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C´alculo III
Departamento de Matem´atica - ICEx - UFMG
Marcelo Terra Cunha
Campos Vetoriais e Integrais de Linha
Um segundo objeto de interesse do C´alculo Vetorial s˜ao os campos de
vetores, que surgem principalmente na hidrodinˆamica e no eletromagnetismo.
Os principais teoremas do c´alculo vetorial envolvem campos, alguma no¸c˜ao
de derivada e algum tipo de integra¸c˜ao, podendo ser considerados irm˜aos do
Teorema Fundamental do C´alculo. Na aula de hoje j´a veremos um desses
casos.
9.1 Campos Vetoriais
Se U ⊂ Rm
, uma fun¸c˜ao F : U → Rn
´e dita um campo vetorial. Na
maioria dos exemplos, m = n. A intui¸c˜ao f´ısica pode ser criada pensando
em um fluxo. Considere, por exemplo, um rio que corre suavemente, sem
muitas varia¸c˜oes temporais (o tempo tamb´em pode ser considerado como
uma vari´avel do dom´ınio, mas deixe isso para um segundo pensamento):
para cada ponto deste rio, podemos considerar um vetor velocidade para
a part´ıcula que ocupa aquele ponto. Isso vai definir um campo de vetores
(n = 3, se considerarmos que o rio tem profundidade e que a ´agua pode subir
e descer), definido na regi˜ao U que corresponde ao rio em quest˜ao.
Outros exemplos tamb´em podem ser considerados. O campo el´etrico
gerado por uma distribui¸c˜ao de cargas; o campo gravitacional de uma dis-
tribui¸c˜ao de mat´eria (em f´ısica newtoniana); o campo de velocidades para
part´ıculas atmosf´ericas (essencial para a meteorologia, e an´alogo ao exemplo
do rio, no par´agrafo anterior).
H´a um exemplo de outra coisa, que tamb´em deve ser entendido: se pen-
sarmos na temperatura atmosf´erica como fun¸c˜ao da posi¸c˜ao, n˜ao teremos um
campo vetorial, pelo simples fato de a temperatura n˜ao ser um vetor. Em
alguns contextos, ´e comum dizer que este ´e um campo escalar. Do mesmo
modo, se pensarmos no potencial el´etrico gerado por uma distribui¸c˜ao de
cargas, ou no potencial gravitacional de uma distribui¸c˜ao de mat´eria, tere-
mos exemplos de campos escalares. E qual a rela¸c˜ao deles com os campos
vetoriais?
1
Assim como fizemos com as curvas, campos vetoriais podem ser decom-
postos em coordenadas (usamos n = 3, mas vocˆe pode pensar em n ar-
bitr´ario):
F (x, y, z) = Fx (x, y, z) i + Fy (x, y, z) j + Fz (x, y, z) k.
O campo F ser´a cont´ınuo (em p = (xo, yo, zo)) se, e s´o se, seus componentes
forem cont´ınuos (em p). Do mesmo modo, o campo F ´e diferenci´avel (em p)
se, e s´o se, seus componentes s˜ao fun¸c˜oes diferenci´aveis (em p).
Vocˆe se lembra que, para uma fun¸c˜ao f : U → R, diferenci´avel, vocˆe
podia definir o vetor gradiente desta fun¸c˜ao (em cada ponto):
f =
∂f
∂x
,
∂f
∂y
,
∂f
∂z
.
A´ı est´a a rela¸c˜ao entre os campos escalares que citamos acima e os campos ve-
toriais: dado um campo escalar diferenci´avel, seu gradiente define um campo
vetorial. Em particular1
, o gradiente do potencial el´etrico determina o campo
el´etrico, o gradiente do potencial gravitacional determinar o campo gravita-
cional, e, em um regime estacion´ario2
, o gradiente do campo de temperaturas
determina o campo de velocidades.
Todos esses exemplos, e a lembran¸ca que o caso interessante mais simples
j´a trata de fun¸c˜oes de R2
em R2
, deve deixar claro porque, normalmente, a
representa¸c˜ao gr´afica de um campo de vetores se faz colocando em cada ponto
do dom´ınio um vetor que representa o campo naquele ponto. Claro que tal
representa¸c˜ao ´e sempre feita por uma amostragem, sendo imposs´ıvel repre-
sentar o campo em todos os pontos. Claro, tamb´em, que se essa amostragem
n˜ao for significativa, muitos erros de interpreta¸c˜ao podem acontecer. Para
que fique claro, pense no significado do campo (cos (πx) , sen (πy)) e fa¸ca
uma representa¸c˜ao gr´afica usando apenas pontos com coordenadas inteiras.
1
Lembre que em f´ısica se inclui o sinal de menos na defini¸c˜ao, apenas para que o campo
em quest˜ao aponte “do maior para o menor”. ´E apenas uma conven¸c˜ao, bastante natural,
e que n˜ao deve gerar confus˜ao.
2
Em problemas meteorol´ogicos de verdade nunca se est´a em um regime estacion´ario,
assim outros efeitos entram em jogo e este gradiente de temperatura “apenas” influencia
fortemente na defini¸c˜ao do campo de velocidades, mas n˜ao de maneira exclusiva. Mas n˜ao
custa lembrar que tamb´em o potencial el´etrico s´o determina o campo el´etrico em regime
estacion´ario; do contr´ario, o “potencial vetor” A tamb´em desempenha um papel. Veja as
equa¸c˜oes de Maxwell em algum livro, ou na camisa de algum colega.
2
9.1.1 Campos Conservativos
O importante exemplo dos campos gradientes j´a foi apresentado acima. Por
enquanto, queremos apenas incluir a informa¸c˜ao que eles s˜ao chamados campo
conservativos. Assim, um campo F ´e conservativo quando existe uma fun¸c˜ao
φ (chamada um potencial para este campo)3
tal que
F = φ.
Para que o significado desta defini¸c˜ao fique mais claro, precisamos passar `as
integrais de linha.
9.2 Integral de Linha
Como j´a dissemos, h´a v´arios contextos para calcular integrais de linha. J´a
apresentamos alguns deles, como o c´alculo do comprimento do arco, ou da
integral de uma fun¸c˜ao escalar definida ao longo da curva. Agora temos uma
situa¸c˜ao diferente, com um campo de vetores definido ao longo da curva.
Portanto, devemos agora considerar γ uma curva em U, a regi˜ao onde est´a
definido o campo (γ : [a, b] → U). Poder´ıamos pensar em algumas id´eias do
que fazer com um campo e uma curva, mas h´a um caso com interpreta¸c˜ao
natural a partir dos exemplos estudados. Se consideramos agora um campo
de for¸cas (ou seja, uma carga de prova no campo el´etrico, ou uma massa
sujeita ao campo gravitacional...), ´e natural calcularmos o trabalho deste
campo de for¸ca quando a part´ıcula percorre a trajet´oria parametrizada por γ.
Assim, se para um deslocamento retil´ıneo e uma for¸ca constante, o trabalho
era dado por F ·∆s, agora usamos a no¸c˜ao usual de “quebrar em pedacinhos”
(lembre das somas de Riemann, sempre), calcular para cada pedacinho e
somar. Com essa intui¸c˜ao, vem a defini¸c˜ao da integral de linha do campo F
ao longo da curva γ:
γ
F · dr =
b
a
F (γ (t)) · γ (t) dt. (9.1)
Mais uma vez, a defini¸c˜ao foi feita fazendo uso de uma parametriza¸c˜ao es-
pec´ıfica da curva. Mas pode-se mostrar que a integral de linha definida em
(9.1) depende apenas do campo, do tra¸co da curva e de sua orienta¸c˜ao (i.e.
3
Reveja a nota de rodap´e 1.
3
se percorrida de γ (a) a γ (b) ou vice-versa). Com efeito, usando o mesmo ds
do comprimento de arco, temos que
γ
F · dr =
γ
F · T ds,
e como na aula anterior j´a mostramos que a integral de linha de uma fun¸c˜ao
escalar n˜ao depende da parametriza¸c˜ao, segue a independˆencia afirmada.
Tamb´em deve ser claro porque l´a a integral n˜ao dependia da orienta¸c˜ao e
aqui depende: o vetor T depende desta orienta¸c˜ao. Caso percorramos a
curva no sentido contr´ario, obteremos o resultado com o sinal negativo, da
mesma forma que as integrais definidas do c´alculo I, quando invert´ıamos os
limites de integra¸c˜ao.
Por outro lado, deve ficar claro o significado na (9.1) do novo elemento de
integra¸c˜ao introduzido: dr = T ds, ou seja, um elemento de linha vetorial,
que naturalmente aponta na dire¸c˜ao tangente `a curva orientada, e tem seu
comprimento dado pelo comprimento de arco, j´a discutido.
Agora passemos ao importante caso dos campos conservativos, com F =
φ:
γ
F · dr =
γ
φ · dr =
b
a
φ (γ (t)) · γ (t) dt
=
b
a
d
dt
φ (γ (t)) dt = φ (γ (b)) − φ (γ (a)) ,
onde s´o foi usada a regra da cadeia para fun¸c˜oes de v´arias vari´aveis, estu-
dada no c´alculo II. Esta conta ´e de simples interpreta¸c˜ao e de profundas
conseq¨uˆencias: a interpreta¸c˜ao ´e que ao calcular a integral de linha de um
campo gradiente, estamos somando pequenas varia¸c˜oes de um campo que
´e obtido como varia¸c˜ao de uma fun¸c˜ao potencial. Assim, o que fazemos ´e
obter a varia¸c˜ao total desta fun¸c˜ao. A conseq¨uˆencia ´e que a integral de linha
de um campo conservativo n˜ao depende do caminho escolhido entre dois
pontos! Apenas dos pontos inicial e final. Da´ı a no¸c˜ao de conserva¸c˜ao: o
trabalho realizado est´a sendo passado a uma energia potencial, que, caso a
part´ıcula volte `a posi¸c˜ao de onde come¸cou4
, ser´a toda devolvida `a part´ıcula.
Em particular, se o ponto inicial e final coincidirem, a integral de um campo
conservativo deve se anular.
4
Independente do caminho realizado.
4
9.3 Como saber se um campo ´e conservativo
Claramente os campos conservativos s˜ao interessantes. Mas dado F, como
saber se existe um potencial para ele? Em outras palavras, como saber se
ele ´e conservativo?
O interessante da resposta a esta quest˜ao ´e que ela involve dois aspectos:
um local e um global. Em matem´atica, uma quest˜ao ´e local quando depende
apenas da vizinhan¸ca de um ponto, e um aspecto ´e global quando depende de
todo o dom´ınio. Em particular, derivadas s˜ao propriedades locais, enquanto
integrais s˜ao globais.
9.3.1 Restri¸c˜ao ao plano
Nesta discuss˜ao vamos considerar U ⊂ R2
e F : U → R2
. A mesma quest˜ao
ser´a retomada na quarta parte do curso para n = 3.
Vale notar que se existe um potencial φ para F e este ´e uma fun¸c˜ao bem
comportada, teremos o teorema de Schwartz a nos dizer que
∂2
∂x∂y
φ =
∂2
∂y∂x
φ.
Mas se
F =
∂φ
∂x
,
∂φ
∂y
,
teremos
∂
∂x
Fy =
∂
∂y
Fx. (9.2)
Portanto, conclu´ımos que se F ´e um campo conservativo em uma regi˜ao do
plano, com um potencial bem comportado5
, necessariamente vale a equa¸c˜ao
(9.2). Mas ser´a que todo campo com esta propriedade ´e conservativo? A´ı
entra o aspecto global! A condi¸c˜ao obtida aqui, por s´o envolver derivadas, ´e
uma condi¸c˜ao local. Ela nos diz, ent˜ao, que em uma pequena vizinhan¸ca de
cada ponto onde est´a definido o plano, poder´ıamos sim escrever uma fun¸c˜ao
potencial para ele. A pergunta que resiste ´e se podemos escrever uma ´unica
fun¸c˜ao potencial para toda a regi˜ao U onde o campo est´a definido. De outro
modo, se podemos “colar” os potencial definidos localmente, de modo a obter
um potencial global.
5
Segundas derivadas cont´ınuas.
5
O contra-exemplo cl´assico ´e o campo
F (x, y) =
−y
x2 + y2
,
x
x2 + y2
, (9.3)
onde temos
∂
∂x
Fy =
1
x2 + y2
− x
2x
(x2 + y2)2 =
x2
+ y2
− 2x2
(x2 + y2)2 =
y2
− x2
(x2 + y2)2 ,
∂
∂y
Fx =
−1
x2 + y2
+ y
2y
(x2 + y2)2 =
− (x2
+ y2
) + 2y2
(x2 + y2)2 =
y2
− x2
(x2 + y2)2 ,
e, portanto, a eq. (9.2) ´e obedecida. Por´em, se escolhemos o c´ırculo unit´ario
como curva para fazer a integral, com a paramtriza¸c˜ao dada por
c (t) = (cos t, sen t) t ∈ [0, 2π] ,
teremos
c
F · dr =
2π
0
(− sen t, cos t) · (− sen t, cos t) dt = 2π.
Por um lado, o resultado da integra¸c˜ao deve ser simples: o campo em quest˜ao
coincide com o vetor tangente unit´ario da circunferˆencia6
, portanto a integral
coincide com o comprimento do arco. Por outro, temos o interessante resul-
tado que, embora o campo F obede¸ca `a eq.(9.2), sua integral de linha em um
caminho fechado n˜ao ´e nula, e, portanto, n˜ao temos um campo conservativo
e n˜ao teremos um potencial globalmente definido. De fato, se trabalh´assemos
em algumas regi˜oes menores do que o dom´ınio deste campo (o plano menos a
origem), poder´ıamos definir um potencial, e portanto restri¸c˜oes deste campo
poderiam ser consideradas conservativas.
´e interessante notar que todo o problema que aqui surge vem do fato do
caminho escolhido dar “uma volta” em torno do ponto onde o campo n˜ao
est´a definido. Invertendo o ponto de vista, vemos que a integral de linha aqui
utilizada “percebeu” que deu uma volta em torno de um ponto espec´ıfico,
mesmo sem ter passado por ele. Essa ´e uma rela¸c˜ao entre os dom´ınios do
6
Algu´em mais atento j´a pode ter percebido que o campo da eq.(9.3) ´e uma vers˜ao para
o plano do campo magn´etico gerado por uma corrente uniforme concentrada no eixo z.
Isso n˜ao ´e mera coincidˆencia.
6
plano e os poss´ıveis campos diferenci´aveis definidos nestas regi˜oes (e ainda, os
poss´ıveis valores de integrais de linhas definidas em caminhos fechados nestes
dom´ınios), um ramo de estudo da matem´atica chamado topologia diferencial,
onde h´a esta coexistˆencia entre aspectos globais (que tipicamente interessam
`a topologia) e aspectos locais (derivadas).
7

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Campos Vetoriais

  • 1. C´alculo III Departamento de Matem´atica - ICEx - UFMG Marcelo Terra Cunha Campos Vetoriais e Integrais de Linha Um segundo objeto de interesse do C´alculo Vetorial s˜ao os campos de vetores, que surgem principalmente na hidrodinˆamica e no eletromagnetismo. Os principais teoremas do c´alculo vetorial envolvem campos, alguma no¸c˜ao de derivada e algum tipo de integra¸c˜ao, podendo ser considerados irm˜aos do Teorema Fundamental do C´alculo. Na aula de hoje j´a veremos um desses casos. 9.1 Campos Vetoriais Se U ⊂ Rm , uma fun¸c˜ao F : U → Rn ´e dita um campo vetorial. Na maioria dos exemplos, m = n. A intui¸c˜ao f´ısica pode ser criada pensando em um fluxo. Considere, por exemplo, um rio que corre suavemente, sem muitas varia¸c˜oes temporais (o tempo tamb´em pode ser considerado como uma vari´avel do dom´ınio, mas deixe isso para um segundo pensamento): para cada ponto deste rio, podemos considerar um vetor velocidade para a part´ıcula que ocupa aquele ponto. Isso vai definir um campo de vetores (n = 3, se considerarmos que o rio tem profundidade e que a ´agua pode subir e descer), definido na regi˜ao U que corresponde ao rio em quest˜ao. Outros exemplos tamb´em podem ser considerados. O campo el´etrico gerado por uma distribui¸c˜ao de cargas; o campo gravitacional de uma dis- tribui¸c˜ao de mat´eria (em f´ısica newtoniana); o campo de velocidades para part´ıculas atmosf´ericas (essencial para a meteorologia, e an´alogo ao exemplo do rio, no par´agrafo anterior). H´a um exemplo de outra coisa, que tamb´em deve ser entendido: se pen- sarmos na temperatura atmosf´erica como fun¸c˜ao da posi¸c˜ao, n˜ao teremos um campo vetorial, pelo simples fato de a temperatura n˜ao ser um vetor. Em alguns contextos, ´e comum dizer que este ´e um campo escalar. Do mesmo modo, se pensarmos no potencial el´etrico gerado por uma distribui¸c˜ao de cargas, ou no potencial gravitacional de uma distribui¸c˜ao de mat´eria, tere- mos exemplos de campos escalares. E qual a rela¸c˜ao deles com os campos vetoriais? 1
  • 2. Assim como fizemos com as curvas, campos vetoriais podem ser decom- postos em coordenadas (usamos n = 3, mas vocˆe pode pensar em n ar- bitr´ario): F (x, y, z) = Fx (x, y, z) i + Fy (x, y, z) j + Fz (x, y, z) k. O campo F ser´a cont´ınuo (em p = (xo, yo, zo)) se, e s´o se, seus componentes forem cont´ınuos (em p). Do mesmo modo, o campo F ´e diferenci´avel (em p) se, e s´o se, seus componentes s˜ao fun¸c˜oes diferenci´aveis (em p). Vocˆe se lembra que, para uma fun¸c˜ao f : U → R, diferenci´avel, vocˆe podia definir o vetor gradiente desta fun¸c˜ao (em cada ponto): f = ∂f ∂x , ∂f ∂y , ∂f ∂z . A´ı est´a a rela¸c˜ao entre os campos escalares que citamos acima e os campos ve- toriais: dado um campo escalar diferenci´avel, seu gradiente define um campo vetorial. Em particular1 , o gradiente do potencial el´etrico determina o campo el´etrico, o gradiente do potencial gravitacional determinar o campo gravita- cional, e, em um regime estacion´ario2 , o gradiente do campo de temperaturas determina o campo de velocidades. Todos esses exemplos, e a lembran¸ca que o caso interessante mais simples j´a trata de fun¸c˜oes de R2 em R2 , deve deixar claro porque, normalmente, a representa¸c˜ao gr´afica de um campo de vetores se faz colocando em cada ponto do dom´ınio um vetor que representa o campo naquele ponto. Claro que tal representa¸c˜ao ´e sempre feita por uma amostragem, sendo imposs´ıvel repre- sentar o campo em todos os pontos. Claro, tamb´em, que se essa amostragem n˜ao for significativa, muitos erros de interpreta¸c˜ao podem acontecer. Para que fique claro, pense no significado do campo (cos (πx) , sen (πy)) e fa¸ca uma representa¸c˜ao gr´afica usando apenas pontos com coordenadas inteiras. 1 Lembre que em f´ısica se inclui o sinal de menos na defini¸c˜ao, apenas para que o campo em quest˜ao aponte “do maior para o menor”. ´E apenas uma conven¸c˜ao, bastante natural, e que n˜ao deve gerar confus˜ao. 2 Em problemas meteorol´ogicos de verdade nunca se est´a em um regime estacion´ario, assim outros efeitos entram em jogo e este gradiente de temperatura “apenas” influencia fortemente na defini¸c˜ao do campo de velocidades, mas n˜ao de maneira exclusiva. Mas n˜ao custa lembrar que tamb´em o potencial el´etrico s´o determina o campo el´etrico em regime estacion´ario; do contr´ario, o “potencial vetor” A tamb´em desempenha um papel. Veja as equa¸c˜oes de Maxwell em algum livro, ou na camisa de algum colega. 2
  • 3. 9.1.1 Campos Conservativos O importante exemplo dos campos gradientes j´a foi apresentado acima. Por enquanto, queremos apenas incluir a informa¸c˜ao que eles s˜ao chamados campo conservativos. Assim, um campo F ´e conservativo quando existe uma fun¸c˜ao φ (chamada um potencial para este campo)3 tal que F = φ. Para que o significado desta defini¸c˜ao fique mais claro, precisamos passar `as integrais de linha. 9.2 Integral de Linha Como j´a dissemos, h´a v´arios contextos para calcular integrais de linha. J´a apresentamos alguns deles, como o c´alculo do comprimento do arco, ou da integral de uma fun¸c˜ao escalar definida ao longo da curva. Agora temos uma situa¸c˜ao diferente, com um campo de vetores definido ao longo da curva. Portanto, devemos agora considerar γ uma curva em U, a regi˜ao onde est´a definido o campo (γ : [a, b] → U). Poder´ıamos pensar em algumas id´eias do que fazer com um campo e uma curva, mas h´a um caso com interpreta¸c˜ao natural a partir dos exemplos estudados. Se consideramos agora um campo de for¸cas (ou seja, uma carga de prova no campo el´etrico, ou uma massa sujeita ao campo gravitacional...), ´e natural calcularmos o trabalho deste campo de for¸ca quando a part´ıcula percorre a trajet´oria parametrizada por γ. Assim, se para um deslocamento retil´ıneo e uma for¸ca constante, o trabalho era dado por F ·∆s, agora usamos a no¸c˜ao usual de “quebrar em pedacinhos” (lembre das somas de Riemann, sempre), calcular para cada pedacinho e somar. Com essa intui¸c˜ao, vem a defini¸c˜ao da integral de linha do campo F ao longo da curva γ: γ F · dr = b a F (γ (t)) · γ (t) dt. (9.1) Mais uma vez, a defini¸c˜ao foi feita fazendo uso de uma parametriza¸c˜ao es- pec´ıfica da curva. Mas pode-se mostrar que a integral de linha definida em (9.1) depende apenas do campo, do tra¸co da curva e de sua orienta¸c˜ao (i.e. 3 Reveja a nota de rodap´e 1. 3
  • 4. se percorrida de γ (a) a γ (b) ou vice-versa). Com efeito, usando o mesmo ds do comprimento de arco, temos que γ F · dr = γ F · T ds, e como na aula anterior j´a mostramos que a integral de linha de uma fun¸c˜ao escalar n˜ao depende da parametriza¸c˜ao, segue a independˆencia afirmada. Tamb´em deve ser claro porque l´a a integral n˜ao dependia da orienta¸c˜ao e aqui depende: o vetor T depende desta orienta¸c˜ao. Caso percorramos a curva no sentido contr´ario, obteremos o resultado com o sinal negativo, da mesma forma que as integrais definidas do c´alculo I, quando invert´ıamos os limites de integra¸c˜ao. Por outro lado, deve ficar claro o significado na (9.1) do novo elemento de integra¸c˜ao introduzido: dr = T ds, ou seja, um elemento de linha vetorial, que naturalmente aponta na dire¸c˜ao tangente `a curva orientada, e tem seu comprimento dado pelo comprimento de arco, j´a discutido. Agora passemos ao importante caso dos campos conservativos, com F = φ: γ F · dr = γ φ · dr = b a φ (γ (t)) · γ (t) dt = b a d dt φ (γ (t)) dt = φ (γ (b)) − φ (γ (a)) , onde s´o foi usada a regra da cadeia para fun¸c˜oes de v´arias vari´aveis, estu- dada no c´alculo II. Esta conta ´e de simples interpreta¸c˜ao e de profundas conseq¨uˆencias: a interpreta¸c˜ao ´e que ao calcular a integral de linha de um campo gradiente, estamos somando pequenas varia¸c˜oes de um campo que ´e obtido como varia¸c˜ao de uma fun¸c˜ao potencial. Assim, o que fazemos ´e obter a varia¸c˜ao total desta fun¸c˜ao. A conseq¨uˆencia ´e que a integral de linha de um campo conservativo n˜ao depende do caminho escolhido entre dois pontos! Apenas dos pontos inicial e final. Da´ı a no¸c˜ao de conserva¸c˜ao: o trabalho realizado est´a sendo passado a uma energia potencial, que, caso a part´ıcula volte `a posi¸c˜ao de onde come¸cou4 , ser´a toda devolvida `a part´ıcula. Em particular, se o ponto inicial e final coincidirem, a integral de um campo conservativo deve se anular. 4 Independente do caminho realizado. 4
  • 5. 9.3 Como saber se um campo ´e conservativo Claramente os campos conservativos s˜ao interessantes. Mas dado F, como saber se existe um potencial para ele? Em outras palavras, como saber se ele ´e conservativo? O interessante da resposta a esta quest˜ao ´e que ela involve dois aspectos: um local e um global. Em matem´atica, uma quest˜ao ´e local quando depende apenas da vizinhan¸ca de um ponto, e um aspecto ´e global quando depende de todo o dom´ınio. Em particular, derivadas s˜ao propriedades locais, enquanto integrais s˜ao globais. 9.3.1 Restri¸c˜ao ao plano Nesta discuss˜ao vamos considerar U ⊂ R2 e F : U → R2 . A mesma quest˜ao ser´a retomada na quarta parte do curso para n = 3. Vale notar que se existe um potencial φ para F e este ´e uma fun¸c˜ao bem comportada, teremos o teorema de Schwartz a nos dizer que ∂2 ∂x∂y φ = ∂2 ∂y∂x φ. Mas se F = ∂φ ∂x , ∂φ ∂y , teremos ∂ ∂x Fy = ∂ ∂y Fx. (9.2) Portanto, conclu´ımos que se F ´e um campo conservativo em uma regi˜ao do plano, com um potencial bem comportado5 , necessariamente vale a equa¸c˜ao (9.2). Mas ser´a que todo campo com esta propriedade ´e conservativo? A´ı entra o aspecto global! A condi¸c˜ao obtida aqui, por s´o envolver derivadas, ´e uma condi¸c˜ao local. Ela nos diz, ent˜ao, que em uma pequena vizinhan¸ca de cada ponto onde est´a definido o plano, poder´ıamos sim escrever uma fun¸c˜ao potencial para ele. A pergunta que resiste ´e se podemos escrever uma ´unica fun¸c˜ao potencial para toda a regi˜ao U onde o campo est´a definido. De outro modo, se podemos “colar” os potencial definidos localmente, de modo a obter um potencial global. 5 Segundas derivadas cont´ınuas. 5
  • 6. O contra-exemplo cl´assico ´e o campo F (x, y) = −y x2 + y2 , x x2 + y2 , (9.3) onde temos ∂ ∂x Fy = 1 x2 + y2 − x 2x (x2 + y2)2 = x2 + y2 − 2x2 (x2 + y2)2 = y2 − x2 (x2 + y2)2 , ∂ ∂y Fx = −1 x2 + y2 + y 2y (x2 + y2)2 = − (x2 + y2 ) + 2y2 (x2 + y2)2 = y2 − x2 (x2 + y2)2 , e, portanto, a eq. (9.2) ´e obedecida. Por´em, se escolhemos o c´ırculo unit´ario como curva para fazer a integral, com a paramtriza¸c˜ao dada por c (t) = (cos t, sen t) t ∈ [0, 2π] , teremos c F · dr = 2π 0 (− sen t, cos t) · (− sen t, cos t) dt = 2π. Por um lado, o resultado da integra¸c˜ao deve ser simples: o campo em quest˜ao coincide com o vetor tangente unit´ario da circunferˆencia6 , portanto a integral coincide com o comprimento do arco. Por outro, temos o interessante resul- tado que, embora o campo F obede¸ca `a eq.(9.2), sua integral de linha em um caminho fechado n˜ao ´e nula, e, portanto, n˜ao temos um campo conservativo e n˜ao teremos um potencial globalmente definido. De fato, se trabalh´assemos em algumas regi˜oes menores do que o dom´ınio deste campo (o plano menos a origem), poder´ıamos definir um potencial, e portanto restri¸c˜oes deste campo poderiam ser consideradas conservativas. ´e interessante notar que todo o problema que aqui surge vem do fato do caminho escolhido dar “uma volta” em torno do ponto onde o campo n˜ao est´a definido. Invertendo o ponto de vista, vemos que a integral de linha aqui utilizada “percebeu” que deu uma volta em torno de um ponto espec´ıfico, mesmo sem ter passado por ele. Essa ´e uma rela¸c˜ao entre os dom´ınios do 6 Algu´em mais atento j´a pode ter percebido que o campo da eq.(9.3) ´e uma vers˜ao para o plano do campo magn´etico gerado por uma corrente uniforme concentrada no eixo z. Isso n˜ao ´e mera coincidˆencia. 6
  • 7. plano e os poss´ıveis campos diferenci´aveis definidos nestas regi˜oes (e ainda, os poss´ıveis valores de integrais de linhas definidas em caminhos fechados nestes dom´ınios), um ramo de estudo da matem´atica chamado topologia diferencial, onde h´a esta coexistˆencia entre aspectos globais (que tipicamente interessam `a topologia) e aspectos locais (derivadas). 7