tecnologia. 
Com o PNBL será possível a oferta de banda larga na velocidade de 1 Mbps ao valor mensal 
de R$ 35 (com impostos). 
19
20 
Banda Larga Popular - Fonte: Site Ministério das Comunicações
21 
PNBL. Fonte: Ministério das Comunicações 
Ainda segundo a comScore, a região Sul é a mais conectada do Brasil ficando 27.9 horas 
online. Porém quando a análise é feita por estado, é São Paulo que fica em primeiro lugar 
seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais. 
O perfil do brasileiro na internet é de busca por canais de redes sociais. A busca por serviços, 
portais ou sites de notícias ficaram em segundo lugar. É importante lembrar o relatório é 
com base no que foi pesquisado ano passado. Como 2014 foi ano de Copa do Mundo, 
teremos uma alteração nesta data provavelmente no próximo relatório.
22 
Canais mais acessados 2014. Fonte: comScore 
O Portal da Participação Social tem um bom relacionamento digital com blogueiros de 
relevância de diversos temas. Isso porque considera fundamental que esse tipo de diálogo 
possa contribuir para ampliação do debate em diversas regiões do Brasil. 
Os blogs são fundamentais para a Comunicação Digital do Brasil. Por meio deles empresas e 
Governos podem criar estratégias e implementar muitos projetos de interesse da sociedade 
civil. 
O Brasil não é apenas um país que consome conteúdo, mas também publica muita 
informação. Para isso destacam-se, principalmente, os blogs. O estudo da comScore, deste 
ano, ressalta que o Brasil é o segundo lugar no mundo em relação ao alcance de blogs. Perde 
apenas para o Japão. 
Como exemplo, pode-se citar a plataforma de blogs, o Wordpress. Utilizada em mais de 120 
línguas, sendo as principais:
23 
Inglês: 71% 
Espanhol: 5.1% 
Indonésio: 2.5% 
Português (Brasil): 2.5% 
Francês: 1.5% 
Alemão: 1.3% 
Italiano: 1% 
Turco: 0.7% 
Até 2010 a principal rede social do Brasil era o Orkut. Entretanto, este o Google divulgou 
nota avisando que em setembro de 2014 este canal será encerrado. Ele era considerado 
uma “biblioteca digital” do comportamento do brasileiro nas redes sociais. 
Hoje o brasileiro fica mais tempo no Facebook que mexicanos e argentinos juntos. A 
pesquisa da comScore analisa principalmente os acessos via web. Neste caso, as outras 
redes sociais mais acessadas foram: Linkedin, Twitter e Tumblr. 
O acesso mobile é diferente, pois o brasileiro não tem o costume de publicar ou verificar 
notícias pelo seu perfil do Linkedin. Além do Facebook, pode-se destacar em segundo lugar o 
Twitter. Isso ficou mais forte, principalmente, durante o período da Copa do Mundo deste 
ano, quando o Facebook alterou seu algoritmo tirando o real time de sua rede.
24 
4. Monitoramento de Redes Sociais 
As primeiras ferramentas de Monitoramento de Redes Sociais abertas ao mercado de 
trabalho foram disponibilizadas em 2009. Nessa época pouco se sabia sobre metodologias e 
como adaptar as antigas pesquisas para as novas plataformas. 
Isso é fácil de entender já que as próprias Redes Sociais não tinham analytics disponíveis 
(software de Monitoramento de cliques em determinadas publicações por exemplo) ou se 
tinham, eram limitados. Neste campo analisamos algo além de simplesmente métricas 
(parâmetros de cada rede). É a análise crítica dos posts publicados, dos comentários. Nasceu 
a necessidade de um software para que auxiliar esse pensamento crítico. 
Além de ferramentas pagas, nesta época também surgiram muitas ferramentas gratuitas. A 
mente dos desenvolvedores apresentava toda semana uma ferramenta gratuita nova. A 
maioria analisava tweets (publicações feitas por meio da rede social Twitter). 
Antes de 2009 não havia como mensurar os posts dentro do Orkut, por exemplo. Era um 
trabalho manual, pois era preciso entrar em cada uma das comunidades de interesse e 
verificar o que havia sido divulgado. Era preciso contar quantos comentários a publicação 
havia recebido e ver quantos membros a comunidade mantinha no decorrer do tempo. No 
Youtube, a mesma situação. 
O Google ajudava nas buscas comuns em blogs e sites. Entretanto, era preciso contabilizar 
tudo em uma planilha a mais, além de classificar se a menção tinha sido positiva, negativa ou 
neutra. 
A análise de possíveis ativadores de cada rede era bem mais complicada. Da mesma forma 
como os dados diários de temas relevantes para determinado setor também poderia sofrer 
graves erros. 
Os softwares (ou ferramentas) de Monitoramento no Brasil chegaram para ajudar empresas 
privadas e Governos. Esse norteamento veio junto com a qualificação de profissionais vindos 
de várias áreas do conhecimento e que se interessavam pelo assunto. 
Pode-se citar alguns exemplos de Governos que começaram a utilizar o Monitoramento 
como base para suas estratégias: Governo do Distrito Federal, Governo do Espírito Santo, 
Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Agrário. 
O Governo do Distrito Federal usou software de Monitoramento, principalmente, durante a 
campanha “Brasília 50 anos”, em 2010. Além de monitorar a repercussão de seus próprios
25 
posts, também utilizou para obter informações sobre como o público estava reagindo aos 
noticiários sobre as polêmicas da festa. 
Assim como os softwares foram sendo criados, também foram as formas de classificação, 
organização e elaboração de relatórios. O principal desafio foi interpretar aqueles dados 
para que o “consumidor final” do relatório pudesse compreendê-lo. 
Muitos gestores públicos devem ter passado por problemas de entendimento do que seriam 
e para que serviriam os primeiros relatórios de Monitoramento de Redes Sociais. Os 
analistas, no início, faziam relatórios que somente eles próprios entendiam. Daí veio a 
necessidade de mais uma mudança no mercado. 
Investir em visualização de dados e explorar muitos mecanismos que podem poluir o 
conteúdo do relatório tiravam (e até o tiram) o interesse de qualquer gestor em ler o 
documento. A regra que ficou foi da simplicidade. Quanto mais claro e direto o relatório, 
melhor.
26 
5. Proposta de metodologia e ferramentas de Monitoramento 
Foram analisadas algumas ferramentas - Scup, Talkwalker, Hashtracking e Tweet Reach - do 
mercado de Monitoramento de Redes Sociais, que poderão ser utilizadas pelo Portal da 
Participação Social. O tema escolhido foi a consulta pública sobre banda larga. O objetivo foi 
analisar o conteúdo divulgado sobre o assunto como se o cliente final deste Monitoramento 
fosse o Governo. 
Para esta pesquisa foram usados estes critérios (os quais terão seus resultados 
desenvolvidos na conclusão deste documento): 
a) Ferramentas que podem ser monitoradas; 
b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; 
c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: 
d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o 
tema; 
e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; 
f) Possibilidade de organização de dados por mapas; 
Primeira fase: Escolha das ferramentas que seriam utilizadas para este experimento. São 
elas: Scup e Talkwalker. Além de outras ferramentas de tendências de temas. A escolha foi 
feita com base na experiência da consultoria no Monitoramento do Governo do Distrito 
Federal. 
Como já foi dito no capítulo anterior estas análises foram feitas com base na vivência da 
consultoria em Monitoramento. Em 2009, o Governo do Distrito Federal (por meio da 
agência Talk) utilizava o Scup. Outras ferramentas também foi utilizadas antes: Seekr (para 
monitorar o Governo do Espírito Santo) em 2011, novamente o Scup (para monitorar todos 
os candidatos a prefeito do PT no Brasil), TweetReach e V-tracker em 2013 (para monitorar o 
Ministério da Saúde), TweetReach em 2013 (para monitorar o Ministério da Integração) e 
LiveBuzz em 2012 (para monitorar o deputado distrital Patrício). 
Segunda fase: cadastramento das buscas e escolha dos canais (ou Redes Sociais) onde serão 
buscados. Foi cadastrada a busca: “consulta pública banda larga” no Twitter, Facebook e 
Google Blogs.
27 
Terceira fase: criação de tags para facilitar a categorização dos posts capturados. Exemplo: 
cidadão, governo, imprensa, empresas. 
Teste usando o Scup 
Por meio do Scup foram analisados 33 itens no período de 6 a 21 de julho. Destes, 48.8% 
foram positivos, 15.15% negativos e 36.6% neutros. As publicações foram feitas por cidadãos 
(75.76%), imprensa (15.15%) e perfis governamentais (9.09%). 
Potencial de alcance do período: 116 mil usuários. 
Gráfico das menções analisadas 
Pontos positivos 
* Perfis regionais (de governo) informando datas de audiências ou consultas públicas para aprimorar 
a telefonia móvel 
* Dados do Governo Federal divulgados pelo ministro Thomas Traumann sobre a Copa do Mundo 
incluindo o investimento na telefonia e internet. 
Pontos Negativos 
* Críticas de cidadãos que estão insatisfeitos com algumas concessioárias. 
* Críticas em relação à suposta demora da Anatel em responder questionamentos de usuários. 
Exemplos de publicações positivas, que foram capturadas pelo software:
28 
Twitter TopGyn 
Facebook
Twitter da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação 
29 
Exemplos de publicações negativas, que foram capturadas pelo software: 
Facebook
30 
Facebook 
Ranking de usuários que fizeram estas menções sem classificação de sentimento: 
1 – Blog http://pautasressem.blogspot.com.br/ 
2- Teletime http://www.teletime.com.br/ 
3- Portal TopGyn https://twitter.com/portaltopgyn 
4- Site da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações 
Competitivas http://www.telcomp.org.br/site/ 
5- Blog http://agendadoexecutivo.blogspot.com.br/ 
Ranking de usuários que fizeram menções positivas: 
5- Portal TopGyn https://twitter.com/portaltopgyn 
2- Portal http://www.lagoanovadestaque.com/ 
3- Ministério Público de Mato Grosso do Sul 
https://www.facebook.com/MinisterioPublicoMS 
4- Site http://www.diamanteonline.com.br/ 
5- Secretaria de Comunicação Social da Bahia https://twitter.com/secom_bahia 
Ranking de usuários que fizeram menções negativas: 
5- Blog http://martinsogaricgp.blogspot.com/ 
2- Jorley dos Santos 
3- Renata Bruno 
4- Malta Malta 
5- Vicente Barbosa 
Do total de usuários que fizeram as publicações, 70% foram de homens e 30% de mulheres. 
O dado não é exato, visto que não é possível distinguir gênero de blogs e Fan Pages. A 
maioria destes usuários é de: Goiás, Santa Catarina e Bahia.
31 
Teste usando o Talkwalker 
Um segundo teste foi feito com a ferramenta Talkwalker. Foram cadastrados os termos: 
“ParticipaBR” e “Participação Social”, mas sem segmentação de canais. 
Ela não facilita a criação de tags. Entretanto, cada publicação apresentada pelo Talkwalker 
apresentava métricas (parâmetros) em relação ao engajamento. Exemplo: número de 
compartilhamentos e likes (publicações) no Facebook, além do número de tweets 
(publicações no Twitter). 
Exemplo de post capturado pela ferramenta 
Os pontos negativos da ferramenta são: classificação automática de publicações e de tags 
também. Isso pode trazer como consequência um dado errado. Da mesma forma como a 
revisão de cada publicação já classificação torna o trabalho mais demorado em um processo 
que deve ser facilitado cada vez mais. 
Gráfico de resultados de buscas 
Uma função automática é a classificação de publicações em positivo, negativo e neutro. Isso 
é ruim, pois nada substitui a análise crítica. 
Após duas horas de cadastramento das buscas, cerca de duas mil menções já haviam sido 
coletadas. As principais redes foram: Twitter, Facebook e Blogs.
32 
Gráfico de menções (publicações) por rede (social) 
Gráfico de menções (publicações) por rede em porcentagem
Das duas mil menções capturadas pelo Talkwalker, 73.8% foram neutros, 15.8% negativos e 
10.4% neutros. A maioria das menções ainda citam como fonte os debates no Congresso 
Nacional. 
33 
Gráfico de sentimento (positivo, negativo e neutro) das buscas 
Gráfico de sentimento das menções (publicações) por porcentagem
34 
Mapa das publicações de acordo com as redes sociais capturadas 
Mapa das menções de acordo com o sentimento classificado
35 
Gráfico de continentes de onde teriam sido publicadas as menções 
Ranking de ativadores do total de menções capturadas
36 
Ranking de ativadores no Facebook 
Ranking de Blogs ativadores sobre o assunto
37 
Principais termos capturados pela ferramenta 
Gênero das pessoas que fizeram publicações 
Além das ferramentas de Monitoramento que permitem a classificação de publicações, 
também há no mercado algumas que possibilitam a análise de tendência de termos. Elas 
auxiliam um plano estratégico, mas não é recomendável que sejam o ponto principal de 
apoio. Há algumas nas versões gratuitas, mas com limite de captura. 
O Google Trends disponibiliza uma pesquisa gratuita sobre o grau de interesse por 
determinado assunto. Inclui gráfico de buscas e também sua respectiva geolocalização. 
Teste realizado usando o termo “Participação Social”:
38 
Gráfico de buscas pelo termo “Participação Social” 
Percebe-se o aumento de buscas de novembro de dezembro de 2013 até junho de 2014. A 
queda no número de buscas pode ter ocorrido devido ao período da Copa do Mundo. 
Gráfico de buscas de 23 de junho a 22 de julho de 2014 
Gráfico das cidades que mais realizaram a busca 
Geralmente as buscas por “Participação Social” também são associadas a estes termos:
39 
Teste usando o Hashtracking 
Outra ferramenta testada, o Hashtracking, possibilita a busca por hashtags. Isso auxilia o 
planejamento estratégico ao incorporar informações referentes essencialmente sobre o 
Twitter. Foi feito teste usando a hashtag #ParticipaBR no dia 22 de julho: 
Gráfico de menções 
Exemplo do único tweet encontrado usando a hashtag #ParticipaBR
40 
Teste usando o Tweet Reach 
Avançado em mais uma possibilidade de mensuração, foi testada outra ferramenta. O Tweet 
Reach é uma das ferramentas gratuitas mais usadas no mercado. Possui número limitado de 
coleta de informações, mas é eficiente para ações que necessitem de rapidez. Foi feito teste 
de busca usando o termo “Participação Social”. 
Segundo o Tweet Reach, por meio de “Participação Social” foram alcançadas 56.843 usuários 
nas redes (somente Twitter – especificamente os últimos 50 tweets sobre o assunto). 
Gráfico de menções sobre o assunto 
Gráfico de menções originais e retweetadas (repetidas) sobre o assunto
41 
Ranking dos usuários que mais publicaram o termo “Participação Social”
42 
6. Monitoramento das comunidades do Portal 
Além do Monitoramento das redes sociais também é recomendável fazer o 
acompanhamento das comunidades já existentes no Portal da Participação Social. Por meio 
delas é possível ter pautas para o que estiver com mais repercussão e que possa se 
transformar em destaque na home do site. 
O “termômetro” das políticas públicas em destaque nas comunidades também poderão ser 
importantes para as reuniões da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com isso 
várias decisões poderão ser embasadas. 
Gráfico de acessos da home comparando com a comunidade Comigrar
43 
Gráfico de acessos da home do Participa e de algumas comunidades. 
A análise Netnográfica vai contribuir com todo o trabalho de Monitoramento do Portal da 
Participação Social. Afinal será possível analisar o perfil e o comportamento de cada usuário 
na rede. 
Recomenda-se o uso de uma ferramenta para buscar as menções dentro da ferramenta, 
além do número de acesso de comunidade. A busca por menções também vai evitar que 
usuários façam publicações de coisas que são proibidas pelos termos de uso do Portal.
44 
7. CONCLUSÃO 
A melhor metodologia para o Monitoramento é aquela que permite a aplicação das teorias 
(como a Netnografia) com o que há de novo no mercado. Recomenda-se reservar um dia 
para o Planejamento Estratégico de Monitoramento para que se possa analisar o objeto e, 
então, definir as metas. 
É necessário fazer um cronograma com as atividades que serão sugeridas ainda neste 
capítulo. Cada ação realizada do Plano Estratégico de Monitoramento merecerá um 
destaque e uma futura revisão depois. Como não é uma metodologia fixa, poderá sofrer 
alterações sempre que for preciso. 
Qual o objetivo deste Plano Estratégico de Monitoramento? Oferecer subsídios para o Plano 
de Estratégia de Comunicação geral do projeto. Desta forma será possível não só saber 
número de menções sobre determinado tema, mas também obter a análise crítica e o 
impacto disso. 
Conforme for observado que houve aumento de menções relevantes sobre determinado 
tema referente ao Portal da Participação Social, poderá ser feita uma nova ação de 
abordagem. Isso vai além das funcionalidades internas do site, pois busca o que vem do 
mundo externo. 
As ferramentas de Monitoramento somente conseguirão oferecer um bom suporte ao 
trabalho de Comunicação quando associadas a um bom planejamento. Este deverá 
estabelecer sua metodologia como estratégia para alcançar os resultados. 
O Scup é a ferramenta ideal para contribuir com a Estratégia de Comunicação do Portal da 
Participação Social. Além de ser uma das melhores ferramentas do mercado (reconhecida 
por ser utilizada pelo Portal Brasil, PT Nacional, Sebrae, Banco do Brasil, Infraero, Ministério 
do Trabalho, Eletropaulo, Peugeot, Dafiti, Maganize Luiza, TAM, Saraiva, Philips, Merceder- 
Benz, Light). São mais de 900 empresas no mundo, que monitoram 22 mil marcas. 
De acordo com a proposta apresentada no capítulo anterior, o Scup obteve destaque em 
virtude de: 
a) Ferramentas que podem ser monitoradas; 
Possui extensa lista de Redes Sociais para monitorar. Além das básicas (Twitter, Facebook,
45 
Youtube e Blogs), também há Google News, Vimeo, Instagram. Quanto mais redes forem 
disponibilizadas, melhor será o trabalho. Isso será fundamental para que o estrategista do 
projeto escolha quais redes quer que sejam analisadas sem limitações. 
b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; 
Este é o básico de todos os tipos de funcionalidades. Afinal é imprescindível poder cadastrar 
o que se quer buscar para obter o resultado satisfatório. O Scup além de oferecer este 
espaço, também dá dicas de quais as melhores formas de cadastrar palavras (mesmo sem 
saber o tema). A ferramenta também poderia sugerir novas palavras a partir das antigas já 
cadastradas, mas isso não é feito. Mesmo assim não há prejuízo para o trabalho. 
Um dos desafios enfrentados pela presente consultoria durante um trabalho para o Partido 
dos Trabalhadores (em 2012) foi conseguir cadastrar termos nas buscas. Os usuários, 
dificilmente, digitam o nome completo do partido nas redes sociais. Ao se cadastrar 
somente a sigla PT, foram coletadas muitas publicações de Portugal. A ferramenta “ 
entendeu” que todos os sites terminados em PT deveriam ser coletados. Então, foi recebida 
orientação do Scup para reavaliar a função onde estavam cadastradas as palavras para que 
fosse coletado o que era desejado. Chegou-se a conclusão de que o melhor seria o termo “O 
pt” ou “O PT” (sem problemas sem fosse caixa alta ou baixa). Desta forma foram coletadas 
as publicações sobre o partido. 
c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: 
As categorias são fundamentais para se ter controle das publicações que já foram 
classificadas como positivo, negativo e neutro. Elas aprimoram o que aquela publicação 
realmente representa no todo que é o Monitoramento. Por meio delas o analista destacará 
quais publicações são, por exemplo, de um “Governo”, “Imprensa Internacional”, “Imprensa 
Nacional”, “Imprensa Local”, “Cidadãos”, etc. 
No final do trabalho não serão analisados apenas os dados de sentimento (positivo, negativo
46 
e neutro), pois para o entendimento do “cenário” político do momento será importante 
saber em quais categorias cada um está inserido. 
Exemplo: Em uma campanha eleitoral, após o debate dos candidatos à Presidência, a 
presidenta Dilma recebeu 80% de menções negativas na internet. Sem a “categorização” dos 
posts, o analista entregaria apenas está dado pessimista para o comando da campanha. 
Entretanto, por meio das categorias que ele inseriu a cada leitura de post, foi constatado 
que destes 80%, mais da metade eram de militantes do PSDB. Neste caso, isso seria natural, 
visto que militantes do PSDB nunca falariam positivamente sobre Dilma. 
As categorias dão “nomes” aos temas. Somente saber que é positivo, negativo ou neutro 
não torna o Monitoramento confiável. Lembrando que as categorias são criadas 
manualmente na ferramenta e também são colocadas manualmente. Este é um trabalho 
crítico, que nenhuma ferramenta pode fazer. 
O Scup possui esta funcionalidade, que facilita todo este processo de análise e organização 
de posts. Não apresenta limite para criação de categorias. 
d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o 
tema; 
Além de saber o número de menções e das redes sociais onde o tema é mais debatido, 
também é importante identificar qual o público que está “falando”. Somente é possível 
saber informações daqueles que deixam seu perfil no modo “público”. Exemplo: O Facebook 
possibilidade que os usuários deixem todas as informações visíveis somente para seu grupo 
de amigos e que nenhuma ferramenta de busca possa encontra-los. 
Para aqueles usuários que deixam seus perfis e publicações no modo “público”, todas as 
ferramentas de Monitoramento de Redes Sociais fazem uma espécie de “varredura”. São 
coletados e organizados por número de posts publicados.
O Scup possibilita que os usuários sejam apresentados em forma de Ranking com 
possibilidade de segmentação por sentimento e categoria. Exemplo: segmentar os usuários 
que mais fizeram comentários positivos e que estão inseridos em uma determinada 
categoria. 
47 
e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; 
Os gráficos são formas de apresentar os dados de um Monitoramento de Redes Sociais com 
clareza e concisão. Assim que as ferramentas de Monitoramento foram criadas, não só as 
possibilidades de classificação (positiva, negativa e neutra) foram incluídas, mas também as 
opções de visualização de dados. 
Visando ser acessível para qualquer pessoa, os gráficos não possuem nenhuma 
complexidade. São fundamentais para enriquecer uma apresentação. O Scup possui opções 
de gráficos (de menções por dia, por mês, por ano, etc) que auxiliam na elaboração de 
apresentações (nas quais não se tenha tempo para elaborações mais profissionais). 
f) Possibilidade de organização de dados por mapas; 
O Scup não apresenta esta funcionalidade. Poucas são as ferramentas que já se 
“aventuraram” em aprimorar isso. Alguns ficam limitados devido à falta de informações dos 
perfis dos próprios usuários. 
Exemplo: Caso o usuário tenha deixado seu perfil no modo “privado”, a ferramenta também 
não terá acesso à sua geolocalização. Desta forma, nada será capturado deste tipo de 
público. 
O Scup é a melhor ferramenta para a Secretaria-Geral da Presidência da República utilizar no 
projeto do Portal da Participação Social em virtude da qualidade com que apresenta 
resultados para cadastro de palavras, coleta e funcionalidades para categorização. Também
oferece um bom serviço no auxílio do que já foi analisado ao apresentar opções de gráficos. 
O atendimento de suporte oferecido pela empresa também é reconhecido no mercado por 
sua boa atuação. 
Tudo foi feito com base na experiência da presente consultoria nos últimos cinco anos, que 
trabalhou fazendo ou coordenando o Monitoramento do Governo do Distrito Federal, 
Governo do Espírito Santo, Governador Renato Casagrande, Ministério da Saúde, ministro 
Alexandre Padilha, Candidatos a Prefeito do PT em 2012, Candidato a prefeito de Manaus 
Arthur Virgílio 2012, Ministério da Integração e outros. 
O Monitoramento de Redes Sociais ganhou destaque nos últimos anos devido à necessidade 
de entender o que os indivíduos comentam sobre determinado assunto de interesse. O 
método utilizado antes era a pesquisa de opinião, que até hoje pode ser adaptada para 
algumas áreas. 
Para o meio digital foi preciso ir além. As empresas de Tecnologia da Informação foram 
criando mecanismos para que isso pudesse ser oferecido ao mercado. 
Até hoje são realizados vários experimentos em universidades, de forma independente e em 
novas empresas, as chamadas “startups”. Entretanto já não é preciso começar do zero, pois 
a “roda” já existe. O que se pode pensar estrategicamente é em algo novo além do simples 
coletar dados. 
A análise crítica e as ideias do estrategista de Monitoramento de Redes Sociais são 
fundamentais para fortalecer qualquer ferramenta já existente. Sem isso a ferramenta só 
serve para conhecimento de quem a criou e para os seus pares. 
Qual a função de uma ferramenta de Monitoramento? Servir de base para insights (ideias) 
que vão mudar ou fortalecer a Estratégia de Comunicação de determinado projeto. Neste 
caso, o Portal da Participação Social, ParticipaBR. 
Recomenda-se que sejam estabelecidos critérios sobre o que se pretende alcançar e quanto 
tempo será dedicado a isso. O investimento é fundamental para que possa dar certo. 
48
Qualquer projeto sem uma visão do mercado fica frágil perante as crises. Pode-se afirmar 
que um bom planejamento de segurança do site não valerá nada se o mesmo não for feito 
em relação ao Monitoramento do Projeto. 
A vitrine do site poderá estar resguardada, mas a essencial do projeto sofrerá com ataques 
de atores sociais com mais força na rede. Essa força poderá gerar crises mais graves que 
qualquer ataque hacker. 
Recomenda-se que o Portal da Participação Social invista no núcleo de Monitoramento de 
Redes Sociais e que avalie a possibilidade de contratação de uma ferramenta consolidada do 
mercado. Motivos: 
49 
 Há muitas ferramentas com o básico para fazer análise a qualquer momento; 
 Para evitar perda de tempo ao procurar manualmente ou recorrer a terceiros sem 
base; 
 Profissionalização do trabalho; 
 Credibilidade das informações apresentadas; 
Periodicamente, deve-se fazer uma análise se o rendimento da ferramenta escolhida 
continua o mesmo. Isso poderá ser definido de forma contratual com a empresa responsável 
pelo software. 
Os relatórios de Monitoramento de Redes Sociais do Portal da Participação Social deverão 
ser compartilhados com todos da Secretaria-Geral da Presidência da República. A 
periodicidade poderá ser semanal e mensal. Também é recomendável a inclusão de alertas 
diários, caso necessário. 
Desta forma os impactos das ações tanto do Governo Federal quanto da sociedade civil 
poderão ser analisados frequentemente. A pauta do Portal será definida com, entre outras 
prioridades, nos temas identificados pelo Monitoramento.
50 
BIBLIOGRAFIA 
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DAS AGÊNCIAS DIGITAIS. Brasília 50 anos. Disponível em: 
http://www.apadi.com.br/noticias/brasilia-50-anos/ Acesso em: 21 jul. 2014. 
AMARAL, Adriana. Netnografia como aporte metodológico da pesquisa em Comunicação Digital. 
Disponível em: 
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/viewFile/4829/3687.Acessado 
Acesso em: 13 jul. 2014. 
BANKS, Alex. Brasil Digital Future in Focus 2014. Disponível em: 
https://www.comscore.com/por/Insights/Presentations-and-Whitepapers/2014/2014-Brazil-Digital- 
Future-in-Focus-Webinar Acesso em: 22 mai. 2014. 
BARRIO, Angel-B. Espina. Manual de Antropologia Cultural. Disponível em: 
http://www.ufpe.br/antropologia/images/documentos/publicacoes/antropologia/manual_de_antro 
pologia_cultural_massangana.pdf Acesso em: 13 jul. 2014. 
COSTA, Ana Célia. A história das redes sociais. Disponível em: http://ideas.scup.com/pt/suas-ideias/ 
a-historia-das-redes-sociais/ Acesso em 28 abril. 2014. 
COSTA, Ana Célia. Usos do monitoramento: etnografia digital e política. Disponível em: 
http://ideas.scup.com/pt/suas-ideias/usos-do-monitoramento-de-midias-sociais-etnografia-digital-e-politica/ 
Acesso em: 21 mar. 2014. 
DOBERSTEIN, Arnoldo W. O Egito antigo. Disponível em: 
http://www.pucrs.br/edipucrs/oegitoantigo.pdf Acesso em: 14 jul. 2014. 
JUNIOR, Norval Baitello. Os meios da incomunicação. Disponível em: http://bit.ly/1A2IoW5 Acesso 
em: 13 jul. 2014. 
MELO, Patrícia Bandeira de. Um passeio pela História da Imprensa: O espaço público dos grunhidos 
ao ciberespaço. Disponível em: 
http://www.fundaj.gov.br/geral/artigo_passeio_historia_imprensa.pdf Acesso em: 11 jul. 
2014. 
MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES. Programa Nacional de Banda Larga. Disponível em: 
http://www.mc.gov.br/programa-nacional-de-banda-larga-pnbl Acesso em 21 jul. 2014.
PERLES, João Batista. Comunicação: conceitos, fundamentos e história. Disponível em: 
http://www.bocc.ubi.pt/pag/perles-joao-comunicacao-conceitos-fundamentos-historia.pdf 
Acesso em: 13 jul. 2014. 
RODRIGUES, José Carlos. Antropologia e Comunicação: princípios radicais. Disponível em: 
http://www.editora.vrc.puc-rio.br/docs/ebook_antropologia_comunicacao.pdf Acesso em: 14 jul. 
2014. 
TALKWALKER. Teste de Monitoramento. Disponível em: 
http://www.talkwalker.com/app/project/c7b73dfd-933f-44e7-b8a6- 
f3bc3b12500a/cache/export_Mynewproject_zPd7EMyV.pdf Acesso em: 22 jul. 2014. 
51
52 
ÍNDICE DE FIGURAS 
Figura Evolução da comunicação do humano.......................................................................4 
Figura A escrita por meio de imagens...................................................................................5 
Figura Hieróglifo.....................................................................................................................6 
Figura Escribas trabalhando...................................................................................................7 
Figura Divisões da Antropologia............................................................................................8 
Figura Banda Larga Popular...................................................................................................13 
Figura PNBL............................................................................................................................14 
Figura Canais mais acessados 2014.......................................................................................15 
Figura Twitter TopGyn...........................................................................................................20 
Figura Facebook.....................................................................................................................20 
Figura Twitter da Ass Br de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação...21 
Figura Facebook.....................................................................................................................21 
Figura Facebook.....................................................................................................................21 
Figura Exemplo de post capturado pela ferramenta............................................................23 
Figura Ranking de ativadores do total de menções capturadas...........................................24 
Figura Ranking de ativadores no Facebook...........................................................................27 
Figura Ranking de Blogs ativadores sobre o assunto............................................................27 
Figura Principais termos capturados pela ferramenta.........................................................28 
Figura Gênero das pessoas que fizeram publicações...........................................................29
53 
Figura Exemplo do único tweet encontrado usando a hashtag #ParticipaBR.....................29 
Figura Ranking dos usuários que mais publicaram o termo “Participação Social”........................29 
Figura Principais termos capturados pela ferramenta.........................................................33
54 
ÍNDICE DE GRÁFICOS 
Gráfico de menções analisadas pelo Scup....................................................23 
Gráfico de resultados de buscas...................................................................24 
Gráfico de menções por rede.......................................................................25 
Gráfico de menções por rede em porcentagem..........................................25 
Gráfico de menções por rede em porcentagem..........................................25 
Gráfico de continentes de onde teriam sido publicadas as menções.........27 
Gráfico de acessos da home comparando com a comunidade Comigrar..38 
Gráfico de acessos da home do Participa e de algumas comunidades.......39
55 
ÍNDICE DE MAPAS 
Mapa das publicações de acordo com as redes sociais capturadas..........................33 
Mapa das menções de acordo com o sentimento classificado.................................33
56 
ANEXO 
Planejamento de Monitoramento do Participa 
1° Qual o principal objetivo do Monitoramento? 
Obter insigths para aprimorar o planejamento continuamente e obter feedbacks das 
ações que já estão sendo realizadas. 
2° Quais as redes que serão monitoradas? 
Facebook, Twitter, Google Plus e Instagram. 
3°Quais as palavras-chaves? 
“segurança digital”; “Marco Civil”; “#NeutralidadeDaRede”; “#MarcoCivilJá”; “Mobilidade 
Urbana”; “Médicos estrangeiros”; “Médicos Cubanos”; “#MaisMédicos”; “política AND 
educação”. 
“#ParticipaçãoSocial”; “Secretaria Geral da Presidência da República”; “#ParticipaBR” 
4° Quais as principais tags? 
 Cidadão Norte; Cidadão Nordeste; Cidadão Centro-Oeste; Cidadão Sul; Cidadão 
Sudeste; 
 Imprensa Norte; Imprensa Nordeste; Imprensa Centro-Oeste; Imprensa Sul; 
Imprensa Sudeste; 
 Governo Norte; Governo Nordeste; Governo Centro-Oeste; Governo Sul; 
Governo Sudeste; 
 Movimentos Norte; Movimentos Nordeste; Movimento Centro-Oeste; Movimento 
Sul; Movimento Sudeste; 
 Militantes oposicionistas 
 Militantes do governo 
Ao classificarmos as menções com estas “personas” poderemos ter um termômetro se 
estamos “conversando com nós mesmos” ou se estamos conseguindo extrapolar as 
barreiras. 
5° Qual ferramenta paga será usada? 
Scup (pelos motivos já apresentados no documento). 
6° Quais ferramentas gratuitas poderão ser usadas?
 Hootsuite - podemos criar colunas para todas as hashtags, usuários e termos que 
queremos monitorar; Também podemos integrar os perfis do Twitter, Facebook e 
Google Plus para publicações; 
57 
 Seekr Search- Faz busca de termos no Twitter e Facebook. 
 Social Mention - Também faz busca de termos semelhante ao Seekr Search no 
Twitter e Facebook. 
 Tagboard - Faz busca por tags no Twitter, Google Plus, Instagram e Facebook. 
 Tweetreach - Análise potencial de alcance de termos, frases, links e hashtags. 
Também podemos identificar os principais influenciadores sobre determinado 
assunto, mas com limite de tempo. 
 HashTracking e Tweet Binder- fazem o mesmo serviço que o Tweetreach e são 
opções para o dia em que a ferramenta der bug. 
 Buzzsumo - analisa perfis de influenciadores sobre determinado assunto (com 
dados sobre relevância, pagerank e número de seguidores). 
 Followerwonk - analisa um perfil específico no Twitter (tempo de existência, 
relevância na rede, quem são seus seguidores, geolocalização e gênero de sua 
rede) 
7° Quais métricas serão usadas: 
Visitas no site; 
Visitantes únicos; 
Número de fãs da Página do Participa no Facebook; 
Número de usuários na Página do Participa no Google Plus; 
Número de seguidores no Twitter; 
Número de seguidores no Instagram; 
Número de inscritos no Youtube; 
8° KPI do Participa (Objetivos a partir das métricas) 
Número de usuários no Participa: 
Número de comunidades no Participa: 
Índice de engajamento nos posts do Facebook; 
Potencial de alcance de usuários no Twitter (Ex: 100 mil usuários = baixo; 500 mil 
usuários = médio; um milhão de usuários = alto) 
Número menções classificadas diariamente; 
Número de discussões que efetivamente se tornam projetos de políticas públicas; 
Quantidade de Newsletter enviadas por mês; 
8° Qual metodologia será usada? 
Monitoramento diário para envio de alertas e pautas para o conteúdo do Participa. Nos 
primeiros meses pode-se fazer a produção de relatórios diários (Dashboard com 
informações objetivas sobre o desempenho no dia) e semanais (consolidado com mais 
informações). 
Os alertas diários serão enviados para a toda equipe da SG/PR e Gabinete Digital.

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Monitoramento Redes Sociais Portal Participação

  • 1. Projeto BRA/12/018 - Desenvolvimento de Metodologias de Articulação e Gestão de Políticas Públicas para Promoção da Democracia Participativa Produto 4 - Documento contendo propostas de metodologias e ferramentas para monitoramento diário de conteúdos na Internet e redes sociais que dialogam com os conteúdos do Portal da Participação Social e exemplos de como os assuntos nas redes incidem nos conteúdos do portal Propostas de ferramentas para monitorar temas estratégicos para a gestão do projeto Ana Célia da Silva Costa
  • 2. Produto 4 – Ferramentas de Monitoramento para o ParticipaBR Contrato n. 020/2014 Objeto da contratação: Contribuir com subsídios que possam fortalecer o Portal da Participação Social no diálogo com diversos atores sociais. Valor do produto: R$ 19.200 (dezenove mil e duzentos reais) Data de entrega: Nome do consultor: Ana Célia da Silva Costa Nome do supervisor: Ricardo Augusto Poppi Martins Secretaria-Geral da Presidência da República
  • 3. Sobrenome, Nome Título do produto: Monitoramento de Redes Sociais para o Portal da Participação Social/ 2014. Total de folhas: 56 Supervisor: Ricardo Augusto Poppi Martins Secretaria: SNAS Secretaria-Geral da Presidência da República Palavras-chave: Redes Sociais, Monitoramento, Comunicação Esta obra é licenciada sob uma licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial- SemDerivações. 4.0 Internacional.
  • 4. SUMÁRIO RESUMO..................................................................................................................................6 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................7 1.1 Contexto e importância da consultoria...............................................................................7 1.2 Contexto e importância do Produto....................................................................................8 2. HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO DA COMUNICAÇÃO........................................................10 2.1 Evolução da Comunicação.................................................................................................10 2.2 História da Antropologia....................................................................................................13 2.3 Etnologia............................................................................................................................14 2.4 Etnografia..........................................................................................................................15 2.5 Netnografia........................................................................................................................15 3. HISTÓRIA DAS REDES SOCIAIS.......................................................................17 4. MONITORAMENTO DE REDES SOCIAIS.........................................................23 5. PROPOSTA DE METODOLOGIA E FERRAMENTAS DE MONITORAMENTO.....25 6.MONITORAMENTO DAS COMUNIDADES DO PORTAL ....................................41 7. CONCLUSÃO.....................................................................................................................43 BIBLIOGRAFIA...................................................................................................................49 Figuras .....................................................................................................................................51 Gráficos....................................................................................................................................53
  • 6. 6 RESUMO O Monitoramento de Redes Sociais é essencial para o trabalho completo de Comunicação Integrada. O presente trabalho vai auxiliar na organização da produção de conteúdo e na estratégia de Marketing do Portal da Participação Social. Para isso foi feito resgate breve da história da Comunicação humana, as primeiras formas de redes sociais e como a Antropologia está inserida em tudo isso também. Palavras-Chave: Monitoramento, Redes Sociais, Participação Social, Marketing.
  • 7. 7 1. INTRODUÇÃO 1.1 O Portal da Participação Social não é apenas um site de notícias sobre o tema. Também não é apenas uma rede social para debate de políticas públicas. Ele vai além daquilo que qualquer site governamental já fez. A consultoria do Edital 020/2013 Perfil 1 foi pensada com o objetivo de auxiliar o trabalho da equipe com conhecimentos além da Comunicação. Um dos fatores diferentes foi o uso do Monitoramento para oferecer subsídios aos gestores na hora de tomar providências. Diferente de uma Assessoria de Imprensa que tem por objetivo o relacionamento com jornalistas e com um sistema de Comunicação 1.0, a presente consultoria analisa os influenciadores que podem contribuir com as estratégias do projeto e propõe alertas para evitar possíveis crises de imagem. A ampla liberdade da consultoria também permite que transite no universo 1.0 quando este for necessário, mas sem que seja seu principal foco. O aprimoramento do relacionamento digital é o objetivo. Neste contexto beneficiando tanto a sociedade civil quanto o Governo, pois o bom relacionamento digital reflete nas políticas públicas. 1.2 Contexto e importância do Produto: O presente produto é resultado da experiência da consultoria no campo do Monitoramento de Redes Sociais e como este pode ajudar Governo e sociedade civil. Grandes e pequenas marcas privadas já fazem isso há
  • 8. 8 muitos anos, mas em alguns Governos isso ainda não havia sido bem valorizado até então. Talvez pelo fato de ser algo novo e talvez pela insegurança devido ao conceito do que seria Monitoramento de Redes Sociais. Exemplo: Quando se pensa em uma marca de chocolate analisando o dia a dia do seu consumidor, isso é encarado como algo normal. Quando se pensa em um perfil governamental fazendo o mesmo, pode-se sugerir que isso seja invasão de privacidade? Em alguns eventos da área de Comunicação (com foco em Monitoramento de Redes Sociais) isso já foi debatido e sem consenso, pois é mais fácil trabalhar com Monitoramento de “consumidores” e não de “cidadãos”. Este produto apresenta como sugestão algumas formas de Monitoramento de Redes Sociais e como isso pode auxiliar o Portal da Participação Social. Serão apresentados exemplos usando os principais programas (softwares) de Monitoramento do Brasil. Os critérios escolhidos para a avaliação (para que uma ferramenta fosse escolhida como a ideal para o Portal da Participação Social) foram: a) Ferramentas que podem ser monitoradas; b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o tema; e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; f) Possibilidade de organização de dados por mapas;
  • 9. 9 Cada ferramenta tem um número de redes sociais atendidas (que podem ser monitoradas). Em virtude disso foram avaliadas as melhores redes e suas respectivas possibilidades de buscas. Exemplo: a maioria das ferramentas monitora, basicamente, Facebook, Twitter, Youtube e Blogs. Para poder criar um Monitoramento é preciso cadastrar os termos de busca. A ferramenta deve propiciar ao usuário que ele cadastre os termos que desejar. Esta função também foi analisada. Depois que foi escolhida a ferramenta e que foi feito o cadastro dos termos vem a captura das publicações na web (posts do Facebook, Twitter, Blogs, Youtube, etc). Neste momento, o analista vai ler e classificar se a informação é positiva, negativa ou neutra. Após isso ele terá a possibilidade de classificar por meio de categorias. A ferramenta precisa oferecer a função para criar categorias. Exemplo: Um Monitoramento foi criado para a festa de aniversário dos 50 anos de Brasília, organizada pelo Governo do Distrito Federal. Entre os termos cadastrados para busca estão: “aniversário de Brasília” e “#bsb50” (hashtag oficial da festa – termo usado para “taguear” informações nas redes sociais). As categorias criadas para este tipo de Monitoramento foram: “turista”, “imprensa local”, “imprensa nacional” e “governo”. Cada assunto detectado pelo analista, por meio do Monitoramento, será analisado de forma crítica e isso poderá ser organizado por meio de categorias. Futuramente isso vai ajudar na elaboração dos relatórios. A partir do volume de publicações que a ferramenta capturar será possível saber também quais são as pessoas que mais estão comentando sobre determinado assunto. Seus perfis poderão ser organizados em forma de
  • 10. 10 um Ranking de usuários mais ativos. Isso vai ajudar na identificação de perfis que são favoráveis ou desfavoráveis ao objetivo do Portal da Participação Social. Toda ferramenta do mercado também deve disponibilizar alguns gráficos que sintetizem o trabalho de classificação de publicações. Os gráficos podem mostrar o número de publicações por dia, por semana, por ano, etc. Podem também mostrar o número de Redes Sociais monitoradas associadas ao número de assuntos monitorados. O mesmo para mapas que podem mostrar tudo isso de acordo com a geolocalização de quem publicou na rede.
  • 11. 11 2. História da evolução da comunicação 2.1 Evolução da comunicação Antes de analisar ferramentas de Monitoramento é preciso fazer um retrospecto da história da nossa comunicação e a evolução da linguagem. Também é necessário mostrar como o estudo antropológico pode ser aplicado nos dias atuais nas análises de redes sociais online. A Comunicação entre os humanos surgiu quando o homem passou do estágio dos grunhidos para o estágio de emissão de mensagens associando o som à linguagem corporal. Afinal a comunicação falada veio antes da comunicação escrita. Para isso foi criado aos poucos um sistema de entendimento de mensagens. O artigo “Um passeio pela história da imprensa: o espaço público dos grunhidos ao ciberespaço”, da pesquisadora Patrícia Bandeira de Melo ressalta: “Com o desenvolvimento social em grupo, o homem precisou dar nomes aos objetos. Os sons surgiram para isso. Em seguida, chegaram o alfabeto e a escrita, para perpetuar a comunicação”. Evolução da comunicação do humano. Fonte: Site Sociologia Política Mais mensagens no espaço. Mais necessidades de compreensão. Entretanto durante muitos anos o homem pouco se preocupou com esse tipo de análise. Ainda na pesquisa realizada por Patrícia Bandeira de Melo: “O crescimento da grande rede sem qualquer controle transformou a Internet na maior rede de comunicação mundial, mas, ao mesmo tempo, colocou uma enorme quantidade de informações à disposição, de forma a dificultar a realização de
  • 12. 12 pesquisas sérias, seja pela qualidade da busca em si, seja pela confiabilidade das informações prestadas.” A análise das informações sempre foi e será um desafio. Não importa a era. Analisar a comunicação não é algo tão simples. É mais que um estudo antropológico. Comunicação vem do latim “communis”: tornar comum, tornar conhecido. A escrita por meio de imagens. Fonte: Site Sociologia Política O livro “Os meios da incomunicação” resume o processo de evolução desta forma: “Foi Vilém Flusser quem descreveu o processo de perda crescente das três dimensões do espaço de comunicação do homem. Da comunicação corporal - assim expõe o filósofo- judeu-tcheco-brasileiro que ocorre em três dimensões, passamos para a comunicação por imagens, em apenas duas dimensões, depois para a escrita, composta por traços unidimensionais, e finalmente a comunicação digital, com nenhuma dimensão.” Criamos um espaço sem fronteiras. O que era visto nos séculos era uma sociedade em que o tempo demorava para passar. Quando foi inventada a escrita, a pedra, cerâmica e o papiro eram usados para registros oficiais. Além de comunicados, esse tipo de escrita começou a ser utilizado associando elementos como imagens. É preciso registrar que se deve o surgimento da escrita aos Sumérios, da Mesopotâmia, por volta de 3.000 a.C. Não se pode deixar de citar os hieróglifos egípcios e a escrita na Índia também. No caso do Egito há controvérsias entre alguns autores. O Egito não seria isolado e devido ao intercâmbio com outros povos também desenvolveu sua escrita. Isso ocorreu em um
  • 13. ambiente favorável por volta de 3.000 a.C, onde se tinha uma revolução agrícola e uma divisão do trabalho. O entendimento da escrita sempre foi algo tão estratégico que isso poderia valer até um cargo entre os comandantes. Para ser escriba, além da escrita e da leitura, era preciso saber matemática e arquitetura. A missão de um escriba no Egito Antigo era: redigir leis, fazer a contabilidade, informar a sociedade egípcia sobre os acontecimentos. Com todo este valor eles também poderiam trabalhar para o exército. Esta análise desde a era medieval vai levar a uma análise da importância do Monitoramento de Redes Sociais e proposição de ferramentas para que isso possa potencializar o Portal da Participação Social, o Participa.br. É preciso entender como o Monitoramento no passado poderia ser estratégico e como hoje poder ser primordial. 13 Hieróglifo. Fonte: Site Egito Antigo Um bom comando do Exército do Egito com tudo planejado poderia ter seus planos fracassados, caso alguém soubesse entender as metas com antecipação. Como isso seria possível? Caso alguém de uma nação rival tivesse um integrante naquela época com conhecimento sobre os hieróglifos e como determinado acesso aos papiros da guerra, tudo poderia mudar. A investigação ou Monitoramento já era feita em outras épocas, mas com outros fins.
  • 14. O Monitoramento vai além de uma investigação porque ele não apenas quer entender a comunicação existente entre determinados grupos. Também projeto futuro aos mostrar as tendências. No Egito Antigo podemos citar como formas de Monitoramento as pesquisas feitas pelos escribas. Afinal para fazer planejamento de orçamento é preciso saber mais do que o que se tem em caixa. Era preciso fazer previsões com base no tempo. Era preciso conversar com os agricultores, com os comerciantes, com a população em geral. Este diagnóstico faria parte do Monitoramento e qualificava todos os embasamentos. 14 Escribas trabalhando. Fonte: Site Antigo Egito 2. 2 História da antropologia A Comunicação é essencial para a sobrevivência dos indivíduos. Desta forma, é imprescindível compreender como este processo de poder muda a organização do homem desde as primeiras eras e dos outros seres vivos que nem imaginamos ter tanto poder. José Carlos Rodrigues por meio do artigo “Antropologia e Comunicação: princípios radicais” ressalta como exemplo o que acontece com as formigas: “Uma simples ilustração esclarecerá a questão: entre as formigas há processos que se sabem de tipo olfativo, pois, em várias espécies, o cheiro determina se uma “operária” pode ou não ser admitida na colônia, uma vez que se colocando um cheiro diferente em um membro da colônia este é atacado e morto pelos outros, o
  • 15. 15 que não acontece a uma antropologia. Os outros e os outros estranha, que não é molestada quando apresenta o mesmo odor das que integram o grupo” A Comunicação é feita por diversos canais e até o mais simples ser deste planeta consegue estabelecê-la. O estudo de como estes grupos conseguem estabelecer estes contatos e as suas respectivas consequência pode ser feito por meio da Antropologia. Podem ir além. É impossível análise a Comunicação, as Redes Sociais, o Monitoramento e tudo mais sem a Antropologia. Ela é a área que estuda o homem como ser biológico, social e cultural. Não há como fugir dos seus paradigmas. 2.3 Etnologia Na Antropologia, a Etnologia analisa as organizações como tribos, nações e clãs. Conforme o Manual da Antropologia Cultural, de Angel-B. Espina Barrio, “a Etnologia é um estudo antropológico dos povos com culturas tradicionais. Relativismo cultural versus etnocentrismo (...) Comparar e analisar as contantes e as variáveis”. Divisões da Antropologia. Fonte: Manual da Antropologia Cultural Esta área do conhecimento contribui muito para quem faz qualquer tipo de trabalho com Comunicação e, especialmente, na era atual das Redes Sociais. Em artigo publicado no site
  • 16. “Scup” (2013), “Usos do monitoramento: etnografia digital e política”, foi feita por mim uma breve análise de como pode ser feito isso: “[...] O monitoramento de mídias sociais vai muito além da tecnologia. As ciências sociais estão amplamente inseridas nesse tipo de trabalho e podem ser usadas para gerar insights em diversas áreas”. 16 2.4 Etnografia Este estágio de pesquisa da Antropologia consiste em: observação, pesquisa de campo e descrição. Esta última é primordial, visto que os mais diversos acontecimentos da sociedade podem ser “investigados” detalhadamente. Ainda segundo o Manual da Antropologia Cultural, Etnografia é descrever as formas de vida de determinados grupos sociais. Novamente o verbo “descrever” é destaque em todas as publicações sobre o assunto. Outra explicação sobre o uso da Etnografia como método é feita no artigo “A etnografia da Comunicação: Estratégias e Metodologias Desenvolvidas para o estudo do programa radiofônico Sala de Redação”: “Outro fator preponderante na realização da etnografia é a presença do pesquisador no cotidiano do grupo que está sendo pesquisado. É somente com a ida a campo que o observador pode tomar conhecimento dos comportamentos que esses atores sociais desenvolvem de acordo com as situações e com os contextos em que estão envolvidos. As suas interpretações diante das conversações aparecem em meio às múltiplas vozes e aos significados que atribuem às diferentes situações sociais”. 2.5 Netnografia Segundo Christine Hine, no livro “Virtual Ethnography” (2000): “O etnógrafo não é um simples voyeur ou um observador desengajado, mas é, em certo sentido, um participante compartilhando algumas das preocupações, emoções e compromissos dos sujeitos pesquisados. Essa forma estendida depende também da interação, em um constante questionamento do que é possuir uma compreensão etnográfica do fenômeno”. Nas pesquisas de Redes Sociais pode-se ressaltar que é importante “ouvir” e entender as publicações sobre determinado assunto. O trabalho de Monitoramento destas publicações passa por várias etapas e uma das principais é a classificação dos assuntos. É nesta etapa de classificação dos assuntos que se pode encontrar temas de relevância para o objeto da pesquisa. Estas classificações deveram ser feitas por meio de categorias escolhidas pelo pesquisador.
  • 17. No artigo “Usos do monitoramento: etnografia digital e política” já citado, anteriormente, há uma descrição de como o Monitoramento pode ser feito com ajuda da Netnografia: “A análise dos perfis e a divisão de grupos é feita a partir do contexto no qual quando um se encontra. Para que isso seja realizado é preciso fazer um plano de estratégia de monitoramento. Como fazer esse plano? É preciso definir a data de realização, formas de classificação (positivo, negativo, neutro e misto), software que será utilizado para a coleta dos dados, palavras-chave que serão cadastradas de acordo com a lógica de busca de cada rede social e as principais tags (categorias nas quais cada termo coletado será inserido). Para cada objeto de pesquisa há um tipo de plano de estratégia de monitoramento. Antes que ele seja estabelecido é necessário observar os perfis da área buscada nos principais canais de redes sociais (Twitter, Facebook, Youtube ou mais). Esta fase de observação pode durar em média duas semanas. Nesse caso, não há interação com os usuários da rede. A observação é um processo de entendimento do tema que será monitorado posteriormente. Depois da fase de escolha de observação podemos ter mais argumentos para definir como será a estratégia de monitoramento”. 17
  • 18. 18 3. História das redes sociais As Redes Sociais começaram antes de qualquer tecnologia. O conceito de Redes Sociais está ligando ao que se pode denominar de diálogo. É com base nisso que se pode afirmar que todo tipo de encontro que possa gerar alguma interação é uma forma de rede social. Um ser sozinho não é uma rede social. Todavia, quando ele possui outro indivíduo com quem possa interagir são criar novas linhas de comunicação. Desta forma, há um nível de rede social estabelecido. A internet proporcionou que estes contatos pudesse ter realce. Como isso foi possível? As redes sociais online extrapolaram as fronteiras e assim aproximaram pessoas de diferentes regiões do mundo com causas em comum. Em artigo publicado no site “Scup” (2014), “A história das redes sociais”, foi feito um resumo das redes sociais tal como são divulgadas hoje: “Uma história tão recente que nós mesmos vamos escrevendo a cada dia! Há um excelente artigo sobre isso que foi publicado no Journal of Computer-Mediated Communication, em 2007, o “Social Network Sites: Definition, History and Scholarship”. Segundo o estudo, a primeira rede social foi o Six Degrees. Ela surgiu em 1997. Neste caso, eles ignoram o “Classmates”, que para alguns é considerada a primeira rede na web. Pode-se perceber que houve um tempo com poucas redes sociais – de 1997 a 2002. Entretanto, nessa época já vemos que o Fotolog existia. Aos poucos a nossa história digital foi mudando. Mais pessoas com acesso aos computadores com internet e, por consequência, mais jovens talentos para criar sistemas. Depois de 2003 esse fenômeno de criação não parou mais! Podemos destacar como o início do “boom” na Revolução das Redes Sociais. Assim são criados: Linkedin, Last.FM, Couchsurfing, Youtube, Ning, MySpace, Orkut, Flickr, Facebook, Twitter e outros. O que fazer com o conteúdo publicado nessas redes? O conteúdo publicado nas comunidades do Orkut está perdido? Eis o primeiro questionamento que vos faço. Afinal foram tantos debates nessa rede. Uso como exemplo o Orkut, pois acredito que no Brasil ele é a nossa “biblioteca das redes sociais” de 2004 a 2010 pelo menos. Quer analisar o público dessa época sobre determinado tema? Só fazer uma pesquisa nas comunidades.
  • 19. Esse questionamento é importante principalmente para as pessoas que acreditam somente no Monitoramento do atual momento. Se o objetivo é traçar um perfil, ver a evolução, é essencial pesquisar o que foi feito no Orkut. A proliferação de novas redes não terá fim. Será apenas acentuada ou não devido ao plano de negócios de cada uma. Afinal todas são empresas.” Segundo pesquisa da comScore, “Brasil Digital Future in Focus 2014“, o país representa 40% da audiência de internet da América Latina. Em segundo lugar estão México, Argentina e Colômbia. A principal faixa etária dos usuários do Brasil que acessam internet é de 15 a 24 anos e de 25 a 34 anos. As mulheres representam 49% e os homens, 51%. O país está passando por mudanças profundas quando o assunto é acesso à internet. Essa mudança foi fortemente estabelecida quando o Governo Federal lançou o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL) por meio do decreto n.º7.175/2010. Isso representou uma nova perspectiva de acesso, principalmente, para as regiões mais carentes de tecnologia. Com o PNBL será possível a oferta de banda larga na velocidade de 1 Mbps ao valor mensal de R$ 35 (com impostos). 19
  • 20. 20 Banda Larga Popular - Fonte: Site Ministério das Comunicações
  • 21. 21 PNBL. Fonte: Ministério das Comunicações Ainda segundo a comScore, a região Sul é a mais conectada do Brasil ficando 27.9 horas online. Porém quando a análise é feita por estado, é São Paulo que fica em primeiro lugar seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais. O perfil do brasileiro na internet é de busca por canais de redes sociais. A busca por serviços, portais ou sites de notícias ficaram em segundo lugar. É importante lembrar o relatório é com base no que foi pesquisado ano passado. Como 2014 foi ano de Copa do Mundo, teremos uma alteração nesta data provavelmente no próximo relatório.
  • 22. 22 Canais mais acessados 2014. Fonte: comScore O Portal da Participação Social tem um bom relacionamento digital com blogueiros de relevância de diversos temas. Isso porque considera fundamental que esse tipo de diálogo possa contribuir para ampliação do debate em diversas regiões do Brasil. Os blogs são fundamentais para a Comunicação Digital do Brasil. Por meio deles empresas e Governos podem criar estratégias e implementar muitos projetos de interesse da sociedade civil. O Brasil não é apenas um país que consome conteúdo, mas também publica muita informação. Para isso destacam-se, principalmente, os blogs. O estudo da comScore, deste ano, ressalta que o Brasil é o segundo lugar no mundo em relação ao alcance de blogs. Perde apenas para o Japão. Como exemplo, pode-se citar a plataforma de blogs, o Wordpress. Utilizada em mais de 120 línguas, sendo as principais:
  • 23. 23 Inglês: 71% Espanhol: 5.1% Indonésio: 2.5% Português (Brasil): 2.5% Francês: 1.5% Alemão: 1.3% Italiano: 1% Turco: 0.7% Até 2010 a principal rede social do Brasil era o Orkut. Entretanto, este o Google divulgou nota avisando que em setembro de 2014 este canal será encerrado. Ele era considerado uma “biblioteca digital” do comportamento do brasileiro nas redes sociais. Hoje o brasileiro fica mais tempo no Facebook que mexicanos e argentinos juntos. A pesquisa da comScore analisa principalmente os acessos via web. Neste caso, as outras redes sociais mais acessadas foram: Linkedin, Twitter e Tumblr. O acesso mobile é diferente, pois o brasileiro não tem o costume de publicar ou verificar notícias pelo seu perfil do Linkedin. Além do Facebook, pode-se destacar em segundo lugar o Twitter. Isso ficou mais forte, principalmente, durante o período da Copa do Mundo deste ano, quando o Facebook alterou seu algoritmo tirando o real time de sua rede.
  • 24. 24 4. Monitoramento de Redes Sociais As primeiras ferramentas de Monitoramento de Redes Sociais abertas ao mercado de trabalho foram disponibilizadas em 2009. Nessa época pouco se sabia sobre metodologias e como adaptar as antigas pesquisas para as novas plataformas. Isso é fácil de entender já que as próprias Redes Sociais não tinham analytics disponíveis (software de Monitoramento de cliques em determinadas publicações por exemplo) ou se tinham, eram limitados. Neste campo analisamos algo além de simplesmente métricas (parâmetros de cada rede). É a análise crítica dos posts publicados, dos comentários. Nasceu a necessidade de um software para que auxiliar esse pensamento crítico. Além de ferramentas pagas, nesta época também surgiram muitas ferramentas gratuitas. A mente dos desenvolvedores apresentava toda semana uma ferramenta gratuita nova. A maioria analisava tweets (publicações feitas por meio da rede social Twitter). Antes de 2009 não havia como mensurar os posts dentro do Orkut, por exemplo. Era um trabalho manual, pois era preciso entrar em cada uma das comunidades de interesse e verificar o que havia sido divulgado. Era preciso contar quantos comentários a publicação havia recebido e ver quantos membros a comunidade mantinha no decorrer do tempo. No Youtube, a mesma situação. O Google ajudava nas buscas comuns em blogs e sites. Entretanto, era preciso contabilizar tudo em uma planilha a mais, além de classificar se a menção tinha sido positiva, negativa ou neutra. A análise de possíveis ativadores de cada rede era bem mais complicada. Da mesma forma como os dados diários de temas relevantes para determinado setor também poderia sofrer graves erros. Os softwares (ou ferramentas) de Monitoramento no Brasil chegaram para ajudar empresas privadas e Governos. Esse norteamento veio junto com a qualificação de profissionais vindos de várias áreas do conhecimento e que se interessavam pelo assunto. Pode-se citar alguns exemplos de Governos que começaram a utilizar o Monitoramento como base para suas estratégias: Governo do Distrito Federal, Governo do Espírito Santo, Ministério da Saúde e Ministério do Desenvolvimento Agrário. O Governo do Distrito Federal usou software de Monitoramento, principalmente, durante a campanha “Brasília 50 anos”, em 2010. Além de monitorar a repercussão de seus próprios
  • 25. 25 posts, também utilizou para obter informações sobre como o público estava reagindo aos noticiários sobre as polêmicas da festa. Assim como os softwares foram sendo criados, também foram as formas de classificação, organização e elaboração de relatórios. O principal desafio foi interpretar aqueles dados para que o “consumidor final” do relatório pudesse compreendê-lo. Muitos gestores públicos devem ter passado por problemas de entendimento do que seriam e para que serviriam os primeiros relatórios de Monitoramento de Redes Sociais. Os analistas, no início, faziam relatórios que somente eles próprios entendiam. Daí veio a necessidade de mais uma mudança no mercado. Investir em visualização de dados e explorar muitos mecanismos que podem poluir o conteúdo do relatório tiravam (e até o tiram) o interesse de qualquer gestor em ler o documento. A regra que ficou foi da simplicidade. Quanto mais claro e direto o relatório, melhor.
  • 26. 26 5. Proposta de metodologia e ferramentas de Monitoramento Foram analisadas algumas ferramentas - Scup, Talkwalker, Hashtracking e Tweet Reach - do mercado de Monitoramento de Redes Sociais, que poderão ser utilizadas pelo Portal da Participação Social. O tema escolhido foi a consulta pública sobre banda larga. O objetivo foi analisar o conteúdo divulgado sobre o assunto como se o cliente final deste Monitoramento fosse o Governo. Para esta pesquisa foram usados estes critérios (os quais terão seus resultados desenvolvidos na conclusão deste documento): a) Ferramentas que podem ser monitoradas; b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o tema; e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; f) Possibilidade de organização de dados por mapas; Primeira fase: Escolha das ferramentas que seriam utilizadas para este experimento. São elas: Scup e Talkwalker. Além de outras ferramentas de tendências de temas. A escolha foi feita com base na experiência da consultoria no Monitoramento do Governo do Distrito Federal. Como já foi dito no capítulo anterior estas análises foram feitas com base na vivência da consultoria em Monitoramento. Em 2009, o Governo do Distrito Federal (por meio da agência Talk) utilizava o Scup. Outras ferramentas também foi utilizadas antes: Seekr (para monitorar o Governo do Espírito Santo) em 2011, novamente o Scup (para monitorar todos os candidatos a prefeito do PT no Brasil), TweetReach e V-tracker em 2013 (para monitorar o Ministério da Saúde), TweetReach em 2013 (para monitorar o Ministério da Integração) e LiveBuzz em 2012 (para monitorar o deputado distrital Patrício). Segunda fase: cadastramento das buscas e escolha dos canais (ou Redes Sociais) onde serão buscados. Foi cadastrada a busca: “consulta pública banda larga” no Twitter, Facebook e Google Blogs.
  • 27. 27 Terceira fase: criação de tags para facilitar a categorização dos posts capturados. Exemplo: cidadão, governo, imprensa, empresas. Teste usando o Scup Por meio do Scup foram analisados 33 itens no período de 6 a 21 de julho. Destes, 48.8% foram positivos, 15.15% negativos e 36.6% neutros. As publicações foram feitas por cidadãos (75.76%), imprensa (15.15%) e perfis governamentais (9.09%). Potencial de alcance do período: 116 mil usuários. Gráfico das menções analisadas Pontos positivos * Perfis regionais (de governo) informando datas de audiências ou consultas públicas para aprimorar a telefonia móvel * Dados do Governo Federal divulgados pelo ministro Thomas Traumann sobre a Copa do Mundo incluindo o investimento na telefonia e internet. Pontos Negativos * Críticas de cidadãos que estão insatisfeitos com algumas concessioárias. * Críticas em relação à suposta demora da Anatel em responder questionamentos de usuários. Exemplos de publicações positivas, que foram capturadas pelo software:
  • 28. 28 Twitter TopGyn Facebook
  • 29. Twitter da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação 29 Exemplos de publicações negativas, que foram capturadas pelo software: Facebook
  • 30. 30 Facebook Ranking de usuários que fizeram estas menções sem classificação de sentimento: 1 – Blog http://pautasressem.blogspot.com.br/ 2- Teletime http://www.teletime.com.br/ 3- Portal TopGyn https://twitter.com/portaltopgyn 4- Site da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas http://www.telcomp.org.br/site/ 5- Blog http://agendadoexecutivo.blogspot.com.br/ Ranking de usuários que fizeram menções positivas: 5- Portal TopGyn https://twitter.com/portaltopgyn 2- Portal http://www.lagoanovadestaque.com/ 3- Ministério Público de Mato Grosso do Sul https://www.facebook.com/MinisterioPublicoMS 4- Site http://www.diamanteonline.com.br/ 5- Secretaria de Comunicação Social da Bahia https://twitter.com/secom_bahia Ranking de usuários que fizeram menções negativas: 5- Blog http://martinsogaricgp.blogspot.com/ 2- Jorley dos Santos 3- Renata Bruno 4- Malta Malta 5- Vicente Barbosa Do total de usuários que fizeram as publicações, 70% foram de homens e 30% de mulheres. O dado não é exato, visto que não é possível distinguir gênero de blogs e Fan Pages. A maioria destes usuários é de: Goiás, Santa Catarina e Bahia.
  • 31. 31 Teste usando o Talkwalker Um segundo teste foi feito com a ferramenta Talkwalker. Foram cadastrados os termos: “ParticipaBR” e “Participação Social”, mas sem segmentação de canais. Ela não facilita a criação de tags. Entretanto, cada publicação apresentada pelo Talkwalker apresentava métricas (parâmetros) em relação ao engajamento. Exemplo: número de compartilhamentos e likes (publicações) no Facebook, além do número de tweets (publicações no Twitter). Exemplo de post capturado pela ferramenta Os pontos negativos da ferramenta são: classificação automática de publicações e de tags também. Isso pode trazer como consequência um dado errado. Da mesma forma como a revisão de cada publicação já classificação torna o trabalho mais demorado em um processo que deve ser facilitado cada vez mais. Gráfico de resultados de buscas Uma função automática é a classificação de publicações em positivo, negativo e neutro. Isso é ruim, pois nada substitui a análise crítica. Após duas horas de cadastramento das buscas, cerca de duas mil menções já haviam sido coletadas. As principais redes foram: Twitter, Facebook e Blogs.
  • 32. 32 Gráfico de menções (publicações) por rede (social) Gráfico de menções (publicações) por rede em porcentagem
  • 33. Das duas mil menções capturadas pelo Talkwalker, 73.8% foram neutros, 15.8% negativos e 10.4% neutros. A maioria das menções ainda citam como fonte os debates no Congresso Nacional. 33 Gráfico de sentimento (positivo, negativo e neutro) das buscas Gráfico de sentimento das menções (publicações) por porcentagem
  • 34. 34 Mapa das publicações de acordo com as redes sociais capturadas Mapa das menções de acordo com o sentimento classificado
  • 35. 35 Gráfico de continentes de onde teriam sido publicadas as menções Ranking de ativadores do total de menções capturadas
  • 36. 36 Ranking de ativadores no Facebook Ranking de Blogs ativadores sobre o assunto
  • 37. 37 Principais termos capturados pela ferramenta Gênero das pessoas que fizeram publicações Além das ferramentas de Monitoramento que permitem a classificação de publicações, também há no mercado algumas que possibilitam a análise de tendência de termos. Elas auxiliam um plano estratégico, mas não é recomendável que sejam o ponto principal de apoio. Há algumas nas versões gratuitas, mas com limite de captura. O Google Trends disponibiliza uma pesquisa gratuita sobre o grau de interesse por determinado assunto. Inclui gráfico de buscas e também sua respectiva geolocalização. Teste realizado usando o termo “Participação Social”:
  • 38. 38 Gráfico de buscas pelo termo “Participação Social” Percebe-se o aumento de buscas de novembro de dezembro de 2013 até junho de 2014. A queda no número de buscas pode ter ocorrido devido ao período da Copa do Mundo. Gráfico de buscas de 23 de junho a 22 de julho de 2014 Gráfico das cidades que mais realizaram a busca Geralmente as buscas por “Participação Social” também são associadas a estes termos:
  • 39. 39 Teste usando o Hashtracking Outra ferramenta testada, o Hashtracking, possibilita a busca por hashtags. Isso auxilia o planejamento estratégico ao incorporar informações referentes essencialmente sobre o Twitter. Foi feito teste usando a hashtag #ParticipaBR no dia 22 de julho: Gráfico de menções Exemplo do único tweet encontrado usando a hashtag #ParticipaBR
  • 40. 40 Teste usando o Tweet Reach Avançado em mais uma possibilidade de mensuração, foi testada outra ferramenta. O Tweet Reach é uma das ferramentas gratuitas mais usadas no mercado. Possui número limitado de coleta de informações, mas é eficiente para ações que necessitem de rapidez. Foi feito teste de busca usando o termo “Participação Social”. Segundo o Tweet Reach, por meio de “Participação Social” foram alcançadas 56.843 usuários nas redes (somente Twitter – especificamente os últimos 50 tweets sobre o assunto). Gráfico de menções sobre o assunto Gráfico de menções originais e retweetadas (repetidas) sobre o assunto
  • 41. 41 Ranking dos usuários que mais publicaram o termo “Participação Social”
  • 42. 42 6. Monitoramento das comunidades do Portal Além do Monitoramento das redes sociais também é recomendável fazer o acompanhamento das comunidades já existentes no Portal da Participação Social. Por meio delas é possível ter pautas para o que estiver com mais repercussão e que possa se transformar em destaque na home do site. O “termômetro” das políticas públicas em destaque nas comunidades também poderão ser importantes para as reuniões da Secretaria-Geral da Presidência da República. Com isso várias decisões poderão ser embasadas. Gráfico de acessos da home comparando com a comunidade Comigrar
  • 43. 43 Gráfico de acessos da home do Participa e de algumas comunidades. A análise Netnográfica vai contribuir com todo o trabalho de Monitoramento do Portal da Participação Social. Afinal será possível analisar o perfil e o comportamento de cada usuário na rede. Recomenda-se o uso de uma ferramenta para buscar as menções dentro da ferramenta, além do número de acesso de comunidade. A busca por menções também vai evitar que usuários façam publicações de coisas que são proibidas pelos termos de uso do Portal.
  • 44. 44 7. CONCLUSÃO A melhor metodologia para o Monitoramento é aquela que permite a aplicação das teorias (como a Netnografia) com o que há de novo no mercado. Recomenda-se reservar um dia para o Planejamento Estratégico de Monitoramento para que se possa analisar o objeto e, então, definir as metas. É necessário fazer um cronograma com as atividades que serão sugeridas ainda neste capítulo. Cada ação realizada do Plano Estratégico de Monitoramento merecerá um destaque e uma futura revisão depois. Como não é uma metodologia fixa, poderá sofrer alterações sempre que for preciso. Qual o objetivo deste Plano Estratégico de Monitoramento? Oferecer subsídios para o Plano de Estratégia de Comunicação geral do projeto. Desta forma será possível não só saber número de menções sobre determinado tema, mas também obter a análise crítica e o impacto disso. Conforme for observado que houve aumento de menções relevantes sobre determinado tema referente ao Portal da Participação Social, poderá ser feita uma nova ação de abordagem. Isso vai além das funcionalidades internas do site, pois busca o que vem do mundo externo. As ferramentas de Monitoramento somente conseguirão oferecer um bom suporte ao trabalho de Comunicação quando associadas a um bom planejamento. Este deverá estabelecer sua metodologia como estratégia para alcançar os resultados. O Scup é a ferramenta ideal para contribuir com a Estratégia de Comunicação do Portal da Participação Social. Além de ser uma das melhores ferramentas do mercado (reconhecida por ser utilizada pelo Portal Brasil, PT Nacional, Sebrae, Banco do Brasil, Infraero, Ministério do Trabalho, Eletropaulo, Peugeot, Dafiti, Maganize Luiza, TAM, Saraiva, Philips, Merceder- Benz, Light). São mais de 900 empresas no mundo, que monitoram 22 mil marcas. De acordo com a proposta apresentada no capítulo anterior, o Scup obteve destaque em virtude de: a) Ferramentas que podem ser monitoradas; Possui extensa lista de Redes Sociais para monitorar. Além das básicas (Twitter, Facebook,
  • 45. 45 Youtube e Blogs), também há Google News, Vimeo, Instagram. Quanto mais redes forem disponibilizadas, melhor será o trabalho. Isso será fundamental para que o estrategista do projeto escolha quais redes quer que sejam analisadas sem limitações. b) Possibilidade de cadastrar palavras para buscar temas; Este é o básico de todos os tipos de funcionalidades. Afinal é imprescindível poder cadastrar o que se quer buscar para obter o resultado satisfatório. O Scup além de oferecer este espaço, também dá dicas de quais as melhores formas de cadastrar palavras (mesmo sem saber o tema). A ferramenta também poderia sugerir novas palavras a partir das antigas já cadastradas, mas isso não é feito. Mesmo assim não há prejuízo para o trabalho. Um dos desafios enfrentados pela presente consultoria durante um trabalho para o Partido dos Trabalhadores (em 2012) foi conseguir cadastrar termos nas buscas. Os usuários, dificilmente, digitam o nome completo do partido nas redes sociais. Ao se cadastrar somente a sigla PT, foram coletadas muitas publicações de Portugal. A ferramenta “ entendeu” que todos os sites terminados em PT deveriam ser coletados. Então, foi recebida orientação do Scup para reavaliar a função onde estavam cadastradas as palavras para que fosse coletado o que era desejado. Chegou-se a conclusão de que o melhor seria o termo “O pt” ou “O PT” (sem problemas sem fosse caixa alta ou baixa). Desta forma foram coletadas as publicações sobre o partido. c) Possibilidade de criar categorias para análise dos posts: As categorias são fundamentais para se ter controle das publicações que já foram classificadas como positivo, negativo e neutro. Elas aprimoram o que aquela publicação realmente representa no todo que é o Monitoramento. Por meio delas o analista destacará quais publicações são, por exemplo, de um “Governo”, “Imprensa Internacional”, “Imprensa Nacional”, “Imprensa Local”, “Cidadãos”, etc. No final do trabalho não serão analisados apenas os dados de sentimento (positivo, negativo
  • 46. 46 e neutro), pois para o entendimento do “cenário” político do momento será importante saber em quais categorias cada um está inserido. Exemplo: Em uma campanha eleitoral, após o debate dos candidatos à Presidência, a presidenta Dilma recebeu 80% de menções negativas na internet. Sem a “categorização” dos posts, o analista entregaria apenas está dado pessimista para o comando da campanha. Entretanto, por meio das categorias que ele inseriu a cada leitura de post, foi constatado que destes 80%, mais da metade eram de militantes do PSDB. Neste caso, isso seria natural, visto que militantes do PSDB nunca falariam positivamente sobre Dilma. As categorias dão “nomes” aos temas. Somente saber que é positivo, negativo ou neutro não torna o Monitoramento confiável. Lembrando que as categorias são criadas manualmente na ferramenta e também são colocadas manualmente. Este é um trabalho crítico, que nenhuma ferramenta pode fazer. O Scup possui esta funcionalidade, que facilita todo este processo de análise e organização de posts. Não apresenta limite para criação de categorias. d) Possibilidade de obter ranking de usuários mais ativos sobre o tema; Além de saber o número de menções e das redes sociais onde o tema é mais debatido, também é importante identificar qual o público que está “falando”. Somente é possível saber informações daqueles que deixam seu perfil no modo “público”. Exemplo: O Facebook possibilidade que os usuários deixem todas as informações visíveis somente para seu grupo de amigos e que nenhuma ferramenta de busca possa encontra-los. Para aqueles usuários que deixam seus perfis e publicações no modo “público”, todas as ferramentas de Monitoramento de Redes Sociais fazem uma espécie de “varredura”. São coletados e organizados por número de posts publicados.
  • 47. O Scup possibilita que os usuários sejam apresentados em forma de Ranking com possibilidade de segmentação por sentimento e categoria. Exemplo: segmentar os usuários que mais fizeram comentários positivos e que estão inseridos em uma determinada categoria. 47 e) Possibilidade de organização dos dados em forma de gráficos; Os gráficos são formas de apresentar os dados de um Monitoramento de Redes Sociais com clareza e concisão. Assim que as ferramentas de Monitoramento foram criadas, não só as possibilidades de classificação (positiva, negativa e neutra) foram incluídas, mas também as opções de visualização de dados. Visando ser acessível para qualquer pessoa, os gráficos não possuem nenhuma complexidade. São fundamentais para enriquecer uma apresentação. O Scup possui opções de gráficos (de menções por dia, por mês, por ano, etc) que auxiliam na elaboração de apresentações (nas quais não se tenha tempo para elaborações mais profissionais). f) Possibilidade de organização de dados por mapas; O Scup não apresenta esta funcionalidade. Poucas são as ferramentas que já se “aventuraram” em aprimorar isso. Alguns ficam limitados devido à falta de informações dos perfis dos próprios usuários. Exemplo: Caso o usuário tenha deixado seu perfil no modo “privado”, a ferramenta também não terá acesso à sua geolocalização. Desta forma, nada será capturado deste tipo de público. O Scup é a melhor ferramenta para a Secretaria-Geral da Presidência da República utilizar no projeto do Portal da Participação Social em virtude da qualidade com que apresenta resultados para cadastro de palavras, coleta e funcionalidades para categorização. Também
  • 48. oferece um bom serviço no auxílio do que já foi analisado ao apresentar opções de gráficos. O atendimento de suporte oferecido pela empresa também é reconhecido no mercado por sua boa atuação. Tudo foi feito com base na experiência da presente consultoria nos últimos cinco anos, que trabalhou fazendo ou coordenando o Monitoramento do Governo do Distrito Federal, Governo do Espírito Santo, Governador Renato Casagrande, Ministério da Saúde, ministro Alexandre Padilha, Candidatos a Prefeito do PT em 2012, Candidato a prefeito de Manaus Arthur Virgílio 2012, Ministério da Integração e outros. O Monitoramento de Redes Sociais ganhou destaque nos últimos anos devido à necessidade de entender o que os indivíduos comentam sobre determinado assunto de interesse. O método utilizado antes era a pesquisa de opinião, que até hoje pode ser adaptada para algumas áreas. Para o meio digital foi preciso ir além. As empresas de Tecnologia da Informação foram criando mecanismos para que isso pudesse ser oferecido ao mercado. Até hoje são realizados vários experimentos em universidades, de forma independente e em novas empresas, as chamadas “startups”. Entretanto já não é preciso começar do zero, pois a “roda” já existe. O que se pode pensar estrategicamente é em algo novo além do simples coletar dados. A análise crítica e as ideias do estrategista de Monitoramento de Redes Sociais são fundamentais para fortalecer qualquer ferramenta já existente. Sem isso a ferramenta só serve para conhecimento de quem a criou e para os seus pares. Qual a função de uma ferramenta de Monitoramento? Servir de base para insights (ideias) que vão mudar ou fortalecer a Estratégia de Comunicação de determinado projeto. Neste caso, o Portal da Participação Social, ParticipaBR. Recomenda-se que sejam estabelecidos critérios sobre o que se pretende alcançar e quanto tempo será dedicado a isso. O investimento é fundamental para que possa dar certo. 48
  • 49. Qualquer projeto sem uma visão do mercado fica frágil perante as crises. Pode-se afirmar que um bom planejamento de segurança do site não valerá nada se o mesmo não for feito em relação ao Monitoramento do Projeto. A vitrine do site poderá estar resguardada, mas a essencial do projeto sofrerá com ataques de atores sociais com mais força na rede. Essa força poderá gerar crises mais graves que qualquer ataque hacker. Recomenda-se que o Portal da Participação Social invista no núcleo de Monitoramento de Redes Sociais e que avalie a possibilidade de contratação de uma ferramenta consolidada do mercado. Motivos: 49  Há muitas ferramentas com o básico para fazer análise a qualquer momento;  Para evitar perda de tempo ao procurar manualmente ou recorrer a terceiros sem base;  Profissionalização do trabalho;  Credibilidade das informações apresentadas; Periodicamente, deve-se fazer uma análise se o rendimento da ferramenta escolhida continua o mesmo. Isso poderá ser definido de forma contratual com a empresa responsável pelo software. Os relatórios de Monitoramento de Redes Sociais do Portal da Participação Social deverão ser compartilhados com todos da Secretaria-Geral da Presidência da República. A periodicidade poderá ser semanal e mensal. Também é recomendável a inclusão de alertas diários, caso necessário. Desta forma os impactos das ações tanto do Governo Federal quanto da sociedade civil poderão ser analisados frequentemente. A pauta do Portal será definida com, entre outras prioridades, nos temas identificados pelo Monitoramento.
  • 50. 50 BIBLIOGRAFIA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DAS AGÊNCIAS DIGITAIS. Brasília 50 anos. Disponível em: http://www.apadi.com.br/noticias/brasilia-50-anos/ Acesso em: 21 jul. 2014. AMARAL, Adriana. Netnografia como aporte metodológico da pesquisa em Comunicação Digital. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/viewFile/4829/3687.Acessado Acesso em: 13 jul. 2014. BANKS, Alex. Brasil Digital Future in Focus 2014. Disponível em: https://www.comscore.com/por/Insights/Presentations-and-Whitepapers/2014/2014-Brazil-Digital- Future-in-Focus-Webinar Acesso em: 22 mai. 2014. BARRIO, Angel-B. Espina. Manual de Antropologia Cultural. Disponível em: http://www.ufpe.br/antropologia/images/documentos/publicacoes/antropologia/manual_de_antro pologia_cultural_massangana.pdf Acesso em: 13 jul. 2014. COSTA, Ana Célia. A história das redes sociais. Disponível em: http://ideas.scup.com/pt/suas-ideias/ a-historia-das-redes-sociais/ Acesso em 28 abril. 2014. COSTA, Ana Célia. Usos do monitoramento: etnografia digital e política. Disponível em: http://ideas.scup.com/pt/suas-ideias/usos-do-monitoramento-de-midias-sociais-etnografia-digital-e-politica/ Acesso em: 21 mar. 2014. DOBERSTEIN, Arnoldo W. O Egito antigo. Disponível em: http://www.pucrs.br/edipucrs/oegitoantigo.pdf Acesso em: 14 jul. 2014. JUNIOR, Norval Baitello. Os meios da incomunicação. Disponível em: http://bit.ly/1A2IoW5 Acesso em: 13 jul. 2014. MELO, Patrícia Bandeira de. Um passeio pela História da Imprensa: O espaço público dos grunhidos ao ciberespaço. Disponível em: http://www.fundaj.gov.br/geral/artigo_passeio_historia_imprensa.pdf Acesso em: 11 jul. 2014. MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES. Programa Nacional de Banda Larga. Disponível em: http://www.mc.gov.br/programa-nacional-de-banda-larga-pnbl Acesso em 21 jul. 2014.
  • 51. PERLES, João Batista. Comunicação: conceitos, fundamentos e história. Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/perles-joao-comunicacao-conceitos-fundamentos-historia.pdf Acesso em: 13 jul. 2014. RODRIGUES, José Carlos. Antropologia e Comunicação: princípios radicais. Disponível em: http://www.editora.vrc.puc-rio.br/docs/ebook_antropologia_comunicacao.pdf Acesso em: 14 jul. 2014. TALKWALKER. Teste de Monitoramento. Disponível em: http://www.talkwalker.com/app/project/c7b73dfd-933f-44e7-b8a6- f3bc3b12500a/cache/export_Mynewproject_zPd7EMyV.pdf Acesso em: 22 jul. 2014. 51
  • 52. 52 ÍNDICE DE FIGURAS Figura Evolução da comunicação do humano.......................................................................4 Figura A escrita por meio de imagens...................................................................................5 Figura Hieróglifo.....................................................................................................................6 Figura Escribas trabalhando...................................................................................................7 Figura Divisões da Antropologia............................................................................................8 Figura Banda Larga Popular...................................................................................................13 Figura PNBL............................................................................................................................14 Figura Canais mais acessados 2014.......................................................................................15 Figura Twitter TopGyn...........................................................................................................20 Figura Facebook.....................................................................................................................20 Figura Twitter da Ass Br de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação...21 Figura Facebook.....................................................................................................................21 Figura Facebook.....................................................................................................................21 Figura Exemplo de post capturado pela ferramenta............................................................23 Figura Ranking de ativadores do total de menções capturadas...........................................24 Figura Ranking de ativadores no Facebook...........................................................................27 Figura Ranking de Blogs ativadores sobre o assunto............................................................27 Figura Principais termos capturados pela ferramenta.........................................................28 Figura Gênero das pessoas que fizeram publicações...........................................................29
  • 53. 53 Figura Exemplo do único tweet encontrado usando a hashtag #ParticipaBR.....................29 Figura Ranking dos usuários que mais publicaram o termo “Participação Social”........................29 Figura Principais termos capturados pela ferramenta.........................................................33
  • 54. 54 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico de menções analisadas pelo Scup....................................................23 Gráfico de resultados de buscas...................................................................24 Gráfico de menções por rede.......................................................................25 Gráfico de menções por rede em porcentagem..........................................25 Gráfico de menções por rede em porcentagem..........................................25 Gráfico de continentes de onde teriam sido publicadas as menções.........27 Gráfico de acessos da home comparando com a comunidade Comigrar..38 Gráfico de acessos da home do Participa e de algumas comunidades.......39
  • 55. 55 ÍNDICE DE MAPAS Mapa das publicações de acordo com as redes sociais capturadas..........................33 Mapa das menções de acordo com o sentimento classificado.................................33
  • 56. 56 ANEXO Planejamento de Monitoramento do Participa 1° Qual o principal objetivo do Monitoramento? Obter insigths para aprimorar o planejamento continuamente e obter feedbacks das ações que já estão sendo realizadas. 2° Quais as redes que serão monitoradas? Facebook, Twitter, Google Plus e Instagram. 3°Quais as palavras-chaves? “segurança digital”; “Marco Civil”; “#NeutralidadeDaRede”; “#MarcoCivilJá”; “Mobilidade Urbana”; “Médicos estrangeiros”; “Médicos Cubanos”; “#MaisMédicos”; “política AND educação”. “#ParticipaçãoSocial”; “Secretaria Geral da Presidência da República”; “#ParticipaBR” 4° Quais as principais tags?  Cidadão Norte; Cidadão Nordeste; Cidadão Centro-Oeste; Cidadão Sul; Cidadão Sudeste;  Imprensa Norte; Imprensa Nordeste; Imprensa Centro-Oeste; Imprensa Sul; Imprensa Sudeste;  Governo Norte; Governo Nordeste; Governo Centro-Oeste; Governo Sul; Governo Sudeste;  Movimentos Norte; Movimentos Nordeste; Movimento Centro-Oeste; Movimento Sul; Movimento Sudeste;  Militantes oposicionistas  Militantes do governo Ao classificarmos as menções com estas “personas” poderemos ter um termômetro se estamos “conversando com nós mesmos” ou se estamos conseguindo extrapolar as barreiras. 5° Qual ferramenta paga será usada? Scup (pelos motivos já apresentados no documento). 6° Quais ferramentas gratuitas poderão ser usadas?
  • 57.  Hootsuite - podemos criar colunas para todas as hashtags, usuários e termos que queremos monitorar; Também podemos integrar os perfis do Twitter, Facebook e Google Plus para publicações; 57  Seekr Search- Faz busca de termos no Twitter e Facebook.  Social Mention - Também faz busca de termos semelhante ao Seekr Search no Twitter e Facebook.  Tagboard - Faz busca por tags no Twitter, Google Plus, Instagram e Facebook.  Tweetreach - Análise potencial de alcance de termos, frases, links e hashtags. Também podemos identificar os principais influenciadores sobre determinado assunto, mas com limite de tempo.  HashTracking e Tweet Binder- fazem o mesmo serviço que o Tweetreach e são opções para o dia em que a ferramenta der bug.  Buzzsumo - analisa perfis de influenciadores sobre determinado assunto (com dados sobre relevância, pagerank e número de seguidores).  Followerwonk - analisa um perfil específico no Twitter (tempo de existência, relevância na rede, quem são seus seguidores, geolocalização e gênero de sua rede) 7° Quais métricas serão usadas: Visitas no site; Visitantes únicos; Número de fãs da Página do Participa no Facebook; Número de usuários na Página do Participa no Google Plus; Número de seguidores no Twitter; Número de seguidores no Instagram; Número de inscritos no Youtube; 8° KPI do Participa (Objetivos a partir das métricas) Número de usuários no Participa: Número de comunidades no Participa: Índice de engajamento nos posts do Facebook; Potencial de alcance de usuários no Twitter (Ex: 100 mil usuários = baixo; 500 mil usuários = médio; um milhão de usuários = alto) Número menções classificadas diariamente; Número de discussões que efetivamente se tornam projetos de políticas públicas; Quantidade de Newsletter enviadas por mês; 8° Qual metodologia será usada? Monitoramento diário para envio de alertas e pautas para o conteúdo do Participa. Nos primeiros meses pode-se fazer a produção de relatórios diários (Dashboard com informações objetivas sobre o desempenho no dia) e semanais (consolidado com mais informações). Os alertas diários serão enviados para a toda equipe da SG/PR e Gabinete Digital.