The effect of credit market competition on lending

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The effect of credit market competition on lending relationships
MITCHELL A. PETERSEN E RAGHURAM G. RAJAN
THE QUARTERLY JOURNAL OF ECONOMICS, 1995

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The effect of credit market competition on lending

  1. 1. The effect of credit market competition on lending relationships MITCHELL A. PETERSEN E RAGHURAM G. RAJAN THE QUARTERLY JOURNAL OF ECONOMICS, 1995 FINANÇAS CORPORATIVAS – LÍVIA BOTELHO LINHARES
  2. 2. INTRODUÇÃO • É possível firmas em mercados de crédito competitivos formarem laços fortes com credores em particular? • Considerando uma firma com necessidade de financiamento hoje e altos lucros potenciais no futuro, com mercados competitivos, o emprestador não poderá usufruir de futuros superávits da firma, uma vez que não pode reter equity claims. • O credor é restrito a igualar numa base período por período porque ela afastaria negócios se cobrasse uma taxa superior à taxa de juros competitiva. • Uma vez que a incerteza a respeito dos prospectos da firma é alto quando a firma é nova, credores num mercado competitivo são obrigados a cobrar altas taxas de juros até resolver a incerteza.
  3. 3. INTRODUÇÃO • Um credor monopolista pode usufruir de lucros futuros da firma, podendo subsidiar uma taxa baixa no começo e cobrar uma taxa de juros superior à competitiva no futuro. Tende a oferecer mais crédito do que um credor similar no mercado competitivo. • Mercado competitivo impõe restrições na habilidade da firma e do credor a compartilharem superávits de modo intertemporal. • Logo, as relações de empréstimo nele são menos valiosas. • O artigo desenvolve modelo com diferentes graus de competição no mercado de crédito e foca sua análise em pequenos negócios nos Estados Unidos. • Tem como objetivo estudar como a competitividade do mercado de crédito afeta o financiamento externo das firmas.
  4. 4. MODELO • Assumir neutralidade ao risco. • Há bons e maus empreendedores. • Na data 0, o bom empreendedor pode escolher entre um projeto seguro e um de risco. • O projeto seguro paga S1 na data 1, quando se investe Io nele. • Com sua conclusão, o empreendedor bom pode investir I1s em outro projeto seguro, de retorno S2. • Se ele investir no projeto de risco, ele pode obter na data 1 R1 com probabilidade p ou 0 com probabilidade 1-p. Se ele tiver sucesso, pode investir I1r em um projeto seguro que paga R2 na data 2. • O projeto de maus empreendedores falham e não pagam nada na data 1.
  5. 5. MODELO Pressupostos:  Projetos seguros tem VPL positivo  Projetos de risco tem VPL negativo  O VPL futuro e positivo do projeto tem os mesmos retornos esperados e investimentos, independente de ser escolhido o projeto de risco ou seguro na data 0  A receita do primeiro projeto é insuficiente para financiar o projeto da data 1.
  6. 6. MODELO • Instituições financeiras são a única fonte de financiamento externo neste mercado (bancos). • Agentes sabem se eles são bons ou ruins. • Na data 0, bancos só sabem que a fração Ѳ dos agentes que demandam financiamento são bons. • Na data 1, os bancos passam a ser completamente informados sobre o tipo de agente com que eles estão lidando. • Bancos só podem reter debt claims (contratos que exigem pagamento fixo). • Os contratos não podem ser condicionados ao tipo de projeto ou tipo de agente.
  7. 7. MODELO • Bancos podem cobrar uma taxa de modo que seu retorno esperado sobre os empréstimos seja M. • M é o poder de mercado, assumindo que taxa livre de risco é zero. • Há competição perfeita no mercado de crédito se M=1, no mercado concentrado, M>1. • Se nenhuma taxa de juros dá ao banco o retorno esperado maior ou igual a 1 (ao custo de seus fundos), ele recusa o empréstimo:
  8. 8. MODELO • Bons empreendedores tentam diminuir seu custo de empréstimos (tentativa de sinalização), pegando o mínimo emprestado na data 0, pagando D1 na data 1 e tomando novo empréstimo. • Condições para o banco emprestar na data 0:  Deve haver uma cláusula que incentive o empreendedor a investir no projeto seguro.  O banco deve esperar recuperar o valor de Io na data 1. • Logo, o branco empresta apenas se • E apenas serão financiados empreendedores com crédito maior do que
  9. 9. MODELO RESULTADOS 1. A medida que o poder de mercado M do banco aumenta, firmas cm menor qualidade de crédito obtém financiamento. 2. A taxa de juros contratada pela firma de menor qualidade, financiada por um banco de poder M, é menor do que ela seria se a firma fosse financiada por um banco com poder de mercado M’, onde M>M’. 3. Em média, o declínio nos pagamentos demandaos a medida que a firma fica mais velha, é menor quando o o banco tem mais poder de mercado.
  10. 10. TESTES EMPÍRICOS DADOS • Base de dados obtida através da National Survey os Small Business Finances, realizada entre 1988 e 1989, tendo como foco pequenos negócios que estavam em operação em 1987, excluindo setor financeiro, agricultura, pesca, etc. • Firmas são pequenas, ou seja, tem menos de 500 empregados. • Amostra estratificada pela região, localização urbana/rural e pelo tamanho de empregados. • 3.404 firmas na amostra, 1.875 são corporações e 1.529 são sociedades ou propriedades. • Empresas razoavelmente jovens. Mediana de 10 anos com o atual proprietário. • Firmas no maior decil do NYSE tem mediana de 33 anos. • 80% dos empréstimos das firmas da amostra vem de instituições, e o resto de empréstimos dos proprietários ou de família. Bancos correspondem a 80% do empréstimo institucional e instituições financeiras não-bancárias a cerca de 15%.
  11. 11. TESTES EMPÍRICOS PROXY • Precisa achar uma boa proxy para o poder de mercado M. • Utiliza a concentração do mercado para depósitos como proxy para a concentração do mercado para crédito. Firmas pegam emprestado em mercados locais devido à proibitividade informacional e custos transacionais. • Bancos fisicamente próximos às firmas tem menos custos de monitoramento e de transação, logo, mais poder em relação aos mais distantes. • Herfindahl index de depósitos como medida da competitividade. Se H<0,1, o mercado de crédito é competitivo, se H>0,18, o mercado de crédito é concentrado.
  12. 12. TESTES EMPÍRICOS IMPLICAÇÕES EMPÍRICAS DO MODELO • Mais firmas devem ser capazes de obter crédito de instituições financeiras em áreas onde o mercado de crédito é mais concentrado. E a qualidade das firmas deve ser menor quanto mais concentrado o mercado for. • Crédito será mais barato para firmas de baixa qualidade num mercado de crédito concentrado do que no mercado competitivo. • O custo do crédito deve cair mais rápido a medida que a firma fica mais velha num mercado competitivo do que num mercado concentrado.
  13. 13. TESTES EMPÍRICOS QUALIDADE DA FIRMA • Se a distribuição da qualidade das firmas solicitando crédito é a mesma em mercados diferentes, firmas com menor qualidade média serão financiadas em mercados mais concentrados. • Acesso da firma ao capital pode depender da tangibilidade ou liquidez de seus ativos, a indústria da firma é uma boa proxy para isso (Figura I). • Figura I: qualidade das firmas no mercado mais competitivo é tão boa quanto a nos mercados mais concentrados • Concentração de mercado de crédito é correlacionado com a região do país? Há poucas firmas no sul e oeste em mercados mais competitivos e muitas nos mercados concentrados. Mas a magnitude das diferenças é pequena.
  14. 14. TESTES EMPÍRICOS DISPONIBILIDADE DE FINANCIAMENTO • Firmas jovens (<10anos) no mercado de crédito concentrado são mais propensas a obter financiamento de fontes institucionais. • A medida que elas ficam mais velhas, a diferença na fração de firmas sendo financiada nos dois mercados desaparece (Tabela II). • A medida que as firmas ficam mais velhas no mercado concentrado, elas tomam emprestado menores quantias das fontes externas e dependem mais em fundos internos. • Isso é consistente com o modelo.
  15. 15. TESTES EMPÍRICOS MEDIDA ALTERNATIVA DE DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO • Assumiu que quantidade do crédito utilizado é a quantidade de crédito disponível. • Definição aceitável para firmas novas, que tem poucos recursos internos disponíveis, mas menos consistente para firmas mais velhas. • É necessário explorar uma melhor medida de disponibilidade de crédito. • Se as firmas não podem tomar emprestado de bancos, elas buscam fontes de empréstimos mais caros. • Controlando para oportunidades de investimento, a quantidade de empréstimo caro deverá ser a medida de quanto a firma é racionada pelas fontes institucionais (baratas), para isso:  O custo marginal do empréstimo da não institucional deve ser maior do que o custo marginal do empréstimo institucional.  O custo do empréstimo não institucional deve ser relativamente similar para firmas dentro de uma classe. • Instrumentos: trade credit e days payable outstanding. • Tabela III: firmas no mercado de crédito concentrado parecem ser menos restritas (desconto).
  16. 16. TESTES EMPÍRICOS MEDIDA ALTERNATIVA DE DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO • Ainda que a decisão de oferecer trade credit dependa da qualidade da firma, a decisão de credores de oferecer desconto de pagamento antecipado não depende. • 33% dos comércios de crédito são acompanhadas de descontos de pagamento antecipado. • Esse número não varia com tamanho e idade da firma. • Uma vez que estes descontos são substanciais e são específicos da indústria, não da firma, a fração de comércios de crédito com descontos não usufruídos é uma boa proxy para a fonte de crédito cara não institucional. • Percentagem de descontos utilizados é proxy para racionalização.
  17. 17. TESTES EMPÍRICOS MEDIDA ALTERNATIVA DE DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO • Teste de robustez: regride o percentual de descontos tomados contra medidas das oportunidades de investimento da firma, seu fluxo de caixa, medidas da força de suas relações de empréstimo e o estado de competição do mercado de crédito. • Firmas que pegam maior parte dos descontos sofrem menor restrição de crédito. • Medidas das oportunidades de investimento: valor contábil dos ativos, log da idade da firma, 7 dummies da indústria. • Essas variáveis também servem de proxy para a qualidade do crédito da firma. • Se a disponibilidade de crédito não depende da concentração do mercado, o coeficiente para o termo do estado de competição deve ser zero. • Tabela IV: firmas no mercado de crédito concentrado sofrem menos restrição de crédito.
  18. 18. TESTES EMPÍRICOS MEDIDA ALTERNATIVA DE DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO • Em resumo, a quantidade que as firmas tomam emprestado de instituições financeiras tende a aumentar com a concentração dos mercados de crédito • Firmas novas são menos restritas em mercados mais concentrados.
  19. 19. TESTES EMPÍRICOS DIFERENÇAS DE CUSTO DO CAPITAL EM MERCADOS COMPETITIVOS E CONCENTRADOS • O modelo sugere que, em mercados onde os emprestadores tem poder de mercado, eles devem cobrar uma taxa de juros menor que o competitivo nos primeiros anos de vida da firma, onde problemas de moral hazard e seleção adversa são grandes. • Mais tarde, eles irão compensar demandando taxas de juros acima da competitiva. • Por esta razão, é esperado que a taxa de juros caia mais rapidamente em mercados competitivos. • Examina subamostra de 1277 firmas. • Resultados sugestivos, sem ajuste para a qualidade das firmas.
  20. 20. TESTES EMPÍRICOS DIFERENÇAS DE CUSTO DO CAPITAL EM MERCADOS COMPETITIVOS E CONCENTRADOS • Robustez: regride taxa do empréstimo como função do log da idade da firma, e controla para características observáveis da firma e do empréstimo. • Diferentes inclinações e interceptos para cada nível de concentração de mercado. • As empresas de mercado concentrado começam com menor taxa de juros. • As taxas de juros caem à medida a empresa cresce (idade). • A queda é mais rápida no mercado competitivo (4x).
  21. 21. TESTES EMPÍRICOS VIÉS DE SOBREVIVÊNCIA EM DIFERENTES MERCADOS DE CRÉDITO • Taxa de juros tem inclinação decrescente com a idade da firma, porque bons empreendedores sobrevivem e maus falem. • Assume no modelo que os maus empreendedores são eliminados após um período. • Isso garante a mesma qualidade das firmas sobreviventes na data 1 em todos os mercados. • Tabela I: sobreviventes mais velhas no mercado concentrado tem qualidade pior. • Possibilidade alternativa: grande disponibilidade de financiamento para firmas de má qualidade pode tornar a “taxa de atrito” menor para firmas ruins em mercados concentrados. • Idade sendo proxy para elementos não observados da qualidade da firma, as taxas de juros caem menos com a idade em mercado concentrado.
  22. 22. TESTES EMPÍRICOS VIÉS DE SOBREVIVÊNCIA EM DIFERENTES MERCADOS DE CRÉDITO • A diferença de inclinação das suas retas tem a ver com a diferença nas taxas de atrito? • Realiza um último teste, dividindo uma amostra com firmas muito novas (<5) e novas (<10). • Premissa: se a diferença de atrito ocorre quando as firmas são muito novas, as não tão novas deveriam ser de melhor qualidade no mercado competitivo. • As evidências não suportam isso. • Não elimina a possibilidade de que diferentes sobrevivências causam a diferença de inclinação, mas não acha evidência que suporta isso. • Isso não explicaria as diferenças no intercepto ou diferenças na disponibilidade de crédito.
  23. 23. CONCLUSÃO • Firmas mais novas em mercados concentrados recebem mais crédito institucional do que firmas semelhantes em mercados competitivos. • A medida que elas ficam mais velhas, a diferença desaparece. • Firmas jovens que recebem empréstimo institucional são mais endividadas no mercado concentrado do que no competitivo. • Esse padrão é revertido quando elas ficam mais velhas. • Credores suavizam taxas de juros ao longo do ciclo de vida das firmas. • Cobram taxas menores do que a competitiva quando a firma é nova e acima quando a firma é mais velha. • Isso não ocorre porque as firmas no mercado concentrado são diferentes das do mercado competitivo, as diferenças persistem mesmo quando controla para características da firma e da indústria.
  24. 24. CONCLUSÃO • Uma explicação é de que bancos em mercados concentrados precificam errado seus empréstimos. • Não tem como concluir isso. • Outra explicação: Concentração é proxy para outros fatores • Ex: mais fácil para firmas rurais conseguir crédito, comunidade pequena, melhor informação. • Facilidade de informação não pode ser a explicação toda, ou então firmas em mercados concentrados teriam as taxas de juro baixa em todas as idades. • Explicação mais plausível: modelo teórico. Credores em mercado concentrado tem a garantia de obter superávits futuros da firma e consequentemente, aceitam retornos menores no primeiro momento. • Isso permite mais firmas serem financiadas antes do aumento da taxa de juros ao ponto onde a possibilidade de moral hazard faz o emprestador cortar o crédito.
  25. 25. CONCLUSÃO • Bancos em mercado concentrado emprestam com a expectativa de que eles vão recuperar o subsídio inicial através de altas taxas de juros no futuro. Isso explica o porque as firmas velhas sobreviventes no mercado concentrado pagam maiores taxas de juros do que as firmas velhas sobreviventes nos mercados competitivos. • Competição e relacionamento de longo prazo não são necessariamente compatíveis, se os mercados analisados é o de trabalho ou de capitais. • Reformistas não estão sempre certos, em economias baseadas em relacionamento, se pensarem que adicionar uma dose de competitividade num sistema vai, necessariamente, torna-lo melhor. • O tamanho da competição no mercado de crédito é importante na determinação do valor das relações de empréstimos. • Credores tendem mais a financiar firmas com restrição de crédito quando o mercado é concentrado, porque é fácil para eles internalizarem os benefícios de auxiliarem as firmas.

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