Educação Permanente em Enfermagem

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Atualização sobre administração de medicamentos, aprazamento de prescrição médica e de enfermagem.

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Educação Permanente em Enfermagem

  1. 1. Administração de Medicamentos 2011
  2. 2. CONCEITO / OBJETIVO <ul><li>Processo de preparo e introdução de substância química no organismo humano, visando a obtenção de efeito terapêutico. </li></ul>
  3. 3. PRINCIPIOS LEGAIS <ul><li>Uma das responsabilidades da enfermagem que mais </li></ul><ul><li>FAVORECE EVENTOS ADVERSOS E IATROGENIAS. </li></ul><ul><li>FATORES QUE PROPORCIONAM EVENTOS ADVERSOS </li></ul><ul><li>Novos fármacos (grandes avanços da farmacologia); </li></ul><ul><li>Negligência, imprudência e imperícia. </li></ul><ul><li>CÓDIGO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM </li></ul><ul><li>Resolução COFEN 311 - 2007 </li></ul><ul><li>- Artigos: Responsabilidades e Dever (5º; 12, 13, 14, 16 e 21) </li></ul><ul><li>Proibições ( 9º, 30, 32 e 33) </li></ul>
  4. 4. VIAS DE ADMINISTRAÇAO <ul><li>1. Gastrointestinal 6. Nasal. - Oral ou bucal. 7. Auricular. - Sublingual. 8. Parenteral : - Gástrica. - intramuscular (lM). - Retal. - subcutânea (SC). - Duodenal. - intradérmica (lD). </li></ul><ul><li>2. Respiratória. - endovenosa (EV) ou intravenosa (IV). </li></ul><ul><li>3. Vaginal. - outras </li></ul><ul><li>4. Cutânea. </li></ul><ul><li>5. Ocular. </li></ul>
  5. 5. REGRAS GERAIS <ul><li>Medicamento deve ser prescrito por médico ou odontólogo; </li></ul><ul><li>Somente em caso de emergência, se pode atender prescrição verbal, que deverá ser transcrita logo que possível. </li></ul>
  6. 6. REGRAS GERAIS <ul><li>A prescrição (impresso) deve conter: </li></ul><ul><li>Data, registro e nome do paciente; </li></ul><ul><li>Enfermaria, leito e idade; </li></ul><ul><li>nome do medicamento; </li></ul><ul><li>Dosagem e via de administração; </li></ul><ul><li>Freqüência e assinatura do médico. </li></ul><ul><li>A tinta, em língua portuguesa, clara e por extenso. </li></ul><ul><li>Lei federal 5991/738 e 9787/998 </li></ul><ul><li>Resolução 357/2001 Conselho Federal de Farmácia </li></ul>
  7. 7. REGRAS GERAIS <ul><li>Inteirar-se sobre cuidados específicos: </li></ul><ul><li>- melhor horário; </li></ul><ul><li>- diluição: formas, tempo de validade; </li></ul><ul><li>- ingestão com água, leite, sucos; </li></ul><ul><li>- antes, durante ou após as refeições; </li></ul><ul><li>- incompatibilidade ou não de mistura de drogas; </li></ul><ul><li>- Tendo dúvida, não administrá-lo. </li></ul>
  8. 8. REGRAS GERAIS <ul><li>Lavar as mãos antes de preparar e administrar o medicamento. </li></ul><ul><li>- Monitorar, anotar qualquer anormalidade após administração do medicamento (vômitos; diarréia; erupções; urticária etc.). </li></ul><ul><li>Nunca administrar medicamento não identificado. </li></ul><ul><li>Não administrar medicamentos preparados por outro. </li></ul>
  9. 9. REGRAS GERAIS <ul><li>Ao preparar e ao administrar, seguir a regra dos 5 CERTOS: paciente certo, via certa, dose certa, horário certo e medicamento certo. </li></ul><ul><li>Atualmente se acrescenta: </li></ul><ul><li>Data de validade; </li></ul><ul><li>Recusa: o paciente (capaz), pode recusar; </li></ul><ul><li>O cliente deve ser informado sobre a terapia; </li></ul><ul><li>Anotar corretamente o medicamento administrado. </li></ul>
  10. 10. REGRAS GERAIS <ul><li>Orientar o paciente quanto: ao nome do medicamento e sua ação e cuidados gerais SN. </li></ul><ul><li>Orientar quanto ao perigo da automedicação. </li></ul><ul><li>Alguns medicamentos, precisam ser guardados corretamente, pois se alteram na presença da luz, do ar ou do calor. </li></ul><ul><li>Após o procedimento, checar a prescrição e realizar anotação imediatamente, evitando administração duplicada do medicamento. </li></ul>
  11. 11. REGRAS GERAIS <ul><li>Evitar movimentos desnecessários na administração de medicamentos, o que acarreta erros de postura e desconforto físico. </li></ul><ul><li>Identificar a seringa ou recipiente de via oral: quarto; leito; via; nome do medicamento. </li></ul><ul><li>Quando o medicamento deixar de ser administrado por estar em falta, recusa do paciente, jejum, esquecimento, ou erro, fazer a anotação do evento. </li></ul>
  12. 12. ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL <ul><li>VIAS ORAL, SUBLINGUAL, GÁSTRICA E RETAL </li></ul><ul><li>CONCEITO É a administração de medicamento por via digestiva. </li></ul><ul><li>OBJETIVOS </li></ul><ul><li>• Obter efeitos locais no trato digestivo. </li></ul><ul><li>• Produzir efeitos sistêmicos após a absorção na circulação sangüínea. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>VIA ORAL </li></ul><ul><li>CONCEITO: </li></ul><ul><li>Administração de medicamentos pela boca. </li></ul><ul><li>FORMAS DE APRESENTAÇÃO: </li></ul><ul><li>LÍQUIDA: xarope • suspensão • elixir • emulsão • outros </li></ul><ul><li>SÓLIDA: comprimidos, drágeas, cápsulas, </li></ul><ul><li>pérolas, pastilhas outros. </li></ul>ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL
  14. 14. ADMINISTRAÇÃO VIA ORAL <ul><li>Contra-indicações </li></ul><ul><li>Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes. </li></ul><ul><li>Em casos de vômito. </li></ul><ul><li>Quando há jejum para cirurgia ou exame </li></ul>
  15. 15. ADMINISTRAÇÃO VIA ORAL <ul><li>Cuidados Importantes </li></ul><ul><li>1. Antes de preparar o medicamento certificar-se da dieta, jejum e ou controle hídrico do paciente. </li></ul><ul><li>2. Ao manusear vidros com medicamentos líquidos, colocar o rótulo voltado para a palma da mão para evitar sujá-lo. </li></ul><ul><li>3. Homogeneizar os medicamentos em suspensão antes de colocar no recipiente. </li></ul>
  16. 16. ADMINISTRAÇÃO VIA ORAL <ul><li>Cuidados Importantes </li></ul><ul><li>4. O copo graduado tem as seguintes medidas (sistema caseiro): </li></ul><ul><li>15ml = 1 colher de sopa </li></ul><ul><li>10ml = 1 colher de sobremesa </li></ul><ul><li>5ml = 1 colher de chá </li></ul><ul><li>3ml = 1 colher de café </li></ul><ul><li>15ml = 1 medida adulta </li></ul><ul><li>5ml = 1 medida infantil </li></ul>
  17. 17. ADMINISTRAÇÃO VIA SUBLINGUAL <ul><li>CONCEITO: </li></ul><ul><li>Consiste em colocar o medicamento </li></ul><ul><li>sob a língua do paciente. </li></ul><ul><li>Procedimentos e Cuidados Específicos </li></ul><ul><li>1. Fornecer água ao paciente para enxaguar a boca e remover resíduos alimentares. </li></ul><ul><li>2. Colocar o medicamento sob a língua do paciente e orientá-lo para não deglutir a saliva até dissolver o medicamento, a fim de obter o efeito desejado. </li></ul><ul><li>3. Não administrar por VIA ORAL porque o suco gástrico inativa a ação do medicamento. </li></ul><ul><li>4. A via sublingual possui ação mais rápida do que a oral. </li></ul>
  18. 18. ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL <ul><li>A: VIA GÁSTRICA </li></ul><ul><li>CONCEITO: </li></ul><ul><li>Introdução do medicamento através da sonda gástrica. </li></ul>
  19. 19. ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL <ul><li>Procedimentos e Cuidados Específicos </li></ul><ul><li>Colocar o paciente em posição elevada para </li></ul><ul><li>evitar aspiração, exceto quando contra-indicado. </li></ul><ul><li>2. Certificar-se se a sonda está no estômago </li></ul><ul><li>através da ausculta com estetoscópio e aspiração </li></ul><ul><li>do suco gástrico. </li></ul><ul><li>Introduzir lentamente o medicamento por </li></ul><ul><li>gavagem, ou através de seringa, evitando </li></ul><ul><li>desconforto para o paciente. </li></ul>
  20. 20. ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL <ul><li>(CONT. VIA GASTRICA) </li></ul><ul><li>4. Não introduzir ar evitando, desta forma, a flatulência. </li></ul><ul><li>5. Lavar a sonda com água, a fim de remover partículas aderidas na sonda e introduzir todo medicamento até o estômago. </li></ul><ul><li>6. Caso tenha de drenagem prévia, </li></ul><ul><li>mantê-la fechada por 30 minutos </li></ul><ul><li>após a administração. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>B: VIA RETAL </li></ul><ul><li>É a introdução de medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister medicamentoso. </li></ul><ul><li>Observações </li></ul><ul><li>- O paciente poderá colocar o supositório sem auxílio da enfermagem, desde que seja esclarecido e orientado. </li></ul><ul><li>- Em se tratando de RN E criança, comprimir levemente as nádegas para evitar o retorno do supositório. </li></ul> ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL
  22. 22. ADMINISTRAÇÃO GASTRINTESTINAL <ul><li>(CONT. VIA RETAL) </li></ul><ul><li>Procedimentos e Cuidados Específicos </li></ul><ul><li>1- Colocar o paciente em decúbito lateral ou SIMS expondo somente a área necessária para a introdução do medicamento. </li></ul><ul><li>2- Afastar a prega interglútea, com auxílio do papel higiênico, para melhor visualização do ânus. </li></ul><ul><li>3- Lubrificar as extremidades de sondas quando estas forem utilizadas. </li></ul><ul><li>4- Introduzir o produto além do esfíncter anal delicadamente, e pedir ao paciente que o retenha por trinta minutos, ou o máximo que suportar num prazo inferior a este.. </li></ul><ul><li>5- Calçar a luva de látex para autoproteção. </li></ul>
  23. 23. ADMINISTRAÇÃO VIA VAGINAL <ul><li>CONCEITO </li></ul><ul><li>É a introdução de medicamentos no canal vaginal. Pode ser sob a forma de: </li></ul><ul><li>1. Velas, tampões, supositórios, comprimidos. </li></ul><ul><li>2. Óvulos. </li></ul><ul><li>3. Lavagens </li></ul><ul><li>5. Irrigação. </li></ul><ul><li>4. Cremes ou gel. </li></ul>
  24. 24. ADMINISTRAÇÃO VIA VAGINAL <ul><li>OBJETIVO </li></ul><ul><li>Diminuir a infecção vaginal </li></ul><ul><li>Prevenir infecção </li></ul><ul><li>Minimizar acumulo de </li></ul><ul><li>impurezas </li></ul><ul><li>Preparar pacientes para </li></ul><ul><li>cirurgias genitais. </li></ul>
  25. 25. ADMINISTRAÇÃO VIA VAGINAL <ul><li>Procedimentos e Cuidados Específicos </li></ul><ul><li>1. Respeitar a privacidade cercando a cama com biombos. </li></ul><ul><li>2. Posição ginecológica. </li></ul><ul><li>3. Utilizar o aplicador próprio e adequado. </li></ul><ul><li>4. Afastar os pequenos lábios com os dedos indicador e polegar — com auxílio de gazes. </li></ul><ul><li>5. Introduzir delicadamente o aplicador, 10cm aproximadamente, e pressionar seu êmbolo. </li></ul>
  26. 26. ADMINISTRAÇÃO VIA VAGINAL <ul><li>6. Retirar o aplicador e pedir para que permaneça no leito. </li></ul><ul><li>7. Lavar o aplicador com água e sabão (é de uso individual). </li></ul><ul><li>8. Em caso de paciente VIRGEM: pode ser administrada utilizando-se ESPECULO DE VIRGEM, ou uma seringa na qual adapta-se uma sonda uretral nº 4 ou n°6. </li></ul><ul><li>9. Fazer higiene íntima, antes da aplicação, se necessário. </li></ul>
  27. 27. ADMINISTRAÇÃO TÓPICA OU CUTÂNEA <ul><li>CONCEITO </li></ul><ul><li>É a aplicação de medicamentos na pele. Sua ação pode ser local ou geral. Ex.: pomadas, linimentos, anti-sépticos. </li></ul><ul><li>OBJETIVO </li></ul><ul><li>Obter ação local, principalmente, e sistêmica, eventualmente. </li></ul>
  28. 28. ADMINISTRAÇÃO TÓPICA OU CUTÂNEA <ul><li>Procedimentos e Cuidados Específicos </li></ul><ul><li>1. Fazer a limpeza da pele com água e sabão antes da aplicação do medicamento, se necessário (pele oleosa e com sujidade). </li></ul><ul><li>2. Desprezar a primeira porção </li></ul><ul><li>do medicamento. </li></ul><ul><li>3. Aplicar o medicamento </li></ul><ul><li>massageando a pele </li></ul><ul><li>delicadamente. </li></ul>
  29. 29. ADMINISTRAÇÃO TÓPICA OU CUTÂNEA <ul><li>4. Observar qualquer alteração na pele: erupções; prurido; edema; eritema etc. </li></ul><ul><li>5. Quando o medicamento for armazenado em recipiente, retirá-lo com auxílio da espátula. </li></ul><ul><li>6. Antes de aplicar a pomada, fazer o teste de sensibilidade. </li></ul>
  30. 30. ADMINISTRAÇÃO VIA NASAL <ul><li>CONCEITO </li></ul><ul><li>Consiste em levar à mucosa nasal um medicamento líquido. </li></ul><ul><li>OBJETIVO </li></ul><ul><li>Facilitar a drenagem de secreções e a aeração. </li></ul>
  31. 31. ADMINISTRAÇÃO VIA NASAL <ul><li>Atenção à posição do paciente. </li></ul><ul><li>Paciente em decúbito dorsal: colocar o travesseiro sob o ombro, de modo </li></ul><ul><li>que a cabeça fique inclinada para trás (cabeça em hiperextensão): </li></ul><ul><li>Paciente sentado: inclinar a cabeça para trás. </li></ul><ul><li>Pingar o medicamento nas narinas evitando que o conta-gotas toque na </li></ul><ul><li>mucosa nasal. </li></ul><ul><li>Instruir o paciente para que permaneça nesta posição </li></ul><ul><li>por mais alguns minutos, a fim de que o </li></ul><ul><li>medicamento penetre </li></ul><ul><li>profundamente na </li></ul><ul><li>Cavidade nasal. </li></ul>
  32. 32. ADMINISTRAÇÃO VIA OCULAR <ul><li>É a aplicação de colírio ou pomada na conjuntiva ocular. </li></ul><ul><li>( saco conjuntival inferior) </li></ul><ul><li>1. Preparar o paciente colocando-o </li></ul><ul><li>em decúbito dorsal ou sentado com a </li></ul><ul><li>cabeça inclinada para trás. </li></ul><ul><li>2. Antes da aplicação do medicamento, </li></ul><ul><li>remover secreções e crostas. </li></ul><ul><li>3. Afastar a pálpebra inferior com o </li></ul><ul><li>dedo polegar — com auxílio da gaze — </li></ul><ul><li>apoiando a mão na face do paciente. </li></ul>
  33. 33. ADMINISTRAÇÃO VIA OCULAR <ul><li>4. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio. </li></ul><ul><li>5. Pedir ao paciente que olhe para cima. Pingar o medicamento no núcleo da conjuntiva ocular (porção média da pálpebra inferior), sem tocar o conta-gotas ou o tubo de pomada na conjuntiva. </li></ul><ul><li>6. Ao aplicar a pomada, depositá-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior. </li></ul><ul><li>7. Solicitar que feche as pálpebras </li></ul><ul><li>e faça movimentos giratórios do globo </li></ul><ul><li>ocular, a fim de dispersar o medicamento. </li></ul><ul><li>8. Remover o excedente do </li></ul><ul><li>medicamento com a gaze. </li></ul>
  34. 34. ADMINISTRAÇÃO VIA AURICULAR <ul><li>CONCEITO </li></ul><ul><li>É a introdução de medicamento no canal auditivo. </li></ul><ul><li>OBJETIVOS </li></ul><ul><li>• Prevenir ou tratar processos inflamatórios e infecciosos. </li></ul><ul><li>• Facilitar a saída do cerúmen e corpo estranho. </li></ul><ul><li>OBSERVAÇÃO: </li></ul><ul><li>A medicação deve ser administrada à temperatura ambiente. </li></ul><ul><li>Se estiver na geladeira, retirar e aguardar o tempo necessário </li></ul>
  35. 35. ADMINISTRAÇÃO POR VIA AURICULAR <ul><li>1. Posicionar o paciente e lateralizar a cabeça. </li></ul><ul><li>2. Posicionar o canal auditivo no adulto da seguinte maneira: </li></ul><ul><li>segurar o pavilhão auditivo e puxar delicadamente para cima </li></ul><ul><li>e para trás. </li></ul><ul><li>3. Desprezar uma gota de medicamento. </li></ul><ul><li>4. Instilar no canal auditivo sem contaminar o conta-gotas. </li></ul><ul><li>5. Orientar quanto à manutenção da posição inicial por alguns minutos. </li></ul>
  36. 36. ADMINISTRAÇAO VIA PARENTERAL <ul><li>CONCEITO </li></ul><ul><li>É a administração de um agente terapêutico por outra via que não seja a do trato alimentar (aparelho digestivo). </li></ul><ul><li>Vias parenterais </li></ul><ul><ul><li>Subcutânea </li></ul></ul><ul><ul><li>Intradérmica </li></ul></ul><ul><ul><li>Intramuscular </li></ul></ul><ul><ul><li>Intravenosa </li></ul></ul>
  37. 37. ADMINISTRAÇAO VIA PARENTERAL <ul><li>Vantagens </li></ul><ul><li>- Absorção mais rápida e completa. </li></ul><ul><li>- Maior precisão em determinar a dose desejada. </li></ul><ul><li>- Obtenção de resultados mais seguros. </li></ul><ul><li>- Possibilidade de administrar determinadas drogas que são </li></ul><ul><li>destruídas pelos sucos digestivos. </li></ul><ul><li>Desvantagens </li></ul><ul><li>- Dor, causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga. </li></ul><ul><li>- Em casos de engano pode provocar lesão considerável. </li></ul><ul><li>- Por rompimento da pele, pode ocorrer o risco de adquirir infecção. </li></ul><ul><li>- Uma vez administrada a droga, impossível retirá-la. </li></ul>
  38. 38. ADMINISTRAÇAO VIA PARENTERAL <ul><li>PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER </li></ul><ul><li>Infecções locais ou gerais. </li></ul><ul><li>Abscesso. </li></ul><ul><li>Fleimão ou flegmão= inflamação pirogênica, com </li></ul><ul><li>infiltração e propagação para os tecidos, caracterizando-se </li></ul><ul><li>pela ulceração ou supuração. </li></ul><ul><li>Fenômenos alérgicos ao produto usado para anti-sepsia </li></ul><ul><li>ou às drogas injetadas.(urticária, edema, choque anafilático). </li></ul><ul><li>Trauma psicológico (medo, tensão, choro, recusa do tratamento, podendo chegar à lipotimia). </li></ul>
  39. 39. ADMINISTRAÇAO VIA PARENTERAL <ul><li>Trauma tissular ( hemorragias, hematomas, equimoses, dor, paresias, parestesias, paralisias, nódulos e necroses ). </li></ul><ul><li>Embolias. (pode ser devido à falta de aspiração antes de injetar uma droga, introdução inadvertida de ar, coágulo, substância oleosa ou suspensões por via intravenosa, ou à aplicação de pressão muito forte na </li></ul><ul><li>injeção de drogas em </li></ul><ul><li>suspensão ou oleosas </li></ul><ul><li>causando a ruptura de </li></ul><ul><li>capilares, conseqüentes </li></ul><ul><li>micro embolias locais ou </li></ul><ul><li>gerais). </li></ul>
  40. 40. ADMINISTRAÇAO VIA PARENTERAL <ul><li>CUIDADOS GERAIS </li></ul><ul><li>lavar as mãos </li></ul><ul><li>Utilizar técnica asséptica no preparo a fim de minimizar o perigo de injetar microrganismos na corrente sangüínea ou nos tecidos </li></ul><ul><li>Fazer antíssepsia da pele </li></ul><ul><li>Manejar corretamente o material esterilizado </li></ul><ul><li>Explicar ao paciente quanto ao procedimento utilizar o método de administração corretamente </li></ul>
  41. 41. ADMINISTRAÇAO INTRADÉRMICA (ID) <ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>É a introdução de pequena quantidade de medicamento na derme (entre a pele e o tecido subcutâneo). Esta via tem seu efeito mais lento do que nas outras vias de aplicação parenteral </li></ul><ul><li>Finalidade </li></ul><ul><li>Teste de sensibilidade alérgica e aplicação de vacinas. </li></ul><ul><li>A angulação da agulha deve ser mínima com relação ao tecido 15º, introduzindo cerca de 2 mm da agulha com bisel para cima. </li></ul><ul><li>Injete a solução observando a formação de pápula e retire a agulha com movimento único e rápido; </li></ul><ul><li>Não massagear o local, comprimir suavemente em caso de sangramento discreto. </li></ul><ul><li>Fonte: Técnicas básicas de enfermagem 2ª ed. </li></ul><ul><li>Martinari, 2007 – São Paulo; pag. 225 </li></ul>
  42. 42. ADMINISTRAÇAO INTRADÉRMICA (ID) <ul><li>Área de aplicação </li></ul><ul><li>Na face interna do antebraço ou região escapular, locais onde a pilosidade é menor e oferece acesso fácil à leitura da reação aos alérgenos. </li></ul><ul><li>A vacina BCG intradérmíca é aplicada na área de inserção inferior do deltóide direito. </li></ul><ul><li>Volume suportado </li></ul><ul><li>Até 0,5ml em adulto saudável, sendo recomendado 0,1ml, caso a dose exceda o volume suportado,poderá ser fracionada a aplicação </li></ul>
  43. 43. ADMINISTRAÇAO INTRADÉRMICA (ID) <ul><li>Observações </li></ul><ul><li>1. Geralmente é feita sem anti-sepsia para não interferir na reação da droga. </li></ul><ul><li>2. A substância injetada deve formar uma pequena pápula. </li></ul><ul><li>3. Utilizar preferencialmente agulha 13X4,5 </li></ul>
  44. 44. MEDICAÇÃO VIA SUBCUTÂNEA ( SC) <ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>É a introdução de uma droga no tecido subcutâneo ou hipoderme </li></ul><ul><li>Finalidade </li></ul><ul><li>Terapêutica lenta, contínua e segura pela tela subcutânea. </li></ul><ul><li>A angulação da agulha deve ser de 45° com relação ao tecido. </li></ul><ul><li>Certas vacinas, drogas e outros hormônios, têm indicação específica por esta via. </li></ul><ul><li>Volume suportado: Até 1ml </li></ul>
  45. 45. VIA SUBCUTÂNEA ( SC) <ul><li>ÁREAS DE APLICAÇÃO </li></ul><ul><li>Os locais mais adequados para aplicação são aqueles afastados das articulações nervos e grandes vasos sanguíneos : </li></ul><ul><li>- partes externas e superiores dos braços; </li></ul><ul><li>- Laterais e frontais das coxas; </li></ul><ul><li>- Região gástrica e abdome; </li></ul><ul><li>- Nádegas; </li></ul><ul><li>Costas (logo acima da cintura). </li></ul><ul><li>Fonte: Técnicas básicas de enfermagem 2ª ed. </li></ul><ul><li>Martinari, 2007 – São Paulo </li></ul>
  46. 46. MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR ( IM ) <ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>É a introdução de medicamentos nas camadas musculares. </li></ul><ul><li>Finalidade </li></ul><ul><li>Terapêutica de efeito relativamente rápido. </li></ul>
  47. 47. MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR ( IM ) <ul><li>Região Deltóide: </li></ul><ul><li>Traçar um retângulo na região lateral do braço a 4 cm do acrômio (Rn 1cm); o paciente deve estar sentado ou em pé com o braço flexionado em posição anatômica; contra-indicada em caso de pouco desenvolvimento da musculatura. </li></ul><ul><li>A angulação da agulha deve ser de 90  com relação ao músculo. </li></ul><ul><li>Volume indicado é de até 3 ml (Rn 1ml). </li></ul>
  48. 48. MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR ( IM ) <ul><li>Região Dorsoglútea </li></ul><ul><li>Traçar linha partindo da espinha ilíaca póstero-superior até o grande trocânter do fêmur e puncionar acima desta linha (relativo ao quadrante superior externo); o paciente pode posicionar-se de pé ou em decúbito ventral com rotação dos pés para dentro; em decúbito lateral, adotar a posição de Sims. </li></ul><ul><li>A angulação da agulha deve ser de 90  com relação ao músculo. </li></ul><ul><li>Volume indicado é de até 5ml; </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Região Ventroglútea </li></ul><ul><li>Colocar a mão esquerda no quadril direito do paciente e localizar com o dedo indicador a espinha ilíaca ântero-posterior. Estender o dedo médio ao longo da crista ilíaca, espalmando a mão sobre a base do grande trocânter do fêmur e formar com o dedo indicador um triângulo. Localizar a punção neste triângulo. O paciente pode ficar em qualquer decúbito. A angulação da agulha é dirigida ligeiramente à crista ilíaca. Não há contra-indicações de aplicação, pois existe grande espessura muscular sem estruturas importantes, pouco tecido gorduroso e sem possível contaminação fecal. </li></ul><ul><li>Volume indicado é de até 3 ml, (Rn 1ml). </li></ul>MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR ( IM )
  50. 50. MEDICAÇÃO INTRAMUSCULAR ( IM ) <ul><li>Face Ântero-lateral Da Coxa (FALC): </li></ul><ul><li>Traçar uma linha imaginária no terço médio da coxa. (delimitado pela linha média anterior e lateral da coxa ). </li></ul><ul><li>Posicionar o paciente em decúbito dorsal com membros inferiores em extensão ou sentado com a perna fletida. </li></ul><ul><li>A angulação da agulha deve ser de 90  com relação ao músculo. </li></ul><ul><li>Volume indicado é de até 3 ml, Rn (1ml). </li></ul>
  51. 51. MEDICAÇÃO VIA INTRAMUSCULAR ( IM ) <ul><li>Regras Gerais: </li></ul><ul><li>Distender a pele com o polegar e o indicador e fixar o músculo; introduzir a agulha em movimento único; </li></ul><ul><li>Soltar o músculo; fixar o canhão da agulha com os dedos que pinçaram o músculo e aspirar, verificando se não atingiu algum vaso sangüíneo; </li></ul><ul><li>Injetar a medicação lentamente; </li></ul><ul><li>Retirar a agulha rapidamente, comprimindo </li></ul><ul><li>local com algodão e massagear por alguns instantes; </li></ul>
  52. 52. Escolha do local para administração da medicação IM <ul><li>Embora existam controvérsias, segundo CASTELLANOS, 2009, a ordem de preferência deve ser: </li></ul><ul><li>1. Região Ventroglútea (VG): indicada em qualquer idade. </li></ul><ul><li>2. Região da face anterolateral da coxa (FALC): indicada especialmente para lactentes e crianças até 10 anos. </li></ul><ul><li>3. Região dorso-glútea (DG): contra-indicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e pessoas excessivamente magras. </li></ul>
  53. 53. Escolha do local para administração da medicação <ul><li>4. Região deltoidiana (D):contra-indicada para menores de 10 anos e adultos com pequeno desenvolvimento muscular. </li></ul><ul><li>Obs.: </li></ul><ul><li>A. Em nosso meio, a região FALC é usada também para recém-nascidos e a região DG também para menores de 2 anos. </li></ul><ul><li>B. Na escolha do local, </li></ul><ul><li>devem ser consideradas </li></ul><ul><li>As condições musculares. </li></ul>
  54. 54. MEDICAÇÃO ENDO VENOSA ( IV ) ( EV ) <ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>É a introdução do medicamento diretamente na corrente sanguínea </li></ul><ul><li>Finalidade </li></ul><ul><li>Terapêutica com efeito sistêmico rápido. </li></ul><ul><li>Administrar medicações que irritam o tecido </li></ul>
  55. 55. VENÓCLISE <ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>É a infusão de solução dentro da veia,em quantidade relativamente grande </li></ul><ul><li>Finalidade </li></ul><ul><li>Infusão de grande volume de líquidos. </li></ul><ul><li>Proporcionar via para administração de medicações. </li></ul><ul><li>Repor líquidos </li></ul><ul><li>Manter equilíbrio de </li></ul><ul><li>eletrólitos </li></ul><ul><li>Administrar nutrientes </li></ul>
  56. 56. Identificação De Venóclise <ul><li>Rotulação de soro deve conter os seguintes dados: </li></ul><ul><li>Nome e leito (chapa ou RH) do paciente, </li></ul><ul><li>Drogas administradas, bem como o volume; </li></ul><ul><li>Data da administração; </li></ul><ul><li>Hora inicial e tempo de administração; </li></ul><ul><li>Gotejamento e horário de término previsto; </li></ul><ul><li>Identificação clara sobre o responsável pelo preparo. </li></ul>
  57. 57. Considerações: <ul><li>OS 5 CERTOS: </li></ul><ul><li>Medicamento CERTO (prescrição médica legível, diversidade dos nomes de medicamentos, data de validade e etc.); </li></ul><ul><li>Cliente CERTO; </li></ul><ul><li>Dose CERTA (g., mg., ml., UI) </li></ul><ul><li>Horário CERTO (rotinas especificas 4/4, 8/8, 12/12, 24/24.) </li></ul><ul><li>Via C E R TA </li></ul>
  58. 58. APRAZAMENTO DE PRESCRIÇÃO
  59. 59. APRAZAMENTO DA PRESCRIÇÃO <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>Estabelecimento dos horários de administração dos medicamentos. </li></ul><ul><li>Objetivo: </li></ul><ul><li>Evitar complicações relacionadas à via de administração, toxicidade dos medicamentos e interações medicamentosas </li></ul><ul><li>Evitar ausência de planejamento de trabalho, e minimizar riscos assistenciais. </li></ul>
  60. 60. APRAZAMENTO DA PRESCRIÇÃO <ul><li>A legislação para o exercício profissional da enfermagem, através do Decreto Lei nº94.406/87 em seu artigo 8º, que dispõe sobre a INCUMBÊNCIA PRIVATIVA do enfermeiro, determina: </li></ul><ul><li>A) ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços. </li></ul><ul><li>B) PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, COORDENAÇÃO, EXECUÇÃO E AVALIAÇÃO dos serviços da assistência de enfermagem. </li></ul>
  61. 61. APRAZAMENTO DA PRESCRIÇÃO Determinações a Serem Seguidas Conforme Coren-SP Medicamento Horário Observação 1). FAT 15ml via SOG 3/3h 15 18 21 ........ Colocar horário padrão e não simplesmente as siglas dos respectivos serviços (SND) 2). Dextro 3X/dia 06 14 22 Colocar horário padrão e não simplesmente siglas M T N ATENÇÃO: Deve conter o carimbo na respectiva coluna de horários identificando o enfermeiro responsável pelo aprazamento.
  62. 62. APRAZAMENTO DA PRESCRIÇÃO <ul><li>Uso de corretivo (branquinho) = Proibido </li></ul><ul><li>Correto = bolar e anotar Sem Efeito . Seguir com anotação ou horário correto. </li></ul>
  63. 63. CONSIDERAÇÕES <ul><li>A administração de medicamentos é uma atividade que exige grande responsabilidade por parte da equipe de enfermagem. Para sua execução são aplicados princípios científicos, legais e éticos, que fundamentam o exercício profissional e, visa promover a segurança necessária a esta prática. </li></ul><ul><li>O não aprazamento da prescrição, bem como, a não medicação no horário aprazado, constitui não conformidade com o exercício profissional, sendo imprescindível a informação da causa que deflagrou o efeito, sendo passível averiguação conforme implicação legal. </li></ul>
  64. 64. Referencias Bibliográficas <ul><li>Técnicas básicas de enfermagem 2ª ed. </li></ul><ul><li>Martinari, 2007 – São Paulo </li></ul><ul><li>Lei federal 5991/738 e 9787/998 </li></ul><ul><li>Resolução 357/2001 conselho federal de farmácia </li></ul><ul><li>Manual prático de técnicas de enfermagem, 2ª edição </li></ul><ul><li>Atualizado e revisado por Messauandra De Oliveira Silva </li></ul><ul><li>Unisantanna , 2007 – São Paulo </li></ul><ul><li>Manual de normas e rotinas de procedimentos para enfermagem, 2008 </li></ul><ul><li>Prefeitura municipal de Campinas, secretaria de saúde </li></ul><ul><li>SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Enfermagem médico-cirurgica. 8 ed.Guanabara Koogan: 1998. </li></ul>

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