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Como pode ser tratada a infecção pelo HIV?Os médicos podem prescrever inibidores não nucleotídeos da transcritasreversa em...
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Sistema de classificação do CDCExistem duas principais definições para a AIDS, ambos produzidospelo Centers for Disease Co...
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portadores de HIV que tomam os medicamentos sofrem de efeitos adversosextremamente incomodativos, diminuição drástica da q...
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mulheres. A prevalência em adultos em 2007 foi estimada em 5,0% e a AIDScontinua a ser a maior causa de mortalidade nesta ...
transformando o que poderia ser uma doença crônica tratável em umasentença de morte, perpetuando a propagação do HIV.O est...
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Artrite reumatóide- Caracteriza-se por inflamações extensas e dolorosas dasarticulações (cartilagens articulares), que cau...
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pelo HIV);- Agulhas, seringas ou instrumentos perfurantes contaminados pelo HIV;- Transmissão materna de HIV/SIDA pode oco...
Os médicos podem prescrever inibidores não nucleosídeos da transcriptasereversa em combinação com outros fármacos antiretr...
O QUE É ENFERMAGEM?Já na área da enfermagem, que também é uma área biológica, requer umcuidado com o paciente em si. Para ...
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Os sintomas da SCID ocorrem nos primeiros meses de vida, pois osistema imunológico não pode proteger o corpo do bebê, que ...
AGORA ALGUNS CASOS:- No dia 14 de setembro de 1990, um grupo liderado pelo médicoAnderson realizou a primeira cirurgia com...
Porém, De acordo com o National Institute of Health (NIH - Bethesda,MD,EUA), já foram aprovados 1.411 testes clínicos para...
Então, sobre essa doença, ainda tem-se muito a se trabalhar para garantiruma vida saudável em crianças que nascem com ela....
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Texto de imuno iii

  1. 1. O sistema imunológico atua para proteger o organismo de infecções. Essasinfecções podem ser causadas por vários agentes, incluindo bactérias, vírus,fungos e parasitas. O sistema imunitário utiliza os linfócitos (ou outro tipo deglóbulos brancos do sangue) e as imunoglobulinas (ou anticorpos) paracombater esses invasores externos.As imunodeficiências podem ser de natureza congênita ou adquirida.1.Imunodeficiência congênitaA desordem mais séria do sistema imunitário é aquela em que os indivíduosnão possuem linfócitos B nem linfócitos T.Pessoas com este tipo de imunodeficiência, têm dificuldade em combater asinfecções devido à produção inadequada de anticorpos, ou seja, possuem umfuncionamento anormal da medula óssea.Um enxerto de medula óssea compatível pode ser um tratamento eficaz.Existem outras deficiências congênitas menos graves.Imunodeficiência congênita ou inata:- Esta doença tanto afeta a respostahumoral como a resposta mediada por células;- Resulta de deficiências genéticas que se manifestam durante odesenvolvimento embrionário.Qual a sua origem e as suas conseqüências?Esta incapacidade do sistema imunitário responder aos agentes patogênicosresulta das malformações do timo, surgindo como conseqüência a deficienteprodução de linfócitos B, que se traduz numa maior sensibilidade a infecçõesexteriores e na falta de linfócitos T, que se traduz numa maior sensibilidade aagentes infecciosos intracelulares (vírus e cancros), o que torna os doentesextremamente vulneráveis aos antígenos.
  2. 2. A mais grave Imunodeficiência inata:A mais grave das imunodeficiências toma pelo nome de Imunodeficiência gravecombinada (SCID). Esta doença caracteriza-se pela ausência de linfócitos B eT. Os doentes que sofrem desta doença são extremamente vulneráveis eapenas sobrevivem em ambientes completamente estéreis.Tratamentos possíveis:- Transplante de medula;- Terapia gênica (consiste na substituição de um gene defeituoso por umfuncional).2. Imunodeficiência adquirida caso mais paradigmático, na atualidade, é o dasida.A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, é uma doença viral causada pelovírus HIV, da família dos retrovírus, que afeta o sistema imunitário.O alvo principal são os linfócitos T, fundamentais para a coordenação dasdefesas do organismo. Assim que o número destes linfócitos desce abaixo decerto nível; o colapso do sistema imunitário é possível, abrindo caminho adoenças oportunistas que podem matar o doente. Além disso, o vírus da sidacausa numerosos danos por si só.Como se transmite o HIV?- Relação sexual (vaginal, anal e oral) ou por contacto com sangue infectado,sêmen ou fluídos cervicais e vaginais. Este é o meio de transmissão maisfrequente em todo o mundo e o vírus HIV pode ser transmitido através de umapessoa infectada para o seu parceiro ou para a sua parceira. (homem paramulher, mulher para homem, homem para homem, e menos provável mulherpara mulher);- Transfusões de sangue ou derivados (obtidos através de doador infectadopelo HIV);
  3. 3. - Agulhas, seringas ou instrumentos perfurantes contaminados pelo HIV;- Transmissão materna de HIV/SIDA pode ocorrer durante a gravidez, parto ealeitamento materno.O HIV NÃO pode ser transmitido através de:- Tosse ou espirro;- Mordidas de insetos;- Toque e abraço;- Água ou comida;- Beijo;- Banhos públicos;- Apertos de mão;- Contacto no trabalho ou escola;- Uso de banheiros;- Uso de telefones;- Piscinas;- Uso de copos, xícaras, pratos ou outros utensílios.Quais são os sintomas de infecção pelo HIV?A maior parte das pessoas não tem sintomas quando ficam infectadas peloHIV. Algumas pessoas, contudo têm sintomas tipo gripe cerca de um a doismeses após a exposição ao vírus. Os sintomas podem ser:- Febre;- Dores de cabeça;- Cansaço;- Aumento dos gânglios linfáticos (gânglios do sistema imunitário facilmentepalpáveis no pescoço e nas virilhas).Estes sintomas, em geral, desaparecem dentro de uma semana a um mês esão muitas vezes confundidos com outras infecções virais. Durante esteperíodo, as pessoas são bastante infectantes e apresentam o HIV em grandesquantidades nos fluídos genitais.Como é diagnosticada a infecção pelo HIV?Dado que a infecção pelo HIV não causa em geral sintomas um medico podefazer o diagnóstico pela pesquisa de anticorpos contra o HIV no sangue dapessoas que se quer testar. Os anticorpos HIV em geral não atingem níveisdetectáveis no sangue entre um a três meses a seguir à infecção. Pode serpreciso até seis meses para haver anticorpos em quantidade suficiente paraserem detectáveis pelos testes de sangue mais usados.As pessoas expostas ao vírus devem fazer um teste o mais precocementepossível, entre os 6 e os 12 meses após a exposição ao vírus. Fazendo ostestes as pessoas com infecção pelo HIV podem falar com o seu médicoquando será necessário iniciar tratamento no sentido de ajudar o seu sistemaimune a combater o HIV e ajudá-lo a prevenir certas doenças oportunistas.
  4. 4. Como pode ser tratada a infecção pelo HIV?Os médicos podem prescrever inibidores não nucleotídeos da transcritasreversa em combinação com outros fármacos antiretrovirais.Estes medicamentos chamados inibidores das proteases interrompem areplicação dos vírus numa parte mais avançada do ciclo.Dado que o HIV se pode tornar resistente a alguns destes fármacos osmédicos têm que usar uma combinação deles para que efetivamente o vírusseja suprimido. Quando os inibidores da transcritas reversas e os inibidoresdas proteases são usados em conjunto diz-se que é uma terapêuticaantiretroviral altamente ativa que pode ser usada em doentes com o vírus doHIV.Como pode ser prevenida a infecção pelo HIV?Dado que não há vacina para o HIV a única forma de prevenção, da infecçãopelo vírus, é evitar comportamentos de risco, tais como a troca de seringas e osexo não protegido.Síndrome da imunodeficiência adquirida Síndrome da imunodeficiência adquirida A fita vermelha é um símbolo da solidariedade pelas pessoas infectadas com o HIV e por aquelas que têm de viver com SIDA. Classificação e recursos externos CID-10 B24 CID-9 042 DiseasesDB 5938 MedlinePlus 000594 eMedicine emerg/253 MeSH D000163 Aviso médico
  5. 5. Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, normalmente em Portugal,ou AIDS, mais comum no Brasil) é umadoença do sistemaimunológico humano causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).[1][2][3] Esta condição reduz progressivamente a eficácia do sistema imunológico edeixa as pessoas suscetíveis a infecções oportunistas etumores. O HIV étransmitido através do contato direto de uma membrana mucosa ou na correntesanguínea com umfluido corporal que contêm o HIV, taiscomo sangue, sêmen, secreção vaginal, fluido preseminal e leite materno.[4][5] Esta transmissão pode acontecer durante o sexoanal, vaginal ou oral, transfusão de sangue, agulhas hipodérmicascontaminadas, o intercâmbio entre a mãe e o bebê durantea gravidez, parto, amamentação ou outra exposição a um dos fluidos corporaisacima.A aids hoje é considerada uma pandemia.[6] Em 2007, estimava-se que 33,2milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo e que a aids tenhamatado cerca de 2,1 milhões de pessoas, incluindo 330.000 crianças. [7] Mais detrês quartos dessas mortes ocorreram na África Subsaariana.[7]A pesquisa genética indica que o HIV teve origem na África centro-ocidentaldurante o século XIX e início do século XX.[8][9] A aids foi reconhecida pelaprimeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EstadosUnidos, em 1981, e sua causa, o HIV, foi identificado no início dos anos 1980.[10]Embora os tratamentos para a AIDS e HIV possam retardar o curso da doença,não há atualmente nenhuma cura ouvacina. O tratamento antirretroviral reduz amortalidade e a morbidade da infecção pelo HIV, mas estes medicamentos sãocaros e o acesso a medicamentos antirretrovirais de rotina não está disponívelem todos os países.[11] Devido à dificuldade em tratar a infecção pelo HIV, aprevenção da infecção é um objetivo-chave para controlar a pandemia daAIDS, com organizações de promoção da saúde do sexo seguro e programasde troca de seringas na tentativa de retardar a propagação do vírus.História e origemA AIDS foi primeiramente relatada 5 de junho de 1981, quando o Centro paraControle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, registrouoPneumocystis carinii (conhecida por ser causada por Pneumocystis jirovecii)em cinco homossexuais em Los Angeles, Califórnia.[12] No início, o CDC nãotinha um nome oficial para a doença, muitas vezes referindo-se a ela por meiodas doenças que foram associados a ela, como por exemplo a linfadenopatia, adoença que os descobridores do HIV originalmente nomearam o vírus.[13][14] Eles também utilizaram o nome "Sarcoma de Kaposi e infecçõesoportunistas", nome pelo qual uma força-tarefa havia sido criada em 1981.[15]Na imprensa geral, o termo "GRID", sigla para gay-related immune deficiency,já havia sido cunhado.[16] O CDC, em busca de um nome e observando ascomunidades infectadas, criou o termo "a doença dos 4Hs", referindo-seaos haitianos, homossexuais, hemofílicos e usuários de heroína.[17] No entanto,depois de determinar que a AIDS não era uma doença exclusiva da
  6. 6. comunidade homossexual,[15] o termo "GRID" tornou-se enganoso e o termo"AIDS" foi criado em uma reunião em julho de 1982.[18] Em setembro 1982, oCDC começou a usar o nome de AIDS e adequadamente definiu da doença. [19]A mais antiga identificação positiva do vírus HIV conhecida vemdo Congo em 1959 e 1960, embora os estudos genéticos indicam que o vírustenha passado para a população humana vindo de chimpanzés em torno decinquenta anos antes.[9] Um estudo recente afirma que o HIV provavelmentemudou da África para o Haiti e, em seguida, entrou nos Estados Unidos emtorno de 1969.[20]O vírus HIV descende do vírus da imunodeficiência símia (SIV), queinfecta símios e macacos na África. Há evidências de que os sereshumanos que participam de atividades de caça de animais selvagens, sejacomo caçadores ou como vendedores de carne de caça, normalmenteadquirem o SIV.[21] No entanto, apenas algumas destas infecções foramcapazes de causar epidemias em humanos e todas só aconteceram o finaldo século XIX e início do século XX. Para explicar por que o HIV se tornouepidemia só nessa época, existem várias teorias, cada uma invocando fatoresde condução específica que podem ter promovido a adaptação do SIV nosseres humanos ou a propagação inicial: mudanças sociais após o colonialismo,[22] rápida transmissão do SIV através de injeções inseguras ou não-esterilizadas (isto é, injeções em que a agulha é reutilizada sem seresterilizada),[23] abusos coloniais e vacinação contra a varíola através deinjeções inseguras[24]ou a prostituição e a frequência elevada de doençasconcomitantes à úlcera genital (como a sífilis) em nascente cidades coloniais.[25][26]A teoria mais controversa sugere que a AIDS foi, inadvertidamente, iniciada nofinal dos anos 1950 no Congo Belga durante as pesquisas de HilaryKoprowski para a criação de uma vacina contra a poliomielite.[27][28] De acordocom o consenso científico, essa hipótese não é apoiada pelas evidênciasdisponíveis.[29][30][31][editar]Progressão e sintomasEm vermelho níveis de HIV, em azul níveis de linfócitos T CD4+Principais sintomas da AIDS (legendas em inglês).A manifestação inicial do HIV, presente em 50 a 70% dos casos, ésemelhante[32] a uma gripe ou mononucleose infecciosa e ocorre 2 a 4 semanasapós a infecção. Pode haver febre, mal-estar,linfadenopatia (gânglios
  7. 7. linfáticos inchados), eritemas (vermelhidão cutânea), e/ou meningite viral. Estessintomas são geralmente ignorados, ou tratados enquanto gripe, e acabam pordesaparecer, mesmo sem tratamento, após algumas semanas. Nesta fase háaltas concentrações de vírus, e o portador é altamente infeccioso. [33]A segunda fase é caracterizada por baixas quantidades dos vírus, que seencontram apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos, infectandogradualmente mais e mais linfócitos T CD4+; e nos macrófagos. Nesta fase,que dura em média 10 anos, o portador é soropositivo, mas não desenvolveuainda SIDA/AIDS. Ou seja, ainda não há sintomas, mas o portador podetransmitir o vírus. Os níveis de T CD4+ diminuem lentamente e ao mesmotempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV, aumentando lentamenteo seu número, devido à perda da coordenação dos T CD4+ sobre os eficazes TCD8+ e linfócitos B (linfócitos produtores de anticorpo).[34]A terceira fase, a da SIDA, inicia-se quando o número de linfócitos T CD4+desce abaixo do nível crítico (200/mcl), o que não é suficiente para haverresposta imunitária eficaz contra invasores. Começam a surgir cansaço, tosse,perda de peso, diarreia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores noturnos,devidos às doenças oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystisjiroveci, os linfomas, infecção dos olhos por citomegalovírus, demência eo sarcoma de Kaposi. Sem tratamento, ao fim de alguns meses ou anos amorte é inevitável. O uso adequado da Terapia Antirretroviral garante que opaciente sobreviva por um período mais longo, apesar de conviver com efeitoscolaterais dos medicamentos.[35][36]Excepções a este esquema são raras[37]. Os muito raros "long term non-progressors" são aqueles indivíduos que permanecem com contagens de TCD4+ superiores a 600/mcl durante longos períodos. Estes indivíduos talveztenham uma reação imunitária mais forte e menos suscetível à erosão contínuaproduzida pelo vírus, mas detalhes ainda são desconhecidos.Síndromes clínicasSarcoma de Kaposi.As doenças oportunistas são doenças causadas por agentes, como outrosvírus, bactérias e parasitas, que embora sejam comuns em nosso meio,normalmente não causam doença ou causam apenas doençasleves/moderadas, devido à resposta imunitária eficiente. No doente comSIDA/AIDS, que por definição não possuem resposta imunitária eficiente,manifestam-se como doenças potencialmente mortais: 1. Infecções por vírus: Citomegalovirus, Herpes simples, Epstein-Barr. 2. Infecções por bactérias: Complexo Mycobacterium avium, outras micobactérias que normalmente não causam doenças, Mycobacterium tuberculosis, Salmonella, outras 3. Infecções por fungos: candidíase da boca e do esôfago (por Candida albicans, uma levedura); pneumonia porPneumocystis carinii; Criptococose, Histoplasmose, Coccidiomicose.
  8. 8. 4. Infecções por parasitas: Toxoplasmose, Criptosporidiose, Isosporíase. 5. Neoplasias: cancros como linfoma e linfoma de Hodgkin, causado pelo vírus Epstein-Barr, sarcoma de KaposiOutras condições incluem encefalopatia causada por HIV que leva à demênciae é uma ação direta do vírus nos micróglios (células cerebrais semelhantes amacrófagos) que infecta. Um achado característico é a leucoplasiapilosa (placa branca pilosa na boca) devida ao vírus Epstein-Barr.CausaA AIDS é a última consequência clínica da infecção pelo HIV. O HIV éum retrovírus, ou seja é um vírus com genoma de RNA, que infecta as célulase, através da suaenzima transcriptase reversa, produz uma cópia do seugenoma em DNA e incorpora o seu próprio genoma no genoma humano,localizado no núcleo da célula infectada. O HIV é quase certamente derivadodo vírus da imunodeficiência símia. Há dois vírus HIV, o HIV que causa aSIDA/AIDS típica, presente em todo o mundo, e o HIV-2, que causa umadoença em tudo semelhante, mais frequente na África Ocidental, e tambémexistente em Portugal.O HIV reconhece a proteína de membrana CD4,presente nos linfócitos T4 e macrófagos, e pode ter receptores para outros doistipos de moléculas presentes na membrana celular de células humanas: oCCR5 e o CXCR4. O CCR5 está presente nos macrófagos e o CXCR4 existeem ambos macrófagos e linfócitos T4, mas em pouca quantidade nosmacrófagos. O HIV acopla a essas células por esses receptores (que sãousados pelas células para reconhecer algumas citocinas, maisprecisamente quimiocinas), e entra nelas fundindo a sua membrana com a dacélula. Cada virion de HIV só tem um dos receptores, ou para o CCR5, o virionM-trópico, ou para o CXCR4, o virion T-trópico. Uma forma pode-se converterna outra através de mutações no DNA do vírus, já que ambos os receptoressão similares.Micrografia eletrônica de varredura deHIV-1, em cor verde, saindo deum linfócitocultivado.A infecção por HIV normalmente é por secreções genitais ou sangue. Osmacrófagos são muito mais frequentes que os linfócitos T4 nesses liquidos, esobrevivem melhor, logo os virions M-trópicos são normalmente aqueles quetransmitem as infecções. No entanto, como os M-trópicos não invadem oslinfócitos, eles não causam a diminuição dos seus números, que define a SIDA.No entanto, os M-trópicos multiplicam-se e rapidamentesurgemvirions mutantes que são T-trópicos.Os virions T-trópicos são pouco infecciosos, mas como são invasores doslinfócitos, são os que ultimamente causam a imunodeficiência. É sabido que osraros indivíduos que não expressam CCR5 por defeito genético não adquirem ovírus da HIV mesmo se repetidamente em risco.
  9. 9. O HIV causa danos nos linfócitos, provocando a sua lise, ou morte celular,devido à enorme quantidade de novos virions produzidos no seu interior,usando a sua maquinaria de síntese de proteínas e de DNA. Outros linfócitosproduzem proteínas do vírus que expressam nas suas membranas e sãodestruídos pelo próprio sistema imunitário. Nos linfócitos em que o vírus não sereplica mas antes se integra no genoma nuclear, a sua função é afectada,enquanto nos macrófagos produz infecção latente na maioria dos casos. Julga-se que os macrófagos sejam um reservatório do vírus nos doentes, sendo outroreservatório os gânglios linfáticos, para os quais os linfócitos infectadosmigram, e onde disseminam os virions por outros linfócitos aí presentes.É irónico como a resposta imunitária ao HIV nas primeiras semanas deinfecção é eficaz em destruí-lo, mas as concentrações de linfócitos nosgânglios linfáticos devido à resposta vigorosa levam a que os virionssobreviventes infectem gradualmente mais e mais linfócitos, até que a respostaimunitária seja revertida. A reacção eficaz é feita pelos linfócitos T8, quedestroem todas as células infectadas. Contudo, os T8, como todo o sistemaimunitário, está sob controlo de citocinas (proteínas mediadoras) produzidas,pelos T4, que são infectados. Eles diminuem em número com a progressão dadoença, e a resposta inicialmente eficaz dos T8 vai sendo enfraquecida. Alémdisso as constantes mutações do DNA do HIV mudam a conformação dasproteínas de superfície, dificultando continuamente o seu reconhecimento.DiagnósticoO diagnóstico de AIDS em uma pessoa infectada com o HIV é baseado napresença de certos sinais ou sintomas. Desde 5 de junho de 1981, muitasdefinições têm sido desenvolvidas para a vigilância epidemiológica. No entanto,o estadiamento clínico dos pacientes não era um destino para esses sistemas,pois eles não são sensíveis nem específicos. Nos países emdesenvolvimento é usado o sistema de estadiamento da Organização Mundialda Saúde para infecção pelo HIV e para a doença, através de dados clínicos ede laboratório. Em países desenvolvidos, o sistema de classificaçãodo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) é usado.Classificação da OMSEm 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) agrupou essas infecções econdições em conjunto através da introdução de um sistema de estadiamentopara pacientes infectados com HIV-1.[39] Uma atualização ocorreu em setembrode 2005. A maioria dessas condições são infecções oportunistas que sãofacilmente tratáveis em pessoas saudáveis.• Estágio I: infecção pelo HIV é assintomática e não classificada como AIDS;• Estágio II: inclui pequenas manifestações mucocutâneas e recorrentes infecções do trato respiratório superior;• Estágio III: inclui diarreia crônica inexplicada por mais de um mês, as infecções bacterianas e a tuberculose pulmonar;• Estágio IV: inclui a toxoplasmose cerebral, candidíase do esôfago, traqueia, brônquios e pul mões e o sarcoma de Kaposi; essas doenças são indicadores da AIDS.
  10. 10. Sistema de classificação do CDCExistem duas principais definições para a AIDS, ambos produzidospelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC). A velha definição é areferência para a AIDS usando doenças que eram associados a ela, como porexemplo a linfadenopatia, a doença que os descobridores do HIV originalmentenomearam o vírus.[13][14]Em 1993, o CDC expandiu a sua definição para a AIDSincluindo todas as pessoas HIV positivas com contagens de células T CD4 +abaixo de 200 por l de sangue ou 14% do total de linfócitos.[40] A maioria dosnovos casos de aids nos países desenvolvidos usam essa definição ou adefinição pré-1993 do CDC. O diagnóstico de AIDS ainda está de pé, mesmoque, após o tratamento, a contagem de células CD4 + T sobe para acima de200 por l de sangue ou outras doenças definidoras da AIDS são curados.Teste de HIVMuitas pessoas desconhecem que estão infectadas com o HIV. [41] Menos de1% da população sexualmente ativa urbana na África foi testada e estaproporção é ainda menor em populações rurais. Além disso, apenas 0,5% dasmulheres grávidas que frequentam as unidades de saúde urbana sãoaconselhadas, testadas ou recebem os seus resultados. Mais uma vez, essaproporção é ainda menor nas unidades de saúde rurais. [41] Assim, os produtosde doadores de sangue e do sangue utilizado em medicina e pesquisa médicasão rastreados para o HIV.Testes de HIV são geralmente realizados no sangue venoso. Muitoslaboratórios utilizam testes de quarta geração de triagem que detectamanticorpos anti-HIV (IgG e IgM) e do antígeno p24 do HIV. A detecção deanticorpos anti-HIV ou antígeno em um paciente previamente conhecido comonegativo, é evidência de infecção pelo HIV. Indivíduos cuja primeira amostraindica evidências de infecção pelo HIV terão uma repetição do teste em umasegunda amostra de sangue para confirmar os resultados.O período de janela imunológica (tempo entre a infecção inicial e odesenvolvimento de anticorpos detectáveis contra a infecção) pode variar, umavez que pode levar 3-6 meses para soroconversão e teste positivo. A detecçãodo vírus usando a reação em cadeia da polimerase (PCR) durante o período dejanela é possível e as evidências sugerem que uma infecção pode serdetectada mais cedo do que quando se utiliza um teste de despistagem dequarta geração de AIA.Os resultados positivos obtidos por PCR são confirmados por testes deanticorpos. Testes de HIV rotineiramente utilizados para a infecção em recém-nascidos e lactentes (isto é, pacientes com menos de 2 anos), nascidos demães HIV-positivas, não têm valor por causa da presença de anticorposmaternos para o HIV no sangue da criança. A infecção pelo HIV só pode serdiagnosticada por PCR, o teste para HIV DNA pró-viral em linfócitos decriançasPrevenção Estimativa de aquisição do HIV por método de contágio [45] Risco por 10 000 exposições a uma Forma de exposição pessoa infectada em tratamento
  11. 11. Transfusão de sangue 9.000[46]Nascimento 2.500[47]Uso compartilhado de seringa 67[48]Agulha cortante 30[49]Penetração vaginal receptiva * 10[50][51][52]Penetração vaginal insertiva * 5[50][51]Penetração anal receptiva* 50[50][51]Penetração anal insertiva* 6.5[50][51]Penetração oral receptiva*§ 1[51]§Penetração oral insertiva*§ 0.5[51]§ * assumindo o não uso de preservativo§ Fonte refere-se ao relacionamento sexual praticado no homemAs três principais vias de transmissão do HIV são: contato sexual, exposição afluidos ou tecidos corporais infectados e da mãe para o feto ou criança duranteo período perinatal. É possível encontrar o HIV na saliva, lágrimas e urina dosindivíduos infectados, mas não há casos registados de infecção por essassecreções e o risco de infecção é insignificante.[53] O tratamento antirretroviralem pacientes infectados também reduz significativamente sua capacidade detransmitir o HIV para outras pessoas, reduzindo a quantidade de vírus em seusfluidos corporais para níveis indetectáveis. [54]Contato sexualA maioria das infecções por HIV são adquiridas através de relações sexuaisdesprotegidas entre parceiros, um dos quais sendo portador do HIV. O principalmodo de contaminação pelo HIV é através de contato sexual entre membros dosexo oposto.[55][56][57]O preservativo é o metódo mais eficaz de prevenção contra o HIV/AIDS eoutrasDSTs.Durante um ato sexual, apenas preservativosmasculinos ou femininos podemreduzir o risco de infecção por HIV e outras DSTs. A melhor evidência atéagora indica que o uso do preservativo em todas as relações sexuais reduz orisco típico de transmissão heterossexual do HIV em quase 100%.O preservativo masculino de látex, se usado corretamente sem lubrificantes àbase de petróleo, é a única tecnologia disponível mais eficaz para reduzir atransmissão sexual do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Osfabricantes recomendam que lubrificantes à base de petróleo, como vaselina,não devem ser utilizados com preservativos de látex, porque dissolvem omaterial, fazendo com que o preservativo fique poroso. Se a lubrificação édesejada, os fabricantes recomendam usarlubrificantes à base de água. Oslubrificantes à base de óleo pode ser usado com preservativos de poliuretano.Os preservativos femininos são feitos geralmente de poliuretano, mas tambémsão feitos de látex e borracha nitrílica. Eles são maiores do que os
  12. 12. preservativos masculinos e têm uma abertura mais rígida em forma de anelcom um anel interno projetado para ser introduzido na vaginamantendo opreservativo em seu lugar, inserir o preservativo feminino requer apertar o anel.Preservativos femininos foram apresentados como uma estratégia importantede prevenção do HIV. Atualmente, a disponibilidade de preservativo feminino émuito baixa e o preço continua a ser proibitivo para muitas mulheres.Estudos sobre casais com um dos parceiros infectado mostram que, com o usoconsistente do preservativo, as taxas de infecção pelo HIV para o parceiro nãoinfectado são inferiores a 1% ao ano.[61] As estratégias de prevenção são bemconhecidas nos países desenvolvidos, mas estudos epidemiológicos ecomportamentais na Europa e América do Norte sugerem que uma minoriasignificativa de jovens continuam a exercer práticas de alto risco, apesar doconhecimento de HIV/AIDS, subestimando seu próprio corpo a se infectar como HIV.Ensaios clínicos randomizados têm demonstrado que a circuncisão masculinareduz o risco de infecção por HIV entre homens heterossexuais em até60%.Espera-se que este procedimento seja promovido activamente em muitosdos países afetados pelo HIV, embora isso implicará enfrentar uma série dequestões práticas e culturais. No entanto, os programas para incentivar autilização do preservativo, nomeadamente fornecendo-lhes gratuitamenteàqueles em situação depobreza, são estimados em ser 95 vezes mais eficazesdo que a circuncisão em reduzir a taxa de HIV na África subsaariana.Contato com fluidos corporais infectadosFora do organismo, o HIV pode sobreviver por algumas horas, mas nãoconsegue perfurar a pele de uma pessoa. A transmissão do vírus ocorregeralmente por meio de sangue, esperma e secreções vaginais contaminados.Por isso, algumas medidas de prevenção contra a Aids consistem em:certificar-se de que o sangue a receber numa transfusão não estejacontaminado (nem com vírus HIV, nem da hepatite, dentre outros); utilizarapenas agulhas e seringas descartáveis, que devem ser usadas uma únicavez. Utilizar preservativos (camisinha) nas relações sexuaisOs trabalhadores de saúde podem reduzir a exposição ao HIV através doemprego de precauções para reduzir os riscos de exposiçãoa sangue contaminado. Essas precauções incluem barreiras, como luvas,máscaras, proteção dos olhos e jalecos que evitar a exposição da pele oumucosas com patógenos transmitidos pelo sangue. A lavagem frequente ecuidadosa da pele imediatamente após terem sido contaminados com sangueou outros fluidos corporais podem reduzir a chance de infecção. Finalmente,objetos cortantes como agulhas, bisturis e vidro, têm que ser cuidadosamenteeliminados para evitar ferimentos provocados por agulhas contaminadas. [ Como o uso de drogas injetáveis é um fator importante na transmissão do HIVnos países desenvolvidos, as estratégias de redução de danos, tais comoprogramas de troca de seringas são usados na tentativa de reduzir asinfecções causadas pelo abuso de drogas.Transmissão da mãe para a criançaAs recomendações atuais indicam que, quando a substituição da alimentação éaceitável, factível, acessível, sustentável e segura, as mães infectadas peloHIV devem evitar amamentar seus bebês. No entanto, se este não for o caso, aamamentação exclusiva é recomendada durante os primeiros meses de vida e
  13. 13. descontinuada o mais breve possível.[69] Note-se que as mulheres podemamamentar as crianças que não são suas, como as amas de leite.TratamentoNão existe atualmente nenhuma vacina disponível para o HIV ou a cura para oHIV ou para a AIDS. Os únicos métodos conhecidos de prevenção baseiam-seevitar a exposição ao vírus ou, na falta desta, um tratamento antirretroviraldiretamente após uma exposição, chamado profilaxia pós-exposição (PEP). APEP tem um calendário muito exigente de quatro semanas de dosagem. Elatambém tem efeitos secundários muito desagradáveis incluindo diarreia, malestar, náuseas efadiga.Tratamento antiviralAbacavir – um análogo nucleosídeo inibidor da transcriptase reversa (NRTIs ouNARTI)Estrutura química do AbacavirFármacos usados no tratamento da infecção por HIV interferem com funçõesda biologia do vírus que são suficientemente diferentes de funções de célulashumanas: 1. Existem inibidores da enzima transcriptase reversa que o vírus usa para se reproduzir e que não existem nas células humanas: • AZT, ddC, ddI, d4T, ABC (todos análogos de nucleótidos) • nevirapina, delavirdina, efavirenz (inibidores diretos da proteína), outros. • Inibidores da protease que cliva as proteínas do vírus após transcrição: saquinavir, indinavir, nelfinavir,amprenavir, ritonavir, ata zanavir, darunavir, tipranavir e outros. • Inibidores da enzima integrase, que faz com que o material genético do vírus entre no núcleo da célula:raltegravir. • Inibidores do CCR5, impedindo um dos passos de ligação do HIV à célula alvo: maraviroc, vicriviroc. • Inibidores de fusão, impedindo que o vírus funda seu envelope à membrana plasmática da célula alvo:enfuvirtida.Hoje em dia o uso de medicamentos é em combinações de um de cada dostrês grupos. Estes cocktails/coquetéis de antivíricos permitem quasecategorizar, para quem tem acesso a eles, a SIDA em doença crónica. Os
  14. 14. portadores de HIV que tomam os medicamentos sofrem de efeitos adversosextremamente incomodativos, diminuição drástica da qualidade de vida, ediminuição significativa da esperança de vida. Contudo é possível que nãomorram diretamente da doença, já que os fármacos são razoavelmenteeficazes em controlar o número de virions. Contudo houve recentementenotícias de um caso em Nova Iorque cujo vírus já era resistente a todos osmedicamentos, e essas estirpes poderão "ganhar a corrida" com as empresasfarmacêuticas.Os medicamentos atuais tentam diminuir a carga de vírus, evitando a baixa donúmero de linfócitos T CD4+, o que aumenta a longevidade do paciente e asua qualidade de vida. Quanto mais cedo o paciente começar a ser tratadocom medicamentos maior a chance de evitar o desenvolvimento das doençasoportunistas.No Brasil, o Ministério da Saúde aborda o tratamento da doença da seguintemaneira: pacientes assintomáticos sem contagem de linfócitos T CD4+disponível - não tratar; pacientes assintomáticos com CD4 > 350 células/mm3 -não tratar; pacientes assintomáticos com CD4 entre 200 e 350 células/mm3 -considerar tratamento; pacientes assintomáticos com CD4 < 200 células/mm3 -tratar e realizar profilaxia contra as doenças oportunistas mais comuns;pacientes sintomáticos - tratar e realizar profilaxia contra as doençasoportunistas mais comuns.Sabe-se que o risco do desenvolvimento de infecções oportunistas (curtoprazo) é baixo, muitos especialistas preferem não iniciar o tratamento emonitorar o paciente com contagens de linfócitos T CD4+ e quantificação dacarga viral plasmática. Se a contagem de linfócitos T-CD4+ não for realizada, otratamento deverá ser iniciado. E ao se optar pelo início do tratamento, éindispensável verificar a motivação do paciente e a probabilidade de adesão domesmo antes de iniciar o tratamento, já que diferentes níveis de adesão podemlevar a emergência de resistência ao tratamento (Guia de Tratamento,Ministério da Saúde, Brasil, 2004).Como não há cura ou vacina, a prevenção tem um aspecto fundamental,nomeadamente práticas de sexo seguro como o uso de preservativo (ou"camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes.O tratamento anti-HIV causa lipodistrofia entre 15% a 50% dos pacientesCura e vacinaAs pesquisas sobre Aids costumam receber muitas verbas. Apesar disso, suacura ainda não foi descoberta, nem foi desenvolvida uma vacina. O que existeatualmente são vários remédios (alguns chamados de coquetéis) queaumentam a sobrevida dos portadores do vírus. Muitas pessoas que nãoapresentam sintomas podem viver muito tempo sem saber que são portadoras.Outras que manifestam sintomas, quando tratadas adequadamente, podemlevar uma vida praticamente normal. Existem pessoas que são portadoras dovírus HIV há mais de dez anos levando uma vida completamente normal.Em 2007, médicos de uma clínica na Alemanha conseguiram curar umpaciente com SIDA (AIDS) e leucemia. Os médicos escolheram um doador quetivesse uma mutação no seu DNA capaz de defender o sistema contra o HIV.Após isso, fizeram o transplante de medula óssea no portador da SIDA eleucemia. A surpresa veio ao fazer novos testes, descobriu-se que o vírus HIV
  15. 15. tinha sumido do sistema do paciente. Atualmente o paciente já está há mais dedois anos sem o vírus HIV e sem a leucemia. Contudo, a doença ainda podeestar escondida no corpo do paciente. No entanto, o médico que realizou aoperação quis "minimizar as falsas esperanças" geradas pelo sucesso daoperação, que já foi retratada nas revistas especializadas, já que foi obtida emum caso "muito concreto" e durante o tratamento de outra doença grave.Espera-se que este caso abra caminho para curar outros infectados. Em 2011,o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla emespanhol) anunciou ter criado uma vacina que foi capaz de criar uma respostasimunológica contra o vírus HIV em 90% dos voluntários, mantendo seu efeitoapós um ano em 85% deles.O Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta da SIDA, Luc Montagnier,acredita que daqui a alguns anos será possível pelo menos parar com atransmissão da doença.EpidemiologiaPrevalência do HIV/AIDS por país (2008): Sem dados menos que 0,1% 0,1-0,5% 0,5-1% 1-5% 5-15% 15-50%Estimativa de pessoas vivendo com o HIV/AIDS por país.A pandemia da AIDS também pode ser vista como várias epidemias desubtipos distintos, os principais fatores na sua propagação é a transmissãosexual e a transmissão vertical de mãe para filho no nascimento e atravésdo leite materno.[6] Apesar da recente melhoria do acesso ao tratamentoantirretroviral e os cuidados de prevenção em muitas regiões do mundo, apandemia da AIDS custou cerca 2,1 milhões de vidas (variação de 1,9-2,4milhões) em 2007, sendo que 330.000 pessoas eram menores de 15 anos.[7] Globalmente, cerca de 33,2 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2007,incluindo 2,5 milhões de crianças. Estima-se que 2,5 milhões (variação de 1,8-4,1 milhões) pessoas foram infectadas em 2007, incluindo 420 mil crianças.A África Subsariana continua sendo de longe a região mais afetada. Estima-seque em 2007, a região continha 68% de todas as pessoas vivendo com AIDS e76% de todos os óbitos por AIDS, com 1,7 milhões de novas infecções levandoo número de pessoas vivendo com HIV para 22,5 milhões, com 11,4 milhõesde órfãos da aids vivendo na região. Ao contrário de outras regiões, a maioriadas pessoas vivendo com o HIV na África subsaariana em 2007 (61%) eram
  16. 16. mulheres. A prevalência em adultos em 2007 foi estimada em 5,0% e a AIDScontinua a ser a maior causa de mortalidade nesta região do planeta.A África do Sul tem a maior população de portadores do HIV no mundo,seguida pela Nigéria e pela Índia. O Sul e o Sudeste da Ásia são a segundaregião pior afetado e, em 2007, estima-se que esta região continha 18% depessoas vivendo com a AIDS e um cerca de 300.000 óbitos devido a doença. AÍndia tem cerca de 2,5 milhões de infecções e uma prevalência estimada deadultos de 0,36%. A expectativa de vida da população caiu drasticamentenos países mais afetados; por exemplo, em 2006, estimou-se que caiu de 65para 35 anos em Botswana.[Nos Estados Unidos, jovens mulheres afro-americanas também estão em riscoinvulgarmente elevado de infecção pelo HIV. Os afro-americanos formam 10%da população, mas cerca de metade dos casos de HIV/AIDS em todo osEstados Unidos. Isto acontece devido em parte à falta de informações sobreAIDS e uma percepção de que eles não são vulneráveis, bem como ao acessolimitado aos recursos de saúde e uma maior probabilidade de contato sexualsem proteção.BrasilNo Brasil, estima-se que existam 630 mil pessoas vivendo com o HIV. De 1980(o início da epidemia) até junho de 2009, foram registrados 217.091 óbitos emdecorrência da doença. Cerca de 33 mil a 35 mil novos casos da doença sãoregistrados todos os anos no país. A região Sudeste tem o maior percentual(59%) do total de notificações por ser a mais populosa do país, com 323.069registros da doença. O Sul concentra 19% dos casos; o Nordeste, 12%;o Centro-Oeste, 6%; e a região Norte, 3,9%. Dos 5.564 municípios brasileiros,87,5% (4.867) registraram pelo menos um caso da doença. [PortugalDesde 1983 até 2009, a doença já infectou quase 35 mil pessoas em Portugal.Cultura e sociedadeEstigmaRyan White tornou-se uma criança símbolo do HIV depois de ser expulso daescola por causa de sua infecção.Não se pega Aids convivendo socialmente com um soropositivo. Apertar amão, abraçar ou compartilhar o uso de utensílios domésticos não traz nenhumrisco de contágio.No entanto, o estigma da AIDS existe no mundo em uma variedade demaneiras, incluindo o ostracismo, rejeição, discriminação e evitação depessoas infectadas pelo HIV; teste obrigatório de HIV sem o consentimentoprévio ou de proteção da confidencialidadedas pessoas; a violência contraindivíduos infectados pelo HIV ou pessoas que são percebidas como infectadaspelo HIV e pessoas em quarentena de infectados pelo HIV. O medo daviolência e do preconceito impede que muitas pessoas que procuram fazero teste de HIV retornem para ver o resultado ou iniciem o tratamento,
  17. 17. transformando o que poderia ser uma doença crônica tratável em umasentença de morte, perpetuando a propagação do HIV.O estigma foi dividido em três categorias a seguir:• Reflexo do medo e do receio de que possam ser associados com alguma doença mortal e transmissível.• O uso de HIV/AIDS para expressar atitudes em relação aos grupos sociais e estilos de vida que alguns acreditam ser associado com a doença.• Estigmatização de pessoas ligadas à questão do HIV/AIDS ou pessoas HIV-positivas.[Muitas vezes, o estigma da AIDS é expresso em conjunto com um ou maisestigmas, particularmente aqueles associadas comahomossexualidade, bissexualidade, promiscuidade, prostituição e uso dedrogas intravenosas.Em muitos países desenvolvidos, há uma associação entre a aids e ahomossexualidade ou a bissexualidade, e esta associação está relacionadacom níveis mais elevados de preconceito sexual, tais como atitudes anti-homossexuais. Existe também uma associação preconceituosa entre a aids etodo tipo de comportamento sexual entre dois homens, incluindo o sexo entrehomens não infectados.Impacto econômicoMudanças na expectativa de vida em alguns países africanos duramenteatingidos pelo HIV (legendas eminglês).O HIV e a AIDS afetam o crescimento econômico, reduzindo a disponibilidadede capital humano. Sem alimentação adequada, cuidados de saúde e amedicina que está disponível em países desenvolvidos, um grande número depessoas sofrem e morrem de complicações relacionadas à AIDS. Elas não sósão incapazes de trabalhar, mas também necessitam de cuidados médicosimportantes. A previsão é de que isto provavelmente irá causar um colapso daseconomias e das sociedades em países com uma população significativaportadora da AIDS. Em algumas áreas altamente infectadas, a epidemia deixoupara trás muitos órfãos cuidados por avós idosos.O aumento da mortalidade tem resultados em um menor população qualificadae força de trabalho. Esta força de trabalho menor é constituída por pessoascada vez mais jovens, com conhecimentos e experiênciasde trabalho reduzidas, levando à redução da produtividade. Um aumento notempo de folga dos trabalhadores para cuidar de familiares doentes ou de
  18. 18. licenças por doença também reduzem a produtividade. O aumento damortalidade reduz os mecanismos de capital humano e de investimento naspessoas, através da perda da renda e da morte dos pais.Por afetar principalmente jovens adultos, a AIDS reduz a população tributável,por sua vez, reduzindo os recursos disponíveis para gastos públicoscomo educação e serviços de saúde não relacionados à AIDS, resultando emaumento da pressão sobre as finanças do Estado e em um crescimento maislento daeconomia. Isso resulta em um menor crescimento da base de cálculo,um efeito que é reforçado se houver gastos crescentes para tratar os doentes,em treinamento (para substituir trabalhadores doentes), subsídio de doença epara cuidar dos órfãos da AIDS. Isto é especialmente verdadeiro se o aumentoacentuado da mortalidade adulta deslocar a responsabilidade da família para ogoverno em cuidar desses órfãosNo nível familiar, os resultados da AIDS é a perda de renda e o aumento dosgastos com saúde pelo responsável da família. Um estudo realizado na Costado Marfimmostrou que famílias com um paciente HIV/AIDS gastam duas vezesmais em despesas médicas do que outras famíliasReligião e aidsO tema da religião e da AIDS tornou-se extremamente controverso nos últimos20 anos, principalmente porque muitos proeminentes líderes religiososdeclararam publicamente a sua oposição ao uso de preservativos, o que oscientistas indicam como o único meio atual de deter a epidemia. Outrasquestões envolvem a participação de religiosos nos serviços de saúdeuniversal e a colaboração com as organizações seculares como a UNAIDS ea Organização Mundial de Saúde.Reavaliação da AIDSUm pequeno número de ativistas questionam a ligação entre o HIV e a AIDS, aexistência do HIV, ou a validade dos métodos atuais de tratamento (indo longeao afirmar que a terapia em si foi a causa de mortes por AIDS). Apesar deestas alegações terem sido examinadas e completamente rejeitadaspela comunidade científica,[ continuam a ser promulgadas pela Internet e aindatêm um impacto político significativo. Na África do Sul, o ex-presidente ThaboMbeki apoiou a negação da AIDS, o que resultou em uma resposta ineficaz dogoverno à epidemia que tem sido responsável por centenas de milhares demortes relacionadas à aids. DOENÇAS AUTO-IMUNES:Este tipo de doenças ocorre quando o sistema imunitário se torna hipersensívela antígenos específicos das suas próprias células ou tecido. Quais os tipos de doenças auto-imunes:Esclerose múltipla- Doença crónica do sistema nervoso. Esta patologiaresulta da destruidora acção que alguns linfócitos T exercem sobre a mielinados neurónios do sistema nervoso central.
  19. 19. Artrite reumatóide- Caracteriza-se por inflamações extensas e dolorosas dasarticulações (cartilagens articulares), que causam a sua deformação.Lúpus- Esta doença caracteriza-se pela produção de anticorpos por parte dossistema imunitário, que actuam contra vários tipos de moléculas do próprioorganismo, incluindo histonas e DNA.Diabetes insulino-dependente- Resulta da destruição das célulaspancreáticas responsáveis pela produção de insulina. ImunodeficiênciasO sistema imunológico actua para proteger o organismo de infecções. Essasinfecções podem ser causadas por vários agentes, incluindo bactérias, vírus,fungos e parasitas. O sistema imunitário utiliza os linfócitos (ou outro tipo deglóbulos brancos do sangue) e as imunoglobulinas (ou anticorpos) paracombater esses invasores externos.As imunodeficiências podem ser de natureza congénita ou adquirida. 1. Imunodeficiência congénitaA desordem mais séria do sistema imunitário é aquela em que os indivíduosnão possuem linfócitos B nem linfócitos T.Pessoas com este tipo de imunodeficiência, têm dificuldade em combater asinfecções devido à produção inadequada de anticorpos, ou seja, possuem umfuncionamento anormal da medula óssea.Um enxerto de medula óssea compatível pode ser um tratamento eficaz.Existem outras deficiências congénitas menos graves. Imunodeficiência congénita ou inata:- Esta doença tanto afecta a resposta humoral como a resposta mediada porcélulas;
  20. 20. - Resulta de deficiências genéticas que se manifestam durante odesenvolvimento embrionário. Qual a sua origem e as suas consequências?Esta incapacidade do sistema imunitário responder aos agentes patogénicosresulta das malformações do timo, surgindo como consequência a deficienteprodução de linfócitos B, que se traduz numa maior sensibilidade a infecçõesexteriores e na falta de linfócitos T, que se traduz numa maior sensibilidade aagentes infecciosos intracelulares (vírus e cancros), o que torna os doentesextremamente vulneráveis aos antigénios. A mais grave Imunodeficiência inata:A mais grave das imunodeficiências toma pelo nome de Imunodeficiência gravecombinada (SCID). Esta doença caracteriza-se pela ausência de linfócitos B eT. Os doentes que sofrem desta doença são extremamente vulneráveis eapenas sobrevivem em ambientes completamente estéreis.Tratamentos possíveis:- Transplante de medula;- Terapia génica (consiste na substituição de um gene defeituoso por umfuncional). 2. Imunodeficiência adquiridaO caso mais paradigmático, na actualidade, é o da sida.A Síndrome de ImunoDeficiência Adquirida, é uma doença viral causada pelovírus HIV, da família dos retrovírus, que afecta o sistema imunitário.O alvo principal são os linfócitos T, fundamentais para a coordenação dasdefesas do organismo. Assim que o número destes linfócitos desce abaixo deum certo nível; o colapso do sistema imunitário é possível, abrindo caminho adoenças oportunistas que podem matar o doente. Além disso, o vírus da sidacausa numerosos danos por si só. Como se transmite o HIV?- Relação sexual (vaginal, anal e oral) ou por contacto com sangue infectado,sémen ou fluídos cervicais e vaginais. Este é o meio de transmissão maisfrequente em todo o mundo e o vírus HIV pode ser transmitido através de umapessoa infectada para o seu parceiro ou para a sua parceira. (homem paramulher, mulher para homem, homem para homem, e menos provável mulherpara mulher);- Transfusões de sangue ou derivados (obtidos através de doador infectado
  21. 21. pelo HIV);- Agulhas, seringas ou instrumentos perfurantes contaminados pelo HIV;- Transmissão materna de HIV/SIDA pode ocorrer durante a gravidez, parto ealeitamento materno. O HIV NÃO pode ser transmitido através de:- Tosse ou espirro;- Mordidas de insectos;- Toque e abraço;- Água ou comida;- Beijo;- Banhos públicos;- Apertos de mão;- Contacto no trabalho ou escola;- Uso de banheiros;- Uso de telefones;- Piscinas;- Uso de copos, xícaras, pratos ou outros utensílios. Quais são os sintomas de infecção pelo HIV? A maior parte das pessoas não têm sintomas quando ficam infectadas pelo HIV. Algumas pessoas contudo têm sintomas tipo gripe cerca de um a dois meses após a exposição ao vírus. Os sintomas podem ser: • Febre; • Dores de cabeça; • Cansaço; • Aumento dos glânglios linfáticos (gânglios do sistema imunitário facilmente palpáveis no pescoço e nas virilhas).Estes sintomas, em geral, desaparecem dentro de uma semana a um mês esão muitas vezes confundidos com outras infecções virais. Durante esteperíodo, as pessoas são bastante infectantes e apresentam o HIV em grandesquantidades nos fluídos genitais. Como é diagnosticada a infecção pelo HIV?Dado que a infecção pelo HIV não causa em geral sintomas um medico podefazer o diagnóstico pela pesquisa de anticorpos contra o HIV no sangue dapessoas que se quer testar. Os anticorpos HIV em geral não atingem níveisdetectáveis no sangue entre um a três meses a seguir à infecção. Pode serpreciso até seis meses para haver anticorpos em quantidade suficiente paraserem detectáveis pelos testes de sangue mais usados.As pessoas expostas ao vírus devem fazer um teste o mais precocementepossível, entre os 6 e os 12 meses após a exposição ao vírus. Fazendo ostestes as pessoas com infecção pelo HIV podem falar com o seu médicoquando será necessário iniciar tratamento no sentido de ajudar o seu sistemaimune a combater o HIV e ajudá-lo a prevenir certas doenças oportunistas. Como pode ser tratada a infecção pelo HIV?
  22. 22. Os médicos podem prescrever inibidores não nucleosídeos da transcriptasereversa em combinação com outros fármacos antiretrovirais.Estes medicamentos chamados inibidores das proteases interrompem areplicação dos vírus numa parte mais avançada do ciclo.Dado que o HIV se pode tornar resistente a alguns destes fármacos osmédicos têm que usar uma combinação deles para que efectivamente o vírusseja suprimido. Quando os inibidores da transcriptase reversa e os inibidoresdas proteases são usados em conjunto diz-se que é umaterapêuticaantiretroviral altamente activa que pode ser usada em doentes com o vírus doHIV. Como pode ser prevenida a infecção pelo HIV?Dado que não há vacina para o HIV a única forma de prevenção, da infecçãopelo vírus, é evitar comportamentos de risco, tais como a troca de seringas e osexo não protegido.xando de viver numabolhade 2010 O QUE É ENGENHARIA GENÉTICA?Engenharia Genética é uma área que descreve algumas técnicas modernas querevolucionam o campo da Biotecnologia. Consiste numa manipulação de genes deum determinado organismo, envolvendo duplicação, transferência e isolamento degenes. O objetivo é produzir organismos geneticamente melhorados e introduzirnovas características ou atributos fisiológicos em seres vivos. [²]
  23. 23. O QUE É ENFERMAGEM?Já na área da enfermagem, que também é uma área biológica, requer umcuidado com o paciente em si. Para ser enfermeiro, deve ser competentee hábil para cuidar do paciente e de sua família, promovendo, entreoutras coisas, a prevenção e o tratamento de doenças. Um enfermeiropode trabalhar tanto em hospitais, ambulatórios, consultórios e na áreade pesquisas, quanto em ensino profissional em universidades(graduação e pós-graduação). O objetivo dos cursos de enfermagem éformar profissionais capazes de formar um senso crítico e de terconsciência de seu papel de sujeitos e agentes de transformação nosentido de melhoria das condições de saúde das vidas dos pacientes. [¹] COMO PODEM SE RELACIONAR?Para relacionar esses dois assuntos, uma doença hereditária chamadaSCID (Imunodeficiência Severa Combinada) será discutida.‘SCID’ é o
  24. 24. nome dado a uma rara doença genética que causa anomalia no sistemaimunológico. Ela é identificada logo nos primeiros meses de vida de umbebê, e caso não seja, a criança não deve passar dos seus dois anos deidade. Mas ela também pode ser diagnosticada antes do bebê nascer -podendo ser solicitado somente caso já tenha casos dessa doença nafamília -, removendo e verificando células da placenta ou uma amostra dofluido que envolve o bebê. Nessas células, há a contagem de linfócitos Be T. Se os números destes forem muito a baixo do normal, o fetodesenvolverá esta doença.SCID também é conhecida como Doença da Bolha, pois nos anos de1970, um menino chamado David Vetter teve que viver dentro de umabolha durante 12 anos devido a esta doença. Com tantos anos passados,o governo dos Estados Unidos somou 1,3 milhões de dólares empesquisas, a fim de salvar tanto a vida de David quanto de outrascrianças com essa mesma doença. Então, aos 12 anos de idade, omenino foi submetido a um transplante de medula óssea, realizado apartir de sua irmã mais velha. Porém, meses após a cirurgia, Davidmorreu de câncer.
  25. 25. David Teller dentro de sua bolhaA Imunodeficiência ocorre quando os glóbulos brancos, responsáveispelos combates às infecções, param de trabalhar ou são comprometidosquase por completo. Sua ausência ou o seu mau funcionamento resultamem sérias e freqüentes infecções graves. Três tipos de glóbulos brancospodem ser afetados: T, B e NK (natural killer cells). Essa doença semanifesta diferentemente em cada caso, mas em todos os casos osistema imunológico da criança é comprometido e, então, precisa deproteção contra infecções.
  26. 26. Os sintomas da SCID ocorrem nos primeiros meses de vida, pois osistema imunológico não pode proteger o corpo do bebê, que pega umainfecção atrás da outra. Algumas dessas infecções podem comprometera vida do bebê, como pneumonia, meningite e sepse (infecção nosangue). Para piorar, os pacientes não respondem a antibióticos.A forma mais comum encontrada do SCID é a da mutação nocromossomo X. Quando isso ocorre, os seres do sexo masculino sãomais afetados que os do sexo feminino, pois os masculinos não têm umsegundo X que possa compensar o defeito no primeiro. Os homensprecisam herdar somente uma copia desse gene para ter a doença,enquanto as mulheres precisariam herdar os dois cromossomos com ela.Então, se a mulher herdar somente um cromossomo com a doença, elaainda tem o segundo cromossomo saudável para compensar. A mulhernão terá os sintomas da doença, mas ela carregará o gene da mesma epode passá-lo para os filhos.O tratamento mais efetivo hoje em dia é o transplante de medula óssea.Células-tronco são tiradas de uma medula óssea de um doador saudávele injetadas em pacientes com SCID. Essas novas células irão estimular aprodução das células do sistema imunológico. O melhor doador damedula seria irmãos do paciente, pois o risco de não aceitação do doentediminui (sendo esse o maior risco desta cirurgia).
  27. 27. AGORA ALGUNS CASOS:- No dia 14 de setembro de 1990, um grupo liderado pelo médicoAnderson realizou a primeira cirurgia com terapia gênica, ao tratar comêxito a menina Ashanti de Silva de 4 anos de idade com ADA-SCID (umadas variações da doença). Ela recebeu seus próprios linfócitos Ttratados. [³]- O grupo de Cavazzana-Calvo realizou um teste clínico para o tratamentoda SCID. Foi obtido um impressionante sucesso até que duas, das onzecrianças tratadas com esta terapia genética desenvolveram leucemia.Este grave incidente, em conjunto com a morte de um jovem atribuídaa uma severa reação inflamatória, acarretou uma redução drástica donúmero de testes clínicos neste início de século. [4]
  28. 28. Porém, De acordo com o National Institute of Health (NIH - Bethesda,MD,EUA), já foram aprovados 1.411 testes clínicos para terapia gênica emdiversos campos terapêuticos, onde 827 ainda estão abertos a procura depacientes para completar esses estudos.Portanto, o papel do enfermeiro (que está situado na área de pesquisa)juntamente com médicos especializados, é melhorar o tratamento a partirda medula óssea, para que não haja mais complicações. Ou seja, devem-se haver mais pesquisas sobre essa doença, para que os diagnósticospossam ser feitos em qualquer grávida e sem trazer algum risco ao feto.Assim, o tratamento com medula óssea seria mais eficaz, pois quantomais novo for o bebê, maiores são as chances de melhora do mesmo.E também aprimorar o estudo e mudar a concepção das pessoas sobre aterapia genética, que está sendo testada em alguns pacientes e tem umresultado positivo em certa quantidade de crianças afetadas. O processodeste tratamento é pegar uma célula-tronco do sangue de uma criançainfectada ou da medula óssea e, em laboratório, corrigir o "erro" do gene,através de técnicas que ainda devem ser estudadas. As células corrigidasdeverão retornar ao corpo da criança por transfusão. Essas novascélulas-tronco retornam para a medula óssea e começam a produzircélulas saudáveis do sistema imunológico. Porém, manipular genes éuma prática mal vista pelas pessoas e proibida por lei.
  29. 29. Então, sobre essa doença, ainda tem-se muito a se trabalhar para garantiruma vida saudável em crianças que nascem com ela. Garantir umdiagnóstico para todas as grávidas seria um passo para a melhora devida dos infectados, pois o tratamento feito em crianças com uma faixaetária menor é mais eficaz. Continuar as pesquisas com terapia gênica egarantir uma melhor visão da população é um trabalho que enfermeiros emédicos devem ter, para que mais crianças possam ser curadas dessadoença, pois pesquisas já realizadas (e já apresentadas anteriormente)dizem que esse tratamento pode se tornar muito eficaz com maisestudos.

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