Seminário Interpretação da Bíblia 10-01-2009 Prof. Pr. Natanael Cardoso
Como interpretamos a Bíblia no dia a dia? Qual a maior lição que podemos tirar do ensino de Paulo: Posso todas as coisas e...
Interpretação Revelação, Fé, Razão Pecado
Interpretação Revelação, Fé, Razão Articulação entre o leitor que interpreta e o texto que interpreta o leitor. Porque a p...
<ul><li>Facto (Deus, Revelação, Palavra) </li></ul><ul><li>   Fé  </li></ul><ul><li> Experiência/Crise com uma pessoa  <...
<ul><li>Qual a diferença na leitura do jornal, das notícias pela Internet, de um e-mail, de SMS e da Bíblia?  </li></ul><u...
<ul><li>PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA  </li></ul><ul><li>–  OS DISTANCIAMENTOS </li></ul><ul><li>A BÍBLIA COMO LIV...
- A BÍBLIA COMO LIVRO DIVINO <ul><li>Distanciamento natural   </li></ul><ul><li>Nossa condição de seres humanos impõe limi...
Sentido e Interpretação <ul><li>“ a coerência está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer um sentido para o ...
Utilização do Texto Bíblico <ul><li>para justificar a escravidão e a abolição da escravatura;  </li></ul><ul><li>provar qu...
Sistemas de Interpretação <ul><li>Escola de Alexandria  (Alegórica) Interpretações de Filo : Gen. 2:8-14 » rio Gion = Cora...
<ul><li>A diferença está em lidar com a Bíblia considerando-a </li></ul><ul><li>normativa   ou  indicativa </li></ul><ul><...
Diacronia: Carácter dos fenómenos linguísticos considerados do ponto de vista da sua evolução no tempo, por oposição a sin...
E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (...
Que pretende provocar discussão, debate, diálogo. O Texto deve ser lido como início de um debate, despertando interesse pe...
Planos de Interpretação – por  Paulo Ricoeur   O mundo  atrás do  texto O mundo  dentro do  texto O mundo  na frente do  t...
<ul><li>ANÁLISE HISTÓRICO-CULTURAL E CONTEXTUAL </li></ul><ul><li>Determinar o Contexto Histórico-Cultural Geral </li></ul...
<ul><li>Desenvolver uma Compreensão do Contexto Imediato </li></ul><ul><li>Distinguir passagens descritivas de prescritiva...
<ul><li>ANÁLISE LÉXICO-SINTÁTICA </li></ul><ul><li>2. Necessidade da Análise Léxico Sintáctica </li></ul><ul><li>Passos pa...
<ul><li>Determinar o sentido das palavras </li></ul>(4) A carne do corpo, ou seja, os músculos; (  ) Rm. 7:18:  Portanto, ...
<ul><li>que significa “perfeito” em  “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir,...
<ul><li>Observar se ocorre paralelismo dentro da passagem, especialmente em textos poéticos.  </li></ul><ul><li>a.  Parale...
<ul><li>ANÁLISE LITERÁRIA </li></ul><ul><li>Géneros Literários </li></ul><ul><ul><li>Género Narrativo  </li></ul></ul><ul>...
<ul><ul><li>Carta </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>diatribe cínico-estóica   (espécie de debate judiciário onde o interlocut...
ANÁLISE TEOLÓGICA Princípios de Interpretação Bíblica   de Louis Berkhof   <ul><li>Modelo Texto-Prova :  o texto é mais va...
<ul><li>Só Deus pode explicar as Escrituras  </li></ul><ul><li>Considerações puramente históricas e psicológicas não valem...
<ul><li>B. A Bíblia como um Todo </li></ul><ul><ul><li>1. A Relação do Velho Testamento com o Novo.   </li></ul></ul><ul><...
<ul><li>(2) O Novo Testamento é um comentário do Velho. </li></ul><ul><li>(3) Por um lado, o intérprete deve ter cuidado p...
<ul><li>C. O Sentido Místico da Escritura </li></ul><ul><ul><li>Certas partes das Escrituras têm um sentido místico e que,...
<ul><li>Uma íntima conexão entre a vida individual e a comunitária revela-se claramente na poesia lírica . </li></ul><ul><...
<ul><li>Interpretação de Profecias   </li></ul><ul><li>A Interpretação dos Salmos   </li></ul><ul><li>O Sentido Implícito ...
<ul><li>b. A analogia da fé nem sempre tem o mesmo grau de valor evidente e de autoridade .  </li></ul><ul><li>Isto depend...
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Como Interpretar as Escrituras

  1. 1. Seminário Interpretação da Bíblia 10-01-2009 Prof. Pr. Natanael Cardoso
  2. 2. Como interpretamos a Bíblia no dia a dia? Qual a maior lição que podemos tirar do ensino de Paulo: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. (Fp 4:13) » Modelo Texto-Prova
  3. 3. Interpretação Revelação, Fé, Razão Pecado
  4. 4. Interpretação Revelação, Fé, Razão Articulação entre o leitor que interpreta e o texto que interpreta o leitor. Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4:12)
  5. 5. <ul><li>Facto (Deus, Revelação, Palavra) </li></ul><ul><li> Fé </li></ul><ul><li> Experiência/Crise com uma pessoa </li></ul><ul><li> Libertação Espiritual (mente vivificada e sensível) </li></ul><ul><li> Elaboração-construção-sistematização de conceitos (Jesus: minhas palavras, Apóstolos: doutrina) </li></ul>E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará . (Jo 8:32) Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo . (2Co 4:6) Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; (2Co 10:5) Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo , (Ef 4:13)
  6. 6. <ul><li>Qual a diferença na leitura do jornal, das notícias pela Internet, de um e-mail, de SMS e da Bíblia? </li></ul><ul><li>Qual é o seu sistema devocional? Texto livre ou estudos devocionais diários? </li></ul><ul><li>Qual a maior dificuldade do devocional com texto livre? </li></ul><ul><li>Qual seria uma primeira reacção ao abrirmos em Mateus 1: 1-17? </li></ul><ul><li>O problema da vida actual é que nos “obriga” a transpor a leitura fragmentária do dia a dia para as nossas leituras diárias e “devocionais”. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA </li></ul><ul><li>– OS DISTANCIAMENTOS </li></ul><ul><li>A BÍBLIA COMO LIVRO HUMANO: </li></ul><ul><ul><li>Distanciamento temporal </li></ul></ul><ul><ul><li>Distanciamento contextual </li></ul></ul><ul><ul><li>Distanciamento cultural </li></ul></ul><ul><ul><li>Distanciamento linguístico </li></ul></ul><ul><ul><li>Distanciamento autorial </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>erros de copistas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>se expressaram nos termos e dentro do conhecimento disponível naquela época </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>discrepâncias entre os Evangelhos, discrepâncias entre 1-2 Crónicas e 1-2 Reis. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>as traduções da Bíblia não são inerrantes. </li></ul></ul></ul>
  8. 8. - A BÍBLIA COMO LIVRO DIVINO <ul><li>Distanciamento natural </li></ul><ul><li>Nossa condição de seres humanos impõe limites à nossa capacidade de entender e compreender as coisas de Deus </li></ul><ul><li>Distanciamento espiritual </li></ul><ul><li>A Queda é um conceito espiritual, mas com certeza não pode ser deixado de lado em qualquer sistema interpretativo das Escrituras </li></ul>
  9. 9. Sentido e Interpretação <ul><li>“ a coerência está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer um sentido para o texto ” (KOCH, 1990:21). Em outras palavras, só existirá sentido no texto se as informações nele contidas estiverem interligadas por uma noção lógica, se forem coerentes . Portanto, o que o intérprete procura num texto, é o seu sentido ou a sua lógica interna , que, em última instância, se liga a uma lógica maior e externa que aqui chamamos de conhecimento do mundo. </li></ul><ul><li>Em algumas circunstâncias, a falta de sentido no discurso de partida (DP) poderá indicar ao intérprete a necessidade de ativar estratégias que lhe possibilitem restaurar ou restabelecer o sentido , o que implica em encontrar informações que supram vazios existentes na estrutura lógica do texto ou na memória do intérprete </li></ul><ul><li>COERÊNCIA TEXTUAL, CONHECIMENTO DO MUNDO E INTERTEXTUALIDADE: IMPLICAÇÕES NA INTERPRETAÇÃO SIMULTÂNEA (IS) Edson Lopes UFMG </li></ul><ul><li>Erving Goffman e o Interaccionismo Simbólico </li></ul>
  10. 10. Utilização do Texto Bíblico <ul><li>para justificar a escravidão e a abolição da escravatura; </li></ul><ul><li>provar que os judeus deveriam ser perseguidos, </li></ul><ul><li>que a guerra santa contra os muçulmanos era a vontade de Deus, </li></ul><ul><li>que os protestantes brancos são uma raça superior, </li></ul><ul><li>para executar as bruxas, </li></ul><ul><li>para impedir o casamento dos padres, </li></ul><ul><li>para defender a masturbação, </li></ul><ul><li>para justificar o aborto e a eutanásia, </li></ul><ul><li>para regular o tamanho das saias e do cabelo das mulheres cristãs, </li></ul><ul><li>para prover aceitação e fortalecimento dos homossexuais, </li></ul><ul><li>para proibir ingerência de qualquer tipo de bebida alcoólica, </li></ul><ul><li>para proibir transfusão de sangue, </li></ul><ul><li>para proibir o serviço militar, </li></ul><ul><li>para defender a poligamia nos dias de hoje, </li></ul><ul><li>para defender o suicídio religioso em massa, </li></ul>
  11. 11. Sistemas de Interpretação <ul><li>Escola de Alexandria (Alegórica) Interpretações de Filo : Gen. 2:8-14 » rio Gion = Coragem; Terra de Cuxe = humilhação; ri Tigre = temperança; Eufrates é justiça; </li></ul><ul><li>Escola de Antioquia (Literalista): método gramático-histórico – A criação é histórica e não alegórica. Os Samos 22 e 24 não são messiânicos; </li></ul><ul><li>Pais Latinos :Tertuliano, Agostinho, Jerónimo » Favoreciam a interpretação literal; Davam atenção ao contexto histórico da passagem; Algumas vezes alegorizavam o Antigo Testamento; </li></ul>Biblioteca de Alexandria Inácio de Antioquia Agostinho de Hipona
  12. 12. <ul><li>A diferença está em lidar com a Bíblia considerando-a </li></ul><ul><li>normativa ou indicativa </li></ul><ul><li>- Há o princípio hermenêutico fundamental chamado “revelação progressiva”. </li></ul><ul><li>Hebreus 1.1-2: “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo”. </li></ul>
  13. 13. Diacronia: Carácter dos fenómenos linguísticos considerados do ponto de vista da sua evolução no tempo, por oposição a sincronia. Sincronia: estudo dos fenómenos linguísticos considerados num dado tempo independentemente da sua evolução. Ex. Gálatas 4: Sara - Agar Paradigmas Hermenêuticos – www.escriturasagrada.com Hebreus 11 – Sistematiza-se a Fé pela descrição dos antepassados.
  14. 14. E, se a nossa injustiça for causa da justiça de Deus, que diremos? Porventura será Deus injusto, trazendo ira sobre nós? (Falo como homem.) (Rm 3:5) Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? (Rm 4:1) Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? (Rm 6:1) Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8:31) Libertação do Povo de Israel do Egipto  Marxismo  Projecto Político
  15. 15. Que pretende provocar discussão, debate, diálogo. O Texto deve ser lido como início de um debate, despertando interesse pelo assunto e levando a uma tomada de posição do leitor, discordando ou concordado, dando uma resposta ao autor do texto.
  16. 16. Planos de Interpretação – por Paulo Ricoeur O mundo atrás do texto O mundo dentro do texto O mundo na frente do texto descrição sincronia autor diacronia avaliação leitor texto
  17. 17. <ul><li>ANÁLISE HISTÓRICO-CULTURAL E CONTEXTUAL </li></ul><ul><li>Determinar o Contexto Histórico-Cultural Geral </li></ul><ul><ul><li>Leia Jo.12:12-13 ; Mc.7:10-13 ; livro de Oséias </li></ul></ul><ul><li>Contexto Histórico-Cultural Específico e Objectivos de um Livro </li></ul><ul><li>Quem foi o autor? </li></ul><ul><li>Qual era seu ambiente e sua experiência espiritual? </li></ul><ul><li>Para quem estava escrevendo? </li></ul><ul><li>Qual foi a finalidade (intenção) do autor ao escrever este livro? </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Desenvolver uma Compreensão do Contexto Imediato </li></ul><ul><li>Distinguir passagens descritivas de prescritivas </li></ul><ul><li>Distinguir o núcleo de ensino de uma passagem de detalhes incidentais </li></ul><ul><li>Definir a quem se destina a passagem em estudo </li></ul>Neemias 1 Levítico «» I e II Reis João 15:1-10 Mateus 5:1-12 «» Mateus 11:20-24
  19. 19. <ul><li>ANÁLISE LÉXICO-SINTÁTICA </li></ul><ul><li>2. Necessidade da Análise Léxico Sintáctica </li></ul><ul><li>Passos para a Análise Léxico Sintáctica </li></ul><ul><ul><li>Estrutura lexical - identifica “palavras” na linguagem </li></ul></ul><ul><ul><li>Estrutura Semântica - refere-se ao estudo do significado </li></ul></ul><ul><ul><li>Estrutura Sintáctica - identifica “frases” na linguagem </li></ul></ul>Gálatas 5:1, ao dizer-nos “Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” , Paulo quis dizer que nós não deveríamos nos submeter novamente: a) ( ) Aos prazeres da carne; b) ( ) À escravidão do pecado; c) ( ) Ao amor ao dinheiro; d) ( ) Ao legalismo judaico; e) ( ) Ao domínio romano;
  20. 20. <ul><li>Determinar o sentido das palavras </li></ul>(4) A carne do corpo, ou seja, os músculos; ( ) Rm. 7:18: Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne. (3) O corpo humano. A substância global do corpo (carnes, ossos, órgãos, etc.); ( ) Cl. 2:18: Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto aos anjos, baseando-se em visões, enfatuado sem motivo algum em sua mente carnal. (2) Presunções e egoísmos dos homens; ( ) Act. 2:26: por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; e além disso a minha carne há de repousar em esperança ; (1) A natureza pecaminosa do homem; ( ) I Co. 15:39a: Nem toda carne é uma mesma carne;
  21. 21. <ul><li>que significa “perfeito” em “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2Tm.3:16-17)? </li></ul><ul><li>a. ( ) Sem pecado? </li></ul><ul><li>b. ( ) Incapaz de cometer uma falta grave? </li></ul><ul><li>c. ( ) Sem pecado numa área específica? </li></ul><ul><li>d. ( ) Nenhuma das anteriores </li></ul><ul><li>O sujeito e o predicado de uma sentença podem explicar-se mutuamente. </li></ul><ul><li>Ex.: A palavra (moranthei) pode significar tornar-se tolo ou tornar-se insípido , sem sabor, </li></ul><ul><li>Mateus 5:13 poderia ser traduzido tanto por “[...] ora, se o sal vier a ser insípido [...]” ou por “[...] ora, se o sal vier a ser tolo [...]” . Entretanto, sendo o sujeito da sentença o sal , o único significado aplicável é tornar-se insípido. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Observar se ocorre paralelismo dentro da passagem, especialmente em textos poéticos. </li></ul><ul><li>a. Paralelismo Sinonímico (de sinónimo): (Sl.103:10): “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” </li></ul><ul><li>b. Paralelismo Antitético (de antítese): (Sl. 37:21): “O ímpio pede emprestado e não paga; o justo, porém, se compadece e dá” </li></ul><ul><li>c. Paralelismo Sintético (de síntese): (Sl. 14:2): “Do céu olha o Senhor os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus” </li></ul><ul><li>- Determinar se a palavra está sendo utilizada como parte de uma figura de linguagem. </li></ul><ul><li>Apocalipse 7:1 fala de “anjos em pé nos quatro cantos da terra” . </li></ul><ul><li>Estudar passagens paralelas </li></ul><ul><ul><li>a) Verbais : Utilizam palavras semelhantes, mas estão falando de coisas diferentes. Ex.: O conceito de Palavra de Deus como “espada” difere entre Ef.6:17 e Hb.4:12. </li></ul></ul><ul><ul><li>b) Reais : Utilizados nas Bíblias. É bom ter cuidado e verificar sempre se tal paralelo é real ou apenas verbal. </li></ul></ul>
  23. 23. <ul><li>ANÁLISE LITERÁRIA </li></ul><ul><li>Géneros Literários </li></ul><ul><ul><li>Género Narrativo </li></ul></ul><ul><ul><li>Género Lírico </li></ul></ul><ul><ul><li>Género Dramático </li></ul></ul><ul><li>Alguns géneros utilizados na Bíblia </li></ul><ul><ul><li>Histórico (História objectiva » cumulativa) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;História Profética“ » a obra do Cronista é uma reinterpretação da história de Israel(Crónicas, Reis, Isaías, Pedro (Actos 2,3), Paulo (Actos 13). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>relatos &quot;didácticos&quot; ou &quot;doutrinários&quot; » Ester &quot;novela histórica“ </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Parábolas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;oráculos proféticos&quot; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;Apocalíptico“ </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;proverbial&quot; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;poemas didácticos&quot; (Sabedoria). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;diálogos sapienciais &quot;( Job), </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;súplicas individuais ou colectivas” (Salmos), </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>&quot;hinos&quot; (Salmos) </li></ul></ul></ul>
  24. 24. <ul><ul><li>Carta </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>diatribe cínico-estóica (espécie de debate judiciário onde o interlocutor, imaginário na maior parte das vezes, é vivamente contestado) e da antítese e do exagero semita . </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As grandes antíteses do conteúdo teológico de Paulo são: Vida-Morte, Carne-Espírito, Luz-Trevas, Sono-Vigília, Sabedoria-Loucura da Cruz, Letra-Espírito, Lei-Graça (2 Cor. 3, 1-16). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>As referências ao AT aparecem em «citações explícitas», «citações implícitas» e «alusões» . </li></ul></ul></ul>
  25. 25. ANÁLISE TEOLÓGICA Princípios de Interpretação Bíblica de Louis Berkhof <ul><li>Modelo Texto-Prova : o texto é mais valorizado por seu uso curto, pela intenção que se quer transmitir, do que pela evidência que na realidade se denota de seu próprio contexto. </li></ul><ul><li>Modelo Histórico-Crítico : deixa de lado a questão pastoral, o uso contemporâneo do texto, para se fixar no aspecto histórico da Bíblia, como se esta fosse meramente um livro de referência. </li></ul><ul><li>Modelo de Resposta do Leitor : neste modelo, nega-se a intenção original do texto analisado. O que importa é o que o leitor entende a partir dele. </li></ul><ul><li>Modelo Sintático-Teológico : contextualiza o texto em questão, a partir dos níveis de interpretação, e então busca sua aplicação presente. É o mais completo modelo de interpretação bíblica. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Só Deus pode explicar as Escrituras </li></ul><ul><li>Considerações puramente históricas e psicológicas não valem para explicar os seguintes factos: </li></ul><ul><ul><li>(1) que a Bíblia é a palavra de Deus; </li></ul></ul><ul><ul><li>(2) que ela constitui um todo orgânico, do qual cada livro em particular é parte integrante; </li></ul></ul><ul><ul><li>(3) que o Velho e o Novo Testamentos se relacionam como tipo e antítipo, profecia e cumprimento, germe e perfeito desenvolvimento; </li></ul></ul><ul><ul><li>(4) que não somente as afirmações explícitas da Bíblia, mas também aquilo que se pode deduzir dela por boa e necessária consequência, constitui a Palavra de Deus. </li></ul></ul><ul><ul><li>É absolutamente necessário, complementar a interpretação histórica e gramatical com um terceiro tipo - a interpretação teológica. </li></ul></ul>
  27. 27. <ul><li>B. A Bíblia como um Todo </li></ul><ul><ul><li>1. A Relação do Velho Testamento com o Novo. </li></ul></ul><ul><ul><li>O Velho e o Novo Testamentos constituem uma unidade. </li></ul></ul><ul><ul><li>Os verdadeiros israelitas, tanto no Velho como no Novo Testamento, não são os descendentes naturais de Abraão, como tais, mas somente os que partilham de sua fé. </li></ul></ul><ul><ul><li>A diferença entre os privilégios e deveres do povo de Deus, tanto no Velho como no Novo Testamento, é puramente relativa e não absoluta. </li></ul></ul><ul><ul><li>As ordenanças do Velho e do Novo concertos se distinguem apenas por diferenças relativas, tal como corresponde em natureza à mudança na economia divina e nas condições espirituais daqueles que estão sob essa economia. &quot;se oferecem assim dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar àquele que presta culto &quot; (Heb. 9:19). </li></ul></ul><ul><ul><li>Na interpretação do Velho e do Novo Testamentos em sua relação mútua, o intérprete deve ser guiado por considerações definidas: </li></ul></ul><ul><ul><li>O Velho Testamento oferece a chave da correcta interpretação do Novo. </li></ul></ul>
  28. 28. <ul><li>(2) O Novo Testamento é um comentário do Velho. </li></ul><ul><li>(3) Por um lado, o intérprete deve ter cuidado para não diminuir a importância do Velho Testamento. </li></ul><ul><li>(4) Por outro lado, o intérprete deve ter cuidado para não ver demais no Velho Testamento . </li></ul><ul><li>2. A Significação dos Diferentes Livros da Bíblia no Organismo da Escritura </li></ul><ul><li>a) Considerações Gerais. </li></ul><ul><ul><li>A Palavra de Deus é uma produção orgânica e consequentemente os livros que a constituem estão organicamente relacionados uns com os outros </li></ul></ul>
  29. 29. <ul><li>C. O Sentido Místico da Escritura </li></ul><ul><ul><li>Certas partes das Escrituras têm um sentido místico e que, em tal caso, não constitui um segundo sentido, porém o real sentido da Palavra de Deus (serpente feita por Moisés?) </li></ul></ul><ul><ul><li>A Escritura mesma contém indicações do sentido místico. </li></ul></ul><ul><ul><li>Existe uma relação simbólica entre as diferentes esferas da vida, em virtude do facto de que toda a vida se relaciona organicamente .(Agar e Sara em Gálatas 4) </li></ul></ul><ul><ul><li>A história se caracteriza pela unidade dioramática (de significado), em virtude da qual eventos análogos frequentemente reaparecem, se bem que com ligeiras modificações, e estas repetições estão, mais ou menos, tipicamente relacionadas. (esterilidade feminina) </li></ul></ul>
  30. 30. <ul><li>Uma íntima conexão entre a vida individual e a comunitária revela-se claramente na poesia lírica . </li></ul><ul><li>2. Extensão do Sentido Místico </li></ul><ul><ul><li>Os factos podem ter significação simbólica Génesis 32:24-32, » Os. 12:2-4 Luta de Jacob </li></ul></ul><ul><ul><li>Os factos podem ter significação tipológica </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Abraão ofereceu seu único filho no Monte Moriá, realizou um facto tipológico. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Um símbolo é um sinal, enquanto que um tipo é um modelo ou imagem de alguma coisa </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Um símbolo pode referir-se a algo, quer do passado, presente ou futuro, enquanto que o tipo sempre prefigura figura uma realidade futura. </li></ul></ul></ul>
  31. 31. <ul><li>Interpretação de Profecias </li></ul><ul><li>A Interpretação dos Salmos </li></ul><ul><li>O Sentido Implícito da Escritura </li></ul><ul><li>não somente as declarações expressas da Escritura, mas igualmente suas implicações, devem ser consideradas como Palavra de Deus . </li></ul><ul><li>“ As deduções doutrinárias tiradas das afirmações da Bíblia e que resultam da comparação de tais afirmações, se bem feitas, constituem parte do sentido da revelação de Deus, pois nela estão virtualmente contidas, do mesmo modo que as próprias declarações” (Bannerman, “Inspiration of the Scriptures” , pg. 587 </li></ul><ul><li>Analogia da Fé ou da Escritura </li></ul><ul><li>Há dois graus de analogia da fé que interessam ao intérprete da Bíblia. </li></ul><ul><li>Analogia positiva . O primeiro e mais importante destes é a analogia positiva, que se fundamenta em passagens da Escritura </li></ul><ul><li>Analogia geral. O segundo grau é chamado analogia geral. Não se baseia em declarações explícitas da Bíblia, mas no sentido óbvio dos seus ensinos como um todo e nas impressões religiosas que deixa sobre a humanidade. </li></ul>
  32. 32. <ul><li>b. A analogia da fé nem sempre tem o mesmo grau de valor evidente e de autoridade . </li></ul><ul><li>Isto depende de quatro factores: </li></ul><ul><li>(1) O número de passagens que contém a mesma doutrina. </li></ul><ul><li>(2) A unanimidade ou correspondência das diferentes passagens. O valor da analogia está na proporção da concordância das passagens em que se fundamenta. </li></ul><ul><li>(3) A clareza da passagem. </li></ul><ul><li>(4) A distribuição das passagens. </li></ul>
  33. 33. APLICAÇÃO Exercícios

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