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MEMÓRIA E PATRIMÔNIO HISTÓRICO: ALAVANCAS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

  1. 1. Eixo temático: O ensino de História nos anos iniciais MEMÓRIA E PATRIMÔNIO HISTÓRICO: ALAVANCAS PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA Kenya Vieira de Souza e Silva, UEL keke_vieira_silva@hotmail.com1 Vanessa Duarte, UEL vanessaduarte_s2@hotmail.com2 Sirlei Borrasca de Brito, UEL sirleiborrasca@hotmail.com3 Carolina Rodrigues de Carvalho, UEL carolina.uel@gmail.com4INTRODUÇÃO O ensino de história nos anos iniciais do Ensino Fundamental consiste em uma etapaimportante, pois, é por meio deste processo, que os sujeitos farão reflexões a respeito daprópria história e do meio em que vivem. Neste contexto, o trabalho com PatrimônioHistórico, dentro desse nível de escolaridade, é bastante significativo. O docente que atua com este nível difere-se dos demais por trabalhar com diversasáreas do conhecimento, o que se constitui como algo positivo devido as possibilidades dedesenvolvimento de um trabalho interdisciplinar junto aos educandos. Intentamos no presente texto apresentar algumas práticas desenvolvidas com a 4ª sérieem uma escola municipal na cidade de Londrina. As ações são mediadas pelo projeto “Aslentes captam o que o coração sente”, cujo foco é o estudo das permanências e transformaçõesdos Patrimônios Históricos da cidade de Londrina, retratados por meio de imagensfotográficas realizadas pelos alunos. Trata-se de um trabalho em andamento. Propomos reflexões a respeito da Educação Patrimonial como metodologia mediadorana formação de sujeitos críticos e ativos na sociedade. Compreendendo que, ao conhecer oprocesso histórico, os sujeitos envolvidos neste processo podem estabelecer relações diretascom a realidade social e proporem transformações em diferentes âmbitos.1 Graduanda do 4º ano, curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.2 Graduanda do 4º ano, curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.3 Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Londrina e professora da rede municipal de Londrina.4 Graduanda do 4º ano, curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina.
  2. 2. 2 O presente artigo conta com o apoio do PIBID (Projeto Institucional de Bolsa deIniciação à Docência) de Pedagogia da Universidade Estadual de Londrina e é financiado pelaCAPES.O PATRIMÔNIO HISTÓRICO E A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: BREVES CONSIDERAÇÕESTEÓRICAS O ensino e a aprendizagem da história nos anos iniciais do Ensino Fundamentalestabelece interface direta com a Educação Patrimonial, uma vez que, ambos possuem comoproposta levar aos sujeitos envolvidos neste processo a apropriação do conhecimentohistórico e da herança cultural O PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) é um programadesenvolvido pela Secretaria de Cultura do município de Londrina que consiste em “[...]levar ações educacionais e culturais à população (primordialmente carente) do município”(ZANON; MAGALHÃES; BRANCO, 2009, p.8). O foco principal do programa é acompreensão da significância e reconhecimento dos Patrimônios Históricos locais e odesenvolvimento da consciência de preservação pelos sujeitos envolvidos no processo. Dentreos projetos apoiados pelo Programa a Educação Patrimonial recebe destaque. O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPAN), define comoEducação Patrimonial Um processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo. Busca levar as crianças e adultos a um processo ativo do conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural (GUIA BÁSICO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, 1999, p.7). Barroso (2010, p.22) complementa a conceituação afirmando que a EducaçãoPatrimonial deve ser concebida como uma “[...] ferramenta de construção da consciênciacrítica [...] do entendimento de pertença/ de protagonista da História [...] como estratégia decompreender do passado, como experiência concreta e real[...]”. A Educação Patrimonial,
  3. 3. 3portanto, vai além do estudo sistematizado dos bens culturais, pois, ao promover tal reflexão,favorece ao sujeito a compreensão dos diversos elementos que norteiam a História. A Educação Patrimonial, segundo Barroso, tem a finalidade de promover nos sujeitoso “[...] reconhecimento de si no espaço e no tempo em que vive, despertando o sentimento depertença, de que faz parte, é sujeito, é agente da História no presente; em outras palavras éprotagonista” (BARROSO, 2010, p.21). Tais aspectos são substanciais para a formação deum sujeito autônomo reconhecedor de sua cultura e transformador da realidade social. A Educação Patrimonial ganhou força no Brasil a partir de 1983, “[...] com a açãoprecursora do Museu Imperial de Petrópolis. A partir do trabalho realizado na Inglaterra, aentão diretora do Museu, a museóloga Maria de Lourdes Parreira Horta, articulou a realizaçãodo 1º seminário de Educação Patrimonial no Brasil” (BARROSO, 2010, p.16). Apesar destadata marcar seu início, somente por volta do final de 1990 que tal expressão alcançou seuauge, como afirma Barroso [...] essa metodologia foi sendo propalada, ganhando espaços e conhecimento no meio acadêmico e nos lugares de memória. A sua disseminação ganhou maior força quando o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) publicou, no ano de 1999, o Guia Básico de Educação Patrimonial[...](2010, p.18) Podemos perceber que a disseminação dessa metodologia dentro do país é recente. Talfato leva a uma escassez de pesquisas e reflexões a respeito da mesma, porém não desconstróia significância que tal proposta assume dentro da esfera educacional; pelo contrário cria emnós o desejo de estabelecer um trabalho significativo que leve os alunos compreenderem-secomo sujeitos históricos, desenvolvendo um sentimento de pertencimento a determinadacultura. A Educação Patrimonial deve propiciar, aos sujeitos, o desenvolvimento de umconhecimento “[...] capaz de contextualizar informações dispersas e, na sua articulação,desvelar os mecanismos de submissão e as formas de superar os obstáculos que se apresentamna contemporaneidade” (MACHADO; MONTEIRO,2010, p,25). Ao estudar os Patrimôniosos sujeitos devem refletir a respeito do processo histórico constituído a fim de utilizarsubsídios básicos, anteriormente estabelecidos, transformando a realidade social. Um dos focos da Educação Patrimonial é o trabalho com o Patrimônio Histórico, ouseja, as cidades, as fotos, os documentos, os livros, as construção arquitetônicas, enfimelementos que narram a história de determinado povo ou região. Esses bens fazem lembrar o
  4. 4. 4passado, a constituição social, as tendências de cada época, os costumes e hábitos culturaisconstruídos. O Patrimônio Histórico se apresenta, na maioria das vezes, na forma de bensmateriais e/ou imateriais, sendo o primeiro concreto, palpável e o segundo delimitado porhábitos, costumes, danças, ritos, dentre outros, de determinada cultura. A respeito da constituição social do Patrimônio, Zanon, Magalhães e Branco,delimitam que A princípio, a noção de patrimônio esteve vinculada aos bens materiais familiares, voltados para o consumo, adequada à lógica absolutista [...]. A partir do século XVIII, patrimônio passou a ser entendido como elementos protegidos e nomeados como bens culturais de uma nação, visando criar uma referência comum, uma identidade nacional. (2009, p.34) No Brasil, a preocupação com o Patrimônio iniciou por volta do começo do séculoXX, devido a necessidade de estabelecer uma identidade nacional. Oliveira afirma que omarco inicial ocorreu em 1937 com a publicação do Decreto-lei n. 25, de 30 de Novembroque tinha como objetivo “[...] garantir, em termos da lei, os processos de preservação(tombamentos)” (2008, p.96) dos Patrimônios Históricos brasileiros. Machado e Monteiro esclarecem que A preocupação com a preservação do patrimônio envolveu ao longo do tempo diferentes organismos nacionais e internacionais, bem como associações de profissionais e especialistas no campo do patrimônio ou em áreas afins que, isoladamente ou em conjunto, promoveram discussões de caráter técnico, orientados pela situação de degradação do patrimônio cultural. Inúmeros documentos foram elaborados apresentando conceitos, normas e procedimentos ligados ao campo patrimonial, à sua preservação e conservação. A análise desse conjunto documental permite perceber as mudanças e os avanços na concepção de patrimônio cultural, bem como a trajetória da preservação nos âmbitos nacional e internacional. (2010, p. 28) Verifica-se que preocupação com a preservação dos patrimônios não é algo recente eenvolve diferentes esferas sociais na busca de um mesmo objetivo, manter viva a memória ehistória de determinado povo, por meio dos bens produzidos e apropriados. A citaçãosubscrita pontua a existência de mudanças em relação a concepção de patrimônio, porémainda mantém-se a significância de propor reflexões a respeito da temática, dentro do âmbitosocial. Atualmente o foco ao Patrimônio Histórico tem-se ampliado gradual esignificativamente na sociedade. O rompimento com o ensino tradicional da história e a busca
  5. 5. 5por metodologias diferenciadas favoreceu a criação de novas reflexões a respeito do tema.Uma das formas de propor tal dissipação é por meio da Educação Patrimonial.O ENSINO E A APRENDIZAGEM DE HISTÓRIA NOS ANOS INICIAIS: UM NOVO OLHAR SOBRE OPATRIMÔNIO HISTÓRICO Tendo em vista os conceitos até então abordados verifica-se que a EducaçãoPatrimonial é muito importante para construção do conhecimento histórico nas das crianças.Porém, como trabalhar com tal modalidade, a fim de garantir um conhecimento elaborado?Sabemos por Cooper que [...] precisamos encontrar formas de ensiná-los, desde o começo, que iniciem o processo com eles e seus interesses, que envolvam uma “aprendizagem ativa” e pensamento histórico genuíno, mesmo que embrionário, de maneira crescentemente complexa (COOPER, 2006, p.173-174). Segundo Cooper (2006) esse ensino deve acontecer desde a educação infantil, paraque as crianças possam identificar e compreender com maior facilidade o desenvolvimento doprocesso histórico. Para isso as atividades devem ser planejadas e organizadas de maneira queas crianças encontrem significados para sua própria realidade. Um ponto primordial para queo processo de ensino aprendizagem aconteça é a necessidade do professor em conhecer suaturma, identificando as características dos alunos e suas dificuldades. Ao estabelecer umdiagnóstico sobre a realidade das crianças, o docente terá ainda maior clareza e facilidade emestruturar seus objetivos e metodologias. Trabalhando desde cedo com e sobre os aspectos históricos e patrimoniais as criançasiniciam a sua relação com o passado identificando-o como parte fundamental de sua vida.Cooper (2006) coloca que esse processo pode se iniciar a partir de diversas formas epossibilitam Desenvolver um senso de tempo através das histórias, história familiar e visitas a locais históricos envolve muitos aspectos do desenvolvimento pessoal e social, e como as crianças aprendem sobre sua própria cultura e comunidade, bem como suas semelhanças e diferenças com outros, desenvolvendo um senso de pertencimento. (COOPER, 2006, P.182)
  6. 6. 6 Para que o ensino de história seja significativo na vida das crianças não bastaapresentar os conceitos e os conteúdos de forma solta, como se estes fossem independentes, énecessário que o docente consiga estabelecer uma relação com a realidade e com os aspectosvivenciados pela criança. A Educação Patrimonial tem em seu cerne o conceito de patrimônio. È evidente que,tal conceito, muitas vezes, é desconhecido pelas crianças. O docente ao apresentar esteconceito aos seus alunos precisa relacioná-los aos conhecimentos que as crianças já possuemsobre o lugar. Um primeiro ponto que elencamos como primordial é lançar o conceito depatrimônio e perguntar aos alunos do que se trata, realizando um levantamento dosconhecimentos prévios. Este momento possibilita ao docente perceber o que os alunos jásabem a respeito do conceito de patrimônio, além de dar voz para que as crianças exponhamos seus conhecimentos. Outro meio que auxilia tanto as crianças como o professor no desenvolvimento doprocesso histórico são as fontes, estas podem ser identificadas como, [...]coisas que foram feitas no passado, desde broches a castelos, encontradas em casa ou em museus. Elas podem ser escritas; para as crianças menores incluem: pulseirinhas de bebê, cartões de aniversário, livros de fotos antigas, nomes em estátuas e memoriais (COOPER, 2006, p.178). Para que o trabalho com as fontes seja efetivado, cabe ao docente ter clareza sobre seuconceito, compreendendo que não se tratam apenas de documentos escritos e reconhecidosoficialmente; as fontes estão dentro das casas das crianças, tudo aquilo que diz sobre algo, outransmite informações sobre alguém, pode ser identificado como uma fonte. Este pontofacilita muito o ensino de história, pois as fontes estão bem próximas dos alunos. As fontes permitem encontrar “os traços do passado que permaneceram, sejamescritos, visuais ou orais” (COOPER, 2006, p.175). Por meio das fontes os alunos podemdescobrir diversas informações sobre o seu passado e o passado da humanidade, estasdescobertas são fantásticas e as crianças demonstram uma grande satisfação em descobriremcaracterísticas do seu passado. Para que este momento de trabalho com fontes seja ainda mais rico é primordial queocorra a elaboração de questões sobre as mesmas. Neste momento o professor atua comomediador entre as crianças e o conhecimento que está sendo elaborado, criando sobre elesnovos conhecimentos através do processo de levantamento de hipóteses:
  7. 7. 7 Já que as fontes não podem nos fornecer um quadro completo do passado porque não podemos saber sobre os pensamentos e sentimentos daqueles que as fizeram e as usaram, nossas respostas para estas questões devem ser hipóteses, adivinhações razoáveis, baseadas no que conhecemos sobre a humanidade e os tempos passados. Com a maturidade e maior conhecimento, as adivinhações das crianças tornam-se mais prováveis de serem válidas, de acordo com o que é conhecido e o que parece ser (COOPER, 2006, p.178). Este processo de levantamento de hipóteses é muito importante, pois o docentetransmite aos alunos uma responsabilidade de, ao menos tentar ou imaginar do que se tratadeterminada fonte, e possibilita que as crianças criem vínculos entre os conhecimentosadquiridos e os já existentes. Os alunos nesse momento sentem-se ativos no seu processo deaprendizagem, estabelecendo ainda mais significado para tais atividades. Ainda trabalhando com o conceito de fontes, o docente poderá propor uma linha dotempo, nas quais as fontes seriam organizadas de diversas maneiras, ou cronologicamente oude maneira inversa, cabe ao professor criar novas formas de estabelecer relações com o tempoe o espaço, a esse respeito Cooper (2006, p.179) enfatiza que, Os historiadores sequenciam as fontes para traçar as causas e efeitos de mudanças ao longo do tempo; para entender como e por que os passados eram diferentes e também semelhantes à atualidade. As crianças adoram colocar suas fotos em ordem, colocá-las numa linha do tempo, para explicar a sequencia e comparar sua sequencia com as de seus amigos. Elas podem relacionar as fotografias a artefatos relevantes que permaneceram, como as roupas de bebês, brinquedos velhos, cartões de aniversário, livros e histórias de famílias. Esta proposta da linha do tempo é muito interessante, pois possibilita que as criançaselaborem o seu conceito de tempo e espaço. Este processo de verificação de mudanças epermanências possibilita que os alunos se enxerguem como membros ativos de sua sociedade.Esta análise sem dúvida alguma é complexa, todavia, se trabalhada com paciência e nodecorrer de um período significativo de tempo, poderá proporcionar aos alunos novosconhecimentos históricos e identitários. Ainda sobre o sentimento de pertencimento e de identidade Cooper acrescenta, que Desenvolver uma consciência do passado no contexto de nossas próprias vidas, por meio de histórias sobre o passado mais distante, é importante para a compreensão de quem somos, como nos relacionamos com os outros e sobre as semelhanças e diferenças entre nós. Isso permite que possamos entender a maneira pela qual as pessoas se comportam e possibilita entender
  8. 8. 8 suas ações, como elas podem sentir e pensar, por que as coisas acontecem. (2006, p.184) Dentre essas estratégias do ensino de história pode-se acrescentar também a utilizaçãodos jogos que, de maneira lúdica, influenciam na aprendizagem, dos alunos. Estes jogos, antesde serem aplicados, devem ser bem elaborados e esquematizados, para que seus objetivossejam de fato atingidos.UMA NOVA ABORDAGEM EM SALA DE AULA: O PATRIMÔNIO HISTÓRICO COMO CHAVE PARAA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA O projeto “As lentes captam o que o coração sente” tem como foco principal aspermanências e transformações dos Patrimônios Históricos da cidade de Londrina. As açõescontam com o apoio do PIBID/PEDAGOGIA/UEL, financiado pela CAPES. O projeto foi proposto para os alunos da 4ª série do Ensino Fundamental, tendo emvista os conhecimentos básicos, a respeito da história de Londrina e dos PatrimôniosHistóricos, adquiridos no ano anterior. A proposta era, por meio de fotografias, conhecer osPatrimônios Históricos, as mudanças e permanências estabelecidas, a fim de compreender oprocesso histórico constituído. A primeira fase do projeto pautou-se em estudos a respeito do conceito de PatrimônioHistórico, e do ensino de história nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nesta houve umconfronto entre os conhecimentos estabelecidos e os propostos pelos autores que discutem atemática. Pode-se assim, ampliar e estabelecer novas relações a respeito do conceito dePatrimônio Histórico com as práticas do ensino de história. Após estudos sistematizados das temáticas, elaboramos o planejamento das açõesposteriores a serem desenvolvidas em sala de aula. Optamos por fazer um planejamentoprévio a fim de organizar as temáticas que seriam trabalhadas. Porém após o contato com osalunos e a compreensão do ritmo, das exigências e do desejo em conhecer outras coisasrealizamos algumas alterações, a fim de adaptar o proposto à realidade dos alunos. No primeiro contato com os alunos propomos verificar os conhecimentos préviosestabelecidos a respeito do tema, a fim de partir do conhecido para estabelecer relação com onovo. Propomos que os 13 alunos que estavam presentes, formassem três grupos e
  9. 9. 9discutissem a respeito do que acreditam ser Patrimônio Histórico e posteriormente fizessemum desenho e escrevessem sobre o consenso levantado. Os alunos do grupo 1 foram bastante rápidos, definiram o que iriam fazer de maneiraconsensual e agilizada. O grupo 2 discutiu por mais tempo a respeito do conceito dePatrimônio Histórico e definiram em comum acordo o conceito discutido. O grupo 3encontrou maior dificuldade no desenvolvimento da atividade, discutiram muito a respeito doconceito, porém as opiniões eram extremamente divergentes. Entretanto, ao finalestabeleceram um acordo e iniciaram o desenho e a escrita. Após o término do desenho todos foram convidados a sentarem em círculo, ondeexpuseram as opiniões e desenhos realizados. O grupo 1 desenhou um campo de futebol,porém não souberam esclarecer o motivo da escolha do desenho. O grupo 2 desenhou a antigarodoviária, disseram que estudaram a respeito da mesma no ano anterior. O grupo 3 desenhouuma escola, pois acreditam que patrimônio refere-se a algo antigo. Pudemos perceber, por meio da realização da atividade, que diferentes conceitos doque seja patrimônio estão envoltos, porém há poucos vestígios de uma real aprendizagemestabelecida anteriormente. Notamos que essa metodologia não é utilizada em sala e aula.Percebemos as dificuldades quanto ao levantamento de hipóteses, a não compreensão da fontecomo elemento de pesquisa, a falta de discussão entre os membros e a não amplitude empensar o conceito. Verificamos também que, ao não conseguirem definir um conceito,relacionam com alguma coisa que é mais conhecido e significativo para eles, como o campode futebol e a escola, por exemplo. Após os resultados da primeira atividade recolhemos os aspectos verificados einiciamos uma atividade diferenciada contemplando os objetivos elencados, dentre eles aconstituição do conceito de Patrimônio Histórico e o reconhecimento de si mesmo comosujeito ativo na história. No segundo dia de atividades, levantamos questões a respeito do quehavíamos feito na aula anterior, a fim de trazer a lembrança o conteúdo trabalhado epercebermos o que havia ficado de significativo. Colamos no quadro os desenhos realizados,na aula anterior, para que relembrassem a sua primeira definição de Patrimônio Histórico.Propomos que confrontassem os conceitos estabelecidos anteriormente, presentes noscartazes, com a pesquisa nas fontes disponibilizadas, como: livros, artigos, jornais e revistas. Compreendermos que, como estabelece Oliveira
  10. 10. 10 Organizar o trabalho pedagógico a partir da identificação e exploração de fontes é condição fundamental para que o aluno compreenda como a História é construída. Para além do conhecimento sobre fatos e histórias, os alunos devem aprender a lidar com o passado de uma maneira histórica. Isso significa indagar o passado a partir dos vestígios do presente a fim de conseguir determinadas respostas. Para isso, toda produção humana pode ser utilizada em sala de aula como fonte de investigação para o ensino de História. O principal objetivo do trabalho com fontes é levar o aluno a fazer inferências válidas, ou seja, perguntas pertinentes sobre o passado e que possam ter na fonte, um início de resposta. (2010, p.125) Notamos que o trabalho com fontes não é algo presente no cotidiano dos alunos, poisos mesmos sentiram dificuldade em relacionarem ideias diversas a fim de constituírem umconceito. Após a pesquisa, confrontamos as respostas estabelecidas, levantando diversasquestões e estabelecendo um diálogo com os educandos, assim como estabelece Oliveira Para realizar esse trabalho com as fontes é necessário ir além da observação, com questões como: quem fez? Para que fez? Como se usava? O que esse objeto significava para as pessoas que o utilizavam? Da mesma forma, é importante incentivar os alunos a elaborarem suas questões e ouvir os argumentos que utilizam para justificar as mesmas. Tal perspectiva pressupõe um trabalho em sala de aula baseado no diálogo. Esse diálogo é a base para a construção de narrativas. Essas narrativas, nos anos iniciais, podem ser socializadas de diferentes formas e graus de complexidade: na oralidade, nos desenhos, nas dramatizações e, conforme forem dominando o processo de escrita, podem construir textos. (2010, p.26) Neste diálogo os alunos mostraram-se muito interessados em compreender a função deum Patrimônio Histórico, os mesmos levantavam questões e discutiam entre si, a fim deencontrarem a delimitação proposta. Posteriormente, os alunos construíram, por meio dasfontes, o conceito de Patrimônio Histórico. Foi bastante interessante realizar este trabalho,pois eles chegaram a conclusão que todos os elementos desenhados podem ser Patrimônios,desde que guardem a história do local onde estão dispostos. Propomos que houvesse uma definição pontual de Patrimônio Histórico construídapor todos da sala. Os alunos então definiram Patrimônio Histórico como: um conjunto debens: escolas, prédios, campos de futebol, livros e músicas que contam a história de um povo. Percebemos que houve a internalização do significado da temática, formada a partir doconfronto entre o estabelecido com o novo. Os alunos compreenderam que a delimitação dePatrimônio vai além da idade do local, ou seja, não é pelo fato do prédio ser antigo que o
  11. 11. 11mesmo será considerado um Patrimônio e sim pela memória nele presente e pela importânciaque o bem representa para a sociedade. Após ampliarem seus conhecimentos acerca do conceito de patrimônio histórico edefini-lo como um conjunto de bens que representam a cultura de determinado povo,buscamos um lugar na cidade de Londrina, que pudesse demonstrar aos alunos os patrimôniosque pertencem a cidade. Escolhemos a Rua Sergipe como ponto de referência. A partir daescolha buscamos apresentar aos alunos esta rua na qual se localiza o Museu de ArteContemporânea, no prédio da antiga estação rodoviária e o prédio da antiga cadeia pública dacidade. A aula se iniciou com levantamento de hipóteses, no qual os alunos foram convidadosa responder diversas questões, dentre elas: Vocês conhecem a Rua Sergipe? O que tem nessarua? As respostas obtidas foram variadas, porém a maior parte dos alunos já conhecia a RuaSergipe localizada no centro da cidade de Londrina. Os alunos relataram o que conheciam darua, oralizando o que havia de interessante nela, lembraram-se do museu de arte e de algumaslojas, além de relatarem algumas experiências vivenciadas. Levantamos posteriormente a questão: a Rua Sergipe foi sempre assim?Imediatamente os alunos disseram que não, demostrando estarem cientes dos processos detransformação que a cidade de Londrina passou. Após esta discussão os alunos foramconvidados a, em duplas ou em trios, elaborarem um desenho, com o tema: o antes e o agorada Rua Sergipe. Os alunos empenharam-se na atividade, alguns realizaram com rapidez,outros necessitaram de maior tempo. Foi interessante observar que houve discussões nosgrupos. Diferentemente das semanas anteriores, os integrantes buscavam levantar hipóteses eplanejavam o que iriam desenhar. Com o término da atividade, propomos a exposição dos desenhos no quadro. Osalunos observaram o desenho realizado pelos outros grupos e perceberam as semelhanças ediferenças entre os trabalhos dos grupos. Os alunos mostraram-se interessados, apresentaram com convicção o que haviamrealizado, ficaram atentos as observações feitas pelos companheiros dos outros grupos. Aofinal realizamos o fechamento com um levantamento sobre os diversos pontos abordadospelos grupos, elencamos em dois quadros os pontos semelhantes apresentados nos desenhos,afim de, posteriormente, confrontar as hipóteses com o coletado nas fontes. Ao analisar a atividade realizada pudemos perceber diversos aspectos, algunsequivocados, dentre eles, a compreensão de que a antiga rodoviária foi destruída e construiu-
  12. 12. 12se o museu no lugar, ou a ideia de que o mesmo já existia. Na verdade, o prédio da antigarodoviária atualmente é o Museu de Artes. Percebemos que as crianças compreenderam que arua antes era de terra e com as mudanças temporais foram sendo feitos ajustes, dentre eles oasfaltamento, implantação de sinaleiro, faixa de pedestres, além da implantação de grandegama comercial nesta rua. O trabalho realizado foi bastante interessante e possibilitou maiorvisão dos conhecimentos prévios dos alunos. Ampliamos o trabalho na aula posteriortrabalhando o histórico da Rua Sergipe por meio da linha do tempo. O objetivo principal erafazer com que os alunos ampliassem a capacidade de perceber as mudanças e permanênciasno processo de urbanização da cidade de Londrina, para isso foram distribuídas fotos doperíodo de 1930 até 2012 e cartolinas. Ao compreender que, como Oliveira afirma A partir da aula anterior, na qual os alunos puderam ampliar seu conhecimento arespeito do processo foi trabalhado o tema, conhecendo a Rua Sergipe; Um procedimento metodológico pautado no trabalho a partir da inferência sobre as fontes contribui para pensarmos (...) a relação entre o passado e o presente. O ensino de História, com crianças, não pode ser baseado na simples apresentação do passado, explicando como era e como é. É importante criar situações nas quais o sujeito seja impelido a compreender o porquê, as causas e as consequências nos processos de transformação e permanência entre o passado e o presente e, principalmente, que o leve a compreender que são as indagações do presente que nos levam a indagar o passado. (2010, p.126) Na aula seguinte , propomos a exposição de fotos atuais da Rua Sergipe. Todos osalunos foram convidados a observarem-nas. Verificamos que os alunos mostraram-seinteressados, expressando, por meio da fala : “Eu já passei por esta rua”. Trabalhamos posteriormente, com mapas, buscando localizar a Rua Sergipe na cidadede Londrina. Em seguida, os alunos foram divididos em grupos, esta divisão se deu por meiode um sorteio cujo objetivo era desfazer os grupos que sempre trabalham junto e promover adiversidade, o reconhecimento e respeito ao outro. Com o grupo formado os alunos tiveram atarefa de escolher a década que gostariam de trabalhar, observar a imagem e descrever osaspectos observados na mesma, com a finalidade de elaborarem uma linha do tempo da RuaSergipe. A linha do tempo foi montada no quadro, compreendendo que
  13. 13. 13 O tempo é uma categoria central do conhecimento histórico. Nos anos iniciais, faz-se necessário explorar as noções temporais básicas como: sequência, ordenação, sucessão; duração; simultaneidade; semelhanças e diferenças e mudanças e permanências. Por ser resultante de convenções sociais, cada sociedade elabora o seu conceito de tempo, o trabalho com essa categoria em sala de aula, deve levar o aluno a conhecer as diferentes formas de se pensar e utilizar o tempo (OLIVEIRA, 2010, p.127). Foi então que os alunos colaram o trabalho realizado formando uma linha. Quandoconvidados a reverem o que haviam montado, perceberam que se tratava de uma ordemcronológica, por décadas, e um integrante de cada grupo ficou responsável por falar arespeito do que haviam desenvolvido. Após esta exposição foi realizado um fechamentorelembrado todos os conteúdos trabalhados. Percebemos, por meio das atividades realizadas, que a divisão dos grupos da formarealizada proporcionou maior interação, desfazendo as lideranças e oportunizando aparticipação de todos. Além disso, acreditamos que enfatizou-se o respeito ao outro. Pode-severificar também que alguns alunos apresentaram certas dificuldades em lerem as imagens eelaborarem os textos; porém tais dificuldades foram superadas como a nossa mediação eestímulo dos demais integrantes dos grupos. A atividade de análise das imagens e construção da linha do tempo foi bastantesignificativa. O retorno quanto a aprendizagem foi maior do que o esperado. Além disso,ficou claro para os alunos as permanências e transformações ocorridas na Rua Sergipe. Na etapa seguinte do trabalho os alunos levantaram o que gostariam de conhecer naRua Sergipe, e planejamos o trabalho de campo: a visita a Rua Sergipe. Posteriormente,distribuímos máquinas fotográficas para todos, pois o objetivo do passeio era possibilitar queos alunos retratassem a Rua Sergipe segundo o seu próprio olhar. Tudo o que fosse importantepara eles, poderia ser fotografado, contemplando assim os objetos propostos pelo projeto “Aslentes captam o que o coração sente”. Com as máquinas entregues e algumas dúvidas esclarecidas dirigimo-nos para oônibus que nos levaria até a Rua Sergipe. Ao chegarmos, o primeiro ponto fotografado foi oprédio do Cadeião, antiga cadeia da cidade de Londrina e que recebia este nome porque, naépoca, era a maior cadeia da cidade. As crianças tiraram diversas fotos e perceberam que a finalidade do prédio do Cadeiãojá não era mais de prisão, mas sim de promover alguns eventos culturais. Tal fato propiciou acompreensão de algumas mudanças e permanências, uma vez que a estrutura do prédio nãofoi modificada, porém a sua função social se alterou.
  14. 14. 14 Em frente ao cadeião verificou-se a existência de uma casa de madeira e isso inquietouas crianças, pois como poderia haver ainda uma casa de madeira bem no centro da cidade? Foifantástico perceber este momento, pois tivemos a certeza de que as análises sobre o processode transformações e permanências na Rua Sergipe estava se realizando e as crianças estavamelaborando-o de forma muito satisfatória. Ao andarmos mais um pouco, nos deparamos com o estabelecimento Vitamina daSergipe, na qual se vende a vitamina de frutas mais famosa da cidade. Entramos noestabelecimento e um aluno iniciou uma conversa com o proprietário, o Jorge, porque estavacurioso para saber a quanto tempo existia a “vitamina da Rua Sergipe”. Jorge informou quefazia mais de 30 anos, que estava na Rua Sergipe fazendo vitaminas. Todos acharam umtempo muito longo. Após tomarem a vitamina e comerem o pastel, prosseguimos nossacaminhada. Mais a diante mostramos aos alunos os prédio antigos que possuíam uma estruturaarredondada, o que chamou a atenção das crianças, pois a maioria dos prédios da cidadepossuem quinas perpendiculares e não arredondadas. Outro aspecto dos prédios que chamou aatenção das crianças foram as pastilhas, que na década de 1950 eram colocadas uma a uma eatualmente são compradas em placas. Durante todo esse andar as crianças tiravam fotos detudo o que as impressionava, o movimento da Rua Sergipe é intenso, mas até isso foi motivode registro. Um dos momentos mais esperados foi à chegada ao Museu de Arte Contemporânea,antigo prédio da Estação Rodoviária. Os alunos se surpreenderam ao perceber, que aRodoviária não havia sido destruída e que o museu ocupava o mesmo espaço. Esse momentofoi muito rico, pois as crianças puderam compreender, que os patrimônios históricospermanecem, porque fazem parte e contam a história de um determinado lugar, como no casoda Antiga Rodoviária. Bem no meio da Rua Sergipe os alunos conheceram o Bazar Ajimura, que está na RuaSergipe praticamente desde sua origem. Este bazar possui uma característica muito particular,seu interior é totalmente revestido de madeira, as crianças se encantaram com isso eaproveitaram mais este momento para fotografarem os móveis e a estrutura antiga. Terminamos a caminhada na Rua Sergipe percebendo que, de fato as crianças estavamestabelecendo uma forte ligação entre o passado e o presente, compreendendo o que haviapermanecido e o que havia modificado no decorrer do tempo. Outro ponto significativo dotrabalho realizado foi o momento no qual as crianças estabeleceram relações entre os seus
  15. 15. 15registros anteriores sobre a Rua Sergipe e o vivenciado no passeio, verificando o que estavacorreto e o que não se confirmava. As ações desenvolvidas durante a nossa estada na escola, favoreceu paracompreendermos a importância que as crianças creditam ao conhecer, quando realizado demaneira significativa. As vivências estabelecidas favoreceram a constituição deconhecimentos amplos a respeito da temática estudada. É importante, portanto que o docentetenha ciência de seu papel como mediador do saber. CONCLUSÃO O trabalho com a educação patrimonial é bastante significativo, pois promove oreconhecimento de si como sujeito histórico, além de compreender o processo histórico demaneira mais dinâmica. Trata-se de um processo contínuo, a fim de desenvolver umconhecimento mais amplo e elaborado nos educandos. Todavia, não se trata de um trabalhofácil, pois exige esforço tanto do docente como também por parte do aluno. Este esforço requer um estudo sistematizado das teorias que embasam tal conteúdo,além de um conhecimento amplo a respeito dos patrimônios históricos locais. O docente queatua com as séries iniciais do Ensino Fundamental, deve ter compreensão de que seus alunosestão se reconhecendo como sujeitos históricos, portanto deve estabelecer uma metodologia,que abarque diversas estratégias diferenciadas de ensino e aprendizagem. A partir das ações realizadas podemos perceber que é possível desenvolver umtrabalho que envolva os educandos na busca de um conhecimento mais elaborado a respeitodo conceito de Patrimônio Histórico. Outro aspecto que ficou enfatizado foi a questão dainterdisciplinaridade, no qual a partir da disciplina de história pudemos estabelecer ganchoscom outras áreas do conhecimento e diferentes conteúdos. As vivências estabelecidas pelos alunos favorecem na construção da aprendizagem.Não há dúvida que este trabalho recebeu maior destaque devido o interesse dos alunos emrelação a vontade de conhecer, pois a todo momento demonstram-se ativos e participantes noprocesso de ensino e aprendizagem. É importante destacar que o trabalho ainda está emandamento, porém já existem vestígios das internalizações estabelecidas por meio das açõespropiciadas.
  16. 16. 16REFERÊNCIASBARROSO, Véra Lucia Maciel. Educação Patrimonial e ensino de história: registros,vivências e proposições. In: BARROSO, Véra Lucia Maciel [et al.]. Ensino de história:desafios contemporâneos. Porto Alegre: EXCLAMAÇÃO: ANUPUH, 2010. p.15-24.Guia Básico de Educação Patrimonial. HORTA, Maria de Lourdes Parreiras;GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriana Queiroz. Brasília: Museu Imperial/ IPANH/Minc, 1999.COOPER, Hilary. Aprendendo e ensinando sobre o passado a crianças de três a oito anos.Educar, Curitiba, Especial, p.171-190, 2006. Ed. UFPR.LAHIRE, Bernard. “Fracasso” e “Sucesso”. In:______. Sucesso escolar nos meiospopulares: as razões do improvável. São Paulo: Ed. Ática. 1995, p.47-70.LEMOS, Carlos A. C. O que é Patrimônio Histórico. 5 ed. São Paulo: Editora Brasiliense.1987.MACHADO, Maria Beatriz Pinheiro; MONTEIRO, Katani Maria Nascimento. Patrimônio,identidade e cidadania: reflexões sobre Educação Patrimonial. In: BARROSO, Véra LuciaMaciel [et al.]. Ensino de história: desafios contemporâneos. Porto Alegre:EXCLAMAÇÃO: ANUPUH, 2010. p.25-37.MOREIRA, Marco Antônio. Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel. SãoPaulo: Moraes, 1942.OLIVEIRA, Almir Félix Batista de. Patrimônio, memória e ensino de história. In:OLIVEIRA, Margarida Dias de; CAINELLI, Marlene Rosa; OLIVEIRA, Almir Félix Batistade. Ensino de História: múltiplos ensinos em múltiplos espaços. Natal: EDFURN. 2008. p.96-101.
  17. 17. 17OLIVEIRA, Sandra Regina Ferreira de. História. In: GUSSO, Angela Mari [et al.] Ensinofundamental de nove anos : orientações pedagógicas para os anos iniciais. Org. ArleandraCristina Talin do Amaral [et al]. Curitiba, PR: Secretaria de Estado da Educação 2010. p. 119-134.ZANON, Elisa R; MAGALHÃES, Leandro H. BRANCO , Patrícia M. C. EducaçãoPatrimonial: da teoria à prática. Londrina: Ed. Unifil, 2009.

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