FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS      FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS             ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIA  ...
ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIA     ELAINE FORTUNATO OLIVEIRA ZANINI DOS PASSOS          JOSIANE NARA DOMINGUES MARIANO       ...
ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIAELAINE FORTUNATO OLIVEIRA ZANINI DOS PASSOSJOSIANE NARA DOMINGUES MARIANOMARIA PAULA DE SANT’AN...
Dedico essa minha vitória a meu esposo eminha querida mãe que me apoiaram atodo o momento, amo vocês.          (AnaCristin...
Em primeiro lugar agradeço a Deus, por ter me abençoado e me ajudado a chegaraté aqui. Agradeço a nossa querida professora...
especial a professora Vanessa que nos orientou neste trabalho. Enfim agradeço atodas as pessoas do meu convívio que acredi...
O Senhor é a minha luz e a minhasalvação, a quem temerei? O Senhor é aforça da minha vida, de quem merecearei?Salmos: 27.1
RESUMOO presente trabalho teve como objetivo mostrar os principais medicamentosantipsicóticos para o tratamento da esquizo...
ABSTRACTThis study aimed to show the main antipsychotic drugs for the treatment ofschizophrenia distributed in public Para...
LISTA DE TABELASTabela 1: Vias dopaminérgicas centrais e suas ações ............................................. 20Tabela...
LISTA DE ABREVIATURAS Antipsicótico de Primeira Geração- APG Antagonistas da Serotonina-Dopamina - ASDs Antipsicótico d...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................... 405 RESULTADOS .................
INTRODUÇÃO     Esquizofrenia é uma psicose crônica idiopática, apresentando-se como umconjunto de diversas doenças com sin...
14       Em fase aguda, a esquizofrenia pode ser dividida em três grandes grupos:positivos ou psicóticos (delírios e aluci...
15sexos quanto à idade de início, porém essas demonstraram um começo da doençamais precoce do que outros sem antecedentes ...
162 OBJETIVOObjetivo geral:       O objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento de dados sobre osmedicamentos que sã...
173 REVISÃO DA LITERATURA3.1 ASPECTOS GERAIS        A esquizofrenia é uma doença complicada de compreender, saber o queafe...
18gostava desmotivado para tudo, separa-se das pessoas. Quando seu início ébrusco, o doente pode apresentar perplexidade, ...
19      Glutamato: Ao seu respeito, foi colocado como proposta a hiperatividade, a       hipoatividade e a neurotoxicidad...
20Tabela 1 Vias dopaminérgicas centrais e suas açõesVIAS                                       FUNÇÕES                    ...
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233.4.1 Sintomas positivos e negativos        O conceito sobre os sintomas positivos e negativos foi formuladooriginalment...
24        Têm como característica um ou mais delírios e alucinações auditivasfreqüentes. Fala e comportamento desorganizad...
25doenças (CID10), ou pelo menos seis meses, segundo os critérios do DSM-IV-TR(FALKAY et al., 2006).       Segundo o DSM-I...
26ocorreram durante os sintomas da fase ativa, sua duração total foi breve comrelação á dos períodos ativo e residual.E. E...
273.7.1 Tratamento Farmacológico         Os antipsicóticos representam o fundamental tratamento para portadores deesquizof...
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30atividade motora. Devido ao bloqueio de receptores dopaminérgicos estriatais, essesantipsicóticos podem produzir o apare...
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32papéis em terapia (ensaio comportamental) e tarefas de casa nas habilidadessociais, demonstram o fraco contato visual, d...
33        Todos os antipsicóticos são elevados ao placebo no tratamento daesquizofrenia. Estudos controlados não confirmar...
34       A maior parte dos fármacos antipsicóticos sofre uma rápida absorção, porémincompleta. Mesmo assim, muitas dessas ...
35aumentar seu efeito adverso/tóxico do Haloperidol, especialmente a tontura econfusão mental (BACHMANN et al, 2006 ).    ...
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37                    A clorpromazina é um derivado alifático. As teorias baseadas na                    capacidade de ant...
383.9.3.2 Efeitos Colaterais       Além do efeito terapêutico do medicamento eles causam efeitos colateraistípicos. Como j...
39       É um antipsicótico eficaz com leve apresentação de efeitos adversos. Nasdoses habituais, não está associada a sin...
404 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS       Foi feito um levantamento sobre quais os antipsicóticos utilizados notratamento da e...
415 RESULTADOS        Os resultados apresentados na pesquisa feita sobre os medicamentos darede pública de Paranaíba deixa...
426 CONSIDERAÇÕES FINAIS        Os medicamentos antipsicóticos embora não curem, foram estabelecidoscomo primeiro tratamen...
43        Fica claro então, que o entrave burocrático também afeta o sucesso dotratamento. Ainda podemos dizer que existem...
44                                  REFERÊNCIASAYRES, Adriana de Mello. Disfunções cognitivas em sujeitos portadores deesq...
45FALKAI. Peter et al. Diretrizes da Federação Mundial das Sociedades dePsiquiatria Biológica para o Tratamento Biológico ...
46Neuropsicologia e as funções cognitivas. Revista Plenamente, 2006. Disponívelem:<http://www.plenamente.com.br/artigo.php...
47TEIXEIRA , Marina Borges. Qualidade de vida de familiares cuidadores dodoente esquizofrênico. Rev Bras Enferm 2005 mar-a...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DEFERNANDÓPOLIS ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIA ELAINE FORTUNATO OLIVEIRA ZANINI DOS PASSOS JOSIANE NARA DOMINGUES MARIANO MARIA PAULA DE SANT’ANNA DO CARMOESQUIZOFRENIA E OS ANTIPSICÓTICOS DISPENSADOS NA REDE PÚBLICA DE PARANAÍBA-MS FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIA ELAINE FORTUNATO OLIVEIRA ZANINI DOS PASSOS JOSIANE NARA DOMINGUES MARIANO MARIA PAULA DE SANT’ANNA DO CARMOASPECTOS GERAIS SOBRE A ESQUIZOFRENIA E MEDICAMENTOS DISPENSADOS NA REDE PÚBLICA DE PARANAÍBA. Monografia apresentada ao curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como parte das exigências para a conclusão do curso de graduação em Farmácia. Orientadora: Prof.Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. ANA CRISTINA DA CRUZ GARCIAELAINE FORTUNATO OLIVEIRA ZANINI DOS PASSOSJOSIANE NARA DOMINGUES MARIANOMARIA PAULA DE SANT’ANNA DO CARMOASPECTOS GERAIS SOBRE A ESQUIZOFRENIA E MEDICAMENTOSDISPENSADOS NA REDE PÚBLICA DE PARANAÍBA. Monografia apresentada ao curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como parte das exigências para a conclusão do curso de graduação em Farmácia. Orientadora: Prof.Esp. Vanessa Maira Rizzato Silveira Aprovada em 31 de Outubro de 2011Examinadores:_____________________________________________Prof. Esp. Rosana Matsumi Kagesawa MottaCurso: Farmácia_____________________________________________Prof. MSc. Jeferson de Leandro de PaivaCurso: Farmácia_____________________________________________Prof. Esp.Vanessa Maira Rizzato SilveiraCurso: Farmácia
  4. 4. Dedico essa minha vitória a meu esposo eminha querida mãe que me apoiaram atodo o momento, amo vocês. (AnaCristina)Dedico esse trabalho as pessoas quelutaram todos os dias ao meu lado,transmitindo amor, fé, alegria e muitaprosperidade. Ao meu esposo Sandersonpor ter tido paciência, compreensão eprincipalmente pelo carinho para comigo.E pelo amor de Deus presente em todosos momentos da minha vida. (ElaineFortunato)Em primeiro lugar, quero dedicar estetrabalho á Deus, por ter me dado forças eme capacitado para chegar até aqui. Emsegundo lugar, quero dedicá-lo aos meuspais, que sempre me apoiaram eincentivaram a estudar, e que estão medeixando aquilo que é maior que muitasriquezas: o estudo. E por último querodedicá-lo ao meu amado esposo Marcos,que sempre esteve ao meu lado em todosos momentos e não mediu esforços parame ajudar... Amo muito você meu querido.(Josiane Nara)Este trabalho é dedicado a todos os meusfamiliares e pessoas intimamente ligadasà minha vida, que no período dedesenvolvimento deste trabalho meajudaram com paciência, carinho ecompreensão, demonstrando que asuperação nos momentos difíceis vale àpena, por estarmos ao lado de quemrealmente se importa com nosso sucesso.(Maria Paula)
  5. 5. Em primeiro lugar agradeço a Deus, por ter me abençoado e me ajudado a chegaraté aqui. Agradeço a nossa querida professora Vanessa Maira Rizzato Silveira pelaorientação nesse trabalho. Quero agradecer também a meu amor Claudemir, meuspais, minhas filhas e minha irmã pela força e por terem acreditado em mim. (AnaCristina)Agradeço primeiramente a Deus, por mesmo eu tendo me afastado dele na maiorparte da faculdade Ele nunca me desamparou. Agradeço a toda minha família eprincipalmente ao meu filho Junior que com seu lindo sorriso me fez tirar forças daonde não tinha e me fez forte com o brilho dos seus olhos, me ajudando a vencertodas as barreiras. Amo você. E á você, Sanderson, meu lindo esposo por ter meajudado em tudo. A professora Vanessa Maira Rizzato Silveira pelo tempo,paciência, ensino e pela confiança na nossa equipe. E pelas orações da minhaquerida Mamãe. E agradeço também as minhas companheiras do grupo desseperíodo da faculdade. (Elaine Fortunato)Agradeço a professora Vanessa Maira Rizzato Silveira por seu companheirismo ecarinho durante o decorrer do nosso trabalho. Agradeço aos meus pais, que meproporcionaram a oportunidade de estudar, sempre me incentivando e me apoiandoem tudo, fazendo o melhor que podiam para que eu pudesse completar o meucurso. Se hoje eu cheguei até aqui, foi porque vocês me educaram e com a graça deDeus vocês me ensinaram tudo o que sou hoje. Amo muito vocês. Agradeçotambém ao meu amor, meu querido esposo Marcos, que sempre esteve ao meulado, me ajudando, me apoiando, em todos os momentos; pelo seu amor, carinho epaciência durante todo este tempo de estudo... Amo muito você meu amor... Eencerrar agradecendo aos meus amigos, familiares e meus irmãos da minha amadaSegunda Igreja Batista, que sempre me apoiaram e oraram por mim, pedindo abenção de Deus sobre a minha vida. A todos, meus sinceros agradecimentos.(Josiane Nara)Agradeço primeiramente a Deus, pela saúde, fé e perseverança que tem me dado. Aminha mãe e ao meu esposo, fiéis companheiros na hora da tribulação. Aos meusirmãos, amigos e familiares pelo incentivo a busca de novos conhecimentos. A todosos professores e professoras que muito contribuíram para a minha formação, em
  6. 6. especial a professora Vanessa que nos orientou neste trabalho. Enfim agradeço atodas as pessoas do meu convívio que acreditaram e contribuíram, mesmo queindiretamente, para a conclusão deste curso. (Maria Paula)
  7. 7. O Senhor é a minha luz e a minhasalvação, a quem temerei? O Senhor é aforça da minha vida, de quem merecearei?Salmos: 27.1
  8. 8. RESUMOO presente trabalho teve como objetivo mostrar os principais medicamentosantipsicóticos para o tratamento da esquizofrenia distribuído na rede pública deParanaíba-MS. Os dados foram coletados diretamente do CAPS-Centro deAtendimento Psicossocial, órgão filiado á prefeitura municipal de Paranaíba esecretaria municipal de saúde. Foi feito também uma revisão da literatura sobre apatologia, apresentada de maneira clara e sucinta com objetivo de conhecer maissobre a doença. Os medicamentos antipsicóticos revelaram um grande avanço notratamento da esquizofrenia. A psicoterapia passou a ser uma importante aliada naintervenção, auxiliando á adaptação do doente em seu ambiente, revertendoprejuízos sociais e interpessoais. Porém, erros de diagnósticos entre os profissionaisda área são frequentes, por ser uma patologia de difícil diagnóstico e também a faltade atualização destes. Também existem dados conflitantes em estudos feitos sobrea melhor forma de tratamento medicamentoso, entre antipsicóticos típicos e atípicos,com um enfoque negativo na parte dos típicos relacionados aos efeitosextrapiramidais.Palavras-Chave: Esquizofrenia. Antipsicóticos. Rede pública.
  9. 9. ABSTRACTThis study aimed to show the main antipsychotic drugs for the treatment ofschizophrenia distributed in public Paranaíba-MS. The data were collected directlyfrom CAPS, Psychosocial Care Center, an agency affiliated with the Municipality ofParanaíba and the municipal health department. It was also made a review of theliterature on the pathology, presented clearly and succinctly in order to know moreabout the disease. Antipsychotic drugs have revealed a breakthrough in thetreatment of schizophrenia. Psychotherapy has become an important ally in theintervention, helping the patient will adapt to your environment, changing social andinterpersonal losses. However, errors in diagnoses among the professionals arefrequent, as it is a difficult to diagnosis and also the lack of update. There are alsoconflicting data in studies on the best form of drug treatment, including typical andatypical antipsychotics, with a focus on the negative related to thetypicalextrapyramidal effects.Keywords: Schizophrenia. Antipsychotics. Public network.
  10. 10. LISTA DE TABELASTabela 1: Vias dopaminérgicas centrais e suas ações ............................................. 20Tabela 2: Critérios diagnósticos do DSM-IV-TR para esquizofrenia ......................... 25
  11. 11. LISTA DE ABREVIATURAS Antipsicótico de Primeira Geração- APG Antagonistas da Serotonina-Dopamina - ASDs Antipsicótico de Segunda Geração- ASG Centro de Atendimento Psicossocial- CAPS Classificação Internacional de Doenças- CID 10 Ácido desoxirribonucléico- DNA Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno- DSM-IV-TR Organização Mundial da Saúde- OMS Fenciclidina- PCP Intervalo Corrigido pela Frequência Cardíaca- QTc Sintomas Extrapiramidais- SEP Sistema Único de Saúde- SUS
  12. 12. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 132 OBJETIVO ............................................................................................................. 163 REVISÃO DA LITERATURA ................................................................................. 173.1 ASPECTOS GERAIS .......................................................................................... 173.2 FISIOPATOLOGIA DA ESQUIZOFRENIA .......................................................... 183.3 TEORIAS ETIOLÓGICAS DA ESQUIZOFRENIA ............................................... 193.4 SINAIS E SINTOMAS.......................................................................................... 213.4.1 Sintomas Positivos e Negativos ................................................................... 233.5 SUBTIPOS DA ESQUIZOFRENIA ...................................................................... 233.6 FORMAS DE DIAGNÓSTICO ............................................................................. 243.7 FORMAS DE TRATAMENTO ............................................................................. 263.7.1 Tratamento Farmacológico ........................................................................... 273.7.1.1 Antipsicóticos Típicos ................................................................................ 293.7.1.2 Antipsicóticos Atípicos ............................................................................... 303.8 TRATAMENTO PSICOLÓGICO .......................................................................... 313.9 PRINCIPAIS FÁRMACOS ANTIPSICÓTICOS DISTRIBUÍDOS PARATRATAMENTO DA ESQUIZOFRENIA USADO NA REDE PÚBLICA DE PARANAÍBA.................................................................................................................................. 323.9.1 Haloperidol Comprimidos .............................................................................. 333.9.1.1 Interações Medicamentosas ....................................................................... 343.9.2 Haldol Decanoato Solução Injetável ............................................................. 353.9.3 Clorpromazina ................................................................................................ 363.9.3.1 Interações Medicamentosas ....................................................................... 373.9.3.2 Efeitos Colaterais ........................................................................................ 383.9.4 Risperidona ..................................................................................................... 38
  13. 13. 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................... 405 RESULTADOS ....................................................................................................... 416 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 42REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 44
  14. 14. INTRODUÇÃO Esquizofrenia é uma psicose crônica idiopática, apresentando-se como umconjunto de diversas doenças com sintomas que se parecem e se justapõem. Aesquizofrenia é originada por vários fatores onde fatores genéticos e ambientais secoligam ampliando o risco de aumentar a doença (SILVA, 2006). A esquizofrenia atinge cerca de 1% da população e normalmente inicia antesdos 25 anos de idade, persiste por toda a vida e afeta pessoas de todas as classessociais (SADOCK B.; SADOCK V, 2007). A incidência mediana de esquizofrenia é de 15,2/100.000 pessoas, sendo que as estimativas podem variar até cinco vezes conforme a área geográfica, de 7,7 a 43,0/ 100.000. A esquizofrenia é mais frequente em homens, sendo a proporção homem: mulher de 1,4: 1 (KAYO, 2010). A esquizofrenia é, mesmo hoje, a doença mental avaliada como a maisincapacitante. Em 1896, foi proposta por Emil Kraepling como Demência Precoce.Somente em 1911 sua característica principal de sintoma foi à desorganização dopensamento. O termo esquizofrenia significa “mente partida” (TEIXEIRA, 2005). Mesmo com a baixa incidência, sendo uma doença de longa duração,acumula-se, ao longo dos anos, uma parcela de indivíduos com esse transtorno, emgraus diferentes de comprometimento e necessidades (GIACON; GALERA, 2006). Conforme os autores citados acima a esquizofrenia é um transtornoocasionado por fatores biopsicossociais que interagem, criando circunstâncias,favoráveis ou não ao aparecimento do transtorno. Os fatores biológicos são ligadosá genética ou aqueles devidos a uma lesão ou anormalidade nas estruturascerebrais e deficiência de neurotransmissores. Os fatores psicossociais são ligadosá pessoa, em vista para o psicológico e sua relação com o ambiente social, comopor exemplo: ansiedade intensa, estresse elevado, fobia social, causas sociais eemocionais intensos. Pessoas com predisposição podem desenvolver a doençaquando estimulados por fatores biológicos, ambientais ou emocionais. A esquizofrenia apresenta sintomas diferentes em múltiplos domínios, deforma muito heterogênea em diferentes indivíduos e também variabilidade nosmesmos indivíduos ao longo do tempo (FALKAI et al., 2006).
  15. 15. 14 Em fase aguda, a esquizofrenia pode ser dividida em três grandes grupos:positivos ou psicóticos (delírios e alucinações), negativos embotamento afetivo,diminuição da volição e de desorganização (desorganização conceitual dopensamento, comportamento bizarro). Fora estes três grupos de sintomas existemtambém os sintomas cognitivos e de humor. É ocasionada na fase crônica daesquizofrenia a perda da capacidade de iniciativa e deterioração cognitiva. Ossintomas de humor e ansiedade apresentam-se especialmente em episódios detranstornos de ansiedade e depressão, prevalecendo o suicídio (KAYO, 2010). Atualmente a esquizofrenia é um dos problemas principais de saúde,causando grandes investimentos no sistema de saúde. Quando há interferência noprimeiro episódio do transtorno é possível ter uma oportunidade exclusiva notratamento da doença, influenciando no seu andamento (GIACON; GALERA, 2006). Dados do Ministério de Saúde advertem que de 0,7% a 1% da populaçãobrasileira já passou por um surto de esquizofrenia. Os gastos por ano através doSistema Único de Saúde (SUS) como hospitalização e tratamento de 131 milpacientes com esquizofrenia consomem elevadas quantias á saúde pública(LUKASOVA et al., 2007). Por volta de 1% da renda nacional é usada no tratamento de doençasmentais (eliminando os transtornos relacionados às substâncias), sendo que aesquizofrenia resulta por 2,5% de todos os consumos com saúde. A grande partedos estudos relatou que mais de 75% dos pacientes com esquizofrenia fumam secomparado com menos da metade dos indivíduos com problemas psiquiátricos emgeral. Por volta de 30 a 50% das pessoas com esquizofrenia atendem os critériosdiagnósticos para excesso ou dependência de álcool. Outras substâncias muitousadas com freqüência são a maconha (cerca de 15 a 25%) e a cocaína (cerca de 5a 10%). Pacientes dizem que fazem uso destas substâncias para terem mais prazer,diminuindo a depressão e a ansiedade (SADOCK B.; SADOCK V, 2007). Não existe um curso típico da esquizofrenia devido á grande sintomatologiaapresentada, que varia de indivíduo para indivíduo (GIACON; GALERA, 2006). Novos episódios de esquizofrenia raramente acontecem antes daadolescência e acima dos 50 anos. A primeira administração hospitalar para homensé mais cedo (média de 25 anos) do que para as mulheres (média de 30 anos). Portanto, para o subgrupo de doentes com história familiar positiva detranstornos psicóticos em parentes de primeiro grau não existiu diferença entre os
  16. 16. 15sexos quanto à idade de início, porém essas demonstraram um começo da doençamais precoce do que outros sem antecedentes familiares (MARI; LEITÃO, 2000). No final da adolescência e no início da vida adulta é uma fase bemconturbada, pois envolve transformações físicas, emocionais, e novasresponsabilidades e papéis, do indivíduo, em seu ambiente social. O surgimento dapsicose neste período se dá, muitas vezes, pela pressão que o jovem sofre,mediante a essas mudanças (GIACON; GALERA, 2006). Tem-se conhecimento que o atraso em procurar o tratamento tem umagrande influência no prognóstico do paciente, levando a ruptura dos níveis psíquico,físico e da rede social do indivíduo. Consequentemente aumenta o tempo deremissão do quadro agudo sucedendo os episódios psicóticos (GIACON; GALERA,2006). Diante do que foi apresentado, de uma patologia de grande complexidade,tivemos o intuito de realizar um levantamento de quais medicamentos são utilizadosno tratamento da Esquizofrenia no município de Paranaíba-MS, abordando apatologia como um todo e enfocando o tratamento farmacológico, pois representamo fundamental tratamento para esta patologia.
  17. 17. 162 OBJETIVOObjetivo geral: O objetivo deste trabalho foi fazer um levantamento de dados sobre osmedicamentos que são dispensados para o tratamento da esquizofrenia na redepública do município de Paranaíba-MS e dar ênfase no impacto destes no controleda doença.Objetivos específicos:  Aspectos gerais  Fisiopatologia da esquizofrenia  Teorias etiológicas da esquizofrenia  Sinais e sintomas  Formas de tratamento – Farmacológico e Psicológico
  18. 18. 173 REVISÃO DA LITERATURA3.1 ASPECTOS GERAIS A esquizofrenia é uma doença complicada de compreender, saber o queafeta a mente do doente, pois estes doentes por ocasiões são visivelmente pessoasnormais, com uma mente confundida por períodos ou consecutivamente, em queeles próprios padecem bastante, pois não se percebe ou têm consciência quesocialmente estão a errar e a perturbar o próximo ou os demais á sua volta(LOURENÇO, 2007). Os indivíduos portadores da esquizofrenia doença essa de longa duração,sendo incapacitante, requer em quase todos os casos um acompanhamento familiarsem interrupções, o que acarreta uma dedicação total ao paciente, sempre muitoexaustivo (TEIXEIRA, 2005). Ainda segundo o autor citado acima, os doentes esquizofrênicos apresentamrecaídas freqüentes, portanto se cumprirem o tratamento tem grandes chancesretornarem a sua vida e integrar-se na sociedade, em outros casos contrários nuncachegam a reintegrar-se socialmente. Segundo Shirakawa (2000), “A esquizofrenia é um transtorno de evoluçãocrônica. Costuma comprometer a vida do paciente, torná-lo frágil diante de situaçõesestressantes e aumentar o risco de suicídio”. Os pacientes com esquizofrenia apresentam maiores risco decomportamento suicida. Por volta de um terço deles vai tentar o suicídio e cerca deum em cada 10 vai se matar (HALES; YUDOFSKY, 2006). Já para Ayres (2009), os transtornos psiquiátricos denominados psicosefuncional tem características como à perda de capacidade de julgar apropriadamentea realidade em consequência de alterações no campo do pensamento, percepção,emoção, movimento e comportamento. De acordo com Teixeira (2005), a esquizofrenia pode aparecer de formabrusca ou lentamente. Quando se inicia lentamente pode passar alguns meses atéque a família ou o próprio doente o perceba e procure um tratamento médico. Opaciente permanece mais isolado dos demais, fica desinteressado pelas coisas que
  19. 19. 18gostava desmotivado para tudo, separa-se das pessoas. Quando seu início ébrusco, o doente pode apresentar perplexidade, ansiedade e a percepção. Aesquizofrenia afeta muito os setores da vida do paciente e têm-se conhecimento quesua reintegração na sociedade, na família e nas atividades profissionais é muitocomplicada.3.2 FISIOPATOLOGIA DA ESQUIZOFRENIA Segundo Neto, Bressan e Filho (2007), as dificuldades de metodologiasinseparáveis aos estudos neuropatológicos, os achados incoerentes e o surgimentodos antipsicóticos na década de 1950, fizeram com que as pesquisas passassem aenfocar os neurotransmissores como elementos centrais na gênese daesquizofrenia. A formulação mais simples da hipótese da dopamina na esquizofreniapostula que o transtorno resulta do excesso de atividade dopaminérgica (SADOCKB.; SADOCK V, 2007). Ainda segundo o autor citado acima, ainda que a dopamina receba maioratenção nas pesquisas sobre a esquizofrenia, outros neurotransmissores tambémtêm sido estudados os quais são:  Serotonina: O antagonismo no receptor 5 HT2 foi colocado como importante em reduzir os sintomas psicóticos e abrandar o desenvolvimento de transtornos de movimentos incluídos ao antagonismo de D 2. A atividade da serotonina foi indiciada no comportamento suicida e impulsivo que também pode estar presente em pacientes com esquizofrenia.  Noradrenalina: Através de relatos de administração de fármacos antipsicóticos em longo prazo, nota-se que diminuiu a atividade dos neurônios noradrenérgicos e que os efeitos terapêuticos de alguns fármacos envolvem atividades em receptores α1 e α2.  Gaba: O aminoácido neurotransmissor inibitório ácido ‫-ץ‬aminobutírico (GABA) foi inserido na fisiopatologia da esquizofrenia. Alguns doentes têm perdas de neurônios GABAérgicos no hipocampo. Como conseqüência pode levar á hiperatividade dos neurônios dopaminérgicos e noradrenérgicos.
  20. 20. 19  Glutamato: Ao seu respeito, foi colocado como proposta a hiperatividade, a hipoatividade e a neurotoxicidade induzidas por ele. Ele foi incluído porque a ingestão de fenciclidina (PCP), um antagonista do glutamato, produz uma síndrome aguda semelhante é esquizofrenia.  Neuropeptídeos: A colecistocinina e a neurotensina, encontram-se em várias regiões cerebrais implicadas na esquizofrenia, e suas concentrações se tornam alteradas nos estados psicóticos.3.3 TEORIAS ETIOLÓGICAS DA ESQUIZOFRENIA Nos dias de hoje, existe uma concordância entre muitos investigadores deque o melhor conceito para a esquizofrenia é por ser uma doença de determinantesmúltiplos semelhante ao câncer. Os pacientes podem ter uma predisposiçãogenética, mas esse aspecto de vulnerabilidade não é “desencadeado” sem aintervenção de outros fatores. Ainda que a maioria desses fatores seja consideradade caráter ambiental, sendo que não estão codificados no ácido desoxirribonucléico(DNA) e têm potencial para produzir mutações ou influenciar a expressão genética,muito deles são biológicos, mais do que psicológicos e incluem características comolesões no parto ou nutrição (HALES; YUDOFSKY, 2006). A causa da esquizofrenia é desconhecida. Nos últimos dez anos, umaquantidade crescente de pesquisas indicou um papel fiosipatológico para determinaráreas do cérebro, incluindo o sistema límbico, o córtex frontal, o cerebelo e osgânglios basais. Esta quatro áreas são interligadas, porém uma disfunção em umadelas pode arrastar um processo patológico primário em outra (SADOCK B.;SADOCK V, 2007). Dentre os sistemas dopaminérgicos cerebrais nos quais os antipsicóticosatuam, o mesocortical e o mesolímbico são os que mais prováveis se relacionamcom a fisiopatologia da esquizofrenia. O bloqueio de receptores dopaminérgicos dosistema nigroestriatal é visto como responsável pelos efeitos extrapiramidais dosneurolépticos, enquanto a ação no sistema túberoinfundibular parece serresponsável pelos efeitos endocrinológicos (SILVA, 2006).
  21. 21. 20Tabela 1 Vias dopaminérgicas centrais e suas açõesVIAS FUNÇÕES Relacionada a comportamentos eMesolímbica emoções. Sua hiperatividade relaciona-se aos sintomas psicóticos positivos. O papel na mediação de sintomas psicóticos Mesocortical ainda é controverso, mas parece que seu bloqueio associa-se a piora de sintomas negativos. Coordenação de movimentos voluntários. Seu bloqueio está associado a distúrbios motores com Nigroestriada acatisia, distonia, tremores, rigidez e acinesia/bradicinesia e em longo prazo pode levar a discinesia tardia. Relacionada à inibição da secreção de prolactina. Tuberoinfundibular Seu bloqueio associa-se a aumento dos níveis desse hormônio. Relacionado com o comportamento Meduloperiventricular alimentarFonte: Silva, 2006 Ainda segundo o autor citado acima, estudos atuais implicam que oscérebros de alguns pacientes esquizofrênicos são mais leves e menores em secomparando a indivíduos normais. Além disso, as alterações cerebrais maislocalizadas têm sido identificadas. Áreas mais consistentemente implicadas são asporções mediais dos lobos temporais, sobretudo hipocampo e giro para-hipocampal.A Diminuição de volume em áreas frontais, tálamo, gânglios da base e corpo calosotêm sido também indicadas (SILVA, 2006).
  22. 22. 213.4 SINAIS E SINTOMAS Sobre os sinais e sintomas clínicos da esquizofrenia apresentam-se trêsquestões chaves: Em primeiro lugar, não existe um sinal ou sintoma certo, todos ossinais ou sintomas vistos na esquizofrenia ocorrem em outros transtornospsiquiátricos e neurológicos. No entanto, a história do paciente é essencial paradiagnosticar o transtorno, e sua existência não pode se confirmar a partir dosresultados de um exame do estado mental, pois estes podem ter variações. Emsegundo lugar, os sintomas alteram-se com o passar do tempo. O paciente pode teralucinações que desaparece e reaparece, e competência variada no comportamentoadequado em situações sociais, ou sintomas de transtorno de humor podem ir e virdurante a esquizofrenia. Em terceiro lugar, deve ser analisados o nível deescolaridade do paciente, seu potencial intelectual e filiação cultural e subcultural.Quando há pouca capacidade de se conhecer conceitos abstratos, pode indicar suaescolaridade ou inteligência (SADOCK B.; SADOCK V, 2007). Ainda segundo o autor citado acima, a aparência de uma pessoa comesquizofrenia pode variar desde um indivíduo completamente desleixado, aos gritose agitado ou até alguém obsessivamente arrumado, silencioso e imóvel. Os sinais e sintomas iniciais da doença aparecem frequentemente noperíodo da adolescência ou no começo da idade adulta. Não obstante, podeaparecer de forma abrupta, e o quadro mais repetido começa de modo astucioso.Sintomas de aproximação da doença pouco característicos, compreendendo perdade energia, iniciativa e interesses, humor depressivo, afastamento, comportamentoimpróprio, relaxamento com a exterioridade e higiene, podem aparecer e continuarpor algumas semanas ou meses antes da manifestação de sinais maiscaracterísticos da doença (SILVA, 2006). Os sintomas psicóticos, alucinações e delírios podem ser capazes de afetara habilidade de trabalho e de relações interpessoais por toda a vida. Essascondições se explicam, pois os pacientes psiquiátricos apresentam menorvariabilidade de desempenho diante de mudanças em situações sociais. Aesquizofrenia tem como traço fundamental o dano nas funções cognitivas, senso-perceptivas e afetivas das populações afetadas (COSTA; CALAIS, 2010).
  23. 23. 22 As alucinações e os delírios são sempre observados em algum momentodurante o curso da esquizofrenia. As alucinações visuais incidem em 15%, asauditivas em 50% e as táteis em 5% de todos os pacientes, e os delírios em mais de90% deles. Aspectos mais característicos da Esquizofrenia são alucinações edelírios, transtornos de pensamento e fala, perturbações das emoções e do afeto,déficits cognitivos e avolição. Os distúrbios do comportamento na esquizofreniaincluem comportamento grosseiramente desordenado e comportamento catatônico.Define-se catatonia como um conjunto de movimentos, posturas e ações complexasinvoluntárias. Fenômenos catatônicos compreendem estupor, catalepsia,automatismo, maneirismo, esteriotipias, fazer posturas e caretas, negativismo eecopraxia. Entre 5 e 10% dos pacientes com esquizofrenia encontram-se fenômenoscatatônicos. No entanto, esses sintomas não são específicos para esquizofrenia,podendo sobrevir mania (SILVA, 2006). Ainda segundo o mesmo autor, a anedonia ou perda da habilidade de sentirprazer foi colocada como característica central da esquizofrenia. A anedonia físicaconcentra na perda de sentir prazer como admirar a beleza do pôr-do-sol, comer,beber, cantar, e receber uma massagem. A anedonia social envolve a perda deprazeres como estar entra amigos e ficar ao lado de outras pessoas. Pacientes esquizofrênicos se caracterizam pela perda de associações deidéias, alucinações, afeto embotado, riso imotivado ou inapropriado, avolição, alogia,delírios proeminentes, deterioração global do funcionamento, associações frouxas,desorganização da sintaxe, pensamento ilógico e, especialmente, pobre emacontecimentos (GIACON; GALERA, 2006). Os doentes com esquizofrenia demonstraram um déficit cognitivogeneralizado, ou seja, eles tendem a desempenharem níveis mais baixos do quecontroles normais em um grande número de testes cognitivos. Também apresentammúltiplos déficits neuropsicológicos em testes de raciocínio conceitual, complexasvelocidade psicomotora, memória de aprendizagem nova e incidental e habilidadesmotoras, sensoriais e percentuais (SILVA, 2006).
  24. 24. 233.4.1 Sintomas positivos e negativos O conceito sobre os sintomas positivos e negativos foi formuladooriginalmente pelo neurologista britânico John Hughlings Jackson (1931). Ossintomas negativos, no entanto, simplesmente representavam uma “dissolução” ouperda da função cerebral (HALES; YUDOFSKY, 2006). Ainda segundo o mesmo autor, os sintomas positivos, incluindo alucinações,delírios, transtorno acentuado e positivo do pensamento formal (manifestado porincoerência acentuada, descarrilamento, tangencialidade ou ilogicidade) ecomportamento bizarro ou desorganizado, vêm mostrar distorção ou exagero defunções que estão presentes normalmente. Como exemplo, as alucinações são adistorção ou o exagero da função dos sistemas perceptivos do cérebro, fazendo comque o indivíduo experimente a percepção na ausência de estímulo externo. Ossintomas negativos nos mostram uma deficiência de função mental quenormalmente está presente. Um exemplo, é que alguns pacientes exibem alogia.Outros mostram embotamento afetivo, anedonial associalidade, abulia/apatia ecomprometimento da atenção. Esses sintomas negativos ou deficitários não sãoapenas difíceis de tratar como correspondem menos aos neurolépticos do que ospositivos como também são os mais devastadores, pois deixam o paciente inerte edesmotivado. O paciente esquizofrênico com sintomas negativos acentuados podemelhorar seu desempenho sob supervisão, mas não consegue mantê-lo quando elaé removida.3.5 SUBTIPOS DA ESQUIZOFRENIA O DSM-IV-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)reconhece cinco subtipos clássicos de esquizofrenia: 1) paranóide, 2)desorganizada, 3) catatônica, 4) indiferenciada e 5) residual. Os objetivos principaisdessa divisão em subtipos são ajudar a validade preditiva, auxiliar o médico aescolher o tratamento e fazer previsões de resultados. Os subtipos são:  Esquizofrenia Paranóide
  25. 25. 24 Têm como característica um ou mais delírios e alucinações auditivasfreqüentes. Fala e comportamento desorganizado, catatônico e afeto embotado ouimpróprio não são acentuados.  Esquizofrenia Desorganizada Suas características são fala e comportamento desorganizados, afetoembotado ou impróprio, porém não satisfaz os critérios para esquizofreniacatatônica. No modo geral, se tiver delírios e alucinações eles são fragmentados, aocontrário de delírios bem-sistematizados do esquizofrênico paranóide.  Esquizofrenia Catatônica É definida como um tipo de esquizofrenia denominada pelos sintomas:imobilidade motora, em evidência a catalepsia ou estupor, agitação e negativismoextremos ou mutismo, peculiaridades dos movimentos voluntários comoestereotipias, maneirismos, trejeitos faciais, e ecolalia ou ecopraxia.  Esquizofrenia Indiferenciada O subtipo indiferenciado que é uma categoria residual foi incluído parapacientes que satisfazem os critérios para esquizofrenia, mas não se classifica emsubtipos paranóide, desorganizado ou catatônico. Esse subtipo é mais comum entreos diagnósticos.  Esquizofrenia Residual Este tipo de subtipo esquizofrênico é aplicado aos pacientes que não temmais sintomas psicóticos acentuados, mas que já satisfizeram os critérios da doençae ainda têm evidências da patologia. Podem ser indicadas pelos sintomas negativosou de forma diminuída crenças bizarras, experiências perceptivas incomuns(HALES; YUDOFSKY, 2006).3.6 FORMAS DE DIAGNÓSTICOS O diagnóstico de esquizofrenia depende de excluir a doença cerebralorgânica e sua ocorrência de um conjunto de sintomas característicos, que devemser presentes na maior parte do tempo no último mês ou em um período menos se oepisódio foi tratado com sucesso, se acordo com a Classificação internacional de
  26. 26. 25doenças (CID10), ou pelo menos seis meses, segundo os critérios do DSM-IV-TR(FALKAY et al., 2006). Segundo o DSM-IV-TR, a esquizofrenia consiste na apresentação desintomas positivos e negativos caracterizando pelo menos um mês de duração(exceto quando tratados com sucesso), deterioração no trabalho, nas relaçõesinterpessoais ou nos cuidados pessoais, sinais contínuos de perturbação por, pelomenos, seis meses, exclusão de transtorno esquizoafetivo e do humor comcaracterísticas psicóticas, determinando que a perturbação não é por uma condiçãomédica geral ou efeitos fisiológicos diretos de uma substância, e, enfim, se tiver umtranstorno autista ou outro global do desenvolvimento, alucinações e delíriosproeminentes, devem ser presentes por um período mínimo de um mês. Aesquizofrenia é classificada ainda segundo o curso da doença, como é mostrado natabela (HALES; YUDOFSKY, 2006).Tabela 2 Critérios diagnósticos do DSM-IV-TR para esquizofreniaA. Sintomas característicos: No mínimo dois dos seguintes quesitos, cada qual poruma porção significativa de tempo durante o período de um mês (ou menos, setratado com sucesso):(1) delírios(2) alucinações(3) fala desorganizada (p. ex., descarrilamento frequente ou incoerência)(4) comportamento acentuadamente desorganizado ou catatônico(5) sintomas negativos, isto é, embotamento afetivo, alogia ou abuliaNota: Apenas um sintoma do Critério A é necessário quando os delírios sãobizarros ou as alucinações consistem em vozes que comentam o comportamentoou os pensamentos do indivíduo, ou múltiplas vozes conversando entre si.B. Disfunção social/ocupacional: Por uma porção significativa de tempo desde oinício da perturbação, uma ou mais áreas importantes do funcionamento, tais comotrabalho, relações interpessoais ou cuidados pessoais, estão acentuadamenteabaixo do nível alcançado antes do início (ou quando o início ocorre na infância ouadolescência, incapacidade de atingir o nível esperado de realização interpessoal,acadêmica ou profissional).C. Duração: Sinais contínuos da perturbação persistem pelo período mínimo deseis meses, que deve incluir pelo menos um mês de sintomas (ou menos, setratados com sucesso) que satisfazem o critério A e pode incluir períodos desintomas prodrômicos ou residuais. Durantes esses períodos prodrômicos ouresiduais, os sinais da perturbação podem ser manifestados apenas por sintomasnegativos ou por dois ou mais sintomas relacionados no critério A presentes deforma acentuada (p. ex., crenças estranhas, experiências perceptivas incomuns).D. Exclusão de transtorno esquizoafetivo e transtorno do humor. O transtornoesquizoafetivo e o do humor com características psicóticas foram descartadosporque (1) nenhum episódio depressivo maior, maníaco ou misto ocorreuconcomitantemente aos sintomas da fase ativa; ou (2) se os episódios do humor
  27. 27. 26ocorreram durante os sintomas da fase ativa, sua duração total foi breve comrelação á dos períodos ativo e residual.E. Exclusão de substância/condição médica: A perturbação não se deve aos efeitosfisiológicos diretos de uma substância (p. ex., uma droga de abuso, ummedicamento) ou uma condição médica geral.F. Relação com um transtorno global do desenvolvimento: Se existe uma história detranstorno autista ou de outro transtorno global do desenvolvimento, o diagnósticoadicional de esquizofrenia é feito apenas se delírios ou alucinações estiverempresentes pelo período mínimo de um mês (ou menos, se tratados com sucesso)Fonte: Hales; Yudofsky, 2006 Ainda de acordo com ao autor citado acima, a esquizofrenia continua a serum diagnóstico clínico embasado em informações da anamnese e no examecriterioso do estado mental, e não há anormalidades laboratoriais visíveis que sejampossíveis diagnósticas do transtorno. O primeiro passo é obter uma anamneseminuciosa e realizar o exame físico para excluir certas psicoses com causasmédicas conhecidas.3.7 FORMAS DE TRATAMENTO Segundo Falkai et al. (2006), o atendimento da maior parte dos pacientesque sofrem desta doença envolve esforços múltiplos e a abordagem de uma equipemultidisciplinar para minimizar a freqüência, a duração e a gravidade dos episódios;diminuir a morbidade e a mortalidade globais este distúrbio, ajudar a melhorar afunção psicossocial, a independência e a qualidade de vida. Ainda segundo o autor citado acima, as metas principais do tratamento sedevem a participação do paciente e de todos aqueles que estão juntos no processode tratamento, a colaboração dos familiares, a coordenação e a cooperação dasinstituições de tratamento no caso de atendimento integrado e a inclusão de ajudanão-profissional e de sistemas de auto-ajuda.
  28. 28. 273.7.1 Tratamento Farmacológico Os antipsicóticos representam o fundamental tratamento para portadores deesquizofrenia. O descobrimento dos antipsicóticos de primeira geração (APG), nadécada de 1950, trouxe grande melhoramento para os doentes com esquizofrenia,no conceito em que tais medicamentos indicaram eficácia no combate aos sintomaspsicóticos e, como resultado, probabilidade de tratamento em regime ambulatorial ediminuição da permanência hospitalar, bem como do número de internações (ELKIS;LOUZÃ, 2007). Os antipsicóticos mais antigos, atualmente chamados de antipsicóticostípicos ou de primeira geração tem suas características pelo forte bloqueio dosreceptores dopaminérgicos D2 e pelo maior risco de sintomas extrapiramidais (SEP),quando se comparam aos antipsicóticos mais atuais, conhecidos como antipsicóticosatípicos ou de segunda geração (ASG), que além dos receptores de dopamina D 2,apresentam atividade antagonista nos receptores de serotonina 5 HT 2 (KAYO,2010). Ainda segundo o mesmo autor, não existe até o momento uma evidênciaque seja favorável ao uso de associação de antipsicóticos no tratamento daesquizofrenia. Assim, quando um paciente não responde ao tratamento com umdeterminado antipsicótico, os algoritmos de tratamento mais conhecidosrecomendam a mudança do antipsicótico. Num primeiro episódio psicótico, o tratamento farmacológico deve serintroduzido com cautela pelo maior risco de desenvolvimento de sintomasextrapiramidais. Recomenda-se a introdução da medicação antipsicótica em baixasdoses, seguida de ajuste gradual, sempre com cuidadosa explicação ao paciente(FALKAI et al; 2011). Ao que se refere ao paciente, diversos aspectos são observados, porexemplo, as condições intrínsecas à própria psicopatologia (desorganização, idéiasdelirantes – principalmente de cunho paranóide – hostilidade, déficit cognitivo, faltade motivação e de iniciativa) e a gravidade da doença. A dificuldade emcompreender e distinguir os sintomas e a doença leva muitos pacientes a analisaremque não necessitam de tratamento (BECHELLI, 2003).
  29. 29. 28 No momento, não existe precaução particular para a esquizofrenia. Assim, ofoco está no tratamento precoce e contínuo, e na reabilitação do paciente. Apesar denão curativas, os fármacos neurolépticos, ou antipsicóticos se constituíram como otratamento principal para todos os estágios de evolução da doença (PÁDUA, et al2005). Os pacientes psiquiátricos submetidos ao tratamento com neurolépticosapresentaram uma melhora da sintomatologia, o que permitiu maior interação entrepacientes e profissionais de saúde (CARDOSO E GALERA, 2006). É frequente a teoria de uma linha de sugestões do doente, sem que se leveem conta a complicação dos processos, disposição de sua aplicação, valor eprováveis reações adversas ao medicamento. Como conseqüência, é comum opequeno grau de aderência individualmente; quando se exigem processos detratamento ou uso contínuo de medicamento durante um longo período. Dessamaneira, a taxa de aderência gira em torno de 50%. Essa porcentagem fica menorainda nas terapêuticas longas ou profiláticas, em condições clínicas discretas ouassintomáticas e nas patologias cujas decorrências da interrupção demoram aaparecer. Nos pacientes psiquiátricos á aderência pretende a ser menor (BECHELLI,2003). O impacto extraordinário do tratamento das doenças mentais com estesmedicamentos foi por só um momento. Contrariando as esperanças de benefíciosconstantes e estáveis, logo se viu que as recaídas e conseqüentes internaçõestornaram-se mais frequentes. Após a melhoria dos sintomas, os pacientes tomavamseus medicamentos de forma irregular, chegando a interromper o tratamento,demonstrando o uso descontínuo dos neurolépticos prescritos (CARDOSO;GALERA, 2006). Os antipsicóticos têm sido à base no tratamento da esquizofrenia nosúltimos cinqüenta anos. Em termos de estrutura química, os antipsicóticos,conhecidos também como neurolépticos, são um grupo heterogêneo de drogaspsicoativas (como fenotiazina, tioxantina, butirofenona, difenilbutilpiperidina,benzamida, benzisoxazol e dibenzepina) mais utilizado na fase aguda do tratamento,na terapia de manutenção e na precaução da reincidente esquizofrenia em longoprazo (FALKAI et al, 2006). Altas doses de antipsicóticos convencionais podem ser necessárias paraalguns pacientes, porém estudos controlados não apresentaram vantagens nem nas
  30. 30. 29doses de ataque rápido nem em dosagens altas sustentadas. Além disso, as dosesmais altas aumentam a possibilidade de efeitos colaterais adversos (HALES;YUDOFSKY, 2006). Nos dias de hoje, em benefício de suas vantagens farmacológicas,especialmente na melhora dos sintomas negativos, qualidade de vida etolerabilidade, vários autores apreciam os antipsicóticos atípicos como primeira linhano tratamento da esquizofrenia (OLIVEIRA et al, 2011) Ainda segundo o mesmo autor, a adesão dos pacientes é algoimportantíssimo, entretanto, de algum modo, negligenciado nos regimesterapêuticos. A adesão aos antipsicóticos é melhor em razão de terem menoresquantidades de efeitos colaterais. Em casos diferentes, de dificuldade no uso demedicações orais,ou pela não aceitação do paciente, ou pela dificuldade do controlefamiliar no uso regular as medicação, pode-se optar pelo uso de antipsicóticos naforma de injetáveis de ação prolongada.3.7.1.1 Antipsicóticos Típicos Os antipsicóticos foram ao início chamado de neurolépticos, devido a suacapacidade de induzir catalepsia em ratos. A atividade antipsicótica daclorpromazina foi por acaso, e sua atividade era devido ao bloqueio do receptordopaminérgico D2. Desse modo, foram-se elucidados a hiperatividade dopaminérgicada esquizofrenia, e vários outros antipsicóticos foram introduzidos, como ohaloperidol e a flufenazina. As doses de haloperidol e flufenazina eram menorespara bloquear o efeito D2 mais intenso, por isso chamados de neurolépticos de altapotência, enquanto aqueles semelhantes a clorpromazina de baixa potência (KAYO,2010). Já para Silva (2006) os antipsicóticos levam dias a semanas paraalcançarem seus efeitos terapêuticos máximos. Eles são divididos conforme as suaspotências: halperidol, flufenazina, trifluoperazina, tioxene) alta potência e(clorpromazina, tioridazina) de baixa potência. Além dos efeitos terapêuticos, elescausam efeitos colaterais típicos. A via dopaminérgica nigroestriatal participa da
  31. 31. 30atividade motora. Devido ao bloqueio de receptores dopaminérgicos estriatais, essesantipsicóticos podem produzir o aparecimento de efeitos adversos extrapiramidais.3.7.1.2 Antipsicóticos Atípicos Na década de 1970 foi descoberta a clozapina, um antipsicótico bastanteeficaz que praticamente não se desenvolvia efeitos adversos extrapiramidais.Surgiram outros antipsicóticos diferentes dos convencionais que já existiam, nãocausando os efeitos extrapiramidais, e por isso foram chamados de áticos (KAYO,2010). Os antipsicóticos atípicos são fármacos associados à menoresacontecimentos de sintomas extrapiramidais. Esses sintomas são os maisperturbadores entre os efeitos colaterais dos antipsicóticos, e o advento dessesnovos agentes constituiu um grande avanço na psicofarmacoterapia. (OLIVEIRA etal., 2011) Os esforços foram concentrados na busca de antipsicóticos com menosefeitos extrapiramidais e que sejam eficazes também no tratamento dos sintomasnegativos da esquizofrenia, levaram aos denominados antipsicóticos atípicos, comoexemplo a clozapina, risperidona, olanzapina, quetiapina, ziprasidona e mais recenteo aripiprazol (SILVA, 2006). Segundo Oliveira (2000), a risperidona ou a olanzapina são as drogasrecomendadas como primeira escolha da esquizofrenia, em decorrência dos ensaiosclínicos e da experiência clínica acumulada. Ainda segundo o mesmo autor, os antipsicóticos convencionais ainda são deprimeira escolha quando se consideram as questões relativas ao custo dotratamento. Isso ainda acontece em nosso meio.
  32. 32. 313.8 TRATAMENTO PSICOLÓGICO As principais funções cognitivas são: percepção, atenção, memória,linguagem e funções executivas. Partindo da relação entre essas funções queentendemos a grande parte dos comportamentos, desde o mais simples até oscomplexos, exigindo atividades cerebrais mais formadas (NEUROPSICOLOGIA...,2006). A intervenção psicossocial em famílias de indivíduos esquizofrênicos temdois objetivos principais: reduzir, prevenir, os sintomas da esquizofrenia e melhorar aqualidade de vida de todos. Busca-se cooperar para que o paciente tenha o mínimode incapacidades ligadas á esquizofrenia e para que seus familiares compreendame lidem melhor com os problemas relacionados à doença do parente, e comemoções ocasionadas por causa desse contato (SCAZUFCA, 2000). Ainda segundo o autor citado acima, a esquizofrenia é uma doença quetende a se manifestar em pessoas biologicamente vulneráveis, em que o ambienteafetivo familiar pode colaborar para ocasionar a doença ou a ter recaídas. A famílianão é responsável ou culpada pela doença. É necessário reconhecer as dificuldadesque a família passa com um de seus membros com grave incapacitação mental. Os programas de intervenções possuem pontos que têm obtido sucessocomo: elementos de educação sobre a esquizofrenia, apoio dos terapeutas á família,auxílio nos problemas atuais, negociando soluções e formas de lidar com osproblemas, e esclarecimento á família da importância da medicação no tratamento.Componentes psicoeducacionais são utilizados como intervenção, técnicascognitivo-comportamentais, redução de tensões na família visando solução deproblemas e estratégias para situações difíceis. Os programas com familiares sedestinam as pessoas que convivem sempre perto do doente, em geral, pais, irmão,cônjuges, e filhos (SCAZUFCA, 2000). A psicoterapia passou a ser uma importante aliada na intervenção,auxiliando á adaptação do doente em seu ambiente, revertendo prejuízos sociais einterpessoais. Tais intervenções criam situações que proporcionam adequação nosrelacionamentos (COSTA; CALAIS, 2010). Alguns dos sintomas mais típicos da esquizofrenia envolvendo osrelacionamentos interpessoais, são demonstrados por meio de encenações de
  33. 33. 32papéis em terapia (ensaio comportamental) e tarefas de casa nas habilidadessociais, demonstram o fraco contato visual, demora em responder, não temespontaneidade em situações sociais e não percebe coisas certas e as emoções deoutras pessoas (COSTA; CALAIS, 2010). Essas intervenções psicossociais representam importante papel no cuidadode esquizofrênicos, integrados á farmacoterapia, adequadas a cada paciente. Aadequação do doente vai depender dele, do curso da doença e como está a suavida. Como exemplo, doentes que moram com suas famílias podem ir à terapiafamiliar, e os que vivem sós, tem a opção de estimulação social de programas dehospital-dia e contato com enfermeiros em visitas em casa. Alguns pacientes têmempregos e cuidam de si mesmos outros precisam de 24 horas de atendimento pormuitos dias de hospitalização. Esses pacientes precisam de algum tipo deintervenção no início da doença e outras em estágios posteriores, quando houversintomas alterados. Os benefícios ao paciente são mais independência eparticipação na vida social (HALES; YUDOFSKY, 2006). As famílias em que o doente é casado ou tem filhos pequenos apresentamproblemas no relacionamento do casal e dificuldades dos filhos em entender adoença. A família aprova estas intervenções, pois demonstram sua eficácia namelhora de vida de todos (SCAZUFCA, 2000).3.9 PRINCIPAIS ANTIPSICÓTICOS DISTRIBUÍDOS PARA TRATAMENTO DAESQUIZOFRENIA USADO NA REDE PÚBLICA DE PARANAÍBA. Os medicamentos antipsicóticos, inseridos no início do ano de 1950,revolucionaram o tratamento da esquizofrenia. Em número, a estimativas são de 2 a4 vezes maior de pacientes que tem recaídas quando tratados com placebo,comparado aqueles tratados com fármacos antipsicóticos. Estes medicamentos,porém, se atêm aos sintomas da doença, mas não a curam. Os medicamentosantipsicóticos dividem-se em duas classes principais: antagonistas do receptor dadopamina (p. ex., clorpromazina e haloperidol e ASDs (p. ex., risperidona eclozapina) (SADOCK B.; SADOCK V, 2007).
  34. 34. 33 Todos os antipsicóticos são elevados ao placebo no tratamento daesquizofrenia. Estudos controlados não confirmaram o uso de um medicamentoespecífico para um subtipo apontado de esquizofrenia, e também não existemmelhoramentos em prescrever mais do que um antipsicótico por vez (HALES;YUDOFSKY, 2006). Ao começar o tratamento, o mais adequado é que os doentes estejamcontrolados clinicamente com o medicamento de atuação curta, pois o tempo paraser alcançado o nível plasmático estável é mais longo com os medicamentosantipsicóticos de ação prolongada (BECHELLI, 2003). Os medicamentos neurolépticos podem ser separados em dois grupos deacordo com a sua potência. Sendo desta maneira, temos os antipsicóticos de altapotência (como haloperidol, flufenazina, trifluoperazina, tioxene) e de baixa potênciaou sedativos (como a clorpromazina, tioridazina etc) (SILVA, 2006) Na rede pública de Paranaíba são dispensados para o tratamento daesquizofrenia: Haloperidol, Haldol decanoato, Clorpromazina e Risperidona3.9.1 Haloperidol Comprimidos A maioria dos pacientes esquizofrênicos com psicose aguda vai responder auma dose diária entre 10 e 15 mg de haloperidol (ou equivalente) dentro de algunsdias ou semanas (HALES; YUDOFSKY,2006). Haldol é um medicamento neuroléptico do grupo das butirofenonas. É um bloqueador potente dos receptores dopaminérgicos centrais, e classificado como um neuroléptico incisivo. Como resultado direto do bloqueio dopaminérgico, haldol apresenta uma ação incisiva sobre os delírios e alucinações(provavelmente a nível mesocortical e límbico) e uma ação sobre os gânglios da base (via Nigro-estriatal). Haldol causa sedação psicomotora eficiente, o que explica seus efeitos favoráveis na mania, agitação psicomotora e outras síndromes de agitação. A atividade em nível dos gânglios de base é provavelmente responsável pelos efeitos extrapiramidais (distonia, acatisia e parkinsonismo) (HALOPERIDOL, 2009).  Absorção e distribuição
  35. 35. 34 A maior parte dos fármacos antipsicóticos sofre uma rápida absorção, porémincompleta. Mesmo assim, muitas dessas drogas são submetidas a um metabolismosignificativo de primeira passagem. Por imediato, as doses orais de clorpromazina etioridazina oferecem uma biodisponibilidade sistêmica de 25 a 35%, já o haloperidol,que tende a ser menos metabolizado, tem sua disponibilidade sistêmica média de65%. Os agentes antipsicóticos são, na sua maioria, altamente lipossolúveis eligados ás proteínas (92-99%). Podem vir a ter grandes volumes de distribuição(habitualmente >7 L/Kg). De um modo geral, essas drogas têm uma duração deação clínica muito mais prolongada do que se poderia estimar pela sua meia-vidaplasmática, possivelmente pelo acontecimento de serem seqüestradas emcompartimentos lipídicos do corpo e apresentarem afinidade muito alta porreceptores selecionados de neurotransmissores. Isso é comparado á ocupaçãoprolongada dos receptores dopamínicos D2 no cérebro. Os metabólitos daclorpromazina podem ser excretados na urina dentro de várias semanas após aúltima dose de droga administrada em base crônica. De forma parecida, pode nãoocorrer reincidente completa até dentro de seis semanas ou mais após a suspensãode muitas drogas antipsicóticas.  Metabolismo Os medicamentos antipsicóticos são, em sua grande parte, quase totalmentemetabolizados por uma variedade de processos. Embora alguns metabólitos reteremsua atividade, como, por exemplo, a 7-hidroxiclorpromazina e o haloperidol reduzido,os metabólitos não são considerados tão importantes para a ação desses fármacos.  Excreção Uma quantidade muito pequena dessas drogas é excretada na formainalterada, visto que são quase totalmente metabolizadas a substâncias maisapolares (KATZUNG, 2005).3.9.1.1 Interações Medicamentosas  Haloperidol/ Antiinflamatórios Não-Esteróides Os antiinflamatórios como Ácido Mefenânico; Ácido Tiaprofêncio;Celecoxibe; Cetoprofeno; Cetorolaco; Diclofenaco; Diflunisal; Etodolaco tendem a
  36. 36. 35aumentar seu efeito adverso/tóxico do Haloperidol, especialmente a tontura econfusão mental (BACHMANN et al, 2006 ). Os estudos avaliaram o tratamento junto com Haloperidol (5 mg/dia) eIndometacina (75 mg/dia) para tratar a dor relacionada á osteoartrite, e 6 dentre 11pacientes apresentaram tontura, cansaço e confusão mental exacerbados(BACHMANN et al, 2006 ).  Haloperidol/ Carbamazepina A concentração sérica do Haloperidol diminuiu de 50 a 60% após aadministração de Carbamazepina, e sintomas relacionados á concentraçãosubterapêutica do Haloperidol foi notada durante o uso de carbamazepina(BACHMANN et al, 2006 ).  Haloperidol/ Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina Os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina como Citalopram;Escitalopram; Fluoxetina; Fluvoxamina; Paroxetina; Sertralina tendem a diminuirmetabolismo do Haloperidol, através de isoenzimas CYP. Os efeitos vistos tempossibilidade de serem devidos a inibição da CYP2D6 pelo Inibidor Seletivo daRecaptação da Serotonina, da qual o haloperidol é um substrato (BACHMANN et al,2006 ).  Haloperidol/ Quinidina A Quinidina pode aumentar a concentração sérica do Haloperidol. Omecanismo dessa interação é desconhecido (BACHMANN et al, 2006 ).3.9.2 Haldol Decanoato Solução Injetável Haldol decanoato é o éster do haloperidol com o ácido decanóico. Trata-se de um neuroléptico de ação prolongada, uma vez que o éster é gradativamente liberado do tecido muscular e, por meio de hidrólise enzimática, o haloperidol penetra na circulação sanguínea. Tal liberação se faz de forma progressiva, permitindo a obtenção de curvas plasmáticas uniformes sem ocorrência de picos irregulares. A administração de uma dose adequada produz efeito terapêutico estável, que permanece durante 4 semanas. Verificou-se que, com o tratamento por Haldol decanoato, a medicação anti-parkinsoniana associada ao tratamento com neurolépticos pode ser reduzida ou mesmo suspensas em certos casos. Em pacientes deprimidos
  37. 37. 36 foiobservado um efeito de ressocialização (HALDOL DECANOATO, 2009). Através de sua administração por via intramuscular este medicamentoproduz um bloqueio seletivo no sistema nervoso central, por causa de bloqueioscompetitivos dos receptores dopaminérgicos pós-sinápticos, no sistemadopaminérgico mesolímbico e um aumento no intercâmbio da dopamina no nívelcerebral para produzir ação antipsicótica. O haloperidol (Haldol) é um importantesedativo, antipsicótico, causando: diminuição de iniciativa, redução em demonstrarafeto, respostas lentas, sonolência, reduz comportamentos agressivos, impulsos eagitação psicomotora (CARDOSO, 2006). Para o início do tratamento em pacientes muito agitados ou agressivos, énecessário o uso de antipsicóticos por via intramuscular (IM), por causa início deação mais rápido. Apenas alguns antipsicóticos tradicionais encontram-sedisponíveis na forma de apresentação injetável, como exemplo haloperidol,clorpromazina, levomeprazina, dorperidol, zuclopentixol, risperidona, ziprasidona,olanzapina (PÁDUA et al., 2005).3.9.3 Clorpromazina O emprego da clorpromazina revolucionou o tratamento dos pacientesesquizofrênicos e já obteve uma melhora de 50-75% e quase 90% destes pacientesapresentaram algum melhoramento clínico através do uso desse fármaco (SILVA,2006). Após observar os efeitos da clorpromazina em pacientes com esquizofrenia,notou-se que eles ficavam em estados característicos, e passou a ser conhecidocomo síndrome neuroléptica, com aspectos de indiferença emocional. Assim, aclorpomazina foi administrada a pacientes internados de longo tempo, em hospitaispsiquiátricos. Muitos pacientes apresentaram melhora estimável, e puderam retornara sociedade. Os sintomas psicóticos mais destacados na esquizofrenia eramsuavizados após algum tempo de uso da droga (SILVA, 2006).
  38. 38. 37 A clorpromazina é um derivado alifático. As teorias baseadas na capacidade de antagonizar as ações da dopamina como neurotransmissor nos gânglios da base e nas regões límbicas do proencéfalo tornaram-se mais proeminentes e são apoiadas por inúmeras evidências. O antagonismo da neurotransmissão sináptica mediada por dopamina é uma ação importante dos neurolépticos. (CLORPROMAZINA, 2011).  Farmacocinética A Clorpromazina é rapidamente absorvida por via oral e a suabiodisponibilidade relativa em relação à via intramuscular é em média de 50%. Aclorpromazina apresenta boa passagem em todos os tecidos, ligando-se fortementeàs proteínas plasmáticas (90%). Possui meia-vida plasmática curta (algumas horas),mas a eliminação é lenta e prolongada (4 semanas ou mais). Nota-se variaçõesindividuais nas concentrações plasmáticas. A clorpromazina passa pelo efeito deprimeira passagem no trato gastrintestinal e intensa metabolização hepática,formando metabólitos tanto ativos quanto inativos, com reciclagem êntero-hepática.A excreção é feita pela urina e pelas fezes, onde aparece principalmente sob aforma de metabólitos. (CLORPROMAZINA, 2011)3.9.3.1 Interações Medicamentosas  Clorpromazina / Haloperidol O haloperidol pode aumentar o efeito de prolongamento do QTc (intervalocorrigido pela freqüência cardíaca) da Clorpromazina. A Clorpromazina é capaz dediminuir o metabolismo do haloperidol, através de isoenzimas CYP. A concentraçãosérica do Haloperidol aumentou 28,5% em um grupo de pacientes do sexomasculino, quando administrado juntamente com a Clorpromazina. O Haloperidol e aClorpromazina são considerados inibidores fracos da CYP2D6 e ambos sãosubstratos da mesma isoenzima, julgando-se que os efeitos sobre essa isoenzimacolaboram para a interação (BACHMANN et al, 2006).
  39. 39. 383.9.3.2 Efeitos Colaterais Além do efeito terapêutico do medicamento eles causam efeitos colateraistípicos. Como já foi apresentado, à via dopaminérgica nigroestriatal participa daregulação da atividade motora. Como conseqüência, ao bloquearem os receptoresdopaminérgicos estriatais, os antipsicóticos típicos tendem a causar o aparecimentode efeitos adversos extrapiramidais. Incluem, portanto a síndrome de Parkinson,reações distônicas agudas, acatisia, acinesia e síndrome neuroléptica maligna. Aestimativa desses efeitos é bem elevada, chegando até a 90% em alguns estudos, ecostuma acontecer nas primeiras semanas de tratamento. A síndrome de Parkinson tem como características a lentidão dosmovimentos (bradicinesia), tremor variável das extremidades aumentando com amovimentação e não está presente no sono, imobilidade da expressão facial,alteração de passo e postura rígida. Reações distônicas agudas também podemocasionar como espasmos dos músculos da face, pescoço e língua. A acatisia indicao estado de desconforto intenso nos membro inferiores, acompanhado deincapacidade de ficar com as pernas paradas. Porém, o efeito adverso motor maistemido dos neurolépticos é a discinesia tardia. Ela se mostra através de movimentosesteriotipados involuntários, principalmente da face, como a sucção com os lábios,movimentos laterais da mandíbula e movimentos anormais da língua. Outros efeitosadversos também de origem central são aqueles que comprometem o sistemaneuroendócrino causando ginecomastia, galactorréia e amenorréia (SILVA, 2006).3.9.4 Risperidona A risperidona é um derivado dos benzisoxazoles, diferente da estruturaquímica de outros antipsicóticos. Sua potência se caracteriza por bloquear osreceptores serotonérgicos, que podem estar envolvidos nos sintomas negativos daesquizofrenia. Bloqueia os receptores tipo D2 em menor grau do que o haloperidol. Obloqueio de D2, é de preferência na via mesolímbica, sendo menor que o bloqueio 5HT2 (OLIVEIRA et al, 2011).
  40. 40. 39 É um antipsicótico eficaz com leve apresentação de efeitos adversos. Nasdoses habituais, não está associada a sintomas extrapiramidais, comparando-secom os antagonistas do receptor de dopamina. As evidências confirmam seu papelcomo fármaco de primeira linha para pacientes com doença leve a moderada emseu primeiro episódio (SADOCK B.; SADOCK V, 2007). A risperidona mostrou uma resposta significativamente elevada nossintomas negativos que o haloperidol e o placebo apenas com a dose de 6 mg/dia.No tratamento de manutenção, em relação ao haloperidol, os efeitos foramfavoráveis sobre risperidona sobre a sintomatologia negativa. Observou-se que arisperidona ocasionou uma melhora significativa superior dos sintomas negativos(FALKAI et al, 2006).  Efeitos colaterais Alguns outros efeitos colaterais comuns à risperidona são insônia, agitação,sedação, tontura, rinite, hipotensão, ganho de peso e distúrbios menstruais.galactorréia pode estar presente (OLIVEIRA, 2000).  Farmacocinética A Risperidona é facilmente absorvida. A biodisponibilidade máxima oral daRisperidona é de 70% e a biodisponibilidade respectiva de um comprimido destefármaco é de 94%. A Risperidona, quando absorvida, é rapidamente distribuída. Ovolume da distribuição é 1-2 L/kg. A Risperidona é metabolizada no fígado. Aprincipal via metabólica é a hidroxilação da Risperidona a 9-hidroxi-risperidona pelaenzima CYP 2D6. A Risperidona e seus metabólitos são eliminados praticamentetodos pela urina e em pequena extensão pelas fezes (U. PORTO, 2007).
  41. 41. 404 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Foi feito um levantamento sobre quais os antipsicóticos utilizados notratamento da esquizofrenia são distribuídos pela rede pública de Paranaíba-MS,onde os dados coletados foram direto do CAPS- Centro de AtendimentoPsicossocial. Este órgão é filiado á Prefeitura Municipal de Paranaíba e SecretariaMunicipal de Saúde, situado na Av. Três Lagoas n° 1491 Centro CEP: 79500-000.Através da entrevista com a farmacêutica responsável pelo controle e distribuiçãodos medicamentos, foi relatado que os medicamentos disponíveis para esquizofreniaeram somente Haloperidol, Haldol decanoato (injetável), Clorpromazina eRisperidona.
  42. 42. 415 RESULTADOS Os resultados apresentados na pesquisa feita sobre os medicamentos darede pública de Paranaíba deixam claro que existem poucos medicamentos porémsuficientes usados para o tratamento da esquizofrenia. Os medicamentosdispensados na rede pública de Paranaíba- MS para o tratamento da esquizofreniapertencem à classe dos antipsicóticos típicos e atípicos. Como antipsicóticos típicos são dispensados no tratamento da esquizofreniaos seguintes medicamentos: Clorpromazina e Haloperidol (comprimido e injetável).Como antipsicóticos atípicos é dispensado no tratamento da esquizofrenia somentea risperidona que é considerado um medicamento especializado ou de alto custo. Como vimos em artigos recentes, os antipsicóticos atípicos, principalmente arisperidona ou também a olanzapina são as drogas recomendadas como primeiraescolha no tratamento da esquizofrenia, em decorrência dos ensaios clínicos e daexperiência clínica. Porém são dois medicamentos de alto custo. No entanto, encontramos dados conflitantes, pois alguns autores dizem queos antipsicóticos atípicos são mais eficazes que os antipsicóticos típicos, e outraspesquisas, no entanto demonstram que se houver uma adequação correta da doseseriam tão eficazes quanto os antipsicóticos atípicos. O que podemos concluir é queos pacientes esquizofrênicos da rede pública de Paranaíba-MS dispõem demedicamentos para o tratamento da esquizofrenia (tanto os antipsicóticos típicoscomo os atípicos), e que são suficientes para o controle e tratamento dos diversossubtipos da esquizofrenia, uma vez que diversos estudos correlacionam a eficáciada associação dos antipsicóticos como uma maneira de controlar os surtos.
  43. 43. 426 CONSIDERAÇÕES FINAIS Os medicamentos antipsicóticos embora não curem, foram estabelecidoscomo primeiro tratamento para todo o curso da doença. O uso prolongado em dosesadequadas individualmente permite uma redução no tempo de hospitalização e apermanência dos doentes por mais tempo em seus lares (PÁDUA et al., 2005). Os antipsicóticos utilizados na esquizofrenia na rede pública de Paranaíbasão bastante eficazes, atuando predominantemente nos sintomas positivos(alucinações e delírios) e em grau neutro menor, nos sintomas negativos (apatia,embotamento e desinteresse). Diante da diversidade e complexidade que é a patologia em si; e tambémdos dados das pesquisas que são conflitantes e da necessidade de pesquisas quetrouxessem dados mais conclusivos, uma vez que o índice de erros no diagnósticotambém é alto devido ao grande número de sintomas e da dificuldade em algunscasos de enquadrar o esquizofrênico em um protocolo correto de medicamento,podemos dizer que o tratamento da esquizofrenia no município de Paranaíba-MS,pode ser eficaz com os medicamentos disponibilizados; porém temos que levar emconsideração que existem outras drogas como clozapina, olanzapina, quetiapina,ziprasidona e mais recente o aripiprazol que também poderiam estar sendoutilizadas. O uso de outros antipsicóticos com ação prolongada seria um exemplo a serdado, mas acreditamos que o entrave disso se deve ao fato que a maioria pertencea classe de medicamentos de alto custo, o que estaria gerando um custo elevadopara o estado. Podemos então dizer que os antipsicóticos típicos apesar da difícil adesãodos pacientes ao tratamento devido aos efeitos extrapiramidais, ainda permanecemcomo primeira escolha quando se consideram estritamente questões relativas aocusto do tratamento. Ainda podemos salientar que a saúde mental no sistema único de saúde,muitas vezes são negligenciados pelos profissionais uma vez que se tratando deuma patologia incurável e de difícil tratamento, que na maioria das vezes dependeda adesão e colaboração da família no seu controle.
  44. 44. 43 Fica claro então, que o entrave burocrático também afeta o sucesso dotratamento. Ainda podemos dizer que existem drogas novas, potentes e de açãoprolongada que poderia controlar de forma mais eficiente os diversos quadros daesquizofrenia que fazem parte da lista de medicamentos de alto custo, portantodisponível no SUS, mas que são negligenciados ou pela questão do custo, ou ainda,infelizmente, pela falta de conhecimento, atualização e imprudência de muitospsiquiatras. E por último, não menos importante, as intervenções psicossociais têm sidoutilizadas como uma alternativa usada para o tratamento de pacientesesquizofrênicos, integrados a farmacoterapia. Essas intervenções têm obtido grandesucesso, levando elementos da educação sobre a esquizofrenia, apoio a família porparte dos terapeutas, auxilio em problemas cotidianos, dando suporte a aqueles quelidam diretamente com o paciente. Sua reintegração na sociedade e sua vida “normal” também são trabalhadasdentro das intervenções, que procura restabelecer ao máximo sua independência ealém de melhorar sua qualidade de vida.
  45. 45. 44 REFERÊNCIASAYRES, Adriana de Mello. Disfunções cognitivas em sujeitos portadores deesquizofrenia no Brasil: amplitude, gravidade e relação com a demora no acessoao tratamento médico. 2009. 217 f. Tese (doutorado)- Área de concentração:Psiquiatria, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2009.BACHMANN, Kenneth A. et al.Interações medicamentosas: o novo padrão deinterações medicamentosas e fitoterápicas. 2 ed. Barueri: Manole, 2006.BECHELLI, Luiz Paulo de C.. Antipsicóticos de ação prolongada no tratamentode manutenção da esquizofrenia. Parte II. O manejo do medicamento,integração da equipe multidisciplinar e perspectivas com a formulação deantipsicóticos de nova geração de ação prolongada. Rev. Latino-Am.Enfermagem [online]. 2003, vol.11, n.4, pp. 507-515. ISSN 0104-1169.CLORPROMAZINA: COMPRIMIDOS. Responsável técnico: Antonia A. Oliveira.Suzano: Sanofi-aventis, 2011. Bula de remédio.CARDOSO, Lucilene; GALERA, Sueli Aparecida Frari. Adesão ao tratamentopsicofarmacológico. Acta Paul Enferm 2006;19(3):343-8. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ape/v19n3/a15v19n3.pdf>. Acesso em: 25 de jun. 2011.CARDOSO, Lucilene. Perfil demográfico e clínico de pessoas que fazem uso deDecanoato de Haloperidol. 2006. 80 f. Dissertação (mestrado) apresentada aoPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem Psiquiátrica, Departamento deEnfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem deRibeirão Preto, 2006. COSTA, Naiara Lima; CALAIS, Sandra Leal. Esquizofrenia: intervenção emInstituição Pública de Saúde. Psicol. USP [online]. 2010, vol.21, n.1, pp. 183-198.ISSN 1678-5177. Acessoem:<http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/psicousp/v21n1/v21n1a10.pdf>Disponível em: 21 out. 2011.ELKIS, Hélio; LOUZÃ, Mário Robrigues. Novos antipsicóticos para o tratamentoda esquizofrenia. Rev. Psiq. Clín. 34, supl 2; 193-197, 2007.Disponível em:<http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol34/s2/193.html>. Acesso em: 19 jun. 2011
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