SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 55
Baixar para ler offline
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte de rocha
a céu aberto
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte de rocha em bancadas
• Para o bom andamento de um serviço de escavação de rocha, é
necessário projetar e preparar no campo as denominadas frentes
livres de escavação
– Bem projetadas e implantadas logo ao início dos serviços, para obter os
melhores resultados nas operações de perfuração, detonação, carga e
transporte da rocha detonada
• A melhor solução é subdividir o perfil topográfico do maciço a escavar
em níveis ou praças de serviço
– O primeiro nível deve estar próximo da cota mais alta do projeto de
escavação ou plano de lavra
– Os níveis seguintes serão implantados de forma descendente, mantendo-
se a mesma altura (desnível) entre as praças
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte de rocha em bancadas
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
• A altura entre os bancos - - é estabelecida
conforme as condições geológicas – geomecânicas
do maciço e os volumes a desmontar
Desmonte de rocha em bancadas
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
• Uma bancada é definida por três planos de corte
dois horizontais e um vertical ou subvertical:
– Plano horizontal superior - topo da bancada
– Plano inferior - pé da bancada
– Plano vertical - face da bancada, ou frente livre de
detonação
Este planejamento para as escavações de rocha a céu aberto é
denominado desmonte em bancadas. É muito utilizado em obras
de grande vulto e principalmente nas minerações, onde grandes
volumes de rocha são escavados diariamente
Desmonte de rocha em bancadas
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte de rocha em bancadas
• Altura das bancadas - até 20 m
– Normalmente entre 8 m e 15 m, por questões de
segurança e facilidade de adaptação a diversos tipos de
perfuratrizes e equipamentos de carga
• A altura das bancadas - desnível entre as praças de
trabalho - determina a profundidade dos furos para as
escavações de rocha com explosivos
• Os taludes resultantes - frentes livres - não devem ser
muito altos, para evitar problemas de natureza
geotécnica
– principalmente para as operações de carga e transporte
realizadas na praça ou nível inferior
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte de rocha em bancadas
• A largura de uma praça em um desmonte de
bancadas deve obedecer à seguinte relação:
• O perfil das bancadas deve ser mantido durante
todo o período de escavações
– Atenção aos problemas de estabilidade das frentes
durante e após os serviços
– Projetar corretamente:
• taludes finais e sua inclinação
• largura das bermas residuais - antigas praças
• desmonte escultural na linha final de corte (off set) dos
taludes
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Exploração de pedreiras
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Definição
• Projeto executivo para o desmonte de rocha
com uso sistemático de explosivos, onde são
definidos e apresentados preliminarmente:
– o plano de perfuração
– a qualificação e quantificação dos explosivos
– os esquemas de ligação e iniciação entre os furos
que serão detonados
Como todo projeto executivo, o plano de
fogo pode (e deve) sofrer ajustes, adaptações
e correções, conforme as observações de
campo nas primeiras detonações
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Profundidade do furo –
• Inclinação do furo –
• Diâmetro de perfuração –
• Afastamento -
• Espaçamento –
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Malha de perfuração –
• Área resultante do produto AFASTAMENTO X
ESPAÇAMENTO entre furos de uma detonação
• Para maior fragmentação da rocha, deve-se diminuir
, mantendo a área da malha
• Quanto maior a área da malha, menor o número de
furos a executar - e menor o custo de perfuração
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo – Fragmentação da rocha
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
Exemplo prático:
Para perfurar e desmontar uma rocha utilizando um diâmetro de
3“, a malha máxima (S) para a locação dos furos na bancada
seria de 11,70 m², sendo:
= Afastamento = 3 m
= Espaçamento = 3,90 m
• Na prática, esta relação sofrerá ajustes e reduções para se adaptar às condições
locais do maciço e atender às expectativas quanto ao maior ou menor grau de
fragmentação da rocha
• Os maciços com planos de fraturas ou de xistosidade bem definidos
(descontinuidades atuantes) exigem malhas de perfuração mais reduzidas, para
uma fragmentação mais homogênea
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Sub-furação – – repés
• Volumes de escavação –
– Volume por furo / volume total
• Razão linear de perfuração -
• Razão de carregamento –
– Quantidade de explosivo por metro cúbico ou tonelada (mineração) de rocha a
desmontar
– De 0,3 a 0,6 kg/m3 – faixa econômica para o desmonte das rochas mais comuns
no Brasil, como granitos, basaltos, gnaisses, calcários e arenitos
– Rochas mais densas e resistentes, como as hematitas compactas, também
exigem uma elevação da RC, entre 0,60 e 0,80 kg/m³
– Para escavações mais confinadas a RC pode ser dobrada
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Tampão –
Tampão com metragem
acima do que determina
esta relação
Tampão com metragem
muito inferior
grandes blocos de rocha no topo da
bancada, fora da faixa de
fragmentação projetada
lançamentos de lascas de
rocha pela boca dos furos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Carga explosiva por fogo –
– Produto entre o volume total de rocha a desmontar em uma detonação e a
razão de carga prevista
C = VT X RC
• Carga explosiva por retardo
• Carga máxima por espera -
– Carga explosiva contida no(s) furo(s) a ser detonado(s) no mesmo instante
ou em um intervalo de tempo, propiciado pela utilização de retardos
– Parâmetro importantíssimo em um Plano de Fogo projetado para
desmontes cuidadosos, próximos de edificações, em vista das vibrações
pelo terreno geradas nas detonações
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo - Parâmetros
• Ligação (iniciação) dos furos
– Em uma mesma detonação pode-se detonar:
• um furo isolado
• 2 ou 3 furos interligados
• uma linha ou várias linhas de furos
As espoletas elétricas tiveram seu uso praticamente encerrado devido ao perigo de
iniciação espontânea, provocada por correntes de eletricidade estática induzidas no
maciço.
– Estas correntes são geradas por descargas elétricas (raios) e podem atingir
distâncias quilométricas ao longo dos maciços.
Os iniciadores mais utilizados em desmontes de rocha a céu aberto são os cordéis
detonantes e os iniciadores de pressão (NONEL) - materiais e acessórios (retardos)
completamente antiestáticos.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Modelo do
plano de
fogo básico
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Carregamento e ligações entre furos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Carregamento e ligações entre furos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Carregamento e ligações entre furos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Observações importantes
• Rochas mais elásticas ou alteradas exigem tempos maiores de
retardos
• Rochas mais duras e tenazes pedem intervalos reduzidos de tempo
• Para melhor fragmentação da rocha, aumentar o número de
retardos por fogo
• Um número menor de retardos provoca um maior lançamento da
pilha desmontada
• Diversos esquemas de ligação devem ser testados para se conseguir
a melhor relação fragmentação – lançamento
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação de bancada - fragmentação
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte secundário - Fogacho
• É uma segunda operação de perfuração/detonação
necessária para reduzir grandes blocos de rocha
produzidos no desmonte primário em bancadas
• Os blocos grandes – matacões - podem ser
provenientes de:
– Malhas de perfuração inadequadas
– Tampões com grande profundidade
– Explosivos e razão de carga mal dimensionados
– Geoestrutura do maciço em escavação
– Má distribuição de retardos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte secundário - Fogacho
• O fogacheamento de blocos onera os custos do
desmonte mas é inevitável em alguns casos e deve
ser previsto nos orçamentos, principalmente quando
a rocha escavada se destina a britagem.
• Principalmente em zonas urbanas ou proximidades,
os desmontes secundários são executados
mecanicamente, com rompedores hidráulicos
pesados ou com a utilização de argamassas
expansivas.
– metodologias de maior custo que o fogacheamento com
explosivos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte secundário
Fragmentação com rompedor hidráulico
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte escultural
Escavações a frio
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte escultural - Definição
• Conjunto de técnicas especiais de perfuração e detonação de
rocha, utilizadas tanto em escavações a céu aberto como em
subterrâneo, com as seguintes finalidades principais:
– Melhor definição dos taludes finais nos desmontes a céu aberto e dos
contornos resultantes de escavações subterrâneas
– Maior estabilidade dos taludes, paredes e contornos finais de cavas e
estruturas subterrâneas
– Evitar ou minimizar a formação de overbreaks em taludes, paredes, abóbadas
e soleiras - principalmente naquelas que serão revestidas com concreto
– Evitar danos - maceração do maciço rochoso remanescente de uma escavação
– Minimizar a necessidade de aplicação de tratamentos posteriores
– Promover os cortes necessários para a produção de blocos de rocha bem
conformados (granitos e mármores para fins ornamentais)
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte escultural - Definição
Talude de corte rodoviário escavado com técnica de desmonte escultural
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Desmonte escultural - Definição
• Existem 4 técnicas principais para o
desmonte escultural, utilizadas tanto na
construção civil como na mineração:
– Pré-fissuramento – presplitting
– Detonação amortecida – pós-fissuração -
cushion blasting
– Fogo cuidadoso - smooth blasting
– Perfuração linear - line drilling.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• É a mais usual de todas as técnicas de desmonte escultural.
• Compreende a execução de uma linha reta de furos
acompanhando o off set do talude, ou da parede rochosa final de
um corte
Estes furos devem ser:
– Coplanares
– perfurados com o melhor paralelismo possível
– distribuídos na linha com espaçamentos reduzidos: entre 0,40 m e 0,80 m
• As cargas explosivas também são reduzidas
– distribuídas e espaçadas ao longo do furo
– presas em cordel detonante
– com razão de carga variando entre 0,20 kg e 0,40 kg por metro quadrado de
talude final (área de corte)
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• O pré-fissuramento deve ser sempre executado em uma
detonação preliminar, isolada das demais
• O espaçamento entre os furos e a razão de carga podem
variar sensivelmente, de acordo com o tipo de rocha e suas
condições estruturais no local do serviço
• Para atender às exigências de cada projeto quanto à
precisão do corte, é fundamental realizar testes iniciais que
possibilitem o ajuste destes parâmetros
• A perfuração é feita com marteletes pneumáticos e brocas
integrais ou com carretas de perfuração
– os diâmetros de furos não devem ultrapassar 64 mm (2¹/²”)
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• Além dos cuidados na marcação
topográfica e na perfuração, são
utilizados:
– equipamentos seccionados especiais
para a perfuração: hastes-guia e
coroas retrac
– Gabaritos e equipamentos de
controle de paralelismo e
alinhamento de furos:
Para garantir o alinhamento e o paralelismo dos furos, a melhor
opção é a perfuração mais rasa (menos de 10 m).
Os furos com profundidades maiores costumam sofrer desvios
significativos
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• O carregamento é feito com explosivos
encartuchados, de diâmetro bem inferior ao do
furo que permitem:
– Uma melhor distribuição da carga no seu interior
– Contato mínimo com as paredes do furo
Atualmente, uma prática comum é a utilização de cordel detonante especial com
uma pequena carga explosiva de fundo, sem a colocação de cargas explosivas
espaçadas ao longo dos furos.
Para possibilitar esta prática, os fabricantes fornecem o cordel NP-40 e o cordel
NP-60, com 40 g/m e 60 g/m de nitropenta, respectivamente
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• Para a detonação do pré-fissuramento:
– todos os furos são ligados a uma linha-tronco de cordel detonante (ou nonel
instantâneo), preferencialmente sem retardos;
– A detonação instantânea e muito veloz de furos muito próximos gera uma
grande tensão - esforço cisalhante que atua na direção da linha de furos.
• Em alguns casos, para orientar melhor este esforço cisalhante, o
pré- fissuramento pode ser realizado com a alternância de furos
carregados e vazios.
• A detonação do pré-fissuramento cria um plano de corte isolando a
porção de rocha a ser escavada do restante do maciço,
protegendo-o da ação das futuras cargas explosivas.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-fissuramento - Presplitting
• Para executar as detonações posteriores do desmonte, a distância entre a
linha já pré-fissurada e a última linha de furos do desmonte deve ser
ajustada no campo
– Em princípio, deve ser igual ou maior que o afastamento utilizado no plano
de fogo previsto para o desmonte
A melhor definição das linhas de corte aliada à possibilidade de preservação dos taludes
e do maciço remanescente, justifica a aplicação quase que obrigatória desta técnica nas
escavações mais confinadas, como canais, fundações, estruturas de casas de força e
vertedouros - que serão revestidos posteriormente com concreto.
A não utilização do pré-fissuramento na escavação destas estruturas terá como
conseqüência direta o surgimento de overbreaks, aumentando o consumo de concreto e
produzindo situações de instabilidade nos cortes de rocha, que em muitos casos
necessitarão da aplicação de tratamentos diversos e até mesmo de reforços nas
estruturas de concreto.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação amortecida / Pós-fissuração
Cushion Blasting
• Semelhante ao pré-fissuramento
– envolve os mesmos cuidados e procedimentos
quanto à perfuração e ao carregamento dos furos
com cargas espaçadas
• A diferença é que:
– a detonação dos furos da linha de offset do corte
será realizada ao final, em conjunto com a última
etapa das escavações do núcleo do corte em
execução.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação amortecida / Pós-fissuração
Cushion Blasting
Talude final de cava (pit) de mina escavado com detonação amortecida (pós-fissuração)
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação amortecida / Pós-fissuração
Cushion Blasting
• A detonação amortecida é mais utilizada para cortes de rocha em áreas e
seções geométricas de projeto mais amplas
• A primeira etapa atende ao desmonte primário de uma porção central
(núcleo), utilizando malhas de perfuração adequadas
– São deixadas bermas laterais nos cortes, normalmente com larguras de 8 a 10m
• A linha de talude final é então perfurada segundo os parâmetros e
medidas estabelecidas para a utilização da detonação amortecida ou
pós-fissuração
– furos espaçados de 0,80 m a 1,20 m
– O tempo de retardo deve ser de no mínimo 50 m entre os furos do desmonte da
berma e os furos da pós-fissuração
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação amortecida / Pós-fissuração
Cushion Blasting
• A linha de detonação amortecida deve estar afastada dos últimos
furos do desmonte de bermas, com uma distância equivalente a uma
vez e meia o afastamento que está sendo utilizado neste desmonte.
• Os diâmetros dos furos da linha de pós-fissuração também não
devem ser superiores a 2 ½” (64 mm), como no pré-fissuramento.
• As cargas explosivas, com cartuchos de menor diâmetro, também
serão espaçadas no interior dos furos e interligadas por cordel
detonante (ou nonel instantâneo), como no pré-fissuramento.
Entretanto, a distribuição de carga é superior, variando entre
0,30 kg/m² e 0,50 kg/m² de talude rochoso
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Detonação amortecida / Pós-fissuração
Cushion Blasting
• Cordéis detonantes tipo NP-40 e NP-60 também
podem ser utilizados, como no pré-fissuramento
• Para taludes finais que não receberão
revestimento, a detonação amortecida é mais
vantajosa do que o pré-fissuramento
– Sua aplicação correta:
• minimiza a formação de overbreaks
• preserva o maciço remanescente
• reduz a necessidade de aplicação de tratamentos
posteriores
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Fogo cuidadoso – Smooth blasting
• Técnica de desmonte escultural semelhante à detonação
amortecida, porém, aplicada em abóbadas de túneis ou contornos
de escavações subterrâneas.
• Consiste na execução de furos sub-horizontais ao longo das linhas
de contorno, com espaçamentos reduzidos, entre 0,40 m e 0,60 m.
• Devem ser acionados na detonação da frente de escavação
(cabeceira), no último tempo da escala de retardos estabelecida
no plano de fogo.
• As cargas explosivas também devem ser espaçadas nos furos
utilizando o cordel detonante.
– distribuição entre 0,20 kg/m² e 0,50 kg/m²
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Fogo cuidadoso – Smooth blasting
• “Churrasquinhos”:
– Técnica bastante empregada, em que as cargas explosivas são
espaçadas e fixadas em taliscas de madeira ou lascas de bambu,
depois colocadas nos furos do smooth blasting.
• Os melhores resultados do fogo cuidadoso são obtidos com
espaçamentos ainda mais reduzidos ou até mesmo com a intercalação de
furos vazios.
• É cada vez mais usual o carregamento dos furos somente com cordel
detonante tipo NP-40 ou NP-60 e uma pequena carga explosiva no fundo
de cada furo.
• O espaçamento entre furos e a distribuição das cargas explosivas devem
ser ajustados de acordo com as condições geomecânicas da frente de
escavação.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Fogo cuidadoso – Smooth blasting
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Escavação de túneis em rocha
Aplicação correta do smooth blasting
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Escavação de túneis em rocha
Overbreaks gerados pela
não utilização do smooth
blasting, interferindo na
conformação da seção
de projeto.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Perfuração linear – Line drilling
• Técnica de desmonte escultural desenvolvida para
obter as melhores definições dos planos de corte de
taludes finais e paredes nas escavações de:
– áreas confinadas - poços e cavas de fundação
– lavra de granitos e mármores com fins ornamentais
• A metodologia consiste na perfuração preliminar de
linhas de furos com espaçamentos reduzidos (entre
0,10 e 0,20 m) e absoluto controle do seu
paralelismo, acompanhando a linha final de corte.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Perfuração linear – Line drilling
• Os furos do line drilling não recebem cargas explosivas
– A grande proximidade entre esses furos faz com que os esforços de cisalhamento,
gerados pelas detonações próximas, provoquem o surgimento de microfissuras
orientadas furo a furo, resultando em cortes ainda mais precisos.
• Devido à alta razão linear de perfuração (RP), que em lavra de granitos
pode chegar a 40 m/m³ de rocha, a perfuração linear é extremamente
onerosa e sua aplicação só se justifica em cortes muito especiais.
• Uma linha de line drilling pode impedir o avanço das escavações além do
limite do corte.
– Desmontes próximos a estruturas (blocos de fundações) que devem ser preservadas.
• A perfuração linear pode também reduzir substancialmente os níveis de
vibração produzidos pelas detonações.
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Perfuração linear – Line drilling
Perfuração linear (line drilling) aplicada na mineração ornamental de blocos de granito
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Pré-cortes com fio diamantado
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais
com José Lúcio Pinheiro Geraldi
Obrigado!

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Projeto de desmonte de rocha em bancadas

Aula escavacao rocha xerox
Aula escavacao rocha xeroxAula escavacao rocha xerox
Aula escavacao rocha xeroxMatheus Alves
 
1º resumo túneis e obras subterrâneas
1º  resumo túneis e obras subterrâneas1º  resumo túneis e obras subterrâneas
1º resumo túneis e obras subterrâneasLuciano José Rezende
 
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de Concreto
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de ConcretoMetodologia Executiva das estacas pré moldadas de Concreto
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de ConcretoEdgar Pereira Filho
 
Norma regulamentadora numero 19 Explosivos
Norma regulamentadora numero 19 ExplosivosNorma regulamentadora numero 19 Explosivos
Norma regulamentadora numero 19 ExplosivosRodineiGoncalves
 
Fundações em estaca sa
Fundações em estaca saFundações em estaca sa
Fundações em estaca saJones Fagundes
 
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnel
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnelContribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnel
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnelJosé Pinto
 
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivosAntonio Rodrigues Filho
 
Estacas pré moldadas de concreto
Estacas pré moldadas de concreto Estacas pré moldadas de concreto
Estacas pré moldadas de concreto Rayane Anchieta
 
PedroDuarte_AguasPenacova.pdf
PedroDuarte_AguasPenacova.pdfPedroDuarte_AguasPenacova.pdf
PedroDuarte_AguasPenacova.pdfAfonsoCuamba1
 
Aula sobre fundação 2016
Aula sobre fundação 2016Aula sobre fundação 2016
Aula sobre fundação 2016UNAERP
 
Complementos de fundacoes
Complementos de fundacoesComplementos de fundacoes
Complementos de fundacoesHumberto Magno
 
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-abertoRayanne Barbosa Oliveira
 
Curso de Mineração
Curso de MineraçãoCurso de Mineração
Curso de MineraçãoAllan Dantas
 
Apontamentos fundacao
Apontamentos fundacaoApontamentos fundacao
Apontamentos fundacaoJosiel Penha
 
Projeto preliminar de exploração1
Projeto preliminar de exploração1Projeto preliminar de exploração1
Projeto preliminar de exploração1Zoran Radulovic
 
Aula unidade 4
Aula  unidade 4Aula  unidade 4
Aula unidade 4UNAERP
 

Semelhante a Projeto de desmonte de rocha em bancadas (20)

Aula escavacao rocha xerox
Aula escavacao rocha xeroxAula escavacao rocha xerox
Aula escavacao rocha xerox
 
1º resumo túneis e obras subterrâneas
1º  resumo túneis e obras subterrâneas1º  resumo túneis e obras subterrâneas
1º resumo túneis e obras subterrâneas
 
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de Concreto
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de ConcretoMetodologia Executiva das estacas pré moldadas de Concreto
Metodologia Executiva das estacas pré moldadas de Concreto
 
Norma regulamentadora numero 19 Explosivos
Norma regulamentadora numero 19 ExplosivosNorma regulamentadora numero 19 Explosivos
Norma regulamentadora numero 19 Explosivos
 
Fundações em estaca sa
Fundações em estaca saFundações em estaca sa
Fundações em estaca sa
 
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnel
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnelContribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnel
Contribuição para o entendimento da zona perturbada na periferia de um túnel
 
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos
55131990 desmonte-de-rochas-com-explosivos
 
Estacas pré moldadas de concreto
Estacas pré moldadas de concreto Estacas pré moldadas de concreto
Estacas pré moldadas de concreto
 
Obras subterraneas
Obras subterraneasObras subterraneas
Obras subterraneas
 
Fundação
FundaçãoFundação
Fundação
 
PedroDuarte_AguasPenacova.pdf
PedroDuarte_AguasPenacova.pdfPedroDuarte_AguasPenacova.pdf
PedroDuarte_AguasPenacova.pdf
 
Aula sobre fundação 2016
Aula sobre fundação 2016Aula sobre fundação 2016
Aula sobre fundação 2016
 
Complementos de fundacoes
Complementos de fundacoesComplementos de fundacoes
Complementos de fundacoes
 
Aula 2.pdf
Aula 2.pdfAula 2.pdf
Aula 2.pdf
 
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto
48900497 nbr-9061-nb-942-seguranca-de-escavacao-a-ceu-aberto
 
Curso de Mineração
Curso de MineraçãoCurso de Mineração
Curso de Mineração
 
Apontamentos fundacao
Apontamentos fundacaoApontamentos fundacao
Apontamentos fundacao
 
Projeto preliminar de exploração1
Projeto preliminar de exploração1Projeto preliminar de exploração1
Projeto preliminar de exploração1
 
Aula unidade 4
Aula  unidade 4Aula  unidade 4
Aula unidade 4
 
desmonte mecanico de calcario
desmonte mecanico de calcariodesmonte mecanico de calcario
desmonte mecanico de calcario
 

Mais de VilsonBernardoStollm

Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.ppt
Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.pptManuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.ppt
Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.pptVilsonBernardoStollm
 
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptx
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptxA utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptx
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptxVilsonBernardoStollm
 
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdf
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdfPROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdf
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdfVilsonBernardoStollm
 
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptx
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptxNova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptx
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptxVilsonBernardoStollm
 
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdf
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdfADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdf
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdfVilsonBernardoStollm
 
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdf
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdfA_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdf
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdfVilsonBernardoStollm
 
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.ppt
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.pptBLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.ppt
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.pptVilsonBernardoStollm
 
5 Razes Para Voc Proteger Suas MOS.ppt
5  Razes  Para  Voc  Proteger  Suas  MOS.ppt5  Razes  Para  Voc  Proteger  Suas  MOS.ppt
5 Razes Para Voc Proteger Suas MOS.pptVilsonBernardoStollm
 
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfa seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfVilsonBernardoStollm
 
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfa seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfVilsonBernardoStollm
 
as ferramentas usadas na prevenção.pdf
as ferramentas usadas na prevenção.pdfas ferramentas usadas na prevenção.pdf
as ferramentas usadas na prevenção.pdfVilsonBernardoStollm
 
a importancia da inspecao de extintores.pdf
a importancia da inspecao de extintores.pdfa importancia da inspecao de extintores.pdf
a importancia da inspecao de extintores.pdfVilsonBernardoStollm
 

Mais de VilsonBernardoStollm (20)

Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.ppt
Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.pptManuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.ppt
Manuseio-de-Produtos-Quimicos_94d7ebdc92b14a72ad18614532e446ab.ppt
 
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptx
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptxA utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptx
A utilizao dos EPIS No espao de Trabalho.pptx
 
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdf
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdfPROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdf
PROTECAO CONTRA INCENDIO E EXPLOSOES.pdf
 
APR MANUTENO MECNICA.doc
APR MANUTENO MECNICA.docAPR MANUTENO MECNICA.doc
APR MANUTENO MECNICA.doc
 
MAPA RISCO POSTO.doc
MAPA RISCO POSTO.docMAPA RISCO POSTO.doc
MAPA RISCO POSTO.doc
 
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptx
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptxNova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptx
Nova_NR_18_a06b2957a1d9458fa2d44d693c76ed1f.pptx
 
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdf
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdfADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdf
ADMINISTRACAO_DE_RECURSOS_MATERIAIS (1).pdf
 
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdf
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdfA_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdf
A_LOGISTICA_EMPRESARIAL_VISTA_COMO_ESTRA (1).pdf
 
02 PCP.pdf
02 PCP.pdf02 PCP.pdf
02 PCP.pdf
 
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.ppt
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.pptBLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.ppt
BLOQUEIO-DE-FONTES-DE-ENERGIAS-NR10_cd95cb6a9513495482271f2e989811ef.ppt
 
5 Razes Para Voc Proteger Suas MOS.ppt
5  Razes  Para  Voc  Proteger  Suas  MOS.ppt5  Razes  Para  Voc  Proteger  Suas  MOS.ppt
5 Razes Para Voc Proteger Suas MOS.ppt
 
E-book-Oficial.pdf
E-book-Oficial.pdfE-book-Oficial.pdf
E-book-Oficial.pdf
 
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfa seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
 
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdfa seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
a seguranca do trabalho em minas de carvao.pdf
 
as ferramentas usadas na prevenção.pdf
as ferramentas usadas na prevenção.pdfas ferramentas usadas na prevenção.pdf
as ferramentas usadas na prevenção.pdf
 
acidentetrabalho.pdf
acidentetrabalho.pdfacidentetrabalho.pdf
acidentetrabalho.pdf
 
a importancia da inspecao de extintores.pdf
a importancia da inspecao de extintores.pdfa importancia da inspecao de extintores.pdf
a importancia da inspecao de extintores.pdf
 
4 ARTIGO CLASSE INCENDIOS.pdf
4 ARTIGO CLASSE INCENDIOS.pdf4 ARTIGO CLASSE INCENDIOS.pdf
4 ARTIGO CLASSE INCENDIOS.pdf
 
GRO_Comentado_16jun20.pdf
GRO_Comentado_16jun20.pdfGRO_Comentado_16jun20.pdf
GRO_Comentado_16jun20.pdf
 
CR 9060 - Hidráulico-br-02.pptx
CR 9060 - Hidráulico-br-02.pptxCR 9060 - Hidráulico-br-02.pptx
CR 9060 - Hidráulico-br-02.pptx
 

Último

AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024
AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024
AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024Consultoria Acadêmica
 
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais Privados
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais PrivadosGestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais Privados
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais PrivadosGuilhermeLucio9
 
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docx
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docxAE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docx
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docxConsultoria Acadêmica
 
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS EQUIPAM
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS  EQUIPAMMODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS  EQUIPAM
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS EQUIPAMCassio Rodrigo
 
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024Consultoria Acadêmica
 
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdf
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdfAulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdf
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdfMateusSerraRodrigues1
 
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptx
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptxResistencias dos materiais I - Tensao.pptx
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptxjuliocameloUFC
 

Último (7)

AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024
AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024
AE03 - TEORIAS DA ADMINISTRACAO UNICESUMAR 51/2024
 
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais Privados
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais PrivadosGestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais Privados
Gestão de obras e projetos - Associação Nacional de Hospitais Privados
 
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docx
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docxAE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docx
AE03 - VIBRACOES MECANICAS E ACUSTICAS.docx
 
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS EQUIPAM
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS  EQUIPAMMODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS  EQUIPAM
MODELO LAUDO AVALIAÇÃO MÁQUINAS EQUIPAM
 
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024
AE03 - INFORMATICA INDUSTRIAL UNICESUMAR 51/2024
 
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdf
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdfAulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdf
Aulas Práticas da Disciplina de Desenho Técnico Projetivo _ Passei Direto.pdf
 
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptx
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptxResistencias dos materiais I - Tensao.pptx
Resistencias dos materiais I - Tensao.pptx
 

Projeto de desmonte de rocha em bancadas

  • 1. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte de rocha a céu aberto
  • 2. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte de rocha em bancadas • Para o bom andamento de um serviço de escavação de rocha, é necessário projetar e preparar no campo as denominadas frentes livres de escavação – Bem projetadas e implantadas logo ao início dos serviços, para obter os melhores resultados nas operações de perfuração, detonação, carga e transporte da rocha detonada • A melhor solução é subdividir o perfil topográfico do maciço a escavar em níveis ou praças de serviço – O primeiro nível deve estar próximo da cota mais alta do projeto de escavação ou plano de lavra – Os níveis seguintes serão implantados de forma descendente, mantendo- se a mesma altura (desnível) entre as praças
  • 3. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte de rocha em bancadas
  • 4. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi • A altura entre os bancos - - é estabelecida conforme as condições geológicas – geomecânicas do maciço e os volumes a desmontar Desmonte de rocha em bancadas
  • 5. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi • Uma bancada é definida por três planos de corte dois horizontais e um vertical ou subvertical: – Plano horizontal superior - topo da bancada – Plano inferior - pé da bancada – Plano vertical - face da bancada, ou frente livre de detonação Este planejamento para as escavações de rocha a céu aberto é denominado desmonte em bancadas. É muito utilizado em obras de grande vulto e principalmente nas minerações, onde grandes volumes de rocha são escavados diariamente Desmonte de rocha em bancadas
  • 6. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte de rocha em bancadas • Altura das bancadas - até 20 m – Normalmente entre 8 m e 15 m, por questões de segurança e facilidade de adaptação a diversos tipos de perfuratrizes e equipamentos de carga • A altura das bancadas - desnível entre as praças de trabalho - determina a profundidade dos furos para as escavações de rocha com explosivos • Os taludes resultantes - frentes livres - não devem ser muito altos, para evitar problemas de natureza geotécnica – principalmente para as operações de carga e transporte realizadas na praça ou nível inferior
  • 7. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte de rocha em bancadas • A largura de uma praça em um desmonte de bancadas deve obedecer à seguinte relação: • O perfil das bancadas deve ser mantido durante todo o período de escavações – Atenção aos problemas de estabilidade das frentes durante e após os serviços – Projetar corretamente: • taludes finais e sua inclinação • largura das bermas residuais - antigas praças • desmonte escultural na linha final de corte (off set) dos taludes
  • 8. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Exploração de pedreiras
  • 9. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Definição • Projeto executivo para o desmonte de rocha com uso sistemático de explosivos, onde são definidos e apresentados preliminarmente: – o plano de perfuração – a qualificação e quantificação dos explosivos – os esquemas de ligação e iniciação entre os furos que serão detonados Como todo projeto executivo, o plano de fogo pode (e deve) sofrer ajustes, adaptações e correções, conforme as observações de campo nas primeiras detonações
  • 10. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Profundidade do furo – • Inclinação do furo – • Diâmetro de perfuração – • Afastamento - • Espaçamento –
  • 11. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros
  • 12. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Malha de perfuração – • Área resultante do produto AFASTAMENTO X ESPAÇAMENTO entre furos de uma detonação • Para maior fragmentação da rocha, deve-se diminuir , mantendo a área da malha • Quanto maior a área da malha, menor o número de furos a executar - e menor o custo de perfuração
  • 13. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo – Fragmentação da rocha
  • 14. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros Exemplo prático: Para perfurar e desmontar uma rocha utilizando um diâmetro de 3“, a malha máxima (S) para a locação dos furos na bancada seria de 11,70 m², sendo: = Afastamento = 3 m = Espaçamento = 3,90 m • Na prática, esta relação sofrerá ajustes e reduções para se adaptar às condições locais do maciço e atender às expectativas quanto ao maior ou menor grau de fragmentação da rocha • Os maciços com planos de fraturas ou de xistosidade bem definidos (descontinuidades atuantes) exigem malhas de perfuração mais reduzidas, para uma fragmentação mais homogênea
  • 15. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Sub-furação – – repés • Volumes de escavação – – Volume por furo / volume total • Razão linear de perfuração - • Razão de carregamento – – Quantidade de explosivo por metro cúbico ou tonelada (mineração) de rocha a desmontar – De 0,3 a 0,6 kg/m3 – faixa econômica para o desmonte das rochas mais comuns no Brasil, como granitos, basaltos, gnaisses, calcários e arenitos – Rochas mais densas e resistentes, como as hematitas compactas, também exigem uma elevação da RC, entre 0,60 e 0,80 kg/m³ – Para escavações mais confinadas a RC pode ser dobrada
  • 16. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Tampão – Tampão com metragem acima do que determina esta relação Tampão com metragem muito inferior grandes blocos de rocha no topo da bancada, fora da faixa de fragmentação projetada lançamentos de lascas de rocha pela boca dos furos
  • 17. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Carga explosiva por fogo – – Produto entre o volume total de rocha a desmontar em uma detonação e a razão de carga prevista C = VT X RC • Carga explosiva por retardo • Carga máxima por espera - – Carga explosiva contida no(s) furo(s) a ser detonado(s) no mesmo instante ou em um intervalo de tempo, propiciado pela utilização de retardos – Parâmetro importantíssimo em um Plano de Fogo projetado para desmontes cuidadosos, próximos de edificações, em vista das vibrações pelo terreno geradas nas detonações
  • 18. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Plano de fogo - Parâmetros • Ligação (iniciação) dos furos – Em uma mesma detonação pode-se detonar: • um furo isolado • 2 ou 3 furos interligados • uma linha ou várias linhas de furos As espoletas elétricas tiveram seu uso praticamente encerrado devido ao perigo de iniciação espontânea, provocada por correntes de eletricidade estática induzidas no maciço. – Estas correntes são geradas por descargas elétricas (raios) e podem atingir distâncias quilométricas ao longo dos maciços. Os iniciadores mais utilizados em desmontes de rocha a céu aberto são os cordéis detonantes e os iniciadores de pressão (NONEL) - materiais e acessórios (retardos) completamente antiestáticos.
  • 19. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Modelo do plano de fogo básico
  • 20. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Carregamento e ligações entre furos
  • 21. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Carregamento e ligações entre furos
  • 22. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Carregamento e ligações entre furos
  • 23. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Observações importantes • Rochas mais elásticas ou alteradas exigem tempos maiores de retardos • Rochas mais duras e tenazes pedem intervalos reduzidos de tempo • Para melhor fragmentação da rocha, aumentar o número de retardos por fogo • Um número menor de retardos provoca um maior lançamento da pilha desmontada • Diversos esquemas de ligação devem ser testados para se conseguir a melhor relação fragmentação – lançamento
  • 24. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação de bancada - fragmentação
  • 25. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte secundário - Fogacho • É uma segunda operação de perfuração/detonação necessária para reduzir grandes blocos de rocha produzidos no desmonte primário em bancadas • Os blocos grandes – matacões - podem ser provenientes de: – Malhas de perfuração inadequadas – Tampões com grande profundidade – Explosivos e razão de carga mal dimensionados – Geoestrutura do maciço em escavação – Má distribuição de retardos
  • 26. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte secundário - Fogacho • O fogacheamento de blocos onera os custos do desmonte mas é inevitável em alguns casos e deve ser previsto nos orçamentos, principalmente quando a rocha escavada se destina a britagem. • Principalmente em zonas urbanas ou proximidades, os desmontes secundários são executados mecanicamente, com rompedores hidráulicos pesados ou com a utilização de argamassas expansivas. – metodologias de maior custo que o fogacheamento com explosivos
  • 27. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte secundário Fragmentação com rompedor hidráulico
  • 28. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte escultural Escavações a frio
  • 29. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte escultural - Definição • Conjunto de técnicas especiais de perfuração e detonação de rocha, utilizadas tanto em escavações a céu aberto como em subterrâneo, com as seguintes finalidades principais: – Melhor definição dos taludes finais nos desmontes a céu aberto e dos contornos resultantes de escavações subterrâneas – Maior estabilidade dos taludes, paredes e contornos finais de cavas e estruturas subterrâneas – Evitar ou minimizar a formação de overbreaks em taludes, paredes, abóbadas e soleiras - principalmente naquelas que serão revestidas com concreto – Evitar danos - maceração do maciço rochoso remanescente de uma escavação – Minimizar a necessidade de aplicação de tratamentos posteriores – Promover os cortes necessários para a produção de blocos de rocha bem conformados (granitos e mármores para fins ornamentais)
  • 30. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte escultural - Definição Talude de corte rodoviário escavado com técnica de desmonte escultural
  • 31. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Desmonte escultural - Definição • Existem 4 técnicas principais para o desmonte escultural, utilizadas tanto na construção civil como na mineração: – Pré-fissuramento – presplitting – Detonação amortecida – pós-fissuração - cushion blasting – Fogo cuidadoso - smooth blasting – Perfuração linear - line drilling.
  • 32. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • É a mais usual de todas as técnicas de desmonte escultural. • Compreende a execução de uma linha reta de furos acompanhando o off set do talude, ou da parede rochosa final de um corte Estes furos devem ser: – Coplanares – perfurados com o melhor paralelismo possível – distribuídos na linha com espaçamentos reduzidos: entre 0,40 m e 0,80 m • As cargas explosivas também são reduzidas – distribuídas e espaçadas ao longo do furo – presas em cordel detonante – com razão de carga variando entre 0,20 kg e 0,40 kg por metro quadrado de talude final (área de corte)
  • 33. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • O pré-fissuramento deve ser sempre executado em uma detonação preliminar, isolada das demais • O espaçamento entre os furos e a razão de carga podem variar sensivelmente, de acordo com o tipo de rocha e suas condições estruturais no local do serviço • Para atender às exigências de cada projeto quanto à precisão do corte, é fundamental realizar testes iniciais que possibilitem o ajuste destes parâmetros • A perfuração é feita com marteletes pneumáticos e brocas integrais ou com carretas de perfuração – os diâmetros de furos não devem ultrapassar 64 mm (2¹/²”)
  • 34. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • Além dos cuidados na marcação topográfica e na perfuração, são utilizados: – equipamentos seccionados especiais para a perfuração: hastes-guia e coroas retrac – Gabaritos e equipamentos de controle de paralelismo e alinhamento de furos: Para garantir o alinhamento e o paralelismo dos furos, a melhor opção é a perfuração mais rasa (menos de 10 m). Os furos com profundidades maiores costumam sofrer desvios significativos
  • 35. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting
  • 36. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting
  • 37. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • O carregamento é feito com explosivos encartuchados, de diâmetro bem inferior ao do furo que permitem: – Uma melhor distribuição da carga no seu interior – Contato mínimo com as paredes do furo Atualmente, uma prática comum é a utilização de cordel detonante especial com uma pequena carga explosiva de fundo, sem a colocação de cargas explosivas espaçadas ao longo dos furos. Para possibilitar esta prática, os fabricantes fornecem o cordel NP-40 e o cordel NP-60, com 40 g/m e 60 g/m de nitropenta, respectivamente
  • 38. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • Para a detonação do pré-fissuramento: – todos os furos são ligados a uma linha-tronco de cordel detonante (ou nonel instantâneo), preferencialmente sem retardos; – A detonação instantânea e muito veloz de furos muito próximos gera uma grande tensão - esforço cisalhante que atua na direção da linha de furos. • Em alguns casos, para orientar melhor este esforço cisalhante, o pré- fissuramento pode ser realizado com a alternância de furos carregados e vazios. • A detonação do pré-fissuramento cria um plano de corte isolando a porção de rocha a ser escavada do restante do maciço, protegendo-o da ação das futuras cargas explosivas.
  • 39. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-fissuramento - Presplitting • Para executar as detonações posteriores do desmonte, a distância entre a linha já pré-fissurada e a última linha de furos do desmonte deve ser ajustada no campo – Em princípio, deve ser igual ou maior que o afastamento utilizado no plano de fogo previsto para o desmonte A melhor definição das linhas de corte aliada à possibilidade de preservação dos taludes e do maciço remanescente, justifica a aplicação quase que obrigatória desta técnica nas escavações mais confinadas, como canais, fundações, estruturas de casas de força e vertedouros - que serão revestidos posteriormente com concreto. A não utilização do pré-fissuramento na escavação destas estruturas terá como conseqüência direta o surgimento de overbreaks, aumentando o consumo de concreto e produzindo situações de instabilidade nos cortes de rocha, que em muitos casos necessitarão da aplicação de tratamentos diversos e até mesmo de reforços nas estruturas de concreto.
  • 40. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação amortecida / Pós-fissuração Cushion Blasting • Semelhante ao pré-fissuramento – envolve os mesmos cuidados e procedimentos quanto à perfuração e ao carregamento dos furos com cargas espaçadas • A diferença é que: – a detonação dos furos da linha de offset do corte será realizada ao final, em conjunto com a última etapa das escavações do núcleo do corte em execução.
  • 41. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação amortecida / Pós-fissuração Cushion Blasting Talude final de cava (pit) de mina escavado com detonação amortecida (pós-fissuração)
  • 42. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação amortecida / Pós-fissuração Cushion Blasting • A detonação amortecida é mais utilizada para cortes de rocha em áreas e seções geométricas de projeto mais amplas • A primeira etapa atende ao desmonte primário de uma porção central (núcleo), utilizando malhas de perfuração adequadas – São deixadas bermas laterais nos cortes, normalmente com larguras de 8 a 10m • A linha de talude final é então perfurada segundo os parâmetros e medidas estabelecidas para a utilização da detonação amortecida ou pós-fissuração – furos espaçados de 0,80 m a 1,20 m – O tempo de retardo deve ser de no mínimo 50 m entre os furos do desmonte da berma e os furos da pós-fissuração
  • 43. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação amortecida / Pós-fissuração Cushion Blasting • A linha de detonação amortecida deve estar afastada dos últimos furos do desmonte de bermas, com uma distância equivalente a uma vez e meia o afastamento que está sendo utilizado neste desmonte. • Os diâmetros dos furos da linha de pós-fissuração também não devem ser superiores a 2 ½” (64 mm), como no pré-fissuramento. • As cargas explosivas, com cartuchos de menor diâmetro, também serão espaçadas no interior dos furos e interligadas por cordel detonante (ou nonel instantâneo), como no pré-fissuramento. Entretanto, a distribuição de carga é superior, variando entre 0,30 kg/m² e 0,50 kg/m² de talude rochoso
  • 44. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Detonação amortecida / Pós-fissuração Cushion Blasting • Cordéis detonantes tipo NP-40 e NP-60 também podem ser utilizados, como no pré-fissuramento • Para taludes finais que não receberão revestimento, a detonação amortecida é mais vantajosa do que o pré-fissuramento – Sua aplicação correta: • minimiza a formação de overbreaks • preserva o maciço remanescente • reduz a necessidade de aplicação de tratamentos posteriores
  • 45. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Fogo cuidadoso – Smooth blasting • Técnica de desmonte escultural semelhante à detonação amortecida, porém, aplicada em abóbadas de túneis ou contornos de escavações subterrâneas. • Consiste na execução de furos sub-horizontais ao longo das linhas de contorno, com espaçamentos reduzidos, entre 0,40 m e 0,60 m. • Devem ser acionados na detonação da frente de escavação (cabeceira), no último tempo da escala de retardos estabelecida no plano de fogo. • As cargas explosivas também devem ser espaçadas nos furos utilizando o cordel detonante. – distribuição entre 0,20 kg/m² e 0,50 kg/m²
  • 46. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Fogo cuidadoso – Smooth blasting • “Churrasquinhos”: – Técnica bastante empregada, em que as cargas explosivas são espaçadas e fixadas em taliscas de madeira ou lascas de bambu, depois colocadas nos furos do smooth blasting. • Os melhores resultados do fogo cuidadoso são obtidos com espaçamentos ainda mais reduzidos ou até mesmo com a intercalação de furos vazios. • É cada vez mais usual o carregamento dos furos somente com cordel detonante tipo NP-40 ou NP-60 e uma pequena carga explosiva no fundo de cada furo. • O espaçamento entre furos e a distribuição das cargas explosivas devem ser ajustados de acordo com as condições geomecânicas da frente de escavação.
  • 47. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Fogo cuidadoso – Smooth blasting
  • 48. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Escavação de túneis em rocha Aplicação correta do smooth blasting
  • 49. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Escavação de túneis em rocha Overbreaks gerados pela não utilização do smooth blasting, interferindo na conformação da seção de projeto.
  • 50. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Perfuração linear – Line drilling • Técnica de desmonte escultural desenvolvida para obter as melhores definições dos planos de corte de taludes finais e paredes nas escavações de: – áreas confinadas - poços e cavas de fundação – lavra de granitos e mármores com fins ornamentais • A metodologia consiste na perfuração preliminar de linhas de furos com espaçamentos reduzidos (entre 0,10 e 0,20 m) e absoluto controle do seu paralelismo, acompanhando a linha final de corte.
  • 51. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Perfuração linear – Line drilling • Os furos do line drilling não recebem cargas explosivas – A grande proximidade entre esses furos faz com que os esforços de cisalhamento, gerados pelas detonações próximas, provoquem o surgimento de microfissuras orientadas furo a furo, resultando em cortes ainda mais precisos. • Devido à alta razão linear de perfuração (RP), que em lavra de granitos pode chegar a 40 m/m³ de rocha, a perfuração linear é extremamente onerosa e sua aplicação só se justifica em cortes muito especiais. • Uma linha de line drilling pode impedir o avanço das escavações além do limite do corte. – Desmontes próximos a estruturas (blocos de fundações) que devem ser preservadas. • A perfuração linear pode também reduzir substancialmente os níveis de vibração produzidos pelas detonações.
  • 52. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Perfuração linear – Line drilling Perfuração linear (line drilling) aplicada na mineração ornamental de blocos de granito
  • 53. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Pré-cortes com fio diamantado
  • 54. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi
  • 55. Plano de fogo a céu aberto e desmontes esculturais com José Lúcio Pinheiro Geraldi Obrigado!