Contra o terrorismo econômico

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Contra o terrorismo econômico

  1. 1. Contra o terrorismo econômico Quem acompanha o noticiário é bombardeado continuamente com informações e opiniões que pareceriam apontar o iminente colapso da economia brasileira. Certamente, em meio à maior crise internacional desde a década de 1930, existem problemas reais e a economia do país está longe de seus melhores momentos. No entanto, grande parte da percepção negativa é construída com base a informações equivocadas que, contudo, se difundiram amplamente. Busca-se aqui mostrar alguns desses equívocos, de modo a evitar que turvem a visão da realidade econômica do país. A inflação está descontrolada? NÃO, a inflação está controlada.  O IPCA tem sido:  INFERIOR ao registrado em 2011;  INFERIOR à média do primeiro mandato de Lula; e  MUITO INFERIOR à média dos mandatos de FHC.  Além disso, a inflação no Brasil tem se mostrado MENOR que a verificada em várias outras economias emergentes importantes. 0 2 4 6 8 10 12 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 IPCA anual (%) Pré-Real FHC Lula Dilma * 2014: acumulado em 12 meses até junho 10 15 20 25 30 35 40 45 FHC1 FHC2 Lula1 Lula2 Dilma IPCA acumulado no período (%) *para 2014, acumulado em 12 meses até junho 4 5 6 7 8 9 Brasil Turquia Rússia Índia Indonésia África do Sul Inflação ao consumidor (%) - ac.12 meses em maio Fonte: IBGE Fonte: IBGE Fonte: global-rates.com
  2. 2.  Por outro lado, no governo Dilma, ao contrário do que ocorreu especialmente no período FHC, a inflação que reflete melhor o aumento dos preços dos bens e serviços consumidos pelos mais pobres (INPC) AUMENTOU MENOS que o IPCA.  Finalmente, nos últimos meses a inflação não só não tem disparado, como TEM CAÍDO. Os salários estão caindo? O desemprego aumentando? NÃO, a situação no mercado de trabalho melhorou muito nos últimos anos, e continua favorável aos trabalhadores.  O rendimento médio do trabalho continua crescendo, atingindo níveis historicamente ELEVADOS.  O aumento no rendimento foi relevante para TODOS os trabalhadores, tanto os dos setores público e privado como aqueles por conta própria. 5 6 7 8 9 FHC Lula Dilma IPCA e INPC médios (%) IPCA INPC *para 2014, acumulado em 12 meses até junho 5 6 7 8 9 10 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 IPCA -média em 3 meses anualizada (%) 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Conta própria Setor privado Setor público Variação do rendimento médio real do trabalho principal por setor (2002-2013) 1.450 1.550 1.650 1.750 1.850 1.950 mar/02 set/02 mar/03 set/03 mar/04 set/04 mar/05 set/05 mar/06 set/06 mar/07 set/07 mar/08 set/08 mar/09 set/09 mar/10 set/10 mar/11 set/11 mar/12 set/12 mar/13 set/13 mar/14 Rendimento médio real do trabalho principal (R$) Fonte: IBGE Fonte: IBGE Fonte: PME/IBGE Fonte: PME/IBGE
  3. 3.  A taxa de desemprego caiu e tem permanecido em níveis historicamente BAIXOS. A dívida pública está descontrolada? NÃO, a dívida pública está controlada.  A dívida bruta está ESTÁVEL desde 2006.  A dívida líquida do governo (que desconta, basicamente, as reservas internacionais e os empréstimos do governo aos bancos públicos), ESTÁVEL nos últimos três anos, é MENOR que em 2006, e MUITO MENOR que em 2002. A dívida externa está aumentando? 3 5 7 9 11 13 mar/02 set/02 mar/03 set/03 mar/04 set/04 mar/05 set/05 mar/06 set/06 mar/07 set/07 mar/08 set/08 mar/09 set/09 mar/10 set/10 mar/11 set/11 mar/12 set/12 mar/13 set/13 mar/14 Taxa de desemprego (%) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Dívidas Líquida e Bruta do Setor Público (% do PIB) Líquida Bruta (maio) -5 0 5 10 15 20 25 30 35 40 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Dívida externa líquida e bruta (% do PIB) Líquida Bruta Fonte: PME/IBGE Fonte: Banco Central Fonte: Banco Central
  4. 4. NÃO, a dívida externa está estável.  A dívida bruta CAIU de forma consistente até 2007, permanecendo ESTÁVEL desde então.  A dívida líquida, que desconta as reservas internacionais (5° maior do mundo), é NEGATIVA desde 2007, quando o país passou a ser credor externo líquido.  Com menos de 12% da dívida total, a dívida externa de curto prazo do Brasil é uma das MENORES entre as das grandes economias. A inadimplência está descontrolada? NÃO, a inadimplência tem caído.  O volume de crédito em relação ao PIB, que era de cerca de 25% em 2003, CRESCEU fortemente até 2012, e marginalmente desde então, mais que duplicando em 12 anos.  Apesar desse aumento, a taxa de inadimplência não apenas não explodiu, como tem se situado em níveis historicamente BAIXOS. Só o consumo cresce, enquanto o investimento está estagnado? NÃO, mesmo que menos do que o desejável, o investimento tem crescido. 45 47 49 51 53 55 57 2,8 3,0 3,2 3,4 3,6 3,8 4,0 mar/11 mai/11 jul/11 set/11 nov/11 jan/12 mar/12 mai/12 jul/12 set/12 nov/12 jan/13 mar/13 mai/13 jul/13 set/13 nov/13 jan/14 mar/14 mai/14 Crédito (% do PIB, eixo dir) e inadimplência (% do total, eixo esq) Crédito Inadimplencia -8% -4% 0% 4% 8% 12% 16% 20% 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Taxa de crescimento do investimento (%) FHC Lula Dilma Fonte: Banco Central Fonte: IBGE
  5. 5.  Durante os governos Lula, cresceu MUITO MAIS que nos governos FHC.  Mesmo com a queda no governo Dilma, cresceu MAIS que nos governos FHC.  Não somente o investimento tem crescido como, diferentemente do que ocorreu nos governos FHC, desde 2004, especialmente após o lançamento do PAC, o investimento cresceu MAIS que o consumo. Os investidores estrangeiros estão se afastando do país? NÃO, o investimento estrangeiro direto permanece em níveis historicamente elevados.  O IED permanece ESTÁVEL desde 2010 em um patamar que é o DOBRO do pico anterior, no auge das privatizações no fim dos 1990’s.  A participação do Brasil no IED mundial TRIPLICOU desde 2006. 100 105 110 115 120 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Consumo das famílias e investimento Governo FHC 1994=100 95 115 135 155 175 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Governos Lula e Dilma Consumo das famílias Investimento 2002=100 -2% 0% 2% 4% 6% 8% 10% FHC1 FHC2 Lula1 Lula2 Dilma Taxa de crescimento do investimento média no período (%) -10 10 20 30 40 50 60 70 dez/95 set/96 jun/97 mar/98 dez/98 set/99 jun/00 mar/01 dez/01 set/02 jun/03 mar/04 dez/04 set/05 jun/06 mar/07 dez/07 set/08 jun/09 mar/10 dez/10 set/11 jun/12 mar/13 dez/13 Investimento Estrangeiro Direto (US$ bilhões ac.12 meses) 0 1 2 3 4 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Participação do IED no Brasil no IED Mundial (%) Fonte: IBGE Fonte: Banco Central Fonte: Unctad Fonte: IBGE

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