Slides mediação do professor com as tecnologias.

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Slides mediação do professor com as tecnologias.

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CENTRO DE ENSINO A DISTÂNCIA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA A DISTÂNCIA EIXO RECUPERAÇÃO PARALELA Michelle Ternus dos Santos. Matheus Santos Oliveira Juarez H. Lima Junior Polo Sapiranga. Novas Tecnologias e Educação:A mediação do Professor. O Cérebro e a Matemática
  2. 2. O professor pode ser considerado o grande responsável do gostar ou não gostar de Matemática em sala de aula. O uso de TIC’s (Tecnologia da Informação e Comunicação) auxilia muito na vontade de aprender do aluno. Jogos, materiais concretos, softwares e vontade do professor ensinar, são peças fundamentais para o desenvolvimento de um bom trabalho e um aprendizado significativo. Como diz Paulo Freire: “Não se pode falar de educação sem amor”. O presente trabalho trata justamente dessa mediação do professor frente as mudanças. Também trata da relação cérebro – matemática... como se desenvolve e curiosidades acerca desse tema. Introdução
  3. 3. Assistir ao vídeo do link abaixo,para entender sobre o que é e a importância do saber ensinar em meio a tantas coisas novas. O princípio fundamental é o saber aprender primeiro. https://www.youtube.com/watch?v=XdY57PMsTsQ
  4. 4. O Jogo como nova tecnologia de Ensino... O jogo na escola não algo novo, ele é utilizado em todas as áreas do conhecimento, porém devemos ter alguns cuidados no momento da escolha ou da elaboração, pois um jogo quando bem elaborado ou bem estudado pelo docente, possibilita a construção do conhecimento do aluno de uma forma significativa, fugindo do ensino tradicional. De nada adianta aplicar um jogo por aplicar, tem que ser muito bem pensado o objetivo dele. Segundo os PCN's (2006): Recursos didáticos como jogos, livros, vídeos, calculadoras, computadores e outros materiais têm um papel importante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, eles precisam estar integrados a situações que levem ao exercício da análise e da reflexão, em última instância, a base da atividade matemática. (BRASIL, 2006, p. 19). O docente deve usar essa ferramenta afim de amenizar e até extinguir as dificuldades dos alunos em relação a tão temida matemática. Medo esse que muitas vezes vem dos pais falarem que não gostam da matéria e de é muito difícil. Taxada pra alguns até como impossível. Conforme Borin (1996): “Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a Matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la.”.
  5. 5. O material concreto funciona? Alguns fatores que auxiliam a chegarmos a conclusão que funciona sim. São eles: Elaboração de um plano de aula adequado à turma. Acompanhamento docente ao raciocínio do aluno. Adaptação do material concreto ao conteúdo matemático, por mais abstrato que este pareça. Saber exatamente o que almeja que seja absorvido pelo discente, focar nos objetivos da aula. Muitos alunos discutem entre si, questionam e até competem uns com os outros. E essa comunicação, ou barulho, que alguns professores interpretam como bagunça, é fundamental para que não seja criado um modelo de aluno como descreve Toffler (1981), um indivíduo capaz de seguir ordens com atenção, não questionador, capaz de fazer algo sem se preocupar ou interrogar por que é feito desse modo e não de outro, sempre confiante em que há alguém que já pensou por ele como fazer. Definitivamente, não se quer esse tipo de cidadão e profissional para o mundo e essa é uma responsabilidade do professor.
  6. 6. Um bom exemplo de Material concreto... Algeplan Consiste em um material concreto, que pode ser feito de EVA,pode ser confeccionado também em madeira e também há versões virtuais do mesmo, como a disponível em http://mdmat.mat.ufrgs.br/algeplan/algeplan.swf. Se a intenção for mexer com o lado palpável e concreto da matemática é melhor optar pelo EVA ou madeira. Fonte: foto tirada do material confeccionado para o Projeto Jogos e Mídias digitais no Reforço Escolar. Aplicado na escola 28 de fevereiro, em Sapiranga- RS no mês de novembro de 2013.
  7. 7. Algeplan para ensinar Álgebra Quadrado de lado x, área x² e perímetro 4x – cor amarela Quadrado de lado y, área y² e perímetro 4y – cor azul Quadrado de lado 1, área 1² e perímetro 4 – cor vermelho Retângulo de lados x e y, área xy e perímetro 2(x+y) – cor rosa Retângulo de lado x e 1, área x e perímetro 2(x+1) – cor roxa Retângulo de lado y e 1, área y e perímetro 2(y+1) – cor verde Possui também figuras do mesmo tamanho das coloridas, na cor preta para representar o negativo. Fonte: foto tirada dos alunos manipulando Algeplan na Adição e subtração de Polinômios, durante o Projeto Jogos e Mídias digitais no Reforço Escolar. Aplicado na escola 28 de fevereiro, em Sapiranga- RS no mês de novembro de 2013.
  8. 8. Fonte: foto tirada dos alunos manipulando Algeplan na multiplicação de Polinômios, durante o Projeto Jogos e Mídias digitais no Reforço Escolar. Aplicado na escola 28 de fevereiro, em Sapiranga- RS no mês de novembro de 2013. Fonte: foto tirada dos alunos manipulando Algeplan na multiplicação de Polinômios, durante o Projeto Jogos e Mídias digitais no Reforço Escolar. Aplicado na escola 28 de fevereiro, em Sapiranga- RS no mês de novembro de 2013.
  9. 9. Baralho e dados para ensinar Multiplicação e operações com números positivos e negativos Fonte: foto tirada da manipulação do jogo de baralho e dados, utilizado durante o Projeto Jogos e Mídias digitais no Reforço Escolar. Aplicado na escola 28 de fevereiro, em Sapiranga- RS no mês de novembro de 2013.
  10. 10. Este material pode ser confeccionado de uma forma mais barata ainda e em conjunto com a disciplina de artes Molde de dado. Disponível em http://www.comofazer.com.br/como- fazer-um-dado/ Baralho confeccionado em sala de aula. Disponível em:http://educavalebahia.blogspot.com.br/2011/09/ planaltino-em-foco.html
  11. 11. O uso de software é eficaz? Esta é outra questão que vêm à mente dos professores que desejam inovar suas aulas, mas ainda tem a insegurança se realmente dará certo. A resposta é sim. Mas como toda ferramenta que foge do tradicional, deve ser muito bem acompanhada pelo professor, pois o computador permite ainda mais fuga de raciocínio ou distrações. Várias vezes durante uma aula que esteja sendo utilizado o recurso da informática, o aluno pode ser chamado atenção por estar no email pessoal, por estar jogando outro jogo que não traga o aprendizado que se deseja naquela aula. O uso de informática nas aulas de matemática é importante inclusive para aproximar o aluno à matéria, pois é uma ferramenta com que já estão bem familiarizados, que tem interesse, e transforma o método tradicional em algo que é bem aproveitado pelos discentes. Durante o próprio desenrolar da aula é possível que sejam feitas pesquisas sobre determinado assunto, apenas complementando, somando ideias. Segundo Borba (2001), em um momento do seu discurso diz: Eu gosto de pensar que a informática não melhora e nem piora o ensino, ela transforma o ensino e transforma a aprendizagem e ela transforma a forma como as pessoas produzem conhecimento /.../ A gente vê que a utilização da informática possibilita que argumentos visuais sejam utilizados com muito mais frequência, porque é uma característica da mídia informática.
  12. 12. Já para Haetinger (2003, p. 22) o uso de computadores e softwares pode ser comparado com os livros, que podem ser ou não ser bem aproveitados, depende da postura e colocação do mestre aos seus alunos, de sua condução inclusive de instigar a exploração de todas as possibilidades que um determinado software ofereça: Os softwares podem ser utilizados em sala de aula de modo diferente ao proposto pelos fabricantes dos mesmos, criando- se novos caminhos para exploração destes recursos, adequando-os a cada realidade para obtermos maior interatividade e resultados, aproximando-os de nossas comunidades. É como no ensino presencial: quando usamos um livro em sala de aula, ele pode ser apenas lido, ou integrado a outras atividades. O computador e seus aplicativos devem ser encarados de forma aberta, explorando-se todas as possibilidades laterais, olhando-se as “entrelinhas” para oferecermos aos alunos novas alternativas. O aprendizado do aluno depende bastante do que se considera um fator muito importante: A forma como o docente conduz a aula e a certeza do que quer ensinar. Se isso não estiver bem planejado, então o software torna-se algo obsoleto, objeto de distração ou simplesmente um passatempo de um período ou dois. O que confirma Betts (1998): Não podemos isolar a tecnologia do conjunto da prática educativa, porque, por si só, é burra. Existe a necessidade de intervenção de uma ação docente para que ocorra a construção do conhecimento. Nós, seres humanos, somos por natureza seres aprendentes e, conscientemente ou não, os facilitadores da construção do nosso próprio conhecimento.
  13. 13. Softwares para ensinar ângulos Fonte: tela do jogo Bingo. Disponível em: http://escolovar.org/mat_geometri_angulos.htm
  14. 14. Fonte: tela do jogo Bingo. Disponível em: http://escolovar.org/mat_geometri_angulos.htm
  15. 15. Fonte: tela do jogo Encontre a Banana. Disponível em: http://escolovar.org/mat_geometri_angulos.htm
  16. 16. Fonte: tela do jogo Acerte a Lesma. Disponível em: http://escolovar.org/mat_geometri_angulos.htm
  17. 17. O cérebro e a matemática Fonte:https://www.google.com.br/search?q=o+cérebro+e+a+matemática Discalculia: (do grego dýs+calculare, dificuldade ao calcular) é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números e existem vários tipos:. Discalculia léxica: dificuldade na leitura de símbolos matemáticos; Discalculia verbal: dificuldades em nomear quantidades matemáticas, números, termos e símbolos; Discalculia gráfica: dificuldade na escrita de símbolos matemáticos; Discalculia operacional: dificuldade na execução de operações e cálculos numéricos; Discalculia practognóstica: dificuldade na enumeração, manipulação e comparação de objetos reais ou em imagens; Discalculia ideognóstica: dificuldades nas operações mentais e no entendimento de conceitos matemáticos.
  18. 18. Curiosidade: Um pequeno estímulo elétrico no cérebro é capaz de melhorar as habilidades matemáticas das pessoas por até seis meses sem afetar outras habilidades cognitivas. Segundo a equipe liderada pelo Dr. Roi Cohen Kadosh, os estímulos elétricos não vão tornar seu cérebro como o de Albert Einstein, mas a técnica poderia ajudar as pessoas a lidarem melhor com matemática. Fontes: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/choque-no-cerebro-amplia-aptidao-matematica-05112010-21.shl e http://www.enscer.com.br/material/brinquedos/justifica/contcalc.html Contagem: As neurociências têm mostrado que os processos de contar e calcular são suportados por circuitos neurais semelhantes entre si, mas distintos daqueles envolvidos na produção e compreensão da linguagem. O contar começa a ser entendido como um processo de coordenação motora dos atos de localizar e apontar ou marcar os objetos de interesse, e um processo neural de quantificação dos objetos assim identificados. O cálculo aritmético é um processo neural complexo, que envolve várias etapas Identificação: nesta etapa, temos que reconhecer os argumentos do cálculo e o tipo de operação a realizar Quantificação: associamos, nesta etapa, os elementos identificados pelo I aos Quantificadores Proporcionais e Seqüenciais. Operação e recodificação. Leia mais uma curiosidade em: http://www.ciencia-online.net/2014/05/lesao-cerebral-genio-matematica.html que trata de um homem que desenvolveu habilidades matemáticas após lesão no cérebro Fluxo Sanguíneo Cerebral (CBF) durante uma tarefa de ativação mental. O sujeito controle normal, linha de base (esquerda) e tarefa matemática (direita). Nesse indivíduo, o aumento da perfusão durante as tarefas matemáticas é visível tanto na área frontal inferior e parietal esquerda. Fonte: Villanueva-Meyer et. cols. - Alasbimn Journal
  19. 19. Conclusão Os principais pontos chaves que os educadores devem ter em mente é que: O que é pra um nem sempre serve para todos. O aluno é único. E por fim, que ele está na sala de aula para ensinar, é sua profissão, e como qualquer outra, tem que ser bem feita com efetividade, competência e amor! Saber reconhecer o aluno, respeitando seus limites e seu tempo. O professor é o grande responsável pelo sucesso ou fracasso das aulas que fogem do vício de quadro – giz – caderno. Haetinger (2003) afirma que é importante ter esta fronteira de que o computador, a televisão, o DVD, os jogos com dinâmicas, podem sim melhorar a compreensão do aluno na sala de aula, todos são ferramentas didáticas pra esse fim, ou seja, elas auxiliam, mas dependem de um professor capacitado pra que ela possa ser uma ferramenta que seja usada para esse fim. Concluímos que o professor deve adaptar-se as novas tecnologias para poder fazer a mediação do aluno com o conhecimento, ensiná-lo a buscar informações, a fazer pesquisa e criar os conceitos e conhecimentos necessários para desenvolver um aprendizado eficaz. Cada parte do cérebro é responsável pelo desenvolvimento em matemática. Então os docentes não podem passar por cima disso e ignorar como se todos funcionassem da mesma forma, pois existem muitos problemas de aprendizado como a discalculia que atinge cerca de 6% da população mundial.
  20. 20. Bibliografia BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, v.2, 2006. BORBA, M. C.; PENTEADO, M. G. Informática e Educação Matemática. Belo Horizonte: Autêntica, 2001 (Coleção Tendências em Educação Matemática). BETTS, Davi Nelson. Novos paradigmas para a educação. Revista do Cogeime, v.13, 1998. HAETINGER, Max. Informática na educação – um olhar criativo. São Paulo: Papirus, 2003. TOFFLER, A. Choque do futuro. Lisboa: Livros do Brasil. 1981. http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/choque-no-cerebro-amplia-aptidao-matematica- 05112010-21.shl http://www.enscer.com.br/material/brinquedos/justifica/contcalc.html http://www.cerebromente.org.br/n11/mente/eisntein/rats-p.html

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